Segunda-feira, 5 de Setembro de 2016

Warhaus – We Fucked A Flame Into Being

Warhaus é o alterego artístico e projeto a solo de Maarten Devoldere, um dos líderes dos belgas Balthazar e que acaba de editar We Fucked A Flame Into Being, um alinhamento abrigado à sombra da PIAS América e sem a preocupação clara em seguir determinados cânones e regras pré-estabelecidas. A capa que Maarten veste nos Warhaus não é um outro caminho balizado pelo músico rumo ao estrelato e ao sucesso comercial, mas antes um marco de ruptura com o catálogo dos Bathazar, em dez canções que exalam uma elevada maturidade, quer melódica quer instrumental, um caso evidente de acerto criativo relevante no sempre profícuo cenário musical belga.

Resultado de imagem para Maarten Devoldere warhaus

We Fucked A Flame Into Being é um título particularmente feliz para um alinhamento que exala sensualidade e lascívia por por todos os poros. No timbre da percussão, no sussurro grave e sedutor da voz de Maarten  e no negrume crú e vintage de I'm Not Him sentimos logo todos os nossos poros inquietarem-se e quando as cordas se anunciam de modo insinuante ficamos desde logo rendidos a este diálogo de engate em que não são precisas muitas palavras ou um discuro demasiado elaborado para nos deixarmos possuir e enrolar por este disco.

Apreciar devidamente We Fucked A Flame Into Being é aceitar esta cópula necessariamente húmida, intensa, apaixonada e sentida entre música e ouvinte, numa relação de completa submissão da nossa parte a um rock clássico exemplarmente temperado por uma nostalgia blues, arrebatadora em The Good Lie, que num ambiente ora sombrio e nostálgico, ora explicitamente sexual, como sucede no vai e vem impiedoso de Against The Rich, encarna uma clara manifestação de diferentes pistas para quem busca numa relação não apenas a pureza sentimental, mas também aquelas sensações mais orgânicas e imediatas, que podendo ser emotivas ou amargas, sãos as que tantas vezes melhor nos mostram como é bom estar vivo e perceber que tudo em nós funciona e faz sentido.

A cereja no topo do bolo de We Fucked A Flame Into Being é, quanto a mim, Leave With Me, canção com uma vibração ímpar e que emerge com toques de grandiosidade nos sempre incautos caminhos do rock mais melancólico e minimal, mas merece também entrega total da nossa parte o fuzz da guitarra e o c'mon do refrão da mais soturna e exigente Memory, o ardor intimista das cordas e dos tambores de Wanda e o sentimentalismo minimalista de Bruxelles, uma ode de amor a uma cidade que vive um presente algo conturbado, mas que é um exemplo europeu de integração e de liberdade, também ao que o amor em todas as suas possíveis dimensões diz respeito, uma cidade onde não és julgado pela tua religião, orientação sexual ou condição social, mas apenas pelo modo como respeitas uma multiplicidade cultural e sociológica que deveria ser exemplo para tantas outras cidades e culturas da nossa contemporaneidade. 

O clima sonhador e etéreo de Time And Again, como que personifica aquele momento em que após longos e saborosos minutos de intenisdade física precisamos de deixar que o nosso corpo recupere de todo o torpor em que se encontra, no reconforto de um sono profundo, encerrando assim um alinhamento que explora não só o orgânico, mas também os recantos mais obscuros das relações, especialmente aquelas que se desejam que não sejam sempre pacíficas, criado por um músico com um charme inconfundível e sem paralelo no universo alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...

