Segunda-feira, 3 de Julho de 2017

Arcade Fire – Signs Of Life

Arcade Fire - Signs Of Life

Três anos depois do excelente Reflektor e de dois discos a solo de Will Butler, os canadianos Arcade Fire apostam muita da sua reputação num disco que chega daqui a umas semanas e que, de acordo com as várias amostras já divulgadas, além de parecer vir a tornar-se num claro manifesto político e de protesto ao novo rumo tomado pelo país vizinho do Canadá de onde são originários, aponta o grupo, definitivamente, rumo a sonoridades de cariz eminentemente pop, com o modo contemporâneo como a herança oitocentista tem estado em ponto de mira, não só no que concerne ao uso dos sintetizadores, mas também à maior predominância do baixo na condução melódica a serem aspetos muito presentes e marcantes.

A mais recente canção divulgada pelos Arcade Fire chama-se Signs Of Life e logo nos sopros e no baixo que antecedem a batida que depois conduz a canção que também conta com um teclado rugoso com uma intensidade firmemente sintética, prova, à semelhança dos temas anteriormente divulgados, que esta filosofica mais pop está a oferecer aos Arcade Fire uma nova aúrea, completamente remodelada, que também pisca o olho às pistas de dança, um pouco à semelhança do que já sucedia em Reflektor. Confere...


autor stipe07 às 13:37
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Sábado, 17 de Junho de 2017

Arcade Fire – Creature Comfort

Arcade Fire - Creature Comfort

Três anos depois do excelente Reflektor e de dois discos a solo de Will Butler, os canadianos Arcade Fire apostam muita da sua reputação num disco que deverá cehgar ainda este ano e que,de acordo com as amostras já divulgadas, parece-se vir a ser um claro manifesto político e de protesto ao novo rumo tomado pelo país vizinho, do Canadá de onde são originários.

A mais recente canção divulgada pelos Arcade Fire chama-se Creature Comfort e sendo conduzida por um teclado rugoso com uma intensidade firmemente sintética, prova, à semelhança dos temas anteriormente divulgados, que uma filosofica mais pop está a ser definitivamente relegada para primeiro plano, com o grupo a ter uma nova aúrea, completamente remodelada. Infinite Content é o título mais plausível para o novo registo da banda, ainda sem data de lançamento definida. Confere...


autor stipe07 às 18:38
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Sábado, 3 de Junho de 2017

Arcade Fire – Everything Now

Arcade Fire - Everything Now

Três anos depois do excelente Reflektor e de dois discos a solo de Will Butler, os canadianos Arcade Fire aproveitaram a tomada de posse de Donald Trump e os seus devaneios para apresentarem ao mundo as primeiras canções do seu próximo álbum, que será um claro manifesto político e de protesto claro, parece-me, ao novo rumo tomado pelo país vizinho.

Assim, a nova canção divulgada pelo grupo chama-se Everything Now e segue um pouco a linha delineada já em Reflektor, ou seja, cada vez mais distante do rock impetuoso dos primórdios. Os Arcade Fire apostam agora na preponderância de sonoridades com outra luminosidade, com o formato eminemtemente pop a ser definitivamente relegado para primeiro plano e com o grupo a ter uma nova aúrea, completamente remodelada.

Infinite Content é o título mais plausível para o novo registo da banda, ainda sem data de lançamento definida. Confere...


autor stipe07 às 00:02
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Terça-feira, 30 de Maio de 2017

Paper Beat Scissors - All We Know EP

Vocalista, compositor e instrumentista, Tim Crabtree é o lider dos Paper Beat Scissors, um projeto que chega de Halifax, no Canadá e que lançou no passado dia vinte e sete de maio um EP intitulado All We Know, o primeiro sinal de vida criativa deste músico desde o excelente álbum Go On, editado em 2014 através da Forward Music Group/Ferryhouse. All We Know contém seis canções misturadas por Sandro Perri e para a gravação das mesmas Tim contou com a colaboração de Pietro Amato e Sebastian Chow, seus colaboradores de longa data, mas também de Marshall Bureau, Michael Feuerstack, JJ Ipsen, Andy Magoffin e Pemi Paull.

