music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
O sueco Jay-Jay Johanson acaba de editar Best Of 1996 - 2013, uma coleção de vinte canções onde recorda um percurso musical com já dezassete anos e onde se destacam os primeiros três discos, muito inspirados pelo trip-hop de Bristol, principalmente o Whiskey e o Tattoo.
O sueco olhava para esse novo som que chegava do Reino Unido de um ponto de vista jazzístico e na altura adoptou um registo muito à Sinatra que lhe assentava na perfeição. Mas o sueco também foi acompanhando as novas tendências; Piscou o olho ao electroclash em Antenna e ao drum´n´bass em canções como She´s Mine But I´m Not Hers.
Best Of 1996 - 2013 retrata essa irregularidade que domina uma antologia que deixa claros os momentos que contam na vida musical do sueco, aos quais se junta o inédito Paris. Confere...
01. Paris 02. It Hurts Me So (Radio Edit) 03. So Tell The Girls That I Am Back In Town (Radio Edit) 04. The Girl I Love Is Gone 05. Milan, Madrid, Chicago, Paris (Radio Edit) 06. She’s Mine But I’m Not Hers 07. Keep It A Secret 08. Believe In Us 09. Far Away (Radio Edit) 10. On The Radio (Demo Version) 11. Tomorrow (Alternative Mix) 12. Rush (Radio Edit) 13. Because Of You 14. She Doesn’t Live Here Anymore 15. Rocks In Pockets 16. Only For You 17. Wonder Wonders 18. Lightning Strikes (Single Edit) 19. Dilemma 20. On The Other Side
Quem também acaba de lançar uma coletânea de canções é Rodrigo Leão. Songs (2004-2012)está concebido como o primeiro passo para uma possível trilogia que, ao mesmo tempo, revê matéria já lançada e antecipa novos caminhos e reúne canções cantadas em inglês que desde Cinema têm pontuado a discografia de Rodrigo Leão.
As vozes de Sónia Tavares (The Gift), de Ana Vieira, de Beth Gibbons (Portishead) Neil Hannon (The Divine Comedy), Stuart Staples (Tindersticks), Scott Mathew e Joan as Police Woman deram na última década um carácter universal à música de Rodrigo Leão por via do uso poético do inglês em temas que marcaram as aventuras editoriais Cinema (2004), A Mãe (2009) e A Montanha Mágica (2011). Songs (2004-2012) parte exactamente dessa ideia de vocação universalista de um músico e compositor que, na sua discografia, colaborou com artistas de diferentes nacionalidades, que cantaram em várias línguas, tendo explorado uma vertente mais ibérica e outra mais atlântica, quase sempre com resultados apaixonantes.
Os Misophone regressam aos discos a dezanove de junho com Before the Waves Roll e já divulgaram um artwork do álbum feito por Jockum Nordström e uma canção intitulada A Mother's Last Word. Confere...
Depois de Childhood's End, já é conhecido mais um avanço para Impersonator, o novo disco dos Majical Cloudz que chegará a vinte e um de maio. Bugs Don't Buzz é a nova canção divulgada e encontra-se disponível para download gratuito.
Os Sigur Rós estão encarregues da banda sonora de um episódio da mítica série The Simpsons, que passará nas televisões americanas já no próximo dia dezanove de maio. Para além de música original a acompanhar a viagem de Homer e companhia até à Islândia, a banda irá também apresentar uma versão para o tema original da série. Matt Groening, o criador dos The Simpsons, confessa-se fã de longa data dos Sigur Rós e orgulha-se desta colaboração sem precedentes com a banda.
Kveikur, o sétimo álbum dos islandeses,chega a 18 de Junho com selo da XL Recordings. Fiquem com Ísjaki, o último single retirado desse disco.
Natural da belíssima Islândia, o compositor Ólafur Arnalds deu-nos no passado dia vinte e cinco de fevereiro a mais recente versão do seu inverno, através de For Now I Am Winter, o seu terceiro disco que, estimados leitores, é um trabalho tão aconchegante que as doze músicas que contém conseguem facilmente tirar-nos o fôlego. For Now I Am Wintercontou com arranjos de Nico Muhly e a participação especial, na voz, de Arnór Dan Arnarson em quatro canções, cantor dos Agent Fresco e que já tinha participado no projeto de beneficiência do japonês Ryuichi Sakamoto de apoio às vítimas do tsunami no seu país natal.
Ólafur estreou-se em 2007 com Eulogy For Evolutione é já um dos mais reputados compositores da atualidade. Combina música de orquestra com eletrónica. Além dos dois discos anteriores, Ólafur já tinha editado alguns EPs e composto bandas sonoras de filmes. Ele próprio considera que este disco é, para já, a obra-prima da sua carreira, um álbum que atesta o seu enorme amadurecimento porque embarca numa evolução conceptual sazonal que usufrui do neo-clássico e estabelece-se como um pilar do estilo e que benefecia certamente do salto que deu recentemente da Erased Tapes para a Mercury Classics.
Uma das grandes novidades do álbum é, pela primeira vez nos seus trabalhos, incluir a voz; Se And They Have Escaped The Weight Of Darkness(2010) tinha colocado Ólafur na linha da frente do universo sonoro que abarca, este For Now I Am Winterdá um novo passo em frente, não só por causa dessa inserção vocal, mas principalmente porque expande ainda mais os seus horizontes e aprimora a elegância e o cunho sentimental com que abraça a míriade sonora que de que se serve para compôr.
Se anteriormente era o piano que liderava o processo de composição, neste terceiro disco Ólafur também colocou em enorme plano de destaque as cordas, com particular destaque para o violino. Os arranjos do norte americano Nico também adicionaram novas texturas ao som do compoitor islandês e adicionaram os sintetizadores ao seu cardápio essencial.
O álbum tem momentos coloridos e cheios de emoção e, ao mesmo tempo, instantes que se tornam profundamente pensativos, nostálgicos e melancólicos. E esta dupla sensação é um dos maiores trunfos de For Now I Am Winter, já que cria uma impressionante sensação de beleza e de efeitos contrastantes dentro de nós. Falo seguramente de um disco carregado de contrastes, mas que não deixa de seguir uma linha condutora homogénea que se define pela tal deriva entre a componente mais orquestral e elementos típicos da eletrónica.
A voz de Arnór acaba por fazer dos quatro temas onde o podemos ouvir os destaques maiores de For Now I Am Winter, porque, nas mesmas, o patamar de emoção acaba por ser potenciado, já que este cantor conjuga, por exemplo, a genialidade de Jónsi (Sigur Rós) com a sensibilidade vocal de Martyn Heyne dos dinamarqueses Efterklang.
For Now I Am Winteré uma extraordinária coleção de catorze temas islandeses, misturados com técnicas minimalistas norte americanas e regadas com a tradicional sensibilidade europeia. Simples pianos assombrados por prodigiosos arranjos de cordas, fundem novos e antigos estilos sonoros, uma sugestão que todos irão certamente apreciar...
01. Sudden Throw 02. Brim 03. For Now I Am Winter (Feat. Arnor Dan) 04. A Stutter (Feat. Arnor Dan) 05. Words Of Amber 06. Reclaim (Feat. Arnor Dan) 07. Hands, Be Still 08. Only The Winds 09. Old Skin (Feat. Arnor Dan) 10. We (Too) Shall Rest 11. This Place Was A Shelter 12. Carry Me Anew 13. No. Other (Feat. Arnor Dan)
Pouco mais de um ano depois de Carrion Crawler/The Dream, os incríveis The Oh Sees regressam aos discos a dezasseis de abril com Floating Coffin, através da Castle Face Records e já disponibilizaram duas amostras, Toe Cutter – Thumb Bustere Minotaur, em modo ÉFV. Confere...
Os Radiation City acabam de divulgar e disponibilizar, também em modo ÉFV, esta fantástica cover de Fly Me To The Moon, um clássico de Astrud Gilberto. Confere...
