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Discos em 2010

Segunda-feira, 11.01.10

Já fiz a retrospectiva de 2009, musicalmente falando e foi um ano muito rico, uma belíssima colheita. Mas um novo ano já está em marcha e promete ser ainda melhor, tendo em conta o que tenho lido.

Não vou entrar em grandes detalhes, até porque muitas das bandas e discos que referir neste texto, voltarão, espero eu, a ser motivo de análise ao longo do ano, em Man On The Moon. E também só vou destacar as bandas que realmente me interessam e que merecem a minha atenção.

Assim e depois da estreia de Julian Casablancas a solo, parece que os The Strokes irão regressar aos discos, estando já a preparar o sucessor de First Impressions On Earth (2005); Para já estão confirmados como cabeças-de-cartaz da edição deste ano do consagrado Festival da Ilha de Wright.

Como já referi anteriormente, os Radiohead estão de volta ao estúdio e o sucessor de In Rainbows poderá ver a luz do dia em 2010. Esta notícia é excelente depois dos rumores de que a banda deixaria de editar discos no formato habitual e que estaria mesmo em risco o futuro da banda.

Os Pavement também prometem disco novo para este ano, após terem confirmado o regresso aos palcos, de onde estavam arredados há algum tempo.

Sete meses depois de Hombre Loco, End Times, dos Eels, já foi lançado e prometo, muito em breve, falar com mais detalhe do disco, assim que o ouvir.

Contra, dos Vampire Weekend já se pode ouvir por aí e dois singles são conhecidos: Horchata e o fantástico Cousins. Parece que o estigma do segundo álbum não passará por esta banda e que Contra é mesmo um grande disco.

Charlotte Gainsbourg lançará, já no final deste mês, um novo disco. Tal facto chamou-me a atenção porque é um trabalho de parceria com Beck, já que ele é o escritor e produtor de todas as músicas do álbum.

Na mesma altura, o sucessor do aclamado Distortions, dos Magnetic Fields, chegará às lojas e já tem nome, Realism. Parece que a banda vai regressar às canções rápidas e simples... E ainda bem!

No final deste mês também está prometido o lançamento do terceiro disco dos Beach House, uma das minhas mais recentes descobertas.

Em Fevereiro o ex-Génesis Peter Gabriel vai lançar Scratch My Back. Tal facto interessa-me porque é um disco só de versões e de nomes tão importantes para mim como David Bowie, Arcade Fire ou Lou Reed.

Outro dos regressos que mais aguardo em 2010 é o de James Murphy e os seus LCD Soundsystem; Será em Março. Pela mesma altura os Gorillaz  de Damon Albarn estarão de volta, também com o seu terceiro disco, Plastic Beach, que fará certamente parte da minha colecção.

Jonsí, vocalista dos Sigur Rós vai lançar o seu primeiro disco a solo, Go, lá para Abril, com arranjos de Nico Muhly.

MGMT, Interpol, Panda Bear, Goldfrapp e Liars também deverão ter novo disco em 2010.

E para terminar, parece que os Coldplay e os R.E.M. estão enfiados nos seus estúdios, como já fiz referência aqui.

Para já são estas as novidades que tenho conhecimento! Nada mau... A confirmar-se todos estes rumores vai ser um 2010 em grande!

 

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publicado por stipe07 às 22:01

O meu post de 2009 - True Love Waits.

Segunda-feira, 11.01.10

Não tenho dúvidas sobre qual foi o meu post mais feliz de 2009. 

True Love Waits sintetiza tudo o que sentia naquele tão quente e feliz mês de Junho. O texto é ainda actual e, melhor que isso, mais sólido e fundamentado, porque tem vindo a ser posto em prática e experimentado! Não há um único dia em que não tente fazer sorrir quem amo e o bem, nem que seja a mim próprio, canalizando as minhas capacidades e inteligência para o usufruto do amor.

Mesmo assim, às vezes sinto alguma frustração por saber que não tenho a capacidade de contagiar o mundo inteiro nestes dias em que sou tão feliz e fazer com que todos possam também vibrar com este sentimento! Mesmo assim, é bom saber que escrevi True Love Waits de forma espontanea, reflectindo o estado de alma que me tem iluminado nos últimos meses.

Com True Love Waits quis simplesmente dizer que sou feliz como nunca fui ou imaginei vir a ser, que não quero que este estado de alma passe e que, por me sentir tão preenchido, gostava que todos pudessem ter a oportunidade de viver também um verdadeiro amor, que fizessem o inexplicável todos os dias, tivessem só manhãs maravilhosas e fossem assim pessoas maiores, mais grandes e mais bonitas!

Adorava que todos soubessem saborear os momentos de ausência por serem um retardar de um reencontro certo e não sinónimo de solidão.

Queria muito que todos tivessem sempre a impaciência esbatida, vivendo uma vida serena, sem apertos no peito ou buracos na barriga.

Gostava que todos os que amam com coragem, determinação e alegria, fossem recompensados e pudessem deixar uma marca indelével no mundo; Assim o nosso Planeta seria uma praia gigante, num dia de verão, cheia de pegadas e marcas de vida, deixadas por todos aqueles que amaram em plenitude e se divertiram imenso com isso, para que nunca fossem esquecidos e se tornassem verdadeiros exemplos.

