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3 de rajada... XX

Segunda-feira, 21.03.11

Em dia de novos lançamentos, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Esta semana sugiro Datarock, The Strokes e Matt & Kim. Confere... 

Datarock - Catcher In The Rye

A banda norueguesa de eletro rock Datarock, constituida pela dupla Fredrik Saroea Ketil Mosnes, anunciou o lançamento de Catcher In The Rye como o mais extravagante da história da música. O single chegado hoje ao mercado será vendido no formato de um brinquedo USB, com 4GB de memória, criado pelo designer Bryan Flinn; Além de Catcher In The Rye, inclui 110 músicas bónus, 1500 fotos, 20 vídeos e um concerto da banda (não existe gralha em nenhum número).

Aquilo que mais me interessa, que é a sonoridade de Catcher In The Rye, aproxima-se perigosamente do universo dos recém extintos LCD Soundsystem e dos The Rapture em House Of Jealous Lovers, ou seja, ainda bem que aparecem para tentar ocupar o lugar dos primeiros e, ao mesmo tempo, fazer concorrência aos segundos.

 

 

The Strokes - Under Cover Of Darkness

Já tinham passado cinco anos desde o último disco dos The Strokes, aqueles tipos considerados por muitos a salvação do rock no começo da última década. E desde que surgiram rumores de Angles, imediatamente todos aqueles que, como eu, acompanham a carreira de Casablancas e sus muchachos, se questionaram se seriam ainda capazes de criar ainda algo ao nível do primeiro disco, ou se o elevado tempo de pausa iria ser nefasto. Pessoalmente, com Under Cover Of Darkness, single lançado hoje, o melhor elogio que posso fazer é responder à dúvida com um rotundo não. Angles será mais do mesmo o que me dá uma enorme satisfação e é o melhor elogio que posso fazer ao disco. A sonoridade dos The Strokes é única e para quem gosta, quando se quer ouvir aquilo, saber em que fonte beber, agora com um reportório cada vez mais extenso, é uma bela sensação!

O título da música lançada hoje fala de escuridão, mas é algo que não é citado em nenhuma parte da mesma, que até tem um ritmo ensolarado e feliz.  Estarão os The Strokes prontos para salvar o rock de novo? Por esta amostra e pelo resto do disco, que já ouvi, parecem-me bem lançados...

 

 

Matt & Kim - Cameras

A dupla Matt & Kim resolveu partir tudo, literalmente, no vídeo de Cameras, o single lançado hoje e que faz parte de Sidewalks (2010). A filmagem mostra imagens fortes para quem não suporta ver instrumentos musicais a ser destruídos sem dó nem piedade. Apesar do desperdício, a edição ou foi muito bem elaborada, ou então os músicos sairam das filmagens para o hospital mais próximo... Confiram porque é um video muito animado!

Quanto à música, continua na linha da habitual pop deliciosa da banda, sempre marcada por excelentes arranjos de teclado e uma melodia divertida.

 

Outros singles lançados hoje;

Eliza Doolittle – Mr Medicine
Errors – 'Magna Encarta'
Panic! At The Disco – 'The Ballad Of Mona Lisa'
Pint Shot Riot – 'Somebody Save Me'
White Lies - 'Strangers'
Wolf Gang – 'Dancing With The Devil'
Young Knives – 'Love My Name'

Crystal Fighters – 'At Home'
Detroit Social Club – 'I Am Revolution'

 

E discos...

The Crookes – 'Chasing After Ghosts'
The Dears – 'Degeneration Street'
The Dodos – 'No Color'
Duran Duran – 'All You Need Is Now'
Green Day – 'Awesome As Fuck'
New York Dolls – 'Dancing Backwards In High Heels'
Joshua Radin – 'Rock & The Tide'
Rise Against – 'Endgame'
Nicole Scherzinger – 'Killer Love'
Soundgarden – 'Live On I-5'
The Strokes – 'Angles'
Yellowcard – 'When You're Through Thinking, Say Yes'

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publicado por stipe07 às 22:52

As Melhores Capas de Bandas Sonoras - NME

Domingo, 20.03.11

Inspirada pelo triunfo de Trent Reznor no óscar de melhor banda sonora ganho pelo filme A Rede Social, a NME resolveu tentar descobrir qual a melhor capa de sempre de uma banda sonora. Podes ver AQUI todas as propostas de capas e ficam as minhas preferidas. A Minha #1 é, por razões óbvias, Man On The Moon, de Milos Forman, banda sonora elaborada pelos R.E.M..

