Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Astronauts – Hollow Ponds

Astronauts é um projeto musical encabeçado pelo londrino Dan Carney e Hollow Ponds o disco de estreia desta nova vida musical de um músico e compositor que fez carreira nos lendários Dark Captain, que se destacaram com o belíssimo Dead Legs & Alibis e que se dedicou a estas dez canções num período particularmente conturbado da sua vida pessoal. Hollow Ponds viu a luz do dia por intermédio da Lo Recordings.

Assim que se inicia a audição de Hollow Ponds percebemos que o nome desta banda faz todo o sentido, porque, apesar de serem bem reais e terrenas as cordas, as teclas e as baquetas que guardam no seu arsenal instrumental, eles só podem ter sido inspirados por um universo sonoro que não parece ser deste mundo, snedo igualmente fácil imaginá-los a tocar estas canções devidamente equipados com um fato hermético que lhes permita transmitir a simultaneamente implacável e sedutora sensação de introspeção e melancolia mitológica que Hollow Ponds transmite.

Se a folk etérea de Skydive é uma excelente rampa de lançamento para acedermos à dimensão superior onde os Astronauts nos sentam, já o baixo encorpado e a percurssão hipnótica e pulsante de Everything’s A System, Everything’s A Sign, fazem deste disco, logo ao segundo tema, uma daquelas preciosidades que devemos guardar com carinho num cantinho especial do nosso coração.

Com um pé na folk e outro na pop e com a mente também a convergir para um certo experimentalismo, típico de quem não acredita em qualquer regra na busca pela perfeição, Dan Carney entregou-se à introspeção, sentiu necessidade de desabafar connosco e refletiu sobre si e o mundo moderno, não poupando na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, tornando-nos cúmplices das suas angústias e incertezas. Quase pedindo-nos conselhos, Carney inicita à dança e à melancolia com texturas eletrónicas polvilhadas com um charme que atinge o auge no tema homónimo do disco, com um piano particularmente inspirado a receber um abraço sentido de uma guitarra que nos embala e paralisa, em sete minutos de suster verdadeiramente a respiração.

Num disco equilibrado, que vai da introspeção à psicadelia mais extrovertida, Hollow Ponds prima pela constante sobreposição de texturas, sopros e composições contemplativas, que criaram uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades. É um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual e que tem também como trunfo maior uma escrita maravilhosa. Quando o disco chega ao fim ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra. Espero que aprecies a sugestão...

Astronauts - Hollow Ponds

01. Skydive

02. Everything’s A System, Everything’s A Sign
03. Vampires
04. Flame Exchange
05. Spanish Archer
06. Hollow Ponds
07. In My Direction
08. Try To Put It Out Of Your Mind
09. Openside
10. Slow Days


autor stipe07 às 21:46
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Childhood – Lacuna

Formado por Ben Romans Hopcraft, Leo Dobsen, Daniel Salamons e Jonny Williams e oriundo de Londres, o coletivo britânico Childhood acaba de se estrear nos discos com Lacuna, um trabalho produzido por Dan Carey e que viu a luz do dia por intermédio da Marathon Artists.

Childhood é um daqueles projetos que aposta numa veia sonora algo instável e experimental, uma espécie de eletropsicadelismo assente numa pop de cariz eletrónico que, neste caso, parece viver mergulhada num mundo controlado por sintetizadores, que criam melodias que passeiam pelo mundo dos sonhos. As próprias letras que os Childhood escrevem dançam nos nossos ouvidos e a voz de Leo, um dos destaques do projeto, cresce, música após música, num misto de euforia, subtileza e entrega.

De cariz eminentemente nostálgico, mas que não coloca de lado um ambiente bastante animado e festivo, Lacuna é um disco com o qual criamos facilmente empatia, já que desperta sensações apelativas, relacionadas com eventos passados que nos marcaram, despertando em nós aquelas referências pessoais que nunca nos deixam. Tendo em conta esta constatação fantástica e até literal, o disco poderá acabar por parecer a banda sonora de um conto infantil que poderia ser ilustrado pela mesma capa de cores exageradas e pelo traço pueril que guarda a rodela. No entanto, uma audição atenta mostra-nos que este passeio por um universo feito de exaltações melancólicas nada mais é do que um retrato sombrio, mas sonoramente épico e luminoso, do tantas vezes estranho quotidiano que sustenta a vida adulta. Em onze canções onde há um certo clima circense e uma evidente psicadelia pop que lida com as orquestrações lo fi, o amor, mas também a solidão ou o abandono, servem como assunto, estes últimos conceitos que pouco têm a ver com o universo das histórias infantis, mas antes com a crueza da realidade.

Uma das ideias que mais me absorveu durante a audição dos Lacuna foi uma certamente consciente vontade dos Childhood em soarem genuínos e apresentarem algo de inovador; Em alguns instantes desta obra, como nos ruídos sintéticos de You Could Be Different, nos ritmos das roqueiras Sweet Preacher e When You Rise, a última fortemente progressiva e na melancolia de As I Am ou do single épico Falls Away, a banda faz algo inovador e diferente, e Tides e Solemn Skies ampliam esta quase obsessiva vontade dos Childhood em se afastarem das habituais referências que suportam o edifício comercial do universo sonoro indie, para flutuarem entre a metáfora e a realidade, através de letras corroídas pelo medo de encarar o quotidiano adulto e melodias ascendentes e alegres. Esta fórmula faz de Lacuna uma obra prima fortemente sentimental e capaz de abarcar um cardápio instrumental bastante diversificado, que prova que os Childhood entraram no estúdio de mente aberta e dispostos a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar música, seja eletrónico ou acústico e assim fazerem canções cheias de sons poderosos e tortuosos, sintetizadores flutuantes e vozes abafadas.

Com canções que podem tornar-se futuramente em clássicos intemporais, Lacuna torna percetivel a evidente capacidade que os Childhood possuem, logo na estreia, de criar algo único e genuíno, através dessa fórmula acima descrita feita com uma quase pueril simplicidade, num trabalho que faz uma espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do shoegaze e da psicadelia, uma espécie de caldeirão sonoro feito por uma banda que parece saber como recortar, picotar e colar o que de melhor existe no tal eletropsicadelismo. Espero que aprecies a sugestão...

Childhood - Lacuna

01. Blue Velvet
02. You Could Be Different
03. As I Am
04. Right Beneath Me
05. Falls Away
06. Sweeter Preacher
07. Tides
08. Solemn Skies
09. Chiliad
10. Pay For Cool
11. When You Rise


autor stipe07 às 19:21
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Dignan Porch – Observatory

Oriundos de Londres, os britânicos Dignan Porch estão de regresso aos discos com Observatory, um compêndio de doze canções que viu a luz do dia a vinte e seis de junho por intermédio da Faux Discx e disponível no bandcamp da editora. O conteúdo de Observatory não tem grandes segredos e esse acaba por ser um dos maiores elogios que se pode fazer a um disco que aposta numa sonoridade indie rock, próxima de uma pop ligeira e nostálgica e que foi objeto de um irrepreensível trabalho de produção cuidado e apurado.

O rock alternativo dos anos noventa é a grande bitola que orienta o som dos Dignan Porch e canções como Veil Of Hze, No Lies ou Between The Trees, comprovam que as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso, continuam, vinte anos depois, a fazer escola.

Com uma sonoridade firme, homogéna e convicta, Observatory é mais uma janela aberta para um espetro sonoro algo psicadélico, onde o cariz lo fi das guitarras distorcidas e os efeitos, quase sempre em eco, na voz, são recursos técnicos indispensáveis para que se possa apreciar um álbum sensível com canções cheias de personalidade e interligadas numa sequência que flui naturalmente.

