Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016

Glass Animals - How To Be A Human Being

Depois de Zaba (2014), o disco de estreia, os britânicos Glass Animals estão de regresso aos discos com How To Be A Human Being, dez canções com uma sonoridade eletrónica algo minimal mas, ao mesmo tempo, rica em detalhes e com um groove muito genuíno e uma atmosfera geral dançante, mas também muito introspetiva e sedutora.

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Life Itself, o primeiro avanço divulgado do álbum e onde encaixa indie popfolkhip-hop e electrónica, com noção de equilíbrio e um limbo perfeito que nos faz descobrir a complexidade do tema à medida que o vamos ouvindo de forma viciante, esclareceu, no imediato, que o novo capítulo discográfico destes Glass Animals seria suportado por sintetizadores inspirados e que parecem ter sempre uma função específica. E a verdade é que à medida que avançamos no seu alinhamento constatamos a salutar complexidade do processo criativo dos Glass Animals, algo viciante e onde também abundam harmonias vocais belíssimas, que se espraiam lentamente pelas canções e que se deixam afagar livremente pleos manto sonoro que as sustenta.

Na relação profícua entre baixo e metais em Youth ou no clima quente da batida R&B e plena de soul de Pork Soda, ampliada por vários samples impressivos, é marcante a sensação que no estúdio dos Glass Animals os temas nascem lentamente, como se tudo fosse escrito e gravado ao longo de vários anos e com particular minúcia. Saborear uma vida plena requer um total desrespeito pela implacável passagem do tempo rotineiro e estes Glass Animals mostram-nos como é possível deixarmo-nos espraiar por canções com prazer, conduzidos por essa tal lentidão. Esta elevada dose de sensualidade de How To Be A Human Being é uma sensação que naturalmente se saúda num alinhamento que, como o título indica, pretende celebrar as sensações únicas e genuínas que são intrínsecas à condição humana e que o teclado minimal oitocentista de Cane Shuga e o efeito sintetizado abrasivo de The Other Side Of Paradise tão bem encarnam, não sendo também de descurar a curiosa amálgama instrumental efusiante de Take A Slice e os metais de Mama's Gun, duas canções que abarcam os melhores detalhes da música eletrónica mais soturna e atmosférica e que, entre o insinuante e o sublime, nos fazem recuar cerca de vinte anos até às nebulosas ruas de Bristol e aos primórdios do trip-hop, mas também à Brooklyn dos anos setenta, em pleno ressurgimento da melhor música negra. E depois, a cereja em cima do bolo acaba por ser a guitarra de Poplar St, canção que sobrevive algures entre a soul, a eletrónica e o blues rock lo fi mais ambiental, uma receita assertiva onde não falta uma prestação vocal intensa.

Sem grandes alaridos ou aspirações, How To Be A Human Being são pouco mais de quarenta minutos assentes num ambiente sonoro intenso e emocionante, sem nunca deixar de lado a delicadeza, uma melancolia digital que enriquece aquele que é um dos grandes discos do ocaso deste verão. Espero que aprecies a sugestão...

Glass Animals - How To Be A Human Being

01. Life Itself
02. Youth
03. Season 2 Episode 3
04. Pork Soda
05. Mama’s Gun
06. Cane Shuga / [Premade Sandwiches]
07. The Other Side Of Paradise
08. Take A Slice
09. Poplar St.
10. Agnes


autor stipe07 às 14:28
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2016

Noiserv - Sete

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Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na bagagem um compêndio de canções que fazem parte dos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, além dos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra, havendo também a destacar o DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. Esta é já uma já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional, de um artista que nos trouxe uma nova forma de compôr e fazer música e que gosta de nos deixar no limbo entre o sonho feito com a interiorização da cor e da alegria sincera das suas canções e a realidade às vezes tão crua e que ele também sabe tão bem descrever.

Hoje mesmo Noiserv deu a conhecer ao mundo Sete, o meu número preferido, um doce e tocante instrumental, com um imenso travo a melancolia, perigoso e de lágrima fácil para todos aqueles que habitualmente divagam e exorcizam ao som de um lindíssimo piano. O de Sete é acompanhado por alguns metais e conduz-nos por um universo bucólico bastante impressivo e sentimentalmente rico, exemplarmente retratado num espetacular vídeo com argumento de Tiago Ribeiro, produzido por Andreia Lucas e realizado por Gustavo Sá e Sílvio Rocha, sendo as maquetes da Autoria de Pedro Alves da Gare.

