Segunda-feira, 6 de Março de 2017

Portugal. The Man – Feel It Still

Portugal. The Man - Feel It Still

Os norte americanos Portugal. The Man de John Baldwin Gourley preparam-se para regressar aos discos em 2017 com Gloomin + Doomin, um álbum que irá suceder ao aclamado Evil Friends (2013) e que conta com as colaborações de Mike D dos Beastie Boys, que também produz o registo e Mac Miller.

Naturais de Portland, no Oregon, os norte americanos Portugal. The Man vão, assim, para o oitavo registo de originais da carreira e pela amostra recentemente divulgada, o single Feel It Still, o seu alinhamento comprovará, mais uma vez, porque são considerados unanimemente um nome relevante no universo alternativo, justificada por uma permanente toada experimental e ausência de linearidade instrumental nos seus sucessivos lançamentos. O funk do baixo e o clima psicadélico deste single, fazem-nos querer instantaneamente pegar nele e cantar e dançar juntamente com Gourley pela rua abaixo Ooo, I’m a rebel just for kicks now, I’ve been feelin’ it since 1986 now. Confere...


autor stipe07 às 17:29
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

STRFKR – Being No One, Going Nowhere

Depois do fabuloso Miracle Mile (2013), os norte americanos STRFKR regressaram aos discos no ocaso de 2016, novamente à boleia da Polyvinyl Records, com Being No One, Going Nowhere, o quarto e novo compêndio de canções deste magnífico grupo oriundo de Portland, no Oregon e formado por Josh Hodges, Keil Corcoran, Shawn Glassford e Patrick Morris.

Resultado de imagem para strfkr 2016

Com Interspace a dividir o alinhamento do disco em dois momentos distintos, Being No One, Going Nowhere foi produzido pelo próprio Josh hodges, o carismático líder do grupo e configura numa espécie de álbum concetual que, lirica e sentimentalmente, se debruça sobre os dois aspetos temáticos que trilham o seu título. Assim, se as primeiras cinco canções se debruçam, basicamente, sobre a perca e a deriva quando se vive uma vida inócua e sem objetivos, a partir de In The End os STRFKR procuram dar pistas e traçar um roteiro para uma vida mais feliz, apontando algumas consequências nefastas no eu de cada ouvinte caso a teimosia ou a cobardia continuem a vencer os conflitos interiores. Esta In The End é mesmo uma canção essencial para o entendimento cabal deste ideário, porque nela Hodges expôe com brilhantismo tudo aquilo que sentiu quando se isolou para compôr o disco (Stranger light; on the highway; golden; hours; hover and retreat. She said I want someone I can grow into).

A pop sintética dos anos oitenta do século passado e alguns dos detalhes mais relevantes da eletrónica de igual período, marcam musicalmente este disco coeso, com instantes mais animados e divertidos e outros onde a melancolia impera. Impregnado, como é natural tendo em conta a filosofia do seu alinhamento, com letras de forte cariz introspetivo, tem um resultado final algo hipnótico, muito também por causa do realismo da atmosfera que se cria, apesar dos filmes de ficção e o espaço aparecerem, constantemente, no perfil estilístico do trabalho, começando, desde logo, pelo artwork do mesmo. Assim, de Being No One, Going Nowhere importa apreciar cuidadosamente a forte cadência do baixo que conduz Satellite, o cariz acessível, pop e radiante do single Never Ever, um tema que fica marcado na mente com enorme fluidez e a new wave de forte intensidade e que num misto de nostalgia e contemporaneidade baliza Something Ain't Right, uma das melhores canções do disco.

Tratado musical leve e cuidado e que encanta, ao mesmo tempo que abarca um conteúdo grandioso e repleto de experimentações que interagem com a pop convencional, Being no One, Going Nowhere transporta-nos para uma dimensão paralela, onde realidade e ficção em vez de se confundirem estabelecem pontos de contacto e justificam-se mutuamente, no fundo, tal como acontece com alguns dos clássicos cinematográficos de ficção científica que são profundamente impressivos no modo como plasmam, metaforicamente, eventos e situações que inundam o nosso quotidiano. Espero que aprecies a sugestão...

