Segunda-feira, 4 de Maio de 2015

Vinyl Williams - World Soul

VinylWilliamsPressImage

Lionel Williams é um músico e artista plástico natural de Los Angeles que assina a sua música como Vinyl Williams, tendo-se estreado nos disco em 2012 com Lemniscate, um trabalho com uma pop de forte índole lo fi, mas com interessante aceitação no seio da crítica.

Três anos depois, Vinyl Williams está de regresso com Into, um álbum que vai ver a luz do dia a vinte e quatro de julho por intermédio da Company Records, a editora de Chazwick Bundick, também conhecido como Toro Y Moi. A pop lisérgica de World Soul é o primeiro single divulgado de Into e mostra um Vinyl Williams absorvido pelas relações nem sempre harmoniosas entre cultura e religião e o conflito interior que a crença, a fé e a constante atração por tudo aquilo que é metafísico tantas vezes provoca no ser humano. O krautrock e a psicadelia acabam também por andar um pouco em redor dos conceitos sonoros de Vinyl Williams, que tem uma visão muito particular e algo surrealista do mundo que o rodeia e que o artwork do single, também da sua autoria, também expressa. Confere...


autor stipe07 às 17:13
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2015

Tame Impala – Disciples

Os Tame Impala de Kevin Parker acabam de divulgar Disciples, mais um avanço para Currents, o sucessor de Lonerism, um novo trabalho do grupo australiano, que vai ver a luz do dia ainda em 2015.

O sentimento de mudança é cada vez mais explícito neste projeto. Se a longa Let It Happen apresentou-nos uns Tame Impala menos dependentes das guitarras e a chamarem os sintetizadores para plano de maior destaque, mas sem deixarem de lado a sua típica groove viajante e se ‘Cause I’m A Man oferecia-nos um R&B empoeirado, a animada Disciples mantém a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia, mas numa toada mais pop e acessível, com as guitarras a serem cercadas por um sintetizador inspirado e fortemente aditivo. Confere...


autor stipe07 às 15:03
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Terça-feira, 28 de Abril de 2015

Van Dale - Van Dale

Foi no passado dia trinta e um de março que chegou aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o espetacular novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Em nove canções cheias de energia, os Van Dale ressuscitam alguns dos melhores detalhes do grunge e do rock alternativo dos anos noventa, com as distorções de Peacefully e o efeito da guitarra e as transições de volume e ritmo de Bed Of Bricks a trazerem-nos à memória aquelas tardes de domingo ou de gazeta semanal, em que era rei quem tinha uma Yamaha DT 500 ou um par de Dr Martens e nos ouvidos um Walkman com cassetes pirateadas com gravações dos Nirvana, dos Pearl Jam ou dos Soundgarden.

Estes Van Dale vão diretos ao assunto, não perdem tempo com arranjos desnecessários, mas, nem por isso, deixam de ter um apreciável sentido estético e uma veia experimental apreciável que, por exemplo, em What It's All About pisca o olho ao rock progressivo e em I Got Money tem um certo travo ao surf rock, com uma roupagem mais eletrificada e rugosa. Mas seja qual for a abordagem, tematicamente, os problemas típicos da juventude dominam a componente lírica e há uma cuidada mistura da voz com as letras e os arranjos das melodias, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia e delicadeza o que podia ver colocado em causa devido ao grau de distorção das guitarras, quase sempre no red line. Speak Yellow é um claro exemplo do sucesso obtido na busca deste difícil equilíbrio e, mesmo nos temas em que os Van Dale procuram ser melodicamente mais incisivos, como na curiosa e recomendável balada Travis e na épica e sentimental Awalking Home, a constante sensação de recrodação daquelas cassetes antigas que temos lá em casa, empoeiradas, cheias de gravações caseiras e lo fi, do que ouvíamos à cerca de vinte a vinte e cinco anos, nunca é colocada em causa.

Nostálgicos e com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado com canções caseiras a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o grunge,  punk rock e a psicadelia, os Van Dale entregam-nos neste homónimo, de mão beijada e em todo o seu esplendor a sua visão atual do que realmente foi o rock alternativo, as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho deste disco é, ao ouvi-lo, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 18:11
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

Paperhaus - Paperhaus

Oriundos de Washington, os norte americanos Paperhaus são Alex Tebeleff, Eduardo Rivera, Johnny Fantastic e Brandon Moses, uma banda de indie rock bastante seguida e apreciada no cenário alternativo local, até porque gerem um espaço de diversão noturna onde costumam decorrer concertos, com o mesmo nome da banda. Ainda no ano passado decorreu um festival de bandas nesse local chamado In It Together, dinamizado pelo grupo, mas depois foi tempo de se concentrarem na sua música. E esta música, imponente, visionária e empolgante, assenta no típico indie rock atmosférico, que vai-se desenvolvendo e nos envolvendo, com vários elementos típicos do krautrock e do post punk a conferirem a estes Paperhaus uma dinâmica e um brilho psicadélico incomum.

