Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

RLMDL – Before Then Was Now

RLMDL pronuncia-se role model e é um projeto musical de Toronto, no Canadá, liderado por Jordan Allen, que tem em Before Then Was Now o seu mais recente trabalho, escrito e gravado entre junho de 2012 e março deste ano, em vários locais de Toronto e Ontário. Apesar de Jordan ser de Toronto, no centro do Canadá, a sua música tem um forte sabor a sal e a maresia e ao relaxante pôr do sol na linha do horizonte de um mar calmo, azul e profundo.


Before Then Was Won começa com a batida etérea, mas sincopada de Young Rebels e fica logo dado o mote para o que resta do disco; Uma pop, chillwave e algo lo fi, revivalista da eletrónica minimal dos anos setenta e da pop carregada de lantejoulas da década seguinte, com alguns detalhes de sintetização muito interessantes na voz e laivos de distorção subtis e austeros mas que conferem aos temas um charme muito próprio e vincado. O próprio artwork do disco é muito apropriado, porque o seu conteúdo tem uma sensualidade muito própria e feminina, feita quase sempre na penumbra de alguns detalhes sonoros moldados no sintetizador e que, funcionando como um psicotrópico benéfico para a nossa mente, exalam, tal como as mulheres, algo forte, mas bom e inebriante.

Cada canção do disco tem uma vibração única mas, em comum, comungam da capacidade de nos levar até um universo muito peculiar, criado por Jordan e que pode ser numa praia defronte do tal mar a que este trabalho sabe. Todos os temas têm uma natureza contagiante, por isso, se Before Then Was Now foi pensado para ser uma mulher personificada numa brisa marítima intensa num húmido final de tarde em Toronto, por cá, junto ao mediterrâneo, poderá ser a companhia perfeita para tomarmos banhos de sol mas, com o verão prestes a terminar, também será a banda sonora perfeita para algumas tardes de estudo e de trabalho a dois. Espero que aprecies a sugestão... 

RLMDL - Before Then Was Now

01. Young Rebels
02. Bilingual
03. Private Island
04. Local Celebrity
05. Polaroid
06. Trans Canada Misery
07. Cover Girl
08. Trouble With You
09. Pretender


autor stipe07 às 21:46
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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013

Hooded Fang – Gravez

Atualmente os Hooded Fang são April Aliermo, Daniel Lee, D. Alex Meeks e Lane Halley, uma banda natural de Toronto que está de regresso com Gravez, um álbum que viu a luz do dia a vinte e sete de maio por intermédio da Full Time Hobby.

Após a estreia em 2010 com um homónimo, um trabalho que na altura deixou marcas e do sempre difícil mas bem sucedido segundo álbum, intitulado Tosta Mista, editado em 2011 pela Daps Records, em Gravez estes canadianos dão um novo impulso ao seu já interessante cardápio sonoro, agora mais afastados do som sul-americanizado dos dois trabalhos anteriores.

Desde o início da carreira os Hooded Fang viram-se inseridos num universo sonoro catalogado como surf rock e foram comparados a nomes tão influentes como os Black Lips ou os The Drums. No entanto, desta vez quiseram deixar um pouco de lado os chinelos de dedo e os castelos na areia, para invadirem um ambiente sonoro mais urbano e típico dos subúrbios. De alguma forma, exploram novos territórios musicais, mas sem colocarem definitivamente de lado aquela essência pop dos anos sessenta, que ainda está muito audível, por exemplo, na sequência Bye Bye Land e Wasteland, duas canções que poderiam estar esquecidas algures numa cassete legendada com uma etiqueta a dizer Chris Isaak.

Apesar de serem canadianos, Gravez poderia ter sido gravado num velho saloon do oeste americano, cheio de cowboys e destilar whisky, já que houve uma nítida aposta mais próxima do rock americano, com uma produção forte e notoriamente mais agressiva, com a faixa homónima a dar indícios disso mesmo. O extraordinário baixo pulsante de Gravez, a distorção da guitarra e das vozes, levam-nos ao universo punk rock, num refrão que reclama constantemente a nossa presença e atenção... Why You Lookin' At Me?

