Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Pernas de Alicate - Pássaros

Carlos BB e Sara Feio são os Pernas de Alicate, um projeto musical alternativo português, já com alguns singles em carteira. Nascidos nos Black Sheep Studios, em Sintra, um estúdio que já revelou nomes tão importantes como os Paus, Linda Martini, You Can’t Win Charlie Brown, Anarchicks, Brass Wires Orchestra e propriedade do Carlos, também membro dos Riding Pânico e dos Men Eater, os Pernas de Alicate pretendem ser um caso sério no nosso panorama musical.

Pernas de Alicate é mais do que música; Envolve som e imagem, onde Carlos BB marca o ritmo na bateria e Sara Feio ilustra, o qe significa que para cada single que o grupo cria, existe um video associado. A canção nasce a partir de beats criados pelo Carlos e depois há convidados especiais que vão trabalhar em cima desse beat e criar a composição musical. 

Casa Para Pássaros é o último tema em que a banda tem trabalhado e já têm pronta a primeira metade, os Pássaros. Nesta canção juntaram-se aos Pernas de Alicate, Ana Miró (Sequin), Cláudia Guerreiro (Linda Martini), Miguel da Bernarda (BWO), Gil Amado (We Trust e Long Way To Alaska), Shela (Riding Pânico) e o colectivo Solid Movement e o resultado final foi surpreendente.

De acordo com o press release do tema, os Pernas de Alicate consideram que a cadência de Pássaros leva-os por um caminho hipnótico que se vai tornando cada vez  mais preenchido. O ritmo acelera para desacelerar e desacelera para acelerar. Há um conjunto de vozes que o complementa e que ecoa nos (seus) ouvidos de forma inebriante, como se de um chamamento se tratasse. A parte musical de Pássaros puxou-os para dentro da música e fê-los acompanhar o seu voo pelo desconhecido. Mas isto, uma vez mais, é só uma parte do que Pássaros é realmente. A parte visual é a outra metade.

O vídeo de Pássaros foi realizado por Sara Feio e conta com a participação das actrizes Inês de Sá Frias, Nádia Santos e da modelo Isa Pólvora. O trabalho coreográfico foi desenvolvido por Raquel Claudino e, de acordo com o mesmo documento que cita Ágata Alencoão, impressiona pelas expressões faciais fortes e penetrantes, como se nos quisessem obrigar a ler uma a uma as emoções que transparecem. Em contraponto, há um balanço suave e repetitivo das linhas de movimento dos corpos que cravam e complementam a sensação de hipnose. As cores quentes, as sobreposições, os efeitos de duplicação e espelho das imagens, agudizam a sensação de entorpecimento e  conferem ao tema uma aura em que luxúria e misticismo comungam. Há uma “história” para ser contada mas há também a vontade de esconder qualquer coisa. Em cada movimento, uma parte do corpo intersecta outra e, ainda que nada seja claro, ou possa ser visto à luz do dia sem qualquer tipo de obstáculo, percebemos que a necessidade de ocultação da identidade está presente.

Pássaros faz-nos divagar pelo intrincado universo das relações e pela complexa perversidade humana, cujos pressupostos tão superficiais como ilusórios existem apenas, para se alcançar determinado fim. Como na alegoria do Corvo e da Raposa, que conceptualmente e imageticamente percepcionamos neste tema.

 E como quase tudo em Pernas de Alicate parece existir às metades, aguardemos a saída de Casa, onde outros artistas do campo da fotografia e da ilustração se juntarão a BB e Sara para que Casa de Pássaros se nos apresente em toda a sua sumptuosidade.

 


autor stipe07 às 20:29
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Thom Yorke – Tomorrow’s Modern Boxes

Vocalista da banda que ocupa o trono do indie rock alternativo há quase duas décadas e um dos criativos musicais fundamentais da história da música contemporânea, Thom Yorke está claramente apostado em deixar uma marca indelével na história da música e não apenas e só por causa do conteúdo do seu cardápio sonoro, mas também na forma inovadora como pretende revelar e disponibilizar o mesmo. Crítico assumido sobre a forma como a indústria fonográfica tem assumido as rédeas da distribuição, Yorke disponibilizou no passado dia vinte e seis de setembro Tomorrow's Modern Boxes, o seu segundo disco a solo, para download digital e também em vinil na página oficial, experimentando uma nova forma de edição e distribuição, através da tecnologia BitTorrent, criada por uma empresa norte-americana e que permite a cada consumidor partilhar e gerir ficheiros sem intermediários.

