Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

The New Division – Together We Shine

Os The New Division são uma banda da Los Angeles, formada em 2005 por John Kunkel, ao qual se juntou mais tarde Michael Janz, Mark Michalski e Brock Woolsey e Alex Gonzales. Falei deles em finais de 2011 por causa de Shadows, o disco de estreia do grupo e agora, quase três anos depois, chegou finalmente o sucessor. O novo álbum dos The New Division chama-se Together We Shine e viu a luz do dia por intermédio da etiqueta Division 87.


Banda que aposta no revivalismo punk rock dos anos oitenta, combinado com a eletrónica mais influente dessa época, razão pela qual não será alheia a inserção das palavras New (Order) e (Joy) Division no nome, este quinteto procurou, no sempre difícil segundo disco, apostar numa sonoridade mais pop, luminosa e expansiva que na estreia, certamente em busca de um maior sucesso comercial e de ampliar a sua rede de ouvintes e seguidores, além do nicho de seguidores que têm acompanhado o percurso da banda com particular devoção.

Assim, Together We Shine impressiona, desde logo, pela qualidade da produção e pela aposta firme na criação de um som límpido e algo futurista. Estamos na presença de um álbum cuidadosamente trabalhado, onde as influências são bem claras e canções como Den Bosch, o tema que abre o disco após uma breve intro, Bright Morning Star, Stockholm, Smile e England, foram certamente pensadas para o airplay, já que baseiam-se numa pop épica e conduzida por teclados sintéticos que dão vida a refrões orelhudos e melodias que se colam ao ouvido com particular ênfase.

Se na estreia as guitarras dominavam o processo de criação melódica, em Together We Shine os sintetizadores e os efeitos da bateria eltrónica assumem os comandos, com temas como Lifted a tocarem mesmo a fronteira do house. O baixo também é um instrumento relevante em algumas canções; Em Shine e Honest posiciona-se mesmo na linha da frente no que diz respeito ao cardápio instrumental mais audível.

Não é novidade nenhuma dizer-se que a música enquanto forma de arte é um fenómeno onde quem inova sonoramente pode encontrar aí o caminho para o sucesso. No entanto, penso que esta manifestação artística também é um fenómeno cíclico e que as bandas e artistas que buscam elementos retro de outras décadas para recriar um estilo próprio também poderão encontrar a chave para o sucesso. Exemplos que procuram seguir esta doutrina são bem comuns nos dias de hoje são bem comuns e, ao segundo disco, já não restam dúvidas que os The New Division escolheram a inesquecível década da ascensão da música eletrónica para sustentar a sua carreira discográfica. Espero que aprecies a sugestão...

The New Division - Together We Shine

01. Intro
02. Den Bosch
03. Shine
04. Honest
05. Stockholm
06. St. Petersburg
07. Smile
08. Lifted
09. England
10. Bright Morning Star
11. Lisbon

 


autor stipe07 às 22:56
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Fujiya & Miyagi - Flaws

Fugiya & Miyagi - Flaws

Os britânicos Fujiya & Miyagi não editam nenhum disco desde Ventriloquizzing, um trabalho que chegou às lojas em janeiro de 2011 e que apostava numa pop algo confortável e com um certo groove, mas parece que, finalmente, vão juntar em 2014 mais um longa duração ao seu cardápio sonoro. O novo disco da dupla vai chamar-se Artificial Sweeteners e será editado a seis de maio pela Yep Roc.

A apostarem numa relação estreita entre o krautrock inaugurado nos anos setenta e as tendências atuais da pop movida a sintetizadores, os Fujiya & Miyagi parecem querer começar a apresentar uma estética sonora cada vez mais próxima do house, como ficou demonstrado em Tetrahydrofolic Acid, o primeiro single de Artificial Sweeteners disponibilizado pelo grupo. Agora chegou a vez de Flaws, o tema de abertura do álbum e que aposta numa espécie de Italo-disco. Confere...


autor stipe07 às 13:24
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Terça-feira, 8 de Abril de 2014

Liars – Mess

Poucas bandas se transformaram tanto ao longo da última década como o trio de Nova Iorque chamado Liars e formado por Angus Andrew, Aaron Hemphill e Julian Gross. Deram início à carreira com uma sonoridade muito perto do noise rock, com experimentações semelhantes ao que fora testado pelos Sonic Youth do início de carreira e até com algumas doses de punk dance e aos poucos foram aproximando-se de uma sonoridade mais amena e introspetiva. O que antes era ruído, distorção e gritos desordenados, passou a debitar algo mais brando, com uma proposta de som muito mais voltada para um resultado atmosférico, definição que passou a imperar com evidência desde o disco homónimo lançado em 2007. 

Este toque experimental acabou por se manter e WIXIW (pronuncia-se wish you) foi o culminar de uma tríade que começou no tal Liars de 2007 e prosseguiu em Sisterworld (2010). Agora, cerca de dois anos depois, os Liars voltam a apostar numa inflexão sonora com Mess, o novo trabalho do grupo,lançado no passado dia 25 de março, através da Mute Records.


Um colorido novelo de lã ilsutra a capa de Mess e, na verdade, é uma analogia interessante e feliz relativamente ao conteúdo do disco, produzido pelo próprio Angus Drew, líder dos Liars. Mess é uma mistura nada anárquica, mas bastante heterogénea de todos os vetores sonoros que têm orientado a carreira dos Liars e, sendo um álbum carregado de batidas, com uma base sonora bastante peculiar e climática, tem propostas ora banhadas por um doce toque de psicadelia a preto e branco, ora consumidas por um teor ambiental denso e complexo.

Independentemente da abordagem que é feita em cada canção e que varia imenso, a eletrónica é o fio condutor de todo o trabalho, quase sempre envolvida numa embalagem frenética, embrulhada com vozes e sintetizadores num registo predominantemente grave e ligeiramente distorcido, que cria uma atmosfera sombria e visceral.

Mask Masker, o tema de abertura, é uma excelente porta de entrada para Mess, porque além de conter uma riqueza instrumental imensa, é uma canção algo assustadora, friamente dividida em várias secções que, à medida que surgem, ampliam o cariz sombrio da canção e engrandecem o clima da mesma, agravado por uma letra onde se identifica um conteúdo que mistura, sem pudor, alusões à violência física misturadas com perversão sexual e desvios comportamentais (take my pants off, use my socks, smell my socks, eat my face off [...] give me your face).

