Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Foxygen – Cosmic Vibrations

Sam France e Jonathan Rado são a dupla por trás dos Foxygen, um projeto californiano, natural de Weslake Village, nos arredores de Los Angeles, apaixonado pela sonoridade pop e psicadélica dos anos sessenta e setenta, dois períodos localizados no tempo e que semearam grandes ideias e nos deram canções inesquecíveis, lançaram carreiras e ainda hoje são matéria prima de reflexão.

Depois de na primeira metade de 2013 terem atingido o estrelato com We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, um disco produzido por Richard Swift e lançado pelo selo Jagjaguwar, o regresso está próximo com …And Star Power, um álbum que será editado a catorze de outubro pelo mesmo selo.

Cosmic Vibrations é um dos avanços já divulgados desse álbum e, pela amostra, persiste a sonoridade psicadélica sessentista vintage, fruto de um psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, através de uma pop caleidoscópia que exala um intenso sentido de liberdade e prazer juvenil. Confere...

 


autor stipe07 às 16:17
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Faded Paper Figures – Relics

Oriundos de Los Angeles, na Califórnia, os Faded Paper Figures são R. John Williams, Kael Alden e Heather Alden, um trio que acaba de editar um delicioso disco chamado Relics e que viu a luz do dia a vinte e cinco de agosto por intermédio da Shorthand Records. Relics é um álbum que deve ser escutado por todos aqueles que apreciam o cruzamento ímpar entre a pop que sobrevive de mãos dadas com alguns detalhes típicos da eletrónica e da folk e onde é feliz e verdadeiramente proveitosa a simbiose entre as cordas e o sintetizador.

Este trio surpreende, desde logo, pela simplicidade de processos e pela fórmula escolhida, mas altamente eficaz, assente num dedilhar de cordas, um sintetizador cheio de vida e carregado de efeitos e uma voz frequentemente modificada. Tudo isto serviu para criar ambientes intensos e emocionantes, sem nunca deixar de lado a delicadeza, num disco deslumbrante e tecnicamente impecável, que enche as medidas e comprova que os Faded Paper Figures sabem criar composições que, mesmo mantendo uma bitola processual algo oblíqua e simplista, estão cheias de charme e onde cada detalhe das dez músicas está ali por uma razão específica e cumpre perfeitamente a sua função. Basta ouvir os raios flamejantes que são debitados pelo sintetizador em Breathing ou o dedilhar de uma viola na folk de Fellaheen e Wake Up Dead, para se perceber a facilidade com que a banda navega entre pólos apenas aparentemente opostos, com notável perícia e absoluto conforto.

A abertura épica e visceral com a já citada Breathing abre-nos as portas para uma sequência de músicas divertidas e com minuciosos detalhes, que, mesmo nos moentos mais introspetivos, como Not The End Of The World ou Forked Paths, não deixam de transparecer sempre uma faceta algo dançante e espontânea, bastante próxima de um clima festivo e mais urbano. Depois, temas como Lost Stars ou Who Will Save Us Now, entre outros, aproximam o trio de uma linguagem sonora com aproximação a elementos quase futurísticos e de uma estética mais synthpop. no fundo, ao terminar a audição, ficou claro que as boas sequências de sintetizadores, a tematização alegre e alguns leves toques de psicadelismo fizeram com que Relics cresça e cada nova canção, dividem o álbum em vários momentos e evitam que os melhores se concentrem demasiado em vários dos momentos do disco. É, no fundo, um disco sem ondas, homogéneo e lineado por alto.

Temas como o sofrimento e a solidão e o medo do abandono envolvem todo o registo e as letras estão carregadas de drama e melancolia, dois aspetos ampliados pela elegância e pela fragilidade característica da voz de John, um detalhe importante para o sucesso deste álbum intenso e hipnótico, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão...

 

Faded Paper Figures - Relics

01. Breathing

02. Wake Up Dead
03. Not The End Of The World (Even As We Know It)
04. Lost Stars
05. Fellaheen
06. On The Line
07. Spare Me
08. Who Will Save Us Now
09. Horizons Fall
10. Real Lies
11. What You See
12. Forked Paths

 


autor stipe07 às 21:32
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Meatbodies - Tremmors

MeatBodies_CoverArt

Natural de Los Angeles, na Califórnia, o norte americano Chad Ubovich tem-se destacado como baixista e guitarrista na banda de Mikal Cronin e como baixista nos FUZZ, um dos projetos do inconfundível Ty Segall. No entanto, ele também tem a sua própria banda; Chamam-se Meatbodies e no próximo dia catorze de outubro vão lançar um longa duração homónimo, através da insuspeita In The Red.

Tremmors é o primeiro avanço divulgado desse disco que a editora já teve a amabilidade de enviar para a nossa redação, uma canção potente e visceral, que denota a capacidade inaudita que estes Meatbodies possuem para apresentar um indie rock progressivo, com um forte pendor shoegaze e psicadélico, uma verdadeira viagem lisérgica assente numa espécie de cruzamento feliz entre os Led Zeppelin e os The Flaming Lips. Confere...


autor stipe07 às 09:28
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Alex Feder - Moments Of Silence

Alex Feder - "Moments Of Silence"

Natural de Los Angeles, na Califórnia, Alex Feder, antigo elemento dos XYZ Affair, também poderia ser Leonard Friend, um seu outro alter-ego, mais eletrónico. No próximo outono ele vai regressar em nome próprio com um EP e Moments Of Silence é o primeiro tema divulgado desse trabalho.

Algures entre LCD Soundsystem e Foster The People, Moments of Silence, contém um forte apelo pop, num tema grandioso, onde há que destacar a presença destacada dos sintetizadores, mas com as guitarras a estarem também num plano de evidência. A canção foi disponibilizada para download gratuíto. Confere...


autor stipe07 às 18:54
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Sábado, 9 de Agosto de 2014

OK Go – Upside Out EP

 

Os norte americanos OK Go são Damian Kulash, Tim Nordwind, Dan Konopka e Andy "Rusty" Ross, um quarteto que começou por nascer em Chicago, mas que agora reside em Los Angeles, na Califórnia, representado pela Paracadute, a sua própria etiqueta e que se estreou em 2002 com um homónimo. Doze anos depois dessa estreia eles acabam de lançar Upside Out, o sucessor de Of the Blue Colour of the Sky (2010), um EP de quatro canções que antecipa Hungry Ghosts, o próximo álbum da banda que chegará aos escaparates no outono e que terá estes quatro temas no alinhamento.

