Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Public Service Broadcasting – Inform – Educate – Entertain

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Fundados em Londres em 2009, os Public Service Broadcasting são a banda de J. Willgoose e Wrigglesworth, uma dupla com vários EPs, no cardápio dos quais se destacam War Room (2012)  e que acaba de lançar Inform – Educate – Entertain, o álbum de estreia, que chegou aos escaparates no passado dia seis de maio, por intermédio da Test Car Recordings. Inform-Educate-Entertain é já um dos trabalhos discográficos mais originais e peculiares de 2013, devido ao conceito único que alberga, o de cruzar narrações de filmes antigos de propaganda dos arquivos do BFI (British Film Institute) com música. A ideia, explicam, é ensinar lições do passado com música do futuro, sendo esta, desde a estreia, a imagem de marca dos Public Service Broadcasting.

O grande segredo de Inform – Educate – Entertain não é propriamente a sonoridade, ou seja, se fosse apenas um álbum instrumental, teria momentos extraordinários, mas nada que, por exemplo, os seus conterrâneos OMD no Genetic Engineering e no Dazzle Ships ou, na atualidade, com uma melhor qualidade de produção do som, os Spiritualized, os The Avalanches, ou até os British Sea Power, com uma pitada de Kraftwerk, já não tivessem proposto. No ítem melódico o que impressiona é ser apenas uma dupla a estar aos comandos de toda a miríade instrumental que é debitada ao longo do disco.

O grande segredo, ou melhor, o ovo de colombo, digamos assim, de Inform – Educate – Entertain é a voz que, nos onze temas, se materializa em samples e trechos das vozes que narraram antigos filmes britânicos de propaganda, nas décadas de trinta e quarenta. Assim, Inform – Educate – Entertain, será, de certeza, o único disco em 2013 a solicitar créditos à BBC por se servir de Marie Slocombe, uma secretaria desse canal de televisão que acidentalmente descobriu nos arquivos da estação alguns dos filmes usados no álbum e, principalmente, por usarem a voz de Thomas Woodrooffe, antigo tenente e comandante da Royal Navy, autor da obra Vantage at Sea: England's Emergence as An Oceanic Power e comentador nos Jogos Olímpicos de Berlim, que decorreram em 1936.

A peculiar e distinta receita de Inform – Educate – Entertain acaba por ser eficaz e logo no tema homónimo de abertura, quer a fórmula, quer as intenções conceptuais do disco, ficam claras; As onze canções polidas do álbum assentam nos riffs de guitarra viscerais de Willgoose, nas batidas pulsantes, um baixo muitas vezes frenético e sintetizadores muito direcionados para o krautrock. Há também lugar para a eletrónica retro de The Now Generation, vestígios de vocalizações hip-hop na inebriante Night Mail e um certo folk rock fornecido por um banjo que se destaca, por exemplo, em Theme From PSB e em ROYGBIV, com a particularidade de, nesta última, esse instrumento de cordas misturar-se com teclados atmosféricos e elementos típicos do disco sound. No entanto, a hipnótica, acelerada e pulsante Spitfire, Everest e a luminosa Signal 30 feita de um intenso rock progressivo, acabam por ser sonoramente os meus grandes destaques do disco, com Everest, por exemplo, a ser suportada por belos arranjos que lhe conferem uma toada épica muito intensa.

A audição de Inform – Educate – Entertain acaba por não ser apenas um mero exercício de contacto auditivo com um disco pop, mas uma experiência mais alargada, visual e sonora, já que o álbum poderia muito bem ser um documentário sobre um dos períodos mais difíceis da história de uma Inglaterra orgulhosa do seu passado, mas que ruma decidida para o futuro e que nunca foi tão posta à prova, interna e externamente, como em determinados períodos do século passado, revistos nestes filmes. Já agora, os próprios filmes já feitos dos singles retirados de Inform – Educate – Entertain, Spitfire (a bird that spits fire, a spitfire bird) e Everest, seguem esta fórmula porque se servem de excertos dos filmes antigos narrados durante a canção.

Com Inform – Educate – Entertain os Public Service Broadcasting tornam-se nos novos gurús do post rock experimental, através de um compêndio sonoro que nos leva numa jornada pelo passado e que cumpre com distinção a missão de cruzar história, música pop, educação e entretenimento. Espero que aprecies a sugestão...

01. Inform – Educate – Entertain
02. Spitfire
03. Theme from PSB
04. Signal 30
05. Night Mail
06. Qomolangma
07. ROYGBIV
08. The Now Generation
09. Lit Up
10. Everest
11. Late Night Final


autor stipe07 às 21:03
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Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

Suede – Bloodsports

Os Suede estão de regresso aos discos com Bloodsports, o sexto álbum desta banda de rock alternativo britânica. Bloodsports foi editado no passado mês de março, sendo o primeiro trabalho da banda depois de um hiato de uma década, já que sucede a A New Morning, álbum de 2002. Nesse ano os Suede sairam de circulação na ressaca do movimento brit pop que liderou o rock alternativo na década de noventa e numa altura em que eram as bandas do lado de lá do atlântico, lideradas pelos The Strokes e pelos Interpol, que começavam a dar cartaz no universo musical alternativo.


Grupo que teve e tem como maiores referências os Smiths e os Commotions, os Suede andaram sempre à procura da direção certa e dos melhores cruzamentos sonoros dentro da esfera brit pop. Curiosamente, quando a banda se formou em 1989, num anúncio de jornal era pedido um baterista e o ex Smiths Mike Joyce candidatou-se ao cargo, mas logo desistiu quando percebeu que a sua anterior banda seria uma das bitolas dos Suede e que ele próprio poderia tornar-se num óbice dentro de um projeto que queria estabelecer uma identidade própria apesar de não renegar influências.

Ao longo da carreira, os Suede acabaram por conseguir estabelecer uma sonoridade muito peculiar e sua, graças não só à postura de Brett Anderson, o carismático líder, mas também devido aos detalhes sofisticados e aos arranjos únicos do guitarrista Richard Oakes. Não houve propriamente uma coesão em termos de sonoridade já que a discografia dos Suede não é particularmente homogénea; O primeiro álbum homónimo, editado em 1993, era um disco mais rock e Dog Man Star (1994) já mostrava uma faceta da banda mais obscura e de sonoridades sofisticadas. O terceiro, Coming Up (1996) mostrou um lado pop e melódico da banda, sendo até hoje o disco dos Suede mais bem sucedido comercialmente. Depois do experimentalismo em excesso com Head Music (1999) a banda lançou A New Morning (2002), trabalho cheio de arranjos acústicos e que apesar da qualidade não chamou muito a atenção do grande público.

Pouco mais de dez anos depois a banda regressa, curiosamente numa fase em que o retro e os anos noventa voltam a estar na moda e os Suede deixam para os fãs a possibilidade de eles próprios concluirem se o grupo foi capaz de lançar canções de qualidade e finalmente estabelecer a tal identidade que tanto procuraram toda a carreira. A própria banda deixa pistas já que em entrevistas recentes Brett Anderson disse que Bloodsports combina o lado mais lírico de Coming Up com os elementos obscuros de Dog Man Star.

Embora isso pareça estranho, não posso deixar de concordar que é esse o clima que permeia grande parte das canções deste novo álbum. Bloodsports está impregnado com os tais arranjos envolventes e sofisticados e transporta uma sensibilidade melódica muito aprazível. Há vários arranjos e riffs inspirados como em Snowblind e Starts And Ends With You e a melódica For The Strangers mostra um competente trabalho do guitarrista Richard Oakes e um clima que os Suede sempre exploraram de forma criativa. O primeiro tema do álbum, Barriers, talvez seja um dos pontos mais fracos do disco, mas gostaria de destacar a soturna Sometimes I Feel I'll Float Away, uma canção com uma toada inicial atmosférica, mas que depois cresce para um registo muito aditivo e linear. Gostei também da grandiosa Hit Me, tema que intercala uma excelente interpretação de Anderson com um trabalho habilidoso da restante banda. Já a fúnebre Always traz sons modulados e camadas sonoras que lhe dão um clima espectral.

Se no início de carreira os Suede não sabiam muito bem para onde iriam, após tantos discos lançados parece-me que ainda não terão chegado a um consenso sobre isso e talvez resida aí a sua maior virtude. Espero que aprecies a sugestão...

Suede - Bloodsports

01. Barriers
02. Snowblind
03. It Starts And Ends With You
04. Sabotage
05. For The Strangers
06. Hit Me
07. Sometimes I Feel I’ll Float Away
08. What Are You Not Telling Me?
09. Always
10. Faultlines


autor stipe07 às 21:58
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Quarta-feira, 13 de Março de 2013

Veronica Falls – Waiting For Something To Happen

Roxanne Clifford (voz e guitarra), James Hoare (voz e guitarra), Marion Herbain (baixo) e Patrick Doyle (bateria) juntaram-se em 2009 para fazer música e assim nasceram os Veronica Falls, uma banda de Londres que estreou nos discos em 2011 com um homónimo que lhes deu imensa visibilidade. Agora, no passado dia quatro de fevereiro, chegou o sempre difícil segundo disco. O álbum chama-se Waiting For Something To Happen, foi lançado pela conceituada Bella Union e mostra uns Veronica Falls amadurecidos e com novos ingredientes sonoros, carregados de romance e de alegria.

