Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

Passenger Peru - The Best Way To Drown

Oriunda de Brooklyn, Nova Iorque, a dupla norte americana Passenger Peru editou o seu trabalho de estreia no início de 2014, uma edição apenas em cassete e em formato digital, através da Fleeting Youth Records e que foi dissecada já por cá. Formados por Justin Stivers (baixista dos The Antlers no álbum Hospice) e pelo virtuoso multi-instrumentista Justin Gonzales, estão de regresso em 2015 com Light Places, um compêndio de doze novas canções da dupla, que irá ver a luz do dia a vinte e quatro de fevereiro e que já podes encomendar.

The Best Way To Drown é o primeiro single retirado de Light Places, um tema cheio de arranjos e detalhes que facilmente nos deslumbram e que plasma as virtudes técnicas que os Passenger Peru possuem para criar música e a forma como conseguem abarcar vários géneros e estilos do universo sonoro indie e alternativo e comprimi-los em algo genuíno e com uma identidade muito própria. Esta é uma excelente opção para quem aprecia aquela sonoridade pop rock, algo cósmica, mas ligeiramente lo fi, cheia de arranjos detalhados, que nomes tão influentes como os Yo La Tengo, Neutral Milk Hotel, Early Animal Collective, entre outros, tão bem replicam sonoramente. Como é habitual neste projeto, o single está disponivel para download gratuito. Confere...


autor stipe07 às 13:22
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015

Split Screens - Meeker Hollow (Video oficial)

Oriundo dos arredores de Nova Iorque, mas agora em São Francisco, na Califórnia, Split Screens começou por ser um projeto a solo saido da mente criativa do músico Jesse Cafiero (I started Split Screens as a solo project, to explore the tension between what we are and what we want to be) sendo o nome Split Screens inspirado na técnica cinematográfica que te permite visulizar na tela dois acontecimentos que sucedem em simultâneo em dois locais diferentes, o que, de certa forma, é coerente com o ideário que mais inspira Jesse e que o próprio justifica acima e também descreve a sua música que tanto vagueia pela pop de pendor mais comercial, como outras vertentes mais experimentais que não renegam o próprio blues e o jazz.

Depois de em setembro do último ano Jesse Cafiero ter dado a conhecer Before The Storm, o último longa duração dos Split Screens, agora, no início de um novo ano, surpreende com um novo vídeo de um tema, o filme de Meeker Hollow, o lado b de The Sinner, um single editado pelo projeto em março do ano passado.

O vídeo, com uma forte componente vintage, é bastante interessante e original já que usa imagens retiradas de um filme da Nasa datado de 1963, num resultado final que surpreende e que merece a nossa mais dedicada visualização. O conceito criado e desenvolvido acaba por se aliar na perfeição com a componente sonora de Meeker Hollow, uma belíssima canção, conduzida por um piano inspirado e luminoso, ao qual se vão adicionando diferentes fragmentos sonoros, adocicados na forma de arranjos bem conseguidos e que não dispensam a vertente orgânica conferida não só pelas cordas mas também pela percussão, tudo envolto com a pulsão rítmica que carateriza a personalidade deste projeto, que tem criado um alinhamento consistente de canções, carregadas de referências assertivas. Confere... 

 


autor stipe07 às 18:32
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

Split Screens – Before The Storm

Oriundo de Pine Plains, nos arredores de Nova Iorque, Split Screens começou por ser um projeto a solo saido da mente criativa do músico Jesse Cafiero (I started Split Screens as a solo project, to explore the tension between what we are and what we want to be) sendo o nome Split Screens inspirado na técnica cinematográfica que te permite visulizar na tela dois acontecimentos que sucedem em simultâneo em dois locais diferentes, o que, de certa forma, é coerente com o ideário que mais inspira Jesse e que o próprio justifica acima e também descreve a sua música que tanto vagueia pela pop de pendor mais comercial, como outras vertentes mais experimentais que não renegam o próprio blues e o jazz e que temas como All I See, um dos grandes destaques de Before The Storm, o último registo de originais do grupo, editado a nove de setembro de 2014 e produzido por Jeremy Black, claramente exemplifica.