 

REM wrote their smash hit ‘Man On The Moon’ about US comedian Andy Kaufman, and in 1999 they took their obsession further, producing Milos Forman’s movie about his life. They remained heavily involved with the soundtrack, and launched their comeback single ‘The Great Beyond’ on it.

 

37. <i>Where The Wild Things Are</i>. <b>Released</b>: 2009. <b>Featuring</b>: Karen O And The Kids. <b>Why it's good</b>: This adaptation of a children's book called for music with a sense of wonderment - and Karen O delivered, recruiting collaborators such as Bradford Cox (Deerhunter) and Yeah Yeah Yeahs guitarist Nick Zinner to create a soundtrack that works as an album in its own right.

 

36. <i>Kill Bill</i>. <b>Released</b>: 2003. <b>Featuring</b>: Nancy Sinatra, Isaac Hayes, The RZA. <b>Why it's good</b>: Say what you like about Quentin Tarantino's hyperactive films, the man knows how to assemble a good soundtrack. It's full of great moments, but the highlight has to be Tomoyasu Hotei's stirring 'Battle Without Honour Or Humanity', which plays over O-Ren Ishii's entrance scene.

 

33. <i>Moon</i>. <b>Released</b>: 2009. <b>Featuring</b>: Clint Mansell. <b>Why it's good</b>: Before he found acclaim with <i>Black Swan</i>, Mansell did the ambient score for this quietly mesmerising sci-fi film by Duncan Jones (David Bowie's son).

 

32. <i>Pulp Fiction</i>. <b>Released</b>: 1994. <b>Featuring</b>: Al Green, Neil Diamond, Chuck Berry. <b>Why it's good</b>: From Samuel L Jackson (back when he starred in good movies) holding forth on the merits of the royale with cheese to Dusty Springfield's 'Son Of A Preacher Man' and of course the Chuck Berry track from the iconic dance scene, this was full of delights.

 

11. <i>The Virgin Suicides</i>. <b>Released</b>: 2000. <b>Featuring</b>: Air. <b>Why it's good</b>: While the soundtrack itself wasn't too bad (and featured Heart and Todd Rundgren), Air's trippy and lethargic score was an astonishing piece of work that stands up as one of their best albums period. Phoenix's Thomas Mars provided vocals for 'Playground Love'.

 

3. <i>Trainspotting</i>. <b>Released</b>: 1996. <b>Featuring</b>: Iggy Pop <b>Why it's good</b>: It's hard to visualise Ewan McGregor being chased down a street without 'Lust For Life' playing in your head, while Underworld's 'Born Slippy' - and its "lager, lager" chants - encapsulated the thril of getting wasted, while Lou Reed's 'Perfect Day' was deployed to devasting effect.

 

50. Inspired by Trent Reznor's Oscar triumph, we're looking at the best ever film soundtracks. Starting with - <i>About A Boy</i>. <b>Released</b>: 2002. <b>Featuring</b>: Badly Drawn Boy. <b>Why it's good</b>: Something about the bittersweet quality of the film coaxed from Damon Gough some of his prettiest songs, chief among them the Lennon-esque piano track 'Silent Sigh'.

 

43. &lt;i&gt;Easy Rider&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Released&lt;/b&gt;: 1969. &lt;b&gt;Featuring&lt;/b&gt;: Steppenwolf, The Byrds, The Jimi Hendrix Experience. &lt;b&gt;Why it&#039;s good&lt;/b&gt;: Would this road movie be remembered as such a classic were it not for its musical accompaniment? It&#039;s essentially a roll-call of the greatest rock anthems of the late &#039;60s: &#039;Born To Be Wild&#039;, &#039;A Whiter Shade Of Pale&#039;, &#039;The Weight&#039;.

