music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Como sucedeu com meio mundo, fiquei positivamente impressionado com a dupla Gnarls Barkley quando, em 2006, revelou ao mundo St. Elsewhere, resultado de uma colaboração entre o multi-instrumentista e produtor Danger Mouse e a voz de Cee Lo Green, um rapper natural de Atlanta. Acabo de descobrir que Cee Lo Green tem já uma considerável carreira a solo, iniciada nos Goodie Mob e com dois álbuns no currículo; The Perfect Imperfections e Is The Soul Machine, ambos anteriores aos Gnarls Barkley.
The Lady Killer (Elektra Records) é o novo disco deste músico e será lançado em Dezembro. Descobri porque o single de avanço anda a fazer furor na Web e nas rádios, por se chamar... Fuck You! Antes de fazerem algum juízo de valor depreciativo acerca da música, esqueçam o título (Na puritana Inglaterra foi censurado e alterado para Forget You!!?), até porque a letra nem tem nada a ver com o mesmo e a melodia é bem divertida. O Fuck You funciona apenas como uma espécie de desabafo. Há quem ache que Cee Lo é dono do melhor falsete da actualidade, opinião que começou a ganhar forma na crítica especializada com os Gnarls Barkley. Agora, quando o ouvimos neste espectacular Fuck You, canção de desaforo amoroso e dissimulado manifesto político, tal rótulo ganha ainda mais significado.
Este homem reclama há muito o regresso da soul à música negra americana e neste seu novo disco tenta o regresso a uma sonoridade mais clássica. The Lady Killer arranca com um riff de sintetizadores de Bright Lights Bigger City, outra música que conheço do disco, na minha opinião um cruzamento tão feliz quanto inesperado entre Michael Jackson produzido por Quincy Jones e a Jump dos Van Halen. Também conheço Bodies, uma canção negra, cheia de sussurros, sintetizadores e um trompete que parece marchar entre lençóis... Resumindo, uma faixa extremamente sensual!
The Lady Killer é pois uma sentida homenagem à Motown e parece-me ser uma excelente banda-sonora para bons momentos, quentes e intensos, instantes de descontracção e sedução. Irá merecer por cá uma audição mais atenta!
Mais uma Segunda-feira, mais um dia de novos lançamentos e de ouvir algumas novidades. Depois da decepção que foi a semana passada, o panorama melhorou substancialmente hoje e a dificuldade acabou por ser seleccionar as melhores para divulgar. Deixo então mais três rapidinhas, para que se tire conclusões e se partilhe, caso apeteça, com informação breve e pertinente. Sugiro hoje Tricky, Eels e James Blake (não confundir com o tenista!).
Tricky regressou aos discos no passado mês de Setembro com o aclamado Mixed Race, o seu nono álbum e Ghetto Stars é o segundo single. A música foi lançada mundialmente hoje mesmo, com edição própria, pela Domino e já tem video.
O filme é um olhar sobre a vida de um gangster dando continuidade à viagem urbana iniciada no primeiro single, Murder Weapon. A voz feminina que se ouve, não é obviamente do músico de Bristol, mas sim da sua já habitual colaboradora, Franky Riley.
Depois de em Junho ter sido confundido pela polícia londrina com um terrorista, Mark Everett, mais conhecido por Mr. E e grande mentor do Eels, uma das minhas bandas de eleição, decidiu representar essa cidade como uma miniatura no vídeo do seu mais recente single, editado hoje e retirado de Tomorrow Morning, Baby Loves Me; É a maneira que encontrei de dizer obrigado por me fazerem sentir mal quando me acusaram de ser um terrorista em Hyde Park, em Junho. Vou fazer com que a vossa cidade pareça um brinquedo.
Esta música também está a ser comentada por ser considerada a primeira de sempre a ter pombos electrónicos, ou seja, um arrulhar samplado, provavelmente com o auxílio de sintetizadores. Ouçam...
James Blake é uma das maiores revelações de 2010 e o seu primeiro álbum é aguardado com enorme expectativa! Talvez chegue em 2011... No entanto, este músico de 22 anos e que está a estudar música numa universidade londrina, já lançou dois EPs na editora belga R&S. Descobri que James tem um grande afinidade pela cultura dubstep e uma visão musical que a espaços já lhe valeu comparações com nomes consagrados como Joni Mitchell. James Blake é, por isso, um nome a acompanhar com atenção até porque, na minha opinião, a sua voz, com um cheiro intenso a soul, é magnífica! Deixo o video realizado por Martin de Thurah, que acompanha o seu novo single, Limit To You Love, um original da canadiana Feist.
Um dos lançamentos mais aguardados do próximo ano será o novo álbum de PJ Harvey. Let England Shake será lançado dia 14 de Fevereiro e sucede a White Chalk, o último disco da cantora, editado em 2007, apesar de em 2009, uma colaboração com John Parish, ter incubado A Woman A Man Walked By.
Let England Shake será produzido por Flood e a cantora teve a preciosa ajuda de Mick Harvey e Jean-Marc Butty, membros dos Bad Seeds, a banda que acompanha habitualmente Nick Cave.
A maior parte do disco foi gravado numa igreja em Dorset, Inglaterra e foi uma experiência muito livre, sem grandes restrições e imposições por parte da cantora; I didn’t set down any rules. For some reason, we were all in a very good place, with a lot of energy, intensity and vitality in us at that time. It was a really enjoyable experience, and I think the record’s ended up full of energy and quite an uplifting experience because of it, Referiu PJ Harvey ao NME.
Fica a playlist do disco e uma arriscada surpresa, logo depois!