STRFKR - Being No One, Going Nowhere

01. Tape Machine
02. Satellite
03. Never Ever
04. Something Ain’t Right
05. Open Your Eyes
06. Interspace
07. In The End
08. Maps
09. When I’m With You
10. Dark Days
11. Being No One, Going Nowhere


autor stipe07 às 17:50
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Quinta-feira, 14 de Julho de 2016

The High Violets – Heroes And Halos

Oriundos de Portland, no Oregon e nascidos das cinzas dos míticos The Bella Low, os norte americanos The High Violets são um quarteto formado por Clint Sargent, Kaitlyn ni Donovan, Luke Strahota e Colin Sheridan. Editaram já este ano Heroes And Halos, o quinto registo do grupo, uma coleção de dez canções que da pop ao shoegaze, passando pelo rock experimental, viram a luz do dia à boleia da Saint Marie Records.

É num indisfarçável cruzamento explícito entre esplendor, majestosidade, epicidade e intimidade que deambulam as guitarras planantes de How I Love (Everything About You), canção que abre o alinhamento de Heroes And Halos e nos coloca frente a frente com um rock adocicado, intenso e convidativo, uma sonoridade que tanto cabe na amplitude de um estádio imenso como, em simultâneo, e se percebe nas cordas de Dum Dum, serve para uma introspeção serena, com Long Last Night a ser uma daquelas canções que crescem em arrojo e emoção, mostrando-se desafiante no modo como nos envolve.

Depois, o groove algo sinistro de Longitude, o beijo intenso que nos é proporcionado por Ease On e finalmente, no epílogo, a crueza acústica orgânica mas sentida de Heart In Our Throats, atestam o elevado grau de assertividade melódica e instrumental de uma banda intensa e que compôe música de forte cariz sensorial, já que sabe carregar nos botões certos das nossas emoções, oferecendo-nos um disco perfeito para ser escutado naquelas manhãs difíceis, em que a noite foi longa e agitada, mas onde existe um sopro que nos permite voltar a respirar com o ritmo e a cadência certas, para ser possível olhar o novo dia com uma renovada pujança e a certeza de que os mesmos podem ser sempre cada vez melhores. Espero que aprecies a sugestão...

The High Violets - Heroes And Halos

01. How I Love (Everything About You)
02. Dum Dum
03. Long Last Night
04. Break A Heart
05. Bells
06. Heroes And Halos
07. Longitude
08. Ease On
09. Comfort In Light
10. Hearts In Our Throats

 


autor stipe07 às 21:50
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 3 de Agosto de 2015

Cemeteries – Barrow

Lançado no passado dia vinte e oito de julho pelo consórcio Track and Field / Snowbeast Records, Barrow é o segundo disco do cardápio sonoro de Cemeteries, um projeto liderado por Kyle J. Reigle. Falo-vos de um músico norte americano natural de Buffalo, nos arredores de Nova Iorque, mas a viver atualmente em Portland e ao qual se juntam, nas atuações ao vivo, Jonathan Ioviero e Kate Davis.

Barrow é reflexo não só da referida mudança recente na vida pessoal do artista, a passagem de uma grande metrópole da costa leste para as montanhas do Oregon, mas também um reviver de memórias antigas relacionadas com verões felizes que Kyle passou junto a um lago próximo do local onde residia à época, mas também uma forma que encontrou de demonstrar o seu fascínio por The Fog, um clássico do cinema da autoria de John Carpenter.

O mar sempre foi sinónimo de imensidão, poder, vida e grandiosidade e começar e terminar um disco com o conteúdo de Borrow com o som do contacto de um imenso oceano com a costa é uma forma perfeita de balizar nove canções ousadas no modo como conjugam texturas claramente etéreas com belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes, uma receita que resultou em doces melodias minuciosamente construídas com diversas camadas de instrumentos.

O piano parece ser o aliado de eleição de Cemeteries quando se trata de criar a base melódica das suas canções e o single Luna (Moon Of Claiming) é uma demonstração clara do modo assertivo como Kyle usa as teclas para emocionar. Mas já antes, em Nightjar e pouco depois, em Cicada Howl, quando um apenas aparente minimalismo tornou-se na principal arma de arremesso do músico nessas duas canções, na demanda a que se propôs de nos obrigar a acusar o toque do seu ambiente sonoro no recanto mais escondido do nosso peito, foi óbvio que o simples toque na tecla certa e no instante oportuno, conjugado com arranjos felizes na forma como fazem vibrar o coração mais empedrenido, tornou-se suficiente para nos oferecer uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto à sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi que carateriza o conteudo de Barrow. Esta evidência desarma completamente Cemeteries e além de embrulhar o seu mentor numa intensa aúrea vincadamente orgânica e, por isso, fortemente sensual, despe-o de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que o poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade do agregado sentimental que o carateriza e que justifica, plenamente, a obtenção plena do referencial temático acima descrito que caraterizou a conceção deste seu segundo trabalho.

