Quarta-feira, 19 de Julho de 2017

Coldplay – Kaleidoscope EP

Produzido por Rik Simpson, Bill Rahko, Markus Dravs, Brian Eno e Daniel Green e editado através da Parlophone Records, Kaleidoscope é o novo EP dos britânicos Coldplay, cinco canções que viram a luz do dia hà poucos dias e que servem como complemento ao sétimo álbum de estúdio do grupo, o registo A Head Full of Dreams, que viu a luz do dia em 2015. Aliás, o nome do EP, Kaleidoscope, é o mesmo de uma composição de interlúdio presente nesse longa-duração.

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Em Kaleidoscope, os Coldplay prosseguem a sua demanda recente que tem tido a intenção firme de criar alinhamentos cada vez mais luminosos e festivos e melodicamente amplos e épicos, com canções que celebrem o otimismo e a alegria e que, misturando rock e eletrónica, ajudados por uma máquina de produção irrepreensível, possam consolidar um virar de agulhas, que me parece ser definitivo, ao encontro de sonoridades eminentemente pop. No entanto, num apenas apresente contraponto com este filosofia estilística, o ep abre com All I Can Think About Is You, já que sendo uma canção com um início algo intimista, depois, à boleia do piano, desenvolve-se numa ode celebratória, empolgante e expansiva, que faz jus a alguns dos melhores instantes da carreira da banda.

E ep prossegue neste propósito eloquente e na colaboração com Big Sean em Miracles (Something Special), Chris Martin dá-nos outro exemplo impressivo deste novo paradigma sonoro dos Coldplay, numa composição onde a guitarra é protagonista, mas apenas a espaços, deixando mais uma vez as teclas no comando da condução melódica, tudo interligado por uma produção polida com o máximo de brilho que a tecnologia dos dias de hoje permite e que é depois ampliada com ALIENS, o melhor momento de Kaleidoscope, tema abrilhantado por uma percurssão sintética de superior calibre e pela prestação vocal de Martin, bastante intensa e apaixonada.

Até ao ocaso, na participação dos The Chainsmokers em Something Just Like This (Tokyo Remix), canção captada ao vivo e que transmite com exatidão o espírito vibrante e amplo de um concerto dos Coldplay na atualidade e na delicadeza gentil, dramática e cândida do piano e dos efeitos metálicos de Hypnotized, constatamos com clarividência a cada vez maior distância entre a sedutora e notavelmente bem conseguida timidez indie dos primórdios do grupo e o modo como atualmente se posicionam, numa posição cada vez mais oposta, na pele de detentores do título máximo de banda de massas da pop e da cultura musical dos dias de hoje. Independentemente das inflexões ao longo dessa caminhada de quase duas décadas, mantém-se um traço comum e transversal a toda a carreira dos Coldplay, o atributo de possuírem, desde sempre e de modo constante, canções que falam de sentimentos reais e geralmente felizes e que, por isso, pretendem colocar enormes sorrisos no nosso rosto durante a audição. Espero que aprecies a sugestão...

Coldplay - Kaleidoscope EP

01. All I Can Think About Is You
02. Miracles (Someone Special)
03. A L I E N S
04. Something Just Like This (Tokyo Remix)
05. Hypnotised (EP Mix)


autor stipe07 às 18:06
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

Radiohead – OK Computer: OKNOTOK 1997-2017

Os Radiohead são os verdadeiros Fab Five das últimas três décadas, não só porque ainda estão criativamente sempre prontos a derrubar barreiras e a surpreender com o inesperado, como foi evidente em Moon Shaped Pool há pouco mais de um ano, mas também porque, disco após disco, acabam por continuar a estabelecer novos paradigmas e bitolas pelas quais se vão depois reger tantas bandas e projetos contemporâneos que devem o seu valor ao facto de terem este quinteto de Oxford na linha da frente das suas maiores influências.

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E tudo isto começou quando os Radiohead se tornaram, um pouco inconscientemente, no início dos frenéticos anos noventa, a melhor resposta britânica a um período aúreo do rock norte-americano, mesmo com os Blur e os Oasis, no seu país, na fase mais cintilante da carreira e com interessante aceitação nos Estados Unidos. Logo em Pablo Honey (1993), catapultados em grande medida pelo single Creep, colocaram em sentido milhões de olhares pelo mundo fora, em especial desse outro lado do atlântico, num território onde bandas como os R.E.M., os Nirvana, os Metallica, os Smashing Pumpkins, Red Hot Chili Peppers e Guns N'Roses, eram veneradas e ditavam tendências. E dois anos depois, com o excelente The Bends, os Radiohead afirmaram-se numa certeza; Embarcam numa digressão norte-americana bem sucedida e ficam em posição privilegiada de colocar as cartas na mesa junto da editora que os abriga, onde exigindo liberdade criativa, um estúdio só para si com um caderno de encargos por eles definido e a presença de Nigel Goldrich lá dentro, começam a incubar aquele que será para muitos o melhor álbum da história do rock alternativo, o majestoso e sublime OK Computer.

