Terça-feira, 3 de Maio de 2016

Radiohead - Burn The Witch

Depois de vários dias de suspense que incluiram um apagão total de toda a atividade social da banda nas redes sociais e na internet, os britânicos Radiohead acabam finalmente de divulgar o primeiro tema do próximo registo de originais. Burn The Witch é o nome da canção, um tema que já tem um vídeo soberbo realizado por Chris Hopewell e com uma dimensão sonora particularmente épica e orquestral, guiado por um cardápio de cordas bastante abrasivo e com o típico ambiente soturno que a banda tão bem recriou há quase uma década em In Rainbows.

Espera-se mais novidades dos Radiohead nos próximos dias, o disco pode mesmo chegar aos escaparates sem aviso prévio e de modo inédito e este blogue manter-se-à particularmente atento e tentará divulgar o mais rápido possível tudo aquilo que for acontecendo. Confere...

 


autor stipe07 às 21:45
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Segunda-feira, 2 de Maio de 2016

Leapling - Suspended Animation (preview)

Depois de no início de 2015 me terem espantado com o fabuloso Vacant Page, os nova iorquinos Leapling, um quarteto formado por Dan Arnes, Yoni David, R.J Gordon e Joey Postiglione e que plana em redor de permissas sonoras fortemente experimentais e onde tudo vale quando o objetivo é arregaçar as mangas e criar música sem ideias pré-concebidas, arquétipos rigorosos ou na clara obediência a uma determinada bitola que descreva uma sonoridade especifica, preparam-se para regressar aos lançamentos discográficos com Suspended Animation, um álbum que irá ver a luz do dia já a dez de junho, através da Exploding In Sound.

Hey Sister, Alabaster Snow e One Hit Wonder são os três temas já divulgados de Suspended Animation, um trabalho que deverá continuar a revelar extraordinários acordes de guitarra com um comovente objetivo melódico, como só estes Leapling nos sabem oferecer. Tal é, sem dúvida, o resultado de todas as experiências acumuladas por Dan Arnes, o líder do projeto, além, claro, das referências melódicas típicas do grupo, que da herança que os The Beach Boys, os The Kins e os The Smiths nos deixaram, parece também utilizar referências do próprio quotidiano para construir um panorama instrumental e lírico que pende ora para o rock experimental, ora para a indie pop adocicada e acessível.

Estes Leapling continuam a provar serem mestres no desenvolvimento de uma instrumentação radiante, reflexo da capacidade do grupo em apresentar um som duradouro e sempre próximo do ouvinte, experiência que deve repetir-se, portanto, no novo disco da banda, que será cuidadosamente dissecado por cá logo após o lançamento. Confere...


autor stipe07 às 16:51
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Sábado, 30 de Abril de 2016

Band Of Horses – Casual Party

Band Of Horses - Casual Party

É já em junho que chega aos escaparates Why Are You Ok, o novo disco dos norte americanos Band Of Horses, um trabalho produzido por Rick Rubin e sucessor do aclamado Mirage Rock, um álbum editado já em 2012.

Casual Party é o primeiro avanço divulgado de Why Are You Ok, uma canção com uma exuberância instrumental ímpar e um frenesim melódico bastante impressivo, que faz antever um trabalho cheio de interseções entre guitarras e sintetizadores, criadas por uns Band Of Horses que são já hoje um dos grupos mais respeitáveis do cenário rock do país natal e que chegam ao quinto disco a cimentar as referências sonoras que durante quase uma década têm sido essenciais para o grupo, sem aparente sinal de desgaste. Confere...


autor stipe07 às 14:06
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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

Blueberries for Chemical - So Come And Go Let's Go!

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Com arraiais assentes em Penafiel e formados por Tiago Mota, Marcos Moreira, Filipe Mendes e Miguel Lopes, os Blueberries For Chemical andam por cá desde 2013 e já contam com algumas promissoras atuações ao vivo em carteira, que lhes conferem atualmente uma já sólida reputação no cenário musical alternativo local.

