Segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Menace Beach - Tennis Court

Menace Beach

Oriunda de Leeds, a dupla britânica Menace Beach causou sensação no início deste ano com o lançamento de Lowtalker, um EP impregnado com um indie pop cheio de guitarras plenas de fuzz e com alguns dos tiques habituais da chamada britpop.

No próximo dia um de setembro vão lançar em formato single, o tema homónimo desse EP, com Tennis Court no lado b da edição em vinil, através da Memphis Industries. Confere...


autor stipe07 às 10:25
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Domingo, 1 de Junho de 2014

Customs – The Market

Oriundos da Bélgica, os Customs são uma banda de rock alternativo formada por Kristof Uittebroek, Joan Govaerts, Jelle Janse e Yannick De Clerck. The Market é o registo mais recente do grupo, um disco lançado no passado dia trinta e um de janeiro por intermédio da How Is Denmark Records / Warner Music Belgium.


A banda sonora criada pelos Customs encontra raízes no velhinho rock n'roll feito sem grandes segredos, carregado de decibéis e criado por um catálogo grandioso de guitarras distorcidas, mas onde não faltam alguns detalhes sintéticos e batidas com um groove insinuante, um cozinhado que sabe a algo condimentado com um cardápio de sons catalogados algures entre os Joy Division e os LCD Soundsystem.

Desse modo, os Customs parecem viver num momento em que a ânsia, a rispidez e a pura e simples crueza norteiam o produto final criado no sue seio, mas não deixam para um plano menor um interessante cuidado na produção e nos arranjos, principalmente nas cordas e por uma utilização geralmente assertiva do sintetizador. Temas como Hole in The Market e Are You With Me? plasmam um superior cuidado não só na procura de uma maior diversidade melódica e até instrumental, mas também na demonstração de um elevado controle das operações, estado sempre presente aquele habitual universo cinzento e nublado, que parece cobrir a mente criativa de Kristof Uittebroek, o principal cérebro dos Customs.

Essa Hole In The Market, um dos singles de The Market e disponivel para download, é um exemplo claro de uma tentativa feliz e bem sucedida deste coletivo belga em olhar para o outro lado do Canal da Mancha e procurar agarrar a herança do punk rock britânico e dar-lhe um cariz mais festivo e luminoso, mas também com forte pendor pop. The Market é marcante, elétrico e explosivo, uma coleção madura e consistente de canções que cairão no goto de todos aqueles que apreciam quer o género, quer o estilo. Espero que aprecies a sugestão...

Customs - The Market

01. Love To The Lens
02. Hole In The Market
03. The Hand
04. Dear Ann (Worthless On The Market)
05. Are You With Me?
06. Love, You Don’t Scare Me Any More
07. She Is My Mechanic
08. It’s Funny ’cause It’s True
09. Gimme Entertainment
10. A Sea Of Chablis


autor stipe07 às 22:58
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

Damon Albarn - Everyday Robots

Damon Albarn anunciou ontem que será a vinte e oito de abril que chegará aos escaparates Everyday Robots, o seu tão aguardado disco a solo, que será produzido por Richard Russel, o dono da XL Recordings. Albarn e Russel já tinham trabalhado anteriormente juntos, por exemplo, no álbum de regresso de Bobby Womack, The Bravest Man in the Universe(2012), ou em Kinshasa One Two, que resultou de uma viagem ao Congo de vários músicos e produtores do Ocidente.

Everyday Robots irá contar com as participações especiais dos também britânicos Brian Eno e de Natasha Khan (Bat For Lashes). Na página oficial do Facebook, o músico revelou que este é um disco profundamente auto biográfico e que procura explorar a relação entre a natureza e a tecnologia, algo muito evidente no video entretanto revelado do single homónimo. Confere... 


autor stipe07 às 20:37
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Quarta-feira, 1 de Janeiro de 2014

The Flaming Lips And Friends – The Time Has Come To Shoot You Down… What A Sound

E começamos 2014 conforme terminámos 2013, ou seja, com os The Flaming Lips, que realmente não param de nos surpreender. Conforme referi ontem, há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo lançamento reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto.