Assim, à medida que o registo avança, ficam claras as transições sonoras em que os Liars sempre apostaram e nota-se a experimentação de diferentes estilos, com ecos bem audíveis de post punk, synthpop e dance punk dos anos oitenta e a eletrónica sombria à Gary Numam, ou mais dançante, típica de uns Nine Inch Nails, bem audível em I'm No Gold e até uma faceta algo gótica, herdada dos Depeche Mode.

É evidente a mestria com que os Liars executam aquilo que pretenderam arquitetar em Mess e impressiona a forma como enquadram todas estas referências num estilo muito próprio e inédito. Desenrolar esta bola colorida de onze canções e todas as dinâmicas que propõe é um exercício auditivo simultâneamente complexo e recompensador, porque estamos na presença de uma amálgama sonora bastante calculada e muito bem construída. Mess é, sem sombra de dúvida, mais um firme ponto de referência da carreira discográfica extraordinária que define a carreira deste trio norte americano. Espero que aprecies a sugestão...

Liars - Mess

01. Mask Maker
02. Vox Turned D.E.D
03. I’m No Gold
04. Pro Anti Anti
05. Can’t Hear Well
06. Mess On A Mission
07. Darkside
08. Boyzone
09. Dress Walker
10. Perpetual Village
11. Left Speaker Blown

 


autor stipe07 às 21:42
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Domingo, 6 de Abril de 2014

Holy Ghost - Ok vs Bridge & Tunnel (a_just_ed Remixes)

A DFA de James Murphy é uma referência no cenário musical de dança e as suas remisturas têm uma sonoridade única e incomparável, uma espécie de imagem de marca que as distingue de todos os produtores e que os álbuns dos LCD Soundsystem tão bem introduziram no nosso ouvido. Recentemente a editora lançou dois singles de remisturas de Ok e Bridge & Tunnel, dois originais dos Holy Ghost e que estão agora disponíveis para download gratuito e que irão certamente agradar aqueles que, como eu, apreciam o género e esta editora nova iorquina. Confere...


autor stipe07 às 11:47
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Cut Copy - In These Arms Of Love

Em 2013 os Cut Copy editaram o álbum Free Your Mind e estão de regresso para publicar um single no âmbito do Record Store Day, a dezanove de abril próximo. O lado A da rodela chama-se In These Arms Of Love e o lado B Like Any Other Day. O primeiro tema acaba de ser partilhado pela banda, uma canção expansiva, que aposta num ambiente com uma elevada toada épica, cheia de reverb e sintetizadores. Confere...

The single is out 4/19, Record Store Day, on Modular.


autor stipe07 às 12:33
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Quinta-feira, 27 de Março de 2014

Yumi Zouma - It Feels Good To Be Around You (feat Air France)

Yumi Zouma

Representados já pela insuspeita etiqueta norte americana Cascine, os Yumi Zouma são um trio formado por Charlie Ryder, Josh Burgess e Kim Pflaum, que se divide por Nova Iorque, Paris e Christchurch; Editaram no passado dia onze de fevereiro o seu EP de estreia, que divulguei recentemente e agora surpreenderam com uma cover de It Feels Good To Be Around You, um original dos Air France.

Os Air France foram uma dupla formada por Joel Karlsson and Henrik Markstedt, que cessou a sua atividade musical há dois anos e It Feels Good To Be Around You foi um dos últimos temas que gravaram.

Nesta versão, disponibilizada para download gratuito, os Yumi Zouma serviram-se de uma estética sonora essencialmente nostágica, que nos puxa para uma atmosfera muito própria e revivalista, através de batidas sintetizadas e uma voz plena de sensualidade e nostalgia. Confere...


autor stipe07 às 16:28
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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Fucked Up - Paper The House

Depois de há três anos os Fucked Up terem editado David Comes To Life, uma espécie de ópera rock que se centrava na temática do amor, ou melhor, na falta dele, finalmente estão de regresso com Glass Boys, o quarto disco deste coletivo canadiano.

Paper The House é o primeiro avanço divulgado de Glass Boys, uma canção traçada com a típica crueza típica da banda e que prova que, no seu seio, o hardcore continua bem vivo e renovado nos gritos ásperos do vocalista Damian Abraham e nas melodias versáteis que comandam a estética sonora dos Fucked Up.

Glass Boys terá um alinhamento preenchido com dez canções e chega aos escaparates a três de junho por intermédio da Matador Records. Paper The House está disponível para download gratuito, via stereogum. Confere... 


autor stipe07 às 12:35
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Quarta-feira, 12 de Março de 2014

Phantogram - Voices

Editado no passado dia dezoito de fevereiro pela Republic Records, Voices é o segundo disco da dupla norte americana Phantogram, natural de Greenwich, em Nova iorque e formada por Josh Carter (voz, guitarras) e Sarah Barthel (voz, teclas). Voices sucede a Nightlife, o disco de estreia da dupla, lançado em 2011.

Vivemos um período em que no universo sonoro indie e alternativo abundam os projetos que apostam em ambientes sonoros assentes numa eletrónica de cariz eminentemente pop, muitas vezes misturada com detalhes caraterísticos do rock, ou seja, feita com sons sintetizados, ressuscitados muitas vezes nos anos oitenta ou no trip-hop da década seguinte, misturados com guitarras com um apreciável nível de distorção e batidas e elementos da percussão que dão um certo travo R&B e algo obscuro ao clima geral.

Ao segundo disco os Phantogram apontam para estas bases sonoras, uma espécie de synthpop moderno, com um forte cariz urbano, num disco que aplica com apreciável mestria sintetizdores que vão-se enfiando por vários caminhos, alguns deles bem patentes, por exemplo, em Fall In Love e guitarras que melodicamente procuram territórios algo sombrios que em Nothing But Trouble, o interessante tema de abertura, remetem, por exemplo, para as propostas mais recentes de uma certa banda britânica, oriunda de Oxford e liderada por Thom Yorke. Escuta-se um clima envolvnete e sensual, que abre o apetite para o que vem a seguir, a melhor sequência do álbum, constituida por Black Out Days e na tal Fall in Love, duas canções com refrões marcantes, a voz de Sarah empilhada em várias camadas e uma improvável colagem de samples, que dá um tempero especial, particularmente na segunda canção.

