Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

The Deltahorse - Transatlantic

Não é tarefa fácil escrever sobre um disco quando se faz parte dos créditos do mesmo e da lista de agradecimentos relativamente a todos aqueles que, de acordo com os autores, tornaram possível que o tomo de canções em questão ganhasse vida. Tal demanda é ainda mais complicada quando o álbum é um excelente tratado de indie rock e, dizendo-o com toda a naturalidade e sinceridade, o leitor não achar que tais elogios se devem apenas à referida menção. Mas a verdade é que Transatlantic, o disco de estreia dos The Deltahorse, editado à boleia da Slower Faster Music, é a prova audível de que estamos na presença de um novo grupo que se apresenta ao universo musical indie, como um projeto que prima pelo detalhe e pelo bom gosto e que merece garantidamente uma audição atenta.

Formados pelo cantor e compositor Vadim Zeberg, por Dana Colley, um saxofonista de Boston, nos Estados Unidos, que chegou a tocar esse instrumento com os Morphine e pelo berlinense Sash, os The Deltahorse têm no seu núcleo duro três músicos de diferentes proveniências e que, por incrível que pareça, nunca estiveram juntos no mesmo local, pelo menos até à data da edição de Transatlantic. A internet foi um veículo essencial no processo de composição melódica e na definição da arquitetura de dez canções perfeitas para uma noite diferente, plena de aventura e diversão, na melhor companhia possível ou, em alternativa, com disponibilidade para encontrar alguém diferente e especial, tal é o charme, a luxúria e a sofisticação do ambiente que as mesmas recriam.

Canções como a sedutora Street Walking, que aborda o modo infalível como uma bela mulher caminha na rua, a intimista Balcony TV que descreve um programa a dois bastante curioso ou Call It A Day, composição que nos oferece algumas sugestões credíveis para tornar um dia normal num marco nas nossas vidas, tenhamos nós coragem para nos deixarmos conduzir pelo lado mais obscuro da nossa mente, acentua uma espécie de concetualidade relacionada com uma viagem para um outro mundo onde não somos nós a espécie dominante e protagonista, mas antes observadores do modo como, se formos corajosos, podemos ter uma vida muito mais preenchida caso deixemos que os nossos maiores sonhos se materializem em concretos eventos e intensas emoções.A verdade é que a música dos The Deltahorse pode-nos salvar nesse mundo e fazer com que não nos sintamos isolados e perdidos, mas antes plenamente realizados e absortos por uma sensação de prazer única e intemporal.

Da eletrónica ao rock mais experimental, o som dos The Deltahorse oscila entre o sintético e o orgânico, enquanto choca com a energia da bateria e os arranjos fantásticos de um trompete convicto, podendo-se assistir a um salutar combate entre percussão, sopros, teclas e cordas, sempre a crescer de intensidade, como se estivessemos a descolar para uma viagem rumo ao tal mundo criado pela banda e definitivamente na rota certa para uma vida muito mais realizada e feliz. Espero que aprecies a sugestão...

Transatlantic

Call It A Day

Happy Heart (Can Go For Miles)

Easy Life

Summer Mode

These Are Your Friends

Broadcast

Balcony TV

Street Walking

Tonight

Cinematic


autor stipe07 às 22:17
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Sábado, 25 de Julho de 2015

Férias 2015

Até breve...

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autor stipe07 às 14:50
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Sábado, 30 de Maio de 2015

Noiserv @ Castelo de Paiva

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv trará na bagagem um compêndio de canções que fazem parte dos EPs  56010-92 e A Day in the Day of the Days , dos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra e do DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There, uma já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional, de um artista que trouxe uma nova forma de compôr e fazer música e que gosta de nos deixar no limbo entre o sonho feito com a interiorização da cor e da alegria sincera das suas canções e a realidade às vezes tão crua e que ele também sabe tão bem descrever.

No próximo dia dezanove de junho, Noiserv estará em Castelo de Paiva, no auditório municipal, a partir das 21:30, para nos embalar com os seus acordes, num espetáculo organizado em parceria por este blogue, a Academia de Música de Castelo de Paiva, a Rádio Paivense FM e a Câmara Municipal de Castelo de Paiva.

Este espetáculo servirá também para homenagear Sérgio Vieira, uma figura incontornável do universo musical paivense, que recentemente nos deixou e que era leitor assíduo deste blogue, além de um grande fã de Noiserv e da sua música.

