Quarta-feira, 7 de Setembro de 2016

R.E.M. - Radio Song (demo version)

Resultado de imagem para R.E.M. 1991

Em 2016 comemora-se o vigésimo quinto aniversário do lançamento de Out Of Time, um clássico da discografia dos norte americanos R.E.M. e o disco que lançou o grupo para o estrelato, tendo vendido milhões de cópias em todo o mundo, vencido vários prémios da indústria fonográfica, incluindo alguns Grammys e que contém no seu alinhamento clássicos do calibre de Losing My Religion, Shinny Happy People, Belong, Near Wild Heaven ou Radio Song.

Para comemorar a efeméride, já a dezoito de novembro irá chegar aos escaparates uma reedição de luxo de Out Of Time, com quatro capítulos; A gravação ao vivo de um concerto dos R.E.M. dessa época em Charleston, uma edição remasterizada do alinhamento, todos os vídeos das músicas do disco, com notas e apontamentos dos membros da banda e dos produtores Scott Litt e John Keane e, finalmente, as versões demo, todas elas acústicas, das onze canções. Uma delas é esta versão fantástica de Radio Song, o tema que abre o alinhamento de Out Of Time e que, comparando com o original, não conta com a presença do rapper KRS-One, mas conta com a maravilhosa melancolia intrigante do grupo e tem o baterista Bill Berry a cantar num dos versos da canção. Confere...


autor stipe07 às 14:05
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2015

R.E.M. Rarities Jukebox

Obscuro para muitos, praticamente desconhecido para imensos, mas considerado pela maioria dos fãs como o período aúreo da banda, o período em que os R.E.M. estiveram sobre a alçada da editora I.R.S., coincidiu com o lançamento dos cinco primeiros álbuns da banda, em plenos anos oitenta.

No rescaldo dessa fase inicial do trajeto do grupo de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e, ainda na altura, Bill Berry, os R.E.M. foram unanimemente considerados pela crítica norte americana como a melhor banda de rock alternativo da década, acabando por assinar pela multinacional Warner, etiqueta que permitiu alcançarem de modo mais massivo outros mercados, numa relação iniciada com Green e que atingiu proporções inimagináveis com Out Of Time e Automatic For The People.

Hoje mesmo, no dia em que escrevo estas linhas, nove de abril de 2015, passam trinta e um anos do lançamento de Reckoning, o segundo álbum da banda. Este período entre o EP Chronic Town, lançado a vinte e quatro de agosto de 1982 e o álbum Document, editado a vinte e um de março de 1987, foi um tempo em que a banda viveu permanentemente, sem pausas, a dividir-se entre o palco e o estúdio, tendo sido o seu espaço temporal mais profícuo e criativo, com centenas de concertos, algumas digressões europeias, cinco álbuns de estúdio, além desse EP de estreia e um catálogo imenso registado pelo grupo e pelos fãs que, muitos anos depois, ainda reserva algumas surpresas.

Em 2007 or R.E.M. passaram finalmente a fazer parte do Rock 'N' Roll Hall of Fame e a publicação Online Athens, na ocasião, produziu o documentário R.E.M. In The Hall, que inclui os melhores momentos dessa cerimónia e uma caixa digital intitulada R.E.M. Rarities Jukebox. São vinte e uma canções disponíveis para download gratuíto e quase todas captadas ao vivo. Delas destacam-se uma extraordinária versão de Radio Free Europe, o primeiro grande single da banda e algumas versões de clássicos da música norte americana como Ive Got you Babe, Steppin Stone ou Louie Louie, entre outros.

Este cardápio é aboslutamente imprescindível para qualquer fã ou apenas para quem quiser conhecer ainda melhor esta banda fundamental do universo sonoro alternativo. Confere...


autor stipe07 às 13:25
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014

Michael Stipe voltou a cantar em público.

Michael Stipe 12/29/14

Pouco mais de três anos após a separação dos R.E.M., dois anos e poucos dias após a última aparição vocal em público, com Chris Martin no evento The Concert For Sandy Relief, em doze de dezembro de 2012 e poucos dias apos ter anunciado no programa da cadeia de televisão norte american da CBS This Morning que iria voltar a cantar em público e talvez em breve, (I will sing again... Not soon … maybe … I don’t know), eis que Michael Stipe voltou a cantar. Fê-lo há dois dias, na abertura de um concerto da sua amiga Patti Smith, no Webster Hall de Nova Iorque.

