music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Lançado no passado dia vinte e três de abril pela Mute, Junip é o homónimo disco dos Junip, um porjeto sueco liderado por José Gonzaléz e que também incluí o baterista Elias Araya e Tobias Winterkorn nas teclas. Apesar de José González ser o grande líder e mentor deste projeto, ele próprio procura sacudir um pouco a água do pacote em relação à sua relevânvcia no processo criativo e conceptual dos Junip, afirmando que este álbum é disco de toda a banda; All the ups and downs were very ‘Junip, (...) so titling it with our name seemed appropriately iconic. It’s truly a band album. Line Of Fire e Your Life Your Callsão os dois singles já conhecidos deste álbum e foram disponibilizados para download gratuito.
O folk rock e alguma psicadelia são as traves mestras de Junip, um conjunto de dez canções competentes na forma como abarcam diferentes universos dentro de um mesmo cosmos, que misturam harmoniosamente estes estilos com a voz suave de González, sendo este um álbum pop, em toda a sua elegância e sofisticação. Os arranjos são bem feitos e prendem a atenção, alternando entre climas calmos e agitados, conseguidos através da combinação da guitarra e da bateria com o órgão e com sons de um sintetizador analógico.
O tempo é um dos fatores determinantes para se entender este disco, um tempo que se revela na rapidez com que os dez temas passam e na maturidade que eles transpiram. A abertura com Line of Fire já deixa isso bem claro; Com uma interessante progressão, a música acumula timbres e camadas, que atingem um clímax nos versos With no one else around you, no one to understand you, no one to hear you calls, usados para contar que, em situações muito tensas, é natural que haja quem desista de lutar. É triste quando isso acontece, mas não é preciso fazer disso um drama. A já citada maturidade é destilada quando José González, na sua escrita, mantém uma postura mais observadora do que propriamente de protagonismo, devido a uma já interessante experiência de vida.
Suddenly plasma as mesmas melodias bonitas e a viola de González mantém-se fiel a esse mesmo espírito. Depois, vem So Clear, tema que injeta uma energia maior ao álbum, juntamente com Villain, a canção que encerra a primeira metade do disco. Entre as duas está a simpática Your Life Your Call com o refrão stand up or enjoy your fall, a ser mais um atestado de maturidade do autor.
A segunda metade de Junip começa com Walking Lightly, a canção mais longa do álbum; Com uma letra concisa mas densa, o tema tem uma cadência calorosa e envolvente e as canções seguintes continuam a misturar a realidade da vida com a beleza que ela pode ter, algo bem patente no refrão iluminado de Head First e na sonoridade peculiar do baixo deBaton. Por outro lado, Beginnings é a canção mais sombria de todo o disco, um tema que se arrasta por cinco minutos como uma ressaca melancólica, algo que se altera com After All Is Said And Done, a última música do álbum. Essa canção serena, doce e reconfortante, fala da tal questão do tempo, ouvindo-se mesmo pequenos sons de relógios fora do compasso da música, o que reproduz a tensão de quem vê o tempo correr e precisa lidar com isso da melhor forma que pode e sabe.
Enquanto muitas bandas se esforçam para denotarem maturidade de um disco para o outro, os Junip preocuparam-se mais em apresentar um disco que é uma espécie de sortido de diferentes sabores, uma coleção de canções seguras, sensíveis e que sirvam para comunicar com o ouvinte. É um álbum excelente para quem julga a beleza não é óbvia, mas algo que pode ser encontrado onde menos se espera e para quem raramente viva em pólos opostos e tem o descomplicador sempre ligado. Espero que aprecies a sugestão...
01. Line Of Fire 02. Suddenly 03. So Clear 04. Your Life, Your Call 05. Villian 06. Walking Lightly 07. Head First 08. Baton 09. Beginnings 10. After All Is Said And Done
O sueco Jay-Jay Johanson acaba de editar Best Of 1996 - 2013, uma coleção de vinte canções onde recorda um percurso musical com já dezassete anos e onde se destacam os primeiros três discos, muito inspirados pelo trip-hop de Bristol, principalmente o Whiskey e o Tattoo.
O sueco olhava para esse novo som que chegava do Reino Unido de um ponto de vista jazzístico e na altura adoptou um registo muito à Sinatra que lhe assentava na perfeição. Mas o sueco também foi acompanhando as novas tendências; Piscou o olho ao electroclash em Antenna e ao drum´n´bass em canções como She´s Mine But I´m Not Hers.
Best Of 1996 - 2013 retrata essa irregularidade que domina uma antologia que deixa claros os momentos que contam na vida musical do sueco, aos quais se junta o inédito Paris. Confere...
01. Paris 02. It Hurts Me So (Radio Edit) 03. So Tell The Girls That I Am Back In Town (Radio Edit) 04. The Girl I Love Is Gone 05. Milan, Madrid, Chicago, Paris (Radio Edit) 06. She’s Mine But I’m Not Hers 07. Keep It A Secret 08. Believe In Us 09. Far Away (Radio Edit) 10. On The Radio (Demo Version) 11. Tomorrow (Alternative Mix) 12. Rush (Radio Edit) 13. Because Of You 14. She Doesn’t Live Here Anymore 15. Rocks In Pockets 16. Only For You 17. Wonder Wonders 18. Lightning Strikes (Single Edit) 19. Dilemma 20. On The Other Side
Quem também acaba de lançar uma coletânea de canções é Rodrigo Leão. Songs (2004-2012)está concebido como o primeiro passo para uma possível trilogia que, ao mesmo tempo, revê matéria já lançada e antecipa novos caminhos e reúne canções cantadas em inglês que desde Cinema têm pontuado a discografia de Rodrigo Leão.
As vozes de Sónia Tavares (The Gift), de Ana Vieira, de Beth Gibbons (Portishead) Neil Hannon (The Divine Comedy), Stuart Staples (Tindersticks), Scott Mathew e Joan as Police Woman deram na última década um carácter universal à música de Rodrigo Leão por via do uso poético do inglês em temas que marcaram as aventuras editoriais Cinema (2004), A Mãe (2009) e A Montanha Mágica (2011). Songs (2004-2012) parte exactamente dessa ideia de vocação universalista de um músico e compositor que, na sua discografia, colaborou com artistas de diferentes nacionalidades, que cantaram em várias línguas, tendo explorado uma vertente mais ibérica e outra mais atlântica, quase sempre com resultados apaixonantes.
Os Misophone regressam aos discos a dezanove de junho com Before the Waves Roll e já divulgaram um artwork do álbum feito por Jockum Nordström e uma canção intitulada A Mother's Last Word. Confere...
Depois de Childhood's End, já é conhecido mais um avanço para Impersonator, o novo disco dos Majical Cloudz que chegará a vinte e um de maio. Bugs Don't Buzz é a nova canção divulgada e encontra-se disponível para download gratuito.
Os Sigur Rós estão encarregues da banda sonora de um episódio da mítica série The Simpsons, que passará nas televisões americanas já no próximo dia dezanove de maio. Para além de música original a acompanhar a viagem de Homer e companhia até à Islândia, a banda irá também apresentar uma versão para o tema original da série. Matt Groening, o criador dos The Simpsons, confessa-se fã de longa data dos Sigur Rós e orgulha-se desta colaboração sem precedentes com a banda.
Kveikur, o sétimo álbum dos islandeses,chega a 18 de Junho com selo da XL Recordings. Fiquem com Ísjaki, o último single retirado desse disco.
