Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Thom Yorke – Tomorrow’s Modern Boxes

Vocalista da banda que ocupa o trono do indie rock alternativo há quase duas décadas e um dos criativos musicais fundamentais da história da música contemporânea, Thom Yorke está claramente apostado em deixar uma marca indelével na história da música e não apenas e só por causa do conteúdo do seu cardápio sonoro, mas também na forma inovadora como pretende revelar e disponibilizar o mesmo. Crítico assumido sobre a forma como a indústria fonográfica tem assumido as rédeas da distribuição, Yorke disponibilizou no passado dia vinte e seis de setembro Tomorrow's Modern Boxes, o seu segundo disco a solo, para download digital e também em vinil na página oficial, experimentando uma nova forma de edição e distribuição, através da tecnologia BitTorrent, criada por uma empresa norte-americana e que permite a cada consumidor partilhar e gerir ficheiros sem intermediários.

Num comunicado que assina com Nigel Godrich, o produtor do disco e divulgado no dia do lançamento, ambos explicavam que Tomorrow’s Modern Boxes é uma experiência e que, se correr bem, poderá ser o caminho para que os criadores artísticos voltem a ter controlo sobre o comércio na Internet. Seja como for, e independemente do sucesso desta nova abordagem comercial, importa é, desde já, debruçarmo-nos sobre aquilo que realmente importa, o conteúdo deste registo de um músico que promete, como já referi, deixar uma marca indelével na história da música, particularmente a eletrónica.

Uma batida crua, cheia de loops e efeitos em repetição constante e elementos minimalistas que vão sendo adicionados a um baixo sintético com um volume crescente, quase sempre livres de constrangimentos estéticos e que nos provocam um saudável torpor, são já a imagem de marca da música de Thom Yorke, alguém que parece decididamente apostado em compôr música principalmente para si e, de forma subtil, criar um ambiente muito próprio e único através da forma como o sustenta instrumentalmente, ao privilegiar uma abordagem eminentemente sintética. Os oito temas do alinhamento de Tomorrow's Modern Boxes vivem, portanto, da eletrónica e dos ambientes intimistas que a mesma pode criar sempre que lhe é acrescentada uma toada algo acústica, mesmo que haja um constante ruído de fundo orgânico e visceral. É deste cruzamento espetral e meditativo que o disco vive, um registo que espelha a elevada maturidade do autor e espelha a natural propensão do mesmo para conseguir, com mestria e excelência, manusear a eletrónica digitalmente, através de batidas digitais bombeadas por sintetizadores e adicionar-lhe, muitas vezes de forma bastante implícita e quase inaudível o baixo e a bateria.

Analisar a música de Thom Yorke e não falar da sua voz é desprezar um elemento fulcral da sua criação artística; Ela é também em Tomorrow's Modern Boxes um fio condutor das canções, seja através do habitual falsete, amiúde manipulado em A Brain In A Bottle, o tema onde essa forma de cantar é mais explícita,ou através de um registo sussurrante, ou ainda de uma performance vocal mais aberta e luminosa e que muitas vezes contrasta com a natural frieza das batidas digitais. E este último registo ganha contornos de uma certa magnificiência e inedetismo neste disco quando é manipulado com ecos e efeitos em reverb em temas como Truth Ray ou There Is No Ice (For My Drink) e transforma-se numa das diferentes camadas sonoras sobrepostas, ficando claro que, a partir desse instante, Yorke está ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens. Curiosamente, o piano costuma ser um fiel companheiro do músico e um instrumento que se alia com notável mestria ao seu registo vocal mas, neste trabalho, apenas surge destacado em Pink Section, por sinal um tema onde o protagonismo da voz é ínfimo.

Tomorrow's Modern Boxes é de um subtileza experimental incomum e, mesmo que à primeira audição isso não transpareça claramente, os temas estão carregados de sentimentos melancólicos; Cada música tem sempre algo de pessoal e há agregados sonoros que tanto podem vir a fazer furor em algumas pistas de dança como acabarem por ser um referencial de alguns dos melhores momentos ambientais e com uma toada chillwave da carreira de Thom Yorke.

