Terça-feira, 9 de Dezembro de 2014

Shimmering Stars – Bedrooms Of The Nation

Oriundos de Vancouver, os canadianos Shimmering Stars são Rory McClure, Andrew Dergousoff, Brent Sasaki e Elisha May Rembold, uma banda que se estreou nos discos em 2011 com Violent Hearts e que editou no passado verão Bedrooms Of The Nation, o segundo trabalho da carreira, através da Shitty BIke Records no Canada e a Almost Musique na Europa. Já agora, no bandcamp poderás ouvir este trabalho e encontrar outros singles e EPs da autoria da banda.

Os Shimmering Stars são uma banda ainda há procura de um lugar de relevo no universo sonoro alternativo e Bedrooms Of Nation tem tudo para os catapultar para uma posição mais visível, devido ao modo assertivo e até exuberante, como propôem um rock cheio de sintetizações, efeitos e ruídos, mas com uma toada muito rica e sombria, já que estes quatro músicos deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem uma faceta algo negra e obscura, para criar um álbum tipicamente rock, esculpido com cordas ligas à eletricidade e com um interessante cariz épico que não é mais do que um assomo de elegância incontida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

Aguarda-nos também na audição de Bedrooms Of The Nation belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. A escrita carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi.

Esta receita fica logo bem patente logo na Intro do alinhamento e nas camadas de ruídos que sustentam AnomieDérèglement, duas canções que desde logo captam a nossa atenção e a curiosidade em relação ao resto do disco, que depois acaba por impressionar pelo bom gosto com que cruza vários estilos e dinâmicas sonoras, com o indie rock a servir de elemento aglutinador, numa toada que tem tanto de shoegaze como de progressivo e que até busca pontos de interseção com a pop mais experimental e algumas paisagens e sensibilidades que piscam o olho ao punk e ao blues. Se as sucessivas distorções que conduzem a melodia rugosa e visceral de If You Love Me Let Me Go não defraudam os amantes de sonoridades que esticam ao máximo a coluna dos décibeis, já a linha de guitarra de You Were There pisca o olho a um rock com uma toada mais blues e o frenesim que o baixo e a bateria impôem, num combate de notas agudas e graves em Role Confusion, é rock épico e luminoso, sem estribeiras e longe de qualquer tipo de concessão.

Uma das cançoes mais curiosas deste disco é, sem dúvida, Defective Heart – Dreams, uma composição que começa e termina com uma sucessão imprecisa de ruidos que confundem e iludem, mas que entretanto surpreende e nos conquista com uma melodia particularmente deslumbrante apesar de se manter sempre a sintetização da voz. 

Msturado por Colin Stewart, um mítico engenheiro de som de Vancouver e masterizado por Dan Emery em Nashville, nos Estados Undos, Bedrooms of The Nation é um disco de difícil trato, que virou completamente as costas a um apelo comercial que certamente se entendia numa banda que pretende uma outra projeção, mas que merece o maior relevo pelo modo como plasma um feliz encontro entre sonoridades que surgiram há décadas e se foram aperfeiçoando ao longo do tempo e ditando as regras que hoje consagram as tendências mais atuais em que assenta o rock alternativo com um cariz fortemente nostálgico e contemplativo, mas também feito com elevada dose de ruído e distorção.

Os Shimmering Stars têm no seu ADN bem vincada a vontade de experimentar e Bedrooms Of The Nation respira por todos os poros uma enorme faceta laboratorial, com melodias que se parecem incomodar, na verdade, devidamente compreendidas, poderão fazer levitar quem se deixar envolver pelo assomo de elegância contida e pela sapiência melódica do seu conteúdo. Ouvir este disco é uma experiência diferente e a oportunidade de contatar com um conjunto de canções que transbordam uma aúrea algo mística e espiritual, reproduzidas por um grupo que sabe como o fazer, de forma direta, pura e bastante original. Espero que aprecies a sugestão...

