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O Dalai Lama abdica...?!

Quinta-feira, 10.03.11

O Dalai Lama, lider espiritual do Tibete, anunciou hoje que vai abandonar as funções políticas no Governo no exílio, transferindo esse poder para um representante eleito. Defendeu ter chegado o momento de devolver a sua autoridade formal e que iria apresentar na próxima semana uma proposta que o autorize a retirar-se da chefia política do governo tibetano no exílio.

Recordo que o Dalai Lama refugiou-se em Dharmsala, no norte da Índia, em 1959, na sequência de uma frustrada rebelião contra o governo chinês; O líder político e espiritual dos tibetanos tinha, na altura, 24 anos. Em 1989 foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz, mas para o governo chinês trata-se de um terrorista envolvido em atividades separatistas e o cérebro de uma clique de activistas pró-independência do Tibete.

O Dalai Lama insiste que o governo tibetano exilado deve ter mais poder e que em breve vai propor emendas à Constituição para encetar as mudanças pretendidas. O Parlamento tibetano no exílio tem agendada a sua próxima reunião ainda para o mês de março, devendo nessa altura votar essas alterações.

O papel do Dalai Lama é fortemente cerimonial e um primeiro-ministro eleito será o líder formal do governo no exílio, mas o seu estatuto internacional e a sua imagem de lider mítico poderão ofuscar qualquer movimento de um novo líder.

Entretanto a China já reagiu, e infelizmente como era de esperar, e acusou o Dalai Lama de tentar enganar a comunidade internacional ao anunciar que ia abandonar a direção política do governo tibetano: Nos últimos anos, ele falou muitas vezes acerca da sua reforma. Penso que isso faz parte dos seus truques para enganar a comunidade internacional, referiu a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Jiang Yu. A mesma ainda acrescentou que o governo no exílio é uma organização política ilegal e nenhum país do mundo o reconhece.

Pode ser que tudo isto signifique mais um passo rumo à mudança e à auto determinação do povo tibetano. Mas duvido...

O Tibete é um território treze vezes maior que Portugal e com apenas três milhões de habitantes, situado na cordilheira dos Himalaias e uma das cinco regiões autónomas da República Popular da China. Com alguma frequência, músicos e bandas de todo o mundo juntam-se por esta causa sendo os Tibetan Freedom Concerts, a iniciativa de maior relevo. Michael Stipe e Thom Yorke são ativistas entusiastas da causa tibetana.

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publicado por stipe07 às 23:31

Beach Fossils - What a Pleasure EP

Quinta-feira, 10.03.11

Os norte-americanos, naturais de NY, Beach Fossils são uma banda indie pop em início de carreira e já comparada a nomes distintos, dos quais se destacam os Surfer Blood, Best Coast e os the Drums. O grupo formou-se em 2009, como veículo de Dustin Payseur para divulgar algumas músicas que fez a solo e a quem se  juntou o baixista John Pena e o guitarrista Christopher Burke.

O primeiro disco da banda e homónimo foi lançado em fevereiro do ano passado pela Captured Tracks e era constituído quase integralmente pelas composições de Payseur. Nesse álbum destacava-se a bastante orelhuda Daydream. E desde logo ficou claro que os Beach Fossils não apreciam discos demasiado extensos.

O novo EP do grupo, What a Pleasure, chegou ao mercado discográfico há dois dias e traz o mesmo indie rock lo-fi da banda nova-iorquina que conquistou o público em 2010 e a fórmula alcançada com Beach Fossils, de poucas músicas no disco, mantem-se. Justificam mais uma vez esta opção com o facto de não quererem deixar passar muito tempo entre a criação musical e respetiva divulgação e não quererem colocar músicas nos seus discos que sirvam apenas para fazer número, digamos assim.

