Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

The New Division – Together We Shine

Os The New Division são uma banda da Los Angeles, formada em 2005 por John Kunkel, ao qual se juntou mais tarde Michael Janz, Mark Michalski e Brock Woolsey e Alex Gonzales. Falei deles em finais de 2011 por causa de Shadows, o disco de estreia do grupo e agora, quase três anos depois, chegou finalmente o sucessor. O novo álbum dos The New Division chama-se Together We Shine e viu a luz do dia por intermédio da etiqueta Division 87.


Banda que aposta no revivalismo punk rock dos anos oitenta, combinado com a eletrónica mais influente dessa época, razão pela qual não será alheia a inserção das palavras New (Order) e (Joy) Division no nome, este quinteto procurou, no sempre difícil segundo disco, apostar numa sonoridade mais pop, luminosa e expansiva que na estreia, certamente em busca de um maior sucesso comercial e de ampliar a sua rede de ouvintes e seguidores, além do nicho de seguidores que têm acompanhado o percurso da banda com particular devoção.

Assim, Together We Shine impressiona, desde logo, pela qualidade da produção e pela aposta firme na criação de um som límpido e algo futurista. Estamos na presença de um álbum cuidadosamente trabalhado, onde as influências são bem claras e canções como Den Bosch, o tema que abre o disco após uma breve intro, Bright Morning Star, Stockholm, Smile e England, foram certamente pensadas para o airplay, já que baseiam-se numa pop épica e conduzida por teclados sintéticos que dão vida a refrões orelhudos e melodias que se colam ao ouvido com particular ênfase.

Se na estreia as guitarras dominavam o processo de criação melódica, em Together We Shine os sintetizadores e os efeitos da bateria eltrónica assumem os comandos, com temas como Lifted a tocarem mesmo a fronteira do house. O baixo também é um instrumento relevante em algumas canções; Em Shine e Honest posiciona-se mesmo na linha da frente no que diz respeito ao cardápio instrumental mais audível.

Não é novidade nenhuma dizer-se que a música enquanto forma de arte é um fenómeno onde quem inova sonoramente pode encontrar aí o caminho para o sucesso. No entanto, penso que esta manifestação artística também é um fenómeno cíclico e que as bandas e artistas que buscam elementos retro de outras décadas para recriar um estilo próprio também poderão encontrar a chave para o sucesso. Exemplos que procuram seguir esta doutrina são bem comuns nos dias de hoje são bem comuns e, ao segundo disco, já não restam dúvidas que os The New Division escolheram a inesquecível década da ascensão da música eletrónica para sustentar a sua carreira discográfica. Espero que aprecies a sugestão...

The New Division - Together We Shine

01. Intro
02. Den Bosch
03. Shine
04. Honest
05. Stockholm
06. St. Petersburg
07. Smile
08. Lifted
09. England
10. Bright Morning Star
11. Lisbon

 


autor stipe07 às 22:56
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Terça-feira, 15 de Abril de 2014

Francis International Airport – Cache

Lançado já a três de maio de 2013 pela Siluh Records, Cache é o trabalho mais recente dos Francis International Airport, uma banda austríaca, oriunda da capital desse pais, Viena e formada por Markus Zahradnicek, David Zahradnicek, Georg Tran, Christian Hölzel e Manuel Riegle. Os Francis International Airport são considerados por muita crítica como a banda de maior relevo do cenário índie austriaco, principalmente por causa de Woods, o disco que  o grupo deu a conhecer em 2010 e que os lançou para as luzes da ribalta, além das atuações memoráveis que, logo a seguir, proporcionaram em edições dos festivais Eurosonic e Primavera Sound, que se costuma distribuir entre o Porto e algumas cidades espanholas, nomeadamente Barcelona.

Em Cache, os Francis International Airport apostam num som mais sintético, em deterimento de uma toada pop, algo ligeira, típica dos lançamentos anteriores; Agora propôem composições sonoras onde se procura proporcionar um ambiente de maior sofisticação. Desse modo, o conteúdo de Cache é assente em sintetizadores e baterias eletrónicas, e existe uma enorme atenção aos detalhes, notando-se que houve um relevante trabalho de produção e a busca por uma cosmética cuidada e precisa na escolha dos melhores arranjos.

Os Francis International Airport não negam as influências diretas que plasmam na sua música, oriundas, essencialmente, da vizinha Alemanha, nomeadamente do krautrock, um sub-género do indie rock que se começou a popularizar na década de setenta com os Kraftwerk e, logo depois, pelos Neu!, duas das bandas mais importantes do gigante vizinho.

Seja como for, os Francis International Airport elevam-se a um patamar elevado e conferem um charme indismentível ao seu cardápio sonoro quando procuram fazer uma simbiose entre essa vertente sintética e dão vida e corpo às suas propostas fazendo igualmente uso dos típicos sintetizadores, que debitam efeitos similares aquilo que foi proposto por uns New Order em plenos anos oitenta e agregam-nos a melodias feitas com a guitarra à imagem do que os Radiohead propuseram em finais da década seguinte e na viragem para este século.

Cache é um disco transversal a várias épocas e géneros e escutá-lo é entrar numa viagem onde desfilam pelos nossos ouvidos algumas das caraterísticas e detalhes que fizeram escola no universo sonoro alternativo. Os Francis International Airport procuram servir-se de um notório sentido estético para nos causar agradáveis sensações auditivas durante essa viagem e fazer dela uma verdadeira lição de história musical cujos principais intervenientes, e respetiva herança, encontram-se na música desta banda e fazem dela uma importante referência da eletrónica atual. Espero que aprecies a sugestão... 

Francis International Airport - Cache

01. Berenice
02. Backspace
03. Pitch Paired
04. The Right Ones
05. Templates
06. March
07. Sulfur Sun
08. Great Deeds
09. Diorama
10. HMCS Windflower
11. Wait And See

 


autor stipe07 às 21:28
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Fujiya & Miyagi - Flaws

Fugiya & Miyagi - Flaws

Os britânicos Fujiya & Miyagi não editam nenhum disco desde Ventriloquizzing, um trabalho que chegou às lojas em janeiro de 2011 e que apostava numa pop algo confortável e com um certo groove, mas parece que, finalmente, vão juntar em 2014 mais um longa duração ao seu cardápio sonoro. O novo disco da dupla vai chamar-se Artificial Sweeteners e será editado a seis de maio pela Yep Roc.