Stipe cantou seis temas; New Test Leper, um dos meus temas preferidos de New Adventures In Hi-Fi e Saturn Return, canção que faz parte do alinhamento de Reveal. Os outros quatro temas foram covers, destacando-se a do single Hood de Perfume Genius, um artista que Stipe já elogiou publicamente várias vezes e Lucinda Williams, uma canção escrita pelo cantor e compositor Vic Chesnutt. Confere...

SETLIST:
01 “Lucinda Williams” (Vic Chesnutt cover)
02 “Theme From New York, New York” (Frank Sinatra/Liza Minnelli cover)
03 “Wing” (Patti Smith cover)
04 “Saturn Return”
05 “Hood” (Perfume Genius cover)
06 “New Test Leper

 


autor stipe07 às 16:44
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Sábado, 26 de Abril de 2014

R.E.M. – Unplugged: The Complete 1991 And 2001 Sessions

Em setembro de 2011, num dia que recordo perfeitamente, os R.E.M. colocavam um comunicado no seu site em que diziam: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening. Nesse dia terminava a carreira de uma das bandas mais importantes do rock alternativo das últimas três décadas, um nome fundamental e imprescindível para percebermos as principais caraterísticas que regem o indie rock da atualidade, uma banda marcante para a minha geração e que tantas vezes não teve o merecido reconhecimento.

Dois anos e meio depois do fim da carreira, os R.E.M. ainda têm surpresas para revelar; No passado dia dezanove de abril, no último Record Store Day, foi editado R.E.M. Unplugged 1991 2001 – The Complete Sessions, uma caixa com quatro discos de vinyl e que contém todas as músicas gravadas para as performances do grupo nos MTV Unplugged que a banda tocou em 1991 e 2001, incluindo onze temas que não foram para o ar. Já agora, os R.E.M. são, até hoje, a única banda a gravar dois MTV Unplugged.

No alinhamento desta caixa, que terá edição no formato CD em maio, é possível encontrar os principais sucessos de toda a carreira do grupo, com músicas do álbum Murmur, de 1983, até ao álbum Reveal, de 2001, além de várias covers, com destaque para Love Is All Around, um original dos Troggs.

No Record Store Day, o baixista Mike Mills esteve a autografar exemplares desta caixa no Bull Moose, uma loja de discos em Scarborough, no Maine. Espero que aprecies a sugestão...

R.E.M. - Unplugged The Complete 1991 And 2001 Sessions

01. Half A World Away
02. Disturbance At The Heron House
03. Radio Song
04. Low
05. Perfect Circle
06. Fall On Me
07. Belong
08. Love Is All Around
09. It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
10. Losing My Religion
11. Pop Song 89
12. Endgame
13. Fretless
14. Swan Swan H
15. Rotary 11
16. Get Up
17. World Leader Pretend
18. All The Way To Reno (You’re Gonna Be A Star)
19. Electrolite
20. At My Most Beautiful
21. Daysleeper
22. So. Central Rain (I’m Sorry)
23. Losing My Relion
24. Country Feedback
25. Cuyahoga
26. Imitation Of Life
27. Find The River
28. The One I LOve
29. Disappear
30. Beat A Drum
31. I’ve Been High
32. I’ll Take The Rain
33. Sad Professor 

Get More: R.E.M., I've Been High (Unplugged), Music, More Music Videos

 


autor stipe07 às 21:22
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Terça-feira, 18 de Março de 2014

R.E.M. Unplugged 1991 2001 – The Complete Sessions

Em setembro de 2011, num dia que recordo perfeitamente, os R.E.M. colocavam um comunicado no seu site em que diziam: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening. Nesse dia terminava a carreira de uma das bandas mais improtantes do rock alternativo das últimas três décadas, um nome fundamental e imprescindível para percebermos as principais caraterísticas que regem o indie rock da atualidade, uma banda marcante para a minha geração e que tantas vezes não teve o merecido reconhecimento.

Dois anos e meio depois do fim da carreira, os R.E.M. ainda têm surpresas para revelar; A dezanove de abril, no próximo Record Store Day, será editado R.E.M. Unplugged 1991 2001 – The Complete Sessions, uma caixa com quatro discos de vinil e que contém todas as músicas gravadas para as performances do grupo nos MTV Unplugged que a banda tocou em 1991 e 2001, incluindo onze temas que não foram para o ar. Já agora, os R.E.M. são, até hoje, a única banda a gravar dois MTV Unplugged.

