Quarta-feira, 22 de Junho de 2016

The Invisible – Patience

A dez de Junho último e à boleia da Ninja Tune chegou aos escaparates Patience, o terceiro registo de estúdio do trio londrino The Invisible de Dave Okumu, nove canções sustentadas numa eletrónica apurada, construídas em redor de sintetizadores inspiradas na luxuosa pop dos anos oitenta, como se percebe logo no clima melancólico e simultaneamente sedutor de So Well, tema que conta com a participação especial da cantora Jessie Ware e onde quer ela quer Okumu dialogam, teatralizando uma complexa e inebriante relação amorosa.

Os anos oitenta foram marcantes para a história da música contemporânea e serão sempre alvo de inspiração e revisão, principalmente por ter sido o período em que os sintetizadores foram definitivamente chamados para a linha da frente no processo de composição melódica, por parte de bandas e projetos que afirmaram a pop às massas e colocaram o rock num espetro mais alternativo. Essa pop polida dos anos oitenta, feita com sintetizadores carregados de efeitos e com um ar sempre solene, acaba por definir a essência e o dramatismo deste projeto, que nos propôe uma coleção de canções assentes em teclados com a esperada pompa e circunstância aveludada que enfeita as melodias que debitam.

Impecavelmente produzido, Patience arremessa para os nossos ouvidos toda uma herança luxuosa, com vários destaques, ao nivel instrumental, que importa realçar; Além da beleza do tema de abertura já descrito, não posso deixar de destacar o groove efusiante de Save You, canção que contém um forte apelo às pistas de dança e, na sequência, Best Of Me, tema como alguns elementos percurssivos curiosos, entrelaçados com um rugoso teclado, com a voz de Okumu, num registo grave, a mostrar todos os seus atributos e abrangência e um lado humano peculiar, que se mostra como um trunfo maior neste alinhamento. Esta é uma voz impregnada com sensações imponentes e redentoras, como se percebe em Memories, um dos melhores instantes de Patience, canção onde o efeito vocal em eco cristaliza e amplia um fabuloso baixo, que passeia uma dose incontida de egocentrismo, de braço dado com teclados épicos.

Vocalmente, a cereja no topo do bolo de Patience acaba por ser o lote de participações especiais, escolhidas com acerto e de modo a potenciar o ideário sonoro e estilístico pretendido para o álbum. Além de Jessie Ware no tema já referido, em Different, Rosie Lowe é uma peça essencial para dar vida e cor a um refrão marcante, numa canção que é uma ode declarada ao melhor R&B contemporâneo, conduzido por guitarras plenas de groove, cordas dinâmicas e uma percussão bastante festiva, onde não faltam efeitos metálicos e de palmas. Este tema é um monumento de sensualidade, pensado para dançar num ambiente quente e charmoso e, logo depois, em Love Me Again, esse efeito amplia-se numa canção onde é novamente o R&B a ditar as regras e que conta com Anna Calvi. Mais uma vez, a presença dessa voz feminina, neste caso bastante intensa e até algo ternurenta, acaba por ser um extraordinário complemento ao propósito acolhedor e intencional de um alinhamento que quer brincar com a subtileza e o mistério que envolve as relações, daquela maneira alegre, mas também profunda e exótica  que se espera delas, sempre com um bom gosto e uma intensidade sentimental únicas. Espero que aprecies a sugestão...

The Invisible - Patience

01. So Well
02. Save You
03. Best Of Me
04. Life’s Dancers
05. Different (Feat. Rosie Lowe)
06. Love Me Again (Feat. Anna Calvi)
07. Memories
08. Believe In Yourself
09. K Town Sunset (Feat. Connan Mockasin)


autor stipe07 às 22:05
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Two Door Cinema Club – Are We Ready? (Wreck)

Two Door Cinema Club - Are We Ready (Wreck)

Os irlandeses Two Door Cinema Club, de Alex Trimble, Kevin Baird e Sam Halliday, vão regressar aos discos a catorze de outubro próximo com Gameshow, dez canções que vão quebrar um hiato de quatro anos do projeto. Este será o terceiro disco da banda, sucedendo ao muito aclamado Beacon (2012) e a Tourist History (2010), o disco de estreia.

