A NME colocou os Best Coast no topo das 50 melhores bandas novas de 2010 e a música chave é When I'm With You, em primeiro lugar na lista desta publicação.
Os Best Coast são um duo de LA e voltam a provar que o sol da Califórnia faz bem à saúde musical de algumas bandas.
São formados pela loira Bethany Cosentino, que compõe as melodias e escreve as letras e pelo multi-instrumentista latino-americano-japonês Bobb Bruno. A história desta banda e o seu aparecimento, contam-se em poucas palavras...

A vocalista estudou algum tempo na costa leste, na Big Apple e formou na altura os Pocahaunted Bethany, banda que até teve algum sucesso na comunidade underground. Entretanto e com o fim dos estudos, Bethany volta a casa e funda os Best Coast, inicialmente como projecto a solo. Bob acaba por se juntar um pouco mais tarde e os Best Coast tornam-se a resposta solarenga a um tempo possivelmente menos feliz, passado por Bethany na costa leste.
No som dos Best Coast e na imagem da banda encontram-se referências óbvias aos anos 60 e a bandas como os The Everly Brothers, Beach Boys, Fleetwood Mac, ou seja, o chamado surf pop, sonoridade que marcou profundamente a costa oeste naquela década.
Crazy For You, o disco de estreia, parece-me ser, pelas três músicas que já conheço, um disco feliz para uma banda em início de carreira. É homogéneo e coerente na estética das canções e muito cuidado nos arranjos e na produção, a cargo de Lewis Pesacov. Incorpora sons e particularidades de diversas vertentes musicais, acertando em cheio no rumo que tenta tomar até ao universo pop.

01 Boyfriend
02 Crazy for You
03 The End
04 Goodbye
05 Summer Mood
06 Our Deal
07 I Want To
08 When the Sun Don’t Shine
09 Bratty B
10 Honey
11 Happy
12 Each and Everyday
Bonus Track: When I’m With You
Caso alguém esteja interessado, o álbum está disponível em stream no site Urban Outfitters. A banda tem um Blog, uma espécie de diário, onde apresentam, além da sua música, as principais influências musicais e aquilo que vão ouvindo.
Encontrei também uma entrevista com a Bethany, onde poderás descobrir imensos detalhes sobre os Best Coast; Também descobri uma crítica ao disco, na minha opinião muito bem escrita.
Espero que apreciem a sugestão...

Apresento mais uma descoberta recente, os norte-americanos Someone Still Loves You Boris Yeltsin, naturais de Springfield, no Missouri....
São outra banda do universo indie, com um nome bastante curioso e que homenageia o presidente russo que fez a transição do comunismo para o capitalismo.
Os músicos são Philip Dickey, Will Knauer, Jack Viele e John Robert (vocalista) e a composição das músicas é partilhada por todos. O álbum de estreia chama-se Broom e teve boas críticas, incluindo da conceituada Spin Magazine. Desse álbum ficou famosa a música Oregan Girl, porque podia ser ouvida na série The O.C., que em Portugal tinha o nome de Na Terra dos Ricos.
O disco novo dos SSLYBY intitula-se Let It Sway e começa a fazer-se notar o single Sink / Let It Sway. Fica no entanto, Oregon Girl, para ver se alguém se recorda...
E a capa de Let it Sway e respectiva tracklist;

01 Back In The Saddle
02 Sink / Let It Sway
03 Banned (By The Man)
04 In Pairs
05 My Terrible Personality
06 Everlyn
07 Stuart Gets Lost Dans Le Metro
08 Critical Drain
09 All Hail Dracula
10 Animalkind
11 Phantomwise
12 Made to Last
Um designer californiano chamado Steve Coe teve há alguns anos a ideia e em 2005 ela concretizou-se...
Os amantes de música e apreciadores da cultura pop podem encomendar no site Worn Free, t-shirts exactamente iguais aquelas que alguns músicos famosos usaram em momentos marcantes das suas carreiras ou noutros instantes do seu quotidiano.
Iggy Pop, Debbie Harry, John Lennon, Robert Plant, Frank Zappa, Gram Parsons, Kurt Cobain, Joey Ramone ou até o pugilista Muhammad Ali são alguns dos artistas cujas t-shirts foram reproduzidas; O preço de cada exemplar ronda os 50 euros.
Vale bem a pena uma visita ao site! Deixo uma das minhas preferidas...
Apaixonado que sempre fui pela astronomia, desde muito novo tive predilecção pelo céu e por observar a sua beleza natural. Na idade em que tudo parece possível e o sonho e a realidade confundem-se tantas vezes durante o processo de percepção e entendimento do mundo que nos rodeia, quis ser um astronauta só para poder ir lá acima, tocar nas estrelas e pisar a Lua. Uns anos depois, ao ler O Principezinho de Saint- Exupéry, senti o conforto dessa viagem, razão pela qual este é, sem dúvida, o livro da minha vida!