Na verdade, algo que impressiona claramente em Barrow é o modo como as canções seguem a sua dinâmica natural e mesmo assumindo aquela faceta algo negra e obscura que carateriza um ambiente sonoro fortemente etéreo e melancólico, não deixam de, em alguns instantes, de se assumir como defensoras de um álbum implicitamente rock, onde até não faltam alguns instantes esculpidos com cordas ligas à eletricidade. Mas, como se percebe, por exemplo, em I Will Run From You, apesar da distorção das cordas, o que domina claramente neste alinhamento são canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora e alicerçadas numa certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

Seja como for, há também que aludir à importância da percussão como elemento igualmente preponderante na música de Cemeteries, principalmente quando se alia às cordas para ditar as regras no andamento de uma canção. Se a grandiosidade de Sodus depende quase única e exclusivamente das mudanças rítmicas da bateria e do encadeamento feliz que a guitarra traça com as baquetas e os tambores, já as batidas sintéticas de Empty Camps acomodam uma espécie de euforia apoteótica, que não se vê, mas que ecoa ao longo da canção, como um manto que a cobre, mesmo que de forma quase inaudível, numa espécie de silêncio que, ao contrário da maior parte dos silêncios, é um silêncio que se escuta e que sem esse pulsar rítmico não existiria.

Barrow é um notório marco de experimentação, terra firme onde nos podemos acomodar e contemplar um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a vastidão imensa e simultaneamente diversificada das paisagens que Reigle pretendeu recriar e que submergem à boleia de uma fórmula inventada para temporizar, adicionar e remover diferentes tipos de sons e, como se as canções fossem um puzzle, construir, a partir de uma aparente amálgama de vários detalhes sonoros, peças sonoras sólidas particularmente ousadas e inebriantes. Espero que aprecies a sugestão...

Cemeteries - Barrow

01. Procession
02. Nightjar
03. Luna (Moon Of Claiming)
04. Can You Hear Them Sing?
05. Cicada Howl
06. I Will Run From You
07. Empty Camps
08. Sodus
09. Our False Fire On Shore


autor stipe07 às 15:14
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 15 de Junho de 2015

My Morning Jacket – The Waterfall

Os norte americanos My Morning Jacket de Jim James já têm sucessor para o aclamado Circuital (2011) e regressaram aos discos a quatro de maio com The Waterfall, um trabalho produzido novamente por Tucker Martine (The Decemberists, Modest Mouse, Neko Case). Gravado maioritariamente em Stinson Beach, na Califórnia, mas também noutros locais como Portland ou a cidade natal da banda e com a luz do dia a ser possível com a chancela da insuspeita ATO Records, em parceria com a Capitol Records, The Waterfall é mais um marco obrigatório na carreira desta banda já veterana mas ainda fundamental no universo sonoro norte americano.

Os My Morning Jacket sempre impressionaram pela amplitude e grandiosidade do seu som e a camada sonora conduzida por teclas de Believe (Nobody Knows) é um notável resguardo que emoldura e carimba com precisão essa herança, não defraudando, logo à partida, os mais fiéis seguidores da banda. Sempre com a cartilha fundamental da melhor folk debaixo do braço e de mente aberta para se irem adaptando às novas tendências, estes já veteranos do indie rock demonstram em 2015 e à boleia desse tema que querem a continuar a ser uma referência e que o cérebro de Jim James se mantém particularmente inventivo e refrescante.

