Quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Real Estate – Had To Hear

Editado a quatro de março por intermédio da Domino Records, Atlas é o terceiro álbum dos Real Estate, uma banda norte americana formada por Martin Courtney, Matt Mondanile, Alex Bleeker, Jackson Pollis e Matthew Kallman. Agora, quase meio ano depois, editam em formato single, Had To Hear, o tema de abertura desse disco.

Had To Hear tem Paper Dolls como lado b e aposta num  indie-folk-surf-suburbano, feito, neste caso, por mestres de um estilo sonoro carregado de um intenso charme e que parecem não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação. Estes são alguns dos traços identitários que abundam no cardápio sonoro deste grupo que olha cada vez mais e com maior atenção, para o rock alternativo dos anos oitenta e que, servindo-se de uma mais vincada vertente sintética, mostram um cariz particularmente urbano e atual. Confere...

Real Estate - Had To Hear

Genre: Indie/Pop/Rock/Psychedelic
Country: USA

Tracklist

01. Had To Hear
02. Paper Dolls

Website
[mp3 V0] tb ul ob zs


autor stipe07 às 16:06
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Bear In Heaven – Time Is Over One Day Old

Os Bear In Heaven, um grupo norte americano natural de Brooklyn, na big apple e encabeçado por Jon Philpot desde a sua fundação, em 2003, lançaram há pouco mais de dois anos I Love You, It’s Cool, o sucessor de Beast Rest Forth Mouth, um trabalho lançado em 2009. Este trio tem alcançado um distinto resultado, depois de uma série de experiências e um variado jogo de referências acumuladas, que se esperava ter sequência em Time Is Over One Day Old, o novo trabalho do grupo, editado no passado dia cinco de agosto, através da Dead Oceans.


Time Between, o primeiro avanço do álbum, plasmou logo as mais diversificadas escolas musicais formadas ao longo das últimas décadas, que têm inspirado os Bear In Heaven, numa canção com referências diretas ao movimento krautrock, doses imoderadas de psicadelia e um acerto com a música eletrônica que suporta toda uma estrutura melódica. E, na verdade, em Time Is Over One Day Old, este grupo continua a transpirar o género criado na década de sessenta e que composições estruturalmente similares como esse single, Autumn ou The Sun And The Moon And The Stars, ajudam a comprovar.

É interessante escutar este disco e, conhecendo o trabalho anterior do grupo, perceber que o cenário sonoro retratado não é propriamente genuíno, mas acaba por soar como sendo verdadeiramente próprio desta banda, que tem uma forma muito própria de combinar o rock psicadélico com elementos eletrónicos, de modo a crair algo simultaneamente épico e intenso. You Don't Need The World e They Dream são duas canções intensas, exposivas e que nos deixam na dúvida se poderão ser devidamente assimiladas quando escutadas num raro momento de lucidez ou como banda sonora de alguns dos nossos melhores sonhoe e devaneios.

Esse aparente incómodo sobre qual o melhor estado de espírito para a absorção devida do conteúdo de Time Is Over One Day Old, obtém-se precocemente já que, assim que carregamos no play, em poucos minutos, os teclados mágicos, as guitarras que se derretem e os versos fáceis prendem-nos a atenção e convidam-nos, sem retorno possível, para uma sucessão de experimentações complexas que nos vão surpreendendo, numa viagem a bordo de um krautrock psicadélico, particularmente lisérgico e até algo lunático. Basta escutar a guitarra da já citada The Sun And The Moon And The Stars, para se perceber que os Bear In Heaven têm a capacidade de nos levar com eles para lugares distantes e grandiosos, onde o som se propaga de forma crscente e onde também cabe a melancolia (Present Tense) e a sensualidade (If I Were To Lie), num cocktail contagiante, detalhado e complexo de um disco que carece de tempo e da tal predisposição adequada, para ser compreendido como um todo, já que revela também lentamente toda a sua natureza.

Time Is Over One Day Old é um disco ambientado no mesmo cenário do registo de estreia do grupo, uma sucessão de dez canções onde a psicadelia pretende hipnotizar, com a firme proposta de olhar para o som que foi produzido no passado e retratá-lo com novidade, com os pés bem fixos no presente. Simultaneamente criativos e coerentes, os Bear In Heaven mostram-se particularmente experimentais na forma como deram vida a um trabalho tipicamente rock, onde persiste uma vincada relação entre o vintage e o contemporâneo, mas que será melhor compreendido no futuro próximo, à medida que for mais dissecado. Enquanto tal não sucede, resta-nos começar viajar e a delirar, quanto antes, ao som das suas canções. Espero que aprecies a sugestão... 

Bear In Heaven - Time Is Over One Day Old

01. Autumn

02. Time Between
03. If I Were To Lie
04. They Dream
05. The Sun and The Moon And The Stars
06. Memory Heart
07. Demon
08. Way Off
09. Dissolve The Walls
10. You Don’t Need The World

 


autor stipe07 às 20:55
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Mumblr - Roach

Após vários EPs, os norte americanos Mumblr de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, preparam-se para, finalmente, estrear-se nos discos. Full of Snakes é o nome do primeiro longa duração dos Mumblr e chegará aos escaparates a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas..

Full Of Snakes é um disco que irá debruçar-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas. Philadelphia, o nome da cidade de onde os Mumblr são oriundos, foi o primeiro avanço divulgado do álbum e agora chegou a vez de Roach, mais uma canção que numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, contém uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. Tal como sucedeu com Philadelphia, Roach também está disponível para download. Confere...


autor stipe07 às 20:52
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

The Rosebuds - Sand + Silence

Oriundos de Raleigh e com o nome da banda insiprado no filme Citizen Kane de Orson Wells, os norte americanos The Rosebuds de Ivan Howard e Kelly Crisp estão de regresso aos discos com Sand + Silence, um trabalho que viu a luz do dia a cinco de agosto, por intermédio da Western Vinyl. Sand + Silence foi gravado nos estúdios de Justin Vernon. Além de ter recebido os The Rosebuds, aceitou tocar teclas em alguns temas do disco, que também conta com a participação especial de Nick Sanborn dos Sylvan Esso. 


