Terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Sinkane - New Name

Mean Love

Ahmed Gallab é Sinkane, um compositor oriundo de uma família de professores universitários e músicos do Sudão e que desembarcou nos Estados Unidos da América em 1989 como refugiado político. Cresceu no Ohio a ouvir punkreggae, música eletronica e sons típicos da sua terra natal. Entretanto mudou-se para Brooklyn, em Nova Iorque, já tocou com os Of Montreal, Yeasayer, Caribou e lançou a vinte e três de outubro de 2012, por intermédio da DFA de James Murphy, Mars, um dos álbuns desse ano.

Dois anos depois, vai chegar no início de setembro aos escaparates o sucessor, também por intermédio da DFA nos Estados Unidos e da City Slang na Europa. O novo trabalho de Sinkane chama-se Mean Love e depois de Hold Tight,e How We Be, agora chegou a vez de podermos escutar New Name, mais um paraíso soul em todos os sentidos, uma canção com uma sonoridade universal, dançante e, ao mesmo tempo, íntima e suave. Como acontece sempre, Gallab toca quase todos os instrumentos e não se fez rogado no uso de efeitos, quer nas batidas, quer nas guitarras. Confere...


autor stipe07 às 13:53
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Interpol - Ancient Ways

Depois de um interregno de quase quatro anos os Interpol já têm praticamente pronto El Pintor, o novo disco desta banda liderada por Paul Banks. Escrito e gravado durante o ano de 2013, em Nova Iorque, cidade de onde a banda é natural, nos estúdios Electric Lady Studios & Atomic Sound, por Mr. James Brown, El Pintor foi misturado em Londres, nos Assault & Battery Studios, por Alan Moulder.

Todas as canções de El Pintor foram escritas e produzidas pelos Interpol, com Daniel Kessler à guitarra, Samuel Fogarino na bateria e Paul Banks na voz, na guitarra e, pela primeira vez, no baixo. O disco conta com as participações especiais de Brandon Curtis (The Secret Machines) nos teclados em nove canções, de Roger Joseph Manning, Jr. (Beck) nos teclados em Tidal Wave e de Rob Moose (Bon Iver) a tocar violino e viola em Twice as Hard.
O álbum chegará aos escaparates a oito de setembro por cá e no dia seguinte nos Estados Unidos da América, mas já pode ser encomendado. A banda disponibilizou no seu site um video das sessões de gravação do disco e acaba de ser divulgado Ancient Ways, mais um avanço da rodela. Confere...


autor stipe07 às 10:57
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Blonde Redhead - The One I Love

Blonde Redhead 2014

Kazu Makino, Amedeo Pace, Simone Pace são os Blonde Redhead e preparam-se para lançar em setembro Barragán, o nono álbum na carreira deste grupo oriundo de Nova Iorque e que tem construido um catálogo sonoro bastante consistente, com a dream pop sempre na fila da frente, no que diz respeito à sonoridade que replicam.

Com uma faceta fortemente instrumental, mas com um vincado teor minimal e acústico, The One I Love é o mais recente avanço divulgado de Barragán, um disco que  chega às lojas a dois de setembro, pelo selo Kobalt. Confere...


autor stipe07 às 11:03
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

Miracles Of Modern Science - Swipe (feat. Kristin Slipp)

Os Miracles Of Modern Science são Evan, Josh, Geoff, Kieran e Serge, um quinteto com raízes na Universidade de Princeton e oriundo de Brooklyn, Nova Iorque. Depois do EP MEEMS, editado em 2013, estão de regresso com uma nova canção chamada Swipe, gravada e misturada por Evan Younger, o líder da banda e masterizada por Joe Lambert. O artwork da canção é também da autoria de Evan Younger e conta com a participação especial de Kristin Slipp dos Cuddle Magic, na voz.

Swipe é uma canção cheia de cor e boa disposição, com uma limpeza purificadora que pole cada pormenor e, desta forma, retira o melhor de cada um dos instrumentos, com uma extrema sensibilidade pop. O single está disponível no bandcamp, com a possibilidade de o obteres gratuitamente, ou de doares um valor pelo mesmo. Confere...


autor stipe07 às 14:10
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

Friendship Park - Not A Word

Divididos entre Detroit e Brooklyn, Nova Iorque, os Friendship Park são Justin Lawes e Joshua Jouppi, uma dupla que tem em comum uma adição intensa ao mundo da informática, uma atração que fez com que se conhecessem, apesar de serem oriundos de duas cidades algo distantes entre si.

Esta dupla digital aprecia uma mistura curiosa entre a folk e o rock progressivo, mas não descuram uma assertiva aproximação a uma estética mais synthpop.

Not A World é o tema mais recente divulgado pelos Friendship Park, uma canção onde abundam as boas sequências de sintetizadores, a tematização alegre e alguns leves toques de psicadelismo. Confere...


autor stipe07 às 11:07
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Domingo, 3 de Agosto de 2014

GRMLN - Time After Time (Cyndi Lauper cover)

Os GRMLN acabam de disponibilizar uma versão de Time After Time, um single da cantora Cindy Lauper retirado de She's So Unusual, o álbum da artista norte americana, editado em outubro de 1983.

