Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Foxes In Fiction - Ontario Gothic

Líder da insuspeita etiqueta Orchid Tapes, Warren Hildebrand também compôe música e fá-lo como Foxes In Fiction. Natural de Toronto, no Canadá, mas a residir atualmente nos Estados Unidos, em Brooklyn, Nova Iorque, Warren editou no passado dia vinte e três de setembro, por intermédio da sua Orchid Tapes, um homónimo que é um verdadeiro tratado de dream pop, da autoria de um projeto que parece não encontrar fronteiras dentro da eletrónica que explora paisagens sonoras expressionistas mais calmas e ambientais.

Através das teclas do sintetizador, de samples de sons e ruídos variados e de uma percurssão sintética, as grandes referências instrumentais neste processo de justaposição de vários elementos sonoros, Warren criou sete canções que sublimam com mestria uma profunda emoção, já que transportam claramente bonitos sentimentos, dedicados integralmente a Cait, uma amiga muito próxima de Warren, que faleceu em 2010 e que ele conheceu depois de ter chegado em 2004 a Toronto com a sua família, vindos de uma zona rural no Ontario, onde viviam desde 2001. Apesar destas canções narrarem um dos períodos mais tumultuosos da existência do autor, em que acumulou muita ansiedade e tristeza, Warren preferiu abordar melodicamente essa conjuntura algo sombria da parte lírica das canções, de um modo suave e de algum modo luminoso, homenageando esta amizade que terá sido tão profunda, bonita e intensa como o ambiente sonoro de Ontario Gothic.

E no que concerne então a esse ambiente, destaco, desde logo, Into The Fields e Glow (v079), duas canções que constroem uma sequência onde a melancolia de ambas se junta numa única atmosfera sonora comandada por um sintetizador, que aliado a cordas e ao piano, origina um tom fortemente denso e contemplativo, com a voz de Warren a conferir a oscilação que depois é necessária para transparecer essa elevada veia sentimental. De seguida, em Shadow's Song, escuta-se um violino com arranjos que ficaram a cargo do consagrado Owen Pallett; Tal é a beleza dos mesmos, simultaneamente deslumbrantes e delicados e ampliados pela cândura da voz, que não há como evitar sermos levados para uma atmosfera muito própria, que transmite uma certa inocência romântica com uma estética sonora e visual inédita e onde a noção de retro terá sido um conceito claramente tido em conta. O clímax do alinhamento acaba por chegar com o tema homónimo, que ganha um tom fortemente frágil e uma atmosfera verdadeiramente sublime quando Warren entrega-se de corpo e alma à canção enquanto canta alguns dos versos mais intrincados e emocionais que pudemos escutar ultimamente.

Quando Warren decidiu deitar-se numa nuvem feita com a melhor dream pop operou um pequeno milagre sonoro e incubou um belíssimo álbum, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão...

Image of FOXES IN FICTION - ONTARIO GOTHIC 12" (Pre-sale)

1. March 2011
2. Into The Fields
3. Glow (v079)
4. Shadow's Song
5. Ontario Gothic
6. Amanda
7. Altars


autor stipe07 às 20:45
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Foxes In Fiction – Ontario Gothic

Foxes In Fiction

Líder da insuspeita etiqueta Orchid Tapes, Warren Hildebrand também compôe música e fá-lo como Foxes In Fiction. Natural de Toronto, no Canadá, mas a residir atualmente nos Estados Unidos em Brooklyn, Nova Iorque, Warren editou no passado dia vinte e três de setembro, por intermédio da sua Orchid Tapes, Ontário Gothic, um verdadeiro tratado de dream pop e que será em breve dissecado por cá. Para já e como aperitivo, partilho Ontario Gothic, o single homónimo e primeiro tema retirado de Ontario Gothic nesse formato, assim como um texto do músico sobre o processo de composição do disco. Confere...

Musicially, “Ontario Gothic” begins where the previous song on the album, “Shadow’s Song” lets off. The the same melody – made from cutting up & copying and pasting singular guitar notes forms the melodic basis for the majority former. The instrumental elements of the middle / transition section make up the Foxes in Fiction song “Breathing In” found on the first Angeltown compilation. And like “Shadow’s Song” it features violin arrangements by Owen Pallett.

