Terça-feira, 31 de Março de 2015

Keith John Adams - Roughhousing

Editado no passado dia um de dezembro através da Functional Electric, Roughhousing é o novo disco de Keith John Adams, um trabalho que pretende ser um testamento claro de um estado de alma atual de um músico que foi espalhando o seu charme por alguns estúdios londrinos, muitas vezes em tudo semelhantes a cozinhas, salas de estar, ou simples quartos, levando consigo um simples microfone e aproveitando a bateria, o piano e o baixo disponiveis em cada local por onde foi passando para gravar um compêndio de canções em mono, onde imaginou que era o membro de uma banda que existe apenas e só na sua imaginação, mas que replica um indie rock bastante divertido, ligerio e peculiar, que vale bem a pena descobrir. A própria versão digital deste disco e em formato CD, utiliza um modo inédito de mistura, que procura preservar ao máximo a sonoridade original que foi captada nos locais onde os diferentes temas de Roughhousing foram gravados.

Keith John Adams é um mestre a lidar com o piano e a juntá-lo às cordas para criar canções divertidas, animadas e melancolicamente divertidas. Emocional e certeiro no modo como transmite sentimentos e como consegue criar um contraste interessante entre as letras e as melodias, Keith John Adams já tocou com nomes tão importantes como os Of Montreal, Neutral Milk Hotel, Apples in Stereo, Deerhoof ou Mountain Goats, mas nem por isso deixa de fascinar pela sua maturidade e pelo modo como replica um registo muito próprio, à custa de emoções embrulhafas em temas simples, adornados com arranjos um pouco rugosos e com um claro pendor lo fi.
Se já em 2008, com Unclever, um disco gravado em Athens, Georgia, com o apoio de Casper and the Cookies (ex Of Montreal) como banda de suporte, Keith tinha conquistado uma base sólida de seguiodores devido à sonoridade assente em riffs assimétricos, ruídos pop e todo o assertivo clima de um garage rock ligeiro, algo baladeiro e boémio, agora, nas doze canções de Roughhousing, quase sempre com a ajuda da guitarra acústica e do piano, o autor canta sobre a simplicidade e a natureza tantas vezes rotineira da nossa existência e de como o amor pode ser o tempero que tanto a pode adocicar como azedar, mas que nunca deixa ninguém indiferente ou intacto quando passa pela vida de cada um, independentemente da importância que lhe atribuimos e das mudanças que provoca.
Em temas como o single Music in My Feet ou Lulluby's Answer, melodias que têm por base uma bateria e cordas impregnadas de soul, às quais vão sendo adicionados vários detalhes e elementos, incluindo o som de um teclado, Keith mostra-se exímio no modo como nos transporta para um universo sonoro essencialmente acústico, vincadamente experimental e dominado por cordas com uma forte toada blues, enquanto nos convida frequentemente à introspeção e à reflexão sobre o mundo moderno, numa viagem rumo ao revivalismo de outras épocas gloriosaas do indie pop que o dedilhar deambulante do piano de No Room, os teclados em Change e a viola de Better aprofundam.
Na verdade, este cantautor bastante inspirado, é claramente assertivo no modo como nos permite sentir momentos que trazem brisas bastante aprazíveis, enquanto nos oferece uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos que poderão facilmente fazer-nos acreditar que a música pode ser realmente um veículo para o encontro do bem e da felicidade coletivas.
Roughhousing é um disco rico e arrojado, que aponta em diferentes direções sonoras, onde se inclui o ainda não referido jazz, apesar de haver um estilo vincado que pode catalogar o cardápio sonoro apresentado. O disco tem um fio condutor óbvio, assente em alguma da melhor indie pop contemporânea, mas uma das suas particularidades é conseguir, sem fugir muito desta bitola, englobar diferentes aspetos e detalhes de outras raízes musicais, num pacote cheio de paisagens sonoras que contam histórias que a voz de Keith, tipicamente british, sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Roughhousing é um álbum maduro e consciente e faz de Keith John Adams, enquanto criador musical, uma das novas bandas mais excitantes e influentes do cenário alternativo atual. Basta ouvir os arranjos metálicos introspetivos e melancólicos do lindissimo instrumental Sun Broken Sea e o trompete, assim como os sons de uma cidade em plena hora de ponta a adivinhar um infinito caos que afinal é dominado por um assobio que introduz a passsagem do metro que não se atrasa um único segundo, assim como os detalhes aquáticos de Wormhole Weekend para perceber porquê. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 23:15
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Segunda-feira, 23 de Março de 2015

