Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Radiator Hospital - Torch Song

Lançado no passado dia um de setembro via Salinas e disponível no bandcamp com possibilidade de doares um valor pelo mesmo, Torch Song é o novo trabalho dos Radiator Hospital, um quarteto norte americano sedeado em Filadélfia e liderado por Sam Cook-Parrott, um músico que começou este projeto a solo e com gravações caseiras. Depois de ter editado Something Wild, um disco que contou com a participação especial de Allison Crutchfield, Sam convidou novamente esta voz feminina, mas também a sua irmã, Katie Crutchfield dos Waxahatchee e Maryn Jones dos All Dogs, para fazerem parte do alinhamento que gravou este seu novo trabalho.

Ouvir Torch Song é acompanhar esta trupe norte americana numa espécie de viagem orbitral, mas a uma altitude ainda não muito considerável, numa curiosa posição limbo, já que a maior parte das canções, apesar de uma implícita e pouco assumida componente etérea, são simples, concisa, curtas e diretas. Num alinhamento de quinze temas que se esfumam em pouco mais de meia hora, domina aquela sonoridade ligeira e descomprometida feita com o rock ligeiro e extrovertido que nos recorda as cassetes antigas que temos lá em casa, empoeiradas, cheias de gravações caseiras e lo fi do que ouvíamos à cerca de vinte a vinte e cinco anos atrás. É pois, uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do tal cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas.

À medida que os temas escorrem e se sucedem com uma sofreguidão que, no entanto, não se torna nunca sufocante, estes quatro músicos apresentam-nos uma sucessão incrível de canções que são potenciais sucessos e singles, temas que parecem ter viajado no tempo e amadurecido até se tornarem naquilo que são. É, pois, um disco rápido, concentrado no uso das guitarras, o grande ponto de acerto e movimento das diferentes composições. Elas dominam o processo de composição melódica, mas não há uma lineariedade no som emanado pelas mesmas, que tanto se pode aproximar perigosamente do blues (Fireworks), do rock clássico (Just May Be The One), do chamado rock de garagem (Bedtime Story), como alinhar por outro espetro ainda mais alternativo e invadir terrenos típicos da surf pop algo clássica (Venus Of The Venue), daquele fuzz que faz uma revisão da psicadelia (181935, Honeymoon Phase), ou ainda ir ao encontro de terrenos assumidamente experimentais, com Sleeping House a ser a única canção que não tem a guitarra no topo do arsenal instrumental que a sustenta, mas a contar com ela para alguns dos arranjos decisivos. Seja qual for a abordagem, esse instrumento replica sons que fluem livres de compromissos com uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem regressar a outros tempos e entregar-nos canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termo entre o rock clássico e a pop mais psicadélica.

As vocalizações de Sam, afinadas mas com aquele charme aspero e lo fi, fundem-se frequentemente com a natural abordagem mais melódica e harmoniosa da dupla feminina, algo que The Eye plasma com clareza. Quando canta sozinho, o líder do projeto mistura sempre bem a sua voz com as letras e os arranjos das melodias, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia e delicadeza, com Fireworks (Reprise) a ser o clímax desta relação íntima entre as dimensões vocal e instrumental. Mesmo quando o red line de guitarras mais desenfreadas, ou com arranjos mais sujos, atinge um nível que possa colocar em causa o saudável encanto pop, vintage, relaxante e atmosférico que carateriza estes Radiator Hospital, Sam não permite que as mesmas coloquem em causa a harmoniosa sonoridade geral do conjunto, através de um trabalho de produção irreprensível e que manteve sempre intacto o cariz de acessibilidade tipicamente pop que parece caraterizar este projeto.

Nostálgico e ao mesmo tempo carregado de referências recentes, Torch Song rompe com várias propostas de outros registos similares, porque usa letras simples e guitarras aditivas, sendo claro o compromisso assumido dos Radiator Hospital de não produzirem algo demasiado sério, acertado e maduro, mas canções que querem brincar com os nossos ouvidos, deliciá-los com o ruído que fielmente espelha alguns dos preciosos detalhes do melhor rock alternativo e assim,  espelhando com precisão o manto de transição e incerteza que tem invadido o cenário da pop de cariz mais independente, proporcionarem uma audição leve e divertida. Espero que aprecies a sugestão...