1. Let England Shake 2. The Last Living Rose 3. The Glorious Land 4. The Words That Maketh Murder 5. All and Everyone 6. On Battleship Hill 7. England 8. In The Dark Places 9. Bitter Branches 10. Hanging On The Wire 11. Written on the Forehand 12. The Colour of the Earth
Em dia de greve, não vou tecer grandes considerações sobre ela. Concordo com esta forma de luta, já participei em greves mas, ao contrário desta, tinham reinvindicações mais concretas. Os sindicatos são fundamentais para mediar os conflitos sociais e para assegurar o diálogo social, mas será que esta greve vai servir para mudar a realidade que temos? Ou será apenas uma válvula de escape do nosso natural descontentamento? No actual contexto, as alternativas preconizadas pelas centrais sindicais são, do meu ponto de vista, pouco claras e dificilmente servem os meus interesses e os da generalidade do povo português. Aquilo que o nosso país precisa é, como refere hoje, Santana Castillo no Público, regenerar o Portugal dos valores. É urgente remover os vendedores de fantasias; dizer basta aos que se apropriaram irresponsavelmente do Estado; despedir os que se serviram e abrir portas aos que queiram servir. Esta proposição não é romântica. É indispensável para devolver aos cidadãos a confiança no Estado.
O meu Benfica é que foi para a Terra Santa com um espírito grevista e o nosso treinador até estava a jogar em casa! Enfim... Uma vergonha.
Como não fiz greve e muito menos aqui, vou aproveitar este dia mais propício à reflexão social, para falar sobre dois temas que acho merecerem a minha divulgação e no fim partilhar um elogio, que me marcou imenso e me deu ânimo para continuar a alimentar Man On The Moon.
Começo por falar de uma notícia que já tem alguns dias, mas ainda não é tarde para a comentar. O Público, na sua edição on-line do passado dia 18, denunciou que, na Universidade de Évora, são usados cães saudáveis do canil municipal como cobaias pelos alunos do curso de Medicina Veterinária. Confere a notícia AQUI.
Penso não ser o único a achar que a evolução de um país também se vê pela forma como trata os seus animais. Este caso é chocante, ultrapassa, quanto a mim, os limites do respeito pela vida animal e acho que merece ser amplamente difundido para que situações como esta deixem de ocorrer. Nem um suposto avanço da medicina veterinária, ou treino específico dos seus futuros profissionais, a quem um dia poderemos dever as vidas dos nossos animais de estimação ou criação, justifica tais procedimentos. Arrancar órgãos a animais saudáveis, mesmo que já estejam condenados ao abate, é de uma crueldade extrema, mesmo que tenham sido sempre submetidos a anestesia geral e, depois da cirurgia, eutanasiados.
Outro assunto ainda na ordem do dia e sobre o qual quero opinar, é a Cimeira da Nato. Durante a mesma ouvi e li variadíssimas considerações acerca do evento e do papel da Nato no mundo actual. Não sou analista político ou militar, mas tenho algumas noções destes temas e de história mundial e que me permitem formular uma opinião, mesmo que modesta.
Não acho que a Nato seja uma organização terrorista, criminosa, dispensável e com propósitos e estratégias puramente belicistas, apenas para servir os interesses capitalistas da sociedade ocidental. Considero-a um garante da paz e estabilidade mundial e um instrumento de cooperação entre países e povos que partilham o mesmo espaço e têm interesses comuns, muitos com raízes milenares.
No que concerne à situação mundial actual, nomeadamente a intervenção da Nato no Afeganistão, ouvi slogans a pedir o fim imediato da mesma. Foi dito também, alto e bom som, que a presença desta organização nesse país era uma agressão selvagem ao seu povo! Sugiro então que a Nato saia rapidamente de lá, onde está enterrada há quase nove anos, se preocupe apenas com a segurança nas suas fronteiras e deixe o povo afegão decidir livremente (?) se quer ser governado por um regime Taliban, cujos líderes fundamentalistas lideram a maior organização terrorista e narcotraficante mundial. Deixemos em paz os férteis campos de tulipas desse país, que se fabrique em liberdade o ópio que depois vai entrar nas nossas fronteiras e, bem pior que tudo isso, deixe-se impôr a sharia ao povo afegão! Como sabemos, na sharia não há separação entre religião e direito sendo que, entre outras imposições à liberdade individual, as mulheres não podem frequentar o ensino e têm outras restrições impensáveis para qualquer uma que vive nos países da Nato. Esta prática mais radical do Islão que não faz a distinção entre vida religiosa e social, cobre não só os rituais religiosos e a administração da fé, mas também os mais variados aspectos do dia-a-dia, ou seja, estamos a falar de direitos que, pelos vistos, só quando convem é que são caros à nossa esquerda mais radical e a outros movimentos anarquistas que aproveitaram a cimeira para criticar ferozmente a presença da Nato nesse país. Onde a sharia é estabelecida, toda a liberdade individual é cruelmente sufocada; Qualquer leigo sabe-o.
Não acho que esta cimeira que decorreu em Lisboa no passado fim-de-semana tenha servido, como também li e ouvi, para fazer um favor aos nossos parceiros ditos mais poderosos, até porque temos deveres e compromissos a honrar. Somos um estado que felizmente, e com pena de algumas perspectivas mais leninistas que ainda persistem na nossa sociedade, não vive isolado do resto do mundo e apesar dos constrangimentos causados a todos aqueles que não tiveram direito à tolerância de ponto na capital, a cimeira foi importante para o país. Talvez por vivermos numa realidade social que respira um clima de relativa paz, segurança e tranquilidade, não se consegue ter uma perspectiva diferente, até porque este clima pacífico dá-nos a percepção natural que não precisamos da Nato; Mas não é essa a realidade e facilmente chegaremos a tal conclusão se não fecharmos os olhos perante o que se passa no resto do mundo e os novos perigos com que se debate o mundo ocidental!
Em suma, recuso-me a alinhar com quem apregoa que a Nato é um perigo para a segurança mundial! Não se deve ter a memória curta e esquecer que esta organização nasce em 1949, após uma Guerra que deixou a Europa no caos económico e social e, pior que isso, completamente dividida em dois blocos antagónicos, muito por acção de Estaline, um ditador tão louco e cruel como Hitler. A história tenta muitas vezes ilibar esta figura dos seus crimes porque, nesse conflito, mas só a partir de 1941, colocou a Rússia do lado certo da barricada, acabando por sobreviver ao jugo nazi devido à ajuda destas sociedades ocidentais. Depois virou-lhes costas, ainda na conferência de Ialta, poucos meses antes do fim da guerra e, logo no fim do conflito, quando submeteu todos os países libertados pelo exército vermelho ao braço protector do Kremlin. E este jugo, como todos também sabemos, só terminou em 1989 com a queda do Muro de Berlim.
