Quarta-feira, 4 de Maio de 2016

Wussy – Forever Sounds

Considerados por imensa crítica especializada como a melhor banda norte americana da atualidade, os Wussy andam por cá desde 2001 e acabam de regressar aos discos com Forever Sounds, o sexto registo de originais da carreira deste grupo oriundo de Cincinnati, no Ohio e formado por Chuck Cleaver, antigo líder dos Ass Ponys e Lisa Walker, Mark Messerly, Joe Klug e John Erhardt. Este tomo de dez canções viu a luz do dia à boleia da insuspeita Shake It Records, sendo já um marco discográfico do ano no panorama alternativo norte americano.

Intensos, rugosos e com um cardápio sonoro impregnado com um manancial de efeitos e distorções alicerçadas em trinta anos de um indie rock feito com guitarras bastante inspiradas, estes Wussy transportam já uma herança no seu cardápio que sempre buscou texturas sonoras abertas, melódicas e expansivas, mas onde o ruído e o pendor lo fi são também traves mestras da sua filosofia sonora. O magnífico reverb da guitarra de Donny’s Death Scene, a luminosidade melódica de Hello, I'm A Ghost, a comoção latente em Sidewalk Sale, ou  a grandiosidade do single Dropping Houses, composição que exibe linhas e timbres de cordas eletrificadas muito comuns no chamado garage rock, uma produção suja, um registo vocal cru e um ruído constante, são aspetos que nunca inibem os Wussy de se manterem concisos e diretos na visceralidade controlada que querem exalar e provam elevada competência no modo como, nos exemplos citados, separam bem os diferentes sons e os mantêm isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que lhes dão substância.

Muitas vezes torna-se demasiado dominante e percetivel a distorção das guitarras em bandas que apostam no espetro sonoro relacionado com o indie rock mais cru, mas no caso deste quinteto tal preponderância atinge uma bitola qualitativa elevada, além de não faltar uma porta aberta a um saudável experimentalismo. O modo exemplar como Forever Sounds amplifica estas impressões faz deste Wussy um nome a reter com urgência, impulsionados por um disco que é um espetacular tratado de indie punk rock aternativo, aditivo, rugoso e viciante. Confere...

Wussy - Forever Sounds

01. Dropping Houses
02. She’s Killed Hundreds
03. Donny’s Death Scene
04. Gone
05. Hello, I’m A Ghost
06. Hand Of God
07. Sidewalk Sale
08. Better Days
09. Majestic-12
10. My Parade


autor stipe07 às 21:41
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Quarta-feira, 2 de Março de 2016

Wussy - Dropping Houses

Considerados por imensa crítica especializada como a melhor banda norte americana da atualidade, os Wussy andam por cá desde 2001 e revelaram há poucos dias Dropping Houses, o espetacular single de avanço para Forever Sounds, o sexto disco da carreira deste grupo oriundo de Cincinnati, no Ohio e formado por Chuck Cleaver, antigo líder dos Ass Ponys e Lisa Walker, Mark Messerly, Joe Klug e John Erhardt e que irá ver a luz do dia muito em breve, à boleia da Shake It Records.

Intensos, rugosos e com um cardápio sonoro impregnado com um manancial de efeitos e distorções alicerçadas em trinta anos de um indie rock feito com guitarras bastante inspiradas, estes Wussy transportam já uma herança no seu cardápio que sempre buscou texturas sonoras abertas, melódica e expansiva, mas onde o ruído e o pendor lo fi são também traves mestras da sua filosofia sonora, como é muitas vezes percetivel na distorção das guitarras em bandas que apostam no espetro sonoro relacionado com o indie rock mais cru, mas que no caso deste quinteto atinge uma bitola qualitativa elevada e onde não falta uma porta aberta a um saudável experimentalismo.

Já com direito a um excelente vídeo realizado por Scott Fredette, Dropping Houses exibe linhas e timbres de cordas eletrificadas muito comuns no chamado garage rock e a produção suja, o registo vocal cru e o ruído constante, ao longo do tema, nunca inibe os Wussy de se manterem concisos e diretos na visceralidade controlada que querem exalar e prova elevada competência no modo como separam bem os diferentes sons e os mantêm isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que dão substância à canção.

Aguarda-se pois, por cá, com elevada expetativa, o lançamento de um disco que será, certamente, um espetacular tratados de indie punk rock aternativo,aditivo, rugoso e viciante. Confere...