Há poucos dias a banda apresentou em primeira mão, no programa de Annie Mac, na BBC Radio 1, Are We Ready? (Wreck), o primeiro avanço de Gameshow e, pela amostra, está de regresso aquele fluxo planante das guitarras, típico de um trio onde tudo flui para impressionar e levar os ouvintes a entregarem-se aos encantos e à dança involuntária que conseguem imprimir ao ideário sonoro das suas canções. Confere...


autor stipe07 às 22:01
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2016

The Kills - Ash & Ice

Os britânicos The Kills de Jamie Hince e Alison Mosshart acabaram finalmente um hiato discográfico de praticamente meia década, já que o excelente Blood Pressures tinha sido o último disco que a dupla lançou já no longínquo ano de 2011. Gravado no outro lado do atlântico, em Los Angeles e nos estúdios Electric Lady, em Nova Iorque, Ash & Ice é o nome do novo álbum dos The Kills, um trabalho produzido pelo guitarrista Jamie Hince, com a preciosa ajuda do conceituado John O’Mahoney e lançado pela Domino Records.

Uma das primeiras impressões que sobressai de Ash & Ice é a manutenção da química intensa entre a dupla, uma das conexões mais sólidas e bem sucedidas do espetro sonoro em que estes The Kills se movimentam. A guitarra fluída de Hince em Heart Of A Dog, o modo como o som sintetizado que baliza a melodia em Doing To The Death, sem beliscar o fuzz das cordas eletrificadas e a emotividade e pujança vocal de Alison, em ambos os temas, esclarece, desde logo, os mais pessimistas e sossega os fãs acérrimos de um projeto que tem uma significativa e fiel prole de seguidores por cá.

Mas as constatações e as revelações em Ash & Ice não ficam por aqui. Tendo em conta estes temas iniciais, o trabalho não defrauda a herança da dupla, mas chega-se à imponência percussiva de Bitter Fruit e ao rigor e pendor orgânico da batida de Siberian Nights, duas canções feitas de punhos cerrados e queixo levantado, como o velhinho e anguloso indie rock exige, para se concluir que, além do aspeto identitário anteriormente referido, estes The Kills também continuam capazes de, sem dó nem piedade, proporcionarem um ambiente ora sombrio e nostálgico, ora aquele onde cabem os jeans coçados escondidos no guarda fatos, as t-shirts coloridas e um congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque é hora de festa.

Se a cereja no topo do bolo de Ash & Ice é, quanto a mim, Impossible Tracks, canção com uma vibração ímpar e que emerge com toques de grandiosidade em estradas difíceis de percorrer, é no refrão da mais soturna e exigente Days Of Why and How, no ardor intimista de That Love e no sentimentalismo minimalista de Hum For Your Buzz, que se entende que este alinhamento também amplia o som de uns The Kills notoriamente na fase mais madura da carreira e abertos e prontos para novas sonoridades e descobertas, apesar de confessarem sentirem-se mais confortáveis a explorar os recantos mais obscuros de uma relação que se deseja que não seja sempre pacífica entre a mágica tríade instrumental que compôe o arsenal de grande parte dos projetos inseridos nesta miríade sonora. No fundo, o rugoso, crú e visceral punk rock dos The Kills mantém-se intocável, assim como o charme inconfundível de uma dupla única e sem paralelo no universo alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...