No fundo, quem tiver alguma memória e interessar-se minimamente pela história da Europa contemporânea, facilmente concluirá que talvez se deva à Nato o facto de os nossos pais e avós terem sobrevivido à chamada Guerra Fria e o clima de relativa paz e segurança em que vivemos hoje! Foi através da dissuassão e do crescente investimento no poderio militar que isso se conseguiu? É verdade... Mas depois das fricções em que a Europa renasceu após a segunda grande Guerra e tendo em conta os dois blocos que se formaram, não restou, quanto a mim, outra alternativa.
Para terminar, gostaria de partilhar com a autorização devida do autor, um email que foi enviado ontem por um amigo ao seu círculo de contactos, com o meu conhecimento e me deixou feliz. Falo do Tiago Garcia, que vive actualmente em Barcelona, onde trabalha e tira fotografias fantásticas com o seu móvil e que podem ser apreciadas AQUI.
Tenho períodos em que penso que ninguém lê Man On The Moon e que acho que coloco muitas propostas musicais, de leitura e de cinema às quais ninguém liga. Talvez esteja enganado mas, mais importante que sentir isso, é usufruir desta genuína e sentida demonstração de amizade! No que me for possível, será certamente retribuída... Grande abraço Tiago, estás sempre aqui! E um dia iremos lá...
Conheci o João em Faro, mas ele nem é de lá nem lá alguma vez viveu. Conhecemo-nos através de uma ideia/projecto/sonho dele e do qual fiz parte com muito gosto. A coisa chamava-se Takk Iceland 09, mais tarde Takk Iceland 10, actualmente está sem nome, mas seguramente mantém-se na pasta dos projectos por cumprir de alguns. Percebi de imediato três coisas acerca do João: é um apaixonado, a música move-o e gosta de partilhar.
No caso dele, a sua natureza leva-o diariamente a procurar tudo o que lhe possa soar a novo dentro do que ele já conhece. Falamos sobretudo de música, mas não só. Além disso, essa procura alarga-lhe horizontes por esse desconhecido infinito.
Para além do que se supõe que ele lá deve interiorizar, a sua procura e a sua - diria mesmo - necessidade de partilhar fazem com que nunca guarde só para si o que vai passando os seus filtros pessoais. Por vezes fá-lo de forma apenas informativa e por vezes deixa que os seus critérios pessoais sejam (ainda mais) evidentes.
Não deve haver dia em que o João não nos envia uma sugestão. Por vezes há condições para ir lá e dar un vistazo e por vezes pensa-se que lá vem o gajo outra vez… acontece-nos a todos, amigo. Hoje a sugestão é das boas. Foi também por uma sugestão dele sobre a mesma canção que comecei a gostar desta banda e isto já muito depois de meio mundo os venerar. Hoje fiquei ainda mais rendido aquela canção e ao que o génio detrás dela faz a cada vez que decide revolucionar a sua vida e a musica que dela resulta.
Para vocês e graças ao “esforço” de alguém que parece não querer crescer e, ao mesmo tempo, evoluir todos os dias, uma nova versão da canção que já faz parte do selectíssimo grupo das que assassino quando a hora até podia dar para a melancolia mas as rotações andam bem lá por cima das colinas e tudo o mais me rodeia nesta terra de Peter Pans: http://stipe07.blogs.sapo.pt/129013.html?view=90613#t90613
A Porto Editora lançou a 23 de Setembro um novo romance histórico da francesa Catherine Clément, que escolheu para protagonista o rei português D. Sebastião e que poderá ser mais uma excelente sugestão de Natal, em especial para todos aqueles que como eu, adoram História. Dez Mil Guitarrasé o título do livro que sugiro hoje, tendo a autora ganho inspiraçao para o mesmo após uma visita a Portugal, onde tomou conhecimento do misticismo que envolve D. Sebastião, o Desejado. Fiquei bastante curioso acerca do livro, investiguei e descobri o seguinte;
O livro divide-se em três partes. A primeira é dedicada ao rei de Portugal, que desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, a segunda ao Imperador austríaco Rodolfo II do Santo Império Romano-Germânico e a terceira à Rainha Cristina da Suécia. O principal narrador é um rinoceronte que vai contar toda a história, numa espécie de monólogo. Também D. Sebastião aparece, intermitentemente, como narrador, nas 2.ª e 3.ª partes da obra.
A autora empresta uma enorme veracidade histórica à obra e mostra-se bem documentada sobre os acontecimentos que tiveram lugar na época. O maior aspecto ficcional da obra é D. Sebastião viver até aos cem anos, deformado em consequência da batalha, casado com uma princesa muçulmana e pai de uma numerosa prole, oculto nas terras de Marrocos. Mas sem a efabulação, o que seria dos romances?
A autora retrata pois uma Europa em mutação, a violência das guerras religiosas e o fanatismo das mesmas, a loucura alquimista do Imperador da Áustria, a rebelião da jovem e bárbara Rainha da Suécia e a sua paixão por Descartes.
Destaco também a capa do livro, que reproduz um desenho da época do famoso rinoceronte, trazido da Índia, para diversão dos soberanos ocidentais acima referidos.
Catherine Clément nasceu em 1939, em Paris, é formada em Filosofia e Antroplogia e autora de obras como A Senhora, Por Amor da Índia, A Valsa Inacabada, A Rameira do Diabo, As Novas Bacantes, A Viagem de Théoe o Último Encontro, já editadas entre nós.
Há momentos musicais que realmente me fascinam e que vêm quase sempre de onde penso que, venha o que vier, já nada me surpreende. Sei que sou um pouco insistente com este fantástico grupo de músicos, mas têm sido uma banda que em 2010 não para de me surpreender e de me dar momentos de enorme prazer musical; Refiro-me naturalmente aos Gorillaz.
