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Wild Flag - Wild Flag

Quarta-feira, 28.09.11

Saiu no passado dia 13 de Setembro o homónimo álbum de estreia das Wild Flag, uma banda natural de Portland, EUA, formada por Carrie Brownstein (voz e guitarra), Mary Timony (voz e guitarra), Rebecca Cole (teclados) e Janet Weiss (bateria). Brownstein, além da sua recente carreira como actriz, e Weiss são sobejamente conhecidas por terem sido membros das Sleater-Kinney, Rebecca Cole foi membro dos The Minders e Mary Timony  teve grande parte da sua vida ligada aos Helium. São as mais recentes meninas bonitas da cena indie norte americana e têm conquistado imenso público graças aos seus concertos explosivos.

Com dez músicas, Wild Flag foi editado pelo histórico selo Merge Records, casa dos Arcade Fire, She & Him, Crooked Fingers, Stephen Merritt, Superchunk, Archers Of Loaf e Dinosaur Jr, entre outros. Tenho andado a ouvi-lo com particular entusiasmo, até porque a sonoridade vai de encontro ao indie rock da década de noventa, passa pelo punk, tem doses de hardcore, vai até as bandas femininas dos anos 60/70 e por fim, nos arranjos, pinta-se de psicodelia, afastando-se do visual e da temática surf rock lo fi presente na maior parte das bandas femininas que surgiram no periodo mais recente. Aqui não há espaço para grande conversa ou acrobacias sonoras; O trio mágico guitarra, baixo e bateria dita as regras e não permite qualquer intromissão.

Tem-se popularizado a ideia de que as bandas de miúdas devem fazer música com uma sonoridade eminentemente pop, inundada por uma espécie de maresia lo fi e versos romanticamente construídos, transformando as suas intérpretes em criaturas frágeis, delicadas e ingénuas. Definitivamente, e ainda bem, este não é o caminho escolhido pelas Wild Flag, que têm neste seu primeiro álbum um registo cru e dominado, como já disse, pelas guitarras repletas de atitude. Portanto, neste Wild Flag esqueçam qualquer semelhança com o trabalho de bandas como as Dum Dum Girls, Best Coast ou Vivian Girls e mesmo outros grupos com influências mais eletrónicas como as CSS.

Alavancadas pelo estrondoso single Romance, o quarteto mantém a energia do álbum sempre no mais alto nível, no melhor estilo Pavement, The Kills ou outros grandes projetos que definiram os rumos do rock alternativo nos últimos anos. Todas as faixas presentes no álbum são potenciais hits e conseguem arrancar o ouvinte do chão em poucos segundos. Mesmo que pareça voltado para o público feminino, a maneira como as Wild Flag tocam, de forma sólida e bastante agressiva em boa parte das canções, acaba por resultar num projeto acessível a todos os públicos, sendo capaz de fazer com que qualquer roqueiro machão se curve perante elas. Espero que aprecies a sugestão...

01 – Romance
02 – Something Came Over Me
03 – Boom
04 – Glass Tambourine
05 – Endless Talk
06 – Short Version
07 – Electric Band
08 – Future Crimes
09 – Racehorse
10 – Black Tiles

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publicado por stipe07 às 19:10






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