Warhaus - We Fucked A Flame Into Being

01. I’m Not Him
02. The Good Lie
03. Against The Rich
04. Leave With Me
05. Beaches
06. Machinery
07. Memory
08. Wanda
09. Bruxelles
10. Time And Again


autor stipe07 às 18:17
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Terça-feira, 19 de Maio de 2015

Balthazar – Thin Walls

Três anos após o aclamado Rats, os belgas Balthazar estão de regresso com Thin Walls, um disco que viu a luz do dia a trinta de março através da etiqueta Play It Again SamThin Walls foi gravado em Inglaterra, nos estúdios Yellow Fish Studios, com o apoio de Ben Hillier (Blur, Depeche Mode, Elbow) e Jason Cox (Massive Attack, Gorillaz).

Mais autêntico e selvagem do que qualquer um dos trabalhos anteriores dos Balthazar, que sempre tiveram uma preocupação clara em seguir determinados cânones e regras pré-estabelecidas, quase sempre por eles próprios, como se estivessem plenamente convencidos que existe um caminho bem balizado rumo ao estrelato e ao sucesso comercial, Thin Walls é um marco de ruptura com esse passado, um compêndio sonoro que exala uma elevada maturidade, quer melódica quer instrumental e um acerto criativo superior a qualquer registo anterior deste grupo belga.

Escrito na ressaca da extensa digressão de promoção a Rats, este terceiro trabalho dos Balthazar reflete o corropio que a banda viveu durante vários meses e a necessidade que todos sentiram de se libertar dessas amarras e das rotinas desgastantes que a vida na estrada tantas vezes oferece, para comporem novas canções que renovassem não só o cardápio da banda, mas que representassem igualmente um salto em frente na carreira e na digestão emocional dos cinco elementos do grupo relativamente aquilo que a música enquanto atividade profissional tem provocado na dimensão pessoal de cada um. Dirty Love expressa claramente todo o transtorno emocional que uma digressão proporciona e que muitas vezes resulta no fim do amor e Then What, o primeiro avanço divulgado do disco, é uma canção que fala de alguém que está completamente dominado por esse mesmo amor que sente por alguém, ao ponto de perceber que a sua felicidade deixou de depender de si próprio e que não lhe resta outra saída senão aprender a lidar com essa nova realidade. Estes acabam por ser dois exemplos claros desta clara manifestação de novos interesses e da busca de uma maior pureza sentimental, sem olhar propriamente aquilo que o ouvinte à partida espera de um grupo capaz de agradar às massas.

Ao longo do alinhamento, canções como a emotiva Bunker ou a perturbadora e amarga I Looked For You são outras notáveis composições que demonstram o modo coerente e apaixonado como os Balthazar funcionam enquanto corpo único e como catalizaram toda a energia que foram reprimindo ao longo do tempo em que escreveram e compuseram presos às tais amarras, para apresentarem em Thin Walls excelentes e convincentes músicas que são prova de uma notável auto confiança, uma tremenda experiência e acerto interpretativos e, principalmente, temas que transbordam uma salutar melancolia, que consegue tocar mesmo em quem se considera menos propenso ou mais resistente ao arrepio fácil. Espero que aprecies a sugestão...

Balthazar - Thin Walls

01. Decency
02. Then What
03. Nightclub
04. Bunker
05. Wait Any Longer
06. Dirty Love
07. Last Call
08. I Looked For You
09. So Easy
10. True Love


autor stipe07 às 22:06
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2015

Balthazar – Then What

Balthazar - Then What

Três anos após o aclamado Rats, os belgas Balthazar estão de regresso aos discos com Thin Walls, disco que vai ver a luz do dia a trinta de março através da etiqueta Play It Again Sam.

Thin Walls foi gravado em Inglaterra, nos estúdios Yellow Fish Studios, com o apoo de Ben Hillier (Blur, Depeche Mode, Elbow) e Jason Cox (Massive Attack, Gorillaz).