Esta banda animada foi ao canal de televisão BBC 1 no último fim-de-semana e proporcionou a todos os espectadores três excelente momentos acústicos; Além de uma versão da minha música preferida da banda, On Melancholy Hill e do novo single Doncomatic, ao qual fiz referência AQUI, tocaram uma versão sublime de Crystalised dos XX. Confere;
Segunda-feira é dia de novidades e não tem sido fácil descobrir por estes dias música nova de qualidade! Vive-se uma época atípica e anda tudo a guardar-se para o início de 2011. Mesmo assim e depois de uma cuidadosa triagem, deixo mais três, para que se tire conclusões e se partilhe, caso apeteça! Volto, por isso, a Três De Rajada, que parte da minha busca quase diária por novidades e pretende dar a conhecer música nova, com informação breve e pertinente. Sugiro hoje White Lies, Patrick Wolf e Daft Punk.
Os White Liesestão de volta. Esta excelente banda regressa em Janeiro com um novo disco, Ritual, com o rótulo da Fiction e já avançou o primeiro single Bigger Than Us. Conhecidos pelos seus refrões grandiosos e um ambiente post-punk, da primeira vez que ouvi a música soou-me descaradamente a Editors. Talvez precise de várias audições para pegar de estaca, mas por estes lados não está fácil.
O britânico Patrick Wolf terá disco novo no primeiro trimestre de 2011. Ainda sem título anunciado, segue-se a The Bachelor, de 2009. E no dia 6 de Dezembro este extravagante cantor e compositor vai lançar o primeiro single, Time Of My Life, através da sua nova editora, a Hideout Records. Será uma edição limitada em vinil de 7 polegadas e terá como extra uma cover de Anthem, um original de Leonard Cohen. Aqui chegou um pouco mais cedo! Segundo o cantor, o vídeo abaixo ainda não será o oficial da música e foi feito na sua cozinha. Ora cá está uma boa ideia para dar maior utilização à minha; Aluga-se a todos os interessados!
Sobre o novo álbum, há a acrescentar que Patrick Wolf, em declarações à Drowned in Sound, definiu o amor e o optimismo como as ideias principais do alinhamento. É mesmo disso que se precisa!
Depois de quase uma década sem darem grandes notícias, os Daft Punk estão de volta e não fazem a coisa por menos... Compuseram uma banda-sonora! Assim, a dupla francesa é responsável pela música futurista do filme Tron Legacy, realizado por Steve Lisberger, uma sequela do clássico de 1982, Tron. Este filme, para os apreciadores do género, promete bastante, a avaliar pelas imagens disponíveis carregadinhas de efeitos especiais e sai dia 17 de Dezembro, assim como o disco. Derezzed é o primeiro avanço para o álbum e este som electrónico reflecte, segundo algumas críticas que li, a acção do filme. Nem um nem outro me deixaram particularmente impressionado...
Hammer & Tongs é o sonho concretizado de dois amigos, Gareth Jennings e Nick Goldsmith, que se conheceram numa escola de artes, fundaram uma empresa e acabaram a produzir alguns dos vídeos mais icónicos da última década. Dos nomes com que trabalharam, destacam-se os Blur, R.E.M, Beck, Radiohead, Eels, Vampire Weekend e Supergrass.
The Hammer & Tongs Collectioné um DVD que será lançado amanhã em todo o mundo e que compila vinte dos melhores vídeos realizados pela Hammer & Tongs e que todos nós conhecemos, incluindo também alguns extras, pequenos filmes documentais, entrevistas com os artistas, filmagens caseiras e outras surpresas bastante interessantes. Quem não se recorda da saga de um pequeno pacote de leite em Coffee & TV? E da cenoura cantora de Last Stop, This Town (I'm gonna flying down before the last stop to this town!), já para não falar da teoria da evolução do Fatboy Slim? E a sátira contundente ao estilo de vida de Beverly Hills em Imitation Of Life?
Esta é, sem dúvida, uma bela sugestão de Natal e o DVD poderá ser adquirido AQUI.
Fica a playlist do DVD e os meus vídeos preferidos;
Blur - Coffee & TV
Vampire Weekend - A Punk Vampire Weekend - Cousins Radiohead - Nude REM - Imitation of Life
Pulp - Help the Aged Pulp - A Little Soul Supergrass - Low C Supergrass - Pumping on Your Stereo
Bentley Rhythm Ace - Bentley's Gonna Sort You Out Bentley Rhythm Ace - Theme from Gutbuster Badly Drawn Boy - Disillusioned Badly Drawn Boy - Spitting in the Wind
Beck - Lost Cause
The Wannadies - Little by Little The Wannadies - Big Fan
The Wannadies - Hit Moloko - Flipside Fatboy Slim - Right Here Right Now
Eels - Cancer for the Cure Eels - Last Stop This Town
Os Arcade Fire acabam de revelar o vídeo de The Suburbs, a música que dá nome ao terceiro álbum da banda. O vídeo, realizado em Austin, no Texas, foi realizado por Spike Jonze, realizador norte-americano que já trabalhou com artistas como Björk, Beck, Yeah Yeah Yeahs, LCD Soundsystem e R.E.M..
Recordo que os Arcade Fire deveriam ter tocado no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, ontem à noite mas tiveram de cancelar o concerto devido à cimeira da NATO.
Entretanto, a banda canadiana apresentou-se ao vivo, no passado fim de semana, no programa de televisão norte-americano Saturday Night Live, num episódio apresentado por Scarlett Johansson. A banda contou com a ajuda de Owen Pallett, colaborador habitual e tocou os temas We Used to Wait e Sprawl II (Mountains Beyond Mountains), que também contou com a participação especial de Nick Zinner, dos Yeah Yeah Yeahs.
A War Childé uma organização não governamental sediada em Inglaterra e que se foca na ajuda a crianças afectadas pelo flagelo da guerra. Actualmente os cenários onde intervem são o Afeganistão, o Iraque, a República Democrática do Congo e o Uganda. A preocupação maior centra-se nas crianças-soldados, as que vivem na rua e crianças detidas ilegalmente, para que possam ser reintegradas na comunidade e ter acesso à educação e a outros direitos consagrados universalmente.