Mas os destaques de Gravez não se ficam pelo tema homónimo; O single Ode To Subterranea, além da deliciosa distorção da guitarra e da própria voz, tem um groove intenso e convida-nos facilmente a abanar a anca. Gebres e Sailor Bull são duas canções com uma interpretação vocal a fazer lembrar os Black Keys.

Do blues dos anos sessenta ao rock de garagem, os Hooded Fang são competentes na forma como abordam diferentes estilos e tendências dentro do mesmo universo sonoro e com Gravez demonstram maturidade e valor suficientes para alargarem consideravelmente a variedade do seu cardápio sonoro. Apesar de em Never Mending Lee cantar sobre paragens de autocarros e como poderão ser um belo local para morrer, esta mesma maturidade deverá, futuramente, ser aprimorada nas letras das canções e na forma como a componente instrumental e a voz se interligam em determinados momentos. Quando isso suceder, estaremos na presença de um grupo essencial na nova fornada de propostas inseridas no universo indie punk rock que vão surgindo frequentemente. Espero que aprecies a sugestão....

1. Dry Range Intro
2. Graves
3. Ode to Subterrania
4. Bye Bye Land
5. Wasteland
6. Sailor Bull
7. Trasher
8. Never Mending
9. Genes
10. Dry Range Outro


autor stipe07 às 22:59
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Sábado, 6 de Julho de 2013

Austra - Olympia

Depois de em 2011 se terem estreado com Feel It Break, os canadianos Austra, formados pela vocalista Katie Stelmanis, a baterista Maya Postepski e o baixista Dorian Wolf, estão de regresso com Olympia, o sempre difícil seguindo disco deste banda de Toronto, lançado pela Domino Records.


Olympia é um disco que à imagem de outros trabalhos contemporâneos vai beber muita da sua influência à pop dos anos oitenta, neste caso à sonoridade que a britânica Kate Bush propunha nessa época e que hoje, além dos Austra, influencia outros nomes tão importantes como Florence Welsh, Grimes ou Julianna Brawick, entre outros. Assim, Olympia continua a ser algo sombrio como foi o antecessor, mas rompe um pouco com uma certa rigidez e acanhamento de Feel It Break, já que é um disco um pouco mais mexido e heterogéneo. 

A voz de Katie Stelmanis continua a ser a principal imagem de marca dos Austra, que podem confundir-se quase como uma espécie de projeto a solo da cantora, já que cada acerto instrumental e lírico do disco cresce de forma a dar cor e vida à voz da artista.

Ultimamente os Austra têm colecionado convincentes atuações ao vivo na promoção de Olympia e isso sucede porque neste novo álbum há uma medida exata entre a precisão das canções de estúdio e os detalhes que podem ser acrescentados e que funcionam bem no palco. Dessa forma, tanto a voz de Stelmanis como a instrumentação orgânica e eletrónica destas novas canções, ao permitirem na sua génese novos acrescentos sem perderem identidade, acabam por soar ainda mais grandiosas ao vivo.

A audição de Olympia é um exercício interessante porque à medida que se avança é como se o disco crescesse e se tornasse cada vez mais vigoroso e volumoso, rico em texturas e efeitos. Cada canção é um ato dramático mas controlado e prepara o tema seguinte, com os sons a crescerem de forma a envolver o ouvinte sem qualquer dificuldade. Mesmo que o registo não tenha aquela componente mais comercial que permitiu que há dois anos Feel It Break fornecesse alguns singles mais orelhudos, os detalhes de cada uma das canções de Olympia surpreendem e ampliam o cardápio sonoro dos Austra. Logo na abertura do disco, em Forgive Me e Painful Like, somos levados até à tal década de oitenta, com duas canções carrregadas de elementos típicos da synthpop e do pós-punk e arranjos clássicos que ambientam-nos desde logo para o que vem daí em diante.

