Segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Next Stop: Horizon - The Harbour, My Home

Dois anos e meio depois do maravilhoso disco de estreia We Know Exactly Where We Are Going, a dupla Next Stop:Horizon está de regresso com The Harbour, My Home, um trabalho gravado no estúdio da banda, com equipamento totalmente analógico e vintage e instrumentos nada comuns em discos pop, como o clarinete baixo, a harmónica e o bandolim,entre outros.

Oriundos de Gotemburgo, na Suécia e representados pela Tapete Records, os Next Stop: Horizon são Pär Hagström e Jenny Roos, dois músicos que além de partilharem um pequeno apartamento fazem música juntos e acreditam piamente que o mundo seria um local bem melhor se tivesse a possibilidade de ouvir as suas criações sonoras. Na verdade, depois de ouvir The Harbour, My Home, compreendo este desejo, assente na presunção de que há uma elevada bitola qualitativa no produto que a dupla tem para nos oferecer e com a qual concordo. 

Inlfuenciados por uma vasta rede de influências que vão do rock ao jazz, passando, pela folk europeia, o gospel e a músca de câmara, os Next Stop: Horizon gostam de escrever sobre a vida, a morte e tudo o que fica ali, extamente no meio. E, por falar em meio, convém contextualizar devidamente The Harbour, My Home, um exercício que também ajuda a perceber o conteúdo sonoro das onze canções do alinhamento. Entre o trabalho de estreia e The Harbour, My Home, os Next Stop: Horizon compuseram a banda sonora de uma peça de teatro que esteve em cena no Saarland State Theatre, em Saarbrücken, na Alemanha. A peça baseva-se num conto de Wilhelm Hauff chamado Das kalte Herz, onde a história gira em torno de um jovem ganancioso que vende o seu coração para conseguir fazer fortuna. Esta experiência teatral marcou profundamente a dupla e o processo de criação deste disco e explica o clima algo denso e sombrio do mesmo, apesar da luminosidade folk de temas como Rain On Me.

The Harbour, My Home é um trabalho de pendor menos acústico que na estreia e mais virado para o uso de instrumentos que, mesmo sendo, como já referi, analógicos, dão às canções uma toada mais sintética, apenas contrapostos pela percussão tocada por Magnus Boqvist, muitas vezes com objetos inusitados e pelos timbres de voz que vão sendo adicionados e que conseguem dar a algumas canções a oscilação necessária para transparecerem mais sentimentos e fazerem delas momentos obrigatórios de contemplar. Esta voz em Talking Low atinge uma simbiose perfeita com a vertente instrumental (I’ve got sisters, I’ve got brothers, I’ve got some friends here, too, and we’re starting to feel that we just don’t know what to do).

The Harbour, My Home acaba por ser uma espécie de analogia indicada para nos situarmos no início do disco e deixarmo-nos conduzir numa viagem por um oceano intrigante e sombrio, mas profundamente delicado e melódico. A bordo do barco conduzido por Pär e Jenny deixamo-nos levar por uma súmula de toda a amálgama de elementos e referências sonoras com que se identificam, o que confere ao disco uma sensação um pouco dúbia, de difícil catalogação, portanto, e assim deveras interessante de tentar deslindar.

Quando chega ao fim The Harbour, My Home ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra. Algumas canções soam a uma perfeição avassaladora e custa identificar um momento menos inspirado nesta rodela. Espero que aprecies a sugestão...

01 something rare and something fine
02 rain on me 
03 the harbour, my home
04 the sea of...
05 a heart of gold
06 gonna get it back
07 the beginning
08 the wish
09 talking low
10 we'll whistle so
11 ennui 

 

 


autor stipe07 às 23:10
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Lacrosse - Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day

Naturais da Suécia, os Lacrosse são Nina Wähä Arlinder (voz), Kristian Dahl (voz e guitarra), Henrik Johansson (guitarra e voz), August Zachrisson (teclados e voz), Robert Arlinder (baixo e voz) e Tobias Dahlström (bateria e voz) e lançaram recentemente o seu terceiro álbum depois de um hiato de alguns anos, iniciado com o lançamento de Bandages For The Heart, em 2010. Depois disso o grupo perdeu um dos seus membros, outros foram pais e, pelos vistos, a banda precisava de encontrar novos caminhos e, por isso, trabalhou em conjunto com o produtor conterrâneo Henrik Svensson, conhecido pelo excelente trabalho desenvolvido com algumas bandas do mesmo país, nomeadamente os Moneybrother, Existensminimum e os Fint Tillsammans, entre outros, para ajudar na criação deste álbum.

Assim, o novo trabalho de originais dos Lacrosse chama-se Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day, viu a luz do dia a vinte e quatro de janeiro e foi gravado em três diferentes estúdios de Estocolmo, durante duas semanas, o tempo suficiente para o disco ser também produzido e misturado.

Escuta-se Summer Ends, um dos singles já retirados deste álbum e fica claro que o indie rock dos Lacrosse transpira confiança e uma forte ligação simbiótica entre o quinteto. No entanto, isso não significa que o processo de composição no seio dos Lacrosse seja pacífico e espontâneo. De acordo com o grupo, as dez canções de Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day foram escritas entre 2009 e 2012 e mudaram constantemente durante esses três anos. Mas quando chegou a altura de entrar em estúdio e encontrar uma versão definitiva das mesmas, aconteceu magia, o grupo ficou muito satisfeito com o resultado final e rapidamente os temas encontraram a sua versão definitiva, pelos vistos, no momento certo.

Are you Thinking Of Me Every Minute Of Every Day é um disco coeso e empolgante. A banda fala do amor de uma forma muito séria e procura exaltar o poder desse sentimento com melodias luminosas, grandiosas, com um forte cariz épico e, por isso, ricas em arranjos e variadas nos efeitos, não só ao nível das cordas, como da sintetização. A própria banda confessa que a ideia geral por trás desse álbum é o amor altruísta em tempos de egocentrismo extremo.

Ouve-se, ao longo do disco, uma espécie de pop sinfónica e melancólica, que me fez em alguns momentos recordar os Sparks ou os norte americanos Imperial Teen e percebe-se que os Lacrosse são uma banda confortável na sua própria pele, mas que também não tem medo de abraçar o inesperado.

Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day é um álbum bastante sólido e despretensioso, com uma exuberância doce e juvenil, apenas com o senão de transparecer, em alguns momentos, um receio de dar maior pujança às guitarras e a uma sonoridade um pouco mais rock. É, principalmente, um disco perigoso porque, independentemente da tua situação emocional atual, depois da audição deste álbum não te admires se ficares cheio de vontade de sair para a rua cheio de amor para dar, de comprares balões em forma de coração e de encheres de beijos metade da cidade. O fantástico artwork deste disco é da autoria da artista norueguesa Ida Frosk. Espero que aprecies a sugestão... 

