Sexta-feira, 24 de Março de 2017

Gorillaz - Saturn Barz (feat Popcaan)

Depois de há alguns dias atrás a página oficial do órgão Phonographic Performance Limited, entidade que no Reino Unido regista novas canções de artistas do país, ter criado enorme alarido ao informar que novos temas dos Gorillaz de 2-D, Murdoc, Noodle e Russel, estariam prestes a ver a luz do dia, eis que acaba de ser divulgado o título do novo álbum deste projeto liderado por Damon Albarn, assim como a sua data de lançamento e respetivo alinhamento de canções.

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Assim, Humanz, o próximo disco dos Gorillaz, produzido pelo próprio Damon Albarn e primeiro da banda desde The Fall (2011), irá ver a luz do dia a vinte e oito de abril e terá dezanove canções e seis interlúdios, que incluirão a participação especial de nomes tão relevantes como Mavis Staples, Carly Simon, Grace Jones, De La Soul, Jehnny Beth das Savages, Pusha T, Danny Brown, Vince Staples, Kelela e D.R.A.M., entre outros. Humanz foi gravado em cinco locais diferentes, nomeadamente Londres, Paris, Nova Iorque, Chicago e na Jamaica.

Com o anúncio destes detalhes do novo disco dos Gorillaz, foi também dado a conhecer o vídeo integral, realizado por Jamie Hewlett, de Saturnz Barz, o primeiro single retirado de Humanz e que conta com a participação especial vocal de Popcaan, assim como excertos de Ascension, Andromeda e We Got The Power, outras três canções do álbum, também já disponíveis para audição integral, abaixo.

1. Ascension feat. Vince Staples
2. Strobelite feat. Peven Everett
3. Saturnz Barz feat. Popcaan
4. Momentz feat. De La Soul
5. Submission feat. Danny Brown & Kelela
6. Charger feat. Grace Jones
7. Andromeda feat. D.R.A.M.
8. Busted and Blue
9. Carnival feat. Anthony Hamilton
10. Let Me Out feat. Mavis Staples & Pusha T
11. Sex Murder Party feat. Jamie Principle & Zebra Katz
12. She’s My Collar feat. Kali Uchis
13. Hallelujah Money feat. Benjamin Clementine
14. We Got The Power feat. Jehnny Beth
Bonus material on Deluxe:
15. The Apprentice feat. Rag’n’ Bone Man, Zebra Katz & RAY BLK
16. Halfway To The Halfway House feat. Peven Everett
17. Out Of Body feat. Kilo Kish, Zebra Katz & Imani Vonshà
18. Ticker Tape feat. Carly Simon & Kali Uchis
19. Circle Of Friendz feat. Brandon Markell Holmes

 


autor stipe07 às 09:14
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Quinta-feira, 23 de Março de 2017

Temples - Volcano

Naturais de Kettering, no Reino Unido, os Temples são uma banda de rock psicadélico formada por James Edward Bagshaw (vocalista e guitarrista), Thomas Edison Warsmley (baixista), Sam Toms (baterista) e Adam Smith (teclista e guitarrista) e que se estreou nos discos em 2014 com o excelente Sun Structures, um trabalho que viu a luz do dia através da Fat Possum. Agora, três anos depois e abrigados pela mesma etiqueta, os Temples dão a conhecer ao mundo o seu sempre difícil segundo disco, um álbum intitulado Volcano e que chegou aos escaparates no início deste mês de março.

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Em 2014, numa época em que vivia em plena orgia com o álbum homónimo de estreia dos TOY e cimentava a minha profunda relação de afecto com os The Horrors, não foi nada difícil para mim receber de braços abertos Sun Structures, o disco de estreia destes Temples, que logo me conquistaram pelo modo como me mostravam uma faceta mais luminosa e arejada de toda a vibe psicadélica em que navegava. E essa foi, desde logo, a firme impressão que eles me deixaram. Adorava e ainda hoje aprecio imenso o modo como as duas bandas acima citadas me mostram aquele lado mais contemplativo, misterioso e visceral do rock psicadélico e admiro a maneira como estes Temples conseguem mostrar-nos que há também algo de festivo e de certo modo mais descomprometido e descontraído neste subgénero do indie rock, eminentemente nostálgico.