Todas as pessoas grandes começaram por ser crianças, embora poucas se lembrem disso. (...) Os olhos são cegos. É preciso procurar com o coração.
O mês de Agosto é, no hemisfério norte, o melhor mês do ano para observar o céu, desde que as condições atmosféricas o permitam! E este ano, Agosto tem tido noites excepcionais, anormalmente límpidas e que têm permitido avistar fenómenos espectaculares. Saliento a fantástica Lua Cheia que tem sido possível visualizar há algumas noites. Estou sempre particularmente atento ao período da Lua Cheia; É o período do mês em que gosto mais de observar esta minha confidente e asseguro que não guardo na memória uma fase tão deslumbrante como a desta semana.
Entretanto, e mais uma vez guiado pela música, neste caso dos Sigur Rós, descobri outro fenómeno astronómico anual e que assumiu proporções espectaculares em 2010; Refiro-me à chuva de meteoritos de Perseides, observável anualmente no hemisfério norte.
A chuva de meteoritos de Perseides está associada ao cometa Swift Tuttle. Consiste em partículas e poeiras deixadas por esse cometa, cuja viagem sucede numa órbita de 130 anos. O fenómeno foi baptizado assim porque é visível junto à constelação de Perseus, em plena via láctea. A chuva de meteoritos começa a ser visível a partir de meados de Julho, mas o pico da actividade acontece sempre na segunda semana de Agosto, atraindo a atenção de astrónomos e simples curiosos... como eu!
Este ano, alguém observou o fenómeno nos Estados Unidos, entre os dias 12 e 15 de Agosto, no famoso parque nacional Joshua Tree e fez um vídeo, com banda sonora dos Sigur Rós. Vale a pena espreitar...
Descobri este texto há pouco, quase por acaso e não resisto a divulgar, por ter gostado imenso do conteúdo...
Assina o Fernando Alvim.
Esta coisa de gostar de alguém...
Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes, em mais casos do que se possa imaginar, existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam (e podem gostar muito) há sempre qualquer coisa que os impede; Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação, ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares, ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas, dizemos: “Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele”.
Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos... E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que (aqui entre nós) é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou (e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide) foram as expectativas que nós criamos em relação a ela. Impressionados?
Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas...
O que é díficil, dizem, é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ ai que não vi a tua chamada não atendida”.
Quando se gosta de alguém (mas a sério, que é disto que falamos), não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.
Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém (e estou a escrever para os que gostam) vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, pois nada, mas mesmo nada, nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós.
Fernando Alvim
Em 2005, um músico irlandês chamado Glen Hansard e a checa Markéta Irglová formaram os The Swell Season com o objectivo de contribuírem com uma canção para o filme Beauty in Trouble do realizador checo Jan Hřebejk. A experiência correu tão bem que acabaram por fazer mais algumas e gravaram o primeiro álbum, homónimo, em 2006. E assim nasceu um dos mais reputados duos folk rock da actualidade, radicado em Dublin e que, com muita pena minha, só agora descobri.
O passo seguinte foi dado em 2007; Hansard e Irglová, além de participarem como actores, gravaram a banda sonora completa de um musical chamado Once. Realizado por John Carney, ganhou o World Cinema Audience Award for Dramatic Film no Festival de Cinema de Sundance, tendo-se tornado um filme de culto. Pelo trailer, é sem dúvida uma história de amor e, como gosto destas histórias, ainda por cima quando têm a música como suporte do enredo, espero conseguir um dia ver o filme. A música mais conhecida do filme é esta...
The Swell Season - Falling Slowly
No Site oficial da banda podes aceder a uma cover de Two Headed-Boy, um original dos Neutral Milk Hotel, feita para uma iniciativa patrocinada pela Budweiser, chamada Undercover e da qual darei conta em breve. Entretanto a Levi's Pioneer Sessions acaba de disponibilizar o contributo dos The Swell Season para este projecto; Trata-se de uma versão da famosa Young Heart Runs Free, que todos reconhecerão facilmente, um original da cantora soul americana Candi Staton e que se tornou um hit mundial na década de 90, salvo erro, com a Whitney Houston.
Para marcar os cinco anos do Furacão Katrina está disponível para download, a partir de hoje, nos sites www.dearneworleansmusic.org, www.iTunes.com e www.amazon.com, a compilação Dear New Orleans, da responsabilidade de uma organização filantrópica chamada Air Traffic Control. Os lucros de Dear New Orleans serão destinadas a duas organizações desta cidade do Louisiana, a Sweet Home New Orleans e a Gulf Restoration Network que além de ajudarem algumas pessoas que ainda sofrem os efeitos da calamidade, apoiam as tradições musicais e culturais da região, para que não se percam e possam ser alvo de usufruto pelas futuras gerações.
A compilação Dear New Orleans acaba por ser então o resultado de um relacionamento já longo entre músicos provenientes de diferentes pontos da América e de vários artistas de New Orleans, a cidade que vai inspirar todas as músicas do álbum.
Encontrei este disco porque Mike Mills, músico dos R.E.M., participa em duas músicas: Ohio, um original de Neil Young e numa versão cover de Kick Out the Jams, dos MC5, ambas com os Bonerama e Wayne Kramer.
Outros nomes como Laura Veirs, Steve Earl, Tom Morello (Rage Against The Machine), Luke Reynolds, Indigo Girls e Blind Pilot, prometem um disco de qualidade! Do que já consegui ouvir, destaco igualmente a versão original de Louisiana Land, dos Ok Go e que fala sobre o período em que esta banda viveu na Big Easy, a versão de When the Levee Breaks, dos Led Zeppelin, interpretada por Nicole Atkins e pelos já citados Bonerama, Carnival Time (My Morning Jacket) e Crescent (The Wrens).
Fica a capa da compilação e a playlist;

