Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

Paperhaus – Are These The Questions That We Need To Ask

Oriundos de Washington, os norte americanos Paperhaus são Alex Tebeleff, Matt Dowling, Rick Irby e Danny Bentley, uma banda de indie rock bastante seguida e apreciada no cenário alternativo local. A música que eles nos sugerem é imponente, visionária e empolgante, assentando no típico indie rock atmosférico, que vai-se desenvolvendo e nos envolvendo, com vários elementos típicos do krautrock e do post punk a conferirem ao projeto uma dinâmica e um brilho psicadélico incomum. Depois de um excelente homónimo editado na primavera de 2015, eles estão de regresso com Are These The Questions That We Need To Ask, oito canções produzidas pela própria banda e por Peter Larkin e masterizadas por Sarah Register.

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No universo sonoro indie e alternativo abundam, infelizmente, exemplos de bandas que depois de se estrearem com elevada bitola qualitativa devido ao facto de apresentarem uma sonoridade diferente e inédita daquela que o mainstream nos oferece diariamente, acabam por se perder, no álbum seguinte, numa inexplicável redundância. Talvez inebriados pelo sucesso inicial, buscam, no trabalho posterior, um som mais imediato e radiofónico. Mas, felizmente, os Paperhaus não cairam nessa armadilha e em Are These The Questions That We Need To Ask mantêm e aprimoram o espetro sonoro do antecessor, oferecendo-nos um cardápio de oito canções que, logo no primeiro tema do disco, em Told You What To Say, nos mostram um som corrosivo, hipnótico e contundente, um clarividente exemplar da habitual cartilha sonora que este coletivo da costa leste costuma guardar na sua bagagem.

Neste grupo a guitarra é um instrumento de eleição. Ela assume, sem rodeios e desde logo, um amplo plano de destaque no processo de condução melódica, sempre eficazmente acompanhada por um baixo vigoroso e uma bateria entusiasmante e luminosa. Em Go Cozy as mudanças de ritmo com que a mesma guitarra abastece os diferentes efeitos que se escutam no tema e o modo como nos mesmos as quebras e mudanças de ritmo acompanham as variações que ela produz, ampliam a perceção fortemente experimental típica deste grupo, numa canção que ilustra o quanto certeiros e incisivos os Paperhaus conseguem ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram. Depois, no clima eminentemente lisérgico e experimental do single Nanana e na rispidez visceral mas apelativa de Walk Through The Woods, assim como nos devaneios cósmicos que abastecem a imponência incisiva  de It's Not There, ficamos esclarecidos acerca desta filosofia compositória, que alicerça um disco que é, no fundo, uma verdadeira espiral de fuzz rock, rugoso, visceral e psicadélico, uma ordenada onda expressiva, que oscila entre o rock sinfónico e o chamado krautrock.

A voz de Tebeleff é também um trunfo declarado dos Paperhaus, devido ao modo como transmite uma sensação de emotividade muito particular e genuína, mas também como acompanha determinados arranjos que, na maioria das vezes, plasmam com precisão as virtudes técnicas do quarteto e o modo como ele consegue abarcar vários géneros e estilos do universo sonoro indie e alternativo, comprimindo-os em algo genuíno e com uma identidade muito própria.

Há nestes Paperhaus uma aúrea de grandiosidade indisfarçável e um notável nível de excelência no modo como conseguem ser nostálgicos e na forma como mutam a sua música e adaptam-na a um público ávido de novidades refrescantes, mas que também recordem os primórdios das primeiras audições musicais que alimentaram o nosso gosto pela música alternativa. Este projeto caminha sobre um trilho aventureiro calcetado com um experimentalismo ousado, que parece não conhecer tabus ou fronteiras e que nos guia propositadamente para um mundo onde reina uma certa megalomania e uma saudável monstruosidade agressiva, aliada a um curioso sentido de estética. Esta cuidada sujidade ruidosa que os Paperhaus produzem, concebida com justificado propósito e usando a distorção das guitarras como veículo para a catarse, é feita com uma química interessante e num ambiente simultaneamente denso e dançável, despido de exageros desnecessários, mas que busca claramente a celebração e o apoteótico. Espero que aprecies a sugestão...

