Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

Ganglians - Still Living

Os Ganglians são uma banda americana natural de Sacramento, Califórnia (EUA), formada por Ryan Grubbs (voz), Kyle Hoover (guitarra), Adrian Comenzind (baixo) e Alex Sowles (bateria). Fundados em 2007, fazem um som que viaja entre o rock e a pop, como comprova Still Living, disco lançado pela Lefse Records no passado dia 29 de agosto e produzido por Robby Moncrieff (Dirty Projectors), depois do aclamado Monster Head Room (2010).

As duas caracteristicas marcantes dos Ganglians, em Monster Head Room, eram a sonoridade lo-fi e as vocalizações pop a lembrar os Beach Boys. Em Still Living, temos um disco bem mais limpo e coeso e se antes a banda era catalogada como lo-fi pysch folk, agora parece mais um grupo de surf rock saído da década de 60. Esta reinvenção foi essencial para que os Ganglians conseguissem fazer algo bastante raro na música atual; conseguiram lançar um segundo disco melhor que a estreia, mais acessivel e ao mesmo tempo mais musical, mantendo a qualidade anterior.

Muito se diz sobre as vertentes musicais que poderão atestar o amadurecimento de uma banda; Os Ganglians melhoraram as suas habilidades nos instrumentos, nas letras e na sonoridade. E além de terem conseguido aprimorar estas três categorias em apenas dois anos, conseguiram também fazer um disco mais pop. E isso é, sem dúvida, impressionante. Espero que aprecies a sugestão...

01. Drop The Act
02. That’s What I Want
03. Evil Weave
04. Sleep
05. Jungle
06. Bradley
07. Things To Know
08. Good Times
09. The Toad
10. California Cousins
11. Faster
12. My House

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autor stipe07 às 19:21
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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

Wavves - Life Sux EP

Em pouco mais de três anos os Wavves de Nathan Williams saíram do completo desconhecimento para se transformarem numa das mais novas coqueluches do indie rock contemporâneo, algo que os californianos procuram solidificar em Life Sux o seu mais recente lançamento discográfico, um EP que chegou ao mercado no passado dia 20 deste mês, após o bastante aclamado King Of The Beach (2010).

Da esquizofrenia sonora quase inaudível do disco homónimo de estreia, em 2008, à pop de praia contagiante de King Of The Beach, os Wavves deixaram de ser um nicho para um público apenas interessado no chamado skate rock e acederam aos principais festivais de música norte-americana, conseguindo o amplo crescimento dos seus seguidores.

Este Life Sux segue o mesmo caminho já percorrido pelo grupo de San Diego, Califórnia, em King Of The Beach. No entanto, as guitarras tocam uma melodia mais pop e acessível, afastando-se também definitivamente do disco homónimo de estreia permeado por composições repletas de ruídos caóticos, massas sonoras totalmente instáveis e guitarras com um som nem sempre audível.

O EP começa com a dançante e ensolarada Bug e termina com a já conhecida Mickey Mouse. Pelo meio, Williams e os companheiros Stephen Pope e Jacob Cooper vão arremessando pequenas rajadas de versos bem humorados, guitarradas carregadas de distorção audível e uma energia pop refrescante, já típicamente Wavves. Aqui e ali vão bebendo do punk, passam pelo lo-fi, surfam nas ondas do surf rock e até piscam o olho ao hardcore. Assim, as oito composições do disco fluem com uma naturalidade ímpar, assente numa sonoridade que, apesar da míriade de influências, ligou o descomplicador sonoro e procura conquistar um público mais comercial, numa tentativa descarada de impôr os Wavves à escala global.

Neste Life Sux, que ao contrário dos discos anteriores lançados pela Fat Possum chega através da Ghost Ramp, outra diferença importante é a maior participação efetiva dos vários membros da banda. Nos registos anteriores Williams era a figura solitária que assumia cada detalhe; Agora o músico divide as vocalizações de algumas canções com outros parceiros e até convidados ilustres, nomeadamente a vocalista dos Best Coast e sua namorada, Bethany Cosentino em Nodding Off e Destroy, que conta com a participação destrutiva do líder dos canadianos Fucked Up, Damian Abraham. Uma das músicas mais interessantes e humoradas do ano é I Wanna Meet Dave Grohl, onde o músico assume querer conhecer ou mesmo ser o próprio líder do Foo Fighters, Dave Grohl. Outro destaque é Poor Lenore, uma canção que deixa a banda transparecer uma espécie de sofrimento irónico, sendo um dos poucos momentos calmos do EP.

Em suma, este EP é um conjunto de boas canções, com algumas participações especiais de relevo, mas que não deixa de parecer mais uma espécie de lado B do aclamado King Of The Beach do que propriamente o seu sucessor, que não deverá tardar muito, espera-se.

1. Bug
2. I Wanna Be Dave Grohl
3. Nodding Off (feat. Best Coast)
4. Poor Lenore
5. Destroy (feat. Fucked Up)
6. In The Sand (Live)


autor stipe07 às 21:40
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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

Wild Flag - Wild Flag

Saiu no passado dia 13 de Setembro o homónimo álbum de estreia das Wild Flag, uma banda natural de Portland, EUA, formada por Carrie Brownstein (voz e guitarra), Mary Timony (voz e guitarra), Rebecca Cole (teclados) e Janet Weiss (bateria). Brownstein, além da sua recente carreira como actriz, e Weiss são sobejamente conhecidas por terem sido membros das Sleater-Kinney, Rebecca Cole foi membro dos The Minders e Mary Timony  teve grande parte da sua vida ligada aos Helium. São as mais recentes meninas bonitas da cena indie norte americana e têm conquistado imenso público graças aos seus concertos explosivos.

Com dez músicas, Wild Flag foi editado pelo histórico selo Merge Records, casa dos Arcade Fire, She & Him, Crooked Fingers, Stephen Merritt, Superchunk, Archers Of Loaf e Dinosaur Jr, entre outros. Tenho andado a ouvi-lo com particular entusiasmo, até porque a sonoridade vai de encontro ao indie rock da década de noventa, passa pelo punk, tem doses de hardcore, vai até as bandas femininas dos anos 60/70 e por fim, nos arranjos, pinta-se de psicodelia, afastando-se do visual e da temática surf rock lo fi presente na maior parte das bandas femininas que surgiram no periodo mais recente. Aqui não há espaço para grande conversa ou acrobacias sonoras; O trio mágico guitarra, baixo e bateria dita as regras e não permite qualquer intromissão.

Tem-se popularizado a ideia de que as bandas de miúdas devem fazer música com uma sonoridade eminentemente pop, inundada por uma espécie de maresia lo fi e versos romanticamente construídos, transformando as suas intérpretes em criaturas frágeis, delicadas e ingénuas. Definitivamente, e ainda bem, este não é o caminho escolhido pelas Wild Flag, que têm neste seu primeiro álbum um registo cru e dominado, como já disse, pelas guitarras repletas de atitude. Portanto, neste Wild Flag esqueçam qualquer semelhança com o trabalho de bandas como as Dum Dum Girls, Best Coast ou Vivian Girls e mesmo outros grupos com influências mais eletrónicas como as CSS.

Alavancadas pelo estrondoso single Romance, o quarteto mantém a energia do álbum sempre no mais alto nível, no melhor estilo Pavement, The Kills ou outros grandes projetos que definiram os rumos do rock alternativo nos últimos anos. Todas as faixas presentes no álbum são potenciais hits e conseguem arrancar o ouvinte do chão em poucos segundos. Mesmo que pareça voltado para o público feminino, a maneira como as Wild Flag tocam, de forma sólida e bastante agressiva em boa parte das canções, acaba por resultar num projeto acessível a todos os públicos, sendo capaz de fazer com que qualquer roqueiro machão se curve perante elas. Espero que aprecies a sugestão...

01 – Romance
02 – Something Came Over Me
03 – Boom
04 – Glass Tambourine
05 – Endless Talk
06 – Short Version
07 – Electric Band
08 – Future Crimes
09 – Racehorse
10 – Black Tiles

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autor stipe07 às 19:10
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

Bidibop - Be EP

Bidibop é o projeto a solo de Vincent Nicolas, músico multi instrumentista francês natural de Lyon e que já toca instrumentos desde os quatro anos, nomeadamente violino, piano, guitarra e bateria. Em 1998 fundou o grupo de post rock Un Automne À Lob-nem ao lado de Sébastien Roux e desde a separação da banda, dedicou-se ao projeto a solo, declarando desde logo ser seu único objetivo abordar a sonoridade pop. A estreia nos discos ocorreu em 2005, através da Carte Postale Records, uma editora conhecida em França por apostar em novos e promissores valores da cena musical underground, independentemente do seu estilo musical. O disco chamava-se Snapshot e de acordo com a crítica, impregnado com a dita pop etérea e desarmante.

Agora, no passado dia um de julho, lançou Be, através da Dying For Bad Music, um disco que tenho andado a ouvir e que mistura subtilmente a pop contaminada com a eletrónica e o rock, levando-nos ao longo de uma paisagem em constante mutação e com uma mistura única de melodias falsamente ingénuas, sons e texturas.

O músico brinca com sintetizadores antigos e amostras de sons eletrónicos, entrelaçando-os com a guitarra acústica, construindo assim um som brilhante, global e orgânico, ideal para, por exemplo, ajudar a limpar mentes mais inquietas num dia ensolarado na primavera. De certa forma Bidibop faz lembrar o ambiente sonoro harmonioso e relaxante de Brian Eno.

Não sendo o álbum mais inventivo do ano no campo da eletrónica, não deixa de ser um bom disco até porque há poucas bandas e projetos a apostar hoje neste tipo de sonoridade, de certa forma intemporal. Proponho uma visita ao  site de Bidibop, até por causa do belíssimo artwork da sua discografia e espero que aprecies a sugestão...

 

30 sundays

propaganda

water

grey paints

nightmare

lyrism

all the things

dumb call

heavy light


autor stipe07 às 20:44
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011

Cinco dias após o anúncio oficial do fim da banda, os R.E.M. acabam de anunciar o Greatest Hits de despedida. REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011, será lançado no mercado a 14 de novembro e incluirá We All Go Back To Where We Belong, (será editado como single a 18 de Outubro), A Month of Saturdays e Hallelujah, três novas canções gravadas pela banda este verão, após o final do lançamento de Collapse Into Now, em Athens, Georgia, terra natal da banda e com o produtor Jacknife Lee.

Como todos sabemos, a carreira dos R.E.M. divide-se em dois grandes períodos; Numa primeira fase a banda lançou seis discos através da editora independente I.R.S. Label; Em 1987 assinam pela Warner Bros. Records, através da qual lançam a restante discografia. REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011 passará em revista os trinta e um anos de carreira, distribuidos por estas duas etiquetas que levaram o grupo da garagem até à lua.

Entretanto e ainda na ressaca da separação, o baixista Mike Mills revelou hoje à evista Rolling Stone algumas das razões que levaram ao fim. Há uma grande parte de tristeza, mas na realidade é celebratório, afirmou. Há tristeza porque nunca mais vou tocar no mesmo palco que o Peter (Buck) e que o Michael (Stipe), revelou Mills, que explicou a mistura de sentimentos: Estamos a fazer isto pelas razões certas e acabamos por olhar para trás, para a alegria e as oportunidades incríveis que tivemos. O baixista revelou ainda que não há zangas entre os membros da banda que tenham causado a separação: Não é porque temos que acabar ou porque não nos suportamos uns aos outros,  nem mesmo porque não prestamos. Estamos felizes, mas acabámos.
Rob Cavallo da Warner Bros. Records revelou que o final dos R.E.M foi muito inesperado e que soube na mesma manhã que o comunicado foi publicado no site, através de um telefonema do manager da banda. Não consigo acreditar que eles vão acabar, mas compreendo. Eles são muito puros, muito respeitosos com aquilo que fazem, afirmou. Pelos vistos a decisão dos R.E.M. já estava tomada há alguns meses, antes de se encontrarem na Georgia para gravar os três novos temas para R.E.M. Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage 1982- 2011. A banda atrasou o anúncio do fim porque muitas pessoas foram afectadas de forma séria com esta decisão. Queríamos que corresse tudo como deve ser e estávamos entusiasmados por ter composto três músicas muito boas como despedida
A banda já teria falado em terminar há muito mais tempo e embora Mills não saiba precisar quando começaram a pensar nisso, revela que depois de Around The Sun, editado em 2004, a banda achou que ainda tinha mais a provar: Precisavamos de provar, não só aos fãs e aos críticos, mas a nós próprios, que ainda podíamos fazer grandes álbums e fizemos dois (Accelerate, em 2008 e Collapse Into Now). Pensámos, conseguimos, agora vamos fazer uma coisa que banda nenhuma fez: Apertar as mãos e sair como amigos.

A tracklist de REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011 será a seguinte:

Disco 1:
Gardening At Night
Radio Free Europe
Talk About The Passion
Sitting Still
So. Central Rain
(Don’t Go Back To) Rockville
Driver 8
Life And How To Live It
Begin The Begin
Fall On Me
Finest Worksong
It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
The One I Love
Stand
Pop Song 89
Get Up
Orange Crush
Losing My Religion
Country Feedback
Shiny Happy People


Disco 2:
The Sidewinder Sleeps Tonite
Everybody Hurts
Man On The Moon
Nightswimming
What’s The Frequency, Kenneth?
New Test Leper
Electrolite
At My Most Beautiful
The Great Beyond
Imitation Of Life
Bad Day
Leaving New York
Living Well Is The Best Revenge
Supernatural Superserious
Überlin
Oh My Heart
Alligator_Aviator_Autopilot_Antimatter
A Month of Saturdays
We All Go Back To Where We Belong
Hallelujah


autor stipe07 às 21:51
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3 de rajada... XLV

No dia em que são editados os novos discos dos Death In Vegas, Wilco, Zola Jesus e Brett Anderson e é reeditado o Nevermind dos Nirvana, em  Três De Rajada..., que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco All The Young, Skylar Grey e Viva Brother. Toca a ouvir e a tirar ilações...

All The Young – Quiet Night In

 

Skylar Grey – Invisible


Viva Brother – Time Machine

 


autor stipe07 às 21:44
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Sábado, 24 de Setembro de 2011

Nevermind - 20...

Nevermind, o segundo álbum dos Nirvana, foi lançado há exatamente vinte anos. Assim que foi lançado, conquistou de imediato a aclamação da crítica e o sucesso de público, vendendo mais de vinte milhões de álbuns, com a particularidade feliz de quatro meses depois, em janeiro de 1992, ter destronado Michal Jackson do top da tabela de vendas norte americana. Naquele instante Jackson caiu do pedestal e partiu o nariz... O resto da história já conhecem!

