Terça-feira, 7 de Julho de 2015

peixe : avião - Quebra

Depois de 40.02 (2008), Madrugada (2010) e um homónimo lançado em 2013 os bracarenses Peixe : Avião de André Covas, José Figueiredo, Luís Fernandes, Pedro Oliveira e Ronaldo Fonseca, parecem apostados em regressar aos dicso em 2015 e Quebra é o primeiro avanço desse quarto álbum da banda, um tema com vídeo da autoria do coletivo TARZAN (André Tentúgal e Vasco Mendes).

Tema consistente e com uma grandiosidade instrumental ímpar, Quebra oferece-nos uns peixe : avião ainda mais maduros e incisivos no que concerne à fórmula sonora que peixe : avião consolidou há dois anos. A canção explora territórios sonoros que olham o sol radioso de frente e enfrentam-no com uma percussão vigorosa e compassada, o baixo e a guitarra sempre no limite do vermelho e com uma intensa vertente experimental, uma composição onde um rock com um espetro que pode ir do punk a territórios mais progressivos é dedilhado e eletrificado com particular mestria.

Os peixe :avião preparam-se para um conjunto de concertos onde testarão novos temas ao vivo, entre os quais o festival Vodafone Paredes de Coura (dia 20 de Agosto) e o Bons Sons (dia 16 de Agosto). Confere...


autor stipe07 às 20:31
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2015

Yucatan – Uwch Gopa’r Mynydd

Oriundos do País de Gales, ou melhor, de Cymru, o nome antigo pelo qual era conhecido o território atualmente denominado Wales, nas ilhas Britânicas, os Yucatan são uma das novas sensações do universo sonoro alternativo, etéreo e melanólico, devido a Uwch Gopa’r Mynydd, o novo trabalho deste quarteto, lançado no passado dia vinte e dois de junho através da Recordiau Coll.

Escuta-se Uwch Gopa’r Mynydd e são inevitáveis salutares e elogiosas comparações com os vizinhos Sigur Rós, não só por causa da postura lírica e vocal, com estes Yucatan a cantarem com um dialeto próprio à semelhança do trio islandês, mas principalmente devido à sonoridade fortemente emotiva que os envolve. Sem esforço, este trabalho é capaz de projetar nos nossos ouvidos uma tela cheia de sonhos e sensações que muitas vezes apenas pequenos detalhes ou amplos arranjos conseguem proporcionar. O abraço feliz entre cordas exuberantes e metais impregnados de cândura em Cwm Llwm e o teclado soturno, os violinos, as guitarras distorcidas a percussão majestosa de Ffin, fazem-nos emergir num ambiente muito próprio e montam, logo à partida, o puzzle que contém o espetro sonro em que estes Yucatan se movimentam, com uma personalidade muito vincada e que nos remete também, emvários instantes, para a pueril simplicidade do mundo infantil. Os sinos e o falsete de Word Song e Angharad, o efeito minimal da guitarra da última e os efeitos burbulhantes e aquáticos de Ochenaid parecem saidos de uma caixa de música minúscula, que foi colocada num local bem determinado, por geração espontânea ou por obra do divino, não se sabe muito bem, mas escondida eficazmente, no fundo de um lago gelado que se formou há milhares de anos nas profundezas de uma escura, mas intacta e nunca explorada caverna, mas que foi revelada aos Yucatan em sonhos, já que só eles conseguiriam descodificar com notável precisão o seu conteúdo e materializá-lo nestas duas canções.