Para gravar Before The Storm juntaram-se a Jesse Cafiero, Phil Pristia, Debbie Neigher, Andrew Paul Nelson e Kyle Kelly Yahner. Jesse compôs e escreveu todas as canções mas é preponderante a presença de todos estes músicos para o resultado final que faz uma súmula interessante e bem idealizada de todo o conteúdo que sustentou a pop nos últimos trinta anos, atráves de canções bem estruturadas, comandadas pela guitarra mas devidamente adocicadas com arranjos bem conseguidos e que não dispensam a vertente orgânica conferida não só pelas cordas mas também pela percussão, tudo envolto com uma pulsão rítmica que parece vir a caraterizar a personalidade deste projeto, que criou neste álbum um alinhamento consistente e carregado de referências assertivas.

Um dos detalhes mais interessantes deste disco é a fragilidade da voz refrescante e ternurenta do registo vocal de Jess, amiúde semelhante a um Tunde Adembimpe, como sucede em Stand Alone, mas que também é capaz de, em Close Your Eyes, se colar à delicadeza impar de um Sondre Lerche, uma prova bastante audível de uma notável fusão entre um notável recorte clássico e uma paleta colorida, leve, fresca e tranquila de paisagens sonoras, que não só encontram a sua riqueza no registo vocal, mas também nas janelas instrumentais e líricas que se abrem ao ouvinte que se predispõe a saborear com o preguiçoso deleite o sumo que cançoes como I Will Never Know ou No More Sound claramente exigem. Mas não posso também deixar de destacar a delicadeza de Time to Wait e o charme único de The Sinner, além dos arranjos envolventes e sofisticados e da sensibilidade melódica muito aprazível das cordas e da percurssão de Mirrors In The Maze. A audição cuidada do trompete com um ligeiro travo ao típico blues do outro lado do atlântico de Home e a grandiosa Back And Forth, canção que intercala uma excelente interpretação de Jesse com um trabalho habilidoso da restante banda, um tratado sonoro que traz sons modulados e camadas sonoras que dão à canção um clima espectral, são mais dois momentos altos deste trabalho.

Há um elevado teor experimental em Before The Storm, que plasma uma saudável incerteza, ironicamente reconfortante, relativamente ao que poderá reservar o futuro deste grupo nova iorquino, mas é natural a sensação de prazer que qualquer conhecedor profundo do indie rock atual sente ao escutar um trabalho que nos oferece uma coleção irrepreensível de canções capazes de nos transmitir sentimentos que são, frequentemente, um exclusivo dos cantos mais reconditos da nossa alma. Espero que aprecies a sugestão...

Split Screens - Before The Storm

01. Stand Alone
02. All I See
03. No More Sound
04. Close Your Eyes
05. I Will Never Know
06. Mirrors In The Maze
07. Before The Storm
08. Home
09. Back And Forth
10. The Sinner
11. Time To Wait


autor stipe07 às 17:53
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015

Seafoam – Twin Summers EP

Editado no passado dia doze de setembro de 2014 e disponível para audição no bandcamp da banda, Twin Summers é o novo EP dos Seafoam, uma banda formada pela dupla John Jagos e Jon Markson, à qual se junta Mike Feld na bateria e que tem as suas raízes em Brooklyn, Nova Iorque.

Gravado durante os dois últimos verões, Twin Summers encontrará nesse detalhe a explicação não só para o título mas também para o próprio conteúdo sonoro, já que as quatro canções do EP sobrevivem à sombra de uma indie surf pop solarenga, que não descura uma tonalidade shoegaze. Estes Seafoam são certamente apaixonados pela sonoridade pop e psicadélica dos anos sessenta e setenta, dois períodos localizados no tempo e que semearam grandes ideias e nos deram canções inesquecíveis, lançaram carreiras e ainda hoje são matéria prima de reflexão.

