Sábado, 13 de Janeiro de 2018

Panda Bear – A Day With The Homies EP

Quem acompanha cuidadosamente e com particular devoção a carreira a solo de Noah Lennox, aka Panda Bear, um músico natural de Baltimore, no Maryland e com residência em Lisboa, compreende a necessidade que ele sente de propôr em cada novo disco algo que supere os limites da edição anterior. É como se, independente da pluralidade de acertos que caracterizavam o antecessor, o novo compêndio de canções que oferece tenha que transpôr barreiras e como se tudo o que fora antes construído se encaminhasse de alguma forma para o que ainda há-de vir, já que é frequente perceber que, entre tantas mudanças bruscas e nuances, é normal perceber que, para Bear, o que em outras épocas fora acústico, transformou-se depois em eletrónico, o ruidoso tornou-se melodioso e o que antes era experimental, estranhamente aproximou-se da pop. Agora, quase três anos depois do aclamado Panda Bear Meets The Grim Reaper, Lennox dá um novo significado a essa necessidade de superação e de evolução a cada disco no conteúdo de A Day With The Homes, um EP de cinco canções onde encontramos uma sequência de primorosas e ainda atrativas experimentações, com o nível de desordem sonora a mostrar-se sempre acessível ao ouvinte e o disco a fluir dentro de limites bem definidos.

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Neste A Day With The Homies as canções sucedem-se articuladas entre si e de forma homogénea, com cada uma, sem exceção, a contribuir para a criação de um bloco denso e criativo, cheio de marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e onde tudo é dissolvido de forma homogénea. É a materialização de um universo muito próprio e algo peculiar e até colorido, uma impressão obtida logo noinício com a batida animada de Flight a surpreender pelo seu nível de humor e de acessibilidade.

O EP avança e quer no clima kraut algo subversivo de Parth Of The Math ou nos flashes e ruídos que correm impecavelmente atrás de uma percussão orgânica e bem vincada que, em Shepard Tone, nos faz transpor quase instantaneamente uma espécie de portal, para um universo de pendor mais psicadélico, escutamos dois temas com uma filosofia diferente e menos imediata do que a da canção incial e que nos deixam a impressão que Lennox quis, desta vez, trazer à tona sons, efeitos e melodias que estavam guardadas e à espera do momento certo para ganharem vida, porque o autor considerava que antes não se encaixavam no perfil sonoro dos seus alinhamentos, ou porque ainda não tinham sido objeto do trabalho de produção merecido. 

O ocaso do EP chega mais depressa do que gostaríamos com o clima etéreo de Noad To The Folks, canção onde as batidas sintéticas e repletas de efeitos maquinais, nunca se sobrepôem em demasiado ao restante conteúdo sonoro, assente em elementos minimalistas que vão sendo adicionados a um efeito aquático com um volume crescente e com um piscar de olhos sintético a sonoridades mais negras em Sunset, mais duas canções que justificam o modo como A Day With The Homies pode ser descrito como extraordinário. Naturalmente corajoso, complexo e encantador, além de não renegar a identidade sonora distinta de Panda Bear, ainda a eleva para um novo patamar de diferentes cenários e experiências instrumentais, onde exatidão e previsibilidade não são palavras que constem do dicionário sonoro desenvolvido dentro de uma ambientação essencialmente experimental, mas repleta de sensações únicas e que só ele consegue transmitir. Espero que aprecies a sugestão...

Panda Bear - A Day With The Homies

01. Flight
02. Part Of The Math
03. Shepard Tone
04. Nod To The Folks
05. Sunset


autor stipe07 às 16:44
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018

Fugly - Hit A Wall

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Pedro Feio, ou Jimmy, começou o projecto Fugly em 2015 quando se fartou de estar sempre atrás da mesa de mistura e começou a querer subir de vez em quando ao palco. Chamou Rafael Silver e, mais tarde, Nuno Loureiro para juntos formarem este grupo oriundo do Porto, que se estreou ainda esse ano com Morning After, um EP que já tem finalmente sucessor. O primeiro longa duração dos Fugly chama-se Millenial Shit, verá a luz do dia por intermédio da editora O Cão da Garagem e o tema homónimo foi o prmeiro single divulgado do registo, sendo agora a vez de já podermos escutar Hit A Wall, o tema arrebatador e frenético que abre o alinhamento do álbum, feito com uma voz gritante, guitarras a arranhar, baixo galopante e um comboio sem controlo que sai da bateria e já com direito a um excelente vídeo. Confere...

 


autor stipe07 às 12:26
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2018

Franz Ferdinand – Feel The Love Go

Franz Ferdinand - Feel The Love Go

Quatro anos depois de Right Thoughts, Right Words, Righ Action podemos novamente abrir alas para os jeans coçados escondidos no guarda fatos, sacar das t-shirts coloridas e pôr o congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque o velhinho rock n'roll feito sem grandes segredos, carregado de decibeis, que só os escoceses Franz Ferdinand sabem como replicar está de volta com Always Ascending, lá para o próximo mês de fevereiro.

