Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Sigur Rós - Inni

Finalmente chegou na passada segunda feira, dia sete de novembro, o novo álbum dos Sigur Rós, banda islandesa já com quinze anos de história. É um disco duplo ao vivo e que também inclui um filme que documenta o concerto no Alexandra Palace, em Londres, o último da Close of the World Tour e que serviu para promover Með suð í eyrum við spilum endalaust, antes da paragem de 2008. Já passado dia três de outubro tinha mencionado os detalhes finais deste Inni aqui. Este filme, realizado por Vincent Morisset e que os Sigur Rós classificam como the definitive live experience, foi lançado no mercado, através da Krunk, a editora da banda e por intermédio da XL Recordings e estreou no Festival de Veneza, dia três de Setembro. Relembro que os Sigur Rós já tiveram uma experiência anterior muito bem sucedida com o documentário Heima, que deu origem ao projeto takkiceland, ainda não enterrado, garanto.

Acabo de ouvir Inni e fui imediatamente transportado no tempo para a noite de onze de novembro de 2008, faz hoje precisamente três anos. E o caldeirão de sentimentos e emoções durante a audição de Inni, por ter sido tão semelhante ao que senti durante esse concerto que integrou a digressão que este disco ilustra sonoramente, razão pela qual a tracklist e o alinhamento do Campo Pequeno são muito parecidos, transportou-me de imediato para esse concerto.

Quando o coração é paciente e sabe que na vida há momentos únicos pelos quais vale a pena esperar, mais claras são as boas sensações que nos preenchem quando os instantes pelos quais tanto esperámos estão ali, ao nosso lado e à nossa frente, ao mesmo tempo, no mesmo espaço físico e temporal. Há quem vibre com um bom filme quando determinadas imagens projectadas numa tela negra, reais ou cheias de ficção, mexem com todos os nossos sentidos, nos arrepiam e nos dão momentos momentâneos de pura felicidade! Isso acontece-me com frequência nas mais variadas salas de cinema deste país mas, até hoje, em nenhum outro local consegui encontrar a pura realização feliz e plena desse preenchimento interior, como encontro em frente a um palco onde toca uma das minhas bandas favoritas, ou junto a uma denon de duas pistas, onde também, em alguns instantes, consigo fazer as outras pessoas momentaneamente felizes!

Naquelas quase duas horas desse concerto encontrei-me comigo próprio, conheci muito mais de mim mesmo e foi inacreditável ter visto tanta luz e tanto brilho, ter sentido tanta alegria num espaço físico associado à morte e ao desrespeito pela vida animal. Senti-me em comunhão perfeita com a banda que tocava no palco e, ao mesmo tempo, em comunhão perfeita comigo mesmo, como se a tal luz que a música nos oferece, me ofuscasse com um brilho tal, que me fez ver mesmo tudo o que tenho dentro de mim com uma clareza inacreditável.

O grande destaque do concerto e deste álbum é a interpretação de Hoppipolla. Se em Man on the Moon está escrita a essência daquilo que sempre fui, sou e serei, Hoppipolla será sempre a síntese perfeita do que me faz vibrar e de como é bom acreditar nos meus sonhos e sentir que eles se podem tornar realidade!

Este duplo Inni é pois uma coleção de formidáveis clássicos, músicas que há anos impressionam novos e velhos um pouco por todo o mundo. É um trabalho que prova novamente o quanto eles conseguem estabelecer uma estranha sensação de euforia, surpresa e misticismo a cada novo trabalho lançado e transportar toda essa mesma energia e magia para os concertos, algo que apenas um pequeno grupo de bandas consegue. Se belos são os registos em estúdio dos Sigur Rós, ao vivo eles realmente parecem ganhar vida própria.

Esta será certamente uma das minhas prendas de natal, outra que antecipará, num futuro próximo espero, uma prenda ainda maior. O próximo disco dos Sigur Rós está prometido para a próxima primavera e a banda já referiu que será o  melhor disco de sempre do seu catálogo;   Goggi Hólm, o baixista, já o apelidou de introverted e o vocalista, Jónsi Birgisson, disse que será floaty and minimal. An ambient album é como o baterista Orri Dýrason o descreve, acrescentando que a sua audição permitirá a slow takeoff toward something. Enquanto o tão aguardado quinto disco desta fantástica banda islandesa não chega, deliciemo-nos com Inni e espero muito sinceramente que aprecies a sugestão...