A apostarem numa relação estreita entre o krautrock inaugurado nos anos setenta e as tendências atuais da pop movida a sintetizadores, os Fujiya & Miyagi parecem querer começar a apresentar uma estética sonora cada vez mais próxima do house, como ficou demonstrado em Tetrahydrofolic Acid, o primeiro single de Artificial Sweeteners disponibilizado pelo grupo. Agora chegou a vez de Flaws, o tema de abertura do álbum e que aposta numa espécie de Italo-disco. Confere...


autor stipe07 às 13:24
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Arrange - Their Bodies In A Fog

Natural de Portland, no Oregon, Arrange é o projeto musical de Malcom Lacey, que lançou no passado dia dezoito de março, por intermédio da Orchid Tapes, Their Bodies In A Fog, um disco com onze canções disponível gratuitamente no soundcloud e no bandcamp do músico, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo.


Their Bodies In A Fog é já o terceiro registo de originais que divulgo de Arrange, depois de Plantation (2011) e New Memory (2012). Em Their Bodies In A Fog, Lacey mantém a sua típica sonoridade etérea e lenta, mas também algo inquietante.

Algures entre a eletrónica mais ambiental e minimal e uma certa toada pop, com traços distintivos do R&B, as músicas de Their Bodies In A Fog são construídas sobre camadas de guitarras e efeitos que criam exuberantes paisagens sonoras, com arranjos a recordar, a espaços, Tim Hecker, James Blake e Sigur Rós e que criam ambientes intensos e emocionantes, sem nunca deixar de lado a delicadeza.

Lacey é capaz de de criar composições que, mesmo mantendo uma bitola processual algo oblíqua e simplista, estão cheias de charme, algures entre climas opressivos e outros mais intemporais, mas sempre circulares e falsamente herméticos. Home é um excelente exemplo de uma canção que começa num registo quase minimal e que depois cresce até atingir um clima fortemente épico e luminoso. Além dessa canção, também a guitarra de Stranger, o piano e os sons ambiente da instrumental Heart // What If This Were It, ou o sinterizador de Dream, apenas para citar alguns bons exemplos, aliados a uma percussão cheia de variações e diferentes instrumentos, provam que cada detalhe das onze músicas está ali por uma razão específica e cumpre perfeitamente a sua função. Estas são canções que, com o tempo, ficam no ouvido e cada um de nós poderá interpretar pessoalmente a sonoridade da música de Arrange e o que ele pretende transmitir.

O disco ouve-se de um travo só, quase como se fosse uma grande canção. Não há nada de demasiado complicado nas letras, o que até é mais um facto que abona a favor do álbum e comprova que Lacey não anda particularmente desesperado em demonstrar que é uma espécie de génio precoce, mas apenas um artista preocupado em revelar os seus sentimentos mais comuns através da música. Seja como for, temas como o sofrimento e a solidão e o aor envolvem todo o registo e as letras estão carregadas de drama e melancolia, dois aspetos ampliados pela elegância e pela fragilidade característica da voz do autor.

Mkisturado por Warren Hildebrand, Their Bodies In A Fog é mais um triunfo em toda a escala de Arrange e, sem grandes alaridos ou aspirações, outro passo seguro na carreira deste jovem e talentoso músico norte americano que, apesar da aparente fragilidade da sua produção, consegue sempre resultados magníficos.

Parece difícil acreditar que um projeto possa amadurecer e criar tanto em apenas três anos, mas felizmente existe este Arrange e a sua fórmula simples, porque não se propõe criar algo demasiado denso, mas proporcionar a audição de canções que nos ficam no ouvido, sedutoramente abertas e convidativas a audições repetidas. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:38
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Douglas Dare - Swim

É já a doze de maio que o músico e compositor britânico Douglas Dare se estreia nos discos através da conceituada Erased Tapes. O álbum vai chamar-se Whelm e Swim é o primeiro avanço divulgado. Natural da localidade costeira de Bridport no sudoeste de Inglaterra, Douglas estudou composição musical na Universidade de Liverpool e está agora sedeado em Londres.

Filho de um professor de piano, este músico de apenas vinte e três anos serve-se desse instrumento nesta canção, mas também de uma percussão eletrónica e de vários efeitos e arranjos intemporais e carregados de charme para criar, em Swim, uma onda melancólica intensa e emocionante, sem deixar de lado a delicadeza.

Douglas Dare foi músico de suporte das últimas digressões de Ólafur Arnalds e Nils Frahm. Swim está disponível para download gratuito. Confere...


autor stipe07 às 11:51
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Terça-feira, 8 de Abril de 2014

Liars – Mess

Poucas bandas se transformaram tanto ao longo da última década como o trio de Nova Iorque chamado Liars e formado por Angus Andrew, Aaron Hemphill e Julian Gross. Deram início à carreira com uma sonoridade muito perto do noise rock, com experimentações semelhantes ao que fora testado pelos Sonic Youth do início de carreira e até com algumas doses de punk dance e aos poucos foram aproximando-se de uma sonoridade mais amena e introspetiva. O que antes era ruído, distorção e gritos desordenados, passou a debitar algo mais brando, com uma proposta de som muito mais voltada para um resultado atmosférico, definição que passou a imperar com evidência desde o disco homónimo lançado em 2007. 

Este toque experimental acabou por se manter e WIXIW (pronuncia-se wish you) foi o culminar de uma tríade que começou no tal Liars de 2007 e prosseguiu em Sisterworld (2010). Agora, cerca de dois anos depois, os Liars voltam a apostar numa inflexão sonora com Mess, o novo trabalho do grupo,lançado no passado dia 25 de março, através da Mute Records.


Um colorido novelo de lã ilsutra a capa de Mess e, na verdade, é uma analogia interessante e feliz relativamente ao conteúdo do disco, produzido pelo próprio Angus Drew, líder dos Liars. Mess é uma mistura nada anárquica, mas bastante heterogénea de todos os vetores sonoros que têm orientado a carreira dos Liars e, sendo um álbum carregado de batidas, com uma base sonora bastante peculiar e climática, tem propostas ora banhadas por um doce toque de psicadelia a preto e branco, ora consumidas por um teor ambiental denso e complexo.

Independentemente da abordagem que é feita em cada canção e que varia imenso, a eletrónica é o fio condutor de todo o trabalho, quase sempre envolvida numa embalagem frenética, embrulhada com vozes e sintetizadores num registo predominantemente grave e ligeiramente distorcido, que cria uma atmosfera sombria e visceral.

Mask Masker, o tema de abertura, é uma excelente porta de entrada para Mess, porque além de conter uma riqueza instrumental imensa, é uma canção algo assustadora, friamente dividida em várias secções que, à medida que surgem, ampliam o cariz sombrio da canção e engrandecem o clima da mesma, agravado por uma letra onde se identifica um conteúdo que mistura, sem pudor, alusões à violência física misturadas com perversão sexual e desvios comportamentais (take my pants off, use my socks, smell my socks, eat my face off [...] give me your face).

Assim, à medida que o registo avança, ficam claras as transições sonoras em que os Liars sempre apostaram e nota-se a experimentação de diferentes estilos, com ecos bem audíveis de post punk, synthpop e dance punk dos anos oitenta e a eletrónica sombria à Gary Numam, ou mais dançante, típica de uns Nine Inch Nails, bem audível em I'm No Gold e até uma faceta algo gótica, herdada dos Depeche Mode.

