01. Tides Of The Summit
02. Western Thrills
03. Signs Of The Civilized
04. Fluorescent Scenes
05. Amaranthine
06. Lines In The Sand
07. Marble Sky
08. Kaleidoscope
09. Future Love

Depois de Giants Dreamers, álbum editado no verão passado e que divulguei oportunamente, os Bravestation dos irmãos Devin Wilson (voz e baixo) e Derek Wilson (guitarra) e de Andrew Heppner (teclados e sintetizadores) e Jeremy Rossetti (bateria e percurssão), estão de regresso aos discos com IV, um EP editado no passado dia catorze de maio. Entretanto já divulgaram alguns singles desse novo álbum, sendo o mais recente Somewhere We Belong, canção disponível para download no bandcamp da banda, assim como o restante EP.
Liricamente, as quatro canções deste EP contam histórias que misturam fantasia com realidade e que depois ganham vida com canções emotivas, luminosas e cheias de cor (We use emotional experiences from real life and try to recreate them in another world).
Sonoramente, estes quatro rapazes de Montreal, no Canadá, misturam elementos do R&B com a new wave e a eletrónica, criando paisagens sonoras com uma atmosfera e abordagem tendencialmente pop. Conseguem colocar uma elevada dose de groove nas canções, salientadas pelo ligeiro abanar de ancas que proporcionam. Os anos oitenta estão bastante presentes, quer nos efeitos hipnóticos colocados na voz, como nos sintetizadores, que recriam a sonoridade típica dessa década. E, à semelhança do que acontece com outros projetos similares contemporâneos, é possível sentir aqui que a abordagem a esses gloriosos anos da pop soa, ao mesmo tempo, como um retrocesso temporal, mas também algo sonoramente futurista. Confere...
01. All We Have Is Us
02. Somewhere We Belong
03. Ancient Kids
04. Rain Child
Os Old English são uma banda canadiana, sedeada em Toronto e formada por Matt Henderson, Daniel Halyburton, Thom MacFarlane, Matt Froese, Mark Underdown, Jessica Underdown, Ben Bowen e Matt Masters. Disponibilizaram a oito de janeiro no bandcamp da banda uma preview com três temas de Prose And Khans, o álbum de estreia deste grupo, lançado no passado dia cinco de fevereiro. Este disco é resultado de um aturado trabalho de três anos de gravação e produção, em seis cidades e três países diferentes e contou com a contribuição de mais de vinte músicos.

Todos os temas foram escritos por Matt Henderson e a melancolia introspectiva é a pedra de toque temática de onze canções assentes na guitarra acústica e nos sintetizadores. Nelas, os Old English abraçam uma míriade sonora que vai do shoegaze de Pop Shop, à folk de Old Things e Anchors, passando pela brit-rock em The Corrections.
As letras estão carregadas de metáforas cheias de significado, sendo a natureza do amor e os seus segredos intrincados a base temática (This can’t be what you meant, for our knees to bruise but barely leave a dent ou, Oh, these days it’s hard to know/a temporary spine from customary home). Cada canção vai dando pistas para desvendar uma espécie de puzzle complexo, uma novela que fala de sonhos falhados (Lotteries And Tents) e da beleza do primeiro amor e dos seus riscos e frustrações (Pop Shop). Outro tema curioso é My Dear Neighbours, cuja letra fala de alguém que tenta submergir atà á superfície da água num oceano de memórias que clamam por liberdade. Mas a luminosa celebração que se escuta em We’ve Been Here Before é, sem dúvidas, o maior destaque de um álbum, que também tem, curiosamente alguns momentos instrumenta
Em suma, este coletivo liderado por Henderson e que inicialmente se chamava Matt Henderson and the Mouth Breathers, por ser um projeto a solo, criou na estreia um poético mundo colorido mas onde também cabem os nossos medos e imperfeições. Espero que aprecies a sugestão...
01. Runner-Up
02. Anchors
03. We’ve Been Here Before
04. The Corrections
05. Lotteries And Tents
06. Older Things
07. We Can Never Have It All
08. Layaway
09. Farmer’s Tan
10. Pop Shop
11. My Dear Neighbours
Depois de no final de 2011 terem editado Nevers, os Indoor Voices de Jonathan Relph, Owen Davies, Ryan Gassi, Craig Hopgood e Kate Rogers estão de regresso com S/T um EP com quatro canções, editado no passado dia vinte e dois de outubro. Esta banda de Toronto, no Canadá, contou com a ajuda de Jason Finkel na mistura e de Jeff Elliot na produção.