Canções como Anchored Down ou o single Daylight impressionam pela contemporaneidade vintage nada contraditória dos acordes sujos e do groove da guitarra e da voz sintetizada de Jagos, com The Deep End a sobreviver à custa de uma toada revivalista, com um certo travo folk, numa canção que funde Bob Dylan e Jimmy Hendrix, numa sonoridade grandiosa e controlada, ao mesmo tempo.

Twin Summers é um daqueles trabalhos que se ouve em frente à praia enquanto saboreamos uma esplanada virada para o pôr do sol. As canções têm algo de fresco e hipnótico, numa surf pop simples, bonita e dançável, nem que o façamos no nosso íntimo e para nós mesmos. No entanto o grande segredo destes Seafoam acaba por ser a voz um pouco lo fi e shoegaze, que dá aquele encanto retro, relaxante e atmosférico, numa dupla que espelha com precisão o manto de transição e incerteza que tem invadido o cenário da pop de cariz mais alternativo e independente. Espero que aprecies a sugestão...

Seafoam - Twin Summers

01. Anchored Down
02. The Deep End
03. Daylight
04. Ohio


autor stipe07 às 13:32
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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2015

Ty Segall - Mr Face EP

tycrop

Ty Segall é uma máquina de fazer discos. Não apenas trabalhos aleatórios, composições frias ou registos descartáveis, mas lançamentos de peso dentro da cena independente norte-americana. Dono de uma infinidade de projetos paralelos cada um deles com vários álbuns lançados, é quando assume as guitarras na carreira a solo que este californiano, natural de São Francisco, alcança o melhor desempenho. A primeira obra que Ty Segall nos oferece em 2015, e eu digo primeira porque me atrevo a considerar que vai haver mais novidades deste músico durante o ano, é Mr Face, um EP com quatro canções editado a treze de janeiro através da Famous Class Records. A edição em vinil do EP tem mais um ponto de enorme interesse, já que foi impressa em dois tomos, azul e vermelho, ambos translúcidos, permitindo que funcionem como um par de lentes através do qual se consegue visualizar o artwork, em 3D, de Mr Face.

O EP inicia com Mr Face, o tema homónimo e com ele e um dedilhar de guitarra rugoso, mas vigoroso e com uma forte toada blues, ampliada por um efeito da prima elétrica, que vai brincando com a voz, sentada lá ao fundo, damos por nós a sorrir ao som de um momento de pura exaltação indie, assente numa sonoridade ensolarada, com reminiscências algures na década de sessenta e no rock de garagem da década seguinte, uma canção que surpreende por essas guitarras sujas, pela bateria frenética, mas também por uma melodia verdadeiramente aditiva. E este tema é um excelente cartão de visita de um EP que merece audição dedicada não só pela elevada bitola qualitativa dos arranjos de cordas, percetíveis também nos restantes temas, como assim como pelas já habituais linhas de baixo a que Ty já nos habituou, absolutamente incríveis.

Ty Segall atingiu um grau de maturidade tal, graças a uma vasta e imaculada discografia, que já nem surpreende o inedetismo do luminoso instante surf psicadélico presente em Circles e o modo como cruza uma toada algo pop, com o fuzz típico do garage rock, fazendo com que este tema deixe de lado os habituais limites do rock caseiro e se converta num momento de pura exaltação, proposto por quem ainda busca um lugar no meio de outros gigantes da cena alternativa, mas que, quanto a mim, nada mais tem a provar para ter direito a uma posição de relevo nesse antro de perdição.

Com o hard rock setentista, de mãos dadas com rock de garagem e o blues de Drug Mugger e a toada hippie, vintage e acústico psicadélica de The Picture, Ty merece ser avaliado com uma ainda maior dose de charme e uma nova personalidade, devido a a alguns arranjos inéditos e uma guitarra cada vez mais perto da psicadelia.

 

É difícil prever o futuro sonoro de Ty Segall e se este EP serve de bitola para os seus próximos lançamentos. No entanto, em Mr Face o músico deixa definitivamente de lado um habitual nível de anarquia e desiquilibrio que frequentemente firma na execução dos seus registos e, sem sofrer de desgaste ou possíveis redundâncias, executa um ensaio de assimilação de heranças, com um sentido melódico irrepreensível, que exala um sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências do passado. Espero que aprecies a sugestão...