1. Leather & Lace

2. Blue Gown
3. Cut Your Bangs
4. The Eye
5. 181935
6. Venus of The Avenue
7. Five & Dime
8. Fireworks
9. Bedtime Story
10. I'm All Right
11. Honeymoon Phase
12. Sleeping House
13. Just May Be The One
14. Fireworks (Reprise)
15. Midnight Nothin


autor stipe07 às 21:58
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Mumblr - Full of Snakes

Após vários EPs, os norte americanos Mumblr de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, finalmente  estrearam-se nos discos. Full of Snakes é o nome do primeiro longa duração dos Mumblr e chegou aos escaparates a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Num disco disponível em edição digital ou em cassete, com dezassete canções, algumas delas untitled, parece que os Mumblr estão apostados em criar hinos sonoros que plasmem diferentes manifestações de raiva adolescente, já que parece ser este o ideário lírico privilegiado das suas canções. Na verdade, eles debruçam-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas.
Philadelphia, o nome da cidade de onde os Mumblr são oriundos, foi o primeiro avanço divulgado do álbum, uma canção que numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, contém uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. Logo aí se percebeu qual seria a bitola sonora destes Mumblr e o alinhamento na verdade não defrauda os apreciadores do género, até porque Got It, outro avanço divulgado de Full of Snakes, não foge muito a esta toada, apesar de ser um tema mais contemplativo e com uma temática bastante reflexiva. Já agora, sobre esta canção, Nick Morrison referiu recentemente: It´s about being a strange, confused young man; feigning confidence and asking people to take him as he is.
Apesar de estar claramente balizado o espetro sonoro dos Mumblr, há que destacar a forma corajosa como, logo na estreia, não se coibem de tentar experimentar ideias diferentes e fugir da habitual bitola. Canções como Black Ships, White Devil ou Greyhound Station, contêm momentos de pura improvisação, com guitarras que apontam em diferentes direções e o baixo dos dois singles acima citados não receia tomar as rédeas do conteúdo melódico das mesmas. E estes dois importantes ítens não perturbam a conturbada homogeneidade de um alinhamento que raramente deixa de ser fluído e acessível, apesar desses momentos e da especificidade rugosa do som que carateriza os Mumblr.
Em Full Of Snakes os Mumblr estabelecem uma zona de conforto, mas não se coibem de colocar o pé de fora e de calcorrear outros universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao punk rock e ao próprio blues. A verdade é que eles parecem dispostos a lutar com garra e criatividade para empurrar e alargar as barreiras do seu som, ao longo de cerca de quarenta minutos intensos, rugosos e que não envergonharão o catálogo sonoro deste grupo de Filadélfia, seja qual for o restante conteúdo que o futuro lhes reserve. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:27
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Mumblr - Got It

Os mais atentos a este espaço já terão certamente reparado nos Mumblr e nos vários singles que tenho apresentado desta banda. Ora então, cá vai mais um...

Como já referi anteriormente, após vários EPs, os norte americanos Mumblr de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, preparam-se para, finalmente, estrrar-se nos discos. Full of Snakes é o nome do primeiro longa duração do grupo e chegará aos escaparates já a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Num disco que irá debruçar-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas, Philadelphia, o nome da cidade de onde os Mumblr são oriundos, foi o primeiro avanço divulgado do álbum e depois Roach. As duas canções apostavam numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, através de uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas.
Got It, o terceiro avanço divulgado de Full of Snakes, não foge muito a esta toada, mas é um tema mais contemplativo e com uma temática bastante reflexiva. Sobre esta canção, Nick Morrison refere: It´s about being a strange, confused young man; feigning confidence and asking people to take him as he is.
Os temas já divulgados de Full of Snakes estão disponíveis para download. Confere...


autor stipe07 às 17:26
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Mumblr - Roach

Após vários EPs, os norte americanos Mumblr de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, preparam-se para, finalmente, estrear-se nos discos. Full of Snakes é o nome do primeiro longa duração dos Mumblr e chegará aos escaparates a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas..