Shimmering Stars - Bedrooms Of The Nation

01. Intro
02. Anomie
03. Dérèglement
04. You Were There
05. If You Love Me Let Me Go
06. Defective Heart – Dreams
07. Shadow Visions
08. Role Confusion
09. Fangs
10. First Time I Saw You
11. Ego Identity
12. I Found Love


autor stipe07 às 18:51
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Sábado, 6 de Dezembro de 2014

HIGHS - HIGHS EP

Os Highs são Doug Haynes (voz e guitarra), Karrie Douglas (voz e teclados), Joel Harrower (voz e guitarra) e Kevin Ledlow (bateria), uma banda de Toronto, no Canadá que se estreou já no verão de 2013 com um EP homónimo que, infelizmente, só agora chegou ao conhecimento de Man On The Moon, mas que merece ser divulgado, já que está ainda muito longe de esgotar o seu prazo de validade.

Produzido por Steve Major e pelos próprios Highs e gravado nos estúdios Verge Music Lab em Toronto, Highs são seis canções comandadas por aquele indie pop radiante e luminoso que poderá servir para nos avivar a memória e inundar-nos com a nostalgia de um verão que terminou sem sequer ter começado, não havendo um certo exagero nesta constação, vinda de quem ama dias mais quentes e não concebe um julho que não seja absolutamente tórrido.
A linha de guitarra que abre o EP, em Summer Dress, aconchega-nos imediatamente o coração e coloca no nosso peito aquela sensação ardente de conforto, ao mesmo tempo que imaginamos como será o vestido de verão perfeito, aquele que mais nos inebria, numa canção que faz qualquer um de nós, independentemente do sexo com que nasceu, imaginar a sensação delicada e intensa de experimentar o ato de desfilar, numa festa de praia ou numa escaldante calçada de uma grande cidade onde somos perfeitos desconhecidos, com o mais fino tecido e aquele recorte ousado que preenche a nossa mente, nem que seja uma vez só, na vida inteira.

Se Harvest impressiona pelo modo como cresce até atingir o esperado climax, já Fleshy Bones são cinco minutos de riffs animados constantes e onde ressoa uma letra que merece todo o crédito pela simplicidade com que transmite sentimentos e ideias que às vezes temos uma dificuldade enorme em comunicar, por não encontrarmos o modo certo para as expressar de forma entendível (And we’ll wait until the day, when they come to take our flesh and bones away). A encerrar, Cannibal Coast é aquele tipo de canção de final de alinhamento perfeita e que todas as bandas sonham certamente conseguir compôr e replicar para o ocaso do seu disco.

Todo este charme radiante que exala de um EP impregnado com um groove feito com solos de guitarra fulgurantes, uma percurssão ritmada e vibrante e um jogo de vozes que ecoa hipnoticamente nos nosssos ouvidos, é o caminho certo para nos enjaular num universo muito próprio, onde quereres passar o resto da tua vida aconhegado pelo sol no rosto, que aqui nunca se esconde e está sempre disponível para satisfazer os nossos desejos mais secretos. O EP está disponível para download no soundcloud dos Highs. Espero que aprecies a sugestão...

HIGHS - HIGHS

01. Summer Dress
02. Nomads
03. Harvest
04. Fleshy Bones
05. Cannibal Coast
06. Mango


autor stipe07 às 21:12
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Sábado, 15 de Novembro de 2014

Stars - No One Is Lost

No One Is Lost é o novo disco dos Stars, um trabalho editado no passado dia catorze de outubro, por intermédio da ATO Records. Os Stars são um coletivo canadiano oriundo de Montreal, no estado do Quebeque e formado por Torquil Campbell, Evan Cranley, Patrick McGee, Amy Millan e Chris Seligman. Começaram a carreira em 2000 e já contam no seu historial com oito discos de originais e alguns EPs, um cardápio que aposta numa pop que entre o nostálgico e o esplendoroso, tem algo de profundamente dramático e atrativo.

Set Yourself On Fire  Band Photos

A ideia de festa e de alegria está sempre subjacente à música dos Stars, que aposta numa componente essencialmente sintética, feita com batidas que se destacam em todos os temas e guitarras acomodadas por um sintetizador aveludado que se esconde atrás dos ritmos, para a criação de canções que, mesmo parecendo algo previsiveis, procuram ser orelhudas, de assimilação imediata e fazer o ouvinte dançar, quase sem se aperceber e sem grandes pretensões emotivas, porque é tudo conjugado de uma forma simples, mas eficaz. 