E acaba por ser a partir de Home que o disco realmente se revela. À medida que as vozes da cantora crescem com autenticidade, a instrumentação acaba inevitavelmente por sobressair e plasmar um elevado acerto, realçado pela evidente dose de experimentalismo que é incutida pelos instrumentos às melodias. We Become, por exemplo, encontra na percussão não convencional uma evolução daquilo que fora sustentado em Feel It Break e abre espaço para que vários tiques da música pop cresçam em Reconcile e Annie (Oh Muse, You). Até a pequena I Don’t Care (I’m A Man), com pouco mais de um minuto, parece ser essencial para o disco, já que prepara-nos convenientemente para a metade final do trabalho.

Grandioso, Olympia expande o universo musical dos Austra, ainda concentrado na bateria eletrónica e nos sintetizadores, mas com novos detalhes que fazem desta obra um trabalho cheio de dinamismo e de boas composições, além de nos fazer supor que estamos na presença de um grupo que quer, no futuro, continuar a crescer e a ser ainda mais criativo. Espero que aprecies a sugestão...

01 – What We Done
02 – Forgive Me
03 – Painful Like
04 – Sleep
05 – Home
06 – Fire
07 – I Don’t Care (I’m A Man)
08 – We Become
09 – Reconcile
10 – Annie (Oh Muse, You)
11 – You Changed My Life
12 – Hurt Me Now

Bonus Track:
13 – Mayan Drums (Bonus Track)


autor stipe07 às 14:43
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Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Bravestation - IV

Depois de Giants Dreamers, álbum editado no verão passado e que divulguei oportunamente, os Bravestation dos irmãos Devin Wilson (voz e baixo) e Derek Wilson (guitarra) e de Andrew Heppner (teclados e sintetizadores) e Jeremy Rossetti (bateria e percurssão), estão de regresso aos discos com IV, um EP editado no passado dia catorze de maio. Entretanto já divulgaram alguns singles desse novo álbum, sendo o mais recente Somewhere We Belong, canção disponível para download no bandcamp da banda, assim como o restante EP.

Liricamente, as quatro canções deste EP contam histórias que misturam fantasia com realidade e que depois ganham vida com canções emotivas, luminosas e cheias de cor (We use emotional experiences from real life and try to recreate them in another world).

Sonoramente, estes quatro rapazes de Montreal, no Canadá, misturam elementos do R&B com a new wave e a eletrónica, criando paisagens sonoras com uma atmosfera e abordagem tendencialmente pop. Conseguem colocar uma elevada dose de groove nas canções, salientadas pelo ligeiro abanar de ancas que proporcionam. Os anos oitenta estão bastante presentes, quer nos efeitos hipnóticos colocados na voz, como nos sintetizadores, que recriam a sonoridade típica dessa década. E, à semelhança do que acontece com outros projetos similares contemporâneos, é possível sentir aqui que a abordagem a esses gloriosos anos da pop soa, ao mesmo tempo, como um retrocesso temporal, mas também algo sonoramente futurista. Confere...

01. All We Have Is Us
02. Somewhere We Belong
03. Ancient Kids
04. Rain Child


autor stipe07 às 22:19
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Old English – Prose And Kahns

Os Old English são uma banda canadiana, sedeada em Toronto e formada por Matt Henderson, Daniel Halyburton, Thom MacFarlane, Matt Froese, Mark Underdown, Jessica Underdown, Ben Bowen e Matt Masters. Disponibilizaram a oito de janeiro no bandcamp da banda uma preview com três temas de Prose And Khans, o álbum de estreia deste grupo, lançado no passado dia cinco de fevereiro. Este disco é resultado de um aturado trabalho de três anos de gravação e produção, em seis cidades e três países diferentes e contou com a contribuição de mais de vinte músicos.