Lyrically, “Ontario Gothic” is written about a close friend name Cait who died in 2010 and to whom the album is dedicated. Cait was one of the closest friends that I had for many years when I was a bit younger. She and I became really close after I had moved back to my hometown in the suburbs of Toronto, away from a farm in rural Ontario that my family lived on from 2001 until 2004. I was coming away from what was the worst and most emotionally tumultuous period of my life at that point and I carried a lot of fucked up anxiety and deep sadness about my life and myself as a person. But more than anything else, getting to know, open up to and spend time with Cait during those first years helped open me up to kinds of happiness and a love for life that I didn’t think was within the realm of possibility at that point in my life.

She was one of the most remarkable, open and truly good people I’ve ever known, really. The song “Flashing Lights Have Ended Now” was also written about her just a point where we’re drifting apart; a year later she was gone. I wrote this song to crystallize the better parts of our friendship and to remember the healing effect that she had on me as a person which without I would not be the same person or have the same acceptance for life that I do now. I miss her enormously and I feel her influence and presence constantly.

 


autor stipe07 às 13:10
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

The Rural Alberta Advantage - Runners in the Night

Screen Shot 2014-09-16 at 4.25.35 PM

Os canadianos The Rural Alberta Advantage de Nils Edenloff, preparam-se para um outono preenchido, já que muito em breve vão editar um novo disco chamado Mended With Gold e depois irão entrar em digressão para promover o mesmo. Runners In The Night é o single mais recente desse trabalho de uma das bandas mais icónicas do universo indie de Toronto. Confere...


autor stipe07 às 13:28
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2014

Fucked Up - Glass Boys

Editado pela Matador Records, chegou no passado dia três de junho às lojas Glass Boys, o quarto álbum da carreira dos canadianos Fucked Up, um dos nomes mais importantes do cenário punk rock atual e que aposta num hardcore que tem na voz agressiva de Damian Abraham e nas guitarras de Mike Haliechuk, que vão beber ao punk dos anos oitenta, dois dos traços identitários mais significativos.

Glass Boys marca mais uma etapa deste coletivo na replicação de um som barulhento e agressivo, depois da timidez de Hidden World (2006), de buscas melodiosas em The Chemistry of Common Life (2008) e da história de amor que foi David Comes To Life, o antecessor, editado em 2011, um álbum de mais de setenta minutos de duração e que mostrava a banda a explorar, com muito gosto e sucesso, as possibilidades infinitas do punk rock mais pesado. 

Habituados a transformar em hinos sonoros as diferentes manifestações de raiva adolescente que costumavam preencher o ideário lírico das suas canções, Glass Boys, mostra-nos uns Fucked Up mais maduros e controlados e ainda com novos truques na manga, nomeadamente alguns pequenos arranjos pop. Além da receita habitual, a introdução de Warm Change e o refrão pesado de Led By Hand mostram que os Fucked Up tentaram experimentar ideias diferentes e fugir da habitual bitola, algo que a viola que introduz o tema homónimo também pode comprovar, uma canção que fala sobre o passado que há em cada um de nós e a influência que as experiências anteriores têm na definição daquilo que cada um de nós é hoje. As mudanças de andamento entre o refrão e os versos de The Great Divide também impressionam pela novidade e depois, além disso, será sempre obrigatório escutar DET e Paper The House para quem aprecia verdadeiramente o ADN específico destes Fucked UP que sabem encaixar as canções de forma a criar um alinhamento fluído e acessível, apesar da especificidade do som que os carateriza.

Em suma, neste Glass Boys os Fucked Up não fogem muito da sua habitual zona de conforto, mas continuam a lutar com garra e criatividade para empurrar e alargar as barreiras do seu som, ao longo de quarenta e dois minutos intensos, rugosos e que não envergonham o catálogo sonoro deste grupo de Toronto. Espero que aprecies a sugestão...

01 Echo Boomer
02 Touch Stone
03 Sun Glass
04 The Art Of Patrons
05 Warm Change
06 Paper The House
07 DET
08 Led By Hand
09 The Great Divide
10 Glass Boys


autor stipe07 às 17:51
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

Alvvays - Archie, Marry Me

Alvvays

Naturais de Toronto, no Canadá, os Alvvays preparam-se para se estrear nos discos já neste verão com Alvvays, um homónimo que será editado pela Polyvinyl Records. Tendo em conta o tema Archie, Marry Me, a primeira amostra revelada do disco, este quinteto aposta numa dream pop romântica e luminosa, feita com uma voz muito feminina, a exuberância das guitarras e um baixo vincado, certamente uma sonoridade propícia para os dias mais quentes e solarengos que se aproximam. Confere...


autor stipe07 às 14:50
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

RLMDL – Before Then Was Now

RLMDL pronuncia-se role model e é um projeto musical de Toronto, no Canadá, liderado por Jordan Allen, que tem em Before Then Was Now o seu mais recente trabalho, escrito e gravado entre junho de 2012 e março deste ano, em vários locais de Toronto e Ontário. Apesar de Jordan ser de Toronto, no centro do Canadá, a sua música tem um forte sabor a sal e a maresia e ao relaxante pôr do sol na linha do horizonte de um mar calmo, azul e profundo.


