Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

Chad Vangaalen – I Want You Back EP

O canadiano Chad Vangaalen prepara-se para regressar aos discos com Shrink Dust, o novo trabalho de estúdio do músico, com data de lançamento anunciada para vinte e nove de Abril, através da Sub Pop Records. No entanto, como sucedeu o Record Store Day, Chad não quis deixar passar e efméride em claro e, no âmbito do evento, divulgou um EP com quatro canções intitulado I Want You Back e também editado por intermédio da Sub Pop Records.

As quatro canções do EP são curtas e com uma sonoridade muito crua, com destaque para o rock visceral do tema homónimo, que conta com a participação especial do coletivo Xiu Xiu. Após o instante acústico intitulado Candle chega It Must Be Alright, um breve passeio pela essência do melhor rock psicadélico. O EP termina com She Calls For Me, mais uma canção onde fica explícita a habitual toada experimental e fortemente sintetizada, mas que nunca se entrega ao exagero, que Chad habitualmente propôe. Confere...

Chad Vangaalen - I Want You Back

01. I Want You Back
02. Candle
03. It Must Be Alright
04. She Calls For Me


autor stipe07 às 22:03
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Sexta-feira, 28 de Março de 2014

Kevin Drew – Darlings

Outrora líder dos canadianos Broken Social Scene, Kevin Drew não editava nenhum trabalho a solo desde Spirit If..., o seu disco de estreia, que viu a luz do dia no já longínquo ano de 2007. No entanto, já chegou, finalmente, o sucessor desse álbum; O novo registo de originais de Kevin Drew intitula-se Darlings e viu a luz do dia a dezoito de março através do selo Arts & Crafts. Este novo álbum de Drew conta com as participações especiais de Charles Spearin e Ohad Benchetrit, seus antigos parceiros nos Broken Social Scene, de Dean Stone dos Apostle Of Hustle e Dave Hamelin, dos Stills.


Good Sex tem sido o grande cabeça de cartaz deste disco e, na verdade, é uma excelente canção para nos introduzir na temática geral de Darlings, um trabalho que, de acordo, com Kevin, aborda, muitas vezes de forma autobiográfica, as questões do sexo e do amor e a importância das mesmas nas nossas vidas (the album is about the rise and fall of love and sex, in my own life and in today’s society).

De Body Butter até And That's All I Know somos constantemente provocados na líbido, não só no prazer que tal nos suscita mas, principalmente, na reflexão pessoal que tal temática invariavelmente nos suscita, nas suas diferentes dimensões, que vão do simples prazer erótico à troca sincera de sentimentos e de promessas entre duas pessoas que verdadeiramente se amam e que têm no sexo apenas mais uma das várias dimensões do amor que as unem

Kevin Drew parece seguir de perto uma fórmula própria que o acompanha há bastante tempo e que assenta em melodias orelhudas acompanhadas por vozes de fácil digestão e arranjos selecionados com particular cuidado, muito à imagem do que a banda que Kevin liderou nos habituou durante mais de uma década. Do rock (Bullshit Ballad) ao R&B, passando pelo mesmo rock mas numa toada mais pop (It's Cool), não há aqui grandes floreados e exageros e Kevin procutra ir sempre direto ao assunto, quer através das guitarras compactas que se escutam em It's Cool, ou de alguns detalhes típicos de uma eletrónica ambiental que My God tão bem evidencia.

Além destes temas com fronteiras minimamente definidas, Kevin também mostra algum gosto pelo risco quando puxa os galões à produção e apresenta uma original sobreposição de vozes, quer na tal Good Sex, mas também  em You Got Caught, ou quando procura misturar os diferentes géneros que mais aprecia, como em You in Your Were e You Gotta Feel It, mas sem perder um nítido controle e uma sóbria estabilidade. Desse modo, o álbum avança numa atmosfera próxima do ouvinte e confortável para o mesmo.

O labirinto sonoro de Drew é de simples resolução e torna-se agradável perceber os vários contornos que o definem e os pontos de localização que orientam a cartografia sonora de Darlings. Espero que aprecies a sugestão... 

Kevin Drew - Darlings

01. Body Butter
02. Good Sex
03. It’s Cool
04. Mexican Aftershow Party
05. You Gotta Feel It
06. First In Line
07. Bullshit Ballad
08. My God
09. You In Your Were
10. You Got Caught
11. And That’s All I Know


autor stipe07 às 21:16
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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Fucked Up - Paper The House

Depois de há três anos os Fucked Up terem editado David Comes To Life, uma espécie de ópera rock que se centrava na temática do amor, ou melhor, na falta dele, finalmente estão de regresso com Glass Boys, o quarto disco deste coletivo canadiano.

Paper The House é o primeiro avanço divulgado de Glass Boys, uma canção traçada com a típica crueza típica da banda e que prova que, no seu seio, o hardcore continua bem vivo e renovado nos gritos ásperos do vocalista Damian Abraham e nas melodias versáteis que comandam a estética sonora dos Fucked Up.

Glass Boys terá um alinhamento preenchido com dez canções e chega aos escaparates a três de junho por intermédio da Matador Records. Paper The House está disponível para download gratuito, via stereogum. Confere... 


autor stipe07 às 12:35
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Quarta-feira, 12 de Março de 2014

Teen Daze - Tokyo Winter

Teen Daze

O canadiano Teen Daze lançou a um de outubro de 2013 Glacier, o seu terceiro registo de originais, por intermédio da Lefse Records, um disco cheio de ambientes etéreos e texturas sonoras minimalistas, com um cariz um pouco gélido, uma espécie de álbum conceptual que pretendia ser a banda sonora de uma viagem a alguns dos locais mais inóspitos e selvagens do nosso planeta. Agora ele está de regresso com mais novidades, neste caso um novo EP intitulado Paradiso.

Tokyo Winter, o tema que encerra o EP, é o primeiro avanço de Paradiso, um instrumental psicadélico e hipnótico, feito com sintetizadores carregados de reverb e loopings, uma guitarra a tocar fora de tempo, vários samples de vozes e de sons orgânicos e uma bateria eletrónica irregular, na senda do conteúdo sonoro de Glacier. Os oito minutos de Tokyo Winter estão disponiveis por poucos dias para download gratuito no site de Teen Daze e Paradiso ficará disponivel do mesmo modo, nesse local, a partir de vinte e cinco de março. Apressa-te e confere...


autor stipe07 às 12:40
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

Mode Moderne - Occult Delight

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Mode Moderne são um trio formado por Felix, Clint e Phillip e Occult Delight é o terceiro trabalho do grupo. Reza a lenda que para os Mode Moderne tudo começou quando, no inverno de 2008, se fecharam num pequeno estúdio de gravação a beber chá e a experimentar várias substâncias psicotrópicas ao som de New Order, Jesus and Mary Chain e OMD. Daí resultaram nove canções que deram origem ao primeiro trabalho dos Mode Moderne, Ghosts Emerging EP.

Agora, em 2014, ganha vida uma verdadeira prova de fogo para os Mount Moderne. No passado dia vinte e um de janeiro foi editado este Occult Delight e se há algo aqui não é minimamente oculto é a noção de delicadeza, transversal a todo um álbum que tem na suavidade melódica, mas falsamente ingénua, uma permissa essencial para a compreensão de todo o ideário sonoro e lírico do trabalho.

Lançado pela insuspeita Light Organ Records, Occult Delight é um verdadeiro festim para um post punk que faz escola há trinta anos, mas que, neste caso concreto, se define por uma maior abrangência e um leque mais aberto de oportunidades de escolha, ao nível instrumental e de arranjos, em suma, sustentado numa disponiblidade clara para a abertura a vários rumos sonoros. No entanto, ele não deixa de chamar todo o protagonismo para si, de forma insuspeita e sem deixar margem a dúvidas, em temas como Grudges Crossed e She, Untamed, canções onde o cariz lo fi da voz de Philip acentua ainda mais o cardápio objetivo de referências em que o post punk se firma.

O preto e o cinza são, como não podia deixar de ser, cores que se formam a partir dos nossos ouvidos, mas tem de haver do lado de cá uma mente predisposta a assimilar o conteúdo deste álbum, onde há, como já terão percebido, um tempero pop que não permite que as mesmas cores que definem dois pólos opostos assumam um estatuto predominante; Logo a abrir, em Strangle The Shadows, os Cure são ressuscitados uma vez mais do nosso ideário assim como em Baby Bunny, mas há também um esforço relevante em dar as mãos a nomes como os Interpol e os Wild Nothing em temas como Severed Heads e o homónimo, para que a simples penumbra não se instale na defesa de um género musical que lançou a sua sombra sobre o cenário musical alternativo contemporâneo quando aquela Inglaterra operária de finais de anos setenta incubou um Ian Curtis desadaptado e a remar sozinho contra a maré proletária de Manchester.

Este equilibrio cuidado que os Mode Moderne produzem e cozinharam em Occult Delight é feito com justificado propósito usando a distorção das guitarras, os arranjos e detalhes sintetizados e a voz lo fi como veículo para a catarse de vários conflitos emocionais e conotações filosóficas, a fórmula que faz deste álbum um conjunto coeso de canções com uma estrutura muito bem construída, que não vão dececionar quem aprecia o rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa pop mais luminosa. Espero que parecies a sugestão...

Mode Moderne - Occult Delight

01. Strangle The Shadows
02. Grudges Crossed
03. Thieving Baby’s Breath
04. Severed Heads
05. She, Untamed
06. Occult Delight
07. Time’s Up
08. Unburden Yourself
09. Dirty Dream #3
10. Baby Bunny
11. Come Sunrise
12. Running Scared


autor stipe07 às 19:02
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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

Majical Cloudz - Love Soul

Escrita durante o período em que Majical Cloudz compôs Impersonator e tema tocado várias vezes em concertos do músico de promoção desse disco, Love Soul é a canção que este projeto canadiano oferece hoje, gratuitamente, juntamente com um vídeo interativo verdadeiramente espetacular e cuja experiência recomendo vivamente. Love Soul é uma canção que carrega com uma enorme aúrea doce e nostálgica, o espírito deste dia, alicerçada no posicionamento assertivo da voz de Devon e na inclusão de preciosos detalhes finos. Confere...


autor stipe07 às 19:06
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Quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2014

Chad Van Gaalen - Where Are You?

Já tinha saudades dos devaneios cósmicos do canadiano Chad Van Gaalen, desaparecido depois de em 2010 ter editado o excelente Diaper Island. Pelos vistos andou a aprender a usar o pedal steel, além de ter trabalhado na banda desenhada de ficção científica Translated Log Of Inhabitants. 

Where Are You? é o primeiro novo sinal de vida de Chad, uma música que se espalha como um verdadeiro jogo de texturas e distorções controladas pelos nossos ouvidos. Um passeio pela essência da música psicadélica, que até convida às pistas de dança, mas que nunca se entrega ao exagero, até porque é explícita a habitual toada experimental que ocupa as habituais propostas da psicadelia atual.

Esta foi a canção escolhida para apresentar Shrink Dust, o novo trabalho de estúdio do músico, com data de lançamento anunciada para vinte e nove de Abril, através da Sub Pop Records. Confere...


autor stipe07 às 12:31
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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Trips And Falls - The Inevitable Consequences Of Your Stupid Behaviour

Os Trips And Falls são mais uma banda que nasceu no flurescente mercado musical de Montreal, no Canadá. Depois de em 2010 terem lançado o disco de estreia He Was Such a Quiet Boy, descobri-os no início de 2012 quando divulguei People Have To Be Told, o segundo álbum do grupo. No final de 2013 regressaram aos lançamentos com The Inevitable Consequences Of Your Stupid Behaviour, o mais recente disco dos Trips and Falls, um trabalho editado já no passado mês de outubro por intermédio da Song, By Toad Records.

Static Is A Serious Issue é o primeiro tema do alinhamento deste álbum e o seu maior destaque, uma canção feita daquela indie pop sem grandes tropeções e cavalgadas, eminentemente acústica, mas que não soa demasiado folk. Assim, ouve-se este trabalho e não há propriamente aquelas canções que ficam logo no ouvido, porque aqui a música, enquanto melodia, é apenas outro veículo, além da voz, utilizado para contar histórias que façam sentido e que sejam facilmente identificadas como passíveis de acontecer a qualquer um de nós.

Além desta canção, também está disponível no soundcloud da Song, By Toad Records, Destruction Is Always More Exciting, outro tema do alinhamento deste novo álbum dos Trips And Falls, cujo artwork é da autoria de Chris dos Brothers Grimm. Espero que aprecies a sugestão...

 

“superb debut He Was Such a Quiet Boy was woefully underappreciated, and People Have to Be Told manages to better it” - The Skinny
“a simple construct of a clean, ringing guitars, single-note synth melodies and … a decent hook.” – The Line of Best Fit
“flits between hope to despair like rays of sun poking through a stormy skyline” - The List
“these songs are like a swimmer doing his laps diligently in their swim lane and the suddenly a whole army of people start to belly flop into the water.” - Americana UK 

SbTR-A-027 Outer Sleeve EX

Side A
01. Static is a Serious Issue
02. The Freedom of Homogeneity
03. Destruction is Always More Exciting
04. Happy People Scare Me
05. Tragically Unhip
Side B
06. No More Limbo, Yay!
07. The Rest is the Same as Above
08. So, You’re Like Monumentally Busy?
09. Snosberry Beret
10. It’s General in a Very Specific Way


autor stipe07 às 21:01
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Kevin Drew - Good Sex

Outrora líder dos canadianos Broken Social Scene, Kevin Drew, não edita nenhum trabalho a solo desde Spirit If..., o seu disco de estreia, que viu a luz do dia no já longínquo ano de 2007. No entanto, daqui a algumas semanas irá chegar, finalmente, o sucessor desse álbum; O novo registo de originais de Kevin Drew intitula-se Darlings e verá a luz do dia a dezoito de março através do selo Arts & Crafts. Este novo álbum de Drew conta com as participações especiais de Charles Spearin e Ohad Benchetrit, seus antigos parceiros nos Broken Social Scene, de Dean Stone dos Apostle Of Hustle e Dave Hamelin, dos Stills.

