Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

The New Division – Together We Shine

Os The New Division são uma banda da Los Angeles, formada em 2005 por John Kunkel, ao qual se juntou mais tarde Michael Janz, Mark Michalski e Brock Woolsey e Alex Gonzales. Falei deles em finais de 2011 por causa de Shadows, o disco de estreia do grupo e agora, quase três anos depois, chegou finalmente o sucessor. O novo álbum dos The New Division chama-se Together We Shine e viu a luz do dia por intermédio da etiqueta Division 87.


Banda que aposta no revivalismo punk rock dos anos oitenta, combinado com a eletrónica mais influente dessa época, razão pela qual não será alheia a inserção das palavras New (Order) e (Joy) Division no nome, este quinteto procurou, no sempre difícil segundo disco, apostar numa sonoridade mais pop, luminosa e expansiva que na estreia, certamente em busca de um maior sucesso comercial e de ampliar a sua rede de ouvintes e seguidores, além do nicho de seguidores que têm acompanhado o percurso da banda com particular devoção.

Assim, Together We Shine impressiona, desde logo, pela qualidade da produção e pela aposta firme na criação de um som límpido e algo futurista. Estamos na presença de um álbum cuidadosamente trabalhado, onde as influências são bem claras e canções como Den Bosch, o tema que abre o disco após uma breve intro, Bright Morning Star, Stockholm, Smile e England, foram certamente pensadas para o airplay, já que baseiam-se numa pop épica e conduzida por teclados sintéticos que dão vida a refrões orelhudos e melodias que se colam ao ouvido com particular ênfase.

Se na estreia as guitarras dominavam o processo de criação melódica, em Together We Shine os sintetizadores e os efeitos da bateria eltrónica assumem os comandos, com temas como Lifted a tocarem mesmo a fronteira do house. O baixo também é um instrumento relevante em algumas canções; Em Shine e Honest posiciona-se mesmo na linha da frente no que diz respeito ao cardápio instrumental mais audível.

Não é novidade nenhuma dizer-se que a música enquanto forma de arte é um fenómeno onde quem inova sonoramente pode encontrar aí o caminho para o sucesso. No entanto, penso que esta manifestação artística também é um fenómeno cíclico e que as bandas e artistas que buscam elementos retro de outras décadas para recriar um estilo próprio também poderão encontrar a chave para o sucesso. Exemplos que procuram seguir esta doutrina são bem comuns nos dias de hoje são bem comuns e, ao segundo disco, já não restam dúvidas que os The New Division escolheram a inesquecível década da ascensão da música eletrónica para sustentar a sua carreira discográfica. Espero que aprecies a sugestão...

The New Division - Together We Shine

01. Intro
02. Den Bosch
03. Shine
04. Honest
05. Stockholm
06. St. Petersburg
07. Smile
08. Lifted
09. England
10. Bright Morning Star
11. Lisbon

 


autor stipe07 às 22:56
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Terça-feira, 15 de Abril de 2014

Twin Shadow - To The Top

Depois de compôr o tema Old Love / New Love em exclusivo para o jogo GTA V, o músico Twin Shadow acaba de disponibilizar gratuitamente uma nova canção chamada To The TopGeorge Lewis Jr. ainda não revelou muitos detalhes a respeito deste seu novo tema, não havendo confirmação se fará parte do alinhamento do seu próximo álbum.

To The Top tem uma sonoridade grandiosa e épica, algures entre a world music e alguns dos melhores arranjos, instrumentalmente ricos e que fizeram escola no auge da típica pop dos anos oitenta, um universo sonoro que já tinha sustentado Confess, o último disco deste músico norte americano. Confere...


autor stipe07 às 17:29
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Terça-feira, 4 de Março de 2014

Gardens & Villa - Dunes

Lançado no passado dia quatro de fevereiro através da Secretly Canadian, Dunes é o novo álbum dos Gardens & Villa, um quinteto norte americano de Santa Bárbara, na Califórnia, formado por Chris Lynch, Adam Rasmussen, Shane McKillop, Levi Hayden e Dustin Ineman. Dunes foi gravado com Tim Goldsworthy (Cut Copy, DFA Records, LCD Soundsystem) em Michigan.

Oriundos de uma Santa Barbara que funciona um pouco como uma espécie de subúrbio rico de uma Los Ageles cosmopolita, os Gardens & Villa destacaram-se logo em 2011 quando lançaram o disco de estreia, homónimo, que foi muito bem aceite pela crítica.

Algures entre o andrógeno e o poético, Chris Lynch usa a sua voz para dar cor a sequências melódicas, em dez temas onde as guitarras são o fio condutor de praticamente todas as músicas, mas há também outros instrumentos que remodelam musicalmente a banda, que parece flutuar entre a estrutura de composição típica dos Foals e a pop madura dos Phoenix. Sintetizadores, metais, vozes em coro e uma bateria mais crua, são detalhes e particularidades musicais que ampliam consideravelmente os horizontes dos Gardens & Villa.

Estamos na presença de um álbum pop bem sucedido, um tratado com um propósito comercial, bem patente no single Colony Glen. Dunes é um disco melódico e acessível a vários públicos, que busca uma abrangência, mas que não resvala para um universo de banalidades sonoras que, em verdade se diga, alimentam há anos a indústria fonográfica.

Dunes é um trabalho onde os Gardens & Villa fazem crescer em cada nota, verso ou vocalização, todos os ingredientes que definem as referências principais da pop e destacam-se porque a tudo isto acrescentam aspetos da música negra, brincam com a eletrónica de forma inédita e conduzem-nos para a audição de um disco doce e na mesma medida, pop. Melódicos e intencionalmente acessíveis na mesma medida, transformam cada uma das canções deste trabalho em criações duradouras, ricas em texturas e versos acolhedores que ultrapassam os limites do género. A pop mantém-se na moda e não há vergonha nenhuma em constatá-lo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Domino
02. Colony Glen
03. Bullet Train
04. Chrysanthemums
05. Echosassy
06. Purple Mesas
07. Avalanche
08. Minnesota
09. Thunder Glove
10. Love Theme


autor stipe07 às 20:41
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Segunda-feira, 3 de Março de 2014

Beck – Morning Phase

Depois de seis anos de solidão, o músico que no início da década de noventa atuava em clubes noturnos vestido de stormtrooper e que da aproximação lo-fi ao hip-hop de Mellow Gold e Odelay, passando pela melancolia de Sea Change e a psicadelia de Modern Guilt, nos habituou a frequentes e bem sucedidas inflexões sonoras, está de regresso em 2014 com dois discos, um deles chamado Morning Phase, o décimo segundo da sua carreira e que viu a luz do dia a vinte e cinco de fevereiro por intermédio da Capitol Records. Falo, obviamente, de Beck Hansen, uma referência icónica da música popular das últimas duas décadas, um cantor e compositor com quase quarenta e quatro anos e que tantas vezes já mudou de vida como de casaco e que agora se prepara, com um novo fôlego na sua carreira, para mais um recomeço.

