Quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Protomartyr - Under Color Of Official Right

Os Protomartyr são uma banda pós-punk norte americana formada em em 2008, em Detroit. Joe Casey toma conta das vozes, Greg Ahee da guitarra, Alex Leonard da bateria e Scott Davidson do baixo. Under Color Of Official Right é o novo disco dos Protomartyr, um álbum que viu a luz do dia a oito de abril por intermédio da Hardly Art.

Os Protomartyr são uma daquelas bandas que se destacam por uma vincada atitude rock, muito à moda antiga, de punhos cerrados e contra as normas vigentes. Oriundos de uma cidade fortemente industrializada, conhecida pelos longos invernos e por ter criado, ao longo da sua história, mentes brilhantes, mas fortemente atingida pela crise que atingiu o mercado imobiliário em 2008, não tiveram grandes dificuldades em arranjar várias fontes de inspiração para as suas letras com forte sentido crítico. Para lhes dar vida, fazem um som post punk que me despertou a atenção devido ao facto de conseguirem englobar várias influências de forma coesa e com sentido.

Esta banda de Detroit começou por editar dois EPs em 2012, Dreads 85 84 e Colpi Proibiti, que vieram logo demonstrar que eram uma banda a ter em conta e com o álbum de estreia, No Passion All Technique, lançado no mesmo ano, receberam elogios de várias publicações especializadas físicas e digitais, espalhadas por esse mundo fora.

A sonoridade deste Under Color Of Official Right, o sempre dificil segundo disco, é forte, dinâmica e conta com uma variedade de texturas sonoras que, como já referi, parecem entroncar no post punk e em outras sonoridades típicas dos anos oitenta, algures entre os Gang of Four e o hard rock dos Devo. Nota-se também a influência dos seus conterrâneos MC5 e o som característico da fase final dos Black Flag. As guitarras são barulhentas e sente-se igualmente alguma daquela claustrofobia espalhada pelos primeiros álbuns dos Interpol.

Gravado num único fim de semana com a ajuda de Bill Skibbe e Jessica Ruffins (Wolf Eyes, Cass McCombs, Lower Dens, Six Organs of Admittance) nos estúdios Key Club Recording Studio, em Benton Harbor, o disco tem perto de quarenta minutos e ouve-se de um fôlego, até porque as canções são curtas e concisas, ou seja, estão ali no ponto certo tendo em conta a sonoridade típica. Dele já foram retirados os singles Singles Scum, Rise! e Come & See, mas o meu grande destaque da rodela vai, sem dúvida, para Tarpeian Rock, uma canção vibrante, assente num rock progressivo de elevada qualidade, com a percussão e o biaxo vibrante em perfeita harmonia e a voz amplificada e distorcida, conjugada com guitarras carregadas de distorção, a conferir à canção uma toada psicadélica extraordinária.

 A voz de Zachary é um dos trunfos do disco, já que parece uma simbiose perfeita entre Nick Cave e Jeffrey Lee Pierce e as letras que escreve obedecem a um padrão onde abundam os estados de alma depressivos, abordando temas como a noite, a escuridão e o sexo em contextos menos convencionais, aém da temática politica que enunciei.

Under Color Of Official Right é um disco feito de peito aberto para o mundo, sem rodeios nem concessões. O seu conteúdo apresenta temas que se movem em diferentes velocidades e ritmos de forma convincente e vem reforçar tudo o que já se notava nos anteriores trabalhos dos Protomartyr. É, certamente, um álbum que figurará em muitas listas de melhores do ano. Espero que aprecies a sugestão...

1. Maidenhead
2. Ain’t So Simple
3. Want Remover
4. Trust Me Billy
5. Pagans
6. What the Wall Said
7. Tarpeian Rock
8. Bad Advice
9. Son of Dis
10. Scum, Rise!
11. I Stare at Floors
12. Come & See
13. Violent
14. I’ll Take That Applause


autor stipe07 às 19:55
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Echo And The Bunnymen - Lovers On The Run

Echo And The Bunnymen - "Lovers On The Run"

Lendas do indie pop rock dos anos oitenta, os Echo And The Bunnymen continuam em grande forma e a compôr belíssimas canções, com uma enorme componente melódica e a habitual toada épica e dramática que os carateriza.

A três de junho chegará às lojas, através da 429 Records, Meteorites, o novo álbum dos Echo And The Bunnymen e Lovers On The Run é o primeiro avanço já divulgado. Confere...


autor stipe07 às 19:48
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

The New Division – Together We Shine

Os The New Division são uma banda da Los Angeles, formada em 2005 por John Kunkel, ao qual se juntou mais tarde Michael Janz, Mark Michalski e Brock Woolsey e Alex Gonzales. Falei deles em finais de 2011 por causa de Shadows, o disco de estreia do grupo e agora, quase três anos depois, chegou finalmente o sucessor. O novo álbum dos The New Division chama-se Together We Shine e viu a luz do dia por intermédio da etiqueta Division 87.


Banda que aposta no revivalismo punk rock dos anos oitenta, combinado com a eletrónica mais influente dessa época, razão pela qual não será alheia a inserção das palavras New (Order) e (Joy) Division no nome, este quinteto procurou, no sempre difícil segundo disco, apostar numa sonoridade mais pop, luminosa e expansiva que na estreia, certamente em busca de um maior sucesso comercial e de ampliar a sua rede de ouvintes e seguidores, além do nicho de seguidores que têm acompanhado o percurso da banda com particular devoção.

Assim, Together We Shine impressiona, desde logo, pela qualidade da produção e pela aposta firme na criação de um som límpido e algo futurista. Estamos na presença de um álbum cuidadosamente trabalhado, onde as influências são bem claras e canções como Den Bosch, o tema que abre o disco após uma breve intro, Bright Morning Star, Stockholm, Smile e England, foram certamente pensadas para o airplay, já que baseiam-se numa pop épica e conduzida por teclados sintéticos que dão vida a refrões orelhudos e melodias que se colam ao ouvido com particular ênfase.

Se na estreia as guitarras dominavam o processo de criação melódica, em Together We Shine os sintetizadores e os efeitos da bateria eltrónica assumem os comandos, com temas como Lifted a tocarem mesmo a fronteira do house. O baixo também é um instrumento relevante em algumas canções; Em Shine e Honest posiciona-se mesmo na linha da frente no que diz respeito ao cardápio instrumental mais audível.

Não é novidade nenhuma dizer-se que a música enquanto forma de arte é um fenómeno onde quem inova sonoramente pode encontrar aí o caminho para o sucesso. No entanto, penso que esta manifestação artística também é um fenómeno cíclico e que as bandas e artistas que buscam elementos retro de outras décadas para recriar um estilo próprio também poderão encontrar a chave para o sucesso. Exemplos que procuram seguir esta doutrina são bem comuns nos dias de hoje são bem comuns e, ao segundo disco, já não restam dúvidas que os The New Division escolheram a inesquecível década da ascensão da música eletrónica para sustentar a sua carreira discográfica. Espero que aprecies a sugestão...