As treze canções de Waiting For Something To Happen equilibram-se entre guitarras ásperas e uma forte cumplicidade entre as vozes, as almas e os corações de Roxanne e James, algo bem audível em If You Still Want Me e em My Heart Beats, enquanto a bateria e o baixo cumprem com mestria o seu papel. Esta harmonia deve-se certamente também ao excelente trabalho de produção, que esteve a cargo do experimentado Rory Attwell, repsonsável por álbuns dos The Vaccines. Ele também deu uma sonoridade um pouco mais retro e típica dos ambientes nascidos na indie pop dos anos oitenta e noventa aos Veronica Falls, aproximando-os das inevitáveis influências que deverão ser os conterrâneos The Cure, Elastica e The Cranberries.

Quase ingenuamente, com o seu gosto genuíno pelos sons feitos com o ambiente de garagem e utilizando o conceito single pop de três minutos, que se escuta enquanto se fuma um cigarro, como disse Damon Albarn certo dia, os Veronica Falls acabaram por acordar os fantasmas, por sinal muito bem vindos, dos R.E.M e dos The Smiths, conseguindo ser seguros, aventureiros e competentes.

Ousados e a denotar uma tremenda evolução lírica, logo na abertura, em Tell Me, os Veronica Falls perguntam-nos: Tell me, what are you thinking? Follow me, There’s no Reason to Stay. E nós ficamos tentados a ir e a ficar, de tal forma que na segunda canção, Teenage, parece que já fazemos parte do conteúdo de Waiting for Something To Happen e que toda a magia deste grupo londrino já se entranhou no nosso íntimo, de tal forma que damos por nós a acompanhar os refrões e a bater o pé no chão.

Talvez imbuídos por uma qualquer seta de um cupido com sede de guitarras e vozes melodiosas, avançamos para Broken Toy, um tema viciante e desarmante, que parte qualquer coração, por mais impenetrável que julgue ser. O tema homónimo remete-nos para o tempo ameno que se aproxima e Falling Out é uma das canções mais orelhudas, já que o diálogo inicial entre bateria e baixo, apoiadas na voz melodiosa de Roxanne, é muito bem conseguido. A música cresce e ganha corpo com o avançar do tempo. Mais rápida, So Tired afasta a letargia e coloca mais adrenalina nos nossos ouvidos.

O sexo feminino encabeça este projeto, não só na componente lírica repleta de referências ao amor, ao perder e ao ter, mas também musicalmente, já que o ambiente melódico criado é luminoso, com um tom doce, angelical, delicado e apaixonado. Em Waiting For Something To Happen, pressentem-se dias soalheiros e cores vibrantes e este quarteto deixa de ser, no universo indie, uma promessa, para se tornar numa viciante certeza que resulta da cadência de acordes simples, mas deliciosos. Espero que aprecies a sugestão...

01. Tell Me
02. Teenage
03. Broken Toy
04. Shooting Star
05. Waiting For Something To Happen
06. If You Still Want Me
07. My Heart Beats
08. Everybody’s Changing
09. Buried Alive
10. Falling Out
11. So Tired
12. Daniel
13. Last Conversation


autor stipe07 às 21:01
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Quinta-feira, 7 de Março de 2013

Palma Violets – 180

Sedeados em Lambeth, nos arredores de Londres, Os Palma Violets são uma das novas coqueluches do cenário musical indie britânico devido a 180, o disco de estreia deste grupo, editado a vinte cinco de fevereiro pela Rough Trade. 180 é o número da porta do local onde decorreram várias festas onde os Palma Violets deram os seus primeiros espetáculos. No alinhamento do disco está Best Of Friends, canção que foi votada pelos leitores da New Musical Express como a Best Tracks of 2012. A propósito disso, Chili Jesson, membro dos Palma Violets afirmou: That's amazing, that's fucking cool. It's such a rough, raw song. We wrote it one day and recorded it the next, so it was all pretty quick. That song is at its freshest point. Every note we're hitting, like, no one really knows what they're playing. It's tongue-in-cheek.

 

Este troféu conseguido numa votação dinamizada por tão distinta publicação acabou por provocar um enorme falatório em redor dos Palma Violets, razão pela qual, a crítica local, uma máquina trituradora com os holofotes sempre apontados e àvida de novidades, aguardava com uma pouco habitual ansiedade a chegada aos escaparates de 180. E de de certa forma já nascidos num berço de ouro e com uma bitola tão elevada, o difícil seria analisar o álbum sem qualquer tipo de expetativa em relação ao conteúdo sonoro do mesmo. No entanto, não querendo achar que sou melhor comentador musical que a maioria da crítica internacional que considerou 180 um fiasco, congratulo-me por ter escrito este texto sem saber dessa ode prévia ao grupo e assim, despido das tais expetativas, talvez tenha tido possibilidade de analisar com outra frieza o conteúdo sonoro da estreia destes Palma Violets.

Assim, antes de mais, confesso que gostei muito de ouvir os cerca de quarenta minutos de 180. O disco circula entre o garage e o indie rock, com alguns laivos lo fi e a invadir o território dominado pelos conterrâneos The Libertines e The Vaccines. Os dois singles, Best Of Friends e Step Up For The Cool Cats, abrem estrategicamente o disco e causam logo bom impacto. Depois, o jogo de vozes entre Sam Fryer e Chilli Jesson e os riffs de guitarra, engrandecem, com energia e enorme dinamismo, temas como All the Garden Birds, Chicken Dippers e Last Of The Summer Wine, pecando apenas por não darem um pouco mais de protagonismo aos teclados de Pete Mayhew, que muitas vezes estão mal aproveitados. Isso é evidente em temas como Rattlesnake Highway, Tom The Drume e We Found Love.

Acaba por dar a sensação em alguns momentos que 180 merecia um maior tempo de maturação e que acabou por sair do forno demasiado cedo e devido à pressão do exterior, sem estar, portanto, ainda devidamente confecionado. O álbum entusiasma, não tanto como a facilmente influenciável imprensa britânica anunciou previamente e, se calhar, gostaria, mas é, quanto a mim, apesar de algo precoce, um nascimento saudável, inventivo e minimamente inspirado de uma banda que se tiver tempo e senão se deixar influenciar de novo pelos clamores da crítica e da componente comercial, acabará por se tornar numa referência dentro do género. 

Os Palma Violets andaram em fevereiro em digressão com os Django Django e Miles Kane and Peace, no evento NME Awards Tour 2013. Espero que aprecies a sugestão...

Palma Violets - 180

 

01. Best Of Friends
02. Step Up For The Cool Cats
03. All The Garden Birds
04. Rattlesnake Highway
05. Chicken Dippers
06. Last Of The Summer Wine
07. Tom The Drum
08. Johnny Bagga’ Donuts
09. We Found Love
10. Three Stars
11. 14


autor stipe07 às 22:05
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Quarta-feira, 6 de Março de 2013

David Bowie – The Next Day

Depois de ter protagonizado alguns dos lançamentos discográficos mais importantes da história da música e após uma ausência de quase dez anos, o britânico David Bowie está de regresso com The Next Day, o vigésimo quarto álbum da sua carreira, lançado recentemente por intermédio da Iso Records/ Columbia. Este novo trabalho faz parte de uma triologia que teve como último capítulo Heathen em 2002 e comprova que o camaleão está de regresso e em boa forma.

The Next Day resulta de uma parceria com Tony Visconti, um músico de Nova Iorque que tem trabalhado com o camaleão em vários discos, nomeadamente no início da sua carreira, na chamada era Berlim, quando Bowie, na década de setenta, se refugiou naquela cidade e produziu alguma da matéria sonora fundamental da cultura pop.

No entanto, que ninguém espere por personagens fantásticas e andrógenas vindas do espaço ou por maquilhagem ousada. O Bowie de 2013 não renega que o tempo passou por si, é sóbrio, mas não deixa de ser convincente e linear, ou seja, mantém-se fiel ao seu som original e numa época em que já se ouviu quase tudo, não deixa de se mostrar algo revolucionário, mais não seja devido a esta fidelidade que só lhe fica bem.

Dez anos é muito tempo e a expetativa acumulada naqueles que seguem a carreira do músico com particular devoção certamente imensa e intensa. Penso que The Next Day não deixará essas expetativas defraudadas já que, mesmo que aqui não haja nada que o músico não tenha experimentado ainda, é justamente nesse feliz reviver do seu passado sonoro que Bowie cai novamente no goto de quem o venera.

Há vários temas em The Next Day que me merecem particular destaque; How Does The Grass Grow? condensa guitarras, teclados e vozes num mesmo ambiente melódico e comercial. São quase cinco minutos de versos prontos para serem decorados e que se espalham deliciosamente ao na canção. Alegre, a música surge como uma espécie de contraponto a outro material mais obscuro e também digno de destaque que se movimenta no decorrer do álbum, nomeadamente em The Stars (Are Out Tonight) , Love Is Lost e no brilho pop visível no romantismo exacerbado de Valentine’s Day.

