01. Can’t Play Dead
02. Curse Me Good
03. What Makes A Good Man
04. Big Bad Wolf
05. Be Mine
06. Same Ol’
07. Just My Luck
08. The Lonesome Road
09. Don’t Say Nothing
10. Blood Dirt Love Stop

A série de reedições comemorativas dos R.E.M., a melhor banda da história do rock alternativo, continuará no dia catorze de maio com o álbum Green (1988), que completa 25 anos e foi o primeiro trabalho lançado pela multinacional Warner, depois dos primeiros seis álbuns da banda terem visto a luz doa por intermédio da independente I.R.S..
01. So. Central Rain (I’m Sorry)
02. Feeling Gravity’s Pull
03. Strange
04. King Of Birds
05. I Remember California
Gravado em Columbus, na Geórgia, Estados Unidos, com um coro gospel, The Glorious Dead é o segundo disco da banda soul britânica The Heavy, liderada pelo carismático Kevin Swalby e lançado no passado dia vinte e um de agosto pela Counter Records/Ninja Tune. The Glorious Dead sucede ao álbum de estreia, The House That Dirt Built, disco editado em 2009.

A linha musical do grupo é uma mistura de soul e rock. É como se o Ray Charles tivesse gravado com os Rolling Stones.
Os The Heavy têm potencial para agradar a vários públicos e seguem uma tendência sonora muito atual, que mistura a tal soul com o funk, uma espécie de pacote vintage onde os Alabama Shakes serão uma espécie de expoente no que concerne às mais recentes novidades.
O disco abre em grande estilo com a fantástica Can’t Play Dead, uma canção com uma guitarra cheia de efeitos, que lhe dá uma sonoridade épica e cinematográfica e fecha com a sensualidade de Blood Dirt Love Stop. Pelo meio fica claro que a voz de Kelvin Swaby e a guitarra desconcertante de Dan Taylor nasceram mesmo um para o outro.
Resumindo, The Glorious Dead contém uma mistura dos melhor do passado com o som agressivo do melhor rock de garagem da atualidade. Espero que aprecies a sugestão...

Liderados pelos irmãos Ethan e Asher Payne e formados em 2010, os Easter Island são uma banda de Athens, na Geórgia, que balança entre a dream pop e o post rock, através de guitarras luminosas, uma bateria e sintetizadores poderosos e mleodias que poderão, em simultâneo, ter tanto de harmonioso como de visceral.
Comparados aos Explosions In Sky, My Bloody Valentine e Sigur Rós, os Easter Island exploram diferentes territórios sonoros, guiados por uma toada eminentemente experimental, mas com canções que também são perfeitamente audíveis para quem procura algo menos exigente e ao mesmo tempo épico, etéreo e melancólico.
Frightened, lançado no último mês de julho, é o primeiro longa duração do grupo, um disco disponível no bandcamp da banda pelo preço que quiseres. Sucede a Better Things, o EP de estreia da banda, também disponível gratuitamente e lançado em março de 2011. Espero que aprecies a sugestão...
O excêntrico Bradford Cox pode muito bem ser considerado um dos novos génios do rock alternativo. Seja nos Deerhunter ou nos Atlas Sound, em cada novo projeto em que se envolve, Cox tem deixado um rasto de genialidade como compositor. Foi justamente essa mesma genialidade incontida que ocultou o primeiro álbum do seu parceiro nos Deerhunter, o guitarrista Lockett Pundt, natural de Atlanta, na Geórgia e líder dos Lotus Plaza, um projeto que mesmo com todos os esforços de Pundt, soou, na estreia, em 2009, como uma espécie de replicação daquilo que Bradford vinha a desenvolver.

Os últimos três anos, entretanto, aprimoraram as composições individuais de Pundt, algo que este Spooky Action At A Distance, lançado recentemente pela Kranky, comprova. O artista deixa de lado a timidez da estreia e desenvolve um álbum verdadeiramente próprio, rico e muito mais amplo, comprovando que é um compositor adulto, ainda abertamente influenciado por Bradford, mas nitidamente mais interessado em desenvolver algo verdadeiramente seu.
Da canção de abertura às restantes composições sonoras que se revelam no interior de Spooky Action At A Distance, este disco soa bastante aos irlandeses My Bloody Valentine e aquilo que Kevin Shields e seus parceiros desenvolveram há duas décadas, no entanto, com uma sequência moderna, revitalizada e coerente. Mas, além das guitarras distorcidas e da delineada instrumentação bastante próxima do que os Deerhunter propuseram com Halycon Digest, em 2010, neste novo trabalho dos Lotus Plaza outro destaque são as letras, bastante honestas, intimistas e capazes de abordar temas convencionais como a separação (Strangers) e a nostalgia (Remember Our Days), de forma renovada e em diálogo com o público.
A constante busca de Pundt pela construção de um álbum orientado pela experimentação e com o músico a absorver abertamente os tiques da dream pop, resultou numa psicadelia sóbria e remodelada, algo evidente em Dusty Rhodes e principalmente em Out Of Touch, momento que também se aproxima da herança deixada não só pelo já citado Kevin Shields, como pelos próprios irmãos Reid (The Jesus and Mary Chain).
Oposto de tantos grupos ou artistas que insistem em rodear-se pelas mesmas referências e ensinamentos, este Spooky Action At A Distance, mostra que Pundt sabe muito bem como controlar e explorar cada mínimo ruído emanado de uma guitarra e mais do que elaborar pequenas canções sobre o abandono ou mesmo exaltar as distorções criadas pelo instrumento que assume, o músico consegue dar acabamento e consistência ao álbum, ao revelar um trabalho que impregnado por um espírito jovem dialoga de forma surpreendente com os ensinamentos de outros veteranos. Se existe mais algum génio por trás dos Deerhunter, então Bradford Cox não pode mais assumir esse título solitariamente. Espero que aprecies a sugestão...
01.Untitled
02.Strangers
03.Out Of Touch
04.Dusty Rhodes
05.White Galactic One
06.Monoliths
07.Jet Out Of The Tundra
08.Eveningness
09.Remember Our Days
10.Black Buzz
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