Terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Yes I´m Leaving - Slow Release

Billy, Boyer e Cook são os Yes I'm Leaving, um trio australiano oriundo de Sidney e que se prepara para conquistar um lugar ao sol no universo sonoro indie com Slow Release, um disco que chegou aos escaparates a vinte e nove de setembro por intermédio da Homeless.

 A carilha insana do indie rock alternativo dos anos noventa está mais viva do que nunca e estes Yes I'm Leaving parecem exímios a remexer nessa época em que nomes como os Nirvana, Smashing Pumpkins, Soundgarden ou Pearl Jam, Offspring ou Green Day, pegaram nas guitarras e no baixo e testaram os limites das pedaleiras em canções eminentemente curtas e diretas que versavam, quase sempre, sobre os tipicos dilemas juvenis ou questões politicas e ambientais. Este trio navega um pouco em redor destes nomes distintos com Fear, por exemplo, a ser um tema cheio de detalhes típicos do grupo de Bryan "Dexter" Holland e Alchemy a chamar a si a herança mais noise de Eddie Vedder, só para citar dois exemplos concretos. Seja como for, em termos gerais, Slow Release soa a uma espécie dá vida a um som de marca e marcante que, algures entre Pavement e Smashing Pumpkins, numa espécie de encontro improvável entre Corgan e Malkmus, faz deste trio já um nome a ter em conta no último terço deste ano.

O álbum é um festim inebriante, feito com guitarras distorcidas, uma voz que ruge sem desafinar e que exala um espírito jovem e bastante beliçoso. Fica logo claro que os Yes I'm Leaving não cairam na tentação de complicar, já que ao longo do alinhamento deste trabalho não há quebras, nem momentos pouco ruidosos que os pudessem levar para territórios ponde se pudessem sentir, para já, menos cómodos. Os Yes I'm Leaving têm urgência em se mostrar e fazem-no com uma crueza avasssaladora mas, sem perder nunca o norte, nem sem se deixarem levar por experimentalismos e arranjos desnecessários. E quando, em Husk, perdem um pouco o norte, mas sem descarrilar e se desviam ligeiramente da rota, fazem-no em busca de alguns detalhes do rock mais progressivo e do próprio metal e não num sentido mais brando ou melancólico.

Há uma componente melódica particularmente assertiva em todas as canções, apesar do cariz particular da sonoridade que replicam, sendo Careless a canção que melhor explana este vertente. O baixo é mu instrumento essencial na forma como aconchega e domina as guitarras e a bateria e Salt e o fuzz visceral de Manic serão talvez os tema em que o red line é posto à prova com maior intensidade pelas cordas e simultaneamente aqueles em que o baixo tem maior destaque. A partir deste tema ficamos constantemente à espera que surja nos nossos ouvidos algo de imprevisível e inédito, na forma como as cordas são manuseadas e produzidas e, sendo um disco de guitarras, quem aprecia o baixo e a bateria irá certamente sentir-se deliciado com a quantidade de efeitos que vai descobrir neste álbum e querer replicar.

Independentemente do grau de acidez e de rudeza destes Yes I'm Leaving, Slow Release é um remate certeiro e um marco significativo na discografia atual que se inspira no período aúreo do rock alterativo norte americano, através de canções plenas de originalidade e com uma elevada bitola qualitativa e que devemos guardar com reverência para que sejam levadas para a linha da frente do nosso airplay particular quando nos apetece ouvir algo completamente distinto e único e longe da habitual limpidez sonora que geralmente nos cerca. No Bandcamp da banda podes escutar outros temas dos Yes I'm Leaving. Espero que aprecies a sugestão...

One

Puncher

Fear

Alchemy

Timer

Salt

Care Less

Manic

Funny

Secret

Husk

 


autor stipe07 às 18:34
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

San Cisco – Run

San Cisco - RunOs San Cisco são uma banda natural de Perth, na Austrália e formada por Jordi James (guitarra, voz e teclados), Josh Biondillo (guitarra, voz), Nick Gardner (baixo) e Scarlett Stevens (bateria). Eles acabam de divulgar Run, o primeiro single do segundo disco do grupo, que deverá sair no início do próximo ano.

