Quarta-feira, 23 de Março de 2016

Violent Femmes – We Can Do Anything

Há bandas que resistem com firmeza ao definitivo ocaso e os norte americanos Violent Femmes são um excelente exemplo de um grupo que sabe como ir observando as novas tendências para depois, no momento certo, voltar a dar sinais de vida, o que, no caso, provoca sempre enorme burburinho e, tendo em conta o conteúdo habitual, enorme alegria e agitação. Editado no passado dia quatro à boleia da conceituada PIAS, We Can Do Anything é o novo compêndio de canções deste projeto liderado por Gordon Gano e o primeiro em quinze anos, após o bastante recomendável Freak Magnet (2000).

Nono disco da carreira dos Violent Femmes, We Can Do Anything é um excelente regresso da banda de Milwaukee e se canções como Traveling Solves Everything, a divertida I Could Be Anything, ou Memory mantêm intacta aquela faceta humorística que tipifica os Violent Femmes, agregada a uma folk com elevada estética punk, com a guitarra e as violas a piscarem sempre o olho ao blues e a alguns dos detalhes mais eminentes da música celta, já o clima mais acústico do baixo de What You Really Mean, uma canção escrita por Cynthia Gayneau, irmã de Gordon Gano, ou I'm Not Done, equilibram as contas, enquanto nos remetem para a típica américa profunda, tão bem descrita na discografia de ícones do calibre de um Bob Dylan ou Johnny Cash.

Produzido por Jeff Hamilton e misturado por John Agnello (responsável por discos dos Sonic Youth e dos Dinosaur Jr.) e Kevin Hearn, dos The Barenaked Ladies, artista que também fez a capa e toca guitarra e teclas em algumas canções do disco e gravado em várias cidades americanas, este é um álbum equilibrado, rico em detalhes preciosos e momentos de elevada vibração e intensidade, com a habitual produção rugosa e crua a fazer-se notar logo no timbre seco das cordas da já referida Memory, aquela caraterística que tão bem conhecemos dos Violent Femmes e que, independentemente da vivacidade ou da mensagem de cada canção, assim como dos subgéneros do indie rock que abraça, mantém-se sempre intata e bem audível.

We Can Do Anything acaba por ser um feliz regresso às origens e ao extraordinário disco homónimo de 1993, sendo capaz não só de nos fazer reavivar extraordinárias memórias desse tempo incrível, como até captar novos seguidores para um género sonoro de difícil aceitação, mas que tem seguidores fiéis e devotos que receberão de braços abertos e com uma enorme vontade de dançar este novo trabalho dos Violent Femmes. Espero que aprecies a sugestão...

Violent Femmes - We Can Do Anything

01. Memory
02. I Could Be Anything
03. Issues
04. Holy Ghost
05. What You Really Mean
06. Foothills
07. Traveling Solves Everything
08. Big Car
09. Untrue Love
10. I’m Not Done


autor stipe07 às 21:49
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