Then What é o primeiro avanço divulgado do disco, uma canção que fala de alguém que está completamente dominado pelo amor que sente por alguém, ao ponto de perceber que a sua felicidade deixou de depender de si próprio e que não lhe resta outra saída senão aprender a lidar com essa nova realidade. Confere...


autor stipe07 às 17:42
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

dEUS – Selected Songs 1994 – 2014

Oriundos de Antuérpia, os dEUS de Tom Barman fazem parte da minha existência há duas décadas e este é, se calhar, o momento certo de ambos fazermos o balanço dos laços que nos unem e do nível de afinidade que persiste entre grupo e fã convicto e dedicado, como acho que sou relativamente a este coletivo belga. Selected Songs 1994 - 2014, a coletânea que o grupo lançou no passado dia vinte e quatro deste mês é, claramente, a melhor forma de saldar contas, reavivar memórias e paixões e de voltar a incendiar o peito ao som de algumas das canções mais memoráveis que escutei e que são indissociáveis de alguns dos acontecimentos e instantes mais significativas das minhas últimas duas décadas.

Há muitas bandas em relação às quais, devido à consistência e linearidade sonora da sua carreira, merecem todos os elogios que possam ser dispensados e os dEUS, mesmo não tendo estado particularmente dispostos, ao longo da carreira, a grandes inflexões sonoras, também devido à forte liderança de Tom Barman, apesar de algumas mudanças no plantel, sempre agradaram e contam no seu cardápio com alguns verdadeiros clássicos e referências do indie rock alternativo contemporâeno.

 A caminho dos cinquenta anos, Tom Barman continua a ser o principal compositor e a escrever letras impressionantes, descritas sonoramente com extrema devoção, que começa calma e amiúde transfigura-se numa viagem mais tensa e raivosa, quase sempre através da avidez vocal de uma personagem incontornável do universo indie. Instrumentalmente, estes belgas sabem fazer músicas climáticas, estruturalmente bem arranjadas, com pianos e violinos e frequentemente provam que no seu som nem tudo depende apenas do baixo, da guitarra e da bateria. É verdade que a guitarra tem, geralmente, o assento vip nas pistas da mesa de mistura, amiúde com uma certa fúria centrada em riffs e distorções que produzem acertos musicais, mas depois combinam frequentemente com detalhes tão preciosos como buzinas, teclas de um piano, o sintetizador,  o xilofone e o violino, arranjos que dão impulso às músicas e emitem em algumas delas um forte sentimento orquestral.

Selected Songs 1994-2014 é, como se diz na gíria futebolísatica, uma convocatória feita por um treinador altamente experimentado, que deixa pouca margem para contestação, mesmo no seio do seu grupo e que agradará certamente aqueles que sempre se sentiram atraídos por dEUS devido à forma como distorceram as guitarras para a criação de tratados sonoros capazes de pôr a dançar e fazer vibrar grandes multidões, assim como também é certeira no modo como contém temas com uma elevada carga melancólica e introspetiva, capazes de derreter o coração mais conformado.

Em dois volumes, com o primeiro a conter os temas mais épicos e ruidosos e o segundo com as composições mais delicadas e comtemplativas, dos hinos 7 Days, 7 WeeksInstant Street, a última uma música muito fácil de se gostar, bastante alegre e de uma simplicidade verdadeiramente apaixonante, que se esborracha num final extasiante e verdadeiramente caótico, a The Magic Hour, um instante contemplativo verdadeiramente delicioso, passando pelas épicas Dream Sequence #1 ou Disappointed In The Sun, e as viscerais e monumentais Roses, Suds And Soda, The Architect ou Via, vão a jogo todos os trunfos e o melhor plantel que os dEUS têm para nos oferecer, com uma tática amadurecida com vinte anos de estrada e oito extraordinários discos, exemplarmente documentados na capa da coletânea. Espero que aprecies a sugestão... 

dEUS - Selected Songs 1994 - 2014

CD 1
01. Instant Street
02. The Architect
03. Little Arithmetics
04. Constant Now
05. Hotellounge (Be The Death Of Me)
06. Slow
07. Roses
08. Via
09. Quatre Mains
10. Fell Off The Floor, Man
11. Sun Ra (Live At A38 Budapest, 03.03.2012)
12. Suds And Soda
13. Theme From Turnpike
14. Ghost
15. Bad Timing