Além deste clássico indie rock orquestral do tema de abertura, há outros géneros sonoros que são bastante caros a estes My Morning Jacket e que demonstram neste disco manter-se intocável a vontade e a capacidade criativa deste quinteto de Louisville, no Kentucky, para a renovação constante do seu ambiente particular, sem colocar em causa as permissas essenciais que identificam e tipificam o seu som específico. Por um lado, há a soul que se mostra inebriante nas guitarras de Compound Fracture e algo smbria na balada Only Memories Remain, mas também essa folk que lhes é tão querida, acústica introspetiva e pastoral em Like A River e a piscar o olho ao tipico blues sulista em Get The Point. Na verdade, quer a soul quer a folk são por aqui os subgéneros dominantes; Acabam por balizar os opostos em que os My Morning Jacket se movem e revelam-nos que The Waterfall jorra perante os nossos ouvidos uma verdadeira jornada sentimental e realística pelos meandros de uma américa cada vez mais cosmopolita e absorvida pelas suas próprias encruzilhadas, uma odisseia heterogénea e multicultural oferecida por um projeto visionário que encarna atualmente um desejo claro de renovação, explorando habituais referências dentro de um universo sonoro muito peculiar e que aposta na fusão de vários elementos de uma forma direta, mas também densa, sombria e marcadamente experimental. A própria psicadelia também faz a sua aparição e até com um certo esplendor, quer em Big Decisions e na pop setentista e lisérgica de Thin Line, mas também em Spring (Among The Living), canção onde o esplendor das cordas distorcidas e os arranjos de percussão inéditos e outros recursos sonoros de cariz orquestral, exprimem um renovado olhar no modo como a banda reflete as tendências atuais mais bem aceites pelo público.

Impecavelmente produzido, particularmente inspirado e situado num elevado nível qualitativo no que concerne à visão caleidoscópica que plasma em relação ao indie rock atual, The Waterfall é rico não só porque não receia abusar dos detalhes que salvaguardam alguns dos melhores aspetos da herança sonora do grupo que concebeu este disco, mas também porque se mostra poderoso no modo como cruza diversos espetros sonoros com impressionante bom gosto e segurança. Percebe-se claramente que os My Morning Jacket apreciam navegar em águas turvas, fazendo-o com impressionante mestria e que se sentem confortáveis ao deixar-se embrenhar num certo caos, sempre controlado e claramente ponderado, rico, exuberante, oferecendo-nos assim canções que borbulham um forte sinal de esperança e de renascimento, sementes que vão provavelmente conquistar para o grupo novos públicos. Espero que aprecies a sugestão...

My Morning Jacket - The Waterfall

01. Believe (Nobody Knows)
02. Compound Fracture
03. Like A River
04. In Its Infancy (The Waterfall)
05. Get The Point
06. Spring (Among The Living)
07. Thin Line
08. Big Decisions
09. Tropics (Erase Traces)
10. Only Memories Remain


autor stipe07 às 21:13
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sexta-feira, 5 de Junho de 2015

Peter Broderick - Colours Of The Night

Gravado em Lucerna, na Suiça e editado pela Bella Union a vinte e sete de abril, Colours Of The Night é o novo trabalho discográfico de Peter Broderick, um músico norte americano, natural de Portland e que nos oferece mais dez canções que são uma colecção intimista de experiências vocais e líricas, que confirmam o ambiente sonoro predileto do autor.

Etéreo e feito com candura e suavidade, permitindo-nos usufruir de um silêncio sonoro, nem sempre disponível na imensidão de propostas que nos chegam aos ouvidos diariamente, Colours Of The Night é aquele disco que faltava ao lado da tua mesa de cabeceira, mesmo junto do mais recente best seller do teu escritor preferido. Com a participação especial de alguns músicos suiços com quem dividiu belíssimos instantes sonoros espontâneos e com canções como Red Heart ou o tema homónimo que nos mergulham num universo acústico folk particularmente emotivo e profundo, muito do agrado deste músico, Colours Of The Night materializa o período mais fulgurante e expressivo da carreira do autor, que neste álbum sonoramente amplia as suas experiências e as suas virtudes, quer vocais quer experimentais, servindo-se smepre do piano como a arma de arrmesso primordial e o grande trunfo do processo de composição, mas dando também luz verde para que as cordas também tenham o protagonismo devido.

É claramente percetível como ao longo do álbum Broderick transpira confiança e como esta simbiose com músicos com os quais nunca tinha trabalhado resultou na perfeição. A guitarra delicada e as harmonias frágeis da já citada Red Heart, apresentam-nos essa colaboração estreita e alicerçam as fundações de uma plenitude sonora que será transversal a todo o alinhamento, que mesmo o modo pouco ortodoxo como The Reconnection sustenta o seu ritmo ou a postura vocal em If I Sinned, dois dos momentos mais curiosos de Colours Of The Night, não colocam em causa. Já os belos arranjos, as subtis mudanças de ritmo e a delicadeza pueril de Our Best, a toada afrobeat de One Way e os ecos de One Time, entram diretamente para a lista dos melhores instantes sonoros com a chancela de Broderick.