Como é natural, os Blueberries For Chemical pretendem dar-se a conhecer a um número cada vez maior de ouvintes e poderão muito bem consegui-lo à boleia de So Come And Go Let's Go!, uma canção que explora territórios sonoros que olham o sol radioso de frente e enfrentam-no com uma percussão vigorosa e compassada, o baixo e a guitarra sempre no limite do vermelho e com uma intensa vertente experimental, uma composição onde um rock com um espetro que pode ir do punk a territórios mais progressivos é dedilhado e eletrificado com particular mestria. Confere...

 


autor stipe07 às 22:56
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

Mumblr - Microwave

Depois da espetacular estreia nos discos em 2014 com Full Of Snakes, os norte americanos Mumblr de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, estão de regresso com o sucessor, um trabalho intitulado The Never Ending Get Down e que irá ver a luz do dia a dez de junho através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Estes Mumblr mantêm-se apostados em criar hinos sonoros que plasmem diferentes manifestações de raiva adolescente, já que parece ser este o ideário lírico privilegiado das canções e da escrita de Nick Morrisson, que agora também se debruça na temática dos sonhos e das sensações que as recordações dos mesmos provocam. E Microwave, o primeiro single divulgado de The Never Ending Get Down, confirma esta direção, que numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, contém aquela sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. Confere...


autor stipe07 às 22:03
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Domingo, 17 de Abril de 2016

Happy Hollows - Way Home

Produzido por Lewis Pesacov nos estúdios Sunset Sound e masterizado por Mark Chalecki, Way Home é o mais recente tema divulgado pelos Happy Hollows, uma banda norte americana oriunda de Los Angeles, na Califórnia e formada por Sarah Negahdari, Charlie Mahoney, Matt Fry e Dan Marcellus.

A banda está prestes a entrar em digressão no próximo mês de maio com os consagrados Lucious e o cariz rugoso e elétrico, mas simultaneamente luminoso e efervescente desta canção bastante festiva, é uma excelente porta de entrada para um grupo que tem em Amethyst o seu último registo de originais, editado em 2013 e que parece ter finalmente sucessor. Confere...


autor stipe07 às 21:11
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2016

Woods – City Sun Eater In The River Of Light

Editado no passado dia oito de abril através da Woodsist, etiqueta da própria banda, City Sun Eater In The River Of Light é o nono tomo da carreira discográfica dos Woods, uma banda norte americana oriunda do efervescente bairro de Brooklyn, bem no epicentro da cidade que nunca dorme e liderada pelo carismático cantor e compositor Jeremy Earl.

A carreira dos Woods impressiona pelo elevado ritmo de criação musical e publicação de discos, sempre com interessante conteúdo e novas nuances relativamente aos trabalhos antecessores, aparentes inflexões sonoras que o grupo vai propondo à medida que publica um novo alinhamento de canções. Mas, na verdade, tais laivos de inedetismo entroncam sempre num fio condutor que tem sido explorado até à exaustão e com particular sentido criativo, abarcando todos os detalhes que o indie rock, na sua vertente mais pura e noise e a folk com um elevado pendor psicadélico permitem. Estes são os grandes pilares que, juntamente com o típico falsete de Jeremy, orientam o som dos Woods e a grande novidade deste City Sun Eater In The River Of Light é a existência de alguns tiques típicos do reggae e do jazz que conferem ao som da banda o tal inedetismo evolutivo e uma ligeireza e positivismo que merecem audição dedicada.

Logo nas guitarras e nos sopros de Sun City Creeps sente-se este clima mais caliente e efusivo, necessariamente experimentalista e, por isso, de certo modo mais intuitivo. O orgão de Can't See At All e, nesta composição, o cariz lo fi da mistura da componente instrumental com a voz, assim como o bongo e os sopros de The Take reforçam não só a impressão acima descrita, mas também todo esse charme noise que é tão caraterístico dos Woods e que se mantém intacto, até porque este novo tomo de canções também vale pela sua heterogeneidade. Todas as canções soam, claramente, ao perfil psicadélico dos autores, cimentado numa carreira de pouco mais de uma década particularmente profícua, mas valorizam-se ainda mais se forem escutadas individualmente, já que cada uma tem aquele aspeto que carimba o seu próprio encanto, dos quais destaco também o cariz algo delirante das cordas de Hollow Home ou o encanto melódico que sobressai na exuberante e majestosa Politics Of Free, um das melhores canções do já impressionante catálogo do grupo.