Justin Vernin é um figura ímpar do universo indie contemporâneo e a sua simples presença nos créditos de um disco acaba por ser um selo de qualidade importante do mesmo. Com uma carreira única firmada em projetos tão relevantes como Bon Iver, Volcano Choir ou The Shouting Matches, Justin não hesitou em colaborar decisivamente no conteúdo do novo trabalhos destes The Rosebuds, de um modo tal que pode ser mesmo considerado como mais um elemento da banda, mesmo que essa colaboração não dê mais frutos futuramente. A própria carreira dos The Rosebuds é sempre uma enorme incógnita, uma banda que não é conhecida pela regularidade, mas que quando produz música fá-lo sempre de forma assertiva e com uma elevada bitola qualitativa.

Sand + Silence não foge a esta ideia, um disco que aposta numa surf pop bastante atual e que remetendo-nos facilmente para as areias da nossa praia preferida, convida-nos a fazê-lo com uma toada eminentemente comtemplativa, apesar de o conteúdo geral das onze canções do álbum não deixar de incluir também um interessante pendor festivo e divertido.

Se o disco é, como acabei de referir, um tratado indie pop moderno, apesar dos traços de folk rock que se escutam em canções como Death Of An Old Bike e Tiny Bones, naturalmente tem um vincado pendor vintage, não só no que se refere aos areanjos selecionados, onde as cordas luminosas e as teclas inspiradas têm a primazia, mas também quando se analisa a estrutura melódica das canções. Looking For é um exempo feliz de uma canção que nos consegue trasnportar com classe para os primórdiso da pop nos anos sessenta e Wait A Minute para duas décadas depois e há muitas outras que também parecem ter sido pensadas para o airplay de algumas rádios de outrora, com especial destaque para a deliciosa In My Teeth. Ao mesmo tempo, há temas pwerfeitos para incluir em algumas playlists dos apreciadores atuais deste género de música, mesmo que não vislumbrem diariamente o mar no seu horizonte, com a romântica Give Me A Reason a ser a companhia perfeita para queles dias em que nos sentimos mais assaltados pela introspeção melancólica.

Com um padrão bem vincado na hora de compôr, numa carreira com mais de uma década e cheia de grandes momentos, os The Rosebuds revelam em Sand +Silence um som apurado, além de mostrarem uma flexibilidade bastante adulta para cruzar o rock alternativo com alguns detalhes eletrónicos e assim, com a ajuda preciosa de Vernon, chegar à tal indie pop veraneante e refinada, harmoniosa e requintada, cheia de charme e sedução e que facilmente nos cativa. Espero que aprecies a sugestão...

The Rosebuds - Sand + Silence

01. In My Teeth
02. Sand + Silence
03. Give Me A Reason
04. Blue Eyes
05. Mine Mine
06. Wait A Minute
07. Esse Quam Videri
08. Death Of An Old Bike
09. Looking For
10. Walking
11. Tiny Bones


autor stipe07 às 16:00
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The Twilight Sad - There's A Girl In The Corner

Os The Twilight Sad são uma banda de indie rock de Kilsyth, na Escócia, com onze anos de carreira. Com James Alexander Graham (voz), Andy MacFarlane (guitarra, teclas) e Mark Devine (bateria) no alinhamento, já lançaram três discos: Fourteen Autumns & Fifteen Winters (2007), Forget the Night Ahead (2009) e No One Can Ever Know (2012), trabalhos onde o post rock, com uma elevada toada punk e shoegaze esteve sempre presente, assim como o chamado krautrock que foi fazendo escola no universo sonro alternativo desde a década de setenta.

O quarto disco dos The Twilight Sad está prestes a chegar aos escaparates e There's A Girl In The Corner é o primeiro avanço desse novo trabalho do grupo que se irá chamar Nobody Wants To Be Here And Nobody Wants To Leave. Confere...


autor stipe07 às 10:19
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Domingo, 24 de Agosto de 2014

Sin Cos Tan – Blown Away

Os Sin Cos Tan são um projeto comandado pela dupla Jori Hulkkonen, um importante músico e produtor do cenário eletrónico e Juho Paalosmaa, um músico que faz parte da dupla finlandesa Villa Nah. Os Sin Cos Tan tinham-se estreado em 2012 com um homónimo que foi muito bem aceite pela crítica e que fez incidir sobre eles o olhar da mesma e o sempre difícil segundo disco dos Sin Cos Tan chegou no ano seguinte, um trabalho chamado Afterlife e chamou-me a atenção devido à participação de Casey Spooner em Avant Garde, um dos temas do álbum, um músico que é a metade mais influente dos nova iorquinos Fischerspooner, uma das minhas bandas preferidas, ao qual se junta Warren Fischer. Agora, no passado dia um de agosto, a dupla regressou aos lançamentos com Blown Away, uma coleção de dez canções que viu a luz do dia por intermédio da Solina Records.

Quando dois nomes importantes e talentosos da música se juntam para algum projeto, o resultado geralmente costuma ser satisfatório. Em Blown Away os Sin Cos Tan vão de Brian Ferry aos Pet Shop Boys e os A-Ha e seguem a cartilha sonora na qual a dupla se especializou e que assenta numa eletrónica que navega por várias épocas e influências, mas que se concentra, essencialmente, na pop nórdica dos anos setenta e oitenta.

Os anos setenta e, principalmente, oitenta foram marcantes no mundo da música, assim como no universo cinematográfico. Todos os adultos de hoje cresceram naquele ambiente de euforia e recordam-no com saudade. Em Blown Away, os Sin Cos Tan não querem só resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo atual, familiar e inovador, ao mesmo tempo. Realizado por Sakke Soini, o próprio vídeo de Love Sees No Colour, o single já retirado de Blown Away, é claramente inspirado nessa época.