 


autor stipe07 às 18:11
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2015

Saintseneca – Such Things

Dark Arc, o extraordinário segundo álbum de estúdio dos norte americanos Saintseneca, uma banda natural de Columbus, no Ohio e formada por Zac Little, Maryn Jones, Steve Ciolek e Jon Maedor, já tem sucessor. Such Things é o novo tomo de canções desta banda essencial para a caraterização fiel do cenário indie folk norte americano na atualidade e, tendo visto a luz do dia à boleia da ANTI, não defrauda quem aprecia composições algo minimalistas, mas com arranjos acústicos particularmente deslumbrantes e cheios de luz.

Se os Mumford & Sons ou os Lumineers têm preenchido os holofotes de quem acompanha um género sonoro muito carateristico e com uma luminosidade única, seria importante começar a olhar para estes Saintseneca com outro olhar porque, disco após disco, eles estão a cimentar com superior arrojo e enorme criatividade, um compêndio de canções que merecem audição dedicada e maior projeção.

Honestidade, sinceridade e boa disposição são ideias e conceitos muito presentes na música destes Saintseneca e com elas surge, lado a lado, uma monumentalidade instrumental de realce, muitas vezes percussiva, como atesta, por exemplo, no caso de Such Things, Sleeper Hold. E a verdade é que este coletivo plasma tal evidência ao nível de poucos projetos contemporâneos. Além disso, o modo como as cordas vão surgindo nas várias canções e o diferente modelo de projeção das mesmas, acustica ou eletricamente, plasmam uma maturidade já bastante vincada, com os coros dos refrões a serem também uma imagem de marca que reforça uma calorosa ideia de coletivo. Mesmo em cenarios melódicos mais contidos, como sucede em Estuary, nunca é colocada em causa esta noção de luz e cor, uma sensação permanentemente orgânica de vitalidade e inspiração, que sabe como deixar o ouvinte a pensar, mesmo sabendo que está a ser diretamente convidado para se deixar absorver por um clima particularmente festivo. Depois, o modo quase sempre emocionado da interpretação vocal e o arrojo com que os restantes membros da banda se juntam ao vocalista, como sucede em Rare Form, amplia imenso o volume da canção e o seu cariz épico e expansivo, algo que se repete várias vezes ao longo de Such Thing, nomeadamente em River.

Such Things é um fundamental marco no presente anuário, oferecido por uns Saintseneca que pretendem algo tão grandioso como quererem apropriar-se, com competência, alegria e criatividade, de um género musical com profundas raízes na terra do Tio Sam. Espero que aprecies a sugestão...

Saintseneca - Such Things

01. Such Things
02. ///
03. Sleeper Hold
04. Estuary
05. Rare Form
06. Bad Ideas
07. The Awefull Yawn
08. How Many Blankets Are In The World
09. River
10. Soft Edges
11. The All Full On
12. Necker Cube
13. Lazarus
14. House Divided
15. Maya 31


autor stipe07 às 18:33
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

Joseph Arthur – Days Of Surrender

Editado no final da última primavera, Days Of Surrender é o novo registo de originais de Joseph Arthur, um músico e compositor que nasceu em Akron, no Ohio, em setembro de 1971 e já com uma longa carreira discográfica, iniciada no início deste século e que conta com quase duas dezenas de lançamentos, com destaque para o anterior, um trabalho intitulado Lou e que serviu de tributo a Lou Reed, uma das grandes referências de Arthur.

A passear entre o rock alternativo, o indie pop e a folk, este músico norte americano aposta, quase sempre, em composições que são verdadeiras peças melódicas recheadas com um turbilhão de emoções. E o alinhamento de Days Of Surrender não escapa quer às próprias opções instrumentais de Arthur sempre ricas e exuberantes e interpretadas pelo próprio, praticamente na íntegra, mesmo em palco, quer à evidência acima referida, sempre com uma preocupação clara por parte do autor em realçar o cariz intimista e singelo das suas canções, com arranjos e letras que falam por si.

