Terça-feira, 25 de Julho de 2017

Toro Y Moi - Boo Boo

Toro Y Moy é o extraordinário projeto a solo de Chazwick Bundick, um músico e produtor norte americano, natural de Columbia, na Carolina do Sul e um dos nomes mais importantes do movimento chillwave atual, fruto de uma curta mas intensa carreira, iniciada em 2009 e onde tem flutuado num oceano de reverberações etéreas e essencialmente caseiras. Sempre em busca da instabilidade, o produtor conseguiu no experimental Causers of This, de 2010, compilar fisicamente algumas das suas invenções sonoras e esse disco tornou-se imediatamente numa referência do género musical acima citado, ao lado de trabalhos como Life of Leisure dos Washed Out e Psychic Chasms de Neon Indian.

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Depois dessa estreia auspiciosa, no ano seguinte, em 2011, surgiu Underneath The Pine, o sucessor e a leveza da estreia amadureceu e ganhou contornos mais definidos,com vozes transformadas e diferentes camadas sonoras sobrepostas, ficando claro que, a partir desse instante, Toro Y Moy ficaria ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens. A psicadelia, o rock e a eletrónica começaram a surgir, quase sempre numa toada lo fi, nascendo assim as bases de Anything In Return, o terceiro disco de Chazwick, lançado no início de 2013. Dois anos depois chegou What For?, o quarto tomo da sua carreira, a piscar o olho ao hip hop e ao R&B mais retro, assim como ao discosound dos anos oitenta, fruto da sua relação musical com Tyler The Creator e Frank Ocean, e agora, o capítulo mais recente desta saga sonora é Boo Boo, um tomo de doze canções lançado a sete de julho através da Carpak Records e que além de aprofundar uma já cimentada curiosa relação com a eletrónica, também muito presente no seu outro projeto paralelo intitulado Les Sins, também olha com particular ênfase para territórios um pouco mais ambientais e um pouco cósmicos, como se percebe logo nos flashes sintetizados que rodeiam a batida e o baixo de Mirage.

Disco que transmite uma falsa sensação de minimalismo, já que é vasta a míriade instrumental que o sustenta é, em muitos instantes, pouco percetível, Boo Boo convivepacificamente com a filosofia sonora que acompanha a tendência atual de quem se dedica a este espetro sonoro que é olhar para as raízes deixadas noutros tempos e readaptá-las, dando-lhes uma nova roupagem, mais moderna e que acompanhe a evolução tecnológica. Assim, se nos teclados fluorescentes e nas oscilações rítmicas de Monalisa ou no requinte melancólico com que em You And I, Toro Y Moi nos dá as mãos, para nos levar com ele rumo às profundezas de um imenso oceano de hipnotismo e letargia, com elevada carga poética, percebe-se o olhar curioso para os anos oitenta, mas de um ponto de vista bastante contemporâneo, já nos ecos de Pavement ou no efeito do baixo de Show, Toro Y Moi procurou perservar o mais intacta possível a essência vintage que o inspirou. Depois, pérolas como o fuzz vocal particularmente assertivo e o ambiente cinematográfico que escorre do doce mel minimal a que sabe a percussão sintetizada de Windows e de Labyrinth e o charme sedutor e intrigante do piano de Girl Like You, conferem ao disco uma fulgor e uma essência intensamente pop, mas fazendo-o de modo a convocar para uma espécie de orgia encapotada outros sub-géneros deste género sonoro.

Boo Boo é um disco onde tudo se sustenta de maneira adulta, como se o R&B de Frank Ocean e até detalhes de veteranos como Prince se derretessem no meio de sintetizadores e batidas irregulares, comprovando, uma vez mais, a força de Bundick e um fôlego renovado no modo como este artista estabelece uma multiplicidade de novos caminhos, testando sonoridades e experimentações sem recear ser apontado de ser uma espécie de terrorista sonoro. Espero que aprecies a sugestão...

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01. Mirage
02. No Show
03. Mona Lisa
04. Pavement
05. Don’t Try
06. Windows
07. Embarcadero
08. Girl Like You
09. You and I
10. Labyrinth
11. Inside My Head
12. W.I.W.W.T.W.


autor stipe07 às 14:35
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Terça-feira, 28 de Abril de 2015

Van Dale - Van Dale

Foi no passado dia trinta e um de março que chegou aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o espetacular novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Em nove canções cheias de energia, os Van Dale ressuscitam alguns dos melhores detalhes do grunge e do rock alternativo dos anos noventa, com as distorções de Peacefully e o efeito da guitarra e as transições de volume e ritmo de Bed Of Bricks a trazerem-nos à memória aquelas tardes de domingo ou de gazeta semanal, em que era rei quem tinha uma Yamaha DT 500 ou um par de Dr Martens e nos ouvidos um Walkman com cassetes pirateadas com gravações dos Nirvana, dos Pearl Jam ou dos Soundgarden.