Apesar desta fluidez intencional, Observatory pode ser dividido em duas partes; Numa delas encaixam instantes sonoros onde  domina um ambiente mais rugoso e expansivo, feito de canções canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia, com particular destaque para a já citada Between The Trees, Got To Fly e, principalmente, Harshed, um tema onde a distorção da guitarra a fazer recordar o clássico The Other Side Of The World dos Dishwalla é um dos instants do disco mais deliciosos, um pormenor fulminante na forma como transporta até nós o tal glorioso ambiente alternativo dos anos noventa. Por outro lado, canções como Dinner Tray, a melancólica Swing By, ou Wait & Wait & Wait assentam num formato eminentemente íntimo e onde existe uma maior escassez instrumental. No entanto, nesta outra faceta do disco também há muita beleza, registada em deliciosos detalhes sonoros, percetíveis se a audição for feita com recurso a headphones. Como estes dois universos algo distintos de Observatory não encontram uma sequencialidade óbivia no alinhamento, é interessante apreciar a sensação de ligação entre as canções, numa espécie de narrativa leve e sem clímax, com uma dinâmica bem definida e muito agradável.

Aparentemente sem grandes pretensões mas, na verdade, de forma claramente calculada, os Dignan Porch procuraram recriar em Observatory um som ligeiro, agradável e divertido, onde não faltam as guitarras cheias de distorção e melodicamente apuradas, a contrastar com uma postura vocal doce e delicada, apesar da tal profusão de efeitos que a envolve. É, em suma, um álbum perfeito para nos levar numa viagem que, do noise, ao grunge, passando pelo punk, o rock psicadélico, o surf rock e o rock lo fi típico da década de noventa, está cheio de canções simples, mas verdadeiramente capazes de nos empolgar, devido a uma míriade de sons que fluem livres de compromissos e com uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado. Espero que aprecies a sugestão...

Dignan Porch - Observatory

01. Forever Unobscured
02. Deep Deep Problem
03. Veil Of Hze
04. No Lies
05. Between The Trees
06. Wait And Wait And Wait
07. Harshed
08. I plan To Come Back
09. Dinner Tray
10. Warm Welcome To Hell
11. Got To Fly
12. Swing By

band
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autor stipe07 às 22:14
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

Fink – Hard Believer

Hard Believer é o novo registo discográfico do projeto Fink liderado por Fin Greenall (voz, guitarra), um músico britânico com quarenta dois anos, natural de Bristol e habitual colaborador do consagrado John Legend, mas que já foi DJ e hoje, deambulando entre Londres e Berlim, vai-se destacando não só como músico, mas também como compositor e produtor para outros projetos. Fink conta ainda com a companhia de Tim Thornton (bateria, guitarra) e Guy Whittaker (baixo) e este é o primeiro registo da R’COUP’D, uma nova etiqueta criada por Greenall com o apoio da Ninja Tune Records.


Num trio em que os dois maiores trunfos são a belíssima voz de Fin e o magnífico trabalho instrumental, principalmente de Tim, à frente da bateria e da guitarra, ficamos logo agarrados ao disco com Hard Believer, o tema homónimo de abertura, feito de uma melodia que tem por base uma bateria e umas cordas impregnadas de soul, às quais vão sendo adicionados vários detalhes e elementos, incluindo o som de um teclado. Este tema inicial é perfeito para nos transportar para um disco essencialmente acústico, vincadamente experimental e dominado por cordas com uma frote toada blues.

Green and the Blue segue a mesma dinâmica da primeira canção de um alinhamento sinuoso e cativante, que nos convida frequentemente à introspeção e à reflexão sobre o mundo moderno e onde Fin não poupa na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, havendo, no disco, vários exemplos do forte cariz eclético e heterogéneo do seu cardápio.

Pouco depois, ao sermos presenteados com o trip hop de White Flag, percebemos que os Fink também manipulam com mestria os típicos suspiros sensuais que o baixo e as batidas da dub proporcionam e que há uma elevada dose de sensualidade e suavidade na tonalidade das canções que interpretam. Por exemplo, em Pilgrim, o baixo em espiral e melodicamente hipnótico, a corda de uma viola que com ele se entrelaça e alguns efeitos que nos transportam numa viagem rumo ao revivalismo dos anos oitenta e o dedilhar deambulante de Shakespearesão outros dois momentos que trazem brisas bastante aprazíveis ao ouvinte.

O auge do disco chega com a atmosfera simultaneamente íntima e vibrante do single Looking Too Closely e ao sermos irremediavelmente desarmados pelo jogo de sedução que se instala entre o piano, a viola e a voz de grave, profunda e enigmática de Fin, percebe-se o que Hard Believer tem que facilmente nos fascina, nada mais nada menos que uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos que, tomando como exemplo as teclas desta canção, poderão facilmente fazer-nos acreditar que a música pode ser realmente um veículo para o encontro do bem e da felicidade coletivas.

Hard Believer é um trabalho rico e arrojado, que aponta em diferentes direções sonoras, apesar de haver um estilo vincado que pode catalogar o cardápio sonoro apresentado. O disco tem um fio condutor óbvio, assente em alguma da melhor indie pop contemporânea, mas uma das suas particularidades é conseguir, sem fugir muito desta bitola, englobar diferentes aspetos e detalhes de outras raízes musicais, num pacote cheio de paisagens sonoras que contam histórias que a voz de Fin sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Hard Believer é um álbum maduro e consciente e faz dos Fink, enquanto criadores musicais, uma das novas bandas mais excitantes e influentes do cenário alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...

Fink - Hard Believer

01. Hard Believer

02. Green And The Blue
03. White Flag
04. Pilgrim
05. Two Days Later
06. Shakespeare
07. Truth Begins
08. Looking Too Closely
09. Too Late
10. Keep Falling

 


autor stipe07 às 16:20
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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

Zulu Winter – Stutter

Os Zulu Winter são um quinteto britânico, natural de Londres e liderado por Will Daunt, uma banda que há cerca de dois anos surpreendeu com Language, o muito aplaudido disco de estreia. Agora, dois anos depois, os Zulu Winter regressam às edições com o lançamento de Stutter, um  compêndio de dez canções que viu a luz do dia a vinte e um de julho passado e que será o último álbum de um grupo que já anunciou oficialmente a separação.


A sonoridade dos Zulu Winter condiz com o indie rock da década de oitenta, aquele rock independente e de garagem, dissociado das grandes editoras e Stutter é consequência óbiva do conteúdo de Language, mantendo-se nestas novas dez canções do grupo, a demanda por canções diretas, com pouco mais de três minutos e que se esfumam com uma velocidade estonteante, adornadas por um falsete que lembra Chaplin, a nostalgia de um Chris Martin e uma densidade sonora muito próxima do shoegaze.

Durante a audição de Stutter somos confrontados com a beleza utópica de temas como Heavy Rain ou Need You Onside, recheados de belas orquestrações que vivem e respiram lado a lado com distorções e arranjos mais agressivos. O groove e a soul de Trigger abrem o disco, com um baixo encorpado e uma guitarra a transbordar fuzz a encontrarem sequência numa Games mais melancólica e na tal Heavy Rain, pensada para amostra de um disco que satisfaz plenamente quem aprecia ser sonoramente trespassado por texturas borbulhantes e grooves funk desfocados, mas eléctricos e apostulados heroicamente numa esfera envolvente de projeção poética.

Esta apenas aparente amálgama de estilos, acaba por ser uma mistura louvável, deliciosa e aditiva, onde uma bateria marcante e vários efeitos eletrónicos, ajudaram a criar canções viciantes e bem elaboradas. É um indie rock cósmico e espacial, onde também marca uma forte posição de destaque o hipnotismo das guitarras, que nos transportam com particular mestria para um universo sonoro recheado de experimentações e renovações. 

Os Zulu Winter começaram e terminaram a carreira algo amarrados às influências que os fizeram sonhar com um percurso musical bem sucedido e agora que arriscaram e conseguiram compor algo mais desprendido e original, que os levará a atingir justamente um patamar bastante relevante, no competitivo, mas nem sempre diferenciado, universo sonoro alternativo, anunciam um epílogo que se lamenta, tendo em conta o conteúdo fortemente recomendável de Stutter. Espero que aprecies a sugestão...