Os suecos YAST formaram-se em 2007 na localidade de Sandviken e no ano seguinte mudaram-se para Malmö, sendo, desde então, uma banda formada por Carl Jensen, Tobias Widman e Marcus Norberg. Em 2010 o trio passou a quinteto com a entrada de Markus Johansson e Niklas Wennerstrand, o baterista e o baixista dos Aerial. YAST, o disco homónimo, foi editado no passado mês de fevereiro por intermédio da Adrian Recordings.
A habitual melancolia escandinava é a pedra de toque da indie pop açucarada dos YAST, feito com a habitual fórmula que usa guitarras luminosas e uma percussão sempre mais subtil do que propriamente muito grave e vincada. São canções que não deixam de ter uma certa toada épica e simultaneamente lo fi, dois ítens bem patentes no curto mas conciso single homónimo. Mas outro dos temas que destaco do disco é Stupid, canção onde o predomínio das cordas é notório, não só no baixo que conduz a melodia, como depois na viola e na distorção da guitarra.
As cordas acabam por ser o mel que adoça o processo de composição dos YAST, algo que se saboreia claramente neste conjunto de doze canções que terão outro sabor se forem escutadas num dia de sol radioso e que, por saberem aquela brisa fresca que tempera os dias mais quentes sem ofuscar o brilho do sol, poderão muito bem caber num ipod a caminho de uma das nossas praias no verão que se aproxima. Espero que aprecies a sugestão...
01. YAST 02. Rock ‘N’ Roll Dreams 03. Stupid 04. Robin 05. Believes 06. Heart Of Steel 07. I Wanna Be Young 08. Always On My Mind 09. Strangelife 10. Sick 11. The Person I Once Was 12. Joy
Além da versão rádio, na Paivense FM, o blogue Man On The Moon também já tem versão TV, na Everything Is New TV. O 1.º episódio acaba de ir para o ar e fala do álbum Help Me! dos suecos The Sweet Serenades. Confere...
Os Sans Parade são uma banda finlandesa fundada em 2009 e liderada por Markus Perttula (voz e baixo) e Jani Lehto (guitarra, sintetizador, piano, percurssão,...), aos quais se juntaram o multi-instrumentista Pekka Tuppurainen, Ville Pynssi (bateria), Tommi Asplund (violino), Inkeri Siirilä (violino), Laura Turpeinen (viola) e Magdalena Valkeus. Sans Parade, um homónimo, é o disco de estreia deste grupo que se divide entre Turku e Helsinquia, na Finlândia e Estocolmo, na Suécia, um álbum que viu recentemente a luz do dia por intermédio da Soliti Records.
Quando se escuta música nova, geralmente há dois tipos diferentes de sensações; Há discos e bandas que à primeira audição até causam alguma repulsa e estranheza, mas que depois se entranham com enorme afinco, ou então há aqueles exemplos que logo à primeira audição nos conquistam de forma arrebatadora e visceral. Mas como a própria vida é, quase sempre, muito mais abrangente nos seus momentos do que propriamente a simples análise através de duas bitolas comparativas que tocam opostos, também na música há momentos em que somos assaltados por algo muito maior e mais belo do que a simples soma de duas ou três sensações que nos fazem catalogar e arrumar em determinada prateleira aquilo que escutamos. Os finlandeses Sans Parade são um destes casos, o exemplo claro de uma banda que, tendo em conta este disco homónimo de estreia, nos deixam sem adjetivos suficientemente claros para que possamos definir com exatidão a sua qualidade sonora.
Formados em 2009 pelo músico, cantor e escritor Markus Perttula e pelo músico de house Jani Lehto, os Sans Parade rapidamente tornaram-se num trio quando o músico de jazz Pekka Tuppurainen se juntou à dupla. Hoje o grupo é ainda maior, com músicos que dominam diferentes géneros musicais e que, além dos já referidos, também tocam a folk. Assim, esta massiva junção de géneros e influências, naturalmente iria dar origem a um verdadeiro caldeirão sonoro, algo que se escuta em Sans Parade, um disco cantado por uma belíssima voz e com arranjos orquestrais lindíssimos, que fazem dele uma das mais belas surpresas do início de 2013.
Sustentados pela habitual melancolia que só os grupos escandinavos sabem transmitir, já que este grupo tem, como referi, as suas raízes num ponto do globo artisticamente muito criativo e assenta a sua sonoridade numa mistura de indie pop e indie rock, com post rock e alguns elementos eletrónicos, os Sans Parade deixam aqui bem claro que fizeram um disco perfeito para quem tem necessidade de se afundar em sonoridades etéreas para ganhar um novo ânimo e assim deixar para trás as adversidades. Logo na pop rock orquestral de The Last Song Is A Love Song, um tema que expande os horizontes minimalistas quando, antes de cada refrão, eleva o volume dos instrumentos como um todo e temos a explosão que, com os coros finais, dá a cor e brilho que nos fazem levitar, apetece aumentar o volume o mais possível para não deixarmos escapar nenhum dos imensos detalhes sonoros e para nos deixarmos engolir pela voz cândida de Perttula que nos obriga a acordar... Waltz with me! I’ve stopped dreaming, I’m not okay.
Depois, basta conferir A Ballet On The Seae December 13thpara não restarem mais dúvidas que estamos na presença de um disco com uma sonoridade única e peculiar, com várias canções que soam a uma perfeição avassaladora e onde custa identificar um momento menos inspirado.
Sans Paradeé uma espécie de súmula de toda a amálgama de elementos e referências sonoras o que confere ao disco uma sensação um pouco dúbia, de difícil catalogação e assim deveras interessante tentar deslindar. Nele somos conduzidos para lugares calmos e distantes, os quais conseguem ser alcançados muito por influência de uma voz que parece conversar connosco. Quando o disco termina ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra. Já agora e como os sintetizadores tiveram a primazia na condução sonora de Sans Parede, aqui podes ler um artigo muito interessante onde se parecebe a artilharia que foi utilizada em cada canção. Espero que aprecies a sugestão...
01. The Last Song Is A Love Song 02. The End Of The World 1964 03. Guarded Mountain 04. Dead Trees 05. A Ballet In The Sea 06. In A Coastal Town 07. Swept Away 08. A Liking Song 09. From Leytonstone To Canary Wharf 10. On The Sunniest Sunday 11. One Of Those Mornings 12. On December 13th
Os suecos Shout Out Louds, uma banda de indie rock de Estocolmo, estão de regresso aos discos com Optica, o quarto álbum da carreira deste grupo formado por Adam Olenius, Ted Malmros, Eric Edman, Bebban Stenborg e Carl von Arbin.
A fria Suécia é, há muito tempo, um enorme nicho de criatividade no cenário da música internacional, nas mais diferentes vertentes e estilos musicais, sendo um dos países de origem de bandas e discos mais citados neste blogue. E um distinto representante desse país para a sonoridade indie pop mais festiva são os Shout Out Louds, que chegam ao quarto álbum de estúdio moderadamente enérgicos, mas amadurecidos e com uma assinalável vitalidade.
Num álbum repleto de guitarras marcantes e competentes harmonias vocais, a abertura com Sugar, uma oscilante jornada entre diferentes timbres e momentos, dá o tom pop que Optica assume até o fim, mas não necessariamente na variação que ele enfrenta. O single Illusions chega e traz consigo os sintetizadores e as cores próprias do resgate à estética sonora da década de oitenta. Depois, há os singles Walking in Your Footsteps e Blue Ice, candidatos a serem canções com elevado airplay, devdo às melodias acessíveis e às letras carregadas de encanto, assim como uma qualidade instrumental que ultrapassa o comum.