Estes Van Dale vão diretos ao assunto, não perdem tempo com arranjos desnecessários, mas, nem por isso, deixam de ter um apreciável sentido estético e uma veia experimental apreciável que, por exemplo, em What It's All About pisca o olho ao rock progressivo e em I Got Money tem um certo travo ao surf rock, com uma roupagem mais eletrificada e rugosa. Mas seja qual for a abordagem, tematicamente, os problemas típicos da juventude dominam a componente lírica e há uma cuidada mistura da voz com as letras e os arranjos das melodias, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia e delicadeza o que podia ver colocado em causa devido ao grau de distorção das guitarras, quase sempre no red line. Speak Yellow é um claro exemplo do sucesso obtido na busca deste difícil equilíbrio e, mesmo nos temas em que os Van Dale procuram ser melodicamente mais incisivos, como na curiosa e recomendável balada Travis e na épica e sentimental Awalking Home, a constante sensação de recrodação daquelas cassetes antigas que temos lá em casa, empoeiradas, cheias de gravações caseiras e lo fi, do que ouvíamos à cerca de vinte a vinte e cinco anos, nunca é colocada em causa.

Nostálgicos e com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado com canções caseiras a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o grunge,  punk rock e a psicadelia, os Van Dale entregam-nos neste homónimo, de mão beijada e em todo o seu esplendor a sua visão atual do que realmente foi o rock alternativo, as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho deste disco é, ao ouvi-lo, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 18:11
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Sábado, 11 de Abril de 2015

Toro Y Moi - What For?

Toro Y Moy é o extraordinário projeto a solo de Chazwick Bundick, um músico e produtor norte americano, natural de Columbia, na Carolina do Sul e um dos nomes mais importantes do movimento chillwave atual, fruto de uma curta mas intensa carreira, iniciada em 2009, onde tem flutuado num oceano de reverberações etéreas e essencialmente caseiras. Sempre em busca da instabilidade, o produtor conseguiu no experimental Causers of This, de 2010, compilar fisicamente algumas das suas invenções sonoras e esse disco tornou-se imediatamente numa referência do género musical acima citado, ao lado de trabalhos como Life of Leisure dos Washed Out e Psychic Chasms de Neon Indian.

No ano seguinte, em 2011, surgiu Underneath The Pine, o sucessor e a leveza da estreia amadureceu e ganhou contornos mais definidos,com vozes transformadas e diferentes camadas sonoras sobrepostas, ficando claro que, a partir desse instante, Toro Y Moy ficaria ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens. A psicadelia, o rock e a eletrónica começaram a surgir, quase sempre numa toada lo fi, nascendo assim as bases de Anything In Return, o terceiro disco de Chazwick, lançado no início de 2013. Agora, dois anos depois, Toro Y Moi chega a What For?, o quarto tomo da sua carreira, lançado no passado dia sete de abril pela Carpark Records, amadurecido e a piscar o olho ao hip hop e ao R&B mais retro, assim como ao discosound dos anos oitenta, fruto da recente relação musical com Tyler The Creator e Frank Ocean, além de se aprofundar uma já cimentada curiosa relação com a eletrónica, também muito presente no seu outro projeto paralelo intitulado Les Sins.

Os carros de corrida passam lá em baixo, no asfalto quente, enquanto dois pisos acima, junto a uma marina, plumas e biquinis confundem-se e ancas abanam sem pudor ao som do charme sofisticado do indie rock festivo de What You Want, canção que mistura cordas com efeitos flamejantes, numa receita que se estende, de modo mais sedutor a Buffalo e nos coloca na linha da frente de um universo particularmente radioso e onde vintage e contemporaneidade se confundem de modo provocador e certamente propositado. É uma cúpula entre rock e eletrónica, quente e assertiva e que ao longo do alinhamento vai convocando para a orgia outros sub-géneros da pop, que vão aguardando pacientemente a sua vez de entrar em cena, estendidos numa almofada junto à piscina, enquanto saboreiam mais um copo e apreciam um final de tarde glamouroso. Lá em baixo, no asfalto quente, a corrida aproxima-se da sua fase decisiva.