Do alinhamento desta caixa, que terá edição no formato CD em maio, será possível encontrar os principais sucessos de toda a carreira do grupo, com músicas do álbum Murmur, de 1983, até ao álbum Reveal, de 2001, além de várias covers, com destaque para Love Is All Around, um original dos Troggs.

No Record Store Day, o baixista Mike Mills estará a autografar exemplares desta caixa no Bull Moose, uma loja de discos em Scarborough, no Maine. Espero que a mesma não demore muito a chegar a Portugal.

R.E.M.-Unplugged

1991 Unplugged

Side One

1."Half A World Away"
2."Disturbance at the Heron House"
3."Radio Song"
4."Low"

Side Two

1."Perfect Circle"
2."Fall on Me"
3."Belong"
4."Love Is All Around"

 Side Three

1."Its The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)"
2."Losing My Religion"
3."Pop Song 89"
4."Endgame" 

Side Four

1."Fretless"*
2."Swan Swan H"*
3."Rotary 11"*
4."Get Up"*
5."World Leader Pretend"*

 

2001 Unplugged

Side Five

1."All The Way To Reno (You're Gonna Be a Star)"
2."Electrolite"
3."At My Most Beautiful"
4."Daysleeper"

Side Six

1."So. Central Rain (I'm Sorry)"
2."Losing My Religion"
3."Country Feedback"
4."Cuyahoga"

Side Seven

1."Imitation of Life"
2."Find the River"
3."The One I Love"*
4."Disappear"*

Side Eight

1."Beat a Drum"*
2."I've Been High"*
3."I'll Take the Rain"*
4."Sad Professor"*

* (Not included in original television broadcast )


autor stipe07 às 12:26
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

52

Parabéns... E obrigado por tudo!

Happy birthday... And thanks for all!


autor stipe07 às 19:58
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

R.E.M. Cassette Set

Com o lamentável fim da carreira dos R.E.M. começam a surgir algumas raridades e inéditos que estiveram escondidos ao longo destes anos e que agora, talvez por haver quem ache que poderão valer verdadeiras fortunas e não com outros propósitos mais genuínos, começam a ser revelados. Na leitura que estou à fazer à biografia do Michael Stipe assinada por Rob Jovanovic é feita referência à gravação de uma cassete audio em abril de 1981 e que acaba de ser revelada ao mundo. É, sem qualquer dúvida, um objeto único e que seria extraordinário possuir.

news R.E.M.s 1981 Cassette Demo Surfaces Online

 

Em abril de 1981 a banda começou a sua relação com Mitch Easter, ao visitar o seu estúdio, em Winston-Salem, Carolina do Norte, com o intuíto de gravar algumas músicas para uma demo. Eles já tinham feito uma sessão de gravação anteriormente, mas não estavam satisfeitos com os resultados (principalmente num local chamado Bombaim Joe Perry Studio) e tinham destruido essas maquetas. No dia quinze desse mês gravaram então com Mitch Easter Sitting Still, Radio Free Europe e White Tornado. No dia seguinte misturaram as faixas e produziram cerca de quatrocentas cópias da demo em formato cassete para enviar a jornalistas, clubes e etiquetas discográficas, mesmo antes da primeira digressão em Nova Iorque. Este conjunto de cassetes foi produzido pela banda, com cartolinas fotocopiadas para o inlay e etiquetas manuscritas pelo próprio Michael Stipe.
Poucos dias depois, a vinte e quatro de maio de 1981, os R.E.M. voltaram para o estúdio de Mitch e gravaram alguns overdubs para Radio Free Europe e adicionaram uma hilariante Radio Dub mix dessa canção, através de uma brincadeira com instrumentos, vozes e vários efeitos sonoros. Este Cassette Set é pois a única gravação que mistura os inéditos de Sitting Still e Radio Free Europe, sendo que ambos são, na minha opinião, muito melhores do que qualquer subsequente original.
Um tal de Chris H. é o proprietário de um conjunto destas cassetes, oferecidas, segundo ele, pelo próprio Michael Stipe, a vinte de junho de 1981, quando os R.E.M. deram um concerto em Cherry Hills, New Jersey. Em 2001 este Chris transferiu o som para o formato CD-R e agora revelou o conteúdo ao grande público, confessando-se muito honrado por ter a possibilidade de partilhar esta peça muito original e especial da história da banda.

