Jason Mraz - I'm Yours (Acoustic Version)
Deerhunter - Nothing Ever Happened
Peter Doherty - Last Of The English Roses
Michael Jackson - Billie Jean (Coldplay Acoustic Cover)

Está a dar que falar nos últimos dois dias a parceria entre Robert Smith e os canadianos Crystal Castles na remistura de Not in Love, um original de 1983, da autoria da banda new wave Platinum Blonde.
Esta nova versão de Not in Love foi conhecida ontem e tem lançamento previsto para dia 6 de Dezembro, pela Fiction Records; Será o próximo single do segundo álbum dos Crystal Castles, Crystal Castles II, lançado em Julho deste ano. O tema incluirá também versões acústicas de Celestica e Suffocation e sucederá ao single Baptism, retirado deste álbum, assim como os dois temas anteriores.
Confesso que não conhecia o original dos Platinum Blonde mas, ao ouvir a remistura que apresento hoje, fiquei logo com curiosidade e prefiro esta versão contemporânea! A música perdeu o ambiente robótico e algo estéril do original e ganhou uma dimensão mais humana com a voz do vocalista dos Cure, sem perder a sonoridade synth pop do original. Tirem as vossas conclusões...

Foi lançado no dia oito deste mês, pela Elliott & Thompson Limited, o livro The Xfm Top 1000 Songs. Como o próprio nome indica, trata-se de uma lista daquelas que são supostamente as melhores 1000 canções da história da música e que tem por base os votos dos ouvintes da rádio Xfm London 104.9 no último par de anos.
Escrito pela equipa da Xfm e vários jornalistas com vasta experiência no campo musical e artístico, aborda algumas histórias escondidas e os motivos de inspiração das músicas abordadas, contendo também variado e interessantíssimo trabalho gráfico e artístico relacionado com essas canções.
No livro, poderás descobrir a música que levou os Blur definitivamente à fortuna, ou qual a canção dos Franz Ferdinand que é hoje considerada a melhor canção escocesa de sempre! São revelados também alguns pseudónimos de vários produtores famosos, mas que quiseram manter o anonimato em certos discos. A obra também inclui entrevistas com elementos dos Franz Ferdinand, Doves, Elbow, Manic Street Preachers, Slash, Kings Of Leon, Editors, Kelly Jones e outros.
É possível ler uma preview do livro, onde poderás observar várias páginas do mesmo e conferir o respectivo formato e aspecto gráfico interior, clicando aqui. Infelizmente ainda não descobri se o livro terá alguma tradução para a língua portuguesa. Podes conferir nos links que se seguem as 1000 canções incluídas no livro, com a ordem alfabética a referir-se a artistas e bandas; Já espreitei e parece-me ser uma lista bastante consistente, além de abarcar praticamente todos os estilos musicais. E AQUI podes ouvir todas as canções.
To have as many tracks in this book as we have is a great honour, I’m over the moon! It’s funny, when we were young we would have scoffed, but at my age... I’m as happy as a sand boy!
Peter Hook, Joy Division / New Order
It is a massive thrill to be part of this book and to sit alongside so many great songs.
Nicky Wire, Manic Street Preachers
This is a great book for all music lovers.
Mani, The Stone Roses / Primal Scream
Sinopse;
End all those pub arguments about music with The Xfm Top 1000 Songs Of All Time, the definitive guide to the best tunes ever recorded. Collated from the annual 'Top 1000 Songs of All Time' listener poll, the most requested songs on the 'X-list' and suggestions from radio DJs and celebrity guests, The Xfm Top 1000 Songs covers all our best-loved tracks. Each entry contains a short explanation of why the song in question is so brilliant, features band trivia and chart stats and is accompanied with full-colour band photography and cover artwork throughout. User-friendly, accessible and up-to-the-minute, The Xfm Top 1000 Songs is a musical must-read, whether you're in need of inspiration for a party playlist, on the lookout for new music or you simply want to revamp your iPod.

No dia 13 de Março de 2008, os R.E.M. fizeram história quando pisaram pela primeira vez o palco do Austin City Limits, um dos programas musicais mais antigos e emblemáticos da televisão norte-americana. Nessa noite a banda passou em revista quase três décadas de carreira, num concerto intimista, com apenas 350 pessoas na plateia.
Hoje é lançado mundialmente o DVD R.E.M. Live From Austin, TX. A gravação inclui as 17 músicas tocadas pelo grupo no espectáculo. De acordo com o procudor do programa, Terry Lickona, Their ACL appearance captures R.E.M. at a pivotal moment in their career, still breaking new ground, and still doing it their way.
O DVD pode ser comprado AQUI.

