Sábado, 18 de Março de 2017

Cave Story - Trying Not To Try (vídeo)

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Os Cave Story de Pedro Zina (baixo), Ricardo Mendes (bateria) e Gonçalo Formiga (guitarra e voz) andam atualmente em digressão pela Europa e acabam de apresentar um belo vídeo para Trying Not To Try, tema que é um dos grandes destaques de West, disco que esta banda das Caldas da Rainha lançou no ocaso do ano passado.

Idealizado pelo próprio Gonçalo Formiga e realizado por João Pombeiro, o filme que ilustra Trying Not To Try continua a narrativa mais recente da banda, quer estética quer sonora, que aqui coabita com diferentes paisagens mais ou menos conhecidas enquanto nos mostra alguns dos seus melhores atributos sonoros, descritos dentro dos abrangentes limites definidos por um post punk pop experimental de elevado calibre. Confere...


autor stipe07 às 17:32
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Terça-feira, 14 de Março de 2017

Vaarwell - Homebound 456

Foi no passado dia dez de março que os Vaarwell de Margarida Falcão, Ricardo Correia e Luis Monteiro, editaram Homebound 456, um lindíssimo trabalho, o longa duração de estreia de um projeto de indie pop nascido em Lisboa em finais de 2014 e que lançou, em Maio de 2015, Love and Forgiveness, o EP de estreia. É um alinhamento de doze canções gravadas por Joaquim Monte no Namouche Estúdio, misturadas e co-produzidas por Paulo Mouta Pereira e masterizadas por Miguel Pinheiro Marques (SDB Mastering). Para além dos Vaarwell, o disco conta ainda com a participação de Tomás Borralho (Anthony Left) e Diogo Teixeira de Abreu (Lotus Fever) nas baterias, Paulo Mouta Pereira (David Fonseca) no piano e Bernardo Afonso (Lotus Fever) nas teclas. O design foi da responsabilidade d​e​ Manuela Abreu Peixoto.

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Homebound 456 é um porto de abrigo acolhedor, cheio de virtudes e tentações, uma lufada aconchegante que nos protege e embala, tenhamos nós a disposição e o desejo de nos deixarmos contagiar por um compêndio de beleza melódica, lírica e instrumental incomum. A voz da Margarida é, por si só, capaz de fazer parar o relógio ao mais empedernido coração e colocá-lo no rumo certo, mas os arranjos e os instrumentos que sustentam as canções permitem também um suave levitar, tal é o rol de emoções que transmitem e a intensidade das mesmas. Se em Floater a distorção da guitarra calcorreia, sem receio, terrenos mais progressivos com forte sabor ao terreno e ao palpável, já nos metais que cirandam por American Dream a emoção instala-se, com 123 a recalcar toda a recatada introspeção, fortemente contemplativa, que Homebound 456 proporciona. Neste tema, o modo como a guitarra explode, não coloca em causa esta agradável sensação de letargia, servindo até como modo de nos fazer perceber que o que ouvimos é real, existe e foi composto por uma banda bastante assertiva, criativa e inspirada no momento de criar música.

Homebound 456 acaba por ser um registo onde tudo se movimenta como uma massa de som em que o mínimo dá lugar ao todo, ou seja, os detalhes são parte fundamental da funcionalidade e da beleza da filosofia dos Vaarwell e a maneira como exploram essa unidade e como selecionam as nuances sonoras que interligam as canções, contém um charme sedutor difícil de explicar. Aliás, se dúvidas ainda vão subsistindo, as variações ritmícas e o arsenal instrumental de Sheets, o tema que encerra o alinhamento, esclarecem definitivamente o mais céptico. No fundo, a receita é uma mescla efusivamente minimal de alguns detalhes implícitos do clássico rock experimental e lisérgico, com alguns dos principais atributos da eletrónica e da pop atual, com todos estes acertos a encontrarem o seu apogeu no tom pueril e na sonoridade sintética de I Never Leave, I Never Go, para mim a melhor música do disco, uma canção de amor que tem como atributo maior um eco que faz parecer que existem dois corações que flutuam no espaço e quando as mãos de ambos se soltam, sem que percebam, e verificam que estão longe demais e já é tarde demais, percebem que só remando para o mesmo lado é que poderão sobreviver a todos os precalços que o amor coloca sempre. O assunto da canção pode não ter nada a ver com esta ideia, mas foi a isso que ela me soube.