Para gravar estas quatro canções os OK Go trabalharam com o produtor e amigo Dave Fridmann (Flaming Lips, Weezer, MGMT) e também contaram com a ajuda do veterano Tony Hoffer, habitual colaborador de nomes tão conhecidos como Beck, Phoenix, ou Foster the People. O conteúdo do EP tem uma toada fortemente comercial e virada para o airplay fácil, com a banda a partir, de forma decidida, para ambientes mais épicos e climáticos, com as guitarras e os sintetizadores dos anos oitenta a servirem de bitola no processo de criação musical. Da melancolia efervescente de The Writing’s on the Wall, ao groove de Turn Up The Radio, passando ainda pelo indie rock de The One Moment, ou o groove sintetizado e extremamente dançavel de I Won’t Let You Down, escutamos um ambiente sonoro bastante festivo e particularmente grandioso, destacado-se a presença dos sintetizadores, mas com as guitarras a estarem também num plano de bastante evidência.

Upside Out é uma divertida e dançante antecipação de um disco que será certamente um marco no universo indie pop deste ano. Espero que aprecies a sugestão...

OK Go - Upside Out

01. Turn Up The Radio
02. The Writing’s On The Wall
03. I Won’t Let You Down
04. The One Moment


autor stipe07 às 11:11
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Beverly – Careers

Lançado pela Kanine Records no passado dia um de julho, Careers é o disco de estreia das Beverly, uma dupla formada por Frankie Rose, uma artista que fez parte dos projetos Vivian Girls, Crystal Stilts e Dum Dum Girls e Drew Citron, cabendo à primeira liderar o processo de composição, quase sempre assente em arranjos delicados e muito melódicos e à segunda escrever as letras. A elas junta-se o músico convidado Scott Rosenthal no baixo.

Em dez canções que não chegam a ultrapassar a meia hora, as Beverly estreiam-se nestas andanças com um indie rock com forte cariz lo fi, numa sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e singles, temas que parecem ter viajado no tempo e amadurecido até se tornarem naquilo que são. É, pois, um disco rápido, concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das diferentes composições.

No fundo, Careers acaba por não andar muito longe do estilo reproduzido por Frankie nos seus projetos anteriores, com a ausência do sintetizador a ser talvez aquela fronteira que separa as Beverly desse seu passado. O facto de ela ser baterista de formação, instrumento que assume nas Beverly, enquanto Citron canta e toca guitarra e a opção por ser restringirem à básica tríade baixo, guitarra e bateria, faz com Careers tenha de ser analisado, no que concerne à apresentação de algo de novo e excitante, não propriamente pela componente instrumental, mas antes pelas opções melódicas e dos arranjos que sustentam o seu conteúdo.

Quando se escuta o baixo encorpado e a batida hipnótica de Planet Birthday, ou a partir do momento em que somos invadidos pela surf pop de Honey Doo noise de Ambular ou a nostalgia de Hong Kong HotelCareers coloca todos os seus trunfos na mesa e nos nossos ouvidos e torna-se num disco divertido e muito convidativo, um trabalho dinâmico e que se escuta com particular fluidez, sem deixar de haver coesão entre as canções, apesar das várias facetas e estilos sonoros que as duas belas miúdas exploram, numa variedade estilistica que nao descura a apenas aparente contradição entre o groove e o lo fi.

As Beverly acabam por ser mais uma visão atual da herança deixada pelas guitarras barulhentas e os sons analógicos e rugosos que pontuaram a alvorada do rock alternativo em finais dos anos setenta, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho de Careers é, ao ouvir-se o disco, ter-se a perceção que essa época foi usada não como plágio, mas em forma de uma inspirada homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir anteriores trabalhos de grupos onde Rosie fez carreira ou uma inovação musical da semana passada. Espero que aprecies a sugestão.

Beverly - Careers

01. Madora
02. Honey Do
03. Planet Birthday
04. All The Things
05. Yale’s Life
06. Ambular
07. Out On A Ride
08. Hong Kong Hotel
09. You Can’t Get It Right
10. Black And Grey

 


autor stipe07 às 22:20
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2014

Music Go Music - Night After Night

Oriundos de Los Angeles, os norte americanos Music Go Music são um excitante trio formado Gala Bell, Kamer Maza e Torg, que vai lançar já em outubro Impressions, o novo trabalho da banda, através da Secretly Canadian.

Acabado de divulgar e disponibilizado gratuitamente pelos Music Go Music, o single Nite After Nite é um avanço promissor relativamente ao conteúdo desse álbum, um tema predominantemente sintético, mas feito de alegria e com sabor a Verão, divertido, dançante e que resgata todo o espírito dos setentas e dos oitentas , com um certo travo à soul típica da motown, mas com corpo de século XXI. Confere...


autor stipe07 às 13:27
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2014

Avi Buffalo - So What

Avi Buffalo - At Best Cuckold

Os norte americanos Avi Buffalo são de Long Beach, na California e estrearam-se em 2010 com um registo homónimo que conquistou a crítica. Depois disso mantiveram-se num silêncio que acaba, finalmente, de ser quebrado com o anúncio de At Best Cuckold, um novo disco do grupo, que irá ver a luz do dia a nove de setembro através da Sub Pop Records. At Best Cuckold foi produzido por Avi Zahner-Isenberg, o líder da banda e gravado em Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque.