A melancolia é um sentimento transversal em The Next Day e, de mãos dadas com ela, Bowie alcança momentos bastante assertivos; Where Are We Now? amarga os pensamentos mais existenciais do músico numa sonoridade que poderia pertencer aos R.E.M. da década de noventa e a bela You Feel So Lonely You Could Die ainda consegue ir um pouco mais além, já que, sendo nitidamente influenciada pelos Arcade Fire, revela expressividade e quando a canção se encontra com a música gospel numa explosão de vozes e arranjos volumosos de forte temática emocional, dá-se o cruzamento perfeito entre a melancolia da escrita e o épico instrumental.

The Next Day poderia muito bem servir de base para uma nova digressão de Bowie, sem haver necessidade de a sustentar em demasia nos velhos clássicos do músico. Há aqui suficiente matéria prima para uma compilação de canções consistente e que poderia servir para agradar às novas gerações que desconhecem a sua obra. Espero que ele aprecie esta sugestão...

David Bowie - The Next Day

01. The Next Day
02. Dirty Boys
03. The Stars (Are Out Tonight)
04. Love Is Lost
05. Where Are We Now?
06. Valentine’s Day
07. If You Can See Me
08. I’d Rather Be High
09. Boss of Me
10. Dancing Out In Space
11. How Does the Grass Grow?
12. (You Will) Set the World On Fire
13. You Feel So Lonely You Could Die
14. Heat


autor stipe07 às 18:48
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Sexta-feira, 1 de Março de 2013

Foals - Holy Fire

Depois de Antidotes (2008) e Total Live Forever (2010), os Foals, uma banda de Oxford liderada por Yannis Philippakis, estão de regresso aos discos com Holy Fire, disco lançado pela Transgressive no início de fevereiro. Os Foals têm sido uma banda em constante mutação sonora. Da transposição das guitarras experimentais de Antidotes para o ambiente claustrofóbico de Total Life Forever, esse sempre difícil segundo disco, lançado em maio de 2010, serviu para aproximar a banda do grande público e ajudar a influenciar nomes como os Alt-J (∆), Everything Everything, ou os Egyptian Hip Hop.

A experimentação sonora faz parte do ADN dos Foals e com Holy Fire o grupo sobe mais um degrau no cardápio experimental que o define. Neste terceiro disco vão mais longe porque, além de se afastarem do clima soturno dos momentos experimentais de Total Live Forever e da crueza da estreia, optaram agora por criar um clima mais animado e até dançável. As melodias experimentais de Antidotes ainda estão por toda a parte, o mesmo acontece com a atmosfera densa do último álbum, mas a diferença está na forma como o ritmo convida-nos a dançar. No entanto, ainda há canções que contêm detalhes que fazem a ponte com o passado, nomeadamente Late Night,  a climática Moon, ou Milk & Black Spiders, temas que aperfeiçoam de maneira natural e particular muito do que foi produzido anteriormente por esta banda britânica.

Assim, os onze temas de Holy Fire, consolidam as experiências anteriores e fogem ao óbvio de forma madura e cativante, olhando delicadamente para os anos setenta e estabelecendo uma conexão com as pistas de dança do passado e do presente. Tudo isto está claramente plasmado na explosiva Inhaler e na jovial My Number, talvez a canção que melhor carateriza o novo rumo sonoro dos Foals, algo dance punk e com uma natureza instrumental que se divide entre a aceleração dos Gang Of Four e as experimentações dos Talking Heads.

Holy Fire, um disco leve e aventureiro, acaba por ser uma rodela que brinca abertamente com as composições comerciais de maneira individual, sem qualquer pensamento ou amarra sonora que parta de um conceito maior ou que ligue todas as canções. Este álbum produz efeito com o tempo, ou seja, é mais um daqueles discos que exigem várias e ponderadas audições, porque cada canção esconde texturas, vozes, batidas e mínimas frequências acústicas que só são percetíveis seguindo essa premissa. Espero que aprecies a sugestão...

1. Prelude
2. Inhaler
3. My Number
4. Bad Habit
5. Everytime
6. Late Night
7. Out Of The Woods
8. Milk & Black Spiders
9. Providence
10. Stepson
11. Moon 


autor stipe07 às 21:42
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

Esben And The Witch – Wash The Sins Not Only The Face

Os britânicos Esben And The Witch são Daniel, Thomas e Rachel, um trio de Brighton e o nome da banda é inspirado num conto de fadas dinamarquês. Depois de um EP em 2009 e do single Lucia, At The Precipice, em fevereiro do ano seguinte, assinaram pela Matador Records e estrearam-se nessa etiqueta com mais um single, um tema intitulado Marching Song, editado em outubro desse ano. Poucos meses depois, em janeiro de 2011, chegou Violet Cries, o disco de estreia e agora, um ano depois, o sucessor. O novo álbum intitula-se Wash The Sins Not Only The Face, viu a luz do dia a vinte e um de janeiro e os Esben And The Witch estão a disponibilizar gratuitamente o primeiro single, Deathwaltz, no seu sitio. Já agora, o registo está disponível para escuta íntegral, através do Pitchfork Advance.

Os Esben and the Witch procuram ser totalmente únicos, inovadores. Referindo-se ao albúm de estreia afirmaram que o sucessor tinha que ser algo novo, algo que sentíssemos que ainda não tinha sido explorado. 
A banda tem recebido críticas positivas por parte de entidades reconhecidas como é o caso da Pitchfork Media e do The Guardian. Wash The Sins Not Only The Face tem uma sonoridade segura, intrigante e orgânica. Despair é um dos meus destaques do álbum, um tema com uma sonoridade que balança entre o gótico e o shoegaze, construido em redor de uma paisagem sonora glacial e que cria uma melodia intrigante, que parece dar com uma mão e tirar com a outra, criando um balanço groove estranhamente atrativo e abrasivo. O video foi dirigido por Matt Bowron e conta com os contorcionismos dançantes de Simon Fowler e Simon Palmer.

OEsben And the Witch abriram concertos de bandas como The XX, Wild Beasts, Foals e The Big Pink e estreiam-se em Portugal em 26 de Abril de 2013, na edição do Newcomers Week. Espero que aprecies a sugestão...

01. Iceland Spar
02. Slow Wave
03. When That Head Splits
04. Shimmering
05. Deathwaltz
06. Yellow Wood
07. Despair
08. Putting Down The Prey
09. The Fall Of Glorieta Mountain
10. Smashed To Pieces In The Still Of


autor stipe07 às 23:12
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013

Everything Everything – Arc

Depois de em 2010 se terem estreado com Man Alive, os britânicos Everything Everything de Jonathan Higgs, Jeremy Pritchard, Alex Robertshaw e Michael Spearman estão de regresso aos discos com Arc, um álbum produzido por David Kosten e editado no passado dia catorze de janeiro pela Sony/RCA.

De todos os registos lançados nas ilhas britânicas em 2010, Man Alive foi um dos mais elogiados pela crítica e fizeram desta banda de Manchester um dos grandes destaques desse ano. Esse disco, que faz parte da minha discografia particular, baseava a sua sonoridade no rock e tudo apontava para que essa sonoridade se mantivesse no sempre difícil segundo álbum. No entanto, os Everything Everything arriscaram sair da sua zona de conforto e em Arc evoluiram em relação ao disco anterior.

Arc está construído numa toada sonora focada na pop e serve-se de bases eletrónicas que fazem os Everything Everything abarcar, com maior ênfase, uma eletrónica de cariz experimental. Este é o grande salto que o grupo dá relativamente à estreia; Não perdem o cariz de acessibilidade que temas como Photoshop Handsome lhe atribuiram na estreia, mas demonstra uma superior maturidade, passando assim por uma verdadeira transformação musical.

O disco começa com uma toada bastante acelerada e expansiva, acalmando apenas um pouco ao quinto tema, Choice Mountain. Até lá é o indie rock de Cough Cough e Kemosabe que prepara o terreno para o que a banda vai aprimorando, com visitas ao rock alternativo da década noventa e até o krautrock dos anos setenta.

Quem achar que os momentos de maior acerto estão nesta primeira metade de Arc, então irá surpreender-se com o restante conteúdo, que tem um lado menos festivo, apesar do entusiasmo patente na última canção Don’t Try. A partir de Undrowned a banda torna-se ainda mais arrojada e aposta em guitarras climáticas e o uso melódico da voz, com coerência, sendo excelentes exemplos o falsete usado em The Peaks e a grandiosidade cativante da citada Undrowned.

Registo de profunda relevância, Arc é um disco fundamental dentro do processo recente de reestruturação da música britânica. É um dos poucos álbuns rock da nova fase que consegue fugir das repetições obscuras da década passada e apresentar um universo de novas experimentações e possibilidades. Espero que aprecies a sugestão...

01. Cough Cough
02. Kemosabe
03. Torso Of The Week
04. Duet
05. Choice Mountain
06. Feet For Hands
07. Undrowned
08. _Arc_
09. Armourland
10. The House Is Dust
11. Radiant
12. The Peaks
13. Don’t Try


autor stipe07 às 22:38
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

New Order – Lost Sirens EP

Oito temas que sobraram das gravações de Waiting For The Siren’s Call, o último disco dos New Order, editado em 2005, viram hoje a luz do dia por intermédio de um EP intitulado Lost Sirens, através da Warner. Recordo que as sessões de gravação de Waiting For The Siren's Call foram as últimas a contar com a participação do baixista Peter Hook, membro fundador dos New Order e dos Joy Division. Hook ainda tentou, pelas vias legais, que este EP não fosse lançado. Felizmente não conseguiu os seus intentos porque estes temas são fantásticos e o EP contém, na minha opinião, algum do melhor material alguma vez editado pelos New Order.