Revisitar e transformar alguns álbuns de bandas que eles admiram faz também parte do processo de criação sonora deste grupo de Oklahoma, conforme fizeram em dezembro de 2009 com o projeto The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches Doing The Dark Side of the Moon, na altura o décimo terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana e que revisitou a totalidade do alinhamento do clássico dos Pink Floyd, acompanhados dos Stardeath and White Dwarfs e também por Henry Rollins e as Peaches.

Agora lançaram-se aos Stone Roses, novamente acompanhados pelos Stardeath and White Dwarfs e também pelos HOTT MT, os New Fumes And Def Rain, os Peaking Lights e Jonathan Rado, entre outros, para darem um novo colorido às canções do disco de estreia da banda de Manchester, liderada pelo inimitável Ian Brown, editado em 1989. The Time Has Come To Shoot You Down... What A Sound teve uma edição limitada a quinhentos exemplares em vinil, lançada no passado dia 30 dezembro e, à semelhança do que sucedeu com o EP Peace Sword, é uma edição especial da Record Store Day - Black Friday, via Warner Brothers. Confere...

The Flaming Lips And Friends - The Time Has Come To Shoot You Down… What A Sound

01. I Wanna Be Adored (HOTT MT And Stardeath And White Dwarfs)
02. She Bangs The Drums (The Flaming Lips, Poliça And New Fumes)
03. Waterfall (Blobs Descending From Heaven, HOTT MT And Stardeath And White Dwarfs)
04. Don’t Stop (Stardeath And White Dwarfs)
05. Bye Bye Badman (New Fumes And Def Rain)
06. Elizabeth My Dear (The Flaming Lips And New Fumes)
07. (Song For My) Sugar Spun Sister (HOTT MT)
08. Made Of Stone (Stardeath And White Dwarfs And The Flaming Lips)
09. Shoot You Down (Peaking Lights)
10. This Is The One (Depth And Current, Jonathan Rado And The Flaming Lips)
11. I Am The Resurrection (New Fumes)
12. Fools Gold (Spaceface)

 


autor stipe07 às 21:46
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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Cosmo - Cosmo EP

Lançado no passado dia vinte e cinco de setembro, Cosmo é o EP homónimo de estreia do projeto a solo de Felix White com o mesmo nome, guitarrista dos The Maccabees. Este EP conta com algumas participações especiais, nomeadamente Florence Welch, Hugo White, irmão de Felix, Adam Day dos Lyrebirds, Jassie Ware e Jack Peñate! O EP foi gravado no estúdio dos Maccabees no sul de Londres e os videos das canções podem ser vistos no site do projeto.

O EP tem sete canções, com especial destaque para Midnight, a canção que conta com Florence Welsh na voz, um tema algo confuso ao início mas que depois evolui em múltiplas sobreposições de sons e arranjos variados. A música é, no mínimo, diferente das habituais propostas indie rock britânicas. Mas Yalla também merece uma audição atenta, um tema que teve direito a um excelente video. A propósito da conceção deste EP, de como ele surgiu e da forma como todo o processo de desenrolou, declarou Felix ao NME:

I sent some stuff to Jack as he was interested in hearing it, and then he phoned me on the bus and said 'I think I have got a song for one of them', came round and it just happened in half an hour. That’s when it started becoming… music, rather than just random bits. Just after that happened, we went on tour with Florence. I had 'Yalla' and we were all hanging out and she said 'Oh, I like that one, I've got a song for that as well'. All the music was finished and then the vocals were done after with the people who wrote them. I co-wrote some of them, but it ended up being a total collaboration.
Espero que aprecies a sugestão...

