Domingo, 30 de Agosto de 2015

The Mowgli's - Kids in Love

Sedeado em Los Angeles, o coletivo norte americano The Mowgli's segue o trilho da herança deixada por nomes como os Byrds, os Beach Boys, ou os mais contemporâneos Grouplove e Edward Shape & The Magnetic Zeros, através de uma indie folk vibrante e luminosa. Formados em 2010 pelo cantor e compositor Colin Dieden, os The Mowgli's são um grupo extenso, formado atualmente por David Applebaum, Spencer Trent, Matt Di Panni, Josh Hogan, Andy Warren e Katie Earl, além de Dieden.

A banda estreou-se em 2012 nos discos com Sound the Drum, juntamente com o EP Love's Not Dead. Regressaram rapidamente aos lançamentos um ano depois com Waiting for the Dawn e agora, em 2015, estão de regresso com Kids in Love, o terceiro álbum, produzido por Captain Cuts e Matt Radosevich e que contém a típica vibração veraneante e iluminada de uma Califórnia cujo sol invulgar é capaz de inspirar, neste caso, um corpo de canções contagiante e com um elevado fulgor, naturalmente pop.

Logo no início do disco, a festiva You're Not In Love e o encorpado e grandioso single I'm Good colocam-nos de chinela no pé, no meio de um areal animado e cheio de gente bonita e bastante animada. O sunset está na moda, é simples imaginar o piano de Whatever Forever enterrado numa duna e estes The Mowgli's parecem inspirar-se nessa ideário para criar canções que possam servir para deixar uma turba imensa de adolescente em pleno êxtase, enquanto o sol desce no pscífico ou noutro oceano qalquer, descansado porque o amanhã não deixará de ser, na mesma latitude, igualmente lascivo, relaxado e contagiante.

Kids In Love é um catalizador energético sugerido por um coletivo que se conhece desde os tempos de escola e com um sentido de camaradagem contagiante. E isso reflete-se no modo harmonioso como estes músicos selecionam os efeitos da guitarra e os encadeiam com constantes variações percussivas e uma voz sempre nos píncaros da emoção, debitando frases simples, mas com uma certa profundidade, sobre os típicos problemas da adolescência e todas as dúvidas que a entrada na vida adulta sempre coloca nos dias de hoje. Mesmo quando em canções como Through The Dark, os The Mowgli's mostram-se um pouco mais fechados no seu casulo e instrumentalmente menos elétricos, não deixam de exalar um particular entusiasmo e uma energia salutar.

Disco alegre, colorido e intenso, Kids In Love merece referência por não ser, claramente, um disco com propósitos grandiosos, mas que consegue mostrar a união de um grupo de amigos que juntos fazem, com elevada bitola qualitativa, a musica que mais gostam e que os faz sentir verdadeiramente felizes. Não é esse um dos maiores propósitos da música? Espero que aprecies a sugestão...

Album cover: The Mowgli’s – Kids In Love

01. You’re Not Alone
02. I’m Good
03. Bad Dream
04. What’s Going On
05. Through The Dark
06. Whatever Forever
07. Make It Right
08. Love Me Anyway
09. Shake Me Up
10. Home To You
11. Kids In Love
12. Sunlight


autor stipe07 às 20:22
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Sábado, 22 de Agosto de 2015

Beirut - Gibraltar

Beirut - Gibraltar

Gravado em Nova Iorque, em pouco mais de um mês, durante um período do último inverno particularmente frio, No No No é o novo compêdio de canções dos Beirut de Zach Condon, ao qual se juntam Nick Petree, Paul Collins, Ben Lanz e Kyle Resnick, um trabalho que irá ver a luz do dia a onze de setembro através da etiqueta 4AD.

O primeiro tema divulgado de No No No foi o homónimo, uma canção evidencia a nova fase positiva da vida pessoal de Condon, que reencontrou novamente o amor e ultrapassou definitivamente o colapso físico e mental que o músico sofreu em 2013, na Austrália, devido aos seu processo de divórcio. Agora, algumas semanas depois, chegou a vez de nos deslumbrarmos com a pop clássica, charmosa e com uma pitada de tropicália de Gibraltar, um título feliz para uma canção que sabe ao nosso sol e irradia a típica luz mediterrânica. Para apresentar este novo trabalho, os Beirut vão estar em digressão pela América do Norte e pela Europa. Confere...


autor stipe07 às 21:20
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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2015

Paper Beat Scissors - Go On

Vocalista, compositor e instrumentista, Tim Crabtree é o lider dos Paper Beat Scissors, um projeto que chega de Halifax, no Canadá e que lançou no passado dia catorze um novo registo de originais intitulado Go On. Esse álbum foi editado através da Forward Music Group/Ferryhouse e sucede ao disco de estreia, um homónimo lançado em 2012, que foi dissecado por cá.