Run é um tema construído sobre linhas de guitarra e um sintetizador inspirado, com uma forte componente melódica e um refrão bastante luminoso. Confere...


autor stipe07 às 18:30
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Germany Germany - Substance

Germany Germany - "Substance"

Oriundos da cidade de Victoria, nos antípodas, os australianos Germany Germany são Graham Keehn, Nathan Willson, Michael Matier e Drew Harris, um quarteto que se prepara para editar um homónimo, já no próximo dia vinte e cinco deste mês.

Substance é o mais recente avanço divulgado de Germany Germany, um título irónico para uma canção que só tem como letra um simples verso que diz I can’t let you go. Seja como for, após várias audições, começa a ser claro que o indie rock de cariz fortemente etéreo e experimental destes Germany Germany é bastante rico e assertivo.

A serenidade do longo instrumental que abre o tema é interrompida por um breve momento de silêncio e este é o ponto fulcral da canção, já que a partir daí somos lançados para diante através de um loop de guitarra e uma batida frenética e fortemente emotiva, enquanto Drew repete até à exaustão a curta mas significativa letra de Substance. Uma viagem musical cósmica imperdível. Lá para o final do mês regressarei a estes Germany Germany, para divulgar o restante conteúdo de um disco que promete. Confere...


autor stipe07 às 13:24
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Firekites - Closing Forever Sky

Seis anos depois de The Bowery, o registo de estreia, os Firekites de Pegs Adams, Ben Howe, Tim Mcphee e Jason Tampake, um quarteto oriundo da Newcastle australiana, estão de regresso com mais sete belíssimas canções, contidas num novo disco chamado Closing Forever Sky e que viu a luz do dia por intermédio da etiqueta local Spunk Records.

Os acordes iniciais de Closing Forever Sky são perfeitos para percebermos o que nos espera nos próximos cerca de quarenta minutos. Aguarda-nos belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. Os Firekites deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem aquela faceta algo negra e obscura que carateriza um ambiente sonoro fortemente etéreo e melancólico, para criar um álbum tipicamente rock e esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora e alicerçadas numa certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

A escrita deste quarteto oriundo dos antípodas carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a essa sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi. Esta evidência desarma completamente os Firekites e além de os envolver numa intensa aúrea vincadamente orgânica e, por isso, fortemente sensual, despe-os de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que os poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade do agregado sentimental que carateriza os membros do grupo.

Em Closing Forever Sky ouve-se ecos da negrura de projectos recentes como Esben & the Witch. Ouve-se Cocteau Twins. Ouve-se Portishead e Massive Attack, não só no single homónimo, mas também no clima sussurrante e hipnótico de Somewhere Bright First. The Fallen, canção que recebe o alívio de uma guitarra acústica, que depois cresce e se deixa envolver num imenso arsenal de arranjos e detalhes, chega a parecer Radiohead, principalmente na forma como acomoda uma agradável melancolia nas teclas no imenso agregado sonoro que a sustenta. Mas a banda de Thom Yorke também dá uma mãozinha na distorção das guitarras que dá vida ao apogeu final da já referida Somewhere Bright First.

Todos estes exemplos mostram que os Firekites sabem a fórmula exata para temporizar, adicionar e remover pequenos sons e, como se as canções fossem um puzzle, construir, a partir de uma aparente amálgama de vários sons, uma peça sonora sólida.

Mas em Closing Forever Sky também ouve-se estranheza e ouve-se escuridão; Em Said Without A Song é difícil catalogar instrumentalmente a natureza tecnológica que sustenta o tema, mas o silêncio abosluto também está lá, bem no fundo, a ecoar ao longo da canção, como um manto que o cobre, mesmo que seja de forma quase inaudível... Um silêncio que, ao contrário da maior parte dos silêncios, é um silêncio que se escuta. Depois, em Antidote, ouve-se harmonias de vozes de outro planeta e surgem os The XX na guitarra e no baixo, de um modo que me despertou um curioso e muito pessoal desejo, que tantas vezes reprimo e que, ao vivenciá-lo neste caso concreto, me faz imaginar um vídeo para o tema, em que me junto ao grupo e abano as ancas enquanto desfilo num qualquer anúncio de moda.

Depois de um disco de estreia que obrigou a banda a emergir da solidão e a revelar-se sem restrições, Closing Forever Sky é um notório marco de libertação e de experimentação onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, o que deu origem a um disco que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a vastidão imensa e simultaneamente diversificada da paisagem e de um mundo completamente diferente do nosso, de onde estes Firekites são originários. Espero que aprecies a sugestão...