CD 2
01. The Real Sugar
02. Nothing Really Ends
03. Serpentine
04. Magic Hour
05. Eternal Woman
06. Right As Rain
07. Include Me out
08. 7 Days, 7 Weeks
09. Nothings
10. Wake Me Up Before I Sleep
11. Smokers Reflect
12. Secret Hell
13. Magdalena
14. Disappointed In The Sun
15. Twice (We survive)

 


autor stipe07 às 19:42
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Sábado, 7 de Junho de 2014

Yuko – Long Sleeves Cause Accidents

Lançado pela Unday Records a sete de abril último, Long Sleeves Cause Accidents é o mais recente disco dos belgas Yuko, uma banda que se divide por Ghent e Bruxelas e formada por Kristof (voz, guitarra), Karen (bateria, percussão), Jasper (guitarras) e Thomas (baixo). Long Sleeves Cause Accidents está disponível para audição na aplicação Spotify


A frase Long Sleeves Cause Accidents era usada como forma de aviso durante a II Guerra Mundial quando a mão de obra masculina foi substituida por mulheres nas fábricas, devido à partida de soldados para a linha a frente e um título feliz para um disco que resulta do trabalho árduo de Kristof Deneijs, o grande cérebro dos Yuko, incubado nos novos estúdios da banda e que viu finalmente a luz, três anos após As If We Were Dancing, o antecessor. Long Sleeves Cause Accidents é uma coleção de nove canções com uma sonoridade única e peculiar, paisagens sonoras que do post rock mais barroco à típica pop nórdica, estão impregnadas com uma beleza e uma complexidade tal que merecem ser apreciadas com alguma devoção e fazem-nos sentir vontade, no fim, de carregar novamente no play e voltar ao início.

O baixo de Dive! e a sonoridade orquestral e épica que vai crescendo em seu redor, conduz-nos logo para um lugar umas vezes calmo outras mais agitado, mas certamente distante, que consegue também ser alcançado muito por influência de uma voz que, algures entre Jónsi e Thom Yorke, parece conversar connosco. A melancolia de While You Figure Things Out é comandada por um som de guitarra, que aliado a outras cordas e ao piano, dão um tom fortemente denso e contemplativo à canção e juntamente com os timbres de voz de Casper, consegue trazer a oscilação necessária para transparecer mais sentimentos, fazendo dela mais um momento obrigatório de contemplar em Long Sleeve Cause Accidents. O groove de You Took A Swing At Me faz uma simbiose cuidada entre o jazz e a folk pop melancólica mais negra e introspetiva, com ritmos e batidas feitos com detalhes da eletrónica e que mesmo acompanhado por uma variada secção de metais, não colocam em causa uma faceta algo acústica. de uma canção cheia de otimismo (And I konw, you're not a disaster).

O momento alto do disco chega com First Impression, um dos singles já retirados deste álbum e que impressiona pelo tambor da percussão que, juntamente com o baixo, fazem a canção mudar constantemente de velocidade, preparando o caminho para as guitarras e a definir um rock melódico extasiante, que conta ainda com um baixo insistente e um desempenho fortemente emocional por parte de Casper. A beleza contagiante e a limpidez do dedilhar da guitarra e da voz em Usually You Are Mine, elevam os Yuko à dimensão de mestres da folk acústica, ampliada quando um coro gospel a exalar blues por todos os poros emerge de um sono profundo e converte-se num portento de sensibilidade e optimismo, a transbordar de amor, o mesmo amor sincero e às vezes sofrido que alimenta as distorções das guitarras, o ênfase da bateria e os lamentos do indie rock alternativo que cobre Justine Part 1.