Depois de terem partilhado os dezasseis vídeos deValtarie de os terem projectado em todos os continentes, inclusivamente em Portugal, a propósito do 10º aniversário do IndieLisboa, os islandeses Sigur Rós acabam de editar o DVD Valtari Film Experiment, com selo da editora XL.
A experiência cinematográfica dos Sigur Rós partiu da banda, que ofereceu o mesmo orçamento modesto a vários realizadores, pedindo-lhes para criar algo com a primeira coisa que lhes viesse à cabeça quando ouvissem a música.
01. Varúð (Inga Birgisdóttir) 02. Valtari (Christian Larson) 03. Ég Anda (Ragnar Kjartansson) 04. Ekki Múkk (Nick Abrahams) 05. Varðeldur (Clare Langan) 06. Leaning Towards Solace (Floria Sigismondi) 07. Seraph (Dash Shaw John Cameron Mitchell) 08. Dauðalogn (Ruslan Fedotow) 09. Rembihnútur (Arni And Kinski) 10. Fjögur Píanó (Alma Har’el) 11. Ég Anda (Ramin Bahrani) 12. Varðeldur (Melika Bass) 13. Varúð (Bjorn Floki) 14. Dauðalogn (Henry J W Lee) 15. Fjögur Píanó (Anafelle Liu, Dio Lau and Ken Ngan) 16. Varúð (Ryan Mcginley)
Os Fol Chen, uma banda indie de Los Angeles, estão quase a regressar aos discos. The False Alarmschega aos escaparates já a dezanove de março, através da Asthmatic Kitty e IOU é um dos singles já conhecidos.
Talvez estimulado pelo recente reaparecimento do camaleão em cena, o veterano cantor, rato de estúdio e compositor indie John Vanderslice acaba de divulgar uma cover da sua autoria para o clássico Big Brother, um dos temas de destaque de Diamonds Dogs, o álbum que David Bowie editou em 1974. Já agora, acrescento queVanderslice regressa aos discos já na primavera com Dagger Beach.
Depois de alguns meses a trabalhar com Alex somers, habitual produtor de Jónsi e dos Sigur Rós, o músico experimental islandês Sin Fang (aka Sindri Már Sigfússon), vocalista dos Seabear, está de regresso aos lançamentos discográficos a solo com Flowers, rodela editada na europa no passado dia um de fevereiro por intermédio da Morr Music.
Por cá, o sol começa, hesitante, a espreitar de novo e a aquecer um pouco os nossos dias, já fartos do manto de névoa húmida e cinzenta que tem descolorido este longo inverno. E enquanto não o temos em pleno e descaradamente, convido-te a descobrires este disco e assim visitares um dos lugares mais solarengos e radiantes da pop nórdica. Flowers convida a investidas primaveris e é sobre o eixo antecipado do solstício de verão que o recebemos.
Ao terceiro álbum a solo, o vocalista dos Seabear vive profundamente enraizado numa indie pop que faz dele um mestre na costura de diferentes camadas e contrastes sonoros, feitas com sintetizadores, guitarras e voz e uma orquestração intemporal. O resultado final desta sobreposição são dez temas envolvidos por um manto cristalino e vibrante de canções que invocam uma intimidade contida e retraída por uma delicadeza cautelosa, com especial destaque para Young Boyse Feel See.
Em relação a Summer Echoes, o antecessor, Flowers é um álbum mais encorpado e assumido, uma síntese amadurecida do cardápio sonoro de Sigfússon, agora mais complexo, completo e palpável, mas, ao emesmo tempo, sem pôr de lado a maravilhosa sensação de pureza e simplicidade típicas da sua música e da musicalidade do seu país de origem.
Flowers é uma tempestade melódica primaveril e um apelo desenfreado aos nossos sentidos. Neste álbum, Sin Fang liga as luzes do palco e abre o pano para darmos as boas vindas a um novo mundo cheio de luz e cor, onde os sentimentos mais ingénuos têm lugar de destaque e o amor e a rejeição, com os seus momentos felizes e tristes, são as personagens principais de um enredo que poderia muito bem ter sido inspirado na vida de qualquer um de nós. Flowersé para sentir, para ver, para descobrir e para mergulhar. Espero que aprecies a sugestão...
01. Young Boys 02. What’s Wrong With Your Eyes 03. Look At The Light 04. Sunbeam 05. Feel See 06. See Ribs 07. Catcher 08. Everything Alright 09. Not Enough 10. Weird Heart
Os Tilbury são uma banda islandesa de Reykjavík formada pelo baterista Þormóður Dagsson (Skakkamange, Jeff Who?, Hudson Wayne) no verão de 2010. Inicialmente foi pensado como um projeto a solo intitulado Formadur Dagsbrunar, mas rapidamente projetou-se para uma banda quando a Dagsson se juntaram Kristinn Evertsson (sintetizadores e teclados), Örn Eldjárn (guitarra e voz), Magnús Trygvason Eliassen (bateria) e Guðmundur Óskar Guðmundsson (baixo). O disco de estreia chegou em maio do último ano; Chama-se Exorcise, foi editado pela Record Records e está disponível para audição no portal Gogoyoko.
A estreia dos Tilbury era esperada com enorme expetativa no país natal já que é um grupo que engloba músicos consagrados, uma espécie de super grupo já que aglomera intérpretes quie fizeram uma carreira musical consistente noutros projetos importantes do panorama musical local. A audição de Exorciseremete-nos de imediato para os Belle And Sebastian, até porque os próprios Tilbury confessaram ser uma banda de folk pop. Mas é importante não cair na fácil tentação de avaliar o álbum segundo essa elevada bitola qualitativa, já que, neste Exorcise, escuta-se, com aguma insistência, vários detalhes sonoros que nos remetem para uma pop ainda mais etérea, sonhadora e gratificante, da qual os Mercury Rev, por exemplo, são um dos expoentes máximos.
O disco está cheio de verdadeiras pérolas sonoras! Desde o potente single de abertura, Tenderloin, até Filet Mignon, é a folk que tem preponderância, mas não deixa de haver também uma faceta um pouco rock em alguns temas, principalmente em Eclectic Boogaloo e no single Drama, uma canção cheia de groove e bastante dançável.
Exorcise explora diferentes géneros e novas avenidas musicais, sabe aqueles dias primaveris, feitos com um sol ainda algo tímido e que acorda após um longo inverno; É um álbum fascinante, oriundo de um país que, musicalmente, tem uma comunidade de artistas muito díspar, criativa e flexível, que raramente desilude e que merece toda a tua atenção. Espero que aprecies a sugestão...
Panagiotis Melidis, um produtor oriundo de Milão que se esconde atrás de Larry Gus, lançou no início desta semana o seu primeiro álbum e com direito a download gratuito. O conjunto de ficheiros chama-se Silent Congas, está disponível na página da DFA e são nove extraordinárias canções que dão o pontapé de saída numa carreira que será certamente promissora!
Depois de em 2011 ter editado I Need A Vacation, o projeto islandês Ruddinn, liderado por Bertel Ólafsson, está a preparar novas canções. Há poucos dias Bertel enviou para Man On The Moon, em estreia nacional, Chrome Like Mirror, um novo tema que tem tido bastante aceitação nas rádios dessa ilha do atlântico norte. Quando chegar, o novo álbum merecerá certamente toda a minha atenção e divulgação.
Depois do aclamado EP The Rookie, e do álbum de estreia Shadows lançado em 2011, o quarteto californiano The New Division irrompe do silêncio com um novo EP. O trabalho chama-se Night Escapee tem como grande destaque o single homónimo que conta com a participação da dupla dream pop grega Keep Shelly in Athens.