Volcano, o segundo disco dos Temples, amplia ainda mais esta impressão, já que, mantendo a filosofia estética da estreia, contém uma produção mais cuidada e polida e uma maior insistência no sintetizador, como instrumento privilegiado de condução melódica das canções. Há uma aúrea pop mais acentuada na nova personalidade da banda e são vários os instantes em que fica plasmada com evidência nos nossos ouvidos tal intenção. A alegoria algo barroca e classicista das teclas que introduzem a pulsante (I Want To Be Your) Mirror, o modo como um efeito sideral plana, amiúde, na secção rítmica que conduz Strange Or Be Forgotten e a tonalidade desconcertante e aguda da sintetização que introduz Open Air são bons exemplos disso, três dos maiores catalizadores de efervescência ambiental e de criação do ambiente psicadélico que sustenta Volcano. Depois, o constante fuzz de fundo da guitarra ao longo do alinhamento, particularmente impressivo no groove de Roman God-like Man e, sendo mais específico relativamente a esse instrumento, o modo como a mesma gravita em redor do baixo e dos arranjos sintetizados da já referida Open Air e a forma como o riff que constrói dá as mãos ao piano em Mystery Of Pop, explicita a capacidade que nos Temples as cordas têm de orientar canções onde a intimidade também se centra no baixo e na guitarra, geralmente com extremo charme e classe, muito à moda daquele estilo alinhado, que dá alma à essência da melhor tradição do rock britânico.

Registo animado, festivo, imponente e contagiante, principalmente no modo como faz-nos, com grande eficácia, o convite para uma majestosa viagem no tempo, Volcano são pouco mais de quarenta minutos de pura lisergia sonora, que numa espécie de cruzamento entre Tame Impala, Pink Floyd e MGMT, nos oferecem um desfile de electricidade e de fuzz, rematado pela belíssima voz etérea de James, tendo tudo para se tornar num verdadeiro clássico que incorpora o melhor do rock psicadélico dos anos sessenta. Espero que aprecies a sugestão...

Temples - Volcano

01. Certainty
02. All Join In
03. (I Want To Be Your) Mirror
04. Oh The Saviour
05. Born Into The Sunset
06. How Would You Like To Go?
07. Open Air
08. In My Pocket
09. Celebration
10. Mystery Of Pop
11. Roman God-like Man
12. Strange Or Be Forgotten


autor stipe07 às 20:55
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Segunda-feira, 20 de Março de 2017

Spoon - Hot Thoughts

Um dos trabalhos discográficos mais aguardados no início deste ano é, claramente, Hot Thoughts, o nono álbum de originais dos Spoon de Britt Daniel, dez canções que marcam o regresso da banda deste coletivo a uma casa que bem conhece, a Matador Records, que em 1996 editou Telephono, o disco de estreia destes texanos. Produzido pela banda e por Dave Fridmann, Hot Thoughts tem também a curiosidade de ser o primeiro disco dos Spoon a não contar com Mick Harvey, que abandonou o projeto depois da digressão de suporte a They Want My Soul (2014), o antecessor deste Hot Thoughts.

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Há quem considere os Spoon como a banda indie mais relevante dos últimos vinte anos e se afirmações deste calibre apenas encontram razão de ser na liberdade que cada um tem de exprimir livremente a sua opinião, a verdade é que este Hot Thoughts é um trunfo de peso para os defensores dessa tese. E ao longo do alinhamento do registo são vários os instantes sonoros que deslumbram o ouvinte mais incauto; O efeito metálico da guitarra que conduz, com bravura, o tema homónimo que disserta sobre a extrema sensualidade de uma rapariga misteriosa, o groove libidinoso e festivo de Can I Sit Next To You, o clima algo narcótico e desafiante de Do I Have To Talk Into It, canção que se sustenta num curioso diálogo sonoro entre dois dos grandes pilares instrumentais dos Spoon, o baterista Jim Eno e o teclista Alex Fischel e que também brilham em First Caress, composição que vagueia à tona de alguns dos demónios que afligem a mente de Britt Daniel (Coconut milk, coconut water, You still like to tell me they’re the same, And who am I to say?), os sinos e o saxofone de Us ou os arranjos exóticos que adornam Pink Up, tema sobre uma viagem de comboio com destino à cidade marroquina de Marraquexe, são, talvez, os melhores fragmentos sonoros de um registo cheio de vida e cor, ecléctico, abrangente e contundente no modo como agrega grandes canções de modo directo, orgânico e enérgico.

Se a música é vista hoje em dia por Britt Daniel como uma experiência sensual e física e que apela diretamente às emoções, este é então o disco certo para qualquer um de nós poder sentir na pele tal permissa, de preferência comungando tal experiência com alguém predisposto a deixar-se levar com o mesmo grau de devoção por dez canções que representam um enorme salto qualitativo em frente na carreira dos Spoon e que acabam por colocar um enorme e excitante ponto de interrogação nos fãs e apreciadores da banda relativamente ao seu futuro sonoro. Espero que aprecies a sugestão...