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Com cerca de uma década de carreira e uma fantástica aceitação dos dois lados do atlântico, o projeto Paper Beat Scissors atinge com este EP, gravado na zona rural de Ontario com a ajuda do engenheiro de som Andy Magoffin (longtime engineer for Great Lake Swimmers) e Richard Reed Parry (habitual colaborador dos Arcade Fire), o ponto mais alto de um percurso meritório e que merece ser escutado com alguma devoção.

Logo na soul da guitarra do tema homónimo percebe-se a enorme sensibilidade e o intenso sentido melódico deste extraordinário músico e compositor. Detentor de um registo vocal também ímpar e capaz de reproduzir variados timbres e diferentes níveis de intensidade, Crabtree tem um dom que certamente já terá nascido consigo e que se define pela capacidade de emocionar com canções que carregam quase sempre uma indisfarçável emoção e uma saudável dose de melancolia, onde não falta, como se percebe na guitarra rugosa de Better, uma dose de epicidade que faz todo o sentido quando o universo sonoro replicado procura replicar sentimentos fortes que exigem uma implacável e sedutora sensação de introspeção e melancolia mitológica.

Até ao ocaso de All We Know EP, na indulgente percussão e no doce algodão a que sabe a voz de Tim quando nos embala em Gone And Forgotten, ou no contemplativo dedilhar das cordas e no efeito que ciranda por elas em What Am I Going To Do With Everything I Know (The Weather Station), deliciamo-nos com o modo exímio como este músico canadiano utiliza toda uma orgânica instrumental e vocal para dar vida a poemas lindíssimos, através da inserção de diferentes texturas, muitas vezes em várias camadas de sons. Mesmo quando opta por  arriscar em instantes mais eletrificados, alguns deles particularmente rugosos, o autor não coloca em causa a estética delicada do projeto, graças também ao tal registo vocal doce e profundo.

All We Know EP é mais uma excelente rampa de lançamento para acedermos à dimensão superior onde os Paper Beat Scissors nos sentam, através de uma coleção de canções que constituem uma daquelas preciosidades que devemos guardar com carinho num cantinho especial do nosso coração. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 16:50
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

Girlpool - Powerplant

As norte americanas Girlpool são Cleo Tucker e Harmony Tavidad, uma dupla de jovens adolescentes californianas que se juntou em 2013 para fazer música e que se estreou dois anos depois nos discos com o excelente Before The World Was Big. Era um alinhamento de canções com uma forte componente autobiográfica e cuja temática, expetavelmente, se debruçava sobre os típicos dilemas existenciais de duas jovens que partilham um olhar muito próprio acerca da feminilidade e que não se coibem de, além da componente reflexiva, também expor experiências e factos vividos. Era um disco com uma sonoridade algo minimal, já que o baixo e a guitarra eram os dois únicos suportes de canções eminentemente introspetivas e com uma tonalidade bastante suave. Agora, dois anos depois, as Girlpool regressam com Powerplant, um disco que mantendo o mesmo conceito estilístico e sonoro, amplia, no entanto, os horizontes da dupla, que se apresenta mais madura e com novos arranjos e detalhes que vale a pena conferir.

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Powerplant abre com 123, uma canção que começa por impressionar pelo modo como Tucker e Tavidad dialogam vocalmente e que depois se torna vigorosa e até algo visceral, marcando-se, logo aí, uma clara diferença, em termos de ruído, com o conteúdo geral do disco de estreia. E depois, basta escutar atentamente o sereno dedilhar inicial da viola da conflituosa Sleepness e o modo como ela se eletrifica, para se tornar óbvio que houve aqui um propósito inicial de marcar a diferença com o antecessor, através de um som mais rugoso e encorpado. Seja como for, a melancolia sedutora que vagueia pelo efeito metálico da guitarra de Your Heart, canção sobre as habituais peripécias de um casal, ou a angústia latente nas variações rítmicas e na distorção de It Gets More Blue, elucidam-nos que Powerplant segue o objetivo claro desta fase inicial da carreira das Girlpool e que é, numa atitude confessional, aproximarem-se o mais possível daquilo que são as vivências habituais de qualquer um de nós que passou ou está a passar por aquela idade em que o amor é ainda um grande mistério e que para ser bem minimamente entendido opta-se, muitas vezes, pelo mecanismo tentativa vs erro até que este mistério chamado amor fique menos nebuloso. 

