Sábado, 30 de Abril de 2011

Sugiro XII

Mais uma revisão da última matéria dada...

 

Mercury Rev - Opus 40

 

Chain Gang of 1974 – Undercover

 

COYOL – Pharmacist

 

Bibio - Excuses

 

Graham Coxon, Paloma Faith and Bill Ryder-Jones – Desire

 

Apparat – Ash/Black Veil

 

The Olympic Symphonium – Settle Down

 

Telepathique – All Your Lovers

 

Baby Teardrops – Smooth Sailing Ahead

 

Hiding From Andy – Taker

 

Julian Lynch – Back

 

Moke and Tone – Destiny

 

Swollen Members – Mr. Impossible

 

Yuck - Get Away

 

Ólöf Arnalds - Surrender

 

Sóley - Theater Island

 

Hafdís Huld - Action Man

 

Bloodgroup - My Arms

 

Delay Trees – Cassette 2012

 

Golden Bloom – You Go On (& On)

 

Miles Kane – A Girl Like You (Edwyn Collins cover)

 

The Sea and Cake – Up on the North Shore

 

Everything Everything - Final Form

 

Big Tree – This New Year

 

I’m Not A Band – Black Horses


autor stipe07 às 12:58
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Architecture In Helsinki - Moment Bends

Quatro anos é uma longa espera. E foi este o tempo que passou desde o lançamento de Places Like This, último álbum da pouco convencional banda de indie pop Architecture in Helsinki (AIH) e uma das minhas preferidas. Nesse período, os australianos apenas lançaram o EP That Beep (2008) e um vídeo para a mesma música. Mas a espera acabou e o novo álbum do grupo, que recebe o nome de Moment Bends e possui uma capa bem interessante, chegou no passado dia oito de Abril para alegrar todos aqueles que como eu já sentiam falta dos bips e das batidas do AIH.

E como o prometido é devido, vou falar dele. Além da já mencionada That Beep, que estará no novo álbum, o primeiro single, Contact High, foi disponibilizado para download pela Pitchfork e tem tudo o que se espera de uma música dos AIH.

Quando no início da última década algumas bandas alicercadas na pop, mas com orquestrações alternativas, começaram a receber bastante atenção dos média especializados, fazer e ouvir música recheada de nuances detalhadas e sons coloridos parecia ser uma excelente proposta para a música naquele momento. A mim, um entusiasta de novas sonoridades e do experimentalismo, confesso que me seduziu! Assim que naquela altura ouvi algumas bandas que trilhavam este caminho, rapidamente senti-me atraído por esta banda australiana e o seu disco In Case We Die. Esse álbum tornou-se logo no principal parceiro de um Electro-Shock Blues dos Eels já quase riscado, um dos discos que mais ouvi na vida, do In The Aeroplane Over The Sea dos Neutral Milk Hotel e o Mutations do Beck. O disco seguinte dos AIHPlaces Like This, desiludiu-me profundamente, mas finalmente voltaram com este Moment Bends.

Places Like This não era um álbum fraco! O problema é que as expetativas que criei com In Case We Die não foram cobertas com o álbum. E na minha primeira audição de Moment Bends, a primeira sensação que tive no imediato, quase inconscientemente, foi que a banda hoje formada por Cameron Bird, Gus Franklin, Jamie Mildren, Sam Perry e Kellie Sutherland, mantendo a base pop, voltou a aproximar-se da música eletrónica, fazendo uma espécie de refresh no seu som e tornando-o mais coerente e dinâmico.

Se nos primeiros discos dos australianos as comparações com bandas como Of Montreal e The Unicorns eram inevitáveis, agora é possível afirmar que o grupo encontrou coerência na sua estrutura sonora e está pronta a ser ela própria uma influência para outras bandas. A abertura levemente entristecida com Desert Island esconde na verdade uma sequência de músicas divertidas e com minuciosos detalhes. Tanto Escapee como Contact High aproximam o quinteto de uma linguagem sonora com aproximação a elementos quase futurísticos, como se percebe também em YR Go To e Denial Style, que aproximam o grupo de uma estética mais synthpop. Assim, as boas sequências de sintetizadores, a tematização alegre e alguns leves toques de psicadelismo fazem com que o trabalho cresça e cada nova canção, dividem o álbum em vários momentos e evitam que os melhores se concentrem quer na abertura, quer no término do disco. É um disco sem ondas, homogéneo e lineado por alto. Em Moment Bends a banda orienta-se de uma forma menos orquestrada, quase ausente de guitarras e de certa forma bem mais dançante e espontânea, bastante próxima de um clima festivo e mais urbano.

Moment Bends pode ser  o motivo de um divórcio definitivo da banda com alguns fãs ou então, como acontece no meu caso, a consolidação de um casamento que andava tremido pelo desgaste do tempo e pela ausência recente de pontos altos. Evoluir é necessário e tal é feito por este grupo australiano, de maneira coerente, ao longo deste disco, ou seja, Moment Bends faz uso do mesmo tipo de som dos antigos trabalhos da banda, mas faz toda a diferença terem mudado a forma como são destilados alguns dos elementos sonoros que caraterizam os AIH. Quem ganha sem dúvida somos nós, os que nos vamos manter fiéis, porque agora temos mais quarenta e alguns minutos uma sequência bem proveitosa de sons desta banda magnífica.

