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HTRK - Work (work, work)

Sábado, 17.09.11

Os HTRK (pronuncia-se hate rock) são  uma dupla australiana formada em 2003, constituida pela vocalista Jonnine Standish e pelo guitarrista Nigel Yang, baseada no Reino Unido e com uma sonoridade que se espelha na eletrónica e nos chamados no wave e shoegaze, influenciados pelas distorções caraterísticas dos My Bloody Valentine e Sonic Youth, juntamente com os beats minimalistas emitidos por uma bateria sintetizada, à sememelhança dos XX.

Esta é a composição atual. Em março de 2010 faleceu Sean Stewart, membro fundador deste grupo e principal artífice dos dois primeiros trabalhos dos HTRK, o EP Nostalgia e o álbum de estreia Marry Me Tonight. Este disco foi lançado em 2009 e produzido pelo ex Birthday Party, Roland S. Howard; A consequente digressão abriu vários concertos de nomes tão liustres como os Yeah Yeah Yeahs e os Liars.

Antes de falecer, Sean já tinha gravado algumas músicas inéditas, como SkinnyJonnine e Nigel resolveram prosseguir com esta alcunha odiosa do rock e lançaram no último dia 6 de Setembro Work (work, work), disco com que se estreiam na Ghostly International.

Neste disco os HTRK criaram uma paisagem sonora gritante e que bate dolorosamente na eletrónica dos anos oitenta, devido a uma míriade de sons sintetizados, o ruído da uma guitarra vaporosa e a voz da andrógena Jonnine a gotejar de reverbs. O trabalho de produção foi cuidadoso, de forma a justapor vários detalhes sonoros com a manta minimalista, de forma a procurar uma sonoridade fortemente emocional e com um forte cariz sexual. O meu destaque do disco e música de abertura, Eis Ice Eyes, talvez procure dar esse mote ao disco porque centra-se nitidamente numa zona sonora fortemente erótica, principalmente devido à batida lenta e compassada. Logo de seguida, Slo Go obedece a esse mote, devido à pressão constante de um ruído em tudo semelhante ao bater num casco de um submarino. Pouco depois, HeartYr Eat traz algum desconforto sonoro e faz-nos acordar deste estado de latência, porque nela ouve-se uma espécie de alta frequência sonora, cheia de distorções, talvez retiradas de um filme de terror, enquanto a vocalista fala de saudade.

Resumindo, Work (work, work) faz jus à sonoridade tipicamente minimal dos HTRK, mas não deixa de lado alguns elementos mais abrasivos, como se a dupla atual procurasse plasmar neste disco um forte sentimento de desolação, melancolia e luto, mas também demonstrar a Sean, gratidão e saudade, devido ao núcleo surpreendentemente romântico de algumas músicas.

Alguma imprensa especializada que li refere que existe uma possível falta de identidade sonora nos HTRK decorrente deste novo álbum. Confesso que não conheço o EP e disco anteriores, mas acho inconcebível um grupo reinventar-se com tão pouco tempo de existência, ainda para mais com as perdas que sofreu. Testar possibilidades torna-se imprescindível para a construção da identidade; E nisso eles não erraram, sendo esse o timing em que se encontram! Espero que aprecies a sugestão...

01. Ice Eyes Eis

02. Slo Glo
03. Eat Yr Heart
04. Bendin’
05. Skinny
06. Synthetik
07. Poison
08. Work That Body
09. Love Triangle

10. Body Double

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publicado por stipe07 às 17:43






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