Nugget - Cheese Meister

Oriundos de Londres, uma das mais recentes apostas da Lost In The Manor e formados por três músicos extremamente talentosos e virtuosos os Nugget são Julien Baraness, um guitarrista e produtor canadiano natural de Toronto, Alex Lofoco, um baixista italiano e o baterista Jamie Murray. Juntos replicam uma fantástica fusão de indie rock com jazz, uma colagem genuína de estilos, proposta por um coletivo original e com qualidades técnicas ímpares, onde não faltam também abordagens diretas ao reggae, ao hip-hop e ao drum n'bass.

O EP de estreia dos Nugget chama-se Watercolour, vai ver a luz do dia nas próximas semanas e Cheese Meister é o primeiro avanço desse trabalho com cinco canções, quatro minutos e meio de um jazz rock, ácido e pleno de funk, uma canção com um groove animado e divertido que vai certamente impressionar-te. O tema está disponível para download gratuito. Confere...


autor stipe07 às 12:54
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Domingo, 22 de Março de 2015

Django Django - Reflections

Django Django - Reflections

Chegam de Edimburgo, na Escócia, têm um irlandês lá pelo meio, atualmente assentaram arrais em Dalston, aquele bairro de Londres onde tudo acontece, chamam-se Django Django e são um nome que acompanho com toda a atenção desde que há cerca de dois anos lançaram um espectacular homónimo de estreia.

A banda, formada por Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon, vai regressar aos discos este ano, mais propriamente a cinco de maio por intermédio da Ribbon Music. O álbum chama-se Born Under Saturn e já há dois avanços conhecidos; Depois de em janeiro termos conhecido First Light, agora chegou a vez de ser divulgado Reflections, mais um tema onde os Django Django aprimoram a sua cartilha sonora feita com uma dose divertida de experimentalismo e psicadelismo, que muitos rotulam como art pop, art rock ou ainda beat pop, sempre acompanhada por guitarras e um teclado que, neste caso, parece ter saído do farwest antigo e por efeitos sonoros futuristas. Basicamente, uma mistura perfeita de géneros que, de acordo com o grupo, serve para encontrar praias enterradas debaixo de edifícios de cimento. Confere...


autor stipe07 às 15:12
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Sexta-feira, 20 de Março de 2015

Hot Chip – Huarache Lights

Hot Chip - Huarache Lights

Primeiro single de Why Make Sense?, o sexto álbum dos britânicos Hot Chip, Huarache Lights é um regresso em pleno à eletrónica desta banda atualmente formada por Felix Martin, Al Doyle, Owen Clarke, Alexis Taylor e Joe Goddard e que desde 2004 tem estado em atividade permanente, publicando discos com uma cadência bastante interessante.

Três anos depois do excelente In Our Heads (2012) e com espaço aberto para trabalhos a solo por grande parte do coletivo, Why Make Sense? é aguardado com grande expetativa e esta primeira amostra das dez canções que compôem o alinhamento parece seguir uma abordagem diferente em relação ao último projeto da banda com a convivência harmoniosa entre uma toada disco e a eletrónica mais ambiental a ser uma permissa obrigatória, assim como a opção por  arranjos de cariz algo nostálgico.

Why Make Sense? vê a luz do dia a dezoito de maio pela mão da Domino Recordings e vai estar disponível numa edição especial que inclui um EP chamado Separate. Confere...

Website
[aac 256kbps] ul ob zs uc


autor stipe07 às 15:00
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Segunda-feira, 16 de Março de 2015

Quiet Quiet Band - Low Noon

Paul, Jon, Scott, Jay, Tom e Devon são os Quiet Quiet Band, um coletivo inglês, oriundo de Londres e que forma uma verdadeira orquestra folk que aposta numa fusão de elementos da indie, da pop, da folk e até da eletrónica, tudo assente em melodias luminosas feitas com linhas de guitarra delicadas e arranjos particularmente deslumbrantes e cheios de luz, que criam paisagens sonoras bastante peculiares.