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01 Hot Thoughts
02 WhisperI’lllistentohearit
03 Do I Have to Talk You Into It
04 First Caress
05 Pink Up
06 Can I Sit Next to You
07 I Ain’t the One
08 Tear It Down
09 Shotgun
10 Us


autor stipe07 às 17:56
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Terça-feira, 14 de Março de 2017

Vaarwell - Homebound 456

Foi no passado dia dez de março que os Vaarwell de Margarida Falcão, Ricardo Correia e Luis Monteiro, editaram Homebound 456, um lindíssimo trabalho, o longa duração de estreia de um projeto de indie pop nascido em Lisboa em finais de 2014 e que lançou, em Maio de 2015, Love and Forgiveness, o EP de estreia. É um alinhamento de doze canções gravadas por Joaquim Monte no Namouche Estúdio, misturadas e co-produzidas por Paulo Mouta Pereira e masterizadas por Miguel Pinheiro Marques (SDB Mastering). Para além dos Vaarwell, o disco conta ainda com a participação de Tomás Borralho (Anthony Left) e Diogo Teixeira de Abreu (Lotus Fever) nas baterias, Paulo Mouta Pereira (David Fonseca) no piano e Bernardo Afonso (Lotus Fever) nas teclas. O design foi da responsabilidade d​e​ Manuela Abreu Peixoto.

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Homebound 456 é um porto de abrigo acolhedor, cheio de virtudes e tentações, uma lufada aconchegante que nos protege e embala, tenhamos nós a disposição e o desejo de nos deixarmos contagiar por um compêndio de beleza melódica, lírica e instrumental incomum. A voz da Margarida é, por si só, capaz de fazer parar o relógio ao mais empedernido coração e colocá-lo no rumo certo, mas os arranjos e os instrumentos que sustentam as canções permitem também um suave levitar, tal é o rol de emoções que transmitem e a intensidade das mesmas. Se em Floater a distorção da guitarra calcorreia, sem receio, terrenos mais progressivos com forte sabor ao terreno e ao palpável, já nos metais que cirandam por American Dream a emoção instala-se, com 123 a recalcar toda a recatada introspeção, fortemente contemplativa, que Homebound 456 proporciona. Neste tema, o modo como a guitarra explode, não coloca em causa esta agradável sensação de letargia, servindo até como modo de nos fazer perceber que o que ouvimos é real, existe e foi composto por uma banda bastante assertiva, criativa e inspirada no momento de criar música.

Homebound 456 acaba por ser um registo onde tudo se movimenta como uma massa de som em que o mínimo dá lugar ao todo, ou seja, os detalhes são parte fundamental da funcionalidade e da beleza da filosofia dos Vaarwell e a maneira como exploram essa unidade e como selecionam as nuances sonoras que interligam as canções, contém um charme sedutor difícil de explicar. Aliás, se dúvidas ainda vão subsistindo, as variações ritmícas e o arsenal instrumental de Sheets, o tema que encerra o alinhamento, esclarecem definitivamente o mais céptico. No fundo, a receita é uma mescla efusivamente minimal de alguns detalhes implícitos do clássico rock experimental e lisérgico, com alguns dos principais atributos da eletrónica e da pop atual, com todos estes acertos a encontrarem o seu apogeu no tom pueril e na sonoridade sintética de I Never Leave, I Never Go, para mim a melhor música do disco, uma canção de amor que tem como atributo maior um eco que faz parecer que existem dois corações que flutuam no espaço e quando as mãos de ambos se soltam, sem que percebam, e verificam que estão longe demais e já é tarde demais, percebem que só remando para o mesmo lado é que poderão sobreviver a todos os precalços que o amor coloca sempre. O assunto da canção pode não ter nada a ver com esta ideia, mas foi a isso que ela me soube.

No restante alinhamento de Homebound 456, o incrível poema que abastece a nuvem emotiva em que paira You e o incisivo espairecer que nos suscita a guitarra de Waiting Game, por um lado e o estrondoso frenesim sensual plasmado na simplicidade do tema homónimo, por outro, insistem na já descrita indisfarçável filosofia de um álbum que consegue apontar novos faróis a um dos projetos mais distintos e criativos da pop nacional atual e que logo ao primeiro disco instiga, hipnotiza e emociona. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 18:38
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Terça-feira, 7 de Março de 2017