A cadência lo fi empoeirada e romântica da guitarra e do piano de The Flight  e de Ratcliff, com o fuzz da distorção particularmente assertivo a destacar-se na última e o ambiente cinematográfico que escorre do doce mel minimal a que sabem as teclas sintetizadas de Yeah Right, são outras amostras do requinte melancólico com que Toro Y Moi nos dá as mãos, para nos levar com ele rumo às profundezas de um imenso oceano de hipnotismo e letargia, com elevada carga poética. Ao invés a luminosa e festiva Empty Nesters e a ode aos primórdios do discosound que escorre do efeito sintetizado sexy de Lilly não deixam vacilar o propósito claramente celebratório e fisicamente provocador que What For? procura replicar, com o groove do baixo, o descontrole apenas aparente da guitarra e o tom agudo da voz de Chazwick em Spell It Out a induzirem ainda mais na direçao ascendente o espetro climático do ambiente que rodeia tudo aquilo que a nossa imaginação quiser moldar e que será forçosamente algo excitante e com um certo teor libidinoso.

A toada descontraída e amena de Half Dome e Run Baby Run mostram-nos o pôr do sol, enquanto lá ao longe se celebra no pódio montado bem no centro da primeira reta do asfalto e aproximam-nos do ocaso de um disco onde cada música tem sempre algo de pessoal e tudo se sustenta de maneira adulta, como se o R&B de Frank Ocean e até detalhes de veteranos como Prince se derretessem no meio de sintetizadores e batidas irregulares. What For? comprova, uma vez mais, a força de Bundick, com fôlego renovado e a estabelecer uma multiplicidade de novos caminhos, testando sonoridades e experimentações sem recear ser apontado de ser uma espécie de terrorista sonoro, já que este é um artista que só se justifica quando vive de transformações. Espero que aprecies a sugestão...

1. What You Want
2. Buffalo
3. The Flight
4. Empty Nesters
5. Ratcliff
6. Lilly
7. Spell It Out
8. Half Dome
9. Run Baby Run
10. Yeah Right


autor stipe07 às 21:46
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015

Toro Y Moi - Empty Nesters

Toro Y Moy é o extraordinário projeto a solo de Chazwick Bundick, um músico e produtor norte americano, natural de Columbia, na Carolina do Sul e um dos nomes mais importantes do movimento chillwave atual, fruto de uma curta mas intensa carreira, iniciada em 2009, onde tem flutuado num oceano de reverberações etéreas e essencialmente caseiras.

Sempre em busca da instabilidade, o produtor conseguiu no experimental Causers of This, de 2010 e compilar fisicamente algumas das suas invenções sonoras e esse disco tornou-se imediatamente numa referência do género musical acima citado. No ano seguinte, em 2011, surgiu Underneath The Pine, o sucessor e a leveza da estreia amadureceu e ganhou contornos mais definidos,com vozes transformadas e diferentes camadas sonoras sobrepostas, ficando claro que, a partir desse instante, Toro Y Moy ficaria ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens. A psicadelia, o rock e a eletrónica começaram a surgir, quase sempre numa toada lo fi, nascendo assim as bases de Anything In Return, o terceiro disco de Chazwick, lançado no início de 2013 pela Carpark Records.

Agora, dois anos depois, já há finalmente sucessor. What For? vai ver a luz do dia a quatro de abril, na sua editora de sempre e, pelo avanço já divulgado, pisca o olho à hip hop e ao R&B mais retro, assim como ao disco sound dos anos oitenta, fruto da recente relação musical com Tyler The Creator e Frank Ocean, além de se aprofundar uma já cimentada curiosa relação com a eletrónica, também muito presente no seu outro projeto paralelo intitulado Les Sins.

Confere Empty Nesters, o primeiro avanço divulgado de What For? e a tracklist do álbum...

01 “What You Want”
02 “Buffalo”
03 “The Flight”
04 “Empty Nesters”
05 “Ratcliff”
06 “Lilly”
07 “Spell It Out”
08 “Half Dome”
09 “Run Baby Run”
10 “Yeah Right”


autor stipe07 às 13:59
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2015

Germany Germany - Germany Germany

Germany Germany é uma banda de Victoria, que começou por ser um projeto a solo encabeçado por Drew Harris, um músico de quem já falei em 2011, apesar de na altura desconhecer a sua identidade, devido ao projeto Radioseven. Atualmente, os Germany Germany também contam com nathan willson, michael matier e graham keehn no alinhamento, além de Harris. O projeto estreou-se em 2010 com o EP Electrolove, disponível no bandcamp e que contava com Jessica Morgan na voz e no ano seguinte chegou Adventures, o longa duração de estreia, que contava com as participações especiais de Donne Tor em Natural, Tim Walters em Take Your Time, Emily Michiels em Transatlantic e Steffaloo em Just Go. Depois desse disco, Germany Germany editou outros trabalhos e este homónimo, editado no passado dia vinte e cinco de outubro, é o primeiro lançamento que foi gravado com o atual formato banda.