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Logo em Enough, o tema que abre o alinhamento de Go On, percebe-se a enorme sensibilidade e o intenso sentido melódico deste extraordinário músico e compositor. Detentor de um registo vocal também ímpar e capaz de reproduzir variados timbres e diferentes níveis de intensidade, Crabtree tem um dom que certamente já terá nascido consigo e que se define pela capacidade de emocionar com canções que carregam quase sempre uma indisfarçável emoção e uma saudável dose de melancolia, onde não falta, como se percebe em Lawless, uma dose de epicidade que faz todo o sentido quando o universo sonoro replicado procura replicar sentimentos fortes que exigem uma implacável e sedutora sensação de introspeção e melancolia mitológica.

As cordas e os sintetizadores, presentes neste disco com mais força, são os instrumentos que este músico canadiano utiliza para dar vida a poemas lindíssimos, através da inserção de diferentes texturas, orgânicas e sintéticas, muitas vezes em várias camadas de sons. When You Still é exímio no modo como nos oferece esse mosaico, num fundo dominado por uma bateria sintetizada hipnótica, que segura uma miríade de samples e sons, alguns deles particularmente rugosos, mas que não colocam em causa a estética delicada do projeto, graças também ao tal registo vocal doce e profundo.

Até ao final de Go On, se a folk etérea do tema homónimo é uma excelente rampa de lançamento para acedermos à dimensão superior onde os Paper Beat Scissors nos sentam, já o piano de Enfazed e a percurssão hipnótica e pulsante de Wouldn't fazem deste disco uma daquelas preciosidades que devemos guardar com carinho num cantinho especial do nosso coração.

Com um pé na folk e outro na pop e com a mente também a convergir para um certo experimentalismo, típico de quem não acredita em qualquer regra na busca pela perfeição, Tim Crabtree entregou-se à introspeção, sentiu necessidade de desabafar connosco e refletiu sobre si e o mundo moderno, não poupando na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, tornando-nos cúmplices das suas angústias e incertezas. Quase pedindo-nos conselhos, o autor deste disco único inicita à dança e à melancolia com texturas eletrónicas polvilhadas com um charme incomum e que nos embala e paralisa, em quase quarenta minutos de suster verdadeiramente a respiração.

Num disco equilibrado, que vai da introspeção à psicadelia mais extrovertida, Go On prima pela constante sobreposição de texturas, sopros e composições contemplativas, que criaram uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades. É um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual e que tem também como trunfo maior uma escrita maravilhosa. Quando o disco chega ao fim ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento perante a obra, da autoria de projeto que vive da visão poética em que as tesouras representam a agressão e o papel algo suave e delicado mas, no caso destes Paper Beat Scissors, a delicadeza e a candura vencem a agressividade e a rispidez, se as canções do grupo servirem de banda sonora durante o combate fraticida entre estes dois opostos. Espero que aprecies a sugestão...

1. Enough
2. Lawless
3. When You Still
4. Wouldn't
5. Enfazed
6. Onwards
7. Altona
8. A Reprieve
9. Bundled
10. Go On

 


autor stipe07 às 22:21
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2015

The Jungle Giants – Speakerzoid

Oriundos de Brisbane e formados por Sam Hales, Cesira Aitken, Andrew Dooris e Keelan Bijker, os The Jungle Giants já têm finalmente nos escaparates o sucessor de Learn To Exist, o trabalho de estreia do projeto, editado há dois anos e que sucedeu a um ep homnónimo editado no ano anterior. Speakerzoid é o novo álbum deste quarteto australiano, um trabalho que viu a luz do dia a sete de agosto e que irá certamente catapultar o grupo para o merecido estrelato.

O curioso nome deste disco dá o mote para o seu início e a resposta à questão pertinente sobre o signficado do vocábulo está na música que contém, sendo os acordes iniciais de Every Kind Of Way a resposta dada pelos The Jungle Giants à questão. Com um registo vocal de Sam Hales eminentemente declamativo, um baixo encorpado e pleno de groove, algumas teclas insinuantes, uma guitarra impregnada com aquele fuzz psicadélico hoje tanto em voga e alguns efeitos futuristas, esta canção é uma ode festiva e inebriante que nos submerge num disco que vale todos os minutos gastos na sua audição.

Na sequência, o indie rock rugoso mas festivo de Devil's Play e o clima folk divertido de Kooky Eyes e de Mexico, assim como a exuberância acústica de Creepy Cool e o blues da guitarra de Lemon Myrtle acentuam ainda mais o cariz infeccioso e contemporâneo de um disco que parece um verdadeiro motim de acordes, arranjos e samples vocais, que de Beck a Tame Impala, abraça uma quantidade ilimitada de texturas onde sintetizadores e guitarras contagiantes estouram alegria e sedução, como se fossem um par de amantes em permanente troca lasciva de olhares e argumentos.