Paperhaus - Are These The Questions That We Need To Ask

01. Told You What To Say
02. Go Cozy
03. Nanana
04. Walk Through the Woods
05. It’s Not There
06. Needle Song
07. Serentine
08. Bismillah


autor stipe07 às 18:56
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Quarta-feira, 10 de Maio de 2017

Mark Lanegan Band - Gargoyle

Mark Lanegan regressou aos discos a vinte e oito de abril último com Gargoyle, um disco editado pela Heavenly Recordings e com um naipe de canções atreladas à já habitual atmosfera melancólica e sombria que carateriza a obra de Mark Lanegan, um dos autores mais profícuos do universo indie atual e que chega agora ao terceiro capítulo. Antigo membro dos Screaming Trees e dos Queens Of The Stone Age, Lanegan sempre se evidenciou pelo registo peculiar da sua voz, tendo feito dela um grande trunfo, algo que tem ampliado na carreira a solo, com o seu tom grave a ser uma verdadeira imagem de marca e o garante do teor denso e nostálgico da sua música. Mesmo quando se arriscou nas covers, em Imitations, ou colaborou com nomes tão importantes como Moby ou as Warpaint, Mark nunca abdicou deste selo identitário, procurando sempre criar uma atmosfera de verdadeira comunhão com os seus ouvintes, que já aprenderam também a apreciar a forma incisiva como consegue escrever sobre a tristeza, de forma quase sempre bela e profundamente contemplativa. E em Gargoyle a voz do ex-vocalista dos Screaming Trees volta a ser um importante trunfo de mais um álbum onde o autor procura saciar a sua permanente urgência de exorcizar alguns dos demónios que parecem afligi-lo, ao mesmo tempo que deseja partilhar conosco esse modo de lidar com o lado mais irracional da existência, proporcionando-nos uma banda sonora adequada para os instantes menos claros da nossa vida. Esta demanda será certamente um dos motivos pelos quais Mark Lanegan é um artista tão ativo e que procura na sua música, a salvação e a redenção.

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Beehive, o primeiro single conhecido de Gargoyle, comprovou a forma incisiva como Lanegan consegue escrever sobre essa tristeza, de forma quase sempre bela, neste caso num grandioso tratado de indie rock, mas com o controle necessário para que seja perfeito o equilibrio entre uma abordagem sonora eloquente e a tal típica escuridão do universo Lanegan. E esse acaba por ser o veio essencial da filosofia sonora de Gargoyle, com os sintetizadores de Blue Blue Sea e as cordas de First Day Of Winter, assim como o reverb sujo e orgânico de Goodbye to Beauty e, em oposição, o minimalismo sintético e árido de Sister, a assumirem um papel mais detalhístico e de nuance num registo homogéneo e incisivo e onde houve, ao nível da produção, o controle necessário para que fosse sempre perfeito o equilibrio entre uma abordagem melódica atraente e sedutora e a típica escuridão de Lanegan. Aliás, basta ouvir com atenção e deleite Emperor, um dos temas mais luminosos e otimistas da carreira de Lanegan, para se perceber o sucesso desta opção concetual.

Tendencialmente urbano e sedutoramente notívago, este músico norte americano natural de Ellensburg, em Washington, proporciona-nos, em Gargoyle, um cardápio sonoro bastante lisérgico, uma espécie de clímax invertido, fortemente entorpedecedor, mas simultaneamente hipnótico e anestesiante, ao mesmo tempo que renova a matriz identitária de um projeto apostado, disco após disco, em ecoar com elevada pessoalidade e sentimentalismo, aquela época esplendorosa em que o rock mais sombrio fez escola. Espero que aprecies a sugestão.

Mark Lanegan Band - Gargoyle

1. Death’s Head Tattoo
2. Nocturne
3. Blue Blue Sea
4. Beehive
5. Sister
6. Emperpor
7. Goodbye To Beauty
8. Drunk On Destruction
9. First Day Of Winter
10. Old Swan


autor stipe07 às 19:18
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

Thievery Corporation – The Temple Of I And I

Sem um daqueles sucessos radiofónicos que catapultam um projeto para o éden durante um longo período de tempo, sem uma portentosa máquina de marketing por trás, vídeos com milhões de visualizações ou uma editora internacional nos seus créditos, os Thievery Corporation continuam, quase duas décadas após a estreia, a ser um dos nomes mais consensuais e influentes da chamada música de fusão, tendo uma base de seguidores fiel e numerosa em todo o mundo, a sua própria editora, a ESL Music Label, assento destacado em cartazes de alguns dos mais relevantes festivais de música e, mais importante que tudo isso, uma carreira recheada de extraordinários momentos sonoros. Assim, em 2017 os Thievery Corporation chegam ao seu oitavo disco de originais e embarcam em mais uma digressão que passa hoje por Portugal e que será certamente recheada de excelentes concertos, assentes não só neste novo disco, mas num extenso e eclético catálogo capaz de agradar a todos aqueles que se predisponham a dançar ao som desta dupla de Washington, formada por Rob Garza e Eric Hilton.