The Kills - Ash And Ice

01. Doing It To Death
02. Heart Of A Dog
03. Hard Habit To Break
04. Bitter Fruit
05. Days Of Why And How
06. Let It Drop
07. Hum For Your Buzz
08. Siberian Nights
09. That Love
10. Impossible Tracks
11. Black Tar
12. Echo Home
13. Whirling Eye


autor stipe07 às 23:11
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2016

Wild Beasts - Get My Bang

Wild Beasts - Get My Bang

Dois anos após o excelente Present Tense, que tinha sido já um notável sucessor da obra prima Smother (2011), o quarteto britânico Wild Beasts está de regresso aos lançamentos discográficos com Boy King, o quinto disco da carreria do grupo, gravado do outro lado do atlântico, em pleno Texas, com a preciosa ajuda do produtor John Cogleton.

A carreira dos Wild Beasts tem sido marcada por um desenvolvimento progressivo e um aumento da bitola qualitativa da sonoridade apresentada de disco para disco e desde Smother, considerado unanimemente como o ponto alto da carreira do grupo, é percetível uma cada vez maior propensão para o encontro de propostas sonoras mais ambiciosas e sofisticadas, que possibilitem um alargar do leque musical dos Wild Beasts, sempre com a habitual qualidade lírica acima de qualquer suspeita e que importa também analisar e com algum detalhe.

Get My Bang, o primeiro avanço divulgado de Boy King, tem esse lado inédito e abrangente, com o funk da batida, a sensualidade das vozes de fundo femininas e a simbiose entre a distorção das guitarras e um conjunto de referências que piscam o olho a alguns fragmentos mais preponderantes da eletrónica atual, sem descurar uma forte presença da synthpop típica dos anos oitenta, de forma equlibrada e não demasiado vintage, a fazerem da canção um excelente aperitivo para um álbum que terá, certamente, um charme inconfundível e um pulsar tremendo. Confere..


autor stipe07 às 17:36
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Sábado, 28 de Maio de 2016

Metronomy – Old Skool

Metronomy - Old Skool

Dois anos depois de Love Letters, os britânicos Metronomy de Joe Mount estão prestes a regressar aos discos com Summer 08, um álbum que irá ver a luz do dia já a um de julho e que será, certamente, um dos acontecimentos musicais do próximo verão.

Como o nome do tema indica, Old Skool, um dos avanços já divulgados de Summer 08, impressiona pelo clima retro proporcionado pelo funk da batida, um baixo bastante vigoroso e vários arranjos metálicos, aspectos que conferem à canção uma curiosa mescla entre indie rock, eletrónica e hip-hop, numa espécie de fusão entre Daft Punk e Beastie Boys, impressão ampliada por um sintetizador que obedece a uma lógica sonora próxima do chamado discosound, particularmente efusiva e que tem feito escola desde a alvorada dos oitentas, mas com um elevado toque de modernidade, num ambiente algo psicadélico e que apela claramente às pistas de dança. Confere...


autor stipe07 às 14:45
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2016

Clock Opera - In Memory

Clock Opera - In Memory

Está prestes a ver a luz do dia o novo registo discográfico dos britânicos Clock Opera de Guy Connelly e com essa nova coleção de canções, uma mão cheia de sintetizadores inebriantes, guitarras, linhas de baixo pulsantes e teclas que acompanham refrões sublimes. In Memory, o mais recente single divulgado desse novo registo, traz-nos esse rock intenso, com o registo em falsete da voz de Guy Connelly a atingir uma elevada bitola, num belíssimo momento sonoro que nos envolve num turbilhão contagiante de emoções. Confere...


autor stipe07 às 22:19
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Domingo, 22 de Maio de 2016

Glass Animals – Life Itself

Glass Animals - Life Itself

Depois de Zaba (2014), o disco de estreia, os britânicos Glass Animals vão regressar brevemente aos discos com How To Be A Human Being e Life Itself é o primeiro avanço divulgado do álbum. Esta canção é rica em detalhes e contém um groove muito genuíno, com uma atmosfera dançante, onde encaixa indie popfolkhip-hop e electrónica, com noção de equilíbrio e um limbo perfeito, que nos faz descobrir a complexidade do tema à medida que o vamos ouvindo de forma viciante. Confere...


autor stipe07 às 19:22
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Terça-feira, 17 de Maio de 2016

The Stone Roses – All For One

The Stone Roses - All For One

Mais de duas décadas depois do aclamado Second Coming (1994), o segundo registo de originais da banda e que sucedeu ao aclamado The Stone Roses, o disco de estreia, lançado em 1989, os britânicos The Stone Roses resolveram dar um novo impulso à carreira. A ideia inicial seria organizar uma digressão de verão, mas os ensaios foram tão produtivos que parece certo um novo disco, a ser lançado muito em breve.

