Segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Sigur Rós - The Rains of Castamere (Game Of Thrones cover)

Já há alguns meses tinha sido anunciado que os Sigur Rós iriam ter uma participação especial da quarta temporada da aclamada série Game of Thrones e, além disso, a gravação de um tema para a banda sonora também era algo expetável. Na verdade, depois de os The National já o terem feito, agora chegou a vez do grupo islandês divulgar a sua versão do tema The Rains Of Castamere, que faz parte da banda sonora da série. Confere...


autor stipe07 às 11:29
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Yalls - High Society

United

Natural de Berkeley, o produtor Dan Casey assina como Yalls e além de editar música em nome próprio costuma colaborar em outros projetos, sempre com uma enorme bitola qualitativa. A seis de maio vai ser editado United, o seu disco de estreia, através da Gold Robot e High Society é um dos avanços revelados desse trabalho. A paisagem etérea e melancólica da canção, criada por uma nuvem de sintetizadores, uma bateria eletrónica e um solo de guitarra deslumbrante, impressiona e cria o ambiente perfeito para nos ajudar a recordar no mais íntimo de cada um de nós, alguns momentos de puro êxtase. High Society foi disponibilizada para download gratuíto. Confere...

 


autor stipe07 às 19:11
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Sexta-feira, 28 de Março de 2014

Noiserv - This is maybe the place where trains are going to sleep at night

David Santos, aka Noiserv, tem um novo vídeo para o seu delicioso disco Almost Visible Orchestra, um trabalho que tive o privilégio de divulgar neste blogue, num artigo que incluiu uma entrevista com o este fantástico músico e compositor nacional! A música de abertura do disco chama-se This is maybe the place where trains are going to sleep at night, é o meu tema escolhido do disco e foi a canção escolhida para terceiro single. O tal vídeo foi realizado pelo coletivo We Are Plastic Too e a direção de fotografia ficou a cargo do Leandro Ferrão.

Em simultâneo com o lançamento deste novo single é lançada também a segunda edição da caixinha de música de Noiserv com o tema original Once upon a time i thought about having a song in a music box escrito pelo músico lisboeta. Confere...


autor stipe07 às 19:24
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Quarta-feira, 12 de Março de 2014

Teen Daze - Tokyo Winter

Teen Daze

O canadiano Teen Daze lançou a um de outubro de 2013 Glacier, o seu terceiro registo de originais, por intermédio da Lefse Records, um disco cheio de ambientes etéreos e texturas sonoras minimalistas, com um cariz um pouco gélido, uma espécie de álbum conceptual que pretendia ser a banda sonora de uma viagem a alguns dos locais mais inóspitos e selvagens do nosso planeta. Agora ele está de regresso com mais novidades, neste caso um novo EP intitulado Paradiso.

Tokyo Winter, o tema que encerra o EP, é o primeiro avanço de Paradiso, um instrumental psicadélico e hipnótico, feito com sintetizadores carregados de reverb e loopings, uma guitarra a tocar fora de tempo, vários samples de vozes e de sons orgânicos e uma bateria eletrónica irregular, na senda do conteúdo sonoro de Glacier. Os oito minutos de Tokyo Winter estão disponiveis por poucos dias para download gratuito no site de Teen Daze e Paradiso ficará disponivel do mesmo modo, nesse local, a partir de vinte e cinco de março. Apressa-te e confere...


autor stipe07 às 12:40
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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

Erlend Øye - Fence Me In

Não há confirmação oficial sobre uma possível rutura no seio dos Kings Of Convenience, mas a verdade é que a dupla norueguesa não lançou mais material inédito depois do terceiro disco do projeto, Declaration Of Dependence, editado em 2009. Se isso sucedeu é uma pena porque os Kings Of Convenience, nos três álbuns que lançaram, criaram alguma da música mais bonita que se ouviu na última década.

Erlend Øye, uma das metades da dupla e que também integra o projeto Whitest Boy Alive, prepara-se para lançar um disco a solo chamado Legao, um trabalho que chegará aos escaparates lá para maio, por intermédio da Bubbles Records, algo que não acontecia desde 2003, ano em que lançou Unrest.

Legao foi gravado em Reiquiavique, capital da Islândia, nos estúdios da banda Hjalmar, que também participa no disco. Fence Me In é o primeiro avanço conhecido de Legao, um tema que cruza uma belíssima indie pop acústica com traços identitários da bossa nova e com aquele caraterístico travo ambiental nórdico. Confere...


autor stipe07 às 12:45
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

Coldplay - Midnight

A banda de Chris Martin parece que tem finalmente novidades importantes, nomeadamente a confirmação do sexto álbum da carreira desta banda britânica, lá para o ocaso de 2014.

Hoje foi revelado um novo tema do grupo intitulado Midnight e ainda não há confirmação oficial se fará parte do alinhamento deste disco ainda sem nome confirmado. A canção tem uma forte tonalidade ambiental, etérea e espacial, parecendo conduzir os Coldplay por caminhos mais introspetivos. no entanto, há que ter em conta a possibilidade de esta canção ser apenas uma demo e não a versão definitiva do tema. Seja como for, se me é permitida a opinião, os Coldplay não mexiam mais no tema. Confere...


autor stipe07 às 19:17
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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

Majical Cloudz - Love Soul

Escrita durante o período em que Majical Cloudz compôs Impersonator e tema tocado várias vezes em concertos do músico de promoção desse disco, Love Soul é a canção que este projeto canadiano oferece hoje, gratuitamente, juntamente com um vídeo interativo verdadeiramente espetacular e cuja experiência recomendo vivamente. Love Soul é uma canção que carrega com uma enorme aúrea doce e nostálgica, o espírito deste dia, alicerçada no posicionamento assertivo da voz de Devon e na inclusão de preciosos detalhes finos. Confere...