The New Division - Together We Shine

01. Intro
02. Den Bosch
03. Shine
04. Honest
05. Stockholm
06. St. Petersburg
07. Smile
08. Lifted
09. England
10. Bright Morning Star
11. Lisbon

 


autor stipe07 às 22:56
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Terça-feira, 15 de Abril de 2014

Francis International Airport – Cache

Lançado já a três de maio de 2013 pela Siluh Records, Cache é o trabalho mais recente dos Francis International Airport, uma banda austríaca, oriunda da capital desse pais, Viena e formada por Markus Zahradnicek, David Zahradnicek, Georg Tran, Christian Hölzel e Manuel Riegle. Os Francis International Airport são considerados por muita crítica como a banda de maior relevo do cenário índie austriaco, principalmente por causa de Woods, o disco que  o grupo deu a conhecer em 2010 e que os lançou para as luzes da ribalta, além das atuações memoráveis que, logo a seguir, proporcionaram em edições dos festivais Eurosonic e Primavera Sound, que se costuma distribuir entre o Porto e algumas cidades espanholas, nomeadamente Barcelona.

Em Cache, os Francis International Airport apostam num som mais sintético, em deterimento de uma toada pop, algo ligeira, típica dos lançamentos anteriores; Agora propôem composições sonoras onde se procura proporcionar um ambiente de maior sofisticação. Desse modo, o conteúdo de Cache é assente em sintetizadores e baterias eletrónicas, e existe uma enorme atenção aos detalhes, notando-se que houve um relevante trabalho de produção e a busca por uma cosmética cuidada e precisa na escolha dos melhores arranjos.

Os Francis International Airport não negam as influências diretas que plasmam na sua música, oriundas, essencialmente, da vizinha Alemanha, nomeadamente do krautrock, um sub-género do indie rock que se começou a popularizar na década de setenta com os Kraftwerk e, logo depois, pelos Neu!, duas das bandas mais importantes do gigante vizinho.

Seja como for, os Francis International Airport elevam-se a um patamar elevado e conferem um charme indismentível ao seu cardápio sonoro quando procuram fazer uma simbiose entre essa vertente sintética e dão vida e corpo às suas propostas fazendo igualmente uso dos típicos sintetizadores, que debitam efeitos similares aquilo que foi proposto por uns New Order em plenos anos oitenta e agregam-nos a melodias feitas com a guitarra à imagem do que os Radiohead propuseram em finais da década seguinte e na viragem para este século.

Cache é um disco transversal a várias épocas e géneros e escutá-lo é entrar numa viagem onde desfilam pelos nossos ouvidos algumas das caraterísticas e detalhes que fizeram escola no universo sonoro alternativo. Os Francis International Airport procuram servir-se de um notório sentido estético para nos causar agradáveis sensações auditivas durante essa viagem e fazer dela uma verdadeira lição de história musical cujos principais intervenientes, e respetiva herança, encontram-se na música desta banda e fazem dela uma importante referência da eletrónica atual. Espero que aprecies a sugestão... 

Francis International Airport - Cache

01. Berenice
02. Backspace
03. Pitch Paired
04. The Right Ones
05. Templates
06. March
07. Sulfur Sun
08. Great Deeds
09. Diorama
10. HMCS Windflower
11. Wait And See

 


autor stipe07 às 21:28
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Dead Lef Echo - true.deep.sleeper EP

Naturais de Brooklyn, em Nova Iorque, os norte americanos Dead Lef Echo são Ana B. (guitarra, teclados e voz), Lg (guitarra e voz), Kevin K. (bateria)e Steve S. (baixo). Anunciaram o lançamento do disco de estreia para este verão, um trabalho que vai chamar-se Thought and Language e está quase pronto. Esse disco foi misturado por John Fryer (Lush, NIN, Depeche Mode) e o artwork é da autoria da lendária etiqueta V23, liderada por Vaughan Oliver, um designer que já trabalhou com os Pixies e os Bauhaus, entre outros.

Entretanto, enquanto Thought and Language não chega, os Dead Lef Echo lançaram a vinte e cinco de fevereiro um EP intitulado true.deep.sleeper, através da texana Moon Sounds Records e disponível no bandcamp do coletivo.

true.deep.sleeper foi misturado por Monte Vallier (Soft Moon, Weekend) e contém quatro canções com algum do melhor rock psicadélico com forte componente lo fi que ouvi ultimamente. O principal traço identitário dos Dead Lef Echo é o post punk feito com uma cuidada sujidade ruidosa e através da distorção das guitarras, mas onde o baixo também tem um papel importante, como é possível perceber em so.wrong. O tema título do disco é um verdadeiro caldeirão sonoro com os melhores ingredientes do típico rock psicadélico e depois há algo quase oposto em Blind Island, um tema cheio de detalhes habituais na dream pop e ainda uma toada mais dub em Heaven Sent Sleeper.

true.deep.sleeper é um conjunto coeso de quatro canções que abarcam diferentes estilos sonoros, através de uma estrutura muito bem construída e que não vão dececionar quem aprecia o rock alternativo dos anos oitenta. Daqui a algumas semanas falaremos certamente de Thought and Language. Espero que aprecies a sugestão...

true.deep.sleeper EP

true.deep.sleeper

so.wrong

blind.island

heaven.sent.sleeper


autor stipe07 às 18:32
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Bleeding Rainbow - Interrupt

Os Bleeding Rainbow são de Filadélfia, um quarteto formado por Rob, Sarah, Al e Ashley, que acaba de surpreender todos aqueles que estão atentos ao universo sonoro indie e alternativo com um excelente disco intitulado Interrupt, que viu a luz do dia no passado dia vinte e cinco de fevereiro por intermédio da Kanine Records.


Podendo aparentemente ser vistos como uma novidade, a verdade é que desde 2009 que os Bleeding Rainbow andam por cá a lançar música e em grande atividade. Nesse ano estrearam-se nos discos com Mystical Participation, um trabalho que causou impato pela sonoridade indie rock, próxima de uma pop ligeira e nostálgica, muito à imagem dos contemporâneos e mais cnsagrados Cults ou The Pains of Being Pure At Heart.

Entretanto o tempo passou, a banda assinou pela major Kanine Records, alargou o seu leque de influências e o espetro sonoro e Interrupt, o registo desta banda norte americana, mostra uma produção mais cuidada e apurada e uma sonoridade mais firme, homogéna e convicta.

O rock alternativo dos anos noventa é agora a grande bitola que orienta o som dos Bleeding Rainbow e bandas como My Bloody Valentine, Nirvana ou Sonic Youth saltam-nos à mente assim que o disco se desenrola e canções como Tell Me, Dead Head ou So You know, comprovam que as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso, continuam, vinte anos depois, a fazer escola.

Aparentemente sem grandes pretensões mas, na verdade, de forma claramente calculada, os Bleeding Rainbow procuram criar um som ligeiro, agradável e divertido, onde não faltam as guitarras cheias de distorção e melodicamente apuradas, a contrastar com uma postura vocal doce e delicada. É, em suma, uma míriade de sons que fluem livres de compromissos e com uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado e entregar-nos o que queremos ouvir: canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia. Espero que aprecies a sugestão...

Bleeding Rainbow - Interrupt

01 – Time & Place
02 – Tell Me
03 – Start Again
04 – So You Know
05 – Dead Head
06 – Out of Line
07 – Images
08 – Monochrome
09 – Cut Up
10 – Phase


autor stipe07 às 22:09
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2014

TOONS - TOONS

Naturais de Brooklyn, Nova Iorque, os TOONS são Matthew Gregory (voz e bateria), Brian Wess (baixo), Davey Jones (voz e guitarra) e Ryan Foster (guitarra) e lançaram no passado dia vinte e cinco de março, através da Old Flame Records, TOONS, um disco homónimo, disponível abaixo para audição e download e possível de ser adquirido em formato cassete, numa edição limitada a trezentos exemplares.

Álbum conceptual, TOONS fala da importância que uma simples vaca leiteira tem na vida destes quatro rapazes que, pelos vistos dão ao leite uma importância algo inédita para quem está mais na idade de elogiar e carburar outros liquidos mais etílicos. Vivendo na cosmopolita Nova Iorque, os TOONS terão frequentes sonhos sórdidos e pouco recomendáveis acerca da pacata e saudável vida no campo e TOONS foi a melhor forma que encontraram de expôr essa curiosa tendência.

TOONS foi misturado por Mike Ditrio e as suas onze canções estão cheias de guitarras que, do fuzz ao grunge, explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no rock alternativo da década de noventa. Não há grandes segredos no alinhamento do disco e esse é, decididamente, um elogio que se pode fazer a um álbum divertido e animado, feito por quatro músicos que sonham resgatar a alma de um som com mais de vinte anos e que, muitas vezes tocado com uma certa displicência, mas sempre com uma grande dose de alma e criatividade, marcou indubitavelmente uma geração.

Milkn', o segundo tema do alinhamento de TOONS, é um  dos grandes destaques do trabalho e essencial para se perceber o universo que os TOONS procuram criar neste disco que, até ao final, em Watch We Change, não dá descanso a guitarras que debitam continuamnete melodias certeiras, que vão diretas ao assunto e que impressionam pelas variadas mudanças de direção e por um clima sempre acelerado e festivo.

Canções como Strip Club Blues e What You Back, além das já citadas, exemplificam com precisão que estes quatro músicos são excelentes representantes da melhor herança norte americana atual do rock alternativo que se fazia há uns vinte anos, exímios intérpretes de um noise rock cheio de guitarras distorcidas e inebriantes. Depois há ainda temas mais melódicos, como N.E.T.S. (I Care) e Smile (Sold Out), que mostram um outro lado, também feito de alguma introspeção e de uma complexidade instrumental e lírica que nos envolve e nos faz mergulhar numa animada teia, tecida por uma banda que está no rumo certo para se tornar numa referência essencial do rock alternativo nos próximos anos. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:44
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My Sad Captains - Best Of Times

Os My Sad Captains são uma banda de rock alternativo natural de Londres, cujo nome foi inspirado por um poema do escritor Thom Gunn. Os membros da banda são Ed Wallis, Jim Wallis, Nick Goss e Dan Davis e lançaram em 2009 Here & Elsewhere, o álbum de estreia. A sete de novembro de 2011, chegou ao mercado Fight Less, Win More, um álbum extraordinário e que divulguei na altura, produzido por Larry Crane, um nome que já trabalhou com Elliot Smith, Cat Power e Stephen Malkmus, entre outros. Esse disco foi lançado através da reputada etiqueta Stolen Recordings. Agora, pouco mais de dois anos depois, chegou aos escaparates Best Of Times, o sucessor.

Logo a abrir, o primeiro tema do alinhamento do álbum, em vez de servir de despedida, é uma canção perfeita para nos introduzir neste disco, através de uma sonoridade simultaneamente enérgica e memorável, parecendo fortemente influenciada por bandas indie americanas, como os Yo La Tengo e os Red House Painters, com a caraterística mistura de detalhes e arranjos que resultaram numa melancolia inebriante, épica e grandiosa. Esse efeito que repete-se em All Times Into One e, com particular ênfase e delicadeza, em Extra Curricular, um belo murmúrio que nasce de um baixo irrepreensível e aventura-se no território do denominado krautrock, devido aos efeitos sintetizados borbulhantes e à batida industrial.

Apesar de algumas canções que sustentam o disco terem uma evidente luminosidade e um apurado sentido épico, há outros momentos mais introspetivos, mas igualmente belos, com especial destaque para o minimal dedilhar da viola na balada All In Your Mind e para a extensa Hardly There, uma canção que nos abraça com uma linha de viola simples, mas que se entranha sem grande esforço. arranjos sintetizados cheios de doçura e uma percussão  a canção In Time, uma das mais sombrias do disco, um tema que impressiona quer devido ao dominio efetivo de uma linha de baixo consistente e da guitarra que impõe uma melodia única e extremamente agradável, quer devido à letra, simultaneamente cândida e profunda.

Best Of Times é um disco que não nos dá tempo para recuperar o fôlego. E tal não sucede por ser demasiado frenético, mas porque são imensos os momentos que proporcionam prazer, conforto e admiração durante a sua escuta. É um disco para ser ouvido e contemplado, um trabalho onde há momentos animados e luminosos, mas também instantes de pausa, de sossego e melancolia, esta, muitas vezes, quase absurda. Tal sofreguidão deve-se, em suma, à consistência com que, música após música, somos confrontados e confortados por melodias maravilhosamente irresistiveis e ternurentas. Espero que aprecies a sugestão...

My Sad Captains - Best Of Times01. Goodbye

02. Wide Open
03. In Time
04. All Times Into One
05. Extra Curricular
06. All In Your Mind
07. Hardly There
08. Keeping On, Keeping On
09. Familiar Ghosts


autor stipe07 às 18:20
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Fusing Culture Experience 2014

Depois do sucesso que foi a edição de 2013 do Fusing Culture Experience, um evento cultural conhecido por juntar Música, Arte, Desporto e Gastronomia, já se conhecem alguns detalhes importantes sobre a edição deste ano que decorre na Figueira da Foz nos dias 14, 15 e 16 de Agosto.

Assim, a edição de 2014 acaba de confirmar seis novos nomes da música nacional absolutamente obrigatórios, nomeadamente os PAUSFor Pete SakeFirst Breath After ComaDead ComboYou Can’t Win Charlie Brown e Capicua. No cartaz já estavam confirmados os nomes Legendary TigermanCapitão FaustoOcta PushPrimitive Reason,Sensible Soccers e Norton.

 

Os PAUS são muito mais que Joaquim Albergaria, Hélio Morais, Makoto Yagyu e Fábio Jevelim somados. Com raízes a virem de projectos como Linda Martini, If Lucy Fell e até Vicious Five, esta banda natural de Lisboa tem sido uma das bandas portuguesas com maior expansão internacional nos últimos tempos. Reconhecidos pela sua bateria siamesa, pelo baixo e pelos teclados, os PAUS, considerados um dos melhores concertos do FUSING 2013, regressam à Figueira da Foz com o seu último álbum “Clarão”, apresentado no passado dia 28 de Março.

 

Os For Pete Sake andam nestas andanças há pouco tempo mas já marcaram lugar na primeira fila do universo musical português. Donos de uma fusão de géneros e ritmos que vão do folk dos anos 70 ao indie rock, este sexteto de Lisboa é reconhecido por temas como “Stains”, “Morning”, “House” e o mais recente hino da EDP, “Got Soul”.

 

Os First Breath After Coma apresentam-nos uma música espacial, um post rock e desde 2012 têm conquistado uma vasta comunidade de fãs. Formada por Roberto Caetano, Telmo Soares, Rui Gaspar e Pedro Marques, a banda venceu já o casting Vodafone Mexefest e lançou em Novembro passado o seu primeiro álbum, "The Misadventures Of Anthony Knivet”.

 

Os Dead Combo têm só dois elementos mas deixam um rasto de destruição por todas as salas de espectáculos e festivais por onde passaram. Reconhecidos dentro e fora do país, a dupla formada por Tó Trips e Pedro Gonçalves lançaram no passado dia 10 de Março o seu quinto álbum de originais, “A Bunch of Meninos”.

 

Os You Can’t Win, Charlie Brown são formados por Afonso Cabral, Salvador Menezes, David Santos (mais conhecido como Noiserv), Luís Costa, Tomás Sousa e João Gil e garantem uma viagem ao folk e à electrónica, através de sonoridades melancólicas e saudosistas.

 

Com álbum acabado de sair, Ana Matos Fernandes AKA Capicua vai mostrar à Figueira da Foz do que é capaz uma Sereia Louca. A Rapper conhecida pelas suas letras intensas e prestações em palco brutais e cheias de garra, é um dos nomes mais falados de 2014 e promete representar o Hip Hop no FUSING ao mais alto nível.


O passe geral para o FUSING Culture Experience já está disponível na bilheteira online e nos locais habituais. Até 30 de Abril, o passe geral para o evento custa apenas 30 euros e conta já com elevada afluência na sua compra. Todas as informações estão disponíveis em www.fusing.pt ou na página oficial do evento no Facebook, Fusing Culture Experience.

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autor stipe07 às 10:56
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Terça-feira, 8 de Abril de 2014

Dirty River - Dark Summer vs Ticket

Oriundo de Nova Iorque, o trio Dirty River prepara-se para lançar o disco de estreia, um homónimo que será editado no próximo dia quinze de abril por intermédio da Fleeting Youth Records. Depois de Releaf, o primeiro single retirado de Dirty River, agora chegou a vez de serem divulgadas mais duas canções, Dark Summer e Ticket.

Estas são mais duas canções comandadas pela voz grave e austera de Forrest Hackenbrock, mas incrivelmente próxima dos nossos ouvidos. essa voz cruza-se com uma percussão grave e uma guitarra swingada carregada de distorção no primeiro exemplo e melodicamente muito assertiva em Ticket. O resultado final de ambas é um rock, com fortes pitadas daquele blues fumarento tão americano, num resultado minimalista, mas simultaneamente eufórico e relaxante. Confere..


autor stipe07 às 17:10
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Jack White - High Ball Stepper

Jack White já anunciou a data de lançamento de Lazaretto, o seu próximo disco. O trabalho chega às lojas a dez de junho por intermédio da Third Man Records, a etiqueta do artista e High Ball Stepper é o primeiro avanço divulgado, além de um excelente video da canção. 

Apesar de ser um instrumental, basta ouvirmos alguns segundos da música para identificar o estilo cada vez mais inédito deste artista, assente no manusear único da guitarra e numa distorção inconfundível. Confere..


autor stipe07 às 10:59
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Next Stop: Horizon - The Harbour, My Home

Dois anos e meio depois do maravilhoso disco de estreia We Know Exactly Where We Are Going, a dupla Next Stop:Horizon está de regresso com The Harbour, My Home, um trabalho gravado no estúdio da banda, com equipamento totalmente analógico e vintage e instrumentos nada comuns em discos pop, como o clarinete baixo, a harmónica e o bandolim,entre outros.

Oriundos de Gotemburgo, na Suécia e representados pela Tapete Records, os Next Stop: Horizon são Pär Hagström e Jenny Roos, dois músicos que além de partilharem um pequeno apartamento fazem música juntos e acreditam piamente que o mundo seria um local bem melhor se tivesse a possibilidade de ouvir as suas criações sonoras. Na verdade, depois de ouvir The Harbour, My Home, compreendo este desejo, assente na presunção de que há uma elevada bitola qualitativa no produto que a dupla tem para nos oferecer e com a qual concordo. 

Inlfuenciados por uma vasta rede de influências que vão do rock ao jazz, passando, pela folk europeia, o gospel e a músca de câmara, os Next Stop: Horizon gostam de escrever sobre a vida, a morte e tudo o que fica ali, extamente no meio. E, por falar em meio, convém contextualizar devidamente The Harbour, My Home, um exercício que também ajuda a perceber o conteúdo sonoro das onze canções do alinhamento. Entre o trabalho de estreia e The Harbour, My Home, os Next Stop: Horizon compuseram a banda sonora de uma peça de teatro que esteve em cena no Saarland State Theatre, em Saarbrücken, na Alemanha. A peça baseva-se num conto de Wilhelm Hauff chamado Das kalte Herz, onde a história gira em torno de um jovem ganancioso que vende o seu coração para conseguir fazer fortuna. Esta experiência teatral marcou profundamente a dupla e o processo de criação deste disco e explica o clima algo denso e sombrio do mesmo, apesar da luminosidade folk de temas como Rain On Me.