Um belíssimo instante indie pop lo fi chamado So What é o tema que abre o alinhamento de dez canções deste novo trabalho. Confere...


autor stipe07 às 17:27
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

NO – El Prado

Nascidos em maio de 2010 em Echo Park, nos arredores de Los Angeles e formados por Bradley, Sean, Michael, Reese, Ryan, Simon, os NO ganharam vida depois do cantor Bradley Hanan Carter e do baixista Sean Daniel Stentz se terem conhecido num restaurante de Los Angeles, os NO estrearam-se nos lançamentos discográficos em 2011 com Don’t Worry, You’ll Be Here Forever, um EP que logo os colocou no radar dos críticos e da imprensa especializada local e possibilitou que andassem, nessa época, a abrir concertos para nomes tão importantes como os Best Coast e os Electric Guest e, na Europa, com Father John Misty. Em 2013 continuaram a dar concertos e a participar em festivais, nomeadamente em Londres no London’s Hard Rock Calling e na Alemanha no festival Southside and Hurricane, além de terem aberto concertos dos The Smashing Pumpkins, Public Image LTD e The Naked and Famous.

Ao longo desses dois anos foram-se dando a conhecer e a alargar uma base já interessante de admiradores que aguardavam com elevada expetativa o lançamento de El Prado, o longa duração de estreia dos NO, editado no passado dia 18 de fevereiro por intermédio da Arts & Crafts, um disco misturado por Billy Bush (Tegan & Sara, Foster The People, Jake Bugg) e masterizado por Joe LaPorta (Beach House, Foo Fighters, Vampire Weekend).

Os NO nasceram da admiração dos músicos do grupo por artistas que são, acima de tudo, cantautores, principalmente quando versam sobre o amor e o lado mais obscuro e menos feliz desse sentimento e isso é algo que se percebe no conteúdo de El Prado. Leonard Cohen, Bill Callahan, Johnny Cash e Lou Reed, são influências declaradas da banda, mas parece-me que a escrita de Matt Berninger e o universo sonoro imagiando pelos irmãos Dessner são a zona sonora de conforto estabelecida pelos NO, que parecem muito confortáveis a residir num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada. No entanto, há que, desde já, clarificar que não existe aqui o perigo relacionado com uma possível queda na redundância convencional ou na repetição aborrecida de uma fórmula, que tem nos The National um líder incontestado e incomparável. Os NO sabem como utilizar as influências que mexem com o seu âmago e dar-lhes um cunho muito próprio.

Em El Prado temos instantes em que os instrumentos clamam pela simplicidade e outros em que a teia sonora se diversifica e se expande para dar vida a um conjunto volumoso de versos sofridos, sons acinzentados e um desmoronamento pessoal que nos arrasta sem dó nem piedade para o ambiente sombrio e nostálgico que esta banda californiana pretende replicar. Há canções extremamente simples e que prezam pelo minimalismo da combinação de apenas quatro instrumentos (North Star), enquanto outras soam mais ricas e trabalhadas, como Stay With Me.

Seja como for, não se pense que El Prado é apenas um compêndio de canções que abordam a recusa em encontrar o lado mais feliz da existência humana, ou uma tomada de consciência de que a existência humana deve apenas esforçar-se por ampliar intimamente o seu lado negro. Sofrer por amor será sempre uma inevitabilidade, mas canções como Leave the Door Wide Open ou Another Life ajudam-nos a direcionar também o foco para o que de melhor nos sucede e explorar até à exaustão o usufruto das benesses com que o destino nos brinda, mesmo que as relações interpessoais nem sempre aconteçam como nos argumentos dos filmes.

Portanto, se para os mais distraídos, os mais de cinquenta minutos de El Prado podem soar algo depressivos e angustiantes, esclareço que esta é uma rodela que exige tempo, que se revela a pouco e pouco e que só será devidamente entendida após várias e repetidas mas dedicadas audições, já que está muitas vezes algo implícta uma toada mais épica e aberta do grupo, juntamente com a capacidade eclética que os NO demonstram para compôr, em simultâneo, temas com um elevado teor introspetivo.

El Prado é um excelente disco de estreia de um grupo que busca na luminosidade das guitarras, na delicadez dos arranjos e numa apurada versatilidade instrumental, a receita que levará cada um de nós a dizer SIM a uma banda e a um disco que, à imagem das nossas vidas, tem dois lados aparentemente contraditórios mas que se complementam. Espero que aprecies a sugestão...  

NO - El Prado

01. Leave The Door Wide Open
02. Stay With Me
03. What’s Your Name
04. Monday
05. So Scared
06. There’s A Glow
07. Interlude
08. Another Life
09. The Long Haul
10. North Star
11. Last Chance
12. Hold On
13. Go Outside


autor stipe07 às 21:30
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Terça-feira, 22 de Abril de 2014

Bootstraps – Bootstraps

Formados por Jordan Beckett (voz, guitarra, piano), Nathan Warkentin (bateria) e David Quon (guitarras, piano), os norte americanos Bootstraps são uma banda de indie rock natural de Los Angeles, que acaba de se estrear nos discos com um homónimo lançado por intermédio da Harvest Records e da Capitol Records.

Bootstraps foi gravado por Skip Saylor (Tom Petty, Wilco, Suicidal Tendencies) em Northridge, na Califórnia depois de o actor e realizador Sam Jaeger ter pedido a Beckett para escrever canções para o seu aclamado filme Take Me Home. A banda passou um dia em estúdio a gravar alguns temas e, ne sequência dessa sessão produtiva, os Bootstraps regressaram aos estúdio mais quatro sessões, onde gravaram os três últimos temas que completaram o disco, com a ajuda de Richard Dodd (Kings of Leon, The Raconteurs).

Bootstraps

A audição de Bootstraps entende-se claramente à luz da inclusão das sessões de gravação do álbum na criação de alguns temas para a banda sonora de um filme dramático, já que o conteúdo melódico do disco transporta-nos facilmente para um universo melancólico e dramático. As canções do álbum apoiam-se na voz intensa de Jordan, algures entre Bryan Adams e John Mellencamp, que combinada com o piano e a guitarra acústica originaram várias baladas verdadeiramente inspiradoras e direcionadas diretamente para todos aqueles que gostam de ouvir algo que toque, seja inspirador e que vá direto ao coração. 

O disco abre com a instrumental Road Noise que nos remete para o universo post rock que nomes como os Explosions in The Sky tão bem replicam, mas também há uma inegável toada indie pop, que bandas como os consagrados Coldplay terão certamente servido de forte inspiração. E isso sucede não só nesse tema, mas também, e principalmente, em Sleeping Giant, o single já retirado do disco e uma escolha certamente justificada pelo forte cariz radiofónico da canção. O terceiro tema do alinhamento de Bootstraps, OH CA, mantêm-se nesta tendência e consegue facilmente levar-nos até às paisagens mais deslumbrantes de uma Califórnia cheia de luz

Até ao final do disco, canções como Nothin On You Kid, Haywire, Highway Miles, Guiltfree e Revel, alteram um pouco esta atmosfera inicial e remetem-nos para ambientes mais introspetivos, através de uma maior preponderância da componente acústica, com os arranjos de cordas a serem um aspeto importante na seleção dos arranjos que suportam a arquitetura das canções.

Bootstraps são trinta e cinco minutos de entretenimento indie pop rock agradável, bem escrito, tocado e impecavelmente produzido. As canções são inspiradoras, exalam sentimentos fortes e intensos e este disco pode ser uma escolha acertada para quem pretenda dar um toque mais emocional à banda sonora da sua vida. Espero que aprecies a sugestão...

Bootstraps - Bootstraps01. Road Noise

02. Sleeping Giant
03. Oh CA
04. Nothing On You
05. FortyFive
06. Haywire
07. Highway Miles
08. Wild Moan
09. Guiltfree
10. Revel


autor stipe07 às 21:33
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

The New Division – Together We Shine

Os The New Division são uma banda da Los Angeles, formada em 2005 por John Kunkel, ao qual se juntou mais tarde Michael Janz, Mark Michalski e Brock Woolsey e Alex Gonzales. Falei deles em finais de 2011 por causa de Shadows, o disco de estreia do grupo e agora, quase três anos depois, chegou finalmente o sucessor. O novo álbum dos The New Division chama-se Together We Shine e viu a luz do dia por intermédio da etiqueta Division 87.


Banda que aposta no revivalismo punk rock dos anos oitenta, combinado com a eletrónica mais influente dessa época, razão pela qual não será alheia a inserção das palavras New (Order) e (Joy) Division no nome, este quinteto procurou, no sempre difícil segundo disco, apostar numa sonoridade mais pop, luminosa e expansiva que na estreia, certamente em busca de um maior sucesso comercial e de ampliar a sua rede de ouvintes e seguidores, além do nicho de seguidores que têm acompanhado o percurso da banda com particular devoção.

Assim, Together We Shine impressiona, desde logo, pela qualidade da produção e pela aposta firme na criação de um som límpido e algo futurista. Estamos na presença de um álbum cuidadosamente trabalhado, onde as influências são bem claras e canções como Den Bosch, o tema que abre o disco após uma breve intro, Bright Morning Star, Stockholm, Smile e England, foram certamente pensadas para o airplay, já que baseiam-se numa pop épica e conduzida por teclados sintéticos que dão vida a refrões orelhudos e melodias que se colam ao ouvido com particular ênfase.

Se na estreia as guitarras dominavam o processo de criação melódica, em Together We Shine os sintetizadores e os efeitos da bateria eltrónica assumem os comandos, com temas como Lifted a tocarem mesmo a fronteira do house. O baixo também é um instrumento relevante em algumas canções; Em Shine e Honest posiciona-se mesmo na linha da frente no que diz respeito ao cardápio instrumental mais audível.

Não é novidade nenhuma dizer-se que a música enquanto forma de arte é um fenómeno onde quem inova sonoramente pode encontrar aí o caminho para o sucesso. No entanto, penso que esta manifestação artística também é um fenómeno cíclico e que as bandas e artistas que buscam elementos retro de outras décadas para recriar um estilo próprio também poderão encontrar a chave para o sucesso. Exemplos que procuram seguir esta doutrina são bem comuns nos dias de hoje são bem comuns e, ao segundo disco, já não restam dúvidas que os The New Division escolheram a inesquecível década da ascensão da música eletrónica para sustentar a sua carreira discográfica. Espero que aprecies a sugestão...

The New Division - Together We Shine

01. Intro
02. Den Bosch
03. Shine
04. Honest
05. Stockholm
06. St. Petersburg
07. Smile
08. Lifted
09. England
10. Bright Morning Star
11. Lisbon

 


autor stipe07 às 22:56
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Terça-feira, 15 de Abril de 2014

Twin Shadow - To The Top

Depois de compôr o tema Old Love / New Love em exclusivo para o jogo GTA V, o músico Twin Shadow acaba de disponibilizar gratuitamente uma nova canção chamada To The TopGeorge Lewis Jr. ainda não revelou muitos detalhes a respeito deste seu novo tema, não havendo confirmação se fará parte do alinhamento do seu próximo álbum.

To The Top tem uma sonoridade grandiosa e épica, algures entre a world music e alguns dos melhores arranjos, instrumentalmente ricos e que fizeram escola no auge da típica pop dos anos oitenta, um universo sonoro que já tinha sustentado Confess, o último disco deste músico norte americano. Confere...


autor stipe07 às 17:29
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Terça-feira, 4 de Março de 2014

Gardens & Villa - Dunes

Lançado no passado dia quatro de fevereiro através da Secretly Canadian, Dunes é o novo álbum dos Gardens & Villa, um quinteto norte americano de Santa Bárbara, na Califórnia, formado por Chris Lynch, Adam Rasmussen, Shane McKillop, Levi Hayden e Dustin Ineman. Dunes foi gravado com Tim Goldsworthy (Cut Copy, DFA Records, LCD Soundsystem) em Michigan.

Oriundos de uma Santa Barbara que funciona um pouco como uma espécie de subúrbio rico de uma Los Ageles cosmopolita, os Gardens & Villa destacaram-se logo em 2011 quando lançaram o disco de estreia, homónimo, que foi muito bem aceite pela crítica.

Algures entre o andrógeno e o poético, Chris Lynch usa a sua voz para dar cor a sequências melódicas, em dez temas onde as guitarras são o fio condutor de praticamente todas as músicas, mas há também outros instrumentos que remodelam musicalmente a banda, que parece flutuar entre a estrutura de composição típica dos Foals e a pop madura dos Phoenix. Sintetizadores, metais, vozes em coro e uma bateria mais crua, são detalhes e particularidades musicais que ampliam consideravelmente os horizontes dos Gardens & Villa.