1. Desert Island
2. Escapee
3. Contact High
4. W.O.W
5. Yr Go To
6. Sleep Talkin'
7. I Know Deep Down
8. That Beep
9. Denial Style
10. Everything's Blue
11. B4 3D


autor stipe07 às 21:47
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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Lyke Giants - Lyke Giants EP

Os Lyke Giants são mais uma nova banda oriunda da Austrália e que se insere no universo indie e alternativo. Lançaram o EP homónimo de estreia no final de 2010, que já tive a oportunidade de ouvir e me agradou imenso.

A banda é liderada pelo vocalista e guitarrista James Brewer, acompanhado por Callaghn Thomson no baixo e teclas e por Luke Thomson na bateria. A sonoridade parece-me influenciada por bandas do calibre dos Temper Trap, Death Cab For Cutie, Bloc Party, Postal Service, Coldplay, Wombats, Empire of the Sun, Kooks, MGMT, Red Hot Chili Peppers, Arcade FirePassion Pit.

O reputado Paul McKercher (Sarah Blasko, Eskimo Joe, Pete Murray, The Living End, You am I), foi responsável pela produção deste EP, lançado pela Rivercity Records. É mais uma sugestão que espero que apreciem...

01. Shade.mp3
02. If The World Shakes.mp3  
03. Breaking The Night.mp3
04. Turn This Fight.mp3
05. A Bind Lost.mp3  
06. Four Hundred Days.mp3

Download Lyke Giants EP

 

Site da Banda   Myspace   Facebook


autor stipe07 às 22:38
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

Digits - Lost Dream EP

O já experiente músico de eletrónica Alt Altman, originário de Toronto está de volta com o seu projeto Digits e um novo EP, uma coleção de synth pop para nosso usufruto e da qual destaco a sedutora e hipnótica Lost Dreams, que dá nome ao trabalho.

Alt é classificado pela crítica como um mestre a construir belas canções pop com sintetizadores, alguma batida e muito suor. A sua voz é muitas vezes comparada com a de Owen Pallet e a sua música à de bandas como os Hot Chip e o coletivo Junior Boys.  Este novo EP dos Digits  está disponível no seu site, para download gratuito, havendo também a compreensível opção de podermos doar um valor pelas músicas. Espero que apreciem a sugestão...

 

1. Lost Dream

2. Rachel Marie

3. Pale Green Morning

4. Desire

5. Lost Dream (Remix)

 

Download Digits lost Dream EP

 

Facebook


autor stipe07 às 22:13
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Terça-feira, 26 de Abril de 2011

3 de rajada... XXV

Volto a  Três De Rajada..., que parte da minha busca quase diária por novidades e pretende dar a conhecer música nova, com informação breve e pertinente. Hoje sugiro Everything Everything, Twin Atlantic e Elbow. Toca a ouvir e a tirar ilações....

 

Everything Everything - Final Form

Depois de Photoshop Handsome, Os britânicos Everything Everything lançaram ontem o quarto single de Man Alive, o seu disco de estreia, que viu a luz do dia em agosto de 2010. A música chama-se Final Form e considero-a a minha grande descoberta e destaque dos lançamentos desta semana. 

 

http://www.everything-everything.co.uk
http://www.facebook.com/everythingeverythinguk
http://www.myspace.com/everythingeverythinguk

 

 

 

Twin Atlantic - Free

Os escoceses Twin Atlantic lançam em maio o álbum Free e ontem apresentaram o single homónimo... 

 

 

 

Elbow - Open Arms

Finalmente, já é single esta semana a música Open Arms, um dos meus destaques do mais recente disco dos ElbowBuild a Rocket Boys!, já em destaque num dos degraus lá de casa.

 

Alguns discos lançados ontem...

Airborne Toxic Event – 'All At Once'
Bowling For Soup 'Fishin' For Woos'
Bootsy Collins – 'The Funk Capital Of The World'
Dredg – 'Chuckles & Mr Squeezy
Dutch Uncles – 'Cadenza'
The Fall – 'The Marshall Suite'
Emmylou Harris – 'Hard Bargain'
Jennifer Hudson – 'I Remember'
Leaves Eyes – 'Meredead'
Morrissey – 'Very Best Of Morrissey (2011)'
My Passion – 'Inside This Passion'
Bruce Springsteen – 'Live At The Main Point 1975'
Times New Viking – 'Dancer Equired'
We Are The Ocean – 'Go Now And Live'
The Wombats – 'This Modern Glitch'

 


autor stipe07 às 19:31
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Sábado, 23 de Abril de 2011

DVDs - Sugiro...

Gosto de assistir a concertos, até em casa. Proponho vários, alguns deles intemporais e que poderão figurar nas nossas coleções caseiras de música ao vivo...

