Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

dEUS – Selected Songs 1994 – 2014

Oriundos de Antuérpia, os dEUS de Tom Barman fazem parte da minha existência há duas décadas e este é, se calhar, o momento certo de ambos fazermos o balanço dos laços que nos unem e do nível de afinidade que persiste entre grupo e fã convicto e dedicado, como acho que sou relativamente a este coletivo belga. Selected Songs 1994 - 2014, a coletânea que o grupo lançou no passado dia vinte e quatro deste mês é, claramente, a melhor forma de saldar contas, reavivar memórias e paixões e de voltar a incendiar o peito ao som de algumas das canções mais memoráveis que escutei e que são indissociáveis de alguns dos acontecimentos e instantes mais significativas das minhas últimas duas décadas.

Há muitas bandas em relação às quais, devido à consistência e linearidade sonora da sua carreira, merecem todos os elogios que possam ser dispensados e os dEUS, mesmo não tendo estado particularmente dispostos, ao longo da carreira, a grandes inflexões sonoras, também devido à forte liderança de Tom Barman, apesar de algumas mudanças no plantel, sempre agradaram e contam no seu cardápio com alguns verdadeiros clássicos e referências do indie rock alternativo contemporâeno.

 A caminho dos cinquenta anos, Tom Barman continua a ser o principal compositor e a escrever letras impressionantes, descritas sonoramente com extrema devoção, que começa calma e amiúde transfigura-se numa viagem mais tensa e raivosa, quase sempre através da avidez vocal de uma personagem incontornável do universo indie. Instrumentalmente, estes belgas sabem fazer músicas climáticas, estruturalmente bem arranjadas, com pianos e violinos e frequentemente provam que no seu som nem tudo depende apenas do baixo, da guitarra e da bateria. É verdade que a guitarra tem, geralmente, o assento vip nas pistas da mesa de mistura, amiúde com uma certa fúria centrada em riffs e distorções que produzem acertos musicais, mas depois combinam frequentemente com detalhes tão preciosos como buzinas, teclas de um piano, o sintetizador,  o xilofone e o violino, arranjos que dão impulso às músicas e emitem em algumas delas um forte sentimento orquestral.

Selected Songs 1994-2014 é, como se diz na gíria futebolísatica, uma convocatória feita por um treinador altamente experimentado, que deixa pouca margem para contestação, mesmo no seio do seu grupo e que agradará certamente aqueles que sempre se sentiram atraídos por dEUS devido à forma como distorceram as guitarras para a criação de tratados sonoros capazes de pôr a dançar e fazer vibrar grandes multidões, assim como também é certeira no modo como contém temas com uma elevada carga melancólica e introspetiva, capazes de derreter o coração mais conformado.

Em dois volumes, com o primeiro a conter os temas mais épicos e ruidosos e o segundo com as composições mais delicadas e comtemplativas, dos hinos 7 Days, 7 WeeksInstant Street, a última uma música muito fácil de se gostar, bastante alegre e de uma simplicidade verdadeiramente apaixonante, que se esborracha num final extasiante e verdadeiramente caótico, a The Magic Hour, um instante contemplativo verdadeiramente delicioso, passando pelas épicas Dream Sequence #1 ou Disappointed In The Sun, e as viscerais e monumentais Roses, Suds And Soda, The Architect ou Via, vão a jogo todos os trunfos e o melhor plantel que os dEUS têm para nos oferecer, com uma tática amadurecida com vinte anos de estrada e oito extraordinários discos, exemplarmente documentados na capa da coletânea. Espero que aprecies a sugestão... 

dEUS - Selected Songs 1994 - 2014

CD 1
01. Instant Street
02. The Architect
03. Little Arithmetics
04. Constant Now
05. Hotellounge (Be The Death Of Me)
06. Slow
07. Roses
08. Via
09. Quatre Mains
10. Fell Off The Floor, Man
11. Sun Ra (Live At A38 Budapest, 03.03.2012)
12. Suds And Soda
13. Theme From Turnpike
14. Ghost
15. Bad Timing