Em Opticaa banda está definitivamente longe do rock acelerado que se ouvia na bem sucedida estreia Howl Howl Gaff Gaff (2005), e aproximam-se da delicadeza de Our Ill Wills (2007) que também já sustentou o conteúdo de Work (2010). Estamos na presença de doze canções com uma acertada relação entre pianos, sintetizadores e percurssão, conduzidas de forma cuidadosa e onde cada realce sonoro é aproveitado como um complemento sonoro que lentamente recheia o álbum com primazia.
Os Shout Out Louds comprovam mestria na forma como sintetizam diversos elementos instrumentais do passado de forma a torná-los atrativos aos nmais novos e denotam elevado acerto na forma como se dividem em instantes de calmaria e que depois se complementam com explosões melancólicas. Chasing The Sinking Sune Hermila são os dois temas que mais rompem com o conteúdo dos anteriores lançamentos, já que apresentam o grupo às pistas e ao synthpop, algo que poderão aprimorar nos próximos lançamentos.
Fascinados por Morrissey e nitidamente influenciados por toda a discografia dos The Smiths, em Opticaos Shout Out Louds ampliam esta relação instrumental e lírica, até porque há uma forte ligação com a sonoridade firmada em Strangeways, Here We Come (1987), um dos melhores discos do quarteto britânico.
A voz é um dos blocos fundamentais de Optica e com um relevo maior do que aquele que era audível em Work. A já referida Illusions, um tema delicado, radiofónico e bastante inventivo será aquele em que esta faceta vocal melhor se exprime, com o bónus de abarcar e sintetizar toda a míriade sonora que carateriza os Shout Out Louds, desde a sua estreia.
Para quem acompanha os Shout Out Louds desde Our Ill Wills, Optica talvez não traga grandes novidades, mas não há como discordar que o novo álbum consegue deixar para trás alguns erros que o grupo denotou em Work, quando mergulhou num cenário sombrio e pouco inventivo, algo que a banda agora compensa com uma soma cuidadosa de vozes e sons bem explorados. Espero que aprecies a sugestão...
01. Sugar 02. Illusions 03. Blue Ice 04. 14th Of July 05. Burn 06. Walking In Your Footsteps 07. Glasgow 08. Where You Come In 09. Hermila 10. Chasing The Sinking Sun 11. Destroy
Os Death In The Afternoon são Christian (voz, guitarra e sintetizadores), Albin (guitarra e sintetizadores), Linda (baixo e sintetizadores) e Rasmus (bateria e sintetizadores), uma banda da Suécia, formada em 2010. Kino é o disco de estreia e viu a luz do dia no dia trinta de novembro de 2012.
Se tivesse de escolher uma só palavra para descrever os Death In The Afternoon, atmosféricos seria o vocábulo escolhido. Assim que ouvi os onze temas deste disco senti que tinha acabado de regressar de uma viagem rumo aquelas bandas sonoras feitas nos anos oitenta propositadamente para filmes mudos, algo que atinge o auge na sequência feito com o austero tema J (L) G e a longa Tricks. E essa época musical é exatamente uma das declaradas influências do grupo, já que Kino contém melodicamente o que de melhor foi feito ultimamente na synth pop europeia, um género musical várias vezes citado em Man On The Moon. Quem estiver atento certamente terá notado que ultimamente a nostagia desta década é uma forte aposta no cenário indie europeu, especialmente o francês e o escandinavo.
Logo desde o início os Death In The Afternoon vincam um estilo que se mantém ao longo de Kino; Oh Youth! é uma canção carregada de groove e Francis & The City, destaca-se pela simplicidade da secção rítmica. Depois, dos restantes temas destacam-se ainda Fandango, OKOK, um tema onde se ouvem umas belíssimas palmas e teclados em espiral e Villains; Qualquer uma destas canções tem uma natureza contagiante, são verdadeiras obras primas que revivem o que de melhor se podia escutar há uns bons trinta anos, feitas por uma banda onde todos os elementos, além de tocarem um instrumento de base, também manuseiam o sintetizador.
Os Death In The Afternoon têm feito algum furor na MTV europeia mas soarão certamente muito melhor no alinhamento de um classics da VH1; Este revivalismo dos anos oitenta, década em que terá nascido a synth pop, além de ser sustentado pelo caráter minimalista da instrumentação, também se encontra no forte sentido de humor de algumas letras, cantadas por Christian quase sempre num falsete afundado num colchão de sons eletrónicos e que satirizam essa eletrónica retro, feita com VHS. Tudo isto faz de Kino um passeio divertido e, ao mesmo tempo, introspetivo, cheio de charme e bom gosto. Os Death In The Afternoon conjugam e recriam com distinção o que de melhor foi feito numa época em que era proporcional o abuso da cópula entre os sintetizadores e o spray para o cabelo e talvez nos sirvam também para mostrar o futuro próximo de parte da eletrónica. Espero que aprecies a sugestão...
01. Oh Youth! 02. Francis And The City 03. John Who 04. Fandango 05. OKOK 06. J(L)G 07. Tricks 08. Natalya 09. Villains 10. Lions 11. Spain
O projeto sueco Azure Blue foi uma das publicações do ano de 2012 neste blogue que melhor impressão causou nos leitores, uma banda que suscitou alguma curiosidade de quem acompanha, com alguma regularidade, as novidades que vou divulgando.
Assim, achei que seria interessante conseguir entrevistar Tobias Isaksson, o líder desta banda, principalmente se as questões fossem elaboradas pelos próprios leitores do blogue. Como certamente se recordarão, há algumas semanas atrás lancei um desafio nesse sentido a todos os ouvintes e leitores que, como sempre, teve uma adesão massiva! Finalmente recebi as respostas do Tobias e deixo desde já o agradecimento público ao Pedro Pereira pelo excelente trabalho de tradução das questões.
As we agreed, here are the questions that me and some of the followers of my blog have for you, related to your solo project, Azure Blue and the album Rule of Thirds.
- First of all, what are you main musical influences?
I listen to a lot of different music. These days I mainly listen to new modern pop, some dance music and some hiphop but my origin is classically written pop songs. Rule Of Thirds was inspired by a combination of Adult Oriented Rock music like Roxy Music’s Avalon and pop like The Go-Betweens, OMD and New Order.
- Do you think that the nostalgia emanating from the music of Azure Blue, like some other groups from nordic origin, it's related with the weather, or it's just an option that reflects your own personal taste, way of life or experiences?
I think it’s a combination of my growing up on the west coast near the water and my experiences in love and life in general.
- Did you ever thought to play in Portugal? Portuguese people are known to usually having loving relationship with nordic music groups!
Not yet, but I hope to go there. I have representation by Green UFO’s in Spain so hopefully they can help with Portugal in the future!
- Ever thought (or proposed) to change your music style to something more commercial in order to try achieve more success in a particular target audience or just to sell more? If so, why not accepted?
It’s not that important to me with the commercial hooks. It’s more about having material that’s fun to play live in the long run, so I have a new album coming up which is slightly more upbeat. I accept all music, my songs are actually published by a major, Warner Chappell.
- I loved Dreamy Eyes… Do you have a favorite song in Rule of Thirds?
I don’t have any favorite right now, but I have a few songs that I don’t play live anymore. But everyone can hav his/her own favorite!
- How has it been promoting Rule of Thirds? And the concerts?