Oficialmente, as oito canções do EP tinham ficado de fora do último disco por não terem passado no crivo de qualidade da banda, algo que me deixa surpreendido. Pessoalmente parece-me que foram mais vítimas das assumidas divergências, à época, no seio dos New Order porque, como já referi, algumas canções não ficam a dever nada ao anterior material lançado pelo grupo.

Da precisão da bateria de Stephen Morris, à forma única de tocar baixo por Hook, passando pelas  inimitáveis linhas de guitarra e a voz única de Sumner, estão no EP claramente identificados todos os ingredientes obrigatórios num registo dos New Order. Waiting For The Siren's Call é salvo por este EP do estigma de ter sido sinónimo de final da carreira de um ícone da cultura popular e um dos grupos fundamentais do cenário musical alternativo contemporâneo. Lost Sirens EP está disponível para audição na Rolling Stone. Espero que aprecies a sugestão...

01. I’ll Stay With You
02. Sugarcane
03. Recoil
04. Californian Grass
05. Hellbent
06. Shake It Up
07. I’ve Got A Feeling
08. I Told You So



autor stipe07 às 14:36
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013

Will And The People – Friends

Os Will And The People são WIll Rendle, James Keo, Jim Ralphs, Charlie Harman e Jamie Rendle, uma banda natural de Brighton, que se formou em 2008 e que se começou por destacar pouco tempo depois com dois singles chamados Lion In The Morning Sun e Salamander.

Mais do que uma banda, os Will And The People afirmam ser uma forma de vida. Começaram por causar furor nas ilhas britânicas com os seus concertos, devido à peculiar presença do grupo em palco e ao som honesto e fresco e que abarca uma míriade imensa de influências e tipos de música, que oscilam entre o reggae. o ska e a pop. Mas não restam dúvidas que Bob Marley And The Wailers é a grande referência deste grupo, apesar de haver já quem os considere os novos The Police ou The Specials.  Tudo isto está bem patente em Friends, o disco mais recente dos Will And The People, editado através da Baggy Trouser Music e que tem no single Holiday o grande destaque.

A tal tentativa de serem diferentes e mais do que uma simpes banda também é posta em prática no facto de tentarem ignorar os cânones e as regras essenciais da indústria musical. Assim, tentam ser o mais independentes possível de qualquer influência externa e serem, acima de tudo, um grupo de amigos que tocam a música que gostam, seguindo a sua visão sonora sem desvios, com canções que falam muito sobre o amor e que querem pôr toda a gente a dançar. Eles acham que o amor é um sentimento que deve ser partilhado entre todos e assim alimentam-se do feedback que recebem do seu público nos espetáculos, pelo que dão o máximo de si em cada concerto. De realçar que a banda fez imenso sucesso numa digressão que fez recentemente pela Ásia, tendo passado pela Austrália, Cambodja, Vietname e Singapura.

Friends, um disco feito com muitas cordas e percurssão, carregado de canções alegres, vibrantes e carregadas de cor e luz, acaba por ser uma dedicatória sentida a todos aqueles que os acompanham e vibram com a música dos Will And The People. Como se pode ouvir em Holiday, este é um álbum para ser guardado até ao próximo verão e escutado na praia mais próxima, de preferência acompanhado de uma bela cuba libre. Espero que aprecies a sugestão...

01. Holiday
02. Eyes
03. Masterpiece
04. Sensimilla
05. Fire
06. Cape Town Blues
07. 100,000 Times Before
08. Birds
09. Yellow
10. Lifeline
11. Friends
12. Dreamer


autor stipe07 às 23:30
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

Egyptian Hip Hop - Good Don't Sleep

Esclareço desde já que os Egyptian Hip Hop não são do Cairo nem fazem hip hop. Good Don't Sleep, lançado no passado dia vinte e dois de outubro pela R&S é o longa duração de estreia desta banda britânica que se formou em 2008 e desde logo teve tudo para se tornar em mais uma nova coqueluche dos media britânicos, devido ao EP de estreia editado em 2010 e que colocou em sentido várias publicações, entre elas a conceituada NME. No entanto, após esse registo, este quarteto natural de Manchester não deu mais sinais, até que, finalmente, chegou um álbum feito com sintetizadores, guitarras fragmentadas e outros detalhes sonoros nada óbvios e, por isso, merecedores de toda a atenção por parte deste blogue.

Tendo em conta esta introdução, é fácil para os leitores mais atentos cairem na tentação de se lembrarem logo da semelhança concetual que poderá haver entre estes Egyptian Hip Hop e outros projetos conterrâneos e contemporâneos, nomeadamente os Alt-J (∆) e os Django Django. No entanto, quem avançar além desta simples leitura e se debruçar no que realmente importa, o conteúdo de Good Don't Sleep, concluirá que Foals ou Wild Beasts são nomes mais de acordo com o rumo sonoro traçado por estes Egyptian Hip Hop.

Esta hiato de dois anos após o tal EP teve o lado positivo de permitir que o relativo esquecimento em que a banda mergulhou após a assimilação pela crítica do seu conteúdo, a possibilitasse desenvolver e gravar este Good Don't Sleep sem grandes pressões e responsabilidades. O disco mantém os realces sonoros do EP e melhora a identidade sonora do grupo, agora menos colorida e mais climática; Logo no início, em Tobago, todas as transformações em torno do trabalho do grupo se tornam visíveis. Antes essenciais, os sintetizadores agora ocupam um espaço muito mais suave e opaco. Este tonalidade mais sombria encontra eco na própria capa soturna do disco e reflete o tal natural amadurecimento da banda, não apenas em idade, mas principalmente em conceitos e experiência.

Ainda que não deixe de soar a imensas das propostas que nos chegam das ilhas britânicas, a forma como Good Don't Sleep se materializa puxa-nos também para cenários sonoramente distintos. Em Alalon fica muito clara essa predisposição, com a banda a ir aos confins subterrâneos do obscuro lo fi norte americano e em Yoro Diallo, ainda nesse país, mergulham na crua sujidade pop da década de oitenta e tocam ao de leve e de forma subtil num clima um pouco tropical.

Por mais que a sonoridade experimental de faixas como Strange Vale SYH pareçam ter o objetivo de afastar os Egyptian Hip Hop do público, no meu caso pessoal são canções com este recorte e realces sombrios que me fizeram espevitar a curiosidade relativamente a Good Don't Sleep e que atestam a capacidade criativa de uma banda. Por isso, mesmo sendo um confesso admirador do que os conterrâneos Alt-J (∆) desenvolveram em An Awesome Wave, reconheço nos Egyptian Hip Hop dotes para chegar à mesma meta através de percursos ainda mais sinuosos e, dfessa forma, passíveis de chocarem com uma miríade mais intensa de géneros e tiques sonoros.

Good Don't Sleep é um álbum distinto, curioso e com diversas pontas soltas que me deixaram com água na boca relativamente ao futuro dos Egyptian Hip Hop. Espero que aprecies a sugestão...

01 Tobago
02 The White Falls
03 Alalon
04 Yoro Diallo
05 Strange Vale
06 Snake Lane West
07 Pearl Sound
08 SYH
09 One Eyed King
10 Iltoise 


autor stipe07 às 13:03
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Domingo, 25 de Novembro de 2012

Tall Ships – Everything Touching

No passado dia oito de outubro foi editado através da Big Scary Monsters / Blood And Biscuits, Everything Touching, o disco de estreia dos Tall Ships, uma banda indie funk natural de Cornwall, na Inglaterra e formada por Ric Phethean (guitarra, voz e sintetizadores), Matt Parker (baixo, samplers) e Jamie Bush (bateria). A banda já tinha lançado dois singles no início do ano (Gallop e T=0) e o primeiro disco, Everything Touching, finalmente saiu em outubro de 2012, já na corrida para as listas de melhores do ano.

A sonoridade dos Tall Ships obedece a uma linhagem indie dance matemática típica dos Foals. Logo na primeira canção do álbum somos invadidos por letras emotivas e uma máquina sonora épica e bem oleada, dominada por uma bateria e por graves potentes, o que faz de T=0, um dos tais singles lançados, uma espécie de hino comercial urbano. Um pouco depois, Phosphoresence projeta outro hino que pode ser cantado com os punhos cerrados e bem projetados no ar, enquanto Oscar assenta numa linha de guitarra e num insistente rufar tribal. Galop, outro single de Everything Touching, é uma das canções mais acessíveis e fala sobre a velocidade mental no processo de envelhecimento; existe um coro durante a canção, mas quase impercetível.

Este disco sobressai por alguns detalhes e ideias critivas na conceção das músicas e por conseguir aliar alguns momentos tranquilos com outros onde a velocidade com que a banda explora e executa, em várias direções, melodias bastante aditivas, é algo que merece rasgados elogios.