 

Disco 1

  1. Svefn-G-Englar
  2. Glósóli
  3. Ný Batterí
  4. Fljótavík
  5. Vid Spilum Endalaust
  6. Hoppípolla
  7. Med Blódnasir
  8. Inní Mér Syngur Vitleysingur
  9. E-Bow

Disco 2

  1. Sæglópur
  2. Festival
  3. Hafsól
  4. All Alright
  5. Popplagid
  6. Lúppulagid (Bonus Track)

Disco 3: DVD 'Inni'

  1. Ny Batterí
  2. Svefn-G-Englar
  3. Fljótavík
  4. Inní Mér Syngur Vitleysingur
  5. Sæglópur
  6. Festival
  7. E-Bow
  8. Popplagid
  9. Lúppulagid
  10. Glósóli (Bonus Track)
  11. Við Spilum Endalaus (Bonus Track)
  12. Hafssól (Bonus Track)
  13. All Alright (Bonus Track)

autor stipe07 às 15:20
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Cass McCombs - Humor Risk

Depois de no inicio do ano ter lançado Wit's End, Cass Mccombs, um músico norte americano natural da Califórnia, acaba de lançar Humor Risk, o seu segundo longa-duração este ano, através da Domino. O disco foi produzido por Ariel Rechtshaid, que já trabalha com o músico desde 2009 e The Same Thing é o primeiro single extraído.

Cass McCombs deve ser um enorme romântico, além de ser o equivalente moderno aos andarilhos que durante a década de sessenta deambulavam pelas estradas norte americanas, vivendo em carros, roulotes e afins. De acordo com a critica consultada, o clássico Catacombs de 2009 era uma disco carregado de melancolia, que antecederam as exaltações sofridas do recente Wit’s End. E digo que ele é um romântico inveterado porque este Humor Risk é um verdadeiro compêndio de lamentos musicados e amores que não deram certo. São oito canções que reforçam pelos vistos uma boa fase do compositor em temros de inspiração e carregadas de amargura e uma sonoridade simplista, porém inebriante.

Apesar de ter tão poucas canções, o álbum não é sonoramente linear; McCombs não compôs Humor Risk dentro de uma fórmula única e imutável, porque aos poucos o disco revela um jogo de composições que se manifestam como uma grande colagem musical e que devem fazer uma espécie de súmula das influências sonoras de toda a discografia do músico, iniciada com A em 2003. Assim, ele pula entre suaves exaltações ao rock alternativo e sorumbáticas e doses de uma música folk ruidosa, criando uma rara coleção de versos sinceros, mesmo carregados de pesar e lamentações.

Logo no inicio, Love Thine Enemy remeteu-me para os Wilco devido às guitarras ensolaradas, mas também me pareceu notória a influência dos Velvet Underground nos timbres dessa guitarra, nos riffs simples e repetitivos e na voz monótona de Cass. Já a canção seguinte, The Living Word, puxa o ouviente para o tradicional jogo de sons e versos que caracterizam a carreira do músico. No entanto, acho que os melhores momentos são as composições mais extensas, porque possibilitam o explorar de uma sonoridade mais diluída, assim como uma maior projeção dos versos carregados de dor e beleza. Exemplo disso é Mystery Mail, fortemente influenciada pelas linhas melódicas caraterísitcas de um Bruce Springsteen, embora a fina camada instrumental também aproxime a canção do rock alternativo dos anos 90. O single The Same Thing e o meu grande destaque do álbum, explora a tonalidade acústica e quase intimista do músico e em To Every Man His Chimera somos afundados num oceano de melancolia ilimitada, algo que se mantém na faixa seguinte, Robin Egg Blue.

Em suma, o disco mantém uma fluidez agradável e uma formidável sequência de composições, além de ser bastante radiofónico, o que poderá fazer com que este Humor Risk abra as portas para que mais público se aproxime do trabalho deste músico californiano. Espero que aprecies a sugestão...  

01. Love Thine Enemy
02. The Living Word
03. The Same Thing
04. To Every Man His Chimera
05. Robin Egg Blue
06. Mystery Mail
07. Meet Me At the Mannequin Gallery
08. Mariah

Cass McCombs - Humor Risk by DominoRecordCo


autor stipe07 às 13:26
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

Justice - Audio, Video, Disco

Audio, Video, Disco, o segundo disco da dupla Gaspard Augé e Xavier de Rosnay, que assina Justice, lançado no mercado no passado dia vinte e cinco de outubro, é o sucessor de Cross, o aclamado álbum de estreia que colocou este grupo francês no trono da eletrónica e do qual não se ouviam notícias desde um remix de Lenny Kravitz que editaram em 2009.

Ao longo deste 2011, os Justice têm sabido apimentar o regresso; Começaram por, em março, colocar a imagem de uma cruz na página oficial da dupla no Facebook e poucas semanas depois lançaram a poderosíssima Civilization, uma canção um pouco diferente da sonoridade dos old Justice, apesar dos mesmos efeitos, filtros e samples a soar ao melhor rock progressivo italiano dos anos 70. Civilization tornou-se no primeiro single de Audio, Video, Disco e logo nessa canção ficou então claro que a sonoridade dos Justice iria mudar. Era cedo para saber se a mudança era para melhor ou para pior. E isso nem importava tanto.

Saber esperar é uma virtude, mas às vezes não é bem recompensada. Este segundo álbum dos Justice não chega a ser um balde de água fria, mas fica longe da emoção e da qualidade de Cross. Não creio que haja alguma canção neste Audio, Video, Disco que vá fazer os fãs repetirem os momentos de suor e loucura nas pistas de dança proporcionados por D.A.N.C.E, DVNO ou We Are Your Friends. É verdade que em 2007, ano de lançamento de Cross, quase ninguém usava o facebook, o Michael Jackson homenageado em D.A.N.C.E ainda estava vivo e o eletro maximal ainda era uma novidade. Muito mudou desde então, mas a essência de um disco divertido é atemporal e não está presente em Audio, Video, Disco.

Não era de se esperar que estes produtores franceses fizessem um álbum igual, até porque a experimentação é sempre uma virtude; No entanto parece-me que podiam escolher outros caminhos além das guitarras, o instrumento que mais se ouve ao longo deste Audio, Video, Disco. Falta aqui mais ritmo e batida, sintetizadores rasgados e o baixo destruidor e cheio de apelo sexual de Cross.  É como se os Justice tivessem ganho peso, mas perdido potência. As músicas do álbum são muito bem compostas e produzidas, mas pouco enérgicas e demasiado sóbrias.

Além do excesso das guitarras, outro elemento que incomoda aqui são as cordas, que dão um tom demasiado sério a algumas músicas e até pretensioso, como acontece na Horsepower que abre o disco. Alguns dos bons momentos, são a já citada e ótima Civilization, com os tais efeitos, filtros e samples a soar ao melhor rock progressivo italiano dos anos setenta e Helix, uma canção mais dançante e que antecede a bem composta faixa homónima do álbum.

Em suma, quem esperou estes quatro anos com enorme expetativa por um novo álbum desta dupla francesa, não deverá ficar satisfeito com o que foi produzido por Gaspard e Xavier. E não são as guitarras o que mais incomoda nesse trabalho, mas a falta de frescura e energia, qualidades que elevaram os Justice, coom já disse, ao trono da eletrónica francesa. Todos nós precisamos de alguma dose de música hedonista, e melhor ainda se for de qualidade; Este Audio, Video, Disco pode até ser um trabalho inspirado e bem realizado, mas não fará nunca transpirar quem dele se quiser servir com tal propósito. No entanto, pode ser que tu aprecies a sugestão... 

Justice - Audio, Video, Disco. (2011)

1. Horsepower
2. Civilization
3. Ohio
4. Canon (Primo)
5. Canon
6. On'n'on
7. Brainvision
8. Parade
9. New Lands
10. Helix
11. Audio, Video, Disco.
12. Planisphère
12. Civilization (Demo Version)


autor stipe07 às 20:32
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Husky - Forever So

Nos últimos dias tem andado a tocar com uma certa insistência no meu carro Forever So, o novo álbum dos australianos Husky, lançado no mercado no passado dia vinte e um de outubro pela Liberation Music. Os Husky são naturais de Melbourne e formados por Husky Gawenda (voz, guitarra), Gideon Preiss (teclados), Evan Tweedie (baixo) e Lucas Collins (bateria). Apesar de terem diferentes formações musicais, une-os o amor pela pop clássica celebrizada por nomes tão influentes como Leonard Cohen, Paul Simon, The Doors e os Beach Boys.

Com tantas bandas e artistas a fazer atualmente a dita indie folk, é refrescante encontrar alguém que o faz de forma diferente e com músicas profundas e poderosamente bem escritas. A belíssima balada folk History's Door é o primeiro single retirado deste álbum; Já reconhecida como uma das baladas maiores do ano, é feita de infecciosas harmonias vocais e uma melodia magistral. Fake Moustache segue noutra direção devido à sua batida e a  forma como a guitarra e a voz ecoam na melodia, proporcionando ao ouvinte uma assombrosa sensação de conforto. Mas o meu grande destaque do disco é, indubitavelmente, Dark Sea, o segundo single, uma canção um pouco sombria, mas com a voz incrivelmente bonita de Gawenda a pairar delicadamente sobre uma melodia pop simples e muito elegante. Mais para o fim, também fiquei impressionado com How Do You Feel, por ter uma sonoridade que contrasta, algo inesperada e com uma letra que fala de visões e do desvendar de algo misterioso e que não é deste mundo.