Depois de termos escutado o single homónimo desse novo registo de originais dos Franz Ferdinand, em outono, agora chegou a vez de conferir Love To Go, mais um tema desse Always Ascending, uma nova espiral rugosa e dançante em que crescem guitarras e bateria e o pendor exaltante dos sintetizadores, num frenesim de dance post punk rock que irá certamente colocar novamente este grupo escocês em plano de destaque no universo sonoro indie em que se insere. Confere...


autor stipe07 às 17:27
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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2018

Máquina Del Amor - Disco

É em Braga e numa feliz simbiose entre elementos dos peixe:avião e dos Smix Smox Smux que se encontra a génese dos Máquina Del Amor, um quarteto que já carrega nos braços um fabuloso tomo de canções intitulado Disco. São oito temas impregnados com um rock cru, intenso e maquinal, um rock feito sem limites pré-definidos ou concessões a estreótipos de géneros e estilos e do qual exala uma salutar sensação intuitiva. Nela, improviso instrumental e sensibilidade melódica entrelaçam-se constantemente, sem cânones ou fronteiras rígidas e com uma ímpar homogeneidade, um coito desprovido de qualquer tipo de pudor entre o orgânico e o sintético, que acabou por resultar num registo desconcertante e inigualável no panorama sonoro nacional atual.

Resultado de imagem para Máquina Del Amor Disco

Logo no modo lascivo e de certo modo corrosivo como Karate aborda e conjuga efeitos etéreos, distorções rugosas e uma batida bastante proeminente percebe-se que este álbum não é para ser escutado por quem é adepto de ambientes sonoros mais amenos e delicados. Esta sonoridade algo psicótica não é propriamente confortável para o ouvido, mas esse acaba por ser, curiosamente, um dos maiores atributos destes Máquina Del Amor que, mesmo com essa permissa sempre presente, conseguem oferecer ao ouvinte instantes melódicos atrativos e que vagueiam pela nossa mente sem atropelo, alguns de um modo até tremendamente hipnótico, como é o caso de Mau ou o falso minimalismo coercivo de Carta de Amor e, de um modo ainda mais progressivo, Nova Antiga, composição onde a delicadeza emotiva nunca deixa de fazer mossa, mesmo que à medida que o tema se desenvolve, longos loopings sintetizados e riffs de guitarra alucinogénicos, façam a sua aparição sem qualquer tipo de mácula ou entrave.

Disco é rock puro e duro e que corta e rebarba de alto a baixo. Frenético, labiríntico, sufocante e cerebral, é capaz de nos levar do subsolo aos confins do universo num ápice, sendo proposto por um projeto que estará totalmente alheado, de forma consciente, do que são hoje os os habituais patamares de rugosidade instrumental e estilística de um campo sonoro que permite uma multiplicidade infinita de abordagens, mas que nem sempre aceita de bom grado a busca de atmosferas mais opressivas e desoladoras que o habitual, mesmo que isso seja apenas uma primeira impressão que pode até nem corresponder à real génese do trabalho. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 20:58
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2018

MGMT - Hand It Over

MGMT - Hand It Over

Pouco mais de quatro anos depois de um homónimo, a dupla norte-americana MGMT formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, está prestes a regressar aos discos com Little Dark Age, o quarto trabalho destes já veteranos do indie rock psicadélico, que desde o espetacular disco de estreia Oracular Spectacular nos habituaram a uma espécie de rock psicadélico algures entre os Pink Floyd das décadas de sessenta e setenta e uns mais contemporâneos Flaming Lips, mas também com os olhos e ouvidos postos em projetos mais atuais e até, de algum modo, concorrentes.

Depois do ambiente sonoro algo cinzento e eminentemente sintético de Little Dark Age, a canção homónima do trabalho, divulgada em outubro último e dos sons poderosos que esculpiam When You Die, já é conhecido o terceiro single do disco. É uma canção intitulada Hand It Over e contém uma toada luminosa, cheia de sons etéreos e efeitos lisérgicos adornados por sintetizadores flutuantes e com direito a um video bastante curioso, comparável com uma pintura em movimento e realizado em parceria por Old Man Future e Shively Humperdink. Confere...


autor stipe07 às 17:59
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Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2018

Laura Marling – A Hard Rain’s A-Gonna Fall

Laura Marling -  A Hard Rain's A-Gonna Fall

A britânica Laura Marling editou na passada primavera Semper Femina, um excelente registo de indie folk que além de ter melhorado consideravelmente a sua já inatacável reputação como cantora e compositora, acabou por lhe valer comparações como nomes tão importantes como Joni Mitchell ou Patti Smith.

Agora, alguns meses depois, enquanto não anuncia um novo trabalho, terminou o ano de 2017 a divulgar uma cover de um clássico de Bob Dylan intitulado A Hard Rain’s A Gonna Fall. Na reinterpretação que concebeu do tema, não só fez juz à emotividade latente no original, como ampliou aquela curiosa sensação de otimismo que transparece do poema que dá vida ao tema. Confere...


autor stipe07 às 21:36
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2018

Luke Sital-Singh – Thirteen

Luke Sital-Singh - Thirteen

Depois da edição de Time Is A Riddle, o se último álbum, Luke Sital-Singh fez as malas, pegou no passaporte e embarcou numa viagem solitária por vários destinos do mundo, durante a qual escutou uma banda-sonora muito pessoal, composta por temas e artistas da sua eleição.