It’s been a great journey with a lot of great moments, but also long travels with some disappointing shows in terms of audience outcome. But all and all I am very happy for where I am right now.
- At Soundcloud I noticed that Azure Blue also as some remixes of songs from other musicians. Is this work as serious that could even lead to an album or it's more like an hobbie? There will be a remix album with other artists remixing my songs and my remixes of other songs have been released on various records already. So it’s serious. The only thing I keep in mind is to not get stuck too long in a remix. My remixes are made very fast and spontanous. I don’t like to chop up the songs too much I just dress them in Azure Blue sounds.
- Azure Blue had won the Swedish Independent Grammy Awards - Manifest 2012, at Best Pop category. What was it like succeed to names as important as The Knife, Jens Lekman, The Embassy, The Honeydrips or El Perro Del Mar?
It was incredible. Unbeliavable. At the same time it puts some pressure on me now and I focus on making new music. I thing the upcoming stuff will be better!
- In the future what can we expect from Azure Blue? What is the next step? The remix album, a new single and then a new album in the Spring 2013.
Os Mando Diao são uma banda de rock alternativo formada em 2001 com origem em Borlänge, na Suécia e constituida por Björn Dixgård, Gustaf Norén, CJ Fogelklou e Mats Björke. A banda ganhou fama após o lançamento do segundo álbum Hurricane Bar, mas só os conheci em 2009 quando, em Give Me Fire, se podia ouvir Gloria e Dance With Somebody, dois temas que me fizeram querer saber mais sobre eles e que os colocaram definitivamente no meu radar. Agora, em 2012, regressaram aos discos, pela mão da Universal Music, com Infruset, um disco que, no imediato, impressiona por ser cantado integralmente em sueco.
Quem acompanha a carreira desta banda sueca fica deveras impressionado com a transformação sonora operada em Infruset. Os Mando Diaoestão a crescer e numa fase de profundo amadurecimento. Deixaram de ser uma banda fortemente influenciada pelo rock de garagem norte americano, para optarem agora por um som mais límpido e sensível, além de não renegarem mais as suas origens. E na verdade, esta viragem sonora é brilhante; É que além de explorarem novos territórios sonoros, liricamente inovaram e elevaram a ode ao seu país a um patamar elevadíssimo ao terem utilizado em todas as canções poemas de Gustaf Fröding (1860-1911), um conceituado poeta sueco. E os Mando Diao conseguiram captar a essência emocional de cada texto, com especial ênfase para Snigelns Visa, um texto cujo significado naturalmente não entendo, mas cuja imensa melancolia é bem notória nas vozes de Gustav Norén e Björn Dixgård.
Foi uma enorme surpresa para mim constatar e usufruir do brilhantismo destes novos Mando Diao, mais acústicos, serenos, luminosos e introspetivos. Espero que aprecies a sugestão...
01. Den Självslagne 02. En Sångarsaga 03. Infruset 04. I Ungdomen 05. Snigelns Visa 06. Strövtåg I Hembygden 07. Men 08. En Ung Mor 09. Titania 10. Gråbergssång
Depois de no passado mês de abril ter divulgado Turn Off Your Television, o álbum de estreia dos suecos Turn Off Your Television, eles estão de volta com o EP Wasted Time e o longa duração Humble Waves. Este grupo formado por Jon Rinneby (voz, guitarra,...), Stellan Lofberg (baixo e harmónica) e Erik Willman (bateria e voz), tem como prinicipais influências os Sparklehorses, Luna e dos Belle and Sebastian e, de acordo com a biografia oficial, deixam-se influenciar também pelas sonoridades pop e pelas melodias folk rock das últimas três décadas.
Tanto Wasted Timecomo Humble Wavesencarnam na perfeição todas estas influências, mas convém esclarecer desde já que sugere uma folk um pouco diferente das habituais sugestões vindas do continente americano. Nos Turn Off Your Television há um maior peso das cordas e da harmónica (My Apple Tree) na construção da base melódica das canções, muito à imagem do que faz, por exemplo, Josh Rouse, ou mesmo os Munford & Sons, mas numa escala sonora menos épica e mais simples e acústica. Com exceção para o belíssimo momento acústico e de introspeção que é o tema homónimo de Humble Waves, há luminosidade, cor e alegria nestes dois conjuntos de canções, disponíveis no bandcamp dos Turn Off Your Television, e um sentimento geral de otimismo e de boa disposição.
pela curiosidade de usar o trompete e pela toada descontraída e com uma pitada de blues, Bottle Of Black é o meu maior destaque destes dois lançamentos, que merecem uma audição cuidada e que serão um bom tónico para quem procura nestes dias mais frios, ouvir música que aqueça a alma e alegre o espírito. Espero que aprecies a sugestão...
01. Blanket Of Shame 02. Planets Will Collide For You 03. Shaky Little Hands 04. The Forest 05. Wake Up All The Dogs 06. Humble Waves 07. Bottle Of Black 08. My Apple Tree (Thank You William Blake) 09. Cradle Song 10. Coal Miners
01. Soap 02. Long Walk 03. Wasted Time 04. Keep It Safe (Remaster)
A Fat Cat Records disponibilizou para download gratuito, no seu soundcloud, uma nova remistura para Mazes, dos Moon Duo, da autoria do coletivo Hookworms. Este projeto irá lançar a dezoito de fevereiro de 2013, na mesma Fat Cat Records, Ores & Minerals, o sucessor de A Thousand Heys, o álbum de estreia.
Os The Faint de Todd Fink estão a disponibilizar para download gratuito Evil Voices, o mais recente avanço de um EP que pretende comemorar o relançamento de Danse Macabre, um clássico da discografia da banda de 2001.
Jamie Lidell já deu a conhecer a primeira música do seu novo disco. O álbum homónimo será lançado a dezanove de fevereiro, novamente pela Warp Records. What A Shame traz à tona o vigor do disco Multiply, de 2005 e esquece um pouco o ambiente mais acolhedor de Compass para mergulhar outra vez na sonoridade eletrónica. Confere...
Os suecos The Sweet Serenades disponibilizaram para download no soundcloud da Leon Records, a editora da própria banda, o single mais recente retirado de Help Me!. A canção chama-se After All The Violence e conta com a participação de Karolina Komstedt. É fartar, Vilanagem...
E para o final deixei uma notícia bastante interessante e que foi conhecida hoje mesmo... Os Yo La Tengo têm quase trinta anos de carreira mas continuam ativos e a surpreender. A Matador Records acaba de anunciar que Fade, o sucessor de Popular Songs (2009), um dos melhores registos da imensa discografia da banda, verá a luz do dia no próximo dia catorze de janeiro de 2013. Será o décimo terceiro disco da banda formada por Georgia Hubley, Ira Kaplan e James McNew. Before We Run é o primeiro single retirado de Fade, tem uma toada épica mas mantém a habitual sonoridade ambiental e intimista dos Yo La Tengo.
O que não falta ao trabalho de Daniel Johnston são composições caseiras consumidas pela dor e a amargura dos versos. Em mais de trinta anos de carreira o músico já forneceu inspiração e canções para uma infinidade de novos e velhos artistas, músicos como a cantora e compositora Marissa Nadler que apresenta agora uma versão mais elaborada do clássico Devil Town. Originalmente gravada no disco 1990, a canção foi lançada no Soundcloud da artista e pode ser obtida gratuitamente.