CD 2
01. The Real Sugar
02. Nothing Really Ends
03. Serpentine
04. Magic Hour
05. Eternal Woman
06. Right As Rain
07. Include Me out
08. 7 Days, 7 Weeks
09. Nothings
10. Wake Me Up Before I Sleep
11. Smokers Reflect
12. Secret Hell
13. Magdalena
14. Disappointed In The Sun
15. Twice (We survive)

 


autor stipe07 às 19:42
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

In Tall Buildings - Flare Gun

In Tall Buildings - "Flare Gun" (Stereogum Premiere)

Natural de Chicago, Erik Hall é o músico e compositor por detrás do projeto In Tall Buildings, que, de acordo com o próprio, compõe inspirado por duas dicas filosóficas, uma de Allen Ginsburg (First thought, best thought) e a outra da autoria de Kurt Vonnegut (Edit yourself, mercilessly). Se a teoria de Ginsburg apela à primazia do instintivo e da naturalidade e da crueza, acima de tudo, já as palavras de Vonnegut parecem instar à constante insatisfação e à busca permanente da perfeição, considerando-se cada criação como algo inacabado e que pode ser alvo de melhorias e alterações.

A música de Erik Hall vive um pouco desta aparente dicotomia, já que quando assina In Tall Buildings propôe e cria paisagens sonoras simples e amenas, de algum modo descomplicadas e acessíveis, mas que não descuram a beleza dos arranjos e um enorme e intrincado bom gosto na forma como constrói as melodias, deixando sempre margem de manobra para que nos possamos apropriar das suas canções e dar-lhes o nosso próprio sentido.

Disponível para audição no soundcloud de In Tall Buildings, assim como outros temas do projeto, Flare Gun é o primeiro avanço divulgado de Driver, o próximo disco do músico, um trabalho que irá ver a luz do dia a dezassete de fevereiro através da Western Vinyl. Este tema está já na minha lista das melhores do ano e isso deve-se à forma particular como as cordas deambulam alegremente pela melodia e dão à canção uma sensação intrincada e fortemente espiritual, um ideal de leveza e cor constantes, como se ela transmitisse todas as sensações positivas e os raios de luz que fazem falta aos nosso dias, agora algo frios e sombrios. Confere...


autor stipe07 às 18:23
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Pernas de Alicate - Pássaros

Carlos BB e Sara Feio são os Pernas de Alicate, um projeto musical alternativo português, já com alguns singles em carteira. Nascidos nos Black Sheep Studios, em Sintra, um estúdio que já revelou nomes tão importantes como os Paus, Linda Martini, You Can’t Win Charlie Brown, Anarchicks, Brass Wires Orchestra e propriedade do Carlos, também membro dos Riding Pânico e dos Men Eater, os Pernas de Alicate pretendem ser um caso sério no nosso panorama musical.

Pernas de Alicate é mais do que música; Envolve som e imagem, onde Carlos BB marca o ritmo na bateria e Sara Feio ilustra, o qe significa que para cada single que o grupo cria, existe um video associado. A canção nasce a partir de beats criados pelo Carlos e depois há convidados especiais que vão trabalhar em cima desse beat e criar a composição musical. 

Casa Para Pássaros é o último tema em que a banda tem trabalhado e já têm pronta a primeira metade, os Pássaros. Nesta canção juntaram-se aos Pernas de Alicate, Ana Miró (Sequin), Cláudia Guerreiro (Linda Martini), Miguel da Bernarda (BWO), Gil Amado (We Trust e Long Way To Alaska), Shela (Riding Pânico) e o colectivo Solid Movement e o resultado final foi surpreendente.

De acordo com o press release do tema, os Pernas de Alicate consideram que a cadência de Pássaros leva-os por um caminho hipnótico que se vai tornando cada vez  mais preenchido. O ritmo acelera para desacelerar e desacelera para acelerar. Há um conjunto de vozes que o complementa e que ecoa nos (seus) ouvidos de forma inebriante, como se de um chamamento se tratasse. A parte musical de Pássaros puxou-os para dentro da música e fê-los acompanhar o seu voo pelo desconhecido. Mas isto, uma vez mais, é só uma parte do que Pássaros é realmente. A parte visual é a outra metade.