 

41. &lt;i&gt;Blue Valentine&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Released:&lt;/b&gt; 2010. &lt;b&gt;Featuring&lt;/b&gt;: Grizzly Bear. &lt;b&gt;Why it&#039;s good&lt;/b&gt;: Telling the story of a harrowing break-up, this is one depressing film - and Grizzly Bear&#039;s score doesn&#039;t exactly perk it up, though it is very beautiful in a fuzzy-edged, understated kind of way.

 

The Flaming Lips sci-fi film &lt;i&gt;Christmas On Mars&lt;/i&gt; was in shadowy development for years. As well as writing and starring in the surreal adventure, they also scored an electronic instrumental soundtrack. Sample track title: ‘The Gleaming Armament Of Marching Genitalia’. Nice.

 

Tim Burton’s 1989 &lt;i&gt;Batman&lt;/i&gt; movie forever banished memories of the camp 1960s TV series with his dark re-imagining of The Dark Knight. Prince’s taut, funky soundtrack became just as iconic, spawning hits like ‘Partyman’ and ‘Batdance’.

 

39. &lt;i&gt;Greenberg&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Released:&lt;/b&gt; 2010. &lt;b&gt;Featuring&lt;/b&gt;: James Murphy. &lt;b&gt;Why it&#039;s good&lt;/b&gt;: This low-key comedy drama starring Ben Stiller and Rhys Ifans is rescued from mediocrity by James &#039;LCD Soundystem&#039; Murphy&#039;s score. He didn&#039;t write all the songs - he also picked a few choice tracks by his favourite bands, such as Galaxie 500, The Sonics, and Duran Duran.

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publicado por stipe07 às 22:39

Arches - Wide Awake LP

Sexta-feira, 18.03.11

Descobri os Arches, mais uma banda que se insere nos universos indie, pop e rock psicadélico. Não abunda a informação sobre este grupo bastante recente, mas descobri que os seus membros chamam-se Kevin (bateria), Cristian (baixo), Tom (Guitarra, Baixo, bateria, teclado) e Julien (guitarra, baixo e voz) e são naturais de Filadélfia, nos Estados Unidos.

A banda deu inicio à sua carreira discográfica no verão passado, com o EP Arches. Entretanto, lançaram no passado dia dezassete de fevereiro o LP Wide Awake, que tive a oportunidade de ouvir durante a semana.

Wide Awake é um disco concetual sobre um homem vagabundo que vive só e as rotinas do seu dia numa grande cidade. É à volta desta personagem e das suas vivências diárias que giram as letras das várias canções. As mesmas, melodicamente inserem-se numa pop atmosférica, com evidentes influências de Grizzly Bear e dos Beach Boys, entre outros. Também me fez lembrar aquela pop um pouco ácida e nostálgica que se fazia nos anos 70, da qual hoje, quanto a mim, os Flaming Lips são o expoente máximo. Merecem na minha opinião uma audição atenta e acredito haver por aí quem venha a gostar...

Wide Awake LP Cover Art

 
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Arches EP 

 
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publicado por stipe07 às 21:10

Rio - O Filme e a Banda Sonora.

Quinta-feira, 17.03.11

Um dos filmes de animação 3D mais aguardados este ano é Rio, realizado pelo brasileiro Carlos Saldanha, da Blue Sky Studios, estúdio de animação da Fox e que irá estrear por cá no dia 14 de abril de 2011.

Carlos Saldanha participou como produtor na saga A Era do Gelo, mas também tem outras curtas e longas de animação premiadas. O argumento é de Don Rhymer e algumas das vozes famosas que se poderão ouvir na versão original incluem Anne HathawayJesse EisenbergLeslie Mann e Rodrigo Santoro.