A introdução de Morning Phase, com os violinos de Cycle e uma melodia cinematográfica, prepara-nos para a entrada num universo muito peculiar, que ganha uma vida intensa e fica logo colocado a nú, sem truques, no dedilhar da viola de Morning e nos efeitos sintetizados borbulhantes e coloridos que a acompanham. Beck está, assim, de regresso a um universo que só faz sentido se pulsar em torno de uma expressão melancólica acústica que este músico norte americano herdou de Neil Young e que sabe hoje, na minha opinião, melhor que ninguém, como interpretar.

Morning Phase é uma benção caída do céu para todos aqueles que, como eu, têm alinhada na sua prateleira, cronologicamente, toda a vasta discografia de Beck e que acabam por, invariavelmente, ir desfolhar sempre aquele setor mais central, algures entre Mutations e, principalmente, Sea Change. No entanto, convém esclarecer os mais desatentos e menos familiarizados com o historial de Beck, que as semelhanças ficam por aqui; Apesar de Cycles iniciar com o mesmo acorde Mi da também introdutória Golden Age do disco de 2002, e se Morning mantém a toada, há doze anos Beck exorcizava os seus fantasmas após o final de um relacionamento com uma namorada de muitos anos, vendo-se assim refém de uma obra que representava o seu estado de profunda tristeza e melancolia, mas hoje Morning Phase é reflexo de uma fase muito mais feliz da sua vida, que tem aproveitado devidamente com a sua esposa, Marissa Ribisi e os dois filhos (Cosimo e Tuesday) e que os arranjos coloridos de Heart Is A Drum, um tema que ganha vida através de um blues da melhor qualidade, parecem claramente expressar. Esta canção cheia de efeitos na voz do músico que iluminam o ambiente e a música, é um dos meus destaques deste álbum.

Mas Morning Phase tem outros momentos cheios de esplendor e que importa realçar; Blackbird Chain é a banda sonora perfeita para uma declaração de amor sentida e Unforgiven salta ao ouvido por se afastar do formato mais acústico e servir-se dos sintetizadores e de uma orquestra de fundo para aguçar o nosso espírito. Já Wave impressiona pelas fantasticas linhas do mesmo violino que nos tinha deslumbrado na abertura; Os arranjos densos, orquestrados e quase góticos desta canção, dão-nos uma visão panorâmica de um Beck pequeno e isolado diante da imensidão ao seu redor, como se estivéssemos a contemplar uma figura distante, cada vez mais desfocada e misteriosa. De referir ainda o banjo ternurento de Say Goodbye, a inspiração romântica e a exuberância orquestral de Waking Light e a folk animada de Blue Moon, uma referência direta a Nick Drake, um dos grandes inspiradores deste músico nascido em 1970 em Los Angeles, filho de uma atriz e um compositor.

O Beck que antes brincava com o sexo (Sexx Laws) ou que gozava com o diabo (Devil's Haircut) faz agora uma espécie de ode à ideia romântica de uma vida sossegada, realizada e feliz usando a santa triologia da pop, da folk e da country. A receita é extremamente assertiva e eficaz; Com as participações especiais de músicos tão conceituados como o baterista Joey Waronker (Atoms For Peace) e o baixista Justin Meldal-Johnsen, Morning Phase reluz porque assenta num som leve e cativante e contém texturas psicadélicas que, simultanemente, nos alegram e nos conduzem à introspeção, com uma sobriedade distinta, focada numa instrumentação diversificada e impecavelmente produzida. Fica claro em Morning Phase que Beck ainda caminha, sofre, ama, decepciona-se, e chora, mas que vive numa fase favorável e tranquila. Espero que aprecies a sugestão...

Beck - Morning Phase

01. Morning
02. Heart Is A Drum
03. Say Goodbye
04. Waking Light
05. Unforgiven
06. Wave
07. Don’t Let It Go
08. Blackbird Chain
09. Evil Things
10. Blue Moon
11. Turn Away
12. Country Down


autor stipe07 às 17:28
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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

Allah-Las – Had It All / Every Girl

Naturais de Los Angeles, os norte americanos Allah-Las têm um novo single intitulado Had It All e que tem como lado b Every Girl, tendo sido lançado por intermédio da Innovative Leisure. Depois de terem impressionado com um disco homónimo, estes dois temas mantêm a toada e levam-nos numa viagem psicadélica até aos anos sessenta, através de uma sonoridade muito fresca e luminosa, assente numa guitarra vintage, muito próxima dos Velevet Undergorund. Confere...

 

Allah-Las - Had It All - Every Girl

01. Had It All
02. Every Girl

 


autor stipe07 às 12:56
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Warpaint - Warpaint

Theresa Wayman, Emily Kokal, Jenny Lee Lindberg e Stella Mozgawa estão de regresso com Warpaint, um título feliz para batizar o segundo disco da banda, já que, tendo em conta o seu conteúdo, este parece ser um trabalho que vem mesmo do interior da alma mais sincera e verdadeira das Warpaint, quatro miúdas que se enfiaram vários meses numa pequena casa para darem  à luz doze canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora. Joshua Tree é o nome de uma região desértica na costa oeste dos Estados Unidos da América e onde fica essa tal casa, um local batizado com esse nome por mórmons que acreditavam que as abundantes árvofres que aí existiam eram um sinal de Joshua indicando a terra prometida aos pioneiros que aí chegavam no século XVIII.

As Warpaint fugiram de uma Los Angeles artificial e onde grande parte da população vive uma vida inteira na ilusão de que nessa cidade dos anjos está a terra prometida onde relizarão todos os sonhos para, no contacto com a verdadeira natureza, criarem este belíssimo trabalho, o sucessor de The Fool, o álbum de estreia e que também tinha visto a luz do dia por intermédio da Rough Trade.

O imenso deserto de Joshua Tree foi o local perfeito para as Warpaint livrarem-se de todas as más influências e criarem algo genuíno. Com a ajuda de Flood, um mestre em retirar o melhor do verdadeiro espírito de uma banda, algo que nomes tão importante como os Sigur Rós, Nick Cave ou PJ Harvey podem comprovar, as quatro miúdas deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem uma faceta mais negra e obscura do que a estreia, para criar um álbum tipicamente rock, esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com uma certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

Os acordes iniciais de Warpaint são perfeitos para percebermos o que nos espera nos próximos quarenta minutos. Aguarda-nos belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. A escrita carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi. Esta evidência desarma completamente as Warpaint e além de, sem qualquer ponta de machismo, eu considerar que as envolve numa intensa aúrea sexual, despe-as de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que as poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade das quatro.

Warpaint é tudo menos um disco igual a tantos outros ou comum. Love Is To Die , single já retirado do disco, destaca-se pelo frenesim que o baixo e a bateria impôem, num combate de notas agudas e graves que espelham a aparente dicotomia que a letra transmite (Love is to die, Love is to not die, Love is to dance) cantada em jeito de lamúria ou desabafo.