Os Massive Attack vão editar na próxima segunda-feira o EP Atlas Air, cujos lucros reverterão a favor da War Child. O disco irá incluir Atlas Air, a música que encerra Heligoland e uma das minhas preferidas do disco, duas remisturas da mesma (uma delas da responsabilidade de Tim Goldsworthy, ex-LCD Soundsystem) e o original Redlight, com a voz de Guy Garvey dos Elbow. A banda também tem um novo vídeo para este single e que vale a pena ser visto. A música negra, ajudada pela negra imagem que o realizador francês Edouard Salier (também responsável pelo videoclip de Splitting The Atom, primeiro single de Heligoland) e pela própria violência humana retratada tão sucintamente, deixa o mais distraído a reflectir no mundo em que vivemos.
Atlas Air conta com a voz de Robert Del Naja (3D para os amigos), um dos elementos da banda, ao contrário do resto do álbum, um autêntico desfile de vozes convidadas (Tunde Adebimpe, Martina Topley-Bird, Guy Garvey, Hope Sandoval, Damon Albarn e Horace Andy). Este EP terá uma edição limitada em vinil, de mil cópias, todas pintadas por 3D e sairá também em versão digital.
Além disso, este registo, com edição da Virgin, pretende também assinalar o 15º aniversário da edição do primeiro álbum editado pela War Child, Help (1995), que reuniu músicas de artistas como os Radiohead, Blur, Manic Street Preachers, Oasis, Paul MacCartney ou The Chemical Brotherse, também, os Massive Attack, com uma nova versão do êxito Karma Coma, intitulada Fake the Aroma.
Entretanto 3D referiu à Spinner que o grupo está cansado do ciclo álbum / digressão; É mais divertido editar as coisas de maneira aleatória e espontânea. Fizemo-lo de uma maneira um pouco tradicional este ano, mas no próximo vamos ser pouco ortodoxos e preparamo-nos para lançar nova música espontaneamente durante 2011. O músico disse ainda que o longo intervalo de sete anos entre os lançamentos de 100th Window e Heligoland não se vai repetir e que a banda tem já vários EP's programados para 2011.
Danny G, o outro membro do duo, revelou à revista britânica Clash que a banda pretende ainda lançar um álbum de remisturas em 2011, em colaboração com o músico de dubstep Burial.
Já o referi em Agosto de 2009 e mantenho a mesmoa opinião, quinze meses depois... Além de ser um extraordinário fotógrafo, David Fonseca é o mais bem sucedido cantor e compositor português da actualidade e nos últimos dias voltou a prová-lo!
O programa Top + tem perdido algum encanto nos últimos anos, muito por culpa do decréscimo qualitativo da nossa tabela de vendas. Mas, já reparei que tem havido a preocupação constante em divulgar o que de melhor se vai fazendo na música portuguesa. No último sábado, além da excelente actuação ao vivo dos Orelha Negra, David Fonsecafoi alvo de uma reportagem devido ao seu novo single U Know Who Am I, retirado de Between Waves. Já tinha ouvido a música na semana anterior e como estou sempre curioso com as músicas novas do David, escutei-a atentamente e ela mexeu logo comigo! O trabalho televisivo centrou-se na elaboração do vídeo. Ao assistir à reportagem senti-me genuinamente emocionado e confesso ter logo achado uma iniciativa que deve ter dado um gozo imenso a todos os participantes.
Ontem recebi a newsletter do David Fonseca que explica como o vídeo foi feito, o conceito e como ele decidiu contar a história da canção. Se sábado já tinha ficado com essa opinião, ontem reforcei-a! A simplicidade do vídeo é que lhe dá todo o sentido. Os participantes dedicam a canção a alguém que foi, é, ou poderá vir a ser importante nas suas vidas e fazem-no de forma espontânea. Depois cantam excertos, mostrando imagens da pessoa dedicada.
Para se viver uma vida em plenitude e preenchida há sempre um alguém Maior por trás da nossa história. É quem melhor nos conhece e a quem muito devemos, por ser também quem está sempre pronto para tudo. Acaba por ser, no fundo, parte indissociável de nós mesmos, porque nos dá força e nos relembra continuamente quem somos. Em troca, sem hesitação, sentimos prazer em retribuir, de forma livre e desinteressada, com o nosso amor mais puro e sincero! E é neste conceito de amor, tão bem descrito no vídeo, que me reconheço.
I love you because you know who I am... No fundo é assim que se retribui! E amar alguém terá de ser sempre, na essência do sentimento, tão simples quanto isto! Como diz o David na newletter que transcrevo abaixo, a proximidade de todas estas histórias, a forma como algumas delas se cruzavam com as nossas histórias pessoais e com a canção, é algo absolutamente belo e esmagador.