Don't Be Scared
I Told You So (Didn't I?)
I Need Your Heart, I Need Your Soul
50 Percent Of Your Love
If Summer Ends
Are You Thinking Of Me Every Minute Of Every Day
Give You More
The Key
This Is Not A War, No Winners, No Losers
Easter Island


autor stipe07 às 12:48
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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Lykke Li - No Rest For The Wicked

A cantora e compositora sueca Lykke Li vai regressar em breve aos discos a cinco de maio, por intermédio da Atlantic Records, com I Never Learn, um álbum produzido por Björn Yttling e Greg Kurstin e que encerra uma espécie de trilogia, iniciada com Youth Novels e Wounded Rhymes.

O primeiro single de I Never Learn chama-se No Rest For The Wicked e tem uma sonoridade muito introspetiva; É uma balada melancólica, composta essencialmente por um piano tocado brilhantemente ao som da lindíssima voz de Lykke. No refrão escuta-se uma percussão grandiosa, que enfatiza os versos delicados e expressivos da composição que conta a história de um amor perdido, talvez o da própria Lykke Li já que ela terminou recentemente uma relação. Confere...


autor stipe07 às 17:09
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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

Case Conrad - Leikko

Os Case Conrad são uma banda de indie pop sueca, formada por Gustav Haggren (voz e guitarra), Per Henrik Adolfsson (voz e guitarra), Robert Johansson (guitarra, orgão e sintetizador), Petter Bengtsson (bateria, percussão e voz), Vasco Batista (baixo, voz) e Carl-Johan Elger (sintetizadores, trompete). Depois do sucesso alcançado com Dew Point, um disco editado em 2010 e que possibilitou aos Case Conrad uma digressão pela Europa e pelos Estados Unidos, esta espécie de super grupo, porque integra elementos provenientes de outras bandas, resolveu deitar mãos à obra e lançar mais uma coleção de canções, que viram a luz do dia a catorze de fevereiro último.

A indie pop luminosa típica do norte da Europa é a grande pedra de toque de Leikko. Os ingredientes estão cá todos; Melodias aditivas que alcançam o auge no single Copper Thief, uma percurssão algo subtil mas vigorosa e, como atributo maior, uma guitarra distinta e que, neste caso, ao ser tocada por Robert Johansson, alcança também alguns dos traços identitários da psicadelia.

As canções dos Case Conrad têm, portanto, um ambiente muito próprio . A abrir o disco, Lonelylightlylowshine escancara-nos as portas para um mundo que sabe a liberdade e tem o sabor da alegria dos dias cheios de luz. O tal single Copper Thief é aquela canção onde o predomínio das cordas é notório, não só no baixo que conduz a melodia, como depois na viola e na distorção da guitarra e, ainda no arranque, os arranjos feitos com instrumentos de sopros na balada Recording Of A Dream e em The Years I Spent Punkrockin são uma das marcas que também confere a este álbum a sua identidade tipicamente nórdica.

Leikko prossegue com mais um momento instrospetivo chamado Redwood mas, neste caso, bastante rico em termos de arranjos, com uma certa toada orquestral, mas depois as guitarras voltam à linha da frente no indie rock de Blueprints e numa toada um pouco mais psicadélica, em Sugar Factory, bons exemplos da produção exemplar, a cargo dos próprio Case Conrad.

Disponível para audição no bandcamp dos Case Conrad, Leikko são dez canções que descrevem locais e pessoas que marcaram a banda durante a digressão acima referida; Dos polícias de Nova Iorque, aos poetas de Nova Orleães, passando pelos bombeiros do Louisiana ou as casas típicas de Hamburgo, quase todas elas não deixam de ter uma certa toada épica, adoçicada por cordas que se escutam em qualquer altutra do ano, mas que penso que terão outro sabor se forem escutadas num dia de sol radioso e que, por saberem aquela brisa fresca que tempera os dias mais quentes sem ofuscar o brilho do sol, poderão muito bem caber num ipod a caminho de uma das nossas praias no verão que há-de, um dia, chegar. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 20:40
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Sábado, 15 de Fevereiro de 2014

Little Dragon - Klapp Klapp

Formados em 1996, os Little Dragon são uma banda sueca natural de Gotemburgo cuja sonoridade se insere na eletrónica. A líder da banda é a cantora e percussionista sueca de origem japonesa Yukimi Nagano, à qual se juntaram os seus colegas da faculdade Erik Bodin (bateria), Fredrik Källgren Wallin (baixo) e Håkan Wirenstrand(teclados). Iniciaram a carreira discográfica apenas em 2006 quando lançaram o duplo single Twice/Test por intermédio da Off the Wall. No ano seguinte assinaram pela multinacional indie britânica Peacefrog Records e no dia vinte e sete de agosto lançaram o disco homónimo de estreia Little Dragon. O segundo disco, Machine Dreams, foi editado dois anos depois, a dezassete de agosto de 2009 e em julho de 2011 surgiu no mercado Ritual Union, um trabalho que divulguei na altura.

Agora, quase três anos depois, é anunciado finalmente o sucessor; O novo álbum dos Little Dragon irá chamar-se Nabuma Rubberband e a fresca, simpática e cheia de groove Klapp Klapp é a canção que nos abre as portas para o seu conteúdo. O álbum chega a treze de maio por intermédio da Loma Vista. Confere Klapp Klapp e a tracklist de Nabuma Rubberband...

01 “Mirror”
02 “Klapp Klapp”
03 “Pretty Girls”
04 “Underbart”
05 “Cat Rider”
06 “Paris”
07 “Lurad”
08 “Nabuma Rubberband”
09 “Only One”
10 “Killing Me”
11 “Pink Cloud”
12 “Let Go”


autor stipe07 às 14:19
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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

The Mary Onettes - Silence Is A Gun

Cerca de um ano após o lançamento de Hit The Waves, os suecos The Mary Onettes já têm sucessor anunciado. Portico é o nome do próximo trabalho deste banda de synth pop sueca e chegará aos escaparates muito em breve, por intermédio da Labrador.