Good Sex é uma excelente canção para nos introduzir na temática geral de Darlings, um disco que, de acordo, com Kevin, aborda, muitas vezes de forma autobiográfica, as questões do sexo e do amor e a importância das mesmas nas nossas vidas (the album is about the rise and fall of love and sex, in my own life and in today’s society). Confere...


autor stipe07 às 13:06
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Sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013

Doldrums - Dive Deep Pt. 1


Lançado no início deste, Lesser Evil, o álbum de estreia do Doldrums e que divulguei em março, acabou por passar um pouco despercebido neste ano felizmente farto em lançamentos discográficos de elevada qualidade, no que diz respeito à pop mais etérea e experimental. Liderado pelo canadiano Airick Woodhead, este projeto que aposta no uso de vozes mergulhadas em ruídos e experimentações usando um importante arsenal instrumental, acaba de divulgar Dive Deep Pt.1, uma canção que aposta nas habituais referências sensoriais e minimalistas tão bem plasmadas em Lesser Evil.

Doldrums mantém-se assim como um refúgio de experiências sonoras climáticas e dançantes, com uma natureza muito própria, baseada na sobreposição de sons que hipnotizam e destabilizam em simultâneo e fazem da audição de Dive Deep Pt. 1 mais um tortuoso (elogio) e sinuoso (outro elogio) passeio sonoro assertivo e inventivo. Confere...


autor stipe07 às 19:27
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Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013

Destroyer – Five Spanish Songs EP


Os Destroyer de Dan Bejar não deram mais notícias após o lançamento do excelente Kaputt em 2011, pelo que o novo EP do grupo, que chegou aos escaparates a vinte e nove de novembro, por intermédio da Merge Records, é, por si só, um grande acontecimento. Esse trabalho chama-se Five Spanish Songs e, de acordo com o próprio título, consta de cinco canções, todas cantadas na língua castelhana.

De acordo com Bejar, a língua inglesa, sua língua nativa, está já um pouco gasta e ultrapassada e ele próprio diz não ter, de momento, inspiração para escrever em inglês. Assim, o líder dos Destroyer pediu ajuda ao músico e compositor espanhol Antonio Luque, seu amigo e líder dos Sr. Chinarro e gravou com ele algumas versões de temas dos Sr. Chinarro, revestidas com uma nova roupagem mais pop e sofisticada.

Five Spanish Songs é a antítese de Kaputt, um disco criado à base de guitarras estridentes, muitos timbres acústicos e uma percussão simples. Este EP é mais intimista, leve e orgânico, como se Dan entoasse estas canções numa noite de céu limpo, em pleno areal de uma praia embelezada pelo som de fundo das ondas e o leve crepitar de uma fogueira.

Na bela abertura, Maria De Las Nieves, o ouvinte entra nesse ambiente emostra logo nao só o timbre único da sua voz como a ticamíriade instrumrntal que irá arquitetar estas cinco canções. Del Monton explora ainda mais esse clima leve e veraneante e ao abusar dos timbres acústicos e do piano, o músico cria belas e quentes melodias.

El Rito aproxima-se do que Dan faz nos The New Pornographers e Babieca será o tema que menos se distancia de Kaputt, sendo Bye Bye aquela típica canção de despedida da noite de folia e de anúncio de um amanhecer nublado e triste, algo potenciado pelo intenso ambiente acústico da canção, assente apenas na voz e na viola.

Five Spanish Songs é um EP simples e ligeiro e que serve para tirar Dan Bejar da sua zona de conforto canadiana e de uma certa inércia artística em que se sentia. Este projecto passa ao vivo pelo Musicbox no próximo dia seis de Dezembro. Confere...

Destroyer - El Rito

01. Maria De Las Nieves
02. Del Monton
03. El Rito
04. Babieca
05. Bye Bye


autor stipe07 às 23:10
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Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013

Ocean City Defender - The Young Person's Guide to Modern Fashion & Etiquette

Depois de The Golden Hour, um EP que divulguei no início de 2012, o projeto Ocean City Defender está de regresso com mais uma coleção de canções, outro EP chamado The Young Person's Guide to Modern Fashion & Etiquette, lançado no passado dia vinte e um de setembro. Ocean City Defender é o projeto a solo de K. Preston Merkley, um músico canadiano natural de Ontário e The Young Person's Guide to Modern Fashion & Etiquette está disponível no bandcamp do músico, com a possiblidade de doares um valor pelo EP.

Os Tears for Fears, New Order, Echo & The Bunnymen, M83 e os Phoenix são referidos como as principais influências destes Ocean City Defender, que apresentam neste EP canções que combinam a melodia e o imediatismo inerente à pop dos anos sessentacom a profundidade e a atmosfera dos anos oitenta. A sua sonoridade é peculiar e um pouco mais nostálgica que a maioria das propostas que vêem deste país relacionadas com o género sonoro que procuram replicar.

Ao contrário do que sucedia em The Golden Hour, neste segundo EP do projeto o som é menos cru e muito mais detalhado. Além do já habitual reverb nas guitarras, há uma maior variedade de instrumentos de percurssão e o sintetizador ganhou uma importância superior. E, quanto a mim, ainda bem que houve esta opção sonoramente mais orgânica. Espero que aprecies a sugestão...

 01. The Nature Of Things
02. Unlimited Evenings And Weekends
03. Star Tropics
04. Some Local Heights And Failures


autor stipe07 às 22:01
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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013

Arcade Fire - Reflektor

Editado pela Merge Records no passado dia vinte e nove de outubro, Reflektor é o quarto álbum dos canadianos Arcade Fire, um trabalho que resultou de um aturado processo de gravações, que levou a banda até à Jamaica em 2012. Na altura o Haiti era a primeira opção mas, devido ao terramoto, não havia estúdios no país que pudessem servir de porto de abrigo aos Arcade Fire. Na Jamaica a banda arrendou uma espécie de castelo, construido nods final da década de setenta por uma alemã excêntrica e aí esculpiu um dos melhores discos editados em 2013.


Reflektor contou com a produção de Markus Dravs, que também já produziu Neon Bible e Suburbs e com James Murphy, o dono da DFA e líder dos extintos LCD Soundsystem, talvez, a par destes Arcade Fire, a banda mais influente da primeira década deste século. O ilídio entre Murphy e os Arcade Fire é antigo, com Butler e Murphy a já terem trocado publicamente alguns piropos, além de nunca terem escondido uma forte admiração mútua.

Partindo para a minha humilde análise do conteúdo do álbum, convém antes de mais dizer que Reflektor são dois discos totalmente distintos no mesmo trabalho e o cunho de Murphy nota-se mais na primeira noite do disco e os ambientes sonoros de Dravs na segunda noite.

Reflektor é um trabalho mais acessível e direto que os antecessores, mas consegue também manter o habitual encanto algo misterioso e místico que sempre marcou os discos desta banda canadiana. Desta vez os Arcade Fire estão longe de funerais, da poesia barroca e de histórias de subúrbios, para se definirem pela vontade de fazer algo diferente e pôr-nos a dançar. Mas essa mudança de ambiente sonoro não alterou a tonalidade da escrita de Butler e Chassagne; Se nos identificarmos com o conteúdo deste disco, obrigatoriamente dançamos, mas estamos sempre naquele limbo onde, há mínima escorregadela, podemos cair para um lado mais obscuro e depressivo. 

As novas canções dos Arcade Fire ficaram mais longas e também ganharam em beats, com o formato eminemtemente pop a ser definitivamente relegado para segundo plano e com a banda a ter uma nova aúrea, completamente remodelada. Reflektor é uma espécie de catálogo da história do rock nos últimos trinta anos, já que visita a obra de gigantes como os Talking Heads, David Bowie, U2 e demais veteranos do mesmo cenário, mas através de um mosaico declarado de referências que vão da cultura grega ao colorido neon dos anos oitenta, especialmente em We Exist (Será que sou só eu que ouço a linha de baixo de Billie Jean, de Michael Jackson nesta canção?). No entanto, o toque de distinção é dado pela percussão, já que este disco tem mais bateria e espaço para improvisar, certamente por influência de James Murphy, ele também um baterista de eleição. Já agora, rezam as crónicas que durante a gravação de Reflektor, nas pausas, Murphy mantinha longas conversas com Jeremy Gara, o baterista da banda. O próprio Butler revelou que Murphy foi preponderante na questão do ritmo que marca Reflektor.

Em todas as canções de Reflektor há um groove e uma ligeireza que pouco têm a ver com o a sociedade cosmopolita ocidental. O single homónimo talvez seja uma exceção a esta permissa já que, além de ser um dos temas mais potentes e viscerais que o grupo já produziu, conta com a paticipação de David Bowie um esplendoroso britânico que também está muito presente no rock de arena de Normal Person. As canções que mais se destacam nesta aproximação evidente a ambientes mais nativos são, na minha opinião, o tratado de world music chamado Flashbull Eyes e The Night Time, com a primeira a ir beber aos ares do caribe e a segunda a destacar-se pela fantásticas percussão e pelos ritmos africanos.

A segunda metade do disco é a sequência musical mais arriscada da carreira dos Arcade Fire, já que não encontra quase paralelo nos trabalhos anteriores, excepto no tal ambiente quae religioso que a escrita das canções cria. Heres Comes The Night Time II acalma de imediato as hostes, Porno seduz e faz estremecer o nosso lado mais libidinoso, mas sem ser necessário colocar a bola vermelha e Supersymmetry é o reflexo de Reflektor; Tal como o disco onde surge alinhada, a canção divide-se num período introspetivo e depois resvala para um final épico e pleno de exaltação. A anterior Afterlife, o meu tema preferido do álbum, é uma composição que vai dos cultos de vodu às pistas de dança  num transe melódico explícito, sendo, por isso, o tema que faz melhor a ponte entre os dois tomos, já que também se serve de uma percussão típica de climas tropicais. No fundo, as séries de ritmos afro-caribenhos são mais evidentes na primeira noite do disco e na segunda são mais implícitos, mas o espírito das antilhas prevalece também nesse tomo

Reflektor é um disco altamente preciso e controlado, pensado ao mínimo detalhe e que vai ao encontro das enormes expetativas que sobre ele recaiam, ainda por cima num ano em que a concorrência mais direta lançou discos, alguns deles com uma elevada bitola qualitativa. É um salto qualitativo em frente na carreira dos Arcade Fire por ter colocado um enorme ponto de interrogação nos fãs e apreciadores da banda relativamente ao futuro sonoro do grupo. Espero que aprecies a sugestão...

Arcade Fire - Reflektor

CD 1
00. Hidden Track
01. Reflektor
02. We Exist
03. Flashbulb Eyes
04. Here Comes The Night Time
05. Normal Person
06. You Already Know
07. Joan Of Arc

CD 2
01. Here Comes The Night Time II
02. Awful Sound (Oh Eurydice)
03. It’s Never Over (Oh Orpheus)
04. Porno
05. Afterlife
06. Supersymmetry


autor stipe07 às 21:50
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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

Teen Daze - Glacier

O canadiano Teen Daze lançou a um de outubro Glacier, o seu terceiro registo de originais, por intermédio da Lefse Records. Ice On The Windowsill é o primeiro single desse disco e o tema foi disponibilizado gratuitamente pelo músico de Vancouver. A canção e o disco mantêm a habitual sonoridade pop, chillwave, etérea e ambiental, que já se escutava em All Of Us, Together e The Inner Mansions, os antecessores de Glacier, editados ambos em 2012.


Teen Daze não larga a sua predileção por ambientes etéreos e texturas sonoras minimalistas, agora com um cariz um pouco mais gélido, já que Glacier é uma espécie de álbum conceptual que pretende ser a banda sonora de uma viagem a alguns dos locais mais inóspitos e selvagens do nosso planeta. Este é um daqueles discos em que o título, a capa e respetivo artwork fazem-nos adivinhar o conteúdo sonoro de um trabalho que começa com Alaska, uma canção de ambiente aberto, como um grande planalto branco e que reproduz através de pequenos detalhes um vento que parece atravessar o ouvinte. Calma e reflexiva, é o ínicio de um disco que sempre tentará através da chillwave e da dream pop, levar-nos para o extreno norte do mundo em que vivemos.

No disco, dos arranjos à instrumentação e aos detalhes, tudo remete para o ecossistema gélido. A Tundra é o ecossistema vegetativo que fica junto aos pólos e a canção com esse nome é aquela que tem uma maior heterogeneidade em Glacier, talvez o grande momento psicadélico e hipnótico de toda obra, devido aos sintetizadores carregados de reverb e loopings, uma guitarra a tocar fora de tempo e uma bateria eletrónica irregular. Flora é outra canção instrumental, mas mais concisa e direta.

Alaska e o tal single Ice on the Windowsill, são dois temas que ficam bastante enriquecidos com a presença da voz de Daze, que amplia o cariz etéreo e sonhador das canções. Facilmente damos por nós a apreciar a grandeza de paisagens que só conhecemos pela televisão e até poderemos ser capazes de subir mais além e observar paisagens lunares, marcianas e jupiterianas, sem a necessidade de uma viagem espacial, o que muitas vezes pode causar um nó na cabeça a quem nunca conseguiu, través da música, imaginar tamanha beleza natural.

Glacier permite-te explorar paisagens terrestres em troca de uma viagem sonora que pode muito bem também transportar-te para outro planeta. É um disco onde Teen Daze propõe temas ambientais que nos permitem experimentar a sensação de estar sob o ar rarefeito, condição extrema que o ser humano pode enfrentar e muito propícia para alucinações.

Como se fosse uma espécie de documentário filmado do ar e que capta toda a natureza fria das regiões polares, Glacier consegue fazer-nos visualizar esse mundo único e inóspito, com uma beleza que não podemos ver mas somente sentir através dos estímulos que as oito canções deste álbum transportam consigo. Espero que aprecies a sugestão...


1. Alaska 
2. Autumnal 
3. Ice on the WIndowsill 
4. Tundra 
5. Flora 
6. Listen 
7. Forest At Dawn 
8. Walk


autor stipe07 às 17:59
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

RLMDL – Before Then Was Now

RLMDL pronuncia-se role model e é um projeto musical de Toronto, no Canadá, liderado por Jordan Allen, que tem em Before Then Was Now o seu mais recente trabalho, escrito e gravado entre junho de 2012 e março deste ano, em vários locais de Toronto e Ontário. Apesar de Jordan ser de Toronto, no centro do Canadá, a sua música tem um forte sabor a sal e a maresia e ao relaxante pôr do sol na linha do horizonte de um mar calmo, azul e profundo.