É evidente a mestria com que os Liars executam aquilo que pretenderam arquitetar em Mess e impressiona a forma como enquadram todas estas referências num estilo muito próprio e inédito. Desenrolar esta bola colorida de onze canções e todas as dinâmicas que propõe é um exercício auditivo simultâneamente complexo e recompensador, porque estamos na presença de uma amálgama sonora bastante calculada e muito bem construída. Mess é, sem sombra de dúvida, mais um firme ponto de referência da carreira discográfica extraordinária que define a carreira deste trio norte americano. Espero que aprecies a sugestão...

Liars - Mess

01. Mask Maker
02. Vox Turned D.E.D
03. I’m No Gold
04. Pro Anti Anti
05. Can’t Hear Well
06. Mess On A Mission
07. Darkside
08. Boyzone
09. Dress Walker
10. Perpetual Village
11. Left Speaker Blown

 


autor stipe07 às 21:42
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Domingo, 6 de Abril de 2014

Holy Ghost - Ok vs Bridge & Tunnel (a_just_ed Remixes)

A DFA de James Murphy é uma referência no cenário musical de dança e as suas remisturas têm uma sonoridade única e incomparável, uma espécie de imagem de marca que as distingue de todos os produtores e que os álbuns dos LCD Soundsystem tão bem introduziram no nosso ouvido. Recentemente a editora lançou dois singles de remisturas de Ok e Bridge & Tunnel, dois originais dos Holy Ghost e que estão agora disponíveis para download gratuito e que irão certamente agradar aqueles que, como eu, apreciam o género e esta editora nova iorquina. Confere...


autor stipe07 às 11:47
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Yalls - High Society

United

Natural de Berkeley, o produtor Dan Casey assina como Yalls e além de editar música em nome próprio costuma colaborar em outros projetos, sempre com uma enorme bitola qualitativa. A seis de maio vai ser editado United, o seu disco de estreia, através da Gold Robot e High Society é um dos avanços revelados desse trabalho. A paisagem etérea e melancólica da canção, criada por uma nuvem de sintetizadores, uma bateria eletrónica e um solo de guitarra deslumbrante, impressiona e cria o ambiente perfeito para nos ajudar a recordar no mais íntimo de cada um de nós, alguns momentos de puro êxtase. High Society foi disponibilizada para download gratuíto. Confere...

 


autor stipe07 às 19:11
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Cut Copy - In These Arms Of Love

Em 2013 os Cut Copy editaram o álbum Free Your Mind e estão de regresso para publicar um single no âmbito do Record Store Day, a dezanove de abril próximo. O lado A da rodela chama-se In These Arms Of Love e o lado B Like Any Other Day. O primeiro tema acaba de ser partilhado pela banda, uma canção expansiva, que aposta num ambiente com uma elevada toada épica, cheia de reverb e sintetizadores. Confere...

The single is out 4/19, Record Store Day, on Modular.


autor stipe07 às 12:33
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Sexta-feira, 28 de Março de 2014

Noiserv - This is maybe the place where trains are going to sleep at night

David Santos, aka Noiserv, tem um novo vídeo para o seu delicioso disco Almost Visible Orchestra, um trabalho que tive o privilégio de divulgar neste blogue, num artigo que incluiu uma entrevista com o este fantástico músico e compositor nacional! A música de abertura do disco chama-se This is maybe the place where trains are going to sleep at night, é o meu tema escolhido do disco e foi a canção escolhida para terceiro single. O tal vídeo foi realizado pelo coletivo We Are Plastic Too e a direção de fotografia ficou a cargo do Leandro Ferrão.

Em simultâneo com o lançamento deste novo single é lançada também a segunda edição da caixinha de música de Noiserv com o tema original Once upon a time i thought about having a song in a music box escrito pelo músico lisboeta. Confere...


autor stipe07 às 19:24
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Quinta-feira, 27 de Março de 2014

Yumi Zouma - It Feels Good To Be Around You (feat Air France)

Yumi Zouma

Representados já pela insuspeita etiqueta norte americana Cascine, os Yumi Zouma são um trio formado por Charlie Ryder, Josh Burgess e Kim Pflaum, que se divide por Nova Iorque, Paris e Christchurch; Editaram no passado dia onze de fevereiro o seu EP de estreia, que divulguei recentemente e agora surpreenderam com uma cover de It Feels Good To Be Around You, um original dos Air France.

Os Air France foram uma dupla formada por Joel Karlsson and Henrik Markstedt, que cessou a sua atividade musical há dois anos e It Feels Good To Be Around You foi um dos últimos temas que gravaram.

Nesta versão, disponibilizada para download gratuito, os Yumi Zouma serviram-se de uma estética sonora essencialmente nostágica, que nos puxa para uma atmosfera muito própria e revivalista, através de batidas sintetizadas e uma voz plena de sensualidade e nostalgia. Confere...


autor stipe07 às 16:28
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Quarta-feira, 26 de Março de 2014

Sisyphus - Sisyphus

Depois de se terem estreado em 2012 com Beak & Claw, Sufjan Stevens, Son Lux e o rapper Serengeti estão de volta com o seu projeto alternativo, agora batizado de Sisyphus. Este novo grupo segue as pistas do anterior que se chamava S / S / S, ou seja, enquanto Stevens e Lux arquitetam o cenário instrumental que define as canções, cabe ao rapper Serengeti espalhar por elas um verdadeiro catálogo de rimas.

Sisyphus mistura o típico hip hop com alguns dos aspetos mais clássicos da pop e do indie rock, algo hoje muito em voga, nomeadamente o uso da sintetização. É um disco muito melódico e que expande novos horizontes no campo da experimentação sonora que aborda traços mais comuns da música negra e mais marginalizada pelo grande público e pelo espetro comercial, com honrosas exceções, nomeadamente aquilo que os Gorillaz de Damon Albarn conseguiram mostrar durante pouco mais de uma década.

Calm It Down, o primeiro single divulgado de Sisyphus, plasma um cardápio de referências já lançadas no disco anterior e que caminham em direção aos anos noventa, cruzando sintetizadores e vozes, numa canção com fortes reminiscências nos esboços sintéticos produzidos por Stevens em The Age Of AdzRhythm Of Devotion, mais outro tema já retirado do álbum no formato single, também aposta numa direção sonora que recua duas décadas, cruzando sintetizadores e vozes, mas com uma mais forte toada nostálgica e contemplativa.

Esta vertente de aproveitamento de traços sonoros identitários dos outros projetos destes músicos é muito audível nos Sisyphus que, em vez de aproveitarem este projeto alternativo das suas carreiras para abordagens díspares, resolveram fazer uma espécie de simbiose do que de melhor cada um tem para oferecer, tendo em conta o universo sonoro com que mais se identifica, com especial ênfase na herança de Stevens.