Feitas as introduções, é aqui que o disco começa a aquecer e a mostrar vida própria e independente. Ouve-se ecos da negrura de projectos recentes como Esben & the Witch. Ouve-se Cocteau Twins. Ouve-se Portishead e Massive Attack. Teese, canção que recebe o alívio de uma guitarra acústica, chega a parecer Radiohead. Ouve-se estranheza, ouve-se escuridão. Ouve-se harmonias de vozes de outro planeta, já características do quarteto norte-americano. Mais à frente ainda, há The XX na guitarra e no baixo. Há sensualidade numa Disco//Very que nos faz imaginar um quarteto de mulheres emancipadas a abanar as ancas num qualquer anúncio de moda.

Em suma, Warpaint é para a banda, depois de um disco de estreia que obrigou a uma digressão desgastante com mais de dois anos, um notório marco de libertação e de experimentação onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, o que deu origem a um disco que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a paisagem que as rodeou durante o período de gestação.

As Warpaint põem à prova o novo álbum ao vivo na Aula Magna, a um de Março. Espero que aprecies a sugestão...

Warpaint - Warpaint

01. Intro
02. Keep It Healthy
03. Love Is To Die
04. Hi
05. Biggy
06. Teese
07. Disco//Very
08. Go In
09. Feeling Right
10. CC
11. Drive
12. Son


autor stipe07 às 21:10
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Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014

Light FM – Voices In My Head

Os Light FM são uma banda com sede em Los Angeles, mas que se formou bem no coração da América, nomeadamente em Chicago, liderada por Josias Mazzaschi. Os restantes membros são Nicki Nevlin no baixo, Jacquie Parsons nas teclas, Alexa Brinkschulte na bateria e Wheeler Savannah nos teclados. Falei deles em fevereiro do ano passado a propósito de Buzz Kill City, o segundo disco da discografia da banda, editado no início de 2012. Agora, no ocaso de 2013, regressaram com Voices In My Head,  o terceiro registo do grupo.

lightfm2013

Gravado nos Cave Studios, em Los Angeles, na Califórnia, Voices In My Head é o disco mais eletrónico da carreira dos Light FM, um trabalho que se destaca pela predominância do baixo e da secção rítmica no processo de criação melódica que, abrilhantado por detalhes e arranjos sintetizados que encontram raízes na melhor indie pop dos anos oitenta, originam paisagens sonoras cativantes e impecavelmente produzidas.

Voices In My Head é um álbum que está a levar e a ajudar a banda a atingir a ribalta e um lugar de destaque no universo musical alternativo local. Este é mais um trabalho que nos leva numa espécie de viagem sonora em que somos sugados para uma experiência voyeurista através de ritmos cativantes e letras bastante biográficas e, por isso, sinceras.

Ouve-se o disco e parece fácil imaginar Mazzaschi, um verdadeiro animal de estúdio pelo que já percebi, isolado num local remoto a pensar sobre situações concretas da sua vida e a escrever temas como PTSD, Hollow Inside ou Hang It Up, como um exercício concreto de auto terapia e uma forma de superar algumas contrariedades e medos. Espero que aprecies a sugestão...

 Light FM - Voices In My Head

01. Voices In My Head
02. Let Go
03. Hang It Up
04. Hollow Inside
05. PTSD
06. Black Widow
07. Treasure Box In Your Heart
08. The Valley
09. Deep Blue Sea
10. Self Made Fantasies

 


autor stipe07 às 22:00
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Morgan Delt - Obstacle Eyes

O rock psicadélico com origens nos anos sessenta e setenta, geralmente criado em ambientes fortemente psicotrópicos, continua a fazer escola. Natural de Los Angeles, o norte americano Morgan Delt é mais um bom exemplo de quem se prepara para inaugurar uma carreira musical orientado pela lisergia, neste caso ligeiramente lo fi, que tipifica a sonoridade rock que hoje encontra em nomes tão distintos como os Tame Impala, Foxygen, Pond, Ty Segall ou Wooden Shjips e os próprios The Flaming Lips, entre outros, um território privilegiado de expressão.

Obstacle Eyes é o primeiro single conhecido desse tal primeiro álbum de Morgan Delt, um homónimo que será lançado pela Trouble in Mind Records no próximo dia vinte e oito de janeiro. Com uma forte toada nostálgica, esta é uma canção doce e provocante, marcada pelas guitarras acústicas e uma ligeira distorção, com a voz de Morgan a envolver-nos numa poeira fortemente aditiva. Confere... 


autor stipe07 às 21:09
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Sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014

Silversun Pickups - Cannibal

Cannibal (Single)

Depois de há pouco mais de um mês os californianos Silversun Pickups de Brian Aubert terem editado um vinil de dez polegadas intitulado Let It Decay, já têm mais novidades. A vinte e cinco de fevereiro próximo chegará aos escaparates The Singles Collection, a primeira coletânea do grupo, apesar da ainda curta carreira, por intermédio da Dangerbird Records.

Além de alguns clássicos do grupo como Kissing FamiliesLazy Eye e Little Lover's So Polite, o disco incluirá, no alinhamento de onze canções que podes conferir abaixo, também um novo original; Trata-se de Cannibal, um tema onde o habitual shoegaze dos Silversun Pickups é dominado por um sintetizador que cria uma eletrónica vigorosa e visceral. Confere...

1. “Kissing Families”
2. “Lazy Eye”
3. “Well Thought Out Twinkles”
4. “Little Lover’s So Polite”
5. “Panic Switch”
6. “Substitution”
7. “The Royal We”
8. “Bloody Mary (Nerve Endings)”
9. “The Pit”
10. “Dots And Dashes (Enough Already)”
11. “Cannibal”

autor stipe07 às 17:29
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Domingo, 8 de Dezembro de 2013

Warpaint - Biggy


As Warpaint são um grupo de rock experimental de Los Angeles formado em 2004 e que aposta em sonoridades cheias de detalhes e elementos do shoegaze e da dream pop. A banda é formada por Emily Kokal (vozes, guitarra), Theresa Wayman (vozes, guitarra), Jenny Lee Lindberg (vozes, baixo) e Stella Mozgawa (bateria, teclados). A banda já contou também com a participação da atriz Shannyn Sossamon e do guitarrista Josh Klinghoffer dos Red Hot Chili Peppers, em alguns momentos.

As Warpaint lançaram por conta própria o EP de estreia, em outubro de 2008 e o primeiro álbum em outubro de 2010. Agora, estão de regresso com um novo álbum, homónimo, que chegará a vinte e um de janeiro do próximo ano via Rough Trade e Biggy é o novo avanço desse disco, uma canção que mergulha nas sonorizações letárgicas e psicadélicas dos anos noventa. São quase seis minutos de emanações delicadas e vocalizações angelicais, assentes em guitarras e sintetizadores.

Esta canção sucede a Love Is To Die, o primeiro avanço divulgado de Warpaint. Confere ambos e a tracklist do disco...

  1. Intro
  2. Keep It Healthy
  3. Love Is to Die
  4. Hi
  5. Biggy
  6. Teese
  7. Disco//very
  8. Go In
  9. Feeling Alright
  10. CC
  11. Drive
  12. Son



autor stipe07 às 17:00
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Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013

Silversun Pickups - Let It Decay


Numa espécie de parceria entre a iniciativa Record Store Day e o Black Friday, que ocorre sempre na sexta feira a seguir ao feriado de Ação de Graças, nos Estados Unidos da América, os californianos Silversun Pickups editaram no passado dia vinte e nove de novembro um vinil de dez polegadas intitulado Let It Decay.