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Se em 2014 os Thievery Corporation olharam profundamente para o Brasil no disco Saudade, agora em The Temple Of I And I, é a Jamaica que os seduz, com as quinze canções do registo a captarem muita da essência mítica e do poder da música deste arquipélago caribenho, resultado de uma prolongada estadia da dupla em 2015 numa das suas principais cidades, Port Antonio. Repleto de participações especiais das quais se destacam, por exemplo, os rappers Zee e Notch ou a norte americana Lou Lou Ghelichkhani, acaba por ser à boleia da jamaicana Raquel Jones, quer na contagiante Letter To The Editor, quer na interventiva Road Block, que melhor é absorvida e explanada toda a influência e exotismo deste pedaço de mundo onde nasceu, como todos sabemos, o reggae.

Estando, portanto, toda a herança sonora da Jamaica em ponto de mira para os Thievery Corporation neste The Temple Of I And I, esse mesmo reggae firma-se, naturalmente, como o grande suporte estilístico da sonoridade do seu alinhamento, com o dubb, o jazz, o rap e a eletrónica e fornecerem a base para arranjos, batidas, efeitos e até trechos melódicos, destacando-se, como grandes instantes do disco, o excelente baixo que conduz Strike The Root e True Sons Of Zion, a cadência algo inebriante e hipnótica do instrumental Let The Chalize Blaze e também do tema homónimo e as batidas de Babylon Falling. O objetivo primordial é que se mantém o de sempre; Fazer o ouvinte dançar mas também refletir sobre vários aspetos da vida contemporânea. nomeadamente os de cariz eminentemente político.

Já não restam dúvidas que Garza e Hilton apreciam imenso ir ao génese de alguns dos movimentos musicais essenciais da dita música do mundo, num disco onde, de acordo com os próprios, os Thievery Corporation dão vida à vocalização melancólica, quente e cheia de alma que faz parte da essência do reggae e completam um círculo onde, depois de deambularem pela música eletrónica e, no exato momento anterior a este registo, pela bossa nova, viajaram agora para algo ainda eminentemente orgânico, construindo mais um tronco do túnel do tempo musical que é a sua discografia, antes de passarem ao próximo capítulo. Espero que aprecies a sugestão...

Thievery Corporation - The Temple Of I And I

01. Thief Rockers (Feat. Zee)
02. Letter To The Editor (Feat. Racquel Jones)
03. Strike The Root (Feat. Notch)
04. Ghetto Matrix (Feat. Mr. Lif)
05. True Sons of Zion (Feat. Notch)
06. The Temple of I And I
07. Time + Space (Feat. Lou Lou Ghelichkhani)
08. Love Has No Heart (Feat. Shana Halligan)
09. Lose To Find (Feat. Elin Melgarejo)
10. Let The Chalice Blaze
11. Weapons Of Distraction (Feat. Notch)
12. Road Block (Feat. Raquel Jones)
13. Fight To Survive (Feat. Mr. Lif)
14. Babylon Falling (Feat. Puma)
15. Drop Your Guns (Feat. Notch)


autor stipe07 às 21:09
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Terça-feira, 24 de Maio de 2016

Damien Jurado - Visions Of Us On The Land

Lançado no passado mês de março pela Secretly Canadian, Visions Of Us On The Land é o novo compêndio de canções do norte americanos Damien Jurado e encerra uma trilogia iniciada em 2012 com Maraqopa, disco ao qual se seguiu Brothers and Sisters of the Eternal Son, dois anos depois.  Este Visions Of Us On The Land foi  produzido por Richard Swift e confirma Damien Jurado como um dos nomes fundamentais da folk norte americana e um dos artistas que melhor tem sabido preservar algumas das caraterísticas mais genuínas de um cancioneiro que dá enorme protagonismo ao timbre acentuado e rugoso das cordas para dissertar crónicas de uma América profunda e muitas vezes oculta, não só para os estrangeiros, mas também para muitos nativos que desde sempre se habituaram à rotina e aos hábitos de algumas das metrópoles mais frenéticas e avançadas do mundo, construídas num país onde ainda é possível encontrar enormes pegadas de ancestralidade e que inspiram calorosamente Jurado.

Este Visions Of Us On The Land é, portanto, uma homenagem profunda aquela América feita de índios e cowboys, mas também de pioneiros, viajantes e exploradores, uma narrativa vibrante onde vozes e instrumentos compôem um painel muito impressivo que nos permite viajar no tempo. E nessa demanda podemos ir até às montanhas rochosas do Utah, à neve do Alasca, ao sol da Califórnia e ao pó do deserto texano ou aos desfiladeiros de Yellowstone, à medida que apreciamos descrições vivas e intensas de cenários que muitas vezes só vemos em filmes.