Esta interação entre artistas e géneros é, como se percebe, o grande valor desta obra e há ainda outros instantes em que o contraste entre a voz grave e direta de Serengetti com a verve melancólica de Sufjan traz alguns momentos agradáveis. O swing de Lion’s Share, as batidas tribais de Alcohol, ou a curiosa My Oh My, o tema onde melhor se percebe toda esta mescla, são mais três exemplos que me impressionaram, num meio termo entre a música eletrónica, o indie e o rap, numa busca de um ponto de intersecção, mas onde não se aprofunda nenhum dos estilos.

Sisyphus é um disco obrigatório para todos aqueles que dizem não gostar de rap e hip hop e que, sentindo desgosto por essa aparente repulsa e os ouvidos apurados para outros universos sonoros, têm o desejo de encontrar prazer em boas letras ritmadas, com batidas rápidas e cheias de sentimento, tudo misturado num caldeirão onde o experimntalismo é a pedra de toque de... canções feitas por três músicos extremamente criativos e competentes. Divertido, Sisyphus torna-se essencial para qualquer admirador dos diferentes projetos deste trio e mostra um imenso potencial desta banda para o futuro. Sisyphus chegou às lojas no passado dia dezoito via Asthmatic Kitty e Joyful Noise. Espero que aprecies a sugestão...


01 Calm It Down
02 Take Me
03 Booty Call
04 Rhythm of Devotion
05 Flying Ace
06 My Oh My
07 I Won't Be Afraid
08 Lion's Share
09 Dishes in the Sink
10 Hardly Hanging On
11 Alcohol


autor stipe07 às 20:54
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Segunda-feira, 24 de Março de 2014

pacificUV - Amalia

Os pacificUV são uma banda norte americana natural de Athens, na Georgia, e formada por Clay Jordan, Suny Lyons, Lemuel Hayes e Laura Solomon. Apresentei-os no início do verão passado por causa do disco After The Dream You Are Awake, um álbum lançado dia catorze de maio de 2013 por intermédio da Mazarine Records. After The Dream You Are Awake sucedeu ao EP Chrysalis (2011) e a Weekends (2012) e está disponível para audição no soundcloud da banda.

Agora, na primavera de 2014, os pacificUV estão de regresso com uma novidade bem curiosa. A banda gravou uma nova canção chamada Amalia e que foi inspirada na nossa Amália Rodrigues. O tema está disponivel para download gratuito no bandcamp dos pacificUV. Confere...

Amalia cover art


autor stipe07 às 12:26
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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Fucked Up - Paper The House

Depois de há três anos os Fucked Up terem editado David Comes To Life, uma espécie de ópera rock que se centrava na temática do amor, ou melhor, na falta dele, finalmente estão de regresso com Glass Boys, o quarto disco deste coletivo canadiano.

Paper The House é o primeiro avanço divulgado de Glass Boys, uma canção traçada com a típica crueza típica da banda e que prova que, no seu seio, o hardcore continua bem vivo e renovado nos gritos ásperos do vocalista Damian Abraham e nas melodias versáteis que comandam a estética sonora dos Fucked Up.

Glass Boys terá um alinhamento preenchido com dez canções e chega aos escaparates a três de junho por intermédio da Matador Records. Paper The House está disponível para download gratuito, via stereogum. Confere... 


autor stipe07 às 12:35
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Sexta-feira, 14 de Março de 2014

Wild Beasts - Present Tense

Três anos após o excelente Smother, o quarteto britânico Wild Beasts está de regresso com Present Tense, um novo álbum lançado no passado dia vinte e quatro de fevereiro pela Domino Records. Depois de trabalharem com Richard Formby nos três primeiros álbuns, este novo trabalho foi gravado com Lexxx, um engenheiro de som parceiro de Mike Stent e que já trabalhou em álbuns de Björk, Madonna e Goldfrapp.


A carreira dos Wild Beasts tem sido marcada por um desenvolvimento progressivo e um aumento da bitola qualitativa da sonoridade apresentada de disco para disco, com o ponto alto a ser atingido com Smother, considerado unanimemente o ponto alto da carreira deste grupo. Assim, era com elevada pressão que se aguardava um novo trabalhos dos Wild Beasts e importa referir, sem mais delongas, que Present Tense não defrauda quem estava à espera de algo de nivel semelhante a Smother, com a nuance de haver ainda propostas sonoras mais ambiciosas e sofisticadas e um alargar do leque musical dos Wild Beasts, além de uma qualidade lírica acima de qualquer suspeita e que importa também analisar com algum detalhe.

Então, Present Tense reforça a sonoridade caraterística que os Wild Beasts já apresentam há cerca de uma década e aprimora a vertente experimental, na medida em que não a descura e mantém as canções acessíveis à maioria dos ouvidos, como comprova o já apreciável catálogo de singles retirados do disco (Wanderlust, Mecca, Sweet Spot e A Dog’s Life). A toada geral das canções é amena e a vertente instrumental centra-se mais no campo sintético, do que propriamente nas guitarras, valendo-se de um conjunto de referências que vão da música minimalista dos anos setenta, a alguns fragmentos da eletrónica atual, sem descurar uma forte presença da synthpop típica dos anos oitenta, de forma equlibrada e não demasiado vintage. Todos estes aspetos mergulham Present Tense num universo que abrange alguns elementos específicos das novas propostas que vão surgindo no campo da dream pop, algo que projetos como os Everything Everything e Alt-J têm apresentado, dois grupos também britânicos e que confessam admirar a discografia dos Wild Beasts.

Este clima sonoro que não deixa também de ter um certo charme, juntamente com o habitual falsete de Thorpe, ajuda à aproximação entre a banda e o ouvinte, ao mesmo tempo que confere a densidade correta às letras, ajudando a que o conjunto final de muitas canções tenha vida e um pulsar que não nos passa despercebido.

Da política, à estratificação social, passando, obviamente, pelo amor, Present Tense aborda a nossa realidade, permite que nos identifiquemos com o conteúdo e canções como o single Wanderlust (Don't confuse me with someone who gives a fuck), ou a abordagem da luxúria e da sedução em Sweet Spot, asim como algum exibicionismo e machismo patentes em Nature Boy, fazem-nos pensar nessas questões. Também é difícil não nos deixarmos levar pelo romantismo melancólico de Palace, mas o meu grande destaque deste disco é mesmo Sweet Spot, uma excelente música, com o clima contido de sempre e pontuado pela vocalização etérea de Thorpe e por sintetizadores que nos envolvem até ao final da canção

Present Tense é um disco que amarra várias pontas soltas que os Wild Beasts foram deixando ao longo do seu percurso e, com isso, amplia o cardápio de referências e a herança inspiradora que deixa para outras bandas que se possam servir de Present Tense como um válido e importante referencial. Ao longo da audição este vai crescendo de ofrma bela e sofisticada e aconselho vivamente um isolamento completo de eventuais distrações sonoras para que possam seer devidamente apreciados todos os detalhes que sustentam o alinhamento. Espero que aprecies a sugestão...