Estamos na presença de um álbum pop bem sucedido, um tratado com um propósito comercial, bem patente no single Colony Glen. Dunes é um disco melódico e acessível a vários públicos, que busca uma abrangência, mas que não resvala para um universo de banalidades sonoras que, em verdade se diga, alimentam há anos a indústria fonográfica.

Dunes é um trabalho onde os Gardens & Villa fazem crescer em cada nota, verso ou vocalização, todos os ingredientes que definem as referências principais da pop e destacam-se porque a tudo isto acrescentam aspetos da música negra, brincam com a eletrónica de forma inédita e conduzem-nos para a audição de um disco doce e na mesma medida, pop. Melódicos e intencionalmente acessíveis na mesma medida, transformam cada uma das canções deste trabalho em criações duradouras, ricas em texturas e versos acolhedores que ultrapassam os limites do género. A pop mantém-se na moda e não há vergonha nenhuma em constatá-lo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Domino
02. Colony Glen
03. Bullet Train
04. Chrysanthemums
05. Echosassy
06. Purple Mesas
07. Avalanche
08. Minnesota
09. Thunder Glove
10. Love Theme


autor stipe07 às 20:41
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Segunda-feira, 3 de Março de 2014

Beck – Morning Phase

Depois de seis anos de solidão, o músico que no início da década de noventa atuava em clubes noturnos vestido de stormtrooper e que da aproximação lo-fi ao hip-hop de Mellow Gold e Odelay, passando pela melancolia de Sea Change e a psicadelia de Modern Guilt, nos habituou a frequentes e bem sucedidas inflexões sonoras, está de regresso em 2014 com dois discos, um deles chamado Morning Phase, o décimo segundo da sua carreira e que viu a luz do dia a vinte e cinco de fevereiro por intermédio da Capitol Records. Falo, obviamente, de Beck Hansen, uma referência icónica da música popular das últimas duas décadas, um cantor e compositor com quase quarenta e quatro anos e que tantas vezes já mudou de vida como de casaco e que agora se prepara, com um novo fôlego na sua carreira, para mais um recomeço.

A introdução de Morning Phase, com os violinos de Cycle e uma melodia cinematográfica, prepara-nos para a entrada num universo muito peculiar, que ganha uma vida intensa e fica logo colocado a nú, sem truques, no dedilhar da viola de Morning e nos efeitos sintetizados borbulhantes e coloridos que a acompanham. Beck está, assim, de regresso a um universo que só faz sentido se pulsar em torno de uma expressão melancólica acústica que este músico norte americano herdou de Neil Young e que sabe hoje, na minha opinião, melhor que ninguém, como interpretar.

Morning Phase é uma benção caída do céu para todos aqueles que, como eu, têm alinhada na sua prateleira, cronologicamente, toda a vasta discografia de Beck e que acabam por, invariavelmente, ir desfolhar sempre aquele setor mais central, algures entre Mutations e, principalmente, Sea Change. No entanto, convém esclarecer os mais desatentos e menos familiarizados com o historial de Beck, que as semelhanças ficam por aqui; Apesar de Cycles iniciar com o mesmo acorde Mi da também introdutória Golden Age do disco de 2002, e se Morning mantém a toada, há doze anos Beck exorcizava os seus fantasmas após o final de um relacionamento com uma namorada de muitos anos, vendo-se assim refém de uma obra que representava o seu estado de profunda tristeza e melancolia, mas hoje Morning Phase é reflexo de uma fase muito mais feliz da sua vida, que tem aproveitado devidamente com a sua esposa, Marissa Ribisi e os dois filhos (Cosimo e Tuesday) e que os arranjos coloridos de Heart Is A Drum, um tema que ganha vida através de um blues da melhor qualidade, parecem claramente expressar. Esta canção cheia de efeitos na voz do músico que iluminam o ambiente e a música, é um dos meus destaques deste álbum.

Mas Morning Phase tem outros momentos cheios de esplendor e que importa realçar; Blackbird Chain é a banda sonora perfeita para uma declaração de amor sentida e Unforgiven salta ao ouvido por se afastar do formato mais acústico e servir-se dos sintetizadores e de uma orquestra de fundo para aguçar o nosso espírito. Já Wave impressiona pelas fantasticas linhas do mesmo violino que nos tinha deslumbrado na abertura; Os arranjos densos, orquestrados e quase góticos desta canção, dão-nos uma visão panorâmica de um Beck pequeno e isolado diante da imensidão ao seu redor, como se estivéssemos a contemplar uma figura distante, cada vez mais desfocada e misteriosa. De referir ainda o banjo ternurento de Say Goodbye, a inspiração romântica e a exuberância orquestral de Waking Light e a folk animada de Blue Moon, uma referência direta a Nick Drake, um dos grandes inspiradores deste músico nascido em 1970 em Los Angeles, filho de uma atriz e um compositor.

O Beck que antes brincava com o sexo (Sexx Laws) ou que gozava com o diabo (Devil's Haircut) faz agora uma espécie de ode à ideia romântica de uma vida sossegada, realizada e feliz usando a santa triologia da pop, da folk e da country. A receita é extremamente assertiva e eficaz; Com as participações especiais de músicos tão conceituados como o baterista Joey Waronker (Atoms For Peace) e o baixista Justin Meldal-Johnsen, Morning Phase reluz porque assenta num som leve e cativante e contém texturas psicadélicas que, simultanemente, nos alegram e nos conduzem à introspeção, com uma sobriedade distinta, focada numa instrumentação diversificada e impecavelmente produzida. Fica claro em Morning Phase que Beck ainda caminha, sofre, ama, decepciona-se, e chora, mas que vive numa fase favorável e tranquila. Espero que aprecies a sugestão...