Num comunicado que assina com Nigel Godrich, o produtor do disco e divulgado no dia do lançamento, ambos explicavam que Tomorrow’s Modern Boxes é uma experiência e que, se correr bem, poderá ser o caminho para que os criadores artísticos voltem a ter controlo sobre o comércio na Internet. Seja como for, e independemente do sucesso desta nova abordagem comercial, importa é, desde já, debruçarmo-nos sobre aquilo que realmente importa, o conteúdo deste registo de um músico que promete, como já referi, deixar uma marca indelével na história da música, particularmente a eletrónica.

Uma batida crua, cheia de loops e efeitos em repetição constante e elementos minimalistas que vão sendo adicionados a um baixo sintético com um volume crescente, quase sempre livres de constrangimentos estéticos e que nos provocam um saudável torpor, são já a imagem de marca da música de Thom Yorke, alguém que parece decididamente apostado em compôr música principalmente para si e, de forma subtil, criar um ambiente muito próprio e único através da forma como o sustenta instrumentalmente, ao privilegiar uma abordagem eminentemente sintética. Os oito temas do alinhamento de Tomorrow's Modern Boxes vivem, portanto, da eletrónica e dos ambientes intimistas que a mesma pode criar sempre que lhe é acrescentada uma toada algo acústica, mesmo que haja um constante ruído de fundo orgânico e visceral. É deste cruzamento espetral e meditativo que o disco vive, um registo que espelha a elevada maturidade do autor e espelha a natural propensão do mesmo para conseguir, com mestria e excelência, manusear a eletrónica digitalmente, através de batidas digitais bombeadas por sintetizadores e adicionar-lhe, muitas vezes de forma bastante implícita e quase inaudível o baixo e a bateria.

Analisar a música de Thom Yorke e não falar da sua voz é desprezar um elemento fulcral da sua criação artística; Ela é também em Tomorrow's Modern Boxes um fio condutor das canções, seja através do habitual falsete, amiúde manipulado em A Brain In A Bottle, o tema onde essa forma de cantar é mais explícita,ou através de um registo sussurrante, ou ainda de uma performance vocal mais aberta e luminosa e que muitas vezes contrasta com a natural frieza das batidas digitais. E este último registo ganha contornos de uma certa magnificiência e inedetismo neste disco quando é manipulado com ecos e efeitos em reverb em temas como Truth Ray ou There Is No Ice (For My Drink) e transforma-se numa das diferentes camadas sonoras sobrepostas, ficando claro que, a partir desse instante, Yorke está ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens. Curiosamente, o piano costuma ser um fiel companheiro do músico e um instrumento que se alia com notável mestria ao seu registo vocal mas, neste trabalho, apenas surge destacado em Pink Section, por sinal um tema onde o protagonismo da voz é ínfimo.

Tomorrow's Modern Boxes é de um subtileza experimental incomum e, mesmo que à primeira audição isso não transpareça claramente, os temas estão carregados de sentimentos melancólicos; Cada música tem sempre algo de pessoal e há agregados sonoros que tanto podem vir a fazer furor em algumas pistas de dança como acabarem por ser um referencial de alguns dos melhores momentos ambientais e com uma toada chillwave da carreira de Thom Yorke.

Nigel Goodrich já tinha produzido The Eraser, o primeiro registo a solo de Yorke e também foi ele que OkComputorizou os Radiohead, pelo que este novo manifesto de eletrónica experimental é também certamente responsabilidade sua, assim como a opção pela ausência total das guitarras e pela primazia do trabalho de computador, da construção de samples, no fundo, da incubação de uma arquitetura sonora que sobrevive num domínio muito próprio e que dificilmente encontra paralelo no cenário musical atual.

Mais apontado para satisfazer o seu umbigo do que propriamente saciar a fome de excelência de quem o venera e exulta a cada suspiro ruidoso que o autor exala, Tomorrow's Modern Boxes é um despertar maquinal, onde a pureza da voz contrasta com a agressividade de uma modernidade plasmada em letras que mostram o mesmo Thom Yorke de sempre, irreverente, meio perdido, entre o compreensível e o mundo dele, estando, no meio, a sua luta constante com a sociedade e a sua vertente intervencionista politica, ambiental e social. Espero que aprecies a sugestão... 

Thom Yorke - Tomorrow's Modern Boxes

01. A Brain In A Bottle
02. Guess Again!
03. Interference
04. The Mother Lode
05. Truth Ray
06. There Is No Ice (For My Drink)
07. Pink Section
08. Nose Grows Some


autor stipe07 às 22:46
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Quarta-feira, 26 de Março de 2014

Hallelujah The Hills - Pick Up An Old Phone

Os norte americanos Hallelujah The Hills lançaram em 2013 o extraordinário disco No One Knows What Happens Next e estão quase a regressar com um novo ábum intitulado Have You Ever Done Something Evil?, já no próximo dia treze de maio, através da Discrete Pageantry.