Até ao fim impressiona ainda o post rock de She Keeps Me Thin, mas o que importa salientar mesmo é o constante sobreposição de texturas, sopros e composições jazzísticas contemplativas, uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades, um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual. Long Sleeves Cause Accidents é um disco que tem como maiores trunfos uma escrita maravilhosa e os sublimes arranjos orquestrais que o sustentam e quando o disco chega ao fim ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de algum deslumbramento perante a obra. Espero que aprecies a sugestão... 

Yuko - Long Sleeves Cause Accidents

01. Dive!

02. While You Figure Things Out
03. You Took A Swing At Me
04. First Impression
05. Usually You Are Mine
06. Justine Part 1
07. The Idealist
08. She Keeps Me Thin
09. A Couple Of Months On The Couch

 


autor stipe07 às 18:36
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Domingo, 1 de Junho de 2014

Customs – The Market

Oriundos da Bélgica, os Customs são uma banda de rock alternativo formada por Kristof Uittebroek, Joan Govaerts, Jelle Janse e Yannick De Clerck. The Market é o registo mais recente do grupo, um disco lançado no passado dia trinta e um de janeiro por intermédio da How Is Denmark Records / Warner Music Belgium.


A banda sonora criada pelos Customs encontra raízes no velhinho rock n'roll feito sem grandes segredos, carregado de decibéis e criado por um catálogo grandioso de guitarras distorcidas, mas onde não faltam alguns detalhes sintéticos e batidas com um groove insinuante, um cozinhado que sabe a algo condimentado com um cardápio de sons catalogados algures entre os Joy Division e os LCD Soundsystem.

Desse modo, os Customs parecem viver num momento em que a ânsia, a rispidez e a pura e simples crueza norteiam o produto final criado no sue seio, mas não deixam para um plano menor um interessante cuidado na produção e nos arranjos, principalmente nas cordas e por uma utilização geralmente assertiva do sintetizador. Temas como Hole in The Market e Are You With Me? plasmam um superior cuidado não só na procura de uma maior diversidade melódica e até instrumental, mas também na demonstração de um elevado controle das operações, estado sempre presente aquele habitual universo cinzento e nublado, que parece cobrir a mente criativa de Kristof Uittebroek, o principal cérebro dos Customs.

Essa Hole In The Market, um dos singles de The Market e disponivel para download, é um exemplo claro de uma tentativa feliz e bem sucedida deste coletivo belga em olhar para o outro lado do Canal da Mancha e procurar agarrar a herança do punk rock britânico e dar-lhe um cariz mais festivo e luminoso, mas também com forte pendor pop. The Market é marcante, elétrico e explosivo, uma coleção madura e consistente de canções que cairão no goto de todos aqueles que apreciam quer o género, quer o estilo. Espero que aprecies a sugestão...

Customs - The Market

01. Love To The Lens
02. Hole In The Market
03. The Hand
04. Dear Ann (Worthless On The Market)
05. Are You With Me?
06. Love, You Don’t Scare Me Any More
07. She Is My Mechanic
08. It’s Funny ’cause It’s True
09. Gimme Entertainment
10. A Sea Of Chablis


autor stipe07 às 22:58
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Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

Balthazar - Leipzig

Leipzig é o novo single dos belgas Balthazar, gravado durante a atual digressão da banda. Confere...

Balthazar - Leipzig


autor stipe07 às 12:51
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Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

Oscar And The Wolf – EP Collection

Oriundos da cidade de Ghent, os belgas Oscar And The Wolf são uma das mais recentes apostas da conceituada PIAS Recordings e já tocaram em diversos locais da Europa, abrindo para nomes tão conceituados como os Warpaint, Mercury Rev ou Lou Reed, uma das principais referências deste coletivo. Os Oscar And The Wolf são liderados pelo vocalista Max Colombie, o elemento fulcral e a principal alavanca criativa do grupo, ao qual se juntaram o guitarrista Filip Brans e o baixista Roland Spooren, que entretanto abandonou o grupo por motivos de saúde. Roland já foi substituido e o grupo também conta com um teclista e mais um guitarrista.