1. Living Well Is The Best Revenge
2. Man-Sized Wreath
3. Drive
4. So. Central Rain
5. Accelerate
6. Fall On Me
7. Hollow Man
8. Electrolite
9. Houston
10. Supernatural Superserious
11. Bad Day
12. Losing My Religion
13. I m Gonna DJ
14. Horse To Water
15. Imitation Of Life
16. Until The Day Is Done
17. Man On The Moon

Ultimamente, nas minhas pesquisas, tenho tropeçado constantemente em referências a uma banda norte-americana que acabou de lançar um disco, já considerado por muitos como um dos essenciais de 2010. Por uma questão de prioridades e porque quase sempre procurava informação sobre outro músico ou banda, nunca prestei a atenção devida a essas referências. Há alguns dias resolvi apontar agulhas para esta banda e tentar saber mais...
Assim, descobri que os Deerhunter são de Atlanta - Georgia e contêm quatro elementos: Bradford Cox, Moses Archuleta, Josh Fauver e Lockett Pundt, inserindo-se na pop, punk ambiental e no indie rock. O disco em questão chama-se Halcyon Digest e foi lançado pela 4AD no passado dia 28 de Setembro, antecipado pelo EP Rainwater Cassette Exchange. Pelos vistos já tinham provocado enorme burburinho em 2008 com um duplo álbum intitulado Microcastle/Weird Era Cont..
Já consegui ouvir os singles Helicopter e Revival e que receberam o selo da Pitchfork de Best New Music, algo praticamente inédito no historial desta publicação. Também já conheço um excelentíssimo tema intitulado He Would Have Laughed, canção dedicada ao eterno Jay Reatard, músico norte-americano de 29 anos, falecido no início deste ano.
Se partilhas da minha curiosidade em saber mais sobre Halcyon Digest, em Mojorising e FLUR poderás consultar duas excelentes críticas ao disco, de alguém que já o escutou atentamente e consegue, ao contrário de mim, fazer uma análise cuidada e ao mesmo tempo sucinta do mesmo; Basta seguires os links. Deixo a discografia da banda;
Turn It Up Faggot (2005)
Cryptograms (2007)
Microcastle/Weird Era Cont. (2008)
Halcyon Digest (2010)

01. Earthquake
02. Don’t Cry
03. Revival
04. Sailing
05. Memory Boy
06. Desire Lines
07. Basement Scene
08. Helicopter
09. Fountain Stairs
10. Coronado
11. He Would Have Laughed
www.myspace.com/deerhunter
www.deerhuntertheband.blogspot.com

Foi anunciado hoje mesmo o regresso ao nosso país, em 2011, de uma das minhas bandas preferidas, os norte-americanos The National. A banda vai tocar no Coliseu do Porto a 23 de Maio e no Campo Pequeno, em Lisboa, no dia seguinte. Também a promotora Música no Coração já confirmou os concertos e avançou o preço dos bilhetes.
Esta será a oitava visita dos The National a Portugal. Já tocaram em Paredes de Coura (2005), duas vezes no Sudoeste TMN (2007 e 2009) e, em 2008, no Optimus Alive!08, no Festival Manta, em Guimarães (concerto que tive o privilégio de assistir) e na Aula Magna. Já este ano tocaram no Super Bock Super Rock.
Fica o preçario;
Coliseu do Porto
Cadeira de Orquestra: 40 euros
1ª Plateia: 35 euros
2ª Plateia: 30 euros
Tribuna: 32 euros
Frisas: 28 euros
Camarote 1ª: 28 euros
Camarote 2ª: 20 euros
Balcão Popular: 28 euros
Galeria: 25 euros
Geral: 20 euros
Campo Pequeno
Plateia em pé: 30 euros
Balcão: 35 euros
Sempre adorei filmes de animação e quem acompanha Man On The Moon, sabe que raramente deixo escapar uma estreia. E com o aproximar da quadra natalícia, fico ansiosamente à espera de conhecer os novos lançamentos, porque geralmente os maiores estúdios de animação guardam os grandes trunfos para esta época. Em 2010 parece que as boas novidades começam mais cedo!