Nigel Goodrich já tinha produzido The Eraser, o primeiro registo a solo de Yorke e também foi ele que OkComputorizou os Radiohead, pelo que este novo manifesto de eletrónica experimental é também certamente responsabilidade sua, assim como a opção pela ausência total das guitarras e pela primazia do trabalho de computador, da construção de samples, no fundo, da incubação de uma arquitetura sonora que sobrevive num domínio muito próprio e que dificilmente encontra paralelo no cenário musical atual.

Mais apontado para satisfazer o seu umbigo do que propriamente saciar a fome de excelência de quem o venera e exulta a cada suspiro ruidoso que o autor exala, Tomorrow's Modern Boxes é um despertar maquinal, onde a pureza da voz contrasta com a agressividade de uma modernidade plasmada em letras que mostram o mesmo Thom Yorke de sempre, irreverente, meio perdido, entre o compreensível e o mundo dele, estando, no meio, a sua luta constante com a sociedade e a sua vertente intervencionista politica, ambiental e social. Espero que aprecies a sugestão... 

Thom Yorke - Tomorrow's Modern Boxes

01. A Brain In A Bottle
02. Guess Again!
03. Interference
04. The Mother Lode
05. Truth Ray
06. There Is No Ice (For My Drink)
07. Pink Section
08. Nose Grows Some


autor stipe07 às 22:46
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Domingo, 16 de Junho de 2013

Curtas... CVIII

Em 1997 Kathleen Hanna, líder dos projetos Bikini Kill e Le Tigre, editou um álbum a solo intitulado Julie Ruin. Em 2010, com a suspensão do projeto Le Tigre e com a ajuda de Kathi Wilcox, baixista dos Bikini Kill, voltou a pôr mãos a esse projeto e lançou The Julie Ruin, o disco homónimo de estreia. Agora, a três de setembro, chegará Run Fast, via TJR Records e Oh Come On é o primeiro single já divulgado. Confere este verdadeiro tratado punk rock, em modo ÉFV...

 

Unfortunate Direction é o primeiro single já conhecido de The Everywheres, o disco homónimo de estreia do projeto liderado pelo músico e compositor canadiano Samuel Hill. A belíssima canção é um verdadiero hino pop de teor mais psicadélico e prova que os Brian Jonestown Massacre continuam a ser uma referência essencial para novas bandas e projetos. The Everywheres será editado já a vinte e cinco de junho via Father/Daughter Records e na altura divulgarei a minha crítica do disco. Confere...

 

Ernest Greene, aka Washed Out, um cantor e instrumentista que mistura a indie psicadélica com batidas eletrónicas, lançou o video oficial de It All Feels Right, o primeiro single retirado de Paracosm, disco que verá a luz do dia a doze de agosto e que sucede a Within and Without de 2011. O vídeo foi produzido inteiramente com imagens do artwork do álbum e animado pelo ilustrador e diretor Ferry Gouw. A canção, festiva e perfumada pelo clima tropical, tem um clima orgânico com passagens sonoras carregadas pelo toque etéreo.

Formados há cerca de um ano, os Splashh resultam da parceria entre Toto Vivian e Sasha Carlson, aos quais se juntaram Jacob Moore e Tom Beal. No passado dia quatro de junho chegou aos escaparates Comfort, por intermédio da Kanine Records e Sun Kissed Bliss é o primeiro single partilhado da rodela, uma canção que contém uma pop grunge e lo-fi, com fortes reminiscências dos anos noventa. Brevemente partilharei a minha critica a Comfort. Confere...


De 5 em 7 dias e Faz o que tens a fazer são os títulos dos dois singles do mini-disco de verão de O Martim. A partir de segunda-feira estará disponível na íntegra para download, ao preço que quiseres, em omartim.bandcamp.com.

De acordo com o press release que me foi enviado, o teledisco de De 5 em 7 dias, filmado na sala de estar e pensado por Martim e Filipe Casimiro, mostra-nos um resumo de cinco fases da deterioriação de uma relação. Cinco fases que são retratadas pelas actrizes Teresa Macedo, Maria Franqueira, Maria Ana Filipe, Inês Worm Tirone e Kaleigh Tirone. Um vídeo que conta também com a participação do mestre Francisco Sales, que não sai de casa sem se fazer acompanhar pela sua melodiosa guitarra.