Firekites - Closing Forever Sky

01. Closing Forever Sky
02. Fallen
03. The Counting
04. Fifty Secrets
05. Somewhere Bright First
06. Said Without A Sound
07. Antidote


autor stipe07 às 17:00
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

The Acid - Liminal

Há algo de místico nos The Acid, um projeto musical formado por Ry X, Adam Freeland e Steve Nalepa, uma banda cujo nome também se pode escrever desta forma pictográfica, ∴ The ꓃ ᑄ ꒛ ᗌ ∴Depois de terem lançado no passado dia catorze de abril um EP homónimo, disponível para audição no soundcloud, agora estão de regresso com Liminal, um disco ditado no passado dia sete de julho por intermédio da insuspeita Infectious Music.

Há nos The Acid uma aparente aposta em estar longe das luzes da ribalta, numa espécie de penumbra que tem tanto de excitante como de aborrecido porque, quando se aprecia imenso uma escuta e uma descoberta e a ânsia de saber e ouvir mais cresce, é um pouco frustrante a escassez de fontes disponíveis. A própria música dos The Acid tem um pouco destes dois lados e transporta uma aparente ambiguidade fortemente experimental, onde não se percebe muito bem onde termina e começa uma fronteira entre a pop mais experimental e a pura eletrónica.

Assim, de Nicolas Jaar, a James Blake, passando pelos Atoms for Peace, é vasta a teia de influências que a audição deste disco nos suscita, um trabalho onde o australiano RY X assume o maior protagonismo. As suas canções parecem ter sido embaladas num casulo de seda e em coros de sereia, um novo trovador soul claramente inspirado pelo ideário de Chet Faker, a espiritualidade negra e o falsete de Bon Iver. Assim, não espanta Liminal estar repleto de melodias doces com um leve toque de acidez, mas que se escutam com invulgar fluidez.

Temas como Animal ou Trumbling Lights, a minha canção preferida de Liminal, espantam pelo minimalismo insturmental e pelo corpo imenso que a voz lhes confere, um registo que algures entre elegância e fragilidade, deixa-nos a suspirar no seio de uma calma cósmica e instrospetiva, que dá vida a canções com letras carregadas de drama e melancolia.

Já temas como Ghost ou Creeper, ou o dedilhar da viola acústica em Basic Instinct, apostam em outros detalhes, com sintetizadores mais luminosos e expressivos, mas mantém-se o mesmo fio condutor marcado pela simplicidade de processos e pela fórmula escolhida, altamente eficaz, assente em batidas do dubstep, alguns teclados, a voz agora sintetizada e linhas poderosas de baixo.

Toda esta amálgama apenas aparente serve para criar ambientes intensos e emocionantes, que nunca deixam de lado a delicadeza e onde cada detalhe existe por uma razão específica e cumpre perfeitamente a sua função. O uso do silêncio e de ruídos que são quase táteis faz com que as pequenas variações durante cada tema sejam sentidas mais facilmente e como as canções assentam em batidas eletrónicas esparsas e efeitos sonoros ora hipnóticos, ora claustrufóbicos, o ouvinte pode sentir o desejo de ele próprio imaginar como preencheria esses mesmos espaços.

The Liminal é um triunfo em toda a escala e, sem grandes alaridos ou aspirações, mais um passo seguro na carreira deste grupo. E parece evidente que os The Acid não pretendem abrigar-se em zonas de conforto e que estão disponíveis para futuras experimentações subtis, que certamente irão fortalecer ainda mais o seu crescimento e fazer com que a música do projeto alcance um universo maior. Espero que aprecies a sugestão....

The Acid - Liminal

01. Animal
02. Veda
03. Creeper
04. Fame
05. RA
06. Tumbling Lights
07. Ghost
08. Basic Instinct
09. Red
10. Clear
11. Feed

 


autor stipe07 às 18:31
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Terça-feira, 10 de Junho de 2014

Ball Park Music – Puddinghead

Oriundos de Brisbane, na Austrália, os Ball Park Music são Sam Cromack, Jennifer Boyce, Paul Furness, Daniel Hanson e Dean Hanson e Puddinghead é o mais recente registo de originais do grupo, um disco editado no passado dia quatro de abril pela Stop Start / Inertia e produzido pela própria banda.

Terceiro disco em dois anos, Puddinghead é mais um interessante compêndio de canções de uma banda que raramente está inativa e que passa imenso tempo em constantes digressões. Puddