Sábado, 13 de Dezembro de 2014

OLD - Dude

Oriundas de Malmö, as suecas OLD são uma das novas referências da etiqueta Adrian Recordings, uma editora importante no universo sonoro nórdico e que contém nomes tão importantes como os Yast, VED, Hey Elbow, Andreas Tilliander e The Bear Quartet, entre outros.

Editado no passado dia dez de dezembro, Dude é o novo single das OLD, que contém ainda uma segunda versão da canção da autoria de Vanessa Liftig, uma produtora natural de Gotemburgo que, por exemplo, recentemente trabalhou com os consagrados Wu Tang Clan. Esta canção vem na sequência de vários concertos e de aturado trabalho de estúdio das OLD com o produtor Joakim Lindberg, nos estúdios Studio Möllan em Malmö, o que significa que 2015 trará um novo EP, que tem neste tema Dude o seu primeiro avanço. Recordo que as OLD estrearam-se no início deste ano nos lançamentos com o animado single Knee Hang Gang, ao qual se seguiu um EP com quatro canções intitulado Old Ladies Die Young. Confere...


autor stipe07 às 14:00
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

The Radio Dept. – Death To Fascism

The Radio Dept. - "Death To Fascism"

Os suecos The Radio Dept. de Johan Duncanson, Martin Carlberg e Daniel Tjader já não davam notícias desde o extraordinário disco Clinging To A Scheme (2010), mas estão finalmente de regresso com Death To Fascism, uma nova canção que, obviamente, tem um teor marcadamente político, como é habitual suceder com este trio sueco. A canção é um verdadeiro tratado de dream pop eletrónica, embelezado por um delicioso piano sabiamente escolhido e onde se ouve repetidamente um sample vocal que diz Smrt fasizmu, sloboda narodu, uma expressão atribuída a um conhecido político da antiga Jugoslávia chamado Stjepan Filipović e que significa, Morte ao fascismo, liberdade para o povo. O tema foi disponibilizado gratuitamente pela Labrador Records. Confere...


autor stipe07 às 14:40
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2014

First Aid Kit – Stay Gold

A Suécia foi sempre berço de projetos graciosos e embalados por doces linhas instrumentais, letras mágicas e vocalistas dotados de vozes hipnoticamente suaves. Hoje regresso à dupla feminina First Aid Kit, formada pelas manas Johanna e Klara Söderberg e talvez uma das melhores personificações de toda esta subtileza e amenas sensações que percorrem a produção musical da fervilhante Estocolmo. Dois anos depois de terem editado, The Lion’s Roar, o sempre difícil segundo disco, elas estão de regresso com Stay Gold, o terceiro álbum lançado pela dupla, no passado dia dez de junho através da Columbia Records e que mantém a força da tal pop distinta, plasmada no título do álbum e em toda a estrutura sonora que o compõe.

Depois de terem começado a carreira em 2008 com uma cover dos Fleet Foxes e de se terem estreado esse ano nos lançamentos com The Big Black & The Blue, ao terceiro disco as First Aid Kit comprovam que estão no auge da sua maturidade e do crescimento musical, na forma como exploram uma sonoridade mais sóbria e adulta, criando um catálogo sonoro envolvente, climático e tocado pela melancolia.

A instrumentação volta a ter como pano de fundo a música folk e a herança da América do Norte, mas as novidades que provam o referido elevado índice de maturidade são díspares. Antes de mais, é audível a procura de uma sonoridade ainda mais intimista e reservada, com um suspiro algo abafado e menos expansivo; Logo na primeira canção, em My Silver Lining, sente-se um elevado teor emotivo, possibilitado não só pela letra, mas também pelo peso da componente instrumental. Esse é, aliás, o outro fator relevante que justifica o fato de Stay Gold ser um verdadeiro passo em frente no aumento dos índices qualitativos do catálogo das duas irmãs, justificado pelo uso de alguns arranjos inéditos, dos quais se destacam uma flauta que, em The Bell, nos remete para influências da música celta.

Os coros do tema homónimo e, principalmente, a voz proeminente que domina Cedar Lane, em oposição à enorme cândura de uma letra que transborda fragilidade em todas as sílabas e versos (How could I break away from you?), são outras manifestações audíveis e concretas deste jogo dual em que Stay Gold encarreira, à medida que o alinhamento escorre pelos nossos ouvidos e esta mistura de força e fragilidade, nas vozes, na letra e no insturmentação, se equilibra de forma vincada e segura.

E por falar no registo vocal, o jogo de vozes entre ambas as protagonistas é, mais uma vez, um dos aspetos que mais sobressai e a produção está melhor do que nunca, com a banda a aperfeiçoar tudo o que já havia mostrado anteriormente, também na componente lírica e sem violar a essência das First Aid Kit, que adoram afogar-se em metáforas sobre o amor, a saudade, a dor e a mudança, no fundo tudo aquilo que tantas vezes nos provoca angústia e que precisa de ser musicalmente desabafado através de uma sonoridade simultaneamente frágil e sensível, mas também segura e equilibrada. 

Stay Gold será sempre um marco importante na carreira das First Aid Kit independentemente da composição do seu catálogo sonoro definitivo, não só pela forma como apresentam de forma mais sombria e introspetiva a sua visão sobre os temas que sempre tocaram estas duas irmãs, mas, principalmente, pelo forma madura e sincera como tentam conquistar o coração de quem as escuta com melodias doces e que despertam sentimentos que muitas vezes são apenas visíveis numa cavidade anteriormente desabitada e irrevogavelmente desconhecida do nosso ser. Espero que aprecies a sugestão...

First Aid Kit - Stay Gold

01. My Silver Lining

02. Master Pretender
03. Stay Gold
04. Cedar Lane
05. Shattered And Hollow
06. The Bell
07. Waitress Song
08. Fleeting One
09. Heaven Knows
10. A Long Time Ago

 


autor stipe07 às 22:41
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Domingo, 15 de Junho de 2014

No Coda - The Entire Cast

Os No Coda são uma banda natural de Gävle, perto de Sandviken, na Suécia, formada por cinco músicos e representada pela etiqueta Nomethod Records. São amigos de infância dos Simian Ghost  e dos YAST, esta última uma banda que já passou  por cá. Os No Coda lançaram no passado dia catorze de maio o trabalho de estreia, um disco chamado The Entire Cast e Numbers foi o primeiro single extraído deste novo trabalho do coletivo sueco.

Os No Coda chamaram-me a atenção porque são grandes adeptos da pop lo fi que era sugerida há umas três décadas. The Entire Cast são então são dez canções assentes numa pop com traços de shoegaze e num indie rock carregado de psicadelia. Os anos oitenta estão muito presentes e nomes como os Pylon, Felt ou The Go-Betweens são influências declaradas dos No Coda, que hoje encontrarão paralelo em nomes como os Real Estate, Pale Saints, Violens, The Chills ou os Mojave 3.

Numbers foi uma escolha feliz para single de avanço do disco já que é uma canção com uma forte carga hipnótica, verdadeiramente aditiva e visceral, que replica com enorme intensidade algumas das grandes propostas musicais desse período e que marcaram definitivamente a história do indie rock alternativo. Com uma melodia etérea e com o reverb das guitarras no maximo, Numbers é um dos melhores temas do género que ouvi ultimamente. Mas há outros destaques em The Entire Cast e canções como Lucas Parts ou No Ransom serão também potenciais singles de um disco especial e viciante, duas canções onde o jogo de vozes dos dois vocalistas do grupo atinge o auge açucarado qualitativo e que ilustram o quanto certeiros e incisivos os No Coda conseguiram ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram.

Com essas vozes em reverb a cimentar um dos trunfos maiores do grupo, uma opção que acaba por ser uma consequência lógica na demanda de uma melancolia épica, destaco também a parte instrumental, que é capaz, por si só, de transmitir as mais diversas emoções, seja essa melancolia e a alegria, ou a urgência de soltar algo cá para fora. Algumas músicas tornam-se longas devido ao prolongamento de momentos instrumentais mas, na minha opinião, em todas essas situações justifica-se a opção, que nos permite ir lentamente saboreando com indiscritível satisfação o final dos temas.
Dizer que os No Coda praticam uma sonoridade pop rock de contornos alternativos e indie pode ser verdade, mas acho redutor catalogá-los apenas desta forma. E este é, quanto a mim, mais um caso de uma banda que só não irá mais longe na carreira por não ser suportada por uma máquina promocional bem oleada. É que a qualidade e a criatividade musical estão lá... E bem doseadas.
No fundo, os No Coda acabam por ser mais uma visão atual do que realmente foi o rock alternativo, as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho deste disco é, ao ouvi-lo, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada. Além de Numbers, os No Coda também disponibilizaram gratuitamente Holy War no seu soundcloud. Espero que aprecies a sugestão...

01. Gone Inane
02. Lucas Parts
03. Tail Gun
04. Numbers
05. Suspended Animation
06. Who Said Chivalry Is Dead
07. Heretic
08. The Entire Cast
09. No Ransom
10. Blake, willingly


autor stipe07 às 23:29
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2014

Mando Diao - Aelita

Os Mando Diao são uma banda de rock alternativo formada em 2001 com origem em Borlänge, na Suécia e constituida por Björn Dixgård, Gustaf Norén, CJ Fogelklou e Mats Björke. O grupo ganhou fama após o lançamento do segundo álbum Hurricane Bar, mas só os conheci em 2009 quando, em Give Me Fire, se podia ouvir Gloria e Dance With Somebody, dois temas que me fizeram querer saber mais sobre eles e que os colocaram definitivamente no meu radar.

Depois da transformação sonora que operaram em 2011, quando se juntaram a Gustaf Frönding, poeta sueco, e trabalharam em poemas com música para criar Infruset, o primeiro álbum da banda cantado em sueco e um disco essencialmente acústico e muito introspetivo, os suecos Mando Diao regressam com Aelita, um novo trabalho lançado pela Universal no passado dia dois de maio.

Infruset teve tanto de surpreendente como de bem sucedido. Na altura em que foi lançado plasmou uma clara inflexão na habitual sonoridade dos Mando Diao e permitiu que o grupo conquistasse alguns prémios de relevo no país natal. No entanto, Infruset foi apenas uma espécie de desvio provisório na habitual sonoridade do grupo já que, logo no início deste ano, quando reveleram Black Saturday, a primeira amostra de Aelita, os Mando Diao mostraram que voltaram a ligar os amplificadores e os sintetizadores e a apostar na típica sonoridade que definia o glam rock que fez escola há há trinta anos atrás em muitas bandas nórdicas.

Aelita personifica uma escalada sonora e vertiginosa ao universo indie rock, cheio de adrenalina e com uma forte filosofia garageira, assente em linhas agressivas de guitarra e um baixo encorpado, detalhes bem audíveis ao longo de todo o disco, mas que não descuram a forte presença de plumas e lantejoulas movidas a sintetizadores e teclados que, juntamente com guitarras carregadas de distorção, são apenas uma pequena parte do arsenal bélico com que os Mando Diao nos sacode e que traduzem, na forma de música, a mente criativa de quatro músicos que pensam e sentem, nomeadamente quando questionam alguns cânones elementares ou verdades insofismáveis do nosso mundo.

Nas dez canções que constituem o alinhamento, estes suecos partem em busca de diferentes estímulos, de forma aparentemente arcaíca, mas todos os arranjos e detalhes terão sido certamente ponderados de forma muito cuidada, pois só assim se entende o audível aconchego da profusão de sons e de ruídos e poeiras sonoras que se encontram em Aelita. Todas as músicas são contagiantes, têm um ritmo eletrizante e a voz rouca e intensa de Gustaf Norén dá um toque de rebeldia insolente à toada geral do disco que casa na perfeição com o registo mais doce e romântico de Björn Dixgård.

Com momentos ruidosos, melancólicos, épicos e outros mais psicadélicos, mas, quase todos, consideravelmente melódicos, Aelita é um disco que deve ser valorizado pela originalidade vintage e por servir para provar, definitivamente uma identidade firme e coesa de uma banda que, ao sétimo disco, mostra que merece uma superior projeção. Espero que aprecies a sugestão...

Mando Diao - Aelita

01. Black Saturday
02. Rooftop
03. Money
04. Wet Dreams
05. If I Don’t Have You
06. Baby
07. Lonely Driver
08. Child
09. Romeo
10. Make You Mine

 


autor stipe07 às 22:00
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Next Stop: Horizon - The Harbour, My Home

Dois anos e meio depois do maravilhoso disco de estreia We Know Exactly Where We Are Going, a dupla Next Stop:Horizon está de regresso com The Harbour, My Home, um trabalho gravado no estúdio da banda, com equipamento totalmente analógico e vintage e instrumentos nada comuns em discos pop, como o clarinete baixo, a harmónica e o bandolim,entre outros.

Oriundos de Gotemburgo, na Suécia e representados pela Tapete Records, os Next Stop: Horizon são Pär Hagström e Jenny Roos, dois músicos que além de partilharem um pequeno apartamento fazem música juntos e acreditam piamente que o mundo seria um local bem melhor se tivesse a possibilidade de ouvir as suas criações sonoras. Na verdade, depois de ouvir The Harbour, My Home, compreendo este desejo, assente na presunção de que há uma elevada bitola qualitativa no produto que a dupla tem para nos oferecer e com a qual concordo. 

Inlfuenciados por uma vasta rede de influências que vão do rock ao jazz, passando, pela folk europeia, o gospel e a músca de câmara, os Next Stop: Horizon gostam de escrever sobre a vida, a morte e tudo o que fica ali, extamente no meio. E, por falar em meio, convém contextualizar devidamente The Harbour, My Home, um exercício que também ajuda a perceber o conteúdo sonoro das onze canções do alinhamento. Entre o trabalho de estreia e The Harbour, My Home, os Next Stop: Horizon compuseram a banda sonora de uma peça de teatro que esteve em cena no Saarland State Theatre, em Saarbrücken, na Alemanha. A peça baseva-se num conto de Wilhelm Hauff chamado Das kalte Herz, onde a história gira em torno de um jovem ganancioso que vende o seu coração para conseguir fazer fortuna. Esta experiência teatral marcou profundamente a dupla e o processo de criação deste disco e explica o clima algo denso e sombrio do mesmo, apesar da luminosidade folk de temas como Rain On Me.

The Harbour, My Home é um trabalho de pendor menos acústico que na estreia e mais virado para o uso de instrumentos que, mesmo sendo, como já referi, analógicos, dão às canções uma toada mais sintética, apenas contrapostos pela percussão tocada por Magnus Boqvist, muitas vezes com objetos inusitados e pelos timbres de voz que vão sendo adicionados e que conseguem dar a algumas canções a oscilação necessária para transparecerem mais sentimentos e fazerem delas momentos obrigatórios de contemplar. Esta voz em Talking Low atinge uma simbiose perfeita com a vertente instrumental (I’ve got sisters, I’ve got brothers, I’ve got some friends here, too, and we’re starting to feel that we just don’t know what to do).

The Harbour, My Home acaba por ser uma espécie de analogia indicada para nos situarmos no início do disco e deixarmo-nos conduzir numa viagem por um oceano intrigante e sombrio, mas profundamente delicado e melódico. A bordo do barco conduzido por Pär e Jenny deixamo-nos levar por uma súmula de toda a amálgama de elementos e referências sonoras com que se identificam, o que confere ao disco uma sensação um pouco dúbia, de difícil catalogação, portanto, e assim deveras interessante de tentar deslindar.

Quando chega ao fim The Harbour, My Home ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra. Algumas canções soam a uma perfeição avassaladora e custa identificar um momento menos inspirado nesta rodela. Espero que aprecies a sugestão...

01 something rare and something fine
02 rain on me 
03 the harbour, my home
04 the sea of...
05 a heart of gold
06 gonna get it back
07 the beginning
08 the wish
09 talking low
10 we'll whistle so
11 ennui 

 

 


autor stipe07 às 23:10
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Lacrosse - Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day

Naturais da Suécia, os Lacrosse são Nina Wähä Arlinder (voz), Kristian Dahl (voz e guitarra), Henrik Johansson (guitarra e voz), August Zachrisson (teclados e voz), Robert Arlinder (baixo e voz) e Tobias Dahlström (bateria e voz) e lançaram recentemente o seu terceiro álbum depois de um hiato de alguns anos, iniciado com o lançamento de Bandages For The Heart, em 2010. Depois disso o grupo perdeu um dos seus membros, outros foram pais e, pelos vistos, a banda precisava de encontrar novos caminhos e, por isso, trabalhou em conjunto com o produtor conterrâneo Henrik Svensson, conhecido pelo excelente trabalho desenvolvido com algumas bandas do mesmo país, nomeadamente os Moneybrother, Existensminimum e os Fint Tillsammans, entre outros, para ajudar na criação deste álbum.

Assim, o novo trabalho de originais dos Lacrosse chama-se Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day, viu a luz do dia a vinte e quatro de janeiro e foi gravado em três diferentes estúdios de Estocolmo, durante duas semanas, o tempo suficiente para o disco ser também produzido e misturado.

Escuta-se Summer Ends, um dos singles já retirados deste álbum e fica claro que o indie rock dos Lacrosse transpira confiança e uma forte ligação simbiótica entre o quinteto. No entanto, isso não significa que o processo de composição no seio dos Lacrosse seja pacífico e espontâneo. De acordo com o grupo, as dez canções de Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day foram escritas entre 2009 e 2012 e mudaram constantemente durante esses três anos. Mas quando chegou a altura de entrar em estúdio e encontrar uma versão definitiva das mesmas, aconteceu magia, o grupo ficou muito satisfeito com o resultado final e rapidamente os temas encontraram a sua versão definitiva, pelos vistos, no momento certo.

Are you Thinking Of Me Every Minute Of Every Day é um disco coeso e empolgante. A banda fala do amor de uma forma muito séria e procura exaltar o poder desse sentimento com melodias luminosas, grandiosas, com um forte cariz épico e, por isso, ricas em arranjos e variadas nos efeitos, não só ao nível das cordas, como da sintetização. A própria banda confessa que a ideia geral por trás desse álbum é o amor altruísta em tempos de egocentrismo extremo.

Ouve-se, ao longo do disco, uma espécie de pop sinfónica e melancólica, que me fez em alguns momentos recordar os Sparks ou os norte americanos Imperial Teen e percebe-se que os Lacrosse são uma banda confortável na sua própria pele, mas que também não tem medo de abraçar o inesperado.

Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day é um álbum bastante sólido e despretensioso, com uma exuberância doce e juvenil, apenas com o senão de transparecer, em alguns momentos, um receio de dar maior pujança às guitarras e a uma sonoridade um pouco mais rock. É, principalmente, um disco perigoso porque, independentemente da tua situação emocional atual, depois da audição deste álbum não te admires se ficares cheio de vontade de sair para a rua cheio de amor para dar, de comprares balões em forma de coração e de encheres de beijos metade da cidade. O fantástico artwork deste disco é da autoria da artista norueguesa Ida Frosk. Espero que aprecies a sugestão... 

Don't Be Scared
I Told You So (Didn't I?)
I Need Your Heart, I Need Your Soul
50 Percent Of Your Love
If Summer Ends
Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day
Give You More
The Key
This Is Not A War, No Winners, No Losers
Easter Island


autor stipe07 às 12:48
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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Lykke Li - No Rest For The Wicked

A cantora e compositora sueca Lykke Li vai regressar em breve aos discos a cinco de maio, por intermédio da Atlantic Records, com I Never Learn, um álbum produzido por Björn Yttling e Greg Kurstin e que encerra uma espécie de trilogia, iniciada com Youth Novels e Wounded Rhymes.

O primeiro single de I Never Learn chama-se No Rest For The Wicked e tem uma sonoridade muito introspetiva; É uma balada melancólica, composta essencialmente por um piano tocado brilhantemente ao som da lindíssima voz de Lykke. No refrão escuta-se uma percussão grandiosa, que enfatiza os versos delicados e expressivos da composição que conta a história de um amor perdido, talvez o da própria Lykke Li já que ela terminou recentemente uma relação. Confere...


autor stipe07 às 17:09
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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

Case Conrad - Leikko

Os Case Conrad são uma banda de indie pop sueca, formada por Gustav Haggren (voz e guitarra), Per Henrik Adolfsson (voz e guitarra), Robert Johansson (guitarra, orgão e sintetizador), Petter Bengtsson (bateria, percussão e voz), Vasco Batista (baixo, voz) e Carl-Johan Elger (sintetizadores, trompete). Depois do sucesso alcançado com Dew Point, um disco editado em 2010 e que possibilitou aos Case Conrad uma digressão pela Europa e pelos Estados Unidos, esta espécie de super grupo, porque integra elementos provenientes de outras bandas, resolveu deitar mãos à obra e lançar mais uma coleção de canções, que viram a luz do dia a catorze de fevereiro último.