Days Of Surrender ilumina a nossa mente e afaga os ouvidos logo no início, com os timbres de cordas bastante marcados de Pledge Of Allegiance e de Mystic Sister e o piano grave de Maybe You, a serem temas que colocam a nú a receita predileta de Arthur. Independentemente da primazia instrumental de cada um dos temas, raramente faltam alguns efeitos, percussivos ou atmosféricos, quase sempre com uma origem sintética, mas que nunca colocam em causa o vincado sabor orgânico de canções com as quais poderá haver uma identificação clara por parte do ouvinte, tal é a clareza e a acutilância com que Arthur versa sobre assuntos do quotidiano de qualquer comum mortal, sempre com uma vincado convite à reflexão profunda sobre os mesmos. Break, por exemplo, é uma canção agridoce, criada com inspiração e apurada veia criativa e que explora a fundo as diversas possibilidades sonoras da viola, com uma tonalidade única e uma capacidade incomum para quem souber ser exímio no seu manuseamento, como é o caso, ser capaz de a dedilhar para transmitir sentimentos e emoções com uma crueza e uma profundidade simultaneamente vigorosas e profundas. Mesmo quando o instrumento é eletrificado e deixado um pouco à sua sorte e a um andamento algo boémio, como sucede em Hold A Hand, ou opta por um frenesim agitado, como é o caso de Innocent Man, em vez do perigo do descontrole e da perca de homogeneidade no alinhamento, assiste-se à obtenção de um estado superior de consciência e profundidade, na abordagem temática da canção, que nos convida a um urgente exercicio de exorcização de todas as amarrras que o amor, como sentimento libertador, ainda coloca a muitos de nós.

Joseph Arthur tem conseguido sobreviver airosamente à erosão dos anos e estas suas novas canções soam ainda mais atuais e profundamente harmoniosas. São, no fundo, novas pinturas sonoras, carregadas de imagens evocativas que já conferimos em outros tempos, mas pintadas com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de luz e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provam a sensibilidade do autor para expressar tudo aquilo que sustenta a memória e o coração de muitos de nós. Espero que aprecies a sugestão...

Joseph Arthur - Days Of Surrender

01. Pledge Of Allegiance
02. Maybe You
03. Mystic Sister
04. Break
05. Come Back When You’re Poor
06. Isolate
07. Hold A Hand
08. I Don’t Know The Way
09. Innocent Man
10. Come Inside
11. Take You There
12. If I Could I’d Get Out


autor stipe07 às 21:29
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Terça-feira, 28 de Abril de 2015

Van Dale - Van Dale

Foi no passado dia trinta e um de março que chegou aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o espetacular novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Em nove canções cheias de energia, os Van Dale ressuscitam alguns dos melhores detalhes do grunge e do rock alternativo dos anos noventa, com as distorções de Peacefully e o efeito da guitarra e as transições de volume e ritmo de Bed Of Bricks a trazerem-nos à memória aquelas tardes de domingo ou de gazeta semanal, em que era rei quem tinha uma Yamaha DT 500 ou um par de Dr Martens e nos ouvidos um Walkman com cassetes pirateadas com gravações dos Nirvana, dos Pearl Jam ou dos Soundgarden.

Estes Van Dale vão diretos ao assunto, não perdem tempo com arranjos desnecessários, mas, nem por isso, deixam de ter um apreciável sentido estético e uma veia experimental apreciável que, por exemplo, em What It's All About pisca o olho ao rock progressivo e em I Got Money tem um certo travo ao surf rock, com uma roupagem mais eletrificada e rugosa. Mas seja qual for a abordagem, tematicamente, os problemas típicos da juventude dominam a componente lírica e há uma cuidada mistura da voz com as letras e os arranjos das melodias, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia e delicadeza o que podia ver colocado em causa devido ao grau de distorção das guitarras, quase sempre no red line. Speak Yellow é um claro exemplo do sucesso obtido na busca deste difícil equilíbrio e, mesmo nos temas em que os Van Dale procuram ser melodicamente mais incisivos, como na curiosa e recomendável balada Travis e na épica e sentimental Awalking Home, a constante sensação de recrodação daquelas cassetes antigas que temos lá em casa, empoeiradas, cheias de gravações caseiras e lo fi, do que ouvíamos à cerca de vinte a vinte e cinco anos, nunca é colocada em causa.

Nostálgicos e com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado com canções caseiras a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o grunge,  punk rock e a psicadelia, os Van Dale entregam-nos neste homónimo, de mão beijada e em todo o seu esplendor a sua visão atual do que realmente foi o rock alternativo, as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho deste disco é, ao ouvi-lo, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 18:11
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2015

The National – Sunshine On My Back

The National - Sunshine On My Back

Com a participação especial de Sharon Van Etten, Sunshine On My Back é o novo single dos norte americanos The National de Matt Berninger e uma possível amostra do próximo álbum, o sétimo, desta banda oriunda do Ohio.