Os bilhetes, com um preço único de 5 euros e limitados a uma lotação de duzentos lugares, podem ser já adquiridos através do contacto 962751689, nas instalações Rádio Paivense, no Posto de Turismo local, no Café Central ou, caso ainda existam disponíveis no dia do concerto, na bilheteira do Auditório Municipal. Oportunamente serão divulgados mais locais de venda.

Contamos com a tua presença numa noite que será certamente muito bonita e inesquecível! Para já, fiquemos com uma pequena amostra do que poderá ser este concerto único...


autor stipe07 às 16:03
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Star Wars: The Force Awakens Trailer #1

Terminou a espera... Finalmente foram divulgadas as primeiras imagens de Star Wars Episode VII - The Force Awakens, filme realizado por J.J. Abrams e que tem como data prevista de estreia, dezembro de 2015.

Em cerca de minuto e meio podemos deliciar-nos com os novos X-wings, as novas fardas e equipamento dos stormtroopers e uma sequência em que o Millennium Falcon combate TIE fighters enquanto sobrevoam um deserto.

A sequência começa com a personagem interpretada por John Boyega, possivelmente um dos novos heróis do filme, vestido de stormtrooper e depois surge um pequeno droide numa espécie de parque de material aoeronaútico desativado. 

De seguida, os novos stormtroopers, completamente equipados, são largados em local desconhecido por uma nave de transporte e a personagem interpretada por Daisy Ridley surge em cima de um veículo inédito, deslocando-se em pleno deserto.

Finalmente, um piloto interpretado por Oscar Isaac surge no cockpit de um X-wing Starfighter e depois uma esquadrilha completa sobrevoa, a baixa altitude, um lago. De seguida, o dramatismo aumenta com a sequência de combate entre o Milleniun Falcon e os TIE Fighters e o trailer termina com uma figura sombria, no meio de uma floresta gelada, possivelmente Luke Skywalker, que murmura The dark side... and the light, empunhando um sabre de luz idêntico a uma espada medieval.

É possível fazer várias conjeturas acerca do enredo a partir deste trailer e a mais sombria é imaginar Luke no lado negro da força. Será? Que achas do trailer e que hipóteses colocas para a história?

Ficha Técnica:
Realizador: J.J. Abrams
Produtores: Kathleen Kennedy, J.J. Abrams e Bryan Burk
Argumento: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams
Atores: John Boyega, Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Gwendoline Christie, Domhnall Gleeson, Max von Sydow, Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Peter Mayhew, Kenny Baker

 


autor stipe07 às 18:10
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Sábado, 28 de Dezembro de 2013

Os melhores discos de 2013 (10 - 01)

10 - The Flaming Lips -The Terror

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Uma das virtudes e encantos deles foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. The Terror segue esta permissa temporal, agora num futuro pós apocalítico mas, tematicamente, parece ser um trabalho muito terreno, digamos assim, porque fala imenso do amor, mas também do abandono e da proximidade com a morte. A poesia dos The Flaming Lips é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir.

CD 1
01. Look… The Sun Is Rising
02. Be Free, A Way
03. Try To Explain
04. You Lust
05. The Terror
06. You Are Alone
07. Butterfly, How Long It Takes To Die
08. Turning Violent
09. Always There In Our Hearts

CD 2
01. Sun Blows Up Today
02. All You Need Is Love

 

9 - Sigur Rós - Kveikur

Quem conviveu intimamente na última década com a música dos Sigur Rós e criou algumas defesas quanto à possível transformação sonora da banda, tornando-se algo purista relativamente à fórmula que sempre adoptaram, terá já torcido o nariz a Valtari e ainda mais desapontado ficará com Kveikur. Mas, se quem teve essa tal convivência íntima de espírito aberto e são e predisposto a aceitar novos rumos, tem em Kveikur um novo manancial de de detalhes e nuances instrumentais para explorar e descobrir, um exercício musical que certamente será do agrado de quem não se importa de descobrir uns Sigur Rós mais crús, diretos e psicadélicos, mas que não deixam, mesmo assim, de nos fazer flutuar num universo de composições etéreas e sentimentalmente atrativas.