 

<b>Nirvana, ‘MTV Unplugged In New York’.</b> <i>Recorded Nov 1993.</i> This live performance at NYC’s Sony Music Studio wasn’t actually released on DVD until 2007. It was worth the wait, though - packed with extra material, including originally unreleased live versions of ‘Something In The Way’ and ‘Oh Me’. Click <a href="http://tinyurl.com/3tv35k7" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

<b>Radiohead, ‘Meeting People Is Easy’.</b> <i>Recorded 1997.</i> Yes, it’s whiny and relentlessly downbeat, but there’s something about the sombre mood and fast-cut cinematography that makes it a perfect accompaniment to ‘OK Computer’. Click <a href="http://tinyurl.com/3wcqctg" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

<b>The Rolling Stones, ‘Gimme Shelter’.</b> <i>Recorded Dec 1969.</i> This one follows the band on the last weeks of their 1969 US tour, and was originally screened at the 1971 Cannes Film Festival. Fun fact: George Lucas was one of the camera operators at the Altamont Free Concert (which is included on this DVD). Click <a href="http://tinyurl.com/6zcpmwf" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

<b>Oasis, 'Lord Don’t Slow Me Down'.</b> <i>Recorded May 2005-Mar 2006.</i> There’s some unique backstage access from their global tour, but the best parts are during the directors’ commentary. Noel and Liam’s verbal jousting is priceless. Click <a href="http://tinyurl.com/3lo3pg6" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

<b>Muse, ‘HAARP’.</b> <i>Recorded June 2007.</i> A live DVD/CD combo, this was recorded at London’s Wembley Stadium for a crowd of about 180,000. Not too shabby. <i>NME</i> also ranked this one of the best live albums of all time. Click <a href="http://tinyurl.com/6dbxstb" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

<b>Sigur Ros, ‘Heima’.</b> <i>Recorded 2006.</i> Not only does it take you to their big festival appearances and smaller-scale concerts, but there’s also footage of a small acoustic show for the band’s friends and family, live from a tiny coffee shop in Iceland. Click <a href="http://tinyurl.com/3ksh7up" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

<b>The White Stripes, ‘Under Blackpool Lights’.</b> <i>Recorded Jan 2004.</i> 26 songs recorded at The Empress Ballroom in Blackpool – including covers of Bob Dylan, Dolly Parton and Leadbelly. Apparently, Meg played a joke on director Dick Carruthers, switching the writing on Jack’s arm between songs. Click <a href="http://tinyurl.com/6c3cjgu" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

<b>U2, ‘U2 360° at the Rose Bowl’.</b> <i>Recorded Oct 2009.</i> Remember that huge spider stage they built? You can see it in this live footage from the band’s Rose Bowl show in Pasadena, California. It was originally broadcast via YouTube – but you can watch it in better quality on this DVD. Click <a href="http://tinyurl.com/3qwghv5" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

<b>Blur, ‘No Distance Left To Run’.</b> <i>Recorded 2009.</i> OK, so it’s more of a documentary, but it’s got live footage, as well. It earned the band their first Grammy nomination (for “Best Long Form Music Video”). Click <a href="http://tinyurl.com/66lw2cj" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

<b>Arcade Fire, ‘Miroir Noir’.</b> <i>Recorded Dec 2008.</i> The documentary about the making of their 2007 album ‘Neon Bible’ also includes footage shot by the band themselves while on tour. It was co-directed by Vincent Morisset (who also worked on the interactive ‘Neon Bible’ video). Click <a href="http://tinyurl.com/65e3j3g" target="_blank">here</a> to buy the DVD.

 

 

 

 

 

 


autor stipe07 às 21:56
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Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Iceland: Beyond Sigur Rós.

Iceland: Beyond Sigur Rós é um documentário sem fins lucrativos de cerca de trinta minutos sobre a cena musical islandesa contemporânea e que vale a pena ver.

Filmado em Full HD, o filme tem poucas semanas de vida e foi produzido pela Serious Feather, uma empresa de produção audiovisual islandesa. Conta com entrevistas a Haukur Magnússon, editor da revista Grapevine, Ólafur Arnalds, um dos mais importantes compositores e produtores musicais da atualidade, cuja influência se estende além da Islândia e a Pétur Úlfur Einarsson e Hafsteinn Michael Guðmundsson, fundadores da página de distribuição online de música Gogoyoko, que divulgou alguns discos que referi ultimamente. Sugiro vivamente uma visita a este portal, onde poderás escutar gratuitamente o que de melhor se faz na Islândia actualmente, em termos musicais e criar a tua próprias playlist e fazer download da música que te interessar.

O documentário inclui também imagens de atuações de bandas a artistas, que abarcam campos musicais tão díspares como a pop, o metal e a eletrónica. Assim, temos imagens dos Seabear, do próprio Ólafur Arnalds, Hafdis Huld, Mugison, Haukur Maugnusson, Bloodgroup, For A Minor Reflection, Sykur, Severed Crotch e Lára Rúnars.

Fica o trailer e poderás ver todo o documentário AQUI. As imagens do país são espetaculares, as entrevistas bastante informais, mas elucidativas e os videos das bandas bastante originais.

 

Produção: Serious Feather

Director: Brett Gregory
Câmera: Nic Jackson
Repórter: Alistair Topping
Pós Produção e Som: Jey Kazi


autor stipe07 às 21:16
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Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

TV Girl EP

Os TV Girl são uma banda de San Diego formada por Trung Ngo e Brad Peterson e tocam aquele típico bedroom-pop, lo-fi, caseiro e deliciosamente irresistível. No final de 2010 lançaram um EP gratuito que disponibilizaram gratuitamente e desde então a banda vem sendo apontada como mais um nome para se ficar de olho em 2011.