Tal como o nome indica, EP Collection é uma espécie de súmula de trabalhos anteriores, nomeadamente dois EPs que a banda lançou anteriormente, aos quais juntaram duas novas canções. Os trabalhos em questão são Summer Skin, um EP lançado em 2012 e um outro EP chamado Imagine Mountains, o trabalho de estreia do grupo, editado em 2011. A opção por esta junção acontece porque os Oscar And The Wolf estão a preparar o primeiro longa duração da banda que, de acordo com Max, terá uma sonoridade completamente diferente destes dois EPs (I’d like to describe the new songs we’re recording as we speak as both sexy and dark: You can dance to them, but they can also make you think. They’re more electronic, I’d like to create a party, albeit a dark one. I hope the music sounds futuristic. It’s the influence of bands like Flying Lotus, Darkstar or Kuedo.). 

Enquanto a inflexão na sonoridade deste grupo belga não chega aos nossos ouvidos, importa referir que o conteúdo de EP Collection apresenta uns Oscar And The Wolf a fazerem uma simbiose cuidada entre a folk pop melancólica mais negra e introspetiva, com outros ritmos e batidas feitos com detalhes da eletrónica, mas sem colocar em causa uma faceta algo acústica. Produzido por Robin Proper-Sheppard, O EP Summer Skin foi gravado nmua igreja abandonada belga e isso terá potenciado certamente a atmosfera etérea, contemplativa, mística, elegante e envolvente das suas canções, nomeadamente a belíssima Orange Sky, o tema mais conhecido do grupo.

EP Collection é uma espécie de capítulo final e até um assumido fechar de portas para um mundo sonoro específico de um dos mais excitantes grupos do atual cenário alternativo belga. Oxalá o novo rumo que eles vão tomar dê origem a paisagens sonoras tão belas e excitantes como as que já constam do cardápio dos Oscar And The Wolf. Espero que aprecies a sugestão...

Oscar And The Wolf - EP Collection

01. Winterbreaks
02. Lady Of The Sunshine
03. The Dreamers
04. Pastures
05. Bony Weather
06. Crossroads
07. Orange Sky
08. All We Want
09. Ribbons
10. Wash Your Face
11. Moonshine
12. Orange Sky (Herows Remix)

 


autor stipe07 às 19:54
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Sábado, 15 de Junho de 2013

Low Vertical – We Are Giants

Oriundos de Bruges e Ghent na Bélgica, os Low Vertical, estrearam-se nos discos em 2010 com I Saw A Landscape Once, um trabalho que recebeu excelente aceitação da crítica e das rádios locais, tendo, desde logo, sido uma banda que ficou debaixo de olho do rico cenário musical alternativo belga. Lançado no passado dia vinte e oito de janeiro pela Zeal Records e gravado por Wouter Vlaeminck nos at the GAM studios, We Are Giants é o segundo disco deste coletivo belga, estando disponível para audição no soundcloud da editora.

Uma das principais diferenças da estreia para este segundo disco prende-se com a bateria, porque para a gravação de We Are Giants a banda contou com a participação do baterista Lode Vlaeminck, agora também já membro de pleno direito dos Low Vertical. Assim, se as nove canções do álbum continuam a plasmar sonoridades muito influenciadas por nomes como os Radiohead, nomeadamente no que concerne às guitarras, também já é possível conferir que as teclas e os detalhes da eletrónica presentes na estreia têm agora um som ainda mais sintetizado e que choca com a energia da bateria, podendo observar-se então um salutar combate entre a percussão e as cordas.