Estreia amanhã por cá Gru - O Maldisposto (Despicable Me), o filme de estreia da Illumination Entertainment, um estúdio de animação recente, criado em 2007 e que tem nesta obra a sua grande prova de fogo. A história gira à volta de Gru, o segundo maior super-vilão do mundo, ajudado pelo simpático e inventivo Dr. Nefario, o seu braço-direito! Os seus planos maléficos estão sempre a ser ultrapassados por Vector, este sim, o maior super-vilão do mundo!
Gru vive num feliz bairro suburbano, rodeado por pequenas cercas brancas, com roseiras floridas, mas numa casa negra com a relva morta e rodeado por um pequeno exército de Mínimos. Neste vasto esconderijo secreto ele planeia o maior golpe na história do mundo... roubar a Lua! Armado com o seu arsenal de raios de encolher, raios de congelar e veículos de guerra para terra e ar, ele arrasa todos aqueles que se atravessam no seu caminho! Mas um dia encontra três pequenas orfãs, Margo, Edith e Agnes, que vêm nele algo que ninguém mais viu: um potencial Pai. Portanto, parece-me que o (ainda) segundo maior vilão do mundo encontra nestas crianças o seu maior desafio: SuperBad vs SuperDad.
Estou curioso para descobrir se Gru vai conseguir roubar a Lua, para aprender como se faz e copiar! Já que lá vou frequentemente, nada melhor do que trazê-la um dia para casa...
O trabalho de realização foi dividido a meias por Pierre Coffin e Chris Renaud, ambos sem anteriores obras cinematográficas de relevo. Coffin tinha realizado uma curta de animação, em 2003, intitulada, Gary's Fall e Renaud uma outra, também de animação, No Time For Nuts, em 2006.
O filme conta, na versão portuguesa, com as vozes de Nicolau Breyner e David Fonseca, entre outros e tornou-se esta semana no mais visto nos EUA, destronando o vampiresco e dispensável Eclipse.
Acho que estamos perante uma proposta de cinema muito divertida e para toda a família! E parece-me que a tecnologia 3-D dá mais um passo em frente, devido ao aspecto inovador e engraçado dos bonecos, apesar de usar a mesma técnica vista em The Incredibles, da Pixar.
Aqui acedes ao divertido e bastante interactivo site oficial do filme, para Portugal. E deixo o meu trailer preferido... Simples, mas de morrer a rir!
Título Original: Despicable Me
Intérpretes: Steve Carell, Jason Segel, Russell Brand
Realização: Pierre Coffin, Chris Renaud
Género: Animação
Site Oficial: Internacional

Acabo de conhecer o primeiro trailer de Stone, um drama que estreou mundialmente no último dia sete e que tem como protagonistas aqueles que são considerados os melhores actores da sua geração: Edward Norton e Robert de Niro. Algumas críticas referem que estes dois actores parecem estar de regresso à boa forma após algumas prestações menos conseguidas. De salientar que ambos já tinham contracenado em The Score, onde também surgia Marlon Brando.
De salientar no elenco a presença de Milla Jovovich, uma das minhas actrizes preferidas, presente em filmes tão conhecidos como 45, The Million Dollar Hotel, Joana D'Arc e O Quinto Elemento de Luc Besson.
Stone é realizado por John Curran, que ficou famoso com Desencontros (2004), um drama onde duas histórias paralelas que se entrecruzavam, sobre dois casais confrontados com as decepções do casamento, a infidelidade, a rejeição e a falta de amor por si próprios, mas com um final bastante feliz e trabalhou já com Edward Norton em O Véu Pintado.
A história de Stone conta-se em poucas palavras...
Um pirómano aprisionado (Edward Norton) tenta manipular a sua saída da prisão através da mulher (Milla Jovovich), que seduz o responsável pela sua liberdade condicional (Robert de Niro) e começa a efectuar perigosos jogos psicológicos com ele.
Este filme também me interessa particularmente porque Edward Norton convidou Thom Yorke e Jonny Greenwood, seus amigos e músicos dos Radiohead, para fazerem a banda sonora de Stone. Edward explicou à revista Variety como surgiu a colaboração dos músicos no filme;
O Jonny Greenwood, que fez uma banda sonora incrível para "There Will Be Blood" de Paul Anderson, encontrou-se comigo em Londres, enquanto o Jonh Curran e eu desenvolvíamos o guião. E devido às ligações espirituais neste filme, comecei a falar com ele acerca da ideia. E ele e o Thom tocaram muitas sonoridades e ambientes esquisitos e enviaram-nos sons dessas experiências que foram utilizadas no filme, rematou.
A data da edição da banda sonora ainda não é conhecida, mas fica o trailer...