Sendo ou não obra do além ou apenas o resultado final de um trabalho intenso e planeado ao milímetro por quatro músicos que nasceram agraciados pelo desejo do lado bom de um dia se juntarem para compôr e tocar, Uwch Gopa’r Mynydd é festivo e grandioso e, contendo nuances variadas e harmonias magistrais, é um facto que todos os seus componentes, vocal e instrumental, orientam-se de forma controlada, como se tivessem sido agrupados com o propósito de criar um único bloco de som, fazendo do disco um corpo único e indivisível e com vida própria, com os temas a serem os seus orgãos e membros e a poderem personificar no seu todo, se quisermos, uma projeção do lado apenas bom de cada um de nós. Na verdade, é curioso perceber que sendo essa constatação natural perante uma audição sentida e dedicada, também é plausível constatar que as oito canções fluem de maneira hermética e acizentada. O piano e a voz de Halen Daean A Swn Y Mon e o modo como os tambores aumentam o rufar e os trompetes se insinuam à medida que o ritmo e a intensidade progridem, oferecem-nos essa sensação dicotómica expondo dentro de nós sentimentos de alegria e exaltação, mas também de arrepio e um certo torpor perante a grandiosidade do sentimento que exala do tema. 

Tendo na algibeira este álbum que conceptual e estilisticamente se fecha dentro de um campo próprio, intensamente místico e imerso num plano sonoro gracioso e sendo devidamente apreciados, estes Yucatan poderão ser acusados formalmente e posteriormente sentenciados, sem possibilidade de recurso, de serem responsáveis por uma nova geração de ouvintes se voltar a aproximar da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação sonora, que incluem tantas vezes estranhos mas produtivos diálogos sempre passíveis de existir neste imenso mar de possibilidades chamado música. São discos como estes que impelem qualquer amante e crítico musical a nunca virar a cara à luta, nem se deixar absorver pelo desalento da incompreensão. Espero que aprecies a sugestão...

Yucatan - Uwch Gopa’r Mynydd

01. Ffin
02. Cwm Llwm
03. Word Song
04. Halen Daean A Swn Y Mon
05. Ochenaid
06. Llyn Tawelwch
07. Angharad
08. Uwch Gopa’r Mynydd


autor stipe07 às 21:45
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Sábado, 4 de Julho de 2015

Eliot Sumner – After Dark

Eliot Sumner - After Dark

Com o ocaso do projeto I Blame Coco, Eliot Sumner virou definitivamente agulhas para o seu projeto a solo que deverá ver o disco de estreia ainda antes do final deste ano. After Dark é o primeiro single divulgado desse álbum e nela, a voz andrógena de Eliot é coberta por uma nuvem de sintetizadores, guitarras precisas e batidas que moldam uma melodia cujo clima soturno apela claramente à pop dos anos oitenta.

No vídeo, captado num estúdio pouco iluminado, a cantora surge com os colegas de banda, todos separados por estações, num ambiente repleto de luzes coloridas e projeções frenéticas que ajudam a ampliar o tom sombrio da canção. Confere...


autor stipe07 às 18:22
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2015

The Black Lamps – The Black Lamps

Greg Firth, Dean Ormston, Lyndon Scarfe e Liam Stewart são os The Black Lamps, uma banda inglesa oriunda de Barnsley e no ativo desde 2006, com uma já apreciável atividade, sempre com sonoridades adjacentes ao indie rock mais sombrio no ponto de mira. No início deste ano editaram um homónimo, através da Of National Importance Records, dez canções produzidas e misturadas pelos próprios The Black Lamps e masterizadas por Tom Woodhead.

Trio cheio de nomes consagrados do cenário indie punk local, com alguns músicos a andarem nestas andanças há mais de três décadas e com atividades paralelas mas que não deixam de ter a música como referência importante (Liam gere uma empresa local de manufatura de t-shirts, Greg é designer industrial e Dean artista gráfico e ilustrador), os The Black Lamps são um nome respeitado e este homónimo o culminar de vários anos de trabalho, momentos de apatia e outros de enorme produtividade, atuações ao vivo e gravações esporádicas e planeadas, num resultado final sóbrio e elegante, coberto por aqulea aúrea nostálgica e enevoada que só as bandas britânicas sabem criar.