O filme é um misto de aventura e comédia e reúne uma vasta fauna diversificada, drama, emoção, muita música, cor e musicalidade, samba, praia, futebol e diversão para todo o tipo de público. O cenário é o Rio de Janeiro, uma cidade cada vez mais na moda com a aproximação do Campeonato do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas de 2016. Rio conta a história de Blu, uma arara azul que vive no Minnesota, EUA e acredita ser a última de sua espécie. Mas ao saber da existência de Jewel, uma arara azul fêmea que vive no Rio, ele decide ir à procura dela. As diferenças de personalidade entre Blu e Jewel (ele foi domesticado numa gaiola e não sabe voar, enquanto ela é livre, independente e adora voar) vão-se acentuando, principalmente quando embarcam juntos numa viagem que promete ensinar-lhes bastante sobre a amizade, o amor, a coragem e as mudanças que acontecem na vida. Fica o trailer;

 

 

Entretanto também já é conhecida a banda sonora original deste filme, com lançamento marcado para 11 de Abril, três dias antes da estreia do filme. Rio – Original Motion Picture Soundtrack junta Will.i.am, Taio Cruz, Bebel Gilberto, Carlinhos Brown e Jamie Foxx, entre outros.

O primeiro contributo musical para a banda sonora é dado com Hot Wings (I Wanna Party), uma canção original de Will.i.am, que canta com Jamie Foxx e Taio Cruz contribui com a canção original, Telling the World. Sergio Mendes participa com uma nova gravação do seu clássico Mas Que Nada, ele que será também o produtor musical executivo de Rio e convidou Carlinhos Brown para participar na criação da música e dos sons do filme.

Eis o alinhamento do álbum;


1. Real In Rio – The Rio Singers
2. Let Me Take You To Rio (Blu's Arrival) – Ester Dean & Carlinhos Brown
3. Mas Que Nada (2011 Rio Version) – Sergio Mendes featuring Gracinha Leporace
4. Hot Wings (I Wanna Party) – will i am & Jamie Foxx
5. Pretty Bird – Jemaine Clement
6. Fly Love – Jamie Foxx
7. Telling The World – Taio Cruz
8. Funky Monkey – Siedah Garrett, Carlinhos Brown, Mikael Mutti & Davi Vieira
9. Take You To Rio (Remix) – Ester Dean
10. Balanco Carioca – Mikael Mutti
11. Sapo Cai – Carlinhos Brown & Mikael Mutti
12. Samba De Orly – Bebel Gilberto
13. Valsa Carioca – Sergio Mendes

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publicado por stipe07 às 22:17

Coma Cinema - Blue Suicide

Quarta-feira, 16.03.11

Depois de Baby Prayers e Stoned Alone, Mat Cothran está de regresso com Blue Suicide, o terceiro álbum do seu projeto Coma Cinema. O disco chegou ao mercado na passada segunda-feira, dia 15.

Blue Suicide encontra-se disponível para download e já o ouvi na íntegra. Apercebi-me que as orquestrações e os arranjos são mais complexos que os dois álbuns antecessores e a eletrónica está presente de forma mais vincada. As capacidades de Mat em escrever canções pop continuam intatas, assim como a sua escrita contundente e sincera, algo comprovado em Hell: You are a mirror image of the God she’ll never know, That created hell to show you how to be alone. Percorre-se o disco e vamos também ouvindo alguns recalcamentos de várias influências importantes; Lindsey é inspirada certamente nos melhores momentos dos Samshing Pumpkins e Caroline, Please Kill Me é, para mim, a grande canção carregada de nostalgia que Jeff Mangun nunca escreveu e também, na minha opinião, o melhor momento de Blue Suicide. Her Sinking Sun, Business As Usual e On Avery Island são claramente luminosas canções da melhor pop que se pode ouvir por aí; Gentlewoman é uma balada folk à John Lennon e existem alguns épicos camuflados como Whatevering e a faixa título.

Ouve-se o disco e existe aquela agradável sensação de claridade. As curtas canções (apenas duas músicas excedem os três minutos) vão sempre cimentando uma espécie de narrativa, como se Mat estivesse a contar uma história em curtos sketches e as músicas tivessem, por essa simples razão, uma inevitável sequência lógica. As guitarras acústicas, violinos, trompetes e o sintetizador são os instrumentos que mais se ouvem e ajudam a alimentar essa sequência, criando uma sobreposição de texturas e cores sonoras que, através de um exemplar trabalho de produção se vão misturando, como uma harmoniosa mistela, ao longo das canções.

