Segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Sigur Rós - The Rains of Castamere (Game Of Thrones cover)

Já há alguns meses tinha sido anunciado que os Sigur Rós iriam ter uma participação especial da quarta temporada da aclamada série Game of Thrones e, além disso, a gravação de um tema para a banda sonora também era algo expetável. Na verdade, depois de os The National já o terem feito, agora chegou a vez do grupo islandês divulgar a sua versão do tema The Rains Of Castamere, que faz parte da banda sonora da série. Confere...


autor stipe07 às 11:29
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Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014

Tilbury – Northern Comfort

Os Tilbury são uma banda islandesa de Reykjavík formada pelo baterista Þormóður Dagsson (Skakkamange, Jeff Who?, Hudson Wayne) no verão de 2010. Inicialmente foi pensado como um projeto a solo intitulado Formadur Dagsbrunar, mas rapidamente projetou-se para uma banda quando a Dagsson se juntaram Kristinn Evertsson (sintetizadores e teclados), Örn Eldjárn (guitarra e voz), Magnús Trygvason Eliassen (bateria) e Guðmundur Óskar Guðmundsson (baixo). O disco de estreia chegou em maio de 2012; Chamava-se Exorcise, foi editado pela Record Records e divulgado por cá. Entretanto já há sucessor; O novo trabalho dos Tilbury intitula-se Modern Comfort e também viu a luz do dia por intermédio da Record Records.

Os Tilbury são uma espécie de super grupo já que aglomera intérpretes que fizeram uma carreira musical consistente noutros projetos importantes do panorama musical local. Um belo exemplo da típica simpatia nórdica, fizeram questão de me enviar o disco de estreia quando souberam da divulgação do mesmo no blogue e por isso havia uma elevada expetativa da minha parte em relação ao novo trabalho desta banda islandesa. De facto, a audição de Northern Comfort remete-nos de imediato para nomes tão fundamentais como, por exemplo, os Belle And Sebastian, até porque os próprios Tilbury confessaram ser uma banda de folk pop. Mas é importante não cair na fácil tentação de avaliar o álbum apenas através dessa bitola, já que  neste Northern Comfort, escuta-se, com alguma insistência, vários detalhes sonoros que nos remetem para uma pop ainda mais etérea, sonhadora e gratificante, da qual os Mercury Rev, por exemplo, são um dos expoentes máximos, mas onde também não faltam arranjos que plasmam uma faceta mais rock, o que faz com que este disco esteja cheio de verdadeiras pérolas sonoras!

À semelhança do disco de estreia, Northern Comfort explora diferentes géneros e novas avenidas musicais, sabe aqueles dias primaveris, feitos com um sol ainda algo tímido e que acorda após um longo inverno; É um álbum fascinante, oriundo de um país que, musicalmente, tem uma comunidade de artistas muito díspar, criativa e flexível, que raramente desilude e que merece toda a tua atenção. Espero que aprecies a sugestão...

Tilbury - Northern Comfort

01. Deliverance
02. Frozen
03. Hollow
04. Turbulence
05. Cool Confrontation
06. Northern Comfort
07. Animals
08. Shook Up
09. Great Expectations
10. Transmission

 


autor stipe07 às 19:09
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Domingo, 5 de Janeiro de 2014

Axel Flovent - Your Ghost EP

Natural de Húsavik, na costa norte da Islândia, Axel Flóvent é um dos nomes emergentes da indie folk daquele país nórdico, um músico e compositor que com dezoito anos começou a criar a sua própria música, nomeadamente Your Ghost, o seu mais recente EP, editado a dezassete de outubro de 2013 e disponível para download gratuito no bandcamp do músico, assim como outros dois EPs, Sea Creatures e Narrow-Minded, disponíveis abaixo para audição.

A música de Axel Flóvent é fortemente influenciada pelas paisagens simultaneamente espetaculares e melancólicas de uma Islândia que viveu séculos de isolamento e dificuldades e onde reside uma pequena mas homogénea população, com traços peculiares de caráter, bem expressos na cândura orgânica e introspetiva das suas canções.

Falo de uma indie predominantemente acústica, com forte vínculo à folk moderna, mas onde também cabem detalhes a arranjos eletrónicos. Assim, Your Ghost é uma coleção rica de quatro belas canções, todas escritas por Axel e compostas certamente em dias curtos e longas e frias noites, onde terá sido intensa e constante a procura de harmonias o mais doces e transparentes possíveis.

Com tantas bandas e artistas a fazer atualmente a dita indie folk, é refrescante encontrar alguém que o faz de forma diferente e com músicas profundas e poderosamente bem escritas. A belíssima canção folk homónima é o primeiro single retirado deste EP, uma das mais bonitas baladas que escutei recentemente, feita de infecciosas harmonias vocais e uma melodia magistral.

A música de Axel Flóvent é uma espécie de pintura sonora carregada de imagens evocativas, pintadas com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de cor e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provam a sensibilidade desta músico islandês para expressar pura e metaforicamente a fragilidade humana. E não restam dúvidas que Axel Flóvent combina com uma perfeição raramente ouvida a música pop com sonoridades mais clássicas. Esperoque aprecies a sugestão...

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autor stipe07 às 15:21
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Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013

Death Vessel - Ilsa Drown

Natural de Rhode Island, o cantor folk Joel Thibodeau, aka Death Vessel, tem um novo álbum intitulado Island Intervals, que chegará aos escaparates a vinte e cinco de fevereiro de 2014, por intermédio da Sub Pop Records. O primeiro tema divulgado do disco é Ilsa Drown, uma canção que conta com a participação especial de Jónsi, vocalista dos islandeses Sigur Rós.

Ilsa Drown é um belíssimo instante folk, intrspetivo mas luminoso, assente, como seria de esperar, no dedilhar de uma guitarra, com as vozes de Joel e Jónsi a fazerem um casamento perfeito e a criarem juntas um ambiente etéreo e comtemplativo. É raro, mas curioso escutar a voz de Jónsi num registo mais acústico, porque possibilita ouvir e perceber determinados timbres que tornam o seu falsete ainda mais aconchegante. Confere...


autor stipe07 às 18:44
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Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

Sigur Rós – Kveikur

Pouco mais de um ano após Valtari, os islandeses Sigur Rós estão de volta com Kveikur (em português, pavio), o sétimo e novo álbum da banda, lançado hoje, dia dezassete de junho, pela insuspeita XL Recordings e cheio de canções que nos transportam, mais uma vez, para a fria e inóspita, mas mística e maravilhosa Islândia, terra natal deste grupo de músicos que são já um nome incontornável no cenário musical indie e alternativo dos últimos quinze anos. Agora reduzidos a trio, Jónsi Birgisson, Georg Hólm e Orri Páll Dýrason são provavelmente os maiores responsáveis por toda uma geração de ouvintes se ter aproximado da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação e estranhos diálogos que possam existir dentro do campo musical. Ao lado da conterrânea Björk e dos Mum, este trio não apenas colocou a Islândia no mapa dos grandes expoentes musicais, como definiu de vez o famigerado pós rock, género que mesmo não sendo de autoria da banda, só alcançou o estatuto e a celebração de hoje graças ao rico cardápio instrumental que este grupo conseguiu alicerçar com a sua discografia.

 

Adeptos da constante transformação de suas obras, desde Von, o primeiro álbum, que os Sigur Rós se concentram na produção de discos que, mesmo próximos, organizam-se e funcionam de maneiras diferentes. Têm sido álbuns que acabam sempre por partilhar um novo sentimento ou proposta, utilizando uma fórmula básica que serve de combustível a cada nova estreia. Protegidos por uma discografia coesa e com pelo menos três grandes obras carregadas de conceitos particulares (Ágætis byrjun, ( ) e Takk), os Sigur Rós conquistaram uma natural fama de banda intocável, a quem sonoramente quase tudo se tornou permitido e, por isso, passaram grande parter da carreira a inventar sonoridades que ultrapassam o efeito natural de qualquer música e a lidar, com arte, com o lado mais sentimental de quem, como eu, os venera.