Com os conterrâneos Cure e Joy Division a encabeçar as influências declaradas da sonoridade dos The Black Lamps, mas também com os sintetizadores dos New Order a ditaram lei, logo em The Archivist, The Black Lamps exala esse agradável sabor nostálgico ao dealbar dos anos oitenta. Casa Disco, o segundo tema, homenageia uma loja de discos local entretanto encerrada e as guitarras contêm essa familiariedade com o indie rock de cariz mais alternativo e que aposta no revivalismo de outras épocas, nomeadamente os primórdios do punk rock mais sombrio.

A voz de Liam ganha plano de destaque maior sempre que procura acompanhar um esqueleto instrumental melancólico, fazendo-o com particular audácia na subtil Awnkward e no universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada que rodeia Low Hanging Fruit. Em The Smoking Party, mesmo com maior reverb, volta a não descolar no grau de emotividade que coloca na sua interpretação vocal, exemplarmente acompanhado pelas exuberância das cordas e em Gene Pool tem ao seu lado uma percurssão coesa e bastante ritmada.

Até ao ocaso de The Black Lamps torna-se imprescindível e especial deleitar os nossos ouvidos com o ritmo sempre crescente, num álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade e que é, sobretudo, um exercício de audição individual das canções. Mesmo ignorados por meio mundo, os The Black Lamps aproveitam o facto de estarem no apogeu da carreira e do grau de maturidade de todos os seus membros, para criar um disco fantástico, emocionante, vigoroso e comunicativo e que merecia uma maior projeção. Talvez seja desta vez que conseguem quebrar o enguiço de quem insiste em querer catalogar com injusto menosprezo alguns projetos que procuraram replicar apenas, ao longo da carreira, zonas de conforto, mesmo que o façam com elevada bitola qualitativa. Espero que aprecies a sugestão...

The Black Lamps - The Black Lamps

01. The Archivist
02. Casa Disco
03. Colour 8
04. The Smoking Party
05. Awkward
06. Planets
07. Are There No More Surprises?
08. Low Hanging Fruit
09. Gene Pool
10. Scissors, Paper, Stone


autor stipe07 às 14:33
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The Libertines – Gunga Din

The Libertines - Gunga Din

Onze anos depois do último registo de originais, os britânicos The Libertines, de Peter Doherty e Carl Barât, têm finalmente um novo trabalho na calha. Anthems for Doomed Youth chega aos escaparates em setembro, via Harvest, e Gunga Din é o primeiro single divulgado.

A canção inspira-se num poema do século XIX com o mesmo nome da autoria de Rudyard Kipling e o vídeo, realizado por Roger Sargent, mostra o quarteto a deambular pelas ruas do Red Light District, na Tailândia. Confere...

 


autor stipe07 às 10:04
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2015

Beach House - Sparks

Beach House - Sparks

É já a vinte e oito de agosto que chega às lojas, através da Sub Pop, Depression Cherry, o quinto álbum da dupla Beach House e Sparks é o primeiro single divulgado do sucessor do aclamado Bloom

Com uma sonoridade simples e nebulosa, bastante melódica e etérea, assente em sintetizadores assertivos e ruidosos e guitarras com efeitos recheados de eco, os Beach House mantêm, em Sparks, intacta a sua aura melancólica e mágica, que vive em redor da voz doce de Victoria Legrand e da mestria instrumental de Alex Scally e se aproxima cada vez mais de algumas referências óbvias de finais do século passado, com My Bloody Valentine, Rocketship e Slowdive a serem recordados com alguma nitidez neste tema. Confere...


autor stipe07 às 16:37
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DIV I DED - Late Awakening

A dezassete de julho chega aos escaparates Born To Sleep, o disco de estreia dos DIV I DED, um projeto checo criado pelo multi-instrumentista Filip Helštýn em 2013, juntamente com a vocalista Viktorie Marksová e que faz já parte da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Inspirados pela pop melancólica simples e intrigante, feita com aquele intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação e adornada com arranjos sintetizados e orgânicos muito subtis mas capazes de amenizar a típica crueza das guitarras, os DIV I DED também piscam o olho ao punk rock em Late Awakening, o primeiro single divulgado de Born To Sleep, um tema que exala um charme melódico que impressiona pela atmosfera densa e pastosa mas libertadora e esotérica que transporta. Confere...