Blue Suicide poderá ser uma excelente banda sonora para noites de solidão, uma companhia quente e agradável nos nossos momentos de maior desencanto e introspeção. É assumidamente um álbum de quarto, contemplativo, simples, mas bastante poético, belo e certamente com uma elevada dose de honestidade e autobiografia. Espero que apreciem a sugestão...

 

MP3:

Coma Cinema - Her Sinking Sun
Coma Cinema - Caroline, Please Kill Me

Coma Cinema: "Business as Usual"

 

Business As Usual

Hell

Greater Vultures

Lindsey

Desolation's Plan

Caroline, Please Kill Me

Wondering

Her Sinking Sun

Crystal Ball Broken

Gentlewoman

Whatevering

Eva Angelina

Wrecked

Blue Suicide

Tour All Winter

 

Free Download Coma Cinema - Blue Suicide

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publicado por stipe07 às 21:56

Katie Melua, Coliseu - Porto 14.03.11

Terça-feira, 15.03.11

De regresso às fantásticas noites de concertos, ontem foi dia de ir ver Katie Melua ao Coliseu do Porto.

A primeira parte do espetáculo ficou a cargo de Sandra Pereira, a recente vencedora do concurso televisivo Ídolos. Foi uma atuação curta, como é natural nas primeiras partes, mas consistente, com uma mão cheia de covers bem conseguidas, das quais destaco, a abrir, Wicked Game de Chris Isaak e Run, Baby Run, (um original de Sheryl Crow , retirado do álbum Tuesday Night Music Club, 1995)a encerrar. Pelo meio ouvimos ainda duas covers de Nina Simone e uma de Josh Stone. A cantora tem uma boa voz, mas ainda lhe falta presença e à vontade em palco; A estadia em Londres poderá servir para contornar esse óbice e ajudará certamente ao amadurecimento da artista.

Katie Melua deu pontualmente início ao concerto, fazendo-o a solo. Assim, abriu com The Closest Thing To Crazy e de forma irrepreensível e bastante original, no nível superior do cenário montado, por detrás da cortina, apenas com uma guitarra acústica e a sua voz inconfundível. Imediatamente surpreendeu-me a qualidade sonora do espetaculo e o desempenho acústico do Coliseu; De salientar desde já que a produção do concerto esteve irrepreensível. Com o final desta primeira música entrou a banda e depois da primeira grande ovação da noite, ouvimos a cover Just Like Heaven dos Cure, a maravilhosa If You We're A Sailboat e Flood, o primeiro single de The House, o álbum mais recente da cantora. Este início agarrou logo o público e deu o mote para o restante concerto, que passou por todos os quatro discos da cantora: Call Off the Search (2003), Piece by Piece (2005), Pictures (2007) e o mais recente e já citado The House (2010), produzido por Mike Batt, um dos principais mentores da carreira desta artista.

Sensivelmente a meio do espetáculo, quando a banda fez uma pausa to take a few drinks, o público apercebeu-se que não estavam a ser feitas algumas projeções habituais nos concertos da cantora, pela própria. Aliás, há que realçar que a cantora esteve sempre bastante comunicativa com o público, interagindo e respondendo a algumas solicitações, das quais se destaca um bastante sonoro I love you too, já quase no final. Antes de cada música foi comum ouvir-se Katie a falar um pouco sobre a mesma e o seu significado pessoal; A expressão too intense foi das mais utilizadas por Katie o que demonstra alguma honestidade na forma como faz música; Muitas das letras que escreve são certamente autobiográficas e relatam acontecimentos marcantes da sua existência.

Alguns instantes depois o problema técnico descrito foi solucionado; E apesar da beleza das imagens que deram um colorido diferente à segunda parte do concerto e da perfeita conjugação com as músicas, não foi por aí que o concerto ficou muito melhor, o que só abona a cantora, dos seus atributos vocais e da performance da banda. Se não tivessem havido projeções ninguém teria sentido falta das mesmas, porque o desempenho vocal e musical a que o público assitiu foi sempre o grande trunfo do espetáculo.