1. OK Go - Louisiana Land
2. The Mendoza Line - Catch a Collapsing Star
3. Tom Morello: The Nightwatchman - Midnight in the City of Destruction
4. Janet Bean and the Concertina Wire - My Little Brigadoon
5. Matt Sweeney and Bonnie ‘Prince’ Billy - Love in the Hot Afternoon
6. Paul Sanchez (featuring Shamarr Allen) - Don't Be Sure
7. Alec Ounsworth - Dr. So and So (featuring Al "Carnival Time" Johnson and John Boutte)
8. Steve Earle - Dixieland
9. Luke Reynolds - Flood
10. Jon Langford - Last Fair Deal Gone Down
11. Laura Veirs - I Can See Your Tracks
12. Vijay Iyer - Threnody
13. Jill Sobule - Where is Bobby Gentry?
14. Flobots - Stand Up
15. Rebecca Gates - Doos
16. The Wrens - Crescent
17. Indigo Girls (featuring Brandi Carlile) - Kid Fears
18. Timothy Bracy's Collection Agency - Matching Scars
19. Nellie McKay - Late Again
20. Blind Pilot - Buried a Bone
21. Mirah (featuring Thao Nguyen) - NOLA
22. Allison Moorer - A Change is Gonna Come
23. 2nd Chief David Montana - The Change of Heart Man
24. Wonderlick - The American Way
25. Bonerama - Mr. Go
26. Thao Nguyen and Bonerama - Body
27. Erin McKeown and Bonerama - Blackbirds
28. Nicole Atkins and Bonerama - When the Levee Breaks
29. Mike Mills and Bonerama - Ohio (with Wayne Kramer and Dave Herlihy)
30. Wayne Kramer and Bonerama - Kick out the Jams (with Mike Mills, Erin McKeown, Nicole Atkins and Martín Perna)
31. My Morning Jacket and Preservation Hall Jazz Band - Carnival Time
No Site oficial do disco, ao adicionares um endereço de email, terás acesso ao donwload de Wonderlick - The American Way

A dupla Röyksopp, está prestes a mostrar ao mundo Senior, o seu mais recente disco, com edição prevista para o próximo dia 13 de Setembro, através da editora PIAS. Totalmente instrumental, Senior surge na sequência de Junior, lançado em 2009, funcionando como uma espécie de B-Side deste, até porque foram ambos gravados na mesma altura.
Svein e Torbjørn, os membros da banda, explicam no seu site que enquanto Junior é enérgico, Senior é mais introvertido; Senior is furthermore an album about age, horses and being subdued, (...) with devils breathing down your neck. Não percebi muito bem a referência aos cavalos...
Resumindo, Senior e Junior completam-se; Junior era leve e festivo e Senior será mais obscuro e introspectivo.