Zulu Winter - Stutter

01. Trigger
02. Games
03. Heavy Rain
04. Feel Love
05. Other Man
06. Need You Onside
07. Silence Is Golden
08. The Drift
09. Let Sleep Close Your Eyes
10. Bodies


autor stipe07 às 21:13
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Space Daze – Follow My Light Back Home

Space Daze é o projeto a solo de Danny Rowland, guitarrista ecompositor dos consagrados Seapony e Follow My Light Back Home o seu primeiro disco desta nova aventura musical de um músico oriundo de Seattle e que encontra nas cordas de uma viola um veículo privilegiado de transmissão dos sentimentos e emoções que o impressionam. Com uma edição física limitada a cem cópias e no formato cassete, através da Pea Green Cassette, Follow My Light Back Home tem um belíssimo artwork da autoria de Jen Weidl e está também disponivel para download no bandcamp da Beautiful Strange, uma editora independente sedeada em Londres.

Follow My Light Back Home são doze canções em pouco mais de vinte e seis minutos, um disco curto mas incisivo e onde Danny não perdeu o espírito nostálgico e sentimental da escrita e composição que costuma sugerir nos Seapony, já que estamos na presença de um trabalho cheio de letras pessoais, que falam da forma como o músico sente o mundo que o rodeia, com canções como The Voices of StrangersIts Getting Lighter Earlier, ou o tratado folk I'll Know Tomorrow, a mostrarem a fina fronteira que existe muitas vezes entre a dor e a redenção.

Instrumentalmente, Space Daze é um projeto fortemente influenciado pela pop britânica dos anos oitenta, feita por nomes tão consagrados como Echo And The Bunnymen e os The Smiths. E letras tão pessoais exigem, naturalmente, arranjos delicados e cuidados. Assim, durante esta meia hora que o disco dura somos constantemente inundados por belíssimos arranjos de cordas que dão vida a improvisações melódicas com aquela forte componente etérea que nos deixa a levitar e que criam paisagens etéreas e melancólicas que nos ajudam a emergir às profundezas das nossas memórias, mas onde também não deixa de brilhar, amiúde, uma bateria inspirada e guitarras e sintetizadores às vezes pouco percetíveis mas que dão o tempero ideal às composições. Kill Me é um lindíssimo exemplo da conjugação de todos estes ingredientes, com um resultado final verdadeiramente  jovial, vibrante e luminoso.

Space Daze é a afirmação clara de um músico que consegue provar definitivamente ser um compositor pop de topo, capaz de soar leve e arejado, mesmo durante as baladas de cariz mais sombrio e nostálgico. Danny tem a capacidade inata de conseguir fazer-nos sorrir sem razão aparente, com isenção de excesso e com um belíssimo acabamento açucarado, que acaba por se tornar na banda sonora perfeita para um fim de tarde quente e prolongado, enquanto se prepara mais um churrasco e salta a tampa das primeiras garrafas daquela caixa de cerveja que vai animar mais um feliz serão entre aqueles amigos de ontem, de hoje e de sempre. Espero que aprecies a sugestão...

Space Daze - Follow My Light Back Home

01. Woke Up In The Summer

02. The Voices Of Strangers
03. Line Up On The Solstice
04. It’s Getting Lighter Earlier
05. It Becomes Silent
06. Going Out
07. I’ll Know Tomorrow
08. Having A Bad Time
09. Follow My Light Back Home
10. Kill Me
11. Close The Curtains
12. The Fireflies Are Gone

 


autor stipe07 às 23:25
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Domingo, 20 de Julho de 2014

The KVB – Out Of Body EP

Nicholas Wood e Kat Day são o núcelo duro dos londrinos The KVB, mais uma banda a apostar na herança do krautrock e do garage rock, aliados com o pós-punk britânico dos anos oitenta. Out Of Body é o mais recente registo de originais da dupla, um EP com seis canções lançado pela a Recordings.

Gravado por Fabien Leseure nos estúdios da editora e nos estúdios H1-3, em Funkhaus, nos arredores de Berlim e com a participações especial de Joe Dilworth, na bateria, Out Of Body é um exemplo claro de que é possível ainda apresentar uma sonoridade própria e um som adulto e jovial, mesmo que o género musical esteja já algo saturado de propostas que pretendem destacar-se e obter uma posição relevante. Os The KVB não esmorecem perante a concorrência e neste EP esmeraram-se na construção de canções volumosas, viabilizadas por se deixarem conduzir por um som denso, atmosférico e sujo, que encontra o seu principal sustento nas guitarras e na bateria, instrumentos que se entrelaçam na construção dos melhores momentos do trabalho, com especial destaque para Heavy Eyes, música onde a banda espreita perigosamente uma sonoridade muito próxima da pura psicadelia.

No entanto, instrumentalmente, From Afar e, principalmente, Cartesian Bodies, são os momentos altos do EP, canções conduzidas por um baixo vibrante e que recordam-nos a importância que este instrumento tem para o punk rock mais sombrio, com a diferença que os The KVB conseguem aliar às cordas desse instrumento, cuja gravidade exala ânsia, rispidez e crueza, uma produção cuidada, arranjos subtis e uma utilização bastante assertiva do sintetizador. No final, Between Suns segue as pisadas deixadas pelos cinco temas anteriores mas, além do baixo vibrante e de uma guitarra carregada de fuzz e distorção, há uma toada que privilegia a primazia da bateria, cheia de mudanças de ritmo, outro traço identitário do rock psicadélico, assim como alguns arranjos delicados feitos com metais quase impercetiveis.

Enquanto muitas bandas procuram a inovação na adição de uma vasta miríade de influências e tiques sonoros, que muitas vezes os confundem e dispersam enquanto calcorreiam um caminho que ainda não sabem muito bem para onde os leva, os The KVB, logo na estreia, parecem ter balizado com notável exatidão o farol que querem para o seu percurso musical. Out Of Body é um excelente EP e um dos seus maiores atributos é ser ainda apenas a base de algo ainda maior que esta banda irá desenvolver. É que se há projetos que atestam a sua maturidade pela capacidade que têm em encontrar a sua sonoridade típica e manter um alto nível de excelência, os The KVB provam já a sua na capacidade que demonstram em mutar a sua música e adaptá-la a um público ávido de novidades, de algo novo e refrescante e que as faça recordar os primórdios das primeiras audições musicais que alimentaram o seu gosto pela música alternativa. Espero que aprecies a sugestão...

The KVB - Out Of Body

01. All Around You
02. From Afar
03. Heavy Eyes
04. Cartesian Bodies
05. Across The Sea
06. Between Suns

 

 


autor stipe07 às 23:38
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Tony Allen - Go Back (Feat. Damon Albarn)

Tony Allen - "Go Back" (Feat. Damon Albarn)

Tony Allen fez furor nos anos setenta como baterista dos Fela Kuti, uma banda africana fundamental para o estudo do universo afrobeat e uma importante referência para quem aprecia ess espetro sonoro. Depois disso, Allen tocou noutros projetos e com outros músicos, nomeadamente com King Sunny Ade e Sébastien Tellier, mas foram as suas colaborações com Damon Albarn nos grupos The Good, The Bad, & The Queen e Rocket Juice & The Moon, que mais sobressairam.

Em outubro chega às lojas Film Of Life, o novo disco a solo de Tony Allen, através da Jazz Village e Go Back, o primeiro single divulgado desse trabalho, conta com a participação especial do vocalista dos Blur, na voz. Confere...


autor stipe07 às 13:12
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2014

Mazes - Astigmatism

Mazes - "Astigmatism"

Os Mazes são Conan, Jack e Neil, um trio de indie rock britânico e acabam de anunciar o lançamento de Wooden Aquarium, o terceiro disco de originais da carreira da banda e que irá ver a luz do dia já a oito de setembro através da Fat Cat.

Os Mazes recrutaram Jonathan Schenle, habitual colaborador dos Parquet Courts, para produzir o álbum e Astigmatism, o primeiro single retirado do disco, já plasma essa influência ao incorporar uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas, concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e de movimento da composição.

Confere Astigmatism e depois recorda Ores & Minerals, o último disco dos Mazes, que abre com a fantástica e hipnótica Bodies, uma das canções do último ano...


autor stipe07 às 18:22
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Domingo, 11 de Maio de 2014

Damon Albarn – Everyday Robots

O melancólico, mas sempre genial, brilhante, inventivo e criativo Damon Albarn, personagem central da pop britãnica das últimas duas décadas, está de regresso aos discos em nome próprio com Everyday Robots, um dos álbuns mais aguardados do ano e que viu a luz do dia a vinte e oito de abril, um belíssimo compêndio de doze canções produzidas por Richard Russell e lançadas por intermédio da Parlophone.

