Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Os Discos de 2011 (10-01)

10 - Bill Callahan – Apocalypse

Cada tema em Apocalypse é um capítulo tocante, quente e directo ao coração. As paisagens e o lirismo narrativo completam um  ambiente tradicional onde só faltam os veados a saltitar pelos bucólicos campos verdejantes. O apocalipse musical certamente nunca acontecerá com discos assim.

 

9 - Canon Blue - Rumspringa

As músicas são quase todas uma espécie de sinfonia onde se explora quase ao limite as possibilidades de harmonização e, em termos de escrita, as possibilidades líricas, resultando numa espécie de efervescência sonora extravagante infinita e intrincada; Pessoalmente, ao ouvi-las foi como se estivesse a fazer o roaming de um mundo sonoro onde nunca estive antes.

 

8 - Los Campesinos! - Hello Sadness

Um disco carregado de composições puras encantadoras e delicadas e cuja sonoridade vai do épico ao melancólico, mas sempre com uma vincada e profunda delicadeza.

 

7 - Metronomy – The English Riviera

Uma colorida coleção de canções e que usa a eletrónica como principal ferramenta na construção das mesmas, numa lógica sonora que tem feito escola desde a alvorada dos oitentas. No entanto, existe um elevado toque de modernidade, desconvocando uma possível agenda de revivalismo, ou seja, o toque e o perfume dessa década estão lá, mas o som é bastante atual, original e maduro.

 

6 - Radiohead – The King Of Limbs

Ouve-se este disco e fica-se na dúvida relativamente ao que poderá vir a seguir. Aqui não há certezas nem linearidade absoluta; Apenas quatro músicos que se juntaram para, em pouco mais de vinte anos, comporem o melhor rock alternativo da história da música, ao qual poderás apensar todos os outros estilos musicais que te apetecer porque serão certamente válidos.

 

5 - The Horrors – Skying

Se há bandas que atestam a sua maturidade pela capacidade que têm em encontrar a sua sonoridade típica e manter um alto nível de excelência ou, no limite, regularidade nos seus lançamentos tendo em conta o campo sonoro que auto delimitaram, os The Horrors encaram a sua maturidade na capacidade constante que demonstram de mutar a sua música, fazendo deles talvez hoje o maior grupo inglês em atuação.

 

4 - The Black Keys - El Camino

Todas as onze músicas são singles em potência, com refrões bastante audíveis e que se tornam viciantes. Este disco marca a entrada em grande estilo dos The Black Keys na primeira divisão do campeonato indie e alternativo e prova que se o rock estiver em boas mãos tem capacidade que sobra de renovar-se e quantas vezes for necessário.


3 - The Envy Corps - It Culls You

Talvez quando se tornarem grandes, possa ser feita alguma justiça ao meu trabalho de divulgação de novidades do cenário musical alternativo. E mais não digo...

 

2 - My Sad Captains - Fight Less, Win More

É um álbum sonoramente pouco imediato e que pode precisar de alguma persistência para se tornar familiar, mas não duvidem que merece ser degustado devidamente. Chamem-me exagerado, precipitado, demasiado emotivo e repetitivo, cataloguem-me como quiserem, critiquem inclusivé a minha aparente facilidade em exacerbar nos elogios muitas das bandas que apresento... No entanto, garanto-vos que estes My Sad Captains vão ser um dia grandes...

 

1 - R.E.M. - Collapse Into Now

Depois desta despedida, só espero poder cá estar outros 30 anos para continuar a ouvi-los com a mesma emoção, dedicação e paixão, a fazer deles a principal banda sonora da minha vida e a contar com as letras de Michael Stipe para me ajudarem a conseguir expressar muito do que guardo dentro de mim.


autor stipe07 às 22:28
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Os Discos de 2011 (20-11)

De todos os discos que ouvi em 2011, felizmente não foram só vinte os que me impressionaram positivamente e que serão ouvidos com prazer durante muito tempo. A escolha não foi fácil e só espero que a mesma dificuldade se mantenha no final de 2012...

20 - Little Dragon - Ritual Union

Este disco mistura synthpop, trip hop e soul, juntamente com todo o gracejo pop tipicamente sueco, havendo aqui uma clara atração pela citada trip hop, a pender também para uma sonoridade mais amena e suavemente melancólica.

File:Little Dragon - Ritual Union album cover.jpg

 

19 - Wilco – The Whole Love

The Whole Love transporta um conjunto de canções que mantêm firme o traço de honestidade das composições da banda.

 

18 - Darkness Falls - Alive In Us

Recomendado para os fãs da pop obscura com referências ao som rock dos anos sessenta e início dos anos setenta. Não é um álbum fácil, mas para quem aprecia este género de cruzamentos e tem avidez por novidades que sejam mais valias, torna-se obrigatório ouvi-lo.

 

17 - Manicure - Grow Up

Gás na pedaleira e uma gritaria inclemente de alguém que parece pedir a plenos pulmões para ser surpreendido.

 

16 - Coldplay - Mylo Xyloto

Um disco belíssimo, que felizmente aproxima cada vez mais a banda de Parachutes e indevidamente injustiçado pela maioria da crítica que colocou nos seus ombros expetativas desmesuradas.

 

15 - Kasabian - Velociraptor!

O álbum mais consistente, melódico e maduro dos Kasabian.

 

14 - Snow Patrol - Fallen Empires

Ha neste disco algumas canções que vão continuar a manter acesa a chama da devoção e do respeito que nutro por esta banda fantástica e tão marcante para mim.

 

13 - Husky - Forever So

Estes Husky combinam com uma perfeição raramente ouvida a música pop com sonoridades mais clássicas. Pessoalmente, criaram em mim, através deste Forever So, um efeito devastador e senti o álbum como uma espécie de disco híbrido perfeito.

 

12 - dEUS - Keep You Close

Em cada audição somos recompensados com a descoberta de detalhes subtis que surgem e tingem o nosso cérebro.

 

11 - French Films - Imaginary Future

Os French Films conseguem juntar uma atmosfera sonora épica, positiva, sorridente e bastante dançável. Vale a pena ouvir o resto do disco, sem parêntesis e pausas, com uma atitude descontraída e jovial

 


autor stipe07 às 18:21
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

As canções mais votadas de 2011...

No Facebook de Man On The Moon as canções de 2011 mais votadas foram...

 

autor stipe07 às 15:17
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Sábado, 24 de Dezembro de 2011

Feliz Natal...

Desejo a todos os leitores de Man On The Moon um excelente Natal e, já agora, cheio de música nos sapatinhos. Eu contribuo com estas... Apareçam sempre e usufruam!

Mando Diao - Christmas Could Have Been Good

 

The Futureheads - Christmas Was Better In The 80s

 

The Raveonettes - The Christmas Song

 

The Kills - Silent Night

 

 


autor stipe07 às 12:35
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

Beta Radio – The Songs The Season Brings EP

A banda folk norte americana Beta Radio, que sustenta a sua existência numa longa colaboração entre os músicos Benjamim Mabry e Brent Holloman, acaba de lançar The Songs The Season Brings, uma coleção de originais e clássicas canções de natal, mesmo a calhar para esta altura do ano. Este novo EP da banda demorou dois meses a ver a luz do dia e foi gravado em vários locais e diferentes ambientes, desde o normal estúdio, a quartos e outras divisões das habitações dos músicos, com o firme propósito de conferir autenticidade sonora às canções.

Ao longo do EP e como era de esperar nos Beta Radio, o banjo a guitarra e as harmonias folk tomam as rédeas das canções e criam um ambiente festivo e propício à quadra natalícia. A voz de Amanda Holloman, uma das convidadas do EP, cruza na perfeição com as vocalizações de Benjamim e dá um toque luminoso às canções. Além dela, ouve-se também as participações especiais de Theo Milojevich na bateria, Ed Sumpter no baixo, Maura Kropke no violino, Anna Griffith no trompete e do multi instrumentista Andy Stanfill. Será certamente uma boa proposta para durante alguns minutos o som ambiente da nossa ceia de natal colocar de lado os clássicos de várias gerações e recriar um ambiente diferente, retro e até mais divertido e informal. Poderás fazer o download gratuito do EP no Bandcamp da banda. Espero que aprecies a sugestão...

01. O Holy Night
02. The Song The Season Brings
03. Auld Lang Syne

04. The First Noel (Bonus Track)


autor stipe07 às 18:15
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

Frank Turner - England Keep My Bones

Até 2005 Frank Turner, músico inglês nascido em Meonstoke, era vocalista da banda de post hardcore Million Dead. Nesse ano, e em boa hora, abandonou as guitarras para seguir uma carreira a solo numa sonoridade bem mais acústica. A vontade do músico em seguir uma linha menos agressiva e mais sofisticada já era antiga e em 2007 estreou-se nos discos com o bem sucedido Sleep Is For The Week. Nesse disco Turner não abandonou a voz forte e exuberante, nem a atitude típica de um verdadeiro um rockstar. No entanto, adaptou a folk de forma singular a estas caraterísticas e por isso recebeu inúmeras críticas positivas e foi mais um a mostrar que a música acústica também poderá ter uma toada punk. Hoje ele é um das figuras mais queridas da música folk britânica e já em 2011 lançou England Keep My Bones, que de acordo com a crítica que li é um registo mais cuidadoso e distante do hardcore que Turner compôs. Distante, mas não completamente desligado... Pelo menos assim me parece!

Neste England Keep My Bones, a voz poderosa de Turner impôe-se de imediato e nota-se nela uma vontade imensa de fazer hinos épicos, não só devido à forma como canta, mas também porque escreve letras apaixonadas e intensas. Isso fica muito explícito na canção à capella, English Curse, que mesmo sem instrumento algum, consegue ser uma das mais fortes do disco inteiro. Os violões expressivos e as gaitas estão sempre muito presentes e o ligeiro travo punk e hardcore ouve-se apenas na elétrica One Foot Before The Other, canção que parece um pouco deslocada no disco.

A sinceridade que o álbum passa ao ouvinte é um fato a reter e dá-lhe um imenso charme e carisma. Frases como rock ’n' roll would save us all, do single I Still Believe e there is no God, we’re all in this together, da canção final Glory Hallellujah, transmitem essa intensidade de Turner.

Com riffs bem colocados, England Keep My Bones ganha identidade e personalidade graças ao espírito único da música do compositor inglês, que não tem medo de experimentar e já provou que tem sido muito bem sucedido nisso.

Em suma, este disco prova que existe muito mais no folk do que melodias melancólicas e letras obscuras. Existe um lado enérgico, charmoso e carismático e refrões contagiantes. England Keep my Bones é um disco de identificação, empatia, perfeito para servir de pano de fundo para uma longa viagem de carro, por exemplo. É para apreciar a paisagem da estrada, sem pressa de chegar ao seu destino. Espero que aprecies a sugestão...

Eulogy
Peggy Sang The Blues
I Still Believe
Rivers
I Am Disappeared
English Curse
One Foot Before The Other
If Ever I Stray
WessexBoy
Nights Become Days
Redemption
Glory Hallelujah


autor stipe07 às 20:54
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Slow Electric - Slow Electric

Os Slow Electric são um projeto musical que se insere essencialmente na área do jazz e que se formou com o propósito de atuar no Festival de Jazz da Estónia, em 2010, mas que acabou por não ficar por esse concerto. Liderado por Tim Bowness, também inclui na formação Peter Chilvers e o grupo estoniano UMA, formado pelo guitarrista Robert Jurjendal e pelo trompetista Aleksei Saks.

Tim Bowness inicia então aqui um novo projecto que só vem provar uma vez mais o glamour inigualável deste gentleman com uma voz nasalada bastante sedutora e intrigante. Slow Electric, o disco homónimo de estreia, é um álbum fabuloso e sensorial. É certo que só tem seis canções, mas são seis longas composições carregadas com uma densidade e ao mesmo tempo leveza sonora, difíceis de descrever. Assenta no uso de gravações de concertos, aos quais Bowness adicionou novas vozes e Chilvers contribuiu com teclados adicionais e atmosféricos. Além disso, conta com as ilustres participações especiais de Tony Levin dos King Crimson e Peter Gabriel em duas das canções.

Slow Electric foi produzido e misturado em Zurique, na Suiça, por Andi Pupato e lançado através da etiqueta Panegyric.  O design do belíssimo artwork é assinado por Carl Glover. Espero que aprecies a sugestão...

01. Towards The Shore / Towards An Ending
02. Criminal Caught In The Crime
03. Days Turn Into Years
04. Slow Electric Hum / Also Out Of Air
05. Another Winter
06. Between The Silent Worlds

http://slowelectric.wordpress.com/


autor stipe07 às 22:07
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Low Roar - Low Roar

Low Roar é o projeto a solo de um músico chamado Ryan Karazija, que depois de alguns anos em São Francisco, na Califórnia, a tentar dar vida à banda Audrye Sessions, decidiu atravessar o Atlântico e instalar-se em Reiquiavique, capital da Islândia. Finalmente aí conseguiu o seu momento Cinderela, sendo o frio mas inspirador ambiente local o sapato onde a sua música conseguiu encaixar. Assim, no passado dia um de novembro lançou o seu dico de estreia homónimo através da Tonequake Records.

Não sei se a culpa é do longo e rigoroso inverno, das paisagens rochosas, ou das águas das inúmeras nascentes que banham aquela ilha, mas há algo de incrível naquela atmosfera e que pelos vistos inspira decisivamente à criação musical. E depois de tantos anos de busca, parece que foi mesmo na Islândia que este artista introvertido mas cheio de talento, parece ter encontrado a sua redenção sonora. Cada canção deste Low Roar é uma tela brilhante, lentamente pintada com sons onde a música parece mover-se através de um ambiente carregado daquela típica neblina destas frias manhãs de inverno. A forma como ele toca viola neste Low Roar deixou-me impressionado, não só devido à musicalidade criada, como à intemporalidade da mesma e à centelha criativa que a sustenta. Destaco a sequência The Painter e Help Me, que parece-me ser o momento nevrálgico do álbum e onde outro ponto forte de Low Roar, que é a sua voz, eleva-se ao máximo da beleza intemporal, num registo a fazer-me lembrar os melhores momentos de Thom Yorke em Numb ou Street Spirit (Fade Out). Ryan é decididamente um especialista na criação de canções lacrimejantes e que transportam as nossas emoções para um estado emocional que pode parecer depressivo, à imagem dos conterrâneos Sigur Rós, mas que acaba por ser libertador.

Com o nosso inverno no seu clímax e um solstício à porta, ouvir este disco parece-me a banda sonora ideal para sentir o pulsar desta estação do ano em que vivemos, até por ser um álbum sombrio e melancólico, mas que também servirá para introspeção e relembrar-nos que um dia a primavera voltará a chegar. A única coisa que temos enterrado profundamente dentro de todos nós, e fora de vista, é o nosso coração; Low Roar fá-lo pulsar mais forte e aquece-o devidamente. Espero que aprecies a sugestão...

01. Give Up
02. Just A Habit
03. Nobody Else
04. Patience
05. Low Roar
06. Friends Make Garbage (Good Friends Take It Out)
07. The Painter
08. Help Me
09. Rolling Over
10. Puzzle
11. Because We Have To
12. Tonight, Tonight, Tonight


autor stipe07 às 21:19
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Radiohead From The Basement II

E há mais duas novas canções dos Radiohead...

Hoje, data em que é editado o DVD From The Basement, resultante das sessões homónimas promovidas pelo produtor Nigel Godrich, também são editadas duas canções aí reveladas: The Daily Mail e Staircase. Relembro que já tinha dado conta deste lançamento no passado dia vinte de agosto e no Curtas XIII.

Mas a maior novidade do dia é mesmo saber-se que a banda está a ensaiar quatro ou cinco canções para os concertos do próximo ano, onde se inclui o Optimus Alive a 15 de Julho. À XFM, Ed O´Brien explicou que a banda quer manter-se criativa. E acrescentou: Temos novas canções, estamos a ensaiar quatro ou cinco esta semana, por isso vamos tentar levá-las para a estrada. É uma sensação muito boa.

Venham elas... E eles!

Radiohead - The Daily Mail

 

 Radiohead - Staircase (Live From The Basement)


autor stipe07 às 19:33
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Tiger Waves – Only Good Bands Have Animal Names

Os Tiger Waves são um duo de Austin, formados por James, cientista da NASA no Departamento de Física Teórica Cósmica, natural dessa cidade texana e e Reid, estudante de filosofia oriental nascido em Chicago. Ainda sem se conhecerem pessoalmente, começaram por trocar música pela internet, depois passaram a sons, maquetas de ruídos, até resolverem juntar-se e compor juntos. Dessa parceria, na primavera deste ano nasceram oficialmente os Tiger Waves que agora se estreiam nos discos com este inusitado Only Good Bands Have Animal Names, lançado no passado mês de junho.

Reza a lenda, certamente ajudada por várias subtâncias psicotrópicas pelos vistos não muito difíceis de encontrar na agência espacial norte americana, que depois de um acidente de autocarro, James, que foi atingido na cabeça, começou a acreditar que era ou Phil Spector ou Syd Barrett, dependendo do seu humor diário matinal. Por capricho, conheceu então na internet Reid e começaram a trocar emails em forma de mp3, fragmentos de canções, melodias escritas, progressões de acordes, batidas de tambor e assim por diante. Lentamente Reid foi empilhando todas estas camadas sonoras que de dia para dia deixaram de ser pedaços isolados de música e ficaram a parecer, cada vez mais, canções prontas.

Depois de se conhecerem juntaram harmonias às melodias, sons de guitarra distorcida e uma voz à Humphrey Bogart. Assim, estas canções com todos os seus antecedentes feitos de caos, espontaneidade e ironia, produto deste processo isolado e prolongado, deram origem a este Only Good Bands Have Animal Names.

O som é polido, bem trabalhado, há por aqui pop, surf rock e alguma psicadelia, cruzando a típica sonoridade dos Beach Boys, apimentada pela tal obsessão pelo já citado Phil Spector. Será certamente uma pena se estes Tiger Waves ficarem pela estreia. Pode ser que não, até porque depois do disco já editaram mais dois singles, Take Me Home e It Could Never Stop.  Assim, como estas duas canções, também Only Good Band Have Animal Names está disponível para download gratuíto no Bandcamp da banda. Espero que aprecies a sugestão...

E já agora, lembras-te de repente de alguma banda com nome de animal? 

01. Come Back To Me
02. Slow Loris
03. Down Down Down
04. Friends
05. In, Out, And Around
06. Magic Tricks
07. Funeral March
08. You Laugh Now
09. Radiant Apartment
10. Laughing All The Way
11. Accidents Are Bound To Happen
12. Best Coast


autor stipe07 às 19:22
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Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Mint Julep - Save Your Season

Os Mint Julep são uma dupla de irmãos, Hollie e Keith Kenniff, natural de Portland, no Oregon. Sentiram-se desde sempre atraídos pelas experiências musicais ressaltadas pelos My Bloody Valentine e também são entusiastas da eletrónica. Desse casamento entre os fluidos sintéticos e a instrumentação ruidosa nascem as dez canções de Save Your Season, disco com alguns contornos sombrios, mas que também transita suavemente por um catálogo de elementos fáceis e capazes de agradar um público menos exigente.