Todos os temas foram escritos por Matt Henderson e a melancolia introspectiva é a pedra de toque temática de onze canções assentes na guitarra acústica e nos sintetizadores. Nelas, os Old English abraçam uma míriade sonora que vai do shoegaze de Pop Shop, à folk de Old Things e Anchors, passando pela brit-rock em The Corrections.

As letras estão carregadas de metáforas cheias de significado, sendo a natureza do amor e os seus segredos intrincados a base temática (This can’t be what you meant, for our knees to bruise but barely leave a dent ou, Oh, these days it’s hard to know/a temporary spine from customary home). Cada canção vai dando pistas para desvendar uma espécie de puzzle complexo, uma novela que fala de sonhos falhados (Lotteries And Tents) e da beleza do primeiro amor e dos seus riscos e frustrações (Pop Shop). Outro tema curioso é My Dear Neighbours, cuja letra fala de alguém que tenta submergir atà á superfície da água num oceano de memórias que clamam por liberdade. Mas a luminosa celebração que se escuta em We’ve Been Here Before é, sem dúvidas, o maior destaque de um álbum, que também tem, curiosamente alguns momentos instrumentais, interlúdios de enorme interesse e beleza, além de um banjo encantador (Old Things).

Em suma, este coletivo liderado por Henderson e que inicialmente se chamava Matt Henderson and the Mouth Breathers, por ser um projeto a solo, criou na estreia um poético mundo colorido mas onde também cabem os nossos medos e imperfeições. Espero que aprecies a sugestão...

01. Runner-Up
02. Anchors
03. We’ve Been Here Before
04. The Corrections
05. Lotteries And Tents
06. Older Things
07. We Can Never Have It All
08. Layaway
09. Farmer’s Tan
10. Pop Shop
11. My Dear Neighbours


autor stipe07 às 22:01
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Domingo, 9 de Dezembro de 2012

Indoor Voices - S/T EP

Depois de no final de 2011 terem editado Nevers, os Indoor Voices de Jonathan Relph, Owen Davies, Ryan Gassi, Craig Hopgood e Kate Rogers estão de regresso com S/T um EP com quatro canções, editado no passado dia vinte e dois de outubro. Esta banda de Toronto, no Canadá, contou com a ajuda de Jason Finkel na mistura e de Jeff Elliot na produção.

O conteúdo desta nova coleção de quatro canções do grupo é algo de épico e, ao mesmo tempo, lo fi. Logo no início, em Still, canção que conta com a participação de Catherine Debard dos Sally Paradise na voz,  isso fica bem patente, devido à melodia inicial da guitarra e à forma como os vários instrumentos são depois adicionados, numa toada que se mantém ao longo da canção. A voz é quase impercetível, mas essa melodia leva-nos para bem longe.

No resto, há leves pitadas de shoegaze e post rock, mas nada de muito barulhento ou demasiado experimental. Todos os temas têm uma toada eminentemente tranquila e algo de épico e sedutor. Como sucedia em Nevers, há uma uma sonoridade muito implícita em relação à eletrónica dos anos oitenta e para mim os grandes momentos do disco, são os belos instantes sonoros pop onde a voz é colocada em camadas, bem como as guitarras, criando uma atmosfera geral calma e contemplativa. Além da colaboração já referida em Still, S/T também conta com a participação especial de Casey Mecija, Sandra Vu e da francesa Anne Boutonnat.

Os Indoor Voices colocaram no seu bandcamp o EP a um preço bastante acessível e disponibilizaram-no para audição no soundcloud, com a possibilidade de download do tema So Smart. O EP também começou a ser distribuido pela Bleed Golding Records no passado dia cinco de novembro. Portanto, não faltam formas e motivos para descobrires estas quatro canções extraordinárias que deverão antecipar um grande álbum, algo que o próprio Jonathan já me confidenciou e a quem agradeço desde já, publicamente, o envio de um exemplar físico do extrordinário Nevers. Espero que aprecies a sugestão...