Assim, e citando alguns dos instantes mais impressivos de um alinhamento que é, no seu todo, um retrato vivo, se Mellow Blue Polka Dot nos coloca bem no centro de um acampamento índio, já o rock psicadélico setentista de Lon Bella senta-nos ao volante de um descapotável em plena Route 66, sem destino fixo, enquanto QACHINA deixa-nos apreciar deslumbre paisagístico de montanhas verdejantes, com fontes de água pura ainda intactas e onde ursos, águias, lobos e veados coabitam pacificamente, sem nunca terem sentido a presença humana.

O alinhamento prossegue e não há como evitar uma enorme sensação de conforto ou esconder o sorriso perante o excelente registo vocal que conduz ONALASKA, o êxtase percussivo carregado de sol da inebriante Walrus, a majestosidade melódica de Exit 353, a cândura e a inocência de Queen Anne ou o aconchegante dedilhar da viola da noturna e introspetiva On The Land Blues, outros exemplos da excelência de um disco que, sendo já o décimo segundo da carreira de Damien Jurado, é um dos momentos maiores da sua carreira, pricncipalmente pelo modo como este músico se coneta com o solo que diariamente pisa e o honra e preserva, mostrando-nos, numa jornada evocativa, o melhor que tem e que sente pelo seu país. Espero que aprecies a sugestão...

Damien Jurado - Visions Of Us On The Land

01. November 20

02. Mellow Blue Polka Dot
03. QACHINA
04. Lon Bella
05. Sam And Davy
06. Prisms
07. ONALASKA
08. TAQOMA
09. On The Land Blues
10. Walrus
11. Exit 353
12. Cinco De Tomorrow
13. And Loraine
14. A.M. AM.
15. Queen Anne
16. Orphans In The Key Of E
17. Kola


autor stipe07 às 21:29
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015

Carpark Records - Sweet Sixteen 12" Picture Disc

Sedeada em Washington D.C. a etiqueta norte americana Carpark Records está a comemorar os dezasseis anos de existência e com a edição de um disco inspirado no basquetebol, onde constam artistas e projetos que fazem parte da história desta já mítica editora.

Disponível para encomenda, Sweet Sixteen 12" Picture Disc chega às lojas a vinte e quatro de julho numa edição física limitada a 600 exemplares com as receitas a reverterem a favor da iniciativa Little Kids Rock Charity. Com esse lançamento será também possivel adquirir, apenas na loja online da Carpark Records, uma pen USB na forma de carro de corrida, desenhada por Chaz Bundick (Toro Y Moi, Les Sins) e que contém os primeiros cem lançamentos da Carpark Records, numa edição limitada a cem unidades. A mesma inclui temas de Toro Y moi, Dan Deacon, Memory Tapes, Speedy Ortiz e TEEN, entre outros. Com a pen USB recebes também umas calças de fato de treino personalizadas com o logotipo da etiqueta e a iniciativa. Uma iniciativa, sem dúvida, espetacular!


Side A
1. Young Magic - "NETS"*
2. Montag - "Drop A Dime"
3. Safety Scissors - "Orange Roughy"
4. Jayson Gerycz - "Dribble Dribble"
5. Young Magic - "All Net (Celebration Dance)"
6. TEEN - "Dylan and Chong Playing Basketball"*
7. Thomas J Duke - "Manute Bol"
8. Jake Mandell - "2008"
9. Signer - "Roll, Pick, and Roll Again"
10. Skylar Spence - "Turnover"
11. Sadie Dupuis - "Theme from Babadook"
12. Montag - "Basket Case"*
13. Ear Pwr - "I Would Rather Be Shopping"
14. Jason Urick - "Double Dribble"
15. Memory Tapes - "Go Play Outside"*
16. Lowt Ide - "Your Turn"

Side B
17. Skylar Spence - "Practice"*
18. Dan Deacon - "1 Wand from the 9 Piles"
19. So Takahashi - "Dribble Commander"
20. Jimmy Whispers - "Mugsy Bogus"
21. Chandos - "Traveling"
22. GRMLN - "Buzzer Beat"*
23. Toro Y Moi - "Space Jam"
24. Greg Davis - "Paxson"
25. Ear Pwr - "Beyond the Arc"*
26. Dog Bite - "Hoops"*
27. Adventure - "Ewww"
28. Speedy Ortiz - "Basketball (Demo)"*


autor stipe07 às 22:14
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2015

Death Cab For Cutie - Kintsugi

Lançado no passsado dia trinta e um de março por intermédio da Atlantic Records, Kintsugi é o oitavo álbum da carreria dos Death Cab For Cutie, uma banda norte americana de indie rock oriunda de Washington e foramda por Ben Gibbard, Nick Harmer e Jason McGerr.