Após o lançamento de Með suð í eyrum við spilum endalaust (2008) houve quem começasse a sugerir um défice de criatividade no seio do grupo, mas pessoalmente prefiro ver esse disco e o próprio Valtari como resultado da tal busca por novos horizontes sonoros. Kveikur acaba por ser uma sucessão óbvia de Valtari, talvez o mais introspectivo e difícil disco do grupo, uma obra de oito canções que ecoava de forma suja, distante da subtileza angelical que se manifestava nos discos anteriores. E justifico essa sucessão óbvia dizendo que Kveikur soa a uma espécie de continuação do que foi testado no antecessor, nomeadamente na estabilização do tal rompimento com o que foi apresentado pelo grupo há mais de uma década, mas agora, utilizando os mesmos arranjos orquestrais e o clima místico de Valtari, com um clima mais agressivo, aberto, ambiental e orquestral.

Se Valtari era um álbum com nuances variadas e harmonias magistrais, onde tudo se orientava de forma controlada, como se todos os instrumentos fossem agrupados num bloco único de som, em Kveikur mantêm-se as harmonias magistrais e o disco pode ser também escutado com um único bloco de som, mas é dada uma maior liberdade e volume ao arsenal instrumental de que a banda se serve para recriar as nove canções. Logo a abrir, a opulência sonora de Brennisteinn não soará particularmente estranha a quem já está devidamente identificado com a discografia dos Sigur Rós e percebe que há aqui o apelo da novidade, mas sem abandonar a essência. Depois, à medida que o disco avança, testemunhamos esse esforço, às vezes eufórico, de atingir um intenso impacto lisérgico no ouvinte.

Em Kveikur, a percussão é o campo do arsenal instrumental que mais se amplifica relativamente a Valtari e talvez aquele que encontra maiores pontos de encontro com o passado do grupo; Hrafntinna traz-nos de volta alguns instantes percussivos de Með suð í eyrum við spilum endalaust e Ísjaki, remete-nos em alguns momentos para os momentos mais comerciais de Takk, quando Glósóli eHoppípolla apresentaram de forma definitiva o trabalho da banda ao público em geral.

Quem conviveu intimamente na última década com a música dos Sigur Rós e criou algumas defesas quanto à possível transformação sonora da banda, tornando-se algo purista relativamente à fórmula que sempre adoptaram, terá já torcido o nariz a Valtari e ainda mais desapontado ficará com Kveikur. Mas, se quem teve essa tal convivência íntima de espírito aberto e são e predisposto a aceitar novos rumos, tem em Kveikur um novo manancial de de detalhes e nuances instrumentais para explorar e descobrir, um exercício musical que certamente será do agrado de quem não se importa de descobrir uns Sigur Rós mais crús, diretos e psicadélicos, mas que não deixam, mesmo assim, de nos fazer flutuar num universo de composições etéreas e sentimentalmente atrativas. Espero que aprecies a sugestão...

01. Brennisteinn
02. Hrafntinna
03. Ísjaki
04. Yfirborð
05. Stormur
06. Kveikur
07. Rafstraumur
08. Bláþráður
09. Var


autor stipe07 às 21:48
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Terça-feira, 7 de Maio de 2013

Curtas... XCIX

O sueco Jay-Jay Johanson acaba de editar Best Of 1996 - 2013, uma coleção de vinte canções onde recorda um percurso musical com já dezassete anos e onde se destacam os primeiros três discos, muito inspirados pelo trip-hop de Bristol, principalmente o Whiskey e o Tattoo.

O sueco olhava para esse novo som que chegava do Reino Unido de um ponto de vista jazzístico e na altura adoptou um registo muito à Sinatra que lhe assentava na perfeição. Mas o sueco também foi acompanhando as novas tendências; Piscou o olho ao electroclash em Antenna e ao drum´n´bass em canções como She´s Mine But I´m Not Hers.

Best Of 1996 - 2013 retrata essa irregularidade que domina uma antologia que deixa claros os momentos que contam na vida musical do sueco, aos quais se junta o inédito Paris. Confere...

01. Paris
02. It Hurts Me So (Radio Edit)
03. So Tell The Girls That I Am Back In Town (Radio Edit)
04. The Girl I Love Is Gone
05. Milan, Madrid, Chicago, Paris (Radio Edit)
06. She’s Mine But I’m Not Hers
07. Keep It A Secret
08. Believe In Us
09. Far Away (Radio Edit)
10. On The Radio (Demo Version)
11. Tomorrow (Alternative Mix)
12. Rush (Radio Edit)
13. Because Of You
14. She Doesn’t Live Here Anymore
15. Rocks In Pockets
16. Only For You
17. Wonder Wonders
18. Lightning Strikes (Single Edit)
19. Dilemma
20. On The Other Side

Website
[mp3 320kbps] rg ul zs

 

Quem também acaba de lançar uma coletânea de canções é Rodrigo Leão. Songs (2004-2012) está concebido como o primeiro passo para uma possível trilogia que, ao mesmo tempo, revê matéria já lançada e antecipa novos caminhos e reúne canções cantadas em inglês que desde Cinema têm pontuado a discografia de Rodrigo Leão

As vozes de Sónia Tavares (The Gift), de Ana Vieira, de Beth Gibbons (Portishead) Neil Hannon (The Divine Comedy), Stuart Staples (Tindersticks), Scott Mathew e Joan as Police Woman deram na última década um carácter universal à música de Rodrigo Leão por via do uso poético do inglês em temas que marcaram as aventuras editoriais Cinema (2004), A Mãe (2009) e A Montanha Mágica (2011).
Songs (2004-2012) parte exactamente dessa ideia de vocação universalista de um músico e compositor que, na sua discografia, colaborou com artistas de diferentes nacionalidades, que cantaram em várias línguas, tendo explorado uma vertente mais ibérica e outra mais atlântica, quase sempre com resultados apaixonantes.

 

Os Misophone regressam aos discos a dezanove de junho com Before the Waves Roll e já divulgaram um artwork do álbum feito por Jockum Nordström e uma canção intitulada A Mother's Last Word. Confere...


Depois de Childhood's End, já é conhecido mais um avanço para Impersonator, o novo disco dos Majical Cloudz que chegará a vinte e um de maio. Bugs Don't Buzz é a nova canção divulgada e encontra-se disponível para download gratuito.


Os Sigur Rós estão encarregues da banda sonora de um episódio da mítica série The Simpsons, que passará nas televisões americanas já no próximo dia dezanove de maio. Para além de música original a acompanhar a viagem de Homer e companhia até à Islândia, a banda irá também apresentar uma versão para o tema original da série. Matt Groening, o criador dos The Simpsons, confessa-se fã de longa data dos Sigur Rós e orgulha-se desta colaboração sem precedentes com a banda.

Kveikur, o sétimo álbum dos islandeses, chega a 18 de Junho com selo da XL Recordings. Fiquem com Ísjaki, o último single retirado desse disco.


autor stipe07 às 13:46
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Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

Ólafur Arnalds – For Now I Am Winter

Natural da belíssima Islândia, o compositor Ólafur Arnalds deu-nos no passado dia vinte e cinco de fevereiro a mais recente versão do seu inverno, através de For Now I Am Winter, o seu terceiro disco que, estimados leitores, é um trabalho tão aconchegante que as doze músicas que contém conseguem facilmente tirar-nos o fôlego. For Now I Am Winter contou com arranjos de Nico Muhly e a participação especial, na voz, de Arnór Dan Arnarson em quatro canções, cantor dos Agent Fresco e que já tinha participado no projeto de beneficiência do japonês Ryuichi Sakamoto de apoio às vítimas do tsunami no seu país natal.

Ólafur estreou-se em 2007 com Eulogy For Evolution e é já um dos mais reputados compositores da atualidade. Combina música de orquestra com eletrónica. Além dos dois discos anteriores, Ólafur já tinha editado alguns EPs e composto bandas sonoras de filmes. Ele próprio considera que este disco é, para já, a obra-prima da sua carreira, um álbum que atesta o seu enorme amadurecimento porque embarca numa evolução conceptual sazonal que usufrui do neo-clássico e estabelece-se como um pilar do estilo e que benefecia certamente do salto que deu recentemente da Erased Tapes para a Mercury Classics.

Uma das grandes novidades do álbum é, pela primeira vez nos seus trabalhos, incluir a voz; Se And They Have Escaped The Weight Of Darkness (2010) tinha colocado Ólafur na linha da frente do universo sonoro que abarca, este For Now I Am Winter dá um novo passo em frente, não só por causa dessa inserção vocal, mas principalmente porque expande ainda mais os seus horizontes e aprimora a elegância e o cunho sentimental com que abraça a míriade sonora que de que se serve para compôr.

Se anteriormente era o piano que liderava o processo de composição, neste terceiro disco Ólafur também colocou em enorme plano de destaque as cordas, com particular destaque para o violino. Os arranjos do norte americano Nico também adicionaram novas texturas ao som do compoitor islandês e adicionaram os sintetizadores ao seu cardápio essencial.