Before Then Was Won começa com a batida etérea, mas sincopada de Young Rebels e fica logo dado o mote para o que resta do disco; Uma pop, chillwave e algo lo fi, revivalista da eletrónica minimal dos anos setenta e da pop carregada de lantejoulas da década seguinte, com alguns detalhes de sintetização muito interessantes na voz e laivos de distorção subtis e austeros mas que conferem aos temas um charme muito próprio e vincado. O próprio artwork do disco é muito apropriado, porque o seu conteúdo tem uma sensualidade muito própria e feminina, feita quase sempre na penumbra de alguns detalhes sonoros moldados no sintetizador e que, funcionando como um psicotrópico benéfico para a nossa mente, exalam, tal como as mulheres, algo forte, mas bom e inebriante.

Cada canção do disco tem uma vibração única mas, em comum, comungam da capacidade de nos levar até um universo muito peculiar, criado por Jordan e que pode ser numa praia defronte do tal mar a que este trabalho sabe. Todos os temas têm uma natureza contagiante, por isso, se Before Then Was Now foi pensado para ser uma mulher personificada numa brisa marítima intensa num húmido final de tarde em Toronto, por cá, junto ao mediterrâneo, poderá ser a companhia perfeita para tomarmos banhos de sol mas, com o verão prestes a terminar, também será a banda sonora perfeita para algumas tardes de estudo e de trabalho a dois. Espero que aprecies a sugestão... 

RLMDL - Before Then Was Now

01. Young Rebels
02. Bilingual
03. Private Island
04. Local Celebrity
05. Polaroid
06. Trans Canada Misery
07. Cover Girl
08. Trouble With You
09. Pretender


autor stipe07 às 21:46
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Quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

Trips and Falls - Static Is A Serious Issue vs Destruction Is Always More Exciting


Vindos da Edimburgo, na Escócia, de avião, continuam a chegar cá a casa belíssimos cd singles lançados pela escocesa Song, by Toad Records, uma das mais interessantes editoras independentes do cenário alternativo e com um cardápio disponível que vale bem a pena pesquisar. Há poucos dias chegou mais uma nova canção nesse formato; Static Is A Serious Issue, o novo single dos Trips And Falls, uma banda de Montreal, no Canadá.

Static Is A Serious Issue é o primeiro tema do alinhamento de The Inevitable Consequences Of Your Stupid Behaviour, o mais recente disco dos Trips and Falls, um trabalho que será editado já em outubro. Já tinha apresentado esta banda quando, no início de de 2012, divulguei People Have To Be Told, o segundo álbum do grupo.

Static Is A Serious Issue é uma canção feita daquela indie pop sem grandes tropeções e cavalgadas, eminentemente acústica, mas que não soa demasiado folk. Por isso, não há propriamente aquelas canções que ficam logo no ouvido, porque aqui a música, enquanto melodia, é apenas outro veículo, além da voz, utilizado para contar histórias que façam sentido e que sejam facilmente identificadas como passíveis de acontecer a qualquer um de nós.

Além desta canção, também está disponível no soundcloud da Song, By Toad Records, Destruction Is Always More Exciting, outro tema do alinhamento deste novo álbum dos Trips And Falls. Em breve publicarei a minha crítica a The Inevitable Consequences Of Your Stupid Behaviour. Confere...


autor stipe07 às 12:57
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Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013

Landfork – Nights At The Kashmir Burlesk

Natural de Calgary, no Canadá, Landfork editou no passado dia seis de agosto Nights At The Kashmir Burlesk, um trabalho que sucede as Tiománaí, o disco de estreia do projeto, editado em outubro de 2011. Tanto Nights At The Kashmir Burlesk como Tiománaí estão disponíveis para download no bandcamp dos Landfork, com a possibilidade de doares um valor pelos álbuns ou de os obteres gratuitamente.

Landfork é uma espécie de alter-ego de um músico que tem na chamada synth pop uma grande paixão. Por isso, a sonoridade do projeto Landfork assenta num forte predomínio da eletrónica e dos sintetizadores. Se Come Home With Me, o tema inicial do disco, até nos deixa algo na dúvida  porque nos dá a imagem de uma banda que também aposta no rock alternativo norte americano, com a sonoridade típica do The Boss a surgir desde logo na nossa mente, o single Take Him At His World, trata imediatamente de nos colocar no devido rumo quanto às conclusões que podem ser tiradas sobre o conteúdo sonoro deste álbum, com os Fischerspooner à cabeça como possível e notória inluência deste grupo canadiano, apesar de não serem de desprezar alguns ecos dos Joy Division e, naturalmente, dos New Order.

Há belos momentos contemplativos em Nights At The Kasmir Burlesk e uma certa calma introspetiva inunda quase todo o disco, com o núcleo duro do trabalho a ser um enorme oceano de sons e ecos que nos convidam à auto análise interior, um pouco longe de quem, seduzido pelo título do álbum, acha que iria encontrar por cá sons de outras latitudes mais quentes. O processo de composição melódica acabou por acontecer certamente em cima de um teclado, em redor do qual foram surgindo diferentes efeitos e arranjos, muitas vezes dominados por cordas, que procuraram recriar ambientes etéreos e introspetivos e com a voz a fazer recrdar imenso Mikel Jollett (The Airborne Toxic Event).

Nights At the Kashmir Burlesk é um disco interessante, inspirado em sonhos e memórias, intenso para quem gosta daquela boa sensação de ter saído no inverno, já que é, sem dúvida, um raio de calor. As canções dos Landfork prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura lo fi e os sintetizadores que definiam a magia da pop de há trinta anos atrás. Espero que aprecies a sugestão...

Landfork - Nights At The Kashmir Burlesk

01. Come Home With Me
02. The Old Neighborhood
03. Take Him At His Word
04. Every Now And Then
05. By My Side Again
06. Got It Bad
07. Thinking Of You
08. Never Gonna Get Back Home
09. At The Kashmir Burlesk (Let Me Go)


autor stipe07 às 22:29
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Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013

Salt Cathedral - Salt Cathedral EP


Os norte americanos Salt Cathedral são uma verdadeira fusão de continentes e culturas e quando um grupo destes surge cria sempre elevadas expetativas já que poderá fundir diferentes gostos musicais e tendências sonoras, num caldeirão sonoro feito com uma grande variedade instrumental. Estamos então na presença de um quinteto formado por dois colombianos, dois norte americanos e um canadiano; Do país do café, nomeadamente da capital Bogotá, vêem o guitarrista Nicolas Losada e a vocalista Juliana Ronderos, do Canadá o baterista Stefan Bildy e dos Estados Unidos o guitarrista Silvio Vega (Flórida) e o baixista Tommy Hartman (Nova Jersey).