The Harbour, My Home é um trabalho de pendor menos acústico que na estreia e mais virado para o uso de instrumentos que, mesmo sendo, como já referi, analógicos, dão às canções uma toada mais sintética, apenas contrapostos pela percussão tocada por Magnus Boqvist, muitas vezes com objetos inusitados e pelos timbres de voz que vão sendo adicionados e que conseguem dar a algumas canções a oscilação necessária para transparecerem mais sentimentos e fazerem delas momentos obrigatórios de contemplar. Esta voz em Talking Low atinge uma simbiose perfeita com a vertente instrumental (I’ve got sisters, I’ve got brothers, I’ve got some friends here, too, and we’re starting to feel that we just don’t know what to do).

The Harbour, My Home acaba por ser uma espécie de analogia indicada para nos situarmos no início do disco e deixarmo-nos conduzir numa viagem por um oceano intrigante e sombrio, mas profundamente delicado e melódico. A bordo do barco conduzido por Pär e Jenny deixamo-nos levar por uma súmula de toda a amálgama de elementos e referências sonoras com que se identificam, o que confere ao disco uma sensação um pouco dúbia, de difícil catalogação, portanto, e assim deveras interessante de tentar deslindar.

Quando chega ao fim The Harbour, My Home ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra. Algumas canções soam a uma perfeição avassaladora e custa identificar um momento menos inspirado nesta rodela. Espero que aprecies a sugestão...

01 something rare and something fine
02 rain on me 
03 the harbour, my home
04 the sea of...
05 a heart of gold
06 gonna get it back
07 the beginning
08 the wish
09 talking low
10 we'll whistle so
11 ennui 

 

 


autor stipe07 às 23:10
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Douga - Kids Of Tomorrow

Naturais de Manchester e liderados pelo multi-instrumentista Johnny Winbolt-Lewis, aos quais se junta John Waddington (baixo e teclas)e o violinista e guitarrista convidado DBH, os Douga são uma banda de indie rock que mistura a psicadelia com alguns dos melhores detalhes do rock experimental contemporâneo. Kids Of Tomorrow, o single que está a lançar esta banda para a ribalta, tem uma atmosfera única e pode ser caraterizado como um instante de indie rock psicadélico verdadeiramente extraordinário, assente numa melodia grandiosa e espacial, envolvida em camadas de guitarras distorcidas e sintetizadores incisivos e luminosos.

Esta canção está disponível para download gratuito e deixou-me a salivar pelo disco de estreia do projeto chamado The Silent Well, que foi gravado nos estúdios 80 Hertz com o produtor George Atkins e que chegará aos escaparates a dezanove de maio por intermédio da Do Make Merge Records. Confere...


autor stipe07 às 17:15
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Domingo, 6 de Abril de 2014

We Invented Paris – Rocket Spaceship Thing

Lançado no passado dia catorze de fevereiro pela Spectacular Spectacular, Rocket Spaceship Thing é o novo álbum dos suiços We Invented Paris, um trabalho que sucede ao excelente homónimo que divulguei no início de 2012. Os We Invented Paris são um coletivo que aposta numa sonoridade indie com uma forte cariz épico, feito com melodias que transportam uma enorme carga emocional, que conjugada com uma enorme competência e interessante grau de criatividade, no que diz respeito ao processo de criação melódica, resulta numa atmosfera invulgar e muito agradável de escutar, à qual não escapa nenhuma das onze canções deste Rocket Spaceship Thing.

Todas as músicas deste disco de estreia são heterogéneas e individuais, cada uma com traços próprios, que conseguem dar uma atmosfera diversificada ao álbum. Quase todas são singles em potência; Desde a alegria suave simples do single Mont Blanc, à contagiante e festiva Everyone Knows, tudo parece simplesmente fluir, graças também a um trabalho de produção impecável. Neste álbum é ainda obrigatório conferir o belíssimo momento acústico que se escuta no dedilhar da viola de Dance On Water, o instante pop inebriante de Zeppelins, os sintetizadores e o orgão vintage de Farmer e a balada simultaneamente doce e inquietante chamada Treeless.

Os We Invented Paris acabam por se destacar porque não são muitas bandas que conseguem agregar tantos géneros musicais diferentes num só trabalho. Neles encontramos folk, indie pop e outros subgéneros, tudo tocado com violas que soam eufóricas, guitarras tímidas e batidas contagiantes.

É muito difícil encontrar uma banda que, logo ao segundo disco, mostre um conteúdo musical com tanta carga emocional e maturidade musical. A sonoridade da banda é extremamente acessível e surpreendentemente imediata. Dá para notar isso logo no primeiro single, a já citada e polida Mont Blanc. O álbum é cheio de momentos graciosos e suaves, com uma delicadeza notável e uma sensibilidade que se destaca. Durante alguns períodos, remete para os Death Cab For Cutie, nomeadamente para o clássico Plans, de 2005, mas também me soam, em alguns instantes, ao disco de estreia dos Grouplove, Never Trust A Happy Song e a alguns dos melhores momentos dos Pains Of Being Pure At Heart.

Sendo melódico e algumas vezes triste, não se pode também dizer que o álbum seja sombrio, já que os We Invented Paris conseguem ter a arte de separar muito bem a melancolia da severidade, tratando a tristeza de forma leve e elegante e na dose perfeita.

Por tudo isto, este Rocket Spaceship Thing é um trabalho que vale a pena ouvir muitas vezes e aproveitar cada audição de forma diferente, num disco que desperta múltiplas sensações e que demonstra que esta banda suiça já se sente bastante à vontade e confortável dentro da sonoridade criativa que segue e replica. Espero que aprecies a sugestão...

We Invented Paris - Rocket Spaceship Thing

01. Mont Blanc
02. Auguste Piccard
03. Everyone Knows
04. Dance On Water
05. Zeppelins
06. Farmer
07. Polar Bears
08. Philosopher
09. Treeless
10. Requiem
11. Sleeptalker

 


autor stipe07 às 21:19
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Angel Olsen - Burn Your Fire With No Witness

Grande fã de Lou Reed e uma das peças essenciais da banda de Bonnie Prince Billy, Angel Olsen é um dos novos nomes a reter no universo sonoro alternativo. Entre o rock e o grunge dos anos noventa, a folk dos anos setenta e o chamado alt country, Burn Your Fire With No Witness é o disco que apresenta ao mundo esta cantora de vinte e seis anos, que já se tinha estreado nos discos em 2012 com Half Way Home, além de ter também no seu cardápio Strange Cacti, um EP que editou em 2010. Burn Your Fire With No Witness foi produzido por John Congleton, habitual colaborador de Bill Callahan e editado por intermédio da conceituada Jagjaguwar.

Natural do estado norte americano do Missouri, esta norte americana usa como principal combustível do seu processo de composição a temática do amor e vai beber as suas maiores influências ao puro rock assente numa elaborada arquitetura de efeitos da pedaleira e uma voz que surge, bastantes vezes, analógica, distorcida e enigmática, como se pode escutar, neste disco e logo a abrir, num típico tema introdutório chamado Unfucktheworld.