No restante alinhamento de Homebound 456, o incrível poema que abastece a nuvem emotiva em que paira You e o incisivo espairecer que nos suscita a guitarra de Waiting Game, por um lado e o estrondoso frenesim sensual plasmado na simplicidade do tema homónimo, por outro, insistem na já descrita indisfarçável filosofia de um álbum que consegue apontar novos faróis a um dos projetos mais distintos e criativos da pop nacional atual e que logo ao primeiro disco instiga, hipnotiza e emociona. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 18:38
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Sexta-feira, 10 de Março de 2017

Los Campesinos! – Sick Scenes

Pouco mais de três anos depois de No Blues, os galeses Los Campesinos! estão de regresso aos discos à boleia da Wichita Recordings com Sick Scenes, onze canções gravadas por cá em pouco mais de um mês, na localidade de Fridão, nos arredores de Amarante e produzidas por John Goodmanson e Tom Campesinos!, o guitarrista da banda.

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Editado a vinte e quatro de fevereiro último, Sick Scenes é o sexto registo de originais dos Los Campesinos! e serve para marcar os dez anos de carreira de um projeto que tinha entrado em pausa depois de No Blues, já que os membros dedicaram-se, com maior afinco, às suas profissões e carreiras fora da música. No entanto, com o aproximar da efeméride, a banda achou por bem marcá-la com um novo alinhamento de canções, onde ainda se vislumbra aquela irreverência e espontaneidade dos primeiros trabalhos do grupo, mas também uma já maior demonstração de maturidade, quer lírica quer instrumental.

Quando em 5 Flucloxaclin o assunto é um antibiótico que alguém precisa de tomar porque o corpo já está demasiado fraco para aguentar tantas ressacas, ou quando no inebriante tema de abertura, Renato Dall'ara (2008), é feita uma referência explícita ao desporto preferido de alguns membros da banda, à boleia do lindíssimo estádio de futebol da cidade italiana de Bolonha, ficam claros dois pólos opostos de disposição humorística, parecendo que o grupo chegou a uma encruzilhada, entre a juventude e a explosão dos primórdios e uma necessidade quase irracional de olharem para o lado mais sério da vida. Aliás, o modo profundo e sentido como abordam o amor em A Litany/Heart Swells e o fim de uma relação amorosa na triste e pungente I Broke Up In Amarante para, pouco depois, no final épico de For Whom The Belly Tolls, nos fazerem dançar como se não houvesse amanhã ou qualquer tristeza que nos apoquente, são outros dos bons exemplos que em Sick Scenes plasmam a transversalidade sonora de todo o historial de Los Campesinos!, além da manutenção da capacidade deste coletivo de produzir composições puras e encantadoras e cuja sonoridade pode ir do épico ao melancólico, mas sempre com uma vincada e profunda delicadeza. Tal desiderato é quase sempre resultante de riffs rasgados de guitarras e de uma bateria inebriante, sempre na busca de melodias cada vez mais intrincadas e com arranjos próximos de uma límpida sobriedade pop, num resultado final harmonioso e que do habitual indie rock, à pop, faz deste o disco mais eclético do percurso do grupo. Espero que aprecies a sugestão...

Los Campesinos! - Sick Scenes

01. Renato Dall’Ara (2008)
02. Sad Suppers
03. I Broke Up In Amarante
04. A Slow, Slow Death
05. The Fall Of Home
06. 5 Flucloxacillin
07. Here’s To The Fourth Time!
08. For Whom The Belly Tolls
09. Got Stendhal’s
10. A Litany/Heart Swells
11. Hung Empty


autor stipe07 às 21:13
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Terça-feira, 7 de Março de 2017

Luis Severo - A Escola

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Apresentado pela Cuca Monga, A Escola é a primeira amostra divulgada do novo álbum de Luís Severo, um homónimo que sucede ao excelente trabalho Cara d’Anjo. Gravado e produzido em Alvalade com a ajuda do Diogo Rodrigues e do Manuel Palha e masterizado pelo Eduardo Vinhas no Golden Pony. Luis Severo estará disponível no bandcamp a partir de dia 10 de Março e será, de acordo com esta amostra divulgada, um registo bastante tocante e emotivo, contendo uma salutar contemporaneidade lírica e instrumental, proporcionada por um dos nomes maiores da nova música nacional. Confere...


autor stipe07 às 14:18
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2017

Mariano Marovatto - Lá Cima Ao Castelo.