Vinte anos depois, aquele que viria a ser o terceiro disco do grupo acaba de ser reeditado em dose dupla, com o alinhamento integral da edição original e um segundo compêndio de canções onde constam oito lados b e três músicas inéditas; I Promise, Lift e Man Of War. Desse modo, todas as gravações originais de estúdio de OK Computer, nunca antes lançadas, são remasterizadas das fitas analógicas originais e vêem finalmente a luz do dia com uma edição intitulada OK Computer: OKNOTOK 1997-2017.

Disco com uma dimensão sonora particularmente épica e orquestral, guiado por um cardápio instrumental vasto e onde o orgânico e o sintético se cruzam constantemente, não faltando pianos carregados de cândura e cordas acústicas mas também bastante abrasivas, OK Computer destaca-se pelo típico ambiente algo alienígena, soturno e reflexivo que a banda tão bem soube recriar, uma filosofia que fica impressa logo na distorção da guitarra e na clemência da voz de Thom Yorke, em Airbag. Se esta canção impressiona pelo devaneio melódico e pela miríade de detalhes e efeitos sintetizados que contém, a emoção sensorial amplia-se majestosamente em Paranoid Android, a Bohemian Rapsody dos Radiohead, uma colagem sublime de duas canções distintas, com todos os ingredientes e clichés que estruturam o protótipo de uma canção rock perfeita e que liricamente se situa num terreno muito confortável para Thom Yorke, que sempre gostou de se debruçar sobre o lado mais inconstante e dilacerante da nossa dimensão sensível e de colocar a nu algumas das feridas e chagas que, desde tempos intemporais, perseguem a humanidade e definem a propensão natural que o homem tem, enquanto espécie, de cair insistentemente no erro e de colocar em causa o mundo que o rodeia.

A sociedade contemporânea e, principalmente, a evolução tecnológica que nem sempre respeita o ritmo biológico de um planeta que tem dificuldade em assimilar e adaptar-se ao modo como apenas uma espécie, possuindo o dom único da inteligência, coloca em causa todo um equilíbrio natural, foi, então, já nessa época, um manancial para a escrita de Yorke, na projeção de OK Computer. Assim, além dos temas já referidos, na declamação  do que é uma verdadeira ditadura das massas em Fitter Happier, na nave espacial que se despenha entre os efeitos inebriantes e a guitarra que se insinua em Subterranean Homesick Alien, na soul arrepiante da voz que encoraja um homem perdido nos seus medos e entorpecido na sua dor a partir estrada fora guiado por um espírito maior em Exit Music (For A Film), mas também na distorção bendiana da inquietante guitarra de Lucky ou no passageiro que sai de um comboio num destino ao acaso hipnotizado pela rudeza do piano e pela cândura das cordas que depois se elevam ao alto, à boleia do baixo, em Karma Police, escutamos mais vários exemplos do modo como em OK Computer, metaforicamente, ou indo diretamente ao assunto, este incomparável poeta nos recorda como poderá ser drástico viver em permanentemente desafio com a natureza, sem ter em conta o nosso verdadeiro lugar e posição, no seio da mesma.

Mas o amor é também território fértil para os Radiohead expressarem quer agruras quer instantes de puro deleite e em OK Computer há pelo menos três canções que são particularmente intensas e representativas da beleza desse sentimento máximo. Se no ambiente rugoso e vincadamente corajoso e lutador de Electioneeering transpira um lado mais selvagem do amor e a inevitabilidade do mesmo conseguir sobreviver a todos os desafios se for vivido como a expressão única e definitiva da nossa consciência, já o clima borbulhante e positivamente visceral de Let Down dá ânimo para que finalmente aquele gesto que todos sonhamos um dia conseguir fazer, mas que a timidez ou a insegurança não permitem que se concretize, possa finalmente materializar-se. Depois, No Surprises, mesmo versando metaforicamente sobre o assunto, é aquela canção de amor que tanto embala como derrete o coração mais empedernido e fá-lo sem lágrima gratuita ou qualquer ponta de lamechice.