Falo de uma edição limitada que tem como tema principal a canção título do lançamento e como lado b Working Title, um tema que sobrou das sessões de gravação de Neck Of The Woods, o último longa duração desta banda de Los Angeles, que divulguei há cerca de ano e meio.

A propósito deste lançamento e da iniciativa, Brian Aubert, o líder da banda, declarou: Record Store Day (now Days) has always been important to us. We’ve been lucky enough to play special acoustic shows in independent record stores all over the globe. We get to know these places and feel quite blue when we return and they are no longer open. We believe strongly in the importance of these places and will always do whatever we can to help support these stores. Confere...

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01. Let It Decay
02. Working Title


autor stipe07 às 12:37
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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Tame Impala - Elephant (The Flaming Lips version)

Os The Flaming Lips e os Tame Impala continuam a tocar e a gravar juntos. Depois da banda australiana ter participado em Heady Fwends, disco de colaborações que os The Flaming Lips editaram em 2012, andam atualmente em digressão conjunta e dão esta noite, em Los Angeles, o primeiros de três concertos previstos para a costa oeste dos Estados Unidos, nos próximos dias. Entretanto também têm estado em estúdio a gravar um EP conjunto, que será editado muito em breve. Esse trabalho será uma coleção de covers de uma banda a tocar temas da outra. Para já confere a fantástica versão de Elephant, um original, como todos sabemos, dos Tame Impala, by The Flaming Lips.


autor stipe07 às 23:37
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Domingo, 15 de Setembro de 2013

Conheces os Vintage Moon?

Naturais de Silverlake, em Los Angeles, os Vintage Moon são uma das mais interessantes e promissoras descobertas que fiz nos últimos dias. Donos de um cardápio musical ainda muito pouco extenso, impressionaram-me pela qualidade do mesmo e pelo elevado nível de maturidade que já demonstram, inclusivamente no que respeita à produção, como poderão comprovar no soundcloud do grupo.

Esta banda estreou-se nos lançamentos a vinte e nove de janeiro deste ano com Sinterpretation, um EP que não se consegue encontrar em lado nenhum mas onde, pelos vistos, se destacava Dissertation Games, um tema que representa muito claramente a sonoridade típica dos Vintage Moon. Recentemente eles voltaram a dar sinais de vida com Tyro, mais uma nova canção que, pelo que percebi, fará parte de mais um EP a ser editado até ao final deste ano. 

Inseridos numa lógica muito atual de revivalismo da eletrónica dos anos setenta e oitenta, algures entre Kraftwerk, New Order e Pet Shop Boys e a colocarem também ao barulho os contemporâneos Fischerspooner, só para citar alguns nomes mais conhecidos, os Vintage Moon tocam uma excelente synth pop feita com o habitual arsenal instrumental desse tipo de sonoridade, assente nos sintetizadores, de forma a replicarem uma eletrónica etérea, aditiva e algo sombria, um detalhe que acrescenta um certo charme e uma toada algo hipnótica ao conjunto final.

Os Vintage Moon têm, simultaneamente, algo de gratificante e perturbador; Uma certa opção por se manterem um pouco na penumbra opôe-se à luminosidade das canções, mas aqualidade das mesmas faz suspeitar trás deste grupo existe uma mente iluminada ou um conjunto de músicos já bastante experimentados, possuidores de um dom natural para a música e muito criativos.

Ainda não há planos para um longa duração e é muito escassa qualquer informação adicional sobre os Vintage Moon; No entanto,irei manter-me atento a este projeto e enquanto não chegam mais novidades, faz como eu e usufrui dos três belíssimos temas que o grupo disponibilizou gratuitamente. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 23:14
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Terça-feira, 3 de Setembro de 2013

The Blood Arm – Infinite Nights

Com origem em Los Angeles, mas atualmente sedeados em Berlim, os The Blood Arm são Zebastian Carlisle (guitarra), Nathaniel Fregoso (voz), Matthew Wheeler (bateria) e Dyan Valdés (teclados). Já compôem, gravam e tocam juntos há dez anos e no passado dia dezassete de junho editaram Infinite Nights, o seu quarto álbum de estúdio, por intermédio da RIP Ben Lee Records.

toast head

A mudança dos The Blood Arm de Los Angeles para Berlim foi uma opção bastante ponderada pela banda, nomeadamente por Dyan Valdes e Nathaniel Fregoso e sucedeu porque eles próprios sentiram a necessidade de mudar de ares, nomeadamente após o lançamento, em 2006, de Lie Lover Lie e há dois anos de Turn And Face Me, dois trabalhos muito aclamados pela crítica. A mudança teve o apoio de alguns fãs alemães que estão ser recompensados com uma digressão que os The Blood Arm têm andado a fazer pela Alemanha nos últimos tempos.

Quanto a Infinite Nights, o disco tem muito a ver com a esperança e as expetativas, algo compreensível quando há uma importante mudança, sendo o rock a grande pedra de toque das doze canções. A própria participação especial de Matthew Wheeler dos The Rumble Strips, na voz e na bateria, é mais uma achega para um certo virar de agulhas para outras direções, também sonoras. O alinhamento tem alguns destaques; Logo no início temos a intrigante, introspetiva e charmosa Wrong Side Of The Law, com o disco a acelerar em Midnight Moan, compreensivelmente o grande destaque do disco e single principal, uma canção assente num rock com pitadas de blues que Jack White não se importaria certamente de ter criado.

A calma e melódica Oh Ali Bell!, é uma ligeira mudança na direção do disco, mas sem fugir da toada geral, algo que se aplica também a  Happy Hour e Let Me Be Your Guide. Mas há um certo reverso da moeda em Bubblegum, um tema algo destoado do restante conteúdo de Infinite Nights, mas cuja toada mais experimental não ultrapassa os limites sonoros que a banda sempre impôs a si própria.

Não posso terminar a sucinta análise a este disco sem falar de Sex Fiend, uma injeção frenética e peculiar de um rock enérgico e genuíno e de uma indie pop típica de, por exemplo, uns B-52, uma canção que contribui para que Infinite Nights seja um excelente compêndio sonoro para quem quiser conhecer mais um projeto musical no universo do indie rock que talvez merecesse maior projeção. Espero que aprecies a sugestão...

The Blood Arm - Infinite Nights

01. Wrong Side Of The Law
02. Midnight Moan
03. Oh Ali Bell!
04. Revenge
05. Happy Hour
06. Torture
07. Infinite Nights
08. Sex Fiend
09. Bubblegum
10. Matters Of The Heart
11. Let Me Be Your Guide
12. Another Stop Along The Way


autor stipe07 às 21:47
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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013

Kenna - Relations (An Ode To You & Me)


Produzido por Chad Hugo, parceiro de Pharrell Williams nos The Neptunes, Relations (An Ode To You & Me) é o novo single de Kenna, um cantor norte americano de Los Angeles.

A canção é o primeiro avanço para Land 2 Air Chronicles II – Imitation is Suicide, o novo EP do cantor que sairá brevemente e nela sobressai uma íntima relação entre sonoridades contemporâneas e as influências declaradas quer de Kenna, quer de Chad, algures nos anos oitenta. Assim, Relations (An Ode To You & Me), destaca-se logo nos segundos iniciais pela sensual linha de baixo carregada de funk e, pouco depois, por uma voz que nos remete para David Byrne e os seus Talking Heads, algo reforçado pela íntima relação que se vai criando, à medida que a canção escorre pelos nossos ouvidos, entre os típicos sintetizadores de há três décadas atrás e as orquestrações impostas por Chad.

O território dominado por nomes tão significativos como os Hercules And Love Affair acaba também por ser invadido, em quatro minutos de puro deleite climático disponibilzados gratuitamente pelo músico e que se inserem nas habituais propostas sonoras de Kenna. Confere...



autor stipe07 às 14:46
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Domingo, 28 de Julho de 2013

Divine Fits – Ain’t That The Way / Chained To Love


Na sequência do primeiro álbum lançado em 2012, o A Thing Called Divine Fits, o trio Divine Fits lançou há poucos dias, através da Merge Records, um EP single com duas canções em vinil de doze polegadas e também já as disponibilizaram também para venda digital pelo iTunes, a um euro cada. Os dois temas têm a típica sonoridade rock deste grupo natural de Los Angeles. Dois videos com as letras dos temas, Ain't That The Way e Chained To Love, também foram divulgados. Espero que aprecies a sugestão...

01. Chained To Love
02. Ain’t That The Way


autor stipe07 às 12:14
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Segunda-feira, 8 de Julho de 2013

Cobalt Cranes - Head In The Clouds

Tim Foley e Kate Betuel são os Cobalt Cranes, uma dupla norte americana de Los Angeles e Head In The Clouds é o disco homónimo de estreia deste projeto, um álbum editado no passado dia nove de abril pela Anticc Records e que sucede a um EP que viu a luz do dia em 2010. Head In The Clouds, o single homónimo, está disponível para download gratuito na Spinner e o disco para audição no soundcloud dos Cobalt Cranes.

Ultimamente não têm faltado novos projetos a procurar encontrar um lugar ao sol no universo sonoro alternativo com uma estratégia que passa pela indie rock com uma toada shoegaze de forte pendor e cariz psicadélico. Os Cobalt Cranes seguem por esse caminho sinuoso e nem sempre fácil de trilhar, mas destacam-se das diversas propostas porque além de seguirem com distinção essa bitola, também vão procurar detalhes ao grunge dos anos noventa (Shake, Into The Night), além de casarem as técnicas de guitarra que começaram a aparecer na década de cinquenta com o típico fuzz de uns Sonic Youth (Count The Ways). Em determinados momentos também conseguem ir de um shoegaze mais punk, típico de uns Black Rebel Motorcycle Club (Head In The Clouds), até instantes rugosos que nos remetem para uns Velvet Underground (Paper Moon).

Além deste revivalismo vintage feito com riffs de guitarra energéticos e distorções muitas vezes no limite do red line, um dos grandes destaques dos Cobalt Cranes é a postura vocal de Kate Betuel e a sua presença, quer em palco, quer nos videos que têm servido de suporte à promoção do conteúdo do álbum. O filme que ilustra o tema homónimo é capaz de nos deixar assombrados com a sua presença; A imagem de Kate com o seu cabelo louro ao vento, enquanto conduz o descapotável, com Tim ao lado, estrada fora, pelo deserto num dia de intensa luz, encaixa na perfeição com a luminosidade e a aspereza visceral da canção. Tim também canta em algumas canções (a interpretação do guitarrista em Shake e Count The Ways é digna de registo) e o cruzamento entre as vozes de ambos consegue criar uma atmosfera com diferentes sabores e texturas e que soa muito bem dentro da base sonora que criam.

Head In The Clouds é um disco de estreia bastante sólido e que me deixou na expetativa relativamente ao sucessor. É uma excelente banda sonora para uma longa viagem de verão pelo quente asfalto e os Cobalt Cranes são, quanto a mim, um projeto que reúne dois músicos de talento e que, por isso, pode vingar no futuro. Espero que aprecies a sugestão... 

Head In The Clouds

How Many Fingers

Shake

Salvation

Devils All Around

Indigo

Count The Ways

Golden Mansion

Into The Night

Get There Fast

Feel The Same

Paper Moon

 


autor stipe07 às 22:08
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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013

The Airborne Toxic Event – Such Hot Blood

Lançado no passado dia trinta de abril pela Island Records, Such Hot Blood é o terceiro álbum de estúdio dos norte americanos The Airbone Toxic Event, uma banda de Los Angeles formada por Mikel Jollett (voz, guitarra, teclas), Steven Chen (guitarra, teclas), Noah Harmon (baixo, voz), Daren Taylor (bateria) e Anna Bulbrook (viola, teclas, tamborim, voz). Os The Airborne Toxic Event estrearam-se nos discos em 2008 com um homónimo, ao qual se seguiu All At Once em 2011.

Num grupo que ficou mundialmente conhecido devido ao sucesso mundial que foi Sometime Around Midnight, single incluído no disco de estreia, a mistura de rock com arranjos orquestrais e os dez temas de Such Hot Blood não fogem a essa habitual tendência da banda. O universo feminino continua a ser fortemente inspirador para Jollett, apesar de o single Timeless ser sobre o recente desaparecimento da avó do vocalista. Os restantes temas falam do amor e do romance nos tempos modernos e funcionam como uma espécie de meditação sobre tudo aquilo que rodeia essa faceta essencial da existência humana.

A sonoridade de Such Hot Blood acaba por refletir também essa forte aspiração de usar a música como veículo transmissor de sentimentos e emoções e a pop épica feita com guitarras e uma percussão vincada acaba por resultar sempre bem quando é de amor que se fala e sobre o amor que se quer cantar. Mesmo nos instantes mais introspetivos, como Bride & Groom, a receita está lá e com um particular ênfase em Elizabeth, um tema que Jollett escreveu para Elizabeth, uma rapariga que o acusou em tempos de só escrever canções tristes o que estimulou o músico para compôr algo mais luminoso e optimista do que o habitual. Se em Sometime Around Midnight o busílis da mensagem estava em you just have to see her, you know that she’ll break you in two, agora ficámos a saber como se chama essa personagem central do tema.

Such Hot Blood está então cheio de jogos de metáforas que desafiam o ouvinte a tentar entender qual a verdadeira mensagem que estará sublimada em cada um dos temas e há jogos de palavras que nem sempre são de fácil compreensão, com destaque para a barroca True Love, uma canção de que os The Airborne Toxic Event parecem querer desesperadamente usar para se impulsionarem numa nova dimensão mais universal, em termos de reconhecimento público e  simultanemaente mais graciosa e magnâmina, no que concerne aos proveitos próprios que Jollett quererá tirar do facto de ser o grande mentor deste projeto. Muito dos habituais mistérios e perigos da atualidade estão dentro dos medos que habitam dentro de cada um de nós e este grupo de Los Angeles é exímio a demonstrar que isso poderá ser um excelente veículo para criar boas canções pop rock. Espero que aprecies a sugestão...