Os R.E.M. são a minha banda de eleição e à época eu andava bastante entretido com o Out Of Time. Seja como for, enquanto Michael Stipe & companhia, acabadinhos lançar o segundo disco ao abrigo do contrato pela Warner, conquistavam a MTV com Losing My Religion, admito que seria Smells Like Teen Spirit e o seu videoclip cheio de cheerleaders e maltrapilhos vestidos de calças rasgadas, a marcar para sempre a consagração definitiva do rock alternativo. O género alternativo, ou seja, tudo o que não vende milhões, passaria agora a viver no mundo oposto, a ser destaque da imprensa, a ter tempo de antena na televisão.

Este álbum consagrou os Nirvana no mundo inteiro, tornou-se famoso pela sua variada sonoridade que pegou no punk e mastigou-o, com um sabor açucarado e fez com que muitos confessassem gostar de metal na mesma medida em que se admiram as harmonias vocais dos Beach Boys. Nevermind também se destacou de imediato pela sua capa, eleita pela revista Rolling Stone como a melhor capa de todos os tempos e levou ao estrelato um bebé anónimo de L.A. chamado Spencer Eldon, que ainda hoje confessa sentir-se, devido aquela foto tirada por Kirk Weddle, a maior estrela pornográfica do mundo.

Por entre a névoa do seu cérebro, Cobain era um prodigioso arquiteto musical. Com o apoio primordial do produtor Butch Vig, idealizou todas as faixas de Nevermind ao milímetro; Os takes de voz foram repetidos nota a nota até Cobain não desafinar, apesar de ir buscar muitas notas às vísceras e as guitarras foram exploradas duas a duas, com a dupla Novoselic / Cobain a fazer um som lento - rápido, manso - violento, que na altura foi batizado de super grunge.

Cobain viveu os três últimos anos da sua vida atordoado com o êxito de Nevermind e ganhou uma legião de fãs que logo o viram como um profeta. Não se despediu do mundo sem deixar um disco ainda mais aterrador, In Utero, aquele que foi provavelmente o último disco do rock visceral.

Nevermind continua a ser um dos trabalhos mais influentes do cenário musical e sem este disco o mundo seria hoje, na minha opinião, muito mais pobre e aborrecido porque a pop e o rock alternativo, como os conhecemos não existiriam. Este disco passou a definir um antes e um depois e trocou as voltas às distribuidoras de discos e às suas politicas. Fez de todos nós, que na altura abraçavamos a juventude, tábua rasa e mudou-nos de alguma forma a vida. Hoje, a maioria de nós vivemos a recibos verdes, apesar da crise não planeamos fazer nehuma revolução e quando ouvimos falar em mais sacrifícios e impostos pensamos... Oh well, whatever, nevermind.

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autor stipe07 às 20:00
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Canon Blue - Rumspringa

Daniel James aka Canon Blue é um músico multi instrumentista norte americano natural de Nashville e que costuma colaborar com os dinamarqueses Efterklang e as islandesas Amiina, duas bandas que acompanho com realtiva devoção. Iniciou a sua carreria a solo, ainda em nome próprio, em 2007 com o EP Halcyon (2007) e com Colonies, um álbum feito a meias com Chris Taylor dos Grizzly Bear e que mistura, segundo a crítica que li, uma sonoridade pop com alguns elementos da eletrónica. Ambos os discos foram editados pela etiqueta dinamarquesa Rumraket, detida pelos Efterklang. No passado dia dezasseis de agosto lançou Rumspringa, o seu primeiro disco como Canon Blue e que tenho andado a ouvir com bastante interesse, graças à sugestão do amigo Salaberth.

Proclamado como um álbum de pop orquestrada, Rumspringa tem a particularidade de cada música ser, no título, precedida pelo nome de uma cidade dos EUA, apesar de a sonoridade derivar, quanto a mim, de um cruzamento entre a pop folk nórdica e alguns elementos tropicais. Canon Blue parece ter procurado criar um ambiente luxuoso, com uma produção rica e dramática e sem esquecer o verão, a estação em que o hemisfério norte se encontra no momento em que gravou o álbum. Indian Summer, o primeiro single, é um exemplo pradigmático desta ideia; A música tem um começo tropical repleto de elementos da percurssão, mas não demora muito até aparecer o lado orquestral da história. Violinos, diferentes camadas de percussão, clarinetes, guitarras e até um coral de fundo são alguns dos elementos que fazem jus ao título da música e que se repetem pelo alinhamento fora, que combinados e alternados formam algumas das músicas mais bonitas e alegres que descobri neste verão.

O álbum beneficia imenso das colaborações que James tem mantido com as bandas que citei anteriormente. Mas este conjunto de canções, devido à sua complexidade instrumental, criam um ambiente sonoro de profundidade e complexidade sonora, que me recorda também imediatamente alguns dos melhores momentos de Sufjan Stevens; Para isso também contribui decisivamente a presença do baterista Bjorn Heeboll na condução da bateria e dos restantes elementos da percussão.

A gradual introdução dos instrumentos ao longo das canções ou do alinhamento de um disco,  é uma arte praticada por algumas bandas de renome, sendo os Radiohead e os Grizzly Bear dois exemplos que me saltam logo à memória e que percebe-se que James queira de alguma forma imitar. A primeira canção do álbum, Chicago (Chicago), começa com vocalizações suaves antes de adicionar vários tambores; Esta prática mantém-se ao longo do disco com diferentes posturas vocais, vários tipos detambores e linhas de sintetizadores incomuns a ressoar em cada música. Honeysuckle (Milwaukee) é dominada pela batida suave da bateria e pelo sintezador, indo ao encontro da mesma sonoridade pop da já citada  Indian Summer (Des Moines). A repetição contínua do refrão It’s gonna be the last day of our lives e a conjugação das vozes, faz com que a canção cresça até atingir um climax. Lulls (Memphis), uma música completamente instrumental, começa suavemente e depois vai sofrendo um acrescento contínuo de cordas quase até quase ao fim da canção. A Native (Madison) trouxe-me logo à memória o casamento entre as cordas e a parelha vocal masculina e feminina tão típica dos Arcade Fire e Velveteenager (Minneapolis B) impressionou-me pela complexidade da bateria, com uma sonoridade a recordar Bed Of Nails dos Wild Beasts.

Em suma, Rumspringa é feita por uma míriade de influências que derivam das bandas com quem Canon Blue colabora directamente, assim como do fato de ser um músico que viaja imenso, ouve muita música e passa bastante tempo na Europa. As músicas são quase todas uma espécie de sinfonia onde se explora quase ao limite as possibilidades de harmonização e, em termos de escrita, as possibilidades líricas, resultando numa espécie de efervescência sonora extravagante infinita e intrincada; Pessoalmente, ao ouvi-las foi como se estivesse a fazer o roaming de um mundo sonoro onde nunca estive antes.
Tal como eu, os fãs de paisagem sonoras densas e épicas sob harmonias pop, vão certamente gostar de ouvir Rumspringa. Já agora, Canon Blue anda na estrada a abrir os concertos da digressão americana dos Foster The People. Espero que aprecies a sugestão...