Voices está impecavelmente produzido e envolto numa aúrea de mistério muito sedutora. E isso acentua-se quando se percebe que uma importante aposta neste disco parece ser a opção por canções com uma toada algo lenta e contemplativa; Temas como Bad Dreams, que incorpora uma peculiar bateria acústica e The Day You Died, canção que mistura muito bem guitarras e sintetizadores, têm na componente melódica, eminentemente romântica e introspetiva, uma correspondência clara com letras sombrias e pouco otimistas, com a própria voz de Sarah a acentuar todo este cenário algo sofrido.

O resto do disco tem alguns momentos igualmente expressivos, com temas como Never Going Home e I Don't Blame You a procurarem envolver o ouvinte num clima fortemente emocional, compatível com a lentidão de Bill Murray, algo quebrado por Howl At The Moon e Celebrating Nothing, duas canções que se aproximam da toada incial de Voices.

O fim do álbum chega com My Only Friend, uma bela melodia, com arranjos que dão à canção uma densidade particularmente rica e detalhada e ficamos com a sensação que escutámos uma banda que tem uma capacidade impar para nos afundar num colchão de sons eletrónicos que satirizam a eletrónica retro e, simultaneamente, mostrar-nos algumas pistas em relação ao futuro próximo de parte da eletrónica. Espero que aprecies a sugestão... 

01 Nothing But Trouble
02 Black Out Days
03 Fall in Love
04 Never Going Home
05 The Day You Died
06 Howling at the Moon
07 Bad Dreams
08 Bill Murray
09 I Don't Blame You
10 Celebrating Nothing
11 My Only Friend


autor stipe07 às 20:37
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014

Bombay Bicycle Club – So Long, See You Tomorrow

Lançado no passado dia três de fevereiro, So Long, See You Tomorrow é o quarto álbum de estúdio dos britânicos Bombay Bcycle Club, um disco produzido por Jack Steadman, o vocalista do grupo e que viu a luz do dia através da Island Records.

bombay

Em So Long, See You Tomorrow, esta banda formada pelo tal Jack Steadman e por Jamie MacColl, Ed Nash e Suren de Saram, mantém-se no trilho da eletrónica, à semelhança do que tinha sucedido com o antecessor A Different Kind Of Fix (2011), com a particularidade de, desta vez, usarem, nos arranjos, alguns samples e detalhes típicos da world music, muito por influência de uma viagem de Jack à Índia, Turquia e Japão, durante a qual escreveu alguns temas do disco. A melodia de Luna, um dos primeiros singles deste disco e o sample inicial de Feel, retirado de um filme antigo de Bollywood, são apenas dois exemplos das influências desta viagem, em particular da presença na Índia.

Com as participações especiais de Lucy Rose e Rae Morris na voz, So Long, See You Tomorrow é um trabalho instrumentalmente muito rico e variado, com as guitarras a terem um papel cada vez mais discreto, algo que, como já referi, mostra a vontade dos Bombay Bicycle Club em se difrenciarem da vasta miríade de bandas que apostam no típico indie pop festivo e trilhar novos percursos sonoros, menos superficiais e mais ricos.

O disco tem um início muito promissor com Overdone, uma canção bastante enérgia e aquela onde as guitarras mais se destacam e com a animada It's Alright Now, um tema repleto de camadas de sintetizadores e efeitos, duas canções a conseguirem, simultaneamente, proporcionar o efeito da novidade, no que diz respeito aos arranjos e ao clima das canções, orelhudas, singles instantâneos que assimilamos facilmente e que sorvemos com particular agrado. Não há aqui um clima emotivo ou emocionante, algo que este quarteto britânico muitas vezes procurava, mas apenas o simples desejo de nos fazer dançar e cantarolar, algo que ganha particular ênfase em Carry Me, um tema com um refrâo particularmente orelhudo. Seja como for, a conhecida delicadeza vocal de Steadman e as diversas sobreposições que executa em busca de tons muito agudos, dificlmente deixam de nos causar algum tipo de arrepio.

Este início portentoso deixa-nos novas e diferentes referências e, através delas, os Bombay Bicycle Club conseguem passar a mensagem e fazer-nos crer que são capazes de, com mestria, conjugar uma vertente experimental com a indispensável comercial que quer atrair e conquistar multidões.

Quem conhece o percurso dos Bombay Bicycle Club sabe que estamos na presença de uma banda que se preocupa imenso com a própria imagem e que gosta de saber como é abosrvida pelo público e onde se encaixam dentro do cenário musical. Terem conseguido conjugar as duas vertentes referidas com estas condicinonantes intrínsecas à própria filosofia do grupo, terá sido algo bastante desafiante e, quanto a mim, claramente superado.

O disco segue na mesma toada e até ao seu final há que destacar o single Feel, talvez o tema mais expressivo do disco, onde além da já citada abordagem indiana, ampliada, além do sample, pela audição de uma cítara, também impressiona a percussão. Depois há ainda a também já mencionada Luna, um tema bastante alegre e com a participação de Rae Morris na voz. Até ao epílogo, algumas melodias mais pop podem ser ouvidas em Come To e Eyes Off You, que começa no piano e na voz com reverb. O tema homónimo encerra o álbum com uma viagem até territórios típicos da new age.

So Long, See You Tomorrow é um disco que exige um estado de espírito solto e alegre para ser devidamente apreciado e absorvido. É um álbum que engrandece o percurso discográfico dos Bombay Bicycle Clube e que além de apontar novos caminhos, na senda do antecessor, mostra que um bom álbum não tem de ter sempre a vertente emocional como pedra de toque do âmago das canções que o sustentam. Espero que aprecies a sugestão...

Bombay Bicycle Club - So Long, See You Tomorrow

01. Overdone
02. It’s Alright Now
03. Carry Me
04. Home By Now
05. Whenever Wherever
06. Luna
07. Eyes Off You
08. Feel
09. Come To
10. So Long, See You Tomorrow

 


autor stipe07 às 22:00
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Terça-feira, 4 de Março de 2014

Gardens & Villa - Dunes

Lançado no passado dia quatro de fevereiro através da Secretly Canadian, Dunes é o novo álbum dos Gardens & Villa, um quinteto norte americano de Santa Bárbara, na Califórnia, formado por Chris Lynch, Adam Rasmussen, Shane McKillop, Levi Hayden e Dustin Ineman. Dunes foi gravado com Tim Goldsworthy (Cut Copy, DFA Records, LCD Soundsystem) em Michigan.

Oriundos de uma Santa Barbara que funciona um pouco como uma espécie de subúrbio rico de uma Los Ageles cosmopolita, os Gardens & Villa destacaram-se logo em 2011 quando lançaram o disco de estreia, homónimo, que foi muito bem aceite pela crítica.