01. The Secret
02. Timeless
03. What’s In A Name?
04. The Storm
05. Safe
06. Bride And Groom
07. True Love
08. This Is London
09. The Fifth Day
10. Elizabeth


autor stipe07 às 21:32
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Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

Foxygen - We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic

Sam France e Jonathan Rado são a dupla por trás dos Foxygen, um projeto californiano, natural de Weslake Village, nos arredores de Los Angeles, apaixonado pela sonoridade pop e psicadélica dos anos sessenta e setenta, dois períodos localizados no tempo e que semearam grandes ideias e nos deram canções inesquecíveis, lançaram carreiras e ainda hoje são matéria prima de reflexão. Na estreia, com Take the Kids Off Broadway, (disco criado em 2011, mas apenas editado no ano seguinte) os Foxygen procuraram a simbiose de sonoridades que devem muito a nomes tão fundamentais como David Bowie, The Kinks, Velvet Underground, The Beatles e Rolling Stones. Agora, com uma melhor produção e maior coesão, o sucessor, We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, disco produzido por  Richard Swift e lançado no início deste ano pelo selo Jagjaguwar, traz o mesmo horizonte vasto de referências e as inspirações da estreia, mas trabalhadas de forma ainda mais abrangente e eficaz.

A audição de We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, impressiona desde logo por em apenas nove músicas e pouco mais de trinta e seis minutos abarcar uma vasta rede de influências sonoras que, em comparação com a estreia, também abrangem agora a folk e o rock dos anos setenta, indo muito ao encontro do que atualmente faz um cruzamento dos compatriotas MGMT e The Black Keys com os australianos Tame Impala e os Unknown Mortal Orchestra. Houve um amadurecimento natural da dupla, que aprendeu subtilmente a mudar o seu som sem ferir as naturais susceptibilidades dos gostos musicais que cada um dos dois guarda dentro de si e que foram, desde sempre, o grande fator motivacional dos Foxygen, já que não são gostos propriamente convergentes.

In The Darkness abre o álbum e recorda logo, em apenas dois minutos e com o piano e a percussão, os The Beatles da fase Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e mostra também as características camaleónicas dos voz de Sam e os seus belos agudos, às vezes sintetizados. Em apenas dois minutos, a canção traz a sonoridade psicodélica sessentista que estará presente em grande parte do disco. Em seguida, No Destruction mantém a toada revivalista, com um travo folk, numa canção que funde Bob Dylan e Stones e fala do amor e de alguns absurdos que às vezes estão implícitos a esse sentimento.

On Blue Mountain é a canção que melhor mostra as diversas mudanças que o grupo consegue criar dentro da mesma composição. A introdução de quase um minuto tem um tom sexy, acompanhado de um órgão e uma percussão muito subtil. Quando o baixo pulsante entra, a canção começa a tomar um rumo mais rock e sensual, atingindo o auge numa aceleração à The Black Keys, que é novamente interrompida pela toada anterior, uma espécie de coito interrompido mas que não impede o regresso aos preliminares.

San Francisco tem o melhor refrão de We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, uma balada que obedece à sonoridade pop dos anos sessenta e Bowling Trophies tem um experimentalismo instrumental que se aproxima do blues marcado pelo piano e pelas guitarras, além dos metais e de alguns ruídos que assentam muito bem na canção.

O primeiro single retirado de We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic foi Shuggie, outra canção com várias nuances, um refrão soul e um início pouco usual feito à base de sintetizadores e com um timbre bem estranho. Oh Yeah é groove e funky e leva-nos de volta ao camaleão dos anos setenta e só no tema homónimo é que reaparece a toada lo fi que se ouviu no disco de estreia dos Foxygen, por sinal de mãos dadas com o momento mais rock do álbum, feito de imensas guitarras e novamente de vários instantes sonoros diferentes sobrepostos. We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic termina com a hipnótica Oh No 2canção com uma belíssima melodia que nos remete para os Pink Floyd.

We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace & Magic é um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os Foxygen. É um impressionante passo em frente quando comparado com Take the Kids Off Broadway e um disco vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar  tantas referências do passado.  Espero que aprecies a sugestão...

In The Darkness

No Destruction

On Blue Mountain

San Francisco

Bowling Trophies

Shuggie

Oh Yeah

We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic

Oh No 2 

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autor stipe07 às 18:08
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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

Colleen Green - Sock It To Me

Natural de Los Angeles, Colleen Green editou no passado dia dezanove de março Sock It To Me, o seu segundo álbum, por intermédio da etiqueta de Seattle Hardly ArtHeavy Shit e Time In The World são os dois singles já conhecidos deste álbum, criado por uma artista que aposta na simplicidade e que costuma subir sozinha ao palco, apenas com uma guitarra, uma beat box e um par de óculos.


No universo musical é comum a possibilidade de dividirmos os executantes e compositores em dois grandes grupos; Por um lado há aqueles que se destacam pelas suas composições grandiosas e carregadas de detalhes que procuram abarcar uma heterogénea míriade sonora e depois há quem prefira ser o mais simples possível, servindo-se de uma teia instrumental curta e, mesmo assim, conseguir criar um bom naipe de canções. Colleen Green insere-se claramente neste segundo grupo; É fácil imaginarmos a miúda no interior de um quarto completamente desarrumado e com uma guitarra na mão, apenas acompanhada por uma beat box, a fazer música. Sock It To Me remete-nos para a pop e para o punk dos anos sessenta, seguindo a tradição minimal de uns Ramones ou uns Beat Happening e, tentando ser mais atual, com algumas semelhanças com os primeiros trabalhos dos Best Coast. Há um certo charme implícito nas limitações que Colleen impôs ao conteúdo de Sock It To Me, mas também na sinceridade com que as admite já que, por exemplo, confessa que optou utilizar uma beat box em vez da tradicional bateria, porque não sabe tocar uma.

No que concerne às canções, Heavy Shit não tem o sintetizador que se destacava em Time in the World; porém, a artista tem o dom de saber lidar com a simplicidade e, ao mesmo tempo, situar-se numa zona de conforto onde é capaz de compôr belíssimas composições.  Dois elementos fundamentais na música de Colleen Green são a distorção e uma certa toada lo fi. Ambos estão presentes, assim como uma postura vocal ímpar e guitarras bastante aditivas e com uma forte toada punk.

Além dos dois singles já citados, os fãs do filme True Romance irão apreciar a canção You're So Cool, já que se refere à relação entre a personagem Alabama, interpretada por Patricia Arquette e Clarence, interpretado por Christian slater. A temática das canções gira muito em redor de temas típicos de miúdas, algo que mais uma vez nos remete para a década de sessenta, já que também é devido à sensibilidade da escrita de Colleen, que ela recorda outras bandas desse período. When He Tells Me, Darkest Eyes e Every Boy Wants a Normal Girl, são três temas que o atestam já que falam de sentimentos e emoções típicas do universo adolescente feminino.