Há uma ferocidade muitas vezes descarada, bastante peso no pedal de amplificação, mas é algo que é feito com impacto, com mestria e que contagia. Os Tall Ships sabem fazer canções excitantes e que se entrelaçam até atingirem uma espécie de clímax vertiginoso, o que faz de Everything Touching um disco forte, com substância, muito orgânico e com um conteúdo excelente para fazer deste trio britânico uma referência no que diz respeito à nova geração de bandas rock ao vivo. Espero que aprecies a sugestão...

01. T=0
02. Best Ever
03. Phosphoresence
04. Oscar
05. Ode To Ancestors
06. Gallop
07. Idolatry
08. Send News
09. Books
10. Murmurations


autor stipe07 às 21:45
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Domingo, 18 de Novembro de 2012

Bat For Lashes - The Haunted Man

Lançado pela Parlophone no passado dia vinte e três de outubro, chegou aos escaparates The Haunted Man, o novo álbum do projeto , liderado pela compositora Natasha Khan. Muitas vezes conotada como fiel seguidora de outros nomes consagrados do universo musical feminino, nomeadamente Kate Bush, PJ Harvey e Björk, neste The Haunted Man, ela desmistifica essa perceção e aproxima-se da poesia de um Lou Reed, do ambiente mais soturno de um Robert Smith (The Cure) e até do jogo metafórico que sustenta a obra de Thom Yorke. O tal toque femininino agora é mais visível no campo da instrumentação, sendo este jogo de contrastes entre extremos e a aparente instabilidade que daí resulta, o suporte estrutural deste disco.

The Haunted Man será pois decisivo para confirmar Natasha como uma das grandes autoras e compositoras da atualidade e não apenas uma hábil usurpadora de tudo o que tem sido construído há mais de duas décadas por grandes representantes do cenário musical feminino. O simples fato de estarmos na presença de um trabalho menos comercial do que o antecessor e aclamado Two Suns (2009), joga, no imediato, a favor desta tese.

Ao longo das onze canções, construídas ao comando de pianos, teclados e massas volumosas de cordas que nunca se acomodam, transparece um belíssimo e incontestável sentimento de melancolia, feito com várias tonalidades de sons flutuantes. É, no fundo, uma sensação que cresce e se converte em amargura quando é adicionada a voz e esta se encontra com essa instrumentação de forte aproximação erudita.

Em vários momentos é normal ficarmos com a sensação que houve a intenção clara que criar um disco com uma certa grandiosidade épica, principalmente me músicas como Lilies, Winter Fields ou Marilyn, o meu destaque maior deste The Haunted Man. Estas canções assentam em densas massas sonoras e encaixes precisos. Nessa Lilies é curioso ouvir os teclados, batidas eletrónicas e os violinos a interagir e a acomodar-se numal massa instrumental uniforme e particular.

Experimental na maneira como tenta sustentar-se tendo em conta a nova abordagem auditiva, The Haunted Man absorve o passado das Bat For Lashes, brinca com o presente e arquiteta planos sólidos para o futuro, dando à banda o rótulo de projeto já detentor de uma genialidade incontestável. Espero que aprecies a sugestão...

01. Lilies
02. All Your Gold
03. Horses Of tTe Sun
04. Oh Yeah
05. Laura
06. Winter Fields
07. The Haunted Man
08. Marilyn
09. A Wall
10. Rest Your Head
11. Deep Sea Diver


autor stipe07 às 15:29
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

Curtas... LXIX

Panagiotis Melidis, um produtor oriundo de Milão que se esconde atrás de Larry Gus, lançou no início desta semana o seu primeiro álbum e com direito a download gratuito. O conjunto de ficheiros chama-se Silent Congas, está disponível na página da DFA e são nove extraordinárias canções que dão o pontapé de saída numa carreira que será certamente promissora!

 

Depois de em 2011 ter editado I Need A Vacation, o projeto islandês Ruddinn, liderado por  Bertel Ólafsson, está a preparar novas canções. Há poucos dias Bertel enviou para Man On The Moon, em estreia nacional, Chrome Like Mirror, um novo tema que tem tido bastante aceitação nas rádios dessa ilha do atlântico norte. Quando chegar, o novo álbum merecerá certamente toda a minha atenção e divulgação.

Chrome like mirror by ruddinn

 

Depois do aclamado EP The Rookie, e do álbum de estreia Shadows lançado em 2011, o quarteto californiano The New Division irrompe do silêncio com um novo EP. O trabalho chama-se Night Escape e tem como grande destaque o single homónimo que conta com a participação da dupla dream pop grega Keep Shelly in Athens.

Produzido por John Kunkel, Night Escape afasta-se um pouco das influências seminais da banda, decalcadas da synthpop dos Joy Division, New Order ou Depeche Mode e explora paisagens sonoras mais ambientais e flutuantes, feitas com sintetizadores cósmicos que levantam voo graças à voz celestial de Sarah P..

 

The New Division - Night Escape

01. Pride
02. Kids
03. Night Escape (Ft. Keep Shelly In Athens)
04. Start Over

Night Escape by The New Division

 

Os nova iorquinos Ra Ra Riot, de Wes Miles, estão quase a lançar o terceiro disco, que deverá chegar no início de 2013, sendo o primeiro após a saída da multi instrumentista Alexandra Lawn. Beta Love é o primeiro single e deverá também ser o título desse álbum. Pela amostra, ficarão de fora os elementos mais orgânicos e os violinos, cabendo agora a primazia aos sintetizadores e a uma produção mais eletrónica e futurista. Beta Love será uma das grandes entradas no novo ano!

 

Coldplay Live 2012 é o primeiro registo ao vivo desta banda britânica em nove anos. O concerto foi gravado no Stade de France e teve direito a estreia mundial no cinema ontem, dia 13 de Novembro. A edição em CD e DVD será a dezanove de Novembro e permite aos fãs reviver alguns dos melhores momentos da digressão de Mylo Xyloto.

Coldplay - Live

01. Mylo Xyloto
02. Hurts Like Heaven
03. In My Place
04. Major Minus
05. Yellow
06. God Put A Smile Upon Your Face
07. Princess Of China
08. Up In Flames
09. Viva La Vida
10. Charlie Brown
11. Paradise
12. Us Against The World
13. Clocks
14. Fix You
15. Every Teardrop Is A Waterfall


autor stipe07 às 14:37
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Curtas... LXVIII

Sufjan Stevens está a preparar mais um álbum de Natal, com edição prevista a treze de novembro. O disco chama-se Silver & Gold: Songs for Christmas, Volumes 6-10 e já são conhecidos alguns temas, como a cover do clássico Angels We Have Heard On High.

No entanto, o meu destaque é Mr. Frosty Man, cujo vídeo mostra uma versão violenta do Natal em bonecos de plasticina, que inclui zombies a comer cérebros e um boneco de neve que salva o natal destruindo-os com uma motoserra e com uma espingarda.

CD 1 (Vol. 6 – Gloria)
01. Silent Night
02. Lumberjack Christmas/No One Can Save You From Christmases Past
03. Coventry Carol
04. The Midnight Clear
05. Carol Of St. Benjamin The Bearded One
06. Go Nightly Cares
07. Barcarola (You Must Be A Christmas Tree)
08. Auld Lang Syne

CD 2 (Vol. 7 – I Am Santa’s Helper!)
01. Christ The Lord Is Born
02. Christmas Woman
03. Break Forth O Beauteous Heavenly Light
04. Happy Family Christmas
05. Jingle Bells
06. Mysteries Of The Christmas Mist
07. Lift Up Your Heads Ye Mighty Gates
08. We Wish You A Merry Christmas
09. Ah Holy Jesus
10. Behold The Birth Of Man, The Face Of Glory
11. Ding – A
12. How Shall I Fitly Meet Thee?
13. Mr. Frosty Man
14. Make Haste To See The Baby
15. Ah Holy Jesus (With Reed organ)
16. Hark! The Herald Angels Sing
17. Morning (Sacred Harp)
18. Idumea (Sacred Harp)
19. Eternal Happiness Or Woe
20. Ah Holy Jesus (A capella)
21. I Am Santa’s Helper
22. Maoz Tzur (Rock Of Ages)
23. Even The Earth will Perish And The Universe Give Way

CD 3 (Vol. 8 – Christmas Infinity Voyage)
01. Angels We Have Heard On High
02. Do You Hear What I Hear?
03. Christmas In The Room
04. It Came Upon A Midnight Clear
05. Good King Wenceslas
06. Alphabet St.
07. Particle Physics
08. Joy To The World
09. The Child With The Star On His Head

CD 4 (Vol. 9 – Let It Snow!)
01. I’ll Be Home For Christmas
02. Santa Claus Is Coming To Town
03. The Sleigh In the Moon
04. Sleigh Ride
05. Ave Maria (Featuring Cat Martino)
06. X – Mas Spirit Catcher
07. Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!
08. Holly Jolly Christmas
09. Christmas Face

CD 5 (Vol. 10 – Christmas Unicorn)
01. Have Yourself A Merry Little Christmas
02. It Came upon A Midnight Clear
03. Up On The Housetop
04. Angels We have Heard On High
05. We Need A Little Christmas
06. Happy Karma Christmas
07. We Three Kings
08. Justice Delivers Its Death
09. Christmas Unicorn

 

Os canadianos HUDDLE, uma banda que divulguei por cá, no final de 2011, por causa do disco All These Fires, têm duas novas canções, de acordo com o sitio oficial da banda, onde estão disponíveis para audição. A banda esteve em estúdio com Jeff McMurrich (Fucked Up/Constantines/Sandro Perri) e deverá haver um novo disco em 2013.

 

 

 

Kill For Love dos Chromatics, é considerado por muitos como um dos melhores discos do ano, devido à sonoridade obscura do trabalho, e por usarem com mestria algumas referências sonoras dos anos oitenta. Algum do material que ficou de fora deste disco, deu origem a um outro álbum, intitulado Running For The Sun, disponibilizado em modo É Fartar, Vilanagem...

CHROMATICS / RUNNING FROM THE SUN / FULL ALBUM by JOHNNY JEWEL

 

 

 

Grande aposta da música britânica para o ano de 2013, os Fear Of Men conseguem transformar melodias sobre sentimentos amargurados em composições honestas e grandiosas. Uma delas é Mosaic, uma música já conhecida desde o início de setembro. O vídeo, recentemente divulgado, apresenta uma sucessão de imagens a preto e branco e diversos elementos metafóricos, sendo excelente para quem ainda desconhece o trabalho desta banda. A direção do vídeo é de Williams & Tardo em parceria com alguns membros do próprio grupo.


autor stipe07 às 13:20
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Sábado, 10 de Novembro de 2012

Dog Is Dead – All Our Favourite Stories

Liderados pela voz extravagante e aparentemente mal humorada de Robert Milton, os Dog Is Dead são uma banda inglesa natural de Nottingham, mesmo perto da toca do Robin dos Bosques  e acabam de se estrear nos discos com All Our Favourite Stories, uma coleção de canções feitas com uma indie pop de qualidade, através da Banquet Records e da Atlantic Records.

Este quinteto pode estar no início da carreira e ter pouco tempo de atuação nos palcos, mas já têm conquistas importantes no currículo. Foram, em 2011, banda de abertura na digressão dos Bombay Bicycle Club, tocaram em Glastonbury, e participaram em espetáculos dos Cajun Dance Party e do Ok Go. Por isso, All Our Favourite Stories já tinha uma legião de fãs à espera de mais alguns hinos indie pop, ainda por cima com o apetite aguçado pela divulgação anterior dos singles Glockenspiel Song e River Jordan.

All Our Favourite Stories é um disco de estréia sólido, que contrasta momentos grandiosos e delicados com algumas batidas dançantes e vozes que se colam facilmente ao ouvido. Os Dog Is Dead têm, aparentemente, um talento inigualável para compôr hinos e misturar a sonoridade típica da indie pop com uma vertente eletrónica assente em sintetizadores e de forma simples, talentosa e inédita.

Os Dog Is Dead procuram vingar num terreno sonoro um pouco congestionado e liderado em Inglaterra por nomes como os Vampire Weekend, Bombay Bicycle Club, Two Door Cinema Club, Ok Go, Noah and The Whale e os The Maccabees. Com esta concorrência de peso não será fácil obter um lugar ao sol no atual panorama musical alternativo, mas há que reconhecer que não é qualquer banda que consegue, na estreia, combinar as óbvias estruturas do universo musical indie com alguns tiques de géneros tão díspares como o jazz ou a própria soul, de forma surpreendentemente sólida e agradável. Espero que aprecies a sugestão...

01. Get Low
02. Do The Right Thing
03. Teenage Daughter
04. Talk Through The Night
05. Two Devils
06. Hands Down
07. Glockenspiel Song
08. Heal It
09. River Jordan
10. Any Movement
11. Young
12. The Well
13. Ricochet
14. Burial Ground
15. Talent Show
16. All Our Favourite Outtakes


autor stipe07 às 23:28
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

Archive – With Us Until You’re Dead

Os Archive, um colectivo trip hop de doze elementos repartidos por Londres, Paris e Brighton, formado em 1994 por Darius Keeler e Danny Griffiths, regressaram no final do passado mês de agosto, com o lançamento do oitavo álbum de estúdio, intitulado With Us Until You’re Dead. Este coletivo é responsável por alguns dos mais marcantes discos do panorama alternativo dos últimos vinte anos, com destaque para o Londinium de 1996 e Noise de 2004.

Nestas quase duas décadas os Archive tornaram-se talvez no nome maior da vertente mais sombria e dramática do trip hop. Este With Us Until You’re Dead é produzido por Jerome Devoise e naturalmente trilha caminhos que vão da electrónica à soul, passando pela pop de câmara, com vários pontos de contacto com o trabalho de nomes como os Massive Attack, Radiohead, The Aloof, UNKLE e Pink Floyd. Durante a audição do disco é notória uma fusão entre orquestra, electrónica e elementos progressivos, com pontes brilhantes entre momentos de maior intensidade com outros mais intimistas, levando-nos, dessa forma, ao encontro de emoções fortes e exposivas, outrora adormecidas, para depois nos serenar.
Violently, o primeiro single, é uma música negra, bastante poderosa e que conta com a participação especial da estreante Holly Martin, uma moça nova com uma voz bastante apetecível, numa música intensa e poderosa. Este tema, profundamente emotivo e cinematográfico, recebeu um vídeo igualmente perturbador, criado pelo designer gráfico Brian Cannon, responsável por capas de álbum dos Oasis e dos The Verve, entre outros.

Os Archive sempre foram honestos e coerentes na sua sonoridade, seguindo uma linha complexa, porque abarca variados estilos e tendências musicais, mas sempre linear, porque raramente se desviaram deste ambiente sonoro geral que os carateriza. With Us Until You’re Dead tem alma e paixão, é fruto de três anos de intenso trabalho e consegue ter canções perfeitas, com vozes carregadas de intriga e profundidade.

Seja por causa de momentos em que a bateria é estranhamente dançante, pela majestosidade dos sintetizadores, ou pela elegância vocal, estamos na presença do álbum de trip hop do ano. Espero que aprecies a sugestão...

01. Wiped Out
02. Interlace
03. Stick Me In My Heart
04. Conflict
05. Violently
06. Calm Now
07. Silent
08. Twisting
09. Things Going Down
10. Hatchet
11. Damage
12. Rise
13. Aggravated Twisted Fill (Bonus)
14. Soul Tired (Bonus)


autor stipe07 às 13:06
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012

The Pineapple Thief – All The Wars

All The Wars, gravado nos Real World Studios, cujo proprietário é Peter Gabriel, é o título do novo disco dos Pineapple Thief e foi lançado no passado dia três de Setembro. Este novo álbum sucede ao bem recebido Someone Here Is Missing (2010) e ao EP Show A Little Love (2010). De acordo com Bruce Soord, o líder desta banda britânica natural de Sommerset, não foram poupados esforços na conceção, criação e produção deste trabalho.


All The Wars tem momentos típicos de uma sonoridade tipicamente rock, mas também consegue dar-nos instantes sonoros delicados, tudo isto graças à capacidade critiva da banda, mas também à presença, em algumas canções (All The WarsBuild a World e One More Step Away), de uma orquestra de vinte e dois músicos, nomeadamente a Prague Philharmonic Orchestra. O resultado final acaba por ser um excelente compêndio de rock alternativo com nuances eletrónicas, dominado por guitarras marcadas por compassos irregulares e distorções que se entrecuzam com uma vertente mais acústica, feita com delicados arranjos de cordas.

Os The Pineapple Thief encontram as suas raízes no rock progressivo, mas estão a demonstrar aqui conseguir oferecer propostas mais acessíveis e dessa forma adicionar a folk e a indie ao seu cardápio sonoro. Acabam por poder ser incluídos naquele rol de bandas que gostam de experimentar e direcionar a sua música por diferentes caminhos a cada novo disco. All The Wars tem um cariz mais suave e orgânico que o antecessor Someone Here Is Missing.

É interessante perceber que era no fim que estava reservada a maior surpresa deste All The Wars. É na canção final que essa fusão de elementos do rock com a música clássica atinge o ápice; São nove minutos em que se misturam batidas do baixo, solos de guitarra, sintetizadores, samplers, arranjos de cordas e vozes imponentes e Reaching Out representa o momento em que a banda finalmente sai da sombra das suas referências musicais, para conquistar o seu espaço entre os grandes nomes do rock progressivo atual. Um desfecho surpreendente e emocionante para um álbum brilhante.

Uma curiosidade final; A capa do disco é da autoria de Storm Thorgerson, o lendário designer que fez, por exemplo, as capas dos Pink Floyd. Espero que aprecies a sugestão...