Sustentados por uma agradável melancolia e donos de um som épico e eloquente, mas que exige dedicação, os Germany Germany oferecem-nos neste trabalho dez canções que vivem à sombra do indie rock e de uma pop eletrónica que explora paisagens sonoras expressionistas, através das teclas do sintetizador, uma percurssão orgânica, um baixo visceral e guitarras carregadas de efeitos futuristas e distorções vintage, claramente inspiradas nos grandes mestres desse instrumento e do rock clássico.

Assim, as canções de Germany Germany tanto podem suscitar um ambiente sonoro algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada, como apresentar instantes com uma sonoridade mais ligeira, dançável e luminosa. As canções muitas vezes crescem em emoção, arrojo e amplitude sonora, sempre de forma progressiva e, sendo muitas delas apenas instrumentais, a ausência da voz permite que os instrumentos tenham todo o protagonismo que claramente anseiam, com especial destaque  para o verdadeiro festim orquestral que é Crystal City, com Eyes On The Ocean a ser outro instante de audição obrigatória.

Departure abre o disco e o sintetizador e os efeitos do tema colocam a nú a zona de conforto sonora estabelecida e pregada pelos Germany Germany, que prima por uma composição melódica que procura dar vida a um conjunto volumoso de versos sofridos e sons acinzentados, como se fosse a banda sonora de um desmoronamento pessoal que nos arrasta sem dó nem piedade para um ambiente sombrio e nostálgico. Essa percepção acaba por se revelar novamente e curiosamente em Take Me Home, apesar da guitarra perto do red line que aí se escuta, como se esse ideal de melancolia fosse a baliza que orienta e abarca a sonoridade geral do disco. Depois, além das distorções da guitarra, a percurssão de Bright Lights, de River e, principalmente, de Substance e Reconnect, mostram-nos que estes Germany Germany também nos querem pôr a dançar. O efeito que ecoa da guitarra de Blank Mind Empty Heart e o baixo pulsante, colocam-nos novamente no chão e faz ressurgir um desejo incontido de refletir sobre os nossos maiores receios, enquanto o reverb da voz nos convida a tomarmos as rédeas da nossa própria consciência pessoal. Já o sintetizador futurista de Love and Science Fiction e a guitarra distorcida ampliam a perceção clara que os Germany Germany balançam entre dois pólos aparentemente opostos e carimba uma certa ideia de maturidade de um coletivo que parece caminhar confortavelmente por cenários que descrevem dores pessoais e escombros sociais, com uma toada simultaneamente épica e aberta, fazendo-o demonstrando a capacidade eclética de compôr, em simultâneo, temas com algum teor introspetivo mas, acima de tudo, verdadeiros hinos de estádio.

Há uma forte dinâmica criativa no seio deste projeto que aposta em várias abordagens sonoras, mas sempre magistrais, numa conversa coerente que celebra a natureza dinâmica da combinação instrumental e explora um método de abordagem criativo num disco impregnado de inspiradas peças melódicas que passam tangentes assertivas a alguns dos parâmetros que definem um estilo sonoro que vem fazendo escola desde os primórdios dos anos oitenta, com um ritmo que transpira de maneira natural e particular muito do que sustenta o que de melhor se vem escutando atualmente no universo sonoro indie contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 20:57
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

The Unicorns - Let Me Sleep

The Unicorns

Os The Unicorns reuniram-se recentemente para alguns concertos, os primeiros da última década e que incluiram alguns espetáculos de abertura para os Arcade Fire. Pelos vistos, os concertos correram tão bem que a banda decidiu gravar mais um disco.

O novo álbum dos The Unicorns chama-se Who Will Cut Our Hair When We’re Gone e inclui alguns temas bónus, nomeadamente Let Me Sleep, uma canção fantástica e que pressupõe que o novo álbum desta banda norte americana oriunda de Columbia e formada pela dupla Alden Ginger e Nick Diamonds será um verdadeiro acontecimento. Confere...


autor stipe07 às 17:13
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Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013

Sides Of Chaz - Sweet Tea

Sides Of Chaz - "Sweet Tea"

Conhecemos Chaz Bundick, um músico e produtor natural de Columbia, na Carolina do Sul, como Toro Y Moi, tendo sido Anything In Return, álbum que divulguei há quase um ano, o último lançamento deste artista. No entanto, ele também lança músics como Sides Of Chaz, fazendo neste projeto uso de um rock psicadélico, bastante distinto da sonoridade mais chillwave e R&B de Toro Y Moi.