 01 - Chicago (Chicago)
02 - Autark (Nashville)
03 - Indian Summer (Des Moines) single
04 - Honeysuckle (Milwaukee)
05 - Velveteenager (Minneapolis B)
06 - Heavy Heart (Minneapolis A)
07 - Lulls (Memphis)
08 - Fading Colors (Bloomington)
09 - A Native (Madison)
10 - Bows & Arrows (Vegas)
11 - Andalusia (Davenport)

http://www.canonblue.com
http://www.facebook.com/pages/Canon-Blue/28455937447
http://twitter.com/#!/canonbluemusic
http://www.myspace.com/canonblue

 


autor stipe07 às 17:35
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

R.E.M. Gone Wrestling...

Ontem, dia 21 de setembro, os R.E.M. anunciaram ao mundo o fim de uma grande aventura com mais de 30 anos no site oficial da banda. Estava sentado no sofá de casa a ouvir a primeira faixa de Rumspringa, o disco mais recente do projeto Canon Blue, quando oportal Stereogum, através da rede social Facebook, surgiu-me perante o olhar com uma atualização onde se lia R.E.M. quits. Muito sinceramente, tenho uma dificuldade imensa em descrever o que senti naquele preciso momento, o enorme vazio que instantaneamente se apoderou de mim! Fiquei sem vontade nenhuma de abrir o link e ler o conteúdo e senti uma necessidade imensa de abrir bem os meus olhos e respirar fundo para não me deixar abater emocionalmente pelo que iria ler. Carreguei então no dito link que de imediato me remeteu para o comunicado oficial da banda e que ontem transcrevi neste blogue.

À medida que os anos vão passando, crescemos, a nossa vida evolui e avança, passamos por experiências boas e amargas e, se tudo for correndo bem, atingimos sonhos e objetivos. E ao longo dessa caminhada há sempre marcas, pessoas, circunstâncias e factos da nossa vida, ideias, sonhos e desejos que nos acompanham e marcam a nossa identidade, como se fossem um carimbo ou uma tatuagem invisivel, que não se vê, mas que nós e os que connosco convivem sabem que existe e que está lá. E os R.E.M. são, sem a mínima hesitação, uma marca na minha vida, um descritor essencial da minha identidade, algo indissociável da meu eu enquanto pessoa, doa a quem doer, como sabem todos aqueles que porventura me conhecem minimamente e possam estar a ler este texto.

Poderá haver quem me ache demasiado sentimental e lamechas (só eu sei o quanto algumas músicas dos R.E.M. contribuiram ao longo da minha vida para alimentar esta marca da minha personalidade) em determinados momentos e situações da minha existência; Neste facto concreto, o fim dos R.E.M. enquanto banda, tenho todo o direito de o ser e de extravasar a minha imensa mágoa, exatamente porque eles são, como referi, uma caraterística essencial da minha identidade!

Sei que pode haver quem ache um exagero falar assim, mas sinto que ontem perdi um bom amigo e que ele deixou um vazio cá dentro que ninguém (neste caso uma banda) poderá colmatar! Foi como se tivesse deixado de ter ao meu lado um ser que estava sempre ali, que me ouvia quando colocava um disco deles a tocar, com quem falava nos meus passeios e viagens, nos meus momentos de solidão e mais pessoais e por quem esperava avidamente por notícias e novidades! Agora ficam-me apenas as recordações desse amigo, na vasta discografia que guardo lá em casa, como se fossem cartas que me escreveu e me deixou para eu ler sempre que queira!

Não há neste momento aquele sentimento de luto até porque hoje já sorri imenso por causa dos R.E.M.. Mas a tristeza invade-me e não tenho vergonha de o confessar! No fundo e dentro do orgulho que sinto por eles, confesso que entendo a escolha que fizeram e como até, neste momento final, conseguiram manter a sua integridade intata.
Musicalmente, acompanharam-me desde a minha infância, os seus álbuns foram fundamentais na minha formação pessoal e, tal como tantos outros fãs que conheço, foram juntamente com os Radiohead e os Sigur Rós a banda que até hoje mais me marcou.
Quando, em 1989, vi pela primeira vez na RTP 2 os videos de The One I Love e Stand, colaram-se logo no meu ouvido e no meu ser, numa época em que ainda não havia internet ou cds e tinha-se de fazer figas para conseguir visualizar de novo algo que nos marcasse devido à inexistência do youtube. Um tempo em que encontrar uma cassete dos R.E.M. obrigava a uma viagem de comboio ao Porto e a uma procura exaustiva em lojas que hoje, infelizmente , já não existem. Recordo-me, como se fosse ontem, da excitação que senti quando comprei o Automatic For The People em 1992, numa loja de discos que conhecia de fio a pavio, no centro comercial Oita em Aveiro e depois desse, sempre essa mesma excitação enorme e feliz que palpitava cá dentro, por saber que iria explorar, descobrir e ouvir os outros catorze, além dos DVD's, coletaneas e cd singles que fui adquirindo ao longo de quase vinte anos. Esse disco é hoje um marco decisivo na minha existência, um dos meus objetos mais valiosos, o número um de uma coleção musical física felizmente já extensa e da qual me orgulho.
Os R.E.M. pontuaram toda a minha vida pessoal, serviram de banda sonora para vários momentos lindíssimos (tenho, na minha cabeça, vários vídeos pessoais que eu próprio filmei de algumas músicas deles), serviram para encontrar amigos e criei com aqueles aquela relação fã / ídolos, que quase não existe nos jovens de hoje, criados nas facilidades e na transitoriedade própria da internet e desta aldeia cada vez mais global.
Assisti a dois concertos da banda! Ambos no Pavilhão Atlântico e dos quais destaco o primeiro, em 1999, pela enorme surpresa que me foi proporcionada e pela companhia de um grande amigo, dos poucos que entendem esta minha devoção e que fará sempre parte da minha vida.
Poderia escrever também sobre as letras que mais me marcaram, sobre a voz inconfundível do meu guru, Michael Stipe, uma das poucas pessoas com quem não desdenharia trocar de pele por alguns dias, mas esta despedida é apenas um modo de dizer, porque as canções, essas estarão sempre aqui!
Obrigado R.E.M. pelo legado de quinze discos que guardo religiosamente na solarenga escadaria de minha casa, todos eles para mim intemporais e que continuarei a ouvir com o mesmo prazer de sempre!
Obrigado pelas letras de cerca de duzentas músicas que me ficaram no ouvido e de algumas melodias nostálgicas que jamais me deixarão, pela escrita e presença de Michael Stipe em palco, pelo virtuosismo e discrição do verdadeiro líder da banda, Peter Buck, pelos falsetes, baixo e pianos inesquecíveis de Mike Bills, um dos melhores baixistas que tive a oportunidade de ouvir tocar e, não me esqueço dele, pelo Bill Berry, que apesar de não integrar a banda há cerca de treze anos, escreveu a magnífica Perfect Circle e é um dos bateristas mais virtuosos que alguma vez ouvi tocar!
No comunicado oficial a banda refere que se despede com enorme sentido de gratidão e de deslumbramento por tudo o que conseguiram. Eu é que agradeço com enorme sentido de gratidão e deslumbramento por tudo o que consegui por vossa causa! Sem vocês não teria nunca feito Djing, não teria iniciado a coleção de discos que agora tenho, não teria criado este blogue, não teria convencido os extintos The Otherside a fazerem uma versão acústica de I've Been High, não me teria privado de bens que gosto para poder segui-los e adquirir a sua discografia e não teria feito tantas outras coisas que agora não me consigo recordar...
É óbvio que eles nunca se venderam a ninguém e foram sempre, como referem no dito comunicado, uma banda no verdadeiro sentido da palavra, irmãos que se respeitavam e amavam e que talvez este fosse mesmo o momento certo, sem mágoas, porque, de acordo com Michal Stipe, tudo tem um fim.
Ontem foi então o fim de uma banda que foi da garagem até à lua e que me levou nessa viagem com eles... Portanto, se alguém quiser saber onde me encontrar de agora em diante, é lá em cima que eu estou! É que depois de, também devido a eles, ter atingido este estado de alma em que vivo hoje e ser a pessoa que sou, não exigo menos para o resto dos meus dias!
Queridos R.E.M.: Vocês criaram a banda sonora da minha vida! Entre tantas e tantas outras que decorei e me emocionam sempre que as ouço, escreveram Be Mine com a qual amo Smartieees e escreveram Man On The Moon que me faz querer todos os dias ser um bocadinho de Andy Kaufman e dizer umas piadas, mesmo sem graça, e ser uma pessoa sorridente, bem disposta, alegre e feliz para todos aqueles que me rodeiam, além de nunca querer desistir dos meus sonhos, por mais inacessíveis que eles pareçam! Um dia, com um imenso orgulho, hei-de passar para alguém quase igual a mim este legado que vocês me deixaram...
Obrigado R.E.M.
Vamo-nos vendo por aí... ;)