Alegres e festivos, já com alguma reputação relativamente aos espetáculos ao vivo, sempre cheios de diversão e alegria, os Quiet Quiet Band são uma das novas apostas da etiqueta Lost In The Manor e estrearam-se nos discos com Low Noon, um trabalho que viu a luz do dia a nove de março e uma banda sonora perfeita para uma festa longa e bem regada, num ambiente ao ar livre, preferivelmente rural e bucólico.

Composição sonora carregada de texturas, criadas através da justaposição de diferentes camadas de instrumentos e sons e com um excelente jogo de vozes, Battery Human é o efervescente primeiro avanço divulgado do álbum, uma canção com um elevado cariz contemporâneo e atual, apesar do forte revivalismo que o espetro sonoro que os Quiet Quiet Band abordam sempre encerra. Mas o tema de abertura, Hunter's Moon, também deixa boquiaberto quem aprecia melodias luminosas feitas com linhas de guitarra delicadas e arranjos particularmente deslumbrantes e cheios de luz, dominados por cordas, com um resultado final verdadeiramente vibrante e com uma energia bastante particular.

Em How Long  e Looks Like An Ending as mesmas cordas, quer das guitarras, quer dos violinos, servem para criar um ambiente mais melancólico e aconchegante, mostrando que estes Quiet Quiet Band se têm jeito para animar, também conseguem suscitar sensações e sentimentos mais introspetivos e profundos. Mas o ritmo frenético regressa logo de seguida, em Fudge (Highly Poisoned) e com os sons inéditos e naturais de Bunks e do baixo de Carol-Ann testemunhamos um saudável experimentalismo que comprova o modo assertivo como todos os arranjos e detalhes de Low Noon terão sido certamente ponderados de forma muito cuidada, pois só assim se entende o audível aconchego da profusão de sons e de ruídos e poeiras sonoras, muitas sem sentido de ordem aparente, mas que resultam e mostram a originalidade com que os Quiet Quiet Band usam aspetos clássicos da folk para criar um som cheio de frescura e vitalidade, mas onde também há espaço para composições melancólicas, com um acabamento bucólico e, por isso, atrativo para quem procura todo o tipo de sentimentos e emoções, mesmo nas sonoridades mais festivas e descomplicadas.

Low Noon é um passeio movimentado e luminoso por intenso e imenso jogo de texturas sonoras, uma viagem pela essência da folk de cariz mais europeu, idealizada por seis exuberantes replicadores de sons que, sem nunca se entregarem ao exagero, até porque é explícita a toada experimental que ocupa este compêndio folk de enorme beleza natural, parecem não querer olhar apenas para o universo tipicamente folk, mas também abraçar, através de alguns traços sonoros caraterísticos, outros universos musicais. Confere...


autor stipe07 às 18:10
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Sexta-feira, 13 de Março de 2015

Cairobi - Distan Fire EP

Com músicos da Inglaterra, México, Itália e Áustria, mas baseados atualmente em Londres, os Cairobi são Giorgio Poti, Salvador Garza, Stefan Miksch, Alessandro Marrosu e Aurelien Bernard, um coletivo que se lançou nos lançamentos discográficos com Distante Fire, um EP que viu a luz do dia a dezasseis de fevereiro.

Animados e melancólicos, mas plenos de energia e focados numa enorme dedicação à causa, estes Cairobi não complicam na altura de exaltar o retro, mesmo que nos dias de hoje exista já alguma saturação relativamente ao vintage e são um claro exemplo de que quando a música é boa, esse tipo de projeções e comparações tornam-se inócuos e a data da gravação pouco importa, sendo apenas um mero detalhe formal sem qualquer valor.

Zoraide é a canção que abre o alinhamento de Distante Fire, uma junção sónica e psicadélica de um verdadeiro caldeirão instrumental e melódico, um momento de pura experimentação, assente numa colagem de várias mantas de retalhos que nem sempre se preocupam com a coerência melódica e que, por isso e por ser extremamente dançável, deverá ser objeto do maior deleite e admiração. Esta é, acreditem, uma canção que desperta-nos para um paraíso de glória e esplendor e subjuga momentaneamente qualquer atribulação que nesse instante nos apoquente. Depois, o batuque e as cordas de Perfect Strangers convencem-nos definitivamente que estamos a escutar algo grandioso, mas sempre controlado, um sentimento plasmado num épico festim que parece implodir a qualquer instante e que o carrocel instrumental de Human Friend, consumindo-nos com um arsenal de efeitos, flashes e ruídos que correm impecavelmente ao longo da melodia, ajuda a cimentar.