O conteúdo desta nova coleção de quatro canções do grupo é algo de épico e, ao mesmo tempo, lo fi. Logo no início, em Still, canção que conta com a participação de Catherine Debard dos Sally Paradise na voz, isso fica bem patente, devido à melodia inicial da guitarra e à forma como os vários instrumentos são depois adicionados, numa toada que se mantém ao longo da canção. A voz é quase impercetível, mas essa melodia leva-nos para bem longe.
No resto, há leves pitadas de shoegaze e post rock, mas nada de muito barulhento ou demasiado experimental. Todos os temas têm uma toada eminentemente tranquila e algo de épico e sedutor. Como sucedia em Nevers, há uma uma sonoridade muito implícita em relação à eletrónica dos anos oitenta e para mim os grandes momentos do disco, são os belos instantes sonoros pop onde a voz é colocada em camadas, bem como as guitarras, criando uma atmosfera geral calma e contemplativa. Além da colaboração já referida em Still, S/T também conta com a participação especial de Casey Mecija, Sandra Vu e da francesa Anne Boutonnat.
Os Indoor Voices colocaram no seu bandcamp o EP a um preço bastante acessível e disponibilizaram-no para audição no soundcloud, com a possibilidade de download do tema So Smart. O EP também começou a ser distribuido pela Bleed Golding Records no passado dia cinco de novembro. Portanto, não faltam formas e motivos para descobrires estas quatro canções extraordinárias que deverão antecipar um grande álbum, algo que o próprio Jonathan já me confidenciou e a quem agradeço desde já, publicamente, o envio de um exemplar físico do extrordinário Nevers. Espero que aprecies a sugestão...

Still
So Smart
After
Hung Out
Natural de Toronto, Jason Collet é um compositor e cantor que além de fazer parte dos Broken Social Scene também enveredou por uma carreira a solo. Assim, no passado dia vinte e cinco de setembro, chegou às lojas Reckon, o seu último disco, através da Arts & Crafts. Este novo registo inclui uma rodela bónus, intitulada Essential Cuts, composta por onze canções selecionadas pelo próprio Collett e serve de retrospetiva a uma carreira de dez anos.Um dos grandes destaques de Reckon é, sem dúvida, I Wanna Rob A Bank, tema com direito a um excelnte vídeo da autoria de Corey Ogilvie.

Muitas vezes conotado, ao longo da sua carreira, como um músico que gosta de escrever letras com um forte cariz politico e social, a propósito da escrita de Reckon, Collett afirmou: I just did my best to avoid the shrill rhetoric that makes most political songwriting unlistenable. Assim, desta vez o compositor canadiano teve a preocupação de tentar desembaraçar-se dessa fama que, independentemente das nobres intenções que procure abraçar, acaba sempre por deixar marcas na carreira de um músico e fazer com que muitas vezes o que realmente importa (a música), passe para segundo plano.
Agora, a maior parte das personagens criadas em Reckon falam também de sentimentos, sendo bom exemplo Pacific Blue, logo a primeira canção, que relata a viagem de alguém que sofreu mudanças na sua vida devido à atual crise financeira e Talk Radio, um tema onde o narrador, na primeira pessoa, relata o seu sofrimento económico (What is happening to me? I have done all the right things, I am a Christian, God-fearing, I work hard, I work hard for my family).
A vertente mais virada para o coração confere a este novo trabalho uma maior moderação lírica, talvez a força maior do álbum. Por isso, temos uma coleção de canções contemplativas, onde ganha primazia o sofrimento humano em vez da procura de respostas económicas para o estado atual do mundo ocidental, sendo o tal single I Wanna Rob A Bank, a metáfora perfeita desta decisão de Jason em misturar a sua habitual temática de intervenção com aquilo que de mais profundo move a natureza humana.
Em Reckon, Jason esquivou-se finalmente das armadilhas que habitualmente a música de cariz mais político coloca aos seua autores, mas não deixa de, subtilmente, espalhar a sua mensagem social. Espero que aprecies a sugestão...