Neste novo EP abundam os acordes de guitarra com influências post-punk, mas também o som aberto e viajado do surf rock, além de tiques de psicadelia pop que suavemente vão crescendo durante o disco. A faixa título What a Pleasure é uma composição viciante, com um riff que se cola ao uvido e ligeiramente dançante. Esse efeito estende-se em Fall Right In, música com uma vocalização estranha, mas ainda assim acessível. Out In The Way conta com a participação especial de Jack Tatum; É marcada pelo som de teclados, que criam as tais melodias muito post-punk. Face It foi é a faixa menos interessante do disco e tem uma sonoridade um pouco maçadora e lo-fi. Já Distance e Calyer são o inverso; Ouve-se nestas duas músicas ótimas guitarras, sendo das composições mais limpas do grupo.

O EP encerra com a melancólica Adversity, uma faixa que deixa a seguinte dúvida: Porque é que estas canções não estiveram no disco de estreia da banda? Pelos vistos, com um número reduzido de composições os Beach Fossils conseguem desenvolver melhor a sua sonoridade e poderão vir a não ser apenas mais uma banda de sucesso passageiro. Vamos ver...

 

Beach Fossils What A Pleasure EP
Data de Lançamento: 8 de março de 2011
Etiqueta: Captured Tracks
 

01. Moments
02. What a Pleasure
03. Fall Right In
04. Out In the Way (feat. Jack Tatum)
05. Face It
06. Distance
07. Calyer
08. Adversity 

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publicado por stipe07 às 22:45

Kris Ellestad - No Man Is Land

Quarta-feira, 09.03.11

Kris Ellestad surgiu-me do nada, há uns dias atrás, durante as minhas pesquisas musicais, mas logo suscitou-me um enorme interesse assim que ouvi November Steppes. Como sucede sempre que quero obter informação sobre uma banda ou músico que não conheço, fui ao site dele e fiquei maravilhado com o que encontrei...

A informação disponível sobre Kris é ainda muito escassa; Apenas consegui apurar que este músico é natural de Calgary, no Canadá e que começou a tocar instrumentos desde os cinco anos de idade. Hoje é um multi instrumentista que toca kora, marimba, saxofone, trompete, flauta, harpa, bandolim, piano e vários instrumentos de percussão. Intitula-se descendente dos vikings e a sonoridade do seu disco mais recente reflecte essa influência, como pude constatar.

O seu álbum mais recente, No Man Is Land, já é conhecido desde novembro, mas a versão física só chegou ao mercado no passado dia um de março. Ouvi há pouco o disco na íntegra e apreciei imenso os belos arranjos orquestrais e a voz delicada de Ellestad. A maior parte das músicas são baladas com uma forte influência folk (ex: Frame House e In the Meantime) e onde o piano, um dos meus instrumentos preferidos, assume o papel principal; Mas também existem momentos em que a percussão ganha a primazia (Sorry Booin), muitas vezes feita de simples palmas e pés a bater no chão. Todo o disco me pareceu bastante genuíno e desprovido de uma busca desenfreada pelo sucesso comercial. No fundo, o que parece mover Kris é fazer a música que gosta, que mexe com ele e sem receio de parecer demasiado emotivo ou introspetivo. Foi a criatividade dele a grande força motriz deste disco. E para mim estas são enormes qualidades e aquilo que muitas vezes procuro na música que ouço.

No Man Is Land foi um dos poucos álbuns que ouvi ultimamente sem expetativas criadas e que instantaneamente ganhou relevo por cá. Satisfez a minha necessidade de ouvir coisas novas e diferentes, mas ao mesmo tempo com qualidade e genuínas.

Disponível aqui para quem quiser é, sem dúvida uma excelente banda sonora para este mês de março ainda um pouco friorento. Fica a discografia do músico...

 

"Hour of the Rat" - Kris Ellestad from No Man is Land (2011)
"Run Me Down" - Kris Ellestad from No Man is Land (2011)
"Moon in the Trees" - Kris Ellestad from No Man is Land (2011)

 

 
1.
 
2.
 
3.
Shame 01:38
 
4.
 
5.
 
6.
 
7.
Moon in the Trees (free) 01:51
 
8.
 
9.
 
10.
Niko 03:39
 
11.
 
12.
The Secret (free) 02:37
 
13.
 
14.
 
15.