Cairo, o primeiro single divulgado de Paperhaus, o novo disco homónimo deste projeto, editado a dez de fevereiro último e produzido por Peter Larkin e onde também participam os músicos Tarek Mohamed, Alexia Gabriella, Ben Schurr e Dave Klinger, além dos elementos da banda, é um exemplo corrosivo, hipnótico e contundente da cartilha sonora que os Paperhaus guardam na sua bagagem, com a guitarra a assumir, desde logo, um amplo plano de destaque no processo de condução melódica, eficazmente acompanhada por um baixo vigoroso e uma bateria entusiasmante e luminosa. As mudanças de ritmo com que a mesma abastece Untitled e o modo como as quebras e mudanças de ritmo acompanham as variações que ela produz, ampliam a perceção fortemente experimental, numa canção que ilustra o quanto certeiros e incisivos os Paperhaus conseguiram ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram.

Em temas como a intrigante Surrender ou o fuzz pop de So Slow, o som destes Paperhaus é encorpado, decidido, seguro e luminoso e surpreende o modo como transformam uma hipotética rispidez visceral em algo de extremamente sedutor e apelativo, com uma naturalidade e espontaneidade curiosas. Depois, escuta-se I'll Send It To You e percebe-se não só o modo como a voz de Tebeleff é um trunfo declarado dos Paperhaus por causa do modo como transmite uma sensação de emotividade muito particular e genuína, mas também como determinados arranjos como aquele que, neste caso, é proporcionado pelo trompete, plasmam com precisão as virtudes técnicas do quarteto e o modo como conseguem abarcar vários géneros e estilos do universo sonoro indie e alternativo e comprimi-los em algo genuíno e com uma identidade muito própria.

Mas mesmo quando se apresentam mais sombrios e introspetivos, nomeadamente em 432, esses conceitos não se desvanecem por completo, porque se é impossível ficar indiferente à emotividade que transborda do efeito da guitarra e da linha de violino que abastecem essa canção, também nos atinge no âmago de modo contundente o modo como o tema progride e a bateria a guitarra se expandem quase sem limites. Já Misery surpreende pelo minimalismo inicial algo boémio, como se a banda estivesse dominada por uma aúrea psicotrópica lisérgica que lhe tolheu os sentidos, para deixarem os instrumentos se expressarem livremente, de modo quase anárquico, até que na reta final, quando os Paperhaus se libertam e tomam de novo as rédeas e conta da canção, desenvolve-se uma verdadeira espiral de fuzz rock, rugoso, visceral e psicadélico, cheio de efeitos e flashes, numa ordenada onda expressiva relacionada com o espaço sideral, que oscila entre o rock sinfónico e guitarras experimentais, com travos de krautrock.

Há nestes Paperhaus uma aúrea de grandiosidade indisfarçável e um notável nível de excelência no modo como conseguem ser nostálgicos reavivando no ouvinte outros projetos que foram preponderantes nas últimas décadas do século passado e na forma como mutam a sua música e adaptam-na a um público ávido de novidades refrescantes, mas que faça recordar os primórdios das primeiras audições musicais que alimentaram o nosso gosto pela música alternativa. Este projeto caminha sobre um trilho aventureiro calcetado com um experimentalismo ousado, que parece não conhecer tabús ou fronteiras e que nos guia propositadamente para um mundo onde reina uma certa megalomania e uma saudável monstruosidade agressiva, aliada a um curioso sentido de estética. Esta cuidada sujidade ruidosa que os Paperhaus produzem, concebida com justificado propósito e usando a distorção das guitarras como veículo para a catarse, é feita com uma química interessante e num ambiente simultaneamente denso e dançável, despida de exageros desnecessários, mas que busca claramente a celebração e o apoteótico. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 22:56
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Terça-feira, 21 de Abril de 2015

Unknown Mortal Orchestra - Can't Keep Checking My Phone

Os Unknown Mortal Orchestra vêm da Nova Zelândia e são liderados por Ruban Nielsen, vocalista e compositor, ao qual se juntaram, Jake Portrait e Greg Rogove. II, o segundo álbum da banda, viu a luz há cerca de dois anos e catapultou o projeto para o estrelato, ao reforçar de forma comercial e ainda assim específica o que havia de mais tradicional e inventivo na trajetória da banda, estreitando os laços entre a psicadelia e o R&B.