Finalmente foi revelado o nome do décimo quinto álbum de originais da minha banda preferida, natural de Athens - Georgia, EUA, os R.E.M.. O sucessor de Accelerate (2008) chamar-se-à Collapse Into Now e deverá chegar às lojas e à minha colecção na próxima Primavera.
O título foi anunciado por Bertis Down, manager da banda, na última sexta-feira, numa conferência musical em Manchester, intitulada In The City, organizada pela Billboard. Ficam as declarações do manager;
"The secret to REM's success is that they were never really in a hurry," Downs told delegates. "They evolved very slowly. There are so many people to this day that think their first record was the one that had 'Losing My Religion' on."
Asked by Dickins why the band had never set up its own label imprint, Downs said that the band had always declined offers to go down that route because "they've never wanted to have businesses outside of the band - they figure that's enough."
"They're very different guys [with] very different tastes, very different sensibilities," Downs stated. "The band is a good place to have their partnership. They've just never wanted to get involved in what it takes to run their own record label."
Downs also confirmed previous reports that REM's new album had been completed in the last few weeks, with producer Jacknife Lee at the helm. He told the BBC it is titled "Collapse Into Now."
Speaking to Billboard.biz following his keynote address, Downs would only say he was eying a spring 2011 release and that he think it's the "band's best record yet."
He did, however, express his desire for the band's music to once again be featured on Glee, following the recent episode where the cast covered "Losing My Religion."
"I don't think that the [download] numbers were staggering, but I think it was a nice introduction to whole generation of fans that had never heard of REM, "Losing My Religion" or any of their tracks. So it was kind of neat in that regard and I hope that they do another one," Downs told Billboard.biz.
Portanto, Bertis refere que este Collapse Into Now será o melhor álbum da história discográfica da banda; Vamos ver! As minhas expectativas são sempre altas com os R.E.M. e, ao contrário da maioria dos fãs, fiquei decepcionado com Accelerate e sinto saudades de algo parecido com uma mistura de UP e Around The Sun com New-Adventures In Hi-Fi, os três discos da banda que mais ouvi nos últimos anos. Sinceramente já não alimento qualquer ilusão a algo parecido com The Automatic For The People, porque esse é um disco único, inigualável, na mesma linha do que significa o OK Computer na carreira dos Radiohead.
Como já referi AQUI há cerca de um mês, o disco, que conta com a produção de Jacknife Lee, foi gravado em Berlim, nos estúdios Hansa, local onde também já gravaram os U2, Iggy Pop e David Bowie, entre outros.
Deixo alguns links onde poderás obter mais detalhes sobre esta novidade;
Perspectiva-se, a nível pessoal, um 2011 inesquecível e que, pelos vistos, também promete imenso em termos musicais; Além dos R.E.M, Radiohead, Sigur Rós, Snow Patrol, dEUS, Beck, Blur, The Kills, Fujiya & Miyagi e Coldplay, são outras bandas com álbuns planeados ou prometidos para o próximo ano. E há sempre que contar com as novidades, surpresas e novas revelações musicais.
Portanto, começo a adivinhar uma banda-sonora excelente para concretizar sonhos em 2011! Até lá vou usufruindo...
Your eyes are burning holes through me
I'm gasoline
I'm burnin' clean
Twentieth century go to sleep
You're Pleistocene
That is obscene
That is obscene
You are the star tonight
Your sun electric, outta sight
Your light eclipsed the moon tonight
Electrolite
You're outta sight
If I ever want to fly
Mulholland Drive
I am alive
Hollywood is under me
I'm Martin Sheen
I'm Steve McQueen
I'm Jimmy Dean
If you ever want to fly
Mulholland Drive
Up in the sky
Stand on a cliff and look down there
Don't be scared, you are alive
You are alive
Twentieth century go to sleep
Really deep
We won't blink
Your eyes are burning holes through me
I'm not scared
I'm outta here
I'm not scared
I'm outta here
Estreou ontem, estando a ser exibido com o filme A Cidade, a curta-metragem Shoot me, do realizador português André Badalo, que venceu em Maio o prémio do público no Festival de Cinema Independente de Milão.
Na altura, Badalo disse à agência lusa que o prémio conquistado no festival italiano é importantíssimo, especialmente num país onde é difícil novos realizadores fazerem filmes e terem oportunidade de mostrar as ideias que têm. É um reconhecimento pelo menos lá fora.
Shoot me é a segunda curta-metragem de André Badalo e foi feita por uma equipa com menos de vinte pessoas e com um orçamento inferior a dois mil euros, sem produtora e sem qualquer apoio financeiro do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).
Filmado em Lisboa e na Quinta do Hespanhol, conta a história de um triângulo amoroso em vésperas de um casamento. É protagonizado por Maria João Bastos, Ivo Canelas e Philippe Leroux.
Realização: André Badalo
Argumento: André Badalo e João Raposo
Produtor: Adam Cooper Jones
Ano: 2010
Género: Curta-Metragem, Drama, Mistério, Romance
Duração: 15′
Elenco:
Maria João Bastos (Teresa)
Ivo Canelas (Ruben)
Philippe Leroux (Francisco)