 

 

  

Third Person (2006)

 

1. Number 3
2. The Burning Bridge
3. Scabs
4. Wanderlust
5. The Spanish Main
6. Dimmer Switch
7. Vacuuming the Basement
8. We’re Not Dirty
9. #Three
10. Blest Be
11. Faen

 

Third Person foi gravado entre Setembro e Novembro de 2006. É o primeiro esforço do músico para criar um disco coerente e com um enorme enfoque no experimentalismo. free download.

 

Hibernation EP (2008)

 

1. Acorn
2. B.D.I.’s
3. George Sand
4. Feather
5. August 8th, 2008
6. Dona, Donna

 

Este EP de seis músicas é uma coleção de três canções e três instrumentais gravadas entre março e agosto de 2008. Documenta, pelo que percebi, um período da vida do músico em que tentava ainda conciliar a vida académica com a vontade de iniciar uma carreira musical. free download.

 

Para terminar gostaria de referir que este artigo sobre Kris Ellestad dá também início a uma colaboração estreita com a XFM Portugal, uma rádio que recomendo vivamente e para a qual escrevi hoje o primeiro artigo.

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publicado por stipe07 às 21:54

3 de rajada... XVIII

Segunda-feira, 07.03.11

Como acontece por cá todas as segundas-feiras, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Sugiro James Blake, Good Charlotte e R.E.M.. Confere...

James Blake – The Wilhelm Scream

James Blake, o já catalogado menino prodígio da nova geração dubstep, lançou hoje no mercado o single The Wilhelm Scream, um dos temas mais acutilantes do álbum de estreia homónimo e que chegou às lojas no passado dia sete de Fevereiro.

 

Good Charlotte – Sex On The Radio

Foi hoje também lançado Sex On The Radio, o segundo single dos Good Charlotte para o álbum Cardiology, lançado no passado dia dois de novembro.

 

REM – Uberlin

A coincidir com o lançamento de Collapse Into Now, os R.E.M. lançaram também hoje Uberlin, para já o melhor momento do novo disco da banda por estes lados.

 

Outros singles editados hoje:

Cherry Ghost – Only A Mother Could
Alex Clare – Too Close
Cloud Control – There's Nothing In The Water We Can't Fight
Emma's Imagination – Brighter, Greener
The Hoosiers – Bumpy Ride
The Naked And Famous – Young Blood
Papercuts – Do What You Will
Plan B – Writing's On The Wall
The Primitives – Rattle My Cage

Tinie Tempah feat. Ellie Goulding – Wonderman

 

E alguns discos lançados hoje no mercado:

Elbow – Build A Rocket Boys!
Erland And The Carnival – Nightingale
Marianne Faithfull – Horses And High Heels
Avril Lavigne – Goodbye Lullaby
Noah & The Whale – Last Night On Earth
The Pierces – You'll Be Mine
REM – Collapse Into Now
Joss Stone – Super Duper Hits
Kurt Vile – Smoke Ring For My Halo
Wild Palms – Until Spring

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publicado por stipe07 às 16:45

Lego recria Escritores Famosos.

Domingo, 06.03.11

Agora a Lego recriou alguns dos mais importantes e conhecidos autores da história da literatura...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por stipe07 às 17:23

O meu Tributo a Castelo de Paiva.

Sábado, 05.03.11

Nestes dias Castelo de Paiva voltou a estar no centro das atenções devido à comemoração dos dez anos da queda da ponte de Entre-Os-Rios. Foi um acidente improvável e uma enorme tragédia; Não adianta escamotear o que é concreto, real e assumido. Mas esse acontecimento parece ter rotulado definitivamente a localidade com alguns adjetivos pouco favoráveis, usados quando se quer descrever uma localidade e enumerar os seus potenciais argumentos, quer humanos quer sociais.

Tenho lido e ouvido algumas verdades, mas também vários disparates que não fogem muito ao já habitual espírito português fatalista. Por isso e por considerar algumas citações que li e ouvi injustas e desfasadas daquela que é a actual realidade paivense, sinto-me impelido, também por gratidão e pela minha consciência, a dar o meu próprio testemunho.