Full Of Snakes é um disco que irá debruçar-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas. Philadelphia, o nome da cidade de onde os Mumblr são oriundos, foi o primeiro avanço divulgado do álbum e agora chegou a vez de Roach, mais uma canção que numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, contém uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. Tal como sucedeu com Philadelphia, Roach também está disponível para download. Confere...


autor stipe07 às 20:52
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Mumblr- Philadelphia

Após vários EPs, os norte americanos Mumblr de Nick Morrison, Ian Amidon, Sean Reilly e Scott Stitzer, preparam-se para, finalmente, estrrar-se nos discos. Full of Snakes é o nome do primeiro longa duração dos Mumblr e chegará aos escaparates a dezasseis de setembro, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas..

Num disco que irá debruçar-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas, Philadelphia, o nome da cidade de onde os Mumblr são oriundos, é o primeiro avanço divulgado do álbum, uma canção que numa simbiose entre garage rockpós punk e rock clássico, contém uma sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas. Philadelphia está disponível para download. Confere...


autor stipe07 às 11:30
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Sábado, 28 de Junho de 2014

Strand of Oaks - Heal

Goshen, no estado de Indiana, é o porto de abrigo do norte americano Timothy Showalter, o grande mentor do projeto Strand Of Oaks que, com quinze anos, no sotão de sua casa, se sentiu alienado do resto do mundo e percebeu que a música seria a sua cura e a composição sonora a alquimia que lhe permitiria exorcizar todos os seus medos, problemas eangúsitas. Esta é a ideia que suporta Goshen '97, o tema de abertura de Heal (cura), um disco que acaba de surpreender o universo sonoro, um compêndio de dez belíssimas canções, editado no passado dia vinte e quatro por intermédio da Dead Oceans.

Década e meia depois dessa visão, Timothy é hoje uma espécie de reverendo barbudo e cabeludo, que vagueia pela noite americana a pregar o evangelho segundo Neil Young ou Devendra Banhart; Encharcado, pega no piano, na viola elétrica e em sintetizadores cheios de efeitos e canta sobre tudo aquilo que o impeliu para o mundo da música, mas também sobre viagens sem destino, o amor, o desapego às coisas terrenas e a solidão.

O aparecimento de Devendra Banhart no começo da década passada teve uma importância única para o resgate das influências hippies bem como o fortalecimento de um som de oposição ao que propunham as guitarras típicas da cena indie norte americana, principalmente o que era construído em Brooklyn, Nova Iorque. Strand Of Oaks é mais um novo nome que arrisca, com sucesso, a mergulhar fundo na psicadelia folk que definiu a música dos anos sessenta, mas apoiado num som montado em cima de um imenso cardápio sonoro e musical que, de mãos dadas com uma produção irrepreensível, nos aproxima do que de melhor propõe a música independente americana contemporânea.

É curioso atravessar as pontes que Timothy construiu em Heal, tendo sempre como permissa a busca de uma súmula de referências noise, folk e psicadélicas. Ele consegue ir do caraterístico punk rock feito com um baixo proeminente e guitarras simultaneamente sombrias e carregadas de distorção, como se escuta em For Me ou na homónima Heal, até a uma toada mais pop que em Plymouth e Wait For Love, o tema que encerra de forma magnífica o disco, servem-se do mesmo baixo, mas agora acompanhado por um piano épico e sedutor, adornado por camadas sonoras ricas em detalhes implícitos, mas que nunca ofuscam o desejo de serem as cordas do baixo, na primeira, e as teclas do piano, na segunda, as pedras de toque para expor sentimentos com genuína entrega e sensibilidade extrema.

Heal tem uma atmosfera viciante e introspetiva, é um disco que se ouve de punhos cerrados com a convicção plena que tem conteúdo e que o mesmo, ao impelir-nos à reflexão interior, pode dar um pequeno contributo para que aconteça algo que faça o bem a nós próprios. É um disco que exala certeza e coerência nas opções sonoras que replica, um emaranhado de antigas nostalgias e novas tendências, que reproduzem toda a força neo hippie que preenche cada instante de um álbum tipicamente rock, mas que também se deixa consumir abertamente tanto pela música country como pela soul, referências que percorrem também algumas das dez canções e expandem os territórios deste artista verdadeiramente singular. A simbiose entre estes dois géneros possibilita que frequentemente se encontrem, como em Shut In, canção que explora ambas as referências de igual forma e prova que há uma feliz aproximação com o cancioneiro norte americano, suportado na herança de Bruce Springsteen.