01. Brennisteinn
02. Hrafntinna
03. Ísjaki
04. Yfirborð
05. Stormur
06. Kveikur
07. Rafstraumur
08. Bláþráður
09. Var

 

8 - Foxygen - We Are The 21st Century Ambassadors of Peace and Magic

We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace & Magic é um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os Foxygen. É um impressionante passo em frente quando comparado com Take the Kids Off Broadway e um disco vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências do passado.

In The Darkness

No Destruction

On Blue Mountain

San Francisco

Bowling Trophies

Shuggie

Oh Yeah

We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic

Oh No 2

 

7 - Weekend - Jinx

A cuidada sujidade ruidosa que os Weekend produzem é feita com justificado propósito usando a distorção das guitarras como veículo para a catarse de vários conflitos emocionais e conotações filosóficas, as grandes temáticas das dez letras de Jinx. Esta acaba por ser a fórmula que faz deste álbum um conjunto coeso de dez canções, com uma estrutura muito bem construída, que não vão dececionar quem aprecia o rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa espécie de hardcore luminoso.

Weekend - Jinx

01. Mirror
02. July
03. Oubliette
04. Celebration, FL
05. Sirens
06. Adelaide
07. It’s Alright
08. Rosaries
09. Scream Queen
10. Just Drive

6 - Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Action

O grande segredo dos Franz Ferdinand reside na capacidade que demonstram de se renovarem e exerimentarem coisas novas e, ao mesmo tempo, não quererem complicar! É curioso até perceber que, de disco para disco, a noção de simplicidadce está cada fez mais presente, já que agora nem se vislumbram alguns arranjos eletrónicos que constavam de alguns dos anteriores alinhamentos da banda. Para este grupo quem dita as regras são eles próprios, apesar de pequenos detalhes que nos remetem para outros projetos, com os Gang Of Four à cabeça. Mas o importante é que a ideia de festa esteja sempre presente.

Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Actions

01. Right Action
02. Evil Eye
03. Love Illumination
04. Stand on the Horizon
05. Fresh Strawberries
06. Bullet
07. Treason! Animals.
08. The Universe Expanded
09. Brief Encounters
10. Goodbye Lovers And Friends

 

5 - Crystal Stilts - Nature Noir

Mestres em dissecar uma já clássica relação estreita entre o rock de garagem e o punk psicadélico e exímios na forma como colocam na voz aquele cariz algo sombrio que tão bem os carateriza, em Nature Noir, os Crystal Stilts apresentam-nos dez canções viscerais e cheias de estilo, tão enevoadas como a penumbra que rodeia o próprio grupo, mas também tão luminosas como só as bandas que sabem ser eficazes à sombra das suas próprias regras conseguem ser.

01. Spirit In Front Of Me
02. Star Crawl
03. Future Folklore
04. Sticks And Stones
05. Memory Room
06. Worlds Gone Weird
07. Darken The Door
08. Electrons Rising
09. Nature Noir
10. Phases Forever

 

4 - Youth Lagoon - Wondrous Bughouse

Mesmo que a loucura seja uma espécie de fio condutor de Wondrous Bughouse e que ela seja tratada como um referencial que flutua constantemente entre a metáfora e a realidade, através de letras corroídas pelo medo de encarar o quotidiano adulto, as melodias ascendentes e alegres do disco, fazem dele uma obra prima, porque raramente um compositor conseguiu analisar o universo de um jovem adulto com tanta veracidade e dor e, simultaneamente, deixar-nos com um enorme sorriso nos lábios quando somos confrontados com a beleza melódica de que se serve para atingir tal desiderato.

01. Through Mind and Back
02. Mute
03. Attic Doctor
04. The Bath
05. Pelican Man
06. Dropla
07. Sleep Paralysis
08. Third Dystopia
09. Raspberry Cane
10. Daisyphobia

3 - Unknown Mortal Orchestra - II

Em II, os Unknown Mortal Orchestra aperfeiçoam letras e ruídos, duas vertentes essencias do seu cariz identitário. Em relação à estreia, o disco tem uma sonoridade mais grandiosa e controlada, ao mesmo tempo. As canções têm um maior volume e densidade, mas continuam a soar muito bem em ambientes fechados e reduzidos. A simplicidade não deixa de se fazer notar e o disco flutua num ambiente próprio, livre de exageros e coerente com a proposta determinada pela banda e que, como ficou patente na estreia, sustenta-se na dualidade existente nos tais laços entre a psicadelia e o R&B. Coerente com vários discos que têm revivido os sons outrora desgastados das décadas de sessenta e setenta, II é uma viagem ao passado sem se desligar das novidades e marcas do presente.