Alt-J (∆) – 3WW

Alt-J (∆) - 3WW

Gwil Sainsbury, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green conheceram-se na Universidade de Leeds em 2007. Gus estudava literatura inglesa e os outros três belas artes. No segundo ano de estudos, Joe tocou para Gwil várias canções que criou, com a ajuda da guitarra do pai e de alguns alucinogéneos; Gwil apreciou aquilo que ouviu e a dupla gravou de forma rudimentar várias canções, nascendo assim esta banda com um nome bastante peculiar. Alt-J (∆) pronuncia-se alt jay e o símbolo do delta é criado quando carregas e seguras a tecla alt do teu teclado e clicas J em seguida, num computador Mac. O símbolo é usado em equações matemáticas para representar mudanças e assenta que nem uma luva à banda que se estreou em junho de 2012 nos discos com An Awesome Wave, e que, pouco mais de dois anos depois e já sem o contributo de Gwil Sainsbury, confirmou a excelente estreia com This Is All Yours, um álbum que além de não renegar a identidade sonora distinta da banda, ainda a elevou para um novo patamar de novos cenários e experiências instrumentais.

Agora, três anos depois desse excelente registo, os Alt-J (∆) vão regressar aos álbuns com Relaxer, oito canções, das quais já se conhece a que abre o alinhamento. A canção chama-se 3WW e entre a pop ambiental contemporânea e o art-rock clássico, é uma epopeia onde em quase cinco minutos se acumula um amplo referencial de elementos típicos desses dois universos sonoros e que se vão entrelaçando entre si de forma particularmente romântica e até, diria eu, objetivamente sensual. Confere 3WW e o artwork de Relaxer...


autor stipe07 às 21:07
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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

Clap Your Hands Say Yeah – The Tourist

Gravado em apenas uma semana em Filadélfia e misturado por Dave Fridmann, The Tourist é o novo disco dos norte americanos Clap Your Hands Say Yeah. Lançado a vinte e quatro de fevereiro último, este é já o quinto da carreira de uma banda oriunda de Brooklyn, Nova Iorque, liderada pelo carismático por Alec Ounsworth e que há uma dúzia de anos causou enorme furor com um fabuloso homónimo junto de uma blogosfera atenta, que sempre os seguiu com devoção e na qual me incluo, até se tornarem, aos dias de hoje, num projeto de dimensão mundial.

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Nesse arranque de carreira, os Clap Your Hands Say Yeah começaram numa toada mais experimental, depois procuraram ser dançáveis, no antecessor Only Run (2014) optaram por uma sonoridade mais melancólica e introspetiva e uma troca do entusiasmo inicial por paisagens mais experimentais e negras, que puderam não agradar aos seguidores mais puristas da banda e agora, voltaram a olhar de novo, mas com um olhar ainda mais anguloso, para sonoridades mais ecléticas, tal como no início e com os anos oitenta em ponto de mira.

Logo na exuberância das cordas de The Pilot é intenso o travo a Talking Heads e depois, à medida que o baixo e a melodia sintetizada se vão apoderando da canção, percebe-se essa reaproximação ao vintage de outrora. A própria postura vocal em Fireproof, a recordar alguns dos melhores instantes da carreira de David Byrne e o modo como uma guitarra insinuante se vai entrecortando com a bateria, à medida que a canção progride, ampliam esta impressão, num disco com momentos intensos, mas onde também não falta algum daquele negrume punk que tipifica os Clap Your Hands Say Yeah

Esta espécie de metamorfose e ambivalência entre territórios mais luminosos e outros mais introspetivos, encontra justificação no baixo pulsante de Better Off e, em oposição, nas acusticidade enternecedora de Loose Ends, um dos temas mais belos da carreira deste projeto e no experimentalismo folk que abastece Visiting Hours. Depois, o andamento algo cru e efusiante de The Vanity Of Trying, canção onde a percussão hipnotiza e gela os nossos ouvidos e o mesmo clima festivo que se escuta em Ambulance  Chaser, canção conduzida por um sintetizador, que procura, teimosamente, assumir-se como um foco divergente das guitarras, apesar de nos remeterem de imediato para a herança do post punk dos anos oitenta, conseguem, de algum modo, conferir um cariz um pouco mais expansivo e aberto ao clima geral do disco.

Muitas vezes, em momentos de perca e de aparente infortúnio, a procura de novos ares e de uma identidade diferente pode ser uma solução conveniente ou ideal, dependendo dos resultados que acontecem com a ação dessa tomada de decisão. Teria sido mais simples para Alec seguir o habitual rumo de busca de novos conceitos e sonoridades, mas esta decisão de voltar a olhar um pouco para os primórdios da carreira da banda mantém acesa a chama dos mais puristas, num disco que atesta que os Clap Your Hands Say Yeah continuam a  merecer o seu lugar de relevo, diferencial e distinto no cenário musical alternativo. No futuro irão reencontrar este novo apelo como fizeram na estreia e, no entanto, nunca se sabe se acontece outra metamorfosoe. Na mente de Alec tudo parece possível. Espero que aprecies a sugestão...