O álbum tem momentos coloridos e cheios de emoção e, ao mesmo tempo, instantes que se tornam profundamente pensativos, nostálgicos e melancólicos. E esta dupla sensação é um dos maiores trunfos de For Now I Am Winter, já que cria uma impressionante sensação de beleza e de efeitos contrastantes dentro de nós. Falo seguramente de um disco carregado de contrastes, mas que não deixa de seguir uma linha condutora homogénea que se define pela tal deriva entre a componente mais orquestral e elementos típicos da eletrónica.

A voz de Arnór acaba por fazer dos quatro temas onde o podemos ouvir os destaques maiores de For Now I Am Winter, porque, nas mesmas, o patamar de emoção acaba por ser potenciado, já que este cantor conjuga, por exemplo, a genialidade de Jónsi (Sigur Rós) com a sensibilidade vocal de Martyn Heyne dos dinamarqueses Efterklang.

For Now I Am Winter é uma extraordinária coleção de catorze temas islandeses, misturados com técnicas minimalistas norte americanas e regadas com a tradicional sensibilidade europeia. Simples pianos assombrados por prodigiosos arranjos de cordas, fundem novos e antigos estilos sonoros, uma sugestão que todos irão certamente apreciar...

01. Sudden Throw
02. Brim
03. For Now I Am Winter (Feat. Arnor Dan)
04. A Stutter (Feat. Arnor Dan)
05. Words Of Amber
06. Reclaim (Feat. Arnor Dan)
07. Hands, Be Still
08. Only The Winds
09. Old Skin (Feat. Arnor Dan)
10. We (Too) Shall Rest
11. This Place Was A Shelter
12. Carry Me Anew
13. No. Other (Feat. Arnor Dan)


autor stipe07 às 22:07
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Quinta-feira, 7 de Março de 2013

Curtas... XC

Pouco mais de um ano depois de Carrion Crawler/The Dream, os incríveis The Oh Sees regressam aos discos a dezasseis de abril com Floating Coffin, através da Castle Face Records e já disponibilizaram duas amostras, Toe Cutter – Thumb Buster Minotaur, em modo ÉFV. Confere...


Os Radiation City acabam de divulgar e disponibilizar, também em modo ÉFV, esta fantástica cover de Fly Me To The Moon, um clássico de Astrud Gilberto. Confere...

 

Depois de terem partilhado os dezasseis vídeos de Valtari e de os terem projectado em todos os continentes, inclusivamente em Portugal, a propósito do 10º aniversário do IndieLisboa, os islandeses Sigur Rós acabam de editar o DVD Valtari Film Experiment, com selo da editora XL.

A experiência cinematográfica dos Sigur Rós partiu da banda, que ofereceu o mesmo orçamento modesto a vários realizadores, pedindo-lhes para criar algo com a primeira coisa que lhes viesse à cabeça quando ouvissem a música.

Sigur Rós - Valtari Film Experiment

01. Varúð (Inga Birgisdóttir)
02. Valtari (Christian Larson)
03. Ég Anda (Ragnar Kjartansson)
04. Ekki Múkk (Nick Abrahams)
05. Varðeldur (Clare Langan)
06. Leaning Towards Solace (Floria Sigismondi)
07. Seraph (Dash Shaw John Cameron Mitchell)
08. Dauðalogn (Ruslan Fedotow)
09. Rembihnútur (Arni And Kinski)
10. Fjögur Píanó (Alma Har’el)
11. Ég Anda (Ramin Bahrani)
12. Varðeldur (Melika Bass)
13. Varúð (Bjorn Floki)
14. Dauðalogn (Henry J W Lee)
15. Fjögur Píanó (Anafelle Liu, Dio Lau and Ken Ngan)
16. Varúð (Ryan Mcginley)

 

Os Fol Chen, uma banda indie de Los Angeles, estão quase a regressar aos discos. The False Alarms chega aos escaparates já a dezanove de março, através da Asthmatic Kitty e IOU é um dos singles já conhecidos.

FolChenIOU

 

Talvez estimulado pelo recente reaparecimento do camaleão em cena, o veterano cantor, rato de estúdio e compositor indie John Vanderslice acaba de divulgar uma cover da sua autoria para o clássico Big Brother, um dos temas de destaque de Diamonds Dogs, o álbum que David Bowie editou em 1974. Já agora, acrescento que Vanderslice regressa aos discos já na primavera com Dagger Beach.

John Vanderslice - Diamond Dogs


autor stipe07 às 12:54
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Sigur Rós, Coliseu do Porto (13.02.13)

Brosandi

Hendumst í hringi
Höldumst í hendur
Allur heimurinn óskýr
Nema þú stendur

Rennblautur
Allur rennvotur
Engin gúmmístígvél
Hlaupandi inn í okkur
Vill springa út úr skel

Vindurinn
Og útilykt af hárinu þínu
Ég anda eins fast og ég get
Með nefinu mínu

Hoppípolla
I engum stígvélum
Allur rennvotur (rennblautur)
I engum stígvélum

Og ég fæ blóðnasir
En ég stend alltaf upp

Og ég fæ blóðnasir
Og ég stend alltaf upp


autor stipe07 às 14:31
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013

Sin Fang - Flowers

Depois de alguns meses a trabalhar com Alex somers, habitual produtor de Jónsi e dos Sigur Rós, o músico experimental islandês Sin Fang (aka Sindri Már Sigfússon), vocalista dos Seabear, está de regresso aos lançamentos discográficos a solo com Flowers, rodela editada na europa no passado dia um de fevereiro por intermédio da Morr Music.

Por cá, o sol começa, hesitante, a espreitar de novo e a aquecer um pouco os nossos dias, já fartos do manto de névoa húmida e cinzenta que tem descolorido este longo inverno. E enquanto não o temos em pleno e descaradamente, convido-te a descobrires este disco e assim visitares um dos lugares mais solarengos e radiantes da pop nórdica. Flowers convida a investidas primaveris e é sobre o eixo antecipado do solstício de verão que o recebemos.

Ao terceiro álbum a solo, o vocalista dos Seabear vive profundamente enraizado numa indie pop que faz dele um mestre na costura de diferentes camadas e contrastes sonoros, feitas com sintetizadores, guitarras e voz e uma orquestração intemporal. O resultado final desta sobreposição são dez temas envolvidos por um manto cristalino e vibrante de canções que invocam uma intimidade contida e retraída por uma delicadeza cautelosa, com especial destaque para Young Boys e Feel See.

Em relação a Summer Echoes, o antecessor, Flowers é um álbum mais encorpado e assumido, uma síntese amadurecida do cardápio sonoro de Sigfússon, agora mais complexo, completo e palpável, mas, ao emesmo tempo, sem pôr de lado a maravilhosa sensação de pureza e simplicidade típicas da sua música e da musicalidade do seu país de origem.

Flowers é uma tempestade melódica primaveril e um apelo desenfreado aos nossos sentidos. Neste álbum, Sin Fang liga as luzes do palco e abre o pano para darmos as boas vindas a um novo mundo cheio de luz e cor, onde os sentimentos mais ingénuos têm lugar de destaque e o amor e a rejeição, com os seus momentos felizes e tristes, são as personagens principais de um enredo que poderia muito bem ter sido inspirado na vida de qualquer um de nós. Flowers é para sentir, para ver, para descobrir e para mergulhar. Espero que aprecies a sugestão...

Sin Fang - Flowers

01. Young Boys
02. What’s Wrong With Your Eyes
03. Look At The Light
04. Sunbeam
05. Feel See
06. See Ribs
07. Catcher
08. Everything Alright
09. Not Enough
10. Weird Heart



autor stipe07 às 20:46
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013

Tilbury - Exorcise

Os Tilbury são uma banda islandesa de Reykjavík formada pelo baterista Þormóður Dagsson (Skakkamange, Jeff Who?, Hudson Wayne) no verão de 2010. Inicialmente foi pensado como um projeto a solo intitulado Formadur Dagsbrunar, mas rapidamente projetou-se para uma banda quando a Dagsson se juntaram Kristinn Evertsson (sintetizadores e teclados), Örn Eldjárn (guitarra e voz), Magnús Trygvason Eliassen (bateria) e Guðmundur Óskar Guðmundsson (baixo). O disco de estreia chegou em maio do último ano; Chama-se Exorcise, foi editado pela Record Records e está disponível para audição no portal Gogoyoko.