O vídeo de Pássaros foi realizado por Sara Feio e conta com a participação das actrizes Inês de Sá Frias, Nádia Santos e da modelo Isa Pólvora. O trabalho coreográfico foi desenvolvido por Raquel Claudino e, de acordo com o mesmo documento que cita Ágata Alencoão, impressiona pelas expressões faciais fortes e penetrantes, como se nos quisessem obrigar a ler uma a uma as emoções que transparecem. Em contraponto, há um balanço suave e repetitivo das linhas de movimento dos corpos que cravam e complementam a sensação de hipnose. As cores quentes, as sobreposições, os efeitos de duplicação e espelho das imagens, agudizam a sensação de entorpecimento e  conferem ao tema uma aura em que luxúria e misticismo comungam. Há uma “história” para ser contada mas há também a vontade de esconder qualquer coisa. Em cada movimento, uma parte do corpo intersecta outra e, ainda que nada seja claro, ou possa ser visto à luz do dia sem qualquer tipo de obstáculo, percebemos que a necessidade de ocultação da identidade está presente.

Pássaros faz-nos divagar pelo intrincado universo das relações e pela complexa perversidade humana, cujos pressupostos tão superficiais como ilusórios existem apenas, para se alcançar determinado fim. Como na alegoria do Corvo e da Raposa, que conceptualmente e imageticamente percepcionamos neste tema.

 E como quase tudo em Pernas de Alicate parece existir às metades, aguardemos a saída de Casa, onde outros artistas do campo da fotografia e da ilustração se juntarão a BB e Sara para que Casa de Pássaros se nos apresente em toda a sua sumptuosidade.

 


autor stipe07 às 20:29
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Thom Yorke – Tomorrow’s Modern Boxes

Vocalista da banda que ocupa o trono do indie rock alternativo há quase duas décadas e um dos criativos musicais fundamentais da história da música contemporânea, Thom Yorke está claramente apostado em deixar uma marca indelével na história da música e não apenas e só por causa do conteúdo do seu cardápio sonoro, mas também na forma inovadora como pretende revelar e disponibilizar o mesmo. Crítico assumido sobre a forma como a indústria fonográfica tem assumido as rédeas da distribuição, Yorke disponibilizou no passado dia vinte e seis de setembro Tomorrow's Modern Boxes, o seu segundo disco a solo, para download digital e também em vinil na página oficial, experimentando uma nova forma de edição e distribuição, através da tecnologia BitTorrent, criada por uma empresa norte-americana e que permite a cada consumidor partilhar e gerir ficheiros sem intermediários.

Num comunicado que assina com Nigel Godrich, o produtor do disco e divulgado no dia do lançamento, ambos explicavam que Tomorrow’s Modern Boxes é uma experiência e que, se correr bem, poderá ser o caminho para que os criadores artísticos voltem a ter controlo sobre o comércio na Internet. Seja como for, e independemente do sucesso desta nova abordagem comercial, importa é, desde já, debruçarmo-nos sobre aquilo que realmente importa, o conteúdo deste registo de um músico que promete, como já referi, deixar uma marca indelével na história da música, particularmente a eletrónica.

Uma batida crua, cheia de loops e efeitos em repetição constante e elementos minimalistas que vão sendo adicionados a um baixo sintético com um volume crescente, quase sempre livres de constrangimentos estéticos e que nos provocam um saudável torpor, são já a imagem de marca da música de Thom Yorke, alguém que parece decididamente apostado em compôr música principalmente para si e, de forma subtil, criar um ambiente muito próprio e único através da forma como o sustenta instrumentalmente, ao privilegiar uma abordagem eminentemente sintética. Os oito temas do alinhamento de Tomorrow's Modern Boxes vivem, portanto, da eletrónica e dos ambientes intimistas que a mesma pode criar sempre que lhe é acrescentada uma toada algo acústica, mesmo que haja um constante ruído de fundo orgânico e visceral. É deste cruzamento espetral e meditativo que o disco vive, um registo que espelha a elevada maturidade do autor e espelha a natural propensão do mesmo para conseguir, com mestria e excelência, manusear a eletrónica digitalmente, através de batidas digitais bombeadas por sintetizadores e adicionar-lhe, muitas vezes de forma bastante implícita e quase inaudível o baixo e a bateria.