Forever Só é pois uma espécie de pintura sonora carregada de imagens evocativas de outro tempo, como já referi, pintadas com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de cor e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provam a sensibilidade desta banda para expressar pura e metaforicamente a fragilidade humana. E não restam dúvidas que estes Husky combinam com uma perfeição raramente ouvida a música pop com sonoridades mais clássicas. Pessoalmente, criaram em mim, através deste Forever So, um efeito devastador e senti o álbum como uma espécie de disco híbrido perfeito.Espero que, tal como eu, também aprecies esta sugestão...  

01. Tidal Wave
02. Fake Moustache
03. History’s Door
04. The Woods
05. Hunter
06. Dark Sea
07. Forever So
08. Animals And Freaks
09. Instrumental
10. Hundred Dollar Suit
11. How Do You Feel
12. Don’t Tell your Mother
13. Farewell (In 3 Parts)


autor stipe07 às 20:30
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

R.E.M. Cassette Set

Com o lamentável fim da carreira dos R.E.M. começam a surgir algumas raridades e inéditos que estiveram escondidos ao longo destes anos e que agora, talvez por haver quem ache que poderão valer verdadeiras fortunas e não com outros propósitos mais genuínos, começam a ser revelados. Na leitura que estou à fazer à biografia do Michael Stipe assinada por Rob Jovanovic é feita referência à gravação de uma cassete audio em abril de 1981 e que acaba de ser revelada ao mundo. É, sem qualquer dúvida, um objeto único e que seria extraordinário possuir.

news R.E.M.s 1981 Cassette Demo Surfaces Online

 

Em abril de 1981 a banda começou a sua relação com Mitch Easter, ao visitar o seu estúdio, em Winston-Salem, Carolina do Norte, com o intuíto de gravar algumas músicas para uma demo. Eles já tinham feito uma sessão de gravação anteriormente, mas não estavam satisfeitos com os resultados (principalmente num local chamado Bombaim Joe Perry Studio) e tinham destruido essas maquetas. No dia quinze desse mês gravaram então com Mitch Easter Sitting Still, Radio Free Europe e White Tornado. No dia seguinte misturaram as faixas e produziram cerca de quatrocentas cópias da demo em formato cassete para enviar a jornalistas, clubes e etiquetas discográficas, mesmo antes da primeira digressão em Nova Iorque. Este conjunto de cassetes foi produzido pela banda, com cartolinas fotocopiadas para o inlay e etiquetas manuscritas pelo próprio Michael Stipe.
Poucos dias depois, a vinte e quatro de maio de 1981, os R.E.M. voltaram para o estúdio de Mitch e gravaram alguns overdubs para Radio Free Europe e adicionaram uma hilariante Radio Dub mix dessa canção, através de uma brincadeira com instrumentos, vozes e vários efeitos sonoros. Este Cassette Set é pois a única gravação que mistura os inéditos de Sitting Still e Radio Free Europe, sendo que ambos são, na minha opinião, muito melhores do que qualquer subsequente original.
Um tal de Chris H. é o proprietário de um conjunto destas cassetes, oferecidas, segundo ele, pelo próprio Michael Stipe, a vinte de junho de 1981, quando os R.E.M. deram um concerto em Cherry Hills, New Jersey. Em 2001 este Chris transferiu o som para o formato CD-R e agora revelou o conteúdo ao grande público, confessando-se muito honrado por ter a possibilidade de partilhar esta peça muito original e especial da história da banda.

R.E.M. Cassette Set
15/16/23 de abril de 1981 (recording/mixing)
abril e maio de 1981 (assemblage/packaging)
01 Sitting Still (fast "Polka" version, snippet)
02 Sitting Still
03 Radio Free Europe
04 White Tornado
05 White Tornado (take 2, aborted)
06 Radio Free Europe (Radio Dub)

autor stipe07 às 20:53
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3 de rajada... LI

Hoje, no dia em que é editado Inni, o novo disco dos Sigur Rós, na quinquagésima primeira edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco os novos singles dos The Cage The Elephant, The Kooks e dos The Wombats. Toca a ouvir e a tirar ilações...