01. And The Forest Began To Sing
02. Tricky Two
03. The Alcoholic
04. Senior Living
05. The Drug
06. Forsaken Cowboy
07. The Fear
08. Coming Home
09. A Long, Long Way
Termino relembrando que os Röyksopp são uma dupla originária de Tromso na Noruega e formados por Torbjørn Brundtland e Svein Berge, já citados acima. Alguns dos seus discos já contaram com a participação de outros artistas como Erlend Øye (Kings of Convenience), Karin Dreijer ou Robyn. Em Senior, não se encontra Space, a música mais recente da dupla que descobri; Talvez apareça no próximo disco...
Matt Bellamy - Vocalista dos Muse
Hélder Postiga - Avançado do SCP
Actualização da matéria dada... Usufrui!
Scissor Sisters - Fire With Fire
Franz Ferdinand - All My Friends (LCD Soundsystem Cover)
Regina Spektor - No Surprises (Radiohead Cover)
John Mayer - Kid A (Radiohead Cover)
Tired Pony - Dead American Writers
Beck & Devendra Banhart - Life During Wartime
Pavement - In A Mouth Of A Desert
Someone Still Loves You Boris Yeltsin - Oregon Girl
Rita Redshoes - Captain Of My Soul
Best Coast - When I'm With You
Tem feito enorme sucesso um novo anúncio da Levi's e que já leva, em poucos dias, mais de três milhões de visualizações no Youtube.
No referido anúncio, onde a única referência à minha marca de roupa preferida são as calças usadas pelo protagonista, o mesmo percorre os EUA, de costa à costa, em menos de 2 minutos, passando por pontes, estradas, ruas, monumentos famosos e outros símbolos do país, numa viagem que tem início em NY e termina em SF, Califórnia.
Os passos do jovem parecem mágicos, conseguidos através de duas técnicas cinematográficas que descobri chamarem-se stopmotion e timelapse. E a banda-sonora é excelente e adequada, apesar de ainda não ter conseguido identificar o autor. É impossível ficar indiferente a este anúncio porque, apesar do objectivo comercial subjacente ao filme, todo um país é retratado de forma bastante simples, original e concisa. Confere;
Entretanto chegou-me ontem esta foto, directamente do Hard-Rock Café de Marbella que, por razões óbvias, não resisto a partilhar.
Obrigado Mariline, abraço ao graúdo e miúdos e continuação de boas férias!

Um dos regressos mais saudados este ano são a maior alternativa que a música britânica apresentou à dupla Blur vs Oasis pela hegemonia da brit-pop; Refiro-me, como é natural, aos londrinos Suede. Brett Anderson, Richard, Simon, Mat e Neil voltaram a tocar juntos, algo que já não acontecia desde 2003.
No passado dia 7 de Agosto a banda deu mais um concerto no Festival Smukfest, em Skanderborg (Dinamarca), o quarto este ano. O primeiro foi no Royal Albert Hall, em Londres, dia 24 de Março, inserido numa campanha de apoio à organização Teenage Cancer's Trust. Antes da Dinamarca, ainda tocaram no 100 Club também em Londres e no The Ritz em Manchester. Portanto, o Festival Smukfest foi o primeiro concerto fora de solo britânico o que poderá, quem sabe, indiciar uma futura tournée europeia, talvez no próximo verão!
O canal oficial da banda no Youtube disponibilizou um vídeo filmado pelo público de Can't Get Enough, onde no final fim ouvimos Brett Anderson a dizer We're back.
Fica o alinhamento do concerto em Skanderborg;
She
Trash
Filmstar
Animal Nitrate
Heroine
Pantomime Horse
Killing Of A Flashboy
Obsessions
Can't Get Enough
Everything Will Flow
She's In Fashion
The Living Dead
The Asphalt World
So Young
Metal Mickey
The Wild Ones
New Generation
Beautiful Ones
Encore:
Saturday Night
Aprecio esta banda e fixei o espectáculo a que assisti, em 1999, na primeira parte dos R.E.M.. Gosto do som deles e da atitude; Eram e ainda são uma banda com estilo e provam que houve mais na Brit Pop do que os Oasis e os Blur.