As canções desta dupla nórdica prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura lo fi e os sintetizadores que definiam a magia da pop de há trinta anos atrás, ditam as regras no processo de criação melódica e de seleção dos arranjos. Mesmo em momentos mais soturnos e melancólicos, os Sin Cos Tan não se entregam por completo à tristeza e também criam canções que apesar de poderem ser fortemente emotivas e se debruçar em sonhos por realizar também servem para dançar.

Blown Away navega entre a luz e a escuridão e o sintético e o orgânico, em dez canções onde a eletrónica é um elemento preponderante e a presença de outros instrumentos serve apenas para ampliar o contraste e acrescentar novas cores a estes temas, que são, quase todos, muito cativantes. É uma eletrónica simples e intrigante, feita de intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação. Espero que aprecies a sugestão... 

Sin Cos Tan - Blown Away

01. Divorcee
02. Love Sees No Colour
03. A New World
04. Colombia
05. Lifestyle
06. Traffic
07. Addiction
08. Cocaine
09. Blown Away
10. Heart Of America


autor stipe07 às 20:25
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Phoenix – Bankrupt! (Gesaffelstein Remix)

Phoenix remixes

A imagem de cima mostra a quantidade de remisturas de que já foi alvo o material de Bankrupt!, o novo trabalho dos Phoenix. A mais recente está disponível para download e é da autoria do produtor francês Gesaffelstein, que remisturou o tema homónimo do disco. Há quem considere que esta amostra é uma pista credível sobre a sonoridade do próximo disco dos Phoenix. Confere...


autor stipe07 às 11:21
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Sábado, 23 de Agosto de 2014

Coast Jumper – The End Of Broad Slough EP

Gravado durante o ano de 2013 e apenas terminado devido a vários donativos, The End Of Broad Slough é o novo EP dos Coast Jumper, uma banda norte americana sedeada em Oakland e que no verão de 2012 estreou-se nos discos com Grand Opening, um trabalho produzido por Kevin Harper e que foi dissecado por cá. Editado no passado dia um de agosto e disponibilizado no bandcamp da banda, com a possibilidade de obteres uma edição limitada em vinil, The End Of Broad Slough contém cinco canções feitas com belíssimos arranjos acústicos, mas onde também se nota o esplendor das guitarras elétricas e de uma percurssão bastante vincada e com um apreciável pendor épico.

Os Coast Jumper fazem canções abertas e luminosas enquanto se movimentam dentro do rock experimental e progressivo, mas onde também não faltam alguns dos detalhes mais caraterísticos da típica folk norte americana. Pelos vistos acharam que conceitos como o ambienteagressão, harmonia e libertação, amores perdidos e o crescimento, são boas temáticas para as suas canções, assentes, quase sempre, numa melodiosa alquimia lisérgica, coberta de acordes quase tão hipnóticos como qualquer caleidoscópio ácido.

A canção de abertura do EP, Western Star, tem uma sonoridade grandiosa, seguida da beleza quase etérea de Anita (You're Mad); Esta canção parece que foi matematicamente pensada, com uma voz e acordes que destoam de uma sequência normal na maioria das músicas. As ditas vozes fazem vir à tona lembranças psicadélicas setentistas e as mudanças que o cantor vai efetuando no andamento, faz com que os nossos ouvidos sejam agarrados a cada acorde.

Depois da voz sintetizada e dos violinos que suportam a balada acústica Right On Track e da indie pop nostálgica e simultaneamente ligeira e descomprometida de King Phillip, já estás definitivamente agarrado ao EP a até ao fim será inevitável perceberes que estes Coast Jumper fazem canções profundas e com sentimento, tratados sonoros propostos com uma extrema e delicada sensibilidade e que possuem muito mais do que aquela simples pop chiclete nas suas artérias. Espero que aprecies a sugestão..

Coast Jumper - The End Of Broad Slough

01. Western Star
02. Anita (You’re Mad)
03. Right On Track
04. King Phillip
05. Blackout

 


autor stipe07 às 19:37
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Dope Body - Hired Gun

Dope Body

Oriundos de Baltimore, os indie rockers norte americanos Dope Body estão de regresso com um novo álbum intitulado Lifer e que chegará aos escaparates a vinte e um de outubro através da Drag City.

Hired Gun é o primeiro avanço divulgado de Lifer e mostra uns Dope Body em grande forma: Fazem-no através de uma canção assente num indie rock clássico e visceral, pleno de noise, guitarras distorcidas, riffs poderosos e uma percurssão vibrante. Confere...

 


autor stipe07 às 11:50
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Highlands – Dark Matter Traveler

Editado no passado dia quinze de julho, Dark Matter Traveler é o novo e segundo disco dos Highlands, um grupo de Long Beach, na Califórnia, formado por Scott, Chris, Stephen e Beau Balek. Dark Mark Traveler foi produzido pela banda e por Rollie Ulug e masterizado por J.P. Bendzinski. O artwork do disco é da autoria de Yan Burdzinski.


Há algo de particularmente tenso, narcótico, intenso e hipnótico no ambiente sonoro destes Highlands, que partilham connosco o seu gosto pelo cruzamento entre o punk mais sombrio e o rock clássico e noisy, carregado de reverb. A ideia é debitar melodias épicas, com um certo groove e um forte pendor psicadélico.

Dark Mark Traveler são, então, dez canções assentes numa pop com traços de shoegaze e num indie rock carregado de psicadelia. Os anos oitenta estão muito presentes e logo no início, em Show Me e Onto You, ao revisitarem a herança de nomes como os Pylon, os Felt, ou os próprios Jesus and Mary Chain, percebe-se que estes Highlands não têm receio de mostrar a capacidade intrínseca que possuem para replicar a psicadelia que se desenvolveu nas décadas de setenta e oitenta e adicionar outras sonoridades atuais, mais coloridas e aprimoradas.

O disco prossegue e, logo de seguida, se Beauty faz uma revisão dessa psicadelia, mas numa busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes desse espetro sonoro que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia.