Em Speakerzoid nem faltam abordagens a um espetro mais punk e musculado, não só porque o baixo está sempre presente na conduão melodica das canções, mas também porque assume, em alguns casos, um protagonismo singular. It Gets Better, uma canção futurista, repleta de samples curiosos e de efeitos e detalhes bastante criativos, ou Not Bad, não tendo, na essência, aquela toada sombria do punk rock, sobrevivem devido ao colchão grave em que se acomodam, tricotado por um baixo dinâmico e fascinante, que baliza e se entrelaça com as variações de ritmo da bateria com uma articulação e um charme incomuns.

Gravado durante o ano de 2014 e produzido por Magoo, Speakerzoid é, pois, um inventido e luxuriante compêndio de canções que entre o indie rock, o hip hop e a pop psicadélica, nos oferece uma sonoridade geral heterógenea e uma groove viajante com uma estética mais próxima de uma certa pop negra avançada, fazendo-o com uma vibração excitante, numa revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto por alguns gigantes que se têm entregue ao flutuar sonoro da lisergia e de cuja listagem os The Jungle Giants também querem fazer parte.

Em suma, cheio de espaço, com texturas e fôlegos diferentes e onde é transversal uma sensação de experimentação caseira, Speakerzoid clarifica as novas coordenadas que se apoderaram do departamente de inspiração deste quarteto, sendo o resultado da ambição do mesmo em se rodear com uma aúrea resplandescente e inventiva e de mostrar uns The Jungle Giants cada vez mais heterogéneos e abrangentes. Espero que aprecies a sugestão...

The Jungle Giants - Speakerzoid

01. Every Kind Of Way
02. Devil’s Play
03. Kooky Eyes
04. Lemon Myrtle
05. What Do You Think
06. Mexico
07. Creepy Cool
08. Not Bad
09. It Gets Better
10. Together We Can Work Together
11. Tambourine
12. Work It Out (Bonus Track)


autor stipe07 às 21:24
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015

Admiral Fallow – Tiny Rewards

Depois de Boots Met My Face e Tree Bursts In Snow, os escoceses Admiral Fallow de Louis Abbott estão de regresso aos lançamentos discograficos com Tiny Rewards, um trabalho que viu a luz do dia a vinte e cinco de maio e mais uma impressão firme da sonoridade de uma banda que sempre procurou ser eloquente e grandiosa no modo como procuram abordar temas tão díspares como a religião, a guerra e o papel dos jovens nos dias de hoje, com uma linguagem sonora que até já foi influenciada por sonoridades mais cruas e até próximas do punk, mas que hoje é subsiste à sombra de uma folk pop encharcada com melancolia e romance.

Em Tiny Rewards, Abbott procurou um som mais imediato e acessível do que os trabalhos antecessores, menos intrincado, mas igualmente profundo, sedutor e comunicativo. Logo na impulsiva Easy As Breathing percebe-se este ambiente intimista e poético, com Evangeline, um tema épico e profundo, escrito para um projeto que resulta de uma colaboração da banda com o Glasgow Film Festival em 2014, a cimentar o ambiente geral de um disco que instrumentalmente olha para as cordas com amor e até alguma sofreguidão, mas que também pede às teclas e à bateria para darem o melhor de si na criação de um ambiente sedutor e envolvente.

Cheio de momentos elegantes, bonitos e que merecem dedicada audição, o novo tomo sonoro destes escoceses,  tem vários instantes que impressionam e cativam. A progressão simples inicial dos acordes de Building As Foreign, os curiosos efeitos percussivos e depois, em opsição, alguns arranjos deslumbrantes no final, praticularmente ricos, numa das canções mais pessoais de Tiny Rewards, são um excelente tónico para quem quiser realmente deixar-se envolver pela riqueza estilística destes Admiral Fallow. Já a batida, o efeito dominante e, principalmente, a melodia doce e aditiva de Holding The Strings, assim como o dueto com a voz feminina que acompanha Abbott, fazem desta canção um dos instantes indie obrigatórios do ano, uma composição marcante, que pisca o olho a alguns dos momentos altos dos The National, por exemplo e que residindo num universo algo sombrio e entalhado numa forte teia emocional amargurada, amplia e demonstra a capacidade eclética de Abbott para compôr, em simultâneo, temas com um elevado teor introspetivo e verdadeiros hinos de estádio.

Álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade, mas sobretudo um exercício de audição individual das canções, Tiny Rewards firma uma posição forte dos Admiral Fallow na classe das bandas que atingiram uma posição de relevo no universo sonoro em que se inserem, apostando em canções extremamente simples e que prezam pelo minimalismo da combinação de apenas quatro instrumentos e de outras que soam mais ricas e trabalhadas. Um aparente conservadorismo plasmado na opção pela continuidade que teria como perigo uma possível queda na redudância convencional ou na repetição aborrecida não foi opção para o terceiro disco do projeto e perceber com clareza não tanto aquilo que une, mas sim os pontos de ruptura e de diferenciação entre este disco e os dois antecessores tem sido para mim um exercício claramente satisfatório. Espero que aprecies a sugestão...