Uma das minhas preferidas, quase no final, foi Cosmic Blues; Uma das principais razões porque desde sempre senti empatia por esta cantora, foi o seu forte apego ao blues e ontem ele esteve lá, firme e bem tocado. O guitarrista e restante banda souberam interpretar com excelência e alma esse género musical e deram-nos também bons momentos de rock e blues. Call Off the Search, Crawling up a Hill, Nine Million BicyclesSpider's Web, It's Only Pain, Ghost Town, e Two Bare Feet, foram outros grandes momentos da noite.

Para quem sente paixão pela música, não só como forma de arte mas, acima de tudo, como veículo de manifestação de sentimentos, há concertos que por razões variadas nos ficam na memória e dificilmente se esquecem. Este vai ficar certamente, não só pela qualidade do espetáculo como, mais uma vez, pela companhia que teve a feliz ideia de irmos e estarmos ali naquele dia e aquela hora!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por stipe07 às 20:21

3 de rajada... XIX

Segunda-feira, 14.03.11

Como acontece por cá todas as segundas-feiras, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Esta semana sugiro Crystal Fighters, Oh Land e Arcade Fire. Confere...

 

Crystal Fighters - At Home

Os Crystal Fighters são um grupo formado por três rapazes e duas raparigas, vindos de Espanha e que têm uma sonoridade pouco habitual nas bandas do país vizinho. Utilizam vários instrumentos e o sintetizador é preponderante na sua música. At Home é o novo single, editado hoje e retirado de Star Of Love, o álbum de estreia da banda. Ferry Gouw, que já trabalhou com os Bloc Party, Simian Mobile Disco ou Lightspeed Champion, foi o realizador do vídeo para este tema. Esta canção tem uma enorme energia, é dançável, muito agradável de ouvir e aguçou a minha curiosidade para ouvir mais deles.

 

Oh Land - Wolf And I

Oh Land é um projeto musical eletropop da dinamarquesa Nanna Øland Fabricius, residente em NY e para seguir com alguma atenção em 2011. A cantora criou uma série de melodias electro-pop, algures entre os Royksopp e Saint Etienne. Nanna procura criar melodias que soem ao mesmo tempo futuristas e clássicas, algo muito na moda hoje, porque os músicos tentam criar novos sons e, através da produção, dar-lhes uma sonoridade um pouco vintage, digamos assim. E este é o caso! Wolf And I faz parte do seu EP de estreia homónimo.

 

Arcade Fire - City With No Children

City With No Children é o novo avanço para The Suburbs, o mais recente disco de originais dos Arcade Fire, uma das minhas bandas preferidas. Esta canção está cheia de palmas e guitarras fluorescentes, acompanhadas por um baixo potentíssimo, além de um ruído peculiar que parece saído de uma garganta pouco humana. Mais uma música da banda com evidentes influências do Bruce.

 

Outros singles lançados hoje;

About Group - 'You're No Good'
Alex Turner - 'Submarine EP'
Alexi Murdoch - 'Some Day Soon'
The Bullitts - 'Close Your Eyes'
Chipmunk feat. Keri Hilson - 'In The Air'
Connan Mockasin - 'Forever Dolphin Love'
The Crookes - 'Godless Girl'
Cut Copy - 'Sun God'
The Deer Tracks - 'The Archer Trilogy pt.1'
Duffy - 'My Boy'
Emin - 'Obvious'
The Feeling - 'Set My World On Fire'
Flats - 'Never Again'
Grinderman - 'Palaces Of Montezuma'
Henrik B feat. Christian Älvestam - 'Now And Forever'
Ironik feat. McLean - 'Killed Me'
Lady Gaga - 'Born This Way'
Nicole Scherzinger - 'Don't Hold Your Breath'
OK - 'Lego'
Panda Bear - 'Surfers Hymn'
Parade - 'Louder'
Paul Morrell feat. Mutya Buena - 'Give Me Love'
Plain White Ts - '1, 2, 3, 4'
Sissy & The Blisters - 'We Are The Others'
Skunk Anansie - 'You Saved Me'
Static Revenger & Richard Vission starring Luciana - 'I Like That'
Syd Matters - 'River Sister'
Tame Impala - 'Why Won't You Make Up Your Mind'
Toploader - 'Never Stop Wondering'
The Wanted - 'Gold Forever'

