Domingo, 31 de Agosto de 2014

Suno Deko - Throw Color EP

Suno-Deko

Lançado no passado dia vinte e dois de julho através da conceituada Stratosfear, Throw Color é o novo EP de Suno Deko, aka David Courtright, um músico de Atlanta, na Georgia, que aposta numa pop experimental.

Com este EP, Courtright oferece-nos uma perspetiva bastante criativa e única de como o indie rock actual pode abarcar várias influências e diferentes estilos, desde que a conjugação entre as cordas e a percussão com os sintetizadores abriu uma verdadeira caixa de pandora.

Jovial, hiperativo e barulhento na dose certa, Throw Color tem uma toada lo fi, crua e pujante. Está cheio de quebras e mudanças de ritmos, com uma certa e, quanto a mim, feliz dose de improviso, em quatro canções com uma energia ímpar que debita ao longo de seus mais de quinze minutos de duração, sons que se atropelam durante o percurso e que sustentam temas cheios de personalidade, alegria e cor.

Será certamente compensador experimentar sucessivas audições para destrinçar os detalhes precisos e a produção impecável e intrincada que distingue os vários e que, por acréscimo, sustenta o conteúdo de Throw Color. Mas o jogo que se estabelece entre as cordas e a bateria em Bluets, uma canção sóbria, calma, limpa e tranquila, é o meu tema preferido do EP, um viciante momento de pop melosa e introspetiva. No entanto, Deliver também tem algo de especial e fortemente emotivo, proporcionado por uma melodia sintetizada fortemente nostálgica e uma letra bastante emotiva, capaz de despedaçar qualquer coração menos habituado e disponível a deixar-se confundir por sentimentos particularmente profundos (I would tear the stars down for your love).

Throw Color foi idealizado e composto com base na emoção e na intuição de um artista que sabe que territórios deve pisar e esta liberdade é algo que nem todos conseguem com semelhante qualidade. Masterizado por Warren Hildebrand dos Foxes In Fiction, provoca um forte impacto lisérgico em quem se predispõe a ouvir atentamente o seu conteúdo e destaca-se pelo manancial de de detalhes e nuances instrumentais, excelentes para explorar e descobrir uma perspetiva diferente e peculiar do que pode ser proposto no cenário indie atual, enquanto se flutua num universo de composições etéreas e sentimentalmente atrativas. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 22:50
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014

Kishi Bashi – Lighght

 

Lançado no passado dia treze de maio, Lighght é o novo disco de Kishi Bashi, um multi-intrumentista de Athens, na Georgia e colaborador de nomes tão conhecidos como Regina Spektor e os Of Montreal e que se aventurou a solo em 2012 pela mão da Joyful Noise, com 151a, disco que era um enorme e generoso festim de alegria e descomprometimento, tal como acontece com este sucessor que viu a luz do dia por intermédio da mesma etiqueta.

Kaoru Ishibashi é o verdadeiro nome de um artista de ascendência japonesa, que começou a chamar a atenção em 2011, com apresentações surpreendentes, onde cantava e tocava violino e acrescentava uma caixa de batidas e sintetizadores, agregando novos e diferentes elementos e fazendo incursões em diversas sonoridades. Conhecido pela sua profunda veia inventiva, Kishi Bashi aposta num micro género da pop, uma espécie de ramificação barroca ou orquestral desse género musical, uma variante que vive em função de violinos, de arranjos claramente pomposos e cheios de luz e de vozes cristalinas, com o falsete a ser uma opção óbvia e constante.

O violino é mesmo o fio condutor de Lighght e a introdutória Debut – Impromptu e o single Philosophize In It! Chemicalize With It!, abrem o disco de forma a que ninguém tenha a mínima dúvida acerca de qual é o instrumento predileto de Bashi. Mas não é só da folk orgânica que o violino propicia que este trabalho vive e as batidas de The Ballad Of Mr. Steak e a melodia épica e exuberante de Carry on Phenomenon, mostram um Bashi impulsivo e direto, mas emotivo e cheio de vontade de nos pôr a dançar. Mesmo nos instantes mais melancólicos e introspetivos, como na dupla Hahaha e In Fantasia, não há lugar para a amargura e o sofrimento.