No One Is Lost acaba por ser uma homenagem ao perído aúreo que a pop eletrónica viveu há três décadas e os Stars procuram resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo actual, familiar e inovador ao mesmo tempo.

Todo o álbum parece então ter saído da banda sonora de um filme dos anos oitenta e as vozes de Torquil Campbell e de Amy Millan são também um excelente veículo para nos trasnportar até à agitação inebriante do discosound. É um trabalho divertido e directo, feito de alegria e com sabor a Verão e as canções prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura lo fi e os sintetizadores que definiam a magia da pop de há trinta anos atrás e algumas vezes dei por mim a abanar as pernas ao ritmo da música e só me apercebi depois, embaraçado. 

Turn It Up foi o primeiro avanço divulgado do disco, uma canção com uma luminosidade muito intensa, potenciada pela presença de um coro infantil, algo que dá à canção aquele ambiente nostálgico que tantas vezes se apodera de nós nesta altura do ano. Outro dos destaques do trabalho é o tema homónimo que, apesar de ser bastante animado e um dos temas mais extrovertidos do alinhamento, fala sobre um diagnóstico de cancro terminal, de que foi alvo um amigo próximo dos Stars.

No One Is Lost tem como grande mérito celebrar a vida como ela realmente deveria de ser, simples, descomplicada e efusiva, apesar de ser também feita de episódios sombrios e de problemas às vezes de difícil resolução. Espero que aprecies a sugestão...

01. From The Night
02. This Is The Last Time
03. You Keep Coming Up
04. Turn It Up
05. No Better Place
06. What Is To Be Done?
07. Trap Door
08. Are You OK?
09. The Stranger
10. Look Away
11. No One Is Lost

Spotify


autor stipe07 às 21:16
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

In-Flight Safety – Conversationalist

Oriundos de Halifax, na Nova Escócia, os canadianos In-Flight Safety foram fundados por John Mullane e Glen Nicholson e já andam há vários anos a orbitrar em redor do indie rock de cariz mais melódico. De anúncios televisivos a alguns prémios da indústria musical, é já assinalável o reconhecimento acumulado por um grupo que se estreou em 2006 com The Coast Is Clear e que até 2009, ano em que editaram We Are An Empire, My Dear, viveram o período mais aúreo de uma carreira que pretendem agora relançar com Conversationalist, o novo trabalho da carreira dos  In-Flight Safety e que viu a luz do dia no final de setembro.

Misturado por Gus Van Go, em Brooklyn, Nova Iorque, Conversationalist é resultado de um período longo de reflexão acerca do futuro de um projeto que após o segundo álbum sentiu viver numa espécie de beco sem saída e num vazio criativo, também por causa de algumas transformações pessoais na vida dos elementos da banda e de algumas saídas. O núcelo duro manteve-se, constituido pela dupla acima referida, que após ponderar individualmente, decidiu manter o projeto mas procurar novas direções sonoras e criar um disco que fosse genuíno  no que concerne ao ADN dos In-Flight Safety, mas também mais aventureiro e aberto. Assim, o alinhamento de dez canções tresanda à tal honestidade que estes canadianos quiseram tanto preservar e isso sente-se mesmo que não se conheça profundamente o cardápio sonoro restante. Mas o disco também exala uma apreciável veia experimentalista, com arranjos que fazem balançar os temas entre o indie rock luminoso e épico e aquela toada mais sensível e sombria, que o rock alternativo dos anos oitenta ajudou a disseminar e que as guitarras e a percurssão do baixo e da bateria de Stockholm ou Fight Night tão bem replicam.

De certo modo, parece que este disco tem instantes que tanto poderiam servir de banda sonora para a leitura de uma carta de amor verdadeiramente sentida que recebemos de alguém que desejamos ardentemente, como outros que serveriam para potenciar a nossa dor caso a missiva, com o mesmo remetente, tivesse um conteúdo completamente oposto, de anúncio de completa rejeição. Este exercicio de transposição do conteúdo de Conversationalist para a intimidade de quem o canta, também pode alargar o seu espetro para a própria realidade banda. A sonoridade das dez canções que compôem este alinhamento expôe alguns fantasmas estéticos que deverão ter acompanhado a carreira discográfica dos In-Flight Safety, que tantas vezes procuraram um equilíbrio nem sempre fácil entre o apelo comercial da indústria musical e a vontade de experimentar novos arranjos, técnicas e sonoridades.