Wild Beasts - Present Tense

01. Wanderlust
02. Nature Boy
03. Mecca
04. Sweet Spot
05. Daughters
06. Pregnant Pause
07. A Simple Beautiful Truth
08. A Dog’s Life
09. Past Perfect
10. New Life
11. Palace

 


autor stipe07 às 21:21
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Quarta-feira, 12 de Março de 2014

Phantogram - Voices

Editado no passado dia dezoito de fevereiro pela Republic Records, Voices é o segundo disco da dupla norte americana Phantogram, natural de Greenwich, em Nova iorque e formada por Josh Carter (voz, guitarras) e Sarah Barthel (voz, teclas). Voices sucede a Nightlife, o disco de estreia da dupla, lançado em 2011.

Vivemos um período em que no universo sonoro indie e alternativo abundam os projetos que apostam em ambientes sonoros assentes numa eletrónica de cariz eminentemente pop, muitas vezes misturada com detalhes caraterísticos do rock, ou seja, feita com sons sintetizados, ressuscitados muitas vezes nos anos oitenta ou no trip-hop da década seguinte, misturados com guitarras com um apreciável nível de distorção e batidas e elementos da percussão que dão um certo travo R&B e algo obscuro ao clima geral.

Ao segundo disco os Phantogram apontam para estas bases sonoras, uma espécie de synthpop moderno, com um forte cariz urbano, num disco que aplica com apreciável mestria sintetizdores que vão-se enfiando por vários caminhos, alguns deles bem patentes, por exemplo, em Fall In Love e guitarras que melodicamente procuram territórios algo sombrios que em Nothing But Trouble, o interessante tema de abertura, remetem, por exemplo, para as propostas mais recentes de uma certa banda britânica, oriunda de Oxford e liderada por Thom Yorke. Escuta-se um clima envolvnete e sensual, que abre o apetite para o que vem a seguir, a melhor sequência do álbum, constituida por Black Out Days e na tal Fall in Love, duas canções com refrões marcantes, a voz de Sarah empilhada em várias camadas e uma improvável colagem de samples, que dá um tempero especial, particularmente na segunda canção.

Voices está impecavelmente produzido e envolto numa aúrea de mistério muito sedutora. E isso acentua-se quando se percebe que uma importante aposta neste disco parece ser a opção por canções com uma toada algo lenta e contemplativa; Temas como Bad Dreams, que incorpora uma peculiar bateria acústica e The Day You Died, canção que mistura muito bem guitarras e sintetizadores, têm na componente melódica, eminentemente romântica e introspetiva, uma correspondência clara com letras sombrias e pouco otimistas, com a própria voz de Sarah a acentuar todo este cenário algo sofrido.

O resto do disco tem alguns momentos igualmente expressivos, com temas como Never Going Home e I Don't Blame You a procurarem envolver o ouvinte num clima fortemente emocional, compatível com a lentidão de Bill Murray, algo quebrado por Howl At The Moon e Celebrating Nothing, duas canções que se aproximam da toada incial de Voices.

O fim do álbum chega com My Only Friend, uma bela melodia, com arranjos que dão à canção uma densidade particularmente rica e detalhada e ficamos com a sensação que escutámos uma banda que tem uma capacidade impar para nos afundar num colchão de sons eletrónicos que satirizam a eletrónica retro e, simultaneamente, mostrar-nos algumas pistas em relação ao futuro próximo de parte da eletrónica. Espero que aprecies a sugestão... 

01 Nothing But Trouble
02 Black Out Days
03 Fall in Love
04 Never Going Home
05 The Day You Died
06 Howling at the Moon
07 Bad Dreams
08 Bill Murray
09 I Don't Blame You
10 Celebrating Nothing
11 My Only Friend


autor stipe07 às 20:37
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Teen Daze - Tokyo Winter

Teen Daze

O canadiano Teen Daze lançou a um de outubro de 2013 Glacier, o seu terceiro registo de originais, por intermédio da Lefse Records, um disco cheio de ambientes etéreos e texturas sonoras minimalistas, com um cariz um pouco gélido, uma espécie de álbum conceptual que pretendia ser a banda sonora de uma viagem a alguns dos locais mais inóspitos e selvagens do nosso planeta. Agora ele está de regresso com mais novidades, neste caso um novo EP intitulado Paradiso.

Tokyo Winter, o tema que encerra o EP, é o primeiro avanço de Paradiso, um instrumental psicadélico e hipnótico, feito com sintetizadores carregados de reverb e loopings, uma guitarra a tocar fora de tempo, vários samples de vozes e de sons orgânicos e uma bateria eletrónica irregular, na senda do conteúdo sonoro de Glacier. Os oito minutos de Tokyo Winter estão disponiveis por poucos dias para download gratuito no site de Teen Daze e Paradiso ficará disponivel do mesmo modo, nesse local, a partir de vinte e cinco de março. Apressa-te e confere...


autor stipe07 às 12:40
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014

Bombay Bicycle Club – So Long, See You Tomorrow

Lançado no passado dia três de fevereiro, So Long, See You Tomorrow é o quarto álbum de estúdio dos britânicos Bombay Bcycle Club, um disco produzido por Jack Steadman, o vocalista do grupo e que viu a luz do dia através da Island Records.

bombay

Em So Long, See You Tomorrow, esta banda formada pelo tal Jack Steadman e por Jamie MacColl, Ed Nash e Suren de Saram, mantém-se no trilho da eletrónica, à semelhança do que tinha sucedido com o antecessor A Different Kind Of Fix (2011), com a particularidade de, desta vez, usarem, nos arranjos, alguns samples e detalhes típicos da world music, muito por influência de uma viagem de Jack à Índia, Turquia e Japão, durante a qual escreveu alguns temas do disco. A melodia de Luna, um dos primeiros singles deste disco e o sample inicial de Feel, retirado de um filme antigo de Bollywood, são apenas dois exemplos das influências desta viagem, em particular da presença na Índia.

Com as participações especiais de Lucy Rose e Rae Morris na voz, So Long, See You Tomorrow é um trabalho instrumentalmente muito rico e variado, com as guitarras a terem um papel cada vez mais discreto, algo que, como já referi, mostra a vontade dos Bombay Bicycle Club em se difrenciarem da vasta miríade de bandas que apostam no típico indie pop festivo e trilhar novos percursos sonoros, menos superficiais e mais ricos.