Deixo agora um vídeo da NASA que mostra como há alguns dias atrás Michal Stipe entrou em direto com alguns astronautas da última missão do Space Shuttle Atlantis para partilhar com eles Man On The Moon e (decisão difícil), por ordem cronológica, algumas das minhas mais...
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 

autor stipe07 às 20:33
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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

R.E.M - The End...

Os R.E.M. acabam de anunciar a separação...

Estou em choque, confesso! Custa a acreditar...

Fica a curta declaração oficial da banda e de cada um dos membros. Para já nada mais me ocorre dizer...

 

"To our Fans and Friends: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening."

 


MIKE

"During our last tour, and while making Collapse Into Now and putting together this greatest hits retrospective, we started asking ourselves, 'what next'? Working through our music and memories from over three decades was a hell of a journey. We realized that these songs seemed to draw a natural line under the last 31 years of our working together.

"We have always been a band in the truest sense of the word. Brothers who truly love, and respect, each other. We feel kind of like pioneers in this--there's no disharmony here, no falling-outs, no lawyers squaring-off. We've made this decision together, amicably and with each other's best interests at heart. The time just feels right."

MICHAEL

"A wise man once said--'the skill in attending a party is knowing when it's time to leave.' We built something extraordinary together. We did this thing. And now we're going to walk away from it.

"I hope our fans realize this wasn't an easy decision; but all things must end, and we wanted to do it right, to do it our way.

"We have to thank all the people who helped us be R.E.M. for these 31 years; our deepest gratitude to those who allowed us to do this. It's been amazing."

PETER

"One of the things that was always so great about being in R.E.M. was the fact that the records and the songs we wrote meant as much to our fans as they did to us. It was, and still is, important to us to do right by you. Being a part of your lives has been an unbelievable gift. Thank you.

"Mike, Michael, Bill, Bertis, and I walk away as great friends. I know I will be seeing them in the future, just as I know I will be seeing everyone who has followed us and supported us through the years. Even if it's only in the vinyl aisle of your local record store, or standing at the back of the club: watching a group of 19 year olds trying to change the world."
 
Até sempre e obrigado por isto e muito mais...

autor stipe07 às 19:26
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Shaky Snakes - Glowing EP

Ian Johnston, aka Shaky Snakes, é mais um produtor natural de Vancouver no Canadá e que editou no passado dia seis de setembro o seu disco de estreia, o EP Glowing, através da Bandcamp.

O EP tem cinco canções e para quem gostar de eletrónica minimalista, encontra aqui um excelente conjunto de canções bonitas e relaxantes, extraordinárias para serem ouvidas com headphones num final de tarde, onde se busca tranquilidade e introspeção. Destaco a luminosidade de Ozone Exciter, Everything Is Totally Fine e Seventeen.

Como refere o músico, put on some headphones and ride your bike to the most psychadelic of beaches.  Visita o site do músico e espero que aprecies a sugestão...

 

Ozone Exciter

Everything Is Totally Fine

Hold On To Yr Rock N Roll

Orange Crush Blues

Seventeen

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autor stipe07 às 19:14
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Terça-feira, 20 de Setembro de 2011

Conheces Mike Doughty?!

Mike Doughty é um músico norte americano de quarenta anos, nascido no Kentucky e com uma carreira iniciada já na década de noventa como vocalista dos saudosos Soul Coughing, banda que conheceu o seu término no ano 2000.

De imediato lançou-se numa carreira a solo, tendo sido Haughty Melodic (2005) o primeiro disco a dar alguma visibilidade à sua carreira. Golden Delicious (2008) cimentou o projeto e teve a participação especial de Dave Matthews, fundador e dono da nova iorquina ATO Records e, como sabem, líder carismático da Dave Matthews Band. No presente ano já lançou dois álbuns; O primeiro foi Dubious Luxury, que teve samples e participações especiais de Joanne Kyger, Todd Colby, Erica Livingston, Young Jean Lee, Becky Yamamoto e Rachel Benbow Murdy e no último dia trinta de agosto lançou Yes And Also Yes, este através da sua própria etiqueta, a SNACK BAR.

O que define muitas vezes um verdadeiro artista eletrónico é a sua capacidade de misturar loops, riffs e múltiplos detalhes sonoros, removendo-os do seu contexto original e tornando-os seus. Kid Koala, The Avalanches e claro DJ Shadow, são três exemplos paradigmáticos do que falo. Mike Doughty, uma descoberta recente e ainda pouco explorada, poderá vir a ser outro grande exemplo, sendo o seu estilo, de acordo com quatro discos que já ouvi,  feitos com guitarras mas também carregado de barulhos estranhos, vozes sampladas e grandes batidas freaky.

Nos Soul Coughing o contrabaixo comandava o regimento; A solo Mike deixa-se contagiar por guitarras solarengas como se tivesse necessidade de arrumar o passado num baú e de passar a ser conhecido pelo nome e não como antigo vocalista dos Soul Coughing. Portanto, a solo há um lote de canções de rosto californiano e baladas acústicas com pouco mais de dois minutos que parecem saídas de um acampamento de escuteiros. Quanto a mim, faz um rock folkfunky com o ritmo perfeito para andar na rua.

O mais recente  Yes And Also Yes, diferencia-se um pouco dos restantes porque é um disco ainda mais acústico,  marcado por uma pop alternativa para relaxar e com algumas músicas com forte presença da guitarra.

Além da carreira musical, Mike Doughty compôs para cinema e, aproveitando a internet, escreveu vários textos sobre fotografia e viagens feitas a países como Etiópia, China e Cambodja. Estamos pois perante um artista com talento, dono de um blogue e um site bastante ativos e que, apesar do fantasma Soul Coughing, começa a demonstrar aquela consistência sonora que o poderá conduzir ao estrelato individual.

Espero que aprecies a sugestão...