CD 1
01. Burning Pieces
02. Warm Seas
03. Last Man Standing
04. All The Wars
05. Build A World
06. Give It Back
07. Someone Pull Me Out
08. One More Step Away
09. Reaching Out


CD 2 (More Wars – The Acoustic Sessions)
01. Warm Seas
02. All The Wars
03. Last Man Standing
04. Every Last Moment
05. One More Step Away
06. Someone Pull Me Out
07. Burning Pieces
08. Reaching Out
09. Light Up Your Eyes


autor stipe07 às 19:21
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

Life In Film – Needles And Pins EP

Os Life In Film são uma banda de Londres formada por Samuel Fry, Micky Osment, Edward Ibbotson e Dominic Sennétt. Nos últimos anos compuseram um par de canções e, finalmente, no passado mês de agosto lançaram um EP de estreia, intitulado Needles And Pins, através da Tell Your Friends/Sony. A canção homónima está disponível para download no soundcloud do grupo, assim como a audição do EP.

Quando foi questionado acerca do significado desta canção, o cantor dos Life In Film, Samuel Fry, afirmou:

It’s a song about lost love. I guess that’s pretty explicit in the lyrics. Musically though I guess it worked its way into something quite expansive – once we had a nice groove going on it was possible for us to keep it quite spacious, with guitar and bass details coming in and out. It all came together quite naturally from a basic idea which we gradually developed. We treated each tune in isolation and tried to find the musical context which fits it best. In the studio we tried to capture a natural sound, and I think this comes across on the EP and gels it together well.

A gravação deste EP contou com a colaboração de Stephen Street, um nome conhecido pro já ter trabalhado com os The Smiths, Blur e The Cranberries, entre outros. Street também irá produzir o disco de estreia desta banda inglesa. Estarei atento...

Life In Film - Needles And Pins

01. Needles And Pins
02. Suitcase
03. Carla
04. Until It’s Over
05. Lose Control

Needles & Pins EP by Life In Film


autor stipe07 às 19:18
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012

The Chevin - Borderland

Naturais dos subúrbios de Leeds, em Inglaterra, Os The Chevin formaram-se em 2010 pela iniciativa de quatro amigos de infância. Falo de Coyle Girelli (voz e guitarras), Mat Steel (guitarras e teclados), Jon Langford (baixo) e Mal Taylor (bateria). Estrearam-se em 2011 com um EP, lançado pela Fierce Panda Records e que incluia no alinhamento Champion, uma canção que fez furor no país natal e passou com insistência em várias rádios, nomeadamente a XFM London, XFM Manchester e a BBC 6 Music. Esta é a canção que faz parte da banda sonora do próximo jogo Fifa 2013, que fez furor numa edição recente do David Lettermann e que abre Borderland, o longa duração de estreia destes The Chevin, disco editado no passado mês de setembro, depois de um verão cheio de concertos e onde abriram para bandas de nomeada, como os Franz Ferdinand.

O que salta logo ao ouvido na audição de Borderland é a busca por um som típico de uma indie rock que quer ser megalómana, lotar estádios e criar canções com refrões fáceis, para serem interpretadas em uníssono por milhares de pessoas. Esta receita praticada por nomes tão sonantes como os U2, The Killers, Muse ou os Franz Ferdinand, além de ser a força motriz de Champion, também se sente no pulsar de Drive, o outro single já retirado de Borderland.

A própria postura vocal de Coyle nesta canção faz lembrar uma espécie de fusão entre Matt Bellamy (Muse) e Brandon Flowers (The Killers). Aliás, a crítica considera-os a resposta do Reino Unido para os The Killers. Drive tem um enorme cariz épico, já que é suportada por violinos e inclui harmonias vocais idêticas a cantos de ópera, lembrando vagamente aqueles momentos de êxtase tipicos dos Arcade Fire. O próprio vídeo da canção merece destaque, porque nele vêem-se montagens de colisões, comboios e pessoas a dançar enquantos os The Chevin tocam numa espécie de arena, cheia de cor e com uma edição frenética que cola com a batida da música.

Em suma, estamos na presença de uma banda competente no tal indie rock épico, com um excelente disco de estreia, carregado de hinos feitos com guitarras potentes, tambores e sintetizadores e que certamente irão deixar, futuramente, uma marca importante na indústria musical. Vamos ver como corre o sempre difícil segundo disco. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. Champion
02. Drive
03. Blue Eyes
04. Dirty Little Secret
05. Love Is Just A Game
06. Borderland
07. Beautiful World
08. Gospel
09. Colours
10. So Long Summer
11. Songs For The Sun (Bonus Track)
12. Menwith Hill (Bonus Track)
13. When The Party’s Over (Bonus Track)


autor stipe07 às 21:24
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Curtas... LXIV

As irmãs canadianas Tegan And Sara estão de regresso aos lançamentos discográficos no início de 2013. O álbum irá chamar-se Heartthrob e será o sétimo trabalho de estúdio da dupla, sucedendo a Sainthood, de 2009.

Heartthrob deverá expandir as referências pop e eletrónicas que há algum tempo acompanham o trabalho deste projeto, algo muito patente em I’m Not Your Hero, o primeiro single conhecido do disco. A canção utiliza a já tradicional melancolia como pano de fundo e depois divide-se em momentos mais dançantes e outros introspectivos, algo que deverá agradar aos seguidores mais fiéis das Tegan And Sara.

 

As melodias peculiares dos Local Natives estão de volta. Depois de Gorilla Manor, um dos grandes discos de 2009, o grupo de Los Angeles anunciou para o dia vinte e oito de janeiro a chegada de Hummingbird, o segundo e muito aguardado trabalho de estúdio da banda. Primeiro exemplar do novo álbum, que será lançado pelos selos Frenchkiss e Infectious, Breakers torna pública a evolução do quarteto, que mesmo sem querer estabelecer um registro de proporções épicas, flutua entre os Grizzly Bear do álbum Veckatimest e as cores que preencheram a estreia dos Vampire Weekend. Por enquanto, a melhor música de 2013.

 

A treze de novembro os Stumbleine irão editar um novo disco intitulado Spiderwebbed, através da Monotreme Records. Os Stumbleine são uma banda de Bristol, cidade natural dos Massive Attack, Portishead e Tricky e partilham da mesma sonoridade atmosférica, eletrónica e sintetizada desses nomes.

Neste Spiderwebbed existem algumas participações especiais, nomeadamente de CoMa e de Steffaloo. Com esta última compuseram uma versão de Fade Into You, um clássico da década de noventa dos Mazzy Star.

 

Stumbleine - Spiderwebbed

01. Cherry Blossom
02. If You
03. Capulet
04. The Beat My Heart Skips (Feat. CoMa)
05. Honey Comb
06. Solar Flare
07. Fade Into You (Feat. Steffaloo)
08. Kaleidoscope
09. The Corner Of Her Eye
10. Catherine Wheel (Feat. Birds Of Passage) 

 

Os Mazes disponibilizaram para download gratuíto, através da Fat Cat Records, Bodies, o seu single mais recente. O tema faz parte de uma cassete que esta banda londrina vai vender na digressão que entretanto vai iniciar com os The Cribs e que inclui no lado B uma remistura do mesmo tema da autoria de Hookworms, um produtor de Leeds.

 

A dupla californiana Crocodiles lançou on início deste ano Endless Flowers, o seu terceiro álbum. Agora preparam-se para iniciar uma digressão europeia e de forma a assinalar esse facto, editaram  Bubblegum Trash, um dos singles de  Endless Flowers e que verá a luz do dia a vinte e seis de novembro.

Bubblegum Trash conta com a participação especial de Dee Dee, vocalista das Dum Dum Girls, casada com Brandon Welchez, lider dos Crocodiles e com quem canta no tema o sugestivo verso, You can suck me like a bubble pop.


autor stipe07 às 13:34
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Black Market Karma – Easy Listening

Depois de em 2012  já terem editado Comatose e Coccon, dois álbuns amplamente divulgados em Man On The Moon, os londrinos Black Market Karma, uma banda de rock psicadélico natural de Londres, formada por Stan Belton, Mike Sutton, Sam Thompon Garido, Mat Salerno, Louisa Pili e Tom Parker, voltaram aos discos com Easy Listening, a terceira rodela já lançada este ano e mais uma através da Flower Power Records e disponível para download gratuito no sitio da editora, assim como a restante discografia da banda.

Tal como já sucedia com os dois álbuns anteriores, Easy Listening é movido a guitarras distorcidas e carregado de alucinógeneos. Os Black Rebel Motorcycle Club, The Horrors, Jesus And Mary Chain e os Brian Jonestown Massacre são os eixos sonoros que orientam os Black Market Karma, o que resulta em algo bastante psicadélico e onde se escuta o melhor que há no shoegaze e no rock alternativo, com travos de folk e blues. Em Easy Listening o resultado é um pouco menos barulhento e mais letárgico que o conteúdo de Cocoon ou Comatose, mas não deixam de estar lá as vozes etéreas, as linhas de baixo bem vincadas, as guitarras salpicadas com camadas de efeitos e uma bateria cativante. Espero que aprecies a sugestão...