Mestres em escrever sobre sentimentos e emoções, plasmadas em letras profundas e intensas, que debruçando-se sobre as relações humanas podem, potencialmente, ser fonte de identificação para qualquer um de nós, os Death Cab For Cutie andam desde Something About Airplanes, o disco de estreia, a testar a nossa capacidade de resistência à lágrima fácil com vitórias e derrotas para ambos os lados, mas sempre com a impressão firme no lado de cá da barricada de estarmos perante uma banda extremamente criativa, atual, inspirada e inspiradora e que sabe como agradar aos fãs.

Já sem a presença do virtuoso guitarrista Chris Walla nas gravações, uma peça importante desta engrenagem e que obrigou os Death Cab For Cutie a ponderar novas opções sonoras, No Room In Frame é uma amostra clara do novo presente deste trio, feito de uma maior primzia de detalhes tipicamente pop, com as teclas e alguns arranjos sintéticos a surgirem com maior insistência no edifício das canções. No entanto, não se pense que o indie rock puro e genuíno foi pura e simplesmente afastado do cardápio do grupo; Se The Ghost Of Bervely Drive é um portento sonoro épico conduzido por guitarras cheias de distorção, El Dorado, uma das minhas canções preferidas deste disco, é um tratado de pós punk que não fica a dever nada aos melhores intérpretes atuais deste subgénero do indie rock.

Mas voltando à primazia de elementos tipicamente pop, o single Black Sun aprofunda esta nova tendência e essa terá saido, certamente, uma das razões para ter sido escolhido como um dos principais singles de Kintsugi. Depois, as baladas Hold No Guns, You’ve Haunted All My LifeBinary Sea são outros sinais genuínos do modo assertivo como Ben Gibbard escreve com a mira bem apontada ao nosso âmago, com a particularidade de, desta vez, também parecer desabafar mais do que o habitual sobre as suas próprias angústias, às quais não será alheia uma certa crise de meia idade e, principalmente, o vazio que a partida de Wall deixou neste seu projeto de vida chamado Death Cab For Cutie.

Com tal ênfase na dor e no sofrimento, o autor acaba por justificar o nome do álbum, já que se Kintsugi é o nome dado à técnica de restauração de um objeto utilizando o ouro como material de trabalho, mas sem tapar as imperfeições, percebe-se que a música é aqui utilizada como veículo privilegiado e precioso para o disfarce da ausência do guitarrista de sempre da banda, com todas as sensações negativas provocadas por essa partida a terem uma certa nobreza que a beleza das melodias transborda impecavelmente, sem ofuscar as óbvias imperfeições que esse adeus provocou no seio da banda.

Se Kintsugi não é propriamente um novo recomeço para os Death Cab For Cutie, possui, no entanto, todos os ingredientes indispensáveis para que comecemos a olhar para este grupo fundamental com um olhar mais abrangente e dedicado já que, além de este trabalho representar um passo em frente seguro e qualitativamente assertivo em relação a um acontecimento marcante, plasma uma nova direção sonora mais madura e que constrói pontes para um futuro que será certamente promissor. Para já, este é uma espécie de caldeirão sonoro feito por um elenco de extraordinários músicos e artistas, que sabem melhor do que ninguém como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no universo sonoro e que estão prontos para continuar a projetar inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte. Espero que aprecies a sugestão...

Death Cab For Cutie - Kintsugi

01. No Room In Frame
02. Black Sun
03. The Ghosts Of Beverly Drive
04. Little Wanderer
05. You’ve Haunted Me All My Life
06. Hold No Guns
07. Everything’s A Ceiling
08. Good Help (Is So Hard To Find)
09. El Dorado
10. Ingenue
11. Binary Sea


autor stipe07 às 21:23
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

Paperhaus - Paperhaus

Oriundos de Washington, os norte americanos Paperhaus são Alex Tebeleff, Eduardo Rivera, Johnny Fantastic e Brandon Moses, uma banda de indie rock bastante seguida e apreciada no cenário alternativo local, até porque gerem um espaço de diversão noturna onde costumam decorrer concertos, com o mesmo nome da banda. Ainda no ano passado decorreu um festival de bandas nesse local chamado In It Together, dinamizado pelo grupo, mas depois foi tempo de se concentrarem na sua música. E esta música, imponente, visionária e empolgante, assenta no típico indie rock atmosférico, que vai-se desenvolvendo e nos envolvendo, com vários elementos típicos do krautrock e do post punk a conferirem a estes Paperhaus uma dinâmica e um brilho psicadélico incomum.