Falar de Damon Albarn como artista a solo e não abordar as experiências musicais do artista em projetos tão significativos como os Blur, os Gorillaz ou os The Good The Bad and The Queen é algo impossível, já que Everyday Robots transpira a tudo aquilo que Albarn idealizou e criou nestes projetos. As canções de Everyday Robots não caberiam facilmente em qualquer alinhamento típico dos grupos citados, mas há algo em todas elas, mesmo que muito implícito, que nos remete para a excelência das propostas que foram surgindo desta mente brilhante nos últimos vinte anos que, tendo-se feito acompanhar por outros músicos extraordinários, nunca deixou de ser o protagonista maior de todas estas bandas.

Sendo assim, Everyday Robots transborda uma imensa sinceridade, sendo o disco onde Albarn compôs e criou aquilo que realmente quis e com o bónus de não ter tido receio de expôr a sua maturidade de adulto cheio de experiências de vida significativas, quase a chegar ao meio século de existência. É um disco onde um Albarn eletrónico e minimalista e viciado em tecnologia, mas apaixonado pela natureza e permanentemente inquieto pela forma como a tratamos, transborda modernidade e uma sensação de quotidiano e normalidade, como se qualquer um de nós pudesse vestir a sua pele e viceversa, quando exalta a sua individualidade e apela à consciência de individualidade de cada um de nós, num mundo atual tão mecanizado e rotineiro e que, tantas vezes, atrofia, de algum modo, a predominância das vontades e necessidades de cada um de nós, em deterimento do bem e da vontade comuns.

Não há outra forma de entrar no alinhamento de Everyday Robots e não começar por Hollow Ponds, um tema que nos remete para o universo sonoro que Albarn desenvolveu com Paul Simonon e Tony Allen em The Good, The Bad and the Queen; Esta é a canção matriz do disco, já que a decisão de avançar na gravação do trabalho apenas sucedeu depois de Richard Russell ter escutado o tema e ter desafiado Albarn a continuar.

Com um pé na folk e outro na pop e com a mente a sempre a convergir para a soul, Albarn entregou-se então à introspeção e refletiu sobre o mundo moderno, não poupando na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, havendo, no disco, vários exemplos do forte cariz eclético e heterogéneo da mesma. Por isso, há que conferir grande destaque à folk animada de Mr. Tembo, uma música dedicada a um elefante bebé que Damon conheceu na casa de uns amigos numa reserva na Tanzânia e que conta com a participação do coro gospel da igreja Mission City, de Leytonstone, sendo, o tema do disco que mais se aproxima das aproximações já feitas por Albarn no projeto Gorillaz. Depois, há algo de profundamente enigmático no dedilhar deambulante do piano de The Selfish Giant e naquela voz rouca, acabada de emergir de um sono profundo certamente marcado pela batida hipnótica que sustenta a canção e que, no refrão, quando Albarn relata o mundo perfeito com que acabou de sonhar, é acompanhada por detalhes e arranjos tão doces e delicados. A esta sonoridade do tema não será alheio o facto de ser sobre uma noite que Albarn passou em 1995, durante uma digressão caseira dos Blur, num local chamado Dunoon, na costa oeste da Escócia, onde existiam muitos submarinos nucleares americanos, por causa da guerra fria e a canção imagina alguém dentro de um deles, nas profundezas do oceano, apenas à espera que algo aconteça, tendo como única companhia uma simples televisão.

Uma canção fundamental para perceber a essência de Everyday Robots é também You & Me, que são, na verdade, duas canções unidas numa só, sobre a vida de um casal e sobre o carnaval de Nothing Hill, bairro onde Albarn mora há vários anos com a atriz Suzy Winstanley e uma filha adolescente, sendo, talvez, o tema mais autobiográfico do disco. A canção leva-nos de volta ao mundo dos sonhos e ao típico som da viola acústica que Albarn tanto aprecia, feito com  o ruído das mãos que tocam num instrumento que obedece cegamente a um músico que sabe a fórmula exata para temporizar, adicionar e remover pequenos sons e, como se a canção fosse um puzzle, construir, a partir de uma aparente amálgama de vários sons, uma peça sonora sólida. Na lindíssima Lonely Press Play, no meio de leves batidas e de um piano que vai dividindo o protagonismo com uma guitarra que nos faz emergir da solidão, a voz calma e humana de Albarn mostra-nos que, por trás de um músico que tinha tudo para viver uma existência ímpar e plena de excessos, existe antes um homem comum, às vezes também solitário e moderno.

Everyday Robots termina com o extase índie pop Heavy Seas Of Love onde, a meias com Brian Eno, o coração traiçoeiro de Albarn converte-se num portento de sensibilidade e optimismo, a transbordar de um amor que o liberta definitivamente de algumas das amarras que filtrou ao longo do disco e, sem deixar completamente de lado a melancolia que, como ele tão bem mostra, tem também um lado bom, empenha-se em mostrar-nos que a existência humana e tudo o que existe em nosso redor, por mais que esteja amarrado à ditadura da tecnologia, pode ser um veículo para o encontro do bem e da felicidade coletivas. Espero que aprecies a sugestão...

Damon Albarn - Everyday Robots

01. Everyday Robots
02. Hostiles
03. Lonely Press Play
04. Mr Tembo
05. Parakeet
06. The Selfish Giant
07. You And Me
08. Hollow Ponds
09. Seven High
10. Photographs (You Are Taking Now)
11. The History Of A Cheating Heart
12. Heavy Seas Of Love


autor stipe07 às 15:48
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2014

My Sad Captains - Best Of Times

Os My Sad Captains são uma banda de rock alternativo natural de Londres, cujo nome foi inspirado por um poema do escritor Thom Gunn. Os membros da banda são Ed Wallis, Jim Wallis, Nick Goss e Dan Davis e lançaram em 2009 Here & Elsewhere, o álbum de estreia. A sete de novembro de 2011, chegou ao mercado Fight Less, Win More, um álbum extraordinário e que divulguei na altura, produzido por Larry Crane, um nome que já trabalhou com Elliot Smith, Cat Power e Stephen Malkmus, entre outros. Esse disco foi lançado através da reputada etiqueta Stolen Recordings. Agora, pouco mais de dois anos depois, chegou aos escaparates Best Of Times, o sucessor.

Logo a abrir, o primeiro tema do alinhamento do álbum, em vez de servir de despedida, é uma canção perfeita para nos introduzir neste disco, através de uma sonoridade simultaneamente enérgica e memorável, parecendo fortemente influenciada por bandas indie americanas, como os Yo La Tengo e os Red House Painters, com a caraterística mistura de detalhes e arranjos que resultaram numa melancolia inebriante, épica e grandiosa. Esse efeito que repete-se em All Times Into One e, com particular ênfase e delicadeza, em Extra Curricular, um belo murmúrio que nasce de um baixo irrepreensível e aventura-se no território do denominado krautrock, devido aos efeitos sintetizados borbulhantes e à batida industrial.

Apesar de algumas canções que sustentam o disco terem uma evidente luminosidade e um apurado sentido épico, há outros momentos mais introspetivos, mas igualmente belos, com especial destaque para o minimal dedilhar da viola na balada All In Your Mind e para a extensa Hardly There, uma canção que nos abraça com uma linha de viola simples, mas que se entranha sem grande esforço. arranjos sintetizados cheios de doçura e uma percussão  a canção In Time, uma das mais sombrias do disco, um tema que impressiona quer devido ao dominio efetivo de uma linha de baixo consistente e da guitarra que impõe uma melodia única e extremamente agradável, quer devido à letra, simultaneamente cândida e profunda.