O disco tem um início muito promissor com Overdone, uma canção bastante enérgia e aquela onde as guitarras mais se destacam e com a animada It's Alright Now, um tema repleto de camadas de sintetizadores e efeitos, duas canções a conseguirem, simultaneamente, proporcionar o efeito da novidade, no que diz respeito aos arranjos e ao clima das canções, orelhudas, singles instantâneos que assimilamos facilmente e que sorvemos com particular agrado. Não há aqui um clima emotivo ou emocionante, algo que este quarteto britânico muitas vezes procurava, mas apenas o simples desejo de nos fazer dançar e cantarolar, algo que ganha particular ênfase em Carry Me, um tema com um refrâo particularmente orelhudo. Seja como for, a conhecida delicadeza vocal de Steadman e as diversas sobreposições que executa em busca de tons muito agudos, dificlmente deixam de nos causar algum tipo de arrepio.

Este início portentoso deixa-nos novas e diferentes referências e, através delas, os Bombay Bicycle Club conseguem passar a mensagem e fazer-nos crer que são capazes de, com mestria, conjugar uma vertente experimental com a indispensável comercial que quer atrair e conquistar multidões.

Quem conhece o percurso dos Bombay Bicycle Club sabe que estamos na presença de uma banda que se preocupa imenso com a própria imagem e que gosta de saber como é abosrvida pelo público e onde se encaixam dentro do cenário musical. Terem conseguido conjugar as duas vertentes referidas com estas condicinonantes intrínsecas à própria filosofia do grupo, terá sido algo bastante desafiante e, quanto a mim, claramente superado.

O disco segue na mesma toada e até ao seu final há que destacar o single Feel, talvez o tema mais expressivo do disco, onde além da já citada abordagem indiana, ampliada, além do sample, pela audição de uma cítara, também impressiona a percussão. Depois há ainda a também já mencionada Luna, um tema bastante alegre e com a participação de Rae Morris na voz. Até ao epílogo, algumas melodias mais pop podem ser ouvidas em Come To e Eyes Off You, que começa no piano e na voz com reverb. O tema homónimo encerra o álbum com uma viagem até territórios típicos da new age.

So Long, See You Tomorrow é um disco que exige um estado de espírito solto e alegre para ser devidamente apreciado e absorvido. É um álbum que engrandece o percurso discográfico dos Bombay Bicycle Clube e que além de apontar novos caminhos, na senda do antecessor, mostra que um bom álbum não tem de ter sempre a vertente emocional como pedra de toque do âmago das canções que o sustentam. Espero que aprecies a sugestão...

Bombay Bicycle Club - So Long, See You Tomorrow

01. Overdone
02. It’s Alright Now
03. Carry Me
04. Home By Now
05. Whenever Wherever
06. Luna
07. Eyes Off You
08. Feel
09. Come To
10. So Long, See You Tomorrow

 


autor stipe07 às 22:00
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Quarta-feira, 5 de Março de 2014

Astari Nite – Stereo Waltz

Editado no passado dia vinte e três de janeiro e produzido por Steve Thompson, Stereo Waltz é o terceiro e novo álbum dos Astari Nite, uma banda norte americana de Miami, na Flórida, formada por Mychael Ghost (voz), Illia Tulloch (bateria), Michael Setton (guitarra) e M. Sallons (baixo).


O som progressivo com tonalidades típicas do rock mais gótico e da eletrónica cheia de tiques da darkwave é a atmosfera sonora que norteia os Astari Nite e Stereo Waltz é uma coleção de dez canções enérgicas e inpecavelmente produzidas. Os sintetizadores, as guitarras cheias de distorção, o baixo vigoroso e uma percussão vibrante conduzem os temas e dão-lhes aquela tonalidade retro que nos faz recuar até aos primórdios de bandas como os Cure, Depeche Mode ou os New Order, em plenos anos oitenta.

De tonalidades mais pop, expressas no single Pyramids até ao clima negro de I.O. 1987, ou o indie rock mais clássico de Prayer For Lovers, há uma constante sensação vintage, uma vibração que nos faz viajar entre o nostágico e o contemporâneo, já que hoje também há vários exemplos concretos de projetos a fazer escola neste conteúdo sonoro, nomeadamente os ColdCave, os Weekend, ou os próprios Crystal Stilts.

Stereo Waltz é um disco obrigatório para os apreciadores do rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa espécie de hardcore eletrónico e luminoso. Espero que aprecies a sugestão...

Astari Nite - Stereo Waltz

01. Contentment
02. Astrid
03. Pyramids
04. Coven
05. I.O. 1987
06. Prayer For Lovers
07. Violently We Try
08. Wendy Darling
09. Red Letter Day
10. Waves

 


autor stipe07 às 21:58
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Terça-feira, 4 de Março de 2014

Gardens & Villa - Dunes

Lançado no passado dia quatro de fevereiro através da Secretly Canadian, Dunes é o novo álbum dos Gardens & Villa, um quinteto norte americano de Santa Bárbara, na Califórnia, formado por Chris Lynch, Adam Rasmussen, Shane McKillop, Levi Hayden e Dustin Ineman. Dunes foi gravado com Tim Goldsworthy (Cut Copy, DFA Records, LCD Soundsystem) em Michigan.

Oriundos de uma Santa Barbara que funciona um pouco como uma espécie de subúrbio rico de uma Los Ageles cosmopolita, os Gardens & Villa destacaram-se logo em 2011 quando lançaram o disco de estreia, homónimo, que foi muito bem aceite pela crítica.

Algures entre o andrógeno e o poético, Chris Lynch usa a sua voz para dar cor a sequências melódicas, em dez temas onde as guitarras são o fio condutor de praticamente todas as músicas, mas há também outros instrumentos que remodelam musicalmente a banda, que parece flutuar entre a estrutura de composição típica dos Foals e a pop madura dos Phoenix. Sintetizadores, metais, vozes em coro e uma bateria mais crua, são detalhes e particularidades musicais que ampliam consideravelmente os horizontes dos Gardens & Villa.

Estamos na presença de um álbum pop bem sucedido, um tratado com um propósito comercial, bem patente no single Colony Glen. Dunes é um disco melódico e acessível a vários públicos, que busca uma abrangência, mas que não resvala para um universo de banalidades sonoras que, em verdade se diga, alimentam há anos a indústria fonográfica.