Cairo, o primeiro single divulgado de Paperhaus, o novo disco homónimo deste projeto, editado a dez de fevereiro último e produzido por Peter Larkin e onde também participam os músicos Tarek Mohamed, Alexia Gabriella, Ben Schurr e Dave Klinger, além dos elementos da banda, é um exemplo corrosivo, hipnótico e contundente da cartilha sonora que os Paperhaus guardam na sua bagagem, com a guitarra a assumir, desde logo, um amplo plano de destaque no processo de condução melódica, eficazmente acompanhada por um baixo vigoroso e uma bateria entusiasmante e luminosa. As mudanças de ritmo com que a mesma abastece Untitled e o modo como as quebras e mudanças de ritmo acompanham as variações que ela produz, ampliam a perceção fortemente experimental, numa canção que ilustra o quanto certeiros e incisivos os Paperhaus conseguiram ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram.

Em temas como a intrigante Surrender ou o fuzz pop de So Slow, o som destes Paperhaus é encorpado, decidido, seguro e luminoso e surpreende o modo como transformam uma hipotética rispidez visceral em algo de extremamente sedutor e apelativo, com uma naturalidade e espontaneidade curiosas. Depois, escuta-se I'll Send It To You e percebe-se não só o modo como a voz de Tebeleff é um trunfo declarado dos Paperhaus por causa do modo como transmite uma sensação de emotividade muito particular e genuína, mas também como determinados arranjos como aquele que, neste caso, é proporcionado pelo trompete, plasmam com precisão as virtudes técnicas do quarteto e o modo como conseguem abarcar vários géneros e estilos do universo sonoro indie e alternativo e comprimi-los em algo genuíno e com uma identidade muito própria.

Mas mesmo quando se apresentam mais sombrios e introspetivos, nomeadamente em 432, esses conceitos não se desvanecem por completo, porque se é impossível ficar indiferente à emotividade que transborda do efeito da guitarra e da linha de violino que abastecem essa canção, também nos atinge no âmago de modo contundente o modo como o tema progride e a bateria a guitarra se expandem quase sem limites. Já Misery surpreende pelo minimalismo inicial algo boémio, como se a banda estivesse dominada por uma aúrea psicotrópica lisérgica que lhe tolheu os sentidos, para deixarem os instrumentos se expressarem livremente, de modo quase anárquico, até que na reta final, quando os Paperhaus se libertam e tomam de novo as rédeas e conta da canção, desenvolve-se uma verdadeira espiral de fuzz rock, rugoso, visceral e psicadélico, cheio de efeitos e flashes, numa ordenada onda expressiva relacionada com o espaço sideral, que oscila entre o rock sinfónico e guitarras experimentais, com travos de krautrock.

Há nestes Paperhaus uma aúrea de grandiosidade indisfarçável e um notável nível de excelência no modo como conseguem ser nostálgicos reavivando no ouvinte outros projetos que foram preponderantes nas últimas décadas do século passado e na forma como mutam a sua música e adaptam-na a um público ávido de novidades refrescantes, mas que faça recordar os primórdios das primeiras audições musicais que alimentaram o nosso gosto pela música alternativa. Este projeto caminha sobre um trilho aventureiro calcetado com um experimentalismo ousado, que parece não conhecer tabús ou fronteiras e que nos guia propositadamente para um mundo onde reina uma certa megalomania e uma saudável monstruosidade agressiva, aliada a um curioso sentido de estética. Esta cuidada sujidade ruidosa que os Paperhaus produzem, concebida com justificado propósito e usando a distorção das guitarras como veículo para a catarse, é feita com uma química interessante e num ambiente simultaneamente denso e dançável, despida de exageros desnecessários, mas que busca claramente a celebração e o apoteótico. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 22:56
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Quarta-feira, 11 de Março de 2015

Modest Mouse – Strangers To Ourselves

Oriundos de Issaquah, nos arredores de Washington e já com mais de duas décadas de carreira, os Modest Mouse de Isaac Brock, Eric Judy, Jeremiah Green, Johnny Marr, Tom Peloso e Joe Plummer, acabam de interromper um hiato de sete anos com Strangers To Ourselves, a sua nova obra prima, um compêndio de quinze aditivas canções, que viu a luz do dia a três de março último através da Epic Records e o primeiro álbum da carreira deste grupo após o extraordinário We Were Dead Before The Ship Even Sank (2007).

Os Modest Mouse carregam já uma aúrea intensa e justa, que faz deles referência importante e foco de atenção cada vez que dão um sinal de vida musical, devido a uma carreira longa e qualitativamente elevada e que os marcou como um dos nomes fundamentais da cultura musical do novo século. Já o sexto álbum do cardápio do grupo, Strangers To Ourselves é uma verdadeira jornada sentimental e realística pelos meandros de uma américa cada vez mais cosmopolita e absorvida pelas suas próprias encruzilhadas, uma odisseia heterogénea e multicultural oferecida por um projeto visionário que encarna atualmente um desejo claro de renovação, explorando habituais referências dentro de um universo sonoro muito peculiar e que aposta na fusão de rock, com a pop, a country, a soul e o funk, de uma forma direta, mas também densa, sombria e marcadamente experimental.