Já agora, no que concerne a essa componente mais técnica, escuta-se as canções e percebe-se que houve um enorme cuidado com os detalhes, nomeadamente a forma como as diferentes camadas de instrumentos se foram acumulando em cada parcela do disco. Os arranjos incluem além de um abrangente arsenal de efeitos de cordas, algumas teclas e metais sintetizados quase sempre implícitos; Temas como Animals ou Destroy assentam em linhas de guitarra que se prendem facilmente ao nosso ouvido e nos convidam a dançar e a sorrir, mas há ali, em determinados efeitos que parecem planar ao longo dessas melódias, um certo sentimento nostálgico que nos remete para a reflexão pessoal, que, naturalmente, também é perdeitamente audível nos dois temas referidos que herdam alguns dos melhores detalhes do indie rock de há três décadas. O disco termina com um abraço sentido dos In-Flight Safety ao rock mais expansivo e até progressivo, em Firestarters, um tema que cresce à medida que se desenrola, um pouco à imagem do disco, como se fosse o climax, aquele momento em que, durante um concerto, a banda dá tudo o que tem no final e quando a última canção da noite termina as luzes desligam-se para o grupo nunca mais voltar.

Disco já com direito a um documentárioConversionalist conversa connosco porque tem o enorme atributo de ter belas músicas para ouvir enquanto se pensa na vida. É um disco sobre o amor e uma boa arma para fazer qualquer um entender que, definitivamente, uma história de amor não é feita só de momentos felizes, apesar de estar recheado de sensações positivas, plasmadas em canções expansivas e, ao mesmo tempo, imbuídas por um forte caráter intimista, como se quisessem obedecer ao nosso desejo de fuga, mas sem deixarmos de ter ao nosso lado uma cerveja bem fria e todos aqueles que mais amamos. Espero que aprecies a sugestão...

In-Flight Safety - Conversationalist

01. Before We Were Animals
02. Animals
03. Blue Flares
04. Stockholm
05. Destroy
06. Caution Horses
07. Tie A String
08. Crowd
09. Fight Night
10. Firestarters

 


autor stipe07 às 13:29
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Foxes In Fiction - Ontario Gothic

Líder da insuspeita etiqueta Orchid Tapes, Warren Hildebrand também compôe música e fá-lo como Foxes In Fiction. Natural de Toronto, no Canadá, mas a residir atualmente nos Estados Unidos, em Brooklyn, Nova Iorque, Warren editou no passado dia vinte e três de setembro, por intermédio da sua Orchid Tapes, um homónimo que é um verdadeiro tratado de dream pop, da autoria de um projeto que parece não encontrar fronteiras dentro da eletrónica que explora paisagens sonoras expressionistas mais calmas e ambientais.

Através das teclas do sintetizador, de samples de sons e ruídos variados e de uma percurssão sintética, as grandes referências instrumentais neste processo de justaposição de vários elementos sonoros, Warren criou sete canções que sublimam com mestria uma profunda emoção, já que transportam claramente bonitos sentimentos, dedicados integralmente a Cait, uma amiga muito próxima de Warren, que faleceu em 2010 e que ele conheceu depois de ter chegado em 2004 a Toronto com a sua família, vindos de uma zona rural no Ontario, onde viviam desde 2001. Apesar destas canções narrarem um dos períodos mais tumultuosos da existência do autor, em que acumulou muita ansiedade e tristeza, Warren preferiu abordar melodicamente essa conjuntura algo sombria da parte lírica das canções, de um modo suave e de algum modo luminoso, homenageando esta amizade que terá sido tão profunda, bonita e intensa como o ambiente sonoro de Ontario Gothic.