Beck - Morning Phase

01. Morning
02. Heart Is A Drum
03. Say Goodbye
04. Waking Light
05. Unforgiven
06. Wave
07. Don’t Let It Go
08. Blackbird Chain
09. Evil Things
10. Blue Moon
11. Turn Away
12. Country Down


autor stipe07 às 17:28
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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

Allah-Las – Had It All / Every Girl

Naturais de Los Angeles, os norte americanos Allah-Las têm um novo single intitulado Had It All e que tem como lado b Every Girl, tendo sido lançado por intermédio da Innovative Leisure. Depois de terem impressionado com um disco homónimo, estes dois temas mantêm a toada e levam-nos numa viagem psicadélica até aos anos sessenta, através de uma sonoridade muito fresca e luminosa, assente numa guitarra vintage, muito próxima dos Velevet Undergorund. Confere...

 

Allah-Las - Had It All - Every Girl

01. Had It All
02. Every Girl

 


autor stipe07 às 12:56
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Warpaint - Warpaint

Theresa Wayman, Emily Kokal, Jenny Lee Lindberg e Stella Mozgawa estão de regresso com Warpaint, um título feliz para batizar o segundo disco da banda, já que, tendo em conta o seu conteúdo, este parece ser um trabalho que vem mesmo do interior da alma mais sincera e verdadeira das Warpaint, quatro miúdas que se enfiaram vários meses numa pequena casa para darem  à luz doze canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora. Joshua Tree é o nome de uma região desértica na costa oeste dos Estados Unidos da América e onde fica essa tal casa, um local batizado com esse nome por mórmons que acreditavam que as abundantes árvofres que aí existiam eram um sinal de Joshua indicando a terra prometida aos pioneiros que aí chegavam no século XVIII.

As Warpaint fugiram de uma Los Angeles artificial e onde grande parte da população vive uma vida inteira na ilusão de que nessa cidade dos anjos está a terra prometida onde relizarão todos os sonhos para, no contacto com a verdadeira natureza, criarem este belíssimo trabalho, o sucessor de The Fool, o álbum de estreia e que também tinha visto a luz do dia por intermédio da Rough Trade.

O imenso deserto de Joshua Tree foi o local perfeito para as Warpaint livrarem-se de todas as más influências e criarem algo genuíno. Com a ajuda de Flood, um mestre em retirar o melhor do verdadeiro espírito de uma banda, algo que nomes tão importante como os Sigur Rós, Nick Cave ou PJ Harvey podem comprovar, as quatro miúdas deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem uma faceta mais negra e obscura do que a estreia, para criar um álbum tipicamente rock, esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com uma certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

Os acordes iniciais de Warpaint são perfeitos para percebermos o que nos espera nos próximos quarenta minutos. Aguarda-nos belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. A escrita carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi. Esta evidência desarma completamente as Warpaint e além de, sem qualquer ponta de machismo, eu considerar que as envolve numa intensa aúrea sexual, despe-as de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que as poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade das quatro.

Warpaint é tudo menos um disco igual a tantos outros ou comum. Love Is To Die , single já retirado do disco, destaca-se pelo frenesim que o baixo e a bateria impôem, num combate de notas agudas e graves que espelham a aparente dicotomia que a letra transmite (Love is to die, Love is to not die, Love is to dance) cantada em jeito de lamúria ou desabafo.

Feitas as introduções, é aqui que o disco começa a aquecer e a mostrar vida própria e independente. Ouve-se ecos da negrura de projectos recentes como Esben & the Witch. Ouve-se Cocteau Twins. Ouve-se Portishead e Massive Attack. Teese, canção que recebe o alívio de uma guitarra acústica, chega a parecer Radiohead. Ouve-se estranheza, ouve-se escuridão. Ouve-se harmonias de vozes de outro planeta, já características do quarteto norte-americano. Mais à frente ainda, há The XX na guitarra e no baixo. Há sensualidade numa Disco//Very que nos faz imaginar um quarteto de mulheres emancipadas a abanar as ancas num qualquer anúncio de moda.

Em suma, Warpaint é para a banda, depois de um disco de estreia que obrigou a uma digressão desgastante com mais de dois anos, um notório marco de libertação e de experimentação onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, o que deu origem a um disco que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a paisagem que as rodeou durante o período de gestação.

As Warpaint põem à prova o novo álbum ao vivo na Aula Magna, a um de Março. Espero que aprecies a sugestão...

Warpaint - Warpaint

01. Intro
02. Keep It Healthy
03. Love Is To Die
04. Hi
05. Biggy
06. Teese
07. Disco//Very
08. Go In
09. Feeling Right
10. CC
11. Drive
12. Son


autor stipe07 às 21:10
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Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014

Light FM – Voices In My Head

Os Light FM são uma banda com sede em Los Angeles, mas que se formou bem no coração da América, nomeadamente em Chicago, liderada por Josias Mazzaschi. Os restantes membros são Nicki Nevlin no baixo, Jacquie Parsons nas teclas, Alexa Brinkschulte na bateria e Wheeler Savannah nos teclados. Falei deles em fevereiro do ano passado a propósito de Buzz Kill City, o segundo disco da discografia da banda, editado no início de 2012. Agora, no ocaso de 2013, regressaram com Voices In My Head,  o terceiro registo do grupo.

lightfm2013

Gravado nos Cave Studios, em Los Angeles, na Califórnia, Voices In My Head é o disco mais eletrónico da carreira dos Light FM, um trabalho que se destaca pela predominância do baixo e da secção rítmica no processo de criação melódica que, abrilhantado por detalhes e arranjos sintetizados que encontram raízes na melhor indie pop dos anos oitenta, originam paisagens sonoras cativantes e impecavelmente produzidas.

Voices In My Head é um álbum que está a levar e a ajudar a banda a atingir a ribalta e um lugar de destaque no universo musical alternativo local. Este é mais um trabalho que nos leva numa espécie de viagem sonora em que somos sugados para uma experiência voyeurista através de ritmos cativantes e letras bastante biográficas e, por isso, sinceras.

Ouve-se o disco e parece fácil imaginar Mazzaschi, um verdadeiro animal de estúdio pelo que já percebi, isolado num local remoto a pensar sobre situações concretas da sua vida e a escrever temas como PTSD, Hollow Inside ou Hang It Up, como um exercício concreto de auto terapia e uma forma de superar algumas contrariedades e medos. Espero que aprecies a sugestão...