Enquanto o terceiro registo discográfico dos The Stone Roses não chega aos escaparates, All For One é o primeiro tema divulgado pelo grupo de Manchester, uma canção conduzida por guitarras incisivas e uma percurssão inebriante e que não defrauda minimamente o ilustre passado da banda de Ian Brown e John Squire. Confere...


autor stipe07 às 13:49
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2016

The Kills – Heart Of A Dog

The Kills - Heart Of A Dog

Os britânicos The Kills de Jamie Hince e Alison Mosshart parecem finalmente decididos a quebrar um hiato discográfico de praticamente meia década, já que o excelente Blood Pressures foi o último disco que a dupla lançou já no longínquo ano de 2011.

Gravado no outro lado do atlântico, em Los Angeles e nos estúdios Electric Lady, em Nova Iorque, Ash & Ice é o nome do novo álbum dos The Kills, um trabalho produzido pelo guitarrista Jamie Hince, com a preciosa ajuda do conceituado John O’Mahoney.

Depois de termos conferido há algumas semanas Doing It To Death, a primeira amostra divulgada de Ash & Ice, agora é a vez de escutarmos Heart Of A Dog, mais uma canção que mostra que o rugoso, crú e visceral punk rock dos The Kills mantém-se intocável, assim como o charme inconfundível de uma dupla única e sem paralelo no universo alternativo atual. Confere...


autor stipe07 às 22:40
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2016

Radiohead - A Moon Shaped Pool

Depois de vários dias de suspense e que incluiram um apagão total de toda a atividade social da banda nas redes sociais e na internet, terminou finalmente a espera e já é possível ao comum dos mortais deslumbrar-se com A Moon Shaped Pool, o novo álbum da carreira dos Radiohead, verdadeiros Fab Five do novo milénio, não só porque estão criativamente sempre prontos a derrubar barreiras e a surpreender com o inesperado, mas também porque, disco após disco, acabam por estabelecer novos paradigmas e bitolas pelas quais se vão depois reger tantas bandas e projetos contemporâneos que devem o seu valor ao facto de terem este quinteto de Oxford na linha da frente das suas maiores influências.

Disco para já apenas lançado em formato digital, mas que terá direito a formato fisico lá para meados de junho, através da XL Recordings, A Moon Shaped Pool abre-se diante de nós com enorme deslumbre e vibração, à boleia de Burn The Witch, canção com uma dimensão sonora particularmente épica e orquestral, guiada por um cardápio de cordas bastante abrasivo e com o típico ambiente soturno que a banda tão bem recriou há quase uma década em In Rainbows e que liricamente também se situa num terreno muito confortável para Yorke, que sempre gostou de se debruçar sobre o lado mais inconstante e dilacerante da nossa dimensão sensível e de colocar a nú algumas das feridas e chagas que, desde tempos intemporais, perseguem a humanidade e definem a propensão natural que o homem tem, enquanto espécie, de cair insistentemente no erro e de colocar em causa o mundo que o rodeia.