Clap Your Hands Say Yeah - The Tourist

01. The Pilot
02. A Chance To Cure
03. Down (Is Where I Want To Be)
04. Unfolding Above Celibate Moon (Los Angeles Nursery Rhyme)
05. Better Off
06. Fireproof
07. The Vanity Of Trying
08. Loose Ends
09. Ambulance Chaser
10. Visiting Hours


autor stipe07 às 18:46
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

The Feelies – In Between

Há já quatro décadas a ditar regras e a tornarem-se influência primordial no cenário do indie rock norte americano, os The Feelies estão de regresso aos discos com In Between, onze canções abrigadas pela insuspeita Bar None Records e que além de não envergonharem toda a herança deste grupo de Nova Jersey, acrescentam ainda ao seu cardápio alguns instantes sonoros que merecem figurar num plano de elevado destaque no momento de referir algumas das melhores canções que atualmente suportam o espetro sonoro em que os The Feelies navegam e que nomes como os Wilco, The New Pornographers, Yo La Tengo ou Stereolab, entre outros, têm sabido respeitar e elogiar.

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Com momentos discográficos tão relevantes como Crazy Rhythms (1980), o soberbo disco Only Life (1988), ou o antecessor Here Before (2011), os The Feelies não se podem dar ao luxo de se exporem sonoramente sem que tal não signifique que existirá uma elevada bitola qualitativa por trás das suas novas canções. E este In Between é uma segura e confiante adição à lista dos melhores álbuns de um grupo que com a herança de nomes tão díspares como os The Velvet Underground ou os The Kinks, por trás da sua filosofia sonora, tem-se abrigado à sombra de uma fórmula de composição muito específica e que faz da luminosidade lo fi das cordas e da criação de melodias aditivas a sua maior premissa.

Logo no tema homónimo deste In Between conseguimos imaginar um enorme e amplo prado verdejante num dia de sol ameno e no dedilhar pulsante da guitarra de Turn Back Time percebe-se essa incessante busca de texturas em que sobressaia uma curiosa leveza rugosa que nos incite a viajar por aqueles recantos mais amplos de uma América também profundamente selvagem e mística. Essa demanda mais real que nunca também em Stay The Course, tema que tem como curiosidade maior o facto de a bateria se chegar à frente na condução e também na eletrificação da guitarra de Flag Days, que nos oferece o que de melhor ainda tem o vigor e a autenticidade de um povo hoje mais dividido que nunca, mas que encontra a sua génese numa vasta miscelânea de culturas e raízes.

A música dos The Feelies sempre teve essa capacidade de plasmar autênticos quadros impressionistas de uma América cheia de contrastes e o forte odor à herança de um Lou Reed em Been Replaced ou, em oposição, a vibe psicadélica assertiva de Pass The Time, assim como a sensibilidade emotiva das cordas e dos metais que vagueiam por Time Will Tell, tornam bem sucedido esse desejo que o grupo certamente conjura de levar os seus ouvintes a viajarem através das suas canções, intensas, poéticas e cheias de alma, até aos mais diversos cenários naturais e espirituais que lhes servem de inspiração e que, ainda mais do que isso, ajudaram a moldar aquelas que são as suas vidas atuais.

Aos quarenta anos de idade, os The Feelies deslumbram intensamente pelo à vontade com que, nas várias inflexões e variações, quer de sons quer de arranjos, que colocam nas suas músicas, ainda navegam em segurança e vigor nos meandros intrincados e sinuosos de um indie rock que entre uma toada mais grunge, progressiva e psicadélica e uma leveza pop mais intimista, nunca deixam de exalar um sedutor entusiasmo lírico, uma atmosfera amável mesmo no meio de algum fuzz constante e um clima geral luminoso, enérgico e até algo frenético, num disco que flui bem, não só porque tem um conjunto de belíssimas canções, que nos oferecem camadas sofisticadas de arranjos criativos e bonitos, mas também porque é um álbum que reforça o traço de honestidade de uma banda cada vez mais protagonista no universo sonoro em que se move. Espero que aprecies a sugestão...

