Terça-feira, 16 de Dezembro de 2014

Le Rug - Swelling (My Own Worst Anime)

Natural de Brooklyn, Nova Iorque, o guitarrista e cantor Ray Weiss é um dos destaques da Fleeting Youth Records, um nome importante do cenário indie punk local e que integrou projetos tão importantes como os Butter the Children, Red Dwarf, Rasputin's Secret Police ou Medics. A banda Le Rug é a sua nova aposta e Press Start (The Collection) a primeira coleção de canções que apresentou ao mundo, no passado dia dezassete de junho, por intermédio dessa etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Apesar deste novo projeto chamado Le Rug, Weiss tem tido um ano de 2014 complicado; Os Butter the Children separaram-se, o músico viu-se igualmente confrontado com o fim de uma relação amorosa, a luta permanente contra os sintomas de bipolaridade que sofre, algumas tendências suicidas e, finalmente, a solidão. Todos estes contratempos não afetaram a enorme veia criativa do músico que passou uma temporada por Banguecoque, na Tailândia, onde acabou por compôr algumas canções. Por isso, os Le Rug, que também vão terminar a carreira em breve, segundo o que afirma Weiss, já têm pronto o seu segundo e último disco, o sucessor de Press Start (The Collection).

O novo trabalho dos Le Rug chama-se Swelling (My Own Worst Anime), foi editado em formato digital e cassete a dois de dezembro, podendo ser já encomendado através da editora. Este é um álbum que gira em redor de conceitos tão sombrios como a morte, o cinismo e as separações amorosas. Dudley foi o primeiro avanço divulgado do disco, tendo sido também tornado público o respetivo video, que foi gravado em Banguecoque e realizado por Gary Boyle. Entretanto, a pouco mais de uma semana do lançamento do álbum, Le Rug tinha apresentado mais duas canções do alinhamento, Dipshit e Birth Control, que confirmaram as expetativas anteriores. Se a frenética Dipshit é mais uma clara demonstração da capacidade poética de Weiss, especialmente quando a perca e o sentimento de derrota e frustração são o assunto dominante, já Birth Control dá vida ao tal desejo do músico de dizer adeus a uma vida que ultimamente lhe tem sido madrastra (I believe in birth control because the world is already full and everyone wants to die).

Disponivel para audição gratuita, Swelling (My Own Worst Anime), usa e abusa da simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico. O alinhamento está recheado com uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. São onze canções com um alinhamento que raramente deixa de ser fluído e acessível, apesar de alguns momentos mais contemplativos e intrincados, como What's Best For Glenn e da especificidade rugosa do som que carateriza Le Rug, notavelmente expresso, por exemplo, no experimentalismo progressivo de Hotline e Optional Discharge.

Portentosa e assente nos já habituais riffs da guitarra que vincam o ADN de Weiss, esta amálgama sonora, que inicialmente se estranha e depois entranha-se rapidamente, sobrevive muito bem a audições repetidas, incita várias reações físicas e prende o nosso ouvido a algo incomum mas visceralmente sedutor. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:33
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Modest Mouse – Lampshades On Fire

Modest Mouse - "Lampshades On Fire"

Strangers To Ourselves, o novo disco do produtor, músico e compositor nova iorquino Danger Mouse irá ver a luz do dia a três de março do próximo ano, através da Epic Records e irá interromper um hiato de sete anos, já que é o primeiro álbum da carreira deste artista após o extraordinário We Were Dead Before The Ship Even Sank (2007).

Lampshades On Fire é o primeiro single divulgado do novo álbum de Danger Mouse e o pronúncio de um disco que irá marcar certamente a primeira metade do próximo ano. Confere...


autor stipe07 às 19:41
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014

beat radio - singles​/​demos 2014

Oriundo de Bellmore, em Nova Iorque, beat radio é Brian Sendrowitz e anda desde 2005 a criar excelentes composições que têm como maiores trunfos uma belíssima voz e um magnífico trabalho instrumental, com destaque para Ver Straten, que se juntou a Brian em 2007 para tomar conta da bateria e assim ajudar a expandir o som deste projeto que tem sido comparado a referências tão distintas como os Sparklehorse, os Luna ou os The Weakerthans. Após uma década com quase uma dúzia de lançamentos, entre EPs, albuns e singles, parece que a inspiração de Brian é inesgotável e, tendo passado o presente ano a escrever a maior quantidade possível de canções, resolveu antecipar o lançamento de Take It, Forever, o seu novo registo de originais que deverá ver a luz do dia em 2015, com a partilha de singles/demos 2014, um compêndio com temas, com a promessa de alguns deles virem a fazer parte desse trabalho.