Before Then Was Won começa com a batida etérea, mas sincopada de Young Rebels e fica logo dado o mote para o que resta do disco; Uma pop, chillwave e algo lo fi, revivalista da eletrónica minimal dos anos setenta e da pop carregada de lantejoulas da década seguinte, com alguns detalhes de sintetização muito interessantes na voz e laivos de distorção subtis e austeros mas que conferem aos temas um charme muito próprio e vincado. O próprio artwork do disco é muito apropriado, porque o seu conteúdo tem uma sensualidade muito própria e feminina, feita quase sempre na penumbra de alguns detalhes sonoros moldados no sintetizador e que, funcionando como um psicotrópico benéfico para a nossa mente, exalam, tal como as mulheres, algo forte, mas bom e inebriante.

Cada canção do disco tem uma vibração única mas, em comum, comungam da capacidade de nos levar até um universo muito peculiar, criado por Jordan e que pode ser numa praia defronte do tal mar a que este trabalho sabe. Todos os temas têm uma natureza contagiante, por isso, se Before Then Was Now foi pensado para ser uma mulher personificada numa brisa marítima intensa num húmido final de tarde em Toronto, por cá, junto ao mediterrâneo, poderá ser a companhia perfeita para tomarmos banhos de sol mas, com o verão prestes a terminar, também será a banda sonora perfeita para algumas tardes de estudo e de trabalho a dois. Espero que aprecies a sugestão... 

RLMDL - Before Then Was Now

01. Young Rebels
02. Bilingual
03. Private Island
04. Local Celebrity
05. Polaroid
06. Trans Canada Misery
07. Cover Girl
08. Trouble With You
09. Pretender


autor stipe07 às 21:46
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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013

Hooded Fang – Gravez

Atualmente os Hooded Fang são April Aliermo, Daniel Lee, D. Alex Meeks e Lane Halley, uma banda natural de Toronto que está de regresso com Gravez, um álbum que viu a luz do dia a vinte e sete de maio por intermédio da Full Time Hobby.

Após a estreia em 2010 com um homónimo, um trabalho que na altura deixou marcas e do sempre difícil mas bem sucedido segundo álbum, intitulado Tosta Mista, editado em 2011 pela Daps Records, em Gravez estes canadianos dão um novo impulso ao seu já interessante cardápio sonoro, agora mais afastados do som sul-americanizado dos dois trabalhos anteriores.

Desde o início da carreira os Hooded Fang viram-se inseridos num universo sonoro catalogado como surf rock e foram comparados a nomes tão influentes como os Black Lips ou os The Drums. No entanto, desta vez quiseram deixar um pouco de lado os chinelos de dedo e os castelos na areia, para invadirem um ambiente sonoro mais urbano e típico dos subúrbios. De alguma forma, exploram novos territórios musicais, mas sem colocarem definitivamente de lado aquela essência pop dos anos sessenta, que ainda está muito audível, por exemplo, na sequência Bye Bye Land e Wasteland, duas canções que poderiam estar esquecidas algures numa cassete legendada com uma etiqueta a dizer Chris Isaak.

Apesar de serem canadianos, Gravez poderia ter sido gravado num velho saloon do oeste americano, cheio de cowboys e destilar whisky, já que houve uma nítida aposta mais próxima do rock americano, com uma produção forte e notoriamente mais agressiva, com a faixa homónima a dar indícios disso mesmo. O extraordinário baixo pulsante de Gravez, a distorção da guitarra e das vozes, levam-nos ao universo punk rock, num refrão que reclama constantemente a nossa presença e atenção... Why You Lookin' At Me?

Mas os destaques de Gravez não se ficam pelo tema homónimo; O single Ode To Subterranea, além da deliciosa distorção da guitarra e da própria voz, tem um groove intenso e convida-nos facilmente a abanar a anca. Gebres e Sailor Bull são duas canções com uma interpretação vocal a fazer lembrar os Black Keys.

