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Sigur Rós - Inni

Sexta-feira, 11.11.11

Finalmente chegou na passada segunda feira, dia sete de novembro, o novo álbum dos Sigur Rós, banda islandesa já com quinze anos de história. É um disco duplo ao vivo e que também inclui um filme que documenta o concerto no Alexandra Palace, em Londres, o último da Close of the World Tour e que serviu para promover Með suð í eyrum við spilum endalaust, antes da paragem de 2008. Já passado dia três de outubro tinha mencionado os detalhes finais deste Inni aqui. Este filme, realizado por Vincent Morisset e que os Sigur Rós classificam como the definitive live experience, foi lançado no mercado, através da Krunk, a editora da banda e por intermédio da XL Recordings e estreou no Festival de Veneza, dia três de Setembro. Relembro que os Sigur Rós já tiveram uma experiência anterior muito bem sucedida com o documentário Heima, que deu origem ao projeto takkiceland, ainda não enterrado, garanto.

Acabo de ouvir Inni e fui imediatamente transportado no tempo para a noite de onze de novembro de 2008, faz hoje precisamente três anos. E o caldeirão de sentimentos e emoções durante a audição de Inni, por ter sido tão semelhante ao que senti durante esse concerto que integrou a digressão que este disco ilustra sonoramente, razão pela qual a tracklist e o alinhamento do Campo Pequeno são muito parecidos, transportou-me de imediato para esse concerto.

Quando o coração é paciente e sabe que na vida há momentos únicos pelos quais vale a pena esperar, mais claras são as boas sensações que nos preenchem quando os instantes pelos quais tanto esperámos estão ali, ao nosso lado e à nossa frente, ao mesmo tempo, no mesmo espaço físico e temporal. Há quem vibre com um bom filme quando determinadas imagens projectadas numa tela negra, reais ou cheias de ficção, mexem com todos os nossos sentidos, nos arrepiam e nos dão momentos momentâneos de pura felicidade! Isso acontece-me com frequência nas mais variadas salas de cinema deste país mas, até hoje, em nenhum outro local consegui encontrar a pura realização feliz e plena desse preenchimento interior, como encontro em frente a um palco onde toca uma das minhas bandas favoritas, ou junto a uma denon de duas pistas, onde também, em alguns instantes, consigo fazer as outras pessoas momentaneamente felizes!

Naquelas quase duas horas desse concerto encontrei-me comigo próprio, conheci muito mais de mim mesmo e foi inacreditável ter visto tanta luz e tanto brilho, ter sentido tanta alegria num espaço físico associado à morte e ao desrespeito pela vida animal. Senti-me em comunhão perfeita com a banda que tocava no palco e, ao mesmo tempo, em comunhão perfeita comigo mesmo, como se a tal luz que a música nos oferece, me ofuscasse com um brilho tal, que me fez ver mesmo tudo o que tenho dentro de mim com uma clareza inacreditável.

O grande destaque do concerto e deste álbum é a interpretação de Hoppipolla. Se em Man on the Moon está escrita a essência daquilo que sempre fui, sou e serei, Hoppipolla será sempre a síntese perfeita do que me faz vibrar e de como é bom acreditar nos meus sonhos e sentir que eles se podem tornar realidade!

Este duplo Inni é pois uma coleção de formidáveis clássicos, músicas que há anos impressionam novos e velhos um pouco por todo o mundo. É um trabalho que prova novamente o quanto eles conseguem estabelecer uma estranha sensação de euforia, surpresa e misticismo a cada novo trabalho lançado e transportar toda essa mesma energia e magia para os concertos, algo que apenas um pequeno grupo de bandas consegue. Se belos são os registos em estúdio dos Sigur Rós, ao vivo eles realmente parecem ganhar vida própria.

Esta será certamente uma das minhas prendas de natal, outra que antecipará, num futuro próximo espero, uma prenda ainda maior. O próximo disco dos Sigur Rós está prometido para a próxima primavera e a banda já referiu que será o  melhor disco de sempre do seu catálogo;   Goggi Hólm, o baixista, já o apelidou de introverted e o vocalista, Jónsi Birgisson, disse que será floaty and minimal. An ambient album é como o baterista Orri Dýrason o descreve, acrescentando que a sua audição permitirá a slow takeoff toward something. Enquanto o tão aguardado quinto disco desta fantástica banda islandesa não chega, deliciemo-nos com Inni e espero muito sinceramente que aprecies a sugestão...

 

Disco 1

  1. Svefn-G-Englar
  2. Glósóli
  3. Ný Batterí
  4. Fljótavík
  5. Vid Spilum Endalaust
  6. Hoppípolla
  7. Med Blódnasir
  8. Inní Mér Syngur Vitleysingur
  9. E-Bow

Disco 2

  1. Sæglópur
  2. Festival
  3. Hafsól
  4. All Alright
  5. Popplagid
  6. Lúppulagid (Bonus Track)

Disco 3: DVD 'Inni'

  1. Ny Batterí
  2. Svefn-G-Englar
  3. Fljótavík
  4. Inní Mér Syngur Vitleysingur
  5. Sæglópur
  6. Festival
  7. E-Bow
  8. Popplagid
  9. Lúppulagid
  10. Glósóli (Bonus Track)
  11. Við Spilum Endalaus (Bonus Track)
  12. Hafssól (Bonus Track)
  13. All Alright (Bonus Track)

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publicado por stipe07 às 15:20






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