Não é fácil fazer videoclips, especialmente quando se quer que cada um deles tenha uma história que leve a canção para outro sítio e que possa trazer algo de novo a todo o processo. Demoro muito tempo até decidir o que fazer e é frequente deixar a minha equipa nervosa com tanta espera e indecisão...mas tenho sempre a esperança que um dia apareça a ideia certa para a canção certa. Assim aconteceu com a aventura "U Know Who I Am": houve dezenas de ideias na mesa, mas nenhuma me convenceu verdadeiramente, talvez por achar que nenhuma estaria a contar bem a história desta canção. Foi nessa altura que percebi que talvez eu não fosse a pessoa certa para falar sobre esta canção. Uma ideia levou à outra e acabei por fazer um apelo público à participação neste videoclip. A resposta foi massiva e a escolha das pessoas foi incrivelmente difícil. Lembro-me de, a certa altura, ter 77 pessoas seleccionadas das centenas de participações e ter dificuldade em cortar mais pessoas...Acabei por escolher 24 pessoas que achei que, de alguma maneira, conseguiriam contar a história por todos os participantes. O dia de rodagem acabou por ser um dos mais intensos dias que passei num set de filmagem. A proximidade de todas estas histórias, a forma como algumas delas se cruzavam com as minhas histórias pessoais e com a canção, foi absolutamente belo e esmagador. Mais tarde, na mesa de montagem, revi todos aqueles momentos dezenas de vezes e apercebi-me que qualquer coisa de extraordinário tinha acontecido naquele dia. Era agora a minha tarefa de juntar os pedaços do puzzle e perceber, finalmente, a história desta canção. Não é contada por mim, mas é como se fosse. A canção é agora de todos intervenientes no ecrã, as palavras deles são também as minhas. Há momentos magníficos nesta profissão e a oportunidade de fazer um vídeo como este foi um deles. Obrigado a todos os que participaram neste processo, obrigado a todos os que, de alguma forma, se identificaram com esta história, com esta canção, com estas imagens. E aqui fica o resultado final:
Yeah, I've walked through dangers I've talked to strangers But they didn't, they didn't understand When the world seems senseless It's me and you against them And I love you 'cause you know who I am
All you dreamers keep dreaming And let those dreams rise into the light Go find someone who loves you To live those dreams through Don't you go get swallowed by the night
I've walked the stages I've read the pages And never, never reached the end All the world seems senseless You're here with me against them And I love you 'cause you know who I am
Deep inside every soul There's a sadness on the verge of climbing through Now don't you try and fix it Why would you do that? How beautiful when sadness turns to songs
And I'll walk through dangers I'll dance with strangers But they will never understand We'll never be defenseless We'll win this war against them Don't you doubt this, yeah I'm sure we can And who cares if they never understand And I love you 'cause you know who I am
Johnny Greenwood, guitarrista dos Radiohead, escreveu ontem no site oficial da banda que estão a terminar o sucessor de In Rainbows (2007). E em Radiohead/com/deadairspace, desmentiu um jornalista italiano da revista Rolling Stone que escreveu recentemente que o próximo disco da banda terá 10 canções e que planeiam tocar ao vivo em 2011; I think this Italian writer has, either through over-enthusiasm or frustration at all my non-committal answers, mistranslated me a little. In fact we haven't quite finished the album - in the studio at the moment. Quanto a concertos, Greenwood acrescentou também que são infundados os rumores de que a banda poderá tocar no próximo Glastonbury, até porque ainda não têm planos para a próxima digressão; …Nor have we yet considered any touring, the plan is to have no plan until the record is finished.
Entretanto prosseguem os rumores e pistas em redor de um eventual regresso dos Blur. Depois do documentário No Distance Left To Run lançado no início deste ano e do qual dei conta (AQUI) em Dezembro de 2009 e após o single Fool's Day, lançado em Abril e inserido no evento Record Store Day, ao qual também fiz referência, Damon Albarn revelou há poucos dias à Sky News que falou com outros elementos da banda e está planeado juntarem-se em Janeiro; We did talk about doing something in January, something small, no career-based world domination ideas. I've got a lot of songs that will always only be comfortable in the context of Blur.
Estou a contar com um disco deles em 2011.
E agora a melhor notícia e surpresa do dia!
O mesmo Damon Albarn referiu ao NMEno último sábado que está já a gravar o próximo disco dos Gorillaz, o sucessor de Plastic Beach, no seu iPad da Apple, imagine-se! E o mais espantoso é que conta revelá-lo ao mundo ainda antes do natal!!? I've made it on an iPad – I hope I'll be making the first record on an iPad. I fell in love with my iPad as soon as I got it, so I've made a completely different kind of record. And Iwant to release the album before Christmas. E o primeiro single desse disco já foi revelado, apesar de só ser editado na próxima segunda-feira. Chama-se Doncomatic (All Played Out) e conta com a participação do cantor britânico Daley. Para este novo tema, a banda virtual inspirou-se num aparelho japonês criado em 1963, que se chama The Donca Matic mas, os Estados Unidos voltam a ser, segundo o vocalista, a principal influência do novo álbum, à semelhança de Plastic Beach que era, segundo Damon, uma carta de amor à América.
Os Gorillaz andam em digressão pela Inglaterra e há poucos dias deram um concerto memorável na MEN Arena, em Manchester.
E continuam as pazes, reuniões e regressos, seja por amor à música ou... ao dinheiro, de bandas que já se julgava estarem definitivamente fora do circuito; Agora são os Pulp. Considero a notícia relevante porque a banda de Jarvis Cooker está intimamente ligada ao sucesso do movimento índie. Foram um fenómeno de certa forma marginal na música britânica na década de 90, visto terem sido sempre catalogados como um grupo de alucinados que passaram uma década inteira na fronteira do sucesso, apesar de terem grandes canções atrás de si. Não na forma e no conteúdo musical, mas certamente no estilo, acho que foram uma espécie de resposta bife aos americanos Sonic Youth.
Ainda não é claro se com esta reunião vem um novo disco, ou se servirá apenas para ganhar umas massas em concertos e festivais. Seja como for, aplaudo a ideia e partilho um dos vídeos mais divertidos dos anos noventa.
Para terminar por hoje, tenho novidades da sueca Lykke Li, uma das minhas vozes preferidas da pop actual. O segundo álbum da cantora chega ao mercado discográfico em 2011 e o primeiro single, Get Some, pode ser descarregado gratuitamente no site oficial de Lykke Li. É de aproveitar, até porque ainda há um B-side e a música é porreira.
De volta a Três De Rajada, que parte da minha busca quase diária por novidades e pretende dar a conhecer música nova, com informação breve e pertinente, sugiro hoje Allo Darlin', Hurts e... Michael Jackson. É verdade, mesmo após a sua morte ele continua a facturar e a revelar ao mundo música de qualidade, dentro do género. As três sugestões de hoje foram lançadas no mercado internacional neste mesmo dia; Quentes... e boas! Toca a ouvir e a tirar ilações....
Confesso que nunca ouvi falar de Allo Darlin' e acho que foi a primeira vez que ouvi algo desta cantora. Mas gostei da voz e acho a canção muito boa! A melhor surpresa musical deste início de semana.
Stay é o segundo single de Happiness, o álbum de estreia dos bem-sucedidos Hurts, lançado em Setembro deste ano. A dupla já tinha impressionado meio mundo com Wonderful Life, ao ponto de Happiness ser, até ao momento, o disco mais vendido este ano em Inglaterra. Ao ouvir Stay recordei de imediato Simple Minds e esta é, para mim, a banda que actualmente encarna o que se fez de melhor no universo da pop nos anos 80. A banda apresentou Happiness ao vivo, no verão, no Festival Optimus Alive!