The Feelies - In Between

01. In Between
02. Turn Back Time
03. Stay The Course
04. Flag Days
05. Pass The Time
06. When To Go
07. Been Replaced
08. Gone, Gone, Gone
09. Time Will Tell
10. Make It Clear
11. In Between (Reprise)


autor stipe07 às 11:50
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

Jens Lekman - Life Will See You Now

Depois de em 2015 o músico e compositor sueco Jens Lekman ter voltado às luzes da ribalta com um assumido compromisso de todas as semanas compor e gravar um novo tema, através do seu projeto Smalltalk, do quel resultou o EP Ghostwriting, uma espécie de complemento dessa hercúlea tarefa onde o autor e a banda que o tem acompanhado transformaram as suas histórias pessoais em canções, assentes numa folk acústica intensa, próxima  e subtilmente encantadora, agora, no dealbar de 2017, este artista que desde 2000 tem revelado o seu charme melancólico e romântico com inegável bom gosto, está de regresso ao formato longa duração, com Life Will See You Now, o quarto álbum da sua carreira, editado a dezassete de fevereiro através da Secretly Canadian.

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Hábil poeta e permanentemente focado e apaixonado pelo processo de escrita e composição, Jens Lekman é exímio a entender os mais variados sentimentos e confissões humanas e fá-lo de forma peculiar, convertendo simples sensações em algo grandioso, épico e ainda assim delicadamente confessional. Neste trabalho, o modo como a sua voz e o piano se apresentam logo na abertura do tema homónimo, causando espanto, faz-nos também entender, com clareza, aquilo que nos espera, em dez canções onde o autor se particularmente intimista e reflexivo, sobrepondo as palavras dos seus poemas com uma evidente exaltação instrumental, necessária e preciosa para a materialização da clara honestidade poética e melódica que sempre o guiou. E essa permissa transforma-se, neste artista, num mecanismo eficaz de diálogo direto com quem se predispõe a ouvi-lo.

Na verdade, Lekman é único e universal a traduzir com simplicidade musical tudo aquilo que gostaríamos de expressar em momentos de maior dor e melancolia, mas também de euforia e exaltação.  What’s That Perfume That You Wear?, tema que inclui um sample do tema The Path de Ralph MacDonald, que data do ano 1978 e que é uma das músicas favoritas do sueco, é um notável exemplo do modo como Lekman retrata o tenebroso final de uma relação amorosa, mas de modo a fazer desse evento uma espécie de desabrochar e a possibilidade de um novo recomeço. E essa capacidade que Lekman tem de nos mostrar sempre o lado positivo e radioso de um qualquer evento, por muito catastrófico que possa parecer, é um dos seus maiores atributos sonoros, audível na exuberância não só das teclas, mas também das cordas e dos metais que tanto se escutam nas suas canções, que nunca descuram a busca de ritmos dançantes e de uma curiosa tropicalidade, também sublime na leveza divertida e primaveril de Wedding In Finistére. Outro bom exemplo dessa estranha dicotomia entre tragédia e celebração está plasmada em Evening Prayer, instante pop também bastante dançante e que se debruça sobre alguém que descobriu que tem cancro e que decide fazer uma cópia do tumor entretanto retirado do próprio corpo numa impressora 3-D. Outra notável canção deste trabalho é, sem dúvida, Our First Fight, composição onde o autor aprimora a sua habitual delicadeza e na pele de um contemporâneo trovador, arrasta-nos, através de soberbos arranjos, para um cenário bucólico bastante impressivo, onde a paixão dá lugar à saudade, o beijo converte-se em despedida e o que é aparentemente grandioso serve agora para nos confortar.

Produzido por Ewan Pearson (M83, Goldfrapp, Chemical Brothers), Life Will See You Now é um festim para os nossos ouvidos e uma boa dose de humor, um verdadeiro caleidoscópio de sensações realisticamente agradáveis, mas também profundamente reflexivas, em que cada uma das suas canções tem tudo para transformar-se num memorável clássico do indie pop, um disco que recheia o curriculum deste sueco com um atestado superior de magnificiência sonora, assente também versos pegajosos e um tipo de atmosfera quase mágica que apenas ele parece capaz de desenvolver. Espero que aprecies a sugestão...

Jens Lekman - Life Will See You Now

01. To Know Your Mission
02. Evening Prayer
03. Hotwire The Ferris Wheel
04. What’s That Perfume That You Wear?
05. Our First Fight
06. Wedding In Finistére
07. How We Met, The Long Version
08. How Can I Tell Him
09. Postcard #17
10. Dandelion Seed


autor stipe07 às 17:32
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Foxygen - Hang

Com uma salutar obsessão pelos Brian Jonestown Massacre, os Foxygen são hoje estrelas maiores do firmamento indie e estão de regresso aos lançamentos discográficos com Hang, oito canções que são um impressionante passo em frente na carreira de uma dupla natural de Weslake Village, nos arredores de Los Angeles e apaixonada pela sonoridade pop e psicadélica de segunda metade do século passado, um período localizado no tempo e que semeou grandes ideias e nos deu canções inesquecíveis, lançou carreiras e ainda hoje é matéria prima de reflexão para inúmeros projetos.