A estreia dos Tilbury era esperada com enorme expetativa no país natal já que é um grupo que engloba músicos consagrados, uma espécie de super grupo já que aglomera intérpretes quie fizeram uma carreira musical consistente noutros projetos importantes do panorama musical local. A audição de Exorcise remete-nos de imediato para os Belle And Sebastian, até porque os próprios Tilbury confessaram ser uma banda de folk pop. Mas é importante não cair na fácil tentação de avaliar o álbum segundo essa elevada bitola qualitativa, já que, neste Exorcise, escuta-se, com aguma insistência, vários detalhes sonoros que nos remetem para uma pop ainda mais etérea, sonhadora e gratificante, da qual os Mercury Rev, por exemplo, são um dos expoentes máximos.

O disco está cheio de verdadeiras pérolas sonoras! Desde o potente single de abertura, Tenderloin, até Filet Mignon, é a folk que tem preponderância, mas não deixa de haver também uma faceta um pouco rock em alguns temas, principalmente em Eclectic Boogaloo e no single Drama, uma canção cheia de groove e bastante dançável.

Exorcise explora diferentes géneros e novas avenidas musicais, sabe aqueles dias primaveris, feitos com um sol ainda algo tímido e que acorda após um longo inverno; É um álbum fascinante, oriundo de um país que, musicalmente, tem uma comunidade de artistas muito díspar, criativa e flexível, que raramente desilude e que merece toda a tua atenção. Espero que aprecies a sugestão...

01. Tenderloin
02. Sunblinds
03. Slow Motion Fighter
04. Riot
05. Trembling
06. Drama
07. Picture
08. Eclectic Boogaloo
09. Filet Mignon


autor stipe07 às 11:56
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

Curtas... LXIX

Panagiotis Melidis, um produtor oriundo de Milão que se esconde atrás de Larry Gus, lançou no início desta semana o seu primeiro álbum e com direito a download gratuito. O conjunto de ficheiros chama-se Silent Congas, está disponível na página da DFA e são nove extraordinárias canções que dão o pontapé de saída numa carreira que será certamente promissora!

 

Depois de em 2011 ter editado I Need A Vacation, o projeto islandês Ruddinn, liderado por  Bertel Ólafsson, está a preparar novas canções. Há poucos dias Bertel enviou para Man On The Moon, em estreia nacional, Chrome Like Mirror, um novo tema que tem tido bastante aceitação nas rádios dessa ilha do atlântico norte. Quando chegar, o novo álbum merecerá certamente toda a minha atenção e divulgação.

Chrome like mirror by ruddinn

 

Depois do aclamado EP The Rookie, e do álbum de estreia Shadows lançado em 2011, o quarteto californiano The New Division irrompe do silêncio com um novo EP. O trabalho chama-se Night Escape e tem como grande destaque o single homónimo que conta com a participação da dupla dream pop grega Keep Shelly in Athens.

Produzido por John Kunkel, Night Escape afasta-se um pouco das influências seminais da banda, decalcadas da synthpop dos Joy Division, New Order ou Depeche Mode e explora paisagens sonoras mais ambientais e flutuantes, feitas com sintetizadores cósmicos que levantam voo graças à voz celestial de Sarah P..

 

The New Division - Night Escape

01. Pride
02. Kids
03. Night Escape (Ft. Keep Shelly In Athens)
04. Start Over

Night Escape by The New Division

 

Os nova iorquinos Ra Ra Riot, de Wes Miles, estão quase a lançar o terceiro disco, que deverá chegar no início de 2013, sendo o primeiro após a saída da multi instrumentista Alexandra Lawn. Beta Love é o primeiro single e deverá também ser o título desse álbum. Pela amostra, ficarão de fora os elementos mais orgânicos e os violinos, cabendo agora a primazia aos sintetizadores e a uma produção mais eletrónica e futurista. Beta Love será uma das grandes entradas no novo ano!

 

Coldplay Live 2012 é o primeiro registo ao vivo desta banda britânica em nove anos. O concerto foi gravado no Stade de France e teve direito a estreia mundial no cinema ontem, dia 13 de Novembro. A edição em CD e DVD será a dezanove de Novembro e permite aos fãs reviver alguns dos melhores momentos da digressão de Mylo Xyloto.

Coldplay - Live

01. Mylo Xyloto
02. Hurts Like Heaven
03. In My Place
04. Major Minus
05. Yellow
06. God Put A Smile Upon Your Face
07. Princess Of China
08. Up In Flames
09. Viva La Vida
10. Charlie Brown
11. Paradise
12. Us Against The World
13. Clocks
14. Fix You
15. Every Teardrop Is A Waterfall


autor stipe07 às 14:37
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Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

Cheek Mountain Thief – Cheek Mountain Thief

Oriundo da fria Islândia, Cheek Mountain Thief é uma espécie de projeto a solo de Mike Lindsay, líder da banda britânica Tunng. Cheek Mountain Thief é o álbum homónimo de estreia, editado no passado dia treze de agosto pela Full Time Hobby.

Em 2006 Mike foi visitar este país nórdico e apaixonou-se por uma islandesa chamada Harpa. Pouco tempo depois voltou a Londres e nunca mais a viu, mas em 2010 voltou aquele país para tocar com os Tunng no Iceland Airwaves; Voltou a encontrar-se com Harpa, a chama reacendeu-se e ficou a viver com ela na costa norte, numa pequena cidade piscatória chamada Husavik. Entretanto aproveitou para formar uma banda com músicos de Husavik e da capital, Requiavique, e gravou um álbum inspirado nas paisagens e nas gentes dessa ilha fantástica.

A Islândia tem uma paisagem única, quase alienígena. É uma ilha remota, moldada por milhões de anos de uma intensa atividade vulcânica e, por isso, diferente de qualquer outro lugar no mundo. Situada no extremo norte da Europa e ofuscada pelo Círculo Polar Ártico, acabou por abarcar um povo que evoluiu e criou uma cultura com uma identidade muito própria e totalmente distinta do resto do contiente. Por isso, acaba por ser um lugar pelo qual é fácil alguém se apaixonar e deixar-se enfeitiçar. Mike refere que tal aconteceu com ele quando encontrou  Kinnarfjöll – Cheek Mountain, um local coberto de neve e com um céu cor de rosa, onde viu borbulhantes fontes termais e uma cratera de um vulcão chamado Hell (Inferno). Nesse momento sentiu que estava numa espécie de paraíso mítico.

Cheek Mountain Thief acaba por ser o reflexo óbvio da opção de Mike por passar a viver perto deste local, dos músicos envolvidos e da própria sonoridade típica, não só da ilha, como de Mike enquanto músico. Assim, estamos em presença de um disco indie folk, com ecos de Bon Iver, Múm e Belle & Sebastian, cheio de cordas e com os xilofones e alguns instrumentos básicos de percussão a fornecerem bonitos detalhes sonoros. O resultado final assenta numa forte componente acústica, como se Cheek Mountain Thief, com letras que falam de neve, areia e cavalos que correm na tundra islandesa, tivesse sido escrito e gravado à luz de velas. Espero que aprecies a sugestão...

colocar em a ouvir - http://www.clashmusic.com/feature/listen-cheek-mountain-thief-cheek-mountain-thief

01. Cheek Mountain
02. Showdown
03. Spirit Fight
04. Strain
05. There’s A Line
06. Attack
07. Nothing
08. Snook Pattern
09. Wake Him
10. Darkness

Cheek Mountain Thief - Cheek Mountain by fulltimehobby


autor stipe07 às 22:06
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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012

Curtas... XLVI

A dupla Helio Sequence de Portland está prestes a apresentar um novo álbum. Depois de terem divulgado o primeiro single, October, deram agora a conhecer Hall of Mirrors, mais uma canção que fará parte de Negotiations.

The Helio Sequence – “Hall of Mirrors”


 

Ás vezes a música traz-nos parcerias e sonoridades inusitadas. Agora, os The Vaccines resolveram cantar ABBA num EP chamado Please, Please Do Not Disturb, um EP virtual que traz versões de músicas de quatro diferentes artistas; Além de ABBA, Mark Lanegan e Jonathan Richman também aparecem no pacote que pode ser adquirido gratuitamente numa página especial criada pela banda.

