Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

TOY – The Willo vs Energy

Desde dois mil e dez os TOY têm vindo a ganhar uma reputação de banda íntegra, virtuosa e tremendamente criativa, com Tom Dougall, Maxim Barron, Dominic O'Dair, Charlie Salvidge e Max Oscarnold (desde dois mil e quinze) a oferecerem a uma base já sólida de seguidores um leque alargado de sonoridades que incluem o punk, o psicadelismo, o krautrock ou o post rock, sempre aliadas a um aturado trabalho de exploração experimental de técnicas de gravação feitas em estúdio.

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O próximo grande passo da carreira dos TOY será a edição de um novo álbum, já no início do próximo ano, um registo que irá marcar uma nova visão sonora ainda mais distintiva e original, agora à boleia da etiqueta Tough Love, a nova editora do projeto. Para quem conhece a discografia dos grupos, percebe esta progressão depois de ouvir The Willo e Energy, as duas novas canções acabadas de editar pelos TOY, em formato digital e em formato físico, este através de um vinil de doze polegadas, numa edição limitada a quinhentas cópias, duzentas delas em vinil transparente.

The Willo e Energy impressionam ainda mais porque são dois temas díspares e, por isso, uma prova cabal do elevado grau de ecletismo e de abrangência desta banda londrina. Na primeira conferimos sete minutos que nos levam numa inebriante viagem psicadélica ambiental, assente na astúcia acústica de Maxim e no orgão inspirado e elegante de Max. Já Energy é um contagiante frenesim elétrico, conduzido por um feroz riff de guitarra proporcionado por Dominic e um superior desempenho na bateria, a cargo de Charlie, num tema em que Max Dougall escreve sobre alguns rituais noturnos. Confere...

TOY - The Willo-Energy

01. The Willo
02. Energy


autor stipe07 às 18:01
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

Sleep Party People – Lingering Pt. II

Pouco mais de um ano após Lingering, o registo de originais que o projeto Sleep Party People do dinamarquês Brian Batz nos ofereceu no verão passado à boleia da Joyful Noise Recordings e que contava com as participações especiais de Peter Silberman dos The Antlers e Beth Hirsch na suavidade tocante de We Are There Together, cantora que emprestou a sua voz a alguns dos temas mais emblemáticos de Moon Safari, a obra-prima dos franceses Air, já está nos ecaparates Lingering Pt. II, disco que, de acordo com Batz, encerra um círculo artístico temático especifico em que o autor quis abordar, em dois momentos, a temática do intimismo.

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Alinhamento de continuidade relativamente ao antecessor, Lingering Pt. II oferece-nos nove canções que se mantêm na senda de uma dream pop de forte cariz eletrónico, amiúde rugosa e imponente, instrumentalmente arriscada e onde não falta imensa diversidade, principalmente ao nível das orquestrações e do conteúdo melódico. É uma filosofia de composição incubada por um músico que sempre gostou de se debruçar sobre o lado mais inconstante e dilacerante da nossa dimensão sensível e de colocar a nu algumas das feridas e chagas que, desde tempos intemporais, perseguem a humanidade e definem a propensão natural que o homem tem, enquanto espécie, de cair insistentemente no erro e de colocar em causa o mundo que o rodeia. Esta odisseia de dois capítulos intitulada Lingering acaba por ser o momento mais alto e afirmativo desta caminhada filosófica e estilística e nesta segunda parte, canções do calibre da sumptuosa e vibrante de The Fallen Barriers, da delicada Outcast Gatherings ou da interestelar Moving Cluster, são momentos maiores de um registo eminentemente experimental, que sobrevivendo também à custa de alguns dos detalhes fundamentais do indie rock atual, tem na eletrónica contemporânea e no cruzamento que esta efetua com campos tão díspares como o r&b ou paisagens mais eruditas e clássicas, a sua grande força motriz.

