Hoje, por razões exclusivamente profissionais, apetece-me fazer/dizer a quem não me conhece mas, mesmo assim, ajuíza...
Foto captada pelo grande amigo Norberto!
Quem sabe se não me fará jeito mais vezes...
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A partir de hoje começarei a escrever neste blog sobre os discos que adquirir, receber e que irão sendo acrescentados à minha colecção pessoal.
Começo pelos dois últimos, oferta do casal mais VIP de Castelo de Paiva (VIP - Vândalos In de Paiva), o casal Salaberth, graças aos maravilhosos cheques FNAC...

Disco de 2003 que deu a conhecer ao mundo Josh Rouse, o meu cantautor preferido, um músico que tive o prazer de conhecer pessoalmente, ainda muito recentemente. Ressalve-se que 1972 não é o seu disco de estreia. Tudo começou com Dressed Up Like Nebraska, em 1998.
Destaque em 1972 para Love Vibration, Slaveship, 1972, James, Under Your Charms, o single Comeback (Light Therapy) e Rise... Destaque para todo o disco. Ouço uma cópia há anos e finalmente tenho um original na minha colecção pessoal.

Já falei aqui desta compilação.
É um duplo CD com 31 temas e conta com alguns dos nomes mais respeitados da cena indie internacional, tais como Arcade Fire, The National (o vocalista Aaron Dessner é o grande impulsionador deste projecto, assim como o seu irmão gémeo, Bryce Dessner), Feist, Sufjan Stevens, Bon Iver, The Decemberists, Iron & Wine, Spoon, Yo La Tiengo, Cat Power e outros.
O volume I é mais negro e denso, quase todo constituído por música folk com arranjos muito clássicos. O volume II é mais aberto e luminoso e evoca alguns dos artistas mais importantes do rock nos últimos anos.
A Red Hot é uma organização fundada com o objectivo de alertar e consciencializar para as consequências do vírus da sida. Esta compilação celebra os 20 anos dessa organização que a patrocina.
Tal como previa, estou a descobrir neste disco alguma da melhor música indie do século XXI. Bastante recomendável... Toca o volume II no meu carro.
Music Is An Instrument For Positive Social Change!

Já falei aqui do próximo filme de Quentin Tarantino, The Inglorious Bastards, traduzido em português para Sacanas Sem Lei, que acaba de estrear no Festival de Cannes. É, sem qualquer dúvida, o filme que mais aguardo este ano, devido ao grande interesse que nutro pelas temáticas Tarantino e World War II.
O filme, conforme se pode constatar neste link de uma página do MSN, resume-se da seguinte forma:
No primeiro ano da ocupação de França pelos alemães, Shosanna Dreyfus (Melanie Laurent) testemunha a execução da sua família pela mão do Coronel Nazi Hans Landa (Christoph Waltz). Shosanna escapa por pouco, fugindo para Paris onde falsifica uma nova identidade como proprietária e operadora de um cinema.
Noutro local da Europa, o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de judeus americanos, soldados, para executar investidas rápidas e chocantes de retribuição. Conhecidos pelos seus inimigos como "os sacanas", o bando de Raine une-se à actriz e agente infiltrada alemã Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) numa missão para destruir os lideres do Terceiro Reich. O destino de todos eles converge sob um letreiro de cinema, onde Shosanna está determinada em criar o seu próprio plano de vingança....
"SACANAS SEM LEI" de Quentin Tarantino cruza histórias infames, oprimidas, reais e maiores que a própria vida durante a II Guerra Mundial.
No mesmo site poderão ver uma pequena entrevista em exclusivo com o Quentin, directamente de Cannes, onde ele explica e depois mostra uma das cenas mais interessantes do filme: Hugo Stiglitz (Til Schweiger) é um sargento alemão, renegado em França por já ter matado 13 nazis, entre eles oficiais das SS e da Gestapo; em suma, é um serial killer. Por ter cometido tais crimes, os nazis em vez de o fuzilar sumariamente em França, resolveram enviá-lo para Berlim onde a sua execução serviria de exemplo. Entretanto Os Sacanas acham que ele poderia fazer parte da equipa e resolvem convidá-lo a juntar-se a eles. Na tal cena do filme assistimos a esse mesmo convite e a um dos grandes momentos do filme quando o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) dirige-se a Stiglitz e lhe diz: Somos grandes fãs do seu trabalho, no que toca a matar nazis. Acho que evidencia grande talento.
Muito Bom!!!!!!
Mais informações sobre o filme poderão ser encontradas na sua página oficial.
Uma das particularidades mais interessantes da música em geral e do rock em particular tem a ver com o comportamento das bandas ao vivo, ou seja, se muitas se limitam a tentar, nos seus concertos e actuações ao vivo, reproduzir fielmente as músicas conforme se ouve nos discos, inclusive no alinhamento, outras bandas arriscam mais e dão um novo colorido e uma outra vibração às suas músicas, perante pequenas ou grandes mlutidões.
Uma das minhas bandas preferidas, os Eels, conseguem fazer isso como poucas bandas.
Ora cá está uma das minhas músicas preferidas dessa banda, I Like Birds, na sua versão original, da qual já falei aqui...
E ora cá está a versão da mesma ao vivo! Fizeram um upgrade às guitarras, tornando-as mais rudes e ásperas, aceleraram a bateria, tornando a música ainda mais rápida e saiu isto... Muito bom...
Afinal os Eels também são uma banda de Punk-Rock!
Quando os iremos ver/ouvir em Portugal?