Reckon
01. Pacific Blue
02. Jasper Johns’ Flag
03. King James Rag
04. Sailor Boy
05. Ask No Questions
06. You’re Not The One And Only Lonely One
07. Miss Canada
08. Talk Radio
09. I Wanna Rob A Bank
10. Where Things Go Wrong
11. Song Of The Silver Haired Hippie
12. Black Diamond Girl
13. My Daddy Was A RocknRoller
14. Don’t Let The Truth Get To You
15. When The War Came Home
Essential Cuts (Bonus Disc)
01. Bitter Beauty
02. Blue Sky
03. We All Lose One Another?
04. Hangover Days?
05. I’ll Bring The Sun?
06. No Redemption Song?
07. Charlyn, Angel Of Kensington?
08. Brother
09. Long May You Love?
10. Love Is A Dirty Word?
11. Every Night
Os Bravestation são Devin Wilson (voz e baixo), Derek Wilson (guitarra), Andrew Heppner (teclados e sintetizadores) e Jeremy Rossetti (bateria e percurssão), quatro rapazes de Toronto, no Canadá. Combinam guitarras com uma percussão que faz deles uma banda de pop tribal. Começaram por lançar um EP, andaram em digressão com os Tanlines, os Yacht e os Young Galaxy e agora estrearam-se nos discos com Giant Dreamers, editado no passado dia dez de julho e disponível para audição no bandcamp da banda, assim como o download dos três primeiros singles.
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Quando ouvi pela primeira vez o single Signs Of The Civilized senti-me imediatamente absorvido pelo clima descontraído e tropical da canção, a contrastar um pouco com as origens destes Bravestation. Esta sensação quente e lânguida acaba por manter-se em todo o disco, que acaba apenas por pecar por alguma falta de diversidade, algo que considero perfeitamente compreensível numa banda que acaba de se expôr ao mundo e à crítica.
Além do single já citado, Amaranthine e Kaleidoscope, destacam-se não só pela sonoridade tendencialmente pop, mas também pela groove das canções e pelo ligeiro abanar de ancas que proporcionam. Os anos oitenta estão bastante presentes, quer nos efeitos hipnóticos colocados na voz, como nos sintetizadores, que recriam a sonoridade típica dessa década. E, à semelhança do que acontece com outros projetos similares contemporâneos, é possível sentir aqui que a abordagem a esses gloriosos anos da pop soa, ao mesmo tempo, como um retrocesso temporal, mas também algo sonoramente futurista. Há muitos artistas que estão a iniciar o seu percurso musical ao som dessa década e a procurar acrescentar detalhes sonoros que servem não só para dar um cunho pessoal mas também para reinventar a própria pop feita de guitarras e sintetizadores. Giants Dreamer é uma lufada de ar fresco e um álbum que se ouve com uma indisfarçável satisfação. Espero que aprecies a sugestão...
Os The Rest são uma banda natural de Toronto, no Canadá e surpreenderam-me com Seesaw, disco lançado já em 2012 e que sucede ao EP The Cried Wolf Book e a Everyone All At Once, dois trabalhos lançados em 2010. Falo de um disco bastante curioso, disponível numa edição limitada em vinil através do bandcamp da banda e que foi lançado pela Auteur Recordings.