autor stipe07 às 19:06
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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

Woman's Hour - Her Ghost

Woman's Hour - "Her Ghost"

A banda londrina Woman’s Hour chamou a atenção da crítica especializada há cerca de um ano, graças a luminosidade pop de temas como Darkest Place e Thunder e a cover que criaram para Bleeding Love, um original de Leona Lewis. Recentemente assinaram pela conceituada editora indie Secretly Canadian, e o primeiro lançamento para a etiqueta é um single chamado Her Ghost, que faz justiça à habitual toada íntima e extremamente melódica e nostálgica dos Woman's Hour. A audição deste tema é muito recomendável, acreditem... Confere.


autor stipe07 às 10:44
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Solander - Monochromatic Memories

Naturais de Malmö, na Suécia, os Solander são Fredrik Karlsson e Anja Linna e Monochromatic Memories é o ,mais recente disco da dupla, editado este mês de janeiro por intermédio da A Tenderversion Recording. A banda estreou-se nos discos em 2009 com We Are Pigeons e depois de uma extensa digressão no ano seguinte, chegou, no inverno de 2011, Passing Mt. Satu, o segundo disco dos Solander, que projetou ainda mais este projeto, que tem na típica indie folk nórdica a sua pedra de toque.

Monochromatic Memories é pois, o terceiro disco de dois amigos da faculdade que resolveram fazer música juntos e que têm vindo progressivamente e de forma natural a tornar-se numa referência importante do cenário musical alternativo sueco. No início do processo de idealização de Monochromatic Memories a banda tinha em mente buscar inspiração em ambientes alegres e luminosos.No entanto, Fredrik e Anja viram-se envolvidos por um intenso sentimento de perca devido a um evento certamente relacionado com a partida de alguém querido para ambos e, por isso, não conseguindo abstrair-se dessa nova realidade, acabaram por compôr um trabalho intensamente nostálgico e que terá servido para carpir a mágoa.

All Opportunities, o segundo tema do alinhamento de Monochromatic Memories, será talvez a canção que melhor espelha toda esta ambiência à volta da gestação do disco. Gravado em Estocolmo com o produtor Christian Gabel, o tema alicerça-se num sintetizador e num violoncelo tocado por Anja, onde se deita a voz de Karlsson, sobre uma núvem espessa de dor e amoção. O mesmo sentimento é facilmente percetível em Preludium, desta vez com diversos arranjos de cordas a acentuarem a delicadeza do quase falsete de Karlsson.

Monday Afternoon e Black Rug são dois exemplos perfeitos do cariz mais folk deste trabalho e de uma clara aproximação à típica sonoridade dos conterrâneos Junip, algo a que não será alheio o facto de os Solander serem muito admirados por José González, tendo inclusivamente andado em digressão com a banda desse músico sueco.

Todas as canções de Monochromatic Memories que se destacam por uma preponderância da folk, assentam em arranjos bem feitos e que prendem a atenção, alternando entre climas calmos e agitados, conseguidos através da combinação do dedilhar da viola e da bateria com o órgão e com sons do tal violoncelo. Em Hey Wolf essa cumplicade entre teclas e cordas assume contornos de excelência e gera uma melodia que, com a voz incrivelmente bonita de Karlsson a pairar delicadamente sobre ela, cria uma canção pop simples e muito elegante.

Já na reta final do disco, não posso deixar de destacar o charme da viola que se escuta em London Marbles e na canção homónima, mais dois exemplos perfeitos de como restam poucas dúvidas que a música dos Solander, apesar das vicissitudes que rodearam o processo de criação de Monochromatic Memories, é fortemente influenciada pelas paisagens simultaneamente espetaculares e melancólicas de uma Suécia que viveu séculos de isolamento e dificuldades e onde reside uma população com traços peculiares de caráter, bem expressos na cândura orgânica e introspetiva das suas canções.

Em suma, a música dos Solander é feita de uma indie predominantemente acústica, com forte vínculo à folk moderna, mas onde também cabem detalhes e arranjos eletrónicos, que têm tanto de delicado e etéreo como de grandioso. Encontramos aqui dois músicos competentes na forma como abarcam diferentes universos dentro de um mesmo cosmos, que misturam harmoniosamente estilos, mas sendo este um álbum pop, em toda a sua elegância e sofisticação. 

Não custa imaginar estas músicas a serem compostas em dias curtos e longas e frias noites, onde terá sido intensa e constante a procura de harmonias o mais doces e transparentes possíveis. Com tantas bandas e artistas a fazer atualmente a dita indie folk, é refrescante encontrar alguém que o faz de forma diferente e com músicas profundas e poderosamente bem escritas. Espero que aprecies a sugestão...

1. The Woods Are Gone
2. All Opportunities
3. Monday Afternoon
4. Preludium
5. Black Rug
6. Hey Wolf
7. Social Scene
8. London Marbles
9. Monochromatic Memories
10. Lighthouse


autor stipe07 às 21:57
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Warpaint - Warpaint

Theresa Wayman, Emily Kokal, Jenny Lee Lindberg e Stella Mozgawa estão de regresso com Warpaint, um título feliz para batizar o segundo disco da banda, já que, tendo em conta o seu conteúdo, este parece ser um trabalho que vem mesmo do interior da alma mais sincera e verdadeira das Warpaint, quatro miúdas que se enfiaram vários meses numa pequena casa para darem  à luz doze canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora. Joshua Tree é o nome de uma região desértica na costa oeste dos Estados Unidos da América e onde fica essa tal casa, um local batizado com esse nome por mórmons que acreditavam que as abundantes árvofres que aí existiam eram um sinal de Joshua indicando a terra prometida aos pioneiros que aí chegavam no século XVIII.