 

Quanto ao teledisco  de Faz o que tens a fazer, foi filmado com um telemóvel à prova de água pelo Martim e pela Joana Barra Vaz, num dia de praia na Costa da Caparica. Editado em casa do Martim, pelo próprio, conta com a participação de Francisco Vasconcelos, Joana Barra Vaz, James O´Brien, Luna Lune, Teresa Macedo e de um cão cujo nome não é sabido mas que se revelou um muito bom actor.


autor stipe07 às 21:02
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Domingo, 9 de Junho de 2013

Curtas... CVII

A ScionAV continua oferecer temas originais incluidos numa compilação que celebra o 10º aniversário da marca. O último tema disponibilizado é um inédito de Chromatics. Red Car foi excluído da playlist final para o álbum Kill For Love, de 2012, mas pode agora ser ouvido e obtido em modo ÉFV. Confere...

 

Natural de Montreal, no Canadá, o produtor CFCF já tem sucessor para Exercises o trabalho que lançou em 2012. A nove de julho irá chegar um EP intiutlado Music for Objects, por intermédio da Paper Bag / Dummy e Camera é o primeiro tema conhecido, um instrumental calmo mas simultaneamente hipnótico e algo tenso, assente no piano, no baixo e numa espécie de megafone, por sinal bastante assertivo. Confere... 

 

Matt Adams é o rosto por trás dos The Blank Tapes, um projeto californiano que nos leva de volta à pop luminosa dos anos sessenta, aquela pop tão solarenga como o estado norte americano onde o músico reside.

Matt toca todos os instrumentos neste projeto e lançou o primeiro disco, Home Away From Home, em 2010. O sucesso foi tanto que andou pelo Brasil, pelo Japão e pela Europa, com os Thee Oh Sees. De regresso a casa foi para o estúdio e compôs Vacation, sendo Don't Ever Get Old, o primeiro tema retirado desse álbum. Confere-o, em modo ÉFV...

 

Jonathan Rado, um dos músicos dos Foxygen, terá um EP a solo, lá para setembro, intitulado Law And Order. O primeiro tema já conhecido do EP é Faces, uma canção que mantém os mesmos elementos nostálgicos dominados pelas cordas que Rado e Sam France desenvolvem nos Foxygen. O EP contará com a participação especial do guitarrista Tom Presley dos White Fence. Confere Faces...


No final de junho chega às lojas Lovely Things o segundo disco das Selebrities, uma banda de Brooklyn, Nova Iorque. Lovers, um dos singles do álbum foi agora divulgado e leva-nos numa viagem incrível à década de oitenta. Confere...


autor stipe07 às 18:32
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Sábado, 8 de Junho de 2013

Sugiro... XXXII


autor stipe07 às 10:43
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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011

Bill Callahan - Apocalypse

Bill Callahan, nascido em 1966, é um músico folk natural de Silver Spring no Maryland, EUA. A sua carreira musical começou na década de noventa com o bem sucedido projeto Smog e desde então Callahan não sabe o que é descanso. Depois de em 2005 ter lançado A River Ain’t Too Much To Love, o último disco nos Smog, começou a carreira a solo em 2007 com Woke on a Whaleheart, logo após ter assinado pela editora independente Drag City. Mas o melhor ainda estava para vir; Lançado em 2009, Sometimes I Wish We Were an Eagle resgatava toda a funcionalidade e beleza das composições da antiga banda do músico e figurou nas listas de alguns dos melhores lançamentos desse ano. O segundo disco, Sometimes I Wish We Were An Eagle chegou dois anos depois, em 2009 e agora, em 2011, foi editado Apocalypse, um álbum que ando a ouvir e ao qual já me rendi incondicionalmente.

Logo à primeira audição de Apocalypse percebi que é um disco feito de arquétipos para a alma, uma coleção de músicas que escavam a cultura norte americana para encontrar um tesouro de raízes identitárias. Se nessa audição o disco pareceu algo simples, quando houve outra mais atenta e com as atenções todas focadas na mesma, senti nas canções uma espécie de gravitar divertido em redor de um intimismo controlado, simultaneamente espontâneo e livre. Logo de seguida, a palavra paradoxo também me surgiu devido à beleza e mistério deste álbum à base de guitarras eléctricas embutidas em sonoridades folk, a roçar o country e o jazz.