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Brasileiro de nascimento, tendo isso sucedido a um de abril de 1982, no Rio de Janeiro, mas a residir atualmente em Lisboa, o escritor, cantor e compositor luso-brasileiro Mariano Marovatto começa a ganhar notoriedade devido ao seu trabalho artístico e nos dois lados do atlântico. E a música é, sem dúvida, a sua forma de expressão artística predileta, tendo como mais recente materialização um álbum intitulado Selvagem, que chegou aos escaparates há poucos dias e que encontra muita da sua génese na aldeia de Monsanto, como se percebe em Lá Cima Ao Castelo, o single já retirado do alinhamento.

Originalmente título de uma moda cantada durante a Festa do Castelo que ocorre anualmente na primeira semana de maio em Monsanto, aldeia de Castelo Branco, Lá Cima Ao Castelo, sobre o olhar de Marovatto, é uma lindíssima canção que coloca a nú todo o esplendor, bom gosto e criatividade de um músico ímpar no modo como entrelaça instrumentos e melodia e lhes dá um cunho bastante misterioso e sensorial. A canção já tem também direito a um vídeo, da autoria da cineasta russa Anastasia Lukovnikova e usa a aldeia como pano de fundo, complementando, na perfeição, o cariz fortemente impressivo da composição. Confere...


autor stipe07 às 18:53
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

oLUDO - Abraço

Foto de oLUDO Música.

Estrearam-se em 2009 com Nascituro, disco que incluia o grande sucesso A Minha Grande Culpa, um dos temas mais rodados das rádios nesse ano e que foi escolhido para banda sonora dos separadores do canal Sic Radical. Dois anos depois regressaram aos lançamentos discográficos com Almirante e agora, três anos depois, estão de regresso com um álbum intitulado Abraço. Falo dos oLUDO, um coletivo algarvio formado por Davide Anjos, João Baptista, Nuno Campos, Paulo Ferreirim e Luis Leal.

Álbum que, de acordo com os próprios, irá personificar uma espécie de encruzilhada entre o rock e o indie pop português, Abraço é aguardado por cá com enorme expetativa, ampliada depois de ter chegado à nossa redação o single homónimo. Já com direito a um video da autoria do estúdio criativo Ferro & Ferreirim, esta canção é mais uma prova feliz de que a pop não precisa de ser demasiado complicada para ser audível com prazer. Há uma guitarra inspirada que pauta a ordem da canção e depois surgem os outros instrumentos que dão ao tema a roupagem que ele necessita para ter o brilho, a harmonia e a cor que estes músicos certamente procuraram tentar transmitir, numa melodia que cativa e que apela a todos os nossos sentidos. Confere...


autor stipe07 às 16:27
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2017

Blueberries For Chemical live Mary Spot Vintage Bar (20.01.17)

Com arraiais assentes em Penafiel e formados por Tiago Mota, Marcos Moreira, Filipe Mendes e Miguel Lopes, os Blueberries For Chemical andam por cá desde 2013 e já contam com algumas promissoras atuações ao vivo em carteira, que lhes conferem atualmente uma já sólida reputação no cenário musical alternativo local.

Como é natural, os Blueberries For Chemical pretendem dar-se a conhecer a um número cada vez maior de ouvintes e essas mesmas atuações ao vivo são, claramente, a melhor forma de atingir esse desiderato. Assim, é já na sexta-feira dia vinte do corrente mês que os Blueberries For Chemical se apresentam ao vivo no Mary Spot Vintage Bar em Matosinhos, a partir das vinte e três horas e trinta minutos, para um concerto que se adivinha imperdível. Do alinhamento desse espetáculo fará certamente parte So Come And Go Let's Go!, uma canção que explora territórios sonoros que olham o sol radioso de frente e enfrentam-no com uma percussão vigorosa e compassada, o baixo e a guitarra sempre no limite do vermelho e com uma intensa vertente experimental, uma composição onde um rock com um espetro que pode ir do punk a territórios mais progressivos é dedilhado e eletrificado com particular mestria. Fica a sugestão...

Foto de Blueberries for Chemical.


autor stipe07 às 17:06
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016

Velhos - Velhos

Gravado e misturado no Estúdio Zeco por João Sozinho e masterizado por Nélson Carvalho no Estúdio SSL Valentim de Carvalho, exceto Manso, canção não masterizada e uma edição conjunta da AMOR FÚRIA e da Flor Caveira, Velhos é o novo registo de originais dos Velhos, um coletivo lisboeta que em nove magníficas canções nos oferece uma das melhores surpresas nacionais sonoras de 2016.