Do blues dos anos sessenta ao rock de garagem, os Hooded Fang são competentes na forma como abordam diferentes estilos e tendências dentro do mesmo universo sonoro e com Gravez demonstram maturidade e valor suficientes para alargarem consideravelmente a variedade do seu cardápio sonoro. Apesar de em Never Mending Lee cantar sobre paragens de autocarros e como poderão ser um belo local para morrer, esta mesma maturidade deverá, futuramente, ser aprimorada nas letras das canções e na forma como a componente instrumental e a voz se interligam em determinados momentos. Quando isso suceder, estaremos na presença de um grupo essencial na nova fornada de propostas inseridas no universo indie punk rock que vão surgindo frequentemente. Espero que aprecies a sugestão....

1. Dry Range Intro
2. Graves
3. Ode to Subterrania
4. Bye Bye Land
5. Wasteland
6. Sailor Bull
7. Trasher
8. Never Mending
9. Genes
10. Dry Range Outro


autor stipe07 às 22:59
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Sábado, 6 de Julho de 2013

Austra - Olympia

Depois de em 2011 se terem estreado com Feel It Break, os canadianos Austra, formados pela vocalista Katie Stelmanis, a baterista Maya Postepski e o baixista Dorian Wolf, estão de regresso com Olympia, o sempre difícil seguindo disco deste banda de Toronto, lançado pela Domino Records.


Olympia é um disco que à imagem de outros trabalhos contemporâneos vai beber muita da sua influência à pop dos anos oitenta, neste caso à sonoridade que a britânica Kate Bush propunha nessa época e que hoje, além dos Austra, influencia outros nomes tão importantes como Florence Welsh, Grimes ou Julianna Brawick, entre outros. Assim, Olympia continua a ser algo sombrio como foi o antecessor, mas rompe um pouco com uma certa rigidez e acanhamento de Feel It Break, já que é um disco um pouco mais mexido e heterogéneo. 

A voz de Katie Stelmanis continua a ser a principal imagem de marca dos Austra, que podem confundir-se quase como uma espécie de projeto a solo da cantora, já que cada acerto instrumental e lírico do disco cresce de forma a dar cor e vida à voz da artista.

Ultimamente os Austra têm colecionado convincentes atuações ao vivo na promoção de Olympia e isso sucede porque neste novo álbum há uma medida exata entre a precisão das canções de estúdio e os detalhes que podem ser acrescentados e que funcionam bem no palco. Dessa forma, tanto a voz de Stelmanis como a instrumentação orgânica e eletrónica destas novas canções, ao permitirem na sua génese novos acrescentos sem perderem identidade, acabam por soar ainda mais grandiosas ao vivo.

A audição de Olympia é um exercício interessante porque à medida que se avança é como se o disco crescesse e se tornasse cada vez mais vigoroso e volumoso, rico em texturas e efeitos. Cada canção é um ato dramático mas controlado e prepara o tema seguinte, com os sons a crescerem de forma a envolver o ouvinte sem qualquer dificuldade. Mesmo que o registo não tenha aquela componente mais comercial que permitiu que há dois anos Feel It Break fornecesse alguns singles mais orelhudos, os detalhes de cada uma das canções de Olympia surpreendem e ampliam o cardápio sonoro dos Austra. Logo na abertura do disco, em Forgive Me e Painful Like, somos levados até à tal década de oitenta, com duas canções carrregadas de elementos típicos da synthpop e do pós-punk e arranjos clássicos que ambientam-nos desde logo para o que vem daí em diante.

E acaba por ser a partir de Home que o disco realmente se revela. À medida que as vozes da cantora crescem com autenticidade, a instrumentação acaba inevitavelmente por sobressair e plasmar um elevado acerto, realçado pela evidente dose de experimentalismo que é incutida pelos instrumentos às melodias. We Become, por exemplo, encontra na percussão não convencional uma evolução daquilo que fora sustentado em Feel It Break e abre espaço para que vários tiques da música pop cresçam em Reconcile e Annie (Oh Muse, You). Até a pequena I Don’t Care (I’m A Man), com pouco mais de um minuto, parece ser essencial para o disco, já que prepara-nos convenientemente para a metade final do trabalho.

Grandioso, Olympia expande o universo musical dos Austra, ainda concentrado na bateria eletrónica e nos sintetizadores, mas com novos detalhes que fazem desta obra um trabalho cheio de dinamismo e de boas composições, além de nos fazer supor que estamos na presença de um grupo que quer, no futuro, continuar a crescer e a ser ainda mais criativo. Espero que aprecies a sugestão...