Esta balada é considerada um clássico da década de oitenta e ainda é tocada frequentemente nas rádios contemporâneas. A canção é conhecida também pelas inúmeras covers, feitas por uma vasta gama de artistas. Confere...


autor stipe07 às 11:29
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Blonde Redhead – Dripping

Kazu Makino, Amedeo Pace, Simone Pace são os Blonde Redhead e preparam-se para lançar em setembro Barragán, o nono álbum na carreira deste grupo oriundo de Nova Iorque e que tem construido um catálogo sonoro bastante consistente, com a dream pop sempre na fila da frente, no que diz respeito à sonoridade que replicam.

Com uma faceta fortemente instrumental e construída a partir de sintetizadores e teclados, Dripping é o mais recente avanço divulgado de Barragán, um disco que  chega às lojas a dois de setembro, pelo selo Kobalt. Confere...

Blonde Redhead - Dripping


autor stipe07 às 10:54
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Terça-feira, 15 de Julho de 2014

Parquet Courts - Sunbathing Animal

Liderados por Andrew Savage, os Parquet Courts são um quarteto norte americano que apresentei em 2012 por causa de Light Up Gold, um disco que incorpora aquela sonoridade crua, rápida e visceral, que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. Dois anos depois, esta banda oriunda de Brooklyn, em Nova Iorque, regressou aos lançamentos discográficos com Sunbathing Animal, um álbum que foi editado a três de junho por intermédio da What’s Your Rupture/Mom + Pop.

Sunbathing Animal pode começar a ser escutado logo pelo single homónimo, uma canção assente num punk rock vigoroso e cheio de guitarras distorcidas, mas logo aí percebe-se que a atmosfera musical enraivecida e algo descontraída da estreia é apenas uma mera recordação. Sunbathing Animal continua a ser um disco concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das suas diferentes composições, sempre com o acompanhamento exemplar do baixo e não deixa de soar a um daqueles trabalhos que parece ter sido gerado por artifícios caseiros de gravação, além de não descurar métricas instrumentais similares e até mesmo temáticas bem relacionadas com o que definiu o rock em finais dos anos setenta. No entanto, é um disco mais maduro que Light Up Gold e nele Savage continua a escrever canções para ouvir a qualquer hora do dia, sem que necessariamente seja preciso uma solução filosófica para desvendar os seus versos, mas entrega-se de forma mais incisiva à escrita, com temas que abordam o tédio do dia a dia (Into The Garden), o amor (Dear Ramona) ou o simples flirt (Always Back In Town) e onde parece possível visualizar histórias de vida comuns, através da audição de retratos honestos sobre pessoas (She’s Rolling) ou sentimentos (Instant Disassembly), numa Nova Iorque cheia de gente algo inócua, mas que não deixa de ser honesta e de ter o seu encanto.

Esta relação estreita dos Parquet Courts com a sua cidade não é apenas percetível nas letras; A componente instrumental remete-nos facilmente para a herança dos The Velvet Undergorund de John Cale. Os arranjos sujos e as guitarras desenfreadas da já citada She's Rolling, um tema com uma forte índole psicadélica, são um exemplo claro dessa aproximação, mas nomes como os Television (Black and White), Talking Heads (What Color Is Blood) e até os britânicos Wire também passeiam as suas influências pelo disco.

Independentemente de todas as referências nostálgicas que Sunbathing Animal possa suscitar, o que importa reter é o seu conteúdo musical e a verdade é que neste trabalho, em pouco mais de quarenta minutos, os Parquet Courts apresentam-nos uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e singles, temas que parecem ter viajado no tempo e amadurecido numa simbiose entre garage rockpós punk e rock, até se tornarem naquilo que são, peças sonoras que querem brincar com os nossos ouvidos, sujá-los com ruídos intermináveis e assim, proporcionarem uma audição leve e divertida. Espero que aprecies a sugestão...

01 Bodies
02 Black and White
03 Dear Ramona
04 What Color Is Blood
05 Vienna II
06 Always Back in Town
07 She's Rollin
08 Sunbathing Animal
09 Up All Night
10 Instant Disassembly
11 Duckin and Dodgin
12 Raw Milk
13 Into the Garden


autor stipe07 às 22:08
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The Drums - Magic Mountain

Os The Drums estão de volta com Magic Mountain, o sucessor do já longínquo Portamento (2011) e um trabalho que deverá chegar às lojas em setembro. O tema homónimo do disco é o primeiro avanço divulgado pelo grupo nova iorquino liderado por Jonathan Pierce e novamente apenas uma dupla, com Jacob Graham a ser a outra metade e com os The Drums a regressarem à formação original.

De acordo com o vocalista, este retorno às origens irá fazer com que o novo trabalho plasme um som mais genuíno e próximo do ADN do projeto, já que os The Drums puderam voltar a trabalhar sem nenhuma ideia pré-concebida e fizeram um som mais livre e próximo do que os dois sempre idealizaram quando se juntaram para fazer música. Confere...


autor stipe07 às 21:54
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2014

Interpol - All The Rage Back Home

Depois de um interregno de quase quatro anos os Interpol já têm praticamente pronto El Pintor, o novo disco desta banda liderada por Paul Banks. Escrito e gravado durante o ano de 2013, em Nova Iorque, cidade de onde a banda é natural, nos estúdios Electric Lady Studios & Atomic Sound, por Mr. James Brown, El Pintor foi misturado em Londres, nos Assault & Battery Studios, por Alan Moulder.