Looking At The World From The Bottom Of A Well

Unsignable Name

Madeline And Nine

Busting Up A Starbucks

White Lexus

American Car

Tremendous Brunettes

I Hear The Bells

Sunken-Eyed Girl

Grey Ghost

His Truth Is Marching On

Your Misfortune

 

 

Fort Hood
I Just Want The Girl In The Blue Dress To Keep On Dancing
Put It Down
More Bacon Than The Pan Can Handle
27 Jennifers
I Wrote A Song About Your Car
I Got The Drop On You
Wednesday (Contra La Puerta)
Like A Luminous Girl
Nectarine (Part One)
Navigating By The Stars At Night

 

Soundythigh
O.S.S.U.M.
Gimme the Cake
Powerful Medium – The Claw
Uh-murr-kah
Let's Turn On
Oona Bet Door
Do You Find Me Sexy
I Just Want to be Mellow, Man
Oh Ray Ray
Are You Here I Am Here
That's Right
Chinese Spies

You Don't Have to Think About What to Do
More Bacon Than the Pan Can Handle (Remix)
Cheap Suite

 

 

1. Na Na Nothing
2. Into the Un
3. Day By Day By
4. Holiday (What Do You Want?)
5. Russell
6. Strike the Motion
7. Have at It
8. Makelloser Mann
9. The Hufer and the Cutter
10. Rational Man
11. Telegenic Exes 1 (Hapless Dancers)
12. Weird Summer
13. Vegetable
14. Telegenic Exes 2 (Astoria)

 

 

autor stipe07 às 19:19
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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

3 de rajada... XLIV

No dia em que são editados os novos discos dos Kasabian e dEUS, em  Três De Rajada..., que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco Miles Kane, James Morrison e Alex Winston. Toca a ouvir e a tirar ilações...

Miles Kane – Come Closer


James Morrison – I Won't Let You Go


Alex Winston – Velvet Elvis

autor stipe07 às 21:21
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Domingo, 18 de Setembro de 2011

Jens Lekman - An Argument With Myself EP

Conforme referi em Agosto, Jens Lekman vai lançar já para a semana o EP An Argument With Myself, que ando a ouvir. Em setembro de 2007, após passar três anos  em estúdio, este músico sueco editou Night Falls Over Kortedala, um dos discos mais nostálgicos que alguma vez ouvi. Acompanhado por uma verdadeira orquestra de sons açucarados e versos pontuados por uma jovialidade quase adolescente, o músico era ali apresentado de forma definitiva ao grande público, figurando alguns meses mais tarde nas listas de principais lançamentos musicais daquele ano. Depois foi para a estrada durante quase dois anos, tendo passado por cá e em seguida tirou umas longas férias, que parecem finalmente terem chegado ao fim.

Neste An Argument with Myself (2011, Secretly Canadian) de pouco mais de dezassete minutos e que rompe o tal hiato de quase quatro anos, o músico confronta-nos com cinco novas composições, que bebem da mesma fonte repleta de sons delicados e nostálgicos que montaram a totalidade de seu anterior álbum. No entanto as suas canções parecem mais ponderadas e maduras, mas ainda assim detentoras da mesma beleza que acompanhava And I Remember Every Kiss, A Postcard To Nina ou outras grandes composições do tal disco de estreia. Ao longo do EP Lekman esconde-se atrás de arranjos instrumentais perfeitamente delimitados, em que elementos percussivos, arranjos de cordas e até guitarras carregadas de swing vão aos poucos acomodando o nosso ouvido. Vamos sendo presenteados com um verdadeiro caleidoscópio de sensações agradáveis, em que cada uma das cinco canções tem tudo para transformar-se em memoráveis clássicos do indie pop, recheando o curriculum deste sueco Lekman com uma sonoridade variada, versos pegajosos e um tipo de atmosfera quase mágica que apenas ele parece capaz de desenvolver.

Talvez o único grande defeito de Argument with Myself seja mesmo a sua duração, o fato de extinguir-se num piscar de olhos. No exato momento em que me senti completamente entranhado e absorvido pelas canções e pretes a atingir um verdadeiro climax sonoro, o EP terminou, aumentando assim a minha ânsia pelo novo grande álbum de Lekman. Espero que aprecies a sugestão...

01. An Argument With Myself
02. Waiting For Kirsten
03. A Promise
04. New Directions
05. So This Guy At My Office


autor stipe07 às 15:59
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Sábado, 17 de Setembro de 2011

HTRK - Work (work, work)

Os HTRK (pronuncia-se hate rock) são  uma dupla australiana formada em 2003, constituida pela vocalista Jonnine Standish e pelo guitarrista Nigel Yang, baseada no Reino Unido e com uma sonoridade que se espelha na eletrónica e nos chamados no wave e shoegaze, influenciados pelas distorções caraterísticas dos My Bloody Valentine e Sonic Youth, juntamente com os beats minimalistas emitidos por uma bateria sintetizada, à sememelhança dos XX.

Esta é a composição atual. Em março de 2010 faleceu Sean Stewart, membro fundador deste grupo e principal artífice dos dois primeiros trabalhos dos HTRK, o EP Nostalgia e o álbum de estreia Marry Me Tonight. Este disco foi lançado em 2009 e produzido pelo ex Birthday Party, Roland S. Howard; A consequente digressão abriu vários concertos de nomes tão liustres como os Yeah Yeah Yeahs e os Liars.

Antes de falecer, Sean já tinha gravado algumas músicas inéditas, como SkinnyJonnine e Nigel resolveram prosseguir com esta alcunha odiosa do rock e lançaram no último dia 6 de Setembro Work (work, work), disco com que se estreiam na Ghostly International.

Neste disco os HTRK criaram uma paisagem sonora gritante e que bate dolorosamente na eletrónica dos anos oitenta, devido a uma míriade de sons sintetizados, o ruído da uma guitarra vaporosa e a voz da andrógena Jonnine a gotejar de reverbs. O trabalho de produção foi cuidadoso, de forma a justapor vários detalhes sonoros com a manta minimalista, de forma a procurar uma sonoridade fortemente emocional e com um forte cariz sexual. O meu destaque do disco e música de abertura, Eis Ice Eyes, talvez procure dar esse mote ao disco porque centra-se nitidamente numa zona sonora fortemente erótica, principalmente devido à batida lenta e compassada. Logo de seguida, Slo Go obedece a esse mote, devido à pressão constante de um ruído em tudo semelhante ao bater num casco de um submarino. Pouco depois, HeartYr Eat traz algum desconforto sonoro e faz-nos acordar deste estado de latência, porque nela ouve-se uma espécie de alta frequência sonora, cheia de distorções, talvez retiradas de um filme de terror, enquanto a vocalista fala de saudade.

Resumindo, Work (work, work) faz jus à sonoridade tipicamente minimal dos HTRK, mas não deixa de lado alguns elementos mais abrasivos, como se a dupla atual procurasse plasmar neste disco um forte sentimento de desolação, melancolia e luto, mas também demonstrar a Sean, gratidão e saudade, devido ao núcleo surpreendentemente romântico de algumas músicas.

Alguma imprensa especializada que li refere que existe uma possível falta de identidade sonora nos HTRK decorrente deste novo álbum. Confesso que não conheço o EP e disco anteriores, mas acho inconcebível um grupo reinventar-se com tão pouco tempo de existência, ainda para mais com as perdas que sofreu. Testar possibilidades torna-se imprescindível para a construção da identidade; E nisso eles não erraram, sendo esse o timing em que se encontram! Espero que aprecies a sugestão...