Sufjan Stevens está de volta. As minhas expectativas em relação ao novo disco são enormes, depois da obra-prima Illinois, e de uma longa espera de cinco anos. O disco chama-se The Age of Adz, foi lançado na última terça-feira e é, segundo um resumo da crítica que li, um álbum do coração, impulsivo e directo. Caótico, esquizofrénico, genial. Sufjan Stevens, conseguiu reinventar-se, sem deixar de ser ele próprio. Se é que faltava algum passo para se afirmar como um dos artistas da década, a caminhada acaba de ser feita (como o próprio afirma, I Walked), e agora não há volta atrás. Há quem já considere este um dos álbuns do ano, se não mesmo, o álbum do ano.
Ainda não o ouvi na íntegra, mas ouvi o EP que o antecedeu, All Delighted People, disponibilizado através da Asthmatic Kitty Records. De qualquer forma, depois das minhas pesquisas, estou com as expectativas em alta. Por exemplo, a Pitchfork, uma das minhas fontes mais fidedignas, escreveu uma extensa e pormenorizada review do disco e dá-lhe quase a nota máxima.
O próprio Sufjan Stevens, em entrevista ao jornal Irish Times, refere que este álbum é uma libertação em relação ao fardo do peso conceptual dos últimos discos. Assim, fica para trás fica a treta do grande projecto de lançar um álbum por Estado norte-americano, ou seja cinquenta discos, tendo apenas criado, para já, Michigan de onde é originário e o já referido Illinois. Está mais que visto que este projecto foi apenas um simples truque promocional.
Voltando a The Age of Adz, Sufjan acrescenta na mesma entrevista: Quis ser directo, precisava de abanar um pouco. É mais pessoal porque não tinha um objecto onde pudesse projectar algum significado, fiquei remetido aos meus instintos e aos meus impulsos emocionais. Reduzi a linguagem a um núcleo e aos princípios fundamentais do amor e da solidão. Permiti-me exprimir todos os meus sentimentos em matéria de facto, quase em termos de cliché. O tamanho do álbum é uma resposta ao caos teatral que caracterizou todo o meu trabalho anterior. Estava a ficar farto da conversa psicológica vaga e auto-consciente. Fartei-me de mim e da minha abordagem frustrada a tudo.
Segundo informações que recolhi no site da Asthmatic Kitty Records, este novo álbum de Sufjan será bem diferente do tal EP, All Delighted People, embora tenha alguns temas em comum como a perda, o amor ou o apocalipse. A sonoridade é marcada pelo uso mais extensivo (e não muito habitual em Stevens) da electrónica; banjos e violões dão lugar a sintetizadores e até haverá alguns momentos dançáveis.
Para terminar refiro que o título do álbum é uma referência a pinturas apocalípticas de um artista plástico chamado Royal Robertson, cujo trabalho é também utilizado para a capa. I Walked e Too Much são as músicas que já ouvi e que me deixaram com as tais expectativas em alta!
Futile Devices
Too Much
Age of Adz
I Walked
Now That I'm Older
Get Real Get Right
Bad Communication
Vesuvius
All for Myself
I Want To Be Well
Impossible Soul