A música de Kishi Bashi tem muita da universalidade própria daquelas canções que aparecem em anúncios comerciais e que servem, por isso mesmo, para passar mensagens positivas e sedutoras e este músico acaba por ser exímio na forma como se apodera da música pop para pintar nela as suas cores prediletas de forma memorável e também influenciado pela música árabe e oriental. Assim, Lighght contém belos momentos com vocalizações e dedilhados de instrumentos variados que preenchem o som impecavelmente. Mas o músico também experimenta gravações ao avesso e arranjos etéreos, com tiques de new age, dando a cada uma das onze músicas uma sonoridade diferente e onde coloca, com particular mestria, elementos orgânicos lado a lado com pormenores eletrónicos deliciosos.

A audição deste disco faz-nos sentir que estamos a degustar a própria música, como se cada garfada que damos na canção nos fizesse sentir todos os elementos de textura, cheiros e sabores da mesma. Salvo uma ou outra excepção, a pop barroca de Lighght transmite a sensação de que os dias bons estão aqui para durar e que nada de mal pode acontecer enquanto se escuta todo este otimismo algo ingénuo e definitivamente extravagante, onde cabe o luxo, a grandiosidade e uma intemporal sensação de imunidade a tudo o que possa ser sombrio e perturbador. Este álbum impressiona pela forma como foi concebido, com tanto cuidado e criatividade, sustenta uma aura de felicidade, mesmo nos momentos mais contidos e prova que Kishi Bashi é um músico inventivo, de rara sensibilidade e que não tem medo de fazer as coisas da forma que acredita. Espero que aprecies a sugestão...

Kishi Bashi - Lighght

01. Debut – Impromptu
02. Philosophize In It! Chemicalize With It!
03. The Ballad Of Mr. Steak
04. Carry on Phenomenon
05. Bittersweet Genesis For Him AND Her
06. Impromptu No 1
07. Q&A
08. Once Upon A Lucid Dream (In Afrikaans)
09. Hahaha Pt. 1
10. Hahaha Pt. 2
11. In Fantasia

 


autor stipe07 às 21:45
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Sábado, 26 de Abril de 2014

R.E.M. – Unplugged: The Complete 1991 And 2001 Sessions

Em setembro de 2011, num dia que recordo perfeitamente, os R.E.M. colocavam um comunicado no seu site em que diziam: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening. Nesse dia terminava a carreira de uma das bandas mais importantes do rock alternativo das últimas três décadas, um nome fundamental e imprescindível para percebermos as principais caraterísticas que regem o indie rock da atualidade, uma banda marcante para a minha geração e que tantas vezes não teve o merecido reconhecimento.

Dois anos e meio depois do fim da carreira, os R.E.M. ainda têm surpresas para revelar; No passado dia dezanove de abril, no último Record Store Day, foi editado R.E.M. Unplugged 1991 2001 – The Complete Sessions, uma caixa com quatro discos de vinyl e que contém todas as músicas gravadas para as performances do grupo nos MTV Unplugged que a banda tocou em 1991 e 2001, incluindo onze temas que não foram para o ar. Já agora, os R.E.M. são, até hoje, a única banda a gravar dois MTV Unplugged.

No alinhamento desta caixa, que terá edição no formato CD em maio, é possível encontrar os principais sucessos de toda a carreira do grupo, com músicas do álbum Murmur, de 1983, até ao álbum Reveal, de 2001, além de várias covers, com destaque para Love Is All Around, um original dos Troggs.

No Record Store Day, o baixista Mike Mills esteve a autografar exemplares desta caixa no Bull Moose, uma loja de discos em Scarborough, no Maine. Espero que aprecies a sugestão...