Colours Of the Night promete uma noite relaxada a tranquila. Adormecer a meio da sua adição acaba por ser uma benesse já que até ao ocaso usufruimos de uma banda sonora excelente para conduzir a nossa mente até ao mundo dos nossos sonhos mais desejados, prometendo uma noite repleta de emoções agradáveis, à boleia de um silêncio sonoro, nem sempre disponível na imensidão de propostas que nos chegam aos ouvidos diariamente. Espero que aprecies a sugestão...

Peter Broderick - Colours Of The Night

01. Red Earth
02. The Reconnection
03. Colours Of The Night
04. Get On With Your Life
05. If I Sinned
06. Our Best
07. One Way
08. On Time
09. More And More
10. Rotebode


autor stipe07 às 21:32
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sábado, 4 de Abril de 2015

Peter Broderick – X Luzern

É já a vinte e sete de abril que chega aos escaparates Colours Of The Nighto novo trabalho discográfico de Peter Broderick, um disco que vai ver a luz do dia através da Bella Union e que contém dez canções que certamente irão ser mais uma colecção intimista de experiências vocais e líricas e que confirmarão o ambiente sonoro predileto de Peter, etéreo e feito com candura e suavidade, permitindo-nos usufruir de um silêncio sonoro, nem sempre disponível na imensidão de propostas que nos chegam aos ouvidos diariamente.

Em jeito de antecipação, Broderick acaba de divulgar um single com duas canções intitulado X Luzern e que resulta de um projeto desenvolvido pela cidade suiça citada no título, que uma vez por mês divulga gravações de bandas e artistas que atuam no local. Os dois temas incluidos no lançamento, Rainy Day e A Peace I Aim to Make, mergulham-nos num universo acústico folk particularmente emotivo e profundo, muito do agrado deste músico norte americano natural de Portland. Confere...

Peter Broderick - X Luzern

01. Rainy Day
02. A Peace I Aim To Make


autor stipe07 às 14:54
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

YACHT - Where Does The Disco? EP

Compositores, escultores, filósofos, ativistas e músicos, os YACHT (Young Americans Challenging High Technology) são um projeto concetual sedeado em Los Angeles, mas consideram Marfa, no Texas, a sua casa espiritual. No entanto, o projeto nasceu em 2002, em Portland, sendo nesta espécie de utópico triângulo das Bermudas em pleno Oeste dos Estados Unidos da América que se move um grupo que começou por servir como um veículo para Jona Bechtolt, que escreve sobre ciência, cultura e tecnologia num blogue chamado Universe, divulgar o seu trabalho em diversas áreas, qe vão da pesquisa científica à música, obviamente. Em 2008 Claire L. Evans juntou-se a Jona e já foi juntos que gravaram e publicaram em 2009  o aclamado See The Mystery Lights, na tal localidade texana chamada Marfa, ao qual se seguiu, em 2011, Shangri-la, um disco sobre a utopia, a distopia e tudo o que fica no meio. Entretanto, Bobby Birdman e Jeffrey Brodsky, amigos de Jona e Claire, já se juntaram aos YACHT, compondo a banda nas atuações ao vivo.

Com cinco discos já lançados através de editoras tão proeminentes como a DFA Records, a Marriage Records, ou a States Rights Records, onde se estrearam, os YACHT são já considerados como uma das bandas norte americanas mais criativas, principalmente por causa dos concertos, tendo já tocado em lugares tão díspares como museus, galerias de arte, barcos, casas de banho e até numa zona rural da China e das remisturas inconfundíveis, tendo já desmantelado canções de Snoop Dogg, Kings of Leon, Phoenix, Neon Indian, Stereolab, RATATAT, Classixx e muitos outros.