 

 

Este EP de estreia homónimo dos TV Girl começa a abrir com On Land, uma cover dos Dirty Gold, simples e rápida em termos de ritmo, onde a bateria assume as rédeas com persistência. De seguida, If You Want It, o primeiro single do EP, relata uma espécie de diálogo entre dois amantes alcoolicamente bem dispostos, onde o jogo do empurra decide quem será o primeiro a abrir as hostilidades num suposto último encontro (one last dance and then you delete me from your phone). Esta história, embalada por suaves guitarras e até um solo de saxofone bastante sensual no final, são motivos suficientes para tornar a canção ainda mais propícia. A atmosfera vibe e relax da música resulta também devido ao uso de um sample de Hello It’s Me, uma música que não conheço de um tipo chamado Todd Rundgrens, mas que encaixa muito bem aqui. 

It's Not Something é uma balada também de sentido único, ou seja, com uma melodia curta e repetitiva, feita com um som sintetizado. O EP termina como começou, com um ritmo rápido e intenso; Assim, I Don't Care é cantada com uma voz distorcida, o que dá à música um caráter assumidamente punk. Repetidamente eles vão dizendo que estão-se nas tintas para a recessão dos mercados, a poluição, as guerras por esse mundo fora e muito mais. Tentar ler estas letras com rapidez acaba por ser um desafio; I smoke a pack of reds and drink a six pack every day.  I want to stay sane and there ain’t no better way . . . the SATs are unfair, I don’t really care, there are toxins in the air, I don’t really care, the market dropped a million shares, I don’t really care, people are oppressed, but I couldn’t care less, because I don’t really care.

Descarrega o excelente EP TV Girl aqui e agora fiquemos a aguardar por mais novidades desta nova banda, supostamente para breve.

 

TV Girl EP Cover Art

 
1.
On Land 02:53
 
 
2.
   
 
3.
 
 
4.
 

Download


autor stipe07 às 21:25
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Broken Bells - Meyrin Fields EP

Há dois dias, em 3 de rajada... XXIV, dei conta de Meyrin Fields, um EP da autoria da dupla Broken Bells, formada por James Mercer, vocalista dos The Shins e pelo reputado produtor Danger Mouse, famoso por seu antigo projeto Gnarls Barkley e que já trabalhou com músicos como Sparklehorse. Na altura prometi que iria ouvir atentamente o EP; Já o fiz e fica então a minha apreciação crítica...

Este EP surge um ano após o lançamento do disco de estreia homónimo e trata-se de uma compilação de quatro faixas que não estavam presentes nesse álbum. Porém, duas faixas já eram conhecidas pelos fãs: An Easy Life, lançada como lado b do single The High Road e Meyrin Fields, disponível na internet desde o ano passado. As novidades mesmo acabam por ser só Windows e Heartless Empire.

Meyrin Fields, a faixa que dá nome ao EP, mistura calma e agressividade e tem uma letra amarga, apesar da melodia simplista. Windows é a faixa mais frenética e também a mais surpreendente; É comandada pelas guitarras, com um ritmo quebrado e vocalizações bastante diferentes entre si. An Easy Life possui influências óbvias das chamadas ska e surf music e a sintetização usada na voz de Mercer faz a mesma soar de forma bastante original; A faixa também possui pinceladas dos Beatles em alguns momentos. A última música (e também a segunda realmente inédita), Heartless Empire, possui guitarras distorcidas e vocalizações ecoadas, elementos bem comuns no género shoegaze, uma influência óbvia na canção. No primeiro álbum seria uma espécie de corpo estranho, mas aqui faz todo o sentido sendo, na minha opinião, a melhor música do EP.

Espero que este EP seja o pronúncio de um novo disco deste projeto. Sempre apreciei tudo aquilo em que musicalmente o Danger Mouse se enfiou e estes Broken Bells, sendo um projeto alternativo dele e de Mercer, têm feito a minha música preferida que envolve este autor. Gostei muito deste EP. Espero que quem se der ao trabalho de o ouvir, o aprecie também...


01.Meyrin Fields
02.Windows
03.Heartless Empire
04.An Easy Life

 

Download


autor stipe07 às 23:15
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Terça-feira, 19 de Abril de 2011

Bloodgroup

Os Bloodgroup são outra banda presente na coletânea Made In Iceland IV que me chamou a atenção. Nasceram em 2006 na costa leste da Islândia e a sua formação principal conta com Janus Rasmussen das ilhas Faroé, a cantora Sunna  Þórisdóttir, Raggi Jónsson Hallur. Lançaram  o seu disco de estreia Sticky Situation, pela sua própria etiqueta, a Sild ehf, em novembro de 2007, um álbum muito bem aceite pela crítica e que logo os catalogou como uma das bandas mais interessantes desse país.

Após o lançamento do disco a banda entrou em digressão, tendo rapidamente ficado famosos, quer pelos seus concertos, quer pelas melodias cativantes, assentes na eletrónica e com fortes influências, quanto a mim, no glam, no techno e no disco sound. Assim, nos dois anos seguintes tocaram em nome próprio e em festivais, com destaque para o SXSW em Austin, no Texas, o NXNE em Toronto, no Canadá, o Roskilde festival na Dinamarca, o CMJ em Nova Iorque, o Eurosonic na Holanda e em casa, no Iceland Airwaves. Atualmente são considerados uma das melhores bandas ao vivo na islândia.

