Sexta-feira, 1 de Maio de 2015

La Garçonne - I'm On Punch

La Garçonne é o projeto a solo de Ranya Dube uma cantora, compositora e produtora canadiana, natural de Whistler e que se irá estrear nos discos a vinte e seis de maio com As Days Go By. Este trabalho irá ver a luz dia em formato digital e cassete através da True Horror Music de Jason Sheppard.

Com um Macbook Pro debaixo do braço e uma mente particularmente inventiva e criativa, Ranya cria música em redor de um eletropop que se cruza com o post punk e a new wave, uma sonoridade predominantemente sintética, muito à imagem do que propôem atualmente nomes tão fundamentais no género, como os Chromatics, Glass Candy ou Zola Jesus.

I'm On Punch é o primeiro avanço divulgado de As Days Go By, mais de quatro minutos disponibilizados para download gratuíto e que plasmam o enorme charme e bom gosto deste diamante sonoro ainda em bruto, que viu o ano passado um tema seu inserido na banda sonora do aclamado filme independente de terror Starry Eyes e que foi já o principal motivo para a criação da True Horror Music. Confere...


autor stipe07 às 20:47
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2015

Tame Impala – Disciples

Os Tame Impala de Kevin Parker acabam de divulgar Disciples, mais um avanço para Currents, o sucessor de Lonerism, um novo trabalho do grupo australiano, que vai ver a luz do dia ainda em 2015.

O sentimento de mudança é cada vez mais explícito neste projeto. Se a longa Let It Happen apresentou-nos uns Tame Impala menos dependentes das guitarras e a chamarem os sintetizadores para plano de maior destaque, mas sem deixarem de lado a sua típica groove viajante e se ‘Cause I’m A Man oferecia-nos um R&B empoeirado, a animada Disciples mantém a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia, mas numa toada mais pop e acessível, com as guitarras a serem cercadas por um sintetizador inspirado e fortemente aditivo. Confere...


autor stipe07 às 15:03
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2015

Alabama Shakes - Sound & Color

Escuta-se frequentemente que já não se faz música como antigamente ou que o rock não é mais o mesmo e todos os grupos parecem-se demasiado uns com os outros. Além disso, as gerações que criticam esta suposto atual estado de coisas, visão com a qual discordo, têm sempre uma enorme relutância e um certo preconceito no que concerne às tais novidades que muitas publicações por esse mundo fora procuram transmitir ao grande público, e nas quais naturalmente Man On The Moon humildemente se insere. Seja como for, os norte americanos Alabama Shakes felizmente cá estão, e pela segunda vez, para contrariar as vozes mais pessismistas com Sound & Color, o novo álbum deste grupo de Alabama liderado pela já carismática Brittany Howard e onde rock, funk, soul e blues coexistem em harmonia, influenciando-se mútua e constantemente, sem apelos, perdões ou qualquer agravo.

Dos The Temptations e de Sly and The Family Stone e Otis Redding, ao melhor da motown, passando pela guitarra de Hendrix, está cá tudo o que de melhor a música negra norte americana produziu no último meio século e numa dose qualitativa e abrangente indubitavelmente superior ao cardápio de Boys & Girls, o primeiro disco. Do blues com pitadas de soul de Dunes, à tristeza soul de Guess Who, ou o hardcore de The Greatest, este álbum oferece-nos um verdadeiro passeio por incontáveis décadas, influências e tendências musicais, que apontam para diversas direções e acertam em todas.

Gravado em Nashville, Sound & Color foi produzido pelo reputado jovem Blake Mills, que fez um excelente trabalho, com especial destaque para o modo como ampliou e deu maior vida e autenticidade à guitarra de Heath Fogg, outro dos grandes trunfos destes Alabama Shakes. Canções como a espantosa e épica Gimme All Your Love, o melhor momento do disco, ou o fuzz de Future People, são extraordinários exemplos deste posicionamento mais deslumbrante, seguro e assertivo das cordas, enquanto passeiam pelos diferentes subgéneros sonoros acima referidos. Esta luz constante, esta soul que viaja entre pólos sentimentais opostos num ápice através de um simples dedilhar ou de um toque no pedal e no botão certos, este, em suma e sobretudo, sensual posicionamento do instrumento de Fogg ao longo do alinhamento, que na introspetiva e acústica This Feeling nos arrepia e sacode bem cá no íntimo, nunca perde sentido e fluídez, deixa espaço para que o piano ou a bateria também se mostrem e convence decisivamente pelo modo como a voz de Brittany encaixa com incrível naturalidade nas melodias, numa quimíca que entre silêncio, raiva, dor e calma, cria um som que entre o mestiço e o mitológico, é de difícil catalogação.