 
Cage The Elephant – Aberdeen


The Kooks – Junk Of The Heart


The Wombats – 1996


autor stipe07 às 20:31
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Domingo, 6 de Novembro de 2011

The Beets - Let The Poison Out

Os The Beets são uma banda natural dos subúrbios da Big Apple, formada pelo uruguaio Juan Wauters e Jose Garcia que se conheceram há alguns anos no colégio LaGuardia Community e começaram logo a tocar guitarra juntos. Mais tarde e depois de várias tentativas, passaram a ter a companhia de Chie Mori, na baterista. Matthew Volz é outro elemento importante para esta banda porque é o responsável por todo o artwork dos The Beets, do qual se destacam as covers da discografia, feitas sempre com lápis de cor.

Recentemente o trio também mudou de editora. Deixaram a nova iorquina Captured Tracks, selo pelo qual lançaram os dois discos anteriores que deram direito a digressões com as Vivian Girls e os Mountain Goats e assinaram com a Hardly Art, de Seattle, que tem nas suas fileiras nomes como os Gold Leaves, La Sera, Moondoggies, Woven Bones e os Seapony. A editora, no texto de apresentação do grupo, afirma que the Beets have become one of the best bands, if not the best band, in New York. Let The Poison Out chegou às lojas no passado dia vinte e quatro de outubro, pouco mais de dez meses depois do lançamento de Stay Home, o segundo álbum. Reza a lenda que foi gravado em apenas dois dias, no estúdio Marlborough Farms, pelo produtor Gary Olsen.

Há algum tempo os The Beets confessaram que os Ramones são a sua maior fonte de inspiração e dessa forma fica logo tudo dito relativamente à sonoridade deste Let The Poison Out. No entanto os Byrds e toda aquela sonoridade dos anos sessenta está bastante presente, nomeadamente nos arranjos das cordas e na própria acústica das canções. Para os apreciadores deste tipo de sonoridade é um disco que vale bem a pena ouvir... 

Let the Poison Out

You Don't Want Kids to Be Dead

Now I Live

Preso Voy

Let Clock Work

Doing as I Do

Wipe It Off

Eat No Dick 3

Without You

As the World

I Don't Know

I Think I Might Have Built a Horse

Friends of Friends

Walking to My House


autor stipe07 às 21:55
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Sábado, 5 de Novembro de 2011

Andrew Bird - Norman

O cantor, compositor e multi-instrumentista americano Andrew Bird foi convidado para criar a banda sonora do filme Norman, uma comédia passada num liceu norte-americano. Assim, no passado dia onze de outubro foi lançado no mercado Norman, através da Mom and Pop Music.

Norman é um filme independente realizado por Jonathan Segal ,sem data prevista de estreia em Portugal. A obra retrata a vida de um adolescente que simula um cancro e por causa disso acaba por ter problemas com a sua nova namorada.

 

Confesso não conhecer a fundo a obra discográfica de Andrew Bird, pelos vistos um músico bastante querido do universo alternativo e independente. E não será esta banda sonora que conseguirá preencher o  meu vazio, até porque como acontece na maioria dos casos, as bandas sonoras têm sempre presente uma elevada dose de experimentalismo e de instrumentais. No entanto, dou desde já o mérito a este trabalho por me ter feito querer ouvir mais deste músico, nomeadamente Noble Beast, um disco lançado em 2009 e bastante aclamado pela crítica e que antecedeu este Norman.

Da audição desta banda sonora retive desde logo Night Sky, uma música fantástica que vai crescendo, crescendo e com uma letra carregada de belos momentos onde Andrew Bird explica a influência da lua nas marés dando a esta o papel de um violinista, que puxa e empurra as ondas de costa a costa (Moon plays the ocean like a violin, pushing and pulling from shore to shore, biggest melody I never heard before). O músico de Chicago avança depois no disco para as questões do amor e do tempo e para o papel que este último desempenha no primeiro e termina a versar sobre o céu nocturno e as estrelas que regem o rumo dos acontecimentos.

O disco ainda pode ser ouvido na íntegra na página de Facebook do músico natural de Chicago. Para além desta banda sonora, o americano irá lançar novo material em 2012, encontrando-se de momento em digressão. Espero que aprecies a sugestão...