Lembro-me perfeitamente desse chuvoso domingo à noite de março de 2001 como se tivesse sido ontem. Acompanhei de perto tudo o que aconteceu nos dias e semanas seguintes e, sendo uma espécie de espetador privilegiado de tudo o que se passou, por ser um residente temporário e não ter laços afetivos com vitimas, familiares e amigos, pude, no meu interior, tirar racionalmente algumas ilações no que diz respeito à forma como esta gente reagiu e soube levantar-se do caos e da desorientação que se apoderaram em quase todos os paivenses, como se estivessem a viver uma espécie de maldição. Nesses dias a minha admiração por estas gentes cresceu imenso, consciente e inconscientemente; Percebi com uma nitidez impressionante de que massa são feitos os paivenses e senti-me grato por me estarem a ensinar com exemplos diários e concretos de vida que para os momentos difíceis há sempre uma saída...

Tem sido dito nestes dias que Castelo de Paiva pouco ou nada evoluiu nestes dez anos, que se mantém refém de um isolamento atroz e que continua a ser uma terra flagelada pelo infortúnio, tendo em conta alguns dramas sociais que ainda subsistem por cá, derivados da falta de emprego e da estagnação económica que se vive. Não contrario a maioria destas afirmações, mas também não acho justo que se pinte um quadro tão negro. É que, acreditando em algumas dessas coisas que li e ouvi e não conhecendo esta terra, facilmente qualquer pessoa conclui que estamos perante um dos piores locais deste país para se viver, que Castelo de Paiva não é uma terra acolhedora e não tem nada de apelativo, sendo um local do qual se deve fugir à primeira oportunidade. E isso não é verdade! Há exemplos que contrariam esta ideia que tem sido fabricada ao longo do tempo e que mostram a antítese deste cenário. E eu talvez seja um deles...

Durante 22 anos da minha vida nunca tinha ouvido falar de Castelo de Paiva. Natural de outra localidade do mesmo distrito, supostamente mais desenvolvida e atrativa em todos os aspetos, pouco sabia deste concelho afinal tão bonito. Por motivos profissionais, Castelo de Paiva passou a fazer parte de mim e confesso, foi amor à primeira vista. E hoje, treze anos depois desse início de outono que acabou por significar uma nova primavera na minha vida, sinto um imenso orgulho por ser já um paivense de pleno e legal direito, outro motivo consistente que me faz achar que tenho todo o direito de opinar, além de sentir uma certa obrigação moral de transmitir publicamente este meu exemplo... De defender a minha terra! 

Por natureza introvertido perante estranhos, pouco tempo depois de andar por cá integrei-me com uma facilidade e abertura de espírito que até a mim impressionou! Rapidamente senti-me em casa e diminuiram os meus momentos de silêncio e reclusão iniciais, naturais em quem chega a uma espécie de mundo novo. E tal facto encontra explicação nestas gentes e na forma extraordinária como me acolheram. Acabei por não demorar muito tempo a perceber que este poderia ser, sem dúvida, um belo local para habitar parte do meu futuro; Os anos foram passando e mesmo exercendo a minha atividade profissional noutros locais bem mais distantes, nunca me desliguei daqui, frequentemente sentia necessidade de aportar a este porto seguro e por cá fui estando e ficando. Hoje, descrever aquilo que é a minha vida contraria firmemente toda a onda negativa em torno deste concelho.

Em Castelo de Paiva sou feliz e por imensos motivos! Aqui tenho Smartieees, o meu maior sorriso e o meu farol, tenho os Vândalos que são um verdadeiro tesouro e os melhores amigos que colecionei, tenho a minha herdade do Freixo que me dá uma vista única e privilegiada sobre o belo local onde essa tragédia ocorreu e tenho perspetivas de um futuro pelas quais sei que lutei imenso mas que em determinados períodos da minha vida achei que não iria atingir. E, acima de tudo isso, tenho-me a mim próprio e à minha consiciência que me diz, cada vez que cá chego e estou, que Castelo de Paiva é o melhor destino que posso ter diariamente e que não o trocava por nenhum outro deste mundo. No fundo, estar em Castelo de Paiva faz-me sentir que sou um privilegiado.

