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Shaky Snakes - Glowing EP

Quarta-feira, 21.09.11

Ian Johnston, aka Shaky Snakes, é mais um produtor natural de Vancouver no Canadá e que editou no passado dia seis de setembro o seu disco de estreia, o EP Glowing, através da Bandcamp.

O EP tem cinco canções e para quem gostar de eletrónica minimalista, encontra aqui um excelente conjunto de canções bonitas e relaxantes, extraordinárias para serem ouvidas com headphones num final de tarde, onde se busca tranquilidade e introspeção. Destaco a luminosidade de Ozone Exciter, Everything Is Totally Fine e Seventeen.

Como refere o músico, put on some headphones and ride your bike to the most psychadelic of beaches.  Visita o site do músico e espero que aprecies a sugestão...

 

Ozone Exciter

Everything Is Totally Fine

Hold On To Yr Rock N Roll

Orange Crush Blues

Seventeen

Facebook / Tumblr / Website / Bandcamp / Twitter

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publicado por stipe07 às 19:14

Conheces Mike Doughty?!

Terça-feira, 20.09.11

Mike Doughty é um músico norte americano de quarenta anos, nascido no Kentucky e com uma carreira iniciada já na década de noventa como vocalista dos saudosos Soul Coughing, banda que conheceu o seu término no ano 2000.

De imediato lançou-se numa carreira a solo, tendo sido Haughty Melodic (2005) o primeiro disco a dar alguma visibilidade à sua carreira. Golden Delicious (2008) cimentou o projeto e teve a participação especial de Dave Matthews, fundador e dono da nova iorquina ATO Records e, como sabem, líder carismático da Dave Matthews Band. No presente ano já lançou dois álbuns; O primeiro foi Dubious Luxury, que teve samples e participações especiais de Joanne Kyger, Todd Colby, Erica Livingston, Young Jean Lee, Becky Yamamoto e Rachel Benbow Murdy e no último dia trinta de agosto lançou Yes And Also Yes, este através da sua própria etiqueta, a SNACK BAR.

O que define muitas vezes um verdadeiro artista eletrónico é a sua capacidade de misturar loops, riffs e múltiplos detalhes sonoros, removendo-os do seu contexto original e tornando-os seus. Kid Koala, The Avalanches e claro DJ Shadow, são três exemplos paradigmáticos do que falo. Mike Doughty, uma descoberta recente e ainda pouco explorada, poderá vir a ser outro grande exemplo, sendo o seu estilo, de acordo com quatro discos que já ouvi,  feitos com guitarras mas também carregado de barulhos estranhos, vozes sampladas e grandes batidas freaky.

Nos Soul Coughing o contrabaixo comandava o regimento; A solo Mike deixa-se contagiar por guitarras solarengas como se tivesse necessidade de arrumar o passado num baú e de passar a ser conhecido pelo nome e não como antigo vocalista dos Soul Coughing. Portanto, a solo há um lote de canções de rosto californiano e baladas acústicas com pouco mais de dois minutos que parecem saídas de um acampamento de escuteiros. Quanto a mim, faz um rock folkfunky com o ritmo perfeito para andar na rua.

O mais recente  Yes And Also Yes, diferencia-se um pouco dos restantes porque é um disco ainda mais acústico,  marcado por uma pop alternativa para relaxar e com algumas músicas com forte presença da guitarra.

Além da carreira musical, Mike Doughty compôs para cinema e, aproveitando a internet, escreveu vários textos sobre fotografia e viagens feitas a países como Etiópia, China e Cambodja. Estamos pois perante um artista com talento, dono de um blogue e um site bastante ativos e que, apesar do fantasma Soul Coughing, começa a demonstrar aquela consistência sonora que o poderá conduzir ao estrelato individual.

Espero que aprecies a sugestão...

Looking At The World From The Bottom Of A Well

Unsignable Name

Madeline And Nine

Busting Up A Starbucks

White Lexus

American Car

Tremendous Brunettes

I Hear The Bells

Sunken-Eyed Girl

Grey Ghost

His Truth Is Marching On

Your Misfortune

 

 

Fort Hood
I Just Want The Girl In The Blue Dress To Keep On Dancing
Put It Down
More Bacon Than The Pan Can Handle
27 Jennifers
I Wrote A Song About Your Car
I Got The Drop On You
Wednesday (Contra La Puerta)
Like A Luminous Girl
Nectarine (Part One)
Navigating By The Stars At Night

 

Soundythigh
O.S.S.U.M.
Gimme the Cake
Powerful Medium – The Claw
Uh-murr-kah
Let's Turn On
Oona Bet Door
Do You Find Me Sexy
I Just Want to be Mellow, Man
Oh Ray Ray
Are You Here I Am Here
That's Right
Chinese Spies

You Don't Have to Think About What to Do
More Bacon Than the Pan Can Handle (Remix)
Cheap Suite

 

 

1. Na Na Nothing
2. Into the Un
3. Day By Day By
4. Holiday (What Do You Want?)
5. Russell
6. Strike the Motion
7. Have at It
8. Makelloser Mann
9. The Hufer and the Cutter
10. Rational Man
11. Telegenic Exes 1 (Hapless Dancers)
12. Weird Summer
13. Vegetable
14. Telegenic Exes 2 (Astoria)

 

 

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publicado por stipe07 às 19:19

3 de rajada... XLIV

Segunda-feira, 19.09.11

No dia em que são editados os novos discos dos Kasabian e dEUS, em  Três De Rajada..., que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco Miles Kane, James Morrison e Alex Winston. Toca a ouvir e a tirar ilações...

Miles Kane – Come Closer


James Morrison – I Won't Let You Go


Alex Winston – Velvet Elvis

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publicado por stipe07 às 21:21

Jens Lekman - An Argument With Myself EP

Domingo, 18.09.11

Conforme referi em Agosto, Jens Lekman vai lançar já para a semana o EP An Argument With Myself, que ando a ouvir. Em setembro de 2007, após passar três anos  em estúdio, este músico sueco editou Night Falls Over Kortedala, um dos discos mais nostálgicos que alguma vez ouvi. Acompanhado por uma verdadeira orquestra de sons açucarados e versos pontuados por uma jovialidade quase adolescente, o músico era ali apresentado de forma definitiva ao grande público, figurando alguns meses mais tarde nas listas de principais lançamentos musicais daquele ano. Depois foi para a estrada durante quase dois anos, tendo passado por cá e em seguida tirou umas longas férias, que parecem finalmente terem chegado ao fim.

Neste An Argument with Myself (2011, Secretly Canadian) de pouco mais de dezassete minutos e que rompe o tal hiato de quase quatro anos, o músico confronta-nos com cinco novas composições, que bebem da mesma fonte repleta de sons delicados e nostálgicos que montaram a totalidade de seu anterior álbum. No entanto as suas canções parecem mais ponderadas e maduras, mas ainda assim detentoras da mesma beleza que acompanhava And I Remember Every Kiss, A Postcard To Nina ou outras grandes composições do tal disco de estreia. Ao longo do EP Lekman esconde-se atrás de arranjos instrumentais perfeitamente delimitados, em que elementos percussivos, arranjos de cordas e até guitarras carregadas de swing vão aos poucos acomodando o nosso ouvido. Vamos sendo presenteados com um verdadeiro caleidoscópio de sensações agradáveis, em que cada uma das cinco canções tem tudo para transformar-se em memoráveis clássicos do indie pop, recheando o curriculum deste sueco Lekman com uma sonoridade variada, versos pegajosos e um tipo de atmosfera quase mágica que apenas ele parece capaz de desenvolver.

Talvez o único grande defeito de Argument with Myself seja mesmo a sua duração, o fato de extinguir-se num piscar de olhos. No exato momento em que me senti completamente entranhado e absorvido pelas canções e pretes a atingir um verdadeiro climax sonoro, o EP terminou, aumentando assim a minha ânsia pelo novo grande álbum de Lekman. Espero que aprecies a sugestão...

01. An Argument With Myself
02. Waiting For Kirsten
03. A Promise
04. New Directions
05. So This Guy At My Office

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publicado por stipe07 às 15:59

HTRK - Work (work, work)

Sábado, 17.09.11

Os HTRK (pronuncia-se hate rock) são  uma dupla australiana formada em 2003, constituida pela vocalista Jonnine Standish e pelo guitarrista Nigel Yang, baseada no Reino Unido e com uma sonoridade que se espelha na eletrónica e nos chamados no wave e shoegaze, influenciados pelas distorções caraterísticas dos My Bloody Valentine e Sonic Youth, juntamente com os beats minimalistas emitidos por uma bateria sintetizada, à sememelhança dos XX.

Esta é a composição atual. Em março de 2010 faleceu Sean Stewart, membro fundador deste grupo e principal artífice dos dois primeiros trabalhos dos HTRK, o EP Nostalgia e o álbum de estreia Marry Me Tonight. Este disco foi lançado em 2009 e produzido pelo ex Birthday Party, Roland S. Howard; A consequente digressão abriu vários concertos de nomes tão liustres como os Yeah Yeah Yeahs e os Liars.

Antes de falecer, Sean já tinha gravado algumas músicas inéditas, como SkinnyJonnine e Nigel resolveram prosseguir com esta alcunha odiosa do rock e lançaram no último dia 6 de Setembro Work (work, work), disco com que se estreiam na Ghostly International.

Neste disco os HTRK criaram uma paisagem sonora gritante e que bate dolorosamente na eletrónica dos anos oitenta, devido a uma míriade de sons sintetizados, o ruído da uma guitarra vaporosa e a voz da andrógena Jonnine a gotejar de reverbs. O trabalho de produção foi cuidadoso, de forma a justapor vários detalhes sonoros com a manta minimalista, de forma a procurar uma sonoridade fortemente emocional e com um forte cariz sexual. O meu destaque do disco e música de abertura, Eis Ice Eyes, talvez procure dar esse mote ao disco porque centra-se nitidamente numa zona sonora fortemente erótica, principalmente devido à batida lenta e compassada. Logo de seguida, Slo Go obedece a esse mote, devido à pressão constante de um ruído em tudo semelhante ao bater num casco de um submarino. Pouco depois, HeartYr Eat traz algum desconforto sonoro e faz-nos acordar deste estado de latência, porque nela ouve-se uma espécie de alta frequência sonora, cheia de distorções, talvez retiradas de um filme de terror, enquanto a vocalista fala de saudade.

Resumindo, Work (work, work) faz jus à sonoridade tipicamente minimal dos HTRK, mas não deixa de lado alguns elementos mais abrasivos, como se a dupla atual procurasse plasmar neste disco um forte sentimento de desolação, melancolia e luto, mas também demonstrar a Sean, gratidão e saudade, devido ao núcleo surpreendentemente romântico de algumas músicas.

Alguma imprensa especializada que li refere que existe uma possível falta de identidade sonora nos HTRK decorrente deste novo álbum. Confesso que não conheço o EP e disco anteriores, mas acho inconcebível um grupo reinventar-se com tão pouco tempo de existência, ainda para mais com as perdas que sofreu. Testar possibilidades torna-se imprescindível para a construção da identidade; E nisso eles não erraram, sendo esse o timing em que se encontram! Espero que aprecies a sugestão...

01. Ice Eyes Eis

02. Slo Glo
03. Eat Yr Heart
04. Bendin’
05. Skinny
06. Synthetik
07. Poison
08. Work That Body
09. Love Triangle

10. Body Double

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publicado por stipe07 às 17:43

dEUS - Keep You Close

Quinta-feira, 15.09.11

Há muitas bandas em relação às quais, devido à consistência e linearidade sonora da sua carreira, já não esperamos grandes novidades a cada novo disco. Em compensação, geralmente são grupos que apesar de não estarem dispostos a mudanças, conseguem agradar com discos medianos, bons e outras vezes excelentes, que acabam por se tornar em clássicos e referências.

Os belgas dEUS nunca mais fizeram outro álbum à altura de In A Bar, Under The Sea (1997), mas também não têm deixado de dar crédito aos seus últimos trabalhos. Keep You Close, o novo disco de originais do grupo de Tom Barman e um dos meus preferidos, obedece a este paradigma e tem o modus operandi do grupo para fazer música e que me agrada imenso.

O disco tem a típica pop rock que começa calma e amiúde transfigura-se numa viagem mais tensa e raivosa, quase sempre através da avidez vocal de Barman. Aos quarenta anos ele continua a ser o principal compositor e a escrever letras impressionantes, sendo o tempo um dos seus preferidos.

Sonoramente, uma das palavras chave em Keep you Close continua a ser a noção de atmosfera; As músicas são, em essência, simples canções rock, mas é dada particular atenção à estrutura musical e às camadas de som que saiem de todos os instrumentos. A guitarra tem, como sempre, o assento vip nas pistas da mesa de mistura, mas neste álbum em vez de centrarem a sua fúria em riffs e distorções, produzem acentos musicais, que combinados com o baixo e bateria constante, resulta num edifício sonoro muito groovy. Depois as buzinas adicionais, o piano, o sintetizador,  o xilofone e o violino dão impulso às músicas e emitem em algumas delas um forte sentimento orquestral.

A faixa título e que abre o disco, procura marcar desde logo uma rutura porque parece-me ter uma sonoridade diferente de tudo o que estes belgas já fizeram; Mas também não deixa de ter aquele toque de dEUS reconhecível. É uma música com um começo muito suave e introvertido mas, mais à frente, a secção rítmica faz com que expluda, demonstrando que, na minha opinião, o álbum não poderia começar de melhor forma.

Ghosts tem um refrão encantador, dentro de uma composição suave e dançante. Constant Now é feita de guitarras bastante trabalhadas e um instrumental rico e melódico, tal como a linda Easy; Estas duas músicas comprovam que instrumentalmente os belgas sabem fazer músicas climáticas, estruturalmente bem arranjadas, com pianos e violinos e que no som deles nem tudo depende apenas do corpo baixo, guitarra, bateria. No entanto, o meu destaque do disco vai para The End Of Romance, uma canção com um início muito minimalista e a voz de Tom Barman a complementar perfeitamente as pancadas de uma guitarra suave, construindo assim uma das melhores canções pop que dEUS já fez.
Nota-se que estes belgas, juntos há quase vinte anos e apesar de terem atravessado alguns períodos caóticos no que diz respeito à solidez da formação, estão mais confiantes nos seus atributos e habilidades musicais. Se alguns críticos e fãs lamentam a ausência de experimentação  nos álbuns mais recentes, pessoalmente penso que esta atitude traz consigo um crescimento no departamento de consistência.

Tal como acontece com todos os álbuns dos dEUS, em cada audição somos recompensados com a descoberta de detalhes subtis que surgem e tingem o nosso cérebro. Por cá, Em Keep You Close tem sido incrível o fluxo de descobertas sonoras em cada audição e por isso, não sendo o melhor álbum de sempre dos dEUS, é certamente um dos melhores discos que saíram este ano e um dos melhores na carreira da banda.

1. Keep You Close
2. The Final Blast
3. Dark Sets In
4. Twice We Survive
5. Ghosts
6. Constant Now
7. The End of Romance
8. Second Nature
9. Easy

Página oficial

Discografia da banda

 

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publicado por stipe07 às 18:22

Alarmist - Alarmist EP

Quarta-feira, 14.09.11

Os Alarmist formaram-se em 2008 e são uma banda natural the Dublin (não confundir com os norte americanos The Alarmists), formada por Neil Crowley, Elis Czerniak, Osgar Dukes e Barry O’Halpine. No passado dia 19 de agosto lançaram o seu EP homónimo de estreia, através do selo Eleveneleven.

Este EP não é para todos os ouvidos. Ou, como já li, poderá ser apenas para ouvidos treinados. Alarmist é um EP instrumental que seguindo o gosto da banda pelo post rock tem, no entanto, bases bem fundadas no jazz e no improviso. A banda constrói as canções com melodias e ritmos frenéticos, através da mistura de vários acordes de guitarras interligados entre si, diferentes efeitos eletrónicos e uma percussão variada. Desde já devem, antecipadamente, evitar qualquer tipo de comparação com os consagrados Battles, Foals ou Tortoise, porque o que se ouve aqui é muito mais híbrido e carregado de diferentes tiques sonoros e influências.

Carpak Showdown e Giraffe Centre são os meus destaques, mas o EP não requer uma singular e única audição. Deve ser degustado com calma, sem pressa e com o ouvido desprovido de qualquer preconceito sonoro.

O quarteto tem dado alguns concertos muito elogiados em Dublin, terra natal. Parece que a plateia sai surpreendida com as suas intensas, longas e hipnóticas apresentações. Enquanto não passam por cá para podermos conferir os seus espetáculos únicos, apreciem mais esta sugestão...
Alarmist EP Cover Art

Vitamin Saturday

Carpark Showdown

Giraffe Centre

Clapper

Bathtime For Squid

ouvir o EP 

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publicado por stipe07 às 20:44

Kasabian - Velociraptor!

Terça-feira, 13.09.11

É lançado no mercado discográfico no próximo dia 19 de setembro, Velociraptor!, o quarto álbum de originais dos britânicos Kasabian, produzido por Dan The Automator e uma das bandas de eleição deste blog.

Já ouvi o disco e o que notei de diferente em relação aos outros três é um certo amadurecimento no som do grupo. Velociraptor! é desde logo marcado pelo título forte, ainda por cima enfatizado com o ponto de exclamação, como se a palavra fosse um grito, algo que tenha que ser dito com vontade. E parece que vai além das explicações dos Kasabian para o título, que se relaciona com o nome do único dinossauro que era capaz de deter o poderoso T-Rex, havendo também a hipótese de a banda querer mostrar, de forma marcante, a todos os fãs e críticos que não estão para brincadeiras. Será?

E deve ser mesmo porque Velociraptor! é um álbum pesado, marcante, elétrico e explosivo e logo desde a primeira faixa; Let's Roll Just Like We Used To é uma música que começa com um saxofone de fundo e de repente sente-se a vibração a aumentar e diminuir de forma ritmada e damos por nós a desejar que o resto do disco seja assim... E é! Days Are Forgotten não fica atrás e quando te apercebes já estás a cantar o refrão, não sendo por acaso uma das escolhas óbvias para single, naturalmente já bem recebido pela crítica. Goodbye Kiss segue esta linha sonora mas leva os Kasabian para um estilo que não lhes é muito familiar, visto ser uma espécie de balada, como também se entende pela letra. La Fée Verte conta uma história regada a absinto, ajudada por uma bateria bastante presente e Velociraptor! faz jus à sonoridade típica do álbum, ao mesmo tempo que descreve perfeitamente o famoso dinossauro. Segue-se Acid Turkish Bath (Shelter from the Storm), uma espécie de conclusão do lado A do álbum; A voz de Serge é lenta e embala-nos juntamente com as batidas de fundo, assim como as palmas colocadas, quanto a mim, na hora certa.

A principal sensação que tive após a audição de I Hear Voices, foi que a música não tem propriamente um refrão porque o ritmo do começo segue até ao final; Não se vislumbra um ponto forte de explosão sonora, mas o riff da guitarra mantém-nos presos até ao fim. A parte do teclado nos primeiros dezoito segundos, lembrou-me a mesma linha que Serge Pizzorno usava nos teclados no final de Cutt Off, canção do álbum homónimo da banda. Re-wired é o meu grande destaque deste conjunto de canções! Destaca-se pelo refrão  que te leva para outra dimensão, talvez devido às pausas no meio das palavras de uma letra fantástica (Hit me harder, I’m getting Rewired, I flick the switch that make you feel electric, Even faster than before…) e à parte instrumental vibrante que me pareceu formar uma harmonia perfeita.  Man of Simple Pleasures destaca o talento que a banda sempre teve para coisas simples, apenas baixo, guitarra, bateria e nada mais; O final da música é magistral, como se Tom e Serge soubessem onde as vozes deveriam estar e com precisão. Switchblade Smiles, primeiro single do disco e que revelei há alguns meses tem o selo da fase mais negra e pesada do som dos Kasabian e este é o melhor elogio que posso fazer à canção! Neon Noon, a faixa que encerra o disco lembrou-me imediatamente Happinness de West Ryder Pauper Lunatic Asylum, devido à sonoridade e à melodia criada pelo violão.

Velociraptor! é, sem sombra de dúvidas, o álbum mais consistente, melódico e maduro dos Kasabian; Os álbuns anteriores do grupo caraterizavam-se pela abundância de riffs de guitarra misturados com batidas e distorções eletro e Switchblade Smiles é a única música que realmente se encaixa nesse estereótipo! Definitivamente, um dos grandes lançamentos de 2011!

01. Let's Roll Just Like We Used To
02. Days Are Forgotten
03. Goodbye Kiss
04. La Fée Verte
05. Velociraptor!
06. Acid Turkish Bath (Shelter From The Storm)
07. I Hear Voices
08. Re-wired
09. Man Of Simple Pleasures
10. Switchblade SmilesListen
11. Neon Noon

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publicado por stipe07 às 17:40

3 de rajada... XLIII

Segunda-feira, 12.09.11

Esta semana, em  Três De Rajada..., que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova, lançada hoje no mercado discográfico, destaco Coldplay, Kasabian e Young Knives. Toca a ouvir e a tirar ilações...

Coldplay - Paradise

 

Kasabian - Days Are Forgotten


Young Knives - Vision In Rags

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publicado por stipe07 às 23:07

The Envy Corps - It Culls You

Domingo, 11.09.11

Os The Envy Corps são uma banda indie americana, formada em outubro de 2001, natural de Ames, no Iowa e constituida por Brandon Darner (guitarra), Micah Natera, (teclados, guitarra), Luke Pettipoole (voz, guitarra, piano) e Scott Yoshimura (bateria). A banda é conhecida pela sua sonoridade etérea e nostálgica, sendo frequentemente comparada aos Radiohead, Doves, New Order, Dinosaur JR. e Modest Mouse, entre outros.