Todas as canções de El Pintor foram escritas e produzidas pelos Interpol, com Daniel Kessler à guitarra, Samuel Fogarino na bateria e Paul Banks na voz, na guitarra e, pela primeira vez, no baixo. O disco conta com as participações especiais de Brandon Curtis (The Secret Machines) nos teclados em nove canções, de Roger Joseph Manning, Jr. (Beck) nos teclados em Tidal Wave e de Rob Moose (Bon Iver) a tocar violino e viola em Twice as Hard.
O álbum chegará aos escaparates a oito de setembro por cá e no dia seguinte nos Estados Unidos da América, mas já pode ser conferido All The Rage Back Home, o primeiro single do disco. Confere...


autor stipe07 às 23:30
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2014

The Antlers – Familiars

Um dos discos que aguardei nas últimas semanas com maior expetativa foi Familiars, o novo trabalho dos The Antlers, uma banda de Brooklyn, Nova Iorque, liderada por Peter Silberman, a quem se juntam Darby Cicci e Michael Lerner. Familiars viu a luz do dia a dezasseis de junho, por intermédio da ANTI.

 

O último sinal de vida dos The Antlers tinha sido dado pelo EP Undersea, quatro canções que ganharam vida em 2012, cheias de sons aquáticos e claustrofóbicos, sem perder o habitual caráter relaxante. Undersea era uma espécie de retorno à boa forma dos The Antlers e absorvia as mesmas referências exploradas no fantástico Hospice, o anterior disco oficial da banda, fazendo-o de forma extensa e bem produzida. Agora, em Familiars, o grupo chega mais uma vez próximo do post rock e de outras preferências mais etéreas, que passam também pelo jazz e pela música experimental, através da habitual receita  feita de guitarras esvoaçantes e tranquilas, uma bateria que ganha em mestria uma calculada ausência de fulgor e a já imagem de marca que é a presença do trompete, um instrumento que aparece sempre de mãos dadas com alguma dose de reverb e que casa na perfeição com o clima melódico que os The Antlers procuram recriar num disco que pretende contar histórias muito concretas, relacionadas com a vida comum e os conflitos psicológicos que ela frequentemente provoca.

Se por uma lado as canções de Familiars podem ter um cariz algo auto biográfico, relacionado com a dimensão pessoal do próprio Silberman, por outro, às vezes dá a sensação que ele está a visualizar os acontecimentos que as letras narram na terceira pessoal, o que cria uma espécie de ilusão, como se ele fosse um duplo que vive e assiste, numa espécie de diálogo interior, um face to face metafórico que, por exemplo, a canção Doppelgänger claramente exemplifica. Se os versos de cada canção abraçam um contexto particular, em termos de arranjos, Familiars é um disco abrangente, com o cruazamento entre a leveza onírica da dream pop e o cariz mais rugoso que faz parte do rock alternativo a não descurar a presença de outros espetros sonoros, possibilitados não só pela presença já mencionada do trompete, como de alguns metais e de guitarras que não se deixam enlear por regras e imposições herméticas. Bom exemplo disso são os mais de sete minutos de Revisited, uma canção lenta mas cheia de detalhes preciosos, com particular destaque para o violoncelo tocado por Brent Arnold e o trombone de Jon Natchez, dois convidados especiais do disco, que criam uma manta sonora particularmente feliz para o encaixe da voz de Silberman.

Disco muito coeso, maduro, impecavelmente produzido e um verdadeiro manancial de melodias lindíssimas, Familiars é mais um tiro certeiro na carreira deste trio de Nova Iorque e talvez o melhor álbum dos The Antlers até ao momento, não só por causa destas caraterísticas assertivas, mas também por ser capaz de nos transportar para um universo particularmente melancólico, sensível e confessional, metaforicamente mais brando e menos doloroso do que o ambiente das propostas anteriores da banda, apesar de Intruders e Director serem duas canções que abordam diretamente a temática da morte. Espero que aprecies a sugestão...

The Antlers - Familiars

01. Palace
02. Doppelgänger
03. Hotel
04. Intruders
05. Director
06. Revisited
07. Parade
08. Surrender
09. Refuge


autor stipe07 às 18:42
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Segunda-feira, 30 de Junho de 2014

Hamilton Leithauser – Black Hours

Hamilton Leithauser, vocalista dos The Walkmen, estreou-se recentemente nos discos em nome próprio com Black Hours, um álbum editado através da Ribbon Music e que, não deixando de aclarar, em alguns momentos, a relação de Hamilton com a sua banda, evidencia o assumir de novos rumos, menos soturnos e mais expansivos, à custa de emoções fortes embrulhadas em temas simples, adornados com enorme versatilidade e um elevado pendor pop.