Disponível para download gratuito, Pick Up An Old Phone é o primeiro single divulgado deste novo trabalho da banda de Boston, uma fabulosa canção que mistura o vintage velhinho rock n'roll com sintetizadores futuristas, para criar uma melodia épica e vibrante. Esta canção é um verdadeiro tratado sonoro e merece uma audição atenta e dedicada. Confere...

Hallelujah The Hills – Pick Up An Old Phone


autor stipe07 às 12:37
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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

Eels - Agatha Chang

À frente dos Eels, o norte americano Mark Oliver Everett, simplesmente conhecido como E, idealizou e deu vida a uma das mais interessantes e completas discografias do universo sonoro alternativo dos últimos vinte anos. Com uma média impressionante de lançamentos discográficos, os Eels viajaram pelo indie rock e pela pop acústica, cruzaram-se com a folk e chegaram mesmo a dar asas ao punk.

No próximo dia vinte e dois de abril chegará aos escaparates The Cautionary Tales of Mark Oliver Everett, o décimo primeiro álbum dos Eels, um trabalho que verá a luz do dia por intermédio da E Works, a etiqueta do próprio E. Este disco sucede a Wonderful Glorious e à triologia Hombre Lobo (2009), End Times (2010) e Tomorrow Morning (2010) , de acordo com Agatha Chang,  o primeiro single divulgado do álbum, será o regresso dos Eels a uma sonoridade folk eminentemente acustica, melancólica e introspetiva. A canção é uma lindíssima balada, com notáveis arranjos de cordas que servem para ajudar a E a ir, mais uma vez, direto ao assunto sobre um dos seus temas prediletos, as questões do amor (I couldn’t bear to break up my old gang, But I should have stayed with Agatha Chang). Confere Agatha Chang e a tracklist de The Cautionary Tales of Mark Oliver Everett.

 

1. Where I’m At
2. Parallels
3. Lockdown Hurricane
4. Agatha Chang
5. A Swallow in the Sun
6. Where I’m From
7. Series of Misunderstandings
8. Kindred Spirit
9. Gentleman’s Choice
10. Dead Reckoning
11. Answers
12. Mistakes of My Youth
13. Where I’m Going

Deluxe Edition 13 Track Bonus Disc
1. To Dig It
2. Lonely Lockdown Hurricane
3. Bow Out
4. A Good Deal
5. Good Morning Bright Eyes
6. Millicent Don’t Blame Yourself
7. Thanks I Guess
8. On The Ropes (LIVE WNYC)
9. Accident Prone (LIVE WNYC)
10. I’m Your Brave Little Soldier (LIVE WNYC)
11. Fresh Feeling (LIVE KCRW)
12. Trouble With Dreams (LIVE KCRW)
13. Oh Well (LIVE KCRW)


autor stipe07 às 19:11
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

Damon Albarn - Everyday Robots

Damon Albarn anunciou ontem que será a vinte e oito de abril que chegará aos escaparates Everyday Robots, o seu tão aguardado disco a solo, que será produzido por Richard Russel, o dono da XL Recordings. Albarn e Russel já tinham trabalhado anteriormente juntos, por exemplo, no álbum de regresso de Bobby Womack, The Bravest Man in the Universe(2012), ou em Kinshasa One Two, que resultou de uma viagem ao Congo de vários músicos e produtores do Ocidente.

Everyday Robots irá contar com as participações especiais dos também britânicos Brian Eno e de Natasha Khan (Bat For Lashes). Na página oficial do Facebook, o músico revelou que este é um disco profundamente auto biográfico e que procura explorar a relação entre a natureza e a tecnologia, algo muito evidente no video entretanto revelado do single homónimo. Confere... 


autor stipe07 às 20:37
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Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013

Unknown Mortal Orchestra - SB-01

Os Unknown Mortal Orchestra de Ruban Nielsen apostaram em II, o segundo disco do grupo, editado há cerca de um ano, numa linha sonora que procurou estreitar fortes laços entre a psicadelia e o R&B. Mas hoje, além de demonstrarem mais uma vez uma forte veia inventiva, também surpreenderam com uma interessante generosidade, típica desta época do ano. Assim, para comemorar o Natal de 2013, resolveram disponibilizar gratuitamente no bandcamp do grupo um curioso instrumental, um único tema com pouco mais de vinte e dois minutos intitulado SB-01.