Analisar a música de Thom Yorke e não falar da sua voz é desprezar um elemento fulcral da sua criação artística; Ela é também em Tomorrow's Modern Boxes um fio condutor das canções, seja através do habitual falsete, amiúde manipulado em A Brain In A Bottle, o tema onde essa forma de cantar é mais explícita,ou através de um registo sussurrante, ou ainda de uma performance vocal mais aberta e luminosa e que muitas vezes contrasta com a natural frieza das batidas digitais. E este último registo ganha contornos de uma certa magnificiência e inedetismo neste disco quando é manipulado com ecos e efeitos em reverb em temas como Truth Ray ou There Is No Ice (For My Drink) e transforma-se numa das diferentes camadas sonoras sobrepostas, ficando claro que, a partir desse instante, Yorke está ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens. Curiosamente, o piano costuma ser um fiel companheiro do músico e um instrumento que se alia com notável mestria ao seu registo vocal mas, neste trabalho, apenas surge destacado em Pink Section, por sinal um tema onde o protagonismo da voz é ínfimo.

Tomorrow's Modern Boxes é de um subtileza experimental incomum e, mesmo que à primeira audição isso não transpareça claramente, os temas estão carregados de sentimentos melancólicos; Cada música tem sempre algo de pessoal e há agregados sonoros que tanto podem vir a fazer furor em algumas pistas de dança como acabarem por ser um referencial de alguns dos melhores momentos ambientais e com uma toada chillwave da carreira de Thom Yorke.

Nigel Goodrich já tinha produzido The Eraser, o primeiro registo a solo de Yorke e também foi ele que OkComputorizou os Radiohead, pelo que este novo manifesto de eletrónica experimental é também certamente responsabilidade sua, assim como a opção pela ausência total das guitarras e pela primazia do trabalho de computador, da construção de samples, no fundo, da incubação de uma arquitetura sonora que sobrevive num domínio muito próprio e que dificilmente encontra paralelo no cenário musical atual.

Mais apontado para satisfazer o seu umbigo do que propriamente saciar a fome de excelência de quem o venera e exulta a cada suspiro ruidoso que o autor exala, Tomorrow's Modern Boxes é um despertar maquinal, onde a pureza da voz contrasta com a agressividade de uma modernidade plasmada em letras que mostram o mesmo Thom Yorke de sempre, irreverente, meio perdido, entre o compreensível e o mundo dele, estando, no meio, a sua luta constante com a sociedade e a sua vertente intervencionista politica, ambiental e social. Espero que aprecies a sugestão... 

Thom Yorke - Tomorrow's Modern Boxes

01. A Brain In A Bottle
02. Guess Again!
03. Interference
04. The Mother Lode
05. Truth Ray
06. There Is No Ice (For My Drink)
07. Pink Section
08. Nose Grows Some


autor stipe07 às 22:46
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Quarta-feira, 26 de Março de 2014

Hallelujah The Hills - Pick Up An Old Phone

Os norte americanos Hallelujah The Hills lançaram em 2013 o extraordinário disco No One Knows What Happens Next e estão quase a regressar com um novo ábum intitulado Have You Ever Done Something Evil?, já no próximo dia treze de maio, através da Discrete Pageantry.

Disponível para download gratuito, Pick Up An Old Phone é o primeiro single divulgado deste novo trabalho da banda de Boston, uma fabulosa canção que mistura o vintage velhinho rock n'roll com sintetizadores futuristas, para criar uma melodia épica e vibrante. Esta canção é um verdadeiro tratado sonoro e merece uma audição atenta e dedicada. Confere...

Hallelujah The Hills – Pick Up An Old Phone


autor stipe07 às 12:37
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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

Eels - Agatha Chang

À frente dos Eels, o norte americano Mark Oliver Everett, simplesmente conhecido como E, idealizou e deu vida a uma das mais interessantes e completas discografias do universo sonoro alternativo dos últimos vinte anos. Com uma média impressionante de lançamentos discográficos, os Eels viajaram pelo indie rock e pela pop acústica, cruzaram-se com a folk e chegaram mesmo a dar asas ao punk.