Best Of Times é um disco que não nos dá tempo para recuperar o fôlego. E tal não sucede por ser demasiado frenético, mas porque são imensos os momentos que proporcionam prazer, conforto e admiração durante a sua escuta. É um disco para ser ouvido e contemplado, um trabalho onde há momentos animados e luminosos, mas também instantes de pausa, de sossego e melancolia, esta, muitas vezes, quase absurda. Tal sofreguidão deve-se, em suma, à consistência com que, música após música, somos confrontados e confortados por melodias maravilhosamente irresistiveis e ternurentas. Espero que aprecies a sugestão...

My Sad Captains - Best Of Times01. Goodbye

02. Wide Open
03. In Time
04. All Times Into One
05. Extra Curricular
06. All In Your Mind
07. Hardly There
08. Keeping On, Keeping On
09. Familiar Ghosts


autor stipe07 às 18:20
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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

Woman's Hour - Her Ghost

Woman's Hour - "Her Ghost"

A banda londrina Woman’s Hour chamou a atenção da crítica especializada há cerca de um ano, graças a luminosidade pop de temas como Darkest Place e Thunder e a cover que criaram para Bleeding Love, um original de Leona Lewis. Recentemente assinaram pela conceituada editora indie Secretly Canadian, e o primeiro lançamento para a etiqueta é um single chamado Her Ghost, que faz justiça à habitual toada íntima e extremamente melódica e nostálgica dos Woman's Hour. A audição deste tema é muito recomendável, acreditem... Confere.


autor stipe07 às 10:44
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Domingo, 19 de Janeiro de 2014

My Sad Captains - Goodbye

Os My Sad Captains estão de regresso aos discos em março com Best Of Times, um trabalho que será editado pela Bella Union, a etiqueta que agora alberga esta banda londrina. Este é um regresso que saúdo já que os My Sad Captains me causaram uma excelente impressão em finais de 2011 com Fight Less, Win More, um trabalho na altura lançado pela também reputada etiqueta Stolen Recordings.

Goodbye é o tema de abertura de Best Of Times e uma excelente amostra para percebermos que os My Sad Captains mantêm a aposta em canções pop de recorte clássico, com forte apuro melódico e alguma propensão para a melancolia. Confere...


autor stipe07 às 23:47
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Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014

Primitive Parts - Open Heads

 

Primitive Parts - "Open Hands"

Membros dos Male Blonding, uma das melhores bandas de Punk noise britânicas que nasceram nos últimos anos, Kevin Hendrick e Robin Christian, resolveram deixar temporariamente o parceiro John Arthur Webb para se envolverem num novo projeto. Batizada de Primitive Parts e montada em parceria com Lindsay Corstorphine, do grupo punk Sauna Youth, esta nova banda é um pouco mais experimental do que os grupos de origem dos seus membros.

Open Heads é a primeira amostra concreta dos Primitive Parts, uma canção fortemente influenciada pelo rock alternativo dos anos oitenta, marcada pelas guitarras e pela bateria e por uma elevada vertente melódica.

Este singleSignals, o lado b, chegam ao mercado a dez de fevereiro por intermédio da Sexbeat. Irei ficar muito atento a este projeto. Confere...

Primitive Parts – Open Heads


autor stipe07 às 12:57
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Terça-feira, 24 de Dezembro de 2013

The Battles Of Winter - Where Did You Get Those Fireworks

Os britânicos The Battles Of Winter são Alistair Gale (voz, guitarra), Lucas Manley (guitarra, efeitos), Graeme Dinning (baixo) e Martin Good (bateria), uma banda natural de Londres que se prepara para a estreia nos discos. Standing at the Floodgates é o nome do primeiro álbum deste quarteto, um trabalho que verá a luz do dia no início de outubro por intermédio da Ruby Music e Where Did You Get Those Fireworks o primeiro avanço já conhecido da rodela, uma canção disponível gratuitamente.

Algures entre os Interpol, os The National e Echo And The Bunnymen, esta é mais uma banda que aposta num indie punk rock simultaneamente sombrio e nostálgico, ambicioso e épico, com melodias fortes e um forte predomínio do baixo e da guitarra. Confere...

 


autor stipe07 às 16:45
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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013

The Wave Pictures - City Forgiveness

O trio londrino The Wave Pictures formado por David Tattersall, Franic Rozycki e Johnny 'Huddersfield' Helm, lançou no passado dia vinte e um de outubro City Forgiveness, o sucessor de Long Black Cars, álbum editado em abril de 2012 e que na altura divulguei. City Forgiveness foi editado pela Moshi Moshi Records e os The Wave Pictures estrearam-se nestas andanças em 2011 com Beer In The Breakers.

Em 2012 os The Wave Pictures andaram seis semanas, numa carrinha, em digressão pelos Estados Unidos, acompanhados pelos Allo Darlin'. City Frogiveness é o resultado dessas viagens, com canções escritas e compostas nesse período. Essa viagem terá sido verdadeiramente inspiradora já que este terceiro disco deste trio de Leicester é um duplo álbum, com um total de vinte canções, tocadas em cerca de hora e meia.

O cardápio sonoro que nos é apresentado desta vez pelos The Wave Pictures, assenta, acima de tudo, na mente criativa de Dave Tatterstall e na sua guitarra, o eixo orientador do processo melódico e rítmico de todas as canções deste álbum. Dave não é um portento técnico a tocar guitarra e qualquer leigo na matéria, como eu, percebe isso facilmente; Às vezes até opta por seguir demasiadas vezes pelo caminho mais simples e minimal no processo de criação melódica. No entanto, essa aparente ligeireza com que toca, acaba por dar um ar bastante animado e ligeiro às canções, o que faz com que o disco flua com enorme prazer.

Do blues sulista, típico da América, aos conterrâneos Beatles, de Nick Cave (All My Friends) a Paul Simon (Before This Day) e até de Van Halen a Jimmy Page, há uma intensa rede de influências que sobressai numa banda que não gosta muito de obedecer a convenções e que acima da perfeição procura colocar o seu talento tipicamente indie ao serviço do gozo que lhes dará criarem extensos solos de guitarra e tocarem em conjunto, com uma química bastante percetível, estas músicas tão animadas e luminosas. A longa The Yellow Roses é um excelente exemplo da facilidade com que os The Wave Pictures modelam canções que, pela sua duração poderiam ser aborrecidas, mas que, devido neste caso à toada blues que a sustenta, tornam-se em instantes de elevado prazer.

O disco terá nascido com processos eminentemente analógicos já que soa a algo que parece ter sido gravado num pequeno estúdio caseiro, com um ambiente bastante intimista; Este toque algo vintage acaba por conferir ao trabalho um certo charme algo indisfarçável. E ao longo das vinte canções Tattersall revela-se, mais uma vez, um brilhante escritor de canções, nas quais escreve imensas vezes na primeira pessoa e referindo-se certamente a ele próprio. Mas o que mais impressiona na sua escrita é a combinação recorrente entre a sinceridade e o sarcasmo (All of my friends are going to be strangers, all of my friends are going to get strange) e o detalhe com que pinta determinados cenários que quase conseguimos visualizar na perfeição. Há várias canções onde essa virtude fica plasmada, mas é em New Skin que ela melhor se revela (I am a whippet now, I am alarmingly thin. I was born on the head of a pin, but I think I just grew another layer of skin).

City Forgiveness é, no fundo, não só e apenas o relato de uma viagem pelo el dorado que fica no outro lado do atlântico, mas a materialização do desempenho apaixonado de um trio de músicos com uma sonoridade muito caseira e bastante intimista. O disco tem momentos muito interessantes e períodos em que até espanta a naturalidade com que tocam uma pop alegre, que poderá parecer um pouco antiquada e vintage, mas, como acontece hoje com a moda, está mais atual que nunca. Não há grandes floreados nem limites sonoros demasiado expostos, a sonoridade é direta, básica, descontraída e, pelo que percebi, o culto já está implementado na esfera alternativa mais atenta. E às vezes são os prazeres mais simples, aqueles que melhor nos recompensam. Agradeço publicamente à banda o exemplar físico que me enviaram e espero que aprecies a sugestão...