Esta canção tem um forte pendor ambiental e uma ligeira carga psicadélica, feita por uma nuvem densa de cordas, sintetizadores e samples claustrofóbicos e talvez seja um apontar de novos caminhos, em termos de arranjos, no que concerne ao futuro discográfico dos Unknown Mortal Orchestra. Confere...


autor stipe07 às 20:28
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Terça-feira, 5 de Novembro de 2013

Broken Bells - Holding On For Life

Os Broken Bells de Danger Mouse e James Mercer, vocalista dos The Shins, estão de regresso aos discos, a catorze de janeiro próximo, com After The Disco, um trabalho que verá a luz do dia através da Columbia Records e que sucede ao homónimo de estreia, editado em 2011. O primeiro single conhecido é Holding On For Life, uma canção com raízes na pop sintetizada dos anos setenta e oitenta e onde se destaca, uma linha de baixo marcante e o falsete de Mercer. Confere...



autor stipe07 às 12:55
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Sábado, 21 de Setembro de 2013

Sugiro... XXXVI


autor stipe07 às 14:13
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Domingo, 15 de Setembro de 2013

Conheces os Vintage Moon?

Naturais de Silverlake, em Los Angeles, os Vintage Moon são uma das mais interessantes e promissoras descobertas que fiz nos últimos dias. Donos de um cardápio musical ainda muito pouco extenso, impressionaram-me pela qualidade do mesmo e pelo elevado nível de maturidade que já demonstram, inclusivamente no que respeita à produção, como poderão comprovar no soundcloud do grupo.

Esta banda estreou-se nos lançamentos a vinte e nove de janeiro deste ano com Sinterpretation, um EP que não se consegue encontrar em lado nenhum mas onde, pelos vistos, se destacava Dissertation Games, um tema que representa muito claramente a sonoridade típica dos Vintage Moon. Recentemente eles voltaram a dar sinais de vida com Tyro, mais uma nova canção que, pelo que percebi, fará parte de mais um EP a ser editado até ao final deste ano. 

Inseridos numa lógica muito atual de revivalismo da eletrónica dos anos setenta e oitenta, algures entre Kraftwerk, New Order e Pet Shop Boys e a colocarem também ao barulho os contemporâneos Fischerspooner, só para citar alguns nomes mais conhecidos, os Vintage Moon tocam uma excelente synth pop feita com o habitual arsenal instrumental desse tipo de sonoridade, assente nos sintetizadores, de forma a replicarem uma eletrónica etérea, aditiva e algo sombria, um detalhe que acrescenta um certo charme e uma toada algo hipnótica ao conjunto final.

Os Vintage Moon têm, simultaneamente, algo de gratificante e perturbador; Uma certa opção por se manterem um pouco na penumbra opôe-se à luminosidade das canções, mas aqualidade das mesmas faz suspeitar trás deste grupo existe uma mente iluminada ou um conjunto de músicos já bastante experimentados, possuidores de um dom natural para a música e muito criativos.

Ainda não há planos para um longa duração e é muito escassa qualquer informação adicional sobre os Vintage Moon; No entanto,irei manter-me atento a este projeto e enquanto não chegam mais novidades, faz como eu e usufrui dos três belíssimos temas que o grupo disponibilizou gratuitamente. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 23:14
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Sábado, 7 de Setembro de 2013

Coldplay - Atlas

Uma das grandes surpresas das últimas horas no universo musical indie pop é Atlas, uma nova canção dos Coldplay. Este tema foi gravado para fazer parte da banda sonora de Catching Fire, o segundo filme da trilogia cinematográfica Hunger Games e que conta com Jennifer Lawrence no elenco. Esta belíssima canção é a primeira a ser revelada pela banda de Chris Martin desde Mylo Xyloto (2011) e a estreia do grupo em composição de temas propositadamente para a banda sonora de filmes.

A ação da triologia Hunger Games baseia-se num best seller escrito por Suzanne Collins e decorre num futuro pós apocalítico, algures no continente americano e o enredo junta totalitarismo com mitologia, guerra e história, num país chamado Panem e onde, anualmente, vinte e quatro adolescente participam num reality show onde o vencedor é o único sobrevivente. No primeiro filme da triologia os Arcade fire foram um dos destaques da banda sonora.

Quanto à canção, Atlas tem a típica sonoridade pop dos Coldplay, com especial ênfase no piano e na voz de Chris Martim. Confere...


autor stipe07 às 11:28
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