Foto de Os Velhos.

As canções de Velhos têm o curioso efeito de parecerem deambular numa espécie de descontrolado vaivém, sem aparente origem e destino. A falsa lentidão do riff da guitarra de Aberta Nova e o modo como um efeito distorcido se insinua no refrão, são apensas dois dos detalhes que, logo no tema de abertura, nos fazem ter essa impressão de que há aqui algo simultaneamente denso e intrincado, mas também bastante profundo e revelador. O feliz enclausuramento que todos deveríamos sentir pelo menos uma vez na vida e que é descrito em Manso, desfilando perante os nossos ouvidos através dessa matriz sonora, parece ainda mais perene e um daqueles alvos apetitosos, que deve estar ali, num lugar cimeiro dos nossos objetivos mais prementes.

Todo o disco merece dedicada e atenta audição, sendo um exercício ainda mais recompensador se acompanhado por uma interiorização dos diversos poemas musicados, assentando, no geral, em lindíssimas melodias amigáveis e algo psicadélicas, feitas com guitarras distorcidas, mas também momentos mais íntimos e quase silenciosos, onde se canta de modo mais grave e existe uma maior escassez instrumental. Aqui Parado é um tema que nos apresenta, com exatidão, esta ambivalência que, no fundo, é algo fictícia porque o rumo melódico e instrumental que sustenta esta e as outras canções é, apenas, uma forma de apresentar as diversas cargas emotivas que as letras contêm. E depois, no modo como em Dorme a bateria se relaciona com o fuzz da guitarra e os diferentes registos vocais, a solo e em coro, são aspetos que esclarecem-nos que este é um coletivo de músicos único e que também consegue libertar-se de uma certa timidez introspetiva, para se apresentarem, quando é necessário, mais luminosos e expressivos. Aliás, isso também fica plasmado em Casa Comigo, canção que impressiona pelo seu edifício melódico, que oscila entre o épico e o hipnótico, o lo-fi e o hi-fi, com a repetitiva linha de guitarra a oferecer um realce ainda maior ao refrão e as oscilações no volume a transformarem a canção num hino rock, que funciona como um verdadeiro psicoativo sentimental com uma caricatura claramente definida e que agrega, de certo modo, todas as referências internas presentes na sonoridade de Velhos, mas com superior abrangência e cor.

Velhos acaba por ser uma espécie de narrativa espiritual e sem clímax, com uma dinâmica bem definida e muito agradável e, ao longo da sua audição, acabamos, frequentemente, por ter de esquecer tudo aquilo que nos rodeia para conseguirmos saborear devidamente algo grandioso, porque transmite um rol de emoções e sensações com intensidade e minúcia, misticismo e argúcia e sempre com uma serenidade melancólica bastante contemplativa. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 00:17
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016

Booby Trap - Overloaded

Os aveirenses Booby Trap de Pedro Junqueiro, Pedro Azevedo, Carlos Ferreira e o novo baterista Hugo Lemos, já têm sucessor para Survival, o excelente disco que lançaram no final de 2013. Overloaded é o nome do novo registo de originais do quarteto e parecendo que mal passaram cerca de três anos desde o disco de estreia, é claramente evidente o progresso evidenciado pelo quarteto, algo claramente plasmado neste segundo trabalho, que em pouco mais de meia hora nos oferece uma verdadeira obra-prima de crossover thrash, um género musical que surgiu nos anos oitenta e que se define pela mistura entre o hardcore punk e o trash metal. Recordo que enquanto o trash metal nasceu quando parte da cena metal incorporou influências vindas do hardcore punk, o crossover thrash nasceu pelo caminho inverso, quando as bandas hardcore punk passaram a metalizar a sua música.

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Editado pela Firecum Records, Overloaded contém, desde logo, uma personalidade e uma amplitude sonora mais agressiva, no bom sentido, num alinhamento mais eclético que o antecessor e com a cereja de se ter também ampliado a técnica e o apuro interpretativo, quer instrumental quer vocal, com a percussão a ser o aspeto em que isso mais se nota, já que o Hugo Lemos, fazendo jus ao posto que lhe foi designado, demonstra enorme criatividade e competência e trouxe, claramente, um novo ânimo para a banda.