Pouco mais de quarenta anos depois de Joni Mitchell ter surpreendido com a obra prima Blue (1971), Angel usa outros ingredientes sonoros mas estão também aqui os princípios liricos e o ideal temático que a canadiana explorou sabiamente nesse disco e que se relacionavam com  a melancolia escancarada de um coração partido.

O pedal da distorção é ligado em Forgiven/Forgotten, uma canção dominada integralmente pelas guitarras à Sonic Youth e que aponta também à herança das gémeas Deal. Mas a interpretação country de Hi-Five, com a voz novamente num registo analógico e distorcido, já nos leva por outros caminhos e mostra-nos que não é só do rock sónico que vive Angel Olsen. Esta tríade abre o disco da melhor forma e coloca a nú diferentes sensações que o amor pode despertar e que tantas vezes oscilam entre o ódio e a paixão e que Olsen traz até nós através de um rock dançante mas que nunca abandona as fronteiras da folk, umas vezes algo inocente, noutros momentos mais sisudo.

O disco prossegue e impressiona novamente quando os conflitos amorosos, tantas vezes impregnados de inebriantes sentimentos de culpa, ficam expostos em baladas como Lights Out e Windows, temas carregados de sentimento e que mostram que o amor, sendo tantas vezes descrito através do martírio alcoólico das palavras, também pode ser cantado com lógica e, como um respiro, terminar sem motivos.

Burn Your Fire For No Witness é a banda sonora perfeita de um romance moderno, o passo certo depois de um relacionamento que não resultou, um conto romântico particular, uma procissão melancólica de canções densas que exorcizam diversos demónios, sustentadas na crueza amarga dos versos e na forma como as guitarras dão um sombreado estético simultaneamente belo e perturbador a este exercício redentor levado a cabo por uma cantora e compositora que, com uma guitarra nas mãos, demonstra uma criatividade efervescente de louvar. Espero que aprecies a sugestão...

Angel Olsen - Burn Your Fire For No Witness

01 Unfucktheworld
02 Forgiven/Forgotten
03 Hi-Five
04 White Fire
05 High & Wild
06 Lights Out
07 Stars
08 Iota
09 Dance Slow Decades
10 Enemy
11 Windows


autor stipe07 às 22:01
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Mean Creek - Johnny Allen

Naturais de Boston, os Mean Creek são Chris Keene (voz, guitarra), Aurore Ounjian (guitarra, voz), Kevin Macdonald (baixo) e Mikey Holland (bateria, percussão), uma banda com uma forte influência do rock alternativo dos anos sessenta e onde a sonoridade de nomes tão importantes como os Sonic Youth está muito presente. Local Losers é o mais recente disco dos Mean Creek, um disco lançado a vinte e oito de janeiro último por intermédio da Old Flame Records e que divulguei há algumas semanas.

Uma das melhores canções do disco é Johnny Allen, um tema assente nas vocalizações de Chris Keene de cariz áspero e lo fi e num cardápio instrumental e perfumado pelo passado, com guitarras vigorosas a navegarem numa espécie de meio termo entre o rock clássico, o grunge e o punk rock. Destaque também para a letra crua e incisiva (I can’t hide, Cause you’re always on my mind.). Confere...


autor stipe07 às 12:35
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Terça-feira, 1 de Abril de 2014

The War On Drugs – Lost In The Dream

 Depois de Slave Ambient, disco que os The War On Drugs, editaram no final de 2011 e que foi destaque em Man on The Moon poucas semanas depois, a banda de Adam Gradunciel,  um músico norte americano cuja sonoridade descomprometida e apimentada com pequenos delírios acústicos foi aos poucos transformando-se numa referência para vários artistas em início de carreira, está de regresso com um novo registo de originais. Lost In The Dream viu a luz do dia a catorze de março de 2014, via Secretly Canadian e Red Eyes foi o primeiro avanço conhecido desse trabalho.


Red Eyes é uma canção perfeita para nos recordar o quanto esta banda é fantástica e como esta sonoridade indie rock, solta e etérea e abastecida por sintetizadores enérgicos e dançáveis, é a banda sonora ideal para aquecer os dias mais tristonhos e sombrios que descrevem este início de primavera. Assim que ouvi a canção criei logo elevadas expetativas em relação ao restante conteúdo de Lost In The Dream, cuja capa feita por uma foto envelhecida pelo tempo enquanto Gradunciel medita e repousa, fez-me logo criar suposições e imaginar que este novo álbum dos The War On Drugs contém uma elevada vertente autobiográfica, que poderá servir para o músico entender melhor o seu âmago, fazendo-o através de tudo aquilo que de mais transcendental e lisérgico tem sempre a composição e a criação musical.

Na verdade, Lost In The Dream é um compêndio de várias narrativas, onde convive uma míriade alargada de sentimentos que, da angústia à euforia, conseguem ajudar-nos a conhecer melhor a essência do autor e a perceber sobre aquilo que medita, as suas conclusões e as perceções pessoais daquilo que observa enquanto a sua vida vai-se desenrolando e ele procura não se perder demasiado na torrente de sonhos que guarda dentro de si e que nem sempre são atingíveis.

Musicalmente, Lost In The Dream deambula entre a folk, a dream pop, o indie rock e a psicadelia, com o reverb das guitarras e os sintetizadores a sustentarem o cardápio sonoro de um disco dinâmico e que se destaca logo na abertura com Under The Pressure, uma longa canção que apresenta uma progressão interessante e onde vão sendo adicionados os diversos arranjos que adornam as guitarras e a voz, nomeadamente sintetizadores e saxofones, com um resultado muito atrativo e cativante para o ouvinte.

Letras tão pessoais exigem, naturalmente, arranjos delicados e cuidados, com os quais o autor se identifique profundamente e, além da secção de sopros do já citado single Red Eyes, há que enfatizar as paisagens sonoroas criadas em Suffering e Eyes To The Wind, duas canções que, apesar de conduzidas pela guitarra, expandem-se e ganham vida devido ao critério que orientou a escolha dos restantes instrumentos e à forma como a voz se posiciona e se destaca.

Lost In The Dream é um trabalho que, do vintage ao contemporâneo, consegue encantar-nos e fazer-nos imergir na intimidade de um Gradunciel sereno e bucólico, através de uma viagem aos universo de Dylan e Kurt Vile, passando por Springsteen, com canções cheias de versos intimistas que flutuam livremente. É um disco simultaneamente amplo e conciso sobre as experiências amorosoas do músico, mas também sobre o presente, a velhice, o isolamento, a melancolia e o cariz tantas vezes éfemero dos sentimentos, em suma, sobre a inquietação sentimental, ou seja, o existencialismo e as perceções humanas. Espero que aprecies a sugestão...