 Light FM - Voices In My Head

01. Voices In My Head
02. Let Go
03. Hang It Up
04. Hollow Inside
05. PTSD
06. Black Widow
07. Treasure Box In Your Heart
08. The Valley
09. Deep Blue Sea
10. Self Made Fantasies

 


autor stipe07 às 22:00
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Morgan Delt - Obstacle Eyes

O rock psicadélico com origens nos anos sessenta e setenta, geralmente criado em ambientes fortemente psicotrópicos, continua a fazer escola. Natural de Los Angeles, o norte americano Morgan Delt é mais um bom exemplo de quem se prepara para inaugurar uma carreira musical orientado pela lisergia, neste caso ligeiramente lo fi, que tipifica a sonoridade rock que hoje encontra em nomes tão distintos como os Tame Impala, Foxygen, Pond, Ty Segall ou Wooden Shjips e os próprios The Flaming Lips, entre outros, um território privilegiado de expressão.

Obstacle Eyes é o primeiro single conhecido desse tal primeiro álbum de Morgan Delt, um homónimo que será lançado pela Trouble in Mind Records no próximo dia vinte e oito de janeiro. Com uma forte toada nostálgica, esta é uma canção doce e provocante, marcada pelas guitarras acústicas e uma ligeira distorção, com a voz de Morgan a envolver-nos numa poeira fortemente aditiva. Confere... 


autor stipe07 às 21:09
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Sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014

Silversun Pickups - Cannibal

Cannibal (Single)

Depois de há pouco mais de um mês os californianos Silversun Pickups de Brian Aubert terem editado um vinil de dez polegadas intitulado Let It Decay, já têm mais novidades. A vinte e cinco de fevereiro próximo chegará aos escaparates The Singles Collection, a primeira coletânea do grupo, apesar da ainda curta carreira, por intermédio da Dangerbird Records.

Além de alguns clássicos do grupo como Kissing FamiliesLazy Eye e Little Lover's So Polite, o disco incluirá, no alinhamento de onze canções que podes conferir abaixo, também um novo original; Trata-se de Cannibal, um tema onde o habitual shoegaze dos Silversun Pickups é dominado por um sintetizador que cria uma eletrónica vigorosa e visceral. Confere...

1. “Kissing Families”
2. “Lazy Eye”
3. “Well Thought Out Twinkles”
4. “Little Lover’s So Polite”
5. “Panic Switch”
6. “Substitution”
7. “The Royal We”
8. “Bloody Mary (Nerve Endings)”
9. “The Pit”
10. “Dots And Dashes (Enough Already)”
11. “Cannibal”

autor stipe07 às 17:29
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Domingo, 8 de Dezembro de 2013

Warpaint - Biggy


As Warpaint são um grupo de rock experimental de Los Angeles formado em 2004 e que aposta em sonoridades cheias de detalhes e elementos do shoegaze e da dream pop. A banda é formada por Emily Kokal (vozes, guitarra), Theresa Wayman (vozes, guitarra), Jenny Lee Lindberg (vozes, baixo) e Stella Mozgawa (bateria, teclados). A banda já contou também com a participação da atriz Shannyn Sossamon e do guitarrista Josh Klinghoffer dos Red Hot Chili Peppers, em alguns momentos.

As Warpaint lançaram por conta própria o EP de estreia, em outubro de 2008 e o primeiro álbum em outubro de 2010. Agora, estão de regresso com um novo álbum, homónimo, que chegará a vinte e um de janeiro do próximo ano via Rough Trade e Biggy é o novo avanço desse disco, uma canção que mergulha nas sonorizações letárgicas e psicadélicas dos anos noventa. São quase seis minutos de emanações delicadas e vocalizações angelicais, assentes em guitarras e sintetizadores.

Esta canção sucede a Love Is To Die, o primeiro avanço divulgado de Warpaint. Confere ambos e a tracklist do disco...

  1. Intro
  2. Keep It Healthy
  3. Love Is to Die
  4. Hi
  5. Biggy
  6. Teese
  7. Disco//very
  8. Go In
  9. Feeling Alright
  10. CC
  11. Drive
  12. Son



autor stipe07 às 17:00
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Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013

Silversun Pickups - Let It Decay


Numa espécie de parceria entre a iniciativa Record Store Day e o Black Friday, que ocorre sempre na sexta feira a seguir ao feriado de Ação de Graças, nos Estados Unidos da América, os californianos Silversun Pickups editaram no passado dia vinte e nove de novembro um vinil de dez polegadas intitulado Let It Decay.

Falo de uma edição limitada que tem como tema principal a canção título do lançamento e como lado b Working Title, um tema que sobrou das sessões de gravação de Neck Of The Woods, o último longa duração desta banda de Los Angeles, que divulguei há cerca de ano e meio.

A propósito deste lançamento e da iniciativa, Brian Aubert, o líder da banda, declarou: Record Store Day (now Days) has always been important to us. We’ve been lucky enough to play special acoustic shows in independent record stores all over the globe. We get to know these places and feel quite blue when we return and they are no longer open. We believe strongly in the importance of these places and will always do whatever we can to help support these stores. Confere...

DANGERBIRD_lockups_cs2

01. Let It Decay
02. Working Title


autor stipe07 às 12:37
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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Tame Impala - Elephant (The Flaming Lips version)

Os The Flaming Lips e os Tame Impala continuam a tocar e a gravar juntos. Depois da banda australiana ter participado em Heady Fwends, disco de colaborações que os The Flaming Lips editaram em 2012, andam atualmente em digressão conjunta e dão esta noite, em Los Angeles, o primeiros de três concertos previstos para a costa oeste dos Estados Unidos, nos próximos dias. Entretanto também têm estado em estúdio a gravar um EP conjunto, que será editado muito em breve. Esse trabalho será uma coleção de covers de uma banda a tocar temas da outra. Para já confere a fantástica versão de Elephant, um original, como todos sabemos, dos Tame Impala, by The Flaming Lips.


autor stipe07 às 23:37
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Domingo, 15 de Setembro de 2013

Conheces os Vintage Moon?