Produzido por John Kunkel, Night Escapeafasta-se um pouco das influências seminais da banda, decalcadas da synthpop dos Joy Division, New Order ou Depeche Mode e explora paisagens sonoras mais ambientais e flutuantes, feitas com sintetizadores cósmicos que levantam voo graças à voz celestial de Sarah P..
01. Pride 02. Kids 03. Night Escape (Ft. Keep Shelly In Athens) 04. Start Over
Os nova iorquinos Ra Ra Riot, de Wes Miles, estão quase a lançar o terceiro disco, que deverá chegar no início de 2013, sendo o primeiro após a saída da multi instrumentista Alexandra Lawn. Beta Loveé o primeiro single e deverá também ser o título desse álbum. Pela amostra, ficarão de fora os elementos mais orgânicos e os violinos, cabendo agora a primazia aos sintetizadores e a uma produção mais eletrónica e futurista. Beta Love será uma das grandes entradas no novo ano!
Coldplay Live 2012é o primeiro registo ao vivo desta banda britânica em nove anos. O concerto foi gravado no Stade de France e teve direito a estreia mundial no cinema ontem, dia 13 de Novembro. A edição em CD e DVD será a dezanove de Novembro e permite aos fãs reviver alguns dos melhores momentos da digressão de Mylo Xyloto.
01. Mylo Xyloto 02. Hurts Like Heaven 03. In My Place 04. Major Minus 05. Yellow 06. God Put A Smile Upon Your Face 07. Princess Of China 08. Up In Flames 09. Viva La Vida 10. Charlie Brown 11. Paradise 12. Us Against The World 13. Clocks 14. Fix You 15. Every Teardrop Is A Waterfall
Oriundo da fria Islândia, Cheek Mountain Thief é uma espécie de projeto a solo de Mike Lindsay, líder da banda britânica Tunng. Cheek Mountain Thiefé o álbum homónimo de estreia, editado no passado dia treze de agosto pela Full Time Hobby.
Em 2006 Mike foi visitar este país nórdico e apaixonou-se por uma islandesa chamada Harpa. Pouco tempo depois voltou a Londres e nunca mais a viu, mas em 2010 voltou aquele país para tocar com os Tunng no Iceland Airwaves; Voltou a encontrar-se com Harpa, a chama reacendeu-se e ficou a viver com ela na costa norte, numa pequena cidade piscatória chamada Husavik. Entretanto aproveitou para formar uma banda com músicos de Husavik e da capital, Requiavique, e gravou um álbum inspirado nas paisagens e nas gentes dessa ilha fantástica.
A Islândia tem uma paisagem única, quase alienígena. É uma ilha remota, moldada por milhões de anos de uma intensa atividade vulcânica e, por isso, diferente de qualquer outro lugar no mundo. Situada no extremo norte da Europa e ofuscada pelo Círculo Polar Ártico, acabou por abarcar um povo que evoluiu e criou uma cultura com uma identidade muito própria e totalmente distinta do resto do contiente. Por isso, acaba por ser um lugar pelo qual é fácil alguém se apaixonar e deixar-se enfeitiçar. Mike refere que tal aconteceu com ele quando encontrou Kinnarfjöll – Cheek Mountain, um local coberto de neve e com um céu cor de rosa, onde viu borbulhantes fontes termais e uma cratera de um vulcão chamado Hell (Inferno). Nesse momento sentiu que estava numa espécie de paraíso mítico.
Cheek Mountain Thiefacaba por ser o reflexo óbvio da opção de Mike por passar a viver perto deste local, dos músicos envolvidos e da própria sonoridade típica, não só da ilha, como de Mike enquanto músico. Assim, estamos em presença de um disco indie folk, com ecos de Bon Iver, Múm e Belle & Sebastian, cheio de cordas e com os xilofones e alguns instrumentos básicos de percussão a fornecerem bonitos detalhes sonoros. O resultado final assenta numa forte componente acústica, como se Cheek Mountain Thief, com letras que falam de neve, areia e cavalos que correm na tundra islandesa, tivesse sido escrito e gravado à luz de velas. Espero que aprecies a sugestão...
A dupla Helio Sequence de Portland está prestes a apresentar um novo álbum. Depois de terem divulgado o primeiro single, October, deram agora a conhecer Hall of Mirrors, mais uma canção que fará parte de Negotiations.
Ás vezes a música traz-nos parcerias e sonoridades inusitadas. Agora, os The Vaccines resolveram cantar ABBA num EP chamado Please, Please Do Not Disturb, um EP virtual que traz versões de músicas de quatro diferentes artistas; Além de ABBA, Mark Lanegan e Jonathan Richman também aparecem no pacote que pode ser adquirido gratuitamente numa página especial criada pela banda.
01. The Beast In Me 02. Mannequin 03. The Winner Takes It All 04. That Summer Feeling
No mundo da música, além das parcerias e versões inusitadas, também há criações tão bizarras que, só por esse facto e por parecer impossível terem sido concebidas, merecem ser divulgadas. Um exemplo recente está na versão que os britânicos The Darkness fizeram para Street Spirit dos Radiohead. Um original do The Bends (1995), foi agora transformado com uma dose extra de guitarras ao melhor estilo hard rock e a presença incomparável da voz de Justin Hawkins. A versão estará no próximo trabalho da banda, Hot Cakes, disco que será lançado no dia 21 de agosto.
Six Cups Of Rebel, o último disco do produtor norueguês Lindstrøm é um trabalho mais pop e dançante que os anteriores projetos do artista, já que tem uma série de composições grandiosas, épicas e que explodem em batidas volumosas. O último single retirado desse disco, disponível para download gratuito, é uma boa canção e que confirma o acerto do álbum. Confere...
É conhecido mais um vídeo do projeto Valtari Mystery Film Experiment, dos Sigur Rós, que tenho vindo a divulgar à medida que são editados novos filmes. Desta vez, em Varðeldur, Melika Bass filma uma mulher que parece estar a viver uma espécie de limbo hipnótico.
No dia em que terminaram os jogos olímpicos, os Blur deram uma concerto memorável em Hyde Park, no centro de Londres, que foi agora editado em disco. A rodela chama-se Parklive. Confere...
CD 1 01. Girls And Boys 02. London Loves 03. Tracy Jacks 04. Jubilee 05. Beetlebum 06. Coffee And Tv 07. Out Of Time 08. Young And Lovely 09. Trimm Trabb 10. Caramel 11. Sunday Sunday 12. Country House 13. Parklife (Feat. Phil Daniels)
CD 2 01. Colin Zeal 02. Popscene 03. Advert 04. Song 2 05. No Distance Left To Run 06. Tender 07. This Is A Low 08. Sing 09. Under The Westway / Commercial Break 10. End Of A Century 11. For Tomorrow 12. The Universal
Jónsi Birgisson, Georg Hólm, Kjartan Sveinsson e Orri Páll Dýrason são provavelmente os maiores responsáveis por toda uma geração de ouvintes se ter aproximado da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação e estranhos diálogos que possam existir dentro do campo musical. Ao lado da conterrânea Björk, este quarteto chamado Sigur Rós não apenas colocou a Islândia no mapa dos grandes expoentes musicais, como definiu de vez o famigerado pós rock, género que mesmo não sendo de autoria da banda só alcançou o estatuto e a celebração de hoje graças ao rico cardápio instrumental que o grupo conseguiu alicerçar nas quase duas décadas que já leva de existência.
Adeptos da constante transformação de suas obras, desde Von, o primeiro álbum, que os Sigur Rós se concentram na produção de discos que, mesmo próximos, organizam-se e funcionam de maneiras diferentes. Têm sido álbuns que acabam sempre por partilhar um novo sentimento ou proposta, utilizando uma fórmula básica que serve de combustível a cada nova estreia. Entretanto, mesmo movidos pelas diferenças, nenhum disco apresentado pelo grupo até hoje soa tão distinto e particular quanto Valtari, o sexto trabalho de estúdio do quarteto, um álbum que se fecha dentro de um campo próprio, nada místico ou imerso no mesmo plano gracioso que antes abastecia a carreira da banda.