Álbum com uma intimidade muito própria e com um ambiente bastante acolhedor, Powerplant impressiona pelo efeito de espelho que poderá ter em quem o escuta de modo dedicado, ao mesmo tempo que reforça um estilo sonoro e uma abordagem ao indie rock com algumas caraterísticas bem marcadas e difíceis de encontrar em outros projetos similares. A simplicidade do baixo e da guitarra, o modo e a rapidez como esta transita do acústico ao elétrico e o recurso constante às vozes em coro são bons exemplos do modo assertivo com que as Girlpool nos incitam à reflexão. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 00:06
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

Mac Demarco - This Old Dog

O canadiano Mac Demarco está de regresso aos discos com This Old Dog, treze canções abrigadas à sombra da Captured tracks e que mantendo aquela vibe um pouco descontraída e informal e o carisma irónico e bem humorado que carateriza o cardápio sonoro deste autor, transparecem, desta vez, uma faceta um pouco mais humana, séria e melancólica que o habitual.

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O indie rock de cariz eminentemente lo fi e que em Mac Demarco sustenta grande parte do seu adn em acordes de violas simples e solarengos e em algumas distorções inspiradas, continua a ser o sustento fundamental de This Old Dog, uma herança feliz que a profundidade emocional do modo como voz e guitarra se entrelaçam em Sister, canção com um final repentino que incomoda, mas também que a indulgência perene dos acordes de Dreams For Yesterday, o classicismo pop setentista de Baby You’re Out e a harmónica que ciranda por Wolf in Sheep’s Clothes, salvaguardam com notável mestria e, de modo algo inédito neste artista, com uma dimensão introspetiva pouco usual.

Mas os sintetizadores também estão cada vez mais presentes na dinâmica estilística de Demarco, principalmente desde que se tornaram num elemento chave de recriação sonora em Some Other Ones, um dos álbuns mais injustiçados da carreira do músico. E neste seu novo tomo também foram preponderantes em determinados momentos, na recriação da atmosfera conceptual pretendida. Assim, em This Old Dog, o sintetizador ameno com certo travo épico e saudosista de Watching Him Fade Away, o modo como surpreende no devaneio vintage que as teclas incorporam na curiosa On The Level e, em oposição, o posicionamento do mesmo na cândura suave da lindíssima melodia que conduz For The First Time, são três esclarecedores exemplos do modo como as teclas, mesmo parecendo estar um pouco na sombra das guitarras, são, atualmente, uma ferramenta intimamente ligada à maneira como Demarco oferece despojadamente a sua música.

Disco com uma personalidade muito própria e bastante vincada, This Old Dog renova o modo particular como Mac Demarco costuma apresentar-se aos seus seguidores, oferecendo um pouco mais de si, na medida em que expôe com maior clareza sentimentos e opiniões sobre eventos e factos quotidianos que testemunha ou protagoniza, mas também mostrando uma superior dose de maturidade que acaba por deixar a sua carreira numa espécie de encruzilhada, no sentido positivo do termo. Aguarda-se, seneramente, os próximos discos para saber se esta inflexão temática terá continuidade ou foi apenas um ligeiro e bem sucedido desvio. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 00:25
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Quarta-feira, 3 de Maio de 2017

Feist - Pleasure

Seis anos depois de Metals, o seu último registo de originais, a canadiana Feist regressou em 2017 aos discos com Pleasure, um compêndio de onze canções gravado ao longo de três meses, entre Stinston Beach, Nova Iorque e Paris. Pleasure foi produzido pela própria autora, com a ajuda dos habituais colaboradores Renaud Letang e Mocky e chegou aos escaparates a vinte e oito de abril, à boleia da Interscope Records.