Nestas oito canções existem algumas curiosidades que importa destacar, nomedamente uma versão de Pour It Up, um original de Rihanna e a versão punk do genérico da série de televisão Full House, entretanto incluida num podcast intitulado Everywhere You Look, que desconstrói sonoramente cada um dos episódios desta sitcom.
Começa-se a escutar esta coleção de canções pelo tema homónimo do tal álbum que está para chegar e percebe-se de imediato que beat radio é um projeto que propôe uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos que, tomando como exemplo as teclas e o sintetizador desta canção, poderão facilmente fazer-nos acreditar que a música pode ser realmente um veículo para o encontro do bem e da felicidade coletivas.
Daí em diante, tudo aquilo que se escuta tem algo de fresco e hipnótico, uma pop com um pendor eletrónico simples, bonito e dançável, nem que o façamos no nosso íntimo e para nós mesmos. Os sintetizadores têm um tempero muito particular e as guitarras, que têm o protagonismo maior em Losing Time e o sintetizador sustentam a base melódica e sabem como dar o tempero ideal às composições que, com frequência, duvidam delas próprias sem saberem se querem avançar para uma sonoridade futurista, ou se preferem viver na firme intenção de ficarem a levitar na pop dos anos oitenta.. Depois a voz um pouco lo fi e shoegaze, confere aquele encanto retro e relaxante e amplia a atmosfera de brilho e cor em movimento que sustenta esta obra com um alinhamento alegre e festivo e que parece querer exaltar, acima de tudo, o lado bom da existência humana.
Sem deixar de evocar um certo experimentalismo típico de quem procura, através da música, fazer refletir aquela luz que não se dispersa, mas antes se refrata para inundar os corações mais carentes daquela luminosidade que transmite energia, estas oito canções carecem de cantos escuros e projetam a beat radio inúmeras possibilidades sobre o seu futuro discográfico próximo. Espero que aprecies a sugestão...
 
wearebeatradio@gmail.com  
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autor stipe07 às 21:45
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014

Converse Rubber Tracks - Noise To The World Compilation

Noise To The World 2

Como é já hábito, no início de dezembro a iniciativa Converse Rubber Tracks começa a divulgar os temas que fazem parte da sua compilação anual. Essa sequência de lançamentos diária, que podes acompanhar na página da iniciativa, ocorre nos primeiros dias do últimos mês do ano e conta com a participação de bandas e projetos do universo alternativo de relevo. Este ano, os GRLMN, os Deer Trick, que estão a comemorar dez anos de carreira, ou as Dum Dum Girls, além dos IamSU!, Michael Christmas e Torreblanca, são cabeças de cartaz de um alinhamento com canções relacionadas com a época de Natal, sempre disponíveis para download gratuito.

Já agora, no acervo da Converse Rubber Tracks pode-se encontrar algumas surpresas bastante interessantes. Uma delas, que partilho também convosco e igualmente disponivel para download gratuito, é um conjunto de músicas que foram gravadas no estúdio Converse Rubber Tracks do Brasil por bandas locais que tocaram nos concertos organizados pela Converse nesse país.

Partilho o contributo dos Deer Trick, com a canção White Havoc e Before December (You're Alive) dos GRMLN...


autor stipe07 às 18:13
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014

TV On The Radio - Seeds

Editado no passado dia dezoito de novembro por intermédio da Harvest Records, Seeds é o quinto áçbum de estudio dos norte americanos TV On The Radio, uma banda atualmente formada por Tunde Adebimpe, David Sitek, Kyp Malone e Jaleel Bunton. Produzido por Dave Sitek, um elemento chave da banda, Seeds é o primeiro disco dos Tv On The Radio editado após a morte de Gerard Smith, o baixista do grupo, em 2011 e, tal como o título do disco, contém doze canões que encarnam um desejo claro de renovação, explorando novas referências dentro de um universo sonoro que aposta na fusão de rock, com a pop, a soul e o funk, de uma forma direta, mas também densa e sombria e marcadamente experimental.