Os Radiohead estão de volta ao seu estúdio e de há uns dias para cá a trabalhar no sucessor de In Rainbows, álbum editado em 2007, com o produtor habitual da banda, Nigel Godrich. Segundo Colin Greenwood, o baixista, em declarações à BBC, Foi muito bom. Muito barulhento e caótico e realmente divertido. Será que, por esta descrição, estiveram também a fazer outras coisas igualmente interessantes? Hummmm....?
Colin acrescentou também que não há qualquer canção terminada e que eles ainda não sabem muito bem que rumo seguir. Segundo ele, Estamos naquele período em que temos a grande caixa de Lego, espalhámo-la no chão e estamos a olhar para todas as peças a pensar: o que se segue?
Sobre a forma como o registo vai ser editado, ou seja, se também será editado digitalmente e ao preço que os fãs quiserem pagar, ainda nada foi revelado.
Entretanto os Radiohead acabaram de fazer uma digressão por países sul-americanos com os alemães Kraftwerk.
Ainda recentemente falei da segunda melhor dupla DJ do mundo (ver aqui), referindo a vinda deles a Portugal, dia 29 de Maio, para uma actuação no Casino do Estoril.
Pelo vistos, os 2Many DJs resolveram vir uns dias mais cedo e já amanhã estarão na Semana Académica do Algarve. Fica o cartaz da XXIV Semana Académica do Algarve, onde eles não se incluem, visto terem sido só confirmados após o início das festividades.

Entretanto, esta dupla belga é já o primeiro grande nome confirmado para a edição deste ano do Super Bock Surf Fest, a decorrer nos dias 14 e 15 de Agosto, na Praia do Tonel, Sagres. Nas três edições anteriores passaram lá grandes nomes como Emir Kusturika, Massive Attack e Morgan Heritage.