Há algum tempo que tinha a curiosidade de ver Danny The Dog, filme realizado em 2005 e com argumento de Luc Besson. Tal curiosidade devia-se sobretudo à banda sonora, da autoria dos Massive Attack. Ontem não desperdicei a oportunidade, na RTP1.
É verdade que o filme contém alguma violência, mas é também muito humano! Conta a história de um homem que salva a sua vida graças à música. Danny (Jet Li) foi criado por Bart (Bob Hoskins) em cativeiro, desde criança, para ser uma máquina destruidora no mundo do crime. A sua vida resume-se à sobrevivência de dias de combates, muitas vezes até à morte. Danny, num desses dias, encontra Sam (Morgan Freeman), um homem cego e apaixonado pela música e que vai mostrar a Danny que a vida tem um outro lado feito de sentimentos, paixões, emoções e música.
No filme, o lado animal do ser humano é retratado na mais pura realidade canina, que vai sendo quebrado à medida que Danny apreende novos ensinamentos e descobre o seu passado. Portanto, Danny The Dog mostra que por muito destrutiva que possa ser a crueldade nas pessoas, a força de uma simples nota musical, consegue superar qualquer tipo de treino, modo de vida, ou vida forçada a uma realidade perturbada pela falta da família e uma infância perturbada, confusa e mal contada.
Nunca fui muito à bola com os filmes onde participa Jet Li, mas este Danny The Dog conseguiu surpreender-me pela positiva. E Morgan Freeman transmitiu um equilibrio necessário a duas realidades distintas, separadas por actos de carinho levados a cabo pela sua personagem.
Como já referi, a banda-sonora é da autoria dos Massive Attack e pode ser encontrada em qualquer loja de discos com relativa facilidade. Há quem confunda este disco como um álbum de originais da banda de Bristol. Fica o alinhamento;

Opening Title
Atta Boy
P Is for Piano
Simple Rules
Polaroid Girl
Sam
One Thought at a Time
Confused Images
Red Light Means Go
Collar Stays On
You've Never Had a Dream
Right Way to Hold a Spoon
Everybody's Got a Family
Two Rocks and a Cup of Water
Sweet Is Good
Montage
Everything About You Is New
The Dog Obeys
Danny the Dog
I Am Home
The Academy
O termo bullying, traduzido do inglês, compreende as múltiplas formas de violência física e psicológica intencionais e repetidas, praticadas entre pares, por um individuo (bully), ou um grupo (bullies), que ocorrem sem motivação evidente, causando sofrimento profundo às vítimas e executadas no contexto de uma relação desigual de poder.
É desta relação desigual que fala Maria de Menezes no livro Vasco das Forças, editado em 2009.
A obra retrata as aventuras do menino Vasco que, ao ser confrontado com colegas mais velhos, mais altos e mais fortes, que um dia o começaram a agredir e maltratar, deixou de gostar de ir para a escola.
Com o desenrolar da história, o Vasco reencontrou-se e ajudou os outros a mudar. A escola era novamente um lugar para ser feliz. É este encontro com a esperança que o espera ao ler este livro.

Entretanto, a Companhia de Teatro Bocage anda em périplo pelo país com uma peça adaptada deste livro e que se intitula também Vasco das Forças. Esta peça conta com Fábio Paiva, Pedro Oliveira e Sabrina Martinho nos principais papéis e dirige-se a maiores de seis anos.
Na peça, Vasco é, tal como no livro, um menino pequenote e franzino, mas natural de Coimbra, gozado pelos seus colegas mais altos e mais fortes, que lhe chamam trinca-espinhas. Inspirado na coragem e valentia do seu trisavô, Saraiva das Forças, utilizou a sua inteligência e rapidez de pensamento e acção, sem recorrer à violência e sem andar à pancada, para se defender a si próprio e os mais fracos. Por este motivo, passou a ser chamado de Vasco das Forças.
A peça e o livro, transmitem uma mensagem muito positiva sobre a violência escolar, de forma simples, mas responsável e pensada para crianças, pais, professores e educadores. Cabe aos pais e a nós professores, promover um clima positivo e ajudar as crianças vitimas deste fenómeno a encontrar estratégias para voltarem a ser livres para viver e aprender.
Vai ser editado no final do próximo mês de Novembro uma nova edição de High Violet, o álbum lançado há alguns meses pelos The National.
Agora vão incluir um disco extra com três músicas ao vivo, os lados B dos singles de High Violet (Sin-Eaters e Walk Off), os inéditos You Were A Kindness e Wake Up You Saints e ainda uma versão alternativa de Terrible Love, a faixa inicial de High Violet, cujo som propositadamente pouco nítido desagradou a alguns fãs... Eu fui um deles.
Confere o alinhamento da re-edição de High Violet , o quinto álbum dos autores do também aclamado The Boxer.