Adivinha-se um regresso aos discos imperdível e claramente inspirado de um músico, intérprete e compositor único no nosso panorama musical. Confere...


autor stipe07 às 11:22
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016

Jimmy Eat World – Get Right

Jimmy Eat World - Get Right

Os norte americanos Jimmy Eat World já têm sucessor para Damage, o disco que lançaram há três anos e que foi o oitavo do cardápio deste projeto de Meza, no Arizona e que lançou álbuns tão fundamentais como Clarity (1999) ou Bleed American (2001), a obra-prima do colectivo. Isso irá mudar em 2016, já que este excelente grupo de rock alternativo divulgou para audição Get Right, uma nova canção que explode em cordas eletrificadas que clamam por um enorme sentido de urgência e caos, um incómodo sadio que não nos deixa duvidar acerca da manutenção do ADN dos Jimmy Eat World no nono disco, ainda sem data de lançamento prevista. Confere...


autor stipe07 às 17:11
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2016

Jagwar Ma - O B 1 & Give Me A Reason

Os Jagwar Ma são Jono Ma, Jack Freeman e Gabriel Winterfield uma banda australiana apaixonada pelas sonoridades alternativas dos anos noventa e que procuram promover na sua música uma espécie de simbiose entre a neopsicadelia desenvolvida, por exemplo, pelos Primal Scream a a brit pop dos Blur no período Parklife e os próprios Stone Roses. Fazem canções cheias de colagens e sobreposições instrumentais, que em Howlin, o disco de estreia do projeto, encarnaram uma espécie de súmula de alguns dos mais interessantes detalhes sonoros dessa época.

Ainda em 2016 os Jagwar Ma vão regressar aos discos com Every Now & Then, o sucessor de Howlin, mais concretamente a catorze de outubro e através da insuspeita Mom+Pop/Marathon. Serão onze temas produzidos por Ewan Pearson e gravados aqui, na Europa, em dois locais; Na pitoresca ruralidade de França, numa quinta que tem um estúdio, chamada La Brèche e no famoso Le Bunker, no norte de Londres.

Os Beastie Boys foram uma inspiração clara para os Jagwar Ma neste disco e O B 1, canção que conta com a participação especial de Stella Mozgawa das Warpaint e Give Me A Reason, os dois singles já divulgados do trabalho, demonstram-no, quer no pendor nostálgico dos tais anos noventa, mas também na contemporaneidade de duas canções, que num misto de pop, eletrónica e pequenas experimentações próximas do rock, exemplificam a massa sonora que sustentará o disco e que, como sabemos, caraterizam uma vasta coleção de propostas musicais que nos dias de hoje nos chegam dos quatro cantos do mundo. Confere...

Jagwar Ma - O B 1

 

 

Jagwar Ma - Give Me A Reason

01. Give Me A Reason
02. Give Me A Reason (Radio Edit)


autor stipe07 às 19:12
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Terça-feira, 16 de Agosto de 2016

Bon Iver – 22 (OVER S∞∞N) & 10 d E A T h b R E a s T ⊠ ⊠

Cinco anos após um excelente homónimo, será no final do próximo mês de setembro e a boleia da Jagjaguwar que Justin Vernon aka Bon Iver irá regressar aos lançamentos discográficos. A Million é o título daquele que será o seu terceiro registo de originais e que sucede, assim, a Bon Iver, lançado em 2011.

22 (OVER S∞∞N) e 10 d E A T h b R E a s T ⊠ ⊠ são os primeiros avanços divulgados do disco, dois temas que impressionam pelo ambiente introspetivo e reflexivo que encerram e transportam uma aparente ambiguidade sonora fortemente experimental, onde não se percebe muito bem onde termina e começa uma fronteira entre a folk e a pop mais experimental e a pura eletrónica, duas canções que parecem ter sido embaladas num casulo de seda, da autoria de um verdadeiro trovador soul claramente inspirado pelo ideário de Chet Faker e a espiritualidade negra e que se escutam com invulgar fluidez. Confere os dois temas e o alinhamento de A Million...