Estamos no início de novembro, mas os preparativos para o Natal estão em alta. Dessa vez quem nos presenteia antecipadamente são os norte-americanos The Shins, com Wonderful Christmastime, uma versão da canção com o mesmo nome gravada originalmente por Paul McCartney em 1979. Entre guizos, teclados e vozes em coro, a banda lança uma canção que curiosamente parece relacionar-se com os primeiros discos da banda, principalmente o adorável Chutes To Narrow, de 2003.
A Noise Trade acaba de disponibilizar o último álbum de Josh Rouse, lançado no final de 2011. A rodela chama-se Josh Rouse And The Long Vacationse encontra-se disponível para download gratuito.
Os School Of Seven Bells estão prestes a editar um EP intitulado Put Your Sad Downe que sairá a treze de novembro. Este novo trabalho tem cinco músicas, quatro inéditos e Lovefingers, uma cover dos nova iorquinos Silver Apple, e de acordo com Ben Curtis é o material mais divertido que os School Of Seven Bells já produziram. No entanto, o meu tema preferido do EP é esteSecret Days. Confere...
01. Put Your Sad Down 02. Secret Days 03. Faded Hearts 04. Lovefingers 05. Painting A Memory
A Labrador Records disponibilizou recentemente Memories, o novo single dos suecos Sambassadeur e que tem Hours Awaycomo lado B. Confere...
El Perro Del Mar é o projeto musical da artista sueca, natural de Gotemburgo, Sarah Assbring e que passou por Portugal (Bercelos e Lisboa) no passado mês de julho, ocasião em que apresentou algumas das suas novas canções incluídas em Pale Fire, o seu quinto disco de estúdio, editado recentemente pelo selo Memphis/Ingrid.
Este Pale Fireé uma espécie de segunda parte de Love Is Not Pop, rodela lançada em 2009 e onde a artista aprimorou eficazmente e com coerência toda a sonoridade que foi desenvolvendo desde que em 2005 se aventurou nos lançamentos discográficos com Look! It's El Perro del Mar!.
Portanto, neste Pale Firea cantora demonstra uma maior consciência de si mesma e fornece-nos, de forma atrativa, uma coleção de canções inspiradas quer por climas mais leves e dançantes, quer por outros mais sombrios e melodicamente menos agitados.
Esse resultado de rumos duplos já era previstos após Love Is Not Pop, porque desde o lançamento do homónimo El Perro Del Mar, em 2006, Assbring parece inclinada a reproduzir um novo tipo de sonoridade em cada lançamento. Em Pale Firetemos então um álbum suave e descomprometido, mas capaz de apresentar um acabamento rico e atrativo e assim agradar a ouvintes apreciadores de diferentes tipos de sonoridade e espetros musicais. O conteúdo passeia por tiques sonoros da década de oitenta, ao mesmo tempo que mantém firme a aproximação com a indie pop arquitetada no princípio da década passada. Surgem assim criações que se dissolvem em anseios românticos (Love Confusion), doses moderadas de melancolia eletrónica (Dark Night) e até criações que sintetizam todas essas propostas num composto dançante e capaz de brincar com a pop de forma peculiar (To The Beat Of A Dying World).
Liricamente próximo dos registos que o precedem, a tal simbiose instrumental, e completando a minha análise anterior, é visível igualmente no uso consciente das batidas que por vezes piscam o olho à trip hop, algo bem audível no single Walk On By. E Até passagens pelo reggae podem ser descortinadas, como em Love In Vain, canção que identifica esse género devido ao seu acabamento peculiar e sempre dentro das propostas que sustentam o disco.
Assumindo uma postura distinta em relação ao que circula de maneira quase convencional na cena musical sueca, Assbring é transportada através deste Pale Firepara o núcleo restrito de artistas suecos que apostam num som menos convencional e comercial e prova que é possível estimular o nascimento de um disco recheado por criações acessíveis aos mais variados públicos, sem que para isso seja preciso percorrer as redundâncias que há décadas não deixam progredir a música pop. Espero que aprecies a sugestão...
01. Pale Fire 02. Hold Off The Dawn 03. Home Is To Feel Like That 04. I Carry The Fire 05. Love Confusion 06. Walk On By 07. Love In Vain 08. To The Beat Of A Dying World 09. I Was A Boy 10. Dark Night
Os suecos The Sweet Serenades são uma dupla sueca, natural de Estocolmo, formada em 2002 por Martin Nordvall e Mathias Näslund, mas já se conhecem há vários anos, sendo amigos de longa data desde 1991. Editaram no passado dia doze de setembro Help Me!, através da Leon Records, um selo da própria banda. O grupo estreou-se nos discos em 2009 com Balcony Cigarettes, rodela que continha On My Way, Mona Leee Die Young, três canções que, à época, fizeram furor no universo musical indie e alternativo. Esse último tema fez parte da banda sonora da Anatomia de Grey e reza a lenda que gastaram os royalties muito bem gastos; Martin foi ao dentista, Mathias comprou um cão e investiram numa rouloute, para passar o tempo, escrever canções e discutir assuntos pertinentes relacionados com a existência humana.
Os The Sweet Serenades são neste momento uma das bandas mais importantes do riquíssimo panorama índie sueco, na senda de outros projetos citados conterrâneos citados por cá algumas vezes, como Jens Lekman, Azure Blue, El Perro del Mar, Norra Kust, First Aid Kid, Foreign Slippers, Hold Your Horses!, Fibes! Oh Fibes, Little Dragon, Emerald Park, Turn Off Your Television, The Perishers e Lykke Lie.
Confessam ser influenciados por corações partidos, grandes canções, pela frustração sexual e toda a carga criativa que essa sensação supostamente lhes causa e por bandas como Arcade Fire, The Strokes, AC/DC, os conterrâneos ABBA, The Perishers e the Shins, entre outros. No fundo, tal como eles dizem, fazem uma espécie de rock selvagem, ou uma índie pop movida a muita testosterona.
A audição de Help Me!leva-nos numa viagem até à fusão dos primórdios da pop, nos anos cinquenta com o rock mais épico da década de oitenta. Indubitavelmente eles dominam a fórmula correta, feita com guitarras energéticas, uma bateria indomável, palmas, gritos e melodias cativantes, para presentear quem os quiser ouvir com canções alegres, aditivas, divertidas e luminosas, daquelas que se colam facilmente aos nossos ouvidos e que nos obrigam a mover certas partes do nosso corpo. O que aqui temos é uma pop despretensiosa, que apenas pretende levar-nos a sorrir e a ficar leves e bem dispostos. Espero que aprecies a sugestão...
01. Help Me! 02. Moving On 03. Run (Run, Run) 04. After All the Violence (Ft. Karolina Komstedt) 05. Can’t Get Enough 06. Terminal 2 07. Young Love 08. Bright Lights, Big City 09. Jennie 10. In Vacuo
Um ano após o lançamento do EP An Argument With Myself, que divulguei oportunamente, e após um hiato de quase cinco anos no que diz respeito a álbuns, o músico e compositor sueco Jens Lekman está de volta aos discos com I Know What Love Isn't, disco que sucede ao excelente Night Falls Over Kortedala, lançado em 2007 e que chegará aos escaparates no próximo dia quatro de setembro, através da Secretly Canadian.
Jens Lekman parece ser dono de um método particular para transformar sentimentos e percepções complexas em composições de acabamento simples e linguagem universal. O amor, as paixões e até em certa dose o erotismo são as principais ferramentas de trabalho de que Lekman se serve para idealizar os seus discos e agora chega ao terceiro registo de estúdio a esbanjar toda essa habilidade como um apaixonado poeta. Este músico é hábil a entender os mais variados sentimentos e confissões humanas e fá-lo de forma peculiar, convertendo simples sentimentos em algo grandioso, épico e ainda assim delicadamente confessional.