Castelo de Paiva tem um rio famoso, uma paisagem deslumbrante, o melhor vinho verde do mundo e imensa gente boa e com um enorme coração; Gente que sabe receber, pessoas humildes, verdadeiras e que lutam e trabalham diariamente para si e para os outros, que buscam incansavelmente um futuro melhor, que amam a sua terra e que têm um enorme apego às suas raízes. E eu admiro-as a todas por isso.

Alguns dos que me conhecem e me são próximos, profissional e afetivamente, interrogam-me com alguma insistência o porquê do meu fascínio por Castelo de Paiva e o que me levou a tomar a corrente de decisões que me trouxeram até aqui. Fazem-no porque provavelmente nunca tiveram ou terão a perceção plena do que Castelo de Paiva significa para mim, do que aprendi e cresci por cá e porque nunca tiveram o privilégio de viver a minha experiência. E quando lhes tento explicar tudo isto de forma clara, raramente resisto a sorrir enquanto o faço, por estar a falar de coisas boas e que estão guardadas no meu coração. E nesse preciso instante, algumas dessas pessoas começam a entender...

Sou feliz em Castelo de Paiva, é aqui que respiro verdadeiramente, é por cá que olho a vida de frente com esse tal enorme sorriso e é, por isso e por muitas outras razões que, não tenho nascido aqui, quero ficar cá o resto dos meus dias. E desafio todos aqueles que por cá nasceram a quando se sentirem tentados ao desencanto, darem mais valor ao que têm e a não se deixarem vergar por todo este negativismo!

E desafio igualmente todos aqueles que queiram, a arriscar e fazerem o que eu fiz; Castelo de Paiva tem qualidade de vida, mas precisa de pessoas novas e com capacidade de iniciativa! Não falta nas redondezas mercado para muitas áreas profissionais ainda não exploradas e sobram pessoas honestas, qualificadas e com vontade de trabalhar e se agarrar a quem acredite nelas.

Trago esta terra e a maioria destas gentes no meu coração; Amo Castelo de Paiva e recomendo-a vivamente... Só para que se conste!

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publicado por stipe07 às 16:16

Minha 1.ª crítica a Collapse Into Now - R.E.M.

Quinta-feira, 03.03.11

A minha banda de sempre e os principais responsáveis por este meu amor tão honesto pelo mundo da música como forma de arte e expressão máxima de sentimentos, estão de volta...

 

 Os R.E.M. continuam cheios de vitalidade, com uma enorme pujança criativa e de volta aos bons velhos tempos, à sonoridade de Murmur (81)  e The Reckoning (83), com algumas pinceladas de Out Of Time (91) e Automatic For The People (92). Quase que apetece perguntar se não vão dar a volta de novo, fazer mais um round e andar aqui outros trinta anos a fazer do melhor que o rock alternativo guarda na sua história...

Por mim, podem muito bem fazê-lo; Estarei cá mais esses 30 anos para continuar a ouvi-los com a mesma emoção, dedicação e paixão, a fazer deles a principal banda sonora da minha vida e a contar com as letras de Michael Stipe para me ajudarem a conseguir expressar muito do que guardo dentro de mim. Talvez não volte a ter a oportunidade de lhes agradecer pessoalmente tudo o que fizeram por mim e representam na minha vida, mas sinto que divulgá-los, falar deles, dar a conhecer o que fazem, permite-me sentir que apreciam este meu amor pela sua música.

Ainda não consigo expressar uma crítica racional ao novo disco mas, enquanto escrevo este texto, ouço-o e sinto-me deslumbrado.

Obrigado R.E.M. e obrigado também a todos aqueles que têm a paciência de aturar esta minha paixão pela música e por me ouvirem tão pacientemente quando, com um brilho imenso no meu olhar, falo da música que fazem estes três ilustres cidadãos do mundo, naturais de Athens - Georgia, USA, localidade que espero um dia conhecer.

