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Click matinal... Thanks Jet!

Quinta-feira, 10.09.09

Há manhãs em que se acorda e tudo é mecânico! Saímos da cama e somos logo assaltados pela rotina comum a cada novo dia. Cumprimos gestos sem nos apercebermos, estamos invadidos por uma estranha letargia, talvez à espera de um estímulo exterior que nos faça realmente acordar, apesar de já estarmos há alguns minutos fora da cama e com os olhos bem abertos.

Hoje, pronto para mais um dia de trabalho intenso, meia hora depois de me ter levantado, acho que ainda dormia! Já tinha o pensamento longe daqui, como felizmente me acontece todas as manhãs, mas ainda dormia, ou melhor, sonhava acordado!

Seja como for, ao ligar o mp3 do carro recebi o tal estímulo, esta bela canção de amor! Logo ali, naquele preciso instante, fui à Lua, o dia ficou muito mais bonito e os olhos menos esbugalhados! E logo ali, fechei o portão, arranquei e, sem motivo aparente, sorri como se não houvesse amanhã...

Ah, já agora... E cantei também! E continuei a sonhar acordado, obviamente!

Take my photo off the wall
If it just won't sing for you
'Cause all that's left has gone away
And there's nothing there for you to prove

Oh, look what you've done
You've made a fool of everyone
Oh well, it seems likes such fun
Until you lose what you had won

Give me back my point of view
'Cause I just can't think for you
I can hardly hear you say
What should I do, well you choose

Oh, look what you've done
You've made a fool of everyone
Oh well, it seems likes such fun
Until you lose what you had won

Oh, look what you've done
You've made a fool of everyone
A fool of everyone
A fool of everyone

Take my photo off the wall
If it just won't sing for you
'Cause all that's left has gone away
And there's nothing there for you to do

Oh, look what you've done
You've made a fool of everyone
Oh well, it seems likes such fun
Until you lose what you had won

Oh, look what you've done
You've made a fool of everyone
A fool of everyone
A fool of everyone

 

Os Jet são uma banda australiana conhecida devido ao single Are You Gonna Be My Girl, que fez parte de uma das campanhas promocionais da Vodafone, há cerca de 3 anos.

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publicado por stipe07 às 14:58

Maria Rita - Samba Meu

Segunda-feira, 07.09.09

Voltando aos discos...

Tenho voltado um pouco ao passado, nomeadamente à redescoberta da música brasileira, género musical que fez parte do meu quotidiano durante grande parte da minha vida. Confesso que tem sido um regresso agradável até porque, como é óbvio, tenho tido algum critério e uma excelente motivação!

Assim, a Bossa Nova e o samba mais Paulista e da Baía, do que propriamente o samba do Rio, têm sido as minhas opções.

Por isso, a minha última descoberta musical chama-se Maria Rita, uma das novas e mais influentes vozes da música brasileira actual. 

Maria Rita, filha de dois ícones da música brasileira, Elis Regina e Cesar Camargo Mariano, começou a cantar profissionalmente somente aos 24 anos. Acerca desta entrada já um pouco tardía no mundo da música ela afirmou em tempos: encaro a vida como um grande processo feito de vários pequenos processos no caminho. Sempre quis cantar. Mas a questão não era querer. Era porquê. Não gosto de fazer nada sem ter um porquê. Fica mais fácil quando você tem um objetivo, uma meta. O motivo passou a existir quando percebi que ficaria louca se não cantasse.

Hoje, com 30 anos, não se pode queixar dos resultados que já alcançou; O seu primeiro disco, Maria Rita, lançado em Setembro de 2003, vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo. Nessa altura também lançou o seu primeiro DVD, com o mesmo título e que chegou à marca de 150 mil cópias. Tanto o disco como o DVD foram lançados em mais de 30 países, incluindo Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Colombia, Dinamarca, Equador, Finlândia, França, Inglaterra, Itália, Japão, Coreia do Sul, República Checa, México, Holanda, Noruega, Portugal, Suécia, Suíça e Venezuela. 

A tournée de promoção deste disco durou 18 meses e teve cerca de 160 concertos, em vários países, quase sempre completamente lotados.
Em 2004, Maria Rita continuou a recolher os louros de Maria Rita e venceu o Grammy Latino nas categorias Revelação do Ano, Melhor Álbum de MPB e Melhor Canção em Português e recebeu também o Prémio Faz a Diferença, oferecido pelo jornal O Globo, entre outros. A Festa? é sem dúvida a música mais conhecida deste seu primeiro álbum.

Maria Rita lança Samba Meu, em Setembro de 2007, produzido por Leandro Sapuchay e que, conforme o título indica, vem recheado de grandes sambas de compositores inéditos, dos quais se destacam  Arlindo Cruz e Franco. Há também uma versão de O Homem Falou, de Gonzaguinha, que contou com a participação da Velha Guarda da Mangueira.