Os TV On The Radio carregam já uma aúrea que faz deles referência máxima e foco de atenção, cada vez que dão um sinal de vida, devido a uma carreira de mais de uma década qualitativamente elevada e que fez já deles um dos nomes fundamentais do indie rock do novo século. O desaparecimento de um músico fundamental no processo criativo do núcleo duro do grupo como era Smith, poderia ter sido uma machadada irreparável para o futuro discográfico do grupo, mas a verdade é que os TV On The Radio souberam aguardar o tempo necessário para chorar devidamente a perca e olhar em frente, fazendo aquilo que certamente o companheiro desejaria se o pudesse expressar.

Escuta-se Seeds e logo desde o ritmo frenético de Quartz e as batidas sinteticas que aí se escutam, percebe-se que os TV On The Radio pretendem marcar novamente território no que concerne à criação de experiências sonoras inéditas e que poderão ser futuramente referencial importante para outros projetos. Portanto, há um elevado teor experimental em Seeds, que plasma uma saudável incerteza, ironicamente reconfortante, relativamente ao que poderá reservar o futuro deste grupo nova iorquino, mas é natural a sensação de prazer que qualquer conhecedor profundo da carreira do grupo sente ao escutar este trabalho.

Acaba por ser natural expressarmos aquilo que sentimos acerca de Seeds, exalando uma excitante sensação de alívio, porque se mantém intocável a vontade e a capacidade criativa do quarteto para renovar o ambiente particular dos TV On The Radio, cada vez mais longe do rock alternativo que começou a surgir nos anos setenta, do século XX e a começar de olhar com outra atençao para a década seguinte. O cariz cada vez mais sintético da percussão, que usa batidas eletrónicas e arranjos metálicos é um sinal claro desse avanço, onde Dave Sitek tem a maior quota da responsabilidade, mas os arranjos sombrios de Careful You, os ritmos propulsivos de Ride, a batida de Right Now ou as guitarras e a secção de sopros de Could You demonstram. 

O ambiente sonoro empolgante e ritmado de Lazerray e o som de fundo orquestralmente rico de Dancing Choose e Repetition, o single já retirado de Seeds e cujo cideo conta com as participações de Karen Gillan e Paul 'Pee-Wee Herman' Reubens, são mais duas tentativas bem sucedidas de oferecer algo de inovador. Por outro lado, as guitarras distorcidas de Winter, o excelente refrão de Test Pilot e o ambiente sonoro progressivo de Love Stained, são os temas qie melhor salvaguardam a herança sonora do grupo.

Num álbum homogéneo e impecavelmente produzido, dominado pelo amor mas implacavelmente marcado pela dor da perda, sobressai um forte sinal de esperança e de renascimento, em doze temas que são sementes que vão provavelmente conquistar para os TV On The Radio novos públicos. Espero que aprecies a sugestão...

TV On The Radio - Seeds

01. Quartz
02. Careful You
03. Could You
04. Happy Idiot
05. Test Pilot
06. Love Stained
07. Ride
08. Right Now
09. Winter
10. Lazerray
11. Trouble
12. Seeds


autor stipe07 às 18:20
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2014

Sondre Lerche – Please

Sondre Lerche é um músico, cantor e compositor norueguês que vive em Brooklyn, Nova Iorque e que também se tem notabilizado pela composição de bandas sonoras, além do seu trabalho a solo. Please é o seu mais recente registo de originais, um trabalho que viu a luz do dia recentemente, por intermédio da Mona Records e que aposta numa pop que entre o nostálgico e o esplendoroso, tem algo de profundamente dramático e atrativo. Ao longo de dez músicas, Please oferece-nos um trabalho diversificado, acessível, com melodias orelhudas e que foi alvo de uma produção aberta e notoriamente inspirada.