01. Mr. Face
02. Circles
03. Drug Mugger
04. The Picture


autor stipe07 às 17:29
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2015

Ýours Are The Only Ears - Fire In My Eyes

Yours Are The Only Ears - "Fire In My Eyes"

Yours Are The Only Ears é o projeto musical a solo da nova iorquina Susannah Cutler, um dos elementos da banda Epoch e também com um interessante trabalho já desenvolvido no campo artístico visual, tendo-se destacado ultimamente com o artwork de Wendy, o mais recente lançamento do também nova iorquino Small Wonder, tendo também contribuido com o seu desempenho vocal em alguns temas desse disco.

Fire In My Eyes é o tema mais recente divulgado por Susannah, um belíssimo instante acústico gravado com a ajuda de David Benton, dos LVL UP e com um conteúdo lírico absolutamente extraordinário (Do you want to smoke on your roof, And stare at the pavement?, I imagine my body on the ground, Am I a good person?)

Tal como o aspecto predominante do seu artwork, a música de Susannah Cutler é simples, mas plena de expressividade e vida e ela mostra-se exímia em compôr telas sonoras com uma tonalidade algo cinza, mas plenas de sentimentos e emoções. Fire In My Eyes está disponível gratuitamente no bandcamp da autora, ou com a possibilidade de doares um valor pelo tema. Confere...

 

i'm sitting inside
the room that is now mine
it comes in waves
i want to take care of you somedays

do you want to sit in my room
and listen to music?
i had something to tell you
but i forgot it

will you try not to lie?
ignore the sword between your thighs
the women that you've compromised
ignore the fire in my eyes

do you want to smoke on your roof
and stare at the pavement?
i imagine my body on the ground
am i a good person?

i recall my hands around your throat
in the darkness of our hole
the colors are all muddy now
my angry footprint on your mouth

do you want to sit on a hill
and fall down with me?
we could make more coffee
or just fall back asleep

 


autor stipe07 às 17:38
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014

Michael Stipe voltou a cantar em público.

Michael Stipe 12/29/14

Pouco mais de três anos após a separação dos R.E.M., dois anos e poucos dias após a última aparição vocal em público, com Chris Martin no evento The Concert For Sandy Relief, em doze de dezembro de 2012 e poucos dias apos ter anunciado no programa da cadeia de televisão norte american da CBS This Morning que iria voltar a cantar em público e talvez em breve, (I will sing again... Not soon … maybe … I don’t know), eis que Michael Stipe voltou a cantar. Fê-lo há dois dias, na abertura de um concerto da sua amiga Patti Smith, no Webster Hall de Nova Iorque.

Stipe cantou seis temas; New Test Leper, um dos meus temas preferidos de New Adventures In Hi-Fi e Saturn Return, canção que faz parte do alinhamento de Reveal. Os outros quatro temas foram covers, destacando-se a do single Hood de Perfume Genius, um artista que Stipe já elogiou publicamente várias vezes e Lucinda Williams, uma canção escrita pelo cantor e compositor Vic Chesnutt. Confere...

SETLIST:
01 “Lucinda Williams” (Vic Chesnutt cover)
02 “Theme From New York, New York” (Frank Sinatra/Liza Minnelli cover)
03 “Wing” (Patti Smith cover)
04 “Saturn Return”
05 “Hood” (Perfume Genius cover)
06 “New Test Leper

 


autor stipe07 às 16:44
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

Leapling - Silent Stone

Leapling - Vacant Page

É já a dez de fevereiro que chega aos escaparates via Inflated/Exploding In SoundVacant Page o novo disco do projeto nova iorquino Leapling, que já pode ser encomendado.