Cosmo - Cosmo

01. Neon Citied Sea
02. Yalla
03. Interlude
04. Swarm
05. Midnight
06. Measurement Of Moving On
07. Neon Citied Sea (Outro)


autor stipe07 às 22:44
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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2013

Exit Calm - The Future Isn't What It Used To Be

Depois de um disco de estreia que passou um pouco despercebido, editado em 2010 e que lançou algumas nuvens sombrias sobre a banda e uma enorme indefinição quanto ao futuro da mesma, parece que os britânicos Exit Calm, liderados por Nicky Smith, querem finalmente conquistar o seu lugar ao sol no cenário indie rock alternativo e psicadélico com The Future Isn't What It Used To Be, o segundo disco, que chegou às lojas a vinte e três de setembro, por intermédio da Club AC30. The Rapture e Fiction, dois dos singles já divulgados, provam que os Exit Calm irão certamente querer preencher uma importante lacuna no cenário indie britânico surgida após o fim dos The Verve e o ocaso dos Manic Street Preachers e que será justo conseguirem finalmente a visibilidade que tanto ambicionam.

Naturais do Yorkshire, os Exit Calm são um quarteto que muito cedo, após algumas demos apenas, captaram a atenção de nomes tão importantes como Liam Gallagher ou Nick McCabe (The Verve). Vitimas da circunstância de estarem no sítio certo (Inglaterra), mas no momento errado (no período de ocaso do indie rock no país de sua majestade), deram a conhecer um disco de estreia que não preencheu as elevadas expetativas de quem já tinha tomado a devida atenção a este grupo que tanto prometia e pouco provou nesse trabalho. No entanto, a banda não desistiu e, três anos depois, com outra mentalidade e frescura e já um pouco esquecidos por uma media sempre ávida de encontrar a the next big thing, apresentam The Future Isn't What It Used To Be, um grito de revolta, bem mais maduro, sofisticado e agradável que o trabalho homónimo de estreia.

Ouve-se The Rapture e rapidamente somos conquistados pela altivez melódica e pelo forte cariz etéreo e orquestral de uma canção muito bem produzida por Rob McVey, com uma guitarra tocada impecavelmente por Rob Marshall e apontada para ambientes de estádio, talvez o mais perto que os Oasis conseguiriam chegar dos U2, caso tivessem alguma vez essa pretensão. E dessa forma está dado o mote para o restante conteúdo de um conjunto de nove canções, cantadas por um Nicky que às vezes faz recordar a postura vocal de Ian Brown (Stone Roses)), temas que evocam quer o indie rock psicadélico norte americano de cariz mais sombrio dos últimos vinte anos, quer a britrock dos anos noventa.

Albion é uma canção que faz essa ponte entre os dos continentes e outro destaque do álbum é When They Rise, um tema melodicamente bastante épico e onde o baixo e a voz se destacam, algures entre Placebo e Interpol. Essa canção e Holy War constituem o núcelo duro de The Future Isn't What It Used To Be e fazem com que o disco tenha a componente comercial que, pelos vistos, os Exit Calm querem resgatar para a sua banda, ainda não satisfeitos por serem já considerados, atualmente, um dos melhores grupos ao vivo do seu país natal.

Em suma, The Future Isn't What It Used To Be junta uma interessante elegância melódica e instrumental com as bases fundamentais da pop e do indie rock que agrada às massas, com o firme propósito de colocar os Exit Calm no olho do furacão do cenário indie comercial internacional. É um disco pensado ao detalhe, feito para atrair multidões e talvez uma cartada decisiva para uma banda que não se contenta com pouco e que ou será rapidamente esquecida, ou ficará por cá vários anos a vender milhares de álbuns e a encher estádios e arenas, um pouco por esse mundo fora. Espero que aprecies a sugestão...

Exit Calm - The Future Isn't What It Used To Be

01. The Rapture
02. Albion
03. Fiction
04. When They Rise
05. Higher Bound
06. Holy War
07. Promise
08. Glass Houses
09. Open Your Sky


autor stipe07 às 22:17
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Sábado, 27 de Julho de 2013

Hills Like Elephants – Feral Flocks

Lançado a vinte e três de março, Feral Flocks é o novo disco dos Hills Like Elephants e o sucessor de The Endless Charade, de 2012. Naturais de São Diego, os Hills Like Elephants são Sean Davenport (voz e teclas), Daniel Gallo (baixo), Andrew Armerding (guitarra), Juan Carlos Ortiz (bateria) e Greg Theilmann Key (teclas e guitarra). Feral Flocks foi produzido por Christopher Hoffee nos estúdios Chaos Recorders.