Estes Woods são, talvez, uma das bandas mais menosprezadas do cenário indie atual, já que servem de uma receita extremamente assertiva e eficaz, que entre cordas, um baixo vibrante, um belo falsete, uma bateria pujante, arranjos luminosos e simultaneamente lo fi e guitarras experimentais, reluz porque assenta num som leve e cativante e com texturas psicadélicas que, simultanemente, nos alegram e nos conduzem à introspeção. City Sun Eater River Of Light acaba por valer por tudo isto e, principalmente, pelo modo inspirado como nos oferece exemplares sonoros com um sugestivo pendor pop e que melodicamente colam-se com enorme mestria ao nosso ouvido. Espero que aprecies a sugestão... 

Woods - City Sun Eater In The River Of Light

01. Sun City Creeps
02. Creature Comfort
03. Morning Light
04. Can’t See At All
05. Hang It On Your Wall
06. The Take
07. I See In The Dark
08. Politics Of Free
09. The Other Side
10. Hollow Home


autor stipe07 às 21:07
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Terça-feira, 12 de Abril de 2016

Benjamim - Volkswagen & Doc. Auto Rádio

Depois do Walter Benjamin, o Luis Nunes resolveu ser só Benjamim, escrever em português, montar arraiais na pacatez de Alvito, deixando Londres para trás e nessa linda vila alentejana montou um estúdio de gravação, por onde têm passado alguns músicos e projetos nacionais que têm merecido amplo destaque por cá, neste espaço de crítica e divulgação sonora.

(pic Gonçalo Pôla)

Benjamim também abriu as hostilidades em relação à sua nova carreira a solo e Auto Rádio, um dos melhores discos nacionais de 2015, foi o primeiro passo de um percurso cheio de anseios e expectativas e que até resultou numa espécie de Volta a Portugal, materializada numa sequência de concertos de norte a sul do nosso país, durante trinta e três dias seguidos e que, nas palavras do próprio Benjamim, foi a digressão mais extensa e intensa que já aconteceu em Portugal, tendo passado por festas populares, associações culturais, festivais, bares, esplanadas, no meio da rua, num castelo, coretos e tabernas onde o músico tocou para todos os tipos de público que se pode encontrar. Gonçalo Pôla, amigo do músico, encarregou-se do registo foto-videográfico desta empreitada e elaborou um diário de estrada, um documento visual e sonoro precioso, não só para a percepção mais nítida do conteúdo musical e conceptual de Auto Rádio, mas também como documento de estudo de uma outra realidade muitas vezes ignorada do universo dos concertos no nosso país e de como é possível conceber espectáculos de música nos locais mais inusitados.

Agora, na primavera de 2016, este documento visual terá direito a edição na forma de documentário, acompanhado pelo lançamento, em formato single, de Volkswagen, um dos destaques maiores do conteúdo sonoro de Auto Rádio e uma canção que, num abrir e fechar de olhos e do nostálgico ao glorioso, oferece-nos uma espécie de indie-folk-surf-suburbano, feito por um dos mestres nacionais de um estilo sonoro com nuances e características muito particulares. A antestreia deste documentário acontece a 20 de Maio no Cinema Ideal, em Lisboa. Confere...


autor stipe07 às 16:24
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Domingo, 10 de Abril de 2016

Ghost King - Bones

A insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas, está de regresso às edições, em formato digital e cassete, como é habitual, com os Ghost King de Carter McNeil (voz e guitarra), Lee Hayden (baixo) e Tom D'agustino (bateria), um trio oriundo do Bronx, em Nova Iorque e que se estreia nos lançamentos discográficos com Bones, um compêndio de onze canções, gravado em três dias e que viu a luz do dia a vinte e seis de março, podendo ser encomendado a um preço bastante acessível.