Dry Land, o segundo álbum dos Bloodgroup, foi lançado em dezembro de 2009, sendo já considerado um dos discos mais bem sucedidos nesse país, muito por causa de My Arms, uma das músicas mais ouvidas na ilha nos últimos dois anos. Dry Land acabou por receber o prémio islandês de música independente Kraumur e foi considerado the best album of the year 2009 por muitos críticos musicais islandeses. Essa visibilidade foi um passo de gigante para a banda, que deixou de fazer simples electro e techno pop algures no leste da Islândia, para se tornar num fenómeno bastante maior e prestes a conquistar o resto do mundo.

 
Sticky Situation
Data de lançamento: 5 de novembro de 2007
Companhia discográfica:Sild ehf
Duração:43:45
 
1 Moving like a tiger
2 Ain't easy
3 Hips Again
4 What I mean
5 Red Egypt
6 Try on
7 The carpenter
8 Chuck
9 Human qualtities
10 Masterplan
11 Rain

 

 

Data de lançamento: 2 de Dezembro de 2009
Companhia discográfica:Record Records
Duração:50:13
 
1 My Arms
2 This Heart
3 Wars
4 How Do We Know
5 First To Go
6 Buried In Sand
7 Overload
8 Pro choice
9 Moonstone
10 Battered
11 Dry Land
 

 

autor stipe07 às 23:27
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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

3 de rajada... XXIV

De volta a 3 de Rajada..., como já é hábito à segunda-feira, deixo as minhas sugestões da semana com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Sugiro hoje Broken Bells, PJ Harvey e The Streets. Confere...

 

Broken Bells – Meyrin Fields

Um ano após o lançamento do seu disco de estreia, a dupla Broken Bells, formada pelo reputado produtor Danger Mouse e por James Mercer, vocalista dos The Shins, lança hoje o EP Meyrin Fields. Trata-se de uma compilação de quatro faixas que não estavam presentes nesse primeiro álbum. Porém, duas já eram conhecidas: An Easy Life, lançada como lado b do single The High Road e Meyrin Fields, disponível na internet desde o final de 2010. Para os próximos dias prometo uma análise mais detalhada ao EP.

 

 

PJ Harvey – This Glorious Land

Ainda a colher os frutos do seu último disco Let England Shake, a britânica PJ Harvey lança hoje The Glorious Land, a minha música preferida deste álbum. A realização do vídeo ficou novamente a cargo de Seamus Murphy, que vai dirigir os doze filmes previstos para este novo álbum e mostra imagens da autora a tocar tranquilamente na sua própria casa, além de outros exteriores.

 

 

The Streets – OMG

Descritos como autores de hip hop, grime, UK garage, house, entre outras linguagens urbanas e com epicentro em Londres (embora oriundos da franja suburbana de Birmingham), os The Streets começaram por ser um grupo, mas depressa se tornaram no projecto unipessoal de Mike Skinner. Toldado pelo sucesso inicial, Mike dedicou-se nos anos seguintes a uma espiral de auto destruição criativa, falhanço após falhanço, até ao disco final, Computer and Blues, lançado no passado dia 7 de Fevereiro. Ironicamente, segundo a crítica, este disco é o melhor momento dos The Streets desde a sua estreia, em 2002. Skinner deixou de lado as temáticas umbiguistas em torno das agruras inerentes à fama e voltou a versar sobre o mundo exterior, as ruas e as pessoas comuns, com especial ênfase nas novas relações digitais. Assim, após ter dado conta do lançamento do primeiro single, hoje destaco OMG, uma música que fala do facebook, catalogando-o como o maior destruidor de relações da atualidade.


autor stipe07 às 23:05
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Radiohead vs Record Store Day

Radiohead Record Store tracks surface online

Os Radiohead lançaram no passado sábado, no âmbito do Record Store Day uma edição limitada a duas mil cópias de um vinil com duas músicas inéditas, Supercollider e The Butcher. No entanto, em entrevista à BBC, a banda já pôs de parte a hipótese de se tratar de uma segunda parte de King of Limbs e de estar a preparar uma sequela desse disco. Estas iniciativas dos Radiohead já me começam a parecer demasiada obsessão com o marketing. Estou bastante decepcionado com o King Of Limbs, um disco que além de curto, pareceu-me demasiado experimental e afastado da sonoridade típica da banda. Teriam feito bem melhor se tivessem colocado estes dois temas no disco! Não é que a qualidade do mesmo melhorasse mas, pelo menos, deixava de parecer um simples EP.

Inserido nesta efenéride também foram lançados discos de vinil de edição reduzida da autoria dos Beastie Boys, Tinie Tempah, Gorillaz e Jack White, assim como dos portugueses Pop Dell’Arte e Stealing Orchestra.


autor stipe07 às 22:55
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Sábado, 16 de Abril de 2011

Made In Iceland IV

Made In Iceland é um projeto que junta o melhor que se vai fazendo na Islândia em termos musicais, divulgando periodicamente, através de compilações, algumas bandas novas. E já está disponível para audição a coletânea mais recente...

O projeto já vai no quarto disco e o último inclui dezanove músicas, algumas de bandas que tenho divulgado no blog. À primeira audição fica-se com a sensação que a maioria das bandas e artistas não têm nada em comum; Isso só atesta, na minha opinião, a disparidade de influências e a riqueza atual do cenário musical islandês. Acho que vale a pena tomar contato com este projeto e verificar que da Islândia não vem só música fria, etérea, introspetiva e experimental.