O instrumental Please encerra o EP estendendo-se graciosamente por uma passadeira vermelha, à boleia de um belíssimo instante de folk psicadélica. Esta é a canção mais melancólica do EP, um ordenado caos, onde cada fragmento tem um tempo certo e uma localização e tonalidade exatas, seja debitado por um instrumento orgânico ou resultado de uma programação sintetizada e que prossegue a sua demanda triunfal até ao último segundo com insanidade desconstrutiva e psicadélica, onde também cabe aquela incontestável beleza e coerência dos detalhes que nos fazem levitar.

Com quatro canções que se sucedem articuladas entre si e de forma homogénea, com cada uma, sem exceção, a contribuir para a criação de um bloco denso e criativo, cheio de marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e onde tudo é dissolvido de forma homogénea, Distant Fire está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição e eleva estes Cairobi para um elevado patamar qualitativo de cenários e experiências instrumentais. Espero que aprecies a sugestão...

Zoraide

Perfect Strangers

Human Friend

Please

 


autor stipe07 às 21:22
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Gengahr - Haunter

Oriundos de Londres, os britânicos Gengahr causaram sensação no meio alternativo local quando em outubro último divulgaram Powder, por intermédio da Trasngressive records, uma canção que os posicionou, desde logo, no universo da indie pop de pendor mais psicadélico, com nomes tão importantes como os MGMT, Tame Impala ou os Unknown Mortal Orchestra a servirem como referências para a análise por parte da crítica.

Agora, alguns meses depois, os Gengahr acabam de desvendar um novo belíssimo segredo intitulado Hunter, mais um tema que fará parte de Witch, o novo EP do grupo, que chegará aos escaparates a dezasseis de março através da mesma Transgressive. A canção é uma peça musical magistral, uma pop futurista com o ritmo e cadência certas, conduzida por teclas inebriantes e arranjos sintetizados verdadeiramente genuínos e criativos, capazes de nos enredar numa teia de emoções que nos prende e desarma sem apelo nem agravo. A forma como o falsete da voz se entrelaça com a melodia, enquanto metais, bombos, cordas e teclas desfilam orgulhosas e altivas, mais parece uma parada de cor, festa e alegria, onde todos os intervenientes comungam o privilégio de estarem juntos, do que propriamente um agregado de sons no formato canção. Ficarei muito atento a este projeto e regressarei aos Gengahr para a análise crítica do EP. Confere...


autor stipe07 às 15:39
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Sexta-feira, 6 de Março de 2015

Public Service Broadcasting – The Race For Space

Fundados em Londres em 2009, os Public Service Broadcasting são a banda de J. Willgoose e Wrigglesworth, uma dupla com vários EPs no cardápio, dos quais se destacam War Room (2012)  e já com um extraordinário longa duração intitulado Inform – Educate – Entertain, o álbum de estreia, que chegou aos escaparates, por intermédio da Test Car Recordings, há cerca de dois anos e foi justamente considerado um dos trabalhos discográficos mais originais e peculiares desse ano, devido ao conceito único que albergava, o de cruzar narrações de filmes antigos de propaganda dos arquivos do BFI (British Film Institute) com música. A ideia era ensinar lições do passado com música do futuro, sendo esta, desde a estreia, a imagem de marca dos Public Service Broadcasting.

No sucessor, The Race For Space, o conceito mantém-se, com os Public Service Broadcasting a avançar entre uma a duas décadas até ao início da corrida ao espaço, nomeadamente no período de 1957 a 1972 e a vasculharem de novo nos arquivos do BFI para juntarem samples e trechos de vozes utilizadas pelas agências especiais russa e norte americana, nos projetos Soyuz e Apollo.

Com momentos instrumentais extraordinários, que assentam nos riffs de guitarra viscerais de Willgoose e em batidas pulsantes, um baixo muitas vezes frenético e sintetizadores muito direcionados para o krautrock, a peculiar e distinta receita de The Race for Space acaba por ser eficaz e logo no tema homónimo de abertura, quer a fórmula descrita acima, quer as intenções conceptuais do disco, ficam claras.