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Se na estreia, com Take the Kids Off Broadway (disco criado em 2011, mas apenas editado no ano seguinte), os Foxygen procuraram a simbiose de sonoridades que devem muito a nomes tão fundamentais como David Bowie, The Kinks, Velvet Underground, The Beatles e Rolling Stones e se dois anos depois, com uma melhor produção, a cargo de Richard Swift e maior coesão, o sucessor, We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, trazia o mesmo horizonte vasto de referências e as inspirações da estreia, mas trabalhadas de forma ainda mais abrangente e eficaz e se em 2014 as mais de vinte canções de ...And Star Power alargaram ainda mais os horizontes do projeto, libertando-o definitivamente de qualquer amarra que ainda o pudesse limitar, agora, ao quarto disco, os Foxygen atingem o auge de maturação e refinamento, num alinhamento onde a criatividade se evidencia nas mais diversas formas, fruto de um psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e um sentido de liberdade e prazer juvenil que é suficientemente atual nesta dupla, exatamente por experimentar tantas referências do passado.

Editado pela Jagjaguwar que desde sempre abriga os Foxygen, Hang está cheio de instantes obrigatórios e surpreendentes. Se Follow The Leader é conduzido por aquele charme negro com fortes ligações ao melhor da motown setentista e se a descarada homenagem de Avalon ao rock progressivo e ao clássico Waterloo dos suecos Abba, ajuda a plasmar o modo como Sam France e Jonathan Rado não se envergonham de elevar ao panteão nomes e figuras de outros tempos que sempre os encantaram, principlamente quando houve um aumento no volume de acidez que sempre abasteceu a dupla, já o sintetizador glam e o piano insinuante de Mrs. Adams são um bom exemplo do modo como os Foxygen são geniais a colar e sobrepôr melodias e instrumentos sem perderem o norte e, naturalmente, quase sempre com um tom sexy e algo subtil. Depois, quando a guitarra pulsante entra, a canção começa a tomar um rumo mais rock e sensual, atingindo o auge numa aceleração que é novamente interrompida pela toada anterior, uma espécie de coito interrompido mas que não impede o regresso aos preliminares.

Até ao final, num disco que de Eddie Holland a Smoking Robinson e Martha Reeves, passando pelos britânicos Electric Light Orchestra de Jeff Lynne tem em si impresso aquele espírito nativo único e genuíno, uma típica canção de natal chamada America, que bem precisa de um Pai Natal generoso que a salve dos tempos tenebrosos que vive, um intenso e melancólico tema com forte travo country chamado On Lankershim e Rise Up, talvez a canção que melhor exemplifica a filosofia experimentalista, ao nível instrumental deste projeto, que se aproxima muitas do blues marcado pelo piano e pelas guitarras, além dos metais e de alguns ruídos, são outros instantes que reúnem, também através das letras, todo um manancial de imagens e referências que evocam a era de ouro de Hollywood e, tendo em conta o período temporal acima descrito, principalmente os mágicos anos setenta.

Hang conta com várias participações especiais, entre elas Trey Pollard, Matthew E. White, os The Lemon Twigs e Steven Drozd dos Flaming Lips, músicos experientes e conceituados, que adicionaram há já habitual receita cósmica da dupla, vários ingredientes assertivos, conseguindo-se sintonizar sempre no ambiente certo, sem ferir as naturais susceptibilidades dos gostos musicais que cada um deles trouxe consigo. O resultado é um verdadeiro tratado sonoro carregado de emoção, cor e alegria, uma verdadeira viagem no tempo, mas também um disco intemporal na forma como plasma com elevada dose de criatividade o que de melhor recria atualmente o vintage. Mas Hang também aponta caminhos para o futuro não só da dupla, como de todo um género musical que não se deve esgotar apenas na recriação de algumas das referências fundamentais do passado, mas também subsistir numa demanda constante por algo genuíno e que depois sirva de modelo e de referencial sonoro. O modo como o misticismo exótico dos Foxygen recria a música de outrora, faz já deles um modelo a seguir para outros projetos que queiram trilhar este caminho sinuoso e claramente aditivo, principalmente pelo modo como, não só neste disco, mas mesmo em cada música, conseguem ser transversais e estabelecer pontes entre o passado e o futuro. Espero que aprecies a sugestão...