The War On Drugs - Lost In The Dream

01. Under The Pressure
02. Red Eyes
03. Suffering
04. An Ocean In Between The Waves
05. Disappearing
06. Eyes To The Wind
07. The Haunting Idle
08. Burning
09. Lost In The Dream
10. In Reverse

 


autor stipe07 às 22:37
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Parquet Courts - Sunbathing Animal

Os Parquet Courts são um quarteto norte americano que apresentei em 2012 por causa de Light Up Gold, um disco que incorpora uma sonoridade crua, rápida e típica, que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas.

Dois anos depois os Parquet Courts vão regressar aos lançamentos discográficos com Sunbathing Animal, um álbum que será editado a três de junho por intermédio da What’s Your Rupture/Mom + Pop. Já é conhecido o single homónimo do álbum, uma canção assente num punk rock vigoroso e cheio de guitarras distorcidas. Confere...


autor stipe07 às 16:59
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Segunda-feira, 31 de Março de 2014

Rasputin's Secret Police - Comfortable

Naturais de Drexel Hill, nos arredores de Filadélfia, os Rasputin's Secret Police são mais uma descoberta proporcionada pelo intercâmbio estabelecido com a Fleeting Youth Records, uma das mais interessantes etiquetas de indie rock alternativo norte americanas, sedeada em Austin, no Texas. Os Rasputin's Secret Police são uma dupla formada por Brandon Ayres (guitarra e voz) e Josh Phillips (bateria e voz), lançou no passado dia vinte e cinco de março Comfortable, um longa duração que viu a luz do dia no formato digital e cassete, através da City Hall Collective. Este novo trabalho dos Rasputin's Secret Police sucede a Dirty Thirty, um álbum editado em 2012 e disponível para download gratuíto no bandcamp da banda.

Zoe, Freaks e Kids With No Friends são os três avanços deste trabalho em formato single e estão disponiveis para download gratuitamente. Estes temas são o núcleo duro de Comfortable e plasmam uma nítida vontade dos Rasputin's Secret Police em marcar uma posição forte no universo sonoro alternativo através de um rock ruidoso, orgânico, irregular e visceral.

Assim, aviso desde já os mais incautos que Comfortable é, certamente, um disco assente num rock de cariz fortemente experimental, com a dupla a criar uma sonoridade portentosa, assente nos já habituais riffs da guitarra que vincam o ADN desta banda norte americana, numa percussão vincada e numa voz imponente.

A sensação de escutar os Rasputin's Secret Police é incomum e quem não estiver familiarizado com a banda pode pensar que há algo de errado com a aparelhagem ou o computador; Mas esta amálgama sonora, que inicialmente se estranha, entranha-se rapidamente e Comfortable sobrevive muito bem a audições repetidas, incita várias reações físicas e prende o nosso ouvido a algo incomum mas visceralmente sedutor. Espero que aprecies a sugestão...

 
Kids with No Friends
Dunwoody
Zoe
Raspberry Tea and honey
Me and Zoe
Freaks
Honey Chamomile
Welcome Home
Slit
Comfortable is considered RSP's magnum opus. It's the answer to the question of "What album do I start with if I'm going to listen to RSP." Despite it being their most DIY release, it's their most focused and accessible. Recorded on a Tascam 8-track digital recorder above a fishing and hunting retailer in Drexel Hill, PA, the album captures RSP's raw intensity as Ayres' fervid, semi-disturbed croons ride his equally ardent guitar scrapes while Phillips' impassioned drumming forces sweat beads to roll off your own head. The lo-fi, DIY quality of the recordings were left untouched, but it adds something extra to the sound they found during these sessions.


autor stipe07 às 18:41
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Woods - With Light And With Love

Woods 2014 press pic

Os Woods são de Warwick, nos arredores de Nova Iorque e uma banda formada por Jeremy Earl, Jarvis Taveniere, Kevin Morby, Aaron Neveu. Lançaram o álbum Bend Beyond em dezoito de setembro de 2012 e a nove de julho de 2013 voltaram com novidades, um single limitado a 1000 cópias com dois temas, Be All Be Easy e God's Children.

Brevemente vai chegar aos escaparates um novo disco da banda chamado With Light And With Love e acaba de ser divulgado o single homónimo, que durante nove minutos plasma um rock etéreo e psicadélico, com fortes reminiscências da folk tradicional norte americana. With Light And With Love é editado a quinze de abril pela etiqueta Woodsist. Confere...


autor stipe07 às 12:36
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Domingo, 30 de Março de 2014

The Kooks - Down

The Kooks letras

Depois de Junk Of the Heart (2011), os britânicos do The Kooks estão prestes a regressar aos discos com um novo álbum, que contou com a participação especial do produtor de hip hop Inflo, mas ainda sem data prevista de lançamento ou nome. No entanto, Down é o primeiro single que a banda revela em 2014, uma canção que terá direito a lançamento em formato EP, com mais três temas.

Esta nova proposta dos The Kooks deixa um pouco de lado as guitarras e aposta em batucadas, palmas e na voz de Luke Pritchard a funcionar como mais um instrumento da banda, algo muito semelhante ao que tUnE-yArDs costuma propôr. Confere...

The Kooks - Down

Website
[mp3 320kbps] tb ul ob zs


autor stipe07 às 14:01
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Sábado, 29 de Março de 2014

Mikal Cronin - Soul In Motion

Depois de ter contribuido para o mais recente álbum dos The Oh Sees e de ter editado o ano passado MCII, o seu segundo disco, o músico Mikal Cronin prepara-se para editar mais um álbum, que se irá chamar LAMC e chegará às lojas a um de abril, via Famous Class.

Enquanto esse trabalho não chega, editou com Wand um single em vinil, para o qual contribuiu com Soul In Motion, a canção do lado A desse vinil. Este tema impressiona pela preponderância das cordas nos arranjos e, ao mesmo tempo, pela vitalidade das guitarras, numa feliz simbiose entre o acústico e o elétrico, apresentada de forma muito intensa e vibrante. 

Este lançamento está disponivel para download, com a possibilidade de obteres o single gratuitamente ou doares um valor pelo mesmo. A verba angariada pelo download e pela venda do single reverterá para o Ariel Panero Memorial Fund at VH1 Save the Music, uma organização sem fins lucrativos que se dedica ao incremento do estudo da música em escolas públicas americanas. Confere...


autor stipe07 às 16:04
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Sexta-feira, 28 de Março de 2014

Kevin Drew – Darlings

Outrora líder dos canadianos Broken Social Scene, Kevin Drew não editava nenhum trabalho a solo desde Spirit If..., o seu disco de estreia, que viu a luz do dia no já longínquo ano de 2007. No entanto, já chegou, finalmente, o sucessor desse álbum; O novo registo de originais de Kevin Drew intitula-se Darlings e viu a luz do dia a dezoito de março através do selo Arts & Crafts. Este novo álbum de Drew conta com as participações especiais de Charles Spearin e Ohad Benchetrit, seus antigos parceiros nos Broken Social Scene, de Dean Stone dos Apostle Of Hustle e Dave Hamelin, dos Stills.