Sunshine On My Back foi registada durante as gravações do sexto álbum Trouble Will Find Me, de 2013 e como Scott Devendorf, o baixista da banda, já tinha informado em outubro que estavam a gravar novo material para um disco, estas suspeitas podem muito bem vir a confirmar-se. O tema obedece à zona de conforto sonora estabelecida pelos The National desde a estreia, a mostrarem desejo de se manterem num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada, na qual se enredaram, lirica e sonoramente, principalmente desde que em 2003 apresentaram Sad Songs for Dirty Lovers. Confere...


autor stipe07 às 12:14
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Sábado, 28 de Março de 2015

Van Dale - Speak Yellow

É já a trinta e um de março que chega aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Bed Of Bricks foi o primeiro avanço disponibilizado de Van Dale e agora chegou a vez de Speak Yellow, uma canção com um ambiente melódico orgânico diretamente orientado para o grunge e com uma toada sonora rugosa e visceral, com a distorção e os efeitos das guitarras e fazerem a ponte entre os diferentes universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao rock de garagem e ao punk rock. Confere...


autor stipe07 às 15:46
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Sexta-feira, 6 de Março de 2015

Van Dale - Bed Of Bricks

É já a trinta e um de março que chega aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Disponivel para download, Bed Of Bricks é o primeiro avanço disponibilizado de Van Dale, uma canção curiosa porque balança entre um ambiente melódico contemplativo e reflexivo e uma toada sonora rugosa e visceral, com a distorção e os efeitos das guitarras e fazerem a ponte entre dois pólos que calcorreiam universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao rock de garagem e ao punk rock. Confere...

Sugestão Follow Friday: Red Pass


autor stipe07 às 13:00
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Line & Circle - Line & Circle EP

Line and Circle

Os Line & Circle nasceram da colaboração entre Brian J. Cohen (voz, guitarra) e Brian Egan (teclados), dois músicos do Ohio que entretanto se mudaram para Los Angeles e a quem se juntaram, entretanto, o guitarrista Eric Neujahr, o baterista Nick Cisik, e o baixista Jon EngelhardEditado no passado dia vinte e oito de outubro pela própria banda e produzido por Lewis Pesacov, Line & Circle é o novo EP homónimo dos Line & Circle, uma banda californiana que está a espantar a critica musical com esta pequena coleção de três canções, havendo já quem lhes adivinhe um futuro bastante promissor.

Se a beleza pode tornar-se em algo de certa forma cansativo, principalmente quando surge de mãos dadas com a monotonia ou a repetição sucessiva, como sugere a última canção do EP, nestes Line & Circle a beleza das suas canções contradiz esse titulo, porque é luminosa e vive num enredo melódico preenchido por intimismo e drama. Com uma receita instrumental transversal às três canções, que se comporta como a lava que desce pela montanha abaixo absorvendo e derretendo tudo em redor e definida por um baixo vibrante, uma percussão ritmada e guitarras cheias de efeitos e melodias ricas e com um padrão bastante particular, cada uma destas canções apresenta uma definição de beleza e cor tão rigorosa, que é impossivel não sentir nesta alquimia harmoniosa um invejável sentido estético.

O resultado é uma coleção irrepreensível de canções com uma modernidade e atualidade absolutas, com um pulsar textural muito intenso e viciante, embora umbilicalmente ligadas ao período aúreo do rock alternativo, que ditou leis em finais do século passado. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 19:39
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Summerays - Nostalgia

Oriundo de Cleveland, no Ohio, Summerays é um projeto sonoro encabeçado por Luke, um músico de vinte e quatro anos com uma discografia já apreciável, iniciada no verão de 2011 e disponível no bandcamp do projeto, com a possibilidade de a obteres gratuitamente ou doares um valor pelo cardápio, e onde se destaca Summer Daze, um longa duração editado no início de 2013.

Mais de ano e meio depois desse trabalho, Summerays está de regresso com Nostalgia, um novo single disponibilizado na mesma plataforma e formato, por intermédio da habitual etiqueta do projeto, a Cool Summer Records. Sonoramente, quer esta nova canção, que tem como lado b o tema I Don’t Know Where We’re Going, quer a restante coleção de Luke, é bastante fiável, apostando, com notável mestria, nas origens da pop experimental, a surf pop dos anos sessenta e a pop alternativa dos anos oitenta, uma belíssima indie pop lo fi onde somos constantemente convidados a dançar, conduzidos pela guitarra elétrica. Confere...

Summerays - Nostalgia

01. Nostalgia
02. I Don’t Know Where We’re Going


autor stipe07 às 17:59
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