Não é de hoje que o rock shoegaze e a música eletrónica vêm promovendo um casamento bem sucedido e permeado por grandes lançamentos. Aliás, essa tem sido uma tendência que surgiu nos anos oitenta e trinta anos depois é uma fórmula que sendo bem utilizada garante um enorme sucesso. Em 2011 temos o Hurry Up dos M83 e Space Is Only Noise, o álbum de estreia de Nicolas Jaar, para atestar a veracidade desta minha suposição.

Indo ao disco, a capa deste Save Your Season não deverá ser inocente relativamente ao conteúdo; Tal como a figura que se eleva amenamente, grande parte do registo segue mergulhado no desenvolvimento de canções suavizadas e marcadas por um ritmo leve, quase possibilitando que o próprio ouvinte também levite. Mesmo que as batidas sintéticas consigam por alguns instantes mobilizar um fluxo dançante ao longo do trabalho, o tom sóbrio da voz de Hollie e as guitarras e sintetizadores nebulosos de Keith impossibilitam que qualquer possível reprodução alegre ou radiante se materialize no interior da obra.

No final da audição é clara a perceção que Save Your Season é um trabalho simples e limitado, talvez fruto dos recursos escassos dos dois irmãos, o que de forma alguma prejudica o bom rendimento do álbum. Mas mesmo assim asseguro que consegue projetar algumas boas composições. É nas músicas voltadas para um ritmo mais ambiental e pop como No Letting Go ou Aviary e quando o duo se entrega a ritmos mais eletrónicos, como em Days Gone By, que o disco acaba revelar maior acerto. Nesta última canção, enquanto se ouve uma bateria eletrónica, a voz de Hollie é protegida por uma fina camada de sons artificiais que transformam a vocalista numa espécie de diva da dream pop.

Mesmo cientes dos tais limites, estes Mint Julep não diminuem o fluxo do trabalho até à última canção, Why Don’t We. Aliás, cada música do disco parece encaixar na composição seguinte. Agora resta apenas ao casal estabelecer de forma definitiva quais serão os rumos no desenvolver dos futuros trabalhos, se um som mais eletrónico ou voltado para o rock. Independente das escolhas, penso que a dupla provavelmente irá acertar. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Chasing The Wind Catching the Shadows
02. Aviary
03. Days Gone By
04. Save Your Season
05. To The Sea
06. Cherry Radio
07. No Letting Go
08. Stay
09. Time Is Distance
10. Why Don’t We


autor stipe07 às 18:20
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Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Silversun Pickups – Seasick EP

Os californianos, naturais de Los Angeles, Silversun Pickups são um quarteto liderado por Brian Aubert e lançaram-se nos discos em julho de 2006 com Carnavas, disco com belos apontamentos sonoros e um belo exemplo de que as referências ao som dos anos noventa não estavam enterradas. A banda exemplificava esta teoria através das belas guitarras que borbulhavam ao longo do disco, promovendo uma ode aos bons momentos dos Smashing Pumpkins ou, em menor escala, às experimentações dos Sonic Youth e ao ambiente criativo dos My Bloody Valentine.

A boa repercussão desse álbum criou enromes expetativas em relação ao som futuro a projetar pelo grupo, feito que a banda só promoveria três anos mais tarde com a chegada de Swoon. Obviamente cercado pelas expectativas e esperanças lançadas através do primeiro álbum, este sempre difícil segundo disco revelou-se instável e não correspondendo ao esperado, apesar de ter boas canções como There’s No Secrets This Year ou a esquizofrénica Panic Switch. Agora, distantes das expetativas que os cercavam no passado e mais maduros, acabam de lançar mais um novo EP intitulado Seasick.

Este EP com apenas três canções e pouco mais de treze minutos de duração transparece a imagem de um conjunto de músicos maduros, mas com o mesmo entusiasmo da estreia há cinco anos atrás. Seasick deverá ser um prelúdio do que a banda possivelmente irá compôr em 2012, data prevista para a chegada de Full Length, o terceiro álbum destes Silversun Pickups. E o que se ouve nestas três músicas é um som bastante melódico, sério e apimentado com boas doses de distorção. A canção que intitula o EP assenta em mais de seis minutos de guitarras ascendentes, bases saturadas de efeitos e a voz de Aubert num registo quase andrógeno. No entanto  o grande destaque vai para a dançante Broken Bottles, canção que sustenta as tais fortes expectativas em relação ao próximo álbum. Finalmente, os lamentos sublimes esvoaçados pela também vocalista Nikki Monninger em Ribbons & Detours abrem diversas possibilidades para a obra futura dos californianos, estabelecendo uma clara conexão com os tais My Bloody Valentine e provando que esta banda deve ser vista como uma das grandes promessas do rock alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...