No próximo dia vinte e seis de maio vai chegar aos escaparates Multi-Love, o novo disco dos Unknown Mortal Orchestra, um trabalho que verá a luz do dia por intermédio da Jagjaguwar e depois de ter sido conhecido o tema homónimo, chegou agora a vez de ser divulgado Can't Keep Checking My Phone, canção que contém a impressão firme da sonoridade típica da banda, catupultando-a ainda para uma estética mais abrangente, que além de reviver marcas típicas do rock nova iorquino do fim da década de setenta, ressuscita referências mais clássicas, consentâneas com a pop psicadélica dos anos sessenta. Confere...


autor stipe07 às 17:26
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2015

Cobalt Cranes – Days In The Sun

Editado em agosto de 2014 pela Lolipop Records, Days In The Sun é o último registo de originais dos Cobalt Cranes, uma banda norte americana oriunda da costa oeste e que tem no seu núcleo duro uma dupla formada por Kate Betuel e Tim Foley que, em apenas oito músicas e quase meia hora de audição, nos oferecem uma viagem lisérgica gratuita rumo à pop luminosa e psicadélica dos anos sessenta, aquela sonoridade tão solarenga como o estado norte americano de onde a banda é oriunda.

Reviver sonoramente tempos passados parece ser uma das principais permissas da esmagadora maioria dos projetos musicais norte amricanos que vêm da costa oeste. Enquanto que às portas do Atlântico procura-se mergulhar o indie rock em novas tendências e sonoridades mais contemprâneas, basta ouvir-se as cordas de Flowers On Your Grave ou o efeito da guitarra de In A Daze ou Dark Star para se perceber que do outro lado da route 66, em São Francisco e Los Angeles, os ares do Pacífico fazem o tempo passar mais lentamente, mesmo quando o pedal das guitarras descontrola-se em Last Horizon ou procura ambientes melódicos mais nostálgicos e progressivos.

Esta sonoridade pop e psicadélica dos anos sessenta e setenta, dois períodos localizados no tempo e que semearam grandes ideias e nos deram canções inesquecíveis, lançaram carreiras e ainda hoje são matéria prima de reflexão e os Cobalt Cranes são genuínos guardiões de um som que deve muito à composição psicotrópica dos substantivos aditivos que famigeravam à época pelos estúdios de gravação, mas que hoje certamente dispensa tais extras, para replicar a contemporaneidade vintage nada contraditória dos acordes sujos e do groove do baixo de Heavy Heart, assim como do experimentalismo instrumental num registo mais progressivo de Sun Down, que se aproxima do blues marcado pela guitarra em Fall In, além da percussão orgânica e de alguns ruídos e vozes de fundo que assentam muito bem na canção.

Cheio de canções com referências bem estabelecidas, numa arquitetura musical que garante aos Cobalt Cranes a impressão firme da a sonoridade típica que também contém margem de manobra para várias experimentações transversais e diferentes subgéneros que da surf pop, ao indie rock psicadélico, passando pela típica folk norte americana, não descuram um sentimento identitário e de herança, Days In The Sun é mais um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os Cobalt Cranes. É um apanhado sonoro vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar  tantas referências do passado. Espero que aprecies a sugestão...

Cobalt Cranes - Days In The Sun

01. Flowers On Your Grave
02. In A Daze
03. Last Horizon
04. Dark Star
05. Fall In
06. Heavy Heart
07. Sundown
08. Sleepwalk

Website
[mp3 320kbps] ul ob zs uc


autor stipe07 às 19:36
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

Courtney Barnett - Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit

Gravado em Melbourne durante o nosso verão de 2014, Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit é o feliz título do arrebatador disco de estreia de Courtney Barnett, onze canções que viram a luz do dia a vinte e três deste mês atraves da House Anxiety/Marathon Artists e sucessor dos EPs I've Got a Friend Called Emily Ferris (2011) e How to Carve a Carrot into a Rose (2013), editados depois conjuntamente em The Double EP: A Sea of Split Peas, em 2013.

Carregas no play e com o indie rock frenético de Elevator Operator e do single Pedestrian At Best levantas o queixo, franzes o sobrolho, ensaias o teu melhor sorriso eufórico enigmático e passas a língua pelo lábio superior com indisfarçável deleite, enquanto uma voz doce, uma bateria intensa e uma guitarra que brilha daqui ao céu, num vaivém musculado e constante, te fazem abanar as ancas e partir em direção à festa mais próxima, nem que seja aquela que vais obrigatoriamente criar neste preciso instante e em que podes muito bem ser o único convidado. Mas isso pouco importa, porque respirar ao som deste disco é saborear automaticamente um clima festivo sem paralelo e, como referi logo no início, dar de caras com um compêndio sonoro que não poderia ter melhor nome, já que nele Courtney prende hermeticamente nos seus punhos e transmite depois para as letras e finalmente, para o modo como as canta, o turbilhão ruminante de uma qualquer mente quotidiana, criando um universo familair e cativante que facilmente nos enclausura.