R.E.M. - Unplugged The Complete 1991 And 2001 Sessions

01. Half A World Away
02. Disturbance At The Heron House
03. Radio Song
04. Low
05. Perfect Circle
06. Fall On Me
07. Belong
08. Love Is All Around
09. It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
10. Losing My Religion
11. Pop Song 89
12. Endgame
13. Fretless
14. Swan Swan H
15. Rotary 11
16. Get Up
17. World Leader Pretend
18. All The Way To Reno (You’re Gonna Be A Star)
19. Electrolite
20. At My Most Beautiful
21. Daysleeper
22. So. Central Rain (I’m Sorry)
23. Losing My Relion
24. Country Feedback
25. Cuyahoga
26. Imitation Of Life
27. Find The River
28. The One I LOve
29. Disappear
30. Beat A Drum
31. I’ve Been High
32. I’ll Take The Rain
33. Sad Professor 

Get More: R.E.M., I've Been High (Unplugged), Music, More Music Videos

 


autor stipe07 às 21:22
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Sábado, 31 de Agosto de 2013

pacificUV - Summer Girls

Summer Girls cover art

Um dos grandes discos que partilhei este verão foi After The Dream You Are Awake, o terceiro disco dos norte americanos pacificUV. Agora eles partilham connosco Summer Girls, uma nova canção. Esta banda norte americana natural de Athens, na Georgia, e formada por Clay Jordan, Suny Lyons, Lemuel Hayes e Laura Solomon, é descrita por alguma crítica como uma espécie de Jesus And The Mary Chain com uma toada mais psicadélica. Portanto, a sonoridade dos pacificUV e desta nova canção tem uma forte componente etérea e ambiental, assente numa pop que, à imagem de imensos projetos atuais, nomeadamente os aclamados M83, encontra as suas raízes há três ou quatro décadas atrás.

Summer Girls está disponivel gratuitamente no bandcamp dos pacificUV. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 09:24
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Sábado, 29 de Junho de 2013

pacificUV – After The Dream You Are Awake

Os pacificUV, uma banda norte americana natural de Athens, na Georgia, e formada por Clay Jordan, Suny Lyons, Lemuel Hayes e Laura Solomon, acabam de regresssar aos discos com After The Dream You Are Awake, álbum lançado no passado dia catorze de maio por intermédio da Mazarine Records. After The Dream You Are Awake sucede ao EP Chrysalis (2011) e a Weekends (2012) e está disponível para audição no soundcloud da banda.

 

Descritos por alguma crítica como uma espécie de Jesus And The Mary Chain com uma toada mais psicadélica, a sonoridade dos pacificUV e deste After The Dream You Are Awake tem uma forte componente etérea e ambiental, assente numa pop que, à imagem de imensos projetos atuais, nomeadamente os aclamados M83, encontra as suas raízes há três ou quatro décadas atrás. A versão de Eyes Without A Face, um original de Billy Idol incluído em Rebel Yell (1984) é a prova máxima da zona de conforto onde os pacificUV gostam de se movimentar.

Há um domínio intenso do sintetizador no processo de criação melódica, bem explícito logo em 24 Frames, o épico tema de abertura que, com o seu sintetizador rapidamente nos faz descolar para o mundo que os pacificUV procuram recriar com as suas canções, um universo algo solitário, mas subtilmente refinado. É como se, à imagem do título do álbum, a audição do disco nos levasse até a um sonho com contornos bem definidos, do qual só se acorda no final do álbum.

Se há um clima etéro e nostálgico a iniciar o disco e que depois será novamente escutado na versão de Billy Idol e em I Think It's Coming, as batidas de Christine, feitas com uma bateria, acompanhadas por uma guitarra bastante melódica, transportam-nos para um ambiente mais rock e psicadélico. Mas a sedutora e dançável Russians é o meu maior detaque do álbum, um tema com uma forte componente agressiva e visceral, acentuada não só pela forte batida, mas principalmente pelos efeitos das vozes da dupla que canta, com destaque para a interpretação de Suny Lions. Depois da excelente versão de Eyes Without A Face, a sonoridade mais rock regressa com Wolves Again, aqui com fortes reminiscências dos New Order.

A interpretação vocal de Clay em American Lovers também deve ser escutada com especial atenção já que ele usa uma postura vocal que, quase sem darmos por isso, faz com que se torne íntimo de nós e nos conduza durante a canção e, mais do que a componente insturmental, aqui acessória, nos amarre a ela, até ao último segundo da mesma.