Com uma postura vocal algo arrastada mas assertiva, o reverb na voz acaba por ser uma consequência lógica desta opção que, na melancolia épica de Your Let Down, carrega toda a componente nostágica com que os Highlands pretendem impregnar o seu ADN. O vocalista, ao soprar na nossa mente e ao envolvê-la com uma elevada toada emotiva e delicada, faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um cocktail delicioso de boas sensações. Se abundam ecos e efeitos com um elevado teor revivalista, particularmente assertivos em Situations, os Highlands surpreendem igualmente com a contemporaneidade vintage nada contraditória dos acordes sujos e do groove da guitarra que, em Go Down, procura ambientes de estádio, amplos e vincadamente etéreos, impulsionados também por uma bateria pulsante e variada que, alinhada com essas distorções agudas da guitarra, as principais pedras de toque do cenário melódico arquitetado. You Stay Up segue  essas pisadas, mas numa toada que privilegia a primazia da bateria, cheia de mudanças de ritmo, outro traço identitário do rock psicadélico, assim como alguns arranjos delicados feitos com metais quase impercetiveis.

If The Universe is Full Of Noise, então os Highlands terão uma importante palavra a dizer na banda sonora criada com o exclusivo propósito de demonstrar a uma qualquer entidade exterior do que os humanos são capazes de produzir de melhor no universo indie mais progressivo e psicadélico. Espero que aprecies a sugestão...

Highlands - Dark Matter Traveler

01. Show Me
02. Onto You
03. Beauty
04. Daylight Station
05. I Know
06. Connections
07. Situations
08. Your Let Down
09. Go Down
10. You Stay Up

 


autor stipe07 às 23:03
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Meatbodies - Tremmors

MeatBodies_CoverArt

Natural de Los Angeles, na Califórnia, o norte americano Chad Ubovich tem-se destacado como baixista e guitarrista na banda de Mikal Cronin e como baixista nos FUZZ, um dos projetos do inconfundível Ty Segall. No entanto, ele também tem a sua própria banda; Chamam-se Meatbodies e no próximo dia catorze de outubro vão lançar um longa duração homónimo, através da insuspeita In The Red.

Tremmors é o primeiro avanço divulgado desse disco que a editora já teve a amabilidade de enviar para a nossa redação, uma canção potente e visceral, que denota a capacidade inaudita que estes Meatbodies possuem para apresentar um indie rock progressivo, com um forte pendor shoegaze e psicadélico, uma verdadeira viagem lisérgica assente numa espécie de cruzamento feliz entre os Led Zeppelin e os The Flaming Lips. Confere...


autor stipe07 às 09:28
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Childhood – Lacuna

Formado por Ben Romans Hopcraft, Leo Dobsen, Daniel Salamons e Jonny Williams e oriundo de Londres, o coletivo britânico Childhood acaba de se estrear nos discos com Lacuna, um trabalho produzido por Dan Carey e que viu a luz do dia por intermédio da Marathon Artists.

Childhood é um daqueles projetos que aposta numa veia sonora algo instável e experimental, uma espécie de eletropsicadelismo assente numa pop de cariz eletrónico que, neste caso, parece viver mergulhada num mundo controlado por sintetizadores, que criam melodias que passeiam pelo mundo dos sonhos. As próprias letras que os Childhood escrevem dançam nos nossos ouvidos e a voz de Leo, um dos destaques do projeto, cresce, música após música, num misto de euforia, subtileza e entrega.

De cariz eminentemente nostálgico, mas que não coloca de lado um ambiente bastante animado e festivo, Lacuna é um disco com o qual criamos facilmente empatia, já que desperta sensações apelativas, relacionadas com eventos passados que nos marcaram, despertando em nós aquelas referências pessoais que nunca nos deixam. Tendo em conta esta constatação fantástica e até literal, o disco poderá acabar por parecer a banda sonora de um conto infantil que poderia ser ilustrado pela mesma capa de cores exageradas e pelo traço pueril que guarda a rodela. No entanto, uma audição atenta mostra-nos que este passeio por um universo feito de exaltações melancólicas nada mais é do que um retrato sombrio, mas sonoramente épico e luminoso, do tantas vezes estranho quotidiano que sustenta a vida adulta. Em onze canções onde há um certo clima circense e uma evidente psicadelia pop que lida com as orquestrações lo fi, o amor, mas também a solidão ou o abandono, servem como assunto, estes últimos conceitos que pouco têm a ver com o universo das histórias infantis, mas antes com a crueza da realidade.

Uma das ideias que mais me absorveu durante a audição dos Lacuna foi uma certamente consciente vontade dos Childhood em soarem genuínos e apresentarem algo de inovador; Em alguns instantes desta obra, como nos ruídos sintéticos de You Could Be Different, nos ritmos das roqueiras Sweet Preacher e When You Rise, a última fortemente progressiva e na melancolia de As I Am ou do single épico Falls Away, a banda faz algo inovador e diferente, e Tides e Solemn Skies ampliam esta quase obsessiva vontade dos Childhood em se afastarem das habituais referências que suportam o edifício comercial do universo sonoro indie, para flutuarem entre a metáfora e a realidade, através de letras corroídas pelo medo de encarar o quotidiano adulto e melodias ascendentes e alegres. Esta fórmula faz de Lacuna uma obra prima fortemente sentimental e capaz de abarcar um cardápio instrumental bastante diversificado, que prova que os Childhood entraram no estúdio de mente aberta e dispostos a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar música, seja eletrónico ou acústico e assim fazerem canções cheias de sons poderosos e tortuosos, sintetizadores flutuantes e vozes abafadas.

Com canções que podem tornar-se futuramente em clássicos intemporais, Lacuna torna percetivel a evidente capacidade que os Childhood possuem, logo na estreia, de criar algo único e genuíno, através dessa fórmula acima descrita feita com uma quase pueril simplicidade, num trabalho que faz uma espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do shoegaze e da psicadelia, uma espécie de caldeirão sonoro feito por uma banda que parece saber como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no tal eletropsicadelismo. Espero que aprecies a sugestão...