O segundo disco desta reedição de OK Computer é fundamental para a perceção clara de todo o contexto em que o álbum inicial foi incubado e, pegando nos três temas originais, logo na ternura acústica e contemplativa de I Promise se percebe o potencial das canções que acabaram por ficar de fora do alinhamento inicial do disco, sobras que para outros projetos seriam claramente trunfos maiores. E um dos principais atributos deste segundo alinhamento, é não ter despudor em apresentar uns Radiohead conceptualmente situados, nessa fase da carreira, numa espécie de encruzilhada, devido ao clima tendencialmente orgânico de The Bends e a necessidade da banda em fazer da eletrónica uma realidade cada vez mais presente, sem colocar as cordas e a bateria de lado. Depois, se no piano e no riff de Man Of War, tema que aponta todas as fichas à herança de Pablo Honey, à semelhança, mais adiante, do instintivo rock do lado b Polyethylene (Parts 1 And 2), sentimo-nos mais felizes por podermos contemplar o bucolismo típico radioheadiano, em Lift somos forçados a enfrentar o lado mais melancólico, etéreo e introspetivo dos Radiohead, conduzidos por um faustoso instante sonoro, onde sintetizadores e cordas se cruzam, numa melodia cheia de humanidade e emoção.

No que concerne aos lados b, além da composição já referida, Lull usa de armas muito parecidas com as de Let Down, obtendo um efeito soporífero direito ao âmago muito semelhante e Meeting In The Aisle acaba por ter a curiosidade de, no modo como ritma a batida e abusa de alguns efeitos abrasivos, enquanto é adicionada uma linha de guitarra ligeiramente aguda e uma bateria que parece rodar sobre si própria, mostrar uma outra faceta da apenas aparente dúvida existencial em que viviam à época os Radiohead. O próprio jogo que se estabelece em Melatonin entre a bateria, um teclado sintetizado retro e a voz planante de Yorke, assim como o modo como A Reminder, outro tema que aborda a propensão humana para a perca, cresce de intensidade e mostra-se outra preciosa acha para a fogueira que ilumina a abrangência estilística do adn sonoro dos Radiohead, ampliam esta espécie de dicotomia entre um lado mais orgânico e outro mais sintético, também expressa, com luminosidade, frescura e cor na guitarra e nos efeitos borbulhantes de Palo Alto e, antes, em Pearly, na espiral instrumental quase incontrolada que deste tema se apodera e que acaba por atestar a segurança, o vigor e o modo ponderado e criativamente superior como este grupo britânico entrava há duas décadas em estúdio para compôr e criar um arquétipo sonoro que ainda não tem qualquer paralelo no universo indie e alternativo atual.

Reedição muito desejada por todos os seguidores e não só, OK Computer: OKNOTOK 1997-2017 é um lugar mágico onde pudemos, há vinte anos atrás, no apogeu da nossa juventude, canalizar muitos dos nossos maiores dilemas. E, de facto, o registo ainda se mantém atual no modo como nos faz esse convite, mas agora de modo ainda mais libertador e esotérico. À época foi um compêndio de canções que nos alertou para a urgência de observarmos como é viver num mundo onde somos a espécie dominante e protagonista, mas também observadora de outros eventos e emoções e hoje, trazendo à tona tantas memórias, pode muito bem ser aquele impulso que nos faltava para percebermos que ainda vamos a tempo de colocar em prática algumas das mais belas fantasias que há tantas décadas guardamos na nossa caixa dos desejos e que, vindo a ser revistas e moldadas pela inevitável força do nosso maior vigor e maturidade, ainda mantêm, no fundo, toda aquela inocência genuína que lhes dá a beleza e cor que só cada um de nós conhece. Espero que aprecies a sugestão...

Radiohead - OK Computer OKNOTOK 1997-2017

CD 1
01. Airbag
02. Paranoid Android
03. Subterranean Homesick Alien
04. Exit Music (For A Film)
05. Let Down
06. Karma Police
07. Fitter Happier
08. Fitter Happier
09. Climbing Up The Walls
10. No Surprises
11. Lucky
12. The Tourist