01. Seasick
02. Broken Bottles
03. Ribbons And Detours

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autor stipe07 às 16:30
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

Curtas... XX

2011 ainda não viu o seu epílogo e já começam a chover novidades relativamente a novos lançamentos para 2012. A cantora britânica Little Boots, que quem não se lembra foi eleita em 2009 como um dos novos sons para se prestar atenção pela BBC juntamente com Florence + The Machine, La Roux e Lady Gaga, já revelou duas canções do sucessor de Hands, de 2009, que tinha sucessos como Remedy, Meddle e New in Town. As tais novas canções são Shake e I Wish, esta uma parceria com Michael Woods.

 

Logo no início de 2012 será editada a compilação de apoio às vitimas do tsunami que assolou o Japão na passada primavera. We Are The Works In Progress contará com contribuições de Deerhunter, John Maus, Interpol, Liars, David Sylvian vs Ryuichi Sakamoto e Broadcast, entre outros. Um dos destaques é Moma, a contribuição do músico que assina Four Tet.

Four Tet - Moma by Four Tet

 

 

Depois de no início de 2011 ter partilhado o álbum Treats, finalmente, já foi revelado o novo tema dos Sleigh Bells, intitulado Born To Lose. A canção faz parte do próximo álbum da banda, Reign Of Terror, que tem edição marcada para o próximo mês de Fevereiro, dia 14. O duo começou a trabalhar no sucessor de Treats em Junho deste ano e o guitarrista Derek Miller já tinha dito que o álbum seria menos música de festa que o seu antecessor. A cantora Alexis Krauss disse ainda que Reign Of Terror será imenso e que a banda tentará manter-se fiel ao seu ruído habitual.


autor stipe07 às 17:55
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Vanapastra - Healthy Geometry

Os Vanapastra são uma banda natural de Silverlake, na Califórnia, formada por Collin Desha (voz e guitarra), Steven Wilkin (teclados), Taylor Brown (baixo, guitarra, vozes), Cameron Dmytryk (guitarra, efeitos) e Ben Smiley (bateria). Depois de terem feito furor com um EP e com memoráveis atuações ao vivo, acabam de lançar Healthy Geometry, o disco de estreia e que tem sido muito elogiado pela crítica.

Assim que comecei a ouvir o álbum veio desde logo à memória a tipica sonoridade índie dos anos noventa. Algumas músicas do disco são poderosas e com uma sonoridade apaixonada e dinâmica. Existe com frequência mudanças de ritmo, sempre orientadas pelos riffs da guitarra e por uma voz que lembra bastante Jeff Buckley em alguns momentos e uma estranha mistura de Lenny Kravitz e Caleb Followill noutros. Esta espécie de vaivém no ritmo das canções e na sonoridade, que oscila entre o calmo e o barulhento, lembra muitas vezes o refluxo das ondas. A própria voz, umas vezes alegre e outras revoltada, deixa-nos na incerteza e faz-nos desejar recorrer à letra para percebermos se a intenção do escritor é bater ou beijar alguém... Ou as duas coisas em simultâneo.

Não é pois fácil catalogar estes Vanapastra mas vejo-os com um batido que resultou da colocação no milkshake de uma pitada do período The Bends dos Radiohead, uma colher de sopa de The Killers, um pouco de Kings of Leon, mas mais refinados e The Verve para o toque final.

O disco leva algum tempo para pegar de estaca no nosso subconsciente, mas acaba por dar-se aquele momento mágico em que no nosso cérebro tudo faz sentido. Vamos esperar para ver se Vanaprasta vai explodir em todas as direções e se depois, no difícil segundo disco, haverá progressão do que é uma grande estreia. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. Nine Equals Nine
02. Minnesota
03. Self Indulgent Feeling
04. Supernumerary
05. Healthy Geometry
06. G-
07. Don’t Go Home
08. Come On
09. Crushing Ants


autor stipe07 às 17:23
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Black Whales - Shangri-La Indeed

Os Black Whales são Alan, Alex, Dave, Davey e Ryan, todos naturais de Seattle. Depois de em 2009 terem lançado o EP Origins e em novembro de 2010 o single Rattle Your Bones, no passado dia 28 de junho estrearam-se nos discos com  Shangri​-​La Indeed, produzido por John Goodmanson. 

A sonoridade de Shangri-La Indeed insere-se na pop psicadélica, com claras referência à década de sessenta e a canção de abertura homónima acaba por ser mesmo o grande destaque deste trabalho. Mas também apreciei imenso o solo de guitarra alegre de Young Blood e o travo country da canção. Aliás, nota-se que ouve um cuidado enorme na produção do disco, procurando que as canções soassem límpidas e luminosas. A voz e os instrumentos estão no local certo e no geral, existe aquela sensação de intemporalidade típica do power pop americano clássico que nunca sai de moda.