O rock está vivo e por este dias passeia confiante e altivo à boleia dos Alabama Shakes, num feliz encontro de décadas e referências musicais, que tendo uma natural toada nostálgica, mas acolhedora, acaba por ser o que de melhor e mais genuíno e novo este género musical tem para oferecer atualmente. Os sons empoeirados vindos de um passado longínquo que se ouvem em The Greatest, ou a ode à melhor herança dos Rolling Stones que sustenta Shoegaze, por exemplo, talvez não sejam mais do que algumas das melhores pistas para o futuro próximo da música contemporânea, oferecidas por um disco sobre o amor e a espiritualidade e que, fisicamente, encarna algumas das melhores sensações que estas duas permissas nos oferecem. Espero que aprecies a sugestão...

Alabama Shakes - Sound And Color

01. Sound And Color
02. Don’t Wanna Fight
03. Dunes
04. Future People
05. Gimme All Your Love
06. This Feeling
07. Guess Who
08. The Greatest
09. Shoegaze
10. Miss You
11. Gemini
12. Over My Head


autor stipe07 às 22:42
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Surfin' Mutants Pizza Party - Brain Avenue

Apesar de vir do frio Quebec canadiano, Julien Maltais, um jovem de apenas vinte e um anos, tem no sangue o calor do punk rock californiano. Ele é o líder e grande mentor do projeto Surfin' Mutants Pizza Party, que criou depois de ter liderado várias bandas de metal sem grande sucesso e ter decidido sozinho, no seu quarto, começar a criar música.

Julien vai-se estrear nos lançamentos discográficos a dezanove de maio com The Death of Cool, um trabalho que vai ver a luz do dia a dezanove de maio, em formato digital e cassete, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Brain Avenue, um single disponivel para download gratuito, é o primeiro avanço divulgado de The Death Of Cool e pela amostra, percebe-se que do surf punk, ao skateboarding, passando pela banda desenhada e a ficção científica, são várias as fontes de inspiração de um músico que cria uma colorida estética sonora, onde o vintage e o contemporâneo se misturam com particular acerto. Confere...


autor stipe07 às 13:04
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Terça-feira, 28 de Abril de 2015

The Vaccines - Minimal Affection

Os londrinos The Vaccines de Justin Young, Arni Arnason, Freddie Cowan (irmão de Tom Cowan dos The Horrors) e Pete Robertson, estão a cerca de um mês de editar English Graffiti, o terceiro disco de originais da banda e depois de Handsome e Dream Lover deram a conhecer mais um single do disco.

Produzida por Cole M. Greif-Neil, a canção intitula-se Minimal Affection e encarna um indie rock exuberante e irresistível que assenta em batidas sintéticas que se escutam em sintonia com riffs de guitarra melódicos e uma voz poderosa. O tema também impressiona pela imagética criada para o ilustrar, com cenas de uma aventura espacial com uma estética retro, numa temática que gira em torno da dificuldade que as gerações mais novas têm de se relacionar pessoalmente por estarem tão dependentes das novas tecnologias. Confere...


autor stipe07 às 17:28
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2015

Evols - Shelter

EVOLS

Antes do final de 2015, lá para o outono, chegará aos escaparates o tão aguardado segundo álbum dos Evols, um trabalho gravado e misturado nos últimos dois anos entre a sala de ensaios da banda e os estúdios Sá da Bandeira. Com eidção da Fnac Discos e Wasser Bassin, este disco irá marcar, de acordo com o press release de Shelter, o primeiro single divulgado, uma evolução no som da banda, que conta com um novo baterista e um novo baixista (Jorge Queijo e João Santos).

Ainda de acordo com esse documento, que explica melhor que ninguém a sonoridade que orienta este projeto, os Evols são influenciados pelas raízes do rock e do blues e por toda a cultura psicadélica que se reinventa há mais de 50 anos. Fazem música intemporal, longe dos holofotes, mas perto das pessoas onde eles gostam de estar. As composições da banda remetem habitualmente para uma viagem entre a melodia, a estridência e a distorção, numa potência e impacto de guitarras levados ao limite até ao inaudível. O tempo e a contemplação rural, as raízes da música popular americana que alternam com a histeria e o excesso do rock, sempre numa perspectiva mundana, que por vezes lembra o som de amplificadores menores ou de slotmachines, são permissas importantes no seu cardápio de influências.

Confere Shelter e o video do tema realizado pela artista plástica Laetitia Morais e mantém-te na rota deste grupo porque, de acordo com a amostra, vem aí certamente um grande disco!


autor stipe07 às 15:45
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Terça-feira, 21 de Abril de 2015

Unknown Mortal Orchestra - Can't Keep Checking My Phone

Os Unknown Mortal Orchestra vêm da Nova Zelândia e são liderados por Ruban Nielsen, vocalista e compositor, ao qual se juntaram, Jake Portrait e Greg Rogove. II, o segundo álbum da banda, viu a luz há cerca de dois anos e catapultou o projeto para o estrelato, ao reforçar de forma comercial e ainda assim específica o que havia de mais tradicional e inventivo na trajetória da banda, estreitando os laços entre a psicadelia e o R&B.

