Os Mister And Mississippi são uma banda de indie folk experimental, natural da cidade holandesa de Utrecht, formada por Maxime Barlag, Samgar Jacobs, Danny van Tiggele e Tom Broshuis. Mister And Mississippi é o disco homónimo de estreia, editado pela V2 Records, no passado dia vinte e oito de janeiro.
Os Mister And Mississippi confessam que nomes como Fleet Foxes, Monsters of Folk, Sigur Ros, Bon Iver, Angus and Julia Stone, Crosby, Stills & Nash, Other Lives, Patrick Watson, são as suas principais influências. Os onze temas de Mister And Mississippi obedecem à sonoridade indie pop, com a intimidade habitual da folk norte americana entrelaçada com a sonoridade etérea, nostálgica e, ao mesmo tempo luminosa e contemplativa que este género musical geralmente transmite, quando é proposta por grupos europeus.
De Follow The Sun a Circulate somos invadidos por cordas dedilhadas sem pressa, pequenas distorções, quase sempre com uma textura suave e, por alguns detalhes sonoros inusitados. Six Feet Under começa com um som muito orgânico que deixa mesmo a sensação que o tema está a sair das profundezas e a belíssima voz que canta em Northern Sky, assim como o reverb da guitarra em eco e o bombo final, leva-nos até mundos mais a norte.
Além dos soberbos arranjos orquestrais, uma das virtudes deste disco é mesmo a voz em falsete com um timbre que parece pairar por entre as canções e que, no caso de Circulate, o meu tema preferido do disco, faz a canção levitar em simultâneo com o aumento progressivo da melodia da guitarra, criando uma espécie de catarse sónica.
Este disco é para ser ouvido sem pressas e tem uma beleza e uma complexidade que merecem ser apreciadas com alguma devoção e fazem-nos sentir vontade de carregar novamente no play e voltar ao inicio. Espero que aprecies a sugestão...
01. Follow The Sun
02. Nemo Nobody
03. Calm
04. See Me
05. Same Room, Different House
06. Running
07. Bon Vivant
08. Six Feet Under
09. Coloured In White
10. Northern Sky
11. Circulate
Se os sons da cidade já estão abafados pelo ambiente aconchegante do teu lar e a mesma já está suficientemente tranquila, então está montado o cenário ideal para ouvires Owls, o disco de estreia dos Luik, um projeto liderado pelo músico holandês Lucas Dikker e que no passado dia treze de janeiro foi apresentado ao mundo através da Snowstar Records.

Owls é uma espécie de tartaruga que caminha num tapete de folk acústica, num universo indie onde os novos projetos abundam e comportam-se como lebres, apressadas em obter protagonismo. Por isso, é um álbum que deve ser ouvido, como sugeri, num ambiente de profunda tranquilidade, até porque tem uma sonoridade muito chillwave e lo fi. Não há aqui guitarras distorcidas ou uma eletrónica fumegante, apenas canções indulgentes e conduzidas por guitarras delicadamente dedilhadas e que acompanham uma voz que muitas vezes sussurra e nos desarma.
01. All Of My World
02. Brown Feathers
03. We’re Both Exterminated
04. Owls
05. A Fool
06. The Windows
07. Spleen
08. These Men May Grow
09. By And By
Johnny Van Kappers era um futebolista holandês com uma carreira bastante interessante na década de setenta. Em 1978 transferiu-se do HFC Haarlem para o AS Saint-Etienne e apaixonou-se por uma apoiante do clube. Casaram e dessa união nasceu Melody Van Kappers, no ano de 1990 em Haarlem, uma criança cujo principal passatempo era brincar com instrumentos. No entanto, antes desse amor, o futebolista teve um outro affaire com uma francesa que deu frutos; Anton Louis Jr nasceu em Saint Etienne, em 1979 e foi abençoado com uma vox extraordinária que foi precocemente aproveitada. Cresceu no meio da natureza, a ouvir música folk pela qual a mãe era apaixonada e assim, também impulsionado pelo avô que adorava música, tornou-se músico, cantor e vegetariano. No início deste século Melody e Anton conhecem-se finalmente, numa festa de família em Haarlem, impulsionada pela esposa de Johnny e mãe de Melody, que sabia do affaire anterior do marido e achava que a restante família deveria conhecer Anton. A empatia entre os dois irmãos é imediata e um ano depois, no funeral do pai de ambos, decidem formar uma banda e dar-lhe o nome de The Narcoleptic Dancers, em homenagem ao pai, que tinha essa alcunha dos tempos de futebolista, por causa do seu penteado e do drible peculiar. Depois de a vinte e oito de junho de 2010 terem lançado o EP Not Evident, no passado dia 26 de setembro lançaram o disco de estreia, este Never Sleep que tenho andado a ouvir.

Never Sleep é um disco com peças sonoras doces e suaves e assentes numa pop mais direta. As canções têm a delicadeza e a suavidade do algodão, melodias subtis, relaxadas e encantadoras. A voz de Melody é luminosa e arejada e acompanha na perfeição as composições e a experimentação musical de Anton. O primeiro single retirado do álbum, Rastakraut, é uma canção muito alegre e que comprova na perfeição esta harmonia entre os dois irmãos.
E ao longo do disco encontramos as mais diversas referências, desde Pizzicato Five aos B-52, passando pelos admiráveis Saint Etiénne e por Feist, uma influência evidente em Moon Thrill e na própria Rastakraut, por exemplo. As minimalistas Again and Again e Little Clown também são grandes momentos, inteligentes e viciantes. E não falta até uma pequena amostra de surf rock em Cowboy Dust.
As letras são bem trabalhadas e o produto final é uma fatia sucinta de pop harmoniosa e particularmente agradável e eficaz. Os The Narcoleptic Dancers demonstram não ter receio de cantar e compôr com o coração, para expôr sentimentos com sinceridade, encanto e doçura. Espero que aprecies a sugestão...
01. Not Evident
02. Rastakraut
03. Sweet And Soft
04. Dusty Cowboy
05. Moon Thrill
06. Life Goes On
07. Unique Tree
08. Again And Again
09 Bakerloo
10. Little Clown
11. Unique Tree (Demo)
12. Rastakraut (Demo)
13. In The Dark (Bonus Track)
as minhas bandas
The Good The Bad And The Queen
My Town
eu...
Outros Planetas...
Isto interessa-me...
Todos Diferentes Todos Especiais
Rádio
Na Escola
Free MP3 Downloads
Cinema
Editoras