01 – From The Sun
02 – Swim And Sleep (Like A Shark)
03 – So Good At Being In Trouble
04 – One At A Time
05 – The Opposite Of Afternoon
06 – No Need For A Leader
07 – Monki
08 – Dawn
09 – Faded In The Morning
10 – Secret Xtians

2 - The National - Trouble Will Find Me

Como é normal com todos os discos dos The National, Trouble Will Find Me é uma rodela que exige tempo, que se revela a pouco e pouco e que só será devidamente entendida após várias e repetidas mas dedicadas audições. É um álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade, mas é sobretudo um exercício de audição individual das canções. Com ele os The National firmam a sua posição na classe dos artistas que basicamente só melhoram com o tempo.

The National - Trouble Will Find Me

01. I Should Live In Salt
02. Demons
03. Don’t Swallow The Cap
04. Fireproof
05. Sea Of Love
06. Heavenfaced
07. This Is The Last Time
08. Graceless
09. Slipped
10. I Need My Girl
11. Humiliation
12. Pink Rabbits
13. Hard To Find

 

1 - Arcade Fire - Reflektor

Reflektor é um disco altamente preciso e controlado, pensado ao mínimo detalhe e que vai ao encontro das enormes expetativas que sobre ele recaiam, ainda por cima num ano em que a concorrência mais direta lançou discos, alguns deles com uma elevada bitola qualitativa. É um salto qualitativo em frente na carreira dos Arcade Fire por ter colocado um enorme ponto de interrogação nos fãs e apreciadores da banda relativamente ao futuro sonoro do grupo

Arcade Fire - Reflektor

CD 1
00. Hidden Track
01. Reflektor
02. We Exist
03. Flashbulb Eyes
04. Here Comes The Night Time
05. Normal Person
06. You Already Know
07. Joan Of Arc

CD 2
01. Here Comes The Night Time II
02. Awful Sound (Oh Eurydice)
03. It’s Never Over (Oh Orpheus)
04. Porno
05. Afterlife
06. Supersymmetry


autor stipe07 às 15:26
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Man On The Moon - EP1 (Everything Is New TV)

Além da versão rádio, na Paivense FM, o blogue Man On The Moon também já tem versão TV, na Everything Is New TV. O 1.º episódio acaba de ir para o ar e fala do álbum Help Me! dos suecos The Sweet Serenades. Confere...


autor stipe07 às 18:10
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Sigur Rós, Coliseu do Porto (13.02.13)

Brosandi

Hendumst í hringi
Höldumst í hendur
Allur heimurinn óskýr
Nema þú stendur

Rennblautur
Allur rennvotur
Engin gúmmístígvél
Hlaupandi inn í okkur
Vill springa út úr skel

Vindurinn
Og útilykt af hárinu þínu
Ég anda eins fast og ég get
Með nefinu mínu

Hoppípolla
I engum stígvélum
Allur rennvotur (rennblautur)
I engum stígvélum

Og ég fæ blóðnasir
En ég stend alltaf upp

Og ég fæ blóðnasir
Og ég stend alltaf upp


autor stipe07 às 14:31
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Segunda-feira, 26 de Março de 2012

Sigur Rós - Ekki Múkk

E de repente sinto-me muito feliz porque com Ekki Múkk terminou uma espera com quase 4 anos... E voltei de novo a sentir aquiLo... e aQuilo... e Aquilo... Tudo aqUilo que só eu sei o que é e que só os Sigur Rós me fazem sentir...
(Valtari chega às lojas a 28 de maio)


autor stipe07 às 19:19
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

R.E.M. - Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage Trailer

America's best rock n'roll band. (Rolling Stone)
The band who saved american music. (Uncut)
An indelible footprint on modern music. (Spin)
Songs that won't be denied. (NME)
The soundtrack for a generation. (New Yorker)
Uma marca bonita, indelével e definitiva na minha existência! (João Tavares)
31 anos de história nas lojas a 15 de novembro...


autor stipe07 às 21:41
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

R.E.M. Gone Wrestling...