É importante escutar e escrever sobre Black Hours e não descurar a importância de alguns nomes que são protagonistas ativos e presentes no seu conteúdo. Colaboram com Leithauser neste álbum outros artistas significativos da cena alternativa atual, nomeadamente Paul Maroon, antigo parceiro nos The Walkmen, Amber Coffman dos Dirty Projectors e Richard Swift do The Shins, além de Rostam Batmanglij, multi instrumentista dos Vampire Weekend e responsável pela produção de Black Hours, obra onde não se inibiu de balançar entre dois opostos, uma base mais comercial, percetível, por exemplo, em Alexandra e otra onde o enfoque sonoro abraçou com particular mestria o experimentalismo, exemplificado nos batuques e nas distorções psicadélicas de Bless Your Heart.

Há uma incontida vontade do músico em conquistar um público bem definido e diferente dos admiradores habituais dos The Walkmen; Escuta-se o piano de 5 AM e de St Mary's County e a forma como a sua voz irrequieta se posiciona perante os desafios que as duas melodias colocam e percebe-se imediatamente que não é também inocente a escolha do artwork do disco e que estamos na presença de um artista que pretende sair do nicho indie e alternativo, onde os The Walkmen são uma importante referência, para procurar atingir um universo mais abrangente e onde reinam referências obrigatórias da história da música da segunda metade do século passado, algures entre Paul Simon, Springsteen, Randy Newman e Sinatra.

O que Black Hours tem e facilmente nos fascina é uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos que, tomando como exemplo a cor, o sonho e o erotismo de The Silent Orchestra, poderão facilmente fazer-nos abanar a anca, sem percebermos muito bem como e porquê. Há, por exemplo, nas marimbas dessa canção e de O'Clock Friday Night, aquele charme típico do vagaroso e caliente ritmo latino, muito bem acompanhadas por um sintetizador delicioso, que fazem das canções uma festa pop, psicadélica e sensual. E depois há, na já referida Alexandra, uma escolha feliz para single, uma composição sonora onde Leithauser aventura-se na sua própria imaginação, construída entre a sua devoção aos autores clássicos da América que o viu nascer e a indie pop fresca e luminosa, onde cabem todos os sonhos.

Nas dez canções de Black Hours, Hamilton Leithauser contorna todas as referências culturais que poderiam limitar o seu processo criativo para, isento de tais formalismos, não recear misturar tudo aquilo que ouviu, aprendeu e assimilou e que é sonoramente tão bem retratado em I Don't Need Anyone, uma canção onde tudo o que o atrai e influencia é densamente compactado, com enorme mestria e um evidente bom gosto, inclusivamente o habitual cardápio que propunha nos The Walkmen, especialmente em Heaven. Longe de se abrigar apenas à sombra de canções melódicas convencionais, este artista reforça o brilho raro que tem acompanhado a sua carreira artística na simplicidade do trabalho e que esta nova fase a solo parece querer reforçar. Espero que aprecies a sugestão...

Hamilton Leithauser - Black Hours

01. 5 AM
02. The Silent Orchestra
03. Alexandra
04. 11 O’Clock Friday Night
05. St Mary’s County
06. Self Pity
07. I Retired
08. I Don’t Need Anyone
09. Bless Your Heart
10. The Smallest Splinter


autor stipe07 às 17:24
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Terça-feira, 24 de Junho de 2014

Le Rug - Press Start (The Collection)

Natural de Brooklyn, Nova Iorque, o guitarrista e cantor Ray Weiss é um dos destaques da Fleeting Youth Records, um nome importante do cenário indie punk local e que integrou projetos tão importantes como os Butter the Children, Red Dwarf ou Medics. A banda Le Rug é a sua nova aposta e Press Start (The Collection) a nova coleção de canções que apresentou ao mundo, no passado dia dezassete de junho, por intermédio dessa etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Com vários temas disponíveis para download, Press Start (The Collection) é um disco com trinta e duas canções e que faz um apanhado da discografia dos Le Rug. Assim, o álbum contém no alinhamento alguns dos destaques dos discos Sex Reduction Flower Party Rock, do EP Sticky Buns e dos dois EPs que os Le Rug já editaram este ano, Dead In A Hole e Cut Off Your Dick And Turn Into Slime.
Com uma instrumentação vincada, assente numa linha de baixo encorpada e em guitarras carregadas de fuzz, Harold Camping será talvez o maior destaque de uma compilação que faz uma resenha da carreira atribulada de um músico que passou por váriss bandas, lançou uma quantidade já apreciável de discos, mas é nos Le Rug que melhor se sente e mais se entrega enquanto músico e compositor. 2-CE, o segundo tema do alinhamento, será, no entanto, de escuta obrigatóra já que é essencial para se perceber a receita dos Le Rug, que se baseia numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas.
Press Start (The Collection) é uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e singles, composições sonoras que parecem ter viajado no tempo e amadurecido até se tornarem naquilo que são. É um compêndio concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das diferentes composições e que tanto se arriscam em aproximações ao grunge (Making Vaseline), como ao punk mais hardcore (Kathleen) ou ao surf rock, neste caso mais implícitas, mas audíveis em temas como Humam Papillomavirus e Tripper, havendo também momentos em que se ultrapassa as fronteiras da psicadelia, como em Happiness ou Kirby. O próprio rock alternativo americano dos anos noventa não é esquecido e temas como Buffalo ou Godstar misturam bem a voz sempre vincada com letras algo sensíveis e melodias mais acessíveis, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia e delicadeza o que, em algumas canções, perde em distorção, apesar de, felizmente, o red line das guitarras não deixar de fazer sempre parte do cardápio sonoro dos Le Rug.