CD 1
Terrible Love
Sorrow
Anyone's Ghost
Little Faith
Afraid of Everyone
Bloodbuzz Ohio
Lemonworld
Runaway
Conversation 16
England
Vanderlyle Crybaby Geeks
CD Extra
Terrible Love (Alternate Version)
Wake Up You Saints
You Were a Kindness
Walk Off
Sin-Eaters
Bloodbuzz Ohio (Live On KCMP)
Anyone's Ghost (Live At Brooklyn Academy of Music)
England (Live At Brooklyn Academy Of Music)

Finalmente foi feita justiça e o escritor peruano Mario Vargas Llosa foi distinguido hoje com o Prémio Nobel da Literatura, cumprindo, como o próprio já confessou várias vezes, o sonho de uma vida. De acordo com o comunicado da Academia Sueca, o prémio deve-se a uma escrita que faz a cartografia das estruturas do poder e revela imagens mordazes da resistência, revolta e dos fracassos do indivíduo. Vargas Llosa é autor de obras como A tia Júlia e o escrevedor, Conversa na catedral, A guerra do fim do mundo, Elogio da madrasta e a auto-biografia Como peixe na água.
Esta é a décima primeira vez que este Nobel é atribuído a um autor em língua espanhola, depois de nomes tão consagrados como Camilo Jose Cela (1989), Gabriel Garcia Marquez (1982), Pablo Neruda (1971) ou Gabriela Mistral (1945). O autor de língua espanhola que mais recentemente venceu foi o mexicano Octavio Paz, em 1990.
Num comunicado entretanto divulgado, as Publicações Dom Quixote, que editaram a maior parte da obra de Vargas Llosa em Portugal, congratularam-se também com esta distinção; Depois de vários anos em que o seu nome foi sucessivamente apontado como vencedor do Nobel, a Academia Sueca decidiu, finalmente, premiar a obra de Vargas Llosa, conhecida e admirada em todo o mundo.
Este prémio assume algum relevo no nosso país porque este escritor peruano é responsável pela programação da Área do pensamento das questões europeias no projecto Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012. Cristina Azevedo, presidente da Fundação Cidade de Guimarães, referiu que esta distinção é uma imensa alegria, porque o Mario Vargas Llosa é como um membro da equipa e que convidou-o por ser um escritor de produção multifacetada e uma figura política activa, que conhece a Europa, mas olha-a de fora. Vargas Llosa faz a ponte entre a América Latina e a Europa.
AQUI podes ler o último artigo de opinião de Mario Vargas Llosa, publicado no El País, sobre as últimas eleições legislativas na Venezuela.
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Se muitas vezes guardamos dentro de nós a nossa resposta, ou as novas dúvidas que esta pergunta, que desde sempre acompanhou a humanidade, nos gera, cientificamente a solução está mais perto de ver a luz do dia! Com o avanço vertiginoso da ciência, surgem diariamente novas questões sobre a natureza das estrelas e das galáxias e a origem da própria vida, até chegarmos um dia à resposta final.
Assim, em 2010, a Semana Mundial do Espaço propõe que mundialmente seja feito um balanço do que já sabemos, do seu significado e dos mistérios do cosmos que ainda estão por desvendar.
Para mais informações, podes também consultar o site da Ciência Viva e conferir se perto de ti está prevista alguma actividade relacionada com este evento. Estão previstas 34 acções em todo o país; Construir foguetões, desenhar um fato espacial personalizado, ou criar uma ementa para astronautas, são algumas das actividades propostas, todas bastante pedagógicas e com uma forte componente lúdica associada!