Childhood - Lacuna

01. Blue Velvet
02. You Could Be Different
03. As I Am
04. Right Beneath Me
05. Falls Away
06. Sweeter Preacher
07. Tides
08. Solemn Skies
09. Chiliad
10. Pay For Cool
11. When You Rise


autor stipe07 às 19:21
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Stardeath And White Dwarfs – Wastoid

Os Stardeath and White Dwarfs de Dennis Coyne, Matt Duckworth, Casey Joseph e Ford Chastain estão de regresso aos discos com Wastoid, um trabalho que tem o selo da insuspeita Federal Prism e que sucede ao aclamado Playing Hide and Seek With the Ghosts of Dawn (2012). Oriundos de Oklahoma e liderados por Dennis Coyne, sobrinho de Wayne Coyne, o lider dos The Flaming Lips, os Stardeath and White Dwarfs seguem, neste Wastoid, o terceiro disco do grupo, por caminhos tão experimentais quanto os trabalhos antecessores do grupo.


Com a participação especial dos próprios The Flaming Lips em Screaming e dos New Fumes e Chrome Pony em várias canções, Wastoid amplia ainda mais o clima lisérgico de uma banda que além de possuir um dos nomes mais intrigantes e originais do universo indie, aborda como muitas poucas o rock alternativo e a eletrónica, através de uma amálgama sonora com um forte pendor experimental.

Cada nova canção ou disco destes Stardeath and White Dwarfs alimenta, inevitavelmente, comparações entre essas novas propostas e o que os The Flaming Lips têm apresentado. Wayne Coyne tem estado bastante ativo e ultimamente, tanto no seu projeto alternativo Electric Würms, onde dá as mãos a Stephen Drodz e nos Lips, que atualmente estão a desenvolver um disco de tributo ao clássico Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos The Beatles, à semelhança do que fizeram há agum tempo, com a ajuda dos próprios Stardeath and White Dwarfs, com o Dark Side Of The Moon dos Pink Floyd (The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches Doing The Dark Side of the Moon), mantém-se no trilho aventureiro de um experimentalismo ousado e que parece não conhecer tabús ou fronteiras. Wastoid acompanha essa bitola, o sobrinho calcorreira o mesmo percurso do tio e este caminho paralelo tem um estilo bem definido, com o reverb e as distorções a serem a regra fundamental de todo o processo de composição melódica.

Conscientes das transformações que abastecem a musica psicadélica atual, os Stardeath And White Dwarfs são exímios na forma como criam composições que, apesar da rugusidade dos arranjos e do tom sombrio das cordas e dos efeitos, não deixam de ter um elevado cariz atmosférico, muitas vezes com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental, sendo depois tudo dissolvido de forma tão aproximada e homogénea que Wastoid está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição.

Ao tentar separar-se um pouco o trigo do joio, percebe-se que a mistura entre o rock alternativo e a eletrónica faz-se num caldeirão onde cabem vários subgéneros do rock e da pop, com o blues e a folk à cabeça; Se canções como Luminous Veil, assentam num folk rock desacelerado, a canção homónimoa do disco cheira a blues por todos os poros e depois temas como Birds of War e a tal The Screaming, que conta com a ajuda dos The Flaming Lips, contêm alguns dos mais elementares detalhes da pop, onde também não falta a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, que oscila entre o rock sinfónico e guitarras experimentais, com travos de krautrock, sendo Frequency um tema exemplar para a perceção desta apenas aparente ambivalência.

Uma das virtudes e encantos deste grupo de Oklahoma parece ser a capacidade de criarem canções algo desfasadas do tempo real, quase sempre relacionadas com um tempo futuro. Escutar Wastoid leva-nos a imaginar cenários e universos paralelos, através de uma permissa temporal algo esotérica, mas este parece ser também um trabalho muito terreno, porque fala imenso do amor, do abandono e dos problemas existencias típicos no seio de uma família vulgar de quem está prestes a entrar na vida adulta. A poesia dos Stardeath And White Dwarfs é algo metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos.

Com tanto a unir os parentes Coyne, o único ponto de divergência é que se ao décimo terceiro disco, em The Terror, o último registo de originais dos The Flaming Lips, eles viviam no olho do furacão de uma encruzilhada sonora que, diga-se, superaram, na minha opinião, com distinção, estes Stardeath and White Dwarfs parecem ainda muito longe de querer apontar agulhas para outros caminhos, o que, tendo em conta o conteúdo de Wastoid, naturalmente se saúda. Espero que aprecies a sugestão...

Stardeath And White Dwarfs - Wastoid

01. The Chrome Children
02. Frequency
03. Hate Me Tomorrow
04. Wastoid
05. Birds Of War
06. All Your Friends
07. The Screaming
08. Luminous Veil
09. Guess I’ll Be Okay
10. Sleeping Pills And Ginger Ale
11. Surprised


autor stipe07 às 21:44
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Booby Trap - Calem-se Já!

Os Aveirenses Booby Trap acabam de mostrar ao mundo o novo vídeo da banda. Calem-se Já!, um dos temas de Survival, o mais recente registo de originais desta banda e que divulguei no início do ano,  é a canção que foi colocada em filme, um trabalho que, de acordo com a banda, foi feito com muito amor, suor, Super Bock e moscatel.

O vídeo foi filmado e realizado por Nuno Marques Videojunk e, ainda de acordo com os Booby Trap, contou com um orçamento absurdo de 25€ , sem contar com a cerveja e o moscatel. Confere...


autor stipe07 às 17:46
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Deerhoof - Exit Only

Os Deerhoof são uma banda rock de São Francisco, formada por John Dieterich, Satomi Matsuzaki, Ed Rodriguez e Greg Saunier e estão de regresso aos discos com mais dez canções, certamente impregandas com um indie rock carregado de distorções e pesadas batidas que chocam com o punk e o hip hopriffs carregados de groove e toda a amálgama desorientada de texturas sonoras que possas imaginar. A rodela chama-se La Isla Bonita e vai ver a luz do dia a três de novembro através da Polyvinyl Records.

Exit Only é o primeiro tema divulgado do disco, sendo também já conhecida a tracklist. Confere...