Nostálgico e ao mesmo tempo carregado de referências recentes, Press Start (The Collecton), merece toda a nossa atençao a partir do momento em que usa letras simples e guitarras aditivas, sendo claro o compromisso assumido dos Le Rug de não produzirem algo demasiado sério, acertado e maduro, mas canções que querem brincar com os nossos ouvidos, sujá-los com ruídos intermináveis e assim, proporcionarem uma audição leve e divertida. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 22:04
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Domingo, 22 de Junho de 2014

Clap Your Hands Say Yeah – Only Run

Lançado no passado dia três de junho por intermédio do consórcio CYHSY Inc./Xtra Mile Recordings e produzido por Dave Fridmann, Only Run é o novo disco dos norte americanos Clap Your Hands Say Yeah, o quarto da carreira de uma banda oriunda de Brooklyn, Nova Iorque e que de quinteto passou em 2012 a apenas uma dupla, formada por Alec Ounsworth e Sean Greenhalgh.


Only Run marca mais uma inflexão sonora na carreira dos Clap Your Hands Say Yeah, que começaram numa toada exeprimental, depois procuraram ser dançáveis e agora optaram por uma sonoridade mais melancólica e introspetiva, uma troca do entusiasmo por paisagens mais experimentais e negras, que podem não agradar aos seguidores da banda que viam nela potencial para outros voos, num universo sonoro mais extrovertido e eletrónico.

Matt Berninger, vocalista dos The National, é um convidado apropriado para o ambiente que suporta este disco. Ele participa com a sua voz em Coming Down, uma canção que começa com um baixo ruidoso e intimidante, duas caraterísticas apropriadas para o encaixe pleno da voz grave e dominadora de Matt. Esta metamorfose acentua-se  no clima sombrio e algo cru de Blameless e Beyond Illusion, duas canções onde a percussão etérea gela os nosos ouvidos, o mesmo clima frio e desolador que se escuta em Little Moments, apesar da presença de um sintetizador, que procura, teimosamente, assumir-se um foco divergente, assim como o baixo da canção homónima, que apesar de nos remeter de imediato para a herança do post punk dos anos oitenta, consegue, de algum modo, conferir um cariz um pouco mais expansivo e aberto ao clima geral do disco.

Muitas vezes, em momentos de perca e de aparente infortúnio, a procura de novos ares e de uma identidade diferente pode ser uma solução conveniente ou ideal, dependendo dos resultados que acontecem com a ação dessa tomada de decisão. Teria sido mais simples para Alec, o líder deste projeto, ter terminado com a marca Clap Your Hands Say Yeah quando perdeu três músicos e ficou apenas com Sean ao seu lado. Juntos poderiam ter iniciado um projeto diferente, ou cada um poderia ter seguido o seu rumo, mas decidiram manter acesa a chama e, na minha opinião, tomaram a decisão mais certa. Only Run é um excelente disco para uma nova etapa na vida dos Clap Your Hands Say Yeah que parecem procurar novas boas ideias como comprovam algumas canções que parecem inacabadas, mas que comprovam que eles não desistem de procurar o seu lugar de relevo, diferencial e distinto no cenário musical alternativo. No futuro irão reencontrar um novo apelo como fizeram na estreia e, no entanto, nunca se sabe se, entretanto, acontece outra metamorfosoe. Na mente de Alec tudo parece possível. Espero que aprecies a sugestão...

Clap Your Hands Say Yeah - Only Run

01. As Always
02. Blameless
03. Coming Down
04. Little Moments
05. Only Run
06. Your Advice
07. Beyond Illusion
08. Impossible Request
09. Cover Up
10. Impossible Request (Alternate Version)


autor stipe07 às 22:01
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2014

Hooray For Earth - Keys

Hooray For Earth - "Keys"

Oriundos de Broolyn, Nova Iorque, os Hooray For Earth apostam num indie rock com uma forte componente sintética e desde Never, um single que lançaram em 2012, não davam notícias. Em 2014 estão de regresso aos discos, precisamente a vinte e nove de julho, com Racy e Keys, uma excelente canção com uma sonoridade épica e intensa, é o primeiro single divulgado pela Dovecote Records, além de um trailer do disco. Confere...

 

autor stipe07 às 13:06
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2014

The Pains Of Being Pure At Heart – Days Of Abandon

Depois do homónimo registo de estreia edtiado em 2009 e do aclamado sucessor, Belong, lançado dois anos depois, a mesma fórmula assertiva que propõe verdadeiros tratados de indie pop açucarada, épica e cheia de luz, é a pedra de toque que sustenta o alinhamento de Days Of Abandon, o novo disco do projeto The Pains Of Being Pure At Heart, de Kip Berman e que, segundo o próprio, é um disco alegre e cheio de luz, apesar de, em determinadas canções, abordar temas sombrios e menos otimistas, com o lado mais complicado do amor e as experiências típicas de jovens adultos a serem o pão que sustenta versos confessionais que crescem em cima de massas acolhedoras de ruídos.