When crimes are passionate, can love be separate?, questiona-nos Sondre Lerche no meio da toada ritmada e cheia de groove de Bad Law, ao mesmo tempo que damos por nós a abanar as pernas ao ritmo da música e a tentar perceber porque é que uma pop tão orelhuda e exuberante tem de se apresentar perante nós com um grau de exigência particularmente elevado, no que diz respeito à perceção que devemos ter da mensagem que o tema nos transmite. Depois, as cordas e a percussão de Crickets e o looping contínuo da guitarra em Legends, surpreendem pela toada mais rock, mas que não pode ser acusada de deturpar a essência do disco, já que essa procura de outros caminhos não resvala, como às vezes sucede, para algo qualitativamente menor. Apesar de Bad Law ser o single já extraído de Please, essas duas canções que se seguem não lhe ficam a dever em termos de notoriedade e potencial de airplay.

Quando, em At Times We Live Alone, Sondre abranda instrumentalmente, apesar da secção de sopros e dos metais que aqui se escutam, mantém-se num nível elevado porque aprimora o seu registo vocal, inaugurando um grave à Sinatra, em oposição clara à exuberância do falsete que nos prendeu em Bad Law e que acabava por ser, na minha opinião, mais um detalhe a juntar à homenagem que o artista pretendeu fazer com esse tema ao período aúreo que a pop eletrónica viveu há três décadas.

Após a distorção de uma guitarra tomar conta do já esperado clima nostálgico de Sentimentalist, o ambiente de festa regressa em Lucifer e com ele os sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem num universo carregado de batidas e ritmos que não deixam de exalar um certo erotismo, que se sentem novamente quando em After The Exorcism a bateria sincopada e com uma batida tribal, muito bem acompanhada por uma linha melodica de guitarra deliciosa, faz dessa canção uma festa pop, psicadélica e sensual.

Este cruzamento assertivo entre o rock e a pop mantém-se até ao final do alinhamento, com o baixo a ter, finalmente, o protagonismo que merece em At A Loss for Words e o sintetizador a tomar conta de Logging Off, outros exemplos que provam que este artista norueguês coloca, com particular mestria, elementos orgânicos lado a lado com pormenores eletrónicos deliciosos.

A música de Sondre Lerche aposta nesta relação simbiótica, feita com batidas e guitarras acomodadas pelo baixo e por um sintetizador aveludado que se esconde atrás dos ritmos, para a criação de canções que procuram ser orelhudas, de assimilação imediata e fazer o ouvinte dançar, quase sem se aperceber, apesar de não descurar as suas pretensões emotivas, porque é tudo conjugado de uma forma simples, mas eficaz.

Please é um compêndio musical fresco e luminoso, com substância e onde cabem todos os sonhos, criado por um músico impulsivo e direto, mas emotivo e cheio de vontade de nos pôr a dançar. Mesmo nos instantes mais melancólicos e introspetivos, não há lugar para a amargura e o sofrimento e o que transborda das canções são mensagens positivas e sedutoras. Sondre Lorche é exímio na forma como se apodera da música pop para pintar nela as suas cores prediletas de forma memorável, com um otimismo algo ingénuo e definitivamente extravagante, onde cabe o luxo, a grandiosidade e uma intemporal sensação de imunidade a tudo o que possa ser sombrio e perturbador. Please impressiona não só pela produção musical, mas principalmente porque sustenta uma áurea de felicidade, mesmo nos momentos mais contidos e prova que este norueguês é um músico inventivo, de rara sensibilidade e que não tem medo de fazer as coisas da forma que acredita. Espero que aprecies a sugestão...