Admiral Fallow - Tiny Rewards

01. Easy As Breathing

02. Evangeline
03. Happened In The Fall
04. Good Luck
05. Holding The Strings
06. Sunday
07. Building As Foreign
08. Salt
09. Some Kind Of Life
10. Liquor And Milk
11. Carousel
12. Seeds


autor stipe07 às 20:55
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015

Country Playground - Turdus Merula

Editado no passado dia vinte de julho pela Preguiça Magazine, Turdus Merula é o trabalho de estreia da dupla Country Playground, um projeto com raízes em Leiria e formado por Rodrigo Cavalheiro, baterista e vocalista dos Born a Lion e Fernando Silva, ex-guitarrista dos leirienses e extintos Canker Bit Jesus, dois inspirados músicos que de Neil Young a Buffallo Springfield e passando por Townes Van Zandt, Johnny Cash, Rolling Stones ou os Eagles, procuram recriar a textura sonora pura e crua do fim dos anos sessenta, início dos setenta, dando um cunho pessoal mais eléctrico e forte, de modo a replicar aquilo que eles próprios batizaram de electric farmer rock.

Liricamente bastante sentimental e debruçando-se sobre temas tão comuns e nossos, como a dor, o amor, a amizade, a perda e a procura e o reencontro, Turdus Merula contém sete canções que retrata muitas experiências pessoais dos autores e que trazem na bagagem uma carga emocional forte.

Gravado no verão de 2014, este disco começou por ser uma edição de autor digital, mas a Preguiça Magazine aceitou, felizmente, dar-lhe uma edição física, num trabalho onde o rock e a country dançam entre si com particular deleite e assombro de modo a replicar uma sonoridade crua, rude e pura, sem artifícios, mas também com um curioso travo pop, nomeadamente na luminosidade melódica. É, no fundo, um indie rock, animado e dançável, com algum fuzz nas guitarras que debitam distorções vintage, feito com entrega e devoção e de onde se destacam Song for Neil, uma homenagem desinteressada e sentida a Neil Young, uma influência muito grande para a dupla, o blues rugoso, atormentado e sombrio da guitarra de Grandpa's Grave e o festim inebriante da luminosidade que orienta a melodia de My Last Love Song. Seja como for, todas as sete canções são explosivas e há uma tensão poética sempre latente, sendo certamente propositada a busca do espontâneo e do gozo, se é que é possível falar-se em estética na música. Pelo menos a mim custa-me... Confere a entrevista que adupla concedeu  a este blogue e espero que aprecies a sugestão...

Grandpa's Grave

Sand Woman

My Last Love Song

Seas Of Blood

Song For Neil

Down To Mexico

Golden Field

Os Country Playground acabam de abrir as hostilidades com Turdus Merula, sete canções gravadas há cerca de um ano e que pelos vistos estavam na gaveta, à espera que alguém as editasse fisicamente, já que havia sempre a possibilidade de edição em formato digital, em nome próprio. Antes de conversarmos um pouco sobre o trabalho, vamos apontar agulhas para a dupla. Os Country Playground surgiram por geração espontânea, foi uma ideia luminosa de dois amigos após uma noite de copos, por exemplo, ou foi fruto de um período de gestação bastante ponderado? Como surgiu a possibilidade de fazerem música juntos?

Os Country Playground começaram como um projeto do Rodrigo por volta de 2008. O Rodrigo tinha escrito umas músicas com a mulher e pretendia apresentá-las num formato simples e intimista, apenas acompanhado por uma guitarra acústica. Após alguns concertos, o Rodrigo começou a desmotivar-se porque muitas vezes não conseguia transmitir o registo intimista das canções. Também não se sentia muito confortável com a guitarra, que não é o seu instrumento “natural”. Por estes motivos, resolveu arrumar o projeto até que em 2014 foi convidado para dar um concerto. Nessa altura ele quis mudar um pouco as coisas, alterar a sonoridade para algo mais cru e sujo e mais próximo do rock. Foi aí que ele se lembrou de me ligar para saber se eu estaria interessado em experimentar tocar com ele – eu passava a assumir a guitarra eléctrica e algumas vozes, e o Rodrigo a bateria e a voz principal. Já nos conhecíamos há muito tempo, mas nunca tínhamos tocado juntos. Felizmente entendemo-nos às mil maravilhas e aí surgiram os Country Playground como os conheces hoje.