A minha devoção pela música e a carreira dos U2 andaram sempre em contra-ciclo. Achtung Baby (1991) vê a luz do dia quando começo a alimentar o meu apetite voraz por música que, à época, pesquisava várias correntes em simultâneo. No entanto, esse disco marcado profundamente pela queda do muro de Berlim e pelas mudanças politicas vertiginosas que ocorreram na nossa velha Europa do início da década de noventa, vai servir para querer conhecer a carreira da banda na década anterior. Descubro então War (1983), The Unforgettable Fire (1984) e principalmente The Joshua Tree (1987) e Rattle And Hum (1988).
Em 1993 Zooropa enche-me as medidas e torna-se naquele que ainda é hoje o meu disco preferido da banda, numa fase em que a minha atenção já se concentra nos sons mais alternativos e na mistura do rock com a electrónica. Stay (Faraway So Close), a música mais simples e emotiva desse disco, torna-se imediatamente no meu tema preferido da banda.
Portanto, apesar de não figurar no pico das minhas preferências, esta banda Irlandesa andou sempre no eixo das minhas atenções e confesso que alimentava a ilusão de os ver tocar. Domingo realizei-a e admito que fiquei completamente rendido!
Quando uma banda esgota dois estádios um ano antes de os concertos se realizarem, obviamente que já tem o público conquistado. Logo ao início, com a abertura da porta da nave onde a banda actuou ao som de Space Oddity, de David Bowie, fiquei assombrado. Foi evidente que os U2 fizeram trabalho de casa, não só pelas alusões constantes ao nosso país, como a Coimbra, uma cidade conhecida pela sua tradição estudantil, mas o magnífico concerto dos U2 a que assisti ontem, não terminou na capacidade comunicativa. O alinhamento não teve grandes surpresas, mas houve novidades e só não o considero perfeito porque me faltaram Stay (Faraway So Close), Who's Gonna Ride Your Wild Horses e Zooropa.
Os U2 sempre foram conhecidos pela sua consciência politica, social, religiosa e ecológica e estas vertentes não foram esquecidas. No início de Sunday, Bloody Sunday (ontem foi mais um Sunday Green Sunday), uma hipotética ligação rádio a Teerão e a homenagem à Revolução Verde e a todas as mulheres iranianas impressionou-me! Mas também registei a dedicatória a uma mulher cuja história acompanho com profundo interesse e admiração nos últimos anos; Refiro-me à Nobel da Paz e prisioneira birmanesa, San Suu Kyi, homenageada em Walk On. Estes instantes e a alusão à Amnístia Internacional foram os maiores momentos da noite, tendo o meu clímax emotivo sido atingido quando foram projectadas várias frases extraordinárias sobre a condição humana (ex: Serias capaz de roubar por amor?) e foi projectado o discurso de Desmond Tutu que introduziu One.
Tudo somado, acho que a 360º Tour é uma digressão de grande imponência tecnológica, mas onde a música não perde espaço e o aparato cénico felizmente não distrai mas complementa o que acontece em palco. É pena os dias de maior criatividade da banda já estarem longe, mas o alinhamento foi um desfile de canções que acompanharam a vida da esmagadora maioria de todos nós que esgotámos o Estádio Cidade de Coimbra e assim vivemos uma experiência única e irrepetível.
Ao contrário do dia anterior, domingo não houve nenhuma fã a subir ao palco; Mas isso torna-se irrelevante, porque foi nítida a percepção que o estádio tornou-se num grandioso palco onde todos cantámos, dançámos e fomos felizes naquelas duas horas inesquecíveis! E são esses os concertos que me marcam e me ensinam; os concertos em que me sinto integrado, absorvido e comovido com o espectáculo.
Bono despediu-se de Coimbra dizendo Nunca vamos esquecer estas duas noites memoráveis. Nós também não! E ontem talvez tenhamos todos assistido aquele que é hoje o maior espectáculo musical e visual em cartaz no mundo.

Quanto aos Interpol, uma das minhas bandas de eleição, acho que perderam uma grande oportunidade de angariar mais uns bons milhares de seguidores para a causa. Por conhecer em detalhe a sua discografia, fiquei desiludido com o alinhamento. A performance musical foi dentro do esperado, ou seja, tecnicamente excelente, mesmo tendo em conta as limitações de quem faz uma primeira parte. Mas foi pena The Heinrich Maneuver, Obstacle 1, No I In Threesome, The Scale, NYC, Evil e C'Mere terem ficado guardadas algures em NY, quem sabe para Novembro. Da minha parte, espero um dia ser possível revê-los, pois aguçaram-me imenso o apetite!
São em dias como o de domingo que realmente confirmo; Music provides me the light I cannot resist. Em breve divulgarei algumas imagens.
No Dia Mundial da Música, deixo o meu Top 5.
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