Oriundo de Nova Iorque, Berman consegue realmente ser um prodígio na criação de canções que estando envolvidas por um embrulho melódico animado, debruçam-se sobre sentimentos plasmados em letras às vezes amarguradas, um pouco à imagem da dicotomia e deste contraste agridoce de uma cidade que nunca dorme, mas que, apesar dessa constante animação, também é conhecida por albergar histórias de vida trágicas e por nem sempre corresponder aos desejos de quem aí procura o sonho americano.

Com uma mão na indie pop e a outra no noise e no shoegaze vintage, reinventado com particular mestria há uns trinta anos, The Pains Of Being Pure At Heart debruça-se sobre a melancolia e a nostalgia com canções cheias de ritmo e de audição simples, daquelas que provocam um inevitável sorriso, mesmo em quem vive momentos de menor predisposição para apreciar música alegre, com ritmo e luz. Kelly, uma canção que carrega consigo a herança dos The Smiths e Eurydice são dois temas que nos fazem abanar a anca quase sem nos apercebermos e que nos arrancam um sorriso que será sempre espontâneo.

Impecavelmente produzido, Days Of Abandon impressiona pela limpidez e pela forma divertida como Berman apresenta um novo conjunto de referências e propôe uma estética sonora livre de complicações e arranjos desnecessários. É uma espécie se som pop instantâneo, daquele que se coloca no leitor e basta clicar play, sem adicionar mais ingredientes â mente que a possiblitem absorver com detalhe e nitidez um alinhamento de dez canções que não distorcem em nada a herança que o projeto deixou nos dois discos anteriores e que são uma doce exaltação da dream pop que caminha de mãos dadas com a psicadelia e até com um certo experimentalismo, que temas como Simple and Sure ou A Teenager In love claramente demonstram.

Days Of Abandon começa e termina em poucos instantes, quase sem darmos por isso. E, pelo meio, passaram cerca de quarenta minutos cheios de boas melodias e de confissões (The Asp In My Chest), memórias que The Pains Of Being Pure At Heart foi armazenando num espaço familiar e doce, transformado em disco por um dos vocalistas e guitarristas mais interessantes e promissores do cenário indie e alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão... 

The Pains Of Being Pure At Heart - Days Of Abandon

01. Art Smock
02. Simple And Sure
03. Kelly
04. Beautiful You
05. Coral And Gold
06. Eurydice
07. Masokissed
08. Until The Sun Explodes
09. Life After Life
10. The Asp At My Chest

 


autor stipe07 às 17:51
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Shark? - Big Summer

Shark?

Os Shark? são um coletivo de Nova Iorque que tem no punk e no rock de garagem feito com guitarras cheias de distorção, mas melodicamente muito ricas, as suas traves mestras. Algures naquele indie rock alternativo que os R.E.M. inauguraram na década de oitenta e que se potenciou em distorção na década seguinte com os Pixies, Sonic Youth e Nirvana e que agora é revivido com enorme sucesso por nomes tão fundamentais como os Yuck ou os Parquet Courts, os Shark? fazem uma excelente simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico.

Depois de em 2013 terem editado Savior, os Shark? estão de regresso com Summer Ale, um trabalho que irá ver a luz do dia já a dezassete de junho via Old Flame. Big Summer é o primeiro avanço deste novo longa duração dos Shark?, uma canção que incorpora uma sonoridade bastante melódica e épica, mas sem descurar o habitual cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas e que orienta o grupo. Confere...


autor stipe07 às 12:51
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2014

Sinkane - Hold Tight

Mean Love

 

Ahmed Gallab é Sinkane, um compositor oriundo de uma família de professores universitários e músicos do Sudão e que desembarcou nos Estados Unidos da América em 1989 como refugiado político. Cresceu no Ohio a ouvir punkreggae, música eletronica e sons típicos da sua terra natal. Entretanto mudou-se para Brooklyn, em Nova Iorque, já tocou com os Of Montreal, Yeasayer, Caribou e lançou a vinte e três de outubro de 2012, por intermédio da DFA de James Murphy, Mars, um dos álbuns desse ano.

Dois anos depois, vai chegar no início de setembro aos escaparates o sucessor, também por intermédio da DFA nos Estados Unidos e da City Slang na Europa. O novo trabalho de Sinkane chama-se Mean Love e Hold Tight, o primeiro avanço, é um paraíso soul em todos os sentidos, uma canção com uma sonoridade universal, dançante e, ao mesmo tempo, íntima e suave e que aproxima o sudanês do R&B. Como acontece sempre, Gallab toca quase todos os instrumentos e não se fez rogado no uso de efeitos, quer nas batidas, quer nas guitarras. Confere...


autor stipe07 às 19:46
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Terça-feira, 10 de Junho de 2014

Bear In Heaven - Time Between

Os Bear In Heaven, um grupo norte americano natural de Brooklyn, na big apple e encabeçado por Jon Philpot desde a sua fundação, em 2003, lançaram há pouco mais de dois anos I Love You, It’s Cool, o sucessor de Beast Rest Forth Mouth, um trabalho lançado em 2009.