No próximo dia vinte e seis de maio vai chegar aos escaparates Multi-Love, o novo disco dos Unknown Mortal Orchestra, um trabalho que verá a luz do dia por intermédio da Jagjaguwar e depois de ter sido conhecido o tema homónimo, chegou agora a vez de ser divulgado Can't Keep Checking My Phone, canção que contém a impressão firme da sonoridade típica da banda, catupultando-a ainda para uma estética mais abrangente, que além de reviver marcas típicas do rock nova iorquino do fim da década de setenta, ressuscita referências mais clássicas, consentâneas com a pop psicadélica dos anos sessenta. Confere...


autor stipe07 às 17:26
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Domingo, 19 de Abril de 2015

Zero 7 – EP3

Depois do EP Simple Science, editado a dezoito de agosto do ano passado por intermédio da Make Records, os britânicos Zero 7, um dos nomes fundamentais da eletrónica downtempo e da chillwave, estão de regresso com um novo EP intitulado EP3, que dá continuidade à filosofia que orientou EP1 (1999) e EP2 (2000), dois trabalhos lançados quando a dupla ainda estava vinculada a etiquetas menores.

Com a participações especiais de nomes como José González, Only Girl e o australiano Danny Pratt, EP3 contém quatro originais e uma remistura, composições que, de acordo com os Zero 7, foram sendo compostas ao longo do ano anterior e como não se incluiam no arquétipo sonoro de Simple Science, acabaram por ficar na gaveta à espera do melhor momento para verem a luz do dia. Como a banda achou que a sonoridade de 400 Blows tinha um certo paralelismo com uma cover que fizeram de The Colour Of Spring, um original de Mark Hollis, então estava encontrado o mote para este EP3.

E que sonoridade é esta que se interliga entre os diferentes temas deste novo capítulo discográfico dos Zero 7? Uma eletrónica sofisticada e ambiental, com um cariz quase minimal e cheia de detalhes preciosos, que dão às canções uma toada densa, mas bastante agradável. Das passagens de piano do primeiro tema, aos sons da natureza que se escutam em The Colour Of Spring, passando pela excelência das vozes de Pratt e de Only Girl e no modo como encaixam de modo fluente no conceito sonoro dos Zero 7, são vários os pontos de contacto entre as várias músicas. E depois há José González e a sua participação especial na enigmática e sombria Last Light, que oferece à dupla britânica uma performance vocal irreprensível numa canção de forte cariz cinematográfico, num registo muito quente e a apelar à soul.

EP3 encerra com um belíssimo instrumental eletrónico, que se destaca pela percurssão orgânica ritmada, com as pistas de dança na mira, acoplada a detalhes sintéticos absolutamente deliciosos e que exalam aquele charme típico dos Zero 7, que dão à dupla aquele ambiente fashion que sempre os caraterizou.

Disponível no formato físico vinil e em formato digital, EP3 é um extraordinário momento de puro relaxamento e de contemplação sonora que nos permite embarcar numa curta mas profunda viagem ao universo musical típico dos Zero 7 e do seu cardápio sonoro. Em EP3 tudo soa muito polido e nota-se a preocupação por cada mínimo detalhe, o que acaba por gerar num resultado muito homogéneo e conseguido, alicderçado em criações sonoras versáteis e que resultam de uma fórmula legítima e louvável de uma dupla que está sempre aberta a encontrar um sopro de renovação. Espero que aprecies a sugestão...

Zero 7 - EP3

01. 400 Blows
02. The Colour Of Spring
03. Last Light (Feat. José Gonzalez)
04. Crush Tape
05. 400 Blows (John Wizards Remix)


autor stipe07 às 18:14
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Sábado, 18 de Abril de 2015

Wild Beasts – Woebegone Wanderers II

O quarteto britânico Wild Beasts regressou em 2014 aos discos com o excelente Present Tense e, quase no ocaso desse ano, revelou um single com dois temas, que resultaram de uma parceria com um ilustrador francês, natural de Paris, chamado Mattis Dovier. Juntos criaram uma história interativa, da qual faziam parte os dois lados do single, Soft Future, o primeiro tema instrumental do cardápio sonoro da banda e Blood Knowledge.

Agora, alguns meses depois, o produtor John Hopkins divulgou na rádio inglesa BBC uma nova canção intitulada Woebegone Wanderers II. Este II no título implica que será uma sequência da canção com o mesmo nome lançada no disco Limbo, Panto, de 2008 e continua a mostrar uns Wild Beasts apostados em mergulhar num universo que abrange alguns elementos específicos das novas propostas que vão surgindo no campo da dream pop. Confere...

Wild Beasts - Woebegone Wanderers II


autor stipe07 às 21:34
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2015

Editors - No Harm

Os Editors de Tom Smith estarão de regresso aos discos ainda este ano e No Harm, uma canção encontrada por um fã numa compilação da PIAS Recordings, a editora do grupo, é o primeiro avanço divulgado pela banda britânica que volta a mostrar a pretensão de se assumir definitivamente como uma banda de massas e deixar de vez o universo mainstream para fazer parte da primeira liga do campeonato mundial do indie rock. Confere...

 


autor stipe07 às 13:10
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