Cinco anos depois de ter lançado a sua bora prima, Night Falls Over Kortedala, Lekman não faz deste I know What Love Isn'tuma espécie de parte dois desse álbum anterior, tendo optado por aprimorar a delicadeza das canções, arrastando-nos para um cenário novo e renovado onde a paixão dá lugar à saudade, o beijo converte-se em despedida e o que era grandioso serve agora para nos confortar.
Assim, neste I Know What Love Isn't, Lekman dá-nos algo mais intimista, sem a monumental orquestra de 2007, com tudo a soar agora mais controlado, mas igualmente encantador. Devido a essa menor exaltação instrumental, acaba por ser mais evidente a sonoridade rock de Lekman; Por exemplo, em canções comoBecome Someone Else’se Some Dandruffon Your Shoulder a aproximação do sueco com Morissey é evidente.
Mas o que importa realmente reter deste novo disco de Jens Lekman é a capacidade que este músico tem de transformar a sua honestidade poética e versos bastante confessionais num mecanismo eficaz de diálogo direto com quem se predispõe a ouvi-lo. Ele consegue traduzir com simplicidade tudo aquilo que gostaríamos de expressar em momentos de maior dor e melancolia. Espero que aprecies a sugestão...
01. Every Little Hair Knows Your Name 02. Erica America 03. Become Someone Else’s 04. Some Dandruff On Your Shoulder 05. She Just Don’t Want To Be With You Anymore 06. I Want A Pair Of Cowboy Boots 07. The World Moves On 08. The End Of The World Is Bigger Than Love 09. I Know What Love Isn’t 10. Every Little Hair Knows Your Name
Os suecos Norra Kust são Petter Granberg e Linus Lahti, uma dupla que se juntou no início de 2011 para viverem juntos e fazer música e que se estreia pouco mais de um ano depois com o disco homónimo, carregado de pop atmosférica e melancólica e editado pela Teg Publishing no passado dia nove de maio. Confere...
01. Light Of The Living 02. Spirit Design 03. Valley 04. Centipedes 05. Summershine 06. Swimmerrs 07. The Painted Sky 08. Another Moon 09. Time-Lapse 10. Failing Light
Os Gypsy & The Cat são uma dupla de Melbourne, na Austrália, formada por Xavier Bacash e Lionel Towers. Juntaram-se para fazer música em 2011 e ainda nesse ano produziram o álbum de estreia, Gilgamesh, num estúdio caseiro e depois levaram o registo para Londres, que foi misturado por David Fridmann (baixista dos Mercury Rev e produtor dos MGMT, Flaming Lips e Clap Your Hands Say Yeah) e Rich Costey (trabalhos com Muse, Franz Ferdinand e Glasvegas no currículo). Staré o single mais recente da banda.
Aos quinze anos de carreira, os Elbow, uma das bandas mais importantes do cenário alternativo deste novo século, acabam de lançar uma coletânea de lados B de singles. O álbum chama-se Dead in the Boot e viu a luz do dia no passado dia vinte e sete de agosto. O título alude ao nome do primeiro álbum da banda de indie rock, Asleep in the Back (2001).
Estes lados B são sobras dos álbuns do quinteto inglês e estão longe de serem restos pouco criativos e temas postos de lado do alinhamento final. De acordo com Guy Garvey, estas canções são os reflexos condicionados e temas espontâneos que surgem na pós-produção de um álbum, geralmente quando os níveis de criatividade atingem o seu pique. Ocupam um espaço diferente. Não que sejam inferiores, geralmente são as que mais gostamos. Mas como surgem sempre depois de um álbum, acabam sempre por ficar guardadas. Sem dúvida, uma das edições do ano. Imperdível!
01. Whisper Grass (From Fallen Angel) 02. Lucky With Disease (From Newborn) 03. Lay Down Your Cross (From Not A Job) 04. The Long War Shuffle (From Leaders Of The Free World) 05. Every Bit The Little Girl (From One Day Like This) 06. Love Blown Down (From Fugitive Motel) 07. None One (From The Newborn EP) 08. Lullaby (From One Day Like This) 09. McGreggor (From Forget Myself) 10. Buffalo Ghosts (From Open Arms) 11. Waving From Windows (From Grace Under Pressure/Switching Off) 12. Snowball (From Help!: A Day In The Life) 13. Gentle As (From Leaders Of The Free World)
Depois de em março ter divulgado em Man On The Moon a canção Just For Fun, os suecos Alpaca Sports, baseados em Gotemburgo, estão de volta com um novo single. A canção chama-se I Was Runninge é editada precisamente hoje através da Dufflecoat Records. Confere...
01. I Was Running 02. Let’s Go Somewhere
A banda canadiana de indie rock Stars regressa aos discos no próximo dia quatro de setembro com North, o primeiro ábum desde 2010. The Theory of Relativityé o primeiro single e foi disponibilizado para download gratuito. No entanto, podes conferir aqui o todo o álbum.
01. The Theory Of Relativity 02. Backlines 03. The North 04. Hold On When You Get Love And Let Go When You Give It 05. Through The Mines 06. Do You Want To Die Together? 07. Lights Changing Colour 08. The Loose Ends Will Make Knots 09. A Song Is A Weapon 10. Progress 11. The 400 12. Walls
Conforme tenho amplamente divulgado, os Sigur Rós criaram o projeto Valtari Mystery Film Experiment. Através de vídeos dirigidos por diferentes nomes, o grupo lançou uma série de filmes onde abunda a beleza das imagens, todos relacionados com o mais recente lançamento da banda, Valtari. O filme de Dauðalogn é mais um belo registo visual e que explora alguns elementos básicos da natureza, algo muito comum nesta banda islandesa que eu tanto aprecio.
Kristian Matsson é a figura sueca por trás do pseudónimo The Tallest Man On Earth e depois de Shallow Grave (2008) e The Wild Hunt (2010), acaba de lançar Theres No Leaving Now, através da Ded Oceans, tal como anunciei por cá anteriormente. Kristian possui o dom raro de transformar histórias particulares e melancolias próprias em música acessível a todos. Em cada verso que ele escreve existe sempre um significado maior e os sentimentos e dores expressas podem ser repartidas com qualquer um de nós. E esta permissa está sempre bem latente em cada um dos seus lançamentos discográficos; É sempre audível o desejo deste cantor e compositor, The Tallest Man On Earth, estabelecer uma forte vontade de aproximação, como se cantasse diretamente para nós, de forma verdadeiramente confessional.
Menos caseiro e melhor produzido que os anteriores álbuns, em There’s No Leaving Now as melancolias afloram de uma forma muito mais honesta e ao mesmo tempo comercial. Quer seja através da country ou de outros referenciais sonoros testados por figuras tão proeminentes como um Bob Dylan, nestas dez canções o cantor apodera-se de sentimentos tão universais como o abandono, a dor e a solidão, para criar quarenta minutos de um clima intenso e uma verdadeira espiral melancólica.