CD 2
01. I Promise
02. Man Of War
03. Lift
04. Lull
05. Meeting In The Aisle
06. Melatonin
07. A Reminder
08. Polyethylene (Parts 1 And 2)
09. Pearly*
10. Palo Alto
11. How I Made My Millions


autor stipe07 às 00:02
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

Gorillaz – Sleeping Powder

Gorillaz - Sleeping Powder

As sessões de gravação de Humanz, o último registo discográfico dos Gorillaz de 2-D, Murdoc, Noodle e Russel, terão deixado um legado interessantíssimo de canções ou trechos sonoros que acabaram por não constar do alinhamento de um disco com vinte e seis canções, na versão mais completa. Esse trabalho produzido pelo próprio Damon Albarn e primeiro da banda desde The Fall (2011), acaba por ser um monumental e sólido passo dos Gorillaz rumo a uma zona de conforto sonora cada vez mais afastada das experimentações iniciais do projeto que, tendo sempre a eletrónica, o hip-hop e o R&B em ponto de mira, num universo eminentemente pop, também chegou a olhar para o rock com uma certa gula.

Sleeping Powder é um dos temas que acabou por ficar de fora do vasto alinhamento de Humanz, uma canção que tendo como referência fundamental todo o espetro pop contemporâneo, entronca numa filosofia de experimentação contínua, livre de constrangimentos e com um alvo bem definido, o hip-hop . Nesta composição e, no fundo, em todo o conteúdo de Humanz, foi o parceiro privilegiado da eletrónica, com a voz de Albarn a constituir-se, na música, como um inconfundível e delicioso apontamento de charme, seneridade e harmonia. Confere...


autor stipe07 às 00:37
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2017

Everything Everything – Can’t Do

Everything Everything - Can't Do

A Fever Dream verá a luz do dia a dezoito de agosto e será o nome do próximo disco dos britânicos Everything Everything, o quarto registo de originais desta banda oriunda de Manchester e que sucederá ao aclamado Get to Heaven, o álbum que o quarteto lançou há cerca de dois anos. Depois de terem trabalhado em Get To Heaven com o consagrado Stuart Price (Kylie Minogue, The Killers e Scissor Sisters), neste A Fever Dream contaram, na gravação e produção, com a ajuda de James Ford, habitual colaborador de bandas como os  Arctic Monkeys, Depeche Mode ou os Foals.

A Fever Dream tem em Can't Do o single de apresentação, uma canção que piscando o olho a um vasto leque de influências que vão da dream pop ao rock progressivo, passando pela eletrónica e o indie rock contemporâneo, plasma um refinado e cuidadoso processo de corte e costura de todo o espetro musical que seduz o grupo. Tematicamente, é um tema que, de acordo com Jonathan Higgs, o líder dos Everything Everything, pretende alertar as consciência para a noção de normalidade, porque, de acordo com ele, esse é um conceito que ninguém sabe definir com exatidão e, por isso, nenhuma entidade ou indíviduo se pode apropriar do mesmo e apresentar-se como tal. Confere...


autor stipe07 às 06:26
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Terça-feira, 20 de Junho de 2017

Kasabian – For Crying Out Loud

Os britânicos Kasabian regressaram aos discos a cinco de maio último e à boleia da Columbia Records, com For Crying Out Loud, trabalho que sucede a 48:13, um registo pesado, marcante, elétrico e explosivo, que a banda lançou em 2014 e que firmou de modo ainda mais explícito, as várias intersecções que este coletivo de Leicester vinha a estabelecer entre rock e eletrónica nos últimos trabalhos. Agora, três anos depois, mantém-se esta receita algo híbrida, com uma faceta mais acessível, comercial e orgânica e outra mais experimental a cruzarem-se em doze canções com uma vasta miríade de influências, que vão da britpop, ao rock mais ácido e experimental setentista, passando pelo rock alternativo da década seguinte e aquela toada pop algo sintética do mesmo período.

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For Crying Out Loud é, antes de mais, um disco que se escuta com um sorriso fácil, já que não nos obriga a pensamentos demasiado intrincados para o entendimento cabal do ideário das canções e permite-nos conjugar com a audição uma interessante dose de puro divertimento e relaxamento. O groove de For Crying Out Loud, uma canção composta em apenas quinze minutos por Serge Pizzorno, o guitarrista da banda, traz consigo todo o esplendor festivo dos Kasabian, já que ao longo do tema sente-se a vibração a aumentar e diminuir de forma ritmada, como é apanágio no cardápio do grupo, sendo um excelente exemplo dessa filosofia estilística. Depois, o frenesim festivo simultaneamente punk e tribal de III Ray (The King) ou o rock pulsante de Comeback Kid, que entrou na banda sonora do jogo Fifa 2017, reforçam esta impressão sobre o registo, não sendo também de descurar o efeito agitador presente no eletrorock bem vincado, pulsante e visceral de Are You Look For Action?, para mim o melhor tema do disco e a toada ritmada e vibrante de Bless This Acid House, talvez a canção onde a herança identitária do país de origem dos Kasabian se faça mais sentir.