Estes cinco músicos conheceram-se em Boston e agora residem em Brooklyn, Nova Iorque, formaram a banda em 2011 e estream-se finalmente nos lançamentos discográficos com um EP homónimo, sendo Move Along o primeiro single disponibilizado e gratuitamente. A dupla oriunda de Bogotá já tinha editado antes um EP intitulado Crossing Colors, assinando como Il Abanico (The Fan).
Com todo este manancial algo exótico de proveniências e destinos, os Salt Cathedral acabam, como seria de esperar, por combinar vários estilos sonoros, sempre alicerçados num rock feito de linhas de guitarra algo complexas e uma percurssão vincada que nos remete para lugares mais a sul do continente americano, algo muito presente em Take Me To The Sea, o tema que encerra o alinhamento deste trabalho. Quanto aos arranjos, há travos de drum n'bass em Move Along e sonoridades típicas do jazz em Fields, que realmente me impressionaram e que demonstram uma apreciável capacidade criativa e de capacidade de fusão das tais diferentes influências e estilos.
A belíssima voz de Ronderos acaba por ser eseencial já que é um dos principais atributos do coletivo e uma arma essencial neste exotismo sonoro colorido e luminoso que os Salt Cathedral apresentam neste EP, que tem, já agora, um lindíssimo artwork da autoria de Micci Cohan e cuja edição física chegou às lojas a três de agosto, limitada a duzentos exemplares. Espero que aprecies a sugestão...

salt-cathedral

Move Along

Dirty Me

Fields

Black And White

Take Me To The Sea


autor stipe07 às 22:09
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Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013

Paper Lions – My Friends

Lançado no passado dia vinte de agosto, My Friends é o novo disco dos Paper Lions, uma banda de indie rock oriunda de uma pequena ilha canadiana chamada Prince Edward Island e sedeada atualmente em Charlotte Town. Os Paper Lions são formados por John MacPhee e Rob MacPhee, dois irmãos aos quais se juntaram David Cyrus MacDonald e Colin Buchanan. My Friends foi editado pela própria editora dos Paper Lions, a Fountain Pop Records e produzido pelo canadiano Howard Redekopp, um reputado produtor que já trabalhou com os Tegan and Sara, The New Pornographers e Mother Mother, entre outros.

Da alegre Bodies In The Winter, passando pela nostálgica My Friend e a épica Little Liar, My Friends assenta no clássico power pop, alegre e luminoso. São onze canções que se ouvem em cerca de trinta minutos, ou seja, temas curtos e diretos, mas com a duração suficiente para transmitirem uma mensagem alegre e divertida. Guitarras luminosas e com as cordas a vibrar acusticamente ou ligadas às máquinas, um baixo vibrante e uma bateria cheia de potência e cor, são os ingredientes principais de que os Paper Lions se servem para dar vida a estas canções. As mesmas têm uma tonalidade e uma temática um pouco adolescente, bem recreada na capa do álbum, já que falam das questões do amor, da amizade, do verão e da praia cheia de castelos na areia, evocando assim a melancolia dos nossos verdes anos.

Acaba por ser muito apropriado este álbum surgir na reta final do verão já que ele desperta em nós imagens mentais que forçosamente nos remetem para situações vividas neste época do ano, em dias cheios de sol, luz, água e calor. Temas que nos remetem facilmente para os Beach Boys, como Ghostwriters ou para os Weezer (San Simeon), ampliam este efeito e terão sido certamente escritas de acordo com a perspectiva que os Paper Lions têm sobre as suas próprias experiências nesta altura do ano e o ambiente que os rodeia. 

Philadelphia, o mais recente single retirado de My Friends, está disponivel para download gratuito no sitio dos Paper Lions, assim como a audição integral do disco. Espero que aprecies a sugestão...

Paper Lions - My Friends

01. Bodies In The Winter
02. Pull Me In
03. Sandcastles
04. My Friend
05. Little Liar
06. Ghostwriters
07. So Lonely
08. San Simeon
09. Philadelphia
10. My Friends Are Leaving
11. Sophomore Slump (Bonus Track)


autor stipe07 às 23:14
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Terça-feira, 30 de Julho de 2013

The Everywheres - Slow Friends vs The Everywheres


Os The Everywheres são Samuel T. Hill, Shannon MacDonald, Curtis Rothney e Nicholas Hanlon, um quarteto de Halifax, na Nova Escócia e que começa a obter um certo reconhecimento no universo sonoro alternativo. Slow Friends, lançado no passado dia catorze de março e o homónimo The Everywheres, lançado a vinte e seis de junho, são os dois trabalhos discográficos que já constam do cardápio sonoro deste coletivo. Ambos foram lançados por intermédio da Father/Daughter Records e estão disponíveis pelo preço que quiseres no bandcamp da banda.

Os The Everywheres começaram a fazer música no verão do ano passado e pelos vistos com bastante empenho e, tendo em conta o conteúdo sonoro dos dois álbuns, uma notável criatividade. Não é muito natural o lançamento quase em simultâneo de dois trabalhos, ainda por cima de um grupo que se está a estrear.

Parece-me haver um certo descomprometimento, quanto a mim saudável, de não querer ficar  espera da reação do público antes de sugerir mais uma fornada de canções, ou então houve um feliz aproveitamento do sucesso de Slow Friends. Seja como for, estes dois trabalhos caberiam perfeitamente num duplo álbum, já que são bastante parecidos sonoramente e firmam com solidez a sonoridade dos The Everywheres.

Melhor do que a minha descrição da sonoridade dos The Everywheres, que vai buscar bastante influência à pop e à psicadelia dos anos setenta, será, sem dúvida, a escuta atenta destes dois discos, possivel, como já referi, no bandcamp do grupo. Espero que aprecies a sugestão...



autor stipe07 às 22:21
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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013

Hooded Fang – Gravez

Atualmente os Hooded Fang são April Aliermo, Daniel Lee, D. Alex Meeks e Lane Halley, uma banda natural de Toronto que está de regresso com Gravez, um álbum que viu a luz do dia a vinte e sete de maio por intermédio da Full Time Hobby.

Após a estreia em 2010 com um homónimo, um trabalho que na altura deixou marcas e do sempre difícil mas bem sucedido segundo álbum, intitulado Tosta Mista, editado em 2011 pela Daps Records, em Gravez estes canadianos dão um novo impulso ao seu já interessante cardápio sonoro, agora mais afastados do som sul-americanizado dos dois trabalhos anteriores.

Desde o início da carreira os Hooded Fang viram-se inseridos num universo sonoro catalogado como surf rock e foram comparados a nomes tão influentes como os Black Lips ou os The Drums. No entanto, desta vez quiseram deixar um pouco de lado os chinelos de dedo e os castelos na areia, para invadirem um ambiente sonoro mais urbano e típico dos subúrbios. De alguma forma, exploram novos territórios musicais, mas sem colocarem definitivamente de lado aquela essência pop dos anos sessenta, que ainda está muito audível, por exemplo, na sequência Bye Bye Land e Wasteland, duas canções que poderiam estar esquecidas algures numa cassete legendada com uma etiqueta a dizer Chris Isaak.

Apesar de serem canadianos, Gravez poderia ter sido gravado num velho saloon do oeste americano, cheio de cowboys e destilar whisky, já que houve uma nítida aposta mais próxima do rock americano, com uma produção forte e notoriamente mais agressiva, com a faixa homónima a dar indícios disso mesmo. O extraordinário baixo pulsante de Gravez, a distorção da guitarra e das vozes, levam-nos ao universo punk rock, num refrão que reclama constantemente a nossa presença e atenção... Why You Lookin' At Me?

Mas os destaques de Gravez não se ficam pelo tema homónimo; O single Ode To Subterranea, além da deliciosa distorção da guitarra e da própria voz, tem um groove intenso e convida-nos facilmente a abanar a anca. Gebres e Sailor Bull são duas canções com uma interpretação vocal a fazer lembrar os Black Keys.