Sock It To Me conjuga e atualiza para 2013 o que de melhor existia nos grupos pop femininos dos anos sessenta e o punk da década seguinte, com melodias carregadas de charme, feitas com uma beat box, riffs de guitarra simples mas poderosos e alguma sintetização. É uma coleção honesta de canções onde não parece ter havido uma especial preocupação em compôr para a crítica, mas antes, com a tal simplicidade, criar a música que Colleen mais aprecia. Here's what I got. No questions. Espero que aprecies a sugestão...

12834

01. Only One
02. Time in the World
03. You’re So Cool
04. Close to You
05. Sock it to Me
06. Darkest Eyes
07. Heavy Shit
08. Every Boy Wants a Normal Girl
09. Taxi Driver
10. Number One


autor stipe07 às 22:28
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Sábado, 23 de Março de 2013

EELS – Wonderful, Glorious

Os Eels de Mark Oliver Everett, aka Mr. E, uma das minhas bandas preferidas, estão de regresso aos discos com Wonderful, Glorious, um trabalho com treze temas e inteiramente gravado nos estúdios do músico em Los Feliz, nos arredores de Los Angeles, construídos de raíz para a ocasião. Este álbum foi lançado a quatro de fevereiro por intermédio da Vagrant Records; É o décimo disco dos Eels e interrompe um hiato de quase três anos após um período bastante profícuo da banda e que deu origem à triologia Hombre Lobo (2009), End Times (2010) e Tomorrow Morning (2010).

Para quem, como eu, acompanha com atenção a carreira dos Eels praticamente desde o início, o primeiro single de Wonderful, Glorious não surpreendeu quem já está habituado a constantes e felizes quebras na conduta sonora deste grupo norte americano; Após a introspeção latente em End Times, a agressividade punk de Peach Blossom encontra paralelo na transformação sonora que no virar do século operaram de Daisies Of The Galaxy (2000) para Souljacker (2001). Oliver Everett gosta de surpreender e sobrevive no universo indie rock devido à forma como tem sabido adaptar os Eels às transformações musicais que vão surgindo no universo alternativo sem que haja uma perca de identidade na conduta sonora do grupo.
A temática das canções de Wonderful, Glorious é variada e, como sempre, há uma forte componente autobiográfica na escrita de Mr. E. Sonoramente, a agressividade de canções como Kinda FuzzyOpen My PresentStick Together e New Alphabet, não é gratuíta, digamos assim, ou seja, é feita com algum controlo e com uma instrumentação apelativa, que combina muito bem com a típica rouquidão vocal de Everett. Na triologia citada, Mark cantou sobre algumas mazelas que certamente o atormentavam nesse período e agora, em Wonderful, Glorious, o músico sai de novo de uma espécie de clausura emocional e introspetiva, para se libertar e mostrar, sem receio, a sua faceta mais rebelde e divertida, não havendo agora lugar para sentimentos obscuros e lamentações.
Wonderful, Glorious nunca será o disco do tudo ou nada dos Eels, porque estamos na presença de uma banda que já carimbou, com legitimidade, o seu lugar no historial mais ilustre e fundamental do rock alternativo, devido a mais de duas décadas de uma imaculada carreira. Mas sente-se que é um implícito grito de revolta, por parte de um grupo que ciente de tudo isto, talvez esteja cansado da indiferença e de, injustamente, ter vivido todo este tempo numa inexplicável penumbra mediática. Em Bombs Away os Eels assumem a intenção de causar estragos e o groove invulgar de Kinda Fuzzy e a emoção latente na folk da belíssima On The Ropes, servem para provar que há uma míriade sonora notável no cardápio sonoro do grupo e que, no caso da última canção, ao comparar-se com um pugilista, Mr E. assume que não está KO e que quer lutar pelo seu justo lugar no estrelato. Em The Turnaround, no meio de uma certa tensão, Mark prova que sabe aproveitar o seu potencial criativo e assume que pode haver reviravoltas no combate, mas o crescendo da canção sustenta que ele está pronto, uma vez mais, para enfrentar as adversidades e continuar a sua caminhada.

Wonderful, Glorious pode não mudar muita coisa no universo musical dos Eels devido à riqueza do mesmo, mas depois da tal triologia, a liberdade deste disco acaba por ser uma lufada de ar fresco. A dinâmica do sucesso é difícil de prever, mas Everett e companhia merecem elogios de um público maior do que aquele que o conhece e produziram aqui um punhado de canções marcantes que podem realmente leva-los mais além. Oxalá eles alcancem a fama e o reconhecimento público que tanto reclamam em Wonderful, Glorious, porque bem o merecem. Espero que aprecies a sugestão...

01. Bombs Away
02. Kinda Fuzzy
03. Accident Prone
04. Peach Blossom
05. On The Ropes
06. The Turnaround
07. New Alphabet
08. Stick Together
09. True Original
10. Open My Present
11. You’re My Friend
12. I Am Building A Shrine
13. Wonderful, Glorious


autor stipe07 às 19:55
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013

The Little Ones – The Dawn Sang Along

Os The Little Ones são Lee LaDouceur, Kevin Lenhart, Ian Moreno, Brian Reyes, Ed Reyes e Ryan Wilson, uma banda de indie surf pop de Los Angeles.

The Dawn Sang Along é o mais recente trabalho dos The Little Ones e sucede a Morning Tide, o trabalho de estreia do grupo, lançado em 2008; Foi gravado nos estúdios Rollercoaster Recording e produzido por David Newton dos The Mighty Lemon Drops, proprietário do estúdio e pelos próprios The Little OnesThe Dawn Sang Along foi lançado no passado dia doze de fevereiro pela Branches Recording Collective e está disponível para audição no bandcamp da banda.

Para quem estiver já cheio de vontade de antecipar na sua mente o próximo verão e as férias que se avizinham ainda para alguns, The Dawn Sang Along é um excelente disco para esse propósito. O álbum tem onze canções simples e animadas, com a musicalidade extremamente jovem, adolescente e com uma forte aúrea pop que já se escutava em Morning Tide.

As guitarras dominam o cenário montado e criam melodias dançantes que chegam a ser acompanhadas, por exemplo, com ritmos de xilofones, como podemos notar em Argonauts, a primeira canção do álbum e com um vídeo cheio de praia e surf, dirigido pelo próprio Lee LaDouceur. As seguintes seguem no mesmo molde, ajudadas pelo embalo da voz aguda do vocalista e pelos teclados.

Por abarcarem o mesmo território sonoro de bandas como os Phoenix e os Two Door Cinema Club, os The Little Ones estão a optar por uma sonoridade que está na ordem do dia e com elevado potencial de aceitação junto do grande público, em especial o mais jovem que aprecia dar alguns passos de dança no quarto ou numa festa junto de uma psicina. Espero que aprecies a sugestão...