The Party Never Ends acaba por soar aquela típica canção de ressaca, um contraponto acústico, lento e algo intimista e submersivo de um disco onde os Kasabian voltaram a projetar inúmeras possibilidades e aventuras que, se por um lado exalam alguma indefinição acerca da sonoridade que querem que os tipifique, assente num misto de eletrónica, psicadelia e rock progressivo, por outro demonstra que esta é uma banda que mesmo calcorreando diferentes percursos e atalhos, nunca deixa de alimentar um estilo, um método e uma obsessão típicas de quem quer continuar a ser um marco fundamental e inspirador no cenário musical indie. Espero que aprecies a sugestão...

Kasabian - For Crying Out Loud

01. III Ray (The King)
02. You’re In Love With A Psycho
03. Twentyfourseven
04. Good Fight
05. Wasted
06. Comeback Kid
07. The Party Never Ends
08. Are You Looking For Action?
09. All Through The Night
10. Sixteen Blocks
11. Bless This Acid House
12. Put Your Life On It


autor stipe07 às 13:52
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Quinta-feira, 15 de Junho de 2017

The Horrors – Machine

The Horrors - Machine

Três anos depois do grandioso e extraordinário Luminous, começa a ganhar vida o novo disco dos The Horrors de Faris Badwan, Joshua Hayward, Tom Cowan, Rhys Webb e Joseph Spurgeon, um trabalho que deverá ser lançado às feras ainda em 2017 e que será o quinto tomo da discografia deste quinteto de rapazes com o típico ar punk de há quarenta anos atrás, mas que têm mostrado que não pretendem apenas ser mais uma banda propagadora do garage rock ou do pós-punk britânico dos anos oitenta, mas donos de uma sonoridade própria e de um som adulto e jovial.

Machine é o primeiro tema divulgado do alinhamento desse próximo registo dos The Horrors, uma canção com uma monumentalidade muito própria e que procura um equilíbrio da vertente sintética com a orgânica das guitarras. Muita da orientação sonora do tema encontra o seu principal sustento nas guitarras de Joshua e na bateria de Joseph, mas o sintetizador também é protagonista, instrumentos que se entrelaçam na construção de uma canção assente numa faceta eminentemente pop, criada por uma banda que faz questão de viver permanentemente de braço dado com o experimentalismo em simbiose com a psicadelia. Confere...


autor stipe07 às 14:19
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Quarta-feira, 31 de Maio de 2017

Benjamim e Barnaby Keen - 1986

Nascido em 1986, Barnaby Keen é um músico britânico, mentor e membro de vários projetos, entre eles os Flying Ibex e os Electric Jalaaba, além de já ter colaborado com nomes como Andreya Triana, Kate Tempest, Kimberly Anne, Hudson Taylor e os Bastille. Também nascido em 1986, Benjamim é já um velho conhecido deste blogue, principalmente por causa de Auto Rádio, disco que lançou em nome próprio em 2015, mas também por ter produzido ou tocado em álbuns de vários nomes consagrados do nosso panorama musical como B Fachada, Lena d'Água, Márcia, Éme, Pista, Golden Slumbers, João Coração, Frankie Chavez, Cassete Pirata ou Flak, entre outros. Reza a lenda que os dois músicos cruzaram-se pela primeira vez em 2012, num cinema de Brixton, no sul de Londres e selaram amizade a partir do gosto comum por um disco de Chico Buarque. Barnaby Keen viveu no Brasil durante seis meses, onde descobriu o amor pela língua portuguesa e pelos mestres do samba e da bossa nova. Agora, em 2017, ambos uniram esforços para incubar 1986, um disco gravado em duas sessões no estúdio 15A, casa da Pataca Discos e que contou com a participação de Sérgio Costa na flauta, Leon de Bretagne no baixo e António Vasconcelos Dias nas vozes.

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Registo discográfico bilingue, 1986 encarna um delicioso exercício de complementaridade e simbiose, audível nos instantes em que Benjamim faz coros em inglês das canções de Barnaby e este empresta a sua voz com um sotaque muito sui generis para fazer vozes em português nas canções de Benjamim. Os dois ocupam-se também da componente instrumental e tocam quase tudo nos temas um do outro, escolhendo o melhor das suas capacidades, seja no saxofone, no piano ou na bateria.