Já no próximo dia dez, Sides Of Chaz vai lançar um novo single intitulado The Sweet Tea que terá como lado b o tema Take My Car, por intermédio da Fork And Spoon. Confere...


autor stipe07 às 12:30
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013

Toro Y Moi - Anything In Return

Toro Y Moy é o extraordinário projeto a solo de Chazwick Bundick, um músico e produtor norte americano, natural de Columbia, na Carolina do Sul e um dos nomes mais importantes do movimento chillwave atual, fruto de uma curta mas intensa carreira, iniciada em 2009, onde tem flutuado num oceano de reverberações etéreas e essencialmente caseiras. Sempre em busca da instabilidade, o produtor conseguiu no experimental Causers of This, de 2010, compilar fisicamente algumas das suas invenções sonoras e esse disco tornou-se imediatamente numa referência do género musical acima citado, ao lado de trabalhos como Life of Leisure dos Washed Out e Psychic Chasms de Neon Indian.

No ano seguinte, em 2011, surgiu Underneath The Pine, o sucessor e a leveza da estreia amadureceu e ganhou contornos mais definidos,com vozes transformadas e diferentes camadas sonoras sobrepostas, ficando claro que, a partir desse instante, Toro Y Moy ficaria ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens. A psicadelia, o rock e a eletrónica começaram a surgir, quase sempre numa toada lo fi, nascendo assim as bases de Anything In Return, o terceiro disco de Chazwick, lançado no início deste ano através da Carpark Records.

 

Anything In Return divide-se entre a tal subtileza experimental da estreia e uma certa busca de algo mais comercial no sucessor; No fundo, sonoramente, é uma súmula de tudo o que o produtor já se serviu na carreira e por isso deverá agradar a todos aqueles que já se deixaram encantar pela carreira deste músico. Além da tal súmula, também dá algumas novas pistas, já que o conteúdo tem detalhes que piscam o olho à hip hop e ao R&B, fruto da recente relação musical com Tyler The Creator e Frank Ocean, além de se aprofundar uma já cimentada curiosa relação com a eletrónica, também muito presente no seu outro projeto paralelo intitulado Les Sins.

Uma das virtudes de Anything In Return é demonstrar que Toro Y Moy não tem uma especial preocupação por construir os temas com rigidez e com uma certa formatação, ou seja, o experimentalismo e a sensação de descartável não são envergonhados, apesar de não ser correto supor que o compositor não procura ser sério e minimamente coerente, quando cria as suas canções, até porque é preciso salientar que os temas estão carregados de sentimentos melancólicos e cada música tem sempre algo de pessoal. Da carência assumida em So Many Details (You send my life, into somewhere, I can’t describe, so many details) aos pequenos pontos dolorosos que se escondem em High Living e Day One, tudo se sustenta de maneira adulta, como se o R&B de Frank Ocean e até detalhes de veteranos como Prince se derretessem no meio de sintetizadores e batidas irregulares.

Mas voltando à capacidade inventiva de Toro Y Moy, gostaria também de salientar canções como Say That, um tema que pode fazer furor em algumas pistas de dança e Touch, para mim o melhor momento chillwave da carreira do músico.

Em suma, Anything In Return comprova a força de Bundick, hoje o nome de maior destaque de um género que ele próprio ajudou a construir. Com fôlego renovado e a estabelecer uma multiplicidade de novos caminhos em relação ao anterior Underneath The Pine, Chaz prova que a chillwave está longe de ser um género musical passageiro e secundário e que é um ótimo terreno para quem gosta de testar sonoridades e experimentações, sem recear ser apontado de ser uma espécie de terrorista sonoro, já que este é um género que só se justifica quando vive de transformações.

Há pouco menos de dois anos Chaz Bundick parecia ter inventado a música pop à sua maneira; Agora ele faz o mesmo, porém, com a ajuda de uma míriade de outros estilos. Espero que aprecies a sugestão...

1. Harm In Change
2. Say That 
3. So Many Details 
4. Rose Quartz 
5. Touch 
6. Cola 
7. Studies 
8. High Living 
9. Grown Up Calls 
10. Cake 
11. Day One 
12. Never Matter 
13. How's It Wrong



autor stipe07 às 20:54
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