Valtari talvez seja o mais introspectivo e difícil disco do grupo até hoje. Não há qualquer forma de abertura ou canções capazes de conversar com o grande público aos moldes de Glósóli, Hoppípolla e Svefn-g-englar, alguns dos maiores tratados comerciais da banda. Tudo o que se ouve no interior desta obra de oito canções ecoa de forma suja, distante da subtileza angelical que se manifestava nos discos anteriores. Se, por exemplo, no anterior Með suð í eyrum við spilum endalaust, de 2008, a banda parecia motiva a lançar uma série de músicas festivas e grandiosas, hoje a necessidade é completamente outra. Tudo flui de maneira hermética e acizentada, quase um oposto dos Sigur Rós de outras épocas.
Quem também esperava por um álbum com uma sonoridade coincidente com aquilo que Jónsi e o parceiro Alex Somers vinham a desenvolver em relação à carreira solo do vocalista dos Sigur Rós, provavelmente irá sentir-se defraudado ao mergulhar nos obscuros 54:25 minutos de Valtari. Se antes Jónsi era a figura central dentro do projeto, agora a sua voz é apenas um mero plano de fundo no decorrer da obra, já que boa parte das canções abandonam a voz como ponto de destaque para que a banda possa se concentrar na instrumentação. E como o destaque maior está na música e não na voz, Valtari é um álbum com nuances variadas e harmonias magistrais, onde tudo se orienta de forma controlada, como se todos os instrumentos fossem agrupados num bloco único de som.
Se até Með suð í eyrum við spilum endalaust, os Sigur Rós pareciam interessados em realizar um som totalmente bucólico, épico e melancólico, que servia de banda sonora para um mundo paralelo cheio de seres fantásticos e criaturas sobrenaturais, Valtari projeta um som acizentado e urbano, mais terra a terra, digamos assim. Entre canções como Ekki Múkk e Fjögur Píanó, talvez a composição que mais se assemelhe aos antigos trabalhos da banda seja Varðeldur, canção que mesmo ligada ao passado recente da banda, apega-se intencionalmente ao que os islandeses produzem hoje.
A própria tal melancolia que sempre esteve presente nas canções da banda, foi remodelada com uma dose extra de amargura e desesperança se apoderasse das faixas e do espírito que sempre acompanhou a banda. com tudo isto, não se pense que Valtari é um trabalho difícil, ou que se afasta completamente das bases e referências iniciais dos Sigur Rós. O disco parece apenas encaminhar a banda para um novo universo, como se o quarteto resolvesse abandonar um caminho seguro e luminoso que percorreu até aqui, para enveredar por outro percurso mais obscuro e terreno. Acompanhar ou não o grupo neste novo trajeto é uma decisão que apenas o ouvinte pode decidir; Mas, quem, como eu, deixar-se embuir deste novo espírito, certamente não se irá decepcionar.
Pessoalmente, depois de uma espera de quatro anos, estava realmente à espera de algo novo e diferente. Por isso, Valtari acertou em cheio nas minhas expetativas e fez-me aumentar ainda mais a devoção que sinto por esta banda que já faz parte do meu ADN e é uma das referências fundamentais da minha existência. Espero que aprecies a sugestão...
01. Ég Anda 02. Ekki Múkk 03. Varúð 04. Rembihnútur 05. Dauðalogn 06. Varðeldur 07. Valtari 08. Fjögur Pianó
Finalmente, depois de um 2011 auspicioso e um EP lançado no final desse ano e que divulguei oportunamente, os islandeses Of Monsters and Men, banda cuja formação base é constituída por quatro músicos (Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar þórhallsson, Brynjar Leifsson, Arnar Rósenkranz Hilmarsson) e que se insere no género folk/indie, editaram o álbum de estreia, intitulado My Head is An Animal.
Ao contrário da maioria das propostas musicais que vêm da Islândia, quase sempre com um forte cariz épico e experimental e que se inserem no universo fonográfico alternativo, aquilo que se escuta em My Head is an Animalé difícil de acreditar que tenha vindo de um lugar tão gelado e remoto, porque é feito por músicos calorosos, divertidos e com uma facilidade singular para elaborar melodias deliciosas.
O single Little Talks, que faz parte da minha banda sonora há vários meses e que em pouco tempo entrou nos ouvidos de milhares de pessoas, não só na europa como no próprio continente americano, quase que obrigou a que esta estreia ganhasse distribuição mundial, já que os Of Monsters and Men, representam muito do que de melhor o mercado alternativo e independente tem atualmente para oferecer. Little Talks é uma canção repleta de elementos pop, com as cordas, os metais e o acordeão a assumirem a vanguarda na composição, não só nesta canção como em todo o álbum. Dirty Paws, música que abre o álbum, começa de forma lenta, só com uma viola, mas logo ganha uma dimensão épica, proporcionada pelo instrumental do refrão.
A forma coesa como a voz de Nanna e Ragnar se complementam fica evidente em músicas como a divertida King and Lionheart, uma clara referência ao folk rock praticado pelos Mumford and Sons, e a sentimental Slow and Steady. Mas as pérolas não param por aí. É uma árdua tarefa encontrar alguma faixa de qualidade questionável em My Head is an Animal. Durante as treze canções que compõem este excelente álbum, o que se ouve é consistência pura.
Costuma-se dizer que uma banda é tão boa quanto o seu trabalho de estreia. É nele que ela revela toda a sua alma, sem influências externas ou exigências do mercado. E se um grupo não consegue destaque no primeiro lançamento, dificilmente o fará nas obras seguintes. Os Of Monsters and Men não têm que temer; Além de demonstrarem um talento invejável, revelam uma alma pura que tem muito a oferecer aqueles que, como eu, estão sempre sedentos por boa música. Espero que ouças o disco e aprecies a sugestão...
01. Dirty Paws 02. King And Lionheart 03. Mountain Sound 04. Slow And Steady 05. From Finner 06. Little Talks 07. Six Weeks 08. Love Love Love 09. Your Bones 10. Sloom 11. Lakehouse 12. Yellow Light 13. Numb Bears
E de repente sinto-me muito feliz porque com Ekki Múkk terminou uma espera com quase 4 anos... E voltei de novo a sentir aquiLo... e aQuilo... e Aquilo... Tudo aqUilo que só eu sei o que é e que só os Sigur Rós me fazem sentir... (Valtari chega às lojas a 28 de maio)
Lançado no passado dia vinte e nove de novembro de 2011, o EP Out Of Place marca a estreia do projeto islandês Ourlives, liderado por Leifur Kristinsson (voz e guitarra), nos lançamentos discográficos. A acompanhar Leifur está Halfdan Arnason (baixo, teclas), Jon Björn Arnason (guitarra) e Gardar Borgtorsson (bateria).
A sonoridade dos Ourlives acaba por não diferir muito de bandas como os Coldplay e Snow Patrol, onde as canções assentam quase sempre em guitarras melodicamente complexas e com uma sonoridade etérea muitas vezes acentuada por tonalidades vocais agudas. Nos Ourlives as canções remetem-nos imediatamente para a fria Islândia, com todas estas caraterísticas que enumerei e uma bateria que ajuda facilmente a imaginar um cenário de beleza arrepiante ao longo das cinco canções.
Out Of Place, a canção homónima e de abertura, agrada facilmente a qualquer fã da banda liderada por Chris Martin, com a voz de Kristinsson a girar em torno do violino e do piano de forma emotiva e deslumbrante, a fundir-se com uma guitarra acústica e bastante simplista. Mas também gostaria de destacar Nuna, uma canção com fogachos de Muse e o momento mais sombrio do EP, principalmente devido ao baixo rude e bastante marcado. Para primeira amostra, os Ourlives mostram capacidade para no futuro poderem chegar a patamares de projeção elevados, à imagem de algumas das influências notórias que citei e merecem, para já, toda a atenção daqueles que apreciam uma sonoridade pop e mais etérea. Espero que seja o teu caso e que aprecies a sugestão...