1986 mistura rock, folk, rock e a indie pop de cariz mais experimental e contém ideias expostas com enorme bom gosto, uma ímpar sensibilidade e um intenso charme que parecem não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação, algo que espalha um inconfundivel carimbo de qualidade, ainda maior pela peça em si que este disco representa, principalmente para os autores. Logo no looping da batida plena de groove de Warm Blood e no solo de saxofone desse tema, ficam marcadas as grandes diretrizes de um álbum que explora até à exaustão e sem reservas o modo como os dois músicos se relacionam musicalmente. E depois, na luminosidade das cordas que conduzem o esplendor orgânico e lo fi de Dança Com Os Tubarões e na míriade de efeitos que dão cor à contemplativa All I Want, dois singles entretanto retirados de 1986, assiste-se à assunção plena até às estrelas de uma parceria que deve, a qualquer preço, fazer parte do nosso catálogo pessoal de canções que servirão da banda sonora para o verão que se aproxima.

Um dos maiores impulsos que muitas vezes os músicos enfrentam quando se coligam é, na diversidade de visões, acharem que as parcerias só resultam se houver uma fuga à zona de conforto de cada um. Neste caso, o oposto acabou por ser a opção mais acertada e quem conhece o percurso destes dois músicos, além de não estranhar a sonoridade geral de 1986, delicia-se com o modo simples, mas eficaz e bonito como ela se entranha no âmago e, fazendo sorrir, na forma como deixa uma marca indelével. Os sussurros que acompanham o refrão da enternecedora Terra Firme ou o modo como em Madrugada as teclas rodeiam as cordas e disparam em diferentes direções flashes que acabam por atingir sempre no nosso peito o mesmo alvo, não são mais do que outros exemplos desta pessoalidade comunicativa feita de proximidade, porque é genuína e sentida. Só dois músicos realmente amigos e camaradas de emoções é que conseguem exalar tal majestosidade sentimental de forma tão profunda, através de canções imbuídas de um misto de fulgor e pueril simplicidade. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 17:58
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

Steven Wilson – Pariah

Steven Wilson - Pariah

Mais conhecido pela sua contribuição ímpar nos projetos Porcupine Tree e Storm Corrosion, Steven Wilson tem também já uma profícua carreira a solo, que vai ver o seu quinto capítulo a dezoito de agosto próximo com a edição de To The Bone, o seu próximo registo discográfico. Este é um dos músicos que na atualidade melhor mistura rock progressivo e eletrónica, fazendo-o sempre com grandiosidade e elevado nível qualitativo. Aliás, basta escutar o antecessor Hand. Cannot. Erase.,(2015) ou a obra-prima The Raven That Refused To Sing (And Other Stories) (2013), para se perceber como Steven Wilson é exímio nessa mescla e como convive confortavelmente com o esplendor e a grandiosidade, não tendo receio de arriscar, geralmente com enorme dinâmica e com uma evidente preocupação pela limpidez sonora.

Com a participação especial da israelita Ninet Tayeb, que já tinha feito parte dos créditos de Perfect Life e Routine, dois dos melhores temas de Hand. Cannot. Erase., Pariah é o primeiro single divulgado de To The Bone, uma canção que impressiona pela riqueza melódica e por uma assertiva conexão entre belas paisagens acústicas e instantes de fulgor progressivo, enquanto se debruça sobre alguns dos medos e paranóias do mundo moderno e a dependência que todos sentimos da tecnologia, duas ideias transversais ao restante alinhamento do disco, conforme confessou o autor recentemente (My fifth record is in many ways inspired by the hugely ambitious progressive pop records that I loved in my youth. Lyrically, the album’s eleven tracks veer from the paranoid chaos of the current era in which truth can apparently be a flexible notion, observations of the everyday lives of refugees, terrorists and religious fundamentalists, and a welcome shot of some of the most joyous wide-eyed escapism I’ve created in my career so far.) Confere...


autor stipe07 às 09:40
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Sexta-feira, 12 de Maio de 2017

Slowdive - Slowdive

Mestres e pioneiros do shoegaze e uma referência ímpar do indie rock alternativo de final do século passado, os britânicos Slowdive voltam vinte e dois anos depois de Pygmalion (1995) a dar sinais de vida com um disco homónimo que viu a luz do dia a cinco de maio e que contém oito maravilhosas canções e um lindíssimo artwork inspirado na animação Heaven And Heart Magic, datada de 1957 e da autoria de Harry Smith.