Disponibilizo as faixas de Made In Iceland IV e ao carregares em cada uma delas, além de ouvires a música, poderás saber mais sobre a banda ou artista em questão. Confere;

1. Of Monsters and Men - Little Talks
2. FM Belfast - Vertigo
3. Sin Fang - Because Of The Blood

4. Who Knew - Sharpen the Knife

5. Snorri Helgason - Don't Let Her

6. Ólöf Arnalds - Surrender (Radio Edit)

7. Rökkurró - Sólin mun skína

8. Sóley - Theater Island

9. Amiina - Over and Again

10. Pascal Pinon - I Wrote a Song

11. Hafdís Huld - Action Man

12. Útidúr - Fisherman's Friend

13. Prinspóló - Skærlitað gúmmulaði

14. Bloodgroup - My Arms

15. Ourlives - Out of Place

16. Dikta - Thank You (Radio Edit)

17. Mammút - Bakkus

18. Agent Fresco - A Long Time Listening (Radio Edit)

19. Lockerbie - Snjóljón

 

Made in Iceland IV


autor stipe07 às 16:34
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

Útidúr - This Mess We've Made

Prosseguindo na Islândia, hoje vou falar dos Útidúr (já agora, pronuncia-se ooh! – detour). A banda é constituida por doze elementos, descritos como um enxame de músicos que produzem, segundo a crítica local, da mais doce e suculenta indie pop que se tem ouvido por lá ultimamente.

Este projeto nasceu em 2009 da iniciativa do guitarrista e cantor Gunnar Örn, da teclista Kristinn Roach e da cantora Rakel.  Devido às ideias musicais que tinham e as diversas influências que pretendiam abarcar, rapidamente sentiram necessidade expandir a sua base instrumental e melódica e expandiram a formação, que  inclui agora intérpretes de baixo, bateria, trompete, vioinos, guitarra e acordeão, entre outros instrumentos que não fui capaz de traduzir. Fica a formação;

 

Gunnar Örn - Voz & guitarra
Gunnar Gunnsteinsson - Contrabaixo 
Haukur Þór - Básúna
Helga Jónsdóttir - Fiðla
Kristinn Roach - Piano
Lárus Guðjónson - Trommur
Mæja Jóhannsdóttir - Fiðla

Rakel Mjöll - Voz
Ragnhildur Gunnarsdóttir - Trompete

Salka Sól - Harmónica & trompete
Sigrún Inga - Fiðla
Úlfur Alexander - Guitarra & voz

 

Os Útidúr são pois um colectivo bastante díspar e colorido, mas que também é capaz de alguns momentos etéreos e introspectivos na sua música.
O álbum de estreia dos Útidúr chama-se This Mess We’ve Made, e foi gravado no verão passado, nos estúdios dos Sigur Rós, em Sundlaugin, tendo participado nesse processo cerca de vinte músicos, ou seja, apesar de a banda ser extensa, ainda sentiram necessidade de incluir alguns convidados. O disco foi lançado pouco depois, a dez de Outubro, através da  Gogoyoko e da bandcamp.

A sua sonoridade é constantemente comparada a bandas e artistas de nomeada, com destaque para Angelo Badalamenti, Beirut, Calexico e Ennio Morricone, algo que se entende até porque, como acontece nestas influências e na maioria das bandas desta ilha, os instrumentos de sopro têm sempre papel de relevo.

O álbum soa muito bem há medida que se vai avançando na audição, criando a banda sonora perfeita para se imaginar uma atmosfera complexa em termos auditivos, mas com sentido coerente e que não vai variando muito, ou seja, ouve-se muitos sons diferentes, ruidosos e agradáveis ao mesmo tempo, sobrepostos em camadas, ou até encadeados entre si, mas de forma agradável, imaginativa e cuidada. E em determinados momentos, além das bandas citadas anteriormente, ouve-se coisas que antes só encontrei nos Tindersticks. Não é facil ainda apontar uma faixa favorita, mas a melodia e as harmonias de The glow-retreat ficaram-me no ouvido. Confiram vocês mesmo e espero que apreciem a sugestão!
 

This Mess We've Made Cover Art

[SND] Útidúr 01 Fisherman's Friend.mp3      
[SND] Útidúr 02 This mess.mp3      
[SND] Útidúr 03 Up & down.mp3      
[SND] Útidúr 04 Ballaðan.mp3      
[SND] Útidúr 05 Let's make room.mp3      
[SND] Útidúr 06 Killer on the run.mp3      
[SND] Útidúr 07 The Glow-Retreat.mp3      
[SND] Útidúr 08 Mind your stay.mp3      
[SND] Útidúr 09 Litblindur.mp3      
[SND] Útidúr 10 Until mourning.mp3      
[SND] Útidúr 11 Grasping for thoughts.mp3      

 

  
Contacto: utidur@gmail.com


autor stipe07 às 21:04
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

Sóley - Theater Island

E porque a Islândia não é só, musicalmente falando, Sigur Rós, Björk e Amiina, os próximos textos em Man On The Moon voltarão a ser dedicados a mais algumas novas bandas e artistas da cena musical islandesa, que começam a despontar na ilha e além dos limites do círculo polar ártico. E vou dar início a esta espécie de rubrica com Sóley Stefánsdóttir, que se considera a 23 year old girl, natural de  Requiavique, estudante de composição musical e membro do coletivo indie islandês Seabear. No entanto Sóley tem também uma carreira a solo e em março de 2010 lançou o EP de estreia Theater Island.