É evidente a sensação de prazer que qualquer conhecedor profundo da carreira do grupo sente ao escutar este trabalho e acaba por ser natural expressarmos aquilo que sentimos acerca de Strangers To Ourselves, exalando uma excitante sensação de alívio, porque se mantém intocável a vontade e a capacidade criativa dos Modest Mouse para a renovação constante do seu ambiente particular, sem colocar em causa aquelas permissas essenciais que identificam e tipificam o som específico do grupo. Em Strangers To Ourselves e logo no tema homónimo, está lá o esplendor das cordas, firmado pelo violino e pelo dedilhar ocasional da viola, mas os arranjos de metais inéditos e outros recursos sonoros de cariz geralmente sintético, exprimem um novo modo como a banda olha para as tendências atuais mais bem aceites pelo público. Of Course We Know, o fabuloso tema que encerra o trabalho, acaba por ser o auge desta evidencia, pela forma como os Modest Mouse exploram nessa canção uma ligação estreita entre a psicadelia e o rock progressivo, através de um sentido épico pouco comum na banda mas com resultados práticos extraordinários.

Mas são outros mais e imensos os exemplos do modo como os Modest Mouse em vez de se fecharem no seu próprio casulo, parecem estar muito atentos à realidade atual, enquanto se mostram particularmente inspirados e num elevado nível qualitativo na visão caleidoscópica que plasmam em Strangers To Ourselves do indie rock atual. O cariz sintético da percussão que dá vida à alegoria funk pop Pistol (A. Cunanan, Miami, FL. 1996), um tema que mostra a visão atual do grupo sobre a problemática do uso e porte de armas de fogo e que não receia abusar dos detalhes eletrónicos e dos tais detalhes metálicos é outro sinal claro desse avanço, que a riqueza dos arranjos sombrios de Shit In Your Cut, o ambiente western country de God Is An Indian And You’re An Asshole, ou as guitarras e a percurssão orgânica de Coyotes também evidenciam.

O ambiente sonoro empolgante e ritmado e a secção de sopros do instrumental The Ground Walks, With Time In A Box  e o som de fundo orquestralmente rico de Ansel, assim como o clima descontraído do efeito da guitarra que deambula por Pups to Dust, são mais outras tentativas bem sucedidas de oferecer algo de inovador, que o piano empoeirado e os sopros da balcânica Sugar Boats, ou a estreita relação entre guitarras carregadas de fuzz e teclados vintage de Wicked Campaign e de Be Brave claramente reforçam, ao mesmo tempo que salvaguardam alguns dos melhores detalhes da herança sonora do grupo.

Num álbum heterógeneo onde se cruzam diversos espetros sonoros com impressionanete bom gosto e onde um certo caos, sempre controlado e claramente ponderado, rico, exuberante e impecavelmente produzido, os Modest Mouse oferecem-nos quinze canções que borbulham um forte sinal de esperança e de renascimento, sementes que vão provavelmente conquistar para o grupo novos públicos. Espero que aprecies a sugestão...

Modest Mouse - Strangers To Ourselves

01. Strangers To Ourselves
02. Lampshades On Fire
03. Shit In Your Cut
04. Pistol (A. Cunanan, Miami, FL. 1996)
05. Ansel
06. The Ground Walks, With Time In A Box
07. Coyotes
08. Pups To Dust
09. Sugar Boats
10. Wicked Campaign
11. Be Brave
12. God Is An Indian And You’re An Asshole
13. The Tortoise And The Tourist
14. The Best Room
15. Of Course We Know


autor stipe07 às 22:24
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2015

Vast ‎- Making Evening And Night

Compilação de demos e temas que foram ficando de lado em edições anteriores, Making Evening And Night é o mais recente lançamento dos VAST, um coletivo norte americano dos arredores de Washington liderado por Jon Crosby, que também costuma produzir os discos da banda, ao qual se juntam Michael Cry, Ben Fenton eTabber Millard.

As siglas VAST significam Visual Audio Sensory Theater e o indie rock progressivo e industrial do quarteto é um verdadeiro desafio sensorial para os nosso ouvidos. Com os instrumentos sempre ligados à corrente, muitas vezes em oposição ao forte apelo que Crosby sente relativamente à guitarra acústica durante o processo de composição, existe neste projeto uma forte componente eletrónica, que origina um caldeirão sonoro que encontra no eletro rock uma boa base de definição, cujo espetro se alarga ainda mais devido à postura vocal muito próxima do grunge e do rock clássico.