Dunes é um trabalho onde os Gardens & Villa fazem crescer em cada nota, verso ou vocalização, todos os ingredientes que definem as referências principais da pop e destacam-se porque a tudo isto acrescentam aspetos da música negra, brincam com a eletrónica de forma inédita e conduzem-nos para a audição de um disco doce e na mesma medida, pop. Melódicos e intencionalmente acessíveis na mesma medida, transformam cada uma das canções deste trabalho em criações duradouras, ricas em texturas e versos acolhedores que ultrapassam os limites do género. A pop mantém-se na moda e não há vergonha nenhuma em constatá-lo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Domino
02. Colony Glen
03. Bullet Train
04. Chrysanthemums
05. Echosassy
06. Purple Mesas
07. Avalanche
08. Minnesota
09. Thunder Glove
10. Love Theme


autor stipe07 às 20:41
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Domingo, 2 de Março de 2014

Gentle Friendly - Rrides EP

Enquanto não chega o novo álbum, os britânicos Gentle Friendly disponibilizaram gratuitamente no soundcloud da Fat Cat Records Rrides, o novo EP do grupo. Já agora, convido a espreitarem o Bandcamp luxuoso deste projeto sedeado em Londres e formado por David Morris e Richard Manber.

Estes Gentle Friendly eram-me completamente desconhecidos até ter encontrado esta coleção de sete canções chamada Rrides, que me obrigou a vasculhar um pouco mais a discografia do grupo, até porque, do alinhamento deste EP constam temas retirados de vários trabalhos anteriores do grupo, além de dois novos temas, Autumn Nite e You Are The Brother que, pelos vistos, poderão vir a constar do alinhamento do próximo longa duração da banda, que também irá ver a luz do dia por intermédio da Fat Cat Records. Já agora, RIP Static, Vincentt e Clean Breaker faziam parte do álbum Ride Slow (2009) e Speakers constava do disco Rrrrrrr (2011), ambos lançados por intermédio da Upset The Rhythm Records.

A impressão geral com que fiquei é que, independente da pluralidade de acertos que caracterizam a sonoridade dos Gentle Friendly, o que realmente lhes importa é transpôr barreiras, encontrar novos detalhes e levar a experimentação sonora ao limite máximo da criatividade da banda e da miríade instrumental que têm ao dispôr ou que se lembram de utilizar.

Assim, em Rrides EP, encontramos sete temas com uma elevada toada experimental e que impressionam, principalmente, pela percurssão eletrónica, pela voz sintetizada e por refrões verdadeiramente hipnóticos. Se na novíssima Autumn Nite conseguiram transformar o aparentemente ruidoso em algo melódico e em RIP Static mostrar interessantes pormenores típicos da pura e dura psicadelia, já em Vincentt, o meu maior destaque do EP, levaram a vertente experimental a um expoente tal que, quase sem se aperceberem (digo eu), aproximaram-se estranha e perigosamente da pop, muito à imagem de alguns dos melhores momentos de uns Animal Collective. Espero que aprecies a sugestão...

gentlefriendly.co.uk/

www.facebook.com/pages/Gentle-Fri…/182537195119773
twitter.com/gentlefriendly
gentlefriendly.bandcamp.com/ 


autor stipe07 às 21:11
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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

Shocking Pinks - Guilt Mirrors

Natural de Christchurch, na Nova Zelândia, Nick Harte é o grande mentor do projeto Shocking Pinks, que está de regresso com novidades, seis anos depois do último trabalho, por sinal um homónimo. Guilt Mirrors é o nome do novo longa duração dos Shocking Pinks, um triplo álbum editado pela norte americana Stars & Letters Records, no passado dia dezoito de fevereiro. Guilt Mirrors é um conjunto de temas que Nick compôs e gravou após a ressaca do terramoto de 2011 e que afetou imenso a sua cidade natal. Harte isolou-se em sua casa e, de acordo com o próprio, esteve vários dias sem dormir, durante os quais gravou material suficiente para quase uma dezena de discos. Guilt Mirrors foi produzido por Mark McNeill.

Se Shocking Pinks (2007) impressionou por ter dezassete músicas em apenas quarenta e cinco minutos, Guilt Mirrors são cento e sessenta minutos que, usando um termo comparativo gastronómico até porque, na minha opinião, a música é um belo alimento para o espírito, se saboreiam como se estivessemos a degustar uma belíssima caldeirada, feita com as mais variadas espécies sonoras que, no final, sabem a um eletropop lo fi, cozinhado por um Chef de renome, no aconchego do seu quarto. E, à semelhança do que muitos profissinais da gastronomia fazem quando visitamos o local onde fazem magia com os alimentos, em Guilt Mirrors também somos convidados a entrar, neste caso no quarto de Nick, tal é a clareza com que conseguimos imaginar toda a pafernália de que o músico se serviu para gravar todas estas canções e como ele convive, naturalmente, no meio de todo esse arsenal, como se fosse parte integrante do seu próprio eu.

Não é de estranhar que Nick se sirva de uma espécie de cliché para dizer que o seu quarto é o seu mundo e onde se sente realizado e feliz, já que os Shocking Pinks são o som de alguém que está acordado e a compôr música madrugada dentro ou sem horário definido, enquanto navega por outros interesses pessoais, sem a noção exata se a cama será, obrigatoriamente, um paradeiro a visitar antes do nascer do sol. Entende-se esta postura num país feito uma ilha vulcânicamente instável, em pleno hemisfério sul, encurralado entre a Austrália e a Antártida, uma espécie de Islândia dos antípodas que convida ao isolamento. Por lá, tudo acontece calmamente, o stress é uma miragem e o gosto pela experimentação, no que diz respeito à música, quase que uma imposição climática.

Este ambiente sonoro fica exposto em Not Gambling, o primeiro single retirado desta vasta coleção de canções distribuida pelas três rodelas de Guilt Mirrors, um tema com uma elevada toada experimental, que impressiona pela percussão eletrónica, pela voz sintetizada e pelo refrão verdadeiramente hipnótico (not gambling now, no she ain’t gambling now). Outro dos grandes destaques desta volumosa coleção de canções é St Louisuma obra prima musicada que conta com a participação especial de Gemma Syme na voz e que mantém na arquitetura minimalista um princípio de transformação para a obra de Harte. Etérea, a canção parece desacelerar o universo de bandas como Chromatics, substituindo a avalanche de sintetizadores por um agregado leve de guitarras. Outros temas desta vasta coleção de canções, como LV VS SX, Get in There Bitch e SoapsuddS, podem ser descritos de acordo com o mesmo referencial que faz do ruído uma peça fundamental de um cozinhado algo agridoce, mas apetitoso e melódico.

cantor e compositor Nick Harte já havia tornado os Shocking Pinks num dos projetos mais significativos da música kiwi quando lançou o seu disco homónimo em 2007. Mas esta nova coleção de referências que passeiam pelo dream pop, o rock alternativo e a psicadelia lo fi, elevam-no a um novo patamar de excelência. Espero que aprecies a sugestão...