Ao mesmo tempo que não renega os formatos e as sonoridades que caracterizaram os dois discos anteriores, sempre amargo, o cantor parte em busca de novas experiências, percepções e histórias que aconteceram ao seu redor, para atingir com precisão o lado mais sensível de cada um de nós, sem apelo nem agravo. Logo na abertura, ao som de To Just Grow Away, que lembra as primeiras canções de Leonard Cohen, Matsson cria metáforas sobre o fluxo dos rios e sobre a necessidade de crescer e mudar, uma referência implícita em outros momentos deste There's No Leaving Now e um sintoma presente não apenas na poesia plasmada no disco, mas também na própria instrumentalidade, o que engrandece imenso a condução do disco. Nesta tal instrumentalidade, The Tallest Man On Earth mantém-se mais uma vez afastado da percussão, algo que amplia o toque intimista do álbum. Além disso permite que os pianos tenham uma grande participação, elemento explorado de forma inteligente na canção título e em doses menores nas restantes. A tal tónica mais comercial fica assegurada nas composições 1904 e Wind And Walls, onde Kristian demonstra ter noção dos seus limites; Cresce, arrisca um pouco, mas fica longe de alcançar uma sonoridade exagerada ou que rompa com os limites do que tem composto nesta meia década. Essa opção ponderada faz deste Theres No Leaving Now uma bela obra discográfica. Espero que aprecies a sugestão...
01. To Just Grow Away 02. Revelation Blues 03. Leading Me Now 04. 1904 05. Bright Lanterns 06. There’s No Leaving Now 07. Wind And Walls 08. Little Brother 09. Criminals 10. On Every Page
Album é o segundo disco dos suecos Fibes, Oh Fibes!, um trio natural de Gotemburgo, formado por Christian Olsson na voz e piano, Mathias Nilsson na guitarra e Edvin Edvinsson no baixo e que se estreou nos discos em 2009 com 1987, um trabalho que contou com as colaborações especiais de Gary Kemp, Petter Winberg, Oskar Linnros, Björn Skifs e Kim Wilde e que foi considerado um dos álbuns do ano na Suécia.
Album foi lançado no passado dia dezoito de abril e contou com a produção de Pontus Winnberg dos Miike Snow, tendo sido já retirados três singles do disco, Cerahtonia, Apex Of The Sun e mais recentemente Goodbye To Love. Em Album, esta última canção tem duas versões, uma mais lenta, que fecha o disco e a versão single mais agitada, que conta com a co-produção do John Eriksson dos Peter Bjorn & John. Será certamente esse o motivo pelo qual Goodbye To Love tem a mesma bateria vintage de Young Folks a servir de base para uma melodia que parece ter saído dos anos setenta, com uma produção mais clássica e menos eletrônica e um riff de guitarra esporádico que pontua a música além de violinos e maracas, que aparecem a partir do segundo refrão.
Cerahtonia já assenta numa pop mais minimalista e requintada, digamos assim, que começa apenas com um baixo pulsante, uma batida militar e a voz cristalina de Olsson, culminando num refrão cheio de trompetes.
A produção deste disco carrega todo o charme dos mestres suecos que o produziram e contribuiram decisivamente para que Album tivesse uma sonoridade bastante aditiva, colocando estes Fibes, Oh Fibes! na lista das melhores surpresas de 2012. Espero que aprecies a sugestão...
01. Intro 02. Untitled 03. Apex Of The Sun 04. Cerathonia 05. If You Ever Feel Better 06. Good For My Sould 07. Mellanspel 08. Goodbye To Love 09. From Me 10. ! (Take No) 11. A Kiss 12. Goodbye To Love II 13. Outro
Os Turn Off Your Television são uma banda sueca, natural de formada por Jon Rinneby (voz, guitarra,...), Stellan Lofberg (baixo e harmónica) e Erik Willman (bateria e voz). O disco homónimo, produzido por Jon Rinneby e misturado por Jan Halvard Larssen, foi lançado no dia um de outubro de 2011 e está disponível para download gratuito no bandcamp da banda.
No sitio da banda é possível perceber que gostam de grupos como os Sparklehorses, Luna e dos Belle and Sebastian e que, de acordo com a biografia oficial, deixaram-se influenciar também pelas sonoridades pop e pelas melodias folk rock das últimas três décadas.
O disco encarna na perfeição todas estas influências, mas convém esclarecer desde já que sugere uma folk um pouco diferente das habituais sugestões vindas do continente americano. Nos Turn Off Your Television há um maior peso das cordas e da harmónica na construção da base melódica das canções, sendo Never Rusting Symphony, o meu maior destaque do disco, um exemplo perfeito deste paradigma. Para quem parecia o género musical, asseguro que vale bem a pena descobrir este disco, ainda por cima podendo-o fazer sem custos para o utilizador. Espero que aprecies a sugestão...
01. I just Cleaned The Floor 02. 20 Million People 03. My Satellites 04. Never Rusting Symphony 05. The Days We Have Today 06. Southern Lights Of Home – Part 1 07. Southern Lights Of Home – Part 2 08. Here Comes The Clouds 09. Keep It Safe 10. A Different Kind Of Joy 11. Crazy Talking Hearts Of Man 12. Perfect Excuse
A Suécia foi sempre berço de projetos graciosos e embalados por doces linhas instrumentais, muitos deles divulgados aqui, letras mágicas e vocalistas dotados de vozes hipnoticamente suaves. Hoje sugiro a dupla feminina First Aid Kit, formada pelas manas Johanna e Klara Söderberg e talvez uma das melhores personificações de toda esta subtileza e amenas sensações que percorrem a produção musical da fervilhante Estocolmo. Quem conhece o primeiro disco da dupla e espera algo parecido, talvez precise rever esse conceito ao deparar-se com este novo lançamento, The Lion’s Roar, álbum lançado pela dupla no passado dia vinte e três de janeiro e que mantém a força da tal pop distinta, plasmada no título do álbum e em toda a estrutura sonora que o compõe.
Levemente distanciadas do tom folk açucarado que caracterizava o disco de estreia The Big Black & The Blue, de 2008, agora exploram uma sonoridade mais sóbria e adulta, que resultou num disco envolvente, climático e tocado pela melancolia. A dupla tambérm mergulhou no cancioneiro country norte americano, explorando tanto o misticismo bucólico de Gillian Welsh como as harmonias vocais típicas dos Fleet Foxes.
Estamos assim perante um conjunto de canções com alguma densidade, mas amenizada pela temática das canções que, como não podia deixar de ser, falam muito de amor, ou seja, uma linguagem suave e que ampliou os elogios que possam ser feitos às capacidades poéticas destas duas irmãs. Há observações próprias sobre o universo masculino (In The Hearts of Men), declarações de amor (To a Poet) e até canções para pós relacionamentos (I Found A Way), todas exploradas com delicadeza e bom gosto.
Como já disse, a instrumentação tem como pano de fundo a música folk e está amarrada a uma linha musical bem visível; Da canção de abertura até ao divertido encerramento com King Of The World, há sempre a presença de um toque orgânico e caseiro, como se os violinos, banjos e palmas tivessem sido captados numa quinta, no meio da natureza, o que resultou numa sonoridade cativante, rica e deliciosamente acolhedora. Os instrumentos, vozes e demais elementos estão interligados com competência, abandonando definitivamente a crueza do disco anterior, um álbum quase inteiramente gravado, produzido e misturado pelas próprias irmãs. Dono de um som límpido e habilmente arquitetado, The Lion’s Roar deve catapultar as First Aid Kit para o grupo de bandas a seguir em 2012, dentro do género. Espero que aprecies a sugestão...