E Country Playground porquê? Por acharem que a aparente ligeireza e lisergia da vossa sonoridade rock de influência country tem algo de natural e rural, digamos assim, e que vocês chamam de electric farmer rock, ou é um nome completamente desfasado da componente sonora do projeto?

Este nome descreve muito bem o que nós fazemos, mas por acaso até surgiu de uma brincadeira. No Festival Sudoeste 2001, o Rodrigo lembrou-se de criar uma brincadeira para animar a malta nas horas vagas. Era uma espécie de tábua de equilíbrio, mas em vez de uma tábua, era um tronco que se movia em cima de outros dois troncos. Basicamente, a diversão consistia em subir para o tronco de cima e fazê-lo rodar para frente e para trás, sem cair – e passar horas nisto. Foram muitos bate-cu e risada à conta disso: havia gente que acordava cedo para ir praticar, outros que até chegaram atrasados a concertos por causa da brincadeira. O Rodrigo batizou este passatempo de Country Playground, mas ficou com o nome sempre na cabeça sabendo que se poderia adequar a um projeto futuro.

Olhando então agora para Turdus Merula… Bateram a muitas portas antes de verem o disco editado? E foi fácil convencer a Preguiça Magazine?

Para ser sincero, não batemos a muitas portas. Falámos com as editoras de Leiria, que são de pessoal que nós conhecemos e com quem nos damos bem, mas por diferentes motivos não foi possível editarem. Nós estávamos até mais virados para fazer uma edição digital, porque o formato que realmente queríamos (vinil) era extremamente dispendioso e arriscado. Quando nos preparávamos para editar em formato digital fomos ter com a Preguiça Magazine para nos ajudarem com a promoção do trabalho. A Preguiça Magazine tem bastante expressão a nível local, é seguida por muita gente e permitiria divulgar o lançamento do trabalho. Quando reunimos com a Paula Lagoa da Preguiça Magazine fomos surpreendidos pela vontade deles em editarem o nosso trabalho. Ficámos muito contentes, porque seria a primeira edição de música da Preguiça e porque eles acreditaram cegamente em nós desde o primeiro momento (nem quiseram ouvir o disco!!!). É claro que eu penso que as imperiais que bebemos durante a nossa conversa podem ter influenciado um pouco os desenvolvimentos, mas gosto de acreditar que não.

Como deverão compreender, é natural escutar-se este fantástico trabalho e sermos transportados para um indie rock que pisca bastante o olho a sonoridades que foram surgindo no outro lado do atlântico no início da segunda metade do século passado, com um certo cariz lo fi, mas também com um curioso travo pop, nomeadamente na luminosidade melódica. Sendo assim, acho que um dos vossos maiores atributos foi ter sabido pegar em possíveis influências que admiram e dar-lhes um cunho muito próprio, uma marca vossa e distinta. Como descrevem, em traços muito gerais, o conteúdo sonoro de Turdus Merula?

O Turdus Merula é um disco rock, de forte influência country, com uma sonoridade crua, rude e pura – sem artifícios. Procurámos captar o som mais próximo possível do que fazemos ao vivo. Eu e o Rodrigo gostamos bastante de Neil Young, Buffallo Springfield, Townes Van Zandt, Johnny Cash, Rolling Stones, Eagles... e procurámos um pouco recriar a textura sonora pura e crua do fim dos anos 60, início dos 70. É claro que lhe demos o nosso cunho pessoal, mais eléctrico e forte. De qualquer das formas, em termos líricos, é um disco bastante sentimental. Fala de dor, amor, amizade, perda, procura e reencontro. Retrata muitas experiências pessoais e tem uma carga emocional forte. No fim, ficámos bastante satisfeitos com o resultado final, uma vez que tanto as canções como a própria sonoridade do álbum ficaram muito próximas do que idealizámos no início do processo de gravação.

Este indie rock, animado e dançável, com algum fuzz nas guitarras que debitam distorções vintage e com um baixo encorpado, é mesmo o género de música que mais apreciam?

Nós não temos baixo – nem no disco, nem ao vivo. De qualquer forma o nosso som de guitarra, além de sujo é algo grave para compensar a ausência desse instrumento. Sim, nós gostamos muito deste tipo de música, é talvez o tipo de som que ouvimos mais atualmente. Mas também temos outros gostos. Penso que além do universo country-rock, também gostamos do rock puro – sem qualquer tipo de restrições. Eu até gosto de algumas coisas que roçam o metal e o industrial. Basicamente, nós gostamos de música... de preferência que seja boa e feita por pessoas com coração e entrega.

Quais são as vossas expectativas para Turdus Merula? Querem que este trabalho vos leve até onde?