No fundo, gostava que este mundo fosse um local bem melhor para se viver e que todas as pessoas, todos os dias, fizessem algo por amor... algo bonito, absurdo, estranho, desconcertante, luminoso, ensaiado, espontâneo, doce, rude, brilhante, imprevisível, perigoso, sensato, sofrido, não importa... mas que fosse algo feito por amor... E assim teríamos, decerto, o tal mundo bem melhor!

Apesar deste frio que contrasta com a luminosidade e o calor daqueles dias, aqui, no meu peito, a chama continua tão intensa como era em Junho. E sei que naqueles olhos verdes tenho combustível mais do que suficiente para que ela não se apague até ao fim dos meus dias.

Fica de novo o texto...

 

Nunca temos tempo para parar e pensar no que mais nos motiva a querer ser feliz e a lutar por este mundo. Perdemos a esmagadora maioria do nosso tempo consumidos nas obrigações do tempo que nos consome e se conta demasiado rápido. Adiamos repetidamente o que sabemos ser essencial, sobrevivemos na ilusão que já estar vivo nos faz bem e feliz e andamos demasiadamente crentes, conformados que amanhã tudo ficará melhor! Pensamos que se somos bons vai correr tudo bem ou, pior ainda, seguimos em frente, nem sempre de cabeça erguida, porque estamos esmagados num conformismo fétido que nos diz que não vale a pena insistir, que nunca alcançaremos o justo e merecido, sendo melhor deixar tudo como está, porque somos vivos, temos os bens materiais essenciais e um dia, como já disse, vai ficar tudo bem.

O amor é o sentimento maior, é a parte mais bonita de cada um de nós. Não é o lado mais frágil, só porque às vezes nos faz sofrer; é antes o lado mais poderoso porque nos leva a fazer o inexplicável; o amor é a veia motriz deste mundo, a única razão que considero plausível esperar e lutar até ao fim e nunca desistir, por maior que seja a dor e o embaraço que nos cause, nem que isso nos leve a abdicar de tudo  o resto que nos importa. É que não há maior sentimento de felicidade do que sentir o verdadeiro amor. E desafio que alguém me prove o contrário!

O amor faz-nos crescer, torna-nos muito maiores, mais grandes e mais bonitos!

Usufruir de um verdadeiro amor é sentir aquela ânsia sufocante de não ver os minutos a passar mas, ao mesmo tempo, querer que o relógio pare, por se saber que se vive um presente radioso, quando as manhãs são maravilhosas porque nos apercebemos da nossa realidade.

É  incrível como o amor  vira a nossa impaciência de pernas para o ar e dá-nos a serenidade que antes estava completamente esbatida. Por isso é que amar é também saber esperar, saborear os momentos de ausência, querer até, com alguma auto-malícia, prolongá-los, retardar o reencontro... É que quando ele sucede, sabemos sempre que as horas vão correr, que o tempo vai ser fugaz e esfumar-se sem saborearmos convenientemente a presença do outro, porque estamos demasiados ofuscados com a mesma e perdidos nos seus braços a deleitar o nosso sedento coração!

Esperar por um verdadeiro amor é ter de ser forte, muito forte e forte outra vez, é resistir a todas as adversidades, a múltiplas tentações que só nos trazem prazeres passageiros e vazios, bons no momento, mas embaraçosos e inócuos instantes depois. Viver uma aventura fugaz é tapar as feridas do nosso coração com pequenos remendos. Vivemos uma verdadeira aventura quando amamos com plenitude e usamos toda a nossa inteligência para conseguir surpreender o outro com algo novo e diferente todos os dias.

Ser grande e importante neste mundo, deixar uma pegada indelével, não significa termos de fazer algo que dê nome a uma rua, que baptize uma rotunda, um museu ou uma ponte. A marca indelével que deve ficar no dia em que partirmos é a marca do exemplo, o reflexo daquilo que fomos ao longo da nossa vida. Sermos maiores é, mais do que por aquilo que produzirmos e construirmos, sermos um dia lembrados pelo que amámos, pelo bem que fizemos e sermos recordados quando nos virem reflectidos nos nossos descendentes, que vivem orgulhosos do que testemunharam em nós enquanto cresceram.

A minha vontade de ser bem sucedido neste mundo, de encontrar o meu lugar, de deixar a minha pegada indelével, é ter a certeza que, quando tive a oportunidade de amar, não desperdicei essa benção, usufrui dela plenamente e fiz sorrir quem aceitou o meu amor.

A única coisa que me irrita no amor é não ter jeito nenhum para falar ou escrever sobre ele; por isso, prefiro canalizar as minhas capacidades e a minha inteligência para o seu usufruto.

Ao final do dia, fazendo a retrospectiva, devemos, além das obrigações que cumprimos, recordar vivamente tudo aquilo que fizemos por amor! Quer tenha sido a aquisição de um jipe verde, ou o simples carregar num botão de um electrodoméstico, devemos saborear com todas as células do nosso corpo esse momento que nos fez grandes e nobres, por ter sido um gesto de amor. 

Como disse no início, nunca temos tempo para parar e pensar no que mais nos motiva a querer ser feliz e a lutar por este mundo. Eu diria que deve ser um verdadeiro amor, demore o tempo que for preciso. E eu também diria que já o encontrei...

 

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publicado por stipe07 às 15:23






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