As Warpaint fugiram de uma Los Angeles artificial e onde grande parte da população vive uma vida inteira na ilusão de que nessa cidade dos anjos está a terra prometida onde relizarão todos os sonhos para, no contacto com a verdadeira natureza, criarem este belíssimo trabalho, o sucessor de The Fool, o álbum de estreia e que também tinha visto a luz do dia por intermédio da Rough Trade.

O imenso deserto de Joshua Tree foi o local perfeito para as Warpaint livrarem-se de todas as más influências e criarem algo genuíno. Com a ajuda de Flood, um mestre em retirar o melhor do verdadeiro espírito de uma banda, algo que nomes tão importante como os Sigur Rós, Nick Cave ou PJ Harvey podem comprovar, as quatro miúdas deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem uma faceta mais negra e obscura do que a estreia, para criar um álbum tipicamente rock, esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com uma certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

Os acordes iniciais de Warpaint são perfeitos para percebermos o que nos espera nos próximos quarenta minutos. Aguarda-nos belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. A escrita carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi. Esta evidência desarma completamente as Warpaint e além de, sem qualquer ponta de machismo, eu considerar que as envolve numa intensa aúrea sexual, despe-as de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que as poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade das quatro.

Warpaint é tudo menos um disco igual a tantos outros ou comum. Love Is To Die , single já retirado do disco, destaca-se pelo frenesim que o baixo e a bateria impôem, num combate de notas agudas e graves que espelham a aparente dicotomia que a letra transmite (Love is to die, Love is to not die, Love is to dance) cantada em jeito de lamúria ou desabafo.

Feitas as introduções, é aqui que o disco começa a aquecer e a mostrar vida própria e independente. Ouve-se ecos da negrura de projectos recentes como Esben & the Witch. Ouve-se Cocteau Twins. Ouve-se Portishead e Massive Attack. Teese, canção que recebe o alívio de uma guitarra acústica, chega a parecer Radiohead. Ouve-se estranheza, ouve-se escuridão. Ouve-se harmonias de vozes de outro planeta, já características do quarteto norte-americano. Mais à frente ainda, há The XX na guitarra e no baixo. Há sensualidade numa Disco//Very que nos faz imaginar um quarteto de mulheres emancipadas a abanar as ancas num qualquer anúncio de moda.

Em suma, Warpaint é para a banda, depois de um disco de estreia que obrigou a uma digressão desgastante com mais de dois anos, um notório marco de libertação e de experimentação onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, o que deu origem a um disco que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a paisagem que as rodeou durante o período de gestação.

As Warpaint põem à prova o novo álbum ao vivo na Aula Magna, a um de Março. Espero que aprecies a sugestão...

Warpaint - Warpaint

01. Intro
02. Keep It Healthy
03. Love Is To Die
04. Hi
05. Biggy
06. Teese
07. Disco//Very
08. Go In
09. Feeling Right
10. CC
11. Drive
12. Son


autor stipe07 às 21:10
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Keep Shelly in Athens - Old Time Glory

Keep Shelly In Athens - "Old Time Glory"

Quase na reta final de 2013 divulguei  At Home, o disco de estreia da dupla de dream pop grega Keep Shelly in Athens, formada por RΠЯ e Sarah Pe adivinhava um futuro auspicioso para esta dupla. No entanto, no último fim de semana a cantora Sarah P anunciou o seu abandono do projeto para, segundo a mesma, dedicar-se a outros projetos.

Em jeito de despedida os Keep Shelly in Athens partilharam Old Time Glory, uma nova canção do grupo, que resolveram oferecer gratuitamente a todos nós. O tema é mais um exemplo de como a voz de Sarah P era um importante trunfo neste projeto e talvez a melhor canção criada pelos atuais Keep Shelly In Athens que vão manter-se em atividade, com vocalistas convidados, estando já previsto um novo disco lá para o final do ano. Confere...


autor stipe07 às 13:07
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

Youth Lagoon - Worms

youth lagoon

Lefse Records está prestes a editar The Space Project, uma compilação de canções que poderiam ter chegado até nos vindas do outro lado do universo e Worms é a contribuição de Youth Lagoon para este trabalho.

Depois de em Wondrous Bughouse Trevor Powers ter idealizado um mundo governado por insectos, em Worms ele continua a parecer viver mergulhado num mundo controlado por sintetizadores, que criam melodias que passeiam pelo mundo dos sonhos, neste caso aqueles que se formam no espaço sideral. Confere...


autor stipe07 às 16:59
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Sábado, 18 de Janeiro de 2014

Stumbleine – Things Don’t Sparkle Like They Used To EP

Editado no passado dia vinte de dezembro de 2013, Things Don’t Sparkle Like They Used To, é o novo EP dos britânicos Stumbleine, um conjunto de seis novas canções, algumas delas apenas instrumentais e que criam ambientes etéreos e lo fi através de sons misteriosos, samples vocais e batidas sintetizadas. Às vezes sente-se alguma soul numa toada chillwave e shoegaze que podes obter por um preço simbólico no Bandcamp da banda, assim como a restante discografia de um grupo que acho que vale a pena conhecer e conferir.

O grande destaque do EP é I Wanna Dance With Somebody uma versão do original de Whitney Houston. Espero que aprecies a sugestão...

Stumbleine - Things Don't Sparkle Like They Used To

01. Nicotina
02. Lon Lon
03. I Wanna Dance With Somebody
04. Silhouette
05. Polka Dots
06. Hold On


autor stipe07 às 21:44
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Tara Jane O'Neil - Elemental Finding

Tara Jane O'Neil

Tara Jane O'Neil é uma cantora, compositora, produtora e artista plástica que aposta numa vertente musical bastante instrumental, com destaque para os seus concertos, onde se rodeia de imensos instrumentos, a maioria deles algo inusitados. Depois de cinco anos sem editar qualquer trabalho, Tara está de regresso aos discos com Where Shine New Lights e Elemental Finding é um dos avanços desse álbum.