01. Ice Eyes Eis

02. Slo Glo
03. Eat Yr Heart
04. Bendin’
05. Skinny
06. Synthetik
07. Poison
08. Work That Body
09. Love Triangle

10. Body Double


autor stipe07 às 17:43
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

dEUS - Keep You Close

Há muitas bandas em relação às quais, devido à consistência e linearidade sonora da sua carreira, já não esperamos grandes novidades a cada novo disco. Em compensação, geralmente são grupos que apesar de não estarem dispostos a mudanças, conseguem agradar com discos medianos, bons e outras vezes excelentes, que acabam por se tornar em clássicos e referências.

Os belgas dEUS nunca mais fizeram outro álbum à altura de In A Bar, Under The Sea (1997), mas também não têm deixado de dar crédito aos seus últimos trabalhos. Keep You Close, o novo disco de originais do grupo de Tom Barman e um dos meus preferidos, obedece a este paradigma e tem o modus operandi do grupo para fazer música e que me agrada imenso.

O disco tem a típica pop rock que começa calma e amiúde transfigura-se numa viagem mais tensa e raivosa, quase sempre através da avidez vocal de Barman. Aos quarenta anos ele continua a ser o principal compositor e a escrever letras impressionantes, sendo o tempo um dos seus preferidos.

Sonoramente, uma das palavras chave em Keep you Close continua a ser a noção de atmosfera; As músicas são, em essência, simples canções rock, mas é dada particular atenção à estrutura musical e às camadas de som que saiem de todos os instrumentos. A guitarra tem, como sempre, o assento vip nas pistas da mesa de mistura, mas neste álbum em vez de centrarem a sua fúria em riffs e distorções, produzem acentos musicais, que combinados com o baixo e bateria constante, resulta num edifício sonoro muito groovy. Depois as buzinas adicionais, o piano, o sintetizador,  o xilofone e o violino dão impulso às músicas e emitem em algumas delas um forte sentimento orquestral.

A faixa título e que abre o disco, procura marcar desde logo uma rutura porque parece-me ter uma sonoridade diferente de tudo o que estes belgas já fizeram; Mas também não deixa de ter aquele toque de dEUS reconhecível. É uma música com um começo muito suave e introvertido mas, mais à frente, a secção rítmica faz com que expluda, demonstrando que, na minha opinião, o álbum não poderia começar de melhor forma.

Ghosts tem um refrão encantador, dentro de uma composição suave e dançante. Constant Now é feita de guitarras bastante trabalhadas e um instrumental rico e melódico, tal como a linda Easy; Estas duas músicas comprovam que instrumentalmente os belgas sabem fazer músicas climáticas, estruturalmente bem arranjadas, com pianos e violinos e que no som deles nem tudo depende apenas do corpo baixo, guitarra, bateria. No entanto, o meu destaque do disco vai para The End Of Romance, uma canção com um início muito minimalista e a voz de Tom Barman a complementar perfeitamente as pancadas de uma guitarra suave, construindo assim uma das melhores canções pop que dEUS já fez.
Nota-se que estes belgas, juntos há quase vinte anos e apesar de terem atravessado alguns períodos caóticos no que diz respeito à solidez da formação, estão mais confiantes nos seus atributos e habilidades musicais. Se alguns críticos e fãs lamentam a ausência de experimentação  nos álbuns mais recentes, pessoalmente penso que esta atitude traz consigo um crescimento no departamento de consistência.

Tal como acontece com todos os álbuns dos dEUS, em cada audição somos recompensados com a descoberta de detalhes subtis que surgem e tingem o nosso cérebro. Por cá, Em Keep You Close tem sido incrível o fluxo de descobertas sonoras em cada audição e por isso, não sendo o melhor álbum de sempre dos dEUS, é certamente um dos melhores discos que saíram este ano e um dos melhores na carreira da banda.

1. Keep You Close
2. The Final Blast
3. Dark Sets In
4. Twice We Survive
5. Ghosts
6. Constant Now
7. The End of Romance
8. Second Nature
9. Easy

Página oficial

Discografia da banda

 


autor stipe07 às 18:22
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Alarmist - Alarmist EP

Os Alarmist formaram-se em 2008 e são uma banda natural the Dublin (não confundir com os norte americanos The Alarmists), formada por Neil Crowley, Elis Czerniak, Osgar Dukes e Barry O’Halpine. No passado dia 19 de agosto lançaram o seu EP homónimo de estreia, através do selo Eleveneleven.

Este EP não é para todos os ouvidos. Ou, como já li, poderá ser apenas para ouvidos treinados. Alarmist é um EP instrumental que seguindo o gosto da banda pelo post rock tem, no entanto, bases bem fundadas no jazz e no improviso. A banda constrói as canções com melodias e ritmos frenéticos, através da mistura de vários acordes de guitarras interligados entre si, diferentes efeitos eletrónicos e uma percussão variada. Desde já devem, antecipadamente, evitar qualquer tipo de comparação com os consagrados Battles, Foals ou Tortoise, porque o que se ouve aqui é muito mais híbrido e carregado de diferentes tiques sonoros e influências.

Carpak Showdown e Giraffe Centre são os meus destaques, mas o EP não requer uma singular e única audição. Deve ser degustado com calma, sem pressa e com o ouvido desprovido de qualquer preconceito sonoro.

O quarteto tem dado alguns concertos muito elogiados em Dublin, terra natal. Parece que a plateia sai surpreendida com as suas intensas, longas e hipnóticas apresentações. Enquanto não passam por cá para podermos conferir os seus espetáculos únicos, apreciem mais esta sugestão...
Alarmist EP Cover Art

Vitamin Saturday

Carpark Showdown

Giraffe Centre

Clapper

Bathtime For Squid

ouvir o EP 


autor stipe07 às 20:44
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Terça-feira, 13 de Setembro de 2011

Kasabian - Velociraptor!

É lançado no mercado discográfico no próximo dia 19 de setembro, Velociraptor!, o quarto álbum de originais dos britânicos Kasabian, produzido por Dan The Automator e uma das bandas de eleição deste blog.

Já ouvi o disco e o que notei de diferente em relação aos outros três é um certo amadurecimento no som do grupo. Velociraptor! é desde logo marcado pelo título forte, ainda por cima enfatizado com o ponto de exclamação, como se a palavra fosse um grito, algo que tenha que ser dito com vontade. E parece que vai além das explicações dos Kasabian para o título, que se relaciona com o nome do único dinossauro que era capaz de deter o poderoso T-Rex, havendo também a hipótese de a banda querer mostrar, de forma marcante, a todos os fãs e críticos que não estão para brincadeiras. Será?

E deve ser mesmo porque Velociraptor! é um álbum pesado, marcante, elétrico e explosivo e logo desde a primeira faixa; Let's Roll Just Like We Used To é uma música que começa com um saxofone de fundo e de repente sente-se a vibração a aumentar e diminuir de forma ritmada e damos por nós a desejar que o resto do disco seja assim... E é! Days Are Forgotten não fica atrás e quando te apercebes já estás a cantar o refrão, não sendo por acaso uma das escolhas óbvias para single, naturalmente já bem recebido pela crítica. Goodbye Kiss segue esta linha sonora mas leva os Kasabian para um estilo que não lhes é muito familiar, visto ser uma espécie de balada, como também se entende pela letra. La Fée Verte conta uma história regada a absinto, ajudada por uma bateria bastante presente e Velociraptor! faz jus à sonoridade típica do álbum, ao mesmo tempo que descreve perfeitamente o famoso dinossauro. Segue-se Acid Turkish Bath (Shelter from the Storm), uma espécie de conclusão do lado A do álbum; A voz de Serge é lenta e embala-nos juntamente com as batidas de fundo, assim como as palmas colocadas, quanto a mim, na hora certa.