São apenas sete faixas, mas todas impressionam tanto na voz como na instrumentação sofisticada e plural. O músico abre espaço para que guitarras, baterias, instrumentos de sopro, pianos, percussão e os tradicionais violões brilhem de forma monumental, enquanto a voz em barítono se diverte a cada nova canção. Com ela, Bill, uma espécie de trovador da era moderna, sussura contos pessoais, funcionando nitidamente como mais um instrumento, que se junta com os restantes no nosso ouvido. Dessa forma ela comunica directamente connosco e, ao mesmo tempo, parece que fala consigo próprio.

Por vezes, e como Drover exemplifica, há pausas subtis nas melodias para, posteriormente, surgir um exacerbar crescente de intensidade, até ao clímax, quase sempre suportado pelo piano. America!, a minha música preferida do álbum e que destaca o lado roqueiro do músico, tem a tal beleza inerente, mas diz-me bem mais do que as outras seis canções porque é carregada de ironia, humor e até alguma preversão: America!, You are so grand and gold, golden, Oh, I wish I was deep in America, tonight, America! America!, I watch David Letterman in Australia. Outro dos meus destaques é Universal Applicant, uma faixa versátil e que cresce com o formidável arranjo instrumental que potencializa a canção. Inicialmente simplista, a canção vai gradativamente agrupando novos elementos e sons distintos, até ao final envolvente. Em Free’s, Bill deixa-se cercar por um clima jazzístico e convidativo; Os acompanhamentos constantes dos pratos, um piano compenetrado e os esporádicos acordes de guitarra, circundam a voz do músico e dão-lhe substância. No fecho e como súmula, em One Fine Morning o músico faz uma espécie de resumo dos elementos e influências sonoras que figuraram ao longo do álbum.

Cada tema em Apocalypse é um capítulo tocante, quente e directo ao coração. As paisagens e o lirismo narrativo completam um  ambiente tradicional onde só faltam os veados a saltitar pelos bucólicos campos verdejantes.

O apocalipse musical certamente nunca acontecerá com discos assim e estamos, sem dúvida e para já, perante um dos melhores registos do ano. Se para alguns a genialidade é algo com que se nasce, para outros ela pode ser alcançada com o passar dos anos e da prática. Este talentoso Bill Callahan, que passarei a acompanhar com uma certa devoção, a par de figuras como Josh Rouse, Mr. E, Beck, Jónsi e outros músicos a solo que prendem a minha atenção a cada suspiro que dão, é uma das provas vivas deste conceito.

Disponibilizo a sua discografia e espero que sintas curiosidade conhecer melhor todo o trabalho deste músico genial... 

01. Drover
02. Baby’s Breath
03. America!
04. Universal Applicant
05. Riding for the Feeling
06. Free’s
07. One Fine Morning

 

1. From the Rivers to the Ocean
2. Footprints
3. Diamond Dancer
4. Sycamore
5. The Wheel
6. Honeymoon Child
7. Day8. Night
9. A Man Needs a Woman or a Man To Be a Man

 

 

1. Jim Cain
2. Eid Ma Clack Shaw
3. The Wind and the Dove
4. Rococo Zephyr
5. Too Many Birds
6. My Friend
7. All Thoughts Are Prey to Some Beast
8. Invocation of Ratiocination
9. Faith/Void


autor stipe07 às 19:06
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

3 de rajada... XXXIX

Volto a  Três De Rajada..., que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova, lançada hoje no mercado discográfico. Esta semana destaco Battles, The Wombats e CSS. Toca a ouvir e a tirar ilações...

 

Battles feat. Gary Numan – My Machines


The Wombats – Perfect Disease

 
CSS feat. Bobby Gillespie – Hits Me Like A Rock

 


autor stipe07 às 21:41
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011

Long Long Long - Who The Fuck Said Family Ain't Family No More

Os Long Long Long são de Halifax, no Canadá e andam a fazer furor com o seu mais recente EP, Who The Fuck Said Family Ain't Family No More, editado no passado dia 20 de abril. Já no ano de 2010 tinham disponibilizado gratuitamente alguns EPs e agora andam em digressão pelos Estados Unidos, a tomar o pulso à sua própria música; Entretanto já prometeram mais dois discos de curta duração até ao final deste verão.

O saldo da criatividade, dentro da experimentação sonora que guia esta banda é interessante e existe, sem dúvida, no meio de um aparente caos, uma coerência marcante e que faz com que esta banda possa vir a ser especial. Os próprios Long Long Long afirmam que querem que cada EP venha a público sem aviso prévio e se torne uma espécie de instante temporal, que deve esgotar-se logo que a sua audição chega ao fim e nesse instante ser deixado para trás. Isto não significa que a sua música não deva ser ouvida duas vezes; Apenas assumem que fazem música direta, daquela que se consome no instante e que serve apenas para pura diversão, sem haver o pretensiosismo de deixar uma marca, ou fazer com que no nosso intímo evoquemos algo de especial.

Esta espontaneidade, por paradoxal que possa parecer, demonstra já uma interessante maturidade musical, numa banda jovem que também assume querer apenas ser ouvida enquanto existir, além de se recusar, para já, a editar discos sem ser gratuitamente. Assim, Who The Fuck Said Family Ain't Family No More, é considerado pela crítica que li um enorme passo em frente dos Long Long Long; Há muitos momentos de brilhantismo, dos quais realço as harmonias de Sure, Sometimes You Win, o caos de If There's A Rumble, You Guys'll Back Me, Right? e a sonoridade groove de There Are Tape Machines Down There. Mas sem dúvida que o grande destaque vai direitinho para o épico de retalhos de oito minutos e cheio de poderosas distorções, You'll Not Guess Who I Met in Minnesota. Só não consigo é ainda atinar com o reverb que esta e outras bandas usam em alguns excertos de músicas na voz, à imagem dos Wavves e dos Best Coast, a fazer lembrar as bandas de surf rock dos idos anos 50/60.

Seja como for e como a própria capa do EP indica, há algo de infantil na sonoridade desta banda e na forma como brincam com as guitarras despreocupadamente; Mas não duvido que é tudo criado com ordem, que existe um planeamento cuidado e, mais importante que tudo isso, que há aqui música composta com emotividade. Fica a sugestão...

 
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autor stipe07 às 22:09
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Terça-feira, 1 de Março de 2011

Conheces os Piano Magic!?

Os Piano Magic são um dos destaques do Festival Para Gente Sentada deste ano, evento ao qual fiz referência algumas semanas atrás. Como não os conheço e fiquei curioso, resolvi investigar e tentar ouvir algumas músicas. Confesso que fiquei agradavelmente surpreendido...

Os Piano Magic são um coletivo já com quinze anos de existência; A banda surgiu no verão de 1996, em Londres, tendo na sua formação inicial Glen Johnson (o único que ainda permanece na banda), Dominic Chennell Dick Rance. Actualmente os músicos da banda são o já citado Glen Johnson Franck Alba, Jerome Tcherneyan, Alasdair Steer e Angèle David-Guillou.
A sonoridade da banda abarca o chamado ambient pop, o post-rock, a indietronica e o ghost rock, sendo os Sigur Rós uma declarada influência, o que me parece fazer algum sentido tendo em conta as três músicas que já conheço; Incurable faz parte do nono disco, Part Monster, editado em 2007, On Edge é o grande destaque de Ovations, o décimo e mais recente álbum, lançado em 2009 e também descobri The Nostalgist, música retirada do álbum Disaffected.

Inicialmente a banda não tinha a intenção declarada de se massificar e dar-se a conhecer ao mundo inteiro; Apenas queriam fazer a música que gostavam. No entanto, um memorável concerto em Março de 1999, em Harlem, na Holanda, provocou uma espécie de click; O espectáculo correu muito bem e venderam todos os discos que tinham na banca de merchandising. Pela primeira vez, acreditaram que tinham algo para oferecer ao mundo, assinaram pela 4AD Records e apostaram na internacionalização.

Assim, os Piano Magic possuem já alguns discos no curriculum e um relativo culto em algumas paragens do globo, com a nossa vizinha Espanha à cabeça; Em 2000, além de terem editado o aclamado Writers Without Homes, compuseram a banda sonora do filme Son De Mar, do espanhol Bigas Lunas.

Em 2004 sobem mais um patamar qualitativo com o EP Open Cast Heart, que contou com colaborações de Vashti Bunyan, Alan Sparhawk dos Low e Ben Ayres dos Cornershop. Seguiu-se logo em 2005  Disaffected, o disco que aproximou a banda ainda mais da sonoridade pop, com melodias carregadas de emotividade e sentimento, segundo as críticas que li. Este álbum contou com a voz de John Grant dos The Czars e Angle David-Guillou dos Klima.

O disco mais recente, Ovations, lançado a doze de outubro de 2009, pela Make Mine Music, nova editora da banda, é o mais bem sucedido e para a sua divulgação foi preciosa a participação de Brendan Perry e Peter Ulrich dos Dead Can Dance. De acordo com a crítica especializada, mantiveram as influências da electrónica dos anos setenta, com Krafwerk à cabeça, mas agora juntaram a instrumentalidade acústica e mais característica da europa do norte, sendo aqui que entram os Sigur Rós.

Fica alguma da discografia da banda...

Ovations (2009)
1. The Nightmare Goes On
2. March of the Atheists
3. On Edge
4. A Fond Farewell
5. The Blue Hour
6. Recovery Position
7. La Cobardia De Los Toreros
8. You Never Loved This City
9. The Faint Horizon
10. Exit
 
Disaffected (2005) 
 
1. You Can Hear The Room
2. Love & Music
3. Night Of The Hunter 
4. Disaffected
5. Theory Of Ghosts
6. Your Ghost 
7. I Must Leave London
8. Deleted Scenes
9. The Nostalgist
10. You Can Never Get Lost(When You've Nowhere To Go)
11. Deleted Scenes (Extended Mix)
 
Open Cast Heart EP (2004)

 


1. Echoes On Ice
2. The Journal Of A Disappointed Man
3. I Didn’t Get Where I Am Today
4. This Heart Machinery

Open Cast Heart EP


Part-Monster (2007)
 01. The Last Engineer
02. England’s Always Better (As You’re Pulling Away)

03. Incurable (Reprise)
04. Soldier Song
05. The King Cannot Be Found

06. Great Escapes
07. Cities & Factories

08. Halfway Through

09. Saints Preserve Us

10. Part-Monster


Part-Monster (2007)


 

Low Birth Weight (1998)

1. Snowfall Soon
2. Crown Estate

3. Bad Patient
4. The Fun Of The Century
5. Birdy Machine

6. Not Fair

7. Dark Secrets Look For Light

8. Snow Drums

9. Shepherds Are Needed

10. Am The Sub-Librarian

11. Waking Up


Low Birth Weight (1999)


 

The Troubled Sleep Of Piano Magic (2003)
1. Saint Marie
2. The Unwritten Law

3. Speed the Road, Rush the Lights

4. Help Me Warm This Frozen Heart
5. I Am the Teacher’s Son

6. The End of a Dark, Tired Year

7. The Tollboth Martyrs

8. When I’m Done, This Night Will Fear Me

9. Luxembourg Gardens

10. Comets


The Troubled Sleep of Piano Magic

 

 

 

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autor stipe07 às 22:12
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Sábado, 15 de Janeiro de 2011

Sugiro VIII

 

Mais uma revisão da última matéria dada...

 

Gorillaz - Revolving Doors

 

Spoon - Rhythm and Soul

 

The Wannadies - You And Me Song

 

Sleigh Bells - Crown On The Ground

 

Sleigh Bells - Ring Ring

 

Beth Gibbons & Rustin Man - Tom The Model

 

Girl Crisis - Come As You Are

 

Kisses - Bermuda

 

How To Destroy Angels - The Space In Between

 

Broken Social Scene - Texico Bitches

 

Gruff Rhys - Shark Ridden Waters

 

Kick Up The Fire - No Fun In London

 

School Of Seven Bells - I L U

 

The Phoenix Foundation - Bleaching Sun

 

R.E.M. - Oh My Heart

 

Muse - Can't Take My Eyes Of You

 

The Joy Formidable - Austere

 

Noah And The Whale - L.I.F.E.G.O.E.S.O.N.

 

Does It Offend You, Yeah? - We Are The Dead

 

Kasabian - Underdog (Acoustic Version)

 

Party Horse - Lazer Beam


autor stipe07 às 15:24
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

R.E.M. - Discoverer

 

Os R.E.M. acabam de disponibilizar Discoverer a faixa de abertura de Collapsed Into Now, o próximo disco da banda. Já ouvi a música e adorei! Estão de regresso à boa forma e aos bons velhos tempos, sem dúvida. Relembrei How The West Was Won And Where It Got Us, a faixa de abertura de New Adventures in Hi-Fi, assim que ouvi os primeiros acordes.  O disco promete mesmo e quem quiser fazer o download da música, cedida pela própria banda, basta clicar AQUI. Usufrui...

 

 

 

 


autor stipe07 às 19:11
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