Guilt Mirrors I
01 “GUN NEST”
02 “Not Gambling”
03 “DOUBLEVISIONVERSION”
04 “Ten Years”
05 “My Best Friend”
06 “SoapsuddS”
07 “Love Projection” (Dedicated to Jerry Fuchs)
08 “What’s Up With That Girl?” (Featuring Ashlin Frances Raymond/Arkitype)
09 “Vendetta” (Featuring Designer Violence)
10 “Swam”
11 “therearenorivershere”
12 “Few Skeletons”

Guilt Mirrors II
01 “LV VS SX” (Featuring Ashlin Frances Raymond)
02 “Motel”
03 “Hardfuck”
04 “(take me) Lower”
05 “St Louis” (Featuring Gemma Syme)
06 “Glass Slippers”
07 “BEYOND DREAMS”
08 “Hardfuck” (remix by Tristen R Deschain)
09 “Get In There Bitch”

Guilt Mirrors III
01 “A Million Times”
02 “Slightly Killed” (Featuring Arkitype)
03 “Chorus Girls”
04 “Working Holiday”
05 “Looks Black Rain”
06 “B & B”
07 “Translation”
08 “Hospital Garden”
09 “Out of Town Girl”
10 “BLISS”
11 “eleven”
12 “dance the dance electric”
13 “Black Rain Looks”


autor stipe07 às 19:09
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

The Notwist – Close To The Glass

Considerados por muitos como os pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Close to The Glass, um trabalho editado ontem, dia vinte quatro de fevereiro, por intermédio da City Slang, na Europa. Os próprios The Notwist produziram o disco, que tem doze canções e sucede a The Devil, You + Me, álbum lançado em 2008. A produção é mesmo uma das mais valias deste disco já que, seja entre o processo dos primeiros arranjos, até à manipulação geral do álbum, tudo soa muito polido e nota-se a preocupação por cada mínimo detalhe, o que acaba por gerar num resultado muito homogéneo e conseguido.

Logo a abrir, Signals deixa-nos todas as pistas que precisamos de seguir para entender o conteúdo sonoro deste álbum. É como se os The Notwist tivessem, de forma muito calculada, agregado numa mesma canção as diferentes pistas que nos preparam para uma viagem única e de algum modo hipnótica por um universo sonoro que os carateriza e cada vez mais dominado pela eletrónica.

O minimalismo é uma arma que os The Notwist utilizam com particular mestria. Conseguem ser concisos e diretos, separar bem os diferentes sons e mantê-los isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que dão substância às canções. Logo no início, o single homónimo destaca-se pela percussão, com as palmas e o efeito de uma corda a conferirem um ambiente algo tribal à canção.

Quando parecemos positivamente condenados a usufruir de um banquete com um cardápio sintético, surgem as cordas e a guitarra luminosa cheia de distorção de Kong para provar que os The Notwist também gostam de piscar o olho ao indie rock psicadélico e a sonoridades mais orgânicas; Esta é aquela canção que todos os grandes discos têm e que também serve para exaltar a qualidade dos mesmos, principalmente quando se desviam um pouco do rumo sonoro geral do trabalho. Into Another Tune serve-se de um violino e alguns metais para fazer virar de novo agulhas, mas agora, ainda num ambiente orgânico e indie, para o momento introspetivo chamado Casino, dominado pelo simpes dedilhar de uma guitarra, que cria uma lindíssima folk acústica com um forte pendor espiritual e reflexivo. Quase no fim do disco, Steppin' In serve-se da mesma fórmula, cúmplice, madura e melodicamente acessível.

From One Wrong Place To The Next devolve-nos ao ambiente sintético do início, uma sucessão de detalhes sonoros catárticos devido à batida, em busca de uma psicadelia que só uma guitarra picada a lançar-se sobre o avanço lento mas infatigável de um corpo eletrónico que também usa a voz como camada sonora, consegue proporcionar. Seven Hour Drive tem um certo travo a punk rock à antiga, misturado com o melhor do rock britânico dos anos noventa, proposto pela psicadelia dos Spiritualized e Spacemen 3. O minimalismo regressa em Run, Run, Run, tema onde quer Moby quer os Massive Attack certamente sentirão um enorme arrepio quando escutarem a ambiência sonora e os loops da voz e de alguns metais.

Close To The Glass é a demonstração clara de uma banda que quer aventurar-se, colocar de lado a sonoridade que habitualmente a carateriza e optar por criações sonoras mais versáteis, uma fórmula legítima e louvável já que as boas bandas são aquelas que estão sempre abertas a encontrar um sopro de renovação. De uma eletrónica cheia de elementos do krautrock, passando pelo hip hop mais negro, o indie rock e o jazz progressivo, Close To The Glass é um verdadeiro caldeirão onde a voz quase sussurrada de Markus Archer é fundamental para a toada simultaneamente subtil e deslumbrante de um disco onde cada elemento é cuidadosamente tratado e minuciosamente carregado de vida. Espero que aprecies a sugestão...

The Notwist - Close To The Glass

01. Signals
02. Close To The Glass
03. Kong
04. Into Another Tune
05. Casino
06. From One Wrong Place To The Next
07. Seven Hour Drive
08. The Fifth Quarter Of The Globe
09. Run Run Run
10. Steppin’ In
11. Lineri
12. They Follow Me

 


autor stipe07 às 20:57
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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

Sisyphus - Rhythm Of Devotion

Sisyphus 2014 press pic

Depois de se terem estreado em 2012 com Beak & Claw, Sufjan Stevens, Son Lux e o rapper Serengeti estão de volta com o seu projeto alternativo, agora batizado de Sisyphus. Este novo grupo segue as pistas do anterior que se chamava S / S / S, ou seja, enquanto Stevens e Lux arquitetam o cenário instrumental que define as canções, cabe ao rapper Serengeti espalhar por elas um verdadeiro catálogo de rimas.

Este grupo vai regressar aos discos com um homónimo a dezoito de março, através de Asthmatic Kitty e em dezembro já tinha dado conta de Calm It Down, o primeiro avanço desse trabalho. Agora chegou a vez de divulgar Rhythm Of Devotion, mais um tema retirado desse álbum e que também aposta numa direção sonora que vai ao encontro dos anos noventa, cruzando sintetizadores e vozes, numa canção com uma forte toada nostálgica e contemplativa. Confere...

 


autor stipe07 às 12:54
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

Fujiya & Miyagi - Tetrahydrofolic Acid

Os britânicos Fujiya & Miyagi não editam nenhum disco desde Ventriloquizzing, um trabalho que chegou às lojas em janeiro de 2011, mas parece que, finalmente, vão juntar em 2014 mais um longa duração ao seu cardápio sonoro, apesar de ainda não haver uma data concreta (mês e dia) anunciada.

A apostarem numa relação estreita entre o krautrock inaugurado nos anos setenta e as tendências atuais da pop movida a sintetizadores, os Fujiya & Miyagi parecem querer começar a apresentar uma estética sonora cada vez mais próxima do house, como fica demonstrado em Tetrahydrofolic Acid, o mais recente single disponibilizado pelo grupo. Confere...

 


autor stipe07 às 12:49
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