01. 22(OVER S∞∞N)
02. 10 d E A T h b R E a s T ⊠ ⊠
03. 715 – CRΣΣKS
04. 33 “GOD”
05. 29 #Strafford APTS
06. 666 ʇ
07. 21 M♢♢N WATER
08. 8(circle)
09. ____45____
10. 00000 Million


autor stipe07 às 21:28
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

TOY - Fast Silver

Uma das bandas fundamentais de indie rock psicadélico são os londrinos TOY de Tom Dougall (voz e guitarras), Dominic O'Dair (guitarras), Maxim Barron (baixo e voz), Alejandra Diez (sintetizadores e modulação) e Charlie Salvidge (bateria e voz). Depois de um espetacular disco homónimo de estreia e de um sucessor intitulado Join The Dots, os TOY estão de regresso aos discos daqui a algumas semanas com Clear Shot, dez canções que chegam aos escaparates a vinte e oito de outubro por intermédio da Heavenly Recordings e produzidas por David Wrench.

Fast Silver é o primeiro avanço divulgado de Clear Shot, uma inebriante viagem psicadélica, onde também merece particular realce a voz de Tom Dougall que denota aquela encantadora fragilidade que emociona qualquer mortal, ainda mais quando é acompanhada por um instrumental épico e marcante como este. Imperdível! Confere o tema e o alinhamento de Clear Shot...

01 “Clear Shot”
02 “Another Dimension”
03 “Fast Silver”
04 “I’m Still Believing”
05 “Clouds That Cover The Sun”
06 “Jungle Games”
07 “Dream Orchestrator”
08 “We Will Disperse”
09 “Spirits Don’t Lie”
10 “Cinema”


autor stipe07 às 14:41
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2016

Tape Waves - Here To Fade

Se nos deixarmos levar pela cândura de Nowhere, um dos momentos maiores de Here To Fade, o novo disco dos Tape Waves de Jarod Weldin e Kim Weldin, é bem possível que a nossa mente nos faça aterrar naquela praia vintage que nos leva de volta à pop luminosa dos anos sessenta, aquela pop tão solarenga como a Carolina do Sul, o estado norte americano onde a banda reside. Essa passagem para uma outra dimensão sucede naturalmente enquanto se escuta, além desta, mais nove canções tranquilas, que não deixam de conter leves pitadas de shoegaze e post rock, mas que nunca atravessam aquela fronteira que poderia conduzir a sonoridade da dupla para algo de muito barulhento ou demasiado experimental.

Sucessor do excelente Let You Go, o fantástico disco de estreia do projeto, editado em 2014, Here To Fade eleva esta dupla norte americana oriunda de Charleston para uma superior dimensão estilística, com a sonoridade simples e impecavelmente produzida do antecessor a ser aprimorada, numa evidente e salutar aproximação à melhor surf pop melancólica e romântica, através de guitarras levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico.

Temas como a efusiva Close Your Eyes, canção que esconde um baixo que lhe confere um toque punk absolutamente delicioso, a planante Go Away ou a ritmada Standing In Line têm algo de épico e sedutor, com uma sonoridade muito implícita no modo como, num contexto sonoro aparentemente minimal, apresentam diferentes nuances e uma vasta miríade de detalhes, efeitos e arranjos, com o registo vocal ecoante a funcionar como o contraponto decisivo para a feliz criação de uma atmosfera geral calma e contemplativa, com uma aúrea de sensibilidade e fragilidade romântica incomuns e bastante sentimentalista e transmissora de boas vibrações. A voz doce de Kim e o acerto instrumental de Jarold contrastam e complementam-se, em simultâneo, e transbordam uma imensa eficácia e bom gosto na forma como dão vida a temas coerentes, com um forte cariz romântico e que versam sobre o amor, memórias, promessas quebradas, sonhos e anseios.

Gravado e misturado pelo próprio Jarod Weldin e masterizado por Joe Goodwin e com o lindíssimo artwork da autoria de Savannah Rusher, Here To Fade confirma o modo assertivo como os Tape Waves falam com particular delicadeza sobre o sabor doce e amargo da vida, tal como a conhecemos, com a melhor estratégia a ser aquela em que o plano principal é não haver planos, ao som de uma festa algo melancólica e instrospetiva, mas que não deixa de ser também feita de cor, movimento e muita letargia. Espero que aprecies a sugestão...