Até este momento estamos bastante contentes com que está a acontecer. O álbum está a ser bem aceite por muita da comunicação social. Para nossa surpresa está a passar em bastantes rádios locais por todo o país e o feedback que tenho recebido quando falo com pessoal da imprensa é bastante positivo. Nós já tínhamos um pouco esse feedback cá na nossa zona, mas é mais surpreendente quando o recebes de pessoas que não conheces e que ainda nem te viram ao vivo – só ouviram o disco. Esperamos que este disco nos permita tocar o máximo pelo país fora. Isso é o que eu e o Rodrigo mais gostamos de fazer. Ter a oportunidade de mostrar como são os Country Playground ao vivo e provocar reações (esperamos que positivas) a quem nos vá ver e ouvir. Também esperamos que este disco seja o primeiro de muitos... já temos material pronto para um segundo. Mas cada coisa a seu tempo.

Penso que a vossa sonoridade poderia ser bem-sucedida nos países que abrem os braços ao chamado indie rock mais clássico. Os Country Playground estão, de algum modo, a pensar numa internacionalização, ou é apenas Portugal importante para o futuro da vossa carreira?

Nós gostamos de pensar na possibilidade da internacionalização dos Country Playground. Penso que até podíamos ter uma certa facilidade em termos logísticos, uma vez que somos só dois e estamos muito orientados e focados no que estamos a fazer. No entanto, somos realistas e temos a noção que ainda nos falta percorrer muito caminho para pensarmos nisso. Agora estamos mesmo interessados em dar a conhecer a banda por todos os cantos de Portugal. Ainda não demos nenhum concerto fora da zona de Leiria e estamos mesmo expectantes para ver as reações fora de “casa”. Acho que ainda temos que provar o que valemos a muita gente por cá.

Acho curioso o artwork do disco e muito bem conseguido, com a cover a cargo de Ana Sousa. O nome do disco refere-se è espécie da ave e, independentemente da resposta a essa questão, há alguma relação entre o conteúdo das canções e o conceito do projeto com o artwork?

O melro preto é um animal lindo e imponente que nos remete para uma certa ideia de liberdade. Também está muito ligado ao imaginário country, muito ligado aos animais e à natureza de uma forma em geral. Quando começámos a gravar o Turdus Merula quisemos ter uma ideia unificadora que nos permitisse ao gravar os diferentes temas, manter um certo rumo. Resolvemos que sempre que estivéssemos a gravar a parte instrumental, estaríamos a imaginar a figura de um melro. Isto é quase uma ideia metafísica, mas penso que resultou. Quando chegámos à altura de escolher um nome para o disco, percebemos que o nome estava escolhido desde o início. Também somos da opinião que a capa do disco resultou muito bem. A Ana fez um excelente trabalho, a única coisa que lhe pedimos foi que a capa tivesse um melro e um ar algo vintage, que remetesse para a ideia de um vinil dos anos setenta. Acho que ela conseguiu captar a ideia muito bem e surpreendeu-nos com um artwork excelente que nos encheu as medidas.

Adorei Down To Mexico; E a banda, tem um tema preferido em Turdus Merula?

Nós gostamos de todos, mas temos um gosto particular pela Song for Neil. Esta canção foi escrita desde o primeiro momento para um artista e pessoa que ambos admiramos – o Neil Young. Ele é uma influência muito grande para nós e também nos surgiu na vida em momentos em que ambos precisámos de ultrapassar certas dificuldades. Quisemos prestar-lhe homenagem, de forma completamente desinteressada com esta música. A mim é das que mais gozo me dá tocar. Mas ainda estamos numa fase muito inicial do nosso caminho, todos os temas nos soam bem e apetece-nos sempre tocar todos.

Não sou um purista e acho que há imensos projectos nacionais que se valorizam imenso por se expressarem também em inglês. Há alguma razão especial para cantarem apenas em inglês e a opção será para se manter?

Penso que com a nossa sonoridade, não se justifica cantar noutra língua que não o inglês. Nós não temos nada contra o português, bem pelo contrário. Na minha banda anterior tínhamos vários temas em português. O Rodrigo tem pelo menos mais dois projetos em que canta em português. Acho que as músicas devem servir-se sempre do que as faça soar melhor. Nos Country Playground acho que o português nunca ía colar de forma natural, seria sempre forçado, por isso essa é uma ideia que nem colocamos em causa.

Imagino que entretanto já tenham temas novos compostos. Será preciso esperar mais quanto tempo para saborear um novo trabalho dos Country Playground?

Sim, já temos praticamente o segundo disco escrito. Desde a gravação à edição do Turdus Merula passou quase um ano e eu e o Rodrigo temos uma facilidade muito grande em escrevermos juntos. Às vezes até no sound-check de um concerto surge uma nova música. Nos nossos concertos já apresentamos algumas dessas músicas novas. De qualquer forma, agora temos de saborear e aproveitar o que o Turdus Merula nos trouxer e assim que chegar a hora, gravamos o próximo.

Como vai decorrer a promoção de Turdus Merdula? Já sei que tocaram recentemente em Leiria e na Marinha Grande, mas onde poderemos ver os Country Playground a tocar num futuro próximo?