Colegas de escola, os Ghost King tocam desde os oito anos de idade e apesar das participações em outros projetos, nunca deixaram de acreditar que seria possível um dia editar música juntos. Bones é a materialização bem sucedida de tal desiderato,um compêndio sonoro que logo no baixo vigoroso e na guitarra efusiva de When The Sky Turns Blue, oferece-nos uma excelente demonstração da cumplicidade que une os Ghost King e que, felizmente, foi utilizada como veículo de manifestação artística, nomeadamente a composição musical.

O clima de Bones não se cinge, naturalmente, aquilo que nos é dado a contemplar na canção que abre este alinhamento de onze composições. A trip deambulante, com intenso travo surf pop, que exala de Ghost In Love e, numa abordagem oposta, o clima mais contemplativo e acústico de Below The Sun e Winter's Air, assim como a visceralidade efusiva e imponente de Skeleton Dance e toda a miríade de tiques e detalhes do melhor rock alternativo de finais do século passado que transbordam das guitarras e da bateria da camposição homónima, dividida em dois capítulos que não sobrevivem isoladamente, são instantes de Bones que carecem de audição dedicada e que comprovam a elevada mestria e bom gosto dos autores.

Imponente, repleto de instantes sonoros ricos em nuances variadas que do rock de garagem, à psicadelia, passando pelo grunge, misturam solidão, alienação e escuridão, com luz, alegria e conforto, Bones reflete, numa curiosa amálgama de sensações, uma visão muito própria e saudavelmente impulsiva e, por isso, necessariamente genuína, do melhor indie rock contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 19:23
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2016

Cave Story - Garden Exit

Pedro Zina (baixo), Ricardo Mendes (bateria) e Gonçalo Formiga (guitarra e voz) são os Cave Story, uma banda nascida nas Caldas da Rainha em 2013 e que deu o pontapé de saída numa carreira promissora com um conjunto de demos que chamou a atenção de vários promotores e festivais nacionais e internacionais como a FatCat Records e o Reverence Valada.

pic by Manuel Simões

Tendo visto a luz do dia no início de 2015, Spider Tracks foi o primeiro EP dos Cave Story, seis canções gravadas durante um ano e que ganharam vida descritas dentro dos abrangentes limites definidos por um post punk pop experimental, que ainda hoje, tendo em conta o conteúdo de Garden Exit, o novo tomo de canções do trio, tipifica o som de um trio que admite estar sempre aberto e pronto para novas sonoridades, mas que confessa sentir-se mais confortável a explorar os recantos mais obscuros de uma relação que se deseja que não seja sempre pacífica entre a mágica tríade instrumental que compôe o arsenal de grande parte dos projetos inseridos nesta miríade sonora.

Na verdade, este lançamento que antecipa o disco de estreia do grupo, que está já a ser gravado no habitat natural da banda, em plena costa oeste, enquanto também se ocupam noutros projetos paralelos e em trabalhos de produção para outros grupos, contém e perpetua o salutar arrojo de quem olha para a partitura como um tubo de ensaio para a mistura apaixonada de tudo aquilo que é musicalmente viciante e significativo.

O procedimento não está guardado num cofre forte cheio de gavetas a transbordar de segredos, já que quer o tema homónimo, quer Prime Time e Foreign Faith abrigam-se à sombra de um rugoso rigor volumoso de versos sofridos e sons acinzentados, feitos com belíssimos arranjos, assentes num baixo vibrante adornado por uma guitarra jovial e pulsante e com alguns efeitos e detalhes que nos arrastam sem dó nem piedade para um ambiente ora sombrio e nostálgico, ora aquele onde cabem os jeans coçados escondidos no guarda fatos, as t-shirts coloridas e um congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque é hora de festa.

Em suma, Garden Exit confirma estarmos na presença de mais uma lebre de uma nova geração de bandas nacionais que redescobriu, à chegada do novo século, o velho fulgor anguloso e elétrico do rock’n’roll.

Nos próximos meses, os Cave Story marcarão presença, entre outros festivais e salas de concerto, no Belém Art Fest (Museu de Arqueologia), Festival A Porta (Leiria), Quintanilha Rock (Bragança) e Rodellus (Braga). Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 18:21
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