01 Paradise Girls
02 Mirror Monster
03 Doom
04 Last Fad
05 Tiny Bubbles
06 Exit Only
07 Big House Waltz
08 God 2
09 Black Pitch
10 Oh Bummer



autor stipe07 às 17:32
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The Unicorns - Let Me Sleep

The Unicorns

Os The Unicorns reuniram-se recentemente para alguns concertos, os primeiros da última década e que incluiram alguns espetáculos de abertura para os Arcade Fire. Pelos vistos, os concertos correram tão bem que a banda decidiu gravar mais um disco.

O novo álbum dos The Unicorns chama-se Who Will Cut Our Hair When We’re Gone e inclui alguns temas bónus, nomeadamente Let Me Sleep, uma canção fantástica e que pressupõe que o novo álbum desta banda norte americana oriunda de Columbia e formada pela dupla Alden Ginger e Nick Diamonds será um verdadeiro acontecimento. Confere...


autor stipe07 às 17:13
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Dignan Porch – Observatory

Oriundos de Londres, os britânicos Dignan Porch estão de regresso aos discos com Observatory, um compêndio de doze canções que viu a luz do dia a vinte e seis de junho por intermédio da Faux Discx e disponível no bandcamp da editora. O conteúdo de Observatory não tem grandes segredos e esse acaba por ser um dos maiores elogios que se pode fazer a um disco que aposta numa sonoridade indie rock, próxima de uma pop ligeira e nostálgica e que foi objeto de um irrepreensível trabalho de produção cuidado e apurado.

O rock alternativo dos anos noventa é a grande bitola que orienta o som dos Dignan Porch e canções como Veil Of Hze, No Lies ou Between The Trees, comprovam que as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso, continuam, vinte anos depois, a fazer escola.

Com uma sonoridade firme, homogéna e convicta, Observatory é mais uma janela aberta para um espetro sonoro algo psicadélico, onde o cariz lo fi das guitarras distorcidas e os efeitos, quase sempre em eco, na voz, são recursos técnicos indispensáveis para que se possa apreciar um álbum sensível com canções cheias de personalidade e interligadas numa sequência que flui naturalmente.

Apesar desta fluidez intencional, Observatory pode ser dividido em duas partes; Numa delas encaixam instantes sonoros onde  domina um ambiente mais rugoso e expansivo, feito de canções canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia, com particular destaque para a já citada Between The Trees, Got To Fly e, principalmente, Harshed, um tema onde a distorção da guitarra a fazer recordar o clássico The Other Side Of The World dos Dishwalla é um dos instants do disco mais deliciosos, um pormenor fulminante na forma como transporta até nós o tal glorioso ambiente alternativo dos anos noventa. Por outro lado, canções como Dinner Tray, a melancólica Swing By, ou Wait & Wait & Wait assentam num formato eminentemente íntimo e onde existe uma maior escassez instrumental. No entanto, nesta outra faceta do disco também há muita beleza, registada em deliciosos detalhes sonoros, percetíveis se a audição for feita com recurso a headphones. Como estes dois universos algo distintos de Observatory não encontram uma sequencialidade óbivia no alinhamento, é interessante apreciar a sensação de ligação entre as canções, numa espécie de narrativa leve e sem clímax, com uma dinâmica bem definida e muito agradável.

Aparentemente sem grandes pretensões mas, na verdade, de forma claramente calculada, os Dignan Porch procuraram recriar em Observatory um som ligeiro, agradável e divertido, onde não faltam as guitarras cheias de distorção e melodicamente apuradas, a contrastar com uma postura vocal doce e delicada, apesar da tal profusão de efeitos que a envolve. É, em suma, um álbum perfeito para nos levar numa viagem que, do noise, ao grunge, passando pelo punk, o rock psicadélico, o surf rock e o rock lo fi típico da década de noventa, está cheio de canções simples, mas verdadeiramente capazes de nos empolgar, devido a uma míriade de sons que fluem livres de compromissos e com uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado. Espero que aprecies a sugestão...

Dignan Porch - Observatory

01. Forever Unobscured
02. Deep Deep Problem
03. Veil Of Hze
04. No Lies
05. Between The Trees
06. Wait And Wait And Wait
07. Harshed
08. I plan To Come Back
09. Dinner Tray
10. Warm Welcome To Hell
11. Got To Fly
12. Swing By

band
[mp3 320kbps] tb ul ob zs


autor stipe07 às 22:14
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Sinkane - New Name

Mean Love

Ahmed Gallab é Sinkane, um compositor oriundo de uma família de professores universitários e músicos do Sudão e que desembarcou nos Estados Unidos da América em 1989 como refugiado político. Cresceu no Ohio a ouvir punkreggae, música eletronica e sons típicos da sua terra natal. Entretanto mudou-se para Brooklyn, em Nova Iorque, já tocou com os Of Montreal, Yeasayer, Caribou e lançou a vinte e três de outubro de 2012, por intermédio da DFA de James Murphy, Mars, um dos álbuns desse ano.

Dois anos depois, vai chegar no início de setembro aos escaparates o sucessor, também por intermédio da DFA nos Estados Unidos e da City Slang na Europa. O novo trabalho de Sinkane chama-se Mean Love e depois de Hold Tight,e How We Be, agora chegou a vez de podermos escutar New Name, mais um paraíso soul em todos os sentidos, uma canção com uma sonoridade universal, dançante e, ao mesmo tempo, íntima e suave. Como acontece sempre, Gallab toca quase todos os instrumentos e não se fez rogado no uso de efeitos, quer nas batidas, quer nas guitarras. Confere...


autor stipe07 às 13:53
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Interpol - Ancient Ways

Depois de um interregno de quase quatro anos os Interpol já têm praticamente pronto El Pintor, o novo disco desta banda liderada por Paul Banks. Escrito e gravado durante o ano de 2013, em Nova Iorque, cidade de onde a banda é natural, nos estúdios Electric Lady Studios & Atomic Sound, por Mr. James Brown, El Pintor foi misturado em Londres, nos Assault & Battery Studios, por Alan Moulder.