1. Scotch and Milk
2. 3:36
3. Arcs and Coulombs
4. Hospital
5. S.O.S (Performed by The Blow with Richard Swift)
6. Nice Hat / Exit Sign / Angelo Speaks
7. Medicine Chest
8. The Kiss / Time and Space / Waterfall
9. You Are a Runner and I Am My Father's Son (Redux) (Performed by Wolf Parade)
10. Cancerboy Strikes Again / Monsterstream
11. Rabid Bits of Time (Performed by Chad VanGaalen)
12. Build Up to the Fall
13. Epic Sigh / The Python Connection
14. The Bridge
15. Night Sky
16. Afterspeak / Things Come to a Head
17. Darkmatter

Andrew Bird - Hospital (From Norman Original Motion Picture Soundtrack) by Mom+Pop Records 

1. Oh No
2. Masterswarm
3. Fitz and the Dizzyspells
4. Effigy
5. Tenuousness
6. Nomenclature
7. ouo
8. Not a Robot, But a Ghost
9. Unfolding Fans
10. Anonanimal
11. Natural Disaster
12. The Privateers
13. Souverian
14. On Ho


autor stipe07 às 16:57
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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Little Dragon - Ritual Union

Formados em 1996, os Little Dragon são uma banda sueca natural de Gotemburgo cuja sonoridade se insere na eletrónica. A líder da banda é a cantora e percussionista sueca de origem japonesa Yukimi Nagano, à qual se juntaram os seus colegas da faculdade Erik Bodin (bateria), Fredrik Källgren Wallin (baixo) e Håkan Wirenstrand (teclados). Iniciaram a carreira discográfica apenas em 2006 quando lançaram o duplo single Twice/Test por intermédio da Off the Wall. No ano seguinte assinaram pela multinacional indie britânica Peacefrog Records e no dia vinte e sete de agosto lançaram o disco homónimo de estreia Little Dragon. O segundo disco, Machine Dreams, foi editado dois anos depois, a dezassete de agosto de 2009 e no passado dia vinte e cinco de julho surgiu no mercado este Ritual Union, que só agora descobri e tenho andado a ouvir.

Não sei se da Suécia costumam vir bons casamentos, mas os ventos que cá chegarem serão sempre frios. No entanto, no que diz respeito à música que de lá vem e aquela que mais me interessa, frequentemente sou bafejado com surpresas bastante agradáveis e que originam sorrisos durante a audição. E por estes lados falar sobre a música sueca que me preenche é referir-me a grupos detentores uma instrumentação dividida entre o maduro e o pueril e que gostam de falar daquela jovialidade pós adolescente. Assim, se antes destacava os I’m From Barcelona, José Gonzáles, ou Peter Bjorn and John, agora terei de juntar estes Little Dragon ao meu conjunto de referências deste país nórdico.

Este Ritual Union, com um single destacado na edição cinquenta do 3 de rajada..., mistura synthpop, trip hop e soul, juntamente com todo o gracejo pop tipicamente sueco, havendo aqui uma clara atração pela citada trip hop, a pender também para uma sonoridade mais amena e suavemente melancólica, a fazer-me lembrar de imediato os Gorillaz, fato ao qual não serão alheias as colaborações dos Little Dragon neste projeto do Damon Albarn. E, de acordo com a crítica, parece que este terceiro disco é aquele que melhor intercala as frequências eletrónicas com as entoações pop adocicadas, resultando, para já, no melhor disco da banda.

Mas deixando de lado as sempre inevitáveis comparações e as referências à critica, pessoalmente acho que a sonoridade proposta por este quarteto sueco parece gozar de uma projeção instrumental própria, radiante, mas ainda assim levemente entristecida, fazendo deste este Ritual Union um registro maduro, comercial e indisposto de erros. O álbum parece-me ser dividido em duas partes. As primeiras seis canções são mais radiofónicas, digamos assim, garantem uma boa condução do registo e fazem com que ele aprisione de imediato o ouvinte. Não é fácil destacar uma canção nesta parte do disco; A homónima faixa de abertura é repleta de entusiasmo, Little Man tem um toque adocicado patrocinado pelos sintetizadores que vão aos poucos desenvolvendo a canção e o mesmo vale para Please Turn, que abre com uma sonoridade calma, mas rapidamente edifica um grandioso castelo de sons sintetizados e batidas dançantes.

O grande suporte das canções é indubitavelmente a voz límpida de Nagano, que funciona como aquele elemento orgânico que dá vida às canções e as ilumina, parecendo funcionar em oposição às formas sonoras sintetizadas que vão tomando de assalto o disco. E na segunda parte dele a sonoridade é mais climática e menos volátil, mas é ela quem juntamente com esse corpo de sintetizadores mantém uma condução entusiasmada até à última faixa.