01. Out Of Place 02. Anything Can Happen Now 03. Núna 04. We Lost The Race 05. Where Is The Way?
Os Of Monsters And Men, banda natural de Reiquiavique, na Islândia, tiveram um auspicioso 2011. Logo no início desse ano apresentei-os quando descobri Love Love Love e Little Talks e quatro meses depois este último single foi inserido na coletânea Made in Iceland IV. Relembro que a banda é constituída por quatro músicos (Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar þórhallsson, Brynjar Leifsson, Arnar Rósenkranz Hilmarsson) e insere-se no género folk/indie.
Agora, no final de 2011, mais concretamente no dia 20 de dezembro, estrearam-se nos discos com Into The Woods, um EP que inclui as duas canções citadas e outras duas. Estou convicto que este EP servirá de antecipação para o longa duração de estreia do grupo, que deverá ver a luz do dia em 2012 e que pelos vistos se irá chamar Sýrland. Pelo menos é essa a informação que consta num vídeo publicado pela banda há dois dias e que podes conferir abaixo.
01. Little Talks 02. Six Weeks 03. Love Love Love 04. From Finner
Depois de no passado dia seis de dezembro ter referido aqui que Jónsiestava ocupado a trabalhar na banda sonora de We Bought A Zoo, o próximo filme de CameronCrowe e protagonizado por Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Patrick Fugit e Elle Fannin, entre outros, a mesma já foi editada no dia doze de dezembro de 2011, através da Columbia Records e eu já a ouvi. As gravações desta banda sonora decorreram na Islândia no último verão e os detalhes finais foram delineados em Los Angeles. Já agora, o filme estreou nos Estados Unidos no passado dia vinte e três de dezembro.
Em 2002 milhões de pessoas correram para os cinemas para ver a obra prima de Cameron Crowe, Vanilla Sky. E a grande maioria saiu das salas marcada pelo que viu, confusa e carregada de belíssimas imagens visuais na mente. No entanto, a mim o que mais marcou nesse filme foi a banda sonora. Mais do que a canção homónima assinada por Paul McCartney e a hipnótica Everything In Its Right Place dos Radiohead, fiquei deliciado com canções Svefn-g-englar, Ágætis Byrjun e Njosnavelin, interpretadas por uma banda islandesa na altura ainda estranha por mim e sobre a qual apenas tinha ouvido falar remotamente através do grande amigo João Génio, esse sim já na altura fã dessa banda chamada Sigur Rós. Recordo-me nesses dias ter sentido que estas canções deram um ambiente ainda mais etéreo e espiritual ao filme, fazendo sobressair intensamente algumas emoções que as personagens iam tentando interpretar. Agora, dez anos depois, não é para mim uma surpresa que Cameron Crowe tenha voltado a envolver este tipo de sonoridade no seu novo projeto cinematográfico, agora através de Jónsi, o vocalista dos Sigur Rós, nomeando-o responsável pela banda sonora de We Bought a Zoo.
De 2001 para cá muito mudou na sonoridade Jónsi e além das particularidades dos dois enredos cinematográficos não existe comparação possível entre a banda sonora dos dois filmes aqui citados. Aquela instrumentação quase extraterrestre dos Sigur Rós aterrou, sendo prova concreta disso o disco a solo Go, que inseriu três canções nesta nova banda sonora e Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust, o último disco de originais dos Sigur Rós. Estes dois discos são mais luminosos, espiritualmente alegres e menos nostálgicos que os trabalhos anteriores dos Sigur Rós e temas como Why Not?, Sun e Humming comprovam-no na perfeição. Os fãs que, como eu, não se importam muito de ouvir Jónsi a cantar em inglês poderão estranhar um pouco a colocação da voz nas novas canções que não estavam incluídas quer em Go quer nos discos dos Sigur Rós. No entanto, depois do hábito, a sensação é ótima e uma audição dessas canções com headphones (algo bastante recomendável na discografia deste músico e da sua banda) realça ainda mais as suas novas aptidões vocais.
Duas das novas canções que merecem o meu destaque são a borbulhante Gathering Stories escrita a meias com Crowe e Ævin Endar, uma daquelas baladas orquestrais e clássicas típicas de Jónsi. Já agora, alguns dos arranjos das canções estiveram a cargo do conceituado Nico Muhly.
Também gostei muito de Snærisendar e da canção homónima We Bought A Zoo, realçadas pelo falsete de Jónsi e pelos arranjos densos das cordas. No entanto, o meu grande destaque da banda sonora só pode ir para Hoppipolla, para mim a obra prima de Takk e dos próprios Sigur Rós.
Existe uma espécie de estereótipo no que diz respeito às carreiras de algumas bandas, principalmente quando são lideradas por músicos carismáticos e que depois se aventuram em carreiras a solo. Por muito esforço que haja existem sempre fortes elos de ligação entre os dois tipos de projeto e muitas vezes a sonoridade confunde-se. Obviamente que os Sigur Rós e Jónsi não fogem à regra e são óbvios alguns pontos em comum entre o último disco da banda islandesa editado em 2008 e Go. Esta banda sonora, no que concerne às novas canções de Jónsi é um passo em frente seguro relativamente a Go e sem perca de identidade; Mas espero que o novo disco dos Sigur Rós, com data prevista de lançamento para a próxima primavera, se distancie um pouco de tudo isto e que aquela sonoridade mais aberta e luminosa de Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust que tinha aterrado, não perca esses ingredientes felizes, mas volte a levantar voo e a juntar-se a outras sonoridades mais etéreas e espirituais, até porque o som de Jónsi Birgisson e dos Sigur Rós convida ao sonho e incita o nosso lado mais imaginativo. Espero que aprecies a sugestão…
01. Why Not 02. Aevin Endar 03. ABoy Lilikoi 04. Sun 05. Brambles 06. Sinking Friendships 07. We Bought A Zoo 08. Hoppipolla 09. Sniresndar 10. Sink Ships 11. Go Do 12. Whole Made Of Pieces 13. Humming 14. 14 First Day 15. Gathering Stories
Low Roar é o projeto a solo de um músico chamado Ryan Karazija, que depois de alguns anos em São Francisco, na Califórnia, a tentar dar vida à banda Audrye Sessions, decidiu atravessar o Atlântico e instalar-se em Reiquiavique, capital da Islândia. Finalmente aí conseguiu o seu momento Cinderela, sendo o frio mas inspirador ambiente local o sapato onde a sua música conseguiu encaixar. Assim, no passado dia um de novembro lançou o seu dico de estreia homónimo através da Tonequake Records.
Não sei se a culpa é do longo e rigoroso inverno, das paisagens rochosas, ou das águas das inúmeras nascentes que banham aquela ilha, mas há algo de incrível naquela atmosfera e que pelos vistos inspira decisivamente à criação musical. E depois de tantos anos de busca, parece que foi mesmo na Islândia que este artista introvertido mas cheio de talento, parece ter encontrado a sua redenção sonora. Cada canção deste Low Roaré uma tela brilhante,lentamente pintada com sons ondea música parece mover-se através de um ambiente carregado daquela típica neblina destas frias manhãs de inverno. A forma como ele toca viola neste Low Roar deixou-me impressionado, não só devido à musicalidade criada, como à intemporalidade da mesma e à centelha criativa que a sustenta. Destaco a sequência The Painter e Help Me, que parece-me ser o momento nevrálgico do álbum e onde outro ponto forte de Low Roar, que é a sua voz, eleva-se ao máximo da beleza intemporal, num registo a fazer-me lembrar os melhores momentos de Thom Yorke em Numb ou Street Spirit (Fade Out). Ryan é decididamente um especialista na criação de canções lacrimejantes e que transportam as nossas emoções para um estado emocional que pode parecer depressivo, à imagem dos conterrâneos Sigur Rós, mas que acaba por ser libertador.