Foxygen - Hang (2017)

01. Follow the Leader
02. Avalon
03. Mrs. Adams
04. America
05. On Lankershim
06. Upon a Hill
07. Trauma
08. Rise Up


autor stipe07 às 09:19
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

Strand Of Oaks – Hard Love

Dois anos e meio depois do excelente Heal, o projeto Strand Of Oaks do norte americano Timothy Showalter, está de regresso com Hard Love, nove pulsantes temas produzidos por Nicolas Vernhes (The War on Drugs, Spoon) e que são mais uma fervorosa demonstração de saudável alienação por parte de um músico que, com quinze anos, no sotão de sua casa, se sentiu ausente do resto do mundo e percebeu que a música seria a sua cura e a composição sonora a alquimia que lhe permitiria exorcizar todos os seus medos, problemas e angústias.

Resultado de imagem para strand of oaks 2017

Quase duas décadas depois dessa visão premonitória, Timothy é hoje uma espécie de reverendo que vagueia pela noite americana a pregar o evangelho segundo Neil Young ou Devendra Banhart, tendo sempre como permissa a busca de uma súmula de referências noise, folk e psicadélicas. Para isso, pega no piano, na viola elétrica e em sintetizadores cheios de efeitos e canta sobre tudo aquilo que o impeliu para o mundo da música, mas também sobre viagens sem destino, o amor, o desapego às coisas terrenas e a solidão.

O aparecimento de Devendra Banhart no começo da década passada teve uma importância única para o resgate das influências hippies bem como o fortalecimento de um som de oposição ao que propunham as guitarras típicas da cena indie norte americana, principalmente o que era construído em Brooklyn, Nova Iorque. Strand Of Oaks é mais um que arrisca, e neste caso com enorme sucesso, a mergulhar fundo na psicadelia folk que definiu a música dos anos sessenta, mas fá-lo apoiado num som montado em cima de um imenso cardápio sonoro e musical que, de mãos dadas com uma produção irrepreensível, nos proporciona muito do que de melhor propõe hoje a música independente americana contemporânea.

Neste Hard Love, Strand Of Oaks consegue ir do caraterístico punk rock feito com um baixo proeminente e guitarras simultaneamente sombrias e carregadas de distorção, como se escuta em Radio Kids ou, principalmente, na monumental e tenebrosa Everything, até a uma toada mais pop, que no piano e nos samples de Cry até comove e em Hard Love, o tema que abre de forma magnífica o disco, serve-se da tal guitarra, mas acompanhada por um sintetizador épico e sedutor, adornado por camadas sonoras ricas em detalhes implícitos, mas que nunca ofuscam o desejo de serem as cordas do guitarra, na primeira, e as teclas, na segunda, as pedras de toque para expor sentimentos com genuína entrega e sensibilidade extrema.

Hard Love tem uma atmosfera viciante e extrovertida, é um disco que se ouve de punhos cerrados com a convicção plena que tem conteúdo e que o mesmo, ao impelir-nos à reflexão interior, pode dar um pequeno contributo para que aconteça algo que faça o bem a nós próprios. É um disco que exala certeza e coerência nas opções sonoras que replica, um emaranhado de antigas nostalgias e novas tendências, que reproduzem toda a força neo hippie que preenche cada instante de um álbum tipicamente rock, mas que também se deixa consumir abertamente tanto pelo experimentalismo punk lisérgico como pela soul, referências que expandem os territórios deste artista verdadeiramente singular. A simbiose entre estes dois géneros possibilita que frequentemente se encontrem, como em On The Hill, canção que explora ambas as referências de igual forma e que prova uma feliz aproximação com todos os alicerces do cancioneiro indígena do último meio século, algo que também sucede, mas numa abordagem mais calorosa e próxima do universo de um Springsteen, na vibrante Rest Of It.

Hard Love é, em suma, um trabalho que do vintage ao contemporâneo consegue encantar-nos e fazer-nos imergir na intimidade de um Timothy irreverente mas também bucólico, através de uma viagem cheia de versos intimistas que flutuam livremente, um compêndio de várias narrativas onde convive uma miríade alargada de sentimentos que, da angústia à euforia, conseguem ajudar-nos a conhecer melhor a essência do autor. É um disco simultaneamente amplo e conciso sobre as experiências do músico, mas também sobre o presente, o isolamento, a melancolia e o cariz tantas vezes éfemero dos sentimentos, em suma, sobre a inquietação sentimental, o existencialismo e as perceções humanas, fecundadas numa espécie de penumbra sintética, onde a habitual riqueza instrumental da folk não foi descurada, mas com o rock no seu estado mais puro a ser também uma das forças motrizes que dá vida à pouco mais de meia hora que este disco dura. Espero que aprecies a nossa sugestão...

Strand Of Oaks - Hard Love

01. Hard Love
02. Radio Kids
03. Everything
04. Salt Brothers
05. On The Hill
06. Cry
07. Quit It
08. Rest Of It
09. Taking Acid And Talking To My Brother


autor stipe07 às 21:35
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