01 – What We Done
02 – Forgive Me
03 – Painful Like
04 – Sleep
05 – Home
06 – Fire
07 – I Don’t Care (I’m A Man)
08 – We Become
09 – Reconcile
10 – Annie (Oh Muse, You)
11 – You Changed My Life
12 – Hurt Me Now

Bonus Track:
13 – Mayan Drums (Bonus Track)


autor stipe07 às 14:43
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Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Bravestation - IV

Depois de Giants Dreamers, álbum editado no verão passado e que divulguei oportunamente, os Bravestation dos irmãos Devin Wilson (voz e baixo) e Derek Wilson (guitarra) e de Andrew Heppner (teclados e sintetizadores) e Jeremy Rossetti (bateria e percurssão), estão de regresso aos discos com IV, um EP editado no passado dia catorze de maio. Entretanto já divulgaram alguns singles desse novo álbum, sendo o mais recente Somewhere We Belong, canção disponível para download no bandcamp da banda, assim como o restante EP.

Liricamente, as quatro canções deste EP contam histórias que misturam fantasia com realidade e que depois ganham vida com canções emotivas, luminosas e cheias de cor (We use emotional experiences from real life and try to recreate them in another world).

Sonoramente, estes quatro rapazes de Montreal, no Canadá, misturam elementos do R&B com a new wave e a eletrónica, criando paisagens sonoras com uma atmosfera e abordagem tendencialmente pop. Conseguem colocar uma elevada dose de groove nas canções, salientadas pelo ligeiro abanar de ancas que proporcionam. Os anos oitenta estão bastante presentes, quer nos efeitos hipnóticos colocados na voz, como nos sintetizadores, que recriam a sonoridade típica dessa década. E, à semelhança do que acontece com outros projetos similares contemporâneos, é possível sentir aqui que a abordagem a esses gloriosos anos da pop soa, ao mesmo tempo, como um retrocesso temporal, mas também algo sonoramente futurista. Confere...

01. All We Have Is Us
02. Somewhere We Belong
03. Ancient Kids
04. Rain Child


autor stipe07 às 22:19
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Old English – Prose And Kahns

Os Old English são uma banda canadiana, sedeada em Toronto e formada por Matt Henderson, Daniel Halyburton, Thom MacFarlane, Matt Froese, Mark Underdown, Jessica Underdown, Ben Bowen e Matt Masters. Disponibilizaram a oito de janeiro no bandcamp da banda uma preview com três temas de Prose And Khans, o álbum de estreia deste grupo, lançado no passado dia cinco de fevereiro. Este disco é resultado de um aturado trabalho de três anos de gravação e produção, em seis cidades e três países diferentes e contou com a contribuição de mais de vinte músicos.

Todos os temas foram escritos por Matt Henderson e a melancolia introspectiva é a pedra de toque temática de onze canções assentes na guitarra acústica e nos sintetizadores. Nelas, os Old English abraçam uma míriade sonora que vai do shoegaze de Pop Shop, à folk de Old Things e Anchors, passando pela brit-rock em The Corrections.

As letras estão carregadas de metáforas cheias de significado, sendo a natureza do amor e os seus segredos intrincados a base temática (This can’t be what you meant, for our knees to bruise but barely leave a dent ou, Oh, these days it’s hard to know/a temporary spine from customary home). Cada canção vai dando pistas para desvendar uma espécie de puzzle complexo, uma novela que fala de sonhos falhados (Lotteries And Tents) e da beleza do primeiro amor e dos seus riscos e frustrações (Pop Shop). Outro tema curioso é My Dear Neighbours, cuja letra fala de alguém que tenta submergir atà á superfície da água num oceano de memórias que clamam por liberdade. Mas a luminosa celebração que se escuta em We’ve Been Here Before é, sem dúvidas, o maior destaque de um álbum, que também tem, curiosamente alguns momentos instrumentais, interlúdios de enorme interesse e beleza, além de um banjo encantador (Old Things).

Em suma, este coletivo liderado por Henderson e que inicialmente se chamava Matt Henderson and the Mouth Breathers, por ser um projeto a solo, criou na estreia um poético mundo colorido mas onde também cabem os nossos medos e imperfeições. Espero que aprecies a sugestão...

01. Runner-Up
02. Anchors
03. We’ve Been Here Before
04. The Corrections
05. Lotteries And Tents
06. Older Things
07. We Can Never Have It All
08. Layaway
09. Farmer’s Tan
10. Pop Shop
11. My Dear Neighbours


autor stipe07 às 22:01
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