Com o nosso inverno no seu clímax e um solstício à porta, ouvir este disco parece-me a banda sonora ideal para sentir o pulsar desta estação do ano em que vivemos, até por ser um álbum sombrio e melancólico, mas que também servirá para introspeção e relembrar-nos que um dia a primavera voltará a chegar. A única coisa que temos enterrado profundamente dentro de todos nós, e fora de vista, é o nosso coração; Low Roar fá-lo pulsar mais forte e aquece-o devidamente. Espero que aprecies a sugestão...
01. Give Up 02. Just A Habit 03. Nobody Else 04. Patience 05. Low Roar 06. Friends Make Garbage (Good Friends Take It Out) 07. The Painter 08. Help Me 09. Rolling Over 10. Puzzle 11. Because We Have To 12. Tonight, Tonight, Tonight
Snævar Njáll Albertsson é o nome por trás do projeto Dad Rocks!. Acompanhado por outros nove músicos, o islandês lançou no passado dia oito de novembro, através da Big Scary Monsters, o álbum de estreia, Mount Modern. A despeito do frio da Islândia, o disco transpira emoção genuína da primeira à última canção. Composto por belos arranjos que servem de fundo à voz grave de Albertsson, é um disco delicado e ora subtil, ora grandioso.
Há em Mount Modern elementos da folk que ecoam o Beck de início da carreira e também fragmentos de Arcade Fire e do genial Yann Tiersen.
E o disco começa em grande! A canção título instrumental e que abre o disco tem uma sonoridade tão doce e amável que quase apetece participar com palmas. Aliás, todo este disco sabe aquela espontaneidade típica das crianças enquanto brincam e algumas canções podem ser de embalar. As letras não fogem às normais preocupaçõesabordadaspelosfilósofos desta época, mas a entrega vocal de Snævar faz com que soem maravilhosamente bem todas as preocupações e dilemas descritos. Além das questões económicas, políticas e tecnológicas, o álbum também faz algumas perguntas profundas sobre o amor, o sexo e a família e como será para as crianças tornarem-se pais, adultos, maridos, esposas e líderes. Ouve-se o disco e parece ficar claro que importa realmente é envelhecer o suficiente para se perceber que sendo a vida muito dificil e às vezes dececionante, também está carregada de alegria e beleza, despertando em nós o desejo de usá-la para o bem.
A poesia dos Dad Rocks! é socialmente consciente e convida-nos a pensar duas vezes sobre as nossas práticas no mundo moderno, um mundo que é tantas vezes publicitado como estando no auge do sucesso civilizacional, mas que pode realmente estar é no auge do seu fracasso. Este álbum faz o que a música é suposto fazer por nós; Reafirma a nossa criatividade e a da humanidade, coloca questões sobre o mundo e, sendo construído sobre diversas bases sonoras, forma um quadro único, belo e emocionante. Espero que aprecies a sugestão...
01. Mount Modern 02. Weapons 03. Funemployment 04. Downaging 05. Major Labels 06. Battle Hymn Of The Fox 07. Lifestock 08. Farmscrapers 09. Take Care 10. Pro-Disney 11. Pants
Após o lançamento de Inni e enquanto não chega o novo disco de originais dos Sigur Rós, previsto para a primavera do próximo ano, Jónsitem estado ocupado a trabalhar na banda sonora deWe Bought A Zoo, o próximo filme de CameronCrowe e protagonizado por Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Patrick Fugit e Elle Fannin, entre outros. Para já, contribuiu com duas músicaspara a banda sonora, Gathering Stories e Ævin Endar.
A banda sonora de We Bought A Zoo será lançada na próxima segunda feira, dia treze, através da Columbia Records e o filme estreará nos Estados Unidos dez dias depois, dia vinte e três de dezembro.
01. Why Not 02. AEvin Endar – Jónsi 03. Boy Lilikoi – Jónsi 04. Sun 05. Brambles 06. Sinking Friendships – Jónsi 07. We Bought A Zoo 08. Hoppipolla – Sigur Rós 09. Snaerisendar 10. Sink 11. Go Do – Jónsi 12. Whole Made of Pieces 13. Humming 14. First Day 15. Gathering Stories – Jónsi
Já é conhecido o alinhamento do novo disco dos franceses Air, a dupla formada por Nicolas Godin e Jean-Benoit Dunckel. O álbum tem lançamento previsto para o próximo dia sete de fevereiro através da Pitchfork e chamar-se-á Le Voyage Dans La Lune. Este novo disco dos Air tem o mesmo nome de uma curta metragem francesa muda de 1902, dirigida por George Méliès e com dezasseis minutos de duração, para a qual a banda procurou compor neste disco uma banda sonora.
Le Voyage Dans La Lune é considerado o primeiro filme de ficção científica da história do cinema e a versão colorida da película foi dada como perdida até 1999, quando uma cópia foi encontrada. A reedição restaurada, já com esta banda sonora adicional dos Air, foi exibida no Festival de Cannes em maio deste ano. Le voyage dans la lune' é indubitavelmente mais orgânico que a maioria de nossos projetos. Queríamos que soasse como se tivesse sido feito à mão, um pouco como os efeitos especiais de Méliès. Tudo foi tocado ao vivo, disse Nicolas Godin, em comunicado à imprensa.
O disco conta com as colaborações de Victoria Legrand, dos Beach House (são dela a voz e as letras de Seven Stars), e do trio Au Revoir Simone, que canta emWho Am I Now?.
6 - Sonic armada 7 - Who am I know? 8 - Décollage 9 - Cosmic trip 10 - Homme lune 11 - Lava
Continuando nas novidades que envolvem música e cinema, Jonny Greenwood, guitarrista dos Radiohead, irá fazer parte do elenco do filme The Master, que chegará às salas de cinema em 2013. É um drama que ocorre na década de cinquenta e que também terá como protagonistas Philip Seymour Hoffman, Amy Adams e Joaquin Phoenix. The Master será realizado por Paul Thomas Anderson, que também fez There Will Be Blood, onde Greenwood participou.
Este guitarrista tem nos últimos anos colaborado intensivamente na banda sonora de vários filmes, nomeadamente em We Need To Talk About Kevin, de Lynne Ramsay e Norwegian Wood de Anh Hung Tran e no documentário Bodysong, realizado por Simon Pummell.
Finalmente há novidades dos The National no que diz respeito a novas canções. De acordo com uma entrevista de Matt Berninger, vocalista da banda, ao site Jam, as novas canções em que a banda está a trabalhar, are the best we've ever written e que o novo disco será possivelmente more immediate and visceral que High Violet. We're getting really excited about the new record already, acrescentou, so we might dive into the writing process right away. I feel we're kind of ready. Of course, all that being said, it all may change completely. Six months from now we might just throw everything away that we've been working on and start from scratch. You never know.
Para concluir Matt acrescentou que tem ficado maravilhado com o material que Aaron Dessner, o guitarrista, lhe tem enviado, em grande parte inspirado pela recente maternidade do músico... I'm in love with them. I just spent all night listening over and over to some things he sent. I think they're some of the best things he's ever written. Venham então rapidamente as novas canções, de preferência já em 2012.