Parece que Seesaw demorou quase três anos a ver a luz do dia; Uma série de contratempos e tragédias atrasaram o seu lançamento, nomeadamente a morte de um amigo próximo da banda e que iria ficar responsável pela produção do disco. Em memória do mesmo, os The Rest decidiram homenageá-lo mantendo as sessões de gravação que fizeram com ele numa igreja entretanto convertida em estúdio. Essa sessão com o malogrado produtor resultou num conjunto de canções bastante interessante mas que, por capricho das modernas tecnologias e da era digital, eclipsaram-se devido ao mau funcionamento de um disco rígido. Assim, em abril de 2011, dez canções prontas a serem lançadas no mercado, desapareceram e deixaram o grupo bastante frustrado.
Mas os The Rest, apesar do golpe, não se deixaram abater; Depois de uma busca incansável de seis meses por uma solução, conseguiram salvar as gravações com a ajuda de uma empresa especializada, imagine-se, na recuperação de dados das caixas negras dos aviões.
Toda esta novela que exemplifica de forma bonita a capacidade de canalizar as dificuldades para criar algo construtivo e relevante, talvez acabe por refletir o sentimento de exaltação que transborda deste Seesaw e a alegria exuberante das músicas que combinam elementos do shoegaze com uma pop fortemente exaltada pela voz vibrante de Adam Bentley. Existem elementos sonoros familaires como a guitarra do single Jonh Houston, a minha canção preferida do disco, Laughing Yearning é certamente inspirada em Paul Simon e Could Be Sleeping é um momento alto de emoção com Bentley a tentar atingir o clímax e também o nosso coração.
Seesaw é uma coleção de belas canções que lutaram muito para serem ouvidas, que foram arrancadas à força da extinção e que ressuscitaram para fazerem deste disco um dos melhores que ouvi, até agora, neste ano de 2012. Espero que aprecies a sugestão...
Desde que Marc Morrissette, músico que assina como Octoberman lançou Fortresses, passou por várias mudanças importantes na sua vida; Deixou de viver em Vancouver e assentou arraiais em Toronto, encontrou novos elementos para a banda (Marshall Bureau, bateria e Tavo Diez de Bonilla, baixo) e gravou um novo disco, o quarto da carreira, intitulado Waiting in the Well, lançado no passado dia seis de março.
O disco foi gravado em Londres, produzido por Jim Guthrie (Islands, Human Highway) e Andy Magoffin (Constantines, Great Lake Swimmers) e misturado por Howie Beck (Feist, Jason Collett). Waiting In The Well também contou com as contribuições adicionais de Cuff the Duke, FemBots e do trompetista Shaun Brodie.

Waiting In The Well é um disco curto e direto, com dez canções que soam a algo entre Tom Petty e os Wilco. A bateria dá um ritmo constante e os solos de guitarra, assim como a secção de matais, ajudam ao caráter folk pop do conteúdo. Waiting For Christine e Hoppin Pool, são duas canções que personificam este estilo, que apenas se desvia um pouco da bitola pré definida em Dressed Up, uma canção com uma tonalidade pop mais sintética, tipicamente anos oitenta.
Ao nível melódico, a instrumentação procura interpretar sempre uma sonoridade melancólica, com algumas letras tristes, quase sempre cheias de referências a aves e com um tom amargo, que os violinos compôem na perfeição.
Em suma, neste quarto disco de Morrissette como Octoberman, o músico não complica, é competente e a folk que propõe acabará certamente por satisfazer mais umas vez os seus fãs de sempre e os amantes deste género musical sempre ávidos por bons lançamentos. Espero que aprecies a sugestão...
01. Waiting For Christine
02. Pool Hoppin’
03. Burning Sun
04. Dressed Up
05. Thank You Mr V
06. Actress
07. Falcon Song
08. The Bystander
09. Wind Up Bird
10. Ceiling Floor
11. 10 Eddie And Rita
Os Bishop Morocco são uma dupla natural de Toronto, no Canadá, formada por James Sayce e Jake Fairley e que convidaram Ian Worang e Jon McCann para tocarem guitarra e bateria, respetivamente, neste novo EP da banda, intitulado Old Boys, lançado no passado dia treze de março através da Arts & Crafts e que sucede ao homónimo de estreia, lançado em 2010. Old Boys é o primeiro single deste EP e podes fazer o download gratuíto do mesmo no sitio da banda.

Este EP foi gravado no quarto de hóspedes da mãe de Fairley e transporta no seu seio uma pop sofisticada, assente numa sonoridade densa e contemplativa, feita através de uma instrumentalização quase sempre eletrónica e guitarras cintilantes. O resultado é optimista e até comovente em certos momentos da audição, nomeadamente em Colonial Man, o meu maior destaque do EP, num conjunto de seis canções que nos fazem relembrar muito do que melhor se fez no cenário musical alternativo da década de oitenta. Espero que aprecies a sugestão....
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