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Descrito pela própria autora e compositora como um trabalho em que a mesma explorou até aos limites todas as emoções que foi sentindo nos anos mais recentes e onde sensações de solidão, vergonha, rejeição, perca e até falta de auto-estima foram presença assídua, Pleasure teve como single de apresentação o tema homónimo, uma canção que impressiona pela tonalidade rock, simultaneamente agreste e sedutora, confirmando que Feist, além de excelente compositora, é também uma das guitarristas mais versáteis da atualidade. E através desse chamariz percebemos logo que nos últimos anos muita coisa mudou na carreira desta canadiana ex Broken Social Scene, cada vez mais íntima da típica rugosidade, visceralidade e sujidade do rock e do blues, em detrimento da luminosidade pop e do jogo intrincado e floral que muitas vezes estabeleceu, com algum conforto e elevado acerto, nos primeiros discos, nomeadamente no estreante Monarch (1999), entre diferentes espetros da pop e da folk

Seja como for, aquilo que não mudou em Feist ao longo de todo este tempo foi a beleza da sua voz, irrepreensível na emotividade ao longo de todo o disco e particularmente expressiva e acutilante no já referido single Pleasure, num registo vocal que também serve de eficaz contraponto à simplicidade melódica desse tema. Mas se há canções que me causaram impacto particularmente positivo foram Any Party e, principalmente, A Man Is Not His Song, composições que bem no centro nevrálgico do alinhamento de Pleasure, ao serem triunfalmente exaltadas pelo posicionamento vocal de várias vozes em coro e por sonoramente apostarem todas as fichas numa filosofia estilística de elevado cariz lo fi, não só vão de encontro aquelas que são as minhas mais recentes preferências dentro do universo pop, mas também porque firmam indelevelmente a nova chancela identitária de Feist.

Pleasure relembra-nos com clareza por que razão Feist continua a ser um sopro de frescura no universo pop, mais que não seja pelo modo como se reinventa sem colocar em causa quer os seus desígnios enquanto cantora e compositora quer pela eficácia na preservação do seu exército de seguidores devotos que vão conseguindo moldar-se e aconchegar-se a cada nova inflexão que planeia e executa. Ela já não traz permanentemente debaixo do braço o conforto da guitarra acústica e o seu piano acutilante, mas mantêm-nos sob encantamento, mesmo ligada de modo mais vincado à corrente, ao ponto de ainda ser uma das artistas que maior peso sentimental, paz de espírito e sensação de distância do mundo nos confere, através dos seus álbuns. Espero que aprecies a sugestão...

Feist - Pleasure

01. Pleasure
02. I Wish I Didn’t Miss You
03. Get Not High, Get Not Low
04. Lost Dreams
05. Any Party
06. A Man Is Not His Song
07. The Wind
08. Century (Feat. Jarvis Cocker)
09. Baby Be Simple
10. I’m Not Running Away
11. Young Up


autor stipe07 às 22:19
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Segunda-feira, 27 de Março de 2017

Feist - Pleasure (single)

Feist - Pleasure

Seis anos depois de Metals, o seu último registo de originais, a canadiana Feist regressa em 2017 aos discos com Pleasure, um compêndio de onze canções gravado ao longo de três meses, entre Stinston Beach, Nova Iorque e Paris. Pleasure foi produzido pela própria autora, com a ajuda dos habituais colaboradores Renaud Letang e Mocky e chegará aos escaparates a vinte e oito de abril, à boleia da Interscope Records.