O primeiro single de Michael, o álbum de Michael Jackson a ser lançado postumamente dia 14 de Dezembro, já está disponível online. A música chama-se Hold My Hand, é um dueto com Akon e pode ser ouvida AQUI.
O single só chegará ao mercado discográfico dia 28 de Novembro e o disco incluirá outras canções gravadas pelo artista no ano anterior à sua morte. Foi bom ouvir e relembrar...
Ainda são apenas rumores, mas poderá ser realizado já em 2011 um dos filmes mais improváveis da história do cinema. Segundo a publicação Hollywood Insider, a agência cinematográfica CAA adquiriu os direitos de uma história que envolve o cubo mágico, inventado por Erno Rubik, para produzir um filme e já procura uma grande estrela para o protagonizar. O enredo irá girar em redor de uma competição internacional do Cubo de Rubik e nada mais se sabe. Será a primeira vez que um filme se baseará neste brinquedo que, no entanto, já apareceu no grande ecrã, nomeadamente nos filmes The Pursuit of Happyness, WALL-E, Duplicity e, mais recentemente, em Let Me In.
Ainda não se sabe mais detalhes, havendo a curiosidade natural de saber se vai utilizar a tecnologia 3-D. Prometo ficar atento...
Já agora, acrescento que o Cubo Mágico foi baptizado como Rubik's Cube por uma empresa americana que o comercializou nos anos 80. Foi inventado pelo húngaro Erno Rubik (nascido em Julho de 1944, em Budapeste), quando tinha trinta anos, graças a um dilema de geometria tridimensional e patenteou-o um ano depois. O sucesso foi tal que na década de 80 cerca de um quinto da humanidade já tinha jogado com o cubo, sabendo-se que há 43 quintiliões de combinações possíveis para o resolver. O recorde mundial de rapidez pertence ao holandês Erik Akkersdijk, que em 2008 conseguiu resolver o cubo em apenas 7,08 segundos. Já foram vendidos 900 milhões em todo o mundo, sendo um dos quebra-cabeças que mais fascinam miúdos e graúdos.
Erno Rubik fez carreira como arquitecto, especializando-se em Arquitectura de Interiores. Durante quatro anos trabalhou conciliou esta profissão com o ensino na Academia de Artes e Trabalhos Manuais Aplicados, em Budapeste. Actualmente, o criador deste cubo está reformado e continua a viver na Hungria.
Após sete anos de cativeiro, foi finalmente libertada hoje a Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi e lider da oposição na Birmânia. O primeiro sinal da libertação foi a retirada das apertadas barreiras policiais junto à sua casa, onde estava detida em prisão domiciliária. Já ontem cerca de 1500 pessoas manifestavam-se nesse local, apelando à sua libertação e gritando palavras de ordem contra a junta militar birmanesa que governa o país. No entanto e na minha modesta opinião, esta libertação funciona apenas como uma espécie de engodo...
Há uma semana houve eleições gerais no país, que foram classificadas por alguns observadores internacionais como uma fraude e fantochada. Por isso, acho que a libertação de Aung San poderá ser uma manobra por parte da junta militar para obter algum reconhecimento internacional que legitime esse escurtínio.
O Secretário Geral da ONU já veio congratular-se publicamente com a libertação da Prémio Nobel e líder da Liga Nacional para a Democracia (LND) e apelou à junta militar birmanesa que não alargue o prazo de condenação e que termine com todas as restrições às deslocações e actividades da Nobel da Paz. Ban Ki-moon acrescentou ainda que a democracia e a reconciliação nacional exigem que todos os cidadãos birmaneses sejam livres de participar como querem na vida política do seu país e considerou que a dirigente birmanesa é um exemplo para o mundo. Salil Shetty, secretário geral da Aministia Internacional, também já se pronunciou afirmando que a libertação de Aung San Suu Kyi é certamente bem-vinda, mas constitui apenas o fim de uma condenação injusta que foi pronunciada ilegalmente e não representa de forma nenhuma uma concessão das autoridades. Também Barak Obama, congratulou-se hoje com a libertação da líder da oposição birmanesa, apelidando-a de minha heroína e aproveitou para reclamar a libertação de todos os presos políticos ainda detidos nesse país asiático.
Nos últimos vinte e um anos, Aung San Suu Kyi esteve presa dezassete, sem acesso ao exterior, sem telefone, televisão e Internet e sem poder receber visitas.
Desde que ganhei alguma consciência política, mesmo sem o manifestar publicamente, tornei-me logo um fervoroso defensor dos direitos humanos e da liberdade democrática e de expressão conscientes; Para mim esta é, sem dúvida, uma notícia que merece a minha celebração, mesmo que seja solitário e interior o meu profundo regozijo. Sei que a Birmânia fica lá do outro lado do mundo, que a minha opinião pouco conta para esta questão em particular mas, talvez com pequenos gestos como este, de manifestação pública de alegria por este acontecimento politico, se possa chamar a atenção para outras Aung San, espalhadas por este mundo fora, até bem mais perto de nós e para todas as formas de silenciamento e de repressão que ainda persistem, mesmo nesta sociedade democrática e dita civilizada onde vivemos.
Recentemente, no concerto dos U2 em Coimbra, relembrei Aung San e a sua luta, homenageada pela banda quando tocaram Walk On, uma música escrita em sua homenagem. Esta é, sem qualquer dúvida, a música do dia!
Sós contamos pouco mas, se dermos as mãos, mesmo individualmente e no seio de cada um de nós, mas com um objectivo comum de paz, justiça e liberdade, faremos certamente deste mundo um local bem melhor para se viver! Podemos começar na nossa casa, na nossa rua, na nossa família, no nosso grupo de amigos e por aí fora... É que estas coisas contagiam-se e não há melhor forma de propagação de ideais justos do que através do... exemplo! Eu acredito que podemos fazer deste mundo, um local bem melhor e ainda mais feliz para se ser... feliz!
E a lua, sempre atenta e vigilante, irá certamente sorrir muito mais vezes quando puser os olhos em nós e neste planeta tão belo.
De regresso às rubricas, volto a Três De Rajada, que parte da minha busca quase diária por novidades e pretende dar a conhecer algumas músicas novas, com informação breve e pertinente. Hoje sugiro Crystal Castles, Everything Everything e The Vaccines. Toca a ouvir e a tirar ilações....