Heal é um trabalho que, do vintage ao contemporâneo, consegue encantar-nos e fazer-nos imergir na intimidade de um Timothy sereno e bucólico, através de uma viagem cheia de versos intimistas que flutuam livremente, um compêndio de várias narrativas onde convive uma míriade alargada de sentimentos que, da angústia à euforia, conseguem ajudar-nos a conhecer melhor a essência do autor. É um disco simultaneamente amplo e conciso sobre as experiências do músico, mas também sobre o presente, a velhice, o isolamento, a melancolia e o cariz tantas vezes éfemero dos sentimentos, em suma, sobre a inquietação sentimental, o existencialismo e as perceções humanas, fecundadas numa espécie de penumbra sintética, onde a habitual riqueza instrumental da folk não foi descurada, mas com a eletrónica a ser também uma das forças motrizes que dá vida aos cerca de quarenta minutos que este disco dura. Obrigado ao Ricardo Fernandes pela dica e pela presença constante neste espaço e espero que aprecies a nossa sugestão...

1. Goshen '97
2. HEAL
3. Same Emotions
4. Shut In
5. Woke Up To The Light
6. JM
7. Plymouth
8. Mirage Year
9. For Me
10. Wait For Love


autor stipe07 às 14:32
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Bleeding Rainbow - Interrupt

Os Bleeding Rainbow são de Filadélfia, um quarteto formado por Rob, Sarah, Al e Ashley, que acaba de surpreender todos aqueles que estão atentos ao universo sonoro indie e alternativo com um excelente disco intitulado Interrupt, que viu a luz do dia no passado dia vinte e cinco de fevereiro por intermédio da Kanine Records.


Podendo aparentemente ser vistos como uma novidade, a verdade é que desde 2009 que os Bleeding Rainbow andam por cá a lançar música e em grande atividade. Nesse ano estrearam-se nos discos com Mystical Participation, um trabalho que causou impato pela sonoridade indie rock, próxima de uma pop ligeira e nostálgica, muito à imagem dos contemporâneos e mais cnsagrados Cults ou The Pains of Being Pure At Heart.

Entretanto o tempo passou, a banda assinou pela major Kanine Records, alargou o seu leque de influências e o espetro sonoro e Interrupt, o registo desta banda norte americana, mostra uma produção mais cuidada e apurada e uma sonoridade mais firme, homogéna e convicta.

O rock alternativo dos anos noventa é agora a grande bitola que orienta o som dos Bleeding Rainbow e bandas como My Bloody Valentine, Nirvana ou Sonic Youth saltam-nos à mente assim que o disco se desenrola e canções como Tell Me, Dead Head ou So You know, comprovam que as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso, continuam, vinte anos depois, a fazer escola.

Aparentemente sem grandes pretensões mas, na verdade, de forma claramente calculada, os Bleeding Rainbow procuram criar um som ligeiro, agradável e divertido, onde não faltam as guitarras cheias de distorção e melodicamente apuradas, a contrastar com uma postura vocal doce e delicada. É, em suma, uma míriade de sons que fluem livres de compromissos e com uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado e entregar-nos o que queremos ouvir: canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia. Espero que aprecies a sugestão...

Bleeding Rainbow - Interrupt

01 – Time & Place
02 – Tell Me
03 – Start Again
04 – So You Know
05 – Dead Head
06 – Out of Line
07 – Images
08 – Monochrome
09 – Cut Up
10 – Phase


autor stipe07 às 22:09
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Segunda-feira, 31 de Março de 2014

Rasputin's Secret Police - Comfortable

Naturais de Drexel Hill, nos arredores de Filadélfia, os Rasputin's Secret Police são mais uma descoberta proporcionada pelo intercâmbio estabelecido com a Fleeting Youth Records, uma das mais interessantes etiquetas de indie rock alternativo norte americanas, sedeada em Austin, no Texas. Os Rasputin's Secret Police são uma dupla formada por Brandon Ayres (guitarra e voz) e Josh Phillips (bateria e voz), lançou no passado dia vinte e cinco de março Comfortable, um longa duração que viu a luz do dia no formato digital e cassete, através da City Hall Collective. Este novo trabalho dos Rasputin's Secret Police sucede a Dirty Thirty, um álbum editado em 2012 e disponível para download gratuíto no bandcamp da banda.