E no que concerne então a esse ambiente, destaco, desde logo, Into The Fields e Glow (v079), duas canções que constroem uma sequência onde a melancolia de ambas se junta numa única atmosfera sonora comandada por um sintetizador, que aliado a cordas e ao piano, origina um tom fortemente denso e contemplativo, com a voz de Warren a conferir a oscilação que depois é necessária para transparecer essa elevada veia sentimental. De seguida, em Shadow's Song, escuta-se um violino com arranjos que ficaram a cargo do consagrado Owen Pallett; Tal é a beleza dos mesmos, simultaneamente deslumbrantes e delicados e ampliados pela cândura da voz, que não há como evitar sermos levados para uma atmosfera muito própria, que transmite uma certa inocência romântica com uma estética sonora e visual inédita e onde a noção de retro terá sido um conceito claramente tido em conta. O clímax do alinhamento acaba por chegar com o tema homónimo, que ganha um tom fortemente frágil e uma atmosfera verdadeiramente sublime quando Warren entrega-se de corpo e alma à canção enquanto canta alguns dos versos mais intrincados e emocionais que pudemos escutar ultimamente.

Quando Warren decidiu deitar-se numa nuvem feita com a melhor dream pop operou um pequeno milagre sonoro e incubou um belíssimo álbum, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo. Espero que aprecies a sugestão...

Image of FOXES IN FICTION - ONTARIO GOTHIC 12" (Pre-sale)

1. March 2011
2. Into The Fields
3. Glow (v079)
4. Shadow's Song
5. Ontario Gothic
6. Amanda
7. Altars


autor stipe07 às 20:45
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Majical Cloudz - Your Eyes

Majical Cloudz by Amber Davis

A dupla canadiana Majical Cloudz continua a divulgar algumas canções que ficaram de fora do extroardinário alinhamento de Impersonator e a disponibilizá-las gratuitamente no seu sitio oficial.

Escrita em 2011, Your Eyes foi reproduzida várias vezes pelo projeto nos concertos de promoção de Impersonator e, como é habitual, contém uma enorme aúrea doce e nostálgica, alicerçada no posicionamento assertivo da voz de Devon e na inclusão de preciosos detalhes finos. Confere...


autor stipe07 às 13:23
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Foxes In Fiction – Ontario Gothic

Foxes In Fiction

Líder da insuspeita etiqueta Orchid Tapes, Warren Hildebrand também compôe música e fá-lo como Foxes In Fiction. Natural de Toronto, no Canadá, mas a residir atualmente nos Estados Unidos em Brooklyn, Nova Iorque, Warren editou no passado dia vinte e três de setembro, por intermédio da sua Orchid Tapes, Ontário Gothic, um verdadeiro tratado de dream pop e que será em breve dissecado por cá. Para já e como aperitivo, partilho Ontario Gothic, o single homónimo e primeiro tema retirado de Ontario Gothic nesse formato, assim como um texto do músico sobre o processo de composição do disco. Confere...

Musicially, “Ontario Gothic” begins where the previous song on the album, “Shadow’s Song” lets off. The the same melody – made from cutting up & copying and pasting singular guitar notes forms the melodic basis for the majority former. The instrumental elements of the middle / transition section make up the Foxes in Fiction song “Breathing In” found on the first Angeltown compilation. And like “Shadow’s Song” it features violin arrangements by Owen Pallett.

Lyrically, “Ontario Gothic” is written about a close friend name Cait who died in 2010 and to whom the album is dedicated. Cait was one of the closest friends that I had for many years when I was a bit younger. She and I became really close after I had moved back to my hometown in the suburbs of Toronto, away from a farm in rural Ontario that my family lived on from 2001 until 2004. I was coming away from what was the worst and most emotionally tumultuous period of my life at that point and I carried a lot of fucked up anxiety and deep sadness about my life and myself as a person. But more than anything else, getting to know, open up to and spend time with Cait during those first years helped open me up to kinds of happiness and a love for life that I didn’t think was within the realm of possibility at that point in my life.

She was one of the most remarkable, open and truly good people I’ve ever known, really. The song “Flashing Lights Have Ended Now” was also written about her just a point where we’re drifting apart; a year later she was gone. I wrote this song to crystallize the better parts of our friendship and to remember the healing effect that she had on me as a person which without I would not be the same person or have the same acceptance for life that I do now. I miss her enormously and I feel her influence and presence constantly.