Sondre Lerche - Please

01. Bad Law
02. Crickets
03. Legends
04. At Times We Live Alone
05. Sentimentalist
06. Lucifer
07. After The Exorcism
08. At A Loss For Words
09. Lucky Guy
10. Logging off


autor stipe07 às 19:27
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Le Rug - Dipshit @ Birth Control

Natural de Brooklyn, Nova Iorque, o guitarrista e cantor Ray Weiss é um dos destaques da Fleeting Youth Records, um nome importante do cenário indie punk local e que integrou projetos tão importantes como os Butter the Children, Red Dwarf ou Medics. A banda Le Rug é a sua nova aposta e Press Start (The Collection) uma coleção de canções que apresentou ao mundo, no passado dia dezassete de junho, por intermédio dessa etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Apesar deste novo projeto chamado Le Rug, Weiss tem tido um ano de 2014 complicado; Os Butter the Children separaram-se, o músico viu-se igualmente confrontado com o fim de uma relação amorosa, a luta permanente contra os sintomas de bipolaridade que sofre, contra algumas tendências suicidas e agora a solidão.

Todos estes contratempos não afetaram a enorme veia criativa do músico que passou uma temporada por Bangecoque, na Tailândia, onde acabou por compôr algumas canções. Por isso, os Le Rug, que também vão terminar a carreira em breve, segundo o que afirma Weiss, já têm pronto o seu segundo e último disco, o sucessor de Press Start (The Collection).

O novo trabalho dos Le Rug chama-se Swelling (My Own Worst Anime) e será editado em formato digital e cassete a dois de dezembro, podendo ser já encomendado através da editora. Este parece ser um álbum que gira em redor de conceitos tão sombrios como a morte, o cinismo e as separações amorosas. Dudley foi o primeiro avanço divulgado do disco, tendo sido também tornado público o respetivo video, que foi gravado em Banguecoque e realizado por Gary Boyle. Agora, a pouco mais de uma semana do lançamento do álbum, Le Rug apresenta mais duas canções do alinhamento, Dipshit e Birth Control.

Se a frenética Dipshit é mais uma clara demonstração da capacidade poética de Weiss, especialmente quando a perca, o sentimento de derrota e frustração são o assunto dominante, já Birth Control dá vida ao tal desejo do músico de dizer adeus a uma vida que ultimanente lhe tem sido madrastra (I believe in birth control because the world is already full and everyone wants to die).

Em breve voltarei aos Le Rug para uma análise mais aprofundada de Swelling (My Own Worst Anime). Para já, confere mais estes dois avanços do disco, com Dipshit disponível para download gratuito.


autor stipe07 às 13:16
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Thieving Irons - Magic

Depois de há poucos dias ter divulgado o EP Phenomena, estou de regresso ao projeto Thieving Irons de Nate Martinez, para partilhar uma nova canção chamada Magic. Escrito, gravado e produzido pelo próprio Nate no seu novo estúdio situado na Brooklyn onde reside, o tema resultou de um desafio que foi colocado ao músico nova iorquino pela revista de culinária Gather Journal, que pretendia uma canção que servisse de banda sonora a um dos novos desafios que costuma lançar aos leitores da publicação.

Disponível para download na página oficial do músico, Magic contém o habitual clima melódico que Nate procura sempre recriar, feito cada vez mais pelo cruzamento entre a leveza onírica da dream pop e o um indie rock que procura dar as mãos à eletrónica, num resultado que nos transporta para um universo muito próprio de Thieving Irons, sempre sustentado por um verdadeiro manancial de melodias lindíssimas. Confere...


autor stipe07 às 13:05
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Domingo, 9 de Novembro de 2014

Thieving Irons - Phenomena EP

Os norte americanos Thieving Irons de Nate Martinez são uma das bandas mais queridas deste blogue e qualquer lançamento deste projeto de Brooklyn, Nova Iorque, é sempre aguardado por cá com elevada expetativa. Nate construi um estúdio de raíz chamado Twin Buffalo onde tem trabalhado com outros músicos e também tem dedicado bastante tempo a compôr novas canções para os Thieving Irons. Em Phenomena, o novo EP, do grupo, Nate explorou sons inéditos, com a guitarra a dar a primazia do processo de construção melódica, agora menos virada para o rock e a explorar com maior ênfase a pop de cariz claramente eletrónico.