Um Ep com quatro temas chamado Where Does The Disco? é a mais recente novidades dos YACHT, com a última canção do alinhamento a ser uma remistura da autoria de Jerome LOL do tema homónimo, que fala sobre o amor e os CDs (Compact Disc). Assente numa batida retro sintetizada, com efeitos que disparam em diferentes direções e com um timbre sintético na voz que lhe dá uma toada que tem tanto de sexy como de robótico, Where Does The Disco? parece ser a banda sonora perfeita para uma odisseia espacial, congeminada algures no início da década de oitenta e do período aúreo do disco sound. A viagem interestelar continua em Works Like Magic, que avança agora cerca de duas décadas, até aquele período em que no início deste século, em Nova Iorque, as guitarras e o baixo começaram a dar as mãos aos sintetizadores e à eletrónica e a invadir as pistas de dança do mundo inteiro. O tema fala do fascínio que a tecnologia e a realidade virtual provocam no ser humano e como existe uma ligação estreita entre  sexo e a tecnologia; We argue that sex and technology coexist in our present: we touch, we push buttons, we seek intimacy in screens. When we connect, it works like magic, afirmou recentemente Jona sobre o tema.

Terminal Beach é uma canção diferente das antecessoras. Mantêm-se os flashes de efeitos vários, mas aqui é o indie rock quem mais ordena, feito com guitarras acomodadas em diversas camadas, uma melodia orelhuda, uma bateria bem marcada e uma postura vocal a fazer recordar divas dos anos setenta como Blondie ou Debbie Harry. O resultado final é um verdadeiro e imenso hino indie rock.

Quanto à remistura do tema homónimo do disco da autoria de Jerome Lol, o autor confere um ambiente mais negro e místico ao tema, quando amplia a percussão, dando-lhe uma tonalidade algo grave, acentuada por alguns elementos novos como o som de xilofones e da bateria.

Neste EP os YACHT continuam a dar vida à fusão única que alimentam entre o talento musical que possuem e o mundo tecnológico, propondo mais um punhado de canções que exploram a eletrónica e o indie rock de modo a serem simultaneamente abrangentes, versáteis e acessíveis ao grande público, sempre com as pistas de dança debaixo de olho. Where Does The Disco? está disponivel atualmente apenas no formato digital, através da Downtown Records, mas haverá uma edição especial física, à venda durante a próxima digressão da banda que se irá chamar Where Does This Disco? Tour. Confere...

Where Does This Disco

Works Like Magic

Terminal Beach

Where Does This Disco (Jerome LOL Remix)


autor stipe07 às 22:06
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sábado, 11 de Outubro de 2014

Bike Thief – Stuck In A Dream

Oriundos de Portland, no Oregon, os Bike Thief são Febian Perez, Greg Allen, Patrick White, Steve Skolnik e Thomas Paluck, uma daquelas típicas bandas indie que gostam de se mover por vários terrenos sonoros, fazendo-o com um equilibrio tal que evitam ao máximo decalcar apenas um espetro sonoro, para que a monotonia não se instale e um desses territórios não acabe por se tornar movediço, sugando a banda para um marasmo de onde dificilmente se encontra a saída. Assim, eles percorrem de forma inteligente estilos musicais tão variados como a indie pop, o rock progressivo e até a folk. Além da guitarra, da bateria e do baixo, também usam sintetizadores e instrumentos peculiares como o xilofone e o violino, ou seja, apostam numa conjugação entre uma instrumentação eminentemente acústica e clássica, com a contemporaneidade do sintetizador e da guitarra elétrica, o que resulta em algo vibrante e com uma energia batante particular, em canções carregadas de letras que andam quase sempre à volta de histórias sobre personagens peculiares e do universo fantástico, escritas por Febian Perez, dono de uma magnífica voz e aparentemente o lider da trupe.

Stuck In A Dream é um disco recheado de intensidade e de boas canções, com Ghosts Of Providence e Kiss The Light a serem bons exemplos da exuberância e do ritmo forte e alegre que os Bike Thief gostam de imprimir à sua música, sem que isso descure uma atmosfera bastante sentimental e até algo dramática. Se a folk parece querer dominar incialmente temas como We Once Knew Ya, a já referida Kiss The Light ou The Burning Past, neles o violino é rapidamente acompanhado por outros arranjos sintetizados e distorções que engrandecem essas canções e dão-lhes o tal clima de diversidade que os Bike Thief tanto apreciam. Mesmo em Violet Waves e Shimmer, duas canções que abordam essencialmente o indie rock, os Bike Thief fazem-no de formas distintas, com a primeira a ser objeto de um modo luminoso e ligeiro e a segunda a chamar a si um ambiente mais punk e sombrio, com uma abordagem ao rock de um modo mais progressivo e até psicadélico. Esta atmosfera acaba por se alastrar ate ao final, sendo a grande força motriz da magnificiência que percorre os mais de dez minutos do tema homónimo do disco, uma espécie de climax de todo o alinhamento, a bohemian rapsody dos Bike Thief que funciona como se fosse o olho de um furacão para onde convergem todos os temas escutados anteriormente.