Este trio tem alcançado o distinto resultado que apresenta hoje, depois de uma série de experiências e um variado jogo de referências acumuladas. Por isso, no regresso aos discos daqui a algumas semanas com Time Is Over One Day Old, eles transpiram em Time Between, o primeiro avanço do álbum, as mais diversificadas escolas musicais formadas ao longo das últimas décadas, numa canção com referências diretas ao movimento krautrock, doses imoderadas de psicadelia e um acerto com a música eletrônica que suporta toda uma estrutura melódica que faz com que esta canção augure a chegada de um grande disco, a cinco de agosto, através da Dead Oceans.

 


autor stipe07 às 14:03
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2014

Interpol - El Pintor

Depois de um interregno de quase quatro anos os Interpol já têm praticamente pronto El Pintor, o novo disco desta banda liderada por Paul Banks. Escrito e gravado durante o ano de 2013, em Nova Iorque, cidade de onde a banda é natural, nos estúdios Electric Lady Studios & Atomic Sound, por Mr. James Brown, El Pintor foi misturado em Londres, nos Assault & Battery Studios, por Alan Moulder.

Todas as canções de El Pintor foram escritas e produzidas pelos Interpol, com Daniel Kessler à guitarra, Samuel Fogarino na bateria e Paul Banks na voz, na guitarra e, pela primeira vez, no baixo. O disco conta com as participações especiais de Brandon Curtis (The Secret Machines) nos teclados em nove canções, de Roger Joseph Manning, Jr. (Beck) nos teclados em Tidal Wave e de Rob Moose (Bon Iver) a tocar violino e viola em Twice as Hard.
O álbum chegará aos escaparates a oito de setembro por cá e no dia seguinte nos Estados Unidos da América, mas já pode ser encomendado. A banda disponibilizou no seu site um video das sessões de gravação do disco e também já é conhecida a tracklist, dois detalhes que podes conferir abaixo. Agora é só esperar ansiosamente por setembro!

1. All the Rage Back Home
2. My Desire
3. Anywhere
4. Same Town, New Story
5. My Blue Supreme
6. Everything is Wrong
7. Breaker 1
8. Ancient Ways
9. Tidal Wave
10. Twice as Hard


autor stipe07 às 17:29
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2014

Moby - Rio

Moby - Rio

Acaba de ser disponibilizada, na íntegra, a versão do produtor nova iorquino Moby para o clássico Rio, o primeiro single de Making Patterns Rhyme, o álbum de tributo aos Duran Duran que irá ser editado já a dez de junho próximo, por intermédio da editora Modern Records.
Além de Moby, participam neste disco de tributos, nomes como os Liars, Little Dragon, Julliette Lewis e Warpaint, entre outros. Confere...


autor stipe07 às 12:42
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Terça-feira, 3 de Junho de 2014

Crystal Stilts - Delirium Tremendous

Depois de Nature Noir, os Crystal Stilts de Brad Hargett estão de regresso com Delirium Tremendous, um novo single desta banda oriunda de Brooklyn e que, à semelhança de vários grupos conterrâneos, vive muito de referências do passado, nomeadamente o garage rock dos anos sessenta e a psicadelia da década seguinte.

Lançada hoje através da Sacred Bones, a canção tem a habitual sonoridade dos Crystal Stilts e que reside no clássico punk rock sombrio e visceral, misturado com o punk e o surf rock, uma receita com um elevado potencial psicadélico, só possível graças às guitarras de JB Townsend  e à voz flutuante de Brad, duas caraterísticas essenciais do charme que é intrínseco ao cardápio sonoro deste grupo. Confere...

 

"The song is about basically the fact that those types of unifying, numinous states are usually reached through a delirium of some kind. I have this weird old book/pamphlet of chants and prayers, where there’s lots of repetition of whatever/whomever is being addressed. So it’s meant to be just like a chant or prayer. A formula.” (Brad Hargett at Stereogum)


autor stipe07 às 17:24
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2014

The Austerity Program - Song 30 vs Song 36

A dupla nova iorquina The Austerity Program editou em 2007 Black Madonna, o seu último longa duração, ao qual se seguiu apenas o EP Backsliders and Apostates Will Burn em 2010. Estes dois lançamentos viram a luz do dia através da já defunta Hydra Head Records.

Depois do fim dessa etiqueta os The Austerity Program resolveram fundar a sua própria etiqueta e assim nasceu a Controlled Burn Records. Agora chegou a altura de darem a conhecer mais um álbum; O novo disco dos The Austerity Program chama-se Beyond Calculation, e será editado a dezassete de junho próximo.

Deste disco já são conhecidos os temas Song 30 e Song 36, duas canções disponíveis gratuitamente (o primeiro abaixo e o segundo via stereogum) e que usando a clássica fórmula do baixo, da guitarra e da bateria, debitam um post rock com a típica toada hardcore da dupla. A voz de Justin Foiley é outro atributo das canções, em especial em Song 36 quando relata um cenário assombroso de uma mulher e mãe inebriada, que deita fogo à sua própria casa (she knows that gasoline will settle what the bourbon never can). As duas canções têm uma elevada toada visceral e suja, mas mostram uma banda com pleno controle da sua ferocidade. Confere...