No próximo dia vinte e dois de abril chegará aos escaparates The Cautionary Tales of Mark Oliver Everett, o décimo primeiro álbum dos Eels, um trabalho que verá a luz do dia por intermédio da E Works, a etiqueta do próprio E. Este disco sucede a Wonderful Glorious e à triologia Hombre Lobo (2009), End Times (2010) e Tomorrow Morning (2010) , de acordo com Agatha Chang,  o primeiro single divulgado do álbum, será o regresso dos Eels a uma sonoridade folk eminentemente acustica, melancólica e introspetiva. A canção é uma lindíssima balada, com notáveis arranjos de cordas que servem para ajudar a E a ir, mais uma vez, direto ao assunto sobre um dos seus temas prediletos, as questões do amor (I couldn’t bear to break up my old gang, But I should have stayed with Agatha Chang). Confere Agatha Chang e a tracklist de The Cautionary Tales of Mark Oliver Everett.

 

1. Where I’m At
2. Parallels
3. Lockdown Hurricane
4. Agatha Chang
5. A Swallow in the Sun
6. Where I’m From
7. Series of Misunderstandings
8. Kindred Spirit
9. Gentleman’s Choice
10. Dead Reckoning
11. Answers
12. Mistakes of My Youth
13. Where I’m Going

Deluxe Edition 13 Track Bonus Disc
1. To Dig It
2. Lonely Lockdown Hurricane
3. Bow Out
4. A Good Deal
5. Good Morning Bright Eyes
6. Millicent Don’t Blame Yourself
7. Thanks I Guess
8. On The Ropes (LIVE WNYC)
9. Accident Prone (LIVE WNYC)
10. I’m Your Brave Little Soldier (LIVE WNYC)
11. Fresh Feeling (LIVE KCRW)
12. Trouble With Dreams (LIVE KCRW)
13. Oh Well (LIVE KCRW)


autor stipe07 às 19:11
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

Damon Albarn - Everyday Robots

Damon Albarn anunciou ontem que será a vinte e oito de abril que chegará aos escaparates Everyday Robots, o seu tão aguardado disco a solo, que será produzido por Richard Russel, o dono da XL Recordings. Albarn e Russel já tinham trabalhado anteriormente juntos, por exemplo, no álbum de regresso de Bobby Womack, The Bravest Man in the Universe(2012), ou em Kinshasa One Two, que resultou de uma viagem ao Congo de vários músicos e produtores do Ocidente.

Everyday Robots irá contar com as participações especiais dos também britânicos Brian Eno e de Natasha Khan (Bat For Lashes). Na página oficial do Facebook, o músico revelou que este é um disco profundamente auto biográfico e que procura explorar a relação entre a natureza e a tecnologia, algo muito evidente no video entretanto revelado do single homónimo. Confere... 


autor stipe07 às 20:37
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Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013

Unknown Mortal Orchestra - SB-01

Os Unknown Mortal Orchestra de Ruban Nielsen apostaram em II, o segundo disco do grupo, editado há cerca de um ano, numa linha sonora que procurou estreitar fortes laços entre a psicadelia e o R&B. Mas hoje, além de demonstrarem mais uma vez uma forte veia inventiva, também surpreenderam com uma interessante generosidade, típica desta época do ano. Assim, para comemorar o Natal de 2013, resolveram disponibilizar gratuitamente no bandcamp do grupo um curioso instrumental, um único tema com pouco mais de vinte e dois minutos intitulado SB-01.

Esta canção tem um forte pendor ambiental e uma ligeira carga psicadélica, feita por uma nuvem densa de cordas, sintetizadores e samples claustrofóbicos e talvez seja um apontar de novos caminhos, em termos de arranjos, no que concerne ao futuro discográfico dos Unknown Mortal Orchestra. Confere...


autor stipe07 às 20:28
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Terça-feira, 5 de Novembro de 2013

Broken Bells - Holding On For Life

Os Broken Bells de Danger Mouse e James Mercer, vocalista dos The Shins, estão de regresso aos discos, a catorze de janeiro próximo, com After The Disco, um trabalho que verá a luz do dia através da Columbia Records e que sucede ao homónimo de estreia, editado em 2011. O primeiro single conhecido é Holding On For Life, uma canção com raízes na pop sintetizada dos anos setenta e oitenta e onde se destaca, uma linha de baixo marcante e o falsete de Mercer. Confere...



autor stipe07 às 12:55
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Sábado, 21 de Setembro de 2013

Sugiro... XXXVI


autor stipe07 às 14:13
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