Da Califórnia continuam a surgir vários projetos que refrescam sonoridades antigas, com arranjos contemporâneos e uma visão mais atual do que de melhor se vai escutando no universo indie e alternativo. Os Hills Like Elephants são mais uma daquelas bandas fortemente influenciadas pelo sol da costa oeste, mas que, tendo em conta essa aposta vintage de cara lavada, em vez de virarem agulhas para sonoridades mais perto da surf music, vão antes bater  porta das pistas de dança, neste caso do glam rock misturado com a indie rock e a pop eletrónica, que teve em David Bowie um dos expoentes máximos e nos LCD Soundsystem de James Murphy fiéis seguidores. Estas são algumas das influências bastante presentes nesta banda e Feral Flocks, de acordo com alguma crítica que li, é um passo em frente relativamente à estreia, uma espécie de Motown with Drum machines, nas palavras de Sean Davenport, o líder do projeto.

Não é fácil levar a sério um grupo que tem em Ninjavitus como título do single de apresentação de um disco, mas a verdade é que este tema de abertura de Feral Flocks acaba por ser o grande destaque do disco e uma excelente apresentação do seu conteúdo sonoro. Para o mesmo efeito juntaria também Origami Lions, outra canção que sobressai. As dez canções do trabalho são animadas e constroem uma sequência sonora divertida, ligeira e agradável de ouvir, que cai sempre bem nestes dias mais quentes e solarengos. O próprio Sean Davenport afirmou recentemente que houve um declarado propósito na concepção de Feral Flocks de fazer um disco simples e directo (I’m not trying to be profound. If I wouldn’t say it to you at a bar, I won’t say it lyrically).

A audição do disco não renega as influncias que já referi e Feral Flocks acaba por ser um quadro sonoro pintado com as ideias atitudes e estilos dos anos setenta e oitenta, mas com a tal contemporaneidade instrumental. As melodias aditivas e as letras orelhudas, cantadas por uma voz várias vezes em falsete e modulada, que facilmente acompanhamos e que quase nos convidam a isso, juntamente com os samples, as batidas típicas de um disco sound lo fi, fazem deste álbum um bom exemplo de como frequentemente, na música, as fórmulas mais simples são as que melhores resultados criam.

Não haverá nos Estados Unidos muitas bandas com uma sonoridade parecida com estes Hills Like Elephants e que misturem com tamanha habilidade certos aspetos da brit pop mais antiga com detalhes eletrónicos e a soul, universos sonoros à partida pouco permeáveis. Mas a verdade é que este coletivo faz essa simbiose com uma apreciável mestria. Espero que aprecies a sugestão...

01. Ninjavitus
02. Splendor
03. Foreign Films
04. Mystifying Oracle
05. Luxury
06. Start A War
07. Origami Lions
08. Conversation Piece
09. Empty Auditoriums
10. Haunting Press


autor stipe07 às 10:52
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Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

Suede – Bloodsports

Os Suede estão de regresso aos discos com Bloodsports, o sexto álbum desta banda de rock alternativo britânica. Bloodsports foi editado no passado mês de março, sendo o primeiro trabalho da banda depois de um hiato de uma década, já que sucede a A New Morning, álbum de 2002. Nesse ano os Suede sairam de circulação na ressaca do movimento brit pop que liderou o rock alternativo na década de noventa e numa altura em que eram as bandas do lado de lá do atlântico, lideradas pelos The Strokes e pelos Interpol, que começavam a dar cartaz no universo musical alternativo.


Grupo que teve e tem como maiores referências os Smiths e os Commotions, os Suede andaram sempre à procura da direção certa e dos melhores cruzamentos sonoros dentro da esfera brit pop. Curiosamente, quando a banda se formou em 1989, num anúncio de jornal era pedido um baterista e o ex Smiths Mike Joyce candidatou-se ao cargo, mas logo desistiu quando percebeu que a sua anterior banda seria uma das bitolas dos Suede e que ele próprio poderia tornar-se num óbice dentro de um projeto que queria estabelecer uma identidade própria apesar de não renegar influências.