Simultaneamente profundo e minimalista, Elemental Finding é um belíssimo instante introspetivo, que se destaca pelos arranjos cheios de metais, com especial relevo para o xilofone. É uma peça sonora carregada de uma doce e enternecedora melancolia, muito apropriada para estas longas noites de inverno.

O single foi disponibilizado para download gratuito pela Kranky, a etiqueta que irá lançar Where Shine New Lights no proximo dia vinte e sete de janeiro. Confere...


autor stipe07 às 14:48
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Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014

Delay Trees - Readymade

Os Delay Trees são uma banda de dream pop dos arredores de Helsinquia, na Finlândia, formada por Rami Vierula (voz, guitarra), Lauri Järvinen (voz, guitarra, sintetizador), Onni Oikari (voz, bateria) e Sami Korhonen (baixo, sintetizador). Depois de Doze, o disco editado no ocaso de 2012 e que foi antecedido pelo EP minimalista Soft Construction (2009 ), pelo EP Before I Go Go (2011) e pelo álbum homónimo de estreia (2011), esta banda finlandesa está de regresso com Readymade, mais um excelente lançamento da Soliti Records.

Os Delay Trees já me tinham deixado uma escelente impessão com Doze, um trabalho que deixou bem claro que este quarteto nórdico gosta de se movimentar livremente pelas múltiplas oportunidades sonoras que a dream pop proporciona. Portanto, do shoegaze, ao post rock, passando pelo próprio indie rock e até uma faceta mais ambiental e chillwave, são vários os terrenos que os Delay Trees têm pisado na sua ainda curta carreira e que Readymade potencia.

Seja como for, a base melódica através da qual os Delay Trees partem para começar a distribuir jogo está bem definida! É como se os Beach Boys tivessem uma banda de shoegaze e dream pop; Se tal sucedesse eles seriam os Delay Trees. Readymade está carregado de belíssimas improvisações melódicas, que criam paisagens etéreas e melancólicas que nos ajudam a emergir às profundezas das nossas memórias. É um álbum perfeito para ser mais uma banda sonora para estas noites frias de introspeção e meditação, um disco excelente para ouvir nos headphones junto à lareira, apenas iluminados pela luz que ela e as canções deste álbum debitam.

single Perfect Heartache destaca-se por ser a canção mais parecida com muitas das propostas pop atuais, tendo um cariz um pouco mais comercial, o que pressupôe que não terá sido inocente a tentativa de compôr uma espécie de canção chamariz, que depois fizesse chamar a atenção do público para o resto do álbum e para a música que os Delay Trees realmente gostam de fazer. No entanto, canções como Fireworks, Sister e Big Sleep, também apostam no mesmo indie rock melódico, adornado com arranjos sintetizados e orgânicos muito subtis mas capazes de amenizar a típica crueza das guitarras, tornando as canções mais ricas e luminosas.

Não há dúvida que em Readymade estes quatro rapazes finlandeses voltaram a levantar asas e subiram bem alto, rumo a paisagens sonoras brilhantes e etéreas. Com o terceiro disco tornaram-se ainda mais expansivos e luminosos, encheram-se com uma sonoridade alegre, floral e perfumada pelo clima ameno da primavera que há-de chegar e o mais interessante é que conseguiram fazê-lo sem grande excesso e com um belíssimo acabamento açucarado, provando que são hoje um dos projetos mais interessantes da Finlândia. Espero que aprecies a  sugestão...

Delay Trees - Readymade

01. Intro
02. Fireworks
03. Steady
04. Sister
05. Woods
06. Perfect Heartache
07. The Howl
08. Big Sleep
09. The Atlantic

 


autor stipe07 às 21:05
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Yumi Zouma - The Brae

The Brae

Uma profunda delicadeza prestes a invadir os nossos ouvidos pode também chegar dos antípodas, neste caso da Nova Zelândia, um país que tem merecido algum destaque por cá, com nomes tão díspares como os The Map Room, The Phoenix Foundation ou Shocking Pinks a merecerem uma atenção contínua, além dos inevitáveis Unknown Mortal Orchestra. Os Yumi Zouma são uma nova banda desse país e que começará a ficar debaixo do meu radar, até porque parecem seguir uma orientação sonora inédita relativamente às habituais propostas locais.

Representados já pela insuspeita etiqueta norte americana Casine, os Yumi Zouma vão editar a onze de fevereiro o seu EP de estreia e The Brae é o primeiro avanço desse trabalho. Com uma sonoridade próxima dos já conceituados Blouse e com forte influência dos sintetizadores que alicerçaram a dream pop dos anos oitenta, a canção traduz a estética essencialmente nostágica desta banda e puxa-nos para uma atmosfera muito própria e revivalista. Confere...


autor stipe07 às 18:18
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The Notwist - Close To The Glass

Os alemães The Notwist estão de regresso aos discos com um novo álbum de originais, que chegará aos escaparates já em fevereiro próximo. Celebrados em 2002 por Neo Golden e autores em 2008 do brilhante The Devil, You + Me, os irmãos Archer deram ao novo álbum o titulo Close To The Glass e já é conhecido o tema homónimo, que mantém a habitual toada fortemente experimental da dupla. A canção foi disponibilizada pela banda para download gratuito. Confere...


autor stipe07 às 13:00
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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2014

Darkside - Psychic

Gravado nos últimos dois anos entre Paris e Nova Iorque e lançado no passado dia oito de outubro, Psychic é a mais recente obra-prima com a intervenção direta do músico e produtor Nicolas Jaar, que no projeto Darkside une esforços com o não menos talentoso David Harrington, seu colega de palco e da faculdade. E quando é o selo Other People, em parceria com a Matador Records, a abençoar esta estreia de uma dupla que promete deixar uma marca importante na história da música eletrónica, então juntam-se todos os ingredientes para estarmos na presença de um disco que será certamente um marco. Psychic foi antecedido de um auspicioso EP de estreia, chamado Darkside, que serviu logo para a crítica tomar o pulso à electrónica mercurial de Jaar e Harrington e ficar à espera deste disco com justificada expetativa.