Falei há pouco dias dos canadianos Crystal Castles, quando dei a conhecer o segundo álbum da banda, editado este ano, onde se inclui a remistura de Not in Love, feita a meias com Robert Smith, dos Cure (O original é de 1983, da autoria da banda new wave Platinum Blonde). A dupla continua a surpreender-me, agora com o single Celestica.
Originário de Manchester, o quarteto Everything Everything destaca-se por uma pop indie de primeira linha e vocalizações pouco comuns, a fazerem-me lembrar os australianos Architecture In Helsinki. O disco de estreia, MAN ALIVE, foi lançado em Agosto e revelaram agora um vídeo extraordinário para o tema Photoshop Handsome.
Os críticos musicais britânicos adoram rotular as bandas novas de última sensação, salvadores do rock, the next big thing e outros epítetos messiânicos do género, sempre que algum grupo novo causa algum alarido. Se até há poucas semanas atrás eram os The Drums que apareciam como os novos salvadores do rock, agora são os The Vaccines, muito por culpa do single If You Wanna. Não me parece que para já e por esta amostra, justifiquem esse título...
Dalton Ghetti, um brasileiro de 49 anos radicado nos Estados Unidos, é um carpinteiro de profissão e há 25 anos artista nas horas vagas, famoso pelas suas esculturas em grafite a olho nu.
O que impressiona no trabalho deste artista é a riqueza dos detalhes e o grau de dificuldade contida em cada peça, feitas apenas uma lâmina de barbear, agulhas de costura e um estilete. Para visitar as suas exposições, as pessoas recebem lentes de aumento para poderem apreciar convenientemente as esculturas.
Dalton não vende as suas esculturas; Depois de expostas durante um tempo, são todas oferecidas a amigos.
Se há quem use os lápis para criar obras de arte, Ghetti cria-as... literalmente nos lápis!
Os These New Puritans são uma banda britânica, formada em 2005, originária da região de Essex e a Rolling Stone denominou-os recentemente como o futuro da música. O grupo é composto por Jack Barnett (compositor, produtor, vocalista, multi-instrumentista), pelo seu irmão gémeo, George Barnett (baterias, loops), por Thomas Hein (baixo, samplers, bateria), e por Sophie Sleigh-Johnson (teclados, sampler).
Até agora, gravaram dois discos, Beat Pyramid, lançado em 2008 e marcado por influências pós-punk e post-rock, e Hidden, já de 2010; Neste novo disco a banda começou a fazer experiências com diferentes formas musicais, utilizando, por exemplo, tambores, fagotes, trompas e arranjos baseados na percussão e na electrónica.
Já conheço várias músicas deste disco e aquilo que posso dizer é que as canções são exercícios ímpares de fusão de vários géneros, com um ambiente bastante tribal, dificil de comparar com outras bandas que conheça. E estão a conseguir pôr a crítica em sentido e o público de ouvidos bem abertos. Pessoalmente irei continuar bastante atento!
Durante décadas, a Levi’s manteve um enfoque pioneiro e prolongado na música, focando-se assim numa parte importante da cultura jovem. Na sequência desta filosofia da marca, os These New Puritans foram escolhidos para protagonistas da campanha Worn by doers que apresenta o novo modelo dos jeans Levi’s 519 e por isso é que os conheci. A banda vai tocar em lisboa, na próxima quinta-feira, dia 11 de Novembro, na festa de encerramento da terceira edição dos Levi’s Unfamous Music Awards e AQUI poderás saber mais sobre este evento. Fica We Want War, um dos singles de Hidden e uma bela amostra da sonoridade da banda.
Os Ecos da Cave eram uma banda de Santo Tirso, formada em 1987. Fizeram parte do movimento rock de finais da década de 80, início da década de 90, no qual se incluiam os Ban, Diva, Radar Kadafi, Três Tristes Tigres, Sitiados, UHF, Mler If Dada, entre outros. Uma das suas maiores influências são, sem dúvida, os Heróis do Mar, algo bem patente no tema Desejo. Os elementos do grupo eram Carlos Lima (guitarra e harmónica), Armindo (baixo), Francisco (guitarra), José Augusto Costa (bateria) e Alfredo (voz), substituido no ano seguinte pelo Rafael.
Em 1988 concorrem ao 5º Concurso do Rock Rendez-Vous onde chegam às meias-finais. O tema Desejo apareceu na compilação Registos, que incluí as oito bandas melhor classificadas .
Gravaram o seu disco de estreia entre Fevereiro e Julho de 1991 nos Estúdios Pinguim; Refiro-me ao LP As Papoilas do Campo Estéril. Temas do Lado A : O Vôo da Gaivota na Praia Poluída, Ariana, Espírito Livre, Belzebu e Dilema. Lado B: Nocturnos, 4 Paredes, Farrapo Humano e Odeio Amar-te.
Em 1992 participaram na primeira edição das Noites Ritual Rock. Apresentam algumas composições em inglês e uma versão de um tema de José Afonso e, no ano seguinte, foram cabeça de cartaz da primeira edição do Festival Paredes de Coura.
Em 1994, os Ecos da Cave gravaram nos Estúdios Avé Mania, com produção de Carlos Lima. O disco com o título provisório de O Silêncio Extremo do Aborígena, iria incluir temas como Com o Álcool, Vejam Bem (versão de José Afonso), Drop Down Dead, Grande Lua, Corre Como Um Cão, Nova Guerra, Visão Utópica, Parte P'ra Vida, Velhote, Defeitos Humanos e Nada. Este disco não chegou a ver a luz do dia e o grupo acabaria por terminar em 1995.
Desejo é, sem sombra de dúvida, o tema mais conhecido dos Ecos da Cave e será certamente objecto de uma versão pelos Anégia.
Dia de chuva, A praia deserta, A brisa do mar, Fico quente contigo. E a água salgada, Que bebi do teu corpo, Embriagou-me, Embriagou-me… Talvez tu estejas Em qualquer lado, E a pensar em mim… Talvez até estejas no teu quarto, E me desejes aí, E me desejes aí, E me desejes aí…