Still

So Smart

After

Hung Out


autor stipe07 às 21:52
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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

Jason Collett – Reckon

Natural de Toronto, Jason Collet é um compositor e cantor que além de fazer parte dos Broken Social Scene também enveredou por uma carreira a solo. Assim, no passado dia vinte e cinco de setembro, chegou às lojas Reckon, o seu último disco, através da Arts & Crafts. Este novo registo inclui uma rodela bónus, intitulada Essential Cuts, composta por onze canções selecionadas pelo próprio Collett e serve de retrospetiva a uma carreira de dez anos.Um dos grandes destaques de Reckon é, sem dúvida, I Wanna Rob A Bank, tema com direito a um excelnte vídeo da autoria de Corey Ogilvie.

Muitas vezes conotado, ao longo da sua carreira, como um músico que gosta de escrever letras com um forte cariz politico e social, a propósito da escrita de Reckon, Collett afirmou: I just did my best to avoid the shrill rhetoric that makes most political songwriting unlistenable. Assim, desta vez o compositor canadiano teve a preocupação de tentar desembaraçar-se dessa fama que, independentemente das nobres intenções que procure abraçar, acaba sempre por deixar marcas na carreira de um músico e fazer com que muitas vezes o que realmente importa (a música), passe para segundo plano.

Agora, a maior parte das personagens criadas em Reckon falam também de sentimentos, sendo bom exemplo Pacific Blue, logo a primeira canção, que relata a viagem de alguém que sofreu mudanças na sua vida devido à atual crise financeira e Talk Radio, um tema onde o narrador, na primeira pessoa, relata o seu sofrimento económico (What is happening to me? I have done all the right things, I am a Christian, God-fearing, I work hard, I work hard for my family).

A vertente mais virada para o coração confere a este novo trabalho uma maior moderação lírica, talvez a força maior do álbum. Por isso, temos uma coleção de canções contemplativas, onde ganha primazia o sofrimento humano em vez da procura de respostas económicas para o estado atual do mundo ocidental, sendo o tal single I Wanna Rob A Bank, a metáfora perfeita desta decisão de Jason em misturar a sua habitual temática de intervenção com aquilo que de mais profundo move a natureza humana.

Em Reckon, Jason esquivou-se finalmente das armadilhas que habitualmente a música de cariz mais político coloca aos seua autores, mas não deixa de, subtilmente, espalhar a sua mensagem social. Espero que aprecies a sugestão...

Reckon
01. Pacific Blue
02. Jasper Johns’ Flag
03. King James Rag
04. Sailor Boy
05. Ask No Questions
06. You’re Not The One And Only Lonely One
07. Miss Canada
08. Talk Radio
09. I Wanna Rob A Bank
10. Where Things Go Wrong
11. Song Of The Silver Haired Hippie
12. Black Diamond Girl
13. My Daddy Was A RocknRoller
14. Don’t Let The Truth Get To You
15. When The War Came Home

 

Essential Cuts (Bonus Disc)
01. Bitter Beauty
02. Blue Sky
03. We All Lose One Another?
04. Hangover Days?
05. I’ll Bring The Sun?
06. No Redemption Song?
07. Charlyn, Angel Of Kensington?
08. Brother
09. Long May You Love?
10. Love Is A Dirty Word?
11. Every Night


autor stipe07 às 13:24
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Domingo, 19 de Agosto de 2012

Bravestation – Giants Dreamers

Os Bravestation são Devin Wilson (voz e baixo), Derek Wilson (guitarra), Andrew Heppner (teclados e sintetizadores) e Jeremy Rossetti (bateria e percurssão), quatro rapazes de Toronto, no Canadá. Combinam guitarras com uma percussão que faz deles uma banda de pop tribal. Começaram por lançar um EP, andaram em digressão com os Tanlines, os Yacht e os Young Galaxy e agora estrearam-se nos discos com Giant Dreamers, editado no passado dia dez de julho e disponível para audição no bandcamp da banda, assim como o download dos três primeiros singles.