Ontem, dia 21 de setembro, os R.E.M. anunciaram ao mundo o fim de uma grande aventura com mais de 30 anos no site oficial da banda. Estava sentado no sofá de casa a ouvir a primeira faixa de Rumspringa, o disco mais recente do projeto Canon Blue, quando oportal Stereogum, através da rede social Facebook, surgiu-me perante o olhar com uma atualização onde se lia R.E.M. quits. Muito sinceramente, tenho uma dificuldade imensa em descrever o que senti naquele preciso momento, o enorme vazio que instantaneamente se apoderou de mim! Fiquei sem vontade nenhuma de abrir o link e ler o conteúdo e senti uma necessidade imensa de abrir bem os meus olhos e respirar fundo para não me deixar abater emocionalmente pelo que iria ler. Carreguei então no dito link que de imediato me remeteu para o comunicado oficial da banda e que ontem transcrevi neste blogue.

À medida que os anos vão passando, crescemos, a nossa vida evolui e avança, passamos por experiências boas e amargas e, se tudo for correndo bem, atingimos sonhos e objetivos. E ao longo dessa caminhada há sempre marcas, pessoas, circunstâncias e factos da nossa vida, ideias, sonhos e desejos que nos acompanham e marcam a nossa identidade, como se fossem um carimbo ou uma tatuagem invisivel, que não se vê, mas que nós e os que connosco convivem sabem que existe e que está lá. E os R.E.M. são, sem a mínima hesitação, uma marca na minha vida, um descritor essencial da minha identidade, algo indissociável da meu eu enquanto pessoa, doa a quem doer, como sabem todos aqueles que porventura me conhecem minimamente e possam estar a ler este texto.

Poderá haver quem me ache demasiado sentimental e lamechas (só eu sei o quanto algumas músicas dos R.E.M. contribuiram ao longo da minha vida para alimentar esta marca da minha personalidade) em determinados momentos e situações da minha existência; Neste facto concreto, o fim dos R.E.M. enquanto banda, tenho todo o direito de o ser e de extravasar a minha imensa mágoa, exatamente porque eles são, como referi, uma caraterística essencial da minha identidade!

Sei que pode haver quem ache um exagero falar assim, mas sinto que ontem perdi um bom amigo e que ele deixou um vazio cá dentro que ninguém (neste caso uma banda) poderá colmatar! Foi como se tivesse deixado de ter ao meu lado um ser que estava sempre ali, que me ouvia quando colocava um disco deles a tocar, com quem falava nos meus passeios e viagens, nos meus momentos de solidão e mais pessoais e por quem esperava avidamente por notícias e novidades! Agora ficam-me apenas as recordações desse amigo, na vasta discografia que guardo lá em casa, como se fossem cartas que me escreveu e me deixou para eu ler sempre que queira!