Finalmente chegou na passada segunda feira, dia sete de novembro, o novo álbum dos Sigur Rós, banda islandesa já com quinze anos de história. É um disco duplo ao vivo e que também inclui um filme que documenta o concerto no Alexandra Palace, em Londres, o último da Close of the World Tour e que serviu para promover Með suð í eyrum við spilum endalaust, antes da paragem de 2008. Já passado dia três de outubro tinha mencionado os detalhes finais deste Inniaqui. Este filme, realizado por Vincent Morisset e que os Sigur Rós classificam como the definitive live experience, foi lançado no mercado, através da Krunk, a editora da banda e por intermédio da XL Recordings e estreou no Festival de Veneza, dia três de Setembro. Relembro que os Sigur Rós já tiveram uma experiência anterior muito bem sucedida com o documentário Heima, que deu origem ao projeto takkiceland, ainda não enterrado, garanto.
Acabo de ouvir Inni e fui imediatamente transportado no tempo para a noite de onze de novembro de 2008, faz hoje precisamente três anos. E o caldeirão de sentimentos e emoções durante a audição de Inni, por ter sido tão semelhante ao que senti durante esse concerto que integrou a digressão que este disco ilustra sonoramente, razão pela qual a tracklist e o alinhamento do Campo Pequeno são muito parecidos, transportou-me de imediato para esse concerto.
Quando o coração é paciente e sabe que na vida há momentos únicos pelos quais vale a pena esperar, mais claras são as boas sensações que nos preenchem quando os instantes pelos quais tanto esperámos estão ali, ao nosso lado e à nossa frente, ao mesmo tempo, no mesmo espaço físico e temporal. Há quem vibre com um bom filme quando determinadas imagens projectadas numa tela negra, reais ou cheias de ficção, mexem com todos os nossos sentidos, nos arrepiam e nos dão momentos momentâneos de pura felicidade! Isso acontece-me com frequência nas mais variadas salas de cinema deste país mas, até hoje, em nenhum outro local consegui encontrar a pura realização feliz e plena desse preenchimento interior, como encontro em frente a um palco onde toca uma das minhas bandas favoritas, ou junto a uma denon de duas pistas, onde também, em alguns instantes, consigo fazer as outras pessoas momentaneamente felizes!
Naquelas quase duas horas desse concerto encontrei-me comigo próprio, conheci muito mais de mim mesmo e foi inacreditável ter visto tanta luz e tanto brilho, ter sentido tanta alegria num espaço físico associado à morte e ao desrespeito pela vida animal. Senti-me em comunhão perfeita com a banda que tocava no palco e, ao mesmo tempo, em comunhão perfeita comigo mesmo, como se a tal luz que a música nos oferece, me ofuscasse com um brilho tal, que me fez ver mesmo tudo o que tenho dentro de mim com uma clareza inacreditável.
O grande destaque do concerto e deste álbum é a interpretação de Hoppipolla. Se em Man on the Moon está escrita a essência daquilo que sempre fui, sou e serei, Hoppipolla será sempre a síntese perfeita do que me faz vibrar e de como é bom acreditar nos meus sonhos e sentir que eles se podem tornar realidade!
Este duplo Innié pois uma coleção de formidáveis clássicos, músicas que há anos impressionam novos e velhos um pouco por todo o mundo. É um trabalho que prova novamente o quanto eles conseguem estabelecer uma estranha sensação de euforia, surpresa e misticismo a cada novo trabalho lançado e transportar toda essa mesma energia e magia para os concertos, algo que apenas um pequeno grupo de bandas consegue. Se belos são os registos em estúdio dos Sigur Rós, ao vivo eles realmente parecem ganhar vida própria.
Esta será certamente uma das minhas prendas de natal, outra que antecipará, num futuro próximo espero, uma prenda ainda maior. O próximo disco dos Sigur Rós está prometido para a próxima primavera e a banda já referiu que será o melhor disco de sempre do seu catálogo; Goggi Hólm, o baixista, já o apelidou de introverted e o vocalista, Jónsi Birgisson, disse que será floaty and minimal. An ambient album é como o baterista Orri Dýrason o descreve, acrescentando que a sua audição permitirá a slow takeoff toward something. Enquanto o tão aguardado quinto disco desta fantástica banda islandesa não chega, deliciemo-nos com Inni e espero muito sinceramente que aprecies a sugestão...
Ruddinn é Bertel Ólafsson, um músico islandês com algum reconhecimento no país natal e que tem vindo ao longo dos últimos anos a gravar discos cuja sonoridade deambula entre o pop rock, a indie e a eletrónica. Destacou-se logo em 2006 quando Heavy on the Rebound, um dos singles do seu álbum de estreia, foi incluido na banda sonora de Astropia. Em 2008 editou o bem sucedido 2 e já em 2011 lançou I Need A Vacation através da Record Records, disco produzido por Aron Arnarsson e que, pelos vistos, é já o seu terceiro disco de originais.
I Need A Vacation conta com algumas participações especiais nomeadamente nas vocalizações:Heiða Eiríksdóttir é a principal cantora no disco, já que canta com Bertel em sete das onze músicas e em outras duas sola. Heiða também escreveu a letra de Too Distant For Us. Skapti Soulviper é outro convidado que contribui com a voz, neste caso em Supersonic Situation.
Este disco demorou três anos a ver a luz do dia e nele podem-se ouvir desde guitarras distorcidas a sons sintetizados. Existem músicas típicas da pop, do rock e da eletrónica e algumas que misturam todos estes elementos. À semelhança da maioria das bandas islandesas, temos aqui uma sonoridade particular, única, de difícil catalogação, mas bastante original e audível. Esta sugestão só peca por ser um pouco tardia... Espero que me perdoem.
Já é conhecido o alinhamento final de INNI, o filme concerto realizado por Vincent Morisset para os islandeses Sigur Rós , banda que faz parte da minha triologia. INNI foi um dos grandes destaques do último Festival de Cinema de Veneza.
Este filme, que os Sigur Rós classificam como the definitive live experience, será lançado no mercado no próximo dia sete de novembro, via Krunk, a editora da banda e já têm a faixa Festival do último álbum Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust (2008) para mostrar.
INNI terá várias edições distintas, todas elas com a opção DVD com 2CDs que incluirá um filme de cem minutos com imagens do concerto da banda no Alexandra Palace, em Londres, no dia vinte de novembro de 2008, referente à digressão do já citado Með suð í eyrum við spilum endalaust.
Há uma edição especial disponível para encomenda apenas no site da banda e que será embalada de forma artesanal e única, um envelope com imagens em A5 com endereços de internet para que se possam fazer as suas próprias imagens de Inni para partilhar no site dos Sigur Rós, posters, crachás e terá, como extra, um vinil de 7 polegadas da música inédita que se pode ouvir nos CDs e nos créditos finais do filme, Lúppulagid.
Se seguir os passos de Heima, INNI deverá ser mais uma bela demonstração do talento cinematográfico do grupo e esta será, sem sombra de dúvida, uma das minhas prendas antecipadas de natal.
Finalmente há novidades sobre os Sigur Rós; E dificilmente poderiam ser melhores! Inni será o nome do novo disco desta banda islandesa e será lançado através da Krunk, a editora do grupo, no próximo mês de novembro.
O álbum será duplo porque incluirá também um filme de cem minutos com imagens do concerto dos Sigur Rós que teve lugar no Alexandra Palace, em Londres, no dia vinte de novembro de 2008, incluido na digressão de Með suð í eyrum við spilum endalaust. Este filme foi dirigido por Vincent Morrisset e está prevista a sua estreia no Festival de Cinema de Veneza, no dia três de setembro. Inni é o segundo filme da banda depois de Heima (2007), que documentou uma digressão da banda pelo país natal. Se seguir os passos de Heima, Inni deverá ser mais uma bela demonstração do talento cinematográfico do grupo.
Enquanto o disco novo não chega, disponibilizo quarenta minutos de demos, trechos de músicas cortados da produção final, apresentações ao vivo e algumas faixas com edições bizarras, tocadas ao contrário e aceleradas, que descobri recentemente.