Psychic impressiona pela forma subtil como, ao criar um ambiente muito próprio e único através da forma como sustenta instrumentalmente os oito temas do seu alinhamento, alberga diferentes géneros sonoros e faz uma espécie de súmula da história da música dos últimos quarenta anos. É um disco mutante, que cria um universo quase obscuro em torno de si e que se vai transformando à medida que avançamos na sua audição, que surpreende a cada instante.

Do rock sujo e rugoso à pop mais límpida, escuta-se de tudo um pouco e logo no primeiro tema; Os onze minutos de Golden Arrow provocam e atiçam. São uma verdadeira entrada a matar para percebermos que os Darkside preocuparam-se em trazer para o disco o ambiente envolvente dos seus concertos, ora catárticos devido à batida, ora em busca de uma psicadelia que só uma guitarra picada a lançar-se sobre o avanço lento mas infatigável de um corpo eletrónico que também usa a voz como camada sonora, consegue proporcionar. São onze minutos que nos preparam o cenário sobre o qual vai apresentar-se Psychic como um todo.

A partir daí são vários os mestres que Psychic chama para os seus braços; Mark Knofler é chamado à pedra por Harrington em Sitra, quando se escuta uma linha de guitarra que poderia muito bem ter sido dedilhada por ele e quer Moby  quer os Massive Attack certamente sentiram um enorme arrepio quando escutaram a ambiência sonora e os loops de Hearts, ao mesmo tempo que amparavam uma voz que poderia muito bem ser um Tom Waits sobre o efeito de uma bolha de hélio. Na verdade, uma das grandes virtudes deste disco é a forma como a eletrónica de Jaar e a guitarra de Harrington se entrelaçam, numa simbiose que roça a perfeição em muitos temas. Mas, voltando à revisão histórica, na minha opinião, o auge desta revisão eufórica acontece quando Psychic desperta-nos para uns Pink Floyd imaginários e futuristas ao som da sequência Paper Trails  e The Only Shrine I’ve Seen , uns Pink Floyd que certamente não se importariam de ter sido manipulados digitalmente há trinta anos atrás se fosse este o resultado final dessa apropriação.

Daqui em diante ainda há tempo para sentir em Freak, Go home, um toque de lustro dos anos oitenta, através de um sintetizador que apenas permanece o tempo suficiente para nos preparar para uma batida crua, cheia de loops e efeitos em repetição constante, mas livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor, que de algum modo apenas é interrompido em Greek Light, aquela canção que todos os grandes discos têm e que também serve para exaltar a qualidade dos mesmos, principalmente quando se desviam um pouco do rumo sonoro geral do trabalho. Os efeitos robóticos carregados de poeira e daquele som típico da agulha a ranger no vinil, assim como os teclados de Metatron e um subtil efeito de guitarra colocam-nos de novo na rota certa de um álbum que do tecno minimal ao space rock, passando pela chillwave e a eletrónica ambiental, impressiona pela atmosfera densa e pastosa mas libertadora e esotérica que transporta. Psychic é um disco muito experimentalista naquilo que o experimentalismo tem por génese: a mistura de coisas existentes, para a descoberta de outras novas. Mas tem também uma estrutura sólida e uma harmonia constante. É estranho mas pode também não o ser. É a música no seu melhor. Espero que aprecies a sugestão...

Album cover: Darkside - Psychic (2013)

01. Golden Arrow
02. Sitra
03. Heart
04. Paper Trails
05. The Only Shrine I’ve Seen
06. Freak, Go Home
07. Greek Light
08. Metatron


autor stipe07 às 21:46
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Quinta-feira, 2 de Janeiro de 2014

Midlake - Antiphon

Editado no passado dia cinco de novembro pela Bela Union e ATO Records, Antiphon é o novo disco dos Midlake, o sucessor de The Courage Of Others (2010) e um trabalho produzido por Paul Alexander e os próprios Midlake e cujo single homónimo está disponível no site da banda. Este é o primeiro disco lançado pelos Midlake após a saída do habitual vocalista, Tim Smith, no final de 2012, com a banda a ser neste momento liderada pelo baterista McKenzie Smith e a voz a ser assegurada pelo guitarrista Eric Pulido.

Já com uma dúzia de anos de carreira e algumas mudanças na formação, parece que finalmente este grupo conseguiu a estabilidade que lhes permite demonstrar todo o potencial que desde sempre demonstraram, com comparações com os Fleetwood Mac e os Grandaddy, entre outros, a terem colocado sempre elevadas expetativas neste grupo de Devon, no Texas, a cada lançamento.

A sequência inicial de Antiphon, com o tema homónimo, o baixo de Provider e a excelente The Old And The Young justificam, por si só, a audição atenta deste álbum e a aquisição do mesmo, com a voz grave, invasiva e visceral de Pulido a conferir um interessante colorido a canções com uma toada eminentemente pop e arranjos pensados para a criação de ambientes épicos e paisagens deslumbrantes.

Na sequência, It's Going Down e a instrumental Vale mantêm o alinhamento num nível elevado, com o já citado baixo e as guitarras a não se deixarem perder completamente nos teclados envolventes que vão alimentando as canções, com especial enfoque na introdução lindíssima de The Old And The Young.