Portico será, de acordo com a banda, uma espécie de mini-álbum que, tendo em conta a amostra Silence Is A Gun, manterá a habitual sonoridade que mistura uma pop lo fi com psicadelia, do grupo liderado por Philip Ekström. Confere...


autor stipe07 às 19:10
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Solander - Monochromatic Memories

Naturais de Malmö, na Suécia, os Solander são Fredrik Karlsson e Anja Linna e Monochromatic Memories é o ,mais recente disco da dupla, editado este mês de janeiro por intermédio da A Tenderversion Recording. A banda estreou-se nos discos em 2009 com We Are Pigeons e depois de uma extensa digressão no ano seguinte, chegou, no inverno de 2011, Passing Mt. Satu, o segundo disco dos Solander, que projetou ainda mais este projeto, que tem na típica indie folk nórdica a sua pedra de toque.

Monochromatic Memories é pois, o terceiro disco de dois amigos da faculdade que resolveram fazer música juntos e que têm vindo progressivamente e de forma natural a tornar-se numa referência importante do cenário musical alternativo sueco. No início do processo de idealização de Monochromatic Memories a banda tinha em mente buscar inspiração em ambientes alegres e luminosos.No entanto, Fredrik e Anja viram-se envolvidos por um intenso sentimento de perca devido a um evento certamente relacionado com a partida de alguém querido para ambos e, por isso, não conseguindo abstrair-se dessa nova realidade, acabaram por compôr um trabalho intensamente nostálgico e que terá servido para carpir a mágoa.

All Opportunities, o segundo tema do alinhamento de Monochromatic Memories, será talvez a canção que melhor espelha toda esta ambiência à volta da gestação do disco. Gravado em Estocolmo com o produtor Christian Gabel, o tema alicerça-se num sintetizador e num violoncelo tocado por Anja, onde se deita a voz de Karlsson, sobre uma núvem espessa de dor e amoção. O mesmo sentimento é facilmente percetível em Preludium, desta vez com diversos arranjos de cordas a acentuarem a delicadeza do quase falsete de Karlsson.

Monday Afternoon e Black Rug são dois exemplos perfeitos do cariz mais folk deste trabalho e de uma clara aproximação à típica sonoridade dos conterrâneos Junip, algo a que não será alheio o facto de os Solander serem muito admirados por José González, tendo inclusivamente andado em digressão com a banda desse músico sueco.

Todas as canções de Monochromatic Memories que se destacam por uma preponderância da folk, assentam em arranjos bem feitos e que prendem a atenção, alternando entre climas calmos e agitados, conseguidos através da combinação do dedilhar da viola e da bateria com o órgão e com sons do tal violoncelo. Em Hey Wolf essa cumplicade entre teclas e cordas assume contornos de excelência e gera uma melodia que, com a voz incrivelmente bonita de Karlsson a pairar delicadamente sobre ela, cria uma canção pop simples e muito elegante.

Já na reta final do disco, não posso deixar de destacar o charme da viola que se escuta em London Marbles e na canção homónima, mais dois exemplos perfeitos de como restam poucas dúvidas que a música dos Solander, apesar das vicissitudes que rodearam o processo de criação de Monochromatic Memories, é fortemente influenciada pelas paisagens simultaneamente espetaculares e melancólicas de uma Suécia que viveu séculos de isolamento e dificuldades e onde reside uma população com traços peculiares de caráter, bem expressos na cândura orgânica e introspetiva das suas canções.

Em suma, a música dos Solander é feita de uma indie predominantemente acústica, com forte vínculo à folk moderna, mas onde também cabem detalhes e arranjos eletrónicos, que têm tanto de delicado e etéreo como de grandioso. Encontramos aqui dois músicos competentes na forma como abarcam diferentes universos dentro de um mesmo cosmos, que misturam harmoniosamente estilos, mas sendo este um álbum pop, em toda a sua elegância e sofisticação. 

Não custa imaginar estas músicas a serem compostas em dias curtos e longas e frias noites, onde terá sido intensa e constante a procura de harmonias o mais doces e transparentes possíveis. Com tantas bandas e artistas a fazer atualmente a dita indie folk, é refrescante encontrar alguém que o faz de forma diferente e com músicas profundas e poderosamente bem escritas. Espero que aprecies a sugestão...

1. The Woods Are Gone
2. All Opportunities
3. Monday Afternoon
4. Preludium
5. Black Rug
6. Hey Wolf
7. Social Scene
8. London Marbles
9. Monochromatic Memories
10. Lighthouse


autor stipe07 às 21:57
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Mando Diao - Black Saturday

Depois da transformação sonora que operaram em 2012 com Infruset, um disco essencialmente acústico e muito introspetivo, os suecos Mando Diao de Björn Dixgård, Gustaf Norén, CJ Fogelklou e Mats Björke, estão de volta aos álbuns, na próxima primavera, com Aelita, um novo trabalho de originais.

De acordo com Black Saturday, a primeira amostra de Aelita, os Mando Diao voltaram a ligar os amplificadores e os sintetizadores e a apostar na típica sonoridade que definia o glam rock que fez escola há há trinta anos atrás, nomeadamente em muitas bandas nórdicas. Confere...

Mando Diao - Black Saturday


autor stipe07 às 12:56
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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

Solander - The Woods Are Gone

A dupla de indie folk sueca Solander, formada por Fredrik Karlsson e Anja Linna, acaba de divulgar mais um tema do seu novo disco, depois de em novembro já nos terem deliciado com All Opportunities. A nova canção conhecida dos Solander chama-se The Woods Are Gone e o disco onde constarão do alinhamento chama-se Monochromatic Memories e verá a luz do dia no final deste mês de janeiro.

Protegidos dos Junip de José González, banda com quem andam em digressão, os Solander apostam num post rock introspetivo, com um forte cariz etéreo e simultaneamente épico, cheio de arranjos que têm tanto de delicado como de grandioso.

Os dois temas estão disponíveis para download gratuito, com o mais recente a poder ser descarregado no Bandcamp dos Solander. Confere...


autor stipe07 às 17:11
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Sexta-feira, 27 de Dezembro de 2013

CEO - Whorehouse

Um dos discos mais aguardados no início de 2014 é Wonderland, o novo trabalho do sueco Eric Berglund, aka CEO, e que sucede a White Magic (2010). De acordo com o título, é esperada mais uma nova fornada de maravilhosas canções, cheias de alegria e cor. Whorehouse, o primeiro avanço deste novo álbum de CEO, distancia desde logo o artista do ambiente mais introspetivo que alimentou White Magic e promete para Wonderland um cardápio de experiências místicas ainda mais abrangentes que o álbum anterior. Esta canção bastante festiva e carregada de arranjos luminosos já teve direito a um video que segue a mesma linha, pontuado por um cenário noturno mas cheio de cor.

