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Sufjan Stevens - The Age of Adz

Quinta-feira, 14.10.10

 

Sufjan Stevens está de volta. As minhas expectativas em relação ao novo disco são enormes, depois da obra-prima Illinois, e de uma longa espera de cinco anos. O disco chama-se The Age of Adz, foi lançado na última terça-feira e é, segundo um resumo da crítica que li, um álbum do coração, impulsivo e directo. Caótico, esquizofrénico, genial. Sufjan Stevens, conseguiu reinventar-se, sem deixar de ser ele próprio. Se é que faltava algum passo para se afirmar como um dos artistas da década, a caminhada acaba de ser feita (como o próprio afirma, I Walked), e agora não há volta atrás. Há quem já considere este um dos álbuns do ano, se não mesmo, o álbum do ano.

Ainda não o ouvi na íntegra, mas ouvi o EP que o antecedeu, All Delighted People, disponibilizado através da Asthmatic Kitty Records. De qualquer forma, depois das minhas pesquisas, estou com as expectativas em alta. Por exemplo, a Pitchfork, uma das minhas fontes mais fidedignas, escreveu uma extensa e pormenorizada review do disco e dá-lhe quase a nota máxima.

O próprio Sufjan Stevens, em entrevista ao jornal Irish Times, refere que este álbum é uma libertação em relação ao fardo do peso conceptual dos últimos discos. Assim, fica para trás fica a treta do grande projecto de lançar um álbum por Estado norte-americano, ou seja cinquenta discos, tendo apenas criado, para já, Michigan de onde é originário e o já referido Illinois. Está mais que visto que este projecto foi apenas um simples truque promocional.

Voltando a The Age of Adz, Sufjan acrescenta na mesma entrevista: Quis ser directo, precisava de abanar um pouco. É mais pessoal porque não tinha um objecto onde pudesse projectar algum significado, fiquei remetido aos meus instintos e aos meus impulsos emocionais. Reduzi a linguagem a um núcleo e aos princípios fundamentais do amor e da solidão. Permiti-me exprimir todos os meus sentimentos em matéria de facto, quase em termos de cliché. O tamanho do álbum é uma resposta ao caos teatral que caracterizou todo o meu trabalho anterior. Estava a ficar farto da conversa psicológica vaga e auto-consciente. Fartei-me de mim e da minha abordagem frustrada a tudo.

 Segundo informações que recolhi no site da Asthmatic Kitty Records, este novo álbum de Sufjan será bem diferente do tal EP, All Delighted People, embora tenha alguns temas em comum como a perda, o amor ou o apocalipse. A sonoridade é marcada pelo uso mais extensivo (e não muito habitual em Stevens) da electrónica; banjos e violões dão lugar a sintetizadores e até haverá alguns momentos dançáveis.

Para terminar refiro que o título do álbum é uma referência a pinturas apocalípticas de um artista plástico chamado Royal Robertson, cujo trabalho é também utilizado para a capa. I Walked e Too Much são as músicas que já ouvi e que me deixaram com as tais expectativas em alta! 

 

 

 

 

Futile Devices
Too Much
Age of Adz
I Walked
Now That I'm Older
Get Real Get Right
Bad Communication
Vesuvius
All for Myself
I Want To Be Well
Impossible Soul

 

 

 

 

 

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publicado por stipe07 às 23:45






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