Courtney é bastante hábil no modo como expôe aqueles pequenos detalhes da vida vomum e os trasnforma, na sua escrita, em eventos magnificientes e plenos de substância. Da exaltação do ócio criativo de Avant Gardenner até à apologia da rotina na já citada Elevator Operator, são vários os exemplos do modo como a autora exalta romanticamente e com um charme algo displiscente mas feliz, a postura que tem em relação à vida. O blues animado de An Illustration of Loneliness (Sleepless in NY), tema onde salta ao ouvido o excelente improviso da guitarra e, em oposição, o clima mais boémio dos sete minutos experimentais e psicadélicos de Small Poppies, expressam, sintomaticamente, este constante plasmar de paradoxos, de uma constante tensão oscilante entre o tédio e a ansiedade, o rock e a folk, o doce e o amargo e, enfim, entre o meramente quotidiano e aquilo que é naturalmente poético.

Já completamente seduzidos por este Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit, em Depreston somos embalados por uma lindíssima balada que nos oferece a possibilidade de viajarmos rumo a um limbo existencial e meditativo ao mesmo tempo que aquelas ancas ainda abanam e depois, se o indie rock de Aqua Profunda! dá-nos coragem para agarrar pelos colarinhos uns quantos incautos que se atravessam no caminho para trazê-los para a nossa festa, a pop dançante de Dead Fox fá-los sentirem-se rapidamente integrados e promete-nos que não nos vai deixar sós durante alguns dias já que assenta num refrão tremendamente aditivo e imbatível, 

Com o ótimo solo de guitarra da punk Nobody Really Cares if You Don't Go to the Party, as certeiras baladas Debbie Downer e Boxing Day Blues e a densa, sombria e tensa Kim's Caravan, chega ao ocaso a audição de onze canções que podem tornar-se futuramente em clássicos intemporais, uma verdadeira explosão de cores e ritmos, personificada num disco arrebatador e real, sobre sentimentos reais, mudanças que surgem para balançar o que parecia estável, sobre problemas que vêm de dentro para fora e que podem atingir o outro ou qualquer um de nós. Espero que aprecies a sugestão...

Elevator Operator
Pedestrian at Best
An Illustration of Loneliness (Sleepless in NY)
Small Poppies
Depreston
Aqua Profunda!
Dead Fox
Nobody Really Cares if You Don't Go to the Party
Debbie Downer
Kim's Caravan
Boxing Day Blues


autor stipe07 às 21:48
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2015

Loose Tooth - Skinny Chewy

Filadélfia é uma das cidades atualmente mais ativas no universo indie norte americano, principalmente quando se trata de replicar a simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, que contém aquela sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas e que, um pouco mais ao lado, em Seattle, também fez escola e tomou conta do resto do mundo à época. Kian Sorouri, Larissa, Christian Bach e Kyle Laganella são os Loose Tooth, uma das novidades mas recentes dessa cidade norte americana e mais uma forte aposta da texana Fleeting Youth Records, de Ryan M., que se prepara para a estreia nos discos as vinte e um de abril, com Easy Easy East.

Depois de terem divulgado Pickwick Average, o primeiro avanço desse álbum, com edição prevista em formato digital e cassete, como é habitual nessa etiqueta, agora chegou a vez de podermos escutar Skinny Chewy, mais uma canção que não defrauda quem aprecia universos universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao punk rock e ao próprio blues. A verdade é que estes Loose Tooth parecem dispostos a lutar com garra e criatividade para empurrar e alargar as barreiras do seu som e que a estreia será um marco no género em 2015. Confere...

 


autor stipe07 às 13:42
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2015

Tame Impala – ‘Cause I’m A Man

Tame Impala - 'Cause I'm A Man

Os australianos Tame Impala de Kevin Parker acabam de divulgar ‘Cause I’m A Man, o primeiro avanço para Currents, o sucessor de Lonerism, um novo trabalho que vai ver a luz do dia ainda em 2015.

‘Cause I’m A Man foi rascunhado em aviões, carros, hotéis e casas, desde o término de Lonerism, em 2012, sendo uma das canções mais confessionais e biográficas escritas até hoje por Parker. Sonoramente confirma uns Tame Impala menos dependentes das guitarras e a chamarem os sintetizadores para plano de maior destaque, mas sem deixarem de lado a sua típica groove viajante, neste caso numa toada mais R&B, mantendo-se a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia.