O EP tem seis canções, todas elas tendo como ponto de partida o piano tocado pela própria Sóley e a sua voz inquietante, mas doce e melancólica. A própria cantora e compositora confessa: I love singing at the piano, by my own account, all day long.

Em Theater Island podemos ouvir, além desse piano, guitarras, sons sintetizados e ruídos variados. O EP abre com Duttla, uma canção bastante estranha e melancólica, seguida da inquietante e robusta Kill the Clown. A partir daqui as músicas assumem um caráter mais pop e acústico; Assim Theater Island, que dá nome ao EP, Blue Leaves e Read Your Book são baladas pop com uma forte componente folk. No fim, We Will Put Her In Two Graves é uma música absolutamente desarmante, não só pela sua simplicidade mas, acima de tudo, pela sua profunda nostalgia.

Resumindo, à medida que se ouve o EP é como se os nossos ouvidos estivessem a confrontar-se com algo vago e irreal, devido à enorme simplicidade das músicas. E as próprias letras, pelo que percebi, falam de uma espécie de mundo encantado onde o que acontece é próprio de um mundo que só se encontra nos nossos sonhos, como se ouvíssemos algo estranho e doce, ao mesmo tempo. Espero que apreciem a sugestão...

1 Dutla

2 Kill The Clown

3 Theater Island

4 Blue Leaves

5 Read Your Book

6 We Will Put Her In Two Graves

 

Ouvir Theater Island

 

 


autor stipe07 às 23:49
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Yuck - Yuck 2011

Num 2011 repleto de novidades na cena indie rock, das quais se destacam discos dos The Strokes, Radiohead, Foo Fighters e Artic Monkeys, entre outros, acabo de descobrir um disco e uma banda que estará a passar despercebida neste campo musical. Refiro-me aos Yuck e o seu disco de estreia homónimo, lançado em fevereiro, através da etiqueta Fat Possum. Há quem diga que poderá figurar nos melhores do género em 2011.

Os Yuck são uma banda inglesa que tem como membros Daniel Blumberg (guitarra, voz) e Max Bloom (guitarra, voz) que pertenceram aos entretanto extintos Cajun Dance Party e Mariko Doi (baixo) e Jonny Rogoff (bateria). Apesar de serem britânicos, os Yuck puseram os ouvidos no outro lado do atlântico, visto a sua sonoridade ser fortemente influenciada pelo rock alternativo americano dos anos 90. Digo isto porque as vocalizações de Daniel, as guitarras cheias de pedal de Max e as linhas de baixo de Mariko remeteram-me logo para os Sonic Youth, Jesus and Mary Chain, Pixies, The Flaming Lips, os Pavement e os Dinosaur Jr, sonoridades dessa década que adorámos ouvir e deram à minha geração grandes hinos!
Yuck começa bem, com as barulhentas Get Away e The Wall mostrando as influências desse som rasgado, que sabe bem relembrar e que parece arder nos ouvidos! Depois deste início arrebatador, Shook Down suaviza um pouco o ambiente, limpa os tímpanos e adocica o clima. Holing Out, para mim um dos destaques do álbum, é uma música metade punk, metade pop e que traz de volta o barulho, levando definitivamente o disco para esta dicotomia noise vs clean! E parece-me que a banda sabe lidar muito bem com estes dois universos; Nas baladas, sentimos um ar quase pop, novamente sem medo das referências; Por exemplo, a Georgia grita Friday, I'm In Love dos The Cure e StutterSuck, Suicide Policeman Sunday mostram a habilidade melódica do grupo e o seu lado mais pop! Entretanto, pelo meio desta aparente tranquilidade, Operation transporta-nos de imediato para o melhor dos Sonic Youth.

O álbum encerra com a instrumental Rose Gives a Lilly que abre caminho para a grande, lenta, pesada e cheia de distorção Rubber, a música mais alternativa do disco e que mostra que a banda também pode se aventurar por terrenos mais arriscados, quem sabe já a dar pistas para a sonoridade do sempre difícil segundo disco!
Resumindo, Yuck soou-me agradável, jovem e vigoroso. O disco mistura de forma coerente as suas influências e mostra-se ao mesmo tempo saudosista e moderno, sendo um dos melhores discos do género que ouvi ultimamente. Todas as músicas do disco misturam as tais bandas que citei; A pop dos Sonic Youth, as guitarras melódicas dos Dinossaur Jr., a sonoridade dos My Bloody Valentine e a complexidade dos Pavement, acrescentando uma alma própria e fazendo o seu som parecer fresco, como se fosse uma novidade.
No fundo, os Yuck acabam por ser a visão atual do que realmente foi o rock alternativo, as guitarras barulhentas e os sons melancólicos dos anos 90, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho deste disco é, ao ouvi-lo, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada.

Destaques: "Shook Down", "The Wall", "Get Away" e "Rose Gives A Lily".

1. Get Away

2. The Wall
3. Shook Down
4. Holing Out
5. Suicide Policeman
6. Georgia
7. Suck
8. Stutter
9. Operation
10. Sunday
11. Rose Gives A Lilly
12. Rubber

 

Free Download


autor stipe07 às 19:52
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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Músicas do Dia...

Hoje foi um dia fantástico para, entre outras, também ouvir...



 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 


autor stipe07 às 23:12
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

3 de rajada... XXIII

Em mais uma segunda feira recheada de novos lançamentos, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Esta semana sugiro Beastie Boys, The Wombats e Funeral Party. Confere...