 

01. The Beast In Me
02. Mannequin
03. The Winner Takes It All
04. That Summer Feeling



No mundo da música, além das parcerias e versões inusitadas, também há criações tão bizarras que, só por esse facto e por parecer impossível terem sido concebidas, merecem ser divulgadas. Um exemplo recente está na versão que os britânicos The Darkness fizeram para Street Spirit dos Radiohead. Um original do The Bends (1995), foi agora transformado com uma dose extra de guitarras ao melhor estilo hard rock e a presença incomparável da voz de Justin Hawkins. A versão estará no próximo trabalho da banda, Hot Cakes, disco que será lançado no dia 21 de agosto.


Six Cups Of Rebel, o último disco do produtor norueguês Lindstrøm é um trabalho mais pop e dançante que os anteriores projetos do artista, já que tem uma série de composições grandiosas, épicas e que explodem em batidas volumosas. O último single retirado desse disco, disponível para download gratuito,  é uma boa canção e que confirma o acerto do álbum. Confere...


É conhecido mais um vídeo do projeto Valtari Mystery Film Experiment, dos Sigur Rós, que tenho vindo a divulgar à medida que são editados novos filmes. Desta vez, em  Varðeldur, Melika Bass filma uma mulher que parece estar a viver uma espécie de limbo hipnótico.

Sigur Rós - Varðeldur from Sigur Rós Valtari Mystery Films on Vimeo.


No dia em que terminaram os jogos olímpicos, os Blur deram uma concerto memorável em Hyde Park, no centro de Londres, que foi agora editado em disco. A rodela chama-se Parklive. Confere...

CD 1
01. Girls And Boys
02. London Loves
03. Tracy Jacks
04. Jubilee
05. Beetlebum
06. Coffee And Tv
07. Out Of Time
08. Young And Lovely
09. Trimm Trabb
10. Caramel
11. Sunday Sunday
12. Country House
13. Parklife (Feat. Phil Daniels)

CD 2
01. Colin Zeal
02. Popscene
03. Advert
04. Song 2
05. No Distance Left To Run
06. Tender
07. This Is A Low
08. Sing
09. Under The Westway / Commercial Break
10. End Of A Century
11. For Tomorrow
12. The Universal


autor stipe07 às 14:04
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Sigur Rós - Valtari

Jónsi Birgisson, Georg Hólm, Kjartan Sveinsson e Orri Páll Dýrason são provavelmente os maiores responsáveis por toda uma geração de ouvintes se ter aproximado da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação e estranhos diálogos que possam existir dentro do campo musical. Ao lado da conterrânea Björk, este quarteto chamado Sigur Rós não apenas colocou a Islândia no mapa dos grandes expoentes musicais, como definiu de vez o famigerado pós rock, género que mesmo não sendo de autoria da banda só alcançou o estatuto e a celebração de hoje graças ao rico cardápio instrumental que o grupo conseguiu alicerçar nas quase duas décadas que já leva de existência.

Adeptos da constante transformação de suas obras, desde Von, o primeiro álbum, que os Sigur Rós se concentram na produção de discos que, mesmo próximos, organizam-se e funcionam de maneiras diferentes.  Têm sido álbuns que acabam sempre por partilhar um novo sentimento ou proposta, utilizando uma fórmula básica que serve de combustível a cada nova estreia. Entretanto, mesmo movidos pelas diferenças, nenhum disco apresentado pelo grupo até hoje soa tão distinto e particular quanto Valtari, o sexto trabalho de estúdio do quarteto, um álbum que se fecha dentro de um campo próprio, nada místico ou imerso no mesmo plano gracioso que antes abastecia a carreira da banda.

Valtari talvez seja o mais introspectivo e difícil disco do grupo até hoje. Não há qualquer forma de abertura ou canções capazes de conversar com o grande público aos moldes de Glósóli, Hoppípolla e Svefn-g-englar, alguns dos maiores tratados comerciais da banda. Tudo o que se ouve no interior desta obra de oito canções ecoa de forma suja, distante da subtileza angelical que se manifestava nos discos anteriores. Se, por exemplo, no anterior Með suð í eyrum við spilum endalaust, de 2008, a banda parecia motiva a lançar uma série de músicas festivas e grandiosas, hoje a necessidade é completamente outra. Tudo flui de maneira hermética e acizentada, quase um oposto dos Sigur Rós de outras épocas.

Quem também esperava por um álbum com uma sonoridade coincidente com aquilo que Jónsi e o parceiro Alex Somers vinham a desenvolver em relação à carreira solo do vocalista dos Sigur Rós, provavelmente irá sentir-se defraudado ao mergulhar nos obscuros 54:25 minutos de Valtari. Se antes Jónsi era a figura central dentro do projeto, agora a sua voz é apenas um mero plano de fundo no decorrer da obra, já que boa parte das canções abandonam a voz como ponto de destaque para que a banda possa se concentrar na instrumentação. E como o destaque maior está na música e não na voz, Valtari é um álbum com nuances variadas e harmonias magistrais, onde tudo se orienta de forma controlada, como se todos os instrumentos fossem agrupados num bloco único de som.

Se até Með suð í eyrum við spilum endalaust, os Sigur Rós pareciam interessados em realizar um som totalmente bucólico, épico e melancólico, que servia de banda sonora para um mundo paralelo cheio de seres fantásticos e criaturas sobrenaturais, Valtari projeta um som acizentado e urbano, mais terra a terra, digamos assim. Entre canções como Ekki Múkk e Fjögur Píanó, talvez a composição que mais se assemelhe aos antigos trabalhos da banda seja Varðeldur, canção que mesmo ligada ao passado recente da banda, apega-se intencionalmente ao que os islandeses produzem hoje.

A própria tal melancolia que sempre esteve presente nas canções da banda, foi remodelada com uma dose extra de amargura e desesperança se apoderasse das faixas e do espírito que sempre acompanhou a banda. com tudo isto, não se pense que Valtari é um trabalho difícil, ou que se afasta completamente das bases e referências iniciais dos Sigur Rós. O disco parece apenas encaminhar a banda para um novo universo, como se o quarteto resolvesse abandonar um caminho seguro e luminoso que percorreu até aqui, para enveredar por outro percurso mais obscuro e terreno. Acompanhar ou não o grupo neste novo trajeto é uma decisão que apenas o ouvinte pode decidir; Mas, quem, como eu, deixar-se embuir deste novo espírito, certamente não se irá decepcionar.

Pessoalmente, depois de uma espera de quatro anos, estava realmente à espera de algo novo e diferente. Por isso, Valtari acertou em cheio nas minhas expetativas e fez-me aumentar ainda mais a devoção que sinto por esta banda que já faz parte do meu ADN e é uma das referências fundamentais da minha existência. Espero que aprecies a sugestão...

01. Ég Anda
02. Ekki Múkk
03. Varúð
04. Rembihnútur
05. Dauðalogn
06. Varðeldur
07. Valtari
08. Fjögur Pianó


autor stipe07 às 13:30
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Of Monsters And Men – My Head Is An Animal

Finalmente, depois de um 2011 auspicioso e um EP lançado no final desse ano e que divulguei oportunamente, os islandeses Of Monsters and Men, banda cuja formação base é constituída por quatro músicos (Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar þórhallsson, Brynjar Leifsson, Arnar Rósenkranz Hilmarsson) e que se insere no género folk/indie, editaram o álbum de estreia, intitulado My Head is An Animal.

Ao contrário da maioria das propostas musicais que vêm da Islândia, quase sempre com um forte cariz épico e experimental e que se inserem no universo fonográfico alternativo, aquilo que se escuta em My Head is an Animal é difícil de acreditar que tenha vindo de um lugar tão gelado e remoto, porque é feito por músicos calorosos, divertidos e com uma facilidade singular para elaborar melodias deliciosas.

O single Little Talks, que faz parte da minha banda sonora há vários meses e que em pouco tempo entrou nos ouvidos de milhares de pessoas, não só na europa como no próprio continente americano, quase que obrigou a que esta estreia  ganhasse distribuição mundial, já que os Of Monsters and Men, representam muito do que de melhor o mercado alternativo e independente tem atualmente para oferecer. Little Talks é uma canção repleta de elementos pop, com as cordas, os metais e o acordeão a assumirem a vanguarda na composição, não só nesta canção como em todo o álbum. Dirty Paws, música que abre o álbum, começa de forma lenta, só com uma viola, mas logo ganha uma dimensão épica, proporcionada pelo instrumental do refrão.