autor stipe07 às 16:25
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Terça-feira, 30 de Junho de 2015

Muse – Drones

Os britânicos Muse de Matthew Bellamy, Dominic Howard e Rich Costey estão de regresso aos discos com Drones, o sétimo trabalho da banda e que teve o pontapé de saída em Vancouver, no início de 2014. De acordo com o líder da banda, Drones é uma metáfora moderna sobre o que é perder a empatia através da tecnologia moderna representada pelos drones, acresecentando que é possível na verdade fazer coisas horríveis com controle remoto, a grandes distâncias, sem sentir nenhuma consequência, ou até não se sentir responsável de qualquer modo.

Produzido por John Lange, Drones obedece à essência que tornou os Muse uma das maiores bandas de rock alternativo da atualidade, assente numa mescla de ficção e surrealismo, à boleia dos peculiares falsetes de Bellamy e um som poderoso e épico, feito de guitarras com arranjos carregados de distorção e que têm em Psycho um dos melhores momentos da carreira do grupo, um baixo rugoso e uma percussão vigorosa e amiúde um piano elétrico que, no caso deste disco, tem um protagonismo interessante na balada Mercy. No entanto, Drones é um regresso dos trio às origens e a um espetro mais sombrio e orgânico depois do piscar de olhos à eletrónica no antecessor The 2nd Law

Com dez músicas e dois outros momentos sonoros, uma de um sargento exasperado com alguns cadetes, bem ao estilo do The Wall, do Pink Floyd e o outro um trecho de um discurso do presidente Kennedy, Drones é, também nestes detalhes, uma revisão nostálgica, mas feliz, do passado mais gloroiso dos Muse, mas é, acima de tudo, um passo em frente dos autores rumo à alegoria do amor pela música como um agregado de guitarras melodiosas de mãos dadas com uma voz capaz de converter uma arena inteira a uma causa que, neste caso, pretende alertar, como já foi referido, para os perigos escondidos pelos mais recentes desenvolvimentos tecnológicos e o modo como são utilizados na guerra moderna, utilizando o amor como uma metáfora gloriosa, num mundo cada vez mais familiarizado com a violência e, desse modo, mais perto e intímo da sua própria ruína.

Nos Muse a música é a materialização sonora de uma postura intervencionista, quase sempre encabeçada por Bellamy, que frequentemente dá a cara em algumas campanhas sociais. O longo épico cheio de climas e mudanças de direção, ruídos e silêncio, chamado The Globalist, é uma materialização contundente deste vigoroso olhar sobre o mundo global, mas a frenética Reapers, os efeitos e as sirenes de Revolt e a cinematográfica e sombria Aftermath também desempenham com notável precisão essa visão musical habilidosa que mistura estéticas de períodos temporais diferentes, tornando-as atuais e inovadoras, ao mesmo tempo que cimentam o som padrão do trio. Espero que aprecies a sugestão...

Muse - Drones

01. Dead Inside
02. [Drill Sergeant]
03. Psycho
04. Mercy
05. Reapers
06. The Handler
07. [JFK]
08. Defector
09. Revolt
10. Aftermath
11. The Globalist
12. Drones


autor stipe07 às 16:14
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Kissing Party - Justine vs New Glue

Deirdre (voz), Gregg (voz e guitarra), Joe (guitarra), Lee (baixo) e Shane (bateria) são os Kissing Party, uma banda norte-americana oriunda de Denver, no Colorado e que faz já parte da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Depois de terem divulgado Trash, um extraordinário instante sonoro, com guitarras que misturam um travo de rock de garagem com efeitos que piscam o olho à refrescante luminosidade que habitualmente se encontra em algumas referências óbvias da dream pop, agora chegou a vez de nos deliciarem com Justine e New Glue, mais dois singles do disco de estreia destes Kissing Party, que vê a luz do dia hoje mesmo. No primeiro tema, as vozes de Gregg Dolan e Dierdre Sage envolvem-se entre si, como os lábios num cigarro, e em New Glue a voz açucarada e quente de Dierdre perde todo o pudor e apresenta-se ao mundo exatamente como é, sem reservas ou concessões Bitch I'm perfect, canta ela... Yes, you are!, acrescento eu.