 

Beastie Boys - Make Some Noise

Com o fim dos LCD Soundsystem, os Beastie Boys têm de novo a oportunidade de brilhar. E quase vinte anos depois a sonoridade mantém-se, o que, nesta banda em concreto, é brilhante. Make Some Noise é o novo single do disco Hot Sauce Committee Part Two, a ser lançado em maio.

 

The Wombats - Anti-D

Depois de no final de janeiro terem apresentado Never Knew I Was A Techo Fan, estes rapazes de Liverpool lançaram hoje Anti-D, a antecipar o dia 25 de abril em que sairá o sempre difícil segundo disco e que se chamará This Modern Glitch. Este disco será o sucessor de A Guide to Love, Loss & Desperation, de 2007 e será lançado através do selo 14th Floor Records. Anti-D representa uma mudança de ritmo pouco usual nesta banda, com a presença de instrumentos clássicos de cordas e um clima mais atmosférico, lento e depressivo.

 

 

Funeral Party - NYC Moves To The Sound Of LA

Gritante, pulsante e contagiante! É assim que descrevo o som desta banda que lançou um EP em 2010 e abriu os concertos a solo de Julian Casablancas. (The Strokes). Finalmente preparam-se para lançar o primeiro álbum e que terá exatamente o nome deste single lançado hoje, NYC Moves To The Sound Of LA. Dos sininhos de vaca à LCD Soundsystem, passando por uma guitarra bastante divertida, temos aqui uma música dance punk de primeira, que aparentemente fala da chatice de morar em ambas as cidades citadas no título, LA e NY. Para ouvir de costa a costa!

 

 


autor stipe07 às 22:31
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Sábado, 9 de Abril de 2011

Sugestões de Leitura...

O Segredo de D. Afonso III e Vento Suão são dois livros lançados recentemente e que sugiro...

 

O Segredo de D. Afonso III é o novo livro de Maria Antonieta Costa e foi lançado no mercado no início deste mês pelo Clube do Autor.

A descoberta de um pergaminho é o ponto de partida para uma teia perigosa de crimes e sombras de um reinado que envolve uma concubina, um escravo, um físico, o único Papa português e o destino de duas mulheres de tempos diferentes. Sinopse;
Em Lisboa, na segunda metade do séc.XIII, no Paço Real de Xabregas, o rei Afonso III morre em delírio mencionando um segredo. Entre o funeral régio e a coroação do jovem D.Dinis, seguem-se outras duas mortes misteriosas. Madragana Bem Bekar, a bela concubina real, odiada pela rainha e por um dos físicos da corte, com fama de alquimista, conjetura sobre as estranhas ocorrências e enquanto pondera sobre a verdadeira razão da sua condição e o seu possivel destino, convence um monge do Convento de S.Vicente de Fora a redigir a história da sua vida. O pergaminho, perdido durante séculos, é finalmente encontrado por Eunice Bacelar, investigadora, e interpreta uma enigmática mensagem nela contida, descobrindo um escândalo sexual e a verdadeira razão da morte do único Papa português, João XXI. Ao mesmo tempo encontra, neste caminho, o grande amor da sua vida.

 

 

Quando faleceu, a 2 de fevereiro de 2010, Rosa Lobato de Faria deixou inacabado este Vento Suão. Pôs-se então a hipótese de pedir a um autor das suas relações que imaginasse um desenvolvimento para a história que a morte não deixara chegar ao fim e terminasse o livro inacabado. Depressa se concluiu, no entanto, que tal não era a melhor solução, porque não se tinha a certeza de que a autora aprovasse essa inclusão de uma voz alheia no interior do seu próprio fluir narrativo e porque, apesar de inacabado, o romance tinha o desenvolvimento suficiente para se deixar ler como um todo com sentido.

Foi então editado Vento Suão pela Porto Editora tal e qual como Rosa Lobato de Faria o deixou. E como derradeira homenagem a uma escritora cuja obra teve como eixos fundamentais a força da vida, o conhecimento profundo da realidade e do meio em que se agitam os seus fantoches ficcionais, o domínio das minúcias, o fôlego narrativo, a irrupção imparável de um vento negro de violência que impõe uma aura de tragédia intemporal ao que parece quase inócuo.


autor stipe07 às 17:29
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Múrcia SOS 4.8

Já estamos num nível bastante elevado no que diz respeito à qualidade dos nossos festivais de música mas ainda não atingimos a excelência do nosso país vizinho. O que vale é que a Espanha é mesmo aqui ao lado e alguns mais abonados, ou não, poderão dar sempre lá um salto. Proponho então a quarta edição de mais um grande festival, em terras de nuestros hermanos...

 

 

O Festival em Múrcia chamado SOS 4.8 acontece desde 2008 e este ano ocorre de 6 e 7 de maio. São 48 horas ininterruptas de música e não só! O evento divide-se em três grandes vertentes, cada uma com a sua programação específica, mas interligadas: Música, Conferências (sobre música principalmente) e Artes e Exposições.  

MGMT, Editors, The Kooks, Tiga, Everything Everything, !!! (Chk Chk Chk)These New Puritans, só para citar algumas das bandas que costumo referir aqui, estão já confirmadas no cartaz. No Site Oficial do evento poderás obter todas as informações.

Se por acaso fores, depois conta-me...


autor stipe07 às 15:49
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