Ao longo da carreira, os Suede acabaram por conseguir estabelecer uma sonoridade muito peculiar e sua, graças não só à postura de Brett Anderson, o carismático líder, mas também devido aos detalhes sofisticados e aos arranjos únicos do guitarrista Richard Oakes. Não houve propriamente uma coesão em termos de sonoridade já que a discografia dos Suede não é particularmente homogénea; O primeiro álbum homónimo, editado em 1993, era um disco mais rock e Dog Man Star (1994) já mostrava uma faceta da banda mais obscura e de sonoridades sofisticadas. O terceiro, Coming Up (1996) mostrou um lado pop e melódico da banda, sendo até hoje o disco dos Suede mais bem sucedido comercialmente. Depois do experimentalismo em excesso com Head Music (1999) a banda lançou A New Morning (2002), trabalho cheio de arranjos acústicos e que apesar da qualidade não chamou muito a atenção do grande público.

Pouco mais de dez anos depois a banda regressa, curiosamente numa fase em que o retro e os anos noventa voltam a estar na moda e os Suede deixam para os fãs a possibilidade de eles próprios concluirem se o grupo foi capaz de lançar canções de qualidade e finalmente estabelecer a tal identidade que tanto procuraram toda a carreira. A própria banda deixa pistas já que em entrevistas recentes Brett Anderson disse que Bloodsports combina o lado mais lírico de Coming Up com os elementos obscuros de Dog Man Star.

Embora isso pareça estranho, não posso deixar de concordar que é esse o clima que permeia grande parte das canções deste novo álbum. Bloodsports está impregnado com os tais arranjos envolventes e sofisticados e transporta uma sensibilidade melódica muito aprazível. Há vários arranjos e riffs inspirados como em Snowblind e Starts And Ends With You e a melódica For The Strangers mostra um competente trabalho do guitarrista Richard Oakes e um clima que os Suede sempre exploraram de forma criativa. O primeiro tema do álbum, Barriers, talvez seja um dos pontos mais fracos do disco, mas gostaria de destacar a soturna Sometimes I Feel I'll Float Away, uma canção com uma toada inicial atmosférica, mas que depois cresce para um registo muito aditivo e linear. Gostei também da grandiosa Hit Me, tema que intercala uma excelente interpretação de Anderson com um trabalho habilidoso da restante banda. Já a fúnebre Always traz sons modulados e camadas sonoras que lhe dão um clima espectral.

Se no início de carreira os Suede não sabiam muito bem para onde iriam, após tantos discos lançados parece-me que ainda não terão chegado a um consenso sobre isso e talvez resida aí a sua maior virtude. Espero que aprecies a sugestão...

Suede - Bloodsports

01. Barriers
02. Snowblind
03. It Starts And Ends With You
04. Sabotage
05. For The Strangers
06. Hit Me
07. Sometimes I Feel I’ll Float Away
08. What Are You Not Telling Me?
09. Always
10. Faultlines


autor stipe07 às 21:58
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2012

Gaz Coombes Presents – Here Come The Bombs

Quem esteve atento à luta fraticida pelo domínio da brit pop durante a década de noventa, recorda-se imediatamente da dupla Blur vs Oasis e depois acrescenta-lhe os Suede e os Pulp, os The Charlatans e talvez os Supergrass, sem dúvida o grupo britânico mais negligenciado nessa altura.

Gaz Coombes, antigo líder desta banda britânica, acaba de estrear-se numa carreira a solo e em boa hora o fez; Here Come The Bombs, editado no passado dia vinte e um de maio pela Hot Fruit Recordings, produzido por Sam Williams e gravado no estúdio caseiro de Gaz em Oxford, é um disco extraordinário e para já, pelo menos para mim, um dos lançamentos essenciais em 2012.