Um obstáculo que as bandas enfrentam hoje em dia é operarem num mercado cada vez mais competitivo, já que a internet permite uma rápida e eficaz divulgação, potenciando o aparecimento de novos projetos. Ironicamente tem-se assistido a um fenómeno que entra um pouco em contra ciclo com esta prova de modernidade, já que são as bandas com uma sonoridade mais saudosista aquelas que têm conseguido vingar e encontrar o seu espaço. Estes Black Whales são bem capazes de ter conseguido acertar na mouche com Shangri-La Indeed, um álbum que traz à mente verões passados, algures entre o liberalismo que começou a avançar a partir de final dos anos 1960 na Califórnia, as cordas assumidamente indie dos Screaming Trees e os melhores ingredientes que fizeram dos Beatles os reis da pop. Espero que aprecies a sugestão...

01. Shangri-La Indeed
02. Walking In The Dark
03. Lately
04. Where I Come From
05. Young Blood
06. Elephant #2
07. Books On Tape
08. Rattle Your Bones
09. The Wild One
10. Serpent In The Water


autor stipe07 às 14:26
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Clockwork Monkey – Of Burning Things

Os Clockwork Monkey são um projeto australiano liderado pelo cantor e compositor Brendan Bonsack, músico natural de Melbourne e com uma enorme pujança em temros de edição discográfica. Depois de a onze de novembro do ano passado se terem estreado nos discos com The Sky Groundwards e apenas um mês depois terem editado o aclamado You Are Here, no passado dia catorze de março lançaram Of Burning Things, um disco que ouvi recentemente e para cuja sonoridade foram fundamentais as presenças de Chrissy Misso na voz e Josh Wadell no baixo.
Este álbum é uma crónica sentida de um evento que marcou profundamente a memória de uma cidade pequena australiana e a sua destruição por um incêndio florestal. A sonoridade global do disco acena na direção da folk típica da américa profunda e da pop alternativa através dos instrumentos tradicionais do rock, servindo tudo isto para, de uma forma algo maliciosa, contar histórias de pessoas simples e vulneráveis. É a própria banda quem se auto define como construtora de canções para serem ouvidas por novos primatas, todos nós que construimos um dia e agora vivemos neste mundo tão confuso e exposto ao desastre. Espero que aprecies a sugestão...

01. Ash
02. Calling
03. Night Of The Horses
04. First Rains
05. Someone Is Always To Blame
06. Crow
07. Man o’ Beige
08. Rear Vision Mirror
09. The Appointment
10. House Of Rebecca


autor stipe07 às 19:36
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Dad Rocks! - Mount Modern

Snævar Njáll Albertsson é o nome por trás do projeto Dad Rocks!. Acompanhado por outros nove músicos, o islandês lançou no passado dia oito de novembro, através da Big Scary Monsters, o álbum de estreia, Mount Modern. A despeito do frio da Islândia, o disco transpira emoção genuína da primeira à última canção. Composto por belos arranjos que servem de fundo à voz grave de Albertsson, é um disco delicado e ora subtil, ora grandioso.

Há em Mount Modern elementos da folk que ecoam o Beck de início da carreira e também fragmentos de Arcade Fire e do genial Yann Tiersen.

E o disco começa em grande! A canção título instrumental e que abre o disco tem uma sonoridade tão doce e amável que quase apetece participar com palmas. Aliás, todo este disco sabe aquela espontaneidade típica das crianças enquanto brincam e algumas canções podem ser de embalar. As letras não fogem às normais preocupações abordadas pelos filósofos desta época, mas a entrega vocal de Snævar faz com que soem maravilhosamente bem todas as preocupações e dilemas descritos. Além das questões económicas, políticas e tecnológicas, o álbum também faz algumas perguntas profundas sobre o amor, o sexo e a família e como será para as crianças tornarem-se pais, adultos, maridos, esposas e líderes. Ouve-se o disco e parece ficar claro que importa realmente é envelhecer o suficiente para se perceber que sendo a vida muito dificil e às vezes dececionante, também está carregada de alegria e beleza, despertando em nós o desejo de usá-la para o bem.

01. Mount Modern
02. Weapons
03. Funemployment
04. Downaging
05. Major Labels
06. Battle Hymn Of The Fox
07. Lifestock
08. Farmscrapers
09. Take Care
10. Pro-Disney
11. Pants

 

 

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autor stipe07 às 21:03
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Caveman - CoCo Beware

Os Caveman são um quinteto de Nova Iorque formado em 2010 e constituido por Matthew Iwanusa (voz, guitarra e bateria), Jimmy Cobra Carbonetti (guitarra e porta-voz do grupo), Stefan Marolachakis (bateria), Sam Hopkins (sintetizador) e Jeff Berrall (baixo). Apesar do nome não têm nada de cavernoso e obscuro, pois até têm uma sonoridade bastante pop, ouvindo-se apenas algum barulho e distorção aqui ou ali, tal como comprova CoCo Beware, o disco de estreia da banda lançado no mercado no passado dia quinze de novembro pela Magic Man! Records. Neste pouco tempo de vida já abriram concertos para os Edward Sharpe & The Magnetic Zeroes, White Rabbits, Here We Go Magic, Wye Oak e Yuck, o que os incentivou a acelerar o processo de gravação deste disco produzido por Nick Stumpf.