A indie pop luminosa típica do norte da Europa é a grande pedra de toque de Leikko. Os ingredientes estão cá todos; Melodias aditivas que alcançam o auge no single Copper Thief, uma percurssão algo subtil mas vigorosa e, como atributo maior, uma guitarra distinta e que, neste caso, ao ser tocada por Robert Johansson, alcança também alguns dos traços identitários da psicadelia.

As canções dos Case Conrad têm, portanto, um ambiente muito próprio . A abrir o disco, Lonelylightlylowshine escancara-nos as portas para um mundo que sabe a liberdade e tem o sabor da alegria dos dias cheios de luz. O tal single Copper Thief é aquela canção onde o predomínio das cordas é notório, não só no baixo que conduz a melodia, como depois na viola e na distorção da guitarra e, ainda no arranque, os arranjos feitos com instrumentos de sopros na balada Recording Of A Dream e em The Years I Spent Punkrockin são uma das marcas que também confere a este álbum a sua identidade tipicamente nórdica.

Leikko prossegue com mais um momento instrospetivo chamado Redwood mas, neste caso, bastante rico em termos de arranjos, com uma certa toada orquestral, mas depois as guitarras voltam à linha da frente no indie rock de Blueprints e numa toada um pouco mais psicadélica, em Sugar Factory, bons exemplos da produção exemplar, a cargo dos próprio Case Conrad.

Disponível para audição no bandcamp dos Case Conrad, Leikko são dez canções que descrevem locais e pessoas que marcaram a banda durante a digressão acima referida; Dos polícias de Nova Iorque, aos poetas de Nova Orleães, passando pelos bombeiros do Louisiana ou as casas típicas de Hamburgo, quase todas elas não deixam de ter uma certa toada épica, adoçicada por cordas que se escutam em qualquer altutra do ano, mas que penso que terão outro sabor se forem escutadas num dia de sol radioso e que, por saberem aquela brisa fresca que tempera os dias mais quentes sem ofuscar o brilho do sol, poderão muito bem caber num ipod a caminho de uma das nossas praias no verão que há-de, um dia, chegar. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 20:40
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Sábado, 15 de Fevereiro de 2014

Little Dragon - Klapp Klapp

Formados em 1996, os Little Dragon são uma banda sueca natural de Gotemburgo cuja sonoridade se insere na eletrónica. A líder da banda é a cantora e percussionista sueca de origem japonesa Yukimi Nagano, à qual se juntaram os seus colegas da faculdade Erik Bodin (bateria), Fredrik Källgren Wallin (baixo) e Håkan Wirenstrand(teclados). Iniciaram a carreira discográfica apenas em 2006 quando lançaram o duplo single Twice/Test por intermédio da Off the Wall. No ano seguinte assinaram pela multinacional indie britânica Peacefrog Records e no dia vinte e sete de agosto lançaram o disco homónimo de estreia Little Dragon. O segundo disco, Machine Dreams, foi editado dois anos depois, a dezassete de agosto de 2009 e em julho de 2011 surgiu no mercado Ritual Union, um trabalho que divulguei na altura.

Agora, quase três anos depois, é anunciado finalmente o sucessor; O novo álbum dos Little Dragon irá chamar-se Nabuma Rubberband e a fresca, simpática e cheia de groove Klapp Klapp é a canção que nos abre as portas para o seu conteúdo. O álbum chega a treze de maio por intermédio da Loma Vista. Confere Klapp Klapp e a tracklist de Nabuma Rubberband...

01 “Mirror”
02 “Klapp Klapp”
03 “Pretty Girls”
04 “Underbart”
05 “Cat Rider”
06 “Paris”
07 “Lurad”
08 “Nabuma Rubberband”
09 “Only One”
10 “Killing Me”
11 “Pink Cloud”
12 “Let Go”


autor stipe07 às 14:19
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