Quando ouvi pela primeira vez o single Signs Of The Civilized senti-me imediatamente absorvido pelo clima descontraído e tropical da canção, a contrastar um pouco com as origens destes Bravestation. Esta sensação quente e lânguida acaba por manter-se em todo o disco, que acaba apenas por pecar por alguma falta de diversidade, algo que considero perfeitamente compreensível numa banda que acaba de se expôr ao mundo e à crítica.

Além do single já citado, Amaranthine e Kaleidoscope, destacam-se não só pela sonoridade tendencialmente pop, mas também pela groove das canções e pelo ligeiro abanar de ancas que proporcionam. Os anos oitenta estão bastante presentes, quer nos efeitos hipnóticos colocados na voz, como nos sintetizadores, que recriam a sonoridade típica dessa década. E, à semelhança do que acontece com outros projetos similares contemporâneos, é possível sentir aqui que a abordagem a esses gloriosos anos da pop soa, ao mesmo tempo, como um retrocesso temporal, mas também algo sonoramente futurista. Há muitos artistas que estão a iniciar o seu percurso musical ao som dessa década e a procurar acrescentar detalhes sonoros que servem não só para dar um cunho pessoal mas também para reinventar a própria pop feita de guitarras e sintetizadores. Giants Dreamer é uma lufada de ar fresco e um álbum que se ouve com uma indisfarçável satisfação. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Tides Of The Summit
02. Western Thrills
03. Signs Of The Civilized
04. Fluorescent Scenes
05. Amaranthine
06. Lines In The Sand
07. Marble Sky
08. Kaleidoscope
09. Future Love


autor stipe07 às 21:13
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Terça-feira, 10 de Julho de 2012

The Rest – Seesaw

Os The Rest são uma banda natural de Toronto, no Canadá e surpreenderam-me com Seesaw, disco lançado já em 2012 e que sucede ao EP The Cried Wolf Book  e a Everyone All At Once, dois trabalhos lançados em 2010. Falo de um disco bastante curioso, disponível numa edição limitada em vinil através do bandcamp da banda e que foi lançado pela Auteur Recordings.

Parece que Seesaw demorou quase três anos a ver a luz do dia; Uma série de contratempos e tragédias atrasaram o seu lançamento, nomeadamente a morte de um amigo próximo da banda e que iria ficar responsável pela produção do disco. Em memória do mesmo, os The Rest decidiram homenageá-lo mantendo as sessões de gravação que fizeram com ele numa igreja entretanto convertida em estúdio. Essa sessão com o malogrado produtor resultou num conjunto de canções bastante interessante mas que, por capricho das modernas tecnologias e da era digital, eclipsaram-se devido ao mau funcionamento de um disco rígido. Assim, em abril de 2011, dez canções prontas a serem lançadas no mercado, desapareceram e deixaram o grupo bastante frustrado.

Mas os The Rest, apesar do golpe, não se deixaram abater; Depois de uma busca incansável de seis meses por uma solução, conseguiram salvar as gravações com a ajuda de uma empresa especializada, imagine-se, na recuperação de dados das caixas negras dos aviões.

Toda esta novela que exemplifica de forma bonita a capacidade de canalizar as dificuldades para criar algo construtivo e relevante, talvez acabe por refletir o sentimento de exaltação que transborda deste Seesaw e a alegria exuberante das músicas que combinam elementos do shoegaze com uma pop fortemente exaltada pela voz vibrante de Adam Bentley. Existem elementos sonoros familaires como a guitarra do single Jonh Houston, a minha canção preferida do disco, Laughing Yearning é certamente inspirada em Paul Simon e Could Be Sleeping é um momento alto de emoção com Bentley a tentar atingir o clímax e também o nosso coração.
Seesaw é uma coleção de belas canções que lutaram muito para serem ouvidas, que foram arrancadas à força da extinção e que ressuscitaram para fazerem deste disco um dos melhores que ouvi, até agora, neste ano de 2012. Espero que aprecies a sugestão...