R.E.M. Cassette Set
15/16/23 de abril de 1981 (recording/mixing)
abril e maio de 1981 (assemblage/packaging)
01 Sitting Still (fast "Polka" version, snippet)
02 Sitting Still
03 Radio Free Europe
04 White Tornado
05 White Tornado (take 2, aborted)
06 Radio Free Europe (Radio Dub)

autor stipe07 às 20:53
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

R.E.M. - Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage Trailer

America's best rock n'roll band. (Rolling Stone)
The band who saved american music. (Uncut)
An indelible footprint on modern music. (Spin)
Songs that won't be denied. (NME)
The soundtrack for a generation. (New Yorker)
Uma marca bonita, indelével e definitiva na minha existência! (João Tavares)
31 anos de história nas lojas a 15 de novembro...


autor stipe07 às 21:41
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011

Cinco dias após o anúncio oficial do fim da banda, os R.E.M. acabam de anunciar o Greatest Hits de despedida. REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011, será lançado no mercado a 14 de novembro e incluirá We All Go Back To Where We Belong, (será editado como single a 18 de Outubro), A Month of Saturdays e Hallelujah, três novas canções gravadas pela banda este verão, após o final do lançamento de Collapse Into Now, em Athens, Georgia, terra natal da banda e com o produtor Jacknife Lee.

Como todos sabemos, a carreira dos R.E.M. divide-se em dois grandes períodos; Numa primeira fase a banda lançou seis discos através da editora independente I.R.S. Label; Em 1987 assinam pela Warner Bros. Records, através da qual lançam a restante discografia. REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011 passará em revista os trinta e um anos de carreira, distribuidos por estas duas etiquetas que levaram o grupo da garagem até à lua.

Entretanto e ainda na ressaca da separação, o baixista Mike Mills revelou hoje à evista Rolling Stone algumas das razões que levaram ao fim. Há uma grande parte de tristeza, mas na realidade é celebratório, afirmou. Há tristeza porque nunca mais vou tocar no mesmo palco que o Peter (Buck) e que o Michael (Stipe), revelou Mills, que explicou a mistura de sentimentos: Estamos a fazer isto pelas razões certas e acabamos por olhar para trás, para a alegria e as oportunidades incríveis que tivemos. O baixista revelou ainda que não há zangas entre os membros da banda que tenham causado a separação: Não é porque temos que acabar ou porque não nos suportamos uns aos outros,  nem mesmo porque não prestamos. Estamos felizes, mas acabámos.
Rob Cavallo da Warner Bros. Records revelou que o final dos R.E.M foi muito inesperado e que soube na mesma manhã que o comunicado foi publicado no site, através de um telefonema do manager da banda. Não consigo acreditar que eles vão acabar, mas compreendo. Eles são muito puros, muito respeitosos com aquilo que fazem, afirmou. Pelos vistos a decisão dos R.E.M. já estava tomada há alguns meses, antes de se encontrarem na Georgia para gravar os três novos temas para R.E.M. Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage 1982- 2011. A banda atrasou o anúncio do fim porque muitas pessoas foram afectadas de forma séria com esta decisão. Queríamos que corresse tudo como deve ser e estávamos entusiasmados por ter composto três músicas muito boas como despedida
A banda já teria falado em terminar há muito mais tempo e embora Mills não saiba precisar quando começaram a pensar nisso, revela que depois de Around The Sun, editado em 2004, a banda achou que ainda tinha mais a provar: Precisavamos de provar, não só aos fãs e aos críticos, mas a nós próprios, que ainda podíamos fazer grandes álbums e fizemos dois (Accelerate, em 2008 e Collapse Into Now). Pensámos, conseguimos, agora vamos fazer uma coisa que banda nenhuma fez: Apertar as mãos e sair como amigos.

A tracklist de REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011 será a seguinte:

Disco 1:
Gardening At Night
Radio Free Europe
Talk About The Passion
Sitting Still
So. Central Rain
(Don’t Go Back To) Rockville
Driver 8
Life And How To Live It
Begin The Begin
Fall On Me
Finest Worksong
It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
The One I Love
Stand
Pop Song 89
Get Up
Orange Crush
Losing My Religion
Country Feedback
Shiny Happy People


Disco 2:
The Sidewinder Sleeps Tonite
Everybody Hurts
Man On The Moon
Nightswimming
What’s The Frequency, Kenneth?
New Test Leper
Electrolite
At My Most Beautiful
The Great Beyond
Imitation Of Life
Bad Day
Leaving New York
Living Well Is The Best Revenge
Supernatural Superserious
Überlin
Oh My Heart
Alligator_Aviator_Autopilot_Antimatter
A Month of Saturdays
We All Go Back To Where We Belong
Hallelujah


autor stipe07 às 21:51
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

R.E.M. Gone Wrestling...