Good Sex tem sido o grande cabeça de cartaz deste disco e, na verdade, é uma excelente canção para nos introduzir na temática geral de Darlings, um trabalho que, de acordo, com Kevin, aborda, muitas vezes de forma autobiográfica, as questões do sexo e do amor e a importância das mesmas nas nossas vidas (the album is about the rise and fall of love and sex, in my own life and in today’s society).

De Body Butter até And That's All I Know somos constantemente provocados na líbido, não só no prazer que tal nos suscita mas, principalmente, na reflexão pessoal que tal temática invariavelmente nos suscita, nas suas diferentes dimensões, que vão do simples prazer erótico à troca sincera de sentimentos e de promessas entre duas pessoas que verdadeiramente se amam e que têm no sexo apenas mais uma das várias dimensões do amor que as unem

Kevin Drew parece seguir de perto uma fórmula própria que o acompanha há bastante tempo e que assenta em melodias orelhudas acompanhadas por vozes de fácil digestão e arranjos selecionados com particular cuidado, muito à imagem do que a banda que Kevin liderou nos habituou durante mais de uma década. Do rock (Bullshit Ballad) ao R&B, passando pelo mesmo rock mas numa toada mais pop (It's Cool), não há aqui grandes floreados e exageros e Kevin procutra ir sempre direto ao assunto, quer através das guitarras compactas que se escutam em It's Cool, ou de alguns detalhes típicos de uma eletrónica ambiental que My God tão bem evidencia.

Além destes temas com fronteiras minimamente definidas, Kevin também mostra algum gosto pelo risco quando puxa os galões à produção e apresenta uma original sobreposição de vozes, quer na tal Good Sex, mas também  em You Got Caught, ou quando procura misturar os diferentes géneros que mais aprecia, como em You in Your Were e You Gotta Feel It, mas sem perder um nítido controle e uma sóbria estabilidade. Desse modo, o álbum avança numa atmosfera próxima do ouvinte e confortável para o mesmo.

O labirinto sonoro de Drew é de simples resolução e torna-se agradável perceber os vários contornos que o definem e os pontos de localização que orientam a cartografia sonora de Darlings. Espero que aprecies a sugestão... 

Kevin Drew - Darlings

01. Body Butter
02. Good Sex
03. It’s Cool
04. Mexican Aftershow Party
05. You Gotta Feel It
06. First In Line
07. Bullshit Ballad
08. My God
09. You In Your Were
10. You Got Caught
11. And That’s All I Know


autor stipe07 às 21:16
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Nai Harvest - Ain't That Enough (Teenage Fanclub cover)

Formada por Ben e Lew, a dupla Nai Harvest impressionou recentemente alguma crítica conceituada devido a Hold Open My Head, um EP com quatro temas assentes numa pop muito melódica, densa e luminosa, feita com cordas extremamente criativas. Assim, os Nai Harvest ficaram debaixo dos radares mais atentos e agora acabam de divulgar uma cover de Ain't That Enough, um clássico de 1997 dos Teenage Fanclub, incluido no disco Songs From Northern Britain dessa banda icónica.

Esta versão conta com a participação especial de Ilana Blumberg, irmã de Daniel Blumberg (Hebronix, ex-Yuck) e é editada hoje mesmo, dia vinte e oito de março, incluída na Art Is Hard’s Pizza Club. Esta é uma iniciativa anual levada a cabo pela Art Is Hard Recrods, que edita singles de vários artistas em caixas de pizzas, todas as sextas feiras do ano e que ficam disponíveis para venda na loja online da etiqueta. Confere...


autor stipe07 às 13:51
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Quinta-feira, 27 de Março de 2014

The Soft Hills - Departure

Oriundos de Seattle e com uma rede de influências que vão da folk à psicadelia, os The Soft Hills são Garrett Hobba, Matt Brown, Randall Skrasek e Brett Massa, uma banda que estreou nos lançamentos discográficos em maio de 2010 com Noruz. Dois anos depois, no início de 2012, lançaram o segundo disco, um trabalho intitulado The Bird Is Coming Down To Earth e que os projetou para um leque mais alargado de seguidores devido à mistura que continha entre o rock clássico e a moderna indie folk.

Entretanto, já em 2013, chegou o terceiro álbum; Lançado em fevereiro desse ano, Chromatisms foi produzido por Matthew Emerson Brown e aprofundou a sonoridade proposta pelo disco anterior. Agora, cerca de um ano depois, já é conhecido o quarto tomo da discografia dos Soft Hills; O álbum chama-se Departure e mantém a aposta dos The Soft Hills na abordagem de diferentes espetros sonoros dentro do universo indie.

Departure é um disco de contrastes: sente-se o sol, harmonias e calor da Califórnia e o escuro, falta de cor e a chuva de Seattle. O disco conjuga a típica toada pop, com alguma folk implícita, à mistura com a psicadelia europeia e o rock alternativo de início dos anos oitenta. O resultado final envolve-nos num universo algo melancólico, uma espécie de euforia triste e de beleza num mundo sombrio, algo que comprova, uma vez mais as capacidades inatas de Garrett Hobba para a composição, ele que, ainda por cima, é detentor de uma voz única e incomparável.

Seja através de efeitos com ecos e com reverb das guitarras, ou através do simples dedilhar de uma corda acústica, ou de um efeito sintetizado luminoso, ou sombrio, Departure levanta voo em Nova Iorque (The Golden Hour), com a ajuda dos Interpol e aterra na Berlim governada por Bowie nos anos setenta (Stairs). Pelo meio não deixa de abordar também os caraterísticos sons da folk, momentos épicos e instantes cheios de tensão lírica porque relatam acontecimentos trágicos, sendo essa mesma tensão conduzida pelo groove do baixo de Brett Massa e, como já referi, por tiques típicos da psicadelia.

Em suma, num disco eclético e variado, os The Soft Hills exploram até à exaustão o espiritualismo nativo norte americano, mas desta vez também cruzaram o atlântico em busca das raízes do indie rock mais sombrio, num trabalho com evidentes influências em espetros sonoros de outros tempos, mas com uma forte tonalidade contemporânea. O single Golden Hour está disponivel no soundcloud da Tapete Records. Espero que aprecies a sugestão...

The Soft Hills - Deaprture

01. Golden Hour
02. Black Flowers
03. Road To The Sun
04. The Fold
05. White Queen
06. Reverie
07. How Can I Explain?
08. Here It Comes
09. Blue Night
10. Belly Of A Whale
11. Stairs


autor stipe07 às 21:25
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