O álbum impressiona logo pouco depois do início com o tema homónimo, feito de guitarras bem elaboradas, uma bateria impecável no modo como transmite alma e robustez e a voz inconfundível de Pedro Junqueiro a mostrar-se irreprensível no modo com replica os inconfundíveis traços deste género sonoro, sem deixar de se mostrar afinada e particularmente melodiosa. Em seguida, Fuck Off And Die retoma a nítida influência da escola thrash do final dos anos oitenta, ou seja, suja, rápida e com solo de guitarra requintado, para depois chegar Bloody Mary, canção que faz uma espécie de síntese perfeita de todo o legado dos Booby Trap, também plasmada na renovada versão do tema que dá nome ao quarteto. Já agora, merece igualmente audição atenta e dedicada a cover de Beber até Morrer, um dos momentos altos do cardápio dos míticos Ratos de Porão e até ao ocaso de Overloaded é impossível ficar indiferente ao riff da guitarra de Drunkenstein, uma canção repleta de ironia e simbolismo, duas das imagens de marca mais vincadas desta banda aveirense.

Em Overloaded os Booby Trap mostram-se tremendamente inspirados, passam com distinção o sempre difícil teste do segundo disco, transpiram uma enorme união e uma superior cumplicidade entre todos os músicos e deixam percetível, ao longo do alinhamento, todas as influências que trazem de muitos anos de estrada e um maior rigor interpretativo, mas sem perderem a originalidade e aquela irreverência que tão bem os carateriza. Espero que aprecies a sugestão... 

1. Bring It to the Mosh Pit
2. Overloaded 03:00  
3. Fuck Off and Die! 02:40  
4. Bloody Mary 04:36  
5. Nightmare (Go Away) 03:35  
6. Vulgar Display of Semen 00:37  
7. One of Us Is Dead 03:06  
8. Von Beer 01:40  
9. Drunkenstein 03:16  
10. Booby Trap 2.0 03:06  
11. Carved in My Bones 02:57  
12. Beber até Morrer (Ratos de Porão cover) 02:05  
13. The Boat Is Full 01:44  
14. Time for My Meds 02:48  
15. Manifesto


autor stipe07 às 22:55
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016

OId Yellow Jack - Cut Corners

Oriundos do meio universitário lisboeta, os Old Yellow Jack são Guilherme Almeida (voz, guitarra), Henrique Fonseca (guitarra, teclado), Miguel Costa (baixo) e Filipe Collaço (bateria), uma banda que nasceu em 2011, fundamentalmente por iniciativa do Filipe. Conheceu o Guilherme e após alguns meses a tocarem juntos juntou-se a eles o Miguel, e por fim, o Henrique. Começaram por se inscrever e participar em concursos de bandas e, desse modo, deram a conhecer a sua insana cartilha sonora, assente num indie rock psicadélico, direto e algo cru, mas também amplo e abrangente, uma sonoridade exemplarmente plasmada em, Magnus, o EP de estreia, um compêndio de cinco canções, produzido por Bruno Pedro Simões (Sean Riley & The Slowriders) nos Black Sheep Studios em Sintra e que viu a luz do dia em janeiro do ano passado.

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Se Magnus era uma amostra de rock energético e viajante, assente em guitarras tão agressivas quanto angelicais, deixando logo uma boa amostra daquilo que poderíamos esperar do futuro desta jovem banda de Lisboa,  Cut Corners, o longa duração de estreia dos Old Yellow Jack, que viu a luz do dia há algumas semanas, marca uma certa inflexão sonora, como se percebe em Glimmer, o primeiro single divulgado desse trabalho. Canção assente em guitarras levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico, Glimmer é conduzida por uma melodia que transmite uma forte sensação sentimental, algo que espalha um charme intenso numa peça sonora onde é fácil sentir aquela nostalgia onde o nosso quotidiano facilmente se revê.

Com tema tão incrível a servir de janela para o restante alinhamento do disco, as expetativas elevam-se e a verdade é que não saiem defraudadas. Dos resquícios indisfarçáveis de punk rock nova iorquino que alimentam Inner City Sunburns, ao contemplativo instrumental Svenn, passando pelo teclado feito algodão doce e lambido pelas guitarras em Jingle Jangle e a majestosidade pop de Beat Life, temos, em cerca de meia hora, uma notável mescal de géneros, estilos e influências que, misturando vintage e contemporaneidade de modo muito genuíno, resultam num álbum que servindo-se de uma vincada vertente orgânica, tem um cariz claramente urbano, proposto por uns Old Yellow Jack ainda mais reflexivos e fluídos. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 18:16
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