Dois anos após o álbum 24/7, o trio islandês composto por Presidente Bongo, Biggi Vieira e Daniel August sentiu o desejo de se reunir novamente e montaram um estúdio improvisado numa casa de verão construída junto de um campo de lava, na Islândia natal. E assim nasceu Arabian Horse, aquele que é o segundo disco dos GusGus para a editora Kompakt, casa com importante expressão nos terrenos da techno minimal.
A carreira destes islandeses pode ser dividida basicamente em dois momentos: o primeiro entre 1995 e 1999, ano em que lançaram This Is Normal, o último álbum editado na 4AD; O segundo, desde Attention (disco de 2002) até agora. Esta divisão é unânime no seio da crítica musical porque, na mudança de século, a banda que contava com nove membros, entre músicos, designers e artistas visuais, foi reduzida a um trio de DJs. Como era de esperar, musicalmente também houve uma ruptura e o grupo perdeu uma certa aurea indie para mergulhar definitivamente na dance music, mais concretamente no techo minimal.
Flutuando tranquilamente entre a tal dicotomia que já é imagem de marca dos GusGus, feita pela mistura do house com o techno minimal, as dez músicas de Arabian Horse estão recheadas de camadas e mais camadas de diferentes efeitos provocados pelo manuseamento de sintetizadores. Mas o disco também se destaca pelas vozes convidadas, das quais destaco Daniel Agust, que canta em Believe, Urdur Hákonardóttir e Högni Elisson, elemento dos Hjaltalín. Tanto os sintetizadores como as vozes escolhidas ajudam a reforçar o tal clima do álbum que, como já referi, oscila entre o minimalismo que se usufrui num relaxante sofá e a house music. Mais para dançar, é verdade, mas é também um álbum relaxante, de paisagens frias e tranquilas. No fundo, os GusGus talham ao longo de Arabian Horse um percurso feito com uma electrónica de matriz mais paisagista e que transcende a lógica da canção pop de formato mais clássico. E fazem-no sem deixar de lado a pulsão rítmica que cativa o corpo para a pista de dança.
Deep Inside e Whithin You são os meus grandes destaques do disco; A primeira soa-me a um hino que usa acordes feitos para serem escutados em grandes salas e que normalmente se ouvem em músicas mais comerciais; E ambas conseguem encontrar o equilíbrio com uma linha de baixo feroz, conjugada com vocalizações ímpares e difíceis de descrever por não terem paralelo em algo que já tenha ouvido.
É verdade que os GusGus não renunciam neste disco às suas influências originais e criaram um álbum que recorda um período esquecido da pop dance do início dos anos noventa. Mas engane-se quem julgar que Arabian Horse soa como algo retro! Considero que este disco está profundamente enraizado no som que se faz hoje dentro do género, sendo um dos maiores destaques que a Kompakt lançou até à data. Recomendado!
01. Selfoss 05:43
02. Be With Me 05:10 03. Deep Inside 04:48 04. Over 05:54 05. Within You 05:39 06. Arabian Horse 06:04 07. Magnified Love 04:54 08. Changes Come 07:33 09. When Your Lover’s Gone 05:24 10. Benched 08:20
Ontem, no programa Zane Lowe da rádio BBC, os Kasabian deram a conhecer Switchblade Smile, música que fará parte de Velociraptor, o quarto disco de originais do grupo e sucessor de West Ryder Pauper Lunatic Asylum (2009). Tom Meighan, membro da banda, aproveitou a ocasião para revelar também que este novo álbum será lançado no dia 19 de setembro e que Switchblade Smile foi inspirada na figura do actor Morgan Freeman.
No próximo fim de semana os Kasabian vão tocar no festival Isle Of Wight e já prometeram tocar nesse concerto algumas músicas deste novo álbum, que terá a seguinte tracklist;
Let's Roll Just Like We Used To Days Are Forgotten Goodbye Kiss La Fée Verte Velociraptor! Acid Turkish Bath (Shelter From The Storm) I Hear Voices Re-wired Man Of Simple Pleasures Switchblade Smiles Neon Noon
Já é conhecido desde sexta feira passada Every Teardrop Is a Waterfall, o novo single dos Coldplay, a ser incluído no novo disco da banda, com lançamento previsto ainda em 2011.
Chris Martin inspirou-se para escrever esta canção enquanto assistia a Biutiful, o filme que quero muito ver do mexicano Alejandro González Iñárritu, rodado em Barcelona e interpretado por Javier Bardem. Numa das cenas do filme, dentro de um bar, ouve-se I Go ToRiodePeterAllene AndersonAdrienne, que acabou por ser samplado neste novo tema dos Coldplay. Assim, a banda confirmou Peter Allen como um dos escritores da letra de Every Teardrop Is A Waterfall, talvez para evitar problemas semelhantes aos que tiveram no passado; Refiro-me às semelhanças entre o single Viva La Vida e a música If I Could Fly, um original do guitarrista virtuoso Joe Satriani e que resultaram, em 2010, num processo judicial.
Relembro que os Coldplay têm estado a trabalhar no sucessor de Viva La Vida, que também irá ser produzido por Brian Eno. No passado fim de semana, no Festival Rock Am Ring, tocaram mais quatro temas novos que poderão fazer parte do novo disco. Assim, além desta Every Teardrop Is A Waterfall, também tocaram Hurts Like Heaven, Major Minus, Us Against The World e Cartoon Hearts... Vê "Hurts Like Heaven" Vê "Major Minus" Vê "Us Against The World" Vê "Cartoon Heart"
Recentemente Bjork revelou no seu Facebook um pequeno teaser de trinta segundos do seu novo single, Crystalline, que será lançado formalmente no final deste mês de junho. Quanto ao disco, o sétimo de originais da cantora, vai-se chamar Biophalia e deverá ver a luz do dia ainda em 2011. O video mostra Bjork a conduzir por uma estrada islandesa enquanto Crystalline toca no rádio do carro.
B Fachada acaba de anunciar o seu novo disco. Depois de no final de 2010 ter oferecido aos fãs Há Festa na Moradia e o trabalho infantil B Fachada É Pra Meninos, o português repete de novo a receita e disponibilizou para download grátis Deus, Pátria e a Família.
Revelado um dia após as legislativas portuguesas, Deus, Pátria e a Família promete dar que falar, devido a algumas letras que poderão causar polémica;
Portugal está para acabar É deixar o cabrão morrer (...) Chegam flores do estrangeiro Já escolhemos o coveiro
O formato físico de Deus, Pátria e a Família será anunciado em breve.
Iceland: Beyond Sigur Rós é um documentário sem fins lucrativos de cerca de trinta minutos sobre a cena musical islandesa contemporânea e que vale a pena ver.
Filmado em Full HD, o filme tem poucas semanas de vida e foi produzido pela Serious Feather, uma empresa de produção audiovisual islandesa. Conta com entrevistas a Haukur Magnússon, editor da revista Grapevine, Ólafur Arnalds, um dos mais importantes compositores e produtores musicais da atualidade, cuja influência se estende além da Islândia e a Pétur Úlfur Einarsson e Hafsteinn Michael Guðmundsson, fundadores da página de distribuição online de música Gogoyoko, que divulgou alguns discos que referi ultimamente. Sugiro vivamente uma visita a este portal, onde poderás escutar gratuitamente o que de melhor se faz na Islândia actualmente, em termos musicais e criar a tua próprias playlist e fazer download da música que te interessar.
O documentário inclui também imagens de atuações de bandas a artistas, que abarcam campos musicais tão díspares como a pop, o metal e a eletrónica. Assim, temos imagens dos Seabear, do próprio Ólafur Arnalds, Hafdis Huld, Mugison, Haukur Maugnusson, Bloodgroup, For A Minor Reflection, Sykur, Severed Crotch e Lára Rúnars.
Fica o trailer e poderás ver todo o documentário AQUI. As imagens do país são espetaculares, as entrevistas bastante informais, mas elucidativas e os videos das bandas bastante originais.