Esta assunção do poderio da bateria no seio da banda em We Are Giants e a adição de alguns elementos da eletrónica que ainda não tinham sido escutados no cardápio dos Low Vertical, acaba por conferir ao novo disco uma toada sonora muito mais sintética, em oposição à maior crueza orgânica de I Saw A Landscape Once. Logo no início, com o peculiar e ambiental tema homónimo, percebemos que a atmosfera que a banda pretende criar é mais surreal e enigmática do que o usual neste coletivo belga. A seguir, a batida de Toulouse-Lautrec entrelaçada com a guitarra e a melodia fácil de um teclado sintetizado, numa canção que está sempre a crescer de intensidade, como se estivessemos a descolar para uma viagem rumo ao tal mundo criado pela banda, coloca-nos defitivamente na rota certa para o que vamos encontrar nas outras sete canções, onde o chamado rock progressivo também dita muitas vezes as suas regras.

A voz só aparece ao terceiro tema, em Good Luck, Little Fellow, para mim o tema com a sonoridade mais pop e luminosa de We Are Giants e o meu destaque maior do álbum, ao lado de Sun Sun, uma canção cheia de efeitos e reverbs e com uma melodia sintetizadas que me fez remeter para a típica psicadelia que Waine Coyne dos The Flaming Lips não desdenharia ter criado e que em Sensei também está de algum modo presente. Mas, antes de Sun Sun e Sensei, talvez o chamado núcleo duro de We Are Giants, escuta-se um período do disco que acentua esta espécie de concetualidade relacionada com uma viagem para um outro mundo; Nesse universo paralelo há outros seres que são tecnologicamente avançados e também viajam pelo universo e Spacemininvaders Pt. 1 - The Landing e Spacemininvaders Pt.2 - The Attack são, de certa forma, uma canção apenas, dividida em duas partes, dois temas que ilustram o mundo para onde fomos transportados e que dificilmente serão canções entendidas isoladamente, ambas com um resultado final assente num forte pendor introspetivo e sombrio.

A distorção crescente de Epic Slaughter em contraponto com a nostalgia épica de Noa são o capítulo final desta curta viagem com cerca de quarenta minutos, o tempo suficiente para percebermos como é viver num mundo onde não somos a espécie dominante e protagonista, mas apenas observadores de outros eventos e emoções. Só a música dos Low Vertical nos pode salvar desse mundo e fazer com que não nos sintamos isolados e perdidos, além de nos darem, através da audição deste álbum, a possibilidade de transitarmos, sempre que quisermos, por dois universos, o real e aquele que We Are Giants sonoramente tão bem ilustra e descreve.

Gostaria, para terminar, de destacar o belíssimo artwork do disco da autoria de Seppe Van den Berghe, um dos elementos dos Low Vertical. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. We Are Giants
02. Toulouse-Lautrec
03. Good Luck, Little Fellow
04. Spacemininvaders Pt. 1 – The landing
05. Spacemininvaders Pt. 2 – The Attack
06. Sun Sun
07. Sensei
08. Epic Slaughter
09. Noa


autor stipe07 às 20:11
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012

Curtas... XLV


No próximo dia vinte e três de outubro a Matador Records vai apresentar ao mundo Banks, o novo disco a solo e segunda da carreira de Paul Banks, vocalista e guitarrista dos Interpol.

Banks tem dez canções e foi gravado entre Nova Iorque e o estado do Connecticut, com o produtor Pater Katis, habitual colaborador dos Interpol, The National, Shearwater e que também produziu Go, o disco a solo de Jónsi. Para antecipar Banks e aguçar o apetite, a Matador Records disponibilizou a tracklist do álbum e o primeiro single, The Base. Confere...

Paul Banks: Banks

1. The Base
2. Over My Shoulder
3. Arise, Awake
4. Young Again
5. Lisbon
6. I’ll Sue You
7. Paid For That
8. Another Chance
9. No Mistakes
10. Summertime Is Coming

bankspaulbanks.com Twitter

 

Um músico belga chamado Elvy acaba de lançar um disco que é um verdadeiro tratado folk, com uma sonoridade pouco comum para um artista europeu. O disco e a restante discografia estão disponíveis para download gratuito no bandcamp do músico até ao próximo dia onze de agosto. Apressa-te e dá uma oportunidade a este cantor e compositor que parece ser muito genuíno na sua obra, além de ter um indesmentível talento.