Naturais de Silverlake, em Los Angeles, os Vintage Moon são uma das mais interessantes e promissoras descobertas que fiz nos últimos dias. Donos de um cardápio musical ainda muito pouco extenso, impressionaram-me pela qualidade do mesmo e pelo elevado nível de maturidade que já demonstram, inclusivamente no que respeita à produção, como poderão comprovar no soundcloud do grupo.

Esta banda estreou-se nos lançamentos a vinte e nove de janeiro deste ano com Sinterpretation, um EP que não se consegue encontrar em lado nenhum mas onde, pelos vistos, se destacava Dissertation Games, um tema que representa muito claramente a sonoridade típica dos Vintage Moon. Recentemente eles voltaram a dar sinais de vida com Tyro, mais uma nova canção que, pelo que percebi, fará parte de mais um EP a ser editado até ao final deste ano. 

Inseridos numa lógica muito atual de revivalismo da eletrónica dos anos setenta e oitenta, algures entre Kraftwerk, New Order e Pet Shop Boys e a colocarem também ao barulho os contemporâneos Fischerspooner, só para citar alguns nomes mais conhecidos, os Vintage Moon tocam uma excelente synth pop feita com o habitual arsenal instrumental desse tipo de sonoridade, assente nos sintetizadores, de forma a replicarem uma eletrónica etérea, aditiva e algo sombria, um detalhe que acrescenta um certo charme e uma toada algo hipnótica ao conjunto final.

Os Vintage Moon têm, simultaneamente, algo de gratificante e perturbador; Uma certa opção por se manterem um pouco na penumbra opôe-se à luminosidade das canções, mas aqualidade das mesmas faz suspeitar trás deste grupo existe uma mente iluminada ou um conjunto de músicos já bastante experimentados, possuidores de um dom natural para a música e muito criativos.

Ainda não há planos para um longa duração e é muito escassa qualquer informação adicional sobre os Vintage Moon; No entanto,irei manter-me atento a este projeto e enquanto não chegam mais novidades, faz como eu e usufrui dos três belíssimos temas que o grupo disponibilizou gratuitamente. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 23:14
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Terça-feira, 3 de Setembro de 2013

The Blood Arm – Infinite Nights

Com origem em Los Angeles, mas atualmente sedeados em Berlim, os The Blood Arm são Zebastian Carlisle (guitarra), Nathaniel Fregoso (voz), Matthew Wheeler (bateria) e Dyan Valdés (teclados). Já compôem, gravam e tocam juntos há dez anos e no passado dia dezassete de junho editaram Infinite Nights, o seu quarto álbum de estúdio, por intermédio da RIP Ben Lee Records.

toast head

A mudança dos The Blood Arm de Los Angeles para Berlim foi uma opção bastante ponderada pela banda, nomeadamente por Dyan Valdes e Nathaniel Fregoso e sucedeu porque eles próprios sentiram a necessidade de mudar de ares, nomeadamente após o lançamento, em 2006, de Lie Lover Lie e há dois anos de Turn And Face Me, dois trabalhos muito aclamados pela crítica. A mudança teve o apoio de alguns fãs alemães que estão ser recompensados com uma digressão que os The Blood Arm têm andado a fazer pela Alemanha nos últimos tempos.

Quanto a Infinite Nights, o disco tem muito a ver com a esperança e as expetativas, algo compreensível quando há uma importante mudança, sendo o rock a grande pedra de toque das doze canções. A própria participação especial de Matthew Wheeler dos The Rumble Strips, na voz e na bateria, é mais uma achega para um certo virar de agulhas para outras direções, também sonoras. O alinhamento tem alguns destaques; Logo no início temos a intrigante, introspetiva e charmosa Wrong Side Of The Law, com o disco a acelerar em Midnight Moan, compreensivelmente o grande destaque do disco e single principal, uma canção assente num rock com pitadas de blues que Jack White não se importaria certamente de ter criado.

A calma e melódica Oh Ali Bell!, é uma ligeira mudança na direção do disco, mas sem fugir da toada geral, algo que se aplica também a  Happy Hour e Let Me Be Your Guide. Mas há um certo reverso da moeda em Bubblegum, um tema algo destoado do restante conteúdo de Infinite Nights, mas cuja toada mais experimental não ultrapassa os limites sonoros que a banda sempre impôs a si própria.

Não posso terminar a sucinta análise a este disco sem falar de Sex Fiend, uma injeção frenética e peculiar de um rock enérgico e genuíno e de uma indie pop típica de, por exemplo, uns B-52, uma canção que contribui para que Infinite Nights seja um excelente compêndio sonoro para quem quiser conhecer mais um projeto musical no universo do indie rock que talvez merecesse maior projeção. Espero que aprecies a sugestão...

The Blood Arm - Infinite Nights

01. Wrong Side Of The Law
02. Midnight Moan
03. Oh Ali Bell!
04. Revenge
05. Happy Hour
06. Torture
07. Infinite Nights
08. Sex Fiend
09. Bubblegum
10. Matters Of The Heart
11. Let Me Be Your Guide
12. Another Stop Along The Way


autor stipe07 às 21:47
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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013

Kenna - Relations (An Ode To You & Me)


Produzido por Chad Hugo, parceiro de Pharrell Williams nos The Neptunes, Relations (An Ode To You & Me) é o novo single de Kenna, um cantor norte americano de Los Angeles.

A canção é o primeiro avanço para Land 2 Air Chronicles II – Imitation is Suicide, o novo EP do cantor que sairá brevemente e nela sobressai uma íntima relação entre sonoridades contemporâneas e as influências declaradas quer de Kenna, quer de Chad, algures nos anos oitenta. Assim, Relations (An Ode To You & Me), destaca-se logo nos segundos iniciais pela sensual linha de baixo carregada de funk e, pouco depois, por uma voz que nos remete para David Byrne e os seus Talking Heads, algo reforçado pela íntima relação que se vai criando, à medida que a canção escorre pelos nossos ouvidos, entre os típicos sintetizadores de há três décadas atrás e as orquestrações impostas por Chad.

O território dominado por nomes tão significativos como os Hercules And Love Affair acaba também por ser invadido, em quatro minutos de puro deleite climático disponibilzados gratuitamente pelo músico e que se inserem nas habituais propostas sonoras de Kenna. Confere...



autor stipe07 às 14:46
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