Nesta fase ainda estamos a fazer a promoção do disco ao nível da imprensa escrita e da rádio. Em relação aos concertos, como calculas, lançámos o disco numa época em que não é muito habitual fazê-lo, está tudo muito virado para os festivais e para as bandas que nos visitam. De qualquer forma, acho que isso também pode ter jogado a nosso favor, porque chegámos a algumas rádios que não esperávamos. Se calhar em Setembro os lançamentos são tantos que passávamos despercebidos. Também não foi a melhor altura para apanhar o comboio dos concertos de Verão, pelo que estamos a tentar alinhar tudo para arrancar para a estrada no final de Setembro. Já temos alguns showcases marcados em Fnacs, mas ainda não consigo adiantar as datas da tour de promoção do Turdus Merula. De qualquer forma, convido toda a gente a ir seguindo o nosso facebook para saberem as datas e novidades assim que as anunciarmos.


autor stipe07 às 21:55
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Terça-feira, 4 de Agosto de 2015

A Nero - Hysterical Fiction

Foi no inverno de 2011 que os músicos e compositores Annie Nero e Josh Kaufman deram as mãos e embarcaram numa viagem até Parsonsfield, no Maine, com o firme propósito de gravarem música no reuptado estúdio local Great North Sound Society, tendo levado consigo Brian Kantor, Jim Smith, Nate Martinez e Kara Smith, antigos e habituais colaboradores da dupla noutros projetos. Nasceram assim os A Nero, um grupo sedeado em Brooklyn, Nova Iorque e que editou a trinta de maio Hysterical Fiction, um disco que incubou durante cinco dias nesse estúdio, mas que nos últimos três anos foi sendo constantemente aperfeiçoado, graças a intensivas sessões de produção e gravação, com algumas das canções a serem já versões alteradas e aperfeiçoadas das demos iniciais.

Longos invernos, curtos verões e o lado mais espiritual do amor são, de certo modo, as três grandes ideias que gravitam, de acordo com os A Nero, em redor de Hysterical Fiction, com a belíssima voz de Annie a ser o complemento perfeito de um clima melódico fortemente etéreo e que resulta do cruzamento entre a leveza onírica da dream pop e um indie rock que procura dar as mãos à eletrónica, num resultado que nos transporta para um universo muito próprio dos A Nero, sustentado por um verdadeiro manancial de melodias lindíssimas.

O fuzz da guitarra e o sintetizador de Sleeptalker e a luminosidade muito própria das teclas, do baixo e da percussão de Gold Canopy, por um lado, e as cordas acústicas que sustentam o universo folk de Watch Over Us são duas faces de uma mesma moeda que procura abarcar diferentes espetros sonoros, possibilitados não só pela presença de alguns detalhes feitos com teclas, mas também com diversos metais, sempre conduzidos por guitarras que não se deixam enlear por regras e imposições herméticas. Bom exemplo disso é também Paper Man, uma canção com uma cândura muito própria e cheia de detalhes preciosos, dos quais se destaca o baixo, talvez o exemplo mais feliz do álbum que retrata o universo particularmente melódico, sensível e confessional destes A Nero. Já Out Of My Mind ou The Coin Coss estão imbuídas de um forte caráter intimista, mas que não absorve o cariz expansivo da música dos A Nero, sempre assertiva no modo como encarna diferentes personagens e navega em variados campos de exploração sonora, com a imprevisibilidade a ter, em Hysterical Fiction, um elevado valor artístico.

Logo na estreia os A Nero respiram por todos os poros uma enorme vitalidade, com melodias que fazem levitar quem se deixar envolver pelo assomo de elegância contida e pela sapiência melódica do seu conteúdo. Ouvir este disco é uma experiência diferente e revigorante e a oportunidade de contatar com um conjunto de canções que transbordam uma aúrea algo mística e espiritual, reproduzidas por um grupo que sabe como o fazer de forma direta, pura e bastante original. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 22:16
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Domingo, 2 de Agosto de 2015

Summer Fiction – Himalaya

Depois de um homónimo lançado em 2011, o nova iorquino Bill Ricchini, aka Summer Fiction, está de regresso aos discos com Himalaya, um compêndio de dez canções e três temas bónus, disponíveis para audição no bandcamp do projeto e que foram misturadas por Geoff Sanoff e masterizadas por Joe Lamber.

Bill Ricchini é um confesso admirador da herança deixada pelos Beach Boys e audaz não só no modo como emula os seus ídolos, mas também como os elogia, logo na exuberância das cordas de On And On ou no tamborim de Lauren Lorraine, mas também na acústica folk de By My Side, no lindíssimo piano que orienta Manchester e no orgão celestial de Cathedral.