Algures entre o andrógeno e o poético, Chris Lynch usa a sua voz para dar cor a sequências melódicas, em dez temas onde as guitarras são o fio condutor de praticamente todas as músicas, mas há também outros instrumentos que remodelam musicalmente a banda, que parece flutuar entre a estrutura de composição típica dos Foals e a pop madura dos Phoenix. Sintetizadores, metais, vozes em coro e uma bateria mais crua, são detalhes e particularidades musicais que ampliam consideravelmente os horizontes dos Gardens & Villa.

Estamos na presença de um álbum pop bem sucedido, um tratado com um propósito comercial, bem patente no single Colony Glen. Dunes é um disco melódico e acessível a vários públicos, que busca uma abrangência, mas que não resvala para um universo de banalidades sonoras que, em verdade se diga, alimentam há anos a indústria fonográfica.

Dunes é um trabalho onde os Gardens & Villa fazem crescer em cada nota, verso ou vocalização, todos os ingredientes que definem as referências principais da pop e destacam-se porque a tudo isto acrescentam aspetos da música negra, brincam com a eletrónica de forma inédita e conduzem-nos para a audição de um disco doce e na mesma medida, pop. Melódicos e intencionalmente acessíveis na mesma medida, transformam cada uma das canções deste trabalho em criações duradouras, ricas em texturas e versos acolhedores que ultrapassam os limites do género. A pop mantém-se na moda e não há vergonha nenhuma em constatá-lo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Domino
02. Colony Glen
03. Bullet Train
04. Chrysanthemums
05. Echosassy
06. Purple Mesas
07. Avalanche
08. Minnesota
09. Thunder Glove
10. Love Theme


autor stipe07 às 20:41
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Domingo, 2 de Março de 2014

Gentle Friendly - Rrides EP

Enquanto não chega o novo álbum, os britânicos Gentle Friendly disponibilizaram gratuitamente no soundcloud da Fat Cat Records Rrides, o novo EP do grupo. Já agora, convido a espreitarem o Bandcamp luxuoso deste projeto sedeado em Londres e formado por David Morris e Richard Manber.

Estes Gentle Friendly eram-me completamente desconhecidos até ter encontrado esta coleção de sete canções chamada Rrides, que me obrigou a vasculhar um pouco mais a discografia do grupo, até porque, do alinhamento deste EP constam temas retirados de vários trabalhos anteriores do grupo, além de dois novos temas, Autumn Nite e You Are The Brother que, pelos vistos, poderão vir a constar do alinhamento do próximo longa duração da banda, que também irá ver a luz do dia por intermédio da Fat Cat Records. Já agora, RIP Static, Vincentt e Clean Breaker faziam parte do álbum Ride Slow (2009) e Speakers constava do disco Rrrrrrr (2011), ambos lançados por intermédio da Upset The Rhythm Records.

A impressão geral com que fiquei é que, independente da pluralidade de acertos que caracterizam a sonoridade dos Gentle Friendly, o que realmente lhes importa é transpôr barreiras, encontrar novos detalhes e levar a experimentação sonora ao limite máximo da criatividade da banda e da miríade instrumental que têm ao dispôr ou que se lembram de utilizar.

Assim, em Rrides EP, encontramos sete temas com uma elevada toada experimental e que impressionam, principalmente, pela percurssão eletrónica, pela voz sintetizada e por refrões verdadeiramente hipnóticos. Se na novíssima Autumn Nite conseguiram transformar o aparentemente ruidoso em algo melódico e em RIP Static mostrar interessantes pormenores típicos da pura e dura psicadelia, já em Vincentt, o meu maior destaque do EP, levaram a vertente experimental a um expoente tal que, quase sem se aperceberem (digo eu), aproximaram-se estranha e perigosamente da pop, muito à imagem de alguns dos melhores momentos de uns Animal Collective. Espero que aprecies a sugestão...

gentlefriendly.co.uk/

www.facebook.com/pages/Gentle-Fri…/182537195119773
twitter.com/gentlefriendly
gentlefriendly.bandcamp.com/ 


autor stipe07 às 21:11
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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

Shocking Pinks - Guilt Mirrors

Natural de Christchurch, na Nova Zelândia, Nick Harte é o grande mentor do projeto Shocking Pinks, que está de regresso com novidades, seis anos depois do último trabalho, por sinal um homónimo. Guilt Mirrors é o nome do novo longa duração dos Shocking Pinks, um triplo álbum editado pela norte americana Stars & Letters Records, no passado dia dezoito de fevereiro. Guilt Mirrors é um conjunto de temas que Nick compôs e gravou após a ressaca do terramoto de 2011 e que afetou imenso a sua cidade natal. Harte isolou-se em sua casa e, de acordo com o próprio, esteve vários dias sem dormir, durante os quais gravou material suficiente para quase uma dezena de discos. Guilt Mirrors foi produzido por Mark McNeill.

Se Shocking Pinks (2007) impressionou por ter dezassete músicas em apenas quarenta e cinco minutos, Guilt Mirrors são cento e sessenta minutos que, usando um termo comparativo gastronómico até porque, na minha opinião, a música é um belo alimento para o espírito, se saboreiam como se estivessemos a degustar uma belíssima caldeirada, feita com as mais variadas espécies sonoras que, no final, sabem a um eletropop lo fi, cozinhado por um Chef de renome, no aconchego do seu quarto. E, à semelhança do que muitos profissinais da gastronomia fazem quando visitamos o local onde fazem magia com os alimentos, em Guilt Mirrors também somos convidados a entrar, neste caso no quarto de Nick, tal é a clareza com que conseguimos imaginar toda a pafernália de que o músico se serviu para gravar todas estas canções e como ele convive, naturalmente, no meio de todo esse arsenal, como se fosse parte integrante do seu próprio eu.

Não é de estranhar que Nick se sirva de uma espécie de cliché para dizer que o seu quarto é o seu mundo e onde se sente realizado e feliz, já que os Shocking Pinks são o som de alguém que está acordado e a compôr música madrugada dentro ou sem horário definido, enquanto navega por outros interesses pessoais, sem a noção exata se a cama será, obrigatoriamente, um paradeiro a visitar antes do nascer do sol. Entende-se esta postura num país feito uma ilha vulcânicamente instável, em pleno hemisfério sul, encurralado entre a Austrália e a Antártida, uma espécie de Islândia dos antípodas que convida ao isolamento. Por lá, tudo acontece calmamente, o stress é uma miragem e o gosto pela experimentação, no que diz respeito à música, quase que uma imposição climática.