A partir daí, não há como ficar indiferente à batida sintética kraftwerkiana que sustenta a eletrónica retro de Sputnik, presente novamente, adiante, em The Other Side, aos vestígios de vocalizações hip-hop na inebriante Go! e também a um certo folk rock fornecido por uma linha de guitarra em Valentina - Smoke Fairies, com a particularidade de misturar-se com teclados atmosféricos que proporcionam um belo instante sonoro que propicia uma reentrada suave na atmosfera. No entanto, a hipnótica e pulsante Tomorrow e a luminosa Gagarinfeita com um intenso rock progressivo, acabam por ser sonoramente os meus grandes destaques do disco, com E.V.A., por exemplo, a ser suportada por belos arranjos que lhe conferem uma toada épica muito intensa.

A audição de The Race For Space acaba por não ser apenas um mero exercício de contacto auditivo com um disco pop, mas uma experiência mais alargada, visual e sonora, já que o álbum poderia muito bem ser um documentário sobre um dos períodos mais interessantes do pós guerra, no século passado e também um dos mais perigosos para a humanidade, que nunca foi tão posta à prova como em determinados períodos dessa competição desenfreada pela conquista dos céus, movida a energia nuclear. Já agora, os próprios videos já feitos dos singles retirados de The Race For Space seguem esta fórmula porque se servem de excertos dos filmes antigos narrados durante a canção.

Com The Race For Space os Public Service Broadcasting confirmam o seu papel de gurús do post rock experimental, através de um compêndio sonoro que nos leva numa jornada pelo passado e que cumpre com distinção a missão de cruzar história, música pop, educação e entretenimento. Espero que aprecies a sugestão...

Public Service Broadcasting - The Race For Space

01. The Race For Space
02. Sputnik
03. Gagarin
04. Fire In The Cockpit
05. E.V.A.
06. The Other Side
07. Valentina
08. Go!
09. Tomorrow


autor stipe07 às 21:24
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015

Blur - Go Out




Go Out é o primeiro avanço divulgado de The Magic Whip, o primeiro álbum dos britânicos Blur desde o extraordinário Think Thank de 2003 e, de acordo com Damon albarn, finalizado apenas ontem. Anunciado esta manhã de forma surpreendente, quer o single quer a data de edição do disco, esta é uma novidade verdadeiramente incrivel, já que, apesar de ter havido sempre rumores de um novo tomo no cardápio desta banda, a verdade é que os receios de tal nunca vir a suceder foram sempre mais fortes.

The Macic Whip será colocado à venda a vinte e sete de abril e, já agora, o anúncio foi feito através de uma conferência de imprensa transmitida em streaming a partir de um restaurante chinês em Londres, onde a banda aproveitou também para anunciar um grande concerto para o Hyde Park, na capital britânica, no dia 20 de Junho. Confere a primeira amostra do disco...


autor stipe07 às 14:14
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015

Yes, Gorillaz Returns

Mais de três anos após o lançamento de The Fall, os Gorillaz de Damon Albarn e Jamie Hewlett deram finalmente indicações concretas de que o regresso poderá estar próximo e que o período de hibernação terá, finalmente, o seu epílogo.

Foi o próprio Jamie Hewlett quem confirmou a novidade no Instagram, com a mensagem de Yes, Gorillaz Returns, precedida de imagens de novos desenhos de Murdoc e Noodle.

Depois de Murdoc, Noodle e os restantes companheiros terem gravado The Fall numa ilha secreta flutuante no Pacífico Sul, onde instalaram o quartel-general da Plastic Beach, feito de detritos, ruínas e restos da humanidade, fica agora a curiosidade para perceber onde será o local de gravação do novo trabalho da banda virtual mais conhecida do planeta e umas das minhas preferidas, que deverá ver a luz do dia lá para 2016.
Em 2014, Damon Albarn lançou o seu primeiro álbum de originais, Everyday Robots , e tinha logo anunciado planos para este novo disco dos Gorillaz, mas também para os fantásticos The Good, The Bad & The Queen. Recordemos dois dos melhores momentos destes dois projetos.

 

 


autor stipe07 às 14:03
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