A forma coesa como a voz de Nanna e Ragnar se complementam fica evidente em músicas como a divertida King and Lionheart, uma clara referência ao folk rock praticado pelos Mumford and Sons, e a sentimental Slow and Steady. Mas as pérolas não param por aí. É uma árdua tarefa encontrar alguma faixa de qualidade questionável em My Head is an Animal. Durante as treze canções que compõem este excelente álbum, o que se ouve é consistência pura.

Costuma-se dizer que uma banda é tão boa quanto o seu trabalho de estreia. É nele que ela revela toda a sua alma, sem influências externas ou exigências do mercado. E se um grupo não consegue destaque no primeiro lançamento, dificilmente o fará nas obras seguintes. Os Of Monsters and Men não têm que temer; Além de demonstrarem um talento invejável, revelam uma alma pura que tem muito a oferecer aqueles que, como eu, estão sempre sedentos por boa música. Espero que ouças o disco e aprecies a sugestão...

Of Monsters And Men - My Head Is An Animal

01. Dirty Paws
02. King And Lionheart
03. Mountain Sound
04. Slow And Steady
05. From Finner
06. Little Talks
07. Six Weeks
08. Love Love Love
09. Your Bones
10. Sloom
11. Lakehouse
12. Yellow Light
13. Numb Bears

 


autor stipe07 às 19:10
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Segunda-feira, 26 de Março de 2012

Sigur Rós - Ekki Múkk

E de repente sinto-me muito feliz porque com Ekki Múkk terminou uma espera com quase 4 anos... E voltei de novo a sentir aquiLo... e aQuilo... e Aquilo... Tudo aqUilo que só eu sei o que é e que só os Sigur Rós me fazem sentir...
(Valtari chega às lojas a 28 de maio)


autor stipe07 às 19:19
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Domingo, 25 de Março de 2012

Ourlives – Out Of Place EP

Lançado no passado dia vinte e nove de novembro de 2011, o EP Out Of Place marca a estreia do projeto islandês Ourlives, liderado por Leifur Kristinsson (voz e guitarra), nos lançamentos discográficos. A acompanhar Leifur está Halfdan Arnason (baixo, teclas), Jon Björn Arnason (guitarra) e Gardar Borgtorsson (bateria).


A sonoridade dos Ourlives acaba por não diferir muito de bandas como os Coldplay e Snow Patrol, onde as canções assentam quase sempre em guitarras melodicamente complexas e com uma sonoridade etérea muitas vezes acentuada por tonalidades vocais agudas. Nos Ourlives as canções remetem-nos imediatamente para a fria Islândia, com todas estas caraterísticas que enumerei  e uma bateria que ajuda facilmente a imaginar um cenário de beleza arrepiante ao longo das cinco canções.

Out Of Place, a canção homónima e de abertura, agrada facilmente a qualquer fã da banda liderada por Chris Martin, com a voz de Kristinsson a girar em torno do violino e do piano de forma emotiva e deslumbrante, a fundir-se com uma guitarra acústica e bastante simplista. Mas também gostaria de destacar Nuna, uma canção com fogachos de Muse e o momento mais sombrio do EP, principalmente devido ao baixo rude e bastante marcado.
Para primeira amostra, os Ourlives mostram capacidade para no futuro poderem chegar a patamares de projeção elevados, à imagem de algumas das influências notórias que citei e merecem, para já, toda a atenção daqueles que apreciam uma sonoridade pop e mais etérea. Espero que seja o teu caso e que aprecies a sugestão...

01. Out Of Place
02. Anything Can Happen Now
03. Núna
04. We Lost The Race
05. Where Is The Way?


autor stipe07 às 12:25
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Of Monsters And Men – Into The Woods EP

Os Of Monsters And Men, banda natural de Reiquiavique, na Islândia, tiveram um auspicioso 2011. Logo no início desse ano apresentei-os quando descobri Love Love Love e Little Talks e quatro meses depois este último single foi inserido na coletânea Made in Iceland IV. Relembro que a banda é constituída por quatro músicos (Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar þórhallsson, Brynjar Leifsson, Arnar Rósenkranz Hilmarsson) e insere-se no género folk/indie.

Agora, no final de 2011, mais concretamente no dia 20 de dezembro, estrearam-se nos discos com Into The Woods, um EP que inclui as duas canções citadas e outras duas. Estou convicto que este EP servirá de antecipação para o longa duração de estreia do grupo, que deverá ver a luz do dia em 2012 e que pelos vistos se irá chamar Sýrland. Pelo menos é essa a informação que consta num vídeo publicado pela banda há dois dias e que podes conferir abaixo.

01. Little Talks
02. Six Weeks
03. Love Love Love
04. From Finner

 

autor stipe07 às 20:48
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Jónsi – We Bought A Zoo

Depois de no passado dia seis de dezembro ter referido aqui que Jónsi estava ocupado a trabalhar na banda sonora de We Bought A Zoo, o próximo filme de Cameron Crowe e protagonizado por Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Patrick Fugit e Elle Fannin, entre outros, a mesma já foi editada no dia doze de dezembro de 2011, através da Columbia Records e eu já a ouvi. As gravações desta banda sonora decorreram na Islândia no último verão e os detalhes finais foram delineados em Los Angeles. Já agora, o filme estreou nos Estados Unidos no passado dia vinte e três de dezembro.

 

Em 2002 milhões de pessoas correram para os cinemas para ver a obra prima de Cameron Crowe, Vanilla Sky. E a grande maioria saiu das salas marcada pelo que viu, confusa e carregada de belíssimas imagens visuais na mente. No entanto, a mim o que mais marcou nesse filme foi a banda sonora. Mais do que a canção homónima assinada por Paul McCartney e a hipnótica Everything In Its Right Place dos Radiohead, fiquei deliciado com canções Svefn-g-englar, Ágætis Byrjun e Njosnavelin, interpretadas por uma banda islandesa na altura ainda estranha por mim e sobre a qual apenas tinha ouvido falar remotamente através do grande amigo João Génio, esse sim já na altura fã dessa banda chamada Sigur Rós. Recordo-me nesses dias ter sentido que estas canções deram um ambiente ainda mais etéreo e espiritual ao filme, fazendo sobressair intensamente algumas emoções que as personagens iam tentando interpretar. Agora, dez anos depois, não é para mim uma surpresa que Cameron Crowe tenha voltado a envolver este tipo de sonoridade no seu novo projeto cinematográfico, agora através de Jónsi, o vocalista dos Sigur Rós, nomeando-o responsável pela banda sonora de We Bought a Zoo.

De 2001 para cá muito mudou na sonoridade Jónsi e além das particularidades dos dois enredos cinematográficos não existe comparação possível entre a banda sonora dos dois filmes aqui citados. Aquela instrumentação quase extraterrestre dos Sigur Rós aterrou, sendo prova concreta disso o disco a solo Go, que inseriu três canções nesta nova banda sonora e Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust, o último disco de originais dos Sigur Rós. Estes dois discos são mais luminosos, espiritualmente alegres e menos nostálgicos que os trabalhos anteriores dos Sigur Rós e temas como  Why Not?, Sun e Humming comprovam-no na perfeição. Os fãs que, como eu, não se importam muito de ouvir Jónsi a cantar em inglês poderão estranhar um pouco a colocação da voz nas novas canções que não estavam incluídas quer em Go quer nos discos dos Sigur Rós. No entanto, depois do hábito, a sensação é ótima e uma audição dessas canções com headphones (algo bastante recomendável na discografia deste músico e da sua banda) realça ainda mais as suas novas aptidões vocais.

Duas das novas canções que merecem o meu destaque são a borbulhante Gathering Stories escrita a meias com Crowe e Ævin Endar, uma daquelas baladas orquestrais e clássicas típicas de Jónsi. Já agora, alguns dos arranjos das canções estiveram a cargo do conceituado Nico Muhly.

Também gostei muito de Snærisendar e da canção homónima We Bought A Zoo, realçadas pelo falsete de Jónsi e pelos arranjos densos das cordas. No entanto, o meu grande destaque da banda sonora só pode ir para Hoppipolla, para mim a obra prima de Takk e dos próprios Sigur Rós.