Fica o link para quem quiser ouvir o disco na íntegra; Espero que gostem...

 

http://www.npr.org/player/v2/mediaPlayer.html?action=1&t=1&islist=false&id=133998085&m=133997126 

 

Tentando ser agora um pouco imparcial... Acho que está aqui um dos melhores discos de 2011!

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publicado por stipe07 às 23:23

Conheces os Treefight For Sunlight?!

Quinta-feira, 03.03.11

O ano de 2011 continua a ser profícuo em novidades musicais no blog Man On The Moon, principalmente no universo indie/rock. A descoberta mais recente vem da Dinamarca; Chamam-se Treefight For Sunlight e cheguei a eles devido a uma música divulgada pelo amigo Isidro Lisboa.

Os Treefight For Sunlight são, como referi, um quarteto dinamarquês, natural de Copenhaga e composto por Mathias Sørensen (voz e bateria), Morten Winther Nielsen (voz e guitarra), Christian Rohde Lindinger (voz e baixo) e Niels Kirk (voz e piano), quatro jovens que se conhecem desde a infância. O som destes rapazes tem sido comparado aos MGMT, Flaming Lips e aos Panda Bear, assim como às harmonias pop dos anos 60, feita por bandas como os Beatles e os Beach Boys. No entanto, os próprios dizem-se mais influenciados por bandas contemporâneas como os Arcade Fire, Blur, Outkast e Oasis. Deve ser essa a razão porque consideram a palavra diverso como a que melhor define o conteúdo do seu disco de estreia.

Editado no passado dia 14 de fevereiro pela etiqueta Tambourhinoceros (Dinamarca) e através da Bella Union, o homónimo Treefight for Sunlight é (tendo em conta o que li e as três músicas que conheço) constituído por canções pop, melódicas e sonhadoras, em oposição ao clima taciturno, frio e cinzento que geralmente se faz sentir no mar da Jutlândia. Uma delas é o single de apresentação What Become of You and I. Parece-me que no disco de trinta e cinco minutos, tem-se acesso a uma sinfonia pop adocicada e solarenga. Este tipo de sonoridade acaba, na minha opinião, por contrastar com o som mais rock de outras bandas dinamarquesas com algum reconhecimento internacional; Refiro-me aos Mew, Our Broken Garden, Chimes and Bells, The Raveonettes e os The Kissaway Trail, citando as que me são familiares.

Depois de ouvir as três músicas fiquei com a sensação que estes miúdos ainda vivem na idade da inocência e resolveram fazer uma espécie de banda-sonora desses dias. Bastante recomendável, portanto...


 
1. A Dream Before Sleep

2. You And The New World

3. The Universe Is A Woman
4. They Never Did Know
5. Facing The Sun

6. Rain Air
7. Tambourhinoceros Jam
8. Riddles In Rhymes

9. What Became Of You And I?

10. Time Stretcher

 

  

www.treefightforsunlight.com

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publicado por stipe07 às 22:24

Conheces os Piano Magic!?

Terça-feira, 01.03.11

Os Piano Magic são um dos destaques do Festival Para Gente Sentada deste ano, evento ao qual fiz referência algumas semanas atrás. Como não os conheço e fiquei curioso, resolvi investigar e tentar ouvir algumas músicas. Confesso que fiquei agradavelmente surpreendido...

Os Piano Magic são um coletivo já com quinze anos de existência; A banda surgiu no verão de 1996, em Londres, tendo na sua formação inicial Glen Johnson (o único que ainda permanece na banda), Dominic Chennell Dick Rance. Actualmente os músicos da banda são o já citado Glen Johnson Franck Alba, Jerome Tcherneyan, Alasdair Steer e Angèle David-Guillou.
A sonoridade da banda abarca o chamado ambient pop, o post-rock, a indietronica e o ghost rock, sendo os Sigur Rós uma declarada influência, o que me parece fazer algum sentido tendo em conta as três músicas que já conheço; Incurable faz parte do nono disco, Part Monster, editado em 2007, On Edge é o grande destaque de Ovations, o décimo e mais recente álbum, lançado em 2009 e também descobri The Nostalgist, música retirada do álbum Disaffected.