Um certo abstracionismo metafórico define o conteúdo lírico do disco, bem visível, por exemplo, em 24 Frames (In a second, every thread you’ll never sew) e em Christine (I am the eye that never blinks). Portanto, as letras dos pacificUV provam que além de se mostrarem criativos no processo de criação melódica, também conseguem recriar, com a sua escrita, ambientes densos, ricos e exóticos e, se estivermos atentos, transmitir ideias que ficam a flutuar em redor da nossa mente com uma vivacidade que é de salientar.

Os pacificUV têm bem definido o universo melódico onde navegam, mas não receiam incluir alguns detalhes sonoros. After The Dream You Are Awake é uma das melhores propostas do ano para quem aprecia a onda revivalista que se tem apoderado de muitos lançamentos musicais, uma coleção de nove canções com um charme inconfundível e uma intensa sensiblidade pop. Quinze anos após a formação do grupo, After The Dream you Are Awake marca o ponto mais alto da carreira de mais um grupo que dificilmente se entende como não conseguiu ainda outra projeção internacional. Espero que aprecies a sugestão...

01. 24 Frames
02. Christine
03. Russians
04. Eyes Without A Face
05. Wolves Again
06. I Think It’s Coming
07. Run
08. American Lovers
09. I Wanna Be You


autor stipe07 às 20:00
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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Futurebirds – Baby Yaga

Baby Yaga é o segundo longa duração dos Futurebirds, uma banda norte americana natural de Athens, na Georgia, formada por B-Miles, Wolmeo, Cartezz, Dahhnis e Tojo. O disco foi lançado no passado dia dezasseis de abril e sucede a Hampton's Lullaby, álbum editado a vinte e sete de julho de 2010 pela Autumn Tone Records.

No folclore eslavo Baba Yaga é um monstro do sexo feminino que vive na floresta e ataca crianças. Isso não significa necessariamente, segundo a tradição local, que seja um ser maléfico, mas é certamente um ser místico e misterioso, talvez inventado para exercer algum típo de pressão psicológica na hora de comer a sopa ou em que é necessário ir para a cama a horas decentes.

A sonoridade dos Futurebirds e o conceito da mesma enquanto banda também é um pouco assim; À primeira vista, olhando para a capa do álbum, adivinha-se que o conteúdo sonoro poderá ser algo pesado e sombrio, mas Baby Yaga é um compêndio de folk psicadélica animada e cósmica. A única faceta sombria deste disco teve a ver com o processo moroso e complicado que a banda teve de suportar para encontrar uma editora que apostasse neste seu segundo álbum, tendo sido esse o tal monstro maléfico que sobre eles pairou.

Gravadas durante sete meses e escritas pelos cinco músicos, as treze canções do álbum foram sendo apresentadas ao grande público, já que o grupo, apesar de não ter editora, decidiu não deixar de andar em digressão. sem a banda saber se alguma vez teria editora para as editar e com esperança de que alguém reparasse neles, foram tocando-as em vários concertos, algo que acabou por suceder, por intermédio da Fat Possum. Há quem considere que a transição do palco para o estúdio de algumas canções retiraram-lhe aquela faísca que só a reprodução ao vivo supostamente tem, mas estes treze temas não deixam de ter a sonoridade típica do country norte americano, com uma intensa toada rock e não são, ao contrário do que se possa imaginar, demasiado influenciadas pela estrada, com o caos a ser sempre muito controlado e a eletricidade das guitarras, apesar de enérgica, bastante ponderada e melodicamente idílica e meditativa, apesar do groove hipnótico que ficou reservado para o encerramento, com St. Summercamp.

Algumas canções ultrapassam os cinco minutos, mas não há, por isso, excessos, ou solos de guitarra empilhados, quase sempre a cargo de Dahhnis, musicalmente talvez o elemento mais criativo dos Futurebirds. Tematicamente, muitas das letras são sobre funcionamentos disfuncionais e a própria morte, servindo a música como um bálsamo comum contra a angústia que esses temas provocam. Apesar de, como já disse, todos os músicos do grupo escreverem e comporem, a crítica considera que Cartezz é, como já disse, o elemento mais inspirado, com a sua escrita, inspirada numa América confusa, a demonstrar um talento especial para o detalhe, algo bem patente nos ecos ondulantes de Virginia Slims e em Serial Bowls (When the nurse saw me drop, She said mama should’ve used that birth control, because where my heart was supposed to be, was like nothing they'd ever seen, there was nothing, but a smoking hole), canção que poderia ter sido retirada de Reckoning, o segundo disco da careira dos conterrâneos R.E.M..