Existe uma espécie de estereótipo no que diz respeito às carreiras de algumas bandas, principalmente quando são lideradas por músicos carismáticos e que depois se aventuram em carreiras a solo. Por muito esforço que haja existem sempre fortes elos de ligação entre os dois tipos de projeto e muitas vezes a sonoridade confunde-se. Obviamente que os Sigur Rós e Jónsi não fogem à regra e são óbvios alguns pontos em comum entre o último disco da banda islandesa editado em 2008 e Go. Esta banda sonora, no que concerne às novas canções de Jónsi é um passo em frente seguro relativamente a Go e sem perca de identidade; Mas espero que o novo disco dos Sigur Rós, com data prevista de lançamento para a próxima primavera, se distancie um pouco de tudo isto e que aquela sonoridade mais aberta e luminosa de  Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust que tinha aterrado, não perca esses ingredientes felizes, mas volte a levantar voo e a juntar-se a outras sonoridades mais etéreas e espirituais, até porque o som de Jónsi Birgisson e dos Sigur Rós convida ao sonho e incita o nosso lado mais imaginativo. Espero que aprecies a sugestão…

01. Why Not
02. Aevin Endar
03. ABoy Lilikoi
04. Sun
05. Brambles
06. Sinking Friendships
07. We Bought A Zoo
08. Hoppipolla
09. Sniresndar
10. Sink Ships
11. Go Do
12. Whole Made Of Pieces
13. Humming
14. 14 First Day
15. Gathering Stories


autor stipe07 às 13:55
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Low Roar - Low Roar

Low Roar é o projeto a solo de um músico chamado Ryan Karazija, que depois de alguns anos em São Francisco, na Califórnia, a tentar dar vida à banda Audrye Sessions, decidiu atravessar o Atlântico e instalar-se em Reiquiavique, capital da Islândia. Finalmente aí conseguiu o seu momento Cinderela, sendo o frio mas inspirador ambiente local o sapato onde a sua música conseguiu encaixar. Assim, no passado dia um de novembro lançou o seu dico de estreia homónimo através da Tonequake Records.

Não sei se a culpa é do longo e rigoroso inverno, das paisagens rochosas, ou das águas das inúmeras nascentes que banham aquela ilha, mas há algo de incrível naquela atmosfera e que pelos vistos inspira decisivamente à criação musical. E depois de tantos anos de busca, parece que foi mesmo na Islândia que este artista introvertido mas cheio de talento, parece ter encontrado a sua redenção sonora. Cada canção deste Low Roar é uma tela brilhante, lentamente pintada com sons onde a música parece mover-se através de um ambiente carregado daquela típica neblina destas frias manhãs de inverno. A forma como ele toca viola neste Low Roar deixou-me impressionado, não só devido à musicalidade criada, como à intemporalidade da mesma e à centelha criativa que a sustenta. Destaco a sequência The Painter e Help Me, que parece-me ser o momento nevrálgico do álbum e onde outro ponto forte de Low Roar, que é a sua voz, eleva-se ao máximo da beleza intemporal, num registo a fazer-me lembrar os melhores momentos de Thom Yorke em Numb ou Street Spirit (Fade Out). Ryan é decididamente um especialista na criação de canções lacrimejantes e que transportam as nossas emoções para um estado emocional que pode parecer depressivo, à imagem dos conterrâneos Sigur Rós, mas que acaba por ser libertador.

Com o nosso inverno no seu clímax e um solstício à porta, ouvir este disco parece-me a banda sonora ideal para sentir o pulsar desta estação do ano em que vivemos, até por ser um álbum sombrio e melancólico, mas que também servirá para introspeção e relembrar-nos que um dia a primavera voltará a chegar. A única coisa que temos enterrado profundamente dentro de todos nós, e fora de vista, é o nosso coração; Low Roar fá-lo pulsar mais forte e aquece-o devidamente. Espero que aprecies a sugestão...

01. Give Up
02. Just A Habit
03. Nobody Else
04. Patience
05. Low Roar
06. Friends Make Garbage (Good Friends Take It Out)
07. The Painter
08. Help Me
09. Rolling Over
10. Puzzle
11. Because We Have To
12. Tonight, Tonight, Tonight


autor stipe07 às 21:19
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Dad Rocks! - Mount Modern

Snævar Njáll Albertsson é o nome por trás do projeto Dad Rocks!. Acompanhado por outros nove músicos, o islandês lançou no passado dia oito de novembro, através da Big Scary Monsters, o álbum de estreia, Mount Modern. A despeito do frio da Islândia, o disco transpira emoção genuína da primeira à última canção. Composto por belos arranjos que servem de fundo à voz grave de Albertsson, é um disco delicado e ora subtil, ora grandioso.

Há em Mount Modern elementos da folk que ecoam o Beck de início da carreira e também fragmentos de Arcade Fire e do genial Yann Tiersen.

E o disco começa em grande! A canção título instrumental e que abre o disco tem uma sonoridade tão doce e amável que quase apetece participar com palmas. Aliás, todo este disco sabe aquela espontaneidade típica das crianças enquanto brincam e algumas canções podem ser de embalar. As letras não fogem às normais preocupações abordadas pelos filósofos desta época, mas a entrega vocal de Snævar faz com que soem maravilhosamente bem todas as preocupações e dilemas descritos. Além das questões económicas, políticas e tecnológicas, o álbum também faz algumas perguntas profundas sobre o amor, o sexo e a família e como será para as crianças tornarem-se pais, adultos, maridos, esposas e líderes. Ouve-se o disco e parece ficar claro que importa realmente é envelhecer o suficiente para se perceber que sendo a vida muito dificil e às vezes dececionante, também está carregada de alegria e beleza, despertando em nós o desejo de usá-la para o bem.

01. Mount Modern
02. Weapons
03. Funemployment
04. Downaging
05. Major Labels
06. Battle Hymn Of The Fox
07. Lifestock
08. Farmscrapers
09. Take Care
10. Pro-Disney
11. Pants

 

 

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autor stipe07 às 21:03
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Curtas... XIX

Após o lançamento de Inni e enquanto não chega o novo disco de originais dos Sigur Rós, previsto para a primavera do próximo ano, Jónsi tem estado ocupado a trabalhar na banda sonora de We Bought A Zoo, o próximo filme de Cameron Crowe e protagonizado por Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Patrick Fugit e Elle Fannin, entre outros. Para já,  contribuiu com duas músicas para a banda sonora, Gathering Stories e Ævin Endar.

A banda sonora de We Bought A Zoo será lançada na próxima segunda feira, dia treze, através da Columbia Records e o filme estreará nos Estados Unidos dez dias depois, dia vinte e três de dezembro.

 

01. Why Not
02. AEvin Endar – Jónsi
03. Boy Lilikoi – Jónsi
04. Sun
05. Brambles
06. Sinking Friendships – Jónsi
07. We Bought A Zoo
08. Hoppipolla – Sigur Rós
09. Snaerisendar
10. Sink
11. Go Do – Jónsi
12. Whole Made of Pieces
13. Humming
14. First Day
15. Gathering Stories – Jónsi 

 

Já é conhecido o alinhamento do novo disco dos franceses Air, a dupla formada por Nicolas Godin e Jean-Benoit Dunckel. O álbum tem lançamento previsto para o próximo dia sete de fevereiro através da Pitchfork e chamar-se-á Le Voyage Dans La Lune. Este novo disco dos Air tem o mesmo nome de uma curta metragem francesa muda de 1902, dirigida por George Méliès e com dezasseis minutos de duração, para a qual a banda procurou compor neste disco uma banda sonora.

Le Voyage Dans La Lune é considerado o primeiro filme de ficção científica da história do cinema e a versão colorida da película foi dada como perdida até 1999, quando uma cópia foi encontrada. A reedição restaurada, já com esta banda sonora adicional dos Air, foi exibida no Festival de Cannes em maio deste ano. Le voyage dans la lune' é indubitavelmente mais orgânico que a maioria de nossos projetos. Queríamos que soasse como se tivesse sido feito à mão, um pouco como os efeitos especiais de Méliès. Tudo foi tocado ao vivo, disse Nicolas Godin, em comunicado à imprensa.

O disco conta com as colaborações de Victoria Legrand, dos Beach House (são dela a voz e as letras de Seven Stars), e do trio Au Revoir Simone, que canta emWho Am I Now?.

1 - Astronomic club

2 - Seven stars
3 - Retour sur terre
4 - Parade
5 - Moon fever

6 - Sonic armada
7 - Who am I know?
8 - Décollage
9 - Cosmic trip
10 - Homme lune
11 - Lava

 

Continuando nas novidades que envolvem música e cinema, Jonny Greenwood, guitarrista dos Radiohead, irá fazer parte do elenco do filme The Master, que chegará às salas de cinema em 2013. É um drama que ocorre na década de cinquenta e que também terá como protagonistas Philip Seymour Hoffman, Amy Adams e Joaquin Phoenix. The Master será realizado por Paul Thomas Anderson, que também fez There Will Be Blood, onde Greenwood participou.