Lingering Pt. II mostra um Batz cada vez mais maduro e assertivo e apostado em servir de exemplo, acerca do modo como se pode ir saindo, pouco a pouco, daquele casulo instrospetivo e daquela timidez que enclausura muitos de nós, fazendo-o à custa de um ambiente sonoro que, numa espécie de dicotomia entre um lado mais orgânico e outro mais sintético, expressa com luminosidade, frescura e cor a segurança, o vigor e o modo criativamente superior como este projeto dinamarquês entra hoje em estúdio para compôr e criar um arquétipo sonoro que não tem qualquer paralelo no universo indie e alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...

Sleep Party People - Lingering Pt. II

01. 4th Drawer Down
02. The Mind Still Travels
03. The Fallen Barriers Parade
04. Moving Cluster
05. Renhoh 93
06. Outcast Gatherings
07. Push The Walls Aside
08. Towering Trees
09. Echoing Childhood


autor stipe07 às 18:07
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Sábado, 22 de Setembro de 2018

White Lies – Time To Give

White Lies - Time To Give

Pouco mais de dois anos após Friends, os ingleses White Lies de Charles Cave, Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown, que entretanto passaram a fazer parte da [PIAS] Recordings, preparam-se para colocar nos escaparates, lá para fevereiro do próximo ano, mais um registo de originais. É um álbum que servirá também para marcar os dez anos de carreira do grupo. Será um alinhamento de nove canções intitulado Five, que irá continuar a firmar o grupo num lugar de destaque no universo sonoro ocupado pelo revivalismo do post punk e do indie rock, se tivermos em conta o rock épico e esplendoroso de Time to Giveo primeiro single divulgado do disco.

Five foi gravado em Inglaterra e nos Estados Unidos da América, mais concretamente em Los Angeles, onde os White Lies estiveram em estúdio com Ed Buller, produtor de To Lose My Life e Big TV, os dois antecessores deste Five. Também participaram nas sessões de gravação o engenheiro de som James Brown (que já trabalhou com Arctic Monkeys e Foo Fighters) e o renomado produtor Flood, que também tocou sintetizadores e teclados em algumas canções. Quanto à mistura de Five, ficou a cargo do carismático e reputado Alan Moulder, que já tinha trabalhado com os White Lies nos dois primeiros capítulos da discografia do grupo. Confere...


autor stipe07 às 16:41
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

Juliana Hatfield - Juliana Hatfield Sings Olivia Newton-John

Juliana Hatfield Sings Olivia Newton-John é o mais recente álbum de estúdio da cantora e compositora americana Juliana Hatfield. Esta artista nasceu em julho de mil novecentos e sessenta e sete, em Wiscasset, no Maine, extremo nordeste dos Estados Unidos. Entretanto, mudou-se para uma cidade costeira de Massachusetts e aí começou a sentir uma forte atração pela música, nomeadamente pela cantora Olivia Newton-John. Acabou por se apaixonar pelo filme Grease, que viu várias vezes no cinema, descobriu os The Replacements já no liceu e, movida por estas duas fortes inspirações, foi estudar música para o Berklee College of Music em Boston, com o intuíto de montar uma banda, o que aconteceu quando se juntou a John Strohm e Freda Love e juntos fundaram os Blake Babies, em plenos anos oitenta. Agora, pouco mais de trinta anos depois desse curioso início de carreira, Juliana Hatfield homenageia a sua maior heroína musical com Juliana Hatfield Sings Olivia Newton-John, um disco com a chancela da American Laundromat Records e onde a artista nos oferece novas versões de alguns dos melhores clássicos da carreira de Olivia Newton-John, com a ajuda de Pete Caldes na bateria e Ed Valauska no baixo.