 


autor stipe07 às 13:10
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

The New Pornographers – Brill Bruisers

Chegou no passado dia vinte e seis de agosto aos escaparates, através da Matador Records e da Last Gang, Brill Bruisers, o sexto álbum de estúdio dos canadianos The New Pornographers e o primeiro em quatro anos. Os The New Pornographers são um super grupo natural de Vancouver e formado por Dan Bejar, Kathryn Calder, Neko Case, John Collins, Kurt Dahle, Todd Fancey, Carl Newman e Blaine Thurier, sendo alguns destes nomes, nomeadamente Bejar (Destroyer), Neko Case e Newman, verdadeiramente fundamentais para a indie contemporânea. Newman descreve este Bill Bruisers como um álbum de celebração. Depois de períodos complicados estou num ponto da minha vida em que nada me puxa para baixo e a música reflecte isso, acrescenta o músico. O curioso artwork do disco é da autoria dos artistas Steven Wilson e Thomas Burden e, já agora, a palavra Brill do título alude ao Brill Building, um edifício em Nova Iorque onde o som da pop e do rock dos anos sessenta foi definido pelos compositores e etiquetas que tinham escritórios ali.

A primeira coisa que me apraz dizer depois de ter escutado este disco é que Brill Bruisers é luz em forma de música, um disco cheio de brilho e cor em movimento, uma obra com um alinhamento alegre e festivo e que parece querer exaltar, acima de tudo, o lado bom da existência humana, apesar de, por exemplo, War On The East Coast, o single já extraído, ser sobre o lado mais negro de um mundo feito de dúvidas, deceções e guerras, tantas vezes desnecessárias e incompreensiveis. Seja como for, mesmo nessa canção, não se deixa de ter vontade de pular e de querer desertar desse universo paralelo para um presente feito com aquela felicidade incontrolável e contagiante que todos nós procuramos e que, nestas treze canções, podem surgir nas notas mais delicadas, até quando elas estão num modo particularmente explosivo, ou então, e principalmente, nas vozes, que se alternam e se sobrepôem em camadas, à medida que os instrumentos fluem naturalmente, sem se acomodarem ao ponto de se sufocarem entre si, naquilo a que Newman chama de som de banda.

Em Brill Bruisers quem vence é aquela pop clássica e intemporal que só ganha vida se houver quem se predisponha a entrar num estúdio de mente aberta e disposto a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar música, sejam instrumentos eletrónicos ou acústicos e assim fazerem canções cheias de sons poderosos e tortuosos, sintetizadores flutuantes e vozes deslumbrantes. E não é preciso ser demasiado complicado e criar sons e melodias intrincadas. Consegui-lo é ser agraciado pelo dom de se fazer a música que se quer e ser-se ouvido com particular devoção e os The New Pornographers sujeitam-se seriamente a obterem tal distinção, já que usaram a fórmula correcta, feita com uma quase pueril simplicidade, a melhor receita que muitas vezes existe no universo musical para demonstrar uma formatação adulta e a capacidade de se reinventar, reformular ou simplesmente replicar o que de melhor têm alguns projetos bem sucedidos na área sonora em que uma banda se insere.

No fundo, Brill Bruisers é um álbum pop poderoso, orquestral e extremamente divertido, sem deixar de evocar um certo experimentalismo típico de quem procura, através da música, fazer refletir aquela luz que não se dispersa, mas antes se refrata para inundar os corações mais carentes daquela luminosidade que transmite energia, num disco sem cantos escuros, já que nele nem uma balada se escuta, mesmo em momentos mais lentos como Champions Of Red Wine.

Brill Bruisers é um trabalho que faz uma espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo, temperado com variadas referênciasque nos permitem aceder a uma dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, onde tudo soa utopicamente perfeito. É uma espécie de caldeirão sonoro feito por um elenco de extraordinários músicos e artistas, que sabem melhor do que ninguém como recortar, picotar e colar o que de melhor existe neste universo sonoro ao qual dão vida e que deve estar sempre pronto para projetar inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte, assentes num misto de power pop psicadélica e rock progressivo. Espero que aprecies a sugestão...