Do blues dos anos sessenta ao rock de garagem, os Hooded Fang são competentes na forma como abordam diferentes estilos e tendências dentro do mesmo universo sonoro e com Gravez demonstram maturidade e valor suficientes para alargarem consideravelmente a variedade do seu cardápio sonoro. Apesar de em Never Mending Lee cantar sobre paragens de autocarros e como poderão ser um belo local para morrer, esta mesma maturidade deverá, futuramente, ser aprimorada nas letras das canções e na forma como a componente instrumental e a voz se interligam em determinados momentos. Quando isso suceder, estaremos na presença de um grupo essencial na nova fornada de propostas inseridas no universo indie punk rock que vão surgindo frequentemente. Espero que aprecies a sugestão....

1. Dry Range Intro
2. Graves
3. Ode to Subterrania
4. Bye Bye Land
5. Wasteland
6. Sailor Bull
7. Trasher
8. Never Mending
9. Genes
10. Dry Range Outro


autor stipe07 às 22:59
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Sábado, 6 de Julho de 2013

Austra - Olympia

Depois de em 2011 se terem estreado com Feel It Break, os canadianos Austra, formados pela vocalista Katie Stelmanis, a baterista Maya Postepski e o baixista Dorian Wolf, estão de regresso com Olympia, o sempre difícil seguindo disco deste banda de Toronto, lançado pela Domino Records.


Olympia é um disco que à imagem de outros trabalhos contemporâneos vai beber muita da sua influência à pop dos anos oitenta, neste caso à sonoridade que a britânica Kate Bush propunha nessa época e que hoje, além dos Austra, influencia outros nomes tão importantes como Florence Welsh, Grimes ou Julianna Brawick, entre outros. Assim, Olympia continua a ser algo sombrio como foi o antecessor, mas rompe um pouco com uma certa rigidez e acanhamento de Feel It Break, já que é um disco um pouco mais mexido e heterogéneo. 

A voz de Katie Stelmanis continua a ser a principal imagem de marca dos Austra, que podem confundir-se quase como uma espécie de projeto a solo da cantora, já que cada acerto instrumental e lírico do disco cresce de forma a dar cor e vida à voz da artista.

Ultimamente os Austra têm colecionado convincentes atuações ao vivo na promoção de Olympia e isso sucede porque neste novo álbum há uma medida exata entre a precisão das canções de estúdio e os detalhes que podem ser acrescentados e que funcionam bem no palco. Dessa forma, tanto a voz de Stelmanis como a instrumentação orgânica e eletrónica destas novas canções, ao permitirem na sua génese novos acrescentos sem perderem identidade, acabam por soar ainda mais grandiosas ao vivo.

A audição de Olympia é um exercício interessante porque à medida que se avança é como se o disco crescesse e se tornasse cada vez mais vigoroso e volumoso, rico em texturas e efeitos. Cada canção é um ato dramático mas controlado e prepara o tema seguinte, com os sons a crescerem de forma a envolver o ouvinte sem qualquer dificuldade. Mesmo que o registo não tenha aquela componente mais comercial que permitiu que há dois anos Feel It Break fornecesse alguns singles mais orelhudos, os detalhes de cada uma das canções de Olympia surpreendem e ampliam o cardápio sonoro dos Austra. Logo na abertura do disco, em Forgive Me e Painful Like, somos levados até à tal década de oitenta, com duas canções carrregadas de elementos típicos da synthpop e do pós-punk e arranjos clássicos que ambientam-nos desde logo para o que vem daí em diante.

E acaba por ser a partir de Home que o disco realmente se revela. À medida que as vozes da cantora crescem com autenticidade, a instrumentação acaba inevitavelmente por sobressair e plasmar um elevado acerto, realçado pela evidente dose de experimentalismo que é incutida pelos instrumentos às melodias. We Become, por exemplo, encontra na percussão não convencional uma evolução daquilo que fora sustentado em Feel It Break e abre espaço para que vários tiques da música pop cresçam em Reconcile e Annie (Oh Muse, You). Até a pequena I Don’t Care (I’m A Man), com pouco mais de um minuto, parece ser essencial para o disco, já que prepara-nos convenientemente para a metade final do trabalho.

Grandioso, Olympia expande o universo musical dos Austra, ainda concentrado na bateria eletrónica e nos sintetizadores, mas com novos detalhes que fazem desta obra um trabalho cheio de dinamismo e de boas composições, além de nos fazer supor que estamos na presença de um grupo que quer, no futuro, continuar a crescer e a ser ainda mais criativo. Espero que aprecies a sugestão...

01 – What We Done
02 – Forgive Me
03 – Painful Like
04 – Sleep
05 – Home
06 – Fire
07 – I Don’t Care (I’m A Man)
08 – We Become
09 – Reconcile
10 – Annie (Oh Muse, You)
11 – You Changed My Life
12 – Hurt Me Now

Bonus Track:
13 – Mayan Drums (Bonus Track)


autor stipe07 às 14:43
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Sexta-feira, 7 de Junho de 2013

Majical Cloudz - Impersonator

Citado em Curtas... XCIII e lançado no passado dia vinte e um de maio por intermédio da Matador Records, Impersonator é o sempre difícil segundo álbum do projeto Majical Cloudz, a obra prima criativa do canadiano Devon Welsh. Impersonator sucede a II, o disco de estreia lançado em 2011 e que passou praticamente despercebido pelo meio do público e da imprensa especializada.

Nas quinze canções que sustentavam II Devon usou um angustiante e singular minimalismo sofredor, muitas vezes autobiográfico, dando a sensação que o simples ato de composição do álbum terá servido para uma espécie de catarse pessoal, onde o músico se isolou e para onde transportou aspectos demasiado particulares do seu próprio sofrimento, isolando-se num mundo lírico de forte apelo claustrofóbico e de difícil aproximação.

Apesar de, como já referi, II não ter chamado a atenção das massas, ficou na retina de vários produtores e outros artistas como a própria Grimes, que acabou por convidar o conterrâneo para colaborar na construção de Nightmusic, uma das canções de Visions, um disco essencial no panoramam musical canadiano de 2012. Quem também se deixou encantar por II foi o produtor e teclista Matthew Otto, que acabou por se tornar parceiro de Devon na aventura Majical Cloudz e tido já um papel fundamental no processo criativo que originou Impersonator.

Cenários pintados pela melancolia e pela dor continuam a ser a pedra de toque do segundo disco dos Majical Cloudz, mas agora já não há aquela introspeção individual, mas antes canções onde a depressão é tratada universalmente e por isso capazes de atrair os mais diversos públicos. Dessa forma, o novo álbum atende uma necessidade típica de qualquer registo que esteja naturalmente sustentado na dor, quando contém versos e sons dentro de uma medida que parece manifestar liricamente não apenas o universo do próprio ouvinte.

A voz de Devon é um dos elementos fundamentais de Impersonator, algo bem audível logo no tema homónimo de abertura, já que o registo vocal prende imediatamente a nossa atenção. De Ian Curtis à Matt Berninger, são várias as vozes que ele lembra ou que o inspirou, fugindo mesmo à regra quando acentua a dose de dramatismo em Childhood’’s End ou Bugs Don’’t Buzz, os dois singles já retirados do álbum e que se fossem cantados à capella, desprovidos de instrumentos, a voz de Devon teria peso suficiente para alimentar as canções e impressionar.