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O guitarrista e vocalista dos Slowdive, Neil Halstead, tinha já dito recentemente que a banda depois de se reunir novamente em 2014 para dar alguns concertos estava a trabalhar em novas canções, por isso esta era uma novidade já aguardada, mas que não deixa de causar um certo espanto e uma forte impressão em todos aqueles que certamente ainda se recordam desse objeto de culto que foi Pygmalion, um trabalho que à época não encontrou espaço de afirmação devido à asfixia causada pela britpop, com nomes como os Oasis, Suede ou Blur a viverem em pleno auge e, de certo modo, a secarem tudo em seu redor. Agora, a segunda metade da segunda década deste novo século acaba por ser perfeita para a assimilação deste indie rock mais contemplativo, melancólico e atmosférico, mas mesmo assim incisivo, não só porque é uma sonoridade que vai ao encontro daquilo que são hoje importantes premissas de quem acompanha as novidades deste espetro sonoro, mas também porque, num período de algum marasmo, esta tem sido uma estética que tem encontrado bom acolhimento junto do público.

Mestres da melancolia aconchegante, os Slowdive emergem-nos num universo muito próprio e no qual só penetra verdadeiramente quem se predispuser a se deixar absorver pela sua cartilha. E o arquétipo sonoro de tal ambiente firma-se num falso minimalismo, onde da criteriosa seleção de efeitos da guitarra, à densidade do baixo, passando por uma ímpar subtileza percussiva e um exemplar cariz lo fi na produção, são diversos os elementos que costuram e solidificam um som muito homogéneo e subtil e, também por isso, bastante intenso e catalizador.

Escuta-se o verso Give Me Your Heart em Slomo e chega logo o momento de todas as decisões; Submetemo-nos a este pedido e embarcamos numa demanda doutrinal que sabemos, à partida, que não nos vai deixar indiferentes e iguais, ou a escuta de Slowdive é feita em modo ruído de fundo ou até deixada de lado? Acaba por ser difícil resistir ao encanto de tal convite e depois, impulsionados pela nebulosa pujança de Star Roving, uma daquelas canções cujas diversas camadas de som impelem ao cerrar de punhos, pelo encanto etéreo que a dupla Fraser e Guthrie nos proporcionam em Don't Know Why e pelo doce balanço da guitarra que conduz Sugar For The Pill, ficamos certos que a opção tomada foi, como seria de esperar, a mais certeira.

Até ao ocaso de Slowdive, no cariz mais experimental dos efeitos que adornam Everyone Knows, na deliciosa ode ao amor que justifica a filosofia subjacente a No Longer Making Time, uma canção onde a interação entre o baixo e a bateria fica muito perto de atingir os píncaros, na crueza orgânica e hipnótica de Go Get It e no modo como o piano embeleza toda a subtileza que fica impressa no rasto de Falling Ashes, fica atestada a segurança, o vigor e o modo ponderado e criativamente superior como este grupo britânico entra nesta sua segunda vida em estúdio para compôr e criar um arquétipo sonoro que não tem qualquer paralelo no universo indie e alternativo atual.

Disco muito desejado por todos os seguidores e não só e que quebra um longo hiato, Slowdive é um lugar mágico para onde podemos canalizar muitos dos nossos maiores dilemas, porque tem um toque de lustro de forte pendor introspetivo, livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor, num disco que, no seu todo, contém uma atmosfera densa e pastosa, mas libertadora e esotérica. Acaba por ser um compêndio de canções que nos obriga a observar como é viver num mundo onde o amor é tantas vezes protagonista, mas onde também subsistem outros eventos e emoções capazes de nos transformar positivamente. Espero que aprecies a sugestão...

Slowdive - Sugar For The Pill

01. Slomo
02. Star Roving
03. Don’t Know Why
04. Sugar For The Pill
05. Everyone Knows
06. No Longer Making Time
07. Go Get It
08. Falling Ashes


autor stipe07 às 00:10
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Terça-feira, 2 de Maio de 2017

Gorillaz - Humanz

Já está nos escaparates Humanz, o mais recente disco dos Gorillaz de 2-D, Murdoc, Noodle e Russel, um trabalho produzido pelo próprio Damon Albarn e primeiro da banda desde The Fall (2011). O registo viu a luz do dia a vinte e oito de abril e tem dezanove canções e seis interlúdios, que incluem a participação especial de nomes tão relevantes como Mavis Staples, Carly Simon, Grace Jones, De La Soul, Jehnny Beth das Savages, Pusha T, Danny Brown, Vince Staples, Kelela e D.R.A.M., entre outros. Humanz foi gravado em cinco locais diferentes, nomeadamente Londres, Paris, Nova Iorque, Chicago e na Jamaica.