Looking Back It Was Romantic But At The Time I Was Suffocating é o nome do trabalho de estreia destes Kissing Party, um compêndio sonoro de quinze canções que será certamente analisado por cá na altura. Confere...


autor stipe07 às 14:09
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2015

Gengahr – A Dream Outside

Oriundos de Londres, os britânicos Gengahr são Felix, Danny, John, e Hugh e causaram sensação no meio alternativo local quando em outubro último divulgaram Powder, por intermédio da Transgressive Records, uma canção que os posicionou, desde logo, no universo da indie pop de pendor mais psicadélico, com nomes tão importantes como os MGMT, Tame Impala ou os Unknown Mortal Orchestra a servirem como referências óbvias.

Alguns meses depois, os Gengahr desvendaram mais um belíssimo segredo intitulado She's A Witch, através da mesma Transgressive, uma peça musical magistral, assente numa pop futurista com o ritmo e cadência certas, conduzida por teclas inebriantes e arranjos sintetizados verdadeiramente genuínos e criativos, capazes de nos enredar numa teia de emoções que nos prende e desarma sem apelo nem agravo. A forma como o falsete da voz de Felix se entrelaçava com a melodia nessa canção, enquanto metais, bombos, cordas e teclas desfilavam orgulhosas e altivas, mais parecia uma parada de cor, festa e alegria, onde todos os intervenientes comungam mais o privilégio de estarem juntos, do que propriamente celebrarem um agregado de sons no formato canção. E esse é, em suma, o travo geral de A Dream Outside, um titulo feliz e apropriado para a estreia de um quarteto que escreve e canta sobre bruxas, fantasmas e criaturas marinhas que povoam o nosso imaginário na forma de criaturas horripilantes e desprezíveis, mas que retratadas pelos Gengahr quase que poderiam ser o nosso animal de estimação predilecto, numa ode ao fantástico particularmente colorida e deslumbrante.

A música dos Gengahr tem esse poder de nos descolar da realidade, oferecendo-nos, de modo sonhador, aventureiro e alucinogénico, um quadro sonoro de onze canções fluído, homogéneo e aparentemente ingénuo, que nos emerge num mundo fantástico e que, de certo modo, nos ajuda a resgatar algumas daquelas histórias que preencheram a nossa infância. À boleia de guitarras plenas de reverb, falsetes sedutores e uma percussão animada e luminosa, canções frenéticas como Embers ou Heroine, outras mais contemplativas como Bathed In Light e Dark Star e ainda outras com abordagens certeiras a um clima pop mais comercial, nos dois temas acima descritos, She's a Witch e Powder, A Dream Outside foi incubado com uma quase pueril simplicidade, a melhor receita para demonstrar uma formatação já adulta nestes Gengahr, assertivos no modo como reinventaram, reformularam ou simplesmente replicaram o que de melhor têm alguns projetos bem sucedidos na área sonora em que se inserem e que fazem da simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referências típicas do shoegaze e da psicadelia e carregadas de ácidos, o seu cavalo de batalha, recortando, picotando e colando o que de melhor existe no chamado electropsicadelismo. Espero que aprecies a sugestão...

Gengahr - A Dream Outside

01. Dizzy Ghosts
02. She’s A Witch
03. Heroine
04. Bathed In Light
05. Where I Lie
06. Dark Star
07. Embers
08. Powder
09. Fill My Gums With Blood
10. Loney As A Shark
11. Trampoline


autor stipe07 às 22:43
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