Tape Waves - Here To Fade

01. So Fast
02. Always Shines
03. Nowhere
04. Calling
05. Close Your Eyes
06. Go Away
07. Standing In Line
08. Fine For Now
09. Stay Mine
10. Morning Time

 


autor stipe07 às 10:54
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

Warpaint - New Song

Theresa Wayman, Emily Kokal, Jenny Lee Lindberg e Stella Mozgawa estão de regresso com Heads Up, um título feliz para batizar aquele que será o terceiro disco das Warpaint, sucessor de um homónimo, lançado em 2014.

Heads Up irá ver a luz do dia à boleia da Rough Trade Records já a vinte e três de setembro e New Song é o primeiro single divulgado do disco, canção algo inédita no percurso do quarteto por mostrar uma faceta mais polida e luminosa. A mesma conta com uma belíssima letra, entrelaçada com deliciosos acordes e uma melodia minusiosamente construída com diversas camadas de instrumentos. Acaba por ser mais um passo em frente num projeto que nunca se acomodou a uma abordagem estilística estanque, apesar de manter no seu epicentro sonoro uma intensa aúrea sexual, que despe as Warpaint de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que as poderia envolver, mostrando, assim, mais uma vez, com ousadia, a sua verdadeira personalidade. Confere...

Warpaint - New Song


autor stipe07 às 19:03
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Domingo, 31 de Julho de 2016

Helado Negro - Runaround

Helado Negro - Runaround

Helado Negro é um projeto liderado por Roberto Carlos Lange, um filho de emigrantes equatorianos, radicado nos Estados Unidos e que vai lançar, já a seis de outubro, Private Energy, o seu quinto longa duração. Runaround é o mais avanço divulgado do álbum, um tema com forte pendor temperamental e com um ambiente feito com cor, sonho e sensualidade.

Private Energy será mais um momento marcante deste músico sedeado em Brooklyn, um disco em que Lange irá ampliar as suas experimentações com samples e sons sintetizados de modo a replicar, em catorze canções, uma multiplicidade de referências sonoras, contando, desta vez, com o contibuto visual e artístico, nomeadamente em palco, do coletivo Tinsel Mammal, um grupo de dançarinos com vestes prateadas e que encarnam na perfeição o espírito muito particular e simbólico da música de Helado Negro. Confere...


autor stipe07 às 16:57
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2016

Day Wave - Hard To Read EP

day wave

Natural de Oakland, o norte americano Jackson Phillips, que assina a sua música como Day Wave, está de regresso com Hard To Read, o seu segundo EP lançado em formato digital, o sucessor de Headcase, o primeiro tomo do músico e que o colocou logo nos radares da crítica mais atenta.

Com a melhor dream pop na mira, Phillips tomou as rédeas de todo o trabalho envolvido na gravação destas suas novas cinco canções, desde a mistura à produção, passando pela própria gravação. O resultado é um alinhamento de temas vibrantes, com Gone, o primeiro single retirado de Hard To Read, a impressionar pela linha melódica sintetizada vibrante e pelo modo como um estrondoso baixo e a bateria a ela se juntam para depois abrirem as mãos para uma linha de guitarra insinuante. É uma canção que parece querer forçar o ouvinte a deixar, nem que seja por breves instantes, tudo e todos para trás, rumo aquela luz que está sempre ali, mas que nunca temos coragem de perscutar.

O rock emotivo do tema homónimo, a atmosfera catárquica de Stuck e o clima sonhador de You são mais três belos momentos destes dezoito minutos que sabem aquela brisa quente e aconchegante que entra pela nossa janela nestas convidativas noites de verão. Day Wave pode gabar-se de ser capaz de mostrar uma invulgar intensidade emocional na sua escrita e de poder ser já caraterizado como um artista possuidor não só dessa importante valência mas também de um tímbre vocal único, uma postura confiante e exímio intérprete de guitarras angulares, acompanhadas por sintetizadores luminosos e um baixo geralmente imponente, as suas principais matrizes identitárias. Ele exala uma faceta algo sonhadora e romântica que se aplaude e que é também fruto de uma produção cuidada e que irá certamente agradar a todos os apreciadores do género. Espero que aprecies a sugestão...

Day Wave - Hard To Read

01. Gone
02. Stuck
03. Deadbeat Girl
04. Hard To Read
05. You


autor stipe07 às 15:23
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