Não há neste momento aquele sentimento de luto até porque hoje já sorri imenso por causa dos R.E.M.. Mas a tristeza invade-me e não tenho vergonha de o confessar! No fundo e dentro do orgulho que sinto por eles, confesso que entendo a escolha que fizeram e como até, neste momento final, conseguiram manter a sua integridade intata.
Musicalmente, acompanharam-me desde a minha infância, os seus álbuns foram fundamentais na minha formação pessoal e, tal como tantos outros fãs que conheço, foram juntamente com os Radiohead e os Sigur Rós a banda que até hoje mais me marcou.
Quando, em 1989, vi pela primeira vez na RTP 2 os videos de The One I Love e Stand, colaram-se logo no meu ouvido e no meu ser, numa época em que ainda não havia internet ou cds e tinha-se de fazer figas para conseguir visualizar de novo algo que nos marcasse devido à inexistência do youtube. Um tempo em que encontrar uma cassete dos R.E.M. obrigava a uma viagem de comboio ao Porto e a uma procura exaustiva em lojas que hoje, infelizmente , já não existem. Recordo-me, como se fosse ontem, da excitação que senti quando comprei o Automatic For The People em 1992, numa loja de discos que conhecia de fio a pavio, no centro comercial Oita em Aveiro e depois desse, sempre essa mesma excitação enorme e feliz que palpitava cá dentro, por saber que iria explorar, descobrir e ouvir os outros catorze, além dos DVD's, coletaneas e cd singles que fui adquirindo ao longo de quase vinte anos. Esse disco é hoje um marco decisivo na minha existência, um dos meus objetos mais valiosos, o número um de uma coleção musical física felizmente já extensa e da qual me orgulho.
Os R.E.M. pontuaram toda a minha vida pessoal, serviram de banda sonora para vários momentos lindíssimos (tenho, na minha cabeça, vários vídeos pessoais que eu próprio filmei de algumas músicas deles), serviram para encontrar amigos e criei com aqueles aquela relação fã / ídolos, que quase não existe nos jovens de hoje, criados nas facilidades e na transitoriedade própria da internet e desta aldeia cada vez mais global.
Assisti a dois concertos da banda! Ambos no Pavilhão Atlântico e dos quais destaco o primeiro, em 1999, pela enorme surpresa que me foi proporcionada e pela companhia de um grande amigo, dos poucos que entendem esta minha devoção e que fará sempre parte da minha vida.
Poderia escrever também sobre as letras que mais me marcaram, sobre a voz inconfundível do meu guru, Michael Stipe, uma das poucas pessoas com quem não desdenharia trocar de pele por alguns dias, mas esta despedida é apenas um modo de dizer, porque as canções, essas estarão sempre aqui!
Obrigado R.E.M. pelo legado de quinze discos que guardo religiosamente na solarenga escadaria de minha casa, todos eles para mim intemporais e que continuarei a ouvir com o mesmo prazer de sempre!
Obrigado pelas letras de cerca de duzentas músicas que me ficaram no ouvido e de algumas melodias nostálgicas que jamais me deixarão, pela escrita e presença de Michael Stipe em palco, pelo virtuosismo e discrição do verdadeiro líder da banda, Peter Buck, pelos falsetes, baixo e pianos inesquecíveis de Mike Bills, um dos melhores baixistas que tive a oportunidade de ouvir tocar e, não me esqueço dele, pelo Bill Berry, que apesar de não integrar a banda há cerca de treze anos, escreveu a magnífica Perfect Circle e é um dos bateristas mais virtuosos que alguma vez ouvi tocar!
No comunicado oficial a banda refere que se despede com enorme sentido de gratidão e de deslumbramento por tudo o que conseguiram. Eu é que agradeço com enorme sentido de gratidão e deslumbramento por tudo o que consegui por vossa causa! Sem vocês não teria nunca feito Djing, não teria iniciado a coleção de discos que agora tenho, não teria criado este blogue, não teria convencido os extintos The Otherside a fazerem uma versão acústica de I've Been High, não me teria privado de bens que gosto para poder segui-los e adquirir a sua discografia e não teria feito tantas outras coisas que agora não me consigo recordar...
É óbvio que eles nunca se venderam a ninguém e foram sempre, como referem no dito comunicado, uma banda no verdadeiro sentido da palavra, irmãos que se respeitavam e amavam e que talvez este fosse mesmo o momento certo, sem mágoas, porque, de acordo com Michal Stipe, tudo tem um fim.
Ontem foi então o fim de uma banda que foi da garagem até à lua e que me levou nessa viagem com eles... Portanto, se alguém quiser saber onde me encontrar de agora em diante, é lá em cima que eu estou! É que depois de, também devido a eles, ter atingido este estado de alma em que vivo hoje e ser a pessoa que sou, não exigo menos para o resto dos meus dias!
Queridos R.E.M.: Vocês criaram a banda sonora da minha vida! Entre tantas e tantas outras que decorei e me emocionam sempre que as ouço, escreveram Be Mine com a qual amo Smartieees e escreveram Man On The Moon que me faz querer todos os dias ser um bocadinho de Andy Kaufman e dizer umas piadas, mesmo sem graça, e ser uma pessoa sorridente, bem disposta, alegre e feliz para todos aqueles que me rodeiam, além de nunca querer desistir dos meus sonhos, por mais inacessíveis que eles pareçam! Um dia, com um imenso orgulho, hei-de passar para alguém quase igual a mim este legado que vocês me deixaram...
Obrigado R.E.M.
Vamo-nos vendo por aí... ;)

Deixo agora um vídeo da NASA que mostra como há alguns dias atrás Michal Stipe entrou em direto com alguns astronautas da última missão do Space Shuttle Atlantis para partilhar com eles Man On The Moon e (decisão difícil), por ordem cronológica, algumas das minhas mais...
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 

autor stipe07 às 20:33
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