Obrigado a todos aqueles que já se lembraram, aqueles que até ao final do dia ainda me poderão surpreender e principalmente a todos aqueles que de alguma forma me guardam dentro de si.
(Antes de iniciares a leitura do post, desce até ao final do mesmo, usando o cursor esquerdo do teu rato e, com o mesmo, clica no play, em Mílanó.
Agora, ao som de Mílanó, estás pronto para iniciar a leitura...)
Sentado no meu carro, imóvel, neste início de tarde em que a Primavera promete ficar pela enésima vez, quase que consigo ver os dedos de Georg a tocar nas teclas do piano... O som agudo que elas produzem entranha-se nos meus ouvidos... Suspiro e respiro fundo, abano-me... Olho em redor e vejo água, muita água, a água que constantemente me chama, feita de mil cores a baloiçar com um barco que há pouco passou. À direita, vejo a mesma ilha de sempre, que teima em não sair dali, pintada de verde e castanho, da cor da água. À esquerda, bem lá ao fundo, na curva do rio, na margem esquerda, a casa nova, o novo rumo do meu olhar quando aqui estou e lá no alto, bem lá no alto, o sol de Maio, poderoso, a trazer luz a este mundo em que tão poucos ainda acreditam e depositam esperança, mas que às vezes consegue ser um local maravilhoso para se viver.
O piano de Georg continua lá e a voz de Jonsí agora também já se ouve, finalmente, a mesma voz de sempre, doce, "falsa", voz de criança que cresceu mas que também ficou algures perdida numa infância construída em sonhos de gelo, crateras de lava e grutas de xisto.
Ouço Mílanó, o grande momento de Takk, o álbum mais luminoso dos Sigur Rós, a obra que inclui Hoppipolla, a música que me fez um dia sonhar alto e não querer partir sem visitar a ilha mais bela que o nosso planeta sustenta... Uma ilha chamada Islândia. Mílanó são dez dos minutos mais belos da história da música; o esplendor total chega perto do 8º minuto quando toda a banda explode em redor de Georg e o piano deste ganha a companhia da guitarra de Jonsí, tocada com um arco de violoncelo, acentuada por um reverb, dando-lhe um efeito flutuante, único e a companhia também da bateria alucinada de Orri. O meu coração sente um aperto, os meus olhos humedecem vertiginosamente e arrepio-me da mesma forma que o faria se neste preciso instante possuisse e amasse o meu Amor como se não houvesse amanhã! Olho de novo para a ilha, para a casa lá ao fundo, na margem esquerda, para a água verde e castanha, para o céu e para dentro de mim e questiono-me... Como é possível o mundo não se comover mais? Como é possível haver quem ainda não tenha ouvido Mílanó? Como é possível haver quem não saiba o que é Ára Bátur? Como é possível a música, seja ela qual for, ainda passar ao lado de tanta gente? Como é possível fazermos tão mal uns aos outros, tantas e tantas vezes, de forma tão irreflectida, todos os dias da nossa vida?
Estes tormentos duram pouco... logo de seguida chega Vid Spilum Endalaust e com ela os 4 minutos mais festivos que conheço da história da música e que tomam conta de mim sem hesitar! Com o piano de Georg de novo a tomar conta de mim, com a bateria de Orri e a voz do Jonsí a não me deixar respirar!
São assim os Sigur Rós...
É assim a música para mim...
Custa-me imenso não dominar melhor o dom da escrita para ser ainda mais concreto nesta descrição que faço, mais apelativo e conciso. Custa-me imenso não conseguir fazer com que mais pessoas me leiam e assim, talvez conseguir que mais ouçam os Sigur Rós, entendam aquilo que sinto e também consigam sentir-se tão felizes como eu quando os ouço.
Um dos meus maiores atributos, dizem, é a generosidade... Se pudesse, dava-me a mim próprio para que o mundo inteiro pudesse partilhar o que sinto quando os ouço aqui, junto a este rio, perto daquela casa à esquerda, bem lá no fundo, na curva do rio, iluminado por este sol, feliz por saber que também sou assim. E também sou feliz por saber que, tal como a voz de Jonsí, também muito daquilo que sou hoje nunca cresceu, está ainda perdido no passado, na ternura da minha infância, no peito de quem de mim sempre cuidou e me ajudou a ser o que sou hoje! E não deixo de sorrir por saber que ao ser assim, por sentir que também consigo parar e ainda ser quando me apetece o miúdo que fui, é que tenho a enorme capacidade de me deixar comover de forma tão intensa e única pelos Sigur Rós e pela sua música.
Ficam Mílanó, Vid Spilum Endalaust e Ára Bátur...


A melhor dupla DJ do mundo a seguir à dupla DJDupondT, os 2 Many DJs, irá tocar no Salão Preto e Prata do Casino Estoril, em mais uma Estoril Dance Sessions. Este DJAct está marcado para o dia 29 de Maio.
Os 2 Many DJs surpreenderam recentemente ao encaixar na mistura Introversy , 420 introduções de música em apenas 60 minutos. Se quiser ouvir, siga este link. Garanto-vos que vale a pena e vão ficar surpreendidos.
Entretanto, na noite seguinte, dia 30 de maio, está confirmado um DJAct dos DJ DupondT no bar Nordik, em Faro, no âmbito do projecto takkiceland10. Este projecto reúne um grupo de fãs dos Sigur Rós e do documentário Heima que planeiam visitar alguns dos locais retratados nesse documentário no verão de 2010.
Para todos os amantes do rock e da música electrónica, adivinha-se um grande fim-de-semana.