Aliás, Antiphon, neste sentido, é um título algo simbólico para estes renovados Midlake, que já nada têm a ver com o consagrado Van Occupanther, o grande disco da primeira era deste grupo norte-americano; Depois de vários anos onde o protagonismo residia na delicadeza vocal de Smith, o sexteto esqueceu tudo e começou do zero, a criar, de certa forma e em termos de sonoridade, aquilo que se pode chamar de uma nova banda. Antífona é uma peça musical religiosa, entoada no canto gregoriano por dois coros; É esta a ideia de banda, de conjunto, de união, de ajuda artística mútua que é expressa com força e qualidade pelos novos Midlake.

No dia a dia dos Midlake foram postos de lado todos aqueles adereços que tantas vezes ofuscabam de algum modo a música do grupo, nomeadamente nas atuações ao vivo (robots, balões, representações de seres fantásticos,...) com o enfoque, agora, a ser feito no que mais importa, o conteúdo musical de uma banda que se quer mostrar mais adulta e deixar de viver dos feitos do passado. Antiphon pretende ser o começo de uma nova jornada, um disco cheio de canções inspiradas pelo shoegaze dos Pink Floyd dos anos setenta e o rock alternativo da década seguinte, com temas grandiosos e impregnados de um certo ideal de humanidade profunda.

Antiphon é o primeiro disco do resto da vida de uns Midlake maiores e melhores, menos nostálgicos e mais rockeiros e progressivos. Espero que aprecies a sugestão...

Midlake - Antiphon

01. Antiphon
02. Provider
03. The Old And The Young
04. It’s Going Down
05. Vale
06. Aurora Gone
07. Ages
08. This Weight
09. Corruption
10. Provider Reprise

 


autor stipe07 às 21:18
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Sábado, 28 de Dezembro de 2013

Os melhores discos de 2013 (10 - 01)

10 - The Flaming Lips -The Terror

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Uma das virtudes e encantos deles foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. The Terror segue esta permissa temporal, agora num futuro pós apocalítico mas, tematicamente, parece ser um trabalho muito terreno, digamos assim, porque fala imenso do amor, mas também do abandono e da proximidade com a morte. A poesia dos The Flaming Lips é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir.

CD 1
01. Look… The Sun Is Rising
02. Be Free, A Way
03. Try To Explain
04. You Lust
05. The Terror
06. You Are Alone
07. Butterfly, How Long It Takes To Die
08. Turning Violent
09. Always There In Our Hearts

CD 2
01. Sun Blows Up Today
02. All You Need Is Love

 

9 - Sigur Rós - Kveikur

Quem conviveu intimamente na última década com a música dos Sigur Rós e criou algumas defesas quanto à possível transformação sonora da banda, tornando-se algo purista relativamente à fórmula que sempre adoptaram, terá já torcido o nariz a Valtari e ainda mais desapontado ficará com Kveikur. Mas, se quem teve essa tal convivência íntima de espírito aberto e são e predisposto a aceitar novos rumos, tem em Kveikur um novo manancial de de detalhes e nuances instrumentais para explorar e descobrir, um exercício musical que certamente será do agrado de quem não se importa de descobrir uns Sigur Rós mais crús, diretos e psicadélicos, mas que não deixam, mesmo assim, de nos fazer flutuar num universo de composições etéreas e sentimentalmente atrativas.

01. Brennisteinn
02. Hrafntinna
03. Ísjaki
04. Yfirborð
05. Stormur
06. Kveikur
07. Rafstraumur
08. Bláþráður
09. Var

 

8 - Foxygen - We Are The 21st Century Ambassadors of Peace and Magic

We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace & Magic é um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os Foxygen. É um impressionante passo em frente quando comparado com Take the Kids Off Broadway e um disco vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências do passado.

In The Darkness

No Destruction

On Blue Mountain

San Francisco

Bowling Trophies

Shuggie

Oh Yeah

We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic

Oh No 2

 

7 - Weekend - Jinx

A cuidada sujidade ruidosa que os Weekend produzem é feita com justificado propósito usando a distorção das guitarras como veículo para a catarse de vários conflitos emocionais e conotações filosóficas, as grandes temáticas das dez letras de Jinx. Esta acaba por ser a fórmula que faz deste álbum um conjunto coeso de dez canções, com uma estrutura muito bem construída, que não vão dececionar quem aprecia o rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa espécie de hardcore luminoso.

Weekend - Jinx

01. Mirror
02. July
03. Oubliette
04. Celebration, FL
05. Sirens
06. Adelaide
07. It’s Alright
08. Rosaries
09. Scream Queen
10. Just Drive

6 - Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Action

O grande segredo dos Franz Ferdinand reside na capacidade que demonstram de se renovarem e exerimentarem coisas novas e, ao mesmo tempo, não quererem complicar! É curioso até perceber que, de disco para disco, a noção de simplicidadce está cada fez mais presente, já que agora nem se vislumbram alguns arranjos eletrónicos que constavam de alguns dos anteriores alinhamentos da banda. Para este grupo quem dita as regras são eles próprios, apesar de pequenos detalhes que nos remetem para outros projetos, com os Gang Of Four à cabeça. Mas o importante é que a ideia de festa esteja sempre presente.

Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Actions

01. Right Action
02. Evil Eye
03. Love Illumination
04. Stand on the Horizon
05. Fresh Strawberries
06. Bullet
07. Treason! Animals.
08. The Universe Expanded
09. Brief Encounters
10. Goodbye Lovers And Friends

 

5 - Crystal Stilts - Nature Noir

Mestres em dissecar uma já clássica relação estreita entre o rock de garagem e o punk psicadélico e exímios na forma como colocam na voz aquele cariz algo sombrio que tão bem os carateriza, em Nature Noir, os Crystal Stilts apresentam-nos dez canções viscerais e cheias de estilo, tão enevoadas como a penumbra que rodeia o próprio grupo, mas também tão luminosas como só as bandas que sabem ser eficazes à sombra das suas próprias regras conseguem ser.