Este álbum é como que mais uma uma luz indie pop no obscuro cenário da música popular atual. O quinteto não complica muito e vive essencialmente sob a influência do folk rock. As canções destacam-se pela voz de Matthew e a vigorosa bateria de Stefan.

Desde os tambores tribais presentes em A Country ‘s King Of Dreams à preguiçosa Old Friend, o grupo prova possuir imensa versatilidade e sobrevive bem a eventuais comparações com outras bandas que seguem a pegada Animal Collective que, como se sabe, deixou pelo caminho bandas com enorme potencial mas que nunca tiveram a coragem de se demarcarem desse rótulo.

Assim, sem megalomanias, estes nova iorquinos editaram um bom disco de estreia e mostram que a pop bem produzida pode fazer a diferença. Espero que aprecies a sugestão...

01. A Country’s King of Dreams
02. Decide
03. My Time
04. Vampirer
05. Old Friend
06. Great Life
07. December 28th
08. Easy Water
09. Thankful
10. My Room

 

A banda esteve em foco recentemente porque juntou várias pessoas num espaço chamado The Rumpus Room, onde tocaram uma extraordinária versão ao vivo de Great Life, com nada menos que nove percurssionistas. Juntando alguns ruídos na guitarra, o momento final ficou realmente impressionante.

Site da Banda


autor stipe07 às 20:14
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3 de rajada... LVI

Hoje, no dia em que é editado Laughing All The Way To The Cleaners dos THe Lemonheads, na quinquagésima sexta edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco os novos singles dos Coldplay, The Naked & Famous e The Rapture. Toca a ouvir e a tirar ilações...

 

Coldplay – Charlie Brown


The Naked & Famous – No Way


The Rapture – Sail Away


autor stipe07 às 20:10
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Domingo, 11 de Dezembro de 2011

Summer Camp - Welcome to Condale

Os anos 80 foram uma década marcante no mundo da música, assim como no mundo cinematográfico. Todos os adultos de hoje em dia cresceram naquele ambiente de euforia e recordam-no com saudades. Os Summer Camp não querem só resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo actual, familiar e inovador ao mesmo tempo. O primeiro EP da banda, Young, mostrava por alto aquilo que se desejava, mas é com este álbum de estreia, Welcome To Condale, que Elizabeth Sankey e Jeremy Warmsley, a dupla que sustenta os Summer Camp, mostram todo o seu potencial de forma sóbria, coesa e acessível. O disco foi lançado no passado dia trinta e um de outubro através da Apricot Recording Company e produzido por Steve Mackey.

Todo o álbum parece então ter saído de uma banda sonora de um filme dos anos oitenta. É divertido e directo, feito de alegria e com sabor a Verão. Apesar de Welcome to Condale ter saído no inverno, é sem dúvida um raio de calor. As canções prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura lo fi e os sintetizadores que definiam a magia do pop de há trinta anos atrás e algumas vezes dei por mim a abanar as pernas ao ritmo da música e só me apercebi depois, embaraçado.

Better Off Without You abre o álbum e mostra logo toda a verdadeira beleza da voz de Elizabeth Sankey, que auxiliada pelas harmonias do parceiro agarra o ouvinte sem abusos e exageros. Toda a música é alegre, mas contida e moderada, sem nunca se tornar pirosa, um dos maiores riscos quando se vai buscar inspiração à década de oitenta. Todos os instrumentos, desde a bateria que se destaca em todas as faixas, até aos sintetizadores que se escondem por detrás de ritmos que não saem do ouvido, são curiosamente conjugados de uma forma simples, mas eficaz. Canções como 1988 parecem-se com singles que atingiram o top... em 1988.

O único defeito a apontar a esta obra é a falta de faixas marcantes. Todas estão bastante niveladas com qualidade, mas nenhuma se destaca no álbum. Falta aquela canção que nos faça cair o queixo e não é uma obra que apresenta algo novo cada vez que se ouve.

Seja como for, este primeiro disco dos Summer Camp cumpre o seu objectivo. É divertido, é dançante, resgata todo o espírito dos oitentas mas com corpo de século XXI. É uma obra genuinamente boa, um hit de 1985 que fugiu numa máquina do tempo para 2011! Espero que aprecies a sugestão... 

1. Better Off Without You
2. Brian Krakow
3. I Want You
4. Losing My Mind
5. Summer Camp
6. Nobody Knows You
7. Down
8. Welcome to Condale
9. Done Forever
10. Last American Virgin
11. Ghost Train
12. 1988


autor stipe07 às 21:06
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