Este ambiente sonoro fica exposto em Not Gambling, o primeiro single retirado desta vasta coleção de canções distribuida pelas três rodelas de Guilt Mirrors, um tema com uma elevada toada experimental, que impressiona pela percussão eletrónica, pela voz sintetizada e pelo refrão verdadeiramente hipnótico (not gambling now, no she ain’t gambling now). Outro dos grandes destaques desta volumosa coleção de canções é St Louisuma obra prima musicada que conta com a participação especial de Gemma Syme na voz e que mantém na arquitetura minimalista um princípio de transformação para a obra de Harte. Etérea, a canção parece desacelerar o universo de bandas como Chromatics, substituindo a avalanche de sintetizadores por um agregado leve de guitarras. Outros temas desta vasta coleção de canções, como LV VS SX, Get in There Bitch e SoapsuddS, podem ser descritos de acordo com o mesmo referencial que faz do ruído uma peça fundamental de um cozinhado algo agridoce, mas apetitoso e melódico.

cantor e compositor Nick Harte já havia tornado os Shocking Pinks num dos projetos mais significativos da música kiwi quando lançou o seu disco homónimo em 2007. Mas esta nova coleção de referências que passeiam pelo dream pop, o rock alternativo e a psicadelia lo fi, elevam-no a um novo patamar de excelência. Espero que aprecies a sugestão...

Guilt Mirrors I
01 “GUN NEST”
02 “Not Gambling”
03 “DOUBLEVISIONVERSION”
04 “Ten Years”
05 “My Best Friend”
06 “SoapsuddS”
07 “Love Projection” (Dedicated to Jerry Fuchs)
08 “What’s Up With That Girl?” (Featuring Ashlin Frances Raymond/Arkitype)
09 “Vendetta” (Featuring Designer Violence)
10 “Swam”
11 “therearenorivershere”
12 “Few Skeletons”

Guilt Mirrors II
01 “LV VS SX” (Featuring Ashlin Frances Raymond)
02 “Motel”
03 “Hardfuck”
04 “(take me) Lower”
05 “St Louis” (Featuring Gemma Syme)
06 “Glass Slippers”
07 “BEYOND DREAMS”
08 “Hardfuck” (remix by Tristen R Deschain)
09 “Get In There Bitch”

Guilt Mirrors III
01 “A Million Times”
02 “Slightly Killed” (Featuring Arkitype)
03 “Chorus Girls”
04 “Working Holiday”
05 “Looks Black Rain”
06 “B & B”
07 “Translation”
08 “Hospital Garden”
09 “Out of Town Girl”
10 “BLISS”
11 “eleven”
12 “dance the dance electric”
13 “Black Rain Looks”


autor stipe07 às 19:09
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

The Notwist – Close To The Glass

Considerados por muitos como os pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Close to The Glass, um trabalho editado ontem, dia vinte quatro de fevereiro, por intermédio da City Slang, na Europa. Os próprios The Notwist produziram o disco, que tem doze canções e sucede a The Devil, You + Me, álbum lançado em 2008. A produção é mesmo uma das mais valias deste disco já que, seja entre o processo dos primeiros arranjos, até à manipulação geral do álbum, tudo soa muito polido e nota-se a preocupação por cada mínimo detalhe, o que acaba por gerar num resultado muito homogéneo e conseguido.

Logo a abrir, Signals deixa-nos todas as pistas que precisamos de seguir para entender o conteúdo sonoro deste álbum. É como se os The Notwist tivessem, de forma muito calculada, agregado numa mesma canção as diferentes pistas que nos preparam para uma viagem única e de algum modo hipnótica por um universo sonoro que os carateriza e cada vez mais dominado pela eletrónica.

O minimalismo é uma arma que os The Notwist utilizam com particular mestria. Conseguem ser concisos e diretos, separar bem os diferentes sons e mantê-los isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que dão substância às canções. Logo no início, o single homónimo destaca-se pela percussão, com as palmas e o efeito de uma corda a conferirem um ambiente algo tribal à canção.

Quando parecemos positivamente condenados a usufruir de um banquete com um cardápio sintético, surgem as cordas e a guitarra luminosa cheia de distorção de Kong para provar que os The Notwist também gostam de piscar o olho ao indie rock psicadélico e a sonoridades mais orgânicas; Esta é aquela canção que todos os grandes discos têm e que também serve para exaltar a qualidade dos mesmos, principalmente quando se desviam um pouco do rumo sonoro geral do trabalho. Into Another Tune serve-se de um violino e alguns metais para fazer virar de novo agulhas, mas agora, ainda num ambiente orgânico e indie, para o momento introspetivo chamado Casino, dominado pelo simpes dedilhar de uma guitarra, que cria uma lindíssima folk acústica com um forte pendor espiritual e reflexivo. Quase no fim do disco, Steppin' In serve-se da mesma fórmula, cúmplice, madura e melodicamente acessível.

From One Wrong Place To The Next devolve-nos ao ambiente sintético do início, uma sucessão de detalhes sonoros catárticos devido à batida, em busca de uma psicadelia que só uma guitarra picada a lançar-se sobre o avanço lento mas infatigável de um corpo eletrónico que também usa a voz como camada sonora, consegue proporcionar. Seven Hour Drive tem um certo travo a punk rock à antiga, misturado com o melhor do rock britânico dos anos noventa, proposto pela psicadelia dos Spiritualized e Spacemen 3. O minimalismo regressa em Run, Run, Run, tema onde quer Moby quer os Massive Attack certamente sentirão um enorme arrepio quando escutarem a ambiência sonora e os loops da voz e de alguns metais.

Close To The Glass é a demonstração clara de uma banda que quer aventurar-se, colocar de lado a sonoridade que habitualmente a carateriza e optar por criações sonoras mais versáteis, uma fórmula legítima e louvável já que as boas bandas são aquelas que estão sempre abertas a encontrar um sopro de renovação. De uma eletrónica cheia de elementos do krautrock, passando pelo hip hop mais negro, o indie rock e o jazz progressivo, Close To The Glass é um verdadeiro caldeirão onde a voz quase sussurrada de Markus Archer é fundamental para a toada simultaneamente subtil e deslumbrante de um disco onde cada elemento é cuidadosamente tratado e minuciosamente carregado de vida. Espero que aprecies a sugestão...