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publicado por stipe07 às 15:09

Sugiro X

Domingo, 13.03.11

Mais uma revisão da última matéria dada em Man On The Moon;

 

I Blame Coco – Turn Your Back On Love

 

PJ Harvey – The Words That Maketh Murder

 

The Answering Machine - Lifeline

 

The Strokes - Undercover Of Darkness

 

Darwin Deez - Radar Detector

 

The Raveonettes - Forget That You're Young

 

Piano Magic - On Edge

 

Foster The People - Pumped Up Kicks

 

Elbow - Neat Little Rows

 

Radiohead - Codex

 

Brother – Darling Buds Of May

 

Edwyn Collins feat. The Drums – In Your Eyes

 

Does It Offend You, Yeah? – The Monkeys Are Coming

 

Beach Fossils - What a Pleasure

 

Young Knives - Love My Name

 

Belleruche - 3 Amp Fuse

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publicado por stipe07 às 22:53

Lab Coast - Pictures On The Wall

Sábado, 12.03.11

Esta semana continuei a pesquisar o Canadá e depois de Kris Ellestad descobri mais uma banda lo-fi indie pop, os Lab Coast, de Calgary.

Formados em 2008, lançaram quase de imediato Wilding, através da Scotch Tapes. Continuaram a fazer umas gravações caseiras e no verão do ano passado juntaram-se aos Extra Happy Ghost, outra banda de Calgary e juntos lançaram o EP Split7, através da etiqueta Saved By Vinyl.

Lado A

Lab Coast - For Now

Lab Coast - 82 Will I Be You

Lado B

Extra Happy Ghost - 1990s Brain Damage

Extra Happy Ghost - Mechanical 111 

MP3:: Extra Happy Ghost – 1990s Brain Damage

MP3:: Lab Coast – For Now

 

Agora, em 2011, a banda de David Laing e Chris Dadge acaba de lançar Pictures On the Wall , através da Eggy Records, uma editora de Portland. Really Realize, a música que abre o disco, acaba por ser o grande destaque do mesmo. A produção é pouco límpida, como que a querer transportar-nos automaticamente para a época do pré-digital e do chamado surf-rock. No entanto, o experimentalismo, o psicadelismo, a pop e a sonoridade punk também são traços marcantes ao longo do álbum. 

Pictures on the Wall

 

  1. Really Realize    
   2. I Don't Mind It      
   3. Joe Lunchpail      
   4. All Right      
   5. Winter Balls      
   6. Pictures on the Wall      
   7. Radio      
   8. Anytime Girl      
   9. Schair      
  10. Best I Ever Had      
  11. Last A While      
  12. On My Jeans

 

Alguns comentários que encontrei ao disco;

“…some of the best hooks to come out of the city of Calgary in a long time.”
Paul Lawton on LC/EHG split 7” for Still Single

“…a ramshackle channeling of 1990s junk-pop.”
Jesse Locke on Wilding for Weird Canada

“This is a band who sound like they just love playing together, while managing to find, seemingly by happy coincidence, that something extra – pin-sharp melody – in their music.”
Jon Lymer on Wilding for Suitcase Orchestra

“…sounds at times like Sic Alps if they were from Calgary.”
Rich Kroniess on Wilding for Terminal Boredom

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publicado por stipe07 às 14:44

Curtas IX

Sexta-feira, 11.03.11

Os Belleruche são um trio francês formado pela voz doce e suave de Kathrin de Boer, as guitarras de Ricky Fabolous e os samplers e scratchs do DJ Modest. Começaram a carreira discográfica em 2007 com Turntable Soul Music e em 2008 editaram The Express. Já no final de 2010 chegou ao mercado 270 Stories e, apesar de só chegar às lojas a 4 de abril, via Tru Thoughts, já é conhecido o terceiro single deste disco. A música chama-se 3 Amp Fuse e foi, por cá, a grande descoberta da semana.