The Wave Pictures - City Forgiveness

CD 1
01. All My Friends
02. Before This Day
03. Chestnut
04. Better To Have Loved
05. Missoula
06. Lisbon
07. Red Cloud Road (Part 2)
08. The Woods
09. Whisky Bay
10. The Yellow Roses

CD 2
01. Tropic
02. The Inattentive Reader
03. Shell
04. The Ropes
05. Narrow Lane
06. Atlanta
07. New Skin
08. A Crack In The Plans
09. Golden Syrup
10. Like Smoke


autor stipe07 às 16:42
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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013

Los Waves - Got A Feeling EP


Editado no passado dia onze de novembro, Got A Feeling é o novo EP dos Los Waves, uma dupla formada por José Tornada e Jorge da Fonseca e que tem dado nas vistas devido à sonoridade única e até algo inovadora, tendo em conta o panorama musical nacional. Começaram a carreira em Londres, em 2011, onde deram os primeiros concertos em salas icónicas como o Old Blue Last, Cargo e Camden Barfly e nesse mesmo ano, lançaram os primeiros EP’s, Golden Maps e How Do I Know, que deram logo que falar na imprensa, tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos. Rapidamente atravessaram o Oceano Atlântico para os EUA onde conseguiram colocar músicas em vários canais de televisão, nomeadamente a a MTV, FOX, AXN e CBS, com destaque para a participação em bandas sonoras de séries como Gossip Girl (com Strange Kind Of Love, umamúsica até hoje nunca editada), Jersey Shore (com a música Golden Maps) ou Mentes Criminosas (com a música Got A Feeling).

Apresentaram-se por cá em 2012 sob o nome League e rapidamente ganharam notoriedade, marcando presença em alguns festivais importantes no panorama nacional, como o EDP Paredes de Coura e o Milhões de Festa. Ainda em 2012, o EP Golden Maps é lançado em edição física no Japão pela Rimeout Recordings.

Los Waves é, sem dúvida, um projecto especial, o único do seu género no panorama nacional, com uma abordagem etérea, envolvente mas ao mesmo tempo fresca, pop, viciante e catalisadora. Vão beber influências à new wave, numa travessia Pop que funde a natureza, o psicadelismo, o tribalismo e uma sonoridade urbana e ambiciosa, resultante talvez de meses a viver num tenda em praias desertas e longas viagens pela América do Sul e pelo Oceano Índico.

Com apenas três canções no alinhamento, Got a Feeling, How do I Know e Two Wild Hearts, este trabalho tem a sonoridade eletrónica vintage de projetos hoje tão influentes como os Tame impala ou os MGMT, com a particularidade de serem canções envolvidas por uma psicadelia luminosa, fortemente urbana, mística, mas igualmente descontraída e jovial.

A música dos Los Waves é tão festiva, melodiosa e solarenga que faz deste projeto, como já disse, algo único e distinto a nível nacional. Confere abaixo a entrevista que a banda concedeu ao blogue e espero que aprecies a sugestão... 

 

Os Los Waves começaram a carreira em 2011, em Londres e conseguiram editar, logo nesse ano, dois EPs que foram muito bem aceites pela crítica. Que importância teve para vocês abrir as hostilidades longe de Portugal? Acham que esse foi um factor decisivo para o sucesso?

E a passagem para o outro lado do atlântico, como aconteceu? Foi algo planeado, fruto de bons contactos, ou um resultado natural do vosso trabalho?

Um dia estávamos a andar de skate nas Caldas e um carro parou perto de nós e ficou a ver-nos. Era um rapaz canadiano que estava férias em Portugal . Depois percebemos que ele queria comprar erva, e acabou a andar de skate connosco e a sair connosco à noite durante uma semana. Gostou de nós e pagou-nos a viagem para o canadá para irmos ter com ele e fazer uma surf trip até Los Angeles, onde acabámos por ficar algum tempo.


A verdade é que as vossas primeiras canções conseguiram maior projeção na Inglaterra e nos Estados Unidos e só agora, com este EP, é que parece haver uma verdadeira aposta no nosso mercado, apesar de jáem 2012 terem aparecido por cá sob o nome League e com um excelente airplay e participação no cartaz de alguns festivais. Portugal é importante para o futuro da vossa carreira? Também vos agrada serem reconhecidos por cá devido à vossa música?

Sem dúvida, acho que é tao dificil ser reconhecido cá como lá fora, os contextos estéticos são diferentes, e ha muitas barreiras para vencer cá, para que consigamos chegar às pessoas. Mas ha sem duvida uma apoosta muito maior este ano, no ano passado ainda estavamos com um pé lá fora.


Em relação à vossa música, sou um grande apreciador do vosso estilo, desta indie pop luminosa e vibrante, com uma sonoridade urbana, cheia de instrumentos sintetizados e algo psicadélica. É este o género de música que mais apreciam?

Não, o que ouvimos e o que fazemos é muito diferente, ouvimos coisas de todos os géneros, raramente coisas tao vibrantes , mas por alguma razao na hora de criar , sai-nos assim!


Quais são as vossas expectativas para este EP? Querem que Got A Feeling vos leve até onde?

Já tivemos expectativas e possibilidades bastante altas quando estávamos a viver em Londres, e entendemos que mais vale nao ter nenhuma, normalmente as coisas boas que foram aparecendo vieram de onde menos se esperava e quando menos se esperava, mas era bom conseguir fazer o percurso contrário agora - sair para fora a partir de Portugal!


Adorei o artwork do EP. De quem é a autoria?

Encontrei este artwork num livro de ficçao científica, numa feira de velharias, chamou-me logo à atençao e nao consegui encontrar nada sobre ele na net, apenas algumas fotos da mesma capa.


Adorei o tema homónimo; E a banda, tem um tema preferido em Got A Feeling?

Sem dúvida também é a nossa preferida, foi um processo exaustivo conseguir chegar à sonoridade que queriamos, estamos contentes com isso.


Não sou um purista e acho que há imensos projectos nacionais que se valorizam imenso por se expressarem em inglês. Há alguma razão especial para cantarem em inglês e a opção será para se manter?

Não.


O que vos move é apenas esta indie pop com influências da new wave e do psicadelismo ou gostariam no futuro de experimentar outras sonoridades? Em suma, o que podemos esperar do futuro discográfico dos Los Waves?

Gostávamos de explorar uma sonoridade mais existencial, talvez mais calma também, vamos tentar fazer um pouco isso no álbum mas sabemos que é uma ponta do iceberg e que está fundida com a estética geral, mas queremos sair um pouco da estética upbeat e entrar em terrenos mais “perigosos” !


Reza a lenda que viveram um tempo numa tenda em praias desertas e em longas viagens pela América do Sul e pelo Índico. Falem-nos um pouco dessa experiência e da importância que isso teve na vossa música…

Não é lenda é mesmo verdade, ajudou-nos muito a ecrever letras, escrever em viagem é muito mais produtivo e estás mais afastado das coisas e do teu mundinho, é mais facil ver as coisas de fora. Viajámos sozinhos e ganhamos muitas histórias para contar.


Como vai decorrer a promoção deste EP? Onde poderemos ver os Los Waves a tocar num futuro próximo?

Vamos estar no mexefest, no autocarro, nos dois dias, a tentar rebentar com tudo e dar prejuizo aos senhores da Carris!


autor stipe07 às 19:34
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Terça-feira, 19 de Novembro de 2013

Peggy Sue - Idle

Idle é o novo single dos Peggy Sue, um grupo formado por Katy Beth Young (Katy Klaw), Rosa Slade (Rosa Rex) e Olly Joyce (Olly, Olly, Olly) e que irá editar um novo registo de originais no início de 2014, por intermédio da Wichita Recordings e da Yep Roc Records. Choir Of Echoes será o terceiro disco desta banda londrina; Foi gravado nos lendários Rockfield Studios, no País de Gales, produzido por Jimmy Robertson e misturado por John Askew, em Portland, nos Estados Unidos.

Os Peggy Sue estrearam-se nos discos em 2010 com Fossils and Other Phantoms e, em 2011, editaram Acrobats, o segundo álbum. Com esses dois trabalhos firmaram uma sonoridade indie folk, que se destaca pelo cariz lo fi, misterioso e nostálgico. Idle impressiona pela forma como o tema cresce e progride, uma música disponível para download gratuitamente através da aplicação Dropify. Confere-o, assim como a tracklist de Choir of Echoes. Já agora, no sitio da NoiseTrade está disponível o download de outros quatro temas do grupo, além de Idle.