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Primeiro registo de canções desde o já longínquo The Fall (2011), Humanz é um sólido passo dos Gorillaz rumo a uma zona de conforto sonora cada vez mais afastada das experimentações iniciais do projeto que, tendo sempre a eletrónica, o hip-hop e o R&B em ponto de mira, num universo eminentemente pop, também chegou a olhar para o rock com uma certa gula. Mas este rock parece cada vez mais afastado do ponto concetual nevrálgico do projeto, com as outras vertentes que sustentam muita da pop que é mais apreciada nos dias de hoje, principalmente do lado de lá do atlântico, a serem colocadas na linha da frente. Tal opção não é inédita e, dando só um outro exemplo, no início deste século não estaria propriamente no horizonte dos fãs mais puristas dos The Flaming Lips verem Wayne Coyne a convidar uma artista do espetro sonoro de uma Miley Cyrus e ter um papel de relevo num álbum desta banda de Oklahoma e a verdade é que hoje essa parceria é uma óbvia mais valia para esse grupo.

Quem, como eu, considera Demon Days um dos melhores álbuns da primeira década deste século, talvez olhe para este Humanz e veja, à primeira audição, poucas evidências da sonoridade que ficou impressa pelos Gorillaz nessa estreia. Mas talvez as semelhanças sejam mais do que as óbvias e, doze anos depois, 2017 marque mais um capítulo seguro numa linha de continuidade que, tendo como referência fundamental todo o espetro pop contemporâneo, busque uma filosofia de experimentação contínua, livre de constrangimentos e com um alvo bem definido em cada registo. E não há dúvida que o hip-hop foi, desta vez, o parceiro privilegiado da eletrónica, num alinhamento onde abundam as participações especiais, mas onde a voz de Albarn continua a ser inconfundível e um delicioso apontamento de charme, seneridade e harmonia, numa multiplicidade e heterogeneidade de registos, quase sempre abruptos, graves, determinados, contestadores e buliçosos, não fosse este um álbum concetual que disserta sobre alguns dos principais dilemas e tiros nos pés que a sociedade contemporânea insiste em dar nos dias de hoje, com o Brexit, em Hallellujah Money, Trump e o aquecimento global em vários temas e o racismo, em Ascension, com o rapper Vince Staples, a serem apenas alguns exemplos desta gigantesta sátira em tom crítico. Seja como for, apesar de todo o ambiente fortemente político e de alerta e intervenção que marca Humanz, o alinhamento encerra com outra improbabilidade, ao ser possível escutar, em We Got The Power, os antigos inimigos de estimação Damon Albarn e Noel Gallagher a cantarem em uníssono We got the power to be loving each other. No matter what happens, we’ve got the power to do that. Afinam ainda há esperança para todos nós. Espero que aprecies a sugestão...

Gorillaz - Humanz

CD 1
01. Intro: I Switched My Robot Off
02. Ascension (Feat. Vince Staples)
03. Strobelite (Feat. Peven Everett)
04. Saturnz Barz (Feat. Popcaan)
05. Momentz (Feat. De La Soul)
06. Interlude: The Non-Conformist Oath
07. Submission (Feat. Danny Brown And Kelela)
08. Charger (Feat. Grace Jones)
09. Interlude: Elevator Going Up
10. Andromeda (Feat. D.R.A.M.)
11. Busted And Blue
12. Interlude: Talk Radio
13. Carnival (Feat. Anthony Hamilton)
14. Let Me Out (Feat. Mavis Staples And Pusha T)
15. Interlude: Penthouse
16. Sex Murder Party (Feat. Jamie Principle And Zebra Katz)
17. She’s My Collar (Feat. Kali Uchis)
18. Interlude: The Elephant
19. Halleujah Money (Feat. Benjamin Clementine)
20. We Got The Power (Feat. Jehnny Beth)

CD 2
01. Interlude: New World
02. The Apprentice (Feat. Rag’n’Bone Man, Ray BLK, Zebra Katz)
03. Halfway To The Halfway House (Feat. Peven Everett)
04. Out Of Body (Feat. Imani Vonsha, Kilo Kish, Zebra Katz)
05. Ticker Tape (Feat. Carly Simon, Kali Uchis)
06. Circle Of Friendz (Feat. Brandon Markell Holmes)


autor stipe07 às 14:43
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