Todas as canções de El Pintor foram escritas e produzidas pelos Interpol, com Daniel Kessler à guitarra, Samuel Fogarino na bateria e Paul Banks na voz, na guitarra e, pela primeira vez, no baixo. O disco conta com as participações especiais de Brandon Curtis (The Secret Machines) nos teclados em nove canções, de Roger Joseph Manning, Jr. (Beck) nos teclados em Tidal Wave e de Rob Moose (Bon Iver) a tocar violino e viola em Twice as Hard.
O álbum chegará aos escaparates a oito de setembro por cá e no dia seguinte nos Estados Unidos da América, mas já pode ser encomendado. A banda disponibilizou no seu site um video das sessões de gravação do disco e acaba de ser divulgado Ancient Ways, mais um avanço da rodela. Confere...


autor stipe07 às 10:57
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

You Walk Through Walls – You Walk Through Walls

Depois do aclamado EP Destroyed Places, editado em 2012, os londrinos You Walk Through Walls estreiam-se finalmente no formáto álbum com um espetacular homónimo, que contém dez canções e que viu a luz do dia por intermédio da etiqueta Club AC30. Os You Walk Through Walls são  Matt, James e Harry, um trio que renasceu das cinzas dos lendários Air Formation, de Matt e James.

O conteúdo sonoro que vive muito de referências do passado, nomeadamente o garage rock dos anos sessenta e a psicadelia da década seguinte, continua na ordem do dia e este disco é mais um exemplo feliz de uma mescla de diferentes estilos vintage, mas que congregam muitas das qualidades do indie rock atual, através de um espírito de composição algo volátil e envolvido por uma intensa dose de experimentalismo.

You Walk Through Walls demonstra cabalmente que uma sonoridade ruidosa não é inacessível para quem pretende ser simultaneamente melódico; O jogo potente que se desenvolve entre a bateria e as guitarras em Burning Inside, ou os efeitos de Revelations, têm particularidades intrínsecas à dream pop, com a psicadelia a ser, naturalmente, aquele detalhe firme e constante, que se apoia em alguns interessantíssimos momentos etéreos criados pelos efeitos particularmente melódicos que provêm da distorção da guitarra.

Como seria de esperar neste espetro sonoro, presente-se um certo clima sombrio ao longo da audição, como se os You Walk Through Walls canalizassem para a sua música um hipotético sofrimento que sobre eles se abateu, usando-o como um meio criativo e assim expressarem, através de uma tragédia, a sua visão poética da dor, de forma comovente e sincera, com Wrap Myself In Dreams a ser um exemplo bastante particular dessa indisfarçável necessidade de carpir algo através da música.

Em oposição a esse clima mais contido e etéreo, a ânsia, a rispidez e a pura e simples crueza de temas como Always Want to Know ou o single Gone In A Day, entre outros, são suavizados por um grande cuidado na produção e nos arranjos, principalmente nas cordas, que procuram uma clara diversidade melódica e até instrumental e a demonstração de um cuidado controle das operações, mas sem deixar de ter o habitual universo cinzento e nublado, que, pelos vistos, cobre a mente criativa de Matt, o líder do projeto. Mesmo quando em Far Beyond há um perigosa aproximação ao rock mais negro e progressivo, os You Walk Through Walls não ultrapassam completamente essa fronteira e não embaraçam a fidelidade que demonstram relativamente à tendência geral do álbum, conseguindo ainda apresentar, em simultâneo, algo inovador e diferente.

No final do disco, a pop mais branda da já citada Revelations e de How Can We Go On, poderá ser um bom indicativo de que o amanhã deste grupo londrino assentará também em bases sonoras mais ambientais, mas sempre ampliadas com o potencial psicadélico das guitarras e da voz flutuante de Matt, para que nunca se perca o charme que é intrínseco ao cardápio sonoro deste grupo. 

You Walk Through Walls é um álbum muito carregado emocionalmente e talvez pretenda refletir o estado psíquico de uma banda que personifica um novo ponto de partida para dois músicos muito marcados por transformações e dissabores, mas que nunca deixaram, ao longo da carreira, de tentar ser coerentes no desejo de deixar, disco após disco, novas pistas para a salvação do rock. O resultado final algumas vezes não foi o melhor, mas essa nobre intenção de recomeçar ganhou um novo vigor neste disco que, quanto a mim, faz destes You Walk Through Walls novos mestres na arte de dissecar uma já clássica relação estreita entre o rock de garagem e o punk psicadélico e exímios na forma como colocam na voz aquele cariz algo sombrio que tão bem carateriza este género de sonoridade. Espero que aprecies a sugestão...

You Walk Through Walls - You Walk Through Walls

01. Burning Inside

02. Gone In A Day
03. Miss So Much
04. The Light Is Fading
05. Wrap Myself In Dreams
06. Always Want To Know
07. Far Beyond
08. On My Way
09. How Can We Go On
10. Revelations

 


autor stipe07 às 19:31
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Electric Würms - Transform

Electric Wurms

Incubado pelas mentes vincadamente lisérgicas de Wayne Coyne e Stephen Drodz, Electric Würms  é um novo projeto sonoro que lançará amanhã, dia dezanovede agosto e através da Warner Music, o EP Musik Die Shwer Zu Twerk. No último mês, o grupo tem revelado alguns inéditos e recentemente deu a conhecer Transform, mais um tema do alinhamento desse EP e onde a dupla brinca como krautrock e a psicadelia. Confere...


autor stipe07 às 14:03
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Blonde Redhead - The One I Love

Blonde Redhead 2014

Kazu Makino, Amedeo Pace, Simone Pace são os Blonde Redhead e preparam-se para lançar em setembro Barragán, o nono álbum na carreira deste grupo oriundo de Nova Iorque e que tem construido um catálogo sonoro bastante consistente, com a dream pop sempre na fila da frente, no que diz respeito à sonoridade que replicam.