Se o samba não era a principal influência do seu primeiro disco, Maria Rita referiu que também não se tornou sambista com Samba Meu e que não tem pretensões de vir a sê-lo. Diz que quis apenas fazer música mais simples, alegre e descontraída do que aquela que se podia ouvir em Maria Rita. Os tradicionais arranjos de piano, baixo e bateria, que eram a marca registada da filha de Elis Regina, neste disco ganham a companhia da cuíca, do violão e de variados instrumentos de percussão.

Logo na primeira música de  Samba Meu ela demonstra alguma timidez e humildade por pisar este território musical, deixando logo claro que o faz sem pretensões de maior, apenas pela diversão!

 

Meu samba não quer ver você tão triste

Meu samba vai curar a dor que existe

Meu samba vai fazer ela dançar

É o samba certo pra você cantar

 

Maria Rita acaba por ser muito feliz ao entrar e desfilar pela passerelle do samba; Penso que ela caiu no samba de forma descontraída, feliz e cheia de ginga, como se diz no Brasil! Quem gostar do género ficará deliciado! Não é samba para multidões ou para tirar o pé do chão, como o samba de Daniela Mercury ou Ivete Sangalo. É, quanto a mim, um samba melhor, porque, sendo menos acelerado, é mais rico, insinuante, sofisticado, provocador e intenso... Pelo menos é o que eu acho! :) 


Capa

1. Samba Meu
2. O Homem Falou
3. Maltratar, Não é Direito
4. Num Corpo Só
5. Cria
6. Está Perdoado
7. Pra Declarar Minha Saudade
8. O Que é o Amor
9. Trajetória
10. Mente ao Meu Coração
11. Novo Amor
12. Maria do Socorro
13. Corpitcho
14. Casa de Noca

 

Fica a letra da minha música preferida do disco - O Que é o Amor
 

Se perguntar o que é o amor pra mim
Não sei responder
Não sei explicar
Mas sei que o amor nasceu dentro de mim
Me fez renascer
Me fez despertar

Me disseram uma vez
Que o danado do amor pode ser fatal
Dor sem ter remédio pra curar
Me disseram também
Que o amor faz bem
E que vence o mal
E até hoje ninguém conseguiu definir
O que é o amor

Quando a gente ama brilha mais que o sol
É muita luz
É emoção
O amor
Quando a gente ama é o clarão do luar
Que vem abençoar o nosso amor
 

E a versão ao vivo, incluída no DVD Samba Meu...

 

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publicado por stipe07 às 15:30

Livro novo, filme visto...

Sábado, 05.09.09

No passado dia 1 de Setembro passaram 70 anos do início da maior guerra da história da humanidade, cujos contornos e desfecho a maioria de nós conhecemos. No entanto, foram sempre pouco claros os detalhes dos acontecimentos politicos que marcaram os dias que antecederam a ordem final dada por Hitler para o avanço sobre a Polónia, no dia 1 de Setembro de 1939.

1939 Contagem Decrescente Para a Guerra, escrito por Richard Overy, descreve pormenorizadamente esses acontecimentos...

No dia 24 de Agosto o destino do mundo estava prestes a ser decidido. Hitler ambicionava nas horas seguintes invadir a Polónia e esperava contar com a ajuda do amigo Estaline. Por outro lado, a França e a Inglaterra, continuavam firmes na declaração de apoio à Polónia em caso de invasão alemã.

Neste livro, Richard Overy recria minuciosamente os acontecimentos destes últimos dias de Agosto de 1939 nas principais capitais e chancelarias europeias, à medida que a opinião pública em geral e os políticos se preparavam para uma guerra inevitável.

O braço de ferro não dava mostras de abrandar; Se Hitler estava convencido que o Ocidente iria recuar na declaração de apoio incondicional à Polónia, o Ocidente esperava conseguir ainda chamar Hitler à razão.

Nesses dias houve momentos de tensão, escaramuças fronteiriças e os serviços secretos de ambos os lados estiveram activos e mesmo em contacto permanente, numa tentativa de solucionar o impasse. No entanto, Hitler estava decidido a levar até ao fim a decisão final de aumentar o espaço vital alemão para leste.

A única característica constante nestes dias foi a determinação da jovem nação polaca, criada apenas em 1919, em não ceder às exigências alemãs e, se fosse caso disso, lutar contra a força do exército alemão.

Recomendo este livro a todos aqueles que se interessam particularmente por este período da história e que gostariam de perceber melhor como tudo começou. Nas suas páginas irão encontrar revelações surpreendentes, asseguro!

 

Imagem da versão inglesa

 

Já agora, ontem vi The Inglorious Basterds, o último filme de Quentin Tarantino, cuja acção se passa exactamente na II Guerra Mundial, na França ocupada.