 

Descobri também já Love Life, o primeiro single de Life Like, o décimo quinto disco dos Joan of Arc e que será editado a 10 de maio. O álbum é produzido por Steve Albini, responsável por discos dos Nirvana, Pixies, Godspeed You! Black Emperor, Mogwai, Don Caballero, Joanna Newsom, The Jesus Lizard, The Stooges e muitos outros.

Há alguns convidados ilustres em Love Life, dos quais se destacam os guitarristas Victor Villarreal e Tim Kinsella, Bobby Burg (The Love Of Everything) e o baterista Theo Katsaounis (A Tundra). De acordo com a crítica, Life Like comprova que mesmo mantendo o tradicional trio guitarra, baixo e bateria, os Joan of Arc continuam a ter a capacidade de fazer um rock potente e criativo.

 

 

 

Um dos músicos presentes no disco mais recente dos Joan of Arc e que citei acima é Bobby Burg. Este músico também tem uma carreira a solo, assinando como The Love of Everything. Em 2010 lançou o seu primeiro álbum de estúdio, Best In Tensions, onde compilou algumas canções antigas, das quais a crítica destaca Ghosts & Friends, Superior Mold and Die e Green. Agora, em 2011, Bobby gravou um EP com quatro músicas intitulado Kangaroo Trick, que poderás descarregar livremente Aqui. Já ouvi, gostei muito e recomendo!

 

 

 

Quem também está de regresso em 2011 são os Young Knives, dos irmãos Henry e Thomas Dartnall, aos quais se juntou Oliver Askew. O disco terá o pomposo nome de Ornaments From The Silver Arcade e chegará às lojas a 4 de abril, via Gadzöök/PIAS. Love My Name é o primeiro single já divulgado.

Tendo iniciado a carreira discográfica com Voices Of Animals And Men e depois Superabundance, os Young Knives já têm uma boa reputação, quer em termos de sucesso comercial de vendas, como da qualidade dos seus concertos. Com Ornaments From The Silver Arcade, o terceiro disco de estúdio deste trio, pretendem chegar ainda mais longe na divulgação da sua música. Para isso, mudaram um pouco o seu som, dando-lhe uma componente mais soul; Introduziram novos instrumentos no processo de gravação, contaram com o reputado produtor Nick Launay e alguns músicos, cantores e percussionistas e juntaram-se todos nos estúdios Seedy Underbelly. E assim, além desta forte componente soul, o disco reflete também o gosto da banda pelo experimentalismo e a chamada música de dança. O resultado é uma míriade de sonoridades, assentes no punk, mas com pinceladas de groove, house, soul, jazz e até alguma eletrónica. Tracklist de Ornaments From The Silver Arcade;

 

Woman

Everything Falls Into Place

Human Again

Running From a Standing Start

Sister Frideswide

Vision In Rags

Go To Ground

Love My Name

Silver Tongue

Storm Clouds

Glasshouse

 

 

A versão física de The Fall, o disco dos Gorillaz gravado durante a digressão da banda pelos Estados Unidos em 2010 e produzido por Stephen Sedgwick, deverá chegar às lojas também em abril. Relembro que a banda disponiblizou em dezembro aos seus fãs o disco para download gratuito, que saltou directamente do iPad de Damon Albarn.
A versão física em vinyl chegará ao mercado dia 16 de abril e a versão em CD 2 dias depois para coincidir com o Record Store Day. Fica a tracklist de The Fall:


Phoner To Arizona
Revolving Doors
HillBilly Man
Detroit
Shy-town
Little Pink Plastic Bags
The Joplin Spider
The Parish Of Space Dust
The Snake In Dallas
Amarillo
The Speak It Mountains
Aspen Forest
Bobby In Phoenix
California And The Slipping Of The Sun
Seattle Yodel

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publicado por stipe07 às 21:19







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