Quanto à instrumentação, apesar do tal destaque que a voz de Welsh tem, há que saudar o teor controlado da mesma e o posicionamento assertivo de Matthew Otto por toda a obra. Para limitar as batidas e concentrar-se na inclusão de preciosos detalhes finos o músico utiliza sintetizadores, sendo dele a responsabilidade de aproximar e fornecer pontos em comum às dez canções que passeiam pelo álbum. O trabalho de Otto acaba por ser essencial para que as recordações tristes da infância ou mesmo o desespero solitário do vocalista alcancem o impacto pretendido.

Em português Impersonator pode ser um ator, imitador ou performer, e será isso que Devon Welsh faz quando sobe ao palco para interpretar com beleza o papel que lhe foi concedido, o papel de si próprio e que poderia ser o papel de muitos de nós. E agora, mais do que cantar sobre aspectos relacionados com o universo particular que o rodeia, o cantor transmite no sofrimento um exercício de extrema aproximação com o ouvinte, transformando com Impersonator o que foi uma estreia algo egocêntrica num tratado de sofrimento voluntariamente compartilhado. Espero que aprecies a sugestão...

01. Impersonator
02. This Is Magic
03. Childhood’s End
04. I Do Sing For You
05. Mister
06. Turns Turns Turns
07. Silver Rings
08. Illusion
09. Bugs Don’t Buzz
10. Notebook


autor stipe07 às 16:11
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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Born Ruffians – Birthmarks

Os canadianos Born Ruffians já têm sucessor para Say It (2010); O novo álbum da banda de Luke Lalonde, Mitch Derosier, Steven Hamelin e Andy Lloyd chama-se Birthmarks e viu a luz do dia a dezasseis de abril por intermédio das Paper Bag Records e Yep Roc Records.


Birthmarks é o álbum que atesta o amadurecimento dos Born Ruffians, a passagem para um outro estádio de maturidade musical, que será certamente reflexo do próprio crescimento pessoal dos músicos da banda, que deixaram já a adolescência e início da juventude que suportou os três primeiros discos do grupo, para agora, trocarem os temas adolescentes por outros mais condizentes com a idade, que também trouxe mais preocupações e responsabilidades.

Assim, liricamente, Birthmarks é um álbum adulto e volta a atestar a competência e o talento da escrita de Luke Lalonde, um rapaz que já merece maior destaque no cenário musical alternativo atual, apesar de ele nunca se ter importado muito com arranjos e formatações líricas e melódicas capazes de atingir a maior parte do público. Sonoramente, Birthmarks volta a assentar nas já habituais guitarras agudas e no baixo e bateria marcantes, mas foi composto de forma menos espontânea que os antecessores, devido também à presença em estúdio do metódico produtor Roger Leavens, que trouxe aos arranjos do álbum maior clareza, robustez e uma sonoridade claramente mais pop.

Não deixam de ser inevitáveis normais comparações com outros projetos de relevo do cenário musical atual; Needle, a canção de abertura e principal single e a lindíssima Never Age assemelham-se, em diversos momentos, com a sonoridade dos Fleet Foxes, With Her Shadow inspirou-se em composições dos Vampire Weekend e Ocean's Deep poderia ter sido uma canção idealizada por Luke Pritchard e assim fazer parte do alinhamento de um disco dos The Kooks. Noutra órbitra mais nostálgica, Permanent Hesitation remete-nos para a new wave dos Talking Heads, assim como Too Soaked To Break, canção cheia de referências da década de oitenta. Finalmente há que destacar So Slowcanção que tem um timbre R&B muito interessante e algo inédito nos Born Ruffians.

Birthmarks é o disco mais maduro da discografia desta banda canadiana, denota uma progressão lírica louvável e tem a vantagem de não colocar ainda os Born Ruffians numa zona de conforto, deixando tudo em aberto relativamente ao percurso sonoro que o quarteto ainda pode vir a desenhar no futuro. Espero que aprecies a sugestão...

01. Needle
02. 6-5000
03. Ocean’s Deep
04. Permanent Hesitation
05. Cold Pop
06. Golden Promises
07. Rage Flows
08. So Slow
09. With Her Shadow
10. Too Soaked To Break
11. Dancing On The Edge Of Our Graves
12. Never Age


autor stipe07 às 22:02
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Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Curtas... XCVIII

Os Still Life Still são de Ontário, no Canadá e Burial Suit, tema produzido em Toronto por Alex Bonefant (Metz, Crystal Castles), é o primeiro avanço para o próximo álbum deste grupo, podendo ser feito o download do mesmo no sitio da publicação Rolling Stone.

De acordo com o vocalista Brendan Saarinen, Burial Suit was wrote it in the dead of winter after a year of demoing and scrapping a lot of songs. It’s about breaking rituals and routines; how love can take you to strange, sometimes messed up places. When we finished recording it, there was a weird vibe in the air, like we had started fresh but knew we’d always been there. Confere...

 

Ainda nas comemorações do The Record Store Day, os norte americanos The Brian Jonestown Massacre acabam de editar o single Fist Full Of Bees que tem como lado B Food For Clouds. Além destas duas canções o single incluia o tema escondido Everything Fades To White.

01. Fist Full Of Bees
02. Food For Clouds
03. Everything Fades To White

 

Depois de Nothings Changed, Tricky disponibilizou no seu facebook outra canção de False Idols, o próximo disco do músico britânico, que será lançado para as lojas a vinte e oito de maio. O novo tema disponibilizado chama-se Tribal Dreams e, tal como Nothings Changed, também conta com a participação especial de Francesca Belmonte na voz.

 

Os bracarenses Peixe : Avião estão de volta e no final deste verão, lá para setembro, chegará aos escaparates o sucessor de Madrugada, álbum de 2010. Nos últimos três anos os Peixe : Avião deram vários concertos e estiveram entretidos a procurar novas sonoridades e percursos musicais, que certamente estarão refletidos no novo álbum.

Avesso é o primeiro avanço para o que aí vem. De acordo com a press review, o tema é acompanhado por um vídeo assinado pelo Estúdio RGB/XYZ em colaboração com a fotógrafa Rita Lino, no qual a dureza do som é materializada visualmente de uma forma crua, monocromática e pouco convencional.


Ainda nas novidades nacionais e relacionadas com vídeos, quem também tem um filme musical novo são os Dear Telephone, outra banda de Braga e que no próximo dia sete de maio editará Taxi Ballad, via PAD, o seu disco de estreia. That violin lesson sucks é o primeiro duma série de vídeos que ilustram este álbum e a viagem que nele fazem os Dear Telephone.

Os vários vídeos pensados para os temas do álbum serão concebidos como narrativas que se entrelaçam, celebrando o encontro com o interior de um edifício em particular, em diálogo com a luz, a geometria, recantos improváveis. Como se este lugar fosse indissociável da história de todos os seus hóspedes e a banda fosse um veículo para as descodificar e colorir. Neste primeiro capítulo são os próprios Dear Telephone quem toma conta do espaço, carregando-o com personagens novas, presas na canção, ansiosas que a noite caia. Confere...

Taxi Ballad foi gravado nos Estúdios Sá da Bandeira por José Arantes e João Brandão e finalizado no Golden Mastering por JJ Golden.


autor stipe07 às 13:06
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