Austerity Program

Song 31
Song 30
Song 39
Song 33
Song 32
Song 35
Song 36
Song 37

 


autor stipe07 às 18:00
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Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

The Ropes - I Want It All, So I Can Have Nothing vs The Man Who Refused To Be Born

Os The Ropes são uma dupla norte americana, de Nova Iorque, formada por Sharon Shy, na voz e Toppy nos instrumentos. A dupla tem lançado alguns EPs e singles desde 2008 e em 2013 chegou, finalmente, o primeiro longa duração. Post-entertainment foi lançado pela SINLO Records e está disponível gratuitamente no bandcamp da banda, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo.

Agora, depois desse álbum, a dupla optou por lançar, com uma periodicidade de cerca de seis meses, um EP de três temas; O primeiro chegou em outubro último e chama-se The Man Who Refused To Be Born e agora, há poucos dias, foi a vez de I Want It All, So I Can Have Nothing. Os dois EPs estão disponiveis para download no mesmo bandcamp, nos mesmos moldes do longa duração.

A sonoridade dos The Ropes é algo abrangente, indo do indie pop lo fi ao rock e ao post punk. Localmente são comparados com grupos tão diversos como os The Cure, The Knife ou Interpol, não só pela questão sonora, mas também porque, liricamente, compôem músicas com letras negras e carregadas de mensagens para reflexão. Confere...

The Ropes - I Want It All, So I Can Have Nothing

01. I Want It All, So I Can Have Nothing
02. She’s So Armed
03. Fond Memories Of A Terrible Life

 

 

 

The Ropes - The Man Who Refused To Be Born

01. The Man Who Refused To Be Born
02. I Don’t Like To Get Dirty
03. Hell Can Do Right


autor stipe07 às 16:19
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2014

Woods – With Light And With Love

Editado no passado dia quinze de abril através da Woodsist, etiqueta da própria banda, With Light And With Love é o sétimo tomo da carreira discográfica dos Woods, uma banda norte americana oriunda do efervescente bairro de Brooklyn, bem no epicentro da cidade que nunca dorme e liderada por Jeremy Earl.

A carreira dos Woods impressiona pelas aparentes inflexões sonoras que vão propondo à medida que publicam um novo alinhamento de canções mas, na verdade, eles sempre se mantiveram fiéis a um fio condutor, mas do qual exploram, até à exaustão e com particular sentido criativo, todos os detalhes que o indie rock, na sua vertente mais pura e noise e a folk com um elevado pendor psicadélico permitem. Estes são os grandes pilares que, juntamente com o típico falsete de Jeremy, orientam o som dos Woods e, na verdade, estando presentes com elevada qualidade em With Light And With Love, servem para comprovar que estes Woods são, talvez, uma das bandas mais menosprezadas do cenário indie atual.

As dez canções de With Light And With Love juntam então as típicas cordas da folk com riffs de guitarra cheios de distorção e alguns arranjos sintéticos com uma forte componente lo fi e ruidosa, que ajudam a conferir uma tonalidade psicadélica a um disco cheio de personalidade, com uma produção cuidada e que nos aproxima do que de melhor propõe a música independente americana contemporânea.

Gravado em casa do líder da banda, este álbum terá certamente obrigado a algum investimento de material já que, quem conhece a discografia dos Woods, percebe que ao longo do tempo tem melhorado a qualidade do som do grupo, que soa cada vez mais limpo e atrativo, mas sem perder aquele charme noise que é tão caraterístico dos Woods.

O disco começa num clima ameno e relaxante com Shepherd e depois Shinning e, mais adiante, Leaves Like Glass serão as duas canções que mais facilmente chegarão às massas, exemplares sonoros com arranjos deliciosos, com um sugestivo pendor pop e que melodicamente colam-se com enorme mestria ao nosso ouvido. No entanto, há outros momentos que merecem amplo destaque e um deles é, sem dúvida, o tema homónimo que, além de sobressair do alinhamento devido àc sua longa duração, contém solos de guitarra com riffs marcantes, num clima denso e sombrio, mas épico. Acaba por ser uma viagem criativa e experimental que faz uma espécie de súmula das tais referências noise, folk e psicadélicas. Também não pode ser ignorado o grande momento folk do disco encarnado por Twin Steps, Full Moon e Moving to The Left, o tema que, além do homónimo, nos remete para o universo dos The Flaming Lips, em especial no que diz respeito ao baixo e à secção rítmica.

Em suma, a receita de With Light And With Love é extremamente assertiva e eficaz. Entre cordas, um baixo vibrante, o tal falsete, uma bateria pujante, arranjos luminosos e simultaneamente lo fi e guitarras experimentais, o disco reluz porque assenta num som leve e cativante e contém texturas psicadélicas que, simultanemente, nos alegram e nos conduzem à introspeção, com uma sobriedade distinta, focada numa instrumentação diversificada e impecavelmente produzida. Espero que aprecies a sugestão...

Woods - With Light And With Love

01. Shepherd
02. Shining
03. With Light And With Love
04. Moving To The Left
05. New Light
06. Leaves Like Glass
07. Twin Steps
08. Full Moon
09. Only The Lonely
10. Feather Man

 


autor stipe07 às 23:15
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