Os americanos The Walkmen acabam de divulgar Stranded, o single de apresentação do seu mais recente disco, que sairá dia 14 de Setembro, publicado pela Fat Possum. No entanto, a grande curiosidade deste novo álbum da banda é o seu título, Lisbon.
Em declarações recentes, o grupo afirmou que grande parte do disco foi inspirado e composto em viagens que fizeram à nossa capital, onde tocaram, em 2008 no Super Bock em Stock e em 2009 no Super Bock, Super Rock, funcionando o título como homenagem.
A banda tem tocado Stranded e outros temas de Lisbon em vários concertos, com especial destaque para o Pitchfork Music Festival e um espéctaculo memorável no Lollapalooza Grant Park, em Chicago, no passado dia seis de Agosto.
Esta é uma banda que começa a ganhar cada vez mais relevo e notoriedade do universo índie, com uma sonoridade original e bastante peculiar e que tem a particularidade de apreciar o uso de instrumentos vintage, especialmente de sopro e pianos.
Fica a capa e o alinhamento de Lisbon;
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01. Juveniles
02. Angela Surf City
03. Follow The Leader
04. Blue As Your Blood
05. Stranded
06. Victory
07. All My Great Designs
08. Woe Is Me
09. Torch Song
10. While I Shovel The Snow
11. Lisbon

De hoje a um mês, dia treze de Setembro, será lançado pela Mute o segundo álbum de estúdio dos Grinderman, banda liderada pelo músico e compositor australiano Nick Cave e que conta na sua formação com mais músicos provenientes do projecto mais conhecido do cantor, os Nick Cave and The Bad Seeds. O disco irá chamar-se Grinderman 2, e já foi gravado em 2009 nos estúdios State of Ark (Londres). A produção do mesmo esteve a cargo dos próprios Grinderman e de Nick Launay que também misturou o disco no British Grove (Londres), em Agosto do ano passado e no Seedy Underbelly (LA) já em Abril deste ano.
Grinderman 2 vai suceder a Grinderman, o álbum de estreia, lançado em 2007 e que deu a conhecer o projecto Grinderman. Recentemente Nick Cave afirmou que a maior inspiração para o som do álbum foi a música de Miles Davis composta no final dos anos setenta e que caracteriza como o caos maligno improvisado.
O primeiro single, Heathen Child, acaba de ser divulgado, assim como o vídeo oficial. Confere;
Deixo também os trailers do álbum e que desvendam a sonoridade de Grinderman 2;
Trailer 1 - realizado por John Hillcoat
Trailer 2 - realizado por John Hillcoat
Trailer 3 - realizado por Ilinka Hoepfner
Após a edição do disco, os Grinderman fazem-se à estrada para uma digressão europeia que, para já, não inclui Portugal. Fica a capa bastante original e sugestiva, assim como o alinhamento do disco;

1. Mickey Mouse and the Goodbye Man
2. Worm Tamer
3. Heathen Child
4. When My Baby Comes
5. What I Know
6. Evil
7. Kitchenette
8. Palaces Of Montezuma
9. Bellringer Blues

Numa entrevista recente ao site Pitchforkmedia Beck revelou que tem trabalhado nos últimos dois anos em novas músicas e que daqui a poucas semanas os fãs poderão ouvir os resultados dessas gravações. E quando questionado sobre possíveis datas, respondeu: É o tipo de situação em que viro costas e já se passaram dois anos e o que fiz já parece pouco relevante, tendo em conta o panorama geral. Por esta altura, se calhar já há cinco bandas que fizeram algo que, há dois anos, parecia excitante e fresco. Por exemplo, o título deste disco ia ser Rococo e agora os Arcade Fire têm uma música com esse nome. Mas tenho a certeza que a música será editada.
Seja como for, o músico californiano confessou também que irá tentar terminar as músicas e a partir do momento em que as considere suficientemente boas, avançará certamente para o lançamento de um disco.
Entretanto Beck tem-se desdobrado em colaborações com diversos artistas como Charlotte Gainsbourg (Confere), Stephen Malkmus, MGMT ou Bat For Lashes e no seu site podemos apreciar o resultado dessas colaborações.
A mais recente foi com Devendra Banhart de onde resultou Life During Wartime, uma canção escrita por Todd Soldonz e usada na banda sonora do filme homónimo, realizado pelo mesmo. Confere-a...
Não me vou alongar sobre Life During Wartime, até porque não tem estreia prevista em Portugal. No entanto e pelo que li, é a história de Trish, uma mulher prestes a casar segunda vez, divorciada de Bill, um preso pedófilo e com quem teve dois filhos. Trish está animada com a oportunidade de colocar em sua casa um novo marido para ajudá-la a cuidar dos seus dois filhos. Os problemas têm início quando Bill sai da cadeia e começa novamente a atormentar a vida da sua ex-mulher e dos seus filhos.