01. Who Knows
02. Hey! For Horses
03. Always On My Mind
04. Laughing Yearning
05. John Huston
06. Could Be Sleeping
07. The Lodger
08. Young And Innocent
09. The Last Day
10. Slumber


autor stipe07 às 21:21
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

Octoberman – Waiting In The Well

Desde que Marc Morrissette, músico que assina como Octoberman lançou Fortresses, passou por várias mudanças importantes na sua vida; Deixou de viver em Vancouver e assentou arraiais em Toronto, encontrou novos elementos para a banda (Marshall Bureau, bateria e Tavo Diez de Bonilla, baixo) e gravou um novo disco, o quarto da carreira, intitulado Waiting in the Well, lançado no passado dia seis de março.

O disco foi gravado em Londres, produzido por Jim Guthrie (Islands, Human Highway) e Andy Magoffin (Constantines, Great Lake Swimmers) e misturado por Howie Beck (Feist, Jason Collett). Waiting In The Well também contou com as contribuições adicionais de Cuff the Duke, FemBots e do trompetista Shaun Brodie.

Waiting In The Well é um disco curto e direto, com dez canções que soam a algo entre Tom Petty e os Wilco. A bateria dá um ritmo constante e os solos de guitarra, assim como a secção de matais, ajudam ao caráter folk pop do conteúdo. Waiting For Christine e Hoppin Pool, são duas canções que personificam este estilo, que apenas se desvia um pouco da bitola pré definida em Dressed Up, uma canção com uma tonalidade pop mais sintética, tipicamente anos oitenta.

Ao nível melódico, a instrumentação procura interpretar sempre uma sonoridade melancólica, com algumas letras tristes, quase sempre cheias de referências a aves e com um tom amargo, que os violinos compôem na perfeição.

Em suma, neste quarto disco de Morrissette como Octoberman, o músico não complica, é competente e a folk que propõe acabará certamente por satisfazer mais umas vez os seus fãs de sempre e os amantes deste género musical sempre ávidos por bons lançamentos. Espero que aprecies a sugestão...

01. Waiting For Christine
02. Pool Hoppin’
03. Burning Sun
04. Dressed Up
05. Thank You Mr V
06. Actress
07. Falcon Song
08. The Bystander
09. Wind Up Bird
10. Ceiling Floor
11. 10 Eddie And Rita

ouvir


autor stipe07 às 22:59
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Sábado, 17 de Março de 2012

Bishop Morocco – Old Boys EP

Os Bishop Morocco são uma dupla natural de Toronto, no Canadá, formada por James Sayce e Jake Fairley e que convidaram Ian Worang e Jon McCann para tocarem guitarra e bateria, respetivamente, neste novo EP da banda, intitulado Old Boys, lançado no passado dia treze de março através da Arts & Crafts e que sucede ao homónimo de estreia, lançado em 2010. Old Boys é o primeiro single deste EP e podes fazer o download gratuíto do mesmo no sitio da banda.

Bishop Morocco

 

Este EP foi gravado no quarto de hóspedes da mãe de Fairley e transporta no seu seio uma pop sofisticada, assente numa sonoridade densa e contemplativa, feita através de uma instrumentalização quase sempre eletrónica e guitarras cintilantes. O resultado é optimista e até comovente em certos momentos da audição, nomeadamente em Colonial Man, o meu maior destaque do EP, num conjunto de seis canções que nos fazem relembrar muito do que melhor se fez no cenário musical alternativo da década de oitenta. Espero que aprecies a sugestão....

Bishop Morocco - Old Boys

01. Bleeds
02. Old Boys
03. Colonial Man
04. Melt My Mind
05. City Island
06. A Fine Line

Myspace


autor stipe07 às 12:20
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Takes MOM - Everything Is New TV (EP7 - Low Vertical)

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