No cenário indie norte americano onde a reformulação sonora de sonoridades nativas tem sido a norma, os Futurebirds ainda terão um caminho longo a percorrer até atingirem a notoriedade de nomes fundamentais da country alternativa atual, mas Baby Yaga prova que eles têm a habilidade para compôr as canções que precisam para subirem ao escalão principal do cenário musical local. Espero que aprecies a sugestão...

01. Virginia Slims
02. Serial Bowls
03. American Cowboy
04. Tan Lines
05. Felix Helix
06. Dig
07. Keith And Donna
08. The Light
09. Death Awaits
10. The Doewg
11. Womeo
12. Strangers
13. St. Summercamp


autor stipe07 às 22:03
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Domingo, 21 de Abril de 2013

R.E.M. – Live In Greensboro EP


A série de reedições comemorativas dos R.E.M., a melhor banda da história do rock alternativo, continuará no dia catorze de maio com o álbum Green (1988), que completa 25 anos e foi o primeiro trabalho lançado pela multinacional Warner, depois dos primeiros seis álbuns da banda terem visto a luz doa por intermédio da independente I.R.S..

Com a edição remasterizada do álbum original, chegará brevemente um segundo disco com vinte e uma canções gravadas ao vivo, no dia dez de novembro de 1989, em Greensboro (Carolina do Norte, EUA). Mas, para já, enquanto esse longa duração ao vivo não chega, acaba de ser lançada uma edição comemorativa do Record Store Day, que decorreu ontem um pouco por todo o mundo, o EP Live in Greensboro com cinco canções retiradas desse concerto. Espero que aprecies a sugestão...

R.E.M. - Live In Greensboro

01. So. Central Rain (I’m Sorry)
02. Feeling Gravity’s Pull
03. Strange
04. King Of Birds
05. I Remember California


autor stipe07 às 22:57
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

The Heavy – The Glorious Dead

Gravado em Columbus, na Geórgia, Estados Unidos, com um coro gospel, The Glorious Dead é o segundo disco da banda soul britânica The Heavy, liderada pelo carismático Kevin Swalby e lançado no passado dia vinte e um de agosto pela Counter Records/Ninja Tune. The Glorious Dead sucede ao álbum de estreia, The House That Dirt Built, disco editado em 2009.

A linha musical do grupo é uma mistura de soul e rock. É como se o Ray Charles tivesse gravado com os Rolling Stones.

Os The Heavy têm potencial para agradar a vários públicos e seguem uma tendência sonora muito atual, que mistura a tal soul com o funk, uma espécie de pacote vintage onde os Alabama Shakes serão uma espécie de expoente no que concerne às mais recentes novidades.

O disco abre em grande estilo com a fantástica Can’t Play Dead, uma canção com uma guitarra cheia de efeitos, que lhe dá uma sonoridade épica e cinematográfica e fecha com a sensualidade de Blood Dirt Love Stop. Pelo meio fica claro que a voz de Kelvin Swaby e a guitarra desconcertante de Dan Taylor nasceram mesmo um para o outro.

Resumindo, The Glorious Dead contém uma mistura dos melhor do passado com o som agressivo do melhor rock de garagem da atualidade. Espero que aprecies a sugestão...

The Heavy - The Glorious Dead

01. Can’t Play Dead
02. Curse Me Good
03. What Makes A Good Man
04. Big Bad Wolf
05. Be Mine
06. Same Ol’
07. Just My Luck
08. The Lonesome Road
09. Don’t Say Nothing
10. Blood Dirt Love Stop


autor stipe07 às 21:10
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012

Easter Island – Frightened

Liderados pelos irmãos Ethan e Asher Payne e formados em 2010, os Easter Island são uma banda de Athens, na Geórgia, que balança entre a dream pop e o post rock, através de guitarras luminosas, uma bateria e sintetizadores poderosos e mleodias que poderão, em simultâneo, ter tanto de harmonioso como de visceral.