O meu maior destaque do disco talvez seja When I Go Out, que teve direito a um vídeo animado muito interessante e que convém espreitar. Nesta canção é óbvia a procura de um som mais dubstep que permite aos Little Dragon experimentar outras sonoridades além da encantadora postura decidida de produzir um registo pop. Esta ligeira alteração aos cânones que regem Ritual Union não destabiliza o disco e até contribui para engrandecer o que já era belo dentro de Ritual Union.

Uma referência final para a capa do álbum que apresenta uma montagem de casais recém-casados; Há rumores que os fotografados sejam familiares dos integrantes da banda. Também não posso deixar de acresentar que, como referi acima, os membros da banda têm colaborado sempre com outros artistas; Nagano participou em várias canções da dupla de nu jazz Koop, nos álbuns Waltz for Koop (2002) e Koop Islands (2006), o baterista Erik Bodin é também o percussionista de José GonzálezNagano cantou no segundo álbum de GonzálezIn Our Nature (2007). Källgren Wallin, Nagano e Wirenstrand participaram no Plastic Beach dos Gorillaz, nas faixas Empire Ants e To Binge. Recentemente Nagano colaborou na faixa Wildfire, do álbum homónimo dos SBTRKT e também na faixa Scale It Back para o album The Less You Know The Better, do DJ Shadow. Espero que aprecies a sugestão...

File:Little Dragon - Ritual Union album cover.jpg

Ritual Union

Little Man

Brush the Heat

Shuffle a Dream

Please Turn

Crystalfilm

Precious

Nightlight

Summertearz

When I Go Out

Seconds


autor stipe07 às 18:30
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Gruff Rhys - Hotel Shampoo

Gruffydd Maredudd Bowen Rhys, nascido em 18 de julho de 1970, é um músico do País de Gales conhecido tanto pela sua carreira a solo como pela sua presença nos Super Furry Animals, banda que obteve relativo sucesso na década de noventa. Paralelo ao eficiente trabalho com os Super Furry Animals, Gruff Rhys também tem uma bem sucedida carreira a solo onde testa novas fórmulas, um pouco diferentes do rock alternativo com toques de psicodelia da banda. A aventura a solo do músico começou em 2005 com  Yr Atal Genhedlaeth, um disco divertido e cantado inteiramente no idioma galês. Dois anos depois, com Candylion, o músico atinge ainda maior notoriedade com esse projeto que a crítica descreve como delicado e repleto de bons arranjos e onde se destaca também a participação especial do grupo de post rock Explosions in The Sky, além da produção impecável de Mario Caldato Jr, que já trabalhou com os Beastie Boys e os Planet Hemp, entre outros. Agora, em 2011, com este Hotel Shampoo, o disco que está a servir para eu descobrir este músico a solo, Gruff aposta em composições certinhas feitas a partir  de melodias pop e uma instrumentação bastante cuidada.

Defino facilmente este álbum com apenas um adjetivo e no superlativo sintético: Belíssimo. Hotel Shampoo é produzido pelo amigo do músico Andy Votel (produtor e DJ inglês) e a atmosfera global do mesmo assenta em canções marcadas por pianos, ótimos arranjos de cordas e de metais, as vocalizações límpidas de Rhys e uma aura quase impercetivel de banda de baile, que se torna ainda mais visível se o álbum for ouvido de seguida. Gruff surge como uma espécie de cantor dentro de um hotel imaginário, embora em alguns momentos a sonoridade marcada pelas guitarras acabe afastando o disco de seu foco, como com Patterns Of Power, uma ótima canção pop que segue encabeçada por boas guitarras.

A crítica era unânime em caraterizar Candylion como um disco cheio de canções tipicamente pop, assentes em arranjos detalhados, que contavam com a inserção de xilofones e uma instrumentação acústica. Neste Hotel Shampoo parece-me que o músico aposta num lado elétrico das músicas, mas ainda com fortes resquícios da tal componente acústica. Canções como Honey All Over, Vitamin K, Sophie Softy e outras pérolas delicadas e dotadas de uma instrumentação excepcional, seguem o que Gruff explorou em Candylion. Por outro lado, há canções menos detalhistas e até mais enérgicas como Christopher Columbus que vem carregada de efeitos de guitarra e uma bateria radiante. Em Space Dust #2, Gruff canta com a sueca Sarah Assbring do grupo El Perro Del Mar e juntos fazem um belíssimo dueto que destaca o tal lado mais delicado do álbum.

Em suma, esta bela surpresa de 2011, é marcada por excelentes composições que exalam uma pop pura e descontraída por quase todos os poros, apenas com o senão de que algumas delas poderiam ser sonoramente menos contidas. Espero que aprecies a sugestão...