The Notwist - Close To The Glass

01. Signals
02. Close To The Glass
03. Kong
04. Into Another Tune
05. Casino
06. From One Wrong Place To The Next
07. Seven Hour Drive
08. The Fifth Quarter Of The Globe
09. Run Run Run
10. Steppin’ In
11. Lineri
12. They Follow Me

 


autor stipe07 às 20:57
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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

Sisyphus - Rhythm Of Devotion

Sisyphus 2014 press pic

Depois de se terem estreado em 2012 com Beak & Claw, Sufjan Stevens, Son Lux e o rapper Serengeti estão de volta com o seu projeto alternativo, agora batizado de Sisyphus. Este novo grupo segue as pistas do anterior que se chamava S / S / S, ou seja, enquanto Stevens e Lux arquitetam o cenário instrumental que define as canções, cabe ao rapper Serengeti espalhar por elas um verdadeiro catálogo de rimas.

Este grupo vai regressar aos discos com um homónimo a dezoito de março, através de Asthmatic Kitty e em dezembro já tinha dado conta de Calm It Down, o primeiro avanço desse trabalho. Agora chegou a vez de divulgar Rhythm Of Devotion, mais um tema retirado desse álbum e que também aposta numa direção sonora que vai ao encontro dos anos noventa, cruzando sintetizadores e vozes, numa canção com uma forte toada nostálgica e contemplativa. Confere...

 


autor stipe07 às 12:54
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

Fujiya & Miyagi - Tetrahydrofolic Acid

Os britânicos Fujiya & Miyagi não editam nenhum disco desde Ventriloquizzing, um trabalho que chegou às lojas em janeiro de 2011, mas parece que, finalmente, vão juntar em 2014 mais um longa duração ao seu cardápio sonoro, apesar de ainda não haver uma data concreta (mês e dia) anunciada.

A apostarem numa relação estreita entre o krautrock inaugurado nos anos setenta e as tendências atuais da pop movida a sintetizadores, os Fujiya & Miyagi parecem querer começar a apresentar uma estética sonora cada vez mais próxima do house, como fica demonstrado em Tetrahydrofolic Acid, o mais recente single disponibilizado pelo grupo. Confere...

 


autor stipe07 às 12:49
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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014

Wild Beasts - Sweet Spot

Depois de Wanderlust, o quarteto britânico Wild Beasts continua a apresentar novos temas de Present Tense, o álbum que a banda vai lançar no próximo dia vinte e quatro de fevereiro. Depois de trabalharem com Richard Formby nos três primeiros álbuns, este novo trabalho foi gravado com Lexxx, um engenheiro de som parceiro de Mike Stent e que já trabalhou em álbuns de Björk, Madonna e Goldfrapp.

A nova canção divulgada chama-se Sweet Spot, mais uma excelente música do quarteto, com o clima contido de sempre e pontuado pela vocalização etérea de Hayden Thorpe e por sintetizadores que nos envolvem até ao final da canção. Confere...


autor stipe07 às 12:56
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Quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2014

Klaxons - There Is No Other Time

Os Klaxons de Jamie Reynolds (baixo e voz), James Righton (teclas e voz), Simon Taylor-Davies (guitarra) e Steffan Halperin (bateria), já não nos animavam com novidades há mais de três anos, mas parece que, finalmente, começaram a dar sinais de que vão regressar em força e com um novo disco. Para já, enquanto não há data anunciada para um novo lançamento, surpreenderam com There Is No Other Time, um novo single que poderá vir a fazer parte do alinhamento do terceiro trabalho dos Klaxons.

Esta canção só será editada oficialmente a vinte e três de março, e, para além do produtor de There Is No Other Time, Gorgon City, os Klaxons trabalharam no novo disco com James Murphy, Tom Rowlands (The Chemical Brothers) e Erol Alkan.
Como é habitual nos Klaxons, nesta nova canção o grupo cruzou os universos do indie rock e da música eletrónica de dança, com pitadas de new rave, algo que o grupo faz questão de aprimorar desde que, em 2007 os Klaxons nos brindaram com Myths of the Near Future, ao qual sucedeu o fantástico Surfing The Void, em 2010. Confere..

 


autor stipe07 às 11:15
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014

MAU - Children Playing Adults

MAU2 studio

Naturais de Lisboa, os MAU preparam-se para editar um novo álbum intitulado Safari Entrepreneur e, depois da iniciação ritualista de Cheetah e do balanço hipnótico de Safari Entrepreneur Part 2, já é conhecido o terceiro avanço desse novo trabalho dos MAU. A canção chama-se Children Playing Adults e, de acordo com o press release de lançamento da mesma, Children Playing Adults veste-se de hino assumidamente pop, exaltando a imaturidade humana que, chegada à idade adulta, se mascara mal de responsabilidades e compromissos.

Famosos por já terem remisturado originais de nomes tão influentes como os Passion Pit, Summer Heart, FKA Twigs, SOHN, Does It Offend You Yeah, Inspired And The Sleep, Chromeo ou Foster The People, os MAU asseguraram, também, as rédeas da realização, assinando um vídeo que, à imagem dos anteriores, promete não se tornar indiferente a ninguém. Confere...


autor stipe07 às 18:04
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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

Metronomy - Love Letters

Depois de I'm Aquarius, os Metronomy de Joseph Mount estão de regresso com mais um avanço para Love Letters, o segundo álbum deste coletivo, que verá a luz do dia a dez de março. O novo tema divulgado é o homónimo e mantém a subtileza synthpop que caraterizou o trabalho de estreia dos Metronomy e o cuidado melódico particularmente delicado e assertivo que define a típica sonoridade do grupo. Tendo em conta mais esta amostra, Love Letters poderá vir a ser um dos grandes álbuns do início de 2014. Confere...


autor stipe07 às 12:47
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Solander - Monochromatic Memories

Naturais de Malmö, na Suécia, os Solander são Fredrik Karlsson e Anja Linna e Monochromatic Memories é o ,mais recente disco da dupla, editado este mês de janeiro por intermédio da A Tenderversion Recording. A banda estreou-se nos discos em 2009 com We Are Pigeons e depois de uma extensa digressão no ano seguinte, chegou, no inverno de 2011, Passing Mt. Satu, o segundo disco dos Solander, que projetou ainda mais este projeto, que tem na típica indie folk nórdica a sua pedra de toque.