Ontem, dia 21 de setembro, os R.E.M. anunciaram ao mundo o fim de uma grande aventura com mais de 30 anos no site oficial da banda. Estava sentado no sofá de casa a ouvir a primeira faixa de Rumspringa, o disco mais recente do projeto Canon Blue, quando oportal Stereogum, através da rede social Facebook, surgiu-me perante o olhar com uma atualização onde se lia R.E.M. quits. Muito sinceramente, tenho uma dificuldade imensa em descrever o que senti naquele preciso momento, o enorme vazio que instantaneamente se apoderou de mim! Fiquei sem vontade nenhuma de abrir o link e ler o conteúdo e senti uma necessidade imensa de abrir bem os meus olhos e respirar fundo para não me deixar abater emocionalmente pelo que iria ler. Carreguei então no dito link que de imediato me remeteu para o comunicado oficial da banda e que ontem transcrevi neste blogue.

À medida que os anos vão passando, crescemos, a nossa vida evolui e avança, passamos por experiências boas e amargas e, se tudo for correndo bem, atingimos sonhos e objetivos. E ao longo dessa caminhada há sempre marcas, pessoas, circunstâncias e factos da nossa vida, ideias, sonhos e desejos que nos acompanham e marcam a nossa identidade, como se fossem um carimbo ou uma tatuagem invisivel, que não se vê, mas que nós e os que connosco convivem sabem que existe e que está lá. E os R.E.M. são, sem a mínima hesitação, uma marca na minha vida, um descritor essencial da minha identidade, algo indissociável da meu eu enquanto pessoa, doa a quem doer, como sabem todos aqueles que porventura me conhecem minimamente e possam estar a ler este texto.

Poderá haver quem me ache demasiado sentimental e lamechas (só eu sei o quanto algumas músicas dos R.E.M. contribuiram ao longo da minha vida para alimentar esta marca da minha personalidade) em determinados momentos e situações da minha existência; Neste facto concreto, o fim dos R.E.M. enquanto banda, tenho todo o direito de o ser e de extravasar a minha imensa mágoa, exatamente porque eles são, como referi, uma caraterística essencial da minha identidade!

Sei que pode haver quem ache um exagero falar assim, mas sinto que ontem perdi um bom amigo e que ele deixou um vazio cá dentro que ninguém (neste caso uma banda) poderá colmatar! Foi como se tivesse deixado de ter ao meu lado um ser que estava sempre ali, que me ouvia quando colocava um disco deles a tocar, com quem falava nos meus passeios e viagens, nos meus momentos de solidão e mais pessoais e por quem esperava avidamente por notícias e novidades! Agora ficam-me apenas as recordações desse amigo, na vasta discografia que guardo lá em casa, como se fossem cartas que me escreveu e me deixou para eu ler sempre que queira!