O nosso querido Vasco Granja, um dos maiores divulgadores de banda desenhada e do cinema de animação em Portugal, morreu esta madrugada, aos 83 anos, na sua residência em Cascais. Vasco Granja estava reformado desde 1990 e afastado desde então da vida pública.
Segundo notícia do Público, Vasco Granja foi o primeiro a utilizar o termo banda desenhada em Portugal, num artigo publicado pelo Diário Popular, em Novembro de 1966.
Também foi preso durante o Estado Novo, por duas vezes, devido a suspeita de ligações ao Partido Comunista,
Entretanto, em 1974, ano da revolução dos cravos, Vasco Granja deu início ao programa Cinema de Animação, na RTP. Este programa durou 16 anos, foram emitidos um total de mil episódios e fez parte da minha infância; Depois de chegar da escola e fazer os trabalhos de casa, era com ele que aprendia a gostar de banda-desenhada, fantoches e filmes de animação. Recordo-me bem que nesse programa era possível ver todo o tipo de desenhos animados, desde os vindos dos Estados Unidos aos desconhecidos autores do Leste da Europa. Também foi ele quem me mostrou pela primeira vez o Lucky Luke e a Pantera Cor-de-Rosa.
Na série de humor Herman Enciclopédia, Vasco Granja aceitou parodiar-se a si próprio, tendo tal sketch sido inspirado neste programa Cinema de Animação. Fica o vídeo...
Hoje o tempo, o meu tempo, parou aqui...
Só ficou a contar segundos o meu iPOD e as duas crianças que brincavam na relva a poucos metros de mim, enquanto os seus pais sorriam sem motivo aparente.
Hoje o tempo, o nosso tempo, parou aqui...
Deixou de contar em mim aquele tempo que nos traz o pânico por uma gripe inofensiva, comprovando uma vez mais que somos o animal mais facilmente manipulável deste planeta, o tempo que rege um mundo que nos faz acreditar numa crise económica, para que poucos sem escrúpulos tirem proveito da ignorância de muitos, aquele tempo que teima em nos dizer que caminhamos para um amanhã que se adivinha tenebroso.
É nestes pequenos momentos em que o tempo, o meu tempo pára, que percebo que o homem vai conseguir salvar o amanhã.
Deixo um convite a todos aqueles que passam por aqui, perdendo um pouco do seu precioso tempo... Parem um pouco o vosso tempo!
Façam-no, por exemplo, ao som de Out Of Time - Blur, a música que ecoa lá em cima, que chega até aos confins do sistema solar, o sinal de rádio emitido, sem quebras de tempo, pela NASA e que um dia, quando houver "contacto alienígena", será o primeiro sinal de vida emitido pelo nosso planeta, a chegar ao outro lado. E digam-me se o rosto da actriz, no vídeo, não dá também uma vontade imensa de fazer parar o vídeo, de ficar em frente dela e fazer parar o tempo...
Tenhamos todos nós tempo e, acima de tudo, vontade de esporadicamente fazermos o tempo, o tempo de cada um de nós, o nosso tempo, parar um pouco.
Hoje o tempo, o meu tempo, parou aqui...
Electioneering está a ser a grande música do meu dia...
I Go Forward
You Go BackWards
Somewhere We Will Meet
No vídeo que se segue, John Greenwood quase descasca a guitarra... literalmente!
Fantástica distorção! Viril, quente, suja, orgânica... Radiohead...
E o poema, mesmo sendo eminentemente político... não existe!
Electioneering é, sem sombra de dúvida, uma das músicas mais injustiçadas da década de 90. Vicissitudes próprias de uma faixa emparelhada no melhor disco de rock alternativo de sempre - OK Computer.
I will stop, I will stop at nothing.
Say the right things when electioneering
I trust I can rely on your vote.
When I go forwards you go backwards
and somewhere we will meet.
When I go forwards you go backwards
and somewhere we will meet.
Ha ha ha
Riot shields, voodoo economics,
it's just business, cattle prods and the I.M.F.
I trust I can rely on your vote.
When I go forwards you go backwards
and somewhere we will meet.
When I go forwards you go backwards
and somewhere we will meet.
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