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Já com treze discos no seu cardápio, quer a solo quer gravados com outras bandas, Juliana Hatfield Sings Olivia Newton-John era o disco que faltava na carreira de Juliana Hatfield, para que ela se sentisse verdadeiramente realizada com a sua caminhada. Neste registo que também é de beneficiência (parte do valor do mesmo reverte para a fundação Olivia Newton-John Cancer Wellness & Research Centre) e que conta com a aprovação do companheiro de Olivia Newton-John, ainda vivo, encontramos verdadeiras obras-primas, assentes num folk rock que faz justiça e enobrece os originais, alguns deles com décadas de vida e que materializaram, na altura, um exemplar percurso discográfico de uma cantora que quebrou algumas barreiras nos anos setenta e oitenta do século passado.

Juliana soube encontrar um notável balanço entre aquilo que são os arranjos originais das canções de Olivia e o seu cunho pessoal artístico, não deixando de haver instantes em que é ténue a fronteira que separa o original da versão. A autora foi feliz a reinterpretar as canções, parecendo muitas vezes que a sua postura foi como estar num bar a cantar as canções que gosta para uma reduzida plateia. Exemplo flagrante disso é Xanadu, composição onde apenas se nota a ausência das segundas vozes relativamente ao original, mas outros momentos altos deste tributo são Physical e Dancin’ Round and Round, um dos momentos altos de Totally Hot, disco que Olivia lançou em mil nocvecentos e setenta e oito e um dos mais importantes da sua carreira. O tema homónimo deste registo também foi revisto por Juliana.

Tributo sincero e bem conseguido de uma artista relativamente a outra, Juliana Hatfield Sings Olivia Newton-John arrebata o ouvinte pela simplicidade melódica e pelo imediatismo e fidelidade de canções, que assumem, notoriamente, a visão sentida de uma fã em relação ao faustoso legado de uma compositra marcante na história da pop, da folk e da country norte-americana do século passado. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 14:15
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

Papercuts – Sing To Me Candy

Papercuts - Sing To Me Candy

Quatro anos depois do excelente Life Among The Savages, os Papercuts estão de regresso às luzes da ribalta com uma digressão juntamente com os Beach House, que servirá para promover Parallel Universe Blues, dez canções que irão ver a luz do dia a dezanove de outubro, à boleia da Slumberland Records, a nova etiqueta deste projeto encabeçado por Jason Robert Quever e David Enos e oriundo de São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos da América.

Sexto disco do cardápio dos Papercuts e primeiro na Slumberland, Parallel Universe Blues terá certamente um alinhamento com canções assentes no cruzamento feliz entre melodia e voz, com a escolha assertiva dos arranjos a nunca ofuscar o brilho que as cordas sempre tiveram no catálogo dos Papercuts, uma nuance que deverá continuar a estar muito presente, se tivermos em conta Sing To Me Candy, o mais recente single apresentado do álbum. A canção impressiona pelo hipnótico riff de guitarra distorcido e pelo modo como se faz acompanhar por alguns arranjos sintéticos, onde não falta uma componente lo fi e ruidosa, detalhes preciosos que ajudam a conferir uma tonalidade psicadélica a um tema cheio de personalidade, com uma produção cuidada e que nos aproxima do que de melhor propõe a música independente americana contemporânea. Confere...


autor stipe07 às 13:20
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

Ezra Furman - Transangelic Exodus

Foi à boleia da Bella Union que viu a luz do dia Transangelic Exodus, o quarto registo de originais de Ezra Furman, um cantor e compositor norte-americano natural de Chicago e que aos trinta e dois anos assina o seu disco mais maduro e consistente. De facto, Transangelic Exodus é um trabalho tremendamente expositivo e que resulta de uma entrega total de um músico a uma causa que é, sem tirar nem pôr, o querer mostrar ao mundo a sua identidade vincada, assumir-se perante nós como um ser humano que tem as suas fragilidades e os seus demónios, mas que também tem um lado muito corajoso e interventivo. Para levar a bom porto este seu objetivo, Furman personifica-se num anjo que ganhou asas e que está a aprender a viver com estes novos apêndices enquanto cura algumas das suas feridas mais profundas.