Wonderland tem previsão de lançamento para o dia quatro de Fevereiro, e chega por intermédio do selo Modular. Confere...


autor stipe07 às 10:38
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Domingo, 15 de Dezembro de 2013

I Break Horses - Faith

IBH

Naturais de Estocolmo, os suecos I Break Horses são uma dupla formada por Maria Lindén e Fredrik Balck, que se juntou em 2008 e se estreou nos discos em 2011 com Hearts, por intermédio da reputada e insuspeita Bella Union. Agora, estarão de regresso em 2014 com um disco chamado Chiaroscuro e já se conhecem duas canções desse trabalho; Denial e o tema que sugiro, intitulado Faith, assente num sintetizador agudo e pujante e numa voz sintetizada, com uma tonalidade incrível e única.

O tema passa uma mensagem algo dramática, bem presente no video da canção recentemente divulgado, realizado por Magnus Härdner e que mostra cenas do quotidiano a preto e branco. Confere...


autor stipe07 às 17:47
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Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2013

Turn Off Your Television - Save All The Liars

Naturais de Malmö, na Suécia, os Turn off your television são Jon Rinneby (voz, guitarra,...), Stellan Lofberg (baixo e harmónica) e Erik Willman (bateria e voz), um trio fortemente inspirado pela pop das décadas de sessenta, setenta e noventa e por nomes tão fundamentais como os Sparklehorse, Luna, Cracker ou os Grand Archives, com especial destaques para os primeiros. Apresentei-os na primavera de 2012 por causa do disco homónimo que lançaram na altura e agora, no final de 2013, estão de regresso com Save All The Liars, um novo registo de originais lançado no passado dia vinte e um de novembro e produzido pelo próprio Jon Rinneby, o líder do projeto.

O som dos Turn Off Your Television gira em torno de um folk rock bastante luminoso e, por isso, um pouco diferente da típica folk norte americana. A Suécia é um grande exportador de projetos musicais que apostam fortemente nesta pop feita com o dedilhar de uma guitarra e alguns efeitos sintetizados a compôr os arranjos e, seguindo essa linha de outros grupos escandinavos, a guitarra acústica assume aqui a primazia no processo de criação melódica de canções com um pendor algo lo-fi. Neste caso específico, tal fato torna-se natural por estarmos na presnça de uma banda que tem uma particular obsessão por microfones antigos e por instrumentos de cordas, nomeadamente guitarras antigas. Além disso, neste terceiro trabalho, os Turn Off Your Television, ao nível dos arranjos e dos detalhes, também focaram-se comn mais insistência no piano e nos teclados, o que, além de fortalecer o som típico do grupo, deu-lhe uma maior profundidade emocional e melancólica.

De acordo com o que o próprio Jon me confidenciou, a ideia por trás deste disco foi tentar fugir um pouco aquele rigor standard do conceito de álbum. Procuraram, acima de tudo, colocar um maior ênfase nas canções, independentemente da ideia de coerência no alinhamento, criando assim algo diversificado. De certa forma, houve aqui um cariz mais experimental e uma tentativa de deixar a música fluir livremente sem grandes constrangimentos e apresentá-la, desse modo, livre e de algum modo descomprometida, no conteúdo de Save All The Liars.

O resultado final acaba por transbordar essa honestidade e simplicidade de processos numa banda que procurou ser genuinamente criativa; São dez canções que fluem naturalmente em pouco mais de meia hora, muito influenciadas pelo conceito muito sueco de depressão, derivado do tempo frio que assola o país quase o ano inteiro e que faz com que este seja um povo algo individualista e muito virado para si próprio, mas que não deixa de o transmitir com invulgar harmonia e um elevado sentido de melancolia. Espero que aprecies a sugestão...

1. Save all the liars
2. Strange world
3. A writer's cramp
4. Broke millionairs
5. The toy poet
6. My little darkness of bright
7. Between the lines
8. Nothing
9. Running makes no sense at all
10. The loudness war


autor stipe07 às 22:19
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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

The Sweet Serenades - Stand By Me EP

Os suecos The Sweet Serenades são uma dupla natural de Estocolmo, formada em 2002 por Martin Nordvall e Mathias Näslund, mas já se conhecem há vários anos, sendo amigos de longa data desde 1991. Editaram há cerca de um ano Help Me!, através da Leon Records, um selo da própria banda, um disco que foi alvo de crítica em Man On The Moon e de um take no programa do blogue na Everything Is New Tv. Agora regressaram aos lançamentos discográficos com um EP chamado Stand By Me, editado no passado dia quinze de novembro e que já vinha sendo cozinhado desde maio último.

A portuguesa Margarida Girão é o génio criativo por detrás da Collages Margarida Girão e foi ela a responsável pela criação do belíssimo artwork deste EP, que usa como principal técnica a colagem. Assim que vi o artwork do EP e que soube que era da autoria de uma congénere, não hesitei em entrar em contacto e coloquei à Margarida algumas questões sobre esta iniciativa de criação do artwork do novo EP dos The Sweet Serenades e sobre a sua carreira como designer, um post que publiquei há algumas semanas como os leitores mais atentos certamente se recordarão

Quanto à música contida neste EP, são quatro temas que nos levam numa viagem até à fusão dos primórdios da pop nos anos cinquenta com o rock mais épico da década de oitenta. Indubitavelmente eles dominam a fórmula correta, feita com guitarras energéticas, uma bateria indomável, palmas, gritos e melodias cativantes, para presentear quem os quiser ouvir com canções alegres, aditivas, divertidas e luminosas, daquelas que se colam facilmente aos nossos ouvidos e que nos obrigam a mover certas partes do nosso corpo. O que aqui temos é uma pop despretensiosa, que apenas pretende levar-nos a sorrir e a ficar leves e bem dispostos.

Confere o EP e recorda a entrevista à Margarida Girão onde ela fala do seu trabalho e da concepção deste artwork. Espero que aprecies a sugestão...

Stand By Me

Too Late To Dance

Take It All

Masterplan


autor stipe07 às 20:52
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Terça-feira, 12 de Novembro de 2013

Turn Off Your Television - A Writer's Cramp & Save All The Liars

Os suecos Turn Off Your Television, de Jon Rinneby (voz, guitarra,...), Stellan Lofberg (baixo e harmónica) e Erik Willman (bateria e voz), divulgaram dois avanços para Save All The Liars, o terceiro longa duração desta banda de Malmö, que será editado já a vinte e um de novembro. As canções chamam-se A Writer's Cramp e Save All The Liars, o tema homónimo e foram disponibilizadas gratuitamente no soundcloud do grupo.