Não há neste momento aquele sentimento de luto até porque hoje já sorri imenso por causa dos R.E.M.. Mas a tristeza invade-me e não tenho vergonha de o confessar! No fundo e dentro do orgulho que sinto por eles, confesso que entendo a escolha que fizeram e como até, neste momento final, conseguiram manter a sua integridade intata.
Musicalmente, acompanharam-me desde a minha infância, os seus álbuns foram fundamentais na minha formação pessoal e, tal como tantos outros fãs que conheço, foram juntamente com os Radiohead e os Sigur Rós a banda que até hoje mais me marcou.
Quando, em 1989, vi pela primeira vez na RTP 2 os videos de The One I Love e Stand, colaram-se logo no meu ouvido e no meu ser, numa época em que ainda não havia internet ou cds e tinha-se de fazer figas para conseguir visualizar de novo algo que nos marcasse devido à inexistência do youtube. Um tempo em que encontrar uma cassete dos R.E.M. obrigava a uma viagem de comboio ao Porto e a uma procura exaustiva em lojas que hoje, infelizmente , já não existem. Recordo-me, como se fosse ontem, da excitação que senti quando comprei o Automatic For The People em 1992, numa loja de discos que conhecia de fio a pavio, no centro comercial Oita em Aveiro e depois desse, sempre essa mesma excitação enorme e feliz que palpitava cá dentro, por saber que iria explorar, descobrir e ouvir os outros catorze, além dos DVD's, coletaneas e cd singles que fui adquirindo ao longo de quase vinte anos. Esse disco é hoje um marco decisivo na minha existência, um dos meus objetos mais valiosos, o número um de uma coleção musical física felizmente já extensa e da qual me orgulho.
Os R.E.M. pontuaram toda a minha vida pessoal, serviram de banda sonora para vários momentos lindíssimos (tenho, na minha cabeça, vários vídeos pessoais que eu próprio filmei de algumas músicas deles), serviram para encontrar amigos e criei com aqueles aquela relação fã / ídolos, que quase não existe nos jovens de hoje, criados nas facilidades e na transitoriedade própria da internet e desta aldeia cada vez mais global.
Assisti a dois concertos da banda! Ambos no Pavilhão Atlântico e dos quais destaco o primeiro, em 1999, pela enorme surpresa que me foi proporcionada e pela companhia de um grande amigo, dos poucos que entendem esta minha devoção e que fará sempre parte da minha vida.
Poderia escrever também sobre as letras que mais me marcaram, sobre a voz inconfundível do meu guru, Michael Stipe, uma das poucas pessoas com quem não desdenharia trocar de pele por alguns dias, mas esta despedida é apenas um modo de dizer, porque as canções, essas estarão sempre aqui!
Obrigado R.E.M. pelo legado de quinze discos que guardo religiosamente na solarenga escadaria de minha casa, todos eles para mim intemporais e que continuarei a ouvir com o mesmo prazer de sempre!
Obrigado pelas letras de cerca de duzentas músicas que me ficaram no ouvido e de algumas melodias nostálgicas que jamais me deixarão, pela escrita e presença de Michael Stipe em palco, pelo virtuosismo e discrição do verdadeiro líder da banda, Peter Buck, pelos falsetes, baixo e pianos inesquecíveis de Mike Bills, um dos melhores baixistas que tive a oportunidade de ouvir tocar e, não me esqueço dele, pelo Bill Berry, que apesar de não integrar a banda há cerca de treze anos, escreveu a magnífica Perfect Circle e é um dos bateristas mais virtuosos que alguma vez ouvi tocar!
No comunicado oficial a banda refere que se despede com enorme sentido de gratidão e de deslumbramento por tudo o que conseguiram. Eu é que agradeço com enorme sentido de gratidão e deslumbramento por tudo o que consegui por vossa causa! Sem vocês não teria nunca feito Djing, não teria iniciado a coleção de discos que agora tenho, não teria criado este blogue, não teria convencido os extintos The Otherside a fazerem uma versão acústica de I've Been High, não me teria privado de bens que gosto para poder segui-los e adquirir a sua discografia e não teria feito tantas outras coisas que agora não me consigo recordar...
É óbvio que eles nunca se venderam a ninguém e foram sempre, como referem no dito comunicado, uma banda no verdadeiro sentido da palavra, irmãos que se respeitavam e amavam e que talvez este fosse mesmo o momento certo, sem mágoas, porque, de acordo com Michal Stipe, tudo tem um fim.
Ontem foi então o fim de uma banda que foi da garagem até à lua e que me levou nessa viagem com eles... Portanto, se alguém quiser saber onde me encontrar de agora em diante, é lá em cima que eu estou! É que depois de, também devido a eles, ter atingido este estado de alma em que vivo hoje e ser a pessoa que sou, não exigo menos para o resto dos meus dias!
Queridos R.E.M.: Vocês criaram a banda sonora da minha vida! Entre tantas e tantas outras que decorei e me emocionam sempre que as ouço, escreveram Be Mine com a qual amo Smartieees e escreveram Man On The Moon que me faz querer todos os dias ser um bocadinho de Andy Kaufman e dizer umas piadas, mesmo sem graça, e ser uma pessoa sorridente, bem disposta, alegre e feliz para todos aqueles que me rodeiam, além de nunca querer desistir dos meus sonhos, por mais inacessíveis que eles pareçam! Um dia, com um imenso orgulho, hei-de passar para alguém quase igual a mim este legado que vocês me deixaram...
Obrigado R.E.M.
Vamo-nos vendo por aí... ;)

Deixo agora um vídeo da NASA que mostra como há alguns dias atrás Michal Stipe entrou em direto com alguns astronautas da última missão do Space Shuttle Atlantis para partilhar com eles Man On The Moon e (decisão difícil), por ordem cronológica, algumas das minhas mais...
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 

autor stipe07 às 20:33
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