Este guitarrista tem nos últimos anos colaborado intensivamente na banda sonora de vários filmes, nomeadamente em We Need To Talk About Kevin, de Lynne Ramsay e Norwegian Wood de Anh Hung Tran e no documentário Bodysong, realizado por Simon Pummell.

 

Finalmente há novidades dos The National no que diz respeito a novas canções. De acordo com uma entrevista de Matt Berninger, vocalista da banda, ao site Jam, as novas canções em que a banda está a trabalhar, are the best we've ever written e que o novo disco será possivelmente more immediate and visceral que High VioletWe're getting really excited about the new record already, acrescentou, so we might dive into the writing process right away. I feel we're kind of ready. Of course, all that being said, it all may change completely. Six months from now we might just throw everything away that we've been working on and start from scratch. You never know.

Para concluir Matt acrescentou que tem ficado maravilhado com o material que Aaron Dessner, o guitarrista, lhe tem enviado, em grande parte inspirado pela recente maternidade do músico... I'm in love with them. I just spent all night listening over and over to some things he sent. I think they're some of the best things he's ever written. Venham então rapidamente as novas canções, de preferência já em 2012.


autor stipe07 às 18:55
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Sigur Rós - Inni

Finalmente chegou na passada segunda feira, dia sete de novembro, o novo álbum dos Sigur Rós, banda islandesa já com quinze anos de história. É um disco duplo ao vivo e que também inclui um filme que documenta o concerto no Alexandra Palace, em Londres, o último da Close of the World Tour e que serviu para promover Með suð í eyrum við spilum endalaust, antes da paragem de 2008. Já passado dia três de outubro tinha mencionado os detalhes finais deste Inni aqui. Este filme, realizado por Vincent Morisset e que os Sigur Rós classificam como the definitive live experience, foi lançado no mercado, através da Krunk, a editora da banda e por intermédio da XL Recordings e estreou no Festival de Veneza, dia três de Setembro. Relembro que os Sigur Rós já tiveram uma experiência anterior muito bem sucedida com o documentário Heima, que deu origem ao projeto takkiceland, ainda não enterrado, garanto.

Acabo de ouvir Inni e fui imediatamente transportado no tempo para a noite de onze de novembro de 2008, faz hoje precisamente três anos. E o caldeirão de sentimentos e emoções durante a audição de Inni, por ter sido tão semelhante ao que senti durante esse concerto que integrou a digressão que este disco ilustra sonoramente, razão pela qual a tracklist e o alinhamento do Campo Pequeno são muito parecidos, transportou-me de imediato para esse concerto.

Quando o coração é paciente e sabe que na vida há momentos únicos pelos quais vale a pena esperar, mais claras são as boas sensações que nos preenchem quando os instantes pelos quais tanto esperámos estão ali, ao nosso lado e à nossa frente, ao mesmo tempo, no mesmo espaço físico e temporal. Há quem vibre com um bom filme quando determinadas imagens projectadas numa tela negra, reais ou cheias de ficção, mexem com todos os nossos sentidos, nos arrepiam e nos dão momentos momentâneos de pura felicidade! Isso acontece-me com frequência nas mais variadas salas de cinema deste país mas, até hoje, em nenhum outro local consegui encontrar a pura realização feliz e plena desse preenchimento interior, como encontro em frente a um palco onde toca uma das minhas bandas favoritas, ou junto a uma denon de duas pistas, onde também, em alguns instantes, consigo fazer as outras pessoas momentaneamente felizes!

Naquelas quase duas horas desse concerto encontrei-me comigo próprio, conheci muito mais de mim mesmo e foi inacreditável ter visto tanta luz e tanto brilho, ter sentido tanta alegria num espaço físico associado à morte e ao desrespeito pela vida animal. Senti-me em comunhão perfeita com a banda que tocava no palco e, ao mesmo tempo, em comunhão perfeita comigo mesmo, como se a tal luz que a música nos oferece, me ofuscasse com um brilho tal, que me fez ver mesmo tudo o que tenho dentro de mim com uma clareza inacreditável.

O grande destaque do concerto e deste álbum é a interpretação de Hoppipolla. Se em Man on the Moon está escrita a essência daquilo que sempre fui, sou e serei, Hoppipolla será sempre a síntese perfeita do que me faz vibrar e de como é bom acreditar nos meus sonhos e sentir que eles se podem tornar realidade!

Este duplo Inni é pois uma coleção de formidáveis clássicos, músicas que há anos impressionam novos e velhos um pouco por todo o mundo. É um trabalho que prova novamente o quanto eles conseguem estabelecer uma estranha sensação de euforia, surpresa e misticismo a cada novo trabalho lançado e transportar toda essa mesma energia e magia para os concertos, algo que apenas um pequeno grupo de bandas consegue. Se belos são os registos em estúdio dos Sigur Rós, ao vivo eles realmente parecem ganhar vida própria.

Esta será certamente uma das minhas prendas de natal, outra que antecipará, num futuro próximo espero, uma prenda ainda maior. O próximo disco dos Sigur Rós está prometido para a próxima primavera e a banda já referiu que será o  melhor disco de sempre do seu catálogo;   Goggi Hólm, o baixista, já o apelidou de introverted e o vocalista, Jónsi Birgisson, disse que será floaty and minimal. An ambient album é como o baterista Orri Dýrason o descreve, acrescentando que a sua audição permitirá a slow takeoff toward something. Enquanto o tão aguardado quinto disco desta fantástica banda islandesa não chega, deliciemo-nos com Inni e espero muito sinceramente que aprecies a sugestão...

 

Disco 1

  1. Svefn-G-Englar
  2. Glósóli
  3. Ný Batterí
  4. Fljótavík
  5. Vid Spilum Endalaust
  6. Hoppípolla
  7. Med Blódnasir
  8. Inní Mér Syngur Vitleysingur
  9. E-Bow

Disco 2

  1. Sæglópur
  2. Festival
  3. Hafsól
  4. All Alright
  5. Popplagid
  6. Lúppulagid (Bonus Track)

Disco 3: DVD 'Inni'

  1. Ny Batterí
  2. Svefn-G-Englar
  3. Fljótavík
  4. Inní Mér Syngur Vitleysingur
  5. Sæglópur
  6. Festival
  7. E-Bow
  8. Popplagid
  9. Lúppulagid
  10. Glósóli (Bonus Track)
  11. Við Spilum Endalaus (Bonus Track)
  12. Hafssól (Bonus Track)
  13. All Alright (Bonus Track)

autor stipe07 às 15:20
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Sábado, 8 de Outubro de 2011

Ruddinn - I Need A Vacation

Ruddinn é  Bertel Ólafsson, um músico islandês com algum reconhecimento no país natal e que tem vindo ao longo dos últimos anos a gravar discos cuja sonoridade deambula entre o pop rock, a indie e a eletrónica. Destacou-se logo em 2006 quando Heavy on the Rebound, um dos singles do seu álbum de estreia, foi incluido na banda sonora de Astropia. Em 2008 editou o bem sucedido 2 e já em 2011 lançou I Need A Vacation através da Record Records, disco produzido por Aron Arnarsson e que, pelos vistos, é já o seu terceiro disco de originais.

I Need A Vacation conta com algumas participações especiais nomeadamente nas vocalizações: Heiða Eiríksdóttir é a principal cantora no disco, já que canta com Bertel em sete das onze músicas e em outras duas sola. Heiða também escreveu a letra de Too Distant For Us. Skapti Soulviper é outro convidado que contribui com a voz, neste caso em Supersonic Situation

Este disco demorou três anos a ver a luz do dia  e nele podem-se ouvir desde guitarras distorcidas a sons sintetizados. Existem músicas típicas da pop, do rock e da eletrónica e algumas que misturam todos estes elementos. À semelhança da maioria das bandas islandesas, temos aqui uma sonoridade particular, única, de difícil catalogação, mas bastante original e audível. Esta sugestão só peca por ser um pouco tardia... Espero que me perdoem.

Music Theory

Bitter Reality

Too Distant For Us

Love Letter

If You Have A Wish

Interlude

Cover The Distance

It's You

I Need A Vacation

Supersonic Situation

Not The End Of The Road 

 www.myspace.com/ruddinn

ruddinn.ruddinn@gmail.com

 

Music theory by ruddinn


autor stipe07 às 15:44
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