Sendo os Sparklehorse uma das influências assumidas deste grupo sueco, que também se diz fortemente inspirado pela pop dos anos sessenta, setenta e noventa, por estranhos microfones e pelo depressivo clima sueco, A Writer's Cramp e Save All The Liars são duas canções que encarnam na perfeição todas estas influências, feitas através de uma pop luminosa e acessível. Mas convém esclarecer desde já que sugerem uma espécie de folk pop um pouco diferente das habituais sugestões vindas do continente americano, já que nos Turn Off Your Television há um maior peso das cordas e da harmónica na construção da base melódica das canções. Confere...


autor stipe07 às 12:30
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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013

No Coda - Numbers

no coda

Os No Coda são uma banda formada por cinco amigos, natural de Gävle, perto de Sandviken, na Suécia e representada pela etiqueta Nomethod Records. São amigos de infância dos Simian Ghost and YAST, esta última uma banda que já passou por cá. Os No Coda preparam-se para lançar um disco chamado The Entire Cast e Numbers é o mais recente single extraído desse novo trabalho.

Os No Coda chamaram-me a atenção porque são grandes adeptos da pop lo fi dos anos oitenta. Esta canção que acabam de divulgar tem uma forte carga hipnótica, verdadeiramente aditiva e visceral, que replica com enorme intensidade algumas das grandes propostas musicais desse período e que marcaram definitivamente a história do indie rock alternativo. Com uma melodia etérea e com o reverb das guitarras no maximo, Numbers é um dos melhores temas do género que ouvi em 2013. Irei ficar certamente atento ao lançamento do disco.

Além de Numbers, os No Coda também disponibilizaram gratuitamente Holy War no seu soundcloud. Confere...


autor stipe07 às 12:32
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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013

Hellsongs - These Are Evil Times

Lançado pela Tapete Records no passado dia trinta de agosto, These Are Evil Times é o novo disco dos suecos Hellsongs, um grupo que passou por um período bastante conturbado quando, recentemente, precisou de um novo vocalista, mas que conseguiu voltar a encontrar uma nova voz e um novo rumo. Agora, com este novo disco, os Hellsongs tornam-se novamente numa referência do universo musical de Gotemburgo, a cidade natal de um grupo que também se divide por Hamburgo, na Alemanha.

Com My Engström Renman a tomar conta da voz, acompanhado por David Bäck e Finn Björnulfson, os Hellsongs perceberam que tinham de avançar definitivamente para este disco quando, depois de um concerto em Gotemburgo no lendário evento Sommarmelad Fiesta, perceberam que as peças estavam novamente encaixadas e também quando se proporcionou uma extensa digressão, na primavera e verão de 2011.

Foi muito feliz o momento em que o produtor Kalle Karlsson desafiou My, funcionária de um jardim de infância de Gotemburgo, a cantar para os Hellsongs, já que a sua voz é um dos principais atributos deste novo disco do grupo sueco e um verdadeiro upgrade para o grupo. Tal como o nome indica, These Are Evil Times é uma espécie de redenção, a porta de entrada para um novo mundo, mais alegre, otimista e feliz do que aquele em que os Hellsnogs viveram em determinado períodocomplicado e sombrio da sua existência. É um disco assente numa pop luminosa e cheia de deliciosos arranjos, com os singles Iron Man e Equality a liderar um alinhamento feito com dez canções, produzidas com impecável limpidez e um apreciável bom gosto.

Além dessas duas canções, que já tiveram direito a videos promocionais, destaco também a toada jazzística de A Silence So Loud e o piano que se escuta em Eyemaster e, no final do disco, em Music Took My Life.

Os suecos Hellsongs são o exemplo claro de uma banda que soube contornar adversidades e seguir em frente quando isso parecia imposível e, tendo em conta este These Are Evil Times, um coletivo que nos deixa sem adjetivos suficientemente claros para que possamos definir com exatidão a sua enorme qualidade sonora. Espero que aprecies a sugestão... 

These Are Evil Times

Iron Man

A Silence So Loud

Engel

Cold

Animal Army

Eyemaster

Equality

Oh, Rosseau!

Stand Up And Shout

Music Took My Life


autor stipe07 às 16:13
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Domingo, 20 de Outubro de 2013

Long Long Showers - Red Card


Red Card é o mais recente single dos Long Long Showers, uma banda de Malmö, na Suécia, formada por Petter Wennblom (voz),Tobias Magnusson (baixo), Kristofer Lilja (guitarra), Emil Jönsson (bateria) e Niklas Hegfalk (guitarra). Em 2011 estrearam-se com um EP homónimo, através da etiqueta Urband & Lazar e agora preparam-se, finalmente, para editar o disco de estreia.

O primeiro álbum dos Long Long Showers irá chamar-se This and the Distance e Red Card é o primeiro avanço desse trabalho, uma canção disponibilizada gratuitamente pelo grupo e inspirada na gíria futebolística já que a métrica da canção é, de acordo com a banda, uma espécie de 4-4-1, que era um 4-4-2 antes do cartão vermelho.

O video de Red Card foi filmado e editado por Linus Sandqvist, Tobias Magnusson, Petter Wennblom e Anton Svensson. Quanto á sonoridade da canção, assenta na habitual indie pop guiada pelas guitarras, muito em voga neste país nórdico. Confere...


autor stipe07 às 20:45
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Sábado, 25 de Maio de 2013

VED - VED

Editado pela Adrian Recordings, etiqueta dos YAST, Animal Collective, !!!, Junior Boys, Booka Shade, Edda Magnason e This Is Head, entre outros, VED é o disco homónimo dos VED, mais uma banda sueca de Mollevangen, nos arredores de Malmö, neste caso com uma sonoridade mais orientada para as pistas de dança. VED começou por ser o projeto a solo de Mattias Nihlén, mas hoje é já uma banda que faz música rock instrumental com um cariz fortemente hipnótico. Além de Mattias, é formada por Adam Vilgot Persson (guitarra, clarinete, samples, sintetizador), Martin Holm (baixo e guitarra), David Hagberg bateria) e Mattias Almlund (Zither, orgão e samples). Em jeito de curiosidade, Adam tem a alcunha de Dick Cheney for the Vedfather, por ser o elemento mais metódico e organizado do grupo. O álbum está disponível para download gratuíto no soundcloud da editora.