Pessoalmente acho deprimente constatar que a brit pop morreu na medida em que ninguém mais lhe pegou com a mesma originalidade e grau de pureza com que várias bandas o fizeram na década de noventa. Mesmo quando sonoridades mais eletrónicas invadiram o espaço antes reservado às guitarras nesse cenário alternativo britânico, alguns  souberam adaptar-se e, apresentando o caso concreto dos Blur, 13 e Think Tank foram a prova concreta, assim como o próprio projeto a solo de Graham Coxon. Radiohead, Spiritualized, Primal Scream e os próprios cometas The Verve, assumiram desde a sua génese um estilo particular que deixou e ainda sustenta marcas profundas na música popular britânica das últimas duas décadas e se os últimos discos de Graham e do projeto de Jason Pierce provam tal vitalidade, Here Come The Bombs, demonstra que se os Supergrass não sobreviveram à evolução e não se adaptaram, pelo menos Gaz Coombes não virou a cara à luta, absorveu as novas pinceladas mais eletrónicas e  desprovido da responsabilidade coletiva que é fazer parte de uma banda onde há o dever de partilha artística, escreveu excelentes canções pintadas com um experimentalismo pop que merece toda a nossa atenção.

Here Come The Bombs é uma bomba e esta palavra quando é usada para adjetivar (neste caso um disco) e não para enumerar um objeto letal, pode qualificar um sucesso ou um fracasso. Dizer-se que determinado disco é uma bomba e ficar-se por aí, pode deixar o ouvinte na dúvida, sem perceber se é um conjunto de canções revolucionárias, únicas e que farão parte da história da música, ou uma súmula de várias canções que irão definitivamente cicatrizar a carreira de uma banda ou de um músico. Por isso, esclareço desde já que, quanto a mim, esta bomba com onze canções, está cheia de energia positiva e cativante e configura, coom já disse, um dos melhores lançamentos deste ano.

Here Come The Bombs tem momentos assombrosos que, por acaso já podiam ter sido detetados em Road To Rouen, umas primeira tentativa a solo de Gaz romper com a herança dos Supergrass mas que vendeu mal. Logo no início, Hot Fruit, um dos singles de Here Come The Bombs, é um hino épico, mas com um funk sexy que assentaria que nem uma luva em Hail To The Thief dos Radiohead. Universal Cinema e Sub-Divider são movidas por uma linha de baixo nervosa, enquanto White Noise é triste, bela e contemplativa. Todos estes temas não são canções pop de guitarra convencionais e cada canção parece ter uma surpresa diferente, fazendo com que o disco seja intrigante, sem deixar de ser acessível.

Here Come The Bombs é uma oferta compensadora e substancial, a banda sonora inicial de um artista cheio de criatividade, que teve a capacidade de se reinventar e voltar à boa forma e puxar-nos para o lado mais divertido do rock n'roll. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. Bombs
02. Hot Fruit
03. Whore
04. Sub-Divider
05. Universal Cinema
06. Simulator
07. White Noise
08. Fanfare
09. Break The Silence
10. Daydream On A Street Corner
11. Sleeping Giant


autor stipe07 às 13:23
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2012

Animal Kingdom – The Looking Away

Os Animal Kingdom são uma banda de indie rock de Londres formada por Richard Sauberlich (voz, guitarra e piano), Hamish Crombie (baixo) e Geoff Lea (bateria). Estes músicos juntaram-se em 2008 e estrearam-se nos discos no ano seguinte com Signs and Wonders, gravado em Seattle com o aclamado produtor Phil Ek (Fleet Foxes,The Shins). Chalk Stars e Tin Man, singles retirados desse disco colheram inúmeros elogios da crítica e fizeram com que a banda recebesse várias nomeações para prémios.

Agora, em 2012, estão de volta aos discos com The Looking Away, lançado oficialmente no dia oito de maio pelo selo Boombox/Mom+Pop, o sempre difícil segundo álbum, produzido por David Kosten, que já trabalhou com os Everything Everything e Bat for Lashes.