A principal sensação que tive após a audição de I Hear Voices, foi que a música não tem propriamente um refrão porque o ritmo do começo segue até ao final; Não se vislumbra um ponto forte de explosão sonora, mas o riff da guitarra mantém-nos presos até ao fim. A parte do teclado nos primeiros dezoito segundos, lembrou-me a mesma linha que Serge Pizzorno usava nos teclados no final de Cutt Off, canção do álbum homónimo da banda. Re-wired é o meu grande destaque deste conjunto de canções! Destaca-se pelo refrão  que te leva para outra dimensão, talvez devido às pausas no meio das palavras de uma letra fantástica (Hit me harder, I’m getting Rewired, I flick the switch that make you feel electric, Even faster than before…) e à parte instrumental vibrante que me pareceu formar uma harmonia perfeita.  Man of Simple Pleasures destaca o talento que a banda sempre teve para coisas simples, apenas baixo, guitarra, bateria e nada mais; O final da música é magistral, como se Tom e Serge soubessem onde as vozes deveriam estar e com precisão. Switchblade Smiles, primeiro single do disco e que revelei há alguns meses tem o selo da fase mais negra e pesada do som dos Kasabian e este é o melhor elogio que posso fazer à canção! Neon Noon, a faixa que encerra o disco lembrou-me imediatamente Happinness de West Ryder Pauper Lunatic Asylum, devido à sonoridade e à melodia criada pelo violão.

Velociraptor! é, sem sombra de dúvidas, o álbum mais consistente, melódico e maduro dos Kasabian; Os álbuns anteriores do grupo caraterizavam-se pela abundância de riffs de guitarra misturados com batidas e distorções eletro e Switchblade Smiles é a única música que realmente se encaixa nesse estereótipo! Definitivamente, um dos grandes lançamentos de 2011!

01. Let's Roll Just Like We Used To
02. Days Are Forgotten
03. Goodbye Kiss
04. La Fée Verte
05. Velociraptor!
06. Acid Turkish Bath (Shelter From The Storm)
07. I Hear Voices
08. Re-wired
09. Man Of Simple Pleasures
10. Switchblade SmilesListen
11. Neon Noon

autor stipe07 às 17:40
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

3 de rajada... XLIII

Esta semana, em  Três De Rajada..., que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova, lançada hoje no mercado discográfico, destaco Coldplay, Kasabian e Young Knives. Toca a ouvir e a tirar ilações...

Coldplay - Paradise

 

Kasabian - Days Are Forgotten


Young Knives - Vision In Rags


autor stipe07 às 23:07
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Domingo, 11 de Setembro de 2011

The Envy Corps - It Culls You

Os The Envy Corps são uma banda indie americana, formada em outubro de 2001, natural de Ames, no Iowa e constituida por Brandon Darner (guitarra), Micah Natera, (teclados, guitarra), Luke Pettipoole (voz, guitarra, piano) e Scott Yoshimura (bateria). A banda é conhecida pela sua sonoridade etérea e nostálgica, sendo frequentemente comparada aos Radiohead, Doves, New Order, Dinosaur JR. e Modest Mouse, entre outros.

O percurso discográfico dos The Envy Corps tem-se dividido por lançamentos de discos e EPs. Em 2004 lançaram Soviet Reunion, através da Bi-Fi Records e em 2008, depois de mudarem de editora e de trocarem de baterista, editaram Dwell, através da Vertigo Records. Após este disco viraram novamente costas à editora e foram editando alguns EPs, com selo próprio, até surgir este It Culls You, cuja versão física chegará ao mercado apenas a 11 de outubro.

Assim que se começa a ouvir o disco tornam-se óbvias as tais referências que citei, assim como os TV On The Radio, nomeadamente em Palace On Stilts, Exchequer e Med. Song. (O próprio vocalista - ver foto - parece uma simbiose Tunde Adembipe vs Thom Yorke). No entanto, são sem dúvida os Radiohead que infestam positivamente o som do disco; Qual Thom Yorke, Lucas Pettipoole tem uma voz intrigante, capaz de ser agreste e autoritária numa faixa mais pesada e doce, através do falsete, nas baladas, com destaque para In The Summer e Fools (How I Survived You & Even Laughed), músicas que descreverei adiante. Além da voz, é magnífica a sonoridade do baixo; E no que diz respeito aos amantes deste instrumento não posso deixar de aconselhar uma audição atenta de Dipsomania e Command + Q; A conjugação da secção rítmica baixo / bateria com a voz é, por vezes, incrível e absolutamente funky.

O álbum abre com Make It Stop, música onde um tambor faz a canção mudar de velocidade, preparando caminho para as guitarras e a definir o tom para o resto do álbum. O rock melódico que os carateriza surge em Give It (All) Up, uma canção com uma  linha de sintetizadores repetidos, um baixo insistente e um desempenho emocional  por parte de Pettipoole. In The Summer é construída em redor de uma guitarra que parece estar assombrada porque a sua melodia circula ao nosso redor, criando uma atmosfera no mínimo encantadora.
O álbum fecha com Fools dividido em duas partes; a primeira parte são os mais de nove minutos da já citada Fools (How I Survived You & Even Laughed), uma canção que começa um pouco descontraída, com Pettipoole a entrar e a sair do registo falsete, enquanto o piano, o baixo e a bateria tocam calmamente. A canção explode lá para o meio levando a uma conclusão épica e perto de um registo post rock. O pós êxtase da canção vem com a Pt. (Bow) II, uma peça acústica, que despede-nos do disco com o mesmo tambor que o iniciou, a par com uma batida eletrónica até ao adeus final.
Como já disse algumas vezes, frequentemente é difícil expressar em palavras o que um determinado álbum nos faz sentir. It Culls You surpreendeu-me logo na primeira audição, ao início da tarde de hoje e o seu brilho tem crescido cada vez que ligo o meu leitor mp3. Não conheço a carreira anterior destes The Envy Corps mas acredito que este terceiro álbum acabe por cimentar esta banda num lugar de destaque do rock alternativo.

Tenho pena que, mais uma vez, este artigo sobre um disco cuja versão física ainda não existe, mas que disponibilizo aqui, vá de novo passar despercebido, mas talvez quando se tornarem grandes, possa ser feita alguma justiça ao meu trabalho de divulgação de novidades do cenário musical alternativo! It Culls You vai dar muito que falar daqui a uns meses; Talvez outros críticos mais famosos e que apenas devido à sua assinatura fazem os discos chegar às massas (se calhar descobrem estas novidades devido ao trabalho de sapa de blogs anónimos e desinteressantes como este e hoje nem fazem a mínima ideia que este disco existe), nessa altura recolham louros por divulgarem este disco. Espero que aprecies a sugestão...

01 – Make It Stop
02 – Ms. Hospital Corners
03 – Give It (All) Up
04 – Command+Q
05 – Palace On Stilts
06 – In The Summer
07 – Dipsomania
08 – Everyone’s Trying To Find You
09 – Med. Song
10 – Exchequer
11 – Fools (How I Survived You & Even Laughed)
12 – Fools, Pt. II (Bow)

 

Official Website of The Envy Corps (Download or Pre-order the album here)

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autor stipe07 às 21:12
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