 

Mollevangen é um bairro dos subúrbios de Malmö habitado na sua maioria por jovens e estudantes. É uma zona com bastantes bares, casas de concertos e discotecas, um local com uma vida noturna muito agitada e desenvolvida e onde se cruzam pessoas de diferentes culturas e proveniências. O som dos VED, feito para dançar e para meditar, acaba por refletir esta amálgama cultural já que é imensa a pafernália instrumental utilizada para criar os temas, todos instrumentais e os estilos sonoros que eles reproduzem. Há alguns instrumentos que merecem particular relevo e que acabam por refletir o gosto que Mattias ganhou por eles, durante determinado período da sua vida em que viveu na Grécia; Refiro-me à cítara, um instrumento de cordas típico na zona dos balcãs e em regiões da China e o Bouzouki, um instrumento de cordas grego.

Os nove temas de VED pretendem ser pequenas bandas sonoras, todas assentes no rock progressivo, no jazz experimental do oriente, na folk e na eletrónica, desenvolvidas com sintetizadores e caixas de ritmos, instrumentos de sopro, samples de filmes de terror e outros detalhes e instrumentos elétricos, digitais e acústicos que criam a tal música instrumental de cariz hipnótico, que em determinados momentos pode ser descrita como uma espécie de jazz psicadélico.

Entretanto, no passado dia três de março os VED editaram o LP Spectra, que contém o homónimo no lado A e Starokorokas no lado B. Confere...


autor stipe07 às 22:16
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Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Junip - Junip

Lançado no passado dia vinte e três de abril pela Mute, Junip é o homónimo disco dos Junip, um projeto sueco liderado por José Gonzaléz e que também incluí o baterista Elias Araya e Tobias Winterkorn nas teclas. Apesar de José González ser o grande líder e mentor deste projeto, ele próprio procura sacudir um pouco a água do pacote em relação à sua relevânvcia no processo criativo e conceptual dos Junip, afirmando que este álbum é disco de toda a banda; All the ups and downs were very ‘Junip, (...) so titling it with our name seemed appropriately iconic. It’s truly a band album. Line Of Fire e Your Life Your Call são os dois singles já conhecidos deste álbum e foram disponibilizados para download gratuito.

O folk rock e alguma psicadelia são as traves mestras de Junip, um conjunto de dez canções competentes na forma como abarcam diferentes universos dentro de um mesmo cosmos, que misturam harmoniosamente estes estilos com a voz suave de González, sendo este um álbum pop, em toda a sua elegância e sofisticação. Os arranjos são bem feitos e prendem a atenção, alternando entre climas calmos e agitados, conseguidos através da combinação da guitarra e da bateria com o órgão e com sons de um sintetizador analógico.

O tempo é um dos fatores determinantes para se entender este disco, um tempo que se revela na rapidez com que os dez temas passam e na maturidade que eles transpiram. A abertura com Line of Fire já deixa isso bem claro; Com uma interessante progressão, a música acumula timbres e camadas, que atingem um clímax nos versos With no one else around you, no one to understand you, no one to hear you calls, usados para contar que, em situações muito tensas, é natural que haja quem desista de lutar. É triste quando isso acontece, mas não é preciso fazer disso um drama. A já citada maturidade é destilada quando José González, na sua escrita, mantém uma postura mais observadora do que propriamente de protagonismo, devido a uma já interessante experiência de vida.

Suddenly plasma as mesmas melodias bonitas e a viola de González mantém-se fiel a esse mesmo espírito. Depois, vem So Clear, tema que injeta uma energia maior ao álbum, juntamente com Villain, a canção que encerra a primeira metade do disco. Entre as duas está a simpática Your Life Your Call com o refrão stand up or enjoy your fall, a ser mais um atestado de maturidade do autor.

A segunda metade de Junip começa com Walking Lightly, a canção mais longa do álbum; Com uma letra concisa mas densa, o tema tem uma cadência calorosa e envolvente e as canções seguintes continuam a misturar a realidade da vida com a beleza que ela pode ter, algo bem patente no refrão iluminado de Head First e na sonoridade peculiar do baixo de Baton. Por outro lado, Beginnings é a canção mais sombria de todo o disco, um tema que se arrasta por cinco minutos como uma ressaca melancólica, algo que se altera com After All Is Said And Done, a última música do álbum. Essa canção serena, doce e reconfortante, fala da tal questão do tempo, ouvindo-se mesmo pequenos sons de relógios fora do compasso da música, o que reproduz a tensão de quem vê o tempo correr e precisa lidar com isso da melhor forma que pode e sabe.

Enquanto muitas bandas se esforçam para denotarem maturidade de um disco para o outro, os Junip preocuparam-se mais em apresentar um disco que é uma espécie de sortido de diferentes sabores, uma coleção de canções seguras, sensíveis e que sirvam para comunicar com o ouvinte. É um álbum excelente para quem julga a beleza não é óbvia, mas algo que pode ser encontrado onde menos se espera e para quem raramente viva em pólos opostos e tem o descomplicador sempre ligado. Espero que aprecies a sugestão...

01. Line Of Fire
02. Suddenly
03. So Clear
04. Your Life, Your Call
05. Villian
06. Walking Lightly
07. Head First
08. Baton
09. Beginnings
10. After All Is Said And Done


autor stipe07 às 15:26
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Terça-feira, 7 de Maio de 2013

Curtas... XCIX

O sueco Jay-Jay Johanson acaba de editar Best Of 1996 - 2013, uma coleção de vinte canções onde recorda um percurso musical com já dezassete anos e onde se destacam os primeiros três discos, muito inspirados pelo trip-hop de Bristol, principalmente o Whiskey e o Tattoo.

O sueco olhava para esse novo som que chegava do Reino Unido de um ponto de vista jazzístico e na altura adoptou um registo muito à Sinatra que lhe assentava na perfeição. Mas o sueco também foi acompanhando as novas tendências; Piscou o olho ao electroclash em Antenna e ao drum´n´bass em canções como She´s Mine But I´m Not Hers.

Best Of 1996 - 2013 retrata essa irregularidade que domina uma antologia que deixa claros os momentos que contam na vida musical do sueco, aos quais se junta o inédito Paris. Confere...