Este quarteto formado por Dan Arnes, Yoni David, R.J Gordon e Joey Postiglione já tinha divulgado Crooked, o primeiro single de Vacant Page, há algumas semanas e agora chegou a vez da promissora Silent Stone, uma magnífica canção que que flutua entre o indie rock mais anguloso e aquele que aposta num forte cariz experimental, já que no tema, além de um maravilhoso falsete, sobressai uma percussão com um elevado pendor jazzístico. Vacant Page promete ser um dos lançamentos mais interessantes do início de 2015 e eu cá estarei para analisar cuidadosamente o disco. Confere... 


autor stipe07 às 17:40
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2014

Le Rug - Swelling (My Own Worst Anime)

Natural de Brooklyn, Nova Iorque, o guitarrista e cantor Ray Weiss é um dos destaques da Fleeting Youth Records, um nome importante do cenário indie punk local e que integrou projetos tão importantes como os Butter the Children, Red Dwarf, Rasputin's Secret Police ou Medics. A banda Le Rug é a sua nova aposta e Press Start (The Collection) a primeira coleção de canções que apresentou ao mundo, no passado dia dezassete de junho, por intermédio dessa etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Apesar deste novo projeto chamado Le Rug, Weiss tem tido um ano de 2014 complicado; Os Butter the Children separaram-se, o músico viu-se igualmente confrontado com o fim de uma relação amorosa, a luta permanente contra os sintomas de bipolaridade que sofre, algumas tendências suicidas e, finalmente, a solidão. Todos estes contratempos não afetaram a enorme veia criativa do músico que passou uma temporada por Banguecoque, na Tailândia, onde acabou por compôr algumas canções. Por isso, os Le Rug, que também vão terminar a carreira em breve, segundo o que afirma Weiss, já têm pronto o seu segundo e último disco, o sucessor de Press Start (The Collection).

O novo trabalho dos Le Rug chama-se Swelling (My Own Worst Anime), foi editado em formato digital e cassete a dois de dezembro, podendo ser já encomendado através da editora. Este é um álbum que gira em redor de conceitos tão sombrios como a morte, o cinismo e as separações amorosas. Dudley foi o primeiro avanço divulgado do disco, tendo sido também tornado público o respetivo video, que foi gravado em Banguecoque e realizado por Gary Boyle. Entretanto, a pouco mais de uma semana do lançamento do álbum, Le Rug tinha apresentado mais duas canções do alinhamento, Dipshit e Birth Control, que confirmaram as expetativas anteriores. Se a frenética Dipshit é mais uma clara demonstração da capacidade poética de Weiss, especialmente quando a perca e o sentimento de derrota e frustração são o assunto dominante, já Birth Control dá vida ao tal desejo do músico de dizer adeus a uma vida que ultimamente lhe tem sido madrastra (I believe in birth control because the world is already full and everyone wants to die).

Disponivel para audição gratuita, Swelling (My Own Worst Anime), usa e abusa da simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico. O alinhamento está recheado com uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. São onze canções com um alinhamento que raramente deixa de ser fluído e acessível, apesar de alguns momentos mais contemplativos e intrincados, como What's Best For Glenn e da especificidade rugosa do som que carateriza Le Rug, notavelmente expresso, por exemplo, no experimentalismo progressivo de Hotline e Optional Discharge.

Portentosa e assente nos já habituais riffs da guitarra que vincam o ADN de Weiss, esta amálgama sonora, que inicialmente se estranha e depois entranha-se rapidamente, sobrevive muito bem a audições repetidas, incita várias reações físicas e prende o nosso ouvido a algo incomum mas visceralmente sedutor. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:33
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Modest Mouse – Lampshades On Fire

Modest Mouse - "Lampshades On Fire"

Strangers To Ourselves, o novo disco do produtor, músico e compositor nova iorquino Modest Mouse irá ver a luz do dia a três de março do próximo ano, através da Epic Records e irá interromper um hiato de sete anos, já que é o primeiro álbum da carreira deste artista após o extraordinário We Were Dead Before The Ship Even Sank (2007).

Lampshades On Fire é o primeiro single divulgado do novo álbum de Modest Mouse e o pronúncio de um disco que irá marcar certamente a primeira metade do próximo ano. Confere...


autor stipe07 às 19:41
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