Inicialmente a banda não tinha a intenção declarada de se massificar e dar-se a conhecer ao mundo inteiro; Apenas queriam fazer a música que gostavam. No entanto, um memorável concerto em Março de 1999, em Harlem, na Holanda, provocou uma espécie de click; O espectáculo correu muito bem e venderam todos os discos que tinham na banca de merchandising. Pela primeira vez, acreditaram que tinham algo para oferecer ao mundo, assinaram pela 4AD Records e apostaram na internacionalização.

Assim, os Piano Magic possuem já alguns discos no curriculum e um relativo culto em algumas paragens do globo, com a nossa vizinha Espanha à cabeça; Em 2000, além de terem editado o aclamado Writers Without Homes, compuseram a banda sonora do filme Son De Mar, do espanhol Bigas Lunas.

Em 2004 sobem mais um patamar qualitativo com o EP Open Cast Heart, que contou com colaborações de Vashti Bunyan, Alan Sparhawk dos Low e Ben Ayres dos Cornershop. Seguiu-se logo em 2005  Disaffected, o disco que aproximou a banda ainda mais da sonoridade pop, com melodias carregadas de emotividade e sentimento, segundo as críticas que li. Este álbum contou com a voz de John Grant dos The Czars e Angle David-Guillou dos Klima.

O disco mais recente, Ovations, lançado a doze de outubro de 2009, pela Make Mine Music, nova editora da banda, é o mais bem sucedido e para a sua divulgação foi preciosa a participação de Brendan Perry e Peter Ulrich dos Dead Can Dance. De acordo com a crítica especializada, mantiveram as influências da electrónica dos anos setenta, com Krafwerk à cabeça, mas agora juntaram a instrumentalidade acústica e mais característica da europa do norte, sendo aqui que entram os Sigur Rós.

Fica alguma da discografia da banda...

Ovations (2009)
1. The Nightmare Goes On
2. March of the Atheists
3. On Edge
4. A Fond Farewell
5. The Blue Hour
6. Recovery Position
7. La Cobardia De Los Toreros
8. You Never Loved This City
9. The Faint Horizon
10. Exit
 
Disaffected (2005) 
 
1. You Can Hear The Room
2. Love & Music
3. Night Of The Hunter 
4. Disaffected
5. Theory Of Ghosts
6. Your Ghost 
7. I Must Leave London
8. Deleted Scenes
9. The Nostalgist
10. You Can Never Get Lost(When You've Nowhere To Go)
11. Deleted Scenes (Extended Mix)
 
Open Cast Heart EP (2004)

 


1. Echoes On Ice
2. The Journal Of A Disappointed Man
3. I Didn’t Get Where I Am Today
4. This Heart Machinery

Open Cast Heart EP


Part-Monster (2007)
 01. The Last Engineer
02. England’s Always Better (As You’re Pulling Away)

03. Incurable (Reprise)
04. Soldier Song
05. The King Cannot Be Found

06. Great Escapes
07. Cities & Factories

08. Halfway Through

09. Saints Preserve Us

10. Part-Monster


Part-Monster (2007)


 

Low Birth Weight (1998)

1. Snowfall Soon
2. Crown Estate

3. Bad Patient
4. The Fun Of The Century
5. Birdy Machine

6. Not Fair

7. Dark Secrets Look For Light

8. Snow Drums

9. Shepherds Are Needed

10. Am The Sub-Librarian

11. Waking Up


Low Birth Weight (1999)


 

The Troubled Sleep Of Piano Magic (2003)
1. Saint Marie
2. The Unwritten Law

3. Speed the Road, Rush the Lights

4. Help Me Warm This Frozen Heart
5. I Am the Teacher’s Son

6. The End of a Dark, Tired Year

7. The Tollboth Martyrs

8. When I’m Done, This Night Will Fear Me

9. Luxembourg Gardens

10. Comets


The Troubled Sleep of Piano Magic

 

 

 

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publicado por stipe07 às 22:12


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