Monochromatic Memories é pois, o terceiro disco de dois amigos da faculdade que resolveram fazer música juntos e que têm vindo progressivamente e de forma natural a tornar-se numa referência importante do cenário musical alternativo sueco. No início do processo de idealização de Monochromatic Memories a banda tinha em mente buscar inspiração em ambientes alegres e luminosos.No entanto, Fredrik e Anja viram-se envolvidos por um intenso sentimento de perca devido a um evento certamente relacionado com a partida de alguém querido para ambos e, por isso, não conseguindo abstrair-se dessa nova realidade, acabaram por compôr um trabalho intensamente nostálgico e que terá servido para carpir a mágoa.

All Opportunities, o segundo tema do alinhamento de Monochromatic Memories, será talvez a canção que melhor espelha toda esta ambiência à volta da gestação do disco. Gravado em Estocolmo com o produtor Christian Gabel, o tema alicerça-se num sintetizador e num violoncelo tocado por Anja, onde se deita a voz de Karlsson, sobre uma núvem espessa de dor e amoção. O mesmo sentimento é facilmente percetível em Preludium, desta vez com diversos arranjos de cordas a acentuarem a delicadeza do quase falsete de Karlsson.

Monday Afternoon e Black Rug são dois exemplos perfeitos do cariz mais folk deste trabalho e de uma clara aproximação à típica sonoridade dos conterrâneos Junip, algo a que não será alheio o facto de os Solander serem muito admirados por José González, tendo inclusivamente andado em digressão com a banda desse músico sueco.

Todas as canções de Monochromatic Memories que se destacam por uma preponderância da folk, assentam em arranjos bem feitos e que prendem a atenção, alternando entre climas calmos e agitados, conseguidos através da combinação do dedilhar da viola e da bateria com o órgão e com sons do tal violoncelo. Em Hey Wolf essa cumplicade entre teclas e cordas assume contornos de excelência e gera uma melodia que, com a voz incrivelmente bonita de Karlsson a pairar delicadamente sobre ela, cria uma canção pop simples e muito elegante.

Já na reta final do disco, não posso deixar de destacar o charme da viola que se escuta em London Marbles e na canção homónima, mais dois exemplos perfeitos de como restam poucas dúvidas que a música dos Solander, apesar das vicissitudes que rodearam o processo de criação de Monochromatic Memories, é fortemente influenciada pelas paisagens simultaneamente espetaculares e melancólicas de uma Suécia que viveu séculos de isolamento e dificuldades e onde reside uma população com traços peculiares de caráter, bem expressos na cândura orgânica e introspetiva das suas canções.

Em suma, a música dos Solander é feita de uma indie predominantemente acústica, com forte vínculo à folk moderna, mas onde também cabem detalhes e arranjos eletrónicos, que têm tanto de delicado e etéreo como de grandioso. Encontramos aqui dois músicos competentes na forma como abarcam diferentes universos dentro de um mesmo cosmos, que misturam harmoniosamente estilos, mas sendo este um álbum pop, em toda a sua elegância e sofisticação. 

Não custa imaginar estas músicas a serem compostas em dias curtos e longas e frias noites, onde terá sido intensa e constante a procura de harmonias o mais doces e transparentes possíveis. Com tantas bandas e artistas a fazer atualmente a dita indie folk, é refrescante encontrar alguém que o faz de forma diferente e com músicas profundas e poderosamente bem escritas. Espero que aprecies a sugestão...

1. The Woods Are Gone
2. All Opportunities
3. Monday Afternoon
4. Preludium
5. Black Rug
6. Hey Wolf
7. Social Scene
8. London Marbles
9. Monochromatic Memories
10. Lighthouse


autor stipe07 às 21:57
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Warpaint - Warpaint

Theresa Wayman, Emily Kokal, Jenny Lee Lindberg e Stella Mozgawa estão de regresso com Warpaint, um título feliz para batizar o segundo disco da banda, já que, tendo em conta o seu conteúdo, este parece ser um trabalho que vem mesmo do interior da alma mais sincera e verdadeira das Warpaint, quatro miúdas que se enfiaram vários meses numa pequena casa para darem  à luz doze canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora. Joshua Tree é o nome de uma região desértica na costa oeste dos Estados Unidos da América e onde fica essa tal casa, um local batizado com esse nome por mórmons que acreditavam que as abundantes árvofres que aí existiam eram um sinal de Joshua indicando a terra prometida aos pioneiros que aí chegavam no século XVIII.

As Warpaint fugiram de uma Los Angeles artificial e onde grande parte da população vive uma vida inteira na ilusão de que nessa cidade dos anjos está a terra prometida onde relizarão todos os sonhos para, no contacto com a verdadeira natureza, criarem este belíssimo trabalho, o sucessor de The Fool, o álbum de estreia e que também tinha visto a luz do dia por intermédio da Rough Trade.

O imenso deserto de Joshua Tree foi o local perfeito para as Warpaint livrarem-se de todas as más influências e criarem algo genuíno. Com a ajuda de Flood, um mestre em retirar o melhor do verdadeiro espírito de uma banda, algo que nomes tão importante como os Sigur Rós, Nick Cave ou PJ Harvey podem comprovar, as quatro miúdas deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem uma faceta mais negra e obscura do que a estreia, para criar um álbum tipicamente rock, esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com uma certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

Os acordes iniciais de Warpaint são perfeitos para percebermos o que nos espera nos próximos quarenta minutos. Aguarda-nos belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. A escrita carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi. Esta evidência desarma completamente as Warpaint e além de, sem qualquer ponta de machismo, eu considerar que as envolve numa intensa aúrea sexual, despe-as de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que as poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade das quatro.

Warpaint é tudo menos um disco igual a tantos outros ou comum. Love Is To Die , single já retirado do disco, destaca-se pelo frenesim que o baixo e a bateria impôem, num combate de notas agudas e graves que espelham a aparente dicotomia que a letra transmite (Love is to die, Love is to not die, Love is to dance) cantada em jeito de lamúria ou desabafo.

Feitas as introduções, é aqui que o disco começa a aquecer e a mostrar vida própria e independente. Ouve-se ecos da negrura de projectos recentes como Esben & the Witch. Ouve-se Cocteau Twins. Ouve-se Portishead e Massive Attack. Teese, canção que recebe o alívio de uma guitarra acústica, chega a parecer Radiohead. Ouve-se estranheza, ouve-se escuridão. Ouve-se harmonias de vozes de outro planeta, já características do quarteto norte-americano. Mais à frente ainda, há The XX na guitarra e no baixo. Há sensualidade numa Disco//Very que nos faz imaginar um quarteto de mulheres emancipadas a abanar as ancas num qualquer anúncio de moda.