O percurso discográfico dos The Envy Corps tem-se dividido por lançamentos de discos e EPs. Em 2004 lançaram Soviet Reunion, através da Bi-Fi Records e em 2008, depois de mudarem de editora e de trocarem de baterista, editaram Dwell, através da Vertigo Records. Após este disco viraram novamente costas à editora e foram editando alguns EPs, com selo próprio, até surgir este It Culls You, cuja versão física chegará ao mercado apenas a 11 de outubro.

Assim que se começa a ouvir o disco tornam-se óbvias as tais referências que citei, assim como os TV On The Radio, nomeadamente em Palace On Stilts, Exchequer e Med. Song. (O próprio vocalista - ver foto - parece uma simbiose Tunde Adembipe vs Thom Yorke). No entanto, são sem dúvida os Radiohead que infestam positivamente o som do disco; Qual Thom Yorke, Lucas Pettipoole tem uma voz intrigante, capaz de ser agreste e autoritária numa faixa mais pesada e doce, através do falsete, nas baladas, com destaque para In The Summer e Fools (How I Survived You & Even Laughed), músicas que descreverei adiante. Além da voz, é magnífica a sonoridade do baixo; E no que diz respeito aos amantes deste instrumento não posso deixar de aconselhar uma audição atenta de Dipsomania e Command + Q; A conjugação da secção rítmica baixo / bateria com a voz é, por vezes, incrível e absolutamente funky.

O álbum abre com Make It Stop, música onde um tambor faz a canção mudar de velocidade, preparando caminho para as guitarras e a definir o tom para o resto do álbum. O rock melódico que os carateriza surge em Give It (All) Up, uma canção com uma  linha de sintetizadores repetidos, um baixo insistente e um desempenho emocional  por parte de Pettipoole. In The Summer é construída em redor de uma guitarra que parece estar assombrada porque a sua melodia circula ao nosso redor, criando uma atmosfera no mínimo encantadora.
O álbum fecha com Fools dividido em duas partes; a primeira parte são os mais de nove minutos da já citada Fools (How I Survived You & Even Laughed), uma canção que começa um pouco descontraída, com Pettipoole a entrar e a sair do registo falsete, enquanto o piano, o baixo e a bateria tocam calmamente. A canção explode lá para o meio levando a uma conclusão épica e perto de um registo post rock. O pós êxtase da canção vem com a Pt. (Bow) II, uma peça acústica, que despede-nos do disco com o mesmo tambor que o iniciou, a par com uma batida eletrónica até ao adeus final.
Como já disse algumas vezes, frequentemente é difícil expressar em palavras o que um determinado álbum nos faz sentir. It Culls You surpreendeu-me logo na primeira audição, ao início da tarde de hoje e o seu brilho tem crescido cada vez que ligo o meu leitor mp3. Não conheço a carreira anterior destes The Envy Corps mas acredito que este terceiro álbum acabe por cimentar esta banda num lugar de destaque do rock alternativo.

Tenho pena que, mais uma vez, este artigo sobre um disco cuja versão física ainda não existe, mas que disponibilizo aqui, vá de novo passar despercebido, mas talvez quando se tornarem grandes, possa ser feita alguma justiça ao meu trabalho de divulgação de novidades do cenário musical alternativo! It Culls You vai dar muito que falar daqui a uns meses; Talvez outros críticos mais famosos e que apenas devido à sua assinatura fazem os discos chegar às massas (se calhar descobrem estas novidades devido ao trabalho de sapa de blogs anónimos e desinteressantes como este e hoje nem fazem a mínima ideia que este disco existe), nessa altura recolham louros por divulgarem este disco. Espero que aprecies a sugestão...

01 – Make It Stop
02 – Ms. Hospital Corners
03 – Give It (All) Up
04 – Command+Q
05 – Palace On Stilts
06 – In The Summer
07 – Dipsomania
08 – Everyone’s Trying To Find You
09 – Med. Song
10 – Exchequer
11 – Fools (How I Survived You & Even Laughed)
12 – Fools, Pt. II (Bow)

 

Official Website of The Envy Corps (Download or Pre-order the album here)

The Envy Corps on Twitter

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publicado por stipe07 às 21:12







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