A sociedade contemporânea e, principalmente, a evolução tecnológica que nem sempre respeita o ritmo biológico de um planeta que tem dificuldade em assimilar e adaptar-se ao modo como apenas uma espécie, possuindo o dom único da inteligência, coloca em causa todo um equilíbrio natural, é, então, um manancial para a escrita de Yorke. E neste A Moon Shaped Pool, a nave espacial que se despenha entre os efeitos inebriantes e a guitarra que se insinua em Decks Dark, a soul arrepiante das cordas que encoraja um homem que quer partir estrada fora guiado por um espírito maior em Desert Island Disk ou o passageiro que sai de um comboio num destino ao acaso hipnotizado pela gentileza das teclas e pelos violinos que se elevam ao alto em Glass Eyes, são apenas três exemplos do modo como metaforicamente, ou indo diretamente ao assunto, este incomparável poeta nos recorda como poderá ser drástico viver em permanentemente desafio com a natureza, sem ter em conta o nosso verdadeiro lugar e posição, no seio da mesma.

Deixando um pouco de lado o ideário lírico destas canções e olhando para a vertente sonora deste disco, uma das maiores curiosidades de A Moon Shaped Pool e, na minha opinião, um dos seus principais trunfos, é não ter o maior despudor em apresentar uns Radiohead conceptualmente situados, nesta fase da carreira, numa espécie de encruzilhada. A eletrónica é uma realidade muito presente no passado mais recente, quer da banda, quer do projeto a solo de Thom Yorke e, neste álbum, se por um lado podemos apreciar aquele bucolismo típico do grupo em Present Tense e no clima inquietante de Daydreaming, canção onde somos forçados a enfrentar o lado mais melancólico, etéreo e introspetivo dos Radiohead, conduzidos por um faustoso instante sonoro, onde sintetizadores e efeitos futuristas se cruzam, numa melodia cheia de humanidade e emoção, já Ful Stop, usando armas muito parecidas, mas acelerando a batida, abusando de alguns efeitos abrasivos e adicionando uma linha de guitarra ligeiramente aguda e uma bateria que parece rodar sobre si própria, acaba por mostrar uma outra faceta desta apenas aparente dúvida existencial em que vivem hoje os Radiohead. O próprio jogo que se estabelece entre a bateria, o baixo e a voz planante de Yorke, sobreposta por camadas e, mais tarde, a junção de um teclado sintetizado retro em Identikit, mais outro tema que aborda a propensão humana para a perca, é nova preciosa acha para a fogueira que ilumina a abrangência estilística do adn sonoro atual dos Radiohead. No fundo, esta espécie de dicotomia entre um lado mais orgânico e outro mais sintético, também expressa, inicialmente com luminosidade, frescura e cor na viola e nos efeitos borbulhantes de The Numbers e depois, ainda nessa música, no espiral quase incontrolada de cordas de violinos, sopros, metais e guitarras que dela se apoderam, acaba por atestar a segurança, o vigor e o modo ponderado e criativamente superior como este grupo britânico entra hoje em estúdio para compôr e criar um arquétipo sonoro que não tem qualquer paralelo no universo indie e alternativo atual.

Disco muito desejado por todos os seguidores e não só e que quebra um longo hiato de praticamente meia década, A Moon Shaped Pool é um lugar mágico para onde podemos canalizar muitos dos nossos maiores dilemas, porque tem um toque de lustro de forte pendor introspetivo, livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor, num disco que, no seu todo, contém uma atmosfera densa e pastosa, mas libertadora e esotérica. Acaba por ser um compêndio de canções que nos obriga a observar como é viver num mundo onde somos a espécie dominante e protagonista, mas também observadora de outros eventos e emoções, um trabalho experimentalista naquilo que o experimentalismo tem por génese: a mistura de coisas existentes, para a descoberta de outras novas, como tão bem prova a fabulosa e surpreendente versão de True Love Waits, uma das mais bonitas canções que a banda compôs e que tocou ao vivo pela primeira vez já no longínquo ano de 1995. Espero que aprecies a sugestão...

Radiohead - A Moon Shaped Pool

01. Burn The Witch
02. Daydreaming
03. Decks Dark
04. Desert Island Disk
05. Ful Stop
06. Glass Eyes
07. Identikit
08. The Numbers
09. Present Tense
10. Tinker Tailor Soldier Sailor Rich Man Poor Man Beggar Man Thief
11. True Love Waits


autor stipe07 às 00:02
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