Depois de um início de carreira bastante ruidoso mas particularmente melódico, que foi inaugurado em 1998 com um homónimo, os registos recentes dos VAST identificam-se mais como um rock acústico, com as atmosferas criadas em April (2007) e Me And You (2009) a darem uma primazia maior a paisagens sonoras mais contemplativas.

Em vinte e dusas canções os VAST fazem uma retrospetiva clara de uma carreira recheada de momentos altos e amplamente destacada e bem sucedida nos Estados Unidos, sendo Making Evening And Night uma porta de entrada perfeita e completamente escancarada para o universo de uma banda com um percurso já sólido e profícuo e feliz a agregar tudo aquilo que tem de melhor o indie rock atual, através de um esqueleto instrumental eminentemente melancólico e só possível de replicar por quem reside num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada. Espero que aprecies a sugestão...

Vast‎- Making Evening And Night

CD 1
01. Again And Again
02. No One Could Know
03. Where’d You Go?
04. It’s Time
05. Like God
06. Call On Me
07. The Thing They Took
08. They Only Love You When You Die
09. There Is No Tomorrow
10. The Trail Of Tears
11. The Fire Of Love

CD 2
01. Something About You Turns Me On
02. Noise
03. Put Your Lips Around My Generation
04. Diamonds To Coal
05. Whisper My Name
06. Burning Desire
07. Desperate
08. I Would Like It
09. Broken Girl
10. Kimi
11. I Want It Back


autor stipe07 às 15:12
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015

Swings - Detergent Hymns

Oriundos de Tenleytown, nos arredores de Washington, os norte americanos Swings são um trio que aposta com firmeza no rock alternativo, nomeadamente aquele post-rock que fez furor na última década do século passado, com arranjos crus e um certo cariz lo fi, que não renega um ligeiro travo hardcore. Após terem editado alguns EPs, que podes escutar no bandcamp do projeto, o disco de estreia, Detergent Hymns, chegou aos escaparates no passado dia dezassete de janeiro, via Quiet Year Records e também está disponível na mesma plataforma, como a possibilidade de o obteres gratuitamente ou doares um valor pelo mesmo.

Eminentemente cru e lo fi e gravado durante o verão de 2014, Detergent Hymns é um disco cheio de belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos.

A leveza onírica com que os Swings deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem aquela faceta algo negra e obscura que carateriza um ambiente sonoro fortemente etéreo e melancólico, fica logo patente em Pale Trinity, o primeiro tema do alinhamento. É encantador o modo como um registo vocal fortemente sentimental grave e algo enraivecido e ferido, que derrama um retrato de verdadeiros e sinceros sentimentos, se cruza com uma componente instrumental que carrega uma intensa aúrea vincadamente orgânica, despindo os Swings de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que os poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade do agregado sentimental que carateriza os membros do grupo e que comporta sentimentos e estados de alma delicados, emocionantes e inerentemente tristes.

Escutar Detergent Hymns é provar e partilhar o estado de alma destes Swings e assim, quem sabe, dar de caras com um bom manual de auto ajuda para quem procura forças para superar os percalços de uma vida que possa estar emocionalmente menos equilibrada. O longo devaneio confessional chamado apenas V ou a tentativa de reação contrária aquela luz suplicante, que luta contra os nossos desejos, em Phlegm, são apenas dois momentos deste trabalho que nos agarram pelos colarinhos e fazem o nosso espírito facilmente levitar provocando um cocktail delicioso de boas sensações. O ambiente melódico criado em Forearms, fortemente rendilhado e introspetivo é, igualmente, um convite claro ao desejo de cerrar os punhos, ganhar coragem e vasculhar e trazer à tona o que de mais profundo e incontido vagueia pelo pacote dos nossos desejos que todos temos na nossa alma.

Heavy Manner, o momento alto de Detergent Hymns e um dos singles já retirado do trabalho e Sans Dream, são duas canções que assentam numa bateria pulsante e variada e em distorções agudas da guitarra. Essa é, amiúde, a pedra de toque do cenário melódico arquitetado onde não falta aquela pura adrenalina sonora, numa viagem que nos remete para a gloriosa época do rock independente que reinou na transição entre as duas últimas décadas do século passado

Álbum tipicamente rock e esculpido com cordas ligas à eletricidade, Detergent Hymns é um compêndio de canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora e alicerçadas numa certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica. Os Swings deixaram-se impregnar, com rara honestidade, por uma atmosfera lo-fi que parece ter a intenção de servir como veículo para uma necessidade confessional de resolução e redenção. Espero que aprecies a sugestão... 

 


autor stipe07 às 21:26
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