Realizador: Todd Solondz
Argumento: Todd Solondz
Intérpretes: Shirley Henderson, Michael K. Williams, Roslyn Ruff, Allison Janney, Michael Lerner, Dylan Riley Snyder, Ciarán Hinds, Paul Reubens, Emma Hinz, Charlotte Rampling, Ally Sheedy
Site Oficial: clique aqui
Nos links que se seguem, poderás aceder a informação variada sobre outras colaborações recentes de Beck com diferentes músicos;

No vídeo abaixo podemos ver Mike Mills, guitarrista dos R.E.M., a tocar Sing Their Souls Back Home, um original de Billy Bragg que Mills adaptou para o The Voice Project.
Este projecto teve origem num movimento de mulheres africanas que pretendem chamar a atenção do mundo para uma guerra que há vinte e cinco anos assola o sul do Sudão, norte do Ruanda e no Congo, onde têm sido praticadas verdadeiras atrocidades e crimes contra a humanidade, com milhares de vítimas. E muitas delas foram violadas ou perderam filhos, raptados pelos senhores da guerra envolvidos neste conflito de raízes étnicas.
Com The Voice Project, estas mulheres têm-se feito ouvir, quer nos seus países, quer no mundo inteiro, num esforço meritório para se aquilatar até onde poderá ir a simples força de várias vozes em uníssono.
A grande virtude do The Voice Project está na forma como funciona. É uma corrente musical de covers entre artistas de todo o mundo; Algumas canções interpretadas por estas corajosas mulheres foram o primeiro elo da cadeia; De seguida, um artista A fez uma cover de uma música de um artista B escolhido por si; o artista B aceitou o desafio e fez uma cover de uma música de um artista C e assim sucessivamente. E a corrente ainda não terminou...
Todas estas covers têm sido registadas em vídeo no site do projecto (ver link no início deste texto), onde poderás conhecer a última cover adicionada e a corrente de músicas. Fica um exemplo e o vídeo citado;



John Malkovich - Actor e Realizador.

Michael Stipe - Vocalista dos R.E.M.

A banda de indie-folk Fanfarlo, de origem britânica mas liderada pelo sueco Simon Balthazar, vem a Lisboa, dia sete de Setembro, para um concerto no Lux. Será a primeira actuação da banda fora de festivais, visto a banda ter tocado no SWTmn 2008. Os bilhetes foram colocados ontem à venda e custam 20 euros.

Os Fanfarlo foram uma das boas surpresas de 2009, com Reservoir, o seu disco de estreia, produzido por Peter Katis, que tem trabalhado com nomes tão familiares como os Interpol e The National.
Aguarda-se com expectativa o sempre difícil segundo álbum.
Fica Ghosts, a minha música preferida de Reservoir;
They stayed put in their houses
Or moved to higher grounds
There are ghosts by the reservoir
No one wants them round any more
They’ve put a spell
For the dam to break
They’ll tell you all about the day when it came
What it took away
In 1922
It caused a drought
It caused a flood
It came to change us all for good
Do I look like someone?
I’ve heard the voices through the floor
In a strange cold language
They’re planning out a war
So tap into the mainline
And tell me all the secrets
Of a world you once lived in
That your heart could not swallow
The sky is so shallow
It’s late, you’ve been working hard
Drive down to the reservoir
It caused a drought
It caused a flood
It came to change us all for good
Despite the years they’re still around
Have we fallen out for good?
A ideia era irmos ver The Ghost Writer ou Inception, mas Grown Ups acabou por ser a escolha... Feliz!