Uma das canções presentes nesse alinhamento que Luke escutou nessa road trip sonora é Thirteen, um clássico original de 1972 dos Big Star, já revisitado por nomes tão proeminentes como os Wilco ou Elliot Smith e que acabou por ser também cantado por Luke, numa versão recentemente divulgada e que é fiel ao espírito intimista e profundamente reflexivo do músico e ao misticismo a à inocência que a própria canção, na sua génese, transborda, nomeadamente da sua letra. Confere... 


autor stipe07 às 17:31
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2018

Soft Serve – Trap Door EP

Os canadianos Soft Serve formaram-se em 2013, mas só em 2016 conseguiram alguma projeção quando Kyle Thiessen, líder do projeto, mudou-se para Toronto, mesmo que Thomas James, o seu parceiro, que também assina o projeto Milk, tenha permanecido em Vancouver. Já agora, nesta cidade abriram uma espécie de estúdio de gravação comunitário, os Luna Studios, que hoje é um porto de abrigo de muitos grupos locais que, não tendo um espaço próprio para gravar, socorrem-se dele. Trap Door é o novo EP destes Soft Serve que têm um pé no passado e o outro firmemente plantado no presente, algo comum a um elevado número de grupos que enquanto revivem influências de alguns dos melhores catálogos sonoros das últimas cinco décadas, procuram também dar um cunho algo pessoal, genuíno e identitário a essa permissa revivalista, de forte cariz sentimental.

Foto de Soft Serve.

Do post punk oitocentista, ao indie rock da década seguinte, passando pelo lo-fi setentista, Trap Door é uma excitante viagem temporal por um arquétipo sonoro que soa familiar a quem se habituou a crescer ao som de alguns dos melhores projetos deste universo sonoro. Da vibe melancólica e contemplativa de Whisper In The Wind, ao timbre corrosivo e encorpado que escorre de Phantasm, passando pela luminosidade sedutora e inebriante de Pat's Pun Open Blues Jam, as suas cinco canções foram um alinhamento primoroso e bastante audível. Não faltam nele leves pitadas de shoegaze, com as guitarras plenas de efeitos metálicos e timbres luminosos e uma bateria com a cadência adequada ao sentimentalismo das canções, a serem os grandes trunfos de um compêndio que colocará estes Soft Serve na mira de um número cada vez maior de entusiastas de um rock descomplicado e que se saboreia por nunca deixar de soar de modo refrescante e simultaneamente vintage. Trap Door tem tanto de acessível como de inédito, criativo e agradavelmente refrescante e único. Espero que aprecies a sugestão...

Soft Serve - Trap Door EP

01. Whisper In The Wind
02. Pat’s Pub Open Blues Jam
03. Phantasm
04. Camera Phone
05. Soft Soap


autor stipe07 às 17:46
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Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2017

James Blake - Vincent

James Blake - Vincent

Enquanto não edita um novo disco, o londrino James Blake resolveu oferecer como prenda de natal aos seus fãs, uma lindíssima versão de Vincent, um clássico da autoria do cantor norte-americano Don McLean, originalmente gravada há quarenta e seis anos anos, como homenagem ao pintor Vincent Van Gogh.

Com o original presente na banda sonora do filme Loving Vincent, lançado recentemente, esta versão de Blake teve já também direito a um vídeo, gravado em Los Angeles e dirigido por Andrew Douglas, sendo uma lindíssima canção tocada ecantada ao piano, uma reinterpretação que criou um ambiente algo intenso e emocionante, sem nunca deixar de lado a delicadeza. Confere...


autor stipe07 às 15:25
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Terça-feira, 19 de Dezembro de 2017

First Aid Kit – Live From BBC Radio 2

 

First Aid Kit - Live From BBC Radio 2

Muito em breve as suecas First Aid Kit editam Ruins, o seu novo álbum. O disco irá ver a luz do dia a dezoito de janeiro próximo e dele já se conhecem os temas It's A Shame, Postcard e Fireworks.

Entretanto a dupla deu um salto aos estúdios da BBC para gravar ao vivo alguns temas, dois deles alusivos ao Natal. Um deles é uma versão de Perfect Places, um original de Lorde com o qual o artista termina o seu clássico álbum Melodrama e o outro Have Yourself A Merry Little Christmas, uma das canções mais conhecidas desta época e que surgiu pela primeira vez em 1944 no filme de Judy Garland, Meet Me In St. Louis. Em ambas as composições a instrumentação tem como pano de fundo a música folk e a herança da América do Norte relativamente a esse espetro sonoro, sendo audível a procura daquela sonoridade intimista e reservada que nesta época do ano tão bem sabe contemplar. Confere... 


autor stipe07 às 18:11
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