01. Spirit In Front Of Me
02. Star Crawl
03. Future Folklore
04. Sticks And Stones
05. Memory Room
06. Worlds Gone Weird
07. Darken The Door
08. Electrons Rising
09. Nature Noir
10. Phases Forever

 

4 - Youth Lagoon - Wondrous Bughouse

Mesmo que a loucura seja uma espécie de fio condutor de Wondrous Bughouse e que ela seja tratada como um referencial que flutua constantemente entre a metáfora e a realidade, através de letras corroídas pelo medo de encarar o quotidiano adulto, as melodias ascendentes e alegres do disco, fazem dele uma obra prima, porque raramente um compositor conseguiu analisar o universo de um jovem adulto com tanta veracidade e dor e, simultaneamente, deixar-nos com um enorme sorriso nos lábios quando somos confrontados com a beleza melódica de que se serve para atingir tal desiderato.

01. Through Mind and Back
02. Mute
03. Attic Doctor
04. The Bath
05. Pelican Man
06. Dropla
07. Sleep Paralysis
08. Third Dystopia
09. Raspberry Cane
10. Daisyphobia

3 - Unknown Mortal Orchestra - II

Em II, os Unknown Mortal Orchestra aperfeiçoam letras e ruídos, duas vertentes essencias do seu cariz identitário. Em relação à estreia, o disco tem uma sonoridade mais grandiosa e controlada, ao mesmo tempo. As canções têm um maior volume e densidade, mas continuam a soar muito bem em ambientes fechados e reduzidos. A simplicidade não deixa de se fazer notar e o disco flutua num ambiente próprio, livre de exageros e coerente com a proposta determinada pela banda e que, como ficou patente na estreia, sustenta-se na dualidade existente nos tais laços entre a psicadelia e o R&B. Coerente com vários discos que têm revivido os sons outrora desgastados das décadas de sessenta e setenta, II é uma viagem ao passado sem se desligar das novidades e marcas do presente.

01 – From The Sun
02 – Swim And Sleep (Like A Shark)
03 – So Good At Being In Trouble
04 – One At A Time
05 – The Opposite Of Afternoon
06 – No Need For A Leader
07 – Monki
08 – Dawn
09 – Faded In The Morning
10 – Secret Xtians

2 - The National - Trouble Will Find Me

Como é normal com todos os discos dos The National, Trouble Will Find Me é uma rodela que exige tempo, que se revela a pouco e pouco e que só será devidamente entendida após várias e repetidas mas dedicadas audições. É um álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade, mas é sobretudo um exercício de audição individual das canções. Com ele os The National firmam a sua posição na classe dos artistas que basicamente só melhoram com o tempo.

The National - Trouble Will Find Me

01. I Should Live In Salt
02. Demons
03. Don’t Swallow The Cap
04. Fireproof
05. Sea Of Love
06. Heavenfaced
07. This Is The Last Time
08. Graceless
09. Slipped
10. I Need My Girl
11. Humiliation
12. Pink Rabbits
13. Hard To Find

 

1 - Arcade Fire - Reflektor

Reflektor é um disco altamente preciso e controlado, pensado ao mínimo detalhe e que vai ao encontro das enormes expetativas que sobre ele recaiam, ainda por cima num ano em que a concorrência mais direta lançou discos, alguns deles com uma elevada bitola qualitativa. É um salto qualitativo em frente na carreira dos Arcade Fire por ter colocado um enorme ponto de interrogação nos fãs e apreciadores da banda relativamente ao futuro sonoro do grupo

Arcade Fire - Reflektor

CD 1
00. Hidden Track
01. Reflektor
02. We Exist
03. Flashbulb Eyes
04. Here Comes The Night Time
05. Normal Person
06. You Already Know
07. Joan Of Arc

CD 2
01. Here Comes The Night Time II
02. Awful Sound (Oh Eurydice)
03. It’s Never Over (Oh Orpheus)
04. Porno
05. Afterlife
06. Supersymmetry


autor stipe07 às 15:26
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Sexta-feira, 27 de Dezembro de 2013

CEO - Whorehouse

Um dos discos mais aguardados no início de 2014 é Wonderland, o novo trabalho do sueco Eric Berglund, aka CEO, e que sucede a White Magic (2010). De acordo com o título, é esperada mais uma nova fornada de maravilhosas canções, cheias de alegria e cor. Whorehouse, o primeiro avanço deste novo álbum de CEO, distancia desde logo o artista do ambiente mais introspetivo que alimentou White Magic e promete para Wonderland um cardápio de experiências místicas ainda mais abrangentes que o álbum anterior. Esta canção bastante festiva e carregada de arranjos luminosos já teve direito a um video que segue a mesma linha, pontuado por um cenário noturno mas cheio de cor.

Wonderland tem previsão de lançamento para o dia quatro de Fevereiro, e chega por intermédio do selo Modular. Confere...


autor stipe07 às 10:38
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Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013

Unknown Mortal Orchestra - SB-01

Os Unknown Mortal Orchestra de Ruban Nielsen apostaram em II, o segundo disco do grupo, editado há cerca de um ano, numa linha sonora que procurou estreitar fortes laços entre a psicadelia e o R&B. Mas hoje, além de demonstrarem mais uma vez uma forte veia inventiva, também surpreenderam com uma interessante generosidade, típica desta época do ano. Assim, para comemorar o Natal de 2013, resolveram disponibilizar gratuitamente no bandcamp do grupo um curioso instrumental, um único tema com pouco mais de vinte e dois minutos intitulado SB-01.