1. (Come Back Around)
2. Esme
3. Substitute
4. Figure of Eight
5. Always Going
6. Just the Night
7. How Heavy the Quiet that Grew Between your Mouth and Mine
8. Electric Light
9. Longest Day of the Year Blues
10. Idle
11. And Always Is
12. Two Shots
13. The Errors of your Ways

Peggy Sue Idle


autor stipe07 às 17:42
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Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013

Post Louis - Pharma

Naturais de Londres, os Post Louis são o casal Robbie Stern e Stephanie Davin, dois músicos que encontram inspiração na essência do som londrino dos anos oitenta, a base que sustenta o EP This Could Be A Bridge, que será editado a onze de dezembro próximo, via Inflated Records.

Pharma é o primeiro single da dupla retirado desse EP, uma canção que tanto nos remete para a herança do período Closer dos Joy Division, como para as mais recentes propostas de St. Vincent, uma canção que parece balançar entre um mesmo ambiente de controle e ruptura. Ao longo de dois minutos, o que inicialmente parece tratado com visível controle instrumental, assume, de seguida, um novo resultado, através de batidas volumosas e distorções típicas da estética imposta em Strange Mercy (2011). Pharma está disponível para download através da publicação Stereogum. Confere...


autor stipe07 às 12:34
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Domingo, 3 de Novembro de 2013

Hella Better Dancer - Sleep Talking

Os Hella Better Dancer são Tilly, Josh, Soph e Kari, uma nova banda de Londres com uma particular predileção por gravações caseiras e sons lo-fi, com os seus temas a ter uma sonoridade polida, mas igualmente vintage. O grupo impressiona pela forma como o seu som é produzido, como se a banda estivesse a tocar ao vivo e não em estúdio. Se a estas caraterísticas juntarmos a atração do grupo pelo post rock dos anos oitenta, então juntam-se os ingredientes certos para termos aqui mais um projeto a acompanhar com particular interesse.

Sleep, uma espécie de demo e Sleeptalking, o resultado final da mesma, são as duas últimas canções divulgadas e mostram uns Hella Better Dancer a replicar uma sonoridade típica do post rock de há pouco mais de vinte anos atrás, algures entre os Talk Talk e os Mazzy Star. No bandcamp do projeto encontras outras demos e gravações que o grupo criou desde 2010. Confere...


autor stipe07 às 16:41
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Sábado, 19 de Outubro de 2013

Fanfarlo - The Sea EP

Há cerca de três meses os Fanfarlo apresentaram um original intit.ulado Myth of Myself (A Ruse to Exploit Our Weaknesses), o primeiro suspiro da banda em dezoito meses, após Rooms Filled With Light, álbum que este grupo de Londres editou no início de 2012 e que divulguei na altura. Com essa música surgiu logo a especulação sobre um novo disco da banda liderada pelo carismático músico sueco Simon Balthazar e parece que essa hipótese confirma-se para a primeira metade de 2014. No entanto, a última novidade relativa aos Fanfarlo e que poderá ser mais uma antecipação desse novo registo de originais, é a chegada ao mercado discográfico, no passado dia catorze de outubro, do EP The Sea, que, de acordo com a banda na sua página do Facebook, é parte de um projeto maior.

fanfarlo.jpg

Pelos vistos este projeto maior será materializado na forma de um álbum, mas com um forte cariz conceptual, já que ultimamente surgiram notícias de que os Fanfarlo andam fascinados com a ficção-científica e que a utopia é uma espécie de inspiração atual no seio do grupo.

Quanto às quatro canções do EP The Sea, A Distance é o maior destaque, até porque é a única canção do EP que fará parte do tal próximo disco deste coletivo londrino; A canção é mais uma aposta na pop dos anos oitenta, feita com sintetizadores e guitarras vibrantes, cruzando-se com algumas influências mais atuais, algures entre Simple Minds e os Noah And the Whale, com os Midnight Juggernauts também ao barulho.

Depois vem o tema homónimo do EP, uma canção que fala da evolução do homem, que voltou ao mar, impulsionado pelo desejo instintivo e pela melancolia de eras mais tranquilas e simples, diz o press release do EP referindo-se à canção título. Ao início, A Sea parece uma canção de embalar, com uma introdução cheia de detalhes metálicos e sons sintetizados espaciais, mas depois a introdução de uma guitarra carregada de hipnotismo e psicadelia, numa melodia épica, dá uma interessante grandiosidade a uma canção que nunca parece sair de uma agradável zona de conforto.

The Wilderness, o terceiro tema do alinhamento do EP, é um instante pop cheio de movimento e cor e, no final, os Fanfarlo exacerbaram a sua vertente experimental em Witchy Tai To, uma cover de um original de Jim Pepper.

Em suma, a sonoridade deste EP é um interessante ponto de partida para o próximo disco dos Fanfarlo, um trabalho que deverá ser mais eletrónico e comtemplativo que os discos anteriores. Espero que aprecies a sugestão...

Fanfarlo - The Sea

01. A Distance
02. The Sea
03. The Wilderness
04. Witchy Tai To

mais


autor stipe07 às 21:48
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Sábado, 28 de Setembro de 2013

Hot Chip - Dark And Stormy


Editado pela Domino Records no passado dia vinte e dois de julho, Dark & Stormy é o tema mais recente dos Hot Chip e, por enquanto, a única novidade deste grupo britânico prevista para 2013. O álbum In Our Heads, o último longa duração do grupo lançado o ano passado, já tinha mostrado uma evolução ousada em termos de estilo, com a banda a viajar agora, com maior frequência, entre o indie rock e a eletrónica. A alusão a esse trabalho é importante na apresentação de Dark and Stormy porque este tema foi gravado no período em que os Hot Chip compuseram In Our Heads, pelo que a canção é uma sequência natural do conteúdo desse disco.

Dark And Stormy flui assente na tal fusão entre a eletrónica e outros detalhes menos sintéticos, mais típicos do rock. Acaba por ser uma canção com uma sonoridade que assenta bem a este projeto liderado por Joe Goddard, até porque também se serve de uma interessante multiplicidade de vozes e novos percursos instrumentais.

O lançamento do single contou com dois lados b e uma série de remisturas, incluindo nomes como Major Lazer, Sasha e Daphni. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Dark And Stormy
02. Jelly Babies
03. Doctor
04. Flutes (LP Version)
05. Flutes (Sasha Remix)
06. How Do You Do (Todd Terje Remix)
07. Night And Day (Daphni Remix)
08. Look At Where We Are (Major Lazer Remix)

01. Motion Sickness
02. How Do You Do
03. Don’t Deny Your Heart
04. Look At Where We Are
05. These Chains
06. Night And Day
07. Flutes
08. Now There Is Nothing
09. Ends Of The Earth
10. Let Me Be Him
11. Always Been Your Love


autor stipe07 às 22:40
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Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

Whitley – Even The Stars Are A Mess

Oriundos de Melbourne, na Austrália e famosos por ver música sua utilizada em séries de televisão, filmes e jogos de computador, os Whitley são Lawrence Greenwood, Colin Leadbetter, Esther Holt, Christopher Marlow Bolton e Tom Milek, mas é Lawrence, músico entretanto radicado em Londres, o grande mentor e figura principal deste projeto. Even The Stars Are A Mess é o terceiro trabalho dos Whitley, sucede a The Submarine (2007) e Go Forth, Find Mammoth (2010) e foi editado por intermédio da Dew Process, em parceria com a Universal Records.

Os Whitley cruzam algumas das melhores características da folk com a chillwave e isso, por si só, é um facto de relevo, já que são poucos os projectos musicais que misturam estas duas tendências. Acaba por ser comum ouvir o dedilhar de uma viola misturada com efeitos sintetizados, que criam melodias etéreas, com um firme propósito de nos fazer levitar de uma forma que só este Lawrence Greenwood e a sua doce voz sabem fazer.