 

Não será por acaso que Arcade Fire, Coldplay, Radiohead, Grizzly Bear e Beck são as grandes influências declaradas dos Animal Kingdom e este cardápio se for bem espremido poderá resultar numa fornada do melhor que há no cenário indie e alternativo atual. Strange Attrractor,  o primeiro single extraído de The Looking Away, consegue isso e ainda abranger alguns tiques da melhor brit pop, nomeadamente devido ao riff de guitarra e o refrão grandioso e viciante (It only comes in wave and then it goes away. Well it must be chemical, chemica, chemical).
O resto do disco está cheio de melodias cristalinas e refrões radiofónicos feitos com sintetizadores que adicionam elementos oitentistas e dançantes. Há pequenos hinos perdidos, como The Wave, Get Way With It e o tal single Strange Attractor. As duas canções que encerram The Looking Away, provam que este é um álbum bem pensado, em que cada letra dialoga entre si e cada melodia dá continuidade para a paisagem criada pela canção anterior.

 Mas ainda faltava um diferencial que tire os Animal Kingdom da obscuridade e os destaque neste universo musical tão competitivo. The Looking Away ainda não é o disco definitivo da banda, mas cumpre bem o seu papel. Espero que aprecies a sugestão...

Animal Kingdom - The Looking Away

01. The Wave
02. Get Away With It
03. Strange Attractor
04. Straw Man
05. Skipping Disc
06. Glass House
07. The Art Of Tuning Out
08. White Sparks
09. Everything At Once
10. Alone Together


autor stipe07 às 13:33
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

The Maccabees – Given To The Wild

Os britânicos The Maccabees tiveram uma estreia auspiciosa em 2007 com Colour In It o disco de estreia, que além de ter vendido bem, conseguiu várias nomeações nas listas dos melhores álbuns daquele ano e com inúmeras críticas positivas. E depois de quase dois anos de hiato, chegou em 2009 a hora de prestar novamente contas perante a crítica e, principalmente perante os fãs, através do sempre difícil segundo álbum. Para que nada falhasse, apostaram em grande na produção e convidaram Markus Dravs, responsável pelo Neon Bible do Arcade Fire e o Homogenic da Björk e deram a conhecer nesse ano ao mundo Wall Of Arms. Esse disco era mais complexo e sombrio que o anterior, mas também conquistou a crítica e fez dos The Maccabees um dos grandes nomes da british rock da atualidade. Agora, no início de 2012, chegou finalmente o aguardado terceiro disco, intitulado Given To The Wild.

Given To The Wild é mais um passo na consolidação da maturidade dos The Maccabees, visto ser algo diferente dos dois trabalhos anteriores, que já tinham alguns pontos de divergência entre si. Given To The Wild é sofisticado, maduro e algo intrincado, mas no bom sentido, ou seja, carregado de detalhes sonoros até então desconhecidos na banda e que a balizam definitivamente no terreno nem sempre firme da dream pop. O disco acaba por surpreender pela elegância e carece de tempo para ser digerido e apreciado devidamente, até porque há algumas canções que não são imediatas. Portanto, se a banda saiu da sua habitual zona de conforto, compete também ao ouvinte estar predisposto a efetuar o mesmo percurso, já que a última coisa que o disco transparece é previsibilidade.

Este disco é muito mais do que um combinado de boas músicas; Há aqui sentimento, emoção, veracidade, beleza e nostalgia, experiência e firmeza, dentro daquilo que os The Maccabees definiram como o seu estilo sonoro. E tal firmeza suscita que se questione se não quiseram com este Given To The Wild exprimir o desejo de dar uma nova cara ao indie rock britânico.

O álbum é um trabalho com muitas dimensões e momentos marcantes e nele os The Maccabees deram um passo gigantesco na direção da originalidade e da busca pela singularidade. Devido a essa expansão musical e por dosearem na perfeição as suas canções, terão certamente direito a figurar, mais uma vez, em muitas listas dos melhores do ano. Espero que aprecies a sugestão...

01. Given To The Wild (Intro)
02. Child
03. Feel To Follow
04. Ayla
05. Glimmer
06. Forever I’ve Known
07. Heave
08. Pelican
09. Went Away
10. Go
11. Unknow
12. Slowly One
13. Grew Up At Midnight


autor stipe07 às 13:07
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