Mas, na verdade, mais importante do que fazer apenas um exercício lato e comparativo com referências óbvias, importa abordar a génese criativa deste músico norte americano que domina o modus operandi capaz de nos oferecer uma súmula interessante e bem idealizada de todo o conteúdo que sustentou a pop nos últimos trinta anos. E fá-lo atráves de canções bem estruturadas, comandadas pela guitarra mas devidamente adocicadas com arranjos bem conseguidos e que não dispensam a vertente orgânica conferida não só pelas cordas mas também pela percussão, tudo envolto com uma pulsão rítmica que parece caraterizar a personalidade deste projeto, que criou neste álbum um alinhamento consistente e carregado de referências assertivas.

Em Himalaya o esplendor das cordas é transversal e recorrente, mas tanto pode ocorrer de modo eletrificado, mas também acústico. O andamento luminoso adornado por efeitos empolgantes em Perfume Paper ou o dedilhar caliente da viola que conduz Genevieve comprovam-no e, na mesma medida, contribuem de modo notável para a criação do habitual ambiente emotivo e honesto que carateriza a música e os discos deste cantautor que possui um espírito nostálgico e sentimental apurado e que carateriza igualmente a sua escrita e composição.

Himalaya é uma prova bastante audível de uma notável fusão entre um intenso recorte clássico e uma paleta colorida, leve, fresca e tranquila de paisagens sonoras, que não só encontram a sua riqueza no registo vocal, mas também nas janelas instrumentais e líricas que se abrem ao ouvinte que se predispõe a saborear com o preguiçoso deleite o sumo que canções como a já citada Manchester ou o tema homónimo claramente exigem. Mas não posso também deixar de destacar a delicadeza da já referida By My Side e o charme único de Dirty Blonde, além dos arranjos envolventes e sofisticados e da sensibilidade melódica muito aprazível das cordas e da percurssão de Religions Of Mine, num disco que será, certamente, justamente considerado como um marco fundamental na carreira de um compositor pop de topo, capaz de soar leve e arejado. Espero que aprecies a sugestão...

Summer Fiction - Himalaya

01. On And On
02. Dirty Blonde
03. Perfume Paper
04. Himalaya
05. Lauren Lorraine
06. Genevieve
07. Religion Of Mine
08. Manchester
09. By My Side
10. Cathedral
11. Perfume Paper Demo (Bonus)
12. Dirty Blonde Demo (Bonus)
13. Lauren Lorraine Instrumental (Bonus)


autor stipe07 às 21:13
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2015

The Mowgli’s – Summertime

The Mowgli's - Summertime

Sedeado em Los Angeles, o coletivo norte americano The Mowgli's segue o trilho da herança deixada por nomes como os Byrds, os Beach Boys, ou os mais contemporâneos Grouplove e Edward Shape & The Magnetic Zeros, através de uma indie folk vibrante e luminosa. Formados em 2010 pelo cantor e compositor Colin Dieden, os The Mowgli's são um grupo extenso, formado atualmente por David Applebaum, Spencer Trent, Matt Di Panni, Josh Hogan, Andy Warren e Katie Earl, além de Dieden.

A banda estreou-se em 2012 nos discos com Sound the Drum, juntamente com o EP Love's Not Dead. Regressaram rapidamente aos lançamentos um ano depois com Waiting for the Dawn e agora, em 2015, estão de regresso com Kids in Love, o terceiro álbum produzido por Captain Cuts e Matt Radosevich, sendo a aditiva e vibrante Summertime, a primeira canção divulgada do disco. Confere...


autor stipe07 às 17:06
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2015

Kurt Vile – Pretty Pimpin

Kurt Vile - Pretty Pimpin

Depois de ter lançado Smoke Ring For My Halo, no início de 2011 e Wakin On A Pretty Daze dois anos depois, Kurt Vile está de regresso com b’lieve i’m goin down…, álbum que vai ver a luz do dia a vinte e cinco de setembro por intermédio da Matador Records e já o sexto da carreira deste músico que descende da melhor escola indie rock norte americana, quer através da forma como canta, quer nos trilhos sónicos da guitarra elétrica.

b’lieve i’m goin down… será, de acordo com a editora, um disco que irá mostrar um Kurt Vile introspetivo, mas também auto-confiante e Pretty Pimpin, o primeiro single divulgado desse trabalho, parece querer realçar, principalmente, o segundo aspeto referido, já que a canção mostra um Vile embarcado numa viagem lisérgica, patente na instrumentação e numa letra que rompe com as propostas mais intimistas de discos antecessores, apresentando-o menos tímido e mais grandioso.

Kurt Vile estará em Lisboa a vinte e quatro de novembro, onde irá apresentar em nome próprio o novo álbum. A atuação está marcada para o Armazém F e a primeira parte está a cargo de Waxahatchee. Confere...


autor stipe07 às 18:32
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