Gruff Rhys – Hotel Shampoo (2011) [MP3]

01. Shark Ridden Waters
02. Honey All Over
03. Sensations in the Dark
04. Vitamin K
05. Take a Sentence
06. Conservation Conversation
07. Sophie Softly
08. Christopher Columbus
09. Space Dust
10. At the Heart of Love
11. Patterns of Power
12. If We Were Words (We Would Rhyme)
13. Rubble Rubble


autor stipe07 às 21:06
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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

French Films - Imaginary Future

Os French Films são um quinteto indie rock natural de Helsinquia, Finlândia, formado por Johannes Leppänen (voz e guitarra), Joni Kähkönen (voz e guitarra), Mikael Jurmu (voz e baixo), Santtu Vainio (teclado, percurssão e guitarra) e Antti Inkiläinen (bateria). Lançaram no passado mês de setembro Imaginary Future, o disco de estreia, através da GAEA Records.

Os French Films são considerados pela crítica como uma das revelações do ano, moldados pelas influências do post punk e dos anos oitenta. A mesma considera-os os primos europeu dos norte americanos The Drums e eu acrescento que parecem uma simbiose perfeita deles com os The Horrors. Golden Sea, um dos destaques deste Imaginary Future e uma canção que já em 2010 deu nome ao EP de estreia da banda é o exemplo refeito desta junção, devido ao baixo vibrante e vincado e ao tom da voz do vocalista. Mas logo no início do álbum, em This Dead Town, eles mostram de imediato ao que vêm e o que aguarda o ouvinte; Canções curtas mas vibrantes, com boas letras, assentes numa secção rítmica bastante rápida, alicerçada num baixo vibrante e numa bateria musculada, tudo isto adornado com uma guitarra jovial e criativa devido a alguns efeitos e detalhes típicos da pop e do punk dos anos oitenta. Logo de seguida You Don’t Know é outro destaque do disco, uma canção carregada de otimismo, com um video onde pessoas estranhas e com vidas depressivas encontram alegria e utilidade na vida ao som da canção. Mas a minha maior preferência vai para Escape In The Afternoon, onde a toda esta toada descontraída e ao mesmo tempo visceral, os French Films conseguem juntar uma atmosfera sonora épica, positiva, sorridente e bastante dançável.

Vale a pena ouvir o resto do disco, sem parêntesis e pausas, com uma atitude descontraída e jovial, já que certamente fará o ouvinte reviver o verão que ainda há pouco terminou. Espero que aprecies a sugestão...

01. This Dead Town
02. You Don't Know
03. Golden Sea
04. Pretty In Decadence
05. The Great Wave Of Light
06. Living Fortress
07. Escape In The Afternoon
08. Convict
09. New Zealand
10. Up The Hill


autor stipe07 às 19:51
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2011

Surfer Blood - Tarot Classics

Os Surfer Blood são uma banda de surf rock natural de West Palm Beach, na Flórida, formada por John Paul Pitts (guitarra e voz), Tyler Schwarz (bateria), Thomas Fekete (guitarra), Brian Black (baixo) e Marcos Marchesani (percussão). Um ano após o lançamento do álbum de estreia, Astro Coast, lançaram no passado dia 25 de outubro Tarot Classics, através da Kanine Records, um EP que antecipa o segundo álbum, com lançamento previsto para 2012 e que será produzido por Phil Ek.

Já há algumas semanas que era conhecida a faixa Miranda, que apesar de ter a habitual guitarra suja distorcida sempre presente na sonoridade dos Surfer Blood, dá maior ênfase à voz, trazendo significativas mudanças ao som da banda. Quanto ao resto do EP, assenta em riffs simples e cativantes.

Como já haviam anunciado, a intenção do grupo nunca foi continuar a produzir um som intencionalmente sujo, como o que é encontrado em Astro Coast. Mas esta inflexão na sonoridade da banda evidenciada já em Tarot Classics e que deverá ter seguimento no álbum que aí vem, deve-se também à dificuldade em produzirem um disco de forma independente, ou seja, sem verem o seu trabalho formatado. Portanto, este EP deixa pistas sólidas para o que aí vem e augura um futuro auspicioso para este grupo originário da Flórida. Espero que aprecies a sugestão...

01. I’m Not Ready
02. Miranda
03. Voyager Reprise
04. Drinking Problem
05. Drinking Problem (Speculator Remix)
06. Voyager Reprise (Another Summer of Love Remix)


autor stipe07 às 20:10
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