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Transangelic Exodus expôe as virtudes de Furman como cantor e criador de canções impregnadas com uma rara honestidade, verdadeiros tratados de indie pop, mas que também piscam o olho aquele rock psicadélico com uma aúrea oitocentista muito vincada. Ao fazê-lo, Furman sai definitivamente do armário, deixa de se esconder e através de uma pafernália diversificada de sons explosivos, mudanças rítmicas e estilisticas e de acertos melódicos, proporciona-nos mais um emotivo e exigente encontro com o seu âmago e com toda a intrincada teia relacional que estabelece com um mundo nem sempre disposto a aceitar abertamente a diferença e a busca de caminhos menos habituais para o encontro da felicidade plena. Em Psalm 151, um dos melhores momentos do registo, Furman escreve mesmo no feminino e assume de frente a sua indisponibilidade para manter-se por perto de quem não o entende ou não o aceita tal como é (But I’ve seen the broken halo, That she never wears, Hanging by the stairs, Angel, I’ll be your guardian if you’ll be mine(...) We’ll stay in Kansas city till the wound heals, The government went bad, we got a raw deal, A transangelic exodus on four wheels.

Sonoramente, Transangelic Exodus é um disco bastante dominado por uma voz que se faz acompanhar, geralmente, por sintetizadores, que amiúde dão as mãos a diferentes elementos percussivos, mas principalmente às cordas, o elemento sonoro predilecto deste compositor. Além da guitarra e da viola e do baixo, sublime em Compulsive Liar, tema em que Furman confessa ter, em tempos, mentido sobre o modo como lidava com a questão da identidade de géneros (And I can trace the habit, To when I was eleven, And I thought boys were pretty, And I couldn’t tell no one), violoncelos e violinos surgem nos nossos ouvidos, errantes, nomeadamente na subversão religiosa de God Lifts Up The Lowly, um tema que homenageia o divino e, de modo mais fulgurante, no profundo e intenso muro de lamentações a que sabe o rock clássico e algo paranóico de No Place e na alegria contagiante de Love You So Bad.

Registo cheio de composições profundamente autobiográficas, que ao invés de nos suscitarem a formulação de um julgamento acerca das opções pessoais do artista e da forma vincada como as expõe, optam por nos oferecer esperança enquanto se relacionam connosco com elevada empatia, Transangelic Exodus espanta pelo seu realismo e provoca no ouvinte aquela lágrima fácil, tal é a profundidade com que o autor desta magnífica obra discográfica relata histórias e eventos que suscitam tudo menos a indiferença. É, claramente, um retrato sincero de sentimentos e, mais do que isso, um alinhamento de canções que podem bem fazer parte de um manual de auto ajuda para quem procura forças para superar os percalços de uma vida que possa estar emocionalmente destruída, ou necessita urgentemente de assumir uma outra identidade. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 13:09
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2018

Django Django – Swimming At Night

Django Django - Swimming At Night

Foi no início deste ano que os Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon desvendaram Marble Skies, o último registo de originais desta banda escocesa natural de Edimburgo. O registo continha dez canções feitas com uma pop angulosa proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Agora, nove meses depois, os Django Django estão prestes a regressar aos lançamentos discográficos, mas no formato EP, com um registo intitulado Winter’s Beach, que terá seis originais e que irá ver a luz do dia a doze de outubro à boleia da Because Music. Swimming At Night é o primeiro tema divulgado do EP, uma contagiante canção feita com uma dose divertida de experimentalismo e psicadelismo, onde sobressai o piano, as palmas e um refrão que convida inconscientemente ao sorriso e à diversão. Dirigido por Gemma Yin Taylor, o vídeo de Swimming At Night é também uma curiosa e colorida sucessão de imagens que vale bem a pena observar e que cola na perfeição com a sonoridade do tema. Confere...


autor stipe07 às 14:11
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Domingo, 16 de Setembro de 2018