Já falei exaustivamente deste filme aqui até porque era um dos que mais aguardava este ano. Não é um filme que pretenda contar episódios verídicos dessa guerra; por sinal até está bem longe disso! Mais do que os factos reais, no fundo, o que Tarantino fez e bem ao seu estilo foi, mais uma vez, mostrar o melhor e o pior que existe em cada um de nós e na consciência humana, quando se vive em guerra.

Se no filme é claro que naquela guerra houve, sem dúvida, um lado mau, as potências totalitárias e fascistas (Alemanhã, Itália, Japão...) e um lado bom, as democracias ocidentais (Inglaterra, França, EUA,...), mostrou-nos também que, como em qualquer guerra, quem as combate não são os politicos que as provocam, mas os homens comuns, com semelhanças impressionantes entre si e, apesar de lutarem em lados opostos, comungam os mesmos medos, angústias e desejos. O filme mostra que qualquer soldado poderia estar perfeitamente do outro lado da barricada e que todos os intervenientes cometeram as mesmas atrocidades e provocaram no inimigo angústias, dores e sofrimento semelhantes. Este filme serve para demonstrar mais uma vez a loucura e a estupidez que é uma guerra, seja ela qual for, independentemente das motivações, dos objectivos e da moral que defende cada lado da barricada.

E para mim, o facto mais irónico e extraordinário do filme acaba por ser o uso da temática cinema como base para o mesmo; ser um filme de época alemão, sobre um soldado nazi muito especial e a sua estreia num cinema parisiense, o cerne de toda a história. E mais não revelo... :)

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publicado por stipe07 às 13:46

The Horrors

Quinta-feira, 03.09.09

Parece que já está encontrada a nova banda-sensação do rock britânico,os The Horrors!

 

Damon Albarn é a última personalidade do mundo da música a confessar a sua admiração por esta banda que, relembre-se, teve uma actuação irrepreensível no último Festival de Paredes de Coura; Trent Reznor dos Nine Inch Nails também já confessou publicamente a sua admiração pelos The Horrors, tendo chegado a colocar uma música da banda no seu myspace.

A banda actuou no Festival de Paredes de Coura em substituição dos The Rascals e pelos vistos, não se perdeu nada com a troca!

O líder dos Blur e Gorillaz já ouviu o último disco da banda, Primary Colours, sucessor de Strange House e confessou ter adorado o trabalho, acabando por convidar os The Horrors a participar no próximo disco dos Gorillaz, agendado para 2010.

Esta banda, sonoramente, tinha no primeiro disco uma forte influência do rock sujo das bandas de garagem dos anos 60, tipo Trashmen e The Sonics e também fazia lembrar um pouco o psychobilly clássico de bandas como os The Cramps.
Em Primary Colours, este quinteto, oriundo de Londres, optou por uma sonoridade diferente e decidiu misturar o som pós-punk com um som mais gótico; o resultado não me agrada particulamente mas ficou-me no ouvido, principalmente pela originalidade. 

Fica Mirror's Image, o primeiro single de Primary Colours.

 

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publicado por stipe07 às 15:54

Partly Cloudy

Terça-feira, 01.09.09

Smartieees acaba de me recordar um dos mais comoventes e ternurentos filmes que já tive a sorte de ver e que não resisto a colocar aqui...

Escrito e produzido por Peter Sohn e realizado por Kevin Reher, Partly Cloudy, que acompanha UP nos cinemas, foi feito nos estúdios daquela que é considerada actualmente a melhor oficina de filmes de animação do mundo, superando a própria DreamWorks, os Estúdios Pixar.

Todos nós sabemos que são as cegonhas que distribuem os bebés! Mas quem os cria? Partly Cloudy desvenda este segredo maravilhoso... Nuvens escultoras criam bebés a quilómetros de altitude, a partir de pedaços de nuvem branca e fofinha... muito fofinha! Uma dessas nuvens é Gus, uma solitária e insegura nuvem cinzenta, mestre na arte de criar bebés perigosos. Algumas das suas obras-primas são crocodilos, porcos-espinho, tubarões e enguias eléctricas. Estes bebés acabam por ser uma carga de trabalho para Peck, a cegonha distribuidora ao serviço de Gus. À medida que os bebés de Gus ficam mais perigosos, o trabalho de distribuição da cegonha Peck complica-se, fazendo com que ele fique farto e queira mudar-se para bebés mais dóceis. Como será que Gus e Peck vão resolver este problema?

A resposta a esta questão, a forma como a cegonha Peck soluciona o seu dilema, não desistindo de Gus, acaba por ser uma grande lição para todos nós, miúdos e graúdos, para todos aqueles que às vezes desistem de forma prematura, de uma verdadeira amizade ou até de um amor. Já agora, a banda sonora acompanha minuciosamente cada cena do filme! Percam / ganhem pouco mais de cinco minutinhos e deliciem-se...

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publicado por stipe07 às 19:45


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