The New Pornographers - Brill Bruisers

01. Brill Bruisers
02. Champions Of Red Wine
03. Fantasy Fools
04. War On The East Coast
05. Backstairs
06. Marching Orders
07. Another Drug Deal Of The Heart
08. Born With A Sound
09. Wide Eyes
10. Dancehall Domine
11. Spidyr
12. Hi-Rise
13. You Tell Me Where

 


autor stipe07 às 21:16
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Domingo, 14 de Setembro de 2014

Tracer Flare – Sigh Of Relief EP

Chegou no passado dia três de setembro aos escaparates Sigh Of Relief, o novo EP dos canadianos Tracer Flare, uma banda de Montreal formada por Dan Stein, Marc Morin, Frank Roberts e Max Tremblay e que procura afincadamente o seu lugar de destaque no universo sonoro ocupado pelo revivalismo do post punk e do indie rock.

Logo na estreia, identificam-se em Sigh Of Relief algumas nuances que dão ao EP um cunho identitário muito próprio e que serão certamente matrizes identitárias da sonoridade futura dos Tracer Flare, nomeadamente a clareza e a segurança com que cruzam um sintetizador assertivo e cheio de efeitos vintage, com a distorção das guitarras, um baixo pulsante e uma bateria vigorosa e quente.

Em Sigh Of Relief não há uma aposta clara numa maior primazia dos sintetizadores e teclados com timbres variados, em detrimento das guitarras, ao contrário do que tantas vezes sucede em projetos similares, que partem, tantas vezes, com demasiada sofreguidão em busca de uma toada mais comercial e de um lado mais radiofónico e menos sombrio e melancólico. Os Tracer Flare parecem ter a noção dos momentos certos e, para começar, querem, acima de tudo, establecer uma identidade própria, para então depois partirem para outros voos. Um bom exemplo disso é This Is You, um tema que traz diversos timbres de sintetizador, mas que depois se tornam quase impercetíveis quando se entrelaçam com as guitarras e com uma bateria pulsante.

Se os Interpol ou os Editors parecem ser uma grande referência, nomes como os TV On The Radio ou os próprios Beach Fossils parecem ser também bastante escutados no refúgio dos Tracer Flare, algo que temas como Empty Vessel ou Stare denotam, notando-se uma clara abrangência no espetro sonoro que apreciam, com as virtudes e os perigos que isso significa. Mas o que ressalta nos Tracer Flare em relação a outros grupos é terem optado por ser realmente sonoramente, simultaneamente teatrais e genuínos, no fundo, mais dramáticos do que propriamente comerciais, o que potencia, para o bem e para o mal, o conteúdo deste EP de estreia.

Em suma, Sigh Of Relief dá ao mundo sete canções amplamente influenciadas por uma sonoridade já transversal a várias décadas e uma banda que sabe criar as suas próprias personagens que procura resgatar algo de novo no post punk. Cada um destes temas não tem receio em se desdobrar num permanente conflito entre o vintage e o contemporâneo e mesmo tão embrenhado num som que já se firmou há trinta anos, Sigh Of Relief tem um refinamento muito próprio e bastante atual. Espero que aprecies a sugestão...

Tracer Flare - Sigh Of Relief

01. Empty Vessel

02. Delete
03. This Is You
04. Walk On Water
05. Stare
06. Border
07. Black Box


autor stipe07 às 21:40
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

Stars - Turn It Up

No One Is Lost é o novo disco dos Stars, um coletivo canadiano oriundo de Montreal, no estado do Quebeque e formado por Torquil Campbell, Evan Cranley, Patrick McGee, Amy Millan e Chris Seligman. que aposta numa pop que entre o nostálgico e o esplendoroso, tem algo de profundamente dramático e atrativo.

Turn It Up é um novo avanço divulgado do disco, uma canção com uma luminosidade muito intensa, potenciada pela presença de um coro infantil, algo que dá à canção aquele ambiente nostálgico que tantas vezes se apodera de nos nesta altura do ano em que as portas das escolas se abrem de novo.

Disponível para download gratuíto pela etiqueta dos Stars e com um cardápio instrumental bastante rico, mas onde impera a componente sintética, Turn It Up é uma das canções do momento de um trabalho que será certamente dissecado por cá, logo depois de ver a luz do dia, lá para catorze de outubro, por intermédio da ATO Records. Confere...


autor stipe07 às 13:23
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