Descrito pela própria autora e compositora como um trabalho em que explorou até aos limites todas as emoções que foi sentindo nos anos mais recentes e onde sensações de solidão, vergonha, rejeição, perca e até falta de auto- estima foram presença assídua, Pleasure tem como single de apresentação o tema homónimo, uma canção que impressiona pela tonalidade rock, simultaneamente agreste e sedutora, confirmando que Feist, além de excelente compositora, é também uma das guitarristas mais versáteis da atualidade. Confere...


autor stipe07 às 13:39
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017

Heat – Overnight

Montreal, em pleno Quebec, no Canadá, é o habitat natural dos Heat, um trio de post punk formado por Susil Sharma, Matthew Fiorentino e Raphaël Bussières e que acaba de editar Overnight, o longa duração de estreia do projeto, disponivel para audição e aquisição, em formato digital e fisicamente em vinil, na plataforma bandcamp.

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É algures entre uma certa luminosidade épica e um relativo negrume lo fi que estes Heat se sentem confortáveis a dar à luz canções iluminadas por uma fragilidade incrivelmente sedutora, à medida que deixam as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem uma faceta bastante saudosista, para criar um cenário musical tipicamente rock, esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com uma certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, numa exibição consciente dequela sapiência melódica que fez escola no período aúreo do rock alternativo, em plenos anos oitenta do século passado.

Este desígnio é logo audível na imponência de City Limits e no frenesim vibrante de Sometimes, mas também no clima mais luxuriante e pomposo de Lush, composição de forte cariz orquestral, feita com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos, que carregam uma sobriedade sentimental esplendorosa, rematada por um curioso charme vocal. Este tema, escolhido para single do disco, acaba por ser um exemplo feliz do modo como nestes Heat é possível conferir leves pitadas de shoegaze e post rock, sem levar o tabuleiro onde as diferentes peças se movimentam para um território demasiado experimental.

Na verdade, todos os temas de Overnight têm esta toada eminentemente retro e que exala algo de grandioso e implicitamente sedutor. É um trabalho cheio de belos instantes sonoros pop, que atingem um elevado pico de magnificiência não só nos temas já referidos, mas também, por exemplo, no clássico rock anguloso que abastece Cold Hard Morning Light e na solidez estilística em que guitarra e bateria se envolvem em Long Time Coming.

Além de imprimir com uma áurea melancólica e mágica um projeto que não se envergonha de homenagear algumas referências óbvias de finais do século passado, Overnight tem a mira bem apontada ao nosso âmago, plasmando sonoramente sensações positivas, provocadas por um processo de criação sonora que, no caso deste grupo, deverá ter sido pleno de momentos reconfortantes de incubação melódica. Estes Heat merecem ser vistos, logo à partida, como uma banda extremamente criativa, atual, inspirada e inspiradora e que sabe como se posicionar em posição de destaque no espetro sonoro em que se movimenta. Espero que aprecies a sugestão...

Heat - Overnight

01. City Limits
02. Sometimes
03. Lush
04. The Unknown
05. Rose De Lima
06. Cold Hard Morning Light
07. Still, Soft
08. Long Time Coming
09. Chains


autor stipe07 às 09:11
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

Arcade Fire - I Give You Power

Arcade Fire - I Give You Power

Três anos depois do excelente Reflektor e de dois discos a solo de Will Butler, os canadianos Arcade Fire aproveitaram a tomada de posse de Donald Trump para apresentarem ao mundo aquele que é também um claro manifesto político e de protesto claro, parece-me, ao novo rumo tomado pelo país vizinho. A canção chama-se I Give You Power e conta com a participação especial vocal de Mavis Staples, importante diva do R&B e do gospel norte-americano.

Tema que deverá fazer parte do novo disco da banda, a editar ainda em 2017, I Give You Power segue um pouco a linha delineada já em Reflektor, ou seja, cada vez mais distantes do rock impetuoso dos primórdios, os Arcade Fire apostam agora na preponderância dos beats, com o formato eminemtemente pop a ser definitivamente relegado para primeiro plano e com o grupo a ter uma nova aúrea, completamente remodelada. Resta acrescentar que esta canção surge após o anúncio da edição do duplo DVD, The Reflektor Tapes + Live at Earls Court, que deverá ver a luz do dia já a vinte e sete de janeiro. Confere...


autor stipe07 às 21:26
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