Zoe, Freaks e Kids With No Friends são os três avanços deste trabalho em formato single e estão disponiveis para download gratuitamente. Estes temas são o núcleo duro de Comfortable e plasmam uma nítida vontade dos Rasputin's Secret Police em marcar uma posição forte no universo sonoro alternativo através de um rock ruidoso, orgânico, irregular e visceral.

Assim, aviso desde já os mais incautos que Comfortable é, certamente, um disco assente num rock de cariz fortemente experimental, com a dupla a criar uma sonoridade portentosa, assente nos já habituais riffs da guitarra que vincam o ADN desta banda norte americana, numa percussão vincada e numa voz imponente.

A sensação de escutar os Rasputin's Secret Police é incomum e quem não estiver familiarizado com a banda pode pensar que há algo de errado com a aparelhagem ou o computador; Mas esta amálgama sonora, que inicialmente se estranha, entranha-se rapidamente e Comfortable sobrevive muito bem a audições repetidas, incita várias reações físicas e prende o nosso ouvido a algo incomum mas visceralmente sedutor. Espero que aprecies a sugestão...

 
Kids with No Friends
Dunwoody
Zoe
Raspberry Tea and honey
Me and Zoe
Freaks
Honey Chamomile
Welcome Home
Slit
Comfortable is considered RSP's magnum opus. It's the answer to the question of "What album do I start with if I'm going to listen to RSP." Despite it being their most DIY release, it's their most focused and accessible. Recorded on a Tascam 8-track digital recorder above a fishing and hunting retailer in Drexel Hill, PA, the album captures RSP's raw intensity as Ayres' fervid, semi-disturbed croons ride his equally ardent guitar scrapes while Phillips' impassioned drumming forces sweat beads to roll off your own head. The lo-fi, DIY quality of the recordings were left untouched, but it adds something extra to the sound they found during these sessions.


autor stipe07 às 18:41
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Terça-feira, 25 de Março de 2014

Kite Party - Halflife

Naturais de Filadélfia, os norte americanos Kite Party de Andre, Tim, Pat, Russell e Justin, preparam-se para regressar aos discos com Come On Wandering, um trabalho que verá a luz do dia a seis de maio por intermédio da Animal Style Reords, uma conceituada editora indie de Annaheim.

Come on Wandering sucede a Baseball Season (2011), o disco de estreia do grupo e, de acordo com Halflife, o primeiro single revelado, será um disco que irá explorar novas direções sonoras, com uma toada certamente mais pop e comercial. Confere...


autor stipe07 às 17:51
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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013

Work Drugs - Chemical Burns

Naturais de Filadélfia, os Work Drugs são uma das máquinas mais produtivas de fazer música do universo indie e alternativo atual. Conheci-os em 2012 com o álbum Absolute Bearing e já no início deste verão de 2013 maravilharam-me com Mavericks, mais uma coleção de canções que nos levam numa espécie de viagem orbitral, mas a uma altitude ainda não muito considerável, numa espécie de posição limbo, já que a maior parte das canções dos Work Drugs, apesar da forte componente etérea, são simples, concisa, curtas e diretas.

Além dos discos, amiúde Louisiana Benjamim e Thomas Crystal regressam com novas canções e sempre com uma interessante dose de generosidade pelo meio, já que disponibilizam quase sempre os temas para download. Basta uma viagem ao soundcloud do grupo para escutarmos e selecionarmos uma mão cheia de canções que certamente nos farão recordar a nostalgia do verão, agora que os dias menos quentes e solarengos se aproximam, apesar deste autêntico verão de São Martinho.

Ainda em setembro eles tinham disponibilizado Bellport Bay e hoje mesmo disponibilizaram mais uma; A canção chama-se Chemical Burns e irá fazer parte de Insurgents, o próximo longa duração da banda.

Chemical Burns assenta numa bateria eletrónica e em guitarras e sintetizadores que dão o tempero ideal à composição, assim como a voz um pouco lo fi e shoegaze, que também confere aquele encanto retro, relaxante e atmosférico. Além do tema, os Work Drugs também publicaram hoje o animado e festivo video da canção. Confere...


autor stipe07 às 18:15
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