Stuck In A Dream é, no fundo, um compêndio de art rock, um disco eloquente, cheio de vida e inspirador para quem gosta daquele rock feito de ambientes sonoros preenchidos e particularmente exóticos. Como podes verfificar abaixo, o disco está disponível no bandcamp da banda, com possibilidade de doares um valor pelo mesmo, ou de o obteres gratuitamente. Espero que aprecies a sugestão...

Bike Thief - Stuck In A Dream

01. A Breath
02. Ghosts Of Providence
03. Kiss The Light
04. We Once Knew Ya
05. Somewhere New
06. The Burning Past
07. Violet Waves
08. Tide Of Reason
09. Shimmer
10. Stuck In A Dream



autor stipe07 às 15:24
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|
Sábado, 6 de Setembro de 2014

Dana Buoy - Preacher EP

9Dana Buoy - "Everywhere" (Fleetwood Mac Cover)

Baterista dos Akron/Family Dana Janssen é também Dana Buoy, o nome artístico através do qual publica a sua própria música. O seu mais recente registo discográfico chama-se Preacher, uma coleção de cinco canções, onde se inclui uma cover de Everywhere, um clássico dos Fleetwood Mac, que faz parte do alinhamento de Tango In The Night, o disco que essa banda editou em mil novecentos e oitenta e sete.

Preacher assenta no clássico indie rock contemporâneo feito com encantadores teclados, uma percurssão geralmente subtil, mas transversal ao EP e que lhe confere uma textura sonora única e peculiar, assim como arranjos que muitas vezes incluem sons orgânicos e da natureza e um jogo de vozes quente e intimista.

Os pássaros que chilream no início de Isla Mujeres são apenas um pequeno detalhe, mas define com um certo charme a elevada bitola qualitativa de cinco canções que, apesar do pendor épico e festivo, não transpiram pressa e sofreguidão na forma como as guitarras e o sintetizador se cruzam musicalmente entre si e suportam as aproximações com a eletrónica.

Um dos destaques deste trabalho é, quanto a mim, It's Alright, um tema que entra pelos nossos ouvidos com extrema delicadeza, na forma de uma belíssima canção, com uma voz profunda e um sintetizador que se encaixa perfeitamente num ambiente nostálgico, também potenciado pela luminosidade da voz. Já Let's Star A War destaca-se pelos pequenos toques no tambor e um teclado profundo, numa simbiose que provoca uma espécie de quebra cabeças que nos implora para que nos dediquemos a identificar as várias camadas sonoras e as diferentes texturas da canção.

Dana Buoy deitou-se numa nuvem feita com a melhor synthpop atual e operou um pequeno milagre sonoro; Tornou-se expansivo e luminoso, encheu essa nuvem com uma sonoridade alegre, floral e perfumada, sem grandes excessos e com um belíssimo acabamento açucarado, duas das permissas que justificam coerência e acerto na estratégia musical escolhida. Em suma, Preacher é um belíssimo EP, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 16:04
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
|

eu...

Powered by...

stipe07

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Parceria - Portal FB Headliner

Facebook

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Em escuta...

Twitter

Twitter

Blogs Portugal

Bloglovin

Março 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
15
16

19
21
25

26
30
31


posts recentes

Portugal. The Man – Feel ...

STRFKR – Being No One, Go...

The High Violets – Heroes...

Cemeteries – Barrow

My Morning Jacket – The W...

Peter Broderick - Colours...

Peter Broderick – X Luzer...

YACHT - Where Does The Di...

Bike Thief – Stuck In A D...

Dana Buoy - Preacher EP

Mimicking Birds – Eons

Arrange - Their Bodies In...

Fanno Creek – Monuments

Peter Broderick - Float

Blouse - Imperium

Pure Bathing Culture - Mo...

Radiation City - Animals ...

Portugal. The Man – Evil ...

STRFKR - Miracle Mile

Y La Bamba – Oh February ...

X-Files

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

take a look...

I Love...

Os melhores discos de 201...

Astronauts - Civil Engine...

blogs SAPO

subscrever feeds