Em suma, Warpaint é para a banda, depois de um disco de estreia que obrigou a uma digressão desgastante com mais de dois anos, um notório marco de libertação e de experimentação onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, o que deu origem a um disco que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a paisagem que as rodeou durante o período de gestação.

As Warpaint põem à prova o novo álbum ao vivo na Aula Magna, a um de Março. Espero que aprecies a sugestão...

Warpaint - Warpaint

01. Intro
02. Keep It Healthy
03. Love Is To Die
04. Hi
05. Biggy
06. Teese
07. Disco//Very
08. Go In
09. Feeling Right
10. CC
11. Drive
12. Son


autor stipe07 às 21:10
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Keep Shelly in Athens - Old Time Glory

Keep Shelly In Athens - "Old Time Glory"

Quase na reta final de 2013 divulguei  At Home, o disco de estreia da dupla de dream pop grega Keep Shelly in Athens, formada por RΠЯ e Sarah Pe adivinhava um futuro auspicioso para esta dupla. No entanto, no último fim de semana a cantora Sarah P anunciou o seu abandono do projeto para, segundo a mesma, dedicar-se a outros projetos.

Em jeito de despedida os Keep Shelly in Athens partilharam Old Time Glory, uma nova canção do grupo, que resolveram oferecer gratuitamente a todos nós. O tema é mais um exemplo de como a voz de Sarah P era um importante trunfo neste projeto e talvez a melhor canção criada pelos atuais Keep Shelly In Athens que vão manter-se em atividade, com vocalistas convidados, estando já previsto um novo disco lá para o final do ano. Confere...


autor stipe07 às 13:07
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

Wild Beasts - Wanderlust

Três anos após o excelente Smother, o quarteto britânico Wild Beasts está de regresso com um novo single intitulado Wanderlust. Este é o primeiro tema de Present Tense, o álbum que a banda vai lançar no próximo dia vinte e quatro de fevereiro.

Depois de trabalharem com Richard Formby nos três primeiros álbuns, este novo trabalho foi gravado com Lexxx, um engenheiro de som parceiro de Mike Stent e que já trabalhou em álbuns de Björk, Madonna e Goldfrapp.

Os Wild Beasts também já divulgaram o video de Wanderlust, realizado pelo coletivo NYSU, sedeado em Barcelona. Confere...

Wild Beasts - Wanderlust


autor stipe07 às 12:50
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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

Gossling – Harvest Of Gold

Lançado a um de novembro pela Dew Process, Harvest Of Gold é o disco de estreia dos australianos Gossling, uma banda de Melbourne formada por Helen Croome (voz e teclas) Peter Marin (bateria), Josh Jones (baixo) e Ryan Meeking (guitarras). Um dos grandes destaques do álbum, o single That Feeling, foi disponibilizado gratuitamente pela própria banda.

Apesar de virem dos antípodas, em pleno hemisfério sul, os Gossling parecem ser fortemente influenciados pela indie pop nórdica, que apesar de vir de lugares remotos e gelados, é muitas vezes feita por músicos calorosos, divertidos e com uma facilidade singular para elaborar melodias deliciosas. Harvest Of Gold contém melodicamente o que de melhor tem sido feito ultimamente na synth pop europeia, um género musical várias vezes citado em Man On The Moon. Quem estiver atento certamente terá notado que ultimamente a nostagia desta década é uma forte aposta no cenário indie europeu, especialmente o escandinavo.

Logo desde o início os Gossling vincam um estilo que se mantém ao longo de Harvest Of GoldWild Love, um dos mais belos temas de Harvest Of Gold, remete-nos para o universo de Likke Li, uma canção repleta de elementos pop, com as cordas, os metais e o orgão sintetizado a assumirem a vanguarda na composição, não só nesta música como em todo o álbum. Um pouco adiante, Songs Of Summer é uma canção carregada de groove e Challenge destaca-se pela simplicidade da secção rítmica. Depois, Never Expire e Harvest Of Gold, o tema homónimo, são outros dois destaques deste disco, neste caso temas com uma sonoridade mais introspetiva, mas imensamente rica em detalhes e melodicamente muito aditivas. Qualquer uma destas canções tem uma natureza contagiante, muito por culpa também da magnífica voz de Helen Croome; São verdadeiras obras primas que revivem o que de melhor se podia escutar há uns bons trinta anos, década em que terá nascido aquela synth pop, que afundada num colchão de sons eletrónicos faz da audição de Harvest Of Gold um passeio divertido e, ao mesmo tempo, introspetivo e cheio de charme e bom gosto.

Costuma-se dizer que uma banda é tão boa quanto o seu trabalho de estreia. É nele que ela revela toda a sua alma, sem influências externas ou exigências do mercado. E se um grupo não consegue destaque no primeiro lançamento, dificilmente o fará nas obras seguintes. Os Gossling não têm que temer; Além de demonstrarem um talento invejável, revelam uma alma pura que tem muito a oferecer aqueles que, como eu, estão sempre sedentos por boa música. Espero que aprecies a sugestão...

01. Big Love
02. Harvest Of Gold
03. Never Expire
04. Songs Of Summer (Feat. Alexander Burnett)
05. Vanish
06. Challenge
07. Accolade
08. That Feeling
09. Pulse
10. A Lovers’ Spat


autor stipe07 às 21:52
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Liars - Mess On A Mission

Os nova iorquinos Liars de Angus Andrew, Aaron Hemphill e Julian Gross, estão de regresso aos discos em 2014 com Mess, um trabalho que verá a luz do dia a vinte e quatro de março por intermédio da Mute Records. Depois de já terem andado muito virados para o rock, nas vertente noise e punk, neste novo disco este trio norte americano deverá manter-se num universo eminentemente eletrónico e experimental, na sequência de WIXIW, o último disco dos Liars, editado em 2012.

Mess On A Mission é o primeiro fio de lã a ser divulgado do colorido novelo que será Mess, um tema cheio de batidas, com uma base sonora bastante peculiar e climática, uma proposta ora banhada por um doce toque de psicadelia a preto e branco, ora consumida por um teor ambiental denso e complexo. Confere Mess On A Mission e o alinhamento de Mess...

Liars - Mess On a Mission image


autor stipe07 às 18:42
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