01. Jingle
02. WW3
03. Grand Theft Brain
04. G to C
05. Slow
06. Dancing On The Sun
07. Bloomer
08. Catsigh
09. Adrone
10. Stars And Stripes (Hammer And Sickle)
11. Neghead
12. Rough Idea


autor stipe07 às 20:55
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

TOY - TOY

Os londrinos TOY formaram-se em 2010 a partir de elementos dos Joe Lean & The Jing Jang Jong. Atualmente o grupo é formado por Tom Dougall (voz e guitarras), Dominic O'Dair (guitarras), Maxim Barron (baixo e voz), Alejandra Diez (sintetizadores e modulação) e Charlie Salvidge (bateria e voz) e ultimamente tenho ouvido, quase até à exaustão, o primeiro, homónimo e incensado álbum desta banda, lançado no passado dia três de setembro, através da Heavenly Recordings. Este disco de estreia, gravado durante a primavera deste ano, foi produzido por Dan Carey (Mystery Jets, M.I.A, CSS e Hot Chip) e nele escuta-se um leque alargado de sonoridades que incluiem o punk, o psicadelismo, o krautrock ou o post rock, aliadas a um trabalho de exploração experimental de técnicas de gravação feitas em estúdio.

Uma das maiores curiosidades em torno desta banda reside na data de formação, ou seja, os TOY formaram-se entre o Primary Colours (2009) e Skying (2011), os dois últimos discos dos também ingleses The Horrors (a banda britânica que mais me seduziu nos últimos anos). E parece-me óbvio não só a mim como à maioria da crítica especializada que isso não foi uma coincidência e que o grupo surge impulsionado pela atração que sentem pelo conteúdo de Primary Colours e pela sonoridade única da banda liderada por Faris Badwan, que meses depois retribuiria convidando os TOY a abrirem alguns dos seus concertos na Europa.

Assim, um dos desafios que se coloca durante a audição de TOY é distrinçar alguns detalhes mais genuínos e que de alguma forma possam distinguir as duas bandas. E pessoalmente considero que estes TOY são um pouco mais melancólicos e menos ruidosos que os The Horrors, além de serem influenciados de forma ainda mais intensa pelo krautrock dos anos setenta.

Talvez seja ainda um pouco cedo para se tecer qualquer opinião concreta sobre a banda ou para se fazer apostas sobre como será o futuro dos TOY. O certo é que a estreia é extraordinária, feita através de um disco que demonstra que eles são mais uma daquelas bandas que ajudam a contrariar quem, já por milhares de vezes, anunciou a morte do rock. Apesar de, em abono da verdade, não trazerem nada de novo na sua bagagem sonora, têm um som bastante genuíno e essa acaba por ser a maior virtude deste quinteto londrino; A sua música é parecida com a música de outras bandas, a tal colagem aos conterrâneos The Horrors é indesmentível e por isso, o resto que possam dizer deles pouco me interessa. Os TOY são bons, adorei descobrir um álbum que irá em breve fazer parte da minha coleção particular, até porque Dead & Gone e Lose My Way são duas das grandes canções de 2012 e, na minha opinião, gostar de TOY é uma simples questão de bom gosto. Espero que aprecies a sugestão...

CD 1
01. Colours Running Out
02. The Reasons Why
03. Dead And Gone
04. Lose My Way
05. Drifting Deeper
06. Motoring
07. Heart Skips A Beat
08. Strange
09. Make It Mine
10. Omni
11. Walk Up To Me
12. Kopter

 

CD 2 (BBC Sessions)
01. Left Myself Behind
02. Clock Chime
03. Black White Shimmering Sun
04. Motoring
05. Colours Running Out
06. When I Went Back


autor stipe07 às 21:12
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Sábado, 6 de Outubro de 2012

Mumford And Sons - Babel

Bandas como os My Morning Jacket, o próprio Bon Iver, os Band Of Horses e os Wilco, encontram as suas raízes no cancioneiro tradicional, mas conseguiram evoluir e optar por sonoridades que os fizeram aproximar-se e serem bem sucedidos junto do público alternativo. Os britânicos Munford And Sons são uma banda que optou por uma variável mais pop e comercial dessa proposta, optando por uma espécie de country alternativo. Babel, o disco mais recente deste grupo, lançado pela Island/Glassnote no passado dia vinte e cinco de setembro, procura recriar os tempos de glória da música country de raíz que surgiu desde os anos quarenta, assente numa instrumentação e produção impecável e vocalizações muito peculiares.

O disco Sigh No More, de 2009, foi muito aclamado e de forma quase imediata, quer pela crítica especializada, quer pelo público, principalmente porque conseguiram criar composições melancólicas, com um acabamento bucólico e, por isso, atrativo para quem procura sonoridades mais festivas e decomplicadas, digamos assim.

Com Babel, anunciado em Curtas... XLV, os Munford And Sons repetem as mesmas estruturas instrumentais e poéticas, numa espécie de meio termo entre o rock alternativo da década de noventa e a country tradicional, firmada mesmo antes da existência de outros estilos musicais. E talvez essa acabe por ser a maior limitação de Babel, já que não consegue esconder os limites deste quarteto, que revela logo na primeira audição a mesma base de versos e sons que há três anos fizeram deles os salvadores da country alternativa.

Durante as canções, tudo se resume a três elementos; Temos o banjo quase infantil que enfeita as canções, as tais vozes peculiares sobrepostas de forma encantadora e as letras bastante melancólicas, quase sempre sobre as mesmas temáticas.

Acaba por ser extremamente interessante, apesar da notória dose de monotonia, destrinçar como os Mumford And Sons tentam apropriar-se de ritmos nada britânicos, mas antes os que são explorados em solo norte-americano, mas como se essa sonoridade fosse parte de uma rica e regular projeção que há décadas circula na música feita em terras de Sua Majestade. E assim, nada mais justo do que darem a este disco o nome Babel, quando, no fundo, o que eles pretendem é algo tão grandioso como quererem apropriar-se, infelizmente sem grande criatividade, de um género musical com profundas raízes na terra do Tio Sam. No entanto, para os apreciadores do género, estamos na presença de um dos discos essenciais de 2012. Espero que aprecies a sugestão... 

Mumford And Sons - Babel

01. Babel
02. Whispers In The Dark
03. I Will Wait
04. Holland Road
05. Ghosts That We Knew
06. Lover Of The Light
07. Lovers’ Eyes
08. Reminder
09. Hopeless Wanderer
10. Broken Crown
11. Below My Feet
12. Not With Haste
13. For Those Below
14. The Boxer
15. Where Are You Now


autor stipe07 às 18:13
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012

Two Door Cinema Club - Beacon

Os irlandeses Two Door Cinema Club, de Alex Trimble, Kevin Baird e Sam Halliday, lançaram Beacon (trailer), o sucessor de Tourist History (2010), no início deste mês de setembro pelo selo Kitsuné. Beacon tem produção de Garret “Jacknife” Lee (R.E.M., Silversun Pickups, U2, Bloc Party) e foi gravado em abril deste ano em Los Angeles.

O segundo disco destes Two Door Cinema Club não os retira da zona de conforto feita com um indie festivo; No entanto, neste Beacon houve a tentativa de explorar uma sonoridade instrumental mais apurada. De acordo com o vocalista Alex Trimble, Beacon é um disco muito mais íntimo, mas ao mesmo tempo, maior e mais convidativo. Encontrar esse equilíbrio foi uma meta da banda e este álbum leva-nos um passo adiante do que sonhamos ser um dia.

Uma das maiores virtudes de Tourist History, o primeiro disco dos Two Door Cinema Club, era o ritmo, nomeadamente o fluxo instrumental dançante das guitarras. Por isso não foi de estranhar que algumas canções desse álbum surgissem em eventos índie ou que a banda  tocasse em vários festivais pelo mundo inteiro. A estrutura melódica mostrava que as letras eram meros complementos aleatórios, particularidades que também dançavam e existiam unicamente por causa da sonoridade do álbum. Da quase metódica canção de abertura, Cigarettes in the Theatre, ao riff de What You Know e a melancolia de Something Good Can Work, tudo fluia para impressionar e levar os ouvintes a entregarem-se aos encantos e à dança involuntária que o trio imprimia ao longo das canções.

Agora, em Beacon, a estratégia de manter o ritmo frenético em alta mantém-se, mas há mudanças e pequenas substituições na sonoridade, com a banda a aproveitar melhor as letras e a assumir uma postura mais adulta. A gravação no outro lado do atlântico, longe do espaço natural dos músicos, também terá ajudado os Two Door Cinema Club a desligarem-se do ambiente mais adolescente da estreia e a compôr canções com um cariz mais sério e elaborado.

As guitarras de Halliday continuam a ser o fio condutor de praticamente todas as músicas, mas surge, em Beacon, novos instrumentos que remodelam musicalmente a banda, que parece flutuar entre a estrutura de composição típica dos Foals e a pop madura dos Phoenix. Sintetizadores, metais, vozes em coro e uma bateria mais crua, são novos detalhes e particularidades musicais que ampliam consideravelmente os horizontes dos ingleses.

Beacon não é o disco que vai salvar as nossas vidas ou modificá-las drasticamente, mas vai-te fazer dançar de forma bem humorada e fazer sobressair estes Two Door Cinema Club em relação à média dos novos grupos britânicos. Espero que aprecies a sugestão...

01. Next Year
02. Handshake
03. Wake Up
04. Sun
05. Someday
06. Sleep Alone
07. The World Is Watching
08. Settle
09. Spring
10. Pyramid
11. Beacon

Two Door Cinema Club - Sleep Alone (Edit) by Fracto


autor stipe07 às 16:48
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