Elvy - Misery Needs Company

01. You Do Belong (Alt)
02. Calliope
03. I Miss My Sister
04. Walk Away
05. Amy
06. I’m Yours
07. Aging Love
08. Wandering
09. Goodbye
10. Light


Como se não bastasse toda a expectativa criada em torno do novo álbum dos The XXCoexist, a banda aumenta a ansiedade cada vez que revela uma nova canção. Depois da adorável Angels, em meados de julho, chegou aos meus ouvidos Chained. Com uma empatia cada vez maior  entre o dueto Romy Madley-Croft e Oliver Sim, a canção mostra que a estética redutora do grupo mantém-se, algo que as batidas compenetradas e o clima envolvente definem nos quase três minutos desta canção. Coexist será lançado no dia dez de setembro e é um dos álbuns mais aguardados de 2012.



Enquanto não lançam nenhum novo disco, uma nova surpresa dos Wavves é sempre bem vinda. Desta vez o grupo natural da califórnia e liderado por Nathan Williams fez uma música para uma coletânea apenas com músicas inéditas de vários artistas, relacionada com o sitio de animação Adult Swim. A canção chama-se Hippies Is Punks, está disponível para download gratuito e afasta um pouco a banda da sonoridade surf rock por onde tem navegado. A canção é menos festiva e tem uma sonoridade típica da década de noventa, com potentes guitarras a liderarem a melodia. Confere...


Os Mumford and Sons, banda que deu um excelente concerto no último Optimus Alive, divulgaram a primeira amostra do seu segundo álbum Babel, nas lojas no próximo dia vinte e quatro de setembro. Marcus Mumford (voz) e Ben Lovett (teclas, acordeão) falaram recentemente sobre Babel e divulgaram que, à semelhança da estreia Sigh No More, este Babel foi produzido por Markus Dravs, colaborador dos Arcade Fire.

Mumford And Sons - I Will Wait

 


Os norte americanos Wilco andam a disponibilizar gratuitamente no site oficial da banda alguns dos seus últimos concertos. O último, e quinto da série, foi um espétaculo do grupo no passado dia vinte e cinco de julho, na big apple. Confere...

Wilco - Roadcase New York

01. One Sunday Morning (Song For Jane Smiley’s Boyfriend)
02. Art Of Almost
03. I Might
04. At Least That’s What You Said
05. She’s A Jar
06. Kamera
07. Can’t Stand It
08. Too Far Apart
09. What’s The World Got In Store
10. Impossible Germany
11. Born Alone
12. Capitol City
13. Laminated Cat (Aka Not For The Season)
14. Summer Teeth
15. Whole Love
16. Theologians
17. I’m The Man Who Loves You
18. Dawned On Me
19. Shot In The Arm

Encore
20. Passenger Side
21. Casino Queen
22. Candyfloss
23. Hesitating Beauty
24. A Magazine Called Sunset
25. Kicking Television

Encore
26. The Late Greats
27. Dreamer In My Dreams
28. The Lonely One


Termino empolgadíssimo com a minha mais recente descoberta; Acaba de ser divulgado uma nova canção da dupla Zero 7 e o vídeo da mesma. A música chama-se The Colour Of Spring, um original dos Talk Talk e conta com a participação especial de Only Girl. O vídeo foi realizado por Brendan Canty, um dos realizadores mais requisitados do momento. A música fará parte de uma coletânea chamada Spirit Of Talk Talk, onde se poderão escutar alguns clássicos dos Talk Talk por artistas da atualidade.

Spirit Of Talk Talk será editado pela Fierce Panda no próximo dia três de setembro e pode ser encomendado aqui.


autor stipe07 às 23:00
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