It is not a mean world. It’s beautiful… Estes são os primeiros versos de Even The Stars Are A Mess e acabam por resumir o conteúdo do disco, praticamente antes do termos escutado. As guitarras e o ambiente sonoro que elas criam abrem-nos a porta para um mundo do qual já não consegues sair enquanto não se esgotarem os nove temas do trabalho e conferires o progresso e a maior maturidade que Lawrence demonstra neste seu novo álbum, o mais sombrio e elaborado da sua carreira, depois de uma ausência de quatro anos. A este crescimento do músico enquanto compositor e exímio transmissor do que de mais belo há nos nossos sentimentos não terá sido alheia a passagem por diferentes países (México, Inglaterra, Perú, Italia e Austrália) durante a mais recente fase da vida de Lawrence.

O single My Heart Is Not A Machine é um bom exemplo dessa expansão do habitual cardápio sonoro do músico, muito mais generoso com as cordas, mas também mais meticuloso e habilidoso na forma como aborda o teclado, algo também evidente no orgão de Roadside, que me remeteu para os Arcade Fire, principalmente pela forma como as teclas se entrelaçam com a melodia da guitarra. Toda esta maior capacidade de construir belíssimas melodias e de caracterizar com maior nitidez o universo sonoro onde Lawrence habita, atinge o auge em Final Words, uma canção onde a batida distante que parece sincronizar-se com o nosso batimento cardíaco e as cordas que se escutam de forma quase imperceptível, fazem desta composição talvez o melhor tema que Lawrence compôs até hoje. A própria aparente ambinguidade da letra faz-nos refletir e transmite uma estranha sensação de esperança (but I’m still hard on myself. But its not a dream, its just a dream, its not as it seems.)

Sendo a voz de Lawrence e o seu quase surreal talento para a escrita os maiores trunfos deste projetco, escutar o núcleo duro de Even The Stars Are A Mess, ou seja, a sequência de My Heart Is Not A Machine a OK, pode provocar efeitos corporais secundários visíveis, mas que têm apenas como última sequência potenciarem a nossa capacidade de nos sentirmos deslumbrados por alguns dos mais belos aspectos da natureza humana e das boas sensações que a música nos provoca. Espero que aprecies a sugestão...

01. The Ballad Of Terence McKenna
02. TV
03. My Heart Is Not A Machine
04. Final Words
05. Roadside
06. OK
07. Alone Never Alone
08. Pride
09. I Am Not A Rock

face
[mp3 320kbps] cz ul zs


autor stipe07 às 23:10
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Sexta-feira, 19 de Julho de 2013

Splashh - Comfort

I need a long vacation, some place to clear my mind, canta Sasha Carlson, uma neozelandesa a residir em Londres, em Headspins, logo na abertura da canção que abre o alinhamento de Comfort, o álbum que divulgo hoje. E é a isso mesmo que sabe Comfort, a uma porta aberta para um mundo paralelo feito de guitarras distorcidas e governado pela nostalgia do grunge e do punk rock que, pelos vistos, ainda se ouve por aí.

Os Splashh formaram-se o ano passado em Londres pela iniciativa da cantora e guitarrista Sasha e do guitarrista Toto Vivian, aos quais se juntaram o também neozalandês Jacob Moore na bateria e o baixista Thomas Beal. Começaram por partilhar alguns singles que divulguei oportunamente no blogue e que disponibilizaram gratuitamente no sitio da banda, depois surgiu o EP Vavation e agora, no passado dia três de junho, chegou finalmente o disco de estreia, este Comfort, por intermédio da Kanine Records.

A principal razão que justifica a minha interpretação incial de Comfort, como sendo um disco capaz de nos guiar até a um mundo paralelo, prende-se com o facto de os Splashh aliarem o tal grunge e o punk rock direto e preciso, com um travo de shoegaze e alguma psicadelia lo fi, numa espécie de space rock que, sem grande esforço, nos leva até territórios sonoros que os Pink Floyd tão bem reproduziram. Pode parecer um pouco ridícula esta equação ou termo de comparação, como lhe quiserem chamar, mas é como se algures os Nirvana e os Pink Floyd se tivessem juntado, sob supervisão direta dos Pixies e assim criado algo que não é tão pesado e visceral como o grunge, mas que também não é apenas delírio e pura experimentação e que, como bónus, ainda tem a própria britpop na mira. Os My Bloody Valentine também podem ser para aqui chamados, especialmente pela toada lo fi e toda esta aparente amálgama prova que os Splashh estão bem documentados e têm gostos musicais muito ecléticos.

A tal canção que abre o disco, Headspins, é precisa na forma como nos apresenta o som dos Splashh e o revivalismo do grunge. Se o baixo que abre a canção e as guitarras nos remetem para o período Silver dos Nirvana, não é nada descabido afirmar que melodicamente aproximam-se também do que nos apresentaram uns Elastica ou uns Sleeper nos primórdios da britpop, ainda na década de oitenta. De seguida, All I Wanna Do, o primeiro single retirado do álbum, transporta-nos até um ambiente mais direto e punk rock, assim como Need It, mas nos dois temas as guitarras dão o toque melódico e etéreo que permite às canções espreitar e ir um pouco além dessas zonas de influência sonora.

O disco prossegue quase sem darmos por isso e, de seguida, chega-nos Vacation, uma canção inicialmente mais introspetiva e lo fi e onde os My Bloody Valentine se fazem sentir com maior intensidade, até que chega o potente refrão e leva logo a canção para um caldeirão sonoro onde também está So Young, uma canção direta e acelerada, cheia de guitarras em looping e que disparam em todas as direções, acompanhadas por uma bateria que não desarma nem dá descanso.

Logo a seguir adorei o reverb algo tóxico da guitarra de Lemonade e o groove do baixo, que fazem desta canção uma das mais interessantes de Comfort e que nos remete para uma espécie de fuzz rock, que se mantém em Feels Like You, talvez o tema mais psicadélico e etéreo da rodela.

Comfort são pouco mais de trinta e três minutos de pura adrenalina sonora, uma viagem que nos remete para a gloriosa época do rock independente que reinou na transição entre as duas últimas décadas do século passado, um rock sem rodeios, medos ou concessões, com um espírito aberto e criativo. Os Splashh são um nome a ter em conta no universo musical onde se inserem e estão no ponto e prontos a contrariar quem acha que já não há bandas à moda antiga e a fazer música de qualidade. Espero que aprecies a sugestão...

01. Headspins
02. All I Wanna Do
03. Need It
04. Vacation
05. So Young
06. Lemonade
07. Feels Like You
08. Green & Blue
09. Strange Fruit
10. Lost Your Cool


autor stipe07 às 22:43
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Domingo, 30 de Junho de 2013

TRAAMS - Ladders EP

Natural de Sussex, nos arredores de Londres, o trio TRAAMS, formado em 2011 por  Stu, Adam e Leigh, é a mais recente aposta da Fat Cat Records. Logo que se juntaram, no primeiro ensaio, parece que a química foi total já que poucas semanas depois estavam em estúdio com o reputado produtor Rory Attwell a gravar algumas canções e, mais recentemente, a servirem de banda de suporte à esgotada digressão britânica dos Fidlar, uma banda de garage rock, oriunda de Los Angeles, no outro lado do atlântico e aos Parquet Curts na sua atual digressão pelo Reino Unido.

Já em fevereiro deste ano regressaram às gravações, agora em Leeds, no estúdio de MJ, músico dos Hookworms, tendo daí resultado o EP Ladders, cujo conteúdo segue as influências declaradas deste grupo, que vão dos Pavement aos Television e às quais acrescento os Pixies ou os Radiohead. São canções rápidas, assentes num punk rock enérgico e feito com cruas e vorazes distorções e efeitos de guitarra e com uma bateria magnética e bastante marcada.

Além deste EP editado já em junho, os TRAAMS disponibilizaram em abril o tema Mexico, uma canção que despertou a atenção da crítica para os TRAAMS e disponível para download gratuito no soundcloud da editora. Espero que aprecies a sugestão... 

Low

Teeth

Sit Up

Jack

Ladders


autor stipe07 às 22:52
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