01. The Lion’s Roar 02. Emmylou 03. In the Hearts of Men 04. Blue 05. This Old Routine 06. To a Poet 07. I Found a Way 08. Dance to Another Tune 09. New Year’s Eve 10. King of the World
O poder da música e a sua belezaé algo que deve ser apreciado e sentido devidamente e os Bored Man Overboard, um coletivo natural de Estocolmo, mostram-nos isso, com todo o esplendor, em Rogue, o disco de estreia deste grupo sueco, lançado através da Hazelwood/ Rough Trade/ Border Music, já em janeiro de 2011. E o disco é tão bom que desde já penitencio-me por só agora, mais de um ano depois, o partilhar e censuro quem, caso o conheça, não mo tenha referenciado em todos estes meses. A banda formou-se em 2007, mas só no ano seguinte, quando lançaram o EP de estreia Sinner Song, é que assentaram a formação atual de sete elementos. Nesse EP destacou-se a homónima Sinner Song que tornou-se na banda sonora do trailer sueco da série norte americana Dexter.
Rogue é um disco fantástico e que deve ser desfrutadodo início ao fime sem interrupções. A sonoridade das canções oscila entre aorquestração e o minimalismo, encontrando-se em várias o meio termo perfeito, nomeadamente em Abigail e Health And Cry, canção cujo grito gélido quase no seu final parece que desconstrói o que há de mais profundo nas nossas emoções. O vocalistaDavidKhansoa comouma mistura entreAnthony(Anthony& TheJohnsons), PeterHeppner(Wolfsheim) e WalkerScott, ou seja, tem uma voz arrepiante, quer na doçura, quer no ênfase que lhe dá, mas é, acima de todas estas referências, uma espécie de alter ego de Matt Berninger.
De imediato surgem-nos várias comparações possíveis, sendo óbvia a sonoridade dos The National em The Optimist, canção que confesso que confundiria com a própria banda norte americana, caso não conhecesse a sua discografia e que tem um sussurro simples, mas que aliado ao trompete lhe dá um cariz épico assombroso.
São vários os momentos no disco pontuados por pequenos detalhes e quanto mais se ouveeste disco, melhor ele soa, garanto, porque é um álbum intenso e poderoso,maravilhoso, nada frívolo, cheio desentimentos e assente numa enorme e reconfortante sensação demelancolia. Os Bored Man Overboard são, ao mesmo tempo, épicos e vibrantes, escuros e reservados; Contam histórias sobre pessoas e este Rogue, além de exigir a nossa atenção, acaba por funcionar como um excelente tónico em momentos de maior solidão e tristeza. Espero que aprecies a sugestão...
01. Abigail 02. A Wedding Dress 03. Wealth And Cry 04. The Optimist 05. There’s No Room In This Evil Heart 06. Cardcastle 07. Vanishing Slow 08. 9th Grade 09. Stopping By Woods 10. Sinner Song 11. Wine
Farewell To The Old Ghosts é o disco de estreia do projeto sueco Foreign Slippers, natural de Norrköping, mas também com assento em Londres e liderado pela voz sedutora e mística de Gabi Frödén, acompanhada pelo britânico Phil Wilkinson e que foi lançado a dezassete de abril de 2011, pela Izumi Records.
As canções de Farewell To The Old Ghosts são guiadas pela voz de Gabi e pelo piano, o que resulta numa sonoridade etérea, com elementos folk e típica daquela zona do globo. É uma sonoridade ao mesmo tempo estranha e familiar, exótica, mas reconfortante e minimalista, algo que neste caso concreto só abona em favor das canções.
O álbum acaba por ser, nas palavras de Gabi, a banda sonora de um pequeno mundo, feito de coisas tão simples como desenhos de pássaros e cães, onde não se cresce e a paisagem, mesmo com um forte cariz fantasioso, tem muito em comum com o mundo concreto e real em que todos vivemos. Segundo Gabi, Escrevo muito da minha vidasem saber conscientemente que o faço, algo que gosto porqueisso significa que asmúsicas vêmde dentro de mim.Mastambém tento roubar asvidasde outras pessoas e gosto da ideiade tentarentender as experiênciasde outros povosouexpressá-lasatravés de mim... Assim, espero que as minhas cançõessejam reaise, para que isso suceda, que transmitam algo que pode ser muitobonito,mas tambémmuito tristeou feliz. Estas emoçõesinconstantessão perfeitamentetransmitida pelavoz única da cantora, que navega quase sempre no júbilo eufórico deIt All Starts Now, ou na power popdivertidado single Avalanche, através de melodiasassombrosas, mas não ousadamente experimentais, ou seja, estamos na presença de um disco simplesmenteemocionante, carregado com uma poderosafolk pop.
Entretanto a banda tem um novo EP, intitulado What Are You Waiting For, um dos singles extraídos de Farewell To The Old Ghosts e podes fazer o download gratuito do mesmo no site da banda. Espero que aprecies a sugestão...
01. It All Starts Now 02. Old Ghosts 03. The Two People In You 04. Take It On The Chin 05. Avalanche 06. Island 07. Green Jacket 08. What Are You Waiting For 09. There Is Dead Inside 10. Throw The Lot In 11. Is That You 12. When You Feel The Fear
Continuo a encontrar nos países nórdicos projetos bastante interessantes, se bem que desta vez fui descobrir em Paris estes Hold Your Horses!, uma banda que se constituiu nessa cidade, mas formada apenas por músicos suecos. E por isso temos aqui uma bela mistura de etnias, numa esfera multicultural e ao mesmo tempo cheia de raiz. Bem vindos então a Sorry! Household, o segundo EP lançado por esta banda em 2011.
Os Hold Your Horses! são uma banda fortemente influenciada pela pop e pelo blues e utilizam diversos instrumentos interessantes, como o violino, o violoncelo, o clarinete, o trompete e a tuba. E não menos importante, contam também com um gracioso coro de vozes.
O EP abre com Cigarettes & Lies uma canção com uma forte componente instrumental e épica, cantada por Florence, uma das vocalistas do grupo. Depois ouve-se 70 Million uma canção que tem andado nas bocas do mundo devido ao magnífico vídeo, que compila obras de arte famosas com a cara dos elementos da banda. Aqui é Charles quem tem a seu cargo a voz principal e se a música começa por parecer uma simples balada, a percussão e o trompete, dão-lhe um caráter bastante orquestral e mais luminoso. We Dear Are a Desert, com o mesmo Charles na voz, é cheia de efeitos e animada; O instrumental cria uma atmosfera bucólica e nostálgica difícil de descrever e de vivenciar como experiência sonora. Sorry! Household finaliza alegremente com Open Water; Florence, Charles e toda a banda, em uníssono, cantam um refrão muito bonito, que até soa a despedida e com uma distorção lá pelo meio bastante original e que à medida que vai sendo abafada pela tuba e a bateria recomeça, dá uma energia e um colorido enorme ao tema; Se as últimas canções costumam dar pistas diferentes e significar alguma rutura em relação ao resto do trabalho, instrumentalmente esta última atesta toda a coerência sonora da obra em si.
O EP é tão curtinho que pode ser ouvido várias vezes em modo repeat e sem cansar. A cada audição consegue-se perceber mais barulhinhos escondidos nas audições anteriores. Este EP é a prova viva de que o sucesso de uma banda poderá estar em encontrar a fórmula mágica em termos sonoros; E isso parece-me que os Hold Your Horses! já alcançaram. De longe. Espero que aprecies a sugestão...
01. Cigarettes And Lies 02. 70 Million 03. We Dear Are A Desert 04. Boston Tea Party 05. Open Water