Esta canção tem um forte pendor ambiental e uma ligeira carga psicadélica, feita por uma nuvem densa de cordas, sintetizadores e samples claustrofóbicos e talvez seja um apontar de novos caminhos, em termos de arranjos, no que concerne ao futuro discográfico dos Unknown Mortal Orchestra. Confere...


autor stipe07 às 20:28
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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013

Ulrich Schnauss & Mark Peters - Tomorrow Is Another Day

Lançado no passado dia vinte ecinco de outubro pela Bureau B, Tomorrow Is Another Day é um dos mais interessantes discos que chegou à minha redação, até pela sonoridade singular, pouco habitual no blogue. O disco é da autoria do projeto Ulrich Schnauss & Mark Peters que, conforme o nome indica, resulta da colaboração de dois músicos que dessa forma deram origem a uma dupla de pop eletrónica.

Ulrich Schnauss nasceu em Kiel, no litoral norte de Alemanha, em 1977 e começou por destacar-se no cenário drum n'bass da Berlim dos anos noventa, tendo integrado os projetos A Long Way to Fall e A Strangely Isolated Place. Mark Peters é um britânico nascido em 1975 , natural de Liverpool e um dos membros da banda Engineers. Schnauss juntou-se aos Engineers em 2010 como teclista e a partir daí nasceu uma forte amizade entre estes dois músicos, que começaram a explorar juntos algumas vertentes mais instrumentais do cenário indie pop e eletrónico que sempre norteou o processo de criação melódica de ambos.

Tomorrow Is Another Day é já o segundo disco desta parceria que começou com Underrated Silence e o trabalho onde os dois integrantes aprimoram a forma como exploram paisagens sonoras expressionistas, através das teclas de Schnauss e a guitarra de Peters, as grandes referências instrumentais neste processo de justaposição de vários elementos sonoros.

Das Volk Hat Keine Seele é o grande destaque de Tomorrow Is Another Day, um trabalho produzido pelo próprio Schnauss e onde quase todos os temas sáo apenas instrumentais. É o disco que consolida a parceria da maturidade que a mesma já demonstra, um trabalho onde o diálogo feliz e profícuo entre o contraste das preferências sonoras da dupla melhor se sublima e onde se destaca a emoção com que a música criada por ambos consegue transportar bonitos sentimentos.

Há uma forte dinâmica criativa no seio deste projeto e apesar das diferentes origens musicais, nenhum estilo musical domina o outro e o efeito é o de duas vozes igualmente magistrais numa conversa coerente celebrando a natureza dinâmica da combinação instrumental e explorando um novo método de abordagem criativa, que permite a concordância e a discordância, por sua vez. Espero que aprecies a sugestão... 

1. Slow Southern Skies
2. Tomorrow Is Another Day
3. Das Volk Hat Keine Seele
4. Inconvenient Truths
5. One Finger And Someone Else's Chords
6. Additional Ghosts
7. Walking With My Eyes Closed
8. Rosmarine
9. Bound By Lies
10. There's Always Tomorrow

 


autor stipe07 às 21:58
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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

Nomadic Firs - Mystic Color Faze (Bsides​-​Edits​-​Singles)

Nomadic Firs é Ryan Boos, um agricultor do Tennesse proprietário de uma pequena quinta com vários cães e casado com Holly. Mas também faz música Editou em maio de 2012 um disco e agora, ano e meio depois, regressa com uma coletânea chamada Mystic Color Faze (Bsides-Edits-Singles)Lavish Hush, disponível gratuitamente, foi o single de avanço desta coletânea que foi editada no passado dia vinte e nove de outubro e que encontramos no bandcamp do projeto. Mas há mais singles disponíveis gratuitamente; Mystic Color Faze, o tema homónimo e All For Love e In The Valley.


Mystic Color Faze (Bsides-Edits-Singles) é pois uma coleção de raridades, temas nunca antes editados, sons e algumas remisturas que são, de certa forma, o lado b de um projeto que explora diferentes tipos de ambientes e sonoridades. Da chillwave ao rock experimental, passando por outros momentos mais acústicos, Nomadic Firs contém no seu âmago uma fúria experimental que integra uma espantosa solidez de estruturas, é um continente que se desbrava num misto de euforia e contemplação. A poesia de Nomadic Firs é algo metafórica, o que faz dele alguém ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-lo para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só ele consegue transmitir.

As electrónicas são aqui um elemento estruturalmente marcante e a presença de outros instrumentos amplifica os contrastes e acrescenta cores a uma música que cativa e desafia. Mystic Color Faze (Bsides-Edits-Singles)  é um daqueles raros discos que, chegados ao fim, nos compelem a regressar ao início e uma experiência rica em acontecimentos sonoros. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 17:16
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Domingo, 15 de Dezembro de 2013

I Break Horses - Faith

IBH

Naturais de Estocolmo, os suecos I Break Horses são uma dupla formada por Maria Lindén e Fredrik Balck, que se juntou em 2008 e se estreou nos discos em 2011 com Hearts, por intermédio da reputada e insuspeita Bella Union. Agora, estarão de regresso em 2014 com um disco chamado Chiaroscuro e já se conhecem duas canções desse trabalho; Denial e o tema que sugiro, intitulado Faith, assente num sintetizador agudo e pujante e numa voz sintetizada, com uma tonalidade incrível e única.

O tema passa uma mensagem algo dramática, bem presente no video da canção recentemente divulgado, realizado por Magnus Härdner e que mostra cenas do quotidiano a preto e branco. Confere...


autor stipe07 às 17:47
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