Dear Telephone - Automatic

Inspirados pela curta metragem de Peter Greenway intitulada Dear Phone, realizada em 1976, os Dear Telephone vêem de Barcelos e formaram-se há pouco mais de meia década, tendo na sua formação gente que nos tem sempre mostrado, em todos os projectos em que se envolvem, uma inegável qualidade enquanto músicos e que provam que na música se pode fazer sempre algo de inovador e diferente daquilo que o mainstream habitualmente nos oferece. Falo de Graciela Coelho, André Simão, Pedro Oliveira e Ricardo Cibrão, os membros deste grupo obrigatório no panorama sonoro contemporâneo indie nacional.

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Em março de 2011 os Dear Telephone estrearam-se com o EP Birth Of A Robot, um conjunto de canções com uma abordagem sonora algo crua, intimista e minimalista e que foi muito bem recebido pela crítica e apresentado ao vivo em algumas das mais importantes salas de espetáculos do país. Mas também chegaram ecos desse EP ao estrangeiro, com os Dear Telephone a fornecerem um tema para a banda sonora do filme brasileiro Contramão de Fabio Menezes e a representarem Portugal em agosto desse ano no evento Music Alliance Pact. Dois anos depois, em 2013, estrearam-se no formato longa-duração com Taxi Ballad, um disco onde mergulharam sem concessões no assumido fascínio pelo quotidiano e suas contradições, no discurso directo e desconcertante das personagens que as vozes encarnam e numa instrumentação dura e sem artifícios. Entretanto, quase no ocaso de 2017, o grupo minhoto editou Cut, o sempre difícil segundo disco, um compêndio com nove canções alicerçadas em diferentes linguagens e esferas de influência sonora, um disco que experimentou a pop e piscou o olho ao rock, sempre com mestria e com os ingredientes certos, tendo sido agora retirado dele um novo síngle intitulado Automatic, canção que assenta no compasso firme da bateria e que impressiona pelo modo como essa habilidade percurssiva é acompanhada pela guitarra e por um efeito sintetizado inebriante.

Também já com direito a video de promoção, realizado por Miguel C. Tavares e Luis Moreira e protagonizado por Bruna Passos Costa, num álbum em que os Dear Telephone aprofundam a influência do cinema na sua música e líricaAutomatic é sobre lugares e arquitecturas, e nela a personagem do vídeo, busca solitariamente e em passo arriscado e decidido, o caminho de ser o que lhe apetecer. Confere...


autor stipe07 às 20:13
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Sábado, 15 de Setembro de 2018

Smashing Pumpkins – Silvery Sometimes (Ghosts)

Smashing Pumpkins - Silvery Sometimes (Ghosts)

Billy Corgan continua a tentar que os seus The Smashing Pumpkins, uma banda fundamental do rock alternativo das últimas três décadas, consigam regressar aos bons e velhos tempos. Desta vez, parece-me haver uma maior possibilidade de sucesso porque, além de contar com o guitarrista Jeff Schroeder, colaborador de longa data de Corgan, finalmente conseguiu fazer regressar a casa James Iha e Jimmy Chamberlin, elementos fundamentais no conteúdo dos discos mais emblemáticos da banda, lançados na primeira metade da década de noventa.

Após meses de ensaio, o trio tem vindo a apresentar as suas primeiras amostras em dezoito anos, sendo a mais recente um tema intitulado Silvery Sometimes (Ghosts), canção que deverá fazer parte de Shiny and Oh So Bright, Vol. 1 / LP: No Past. No Future. No Sun., um álbum gravado com a ajuda de Rick Rubin e que verá a luz do dia a dezasseis de novembro via Napalm. A canção encaixa de modo assertivo na melhor herança dos The Smashing Pumpkins e mostra que a química afinal pode ainda existir. Confere...