As quatro canções do EP foram todas escritas, gravadas e produzidas pelo próprio Nate nesse seu novo estúdio situado na Brooklyn onde reside, tendo contado com as participações especias de Josh Kaufman, que tocou guitarra em Electric Paradise, Dan Brantigan que se ocupou de um trompete especial em Aurora (Chloe Speaks) e Aaron Lotus, que tocou udu nessa mesma música.

Sendo assim e tendo em conta a já referida nova orientação sonora, os Thieving Irons apostam agora em referências mais etéreas, que passam um pouco pela música experimental, através de sons essencialmente sintetizados, mas que não colocam de parte o habitual clima melódico que Nate procura sempre recriar, ao mesmo tempo que pretende contar histórias muito concretas, relacionadas com a vida comum e os conflitos psicológicos que ela frequentemente provoca.

Acaba por existir um cruzamento entre a leveza onírica da dream pop e o cariz mais rugoso que faz parte do rock alternativo, mas sem descurar a presença de outros espetros sonoros, possibilitados não só pela presença de alguns detalhes feitos com sopros, como de alguns metais e de guitarras que não se deixam enlear por regras e imposições herméticas. Bom exemplo disso é Polynesian Dreams, uma canção lenta mas cheia de detalhes preciosos, assim como o universo particularmente melódico, sensível e confessional de Aurora (Chloe Speaks), uma canção imbuída de um forte caráter intimista, mas que não absorve o cariz expansivo da música dos Thieving Irons, sempre assertiva e capaz de nos transportar para um universo sustentado por um verdadeiro manancial de melodias lindíssimas.

Coeso, maduro e impecavelmente produzido, Phenomena é um compêndio de quatro canções que configuram mais um tiro certeiro na carreira deste projeto de Nova Iorque, que insiste em oferecer-nos canções capazes de obedecer ao nosso desejo de fuga, mas sem deixarmos de ter ao nosso lado uma cerveja bem fria e todos aqueles que mais amamos. Este EP está disponível na página oficial do projeto, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo. Espero que aprecies a sugestão...

Thieving Irons Phenomena Ep Cover Art.jpg

Electric Paradise

Polynesian Dream

Shine On Waterfall

Aurora (Chloe Speaks)


autor stipe07 às 21:16
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Le Rug - Dudley

Natural de Brooklyn, Nova Iorque, o guitarrista e cantor Ray Weiss é um dos destaques da Fleeting Youth Records, um nome importante do cenário indie punk local e que integrou projetos tão importantes como os Butter the Children, Red Dwarf ou Medics. A banda Le Rug é a sua nova aposta e Press Start (The Collection) a primeira coleção de canções que apresentou ao mundo, no passado dia dezassete de junho, por intermédio dessa etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Apesar deste novo projeto chamado Le Rug, Weiss tem tido um ano de 2014 complicado; Os Butter the Children separaram-se, o músico viu-se igualmente confrontado com o fim de uma relação amorosa, a luta permanente contra os sintomas de bipolaridade que sofre, contra algumas tendências suicidas e agora a solidão.

Todos estes contratempos não afetaram a enorme veia criativa do músico que passou uma temporada por Bangecoque, na Tailândia, onde acabou por compôr algumas canções. Por isso, os Le Rug, que também vão terminar a carreira em breve, segundo o que afirma Weiss, já têm pronto o seu segundo e último disco, o sucessor de Press Start (The Collection).

O novo trabalho dos Le Rug chama-se Swelling (My Own Worst Anime), será editado em formato digital e cassete, podendo ser já encomendado através da editora e parece ser um álbum que gira em redor de conceitos tão sombrios como a morte, o cinismo e as separações amorosas. Dudley é o primeiro avanço divulgado do disco, tendo sido também tornado público o respetivo video, que foi gravado em Banguecoque e realizado por Gary Boyle. A canção merece toda a nossa atenção a partir do momento em que usa letras simples e guitarras aditivas, além de misturar bem a voz sempre vincada de Weiss, com uma letra algo sensível e uma melodia particularmente acessivel.

Em breve voltarei aos Le Rug, para uma análise mais aprofundada de Swelling (My Own Worst Anime). Para já, confere então este primeiro avanço, disponibilizado para download gratuito pela editora...

 


autor stipe07 às 13:00
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