01. Paris
02. It Hurts Me So (Radio Edit)
03. So Tell The Girls That I Am Back In Town (Radio Edit)
04. The Girl I Love Is Gone
05. Milan, Madrid, Chicago, Paris (Radio Edit)
06. She’s Mine But I’m Not Hers
07. Keep It A Secret
08. Believe In Us
09. Far Away (Radio Edit)
10. On The Radio (Demo Version)
11. Tomorrow (Alternative Mix)
12. Rush (Radio Edit)
13. Because Of You
14. She Doesn’t Live Here Anymore
15. Rocks In Pockets
16. Only For You
17. Wonder Wonders
18. Lightning Strikes (Single Edit)
19. Dilemma
20. On The Other Side

Website
[mp3 320kbps] rg ul zs

 

Quem também acaba de lançar uma coletânea de canções é Rodrigo Leão. Songs (2004-2012) está concebido como o primeiro passo para uma possível trilogia que, ao mesmo tempo, revê matéria já lançada e antecipa novos caminhos e reúne canções cantadas em inglês que desde Cinema têm pontuado a discografia de Rodrigo Leão

As vozes de Sónia Tavares (The Gift), de Ana Vieira, de Beth Gibbons (Portishead) Neil Hannon (The Divine Comedy), Stuart Staples (Tindersticks), Scott Mathew e Joan as Police Woman deram na última década um carácter universal à música de Rodrigo Leão por via do uso poético do inglês em temas que marcaram as aventuras editoriais Cinema (2004), A Mãe (2009) e A Montanha Mágica (2011).
Songs (2004-2012) parte exactamente dessa ideia de vocação universalista de um músico e compositor que, na sua discografia, colaborou com artistas de diferentes nacionalidades, que cantaram em várias línguas, tendo explorado uma vertente mais ibérica e outra mais atlântica, quase sempre com resultados apaixonantes.

 

Os Misophone regressam aos discos a dezanove de junho com Before the Waves Roll e já divulgaram um artwork do álbum feito por Jockum Nordström e uma canção intitulada A Mother's Last Word. Confere...


Depois de Childhood's End, já é conhecido mais um avanço para Impersonator, o novo disco dos Majical Cloudz que chegará a vinte e um de maio. Bugs Don't Buzz é a nova canção divulgada e encontra-se disponível para download gratuito.


Os Sigur Rós estão encarregues da banda sonora de um episódio da mítica série The Simpsons, que passará nas televisões americanas já no próximo dia dezanove de maio. Para além de música original a acompanhar a viagem de Homer e companhia até à Islândia, a banda irá também apresentar uma versão para o tema original da série. Matt Groening, o criador dos The Simpsons, confessa-se fã de longa data dos Sigur Rós e orgulha-se desta colaboração sem precedentes com a banda.

Kveikur, o sétimo álbum dos islandeses, chega a 18 de Junho com selo da XL Recordings. Fiquem com Ísjaki, o último single retirado desse disco.


autor stipe07 às 13:46
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Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

YAST - YAST

Os suecos YAST formaram-se em 2007 na localidade de Sandviken e no ano seguinte mudaram-se para Malmö, sendo, desde então, uma banda formada por Carl Jensen, Tobias Widman e Marcus Norberg. Em 2010 o trio passou a quinteto com a entrada de Markus Johansson e Niklas Wennerstrand, o baterista e o baixista dos Aerial. YAST, o disco homónimo, foi editado no passado mês de fevereiro por intermédio da Adrian Recordings.


A habitual melancolia escandinava é a pedra de toque da indie pop açucarada dos YAST, feito com a habitual fórmula que usa guitarras luminosas e uma percussão sempre mais subtil do que propriamente muito grave e vincada. São canções que não deixam de ter uma certa toada épica e simultaneamente lo fi, dois ítens bem patentes no curto mas conciso single homónimo. Mas outro dos temas que destaco do disco é Stupid, canção onde o predomínio das cordas é notório, não só no baixo que conduz a melodia, como depois na viola e na distorção da guitarra.

As cordas acabam por ser o mel que adoça o processo de composição dos YAST, algo que se saboreia claramente neste conjunto de doze canções que terão outro sabor se forem escutadas num dia de sol radioso e que, por saberem aquela brisa fresca que tempera os dias mais quentes sem ofuscar o brilho do sol, poderão muito bem caber num ipod a caminho de uma das nossas praias no verão que se aproxima. Espero que aprecies a sugestão...

01. YAST
02. Rock ‘N’ Roll Dreams
03. Stupid
04. Robin
05. Believes
06. Heart Of Steel
07. I Wanna Be Young
08. Always On My Mind
09. Strangelife
10. Sick
11. The Person I Once Was
12. Joy


autor stipe07 às 16:02
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Man On The Moon - EP1 (Everything Is New TV)

Além da versão rádio, na Paivense FM, o blogue Man On The Moon também já tem versão TV, na Everything Is New TV. O 1.º episódio acaba de ir para o ar e fala do álbum Help Me! dos suecos The Sweet Serenades. Confere...


autor stipe07 às 18:10
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Sexta-feira, 22 de Março de 2013

Sans Parade – Sans Parade

Os Sans Parade são uma banda finlandesa fundada em 2009 e liderada por Markus Perttula (voz e baixo) e Jani Lehto (guitarra, sintetizador, piano, percurssão,...), aos quais se juntaram o multi-instrumentista Pekka Tuppurainen, Ville Pynssi (bateria), Tommi Asplund (violino), Inkeri Siirilä (violino), Laura Turpeinen (viola) e Magdalena Valkeus. Sans Parade, um homónimo, é o disco de estreia deste grupo que se divide entre Turku e Helsinquia, na Finlândia e Estocolmo, na Suécia, um álbum que viu recentemente a luz do dia por intermédio da Soliti Records.

Quando se escuta música nova, geralmente há dois tipos diferentes de sensações; Há discos e bandas que à primeira audição até causam alguma repulsa e estranheza, mas que depois se entranham com enorme afinco, ou então há aqueles exemplos que logo à primeira audição nos conquistam de forma arrebatadora e visceral. Mas como a própria vida é, quase sempre, muito mais abrangente nos seus momentos do que propriamente a simples análise através de duas bitolas comparativas que tocam opostos, também na música há momentos em que somos assaltados por algo muito maior e mais belo do que a simples soma de duas ou três sensações que nos fazem catalogar e arrumar em determinada prateleira aquilo que escutamos. Os finlandeses Sans Parade são um destes casos, o exemplo claro de uma banda que, tendo em conta este disco homónimo de estreia, nos deixam sem adjetivos suficientemente claros para que possamos definir com exatidão a sua qualidade sonora.

Formados em 2009 pelo músico, cantor e escritor Markus Perttula e pelo músico de house Jani Lehto, os Sans Parade rapidamente tornaram-se num trio quando o músico de jazz Pekka Tuppurainen se juntou à dupla. Hoje o grupo é ainda maior, com músicos que dominam diferentes géneros musicais e que, além dos já referidos, também tocam a folk. Assim, esta massiva junção de géneros e influências, naturalmente iria dar origem a um verdadeiro caldeirão sonoro, algo que se escuta em Sans Parade, um disco cantado por uma belíssima voz e com arranjos orquestrais lindíssimos, que fazem dele uma das mais belas surpresas do início de 2013.