autor stipe07 às 10:59
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2018

Idles - Joy As An Act Of Resistance

Já viu a luz do dia, através da Partisan Records, Joy As An Act Of Resistance, o tão aguardado sucessor de Brutalism, o extraordinário registo de estreia, editado em março do ano passado, dos Idles, considerados por muita crítica como a melhor banda punk inglesa da atualidade. Incubados em Bristol no início desta década e atualmente formados por Joe Talbot, Adam Devonshire, Mark Bowen, Lee Kiernan e Jon Beavis, os Idles são já um caso sério de popularidade e não só nas Ilhas Britânicas, muito por culpa de um som simultaneamente poderoso e agressivo, mas também franco e honesto, com uma positividade contagiante e de uma postura anti-sistema, muito plasmada nas canções deste novo álbum que abraçam temas como a imigração, o brexit, a vulnerabilidade das minorias, o sexismo e os nacionalismos. Aliás, Danny Nedelko, o primeiro single extraído de Joy As An Act Of Resistance, é uma homenagem a um amigo da banda, um imigrante de nacionalidade ucraniana, que é também o protagonista do vídeo do tema.

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Produzido por Space e misturado por Adam Greenspan & Nick Launay (Arcade Fire, Yeah Yeah Yeahs, Kate Bush), Joy As An Act of Resistance é um disco sonoramente enérgico e liricamente consistente, como se exige a registos que se debruçem sobre a contemporaneidade e que queiram abrir discussão com consistência e suscitar polémica. Logo em Colossus, na batida das baquetas, na distorção da guitarra e no tom grave da voz, percebemos esta duplicidade estilística, num tema tenso e progressivo que serve na perfeição para abrir um alinhamento que será um constante jogo do empurra entre banda e ouvinte, que tem de estar em permanente alerta e firme para perceber e opinar acerca daquilo que os Idles têm a dizer, quase sempre com ironia e sarcasmo em questões tão sensíveis como a homofobia (Samaritans), o Brexit (Great), a extrema direita (I'm Scum) ou a imigração (Danny Nedelko), as temáticas principais do registo.

 A partir desse prometedor e imperial início de alinhamento, somos constantemente bombardeados com canções onde as guitarras de Mark Bowen e Lee Kiernan, o baixo de Adam Devonshire e a bateria de Jon Beavis conjuram entre si, em conjunto ou à vez, para criar um som que pode parecer à primeira vista caótico, mas que é sempre um agregado de sons, ruídos, samples e arranjos calculado e onde sobressai, pela diferença, o intimismo da canção June, uma composição onde Talbot, o vocalista e princial letrista dos Idles, canta sobre uma filha sua que não chegou a nascer. É curioso constatar que esta exposição pessoal do músico, apesar de versar sobre uma temática diferente das questões sociais, acaba por entroncar na filosofia do registo, porque fá-lo com a mesma sinceridade e abertura com que aborda as outas questões que o disco atinge. O já referido tema Samaritans e Television são outras duas canções que, de algum modo, debruçando-se sobre questões mais sociais, também focam-se no individualismo e no sofrimento pessoal, uma abertura pessoal ao exterior que deve ser realçada e que demonstra também o já elevado nível de segurança e maturidade deste projeto.

Disco que impressiona pelo grau de proximidade que estabelece entre grupo e ouvintes (a última palavra que se ouve no disco é Unity), uma faceta dos Idles que tem sequência nos concertos que têm dado de promoção ao registo, Joy As An Act Of Resistance é uma portentosa explosão de imediatismo e de assertividade apaixonada por parte dos Idles relativamente às agruras que sentem na sociedade em que vivem, uma demonstração clara de que a música também pode ser um veículo privilegiado não só de contestação mas também de provocação no ouvinte, para que este também reflita sobre aquilo que ouve e se sinta motivado a passar à ação. O mundo em que vivemos hoje e o marasmo geral bem precisam de bandas como os Idles para que a agitação pacífica mas profunda aconteça e este álbum é uma excelente banda sonora para servir de ignição. Espero que aprecies a sugestão...

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autor stipe07 às 15:40
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