Comparados aos Explosions In Sky, My Bloody Valentine e Sigur Rós, os Easter Island exploram diferentes territórios sonoros, guiados por uma toada eminentemente experimental, mas com canções que também são perfeitamente audíveis para quem procura algo menos exigente e ao mesmo tempo épico, etéreo e melancólico.

Frightened, lançado no último mês de julho, é o primeiro longa duração do grupo, um disco disponível no bandcamp da banda pelo preço que quiseres. Sucede a Better Things, o EP de estreia da banda, também disponível gratuitamente e lançado em março de 2011. Espero que aprecies a sugestão...

01. Weekend
02. Hash
03. Ginger
04. You Don’t Have A Choice
05. Independence
06. Frightened
07. Sneaking
08. Laika
09. The Light
10. Gray Tee
11. Can’t Take You Anywhere


autor stipe07 às 21:45
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Lotus Plaza – Spooky Action At A Distance

O excêntrico Bradford Cox pode muito bem ser considerado um dos novos génios do rock alternativo. Seja nos Deerhunter ou nos Atlas Sound, em cada novo projeto em que se envolve, Cox tem deixado um rasto de genialidade como compositor. Foi justamente essa mesma genialidade incontida que ocultou o primeiro álbum do seu parceiro nos Deerhunter, o guitarrista Lockett Pundt, natural de Atlanta, na Geórgia e líder dos Lotus Plaza, um projeto que mesmo com todos os esforços de Pundt, soou, na estreia, em 2009, como uma espécie de replicação daquilo que Bradford vinha a desenvolver.

Os últimos três anos, entretanto, aprimoraram as composições individuais de Pundt, algo que este Spooky Action At A Distance, lançado recentemente pela Kranky, comprova. O artista deixa de lado a timidez da estreia e desenvolve um álbum verdadeiramente próprio, rico e muito mais amplo, comprovando que é um compositor adulto, ainda abertamente influenciado por Bradford, mas nitidamente mais interessado em desenvolver algo verdadeiramente seu.

Da canção de abertura às restantes composições sonoras que se revelam no interior de Spooky Action At A Distance, este disco soa bastante aos irlandeses My Bloody Valentine e aquilo que Kevin Shields e seus parceiros desenvolveram há duas décadas, no entanto, com uma sequência moderna, revitalizada e coerente. Mas, além das guitarras distorcidas e da delineada instrumentação bastante próxima do que os Deerhunter propuseram com Halycon Digest, em 2010, neste novo trabalho dos Lotus Plaza outro destaque são as letras, bastante honestas, intimistas e capazes de abordar temas convencionais como a separação (Strangers) e a nostalgia (Remember Our Days), de forma renovada e em diálogo com o público.

A constante busca de Pundt pela construção de um álbum orientado pela experimentação e com o músico a absorver abertamente os tiques da dream pop, resultou numa psicadelia sóbria e remodelada, algo evidente em Dusty Rhodes e principalmente em Out Of Touch, momento que também se aproxima da herança deixada não só pelo já citado Kevin Shields, como pelos próprios irmãos Reid (The Jesus and Mary Chain).

Oposto de tantos grupos ou artistas que insistem em rodear-se pelas mesmas referências e ensinamentos, este Spooky Action At A Distance, mostra que Pundt sabe muito bem como controlar e explorar cada mínimo ruído emanado de uma guitarra e mais do que elaborar pequenas canções sobre o abandono ou mesmo exaltar as distorções criadas pelo instrumento que assume, o músico consegue dar acabamento e consistência ao álbum, ao revelar um trabalho que impregnado por um espírito jovem dialoga de forma surpreendente com os ensinamentos de outros veteranos. Se existe mais algum génio por trás dos Deerhunter, então Bradford Cox não pode mais assumir esse título solitariamente. Espero que aprecies a sugestão...

01.Untitled
02.Strangers
03.Out Of Touch
04.Dusty Rhodes
05.White Galactic One
06.Monoliths
07.Jet Out Of The Tundra
08.Eveningness
09.Remember Our Days
10.Black Buzz

Myspace


autor stipe07 às 21:52
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