Sustentados pela habitual melancolia que só os grupos escandinavos sabem transmitir, já que este grupo tem, como referi, as suas raízes num ponto do globo artisticamente muito criativo e assenta a sua sonoridade numa mistura de indie pop e indie rock,  com post rock e alguns elementos eletrónicos, os Sans Parade deixam aqui bem claro que fizeram um disco perfeito para quem tem necessidade de se afundar em sonoridades etéreas para ganhar um novo ânimo e assim deixar para trás as adversidades. Logo na pop rock orquestral de The Last Song Is A Love Song, um tema que expande os horizontes minimalistas quando, antes de cada refrão, eleva o volume dos instrumentos como um todo e temos a explosão que, com os coros finais, dá a cor e brilho que nos fazem levitar, apetece aumentar o volume o mais possível para não deixarmos escapar nenhum dos imensos detalhes sonoros e para nos deixarmos engolir pela voz cândida de Perttula que nos obriga a acordar... Waltz with me! I’ve stopped dreaming, I’m not okay.

Depois, basta conferir A Ballet On The Sea e December 13th para não restarem mais dúvidas que estamos na presença de um disco com uma sonoridade única e peculiar, com várias canções que soam a uma perfeição avassaladora e onde custa identificar um momento menos inspirado.

Sans Parade é uma espécie de súmula de toda a amálgama de elementos e referências sonoras o que confere ao disco uma sensação um pouco dúbia, de difícil catalogação e assim deveras interessante tentar deslindar. Nele somos conduzidos para lugares calmos e distantes, os quais conseguem ser alcançados muito por influência de uma voz que parece conversar connosco. Quando o disco termina ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra. Já agora e como os sintetizadores tiveram a primazia na condução sonora de Sans Parede, aqui podes ler um artigo muito interessante onde se percebe a artilharia que foi utilizada em cada canção. Espero que aprecies a sugestão...

Sans Parade - Sans Parade

01. The Last Song Is A Love Song
02. The End Of The World 1964
03. Guarded Mountain
04. Dead Trees
05. A Ballet In The Sea
06. In A Coastal Town
07. Swept Away
08. A Liking Song
09. From Leytonstone To Canary Wharf
10. On The Sunniest Sunday
11. One Of Those Mornings
12. On December 13th


autor stipe07 às 22:54
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Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Shout Out Louds – Optica

Os suecos Shout Out Louds, uma banda de indie rock de Estocolmo, estão de regresso aos discos com Optica, o quarto álbum da carreira deste grupo formado por Adam Olenius, Ted Malmros, Eric Edman, Bebban Stenborg e Carl von Arbin.

A fria Suécia é, há muito tempo, um enorme nicho de criatividade no cenário da música internacional, nas mais diferentes vertentes e estilos musicais, sendo um dos países de origem de bandas e discos mais citados neste blogue. E um distinto representante desse país para a sonoridade indie pop mais festiva são os Shout Out Louds, que chegam ao quarto álbum de estúdio moderadamente enérgicos, mas amadurecidos e com uma assinalável vitalidade.

Num álbum repleto de guitarras marcantes e competentes harmonias vocais, a abertura com Sugar, uma oscilante jornada entre diferentes timbres e momentos, dá o tom pop que Optica assume até o fim, mas não necessariamente na variação que ele enfrenta. O single Illusions chega e traz consigo os sintetizadores e as cores próprias do resgate à estética sonora da década de oitenta. Depois, há os singles Walking in Your Footsteps e Blue Ice, candidatos a serem canções com elevado airplay, devdo às melodias acessíveis e às letras carregadas de encanto, assim como uma qualidade instrumental que ultrapassa o comum.

Em Optica a banda está definitivamente longe do rock acelerado que se ouvia na bem sucedida estreia Howl Howl Gaff Gaff (2005), e aproximam-se da delicadeza de Our Ill Wills (2007) que também já sustentou o conteúdo de Work (2010). Estamos na presença de doze canções com uma acertada relação entre pianos, sintetizadores e percurssão, conduzidas de forma cuidadosa e onde cada realce sonoro é aproveitado como um complemento sonoro que lentamente recheia o álbum com primazia.

Os Shout Out Louds comprovam mestria na forma como sintetizam diversos elementos instrumentais do passado de forma a torná-los atrativos aos nmais novos e denotam elevado acerto na forma como se dividem em instantes de calmaria e que depois se complementam com explosões melancólicas. Chasing The Sinking Sun e Hermila são os dois temas que mais rompem com o conteúdo dos anteriores lançamentos, já que apresentam o grupo às pistas e ao synthpop, algo que poderão aprimorar nos próximos lançamentos.

Fascinados por Morrissey e nitidamente influenciados por toda a discografia dos The Smiths, em Optica os Shout Out Louds ampliam esta relação instrumental e lírica, até porque há uma forte ligação com a sonoridade firmada em Strangeways, Here We Come (1987), um dos melhores discos do quarteto britânico.

A voz é um dos blocos fundamentais de Optica e com um relevo maior do que aquele que era audível em Work. A já referida Illusions, um tema delicado, radiofónico e bastante inventivo será aquele em que esta faceta vocal melhor se exprime, com o bónus de abarcar e sintetizar toda a míriade sonora que carateriza os Shout Out Louds, desde a sua estreia.

Para quem acompanha os Shout Out Louds desde Our Ill Wills, Optica talvez não traga grandes novidades, mas não há como discordar que o novo álbum consegue deixar para trás alguns erros que o grupo denotou em Work, quando mergulhou num cenário sombrio e pouco inventivo, algo que a banda agora compensa com uma soma cuidadosa de vozes e sons bem explorados. Espero que aprecies a sugestão...

01. Sugar
02. Illusions
03. Blue Ice
04. 14th Of July
05. Burn
06. Walking In Your Footsteps
07. Glasgow
08. Where You Come In
09. Hermila
10. Chasing The Sinking Sun
11. Destroy


autor stipe07 às 19:01
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013

Man On The Moon, Take I - The Sweet Serenades

Man On The Moon já tem versão vídeo. Confere o Take I, referente ao álbum Help Me!, da autoria dos suecos The Sweet Serenades.

Este filme resulta de uma parceria com a Everything Is New, estando em fase de estudo e análise a continuação. Espero que gostes!


autor stipe07 às 21:46
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Takes MOM - Everything Is New TV (EP7 - Low Vertical)

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