Além de encontrarmos Currents nas lojas em breve, será possível também ver os Tame Impala em Portugal este ano, pois já estão confirmados no Festival Vodafone Paredes de Coura. Confere...


autor stipe07 às 17:47
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2015

The Blank Tapes - Geodesic Dome Piece

Vieram da Califórnia numa máquina do tempo diretamente da década de sessenta e aterraram no universo indie pela mão da Antenna Farm Records. Chamam-se The Blank Tapes, são liderados por Matt Adams, ao qual se juntam atualmente Spencer Grossman, Will Halsey e Pearl Charles e depois de em maio de 2014 me terem chamado a atenção com Vacation, um disco gravado por Carlos Arredondo nos estúdios New, Improved Recording, em Oakland e de pouco antes do ocaso do último ano, divulgarem mais uma coleção de canções, nada mais nada menos que quarenta e três, intitulada Hwy. 9, agora, a vinte e três de janeiro último, regressaram aos lançamentos discográficos com Geodesic Home Place, treze novas canções que nos levam de volta à pop luminosa dos anos sessenta, aquela pop tão solarenga como o estado norte americano onde Matt reside.

Reviver sonoramente tempos passados parece ser uma das principais permissas da esmagadora maioria dos projetos musicais norte amricanos que vêm da costa oeste. Enquanto que às portas do Atlântico procura-se mergulhar o indie rock em novas tendências e sonoridades mais contemprâneas, basta ouvir-se Slippin' slide, um dos emas mais inebriantes e festivos de Geodesic Dome Piece para se perceber que do outro lado da route 66, em São Francisco e Los Angeles, os ares do Pacífico fazem o tempo passar mais lentamente, mesmo quando o pedal das guitarras descontrola-se em Buff ou procura ambientes melódicos mais nostálgicos e progressivos, como é o caso de Magic Leaves.

Matt, o líder do grupo, é apaixonado pela sonoridade pop e psicadélica dos anos sessenta e setenta, dois períodos localizados no tempo e que semearam grandes ideias e nos deram canções inesquecíveis, lançaram carreiras e ainda hoje são matéria prima de reflexão e os The Blank Tapes querem ser guardiões de um som que agrada imenso a todos os veraneantes cor de salmão e de arca frigorífica na mão, que lutam interiormente ao chegar ao carro, sem saberem se a limpeza das chinelas deve ser exaustiva, ou se os inúmeros grãos de areia que se vão acumular no tapete junto aos pedais do Mégane justificam um avanço de algumas centenas de metros na fila de veículos que regressam à metrópole.

Quem acha que ainda não havia um rock n' roll tresmalhado e robotizado nos anos sessenta ou que a composição psicotrópica dos substantivos aditivos que famigeravam à época pelos estúdios de gravação, ficará certamente impressionado com a contemporaneidade vintage nada contraditória dos acordes sujos e do groove do baixo de So High e dos teclados de Oh My Muzak, assim como do experimentalismo instrumental de For Breakfast, que se aproxima do blues marcado pela guitarra em 4:20, além da percussão orgânica e de alguns ruídos e vozes de fundo que assentam muito bem na canção. A campestre Brown Chicken Brown Cow e a baladeira e sentimental Do You Wanna Get High? mantêm a toada revivalista, com um certo travo surf, em canções com referências bem estabelecidas, numa arquitetura musical que garante a Matt a impressão firme da sua sonoridade típica e que lhes deu margem de manobra para várias experimentações transversais e diferentes subgéneros que da surf pop, ao indie rock psicadélico, passando pela típica folk norte americana, não descuraram um sentimento identitário e de herança que o músico guarda certamente dentro de si e que procura ser coerente com vários discos que têm revivido sons antigos.

Geodesic Dome Piece é, portanto, mais uma viagem ao passado sem se desligar das novidades e marcas do presente. É um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os The Blank Tapes. É um apanhado sonoro vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar  tantas referências do passado. Espero que aprecies a sugestão...

The Blank Tapes - Geodesic Dome Piece

01. Way Too Stoned
02. Oh My My
03. Buff
04. Magic Leaves
05. For Breakfast
06. So High
07. Oh My Muzak
08. Slippin’ Slide
09. 4:20
10. Brown Chicken Brown Cow
11. Do You Wanna Get High?
12. To Your Dome Piece
13. Do You Wanna Get High (Acoustic Demo)


autor stipe07 às 15:15
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