Ao contrário do que possa parecer, Grown Ups não é mais uma daquelas comédias que divertem no momento e rapidamente se esquecem quando a sala de cinema fica para trás! É um filme para todas as idades, literalmente, com um argumento muito inteligente, bem escrito e com actores talhados para o mesmo.
Viver é crescer, mas também é saber nunca perder o melhor que temos dentro de nós, mesmo que a dita fase adulta da nossa vida possa, à primeira vista, tendo em conta as responsabilidades pessoais e profissionais que vamos assumindo, ser factor restritivo da prática desse melhor de nós mesmos!
Brincar, ter amigos e pessoas que nos amam e com quem podemos partilhar o que temos de melhor, assim como as nossas fraquezas e defeitos e mesmo assim saber que podemos contar com eles para toda a vida, é um dos nossos maiores tesouros. Por isso, numa época em que muitas crianças desaprenderam, ou melhor, parece que nunca aprenderam a brincar e os adultos se esquecem ou se envergonham do que foram e fizeram no passado, ver este filme pode ajudar a reviver alguns dos melhores momentos da nossa infância, a relembrar também amigos que estão distantes, assim como despertar de novo a vontade de mostrar a criança que todos temos! No fundo... viver tudo para que no fim não sintamos remorsos de nada!
Recomendo Grown Ups vivamente...
Fica a sinopse;
Com Adam Sandler, Kevin James, Chris Rock, David Spade e Rob Schneider, esta é uma comédia sobre cinco homens que em crianças eram os melhores amigos, e que agora se juntam de novo para passar o fim-de-semana do feriado de 4 de Julho, e conhecer as respectivas famílias. No entanto, rapidamente vão perceber que ser adulto, não significa ter crescido...

A dupla britânica de trip-hop Zero 7, formada por Henry Binns e Sam Hardaker, acaba de editar a sua primeira compilação intitulada Record. O disco contém no alinhamento uma selecção dos quatro álbuns de originais da banda; Simple Things (2001), When it Falls (2004), The Garden(2006) e o mais recente Yeah Ghost (2009), disco que comentei AQUI.
Sam & Henry formaram os Zero 7 em finais dos anos 90, depois de trabalharem juntos num estúdio de Londres onde descobriram gostos musicais similares e uma enorme empatia.
Após arriscarem fazer algumas remisturas (Destaque para Climbing Up The Walls, dos Radiohead) e vários Eps, lançaram, em 2001, o elogiado Simple Things, álbum onde a mistura bem doseada entre a electrónica, o trip hop e o acid jazz arrancaram aplausos da crítica e arregimentaram desde logo uma fiel legião de fãs, na qual me incluo. Desde então editaram, como referi acima, mais três discos de inéditos e agora, em 2010, surge a primeira compilação.
Record divide-se em dois discos; O primeiro reproduz na perfeição os melhores momentos dos Zero 7. Logo na abertura merece atenção a delicada Futures, com voz de José González, um dos mais recentes colaboradores da dupla e I Have Seen, com a voz de Mozez, que dá um clima ao mesmo tempo doce e sombrio à canção. Destaco também Destiny, a minha preferida, com a voz de Sia Furler, outra colaboradora habitual dos Zero 7 e In The Waiting Line, onde podemos ouvir a fantástica Sophie Barker.
O segundo disco de Record inclui remisturas de nomes tão sonantes como Carl Craig ou os Stereolab e estou com enorme curiosidade em ouvi-lo.
Assim e tendo em conta o alinhamento, considero Record um excelente disco, essencial para quem quiser conhecer a discografia dos Zero 7, sendo, sem qualquer sombra de dúvida, a nata do que a dupla lançou até hoje.
Fica o alinhamento, sendo possível a audição das cinco primeiras canções;
| 01. Futures | |
| 02. I Have Seen | |
| 03. You're My Flame | |
| 04. Destiny | |
| 05. Throw It All Away | |
| 06. Polaris | |
| 07. Everything Up [Zizou] | |
| 08. Home | |
| 09. Mr McGee | |
| 10. Swing | |
| 11. Somersault | |
| 12. In The Waiting Line | |
| 13. The Pageant Of The Bizarre | |
| 14. Salt Water Sound | |
| 15. Distractions | |
| 16. End Theme |
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