Com uma faceta fortemente instrumental, mas com um vincado teor minimal e acústico, The One I Love é o mais recente avanço divulgado de Barragán, um disco que  chega às lojas a dois de setembro, pelo selo Kobalt. Confere...


autor stipe07 às 11:03
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Domingo, 17 de Agosto de 2014

Spanish Gold – South Of Nowhere

Os Spanish Gold são Patrick Hallahan dos My Morning Jacket, Dante Schwebel dos Hacienda / City and Colour e Adrian Quesada dos Brownout, um trio que criou este projeto alternativo que tem em South Of Nowhere, o disco de estreia, um trabalho editado pela BMG/Del Mar Records e onde se destaca o single Out On The Street, disponivel gratuitamente.

South Of Nowhere começou a ser cozinhado em 2012 quando Dante Schwebel e Adrian Quesada, dois amigos de longa data, gravaram algumas demos nos estúdios caseiros de Qesada, algures em Laredo, no Texas. Pouco tempo depois, a dupla encontrou-se com Patrick Hallahan, para trabalharem nessas canções, agora em Nashville nos estúdios Easy Eye Studios, propriedade de Dan Auerbach, dos The Black Keys. O sucesso dessas sessões levou-os avisitarem a outros estúdios, nomeadamente os de Jim Eno, dos Spoon, em Austin, no Texas.

South Of Nowhere são onze canções que combinam elementos clássicos da pop e do rock americano, de forma a criar um som com melodias apelativas, através de uma mistura de diferentes personalidades, todas com enorme talento e capazes de criar excelentes canções. Os três fizeram um excelente trabalho que cresce quanto mais nos habituamos a ele; Há uma dinâmica entre sintetizadores, a percurssão e as guitarras que o sustenta e, na verdade, a componente instrumental conhece poucos entraves e expande-se com interessante fluídez. 

A génese do disco assenta em temas que Schwebel escreveu sobre a vida no Texas e como é crescer neste estado icónico dos Estados Unidos, mas South Of Nowhere é, claramente, um álbum coletivo onde se mistura também o apreço de Quesada por ritmos latinos e pelo funk e o amor de Hallalan pela soul, o R&B e o hip hop, os tais subgéneros da pop que se misturam com o clássico rock e que fazem deste trabalho uma verdadeira súmula de algumas das melhores caraterísticas do ideário sonoro de terras do Tio Sam. Espero que aprecies a sugestão...

Spanish Gold - South Of Nowhere

01. One Track Mind

02. South Of Nowhere
03. Out On The Street
04. Movin On
05. Day Drinkin
06. Don’t Leave Me Dry
07. Ride On Up
08. Lonely Ride
09. Reach For Me
10. Shangri La
11. Stay With Me


autor stipe07 às 22:12
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

Landfork - Trust

A viver atualmente em Calgary, no Canadá, Jon Gant é Landfork, uma espécie de alter-ego de um músico que tem na chamada synth pop uma grande paixão. Por isso, a sonoridade do projeto assenta num forte predomínio da eletrónica e dos sintetizadores e conta com a ajuda de Derek Wilson, nas teclas, nas atuações ao vivo. Descobri-o quando editou em agosto de 2013 Nights At The Kashmir Burlesk, um trabalho que sucedeu a Tiománaí, o disco de estreia do projeto, editado em outubro de 2011. Agora, no passado dia oito de julho, Landfork está de regresso com Trust, o seu terceiro álbum, onde consegue, de novo, chamar a atenção dos nossos ouvidos com a mistura lo fi e os sintetizadores que definiam a magia da pop há uns trinta anos atrás.

Com a pop sintetizada a servir de força motriz para a composição e com uma escrita bastante autobiográfica, Trust está carregado com elementos sonoros onde a herança de nomes como os Fischerspooner à cabeça e alguns ecos dos Joy Division e, naturalmente, dos New Order, são uma evidência, que se entende quando o próprio musico confessa que o disco começou a ser pensado depois de ter passado a ouvir música de dança no terraço de um hotel mexicano e, nesse instante, ter-se sentido invadido por uma avassaladora vontade de também compôr material sonoro para abanar a anca, mas que replicasse alguns dos traços identitários e melancólicos da música pop de cariz mais eletrónico. Dois dias depois dessa experiência curiosa, Landfork regressou ao Canadá, instalou-se durante duas semanas no The Banff Centre for the Arts e com um pequeno gravador portátil e alguns instrumentos começou a trabalhar no conteúdo de Trust.

Há excelentes momentos contemplativos e festivos em Trust e o disco vive um pouco da busca de equilibrio entre estes dois pólos previsivelmente opostos, com o núcleo duro do trabalho a ser um enorme oceano de sons e ecos que nos convidam à auto análise interior, mas que também não descuram a busca de sons de outras latitudes mais quentes. O processo de composição melódica acaba por se sustentar tendo os teclados como maiores protagonistas, em redor dos quais foram surgindo diferentes efeitos e arranjos, muitas vezes dominados por cordas e por uma percussão bastante inspirada.

Trust conta com as participações especiais de Jamie Fooks (Jane Vain and the Dark Matter, Shematomas) e de Ryan Sadler (Teledrome, Thee Thems) e está disponivel no bandcamp de Landfork, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 22:12
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Miracles Of Modern Science - Swipe (feat. Kristin Slipp)

Os Miracles Of Modern Science são Evan, Josh, Geoff, Kieran e Serge, um quinteto com raízes na Universidade de Princeton e oriundo de Brooklyn, Nova Iorque. Depois do EP MEEMS, editado em 2013, estão de regresso com uma nova canção chamada Swipe, gravada e misturada por Evan Younger, o líder da banda e masterizada por Joe Lambert. O artwork da canção é também da autoria de Evan Younger e conta com a participação especial de Kristin Slipp dos Cuddle Magic, na voz.

Swipe é uma canção cheia de cor e boa disposição, com uma limpeza purificadora que pole cada pormenor e, desta forma, retira o melhor de cada um dos instrumentos, com uma extrema sensibilidade pop. O single está disponível no bandcamp, com a possibilidade de o obteres gratuitamente, ou de doares um valor pelo mesmo. Confere...


autor stipe07 às 14:10
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