The Little Ones - The Dawn Sang Along

01. Argonauts
02. Boy On Wheels
03. Little Souls
04. Forro
05. Catch The Movement
06. Shake Your Sign
07. AWOL
08. Art In The Streets
09. Super Bros.
10. Body
11. Ain’t It Like You And Me


autor stipe07 às 22:07
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

Great White Buffalo – Great White Buffalo EP

Os Great White Buffalo são uma banda rock de Los Angeles formada em 2010 por Graham Bockmiller (guitarra e voz), Stephen Johnson (guitarra e voz), Paul Hiller (baixo) e Rich Carrillo (bateria). Considerados pela publicação Pigeons and Planes como uma das dez bandas dessa cidade da costa oeste norte americana que merecem toda a atenção, lançaram no passado dia trinta de janeiro um EP homónimo que está disponível para audição e download no bandcamp da banda. Great White Buffalo sucede a Tightrope, um outro EP lançado em abril do ano passado.

Great White Buffalo foi gravado nos Harmony Studios de Los Angeles e os seis temas do EP foram todos escritos pela banda, tendo estado a produção a cargo da mesma e de Philip Allen, vencedor de um Grammy e um nome que já trabalhou com Adele e os Aerosmith. foi também ele quem ficou a cargo do processo de mistura.
Lord Huron e Father John Misty são já dois fãs declarados deste grupo, que nos oferece, neste EP, canções com uma típica sonoridade rock e que terão como maiores influências os Foo Fighters, Kings Of Leon e The Strokes.
Brevemente a banda irá tocar no Noise Pop Festival em São Francisco e no SXSW. Espero que aprecies a sugestão...

01. Thanks For Nothing
02. Likely Story
03. In The Fold
04. Teeth
05. Sleepwalk
06. Burn


autor stipe07 às 20:50
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

Local Natives – Hummingbird

Conheço os Local Natives desde que em 2010 apresentei Gorilla Manor (2009) e desde aí fiquei sempre muito atento a este quinteto de Los Angeles. Assim, era com justificada expetativa quer aguardava por Hummingbird, o disco mais recente de um grupo californiano, que faz da leveza instrumental, do sofrimento traduzido em versos e da formatação primorosa que brinca com a excelência das formas instrumentais, a sua imagem de marca. Humminbird foi produzido por Aaron Dessner, dos The National e chegou às lojas no passado dia vinte e nove de janeiro pela Frenchkiss.

A sonoridade dos Local Natives sempre se manteve dentro de uma atmosfera bem delineada e de uma constante proximidade lírica e musical, algo bem patente no Gorilla Manor, uma obra que alicerçou definitivamente o rumo sonoro do grupo. Hummingbird concretiza tudo aquilo que foi proposto há três anos e acrescenta uma maior componente épica, feita com texturas monumentais e arranjos que parecem aproximar o grupo das propostas de Robin Pecknold (Fleet Foxes) e Win Butler (Arcade Fire) e fazer uma espécie de simbiose das mesmas. Continua a ouvir-se os detalhes étnicos e conceptuais, mantendo-se uma relação estreita com as propostas mais recentes dos Vampire Weekend e a obra dos Talking Heads. Já agora, acrescento que Warning Sign, dos Talking Heads, foi alvo de uma versão pelos Local Natives.

Em Hummingbird há coerência no alinhamento e cada tema parece introduzir e impulsionar o seguinte, numa lógica de progressão, mas nunca perdendo de vista as melodias suaves e a dor, dois vectores essenciais do conceito sonoro dos Local Natives. Dessa forma, enquanto Heavy Feet cresce de maneira a soterrar-nos com emanações sumptuosas e encaixes musicais sublimes, Ceilings puxa o álbum para ambientes mais melancólicos e amenos. Existem ainda composições que lidam, em simultâneo, com esta duplicidade, caso de Breakers, um tema que nos transporta até altos e baixos instrumentais, que atacam diretamente os nossos sentimentos.

E são estes sentimentos que suportam cada mínima fração instrumental e poética de Hummingbird; Das confissões de You & I, à honestidade de Bowery, praticamente tudo aquilo que se ouve lida com aspectos dolorosos da vida a dois, algo que aproxima também os Local Natives dos lamentos adultos que abastecem a obra dos The National, algo a que não será alheia a já referida presença de Aaron Dessner na produção.

Hummingbird é também um deleite para os apreciadores de belas vozes; Os músicos da banda vão-se revezando na sobreposição de cantos e de maneira orquestral direcionam os rumos marcados pelos instrumentos. As vozes servem como estímulo para o começo, o meio e o fim das canções e não são apenas um instrumento extra, mas a linha que guia e amarra o álbum do princípio ao fim.

Embora tenha a concorrência de um universo musical saturado de propostas, Hummingbird consegue posicionar os Local Natives num lugar de destaque, porque traz na constante proximidade entre as vozes e as melodias instrumentais, imensa emoção e carateriza-se por ser um registro que involuntariamente chama a atenção pela beleza e que, por isso, deve ser apreciado com cuidado e real atenção. Espero que aprecies a sugestão...

01. You And I
02. Heavy Feet
03. Ceilings
04. Black Spot
05. Breakers
06. Three Months
07. Black Balloons
08. Wooly Mammoth
09. Mt. Washington
10. Columbia
11. Bowery


autor stipe07 às 18:55
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Sábado, 26 de Janeiro de 2013

Gliss – Langsom Dans

Os Gliss são um trio sediado em Los Angeles, formado por músicos dinamarqueses e norte americanos, nomeadamente Victoria Cecilia, Martin Klingman e David Reiss. Langson Dams é o terceiro disco do grupo e foi lançado no passado dia vinte e dois de janeiro pela Modern Outsider. Refiro-me a um intenso compêndio de pop suave e etérea e que confirma anteriores comparações da banda a nomes como os Beach House, Crystal Castles e Lower Dens, entre outros, aos quais ouso juntar The XX, Portishead, Joy Formidable, Purity Ring e Depeche Mode.

A sonoridade pop tipicamente escandinava, feita de paisagens sonoras atmosféricas assentes no sintetizador e de vocalizações intensas e cheias de efeito, aqui asseguradas pela belíssima voz de Victoria Cecilia, é o fio condutor da tapeçaria sonora que compõe Langsom Dans. Nota-se que houve um cuidado extremo ao nível dos arranjos e que tudo o que se ouve foi pensado com detalhe. Guitarras cheias de eco e teclados murmurantes e que fazem lembrar os anos oitenta ajudam a aprimorar uma certa subtileza, algo sombria e até sinistra, uma espécie de pop obscura, mas sem ser gótica. Tudo isto confere aos Gliss um indisfarçavel encanto e atração, uma aúrea que faz deles mais um nome a ter em conta no universo pop alternativo.

Weight Of Love é o primeiro single retirado de Langsom Dans, um tema que já tem um vídeo, realizado por Paul Boyd, num clima surreal e quase psicadélico.

Ouvir os Gliss faz-nos sentir uma enorme nostalgia porque eles sabem como dar vida à sonoridade pop, com influências retro e vintage, tão em voga nos dias de hoje. Espero que aprecies a sugestão...

01. Blood On My Hands
02. A To B
03. Into The Water
04. Weight Of Love
05. Blur
06. Hunting
07. Waves
08. The Sea Tonight
09. Through The Mist
10. In Heaven
11. Black Is Blue
12. Kite In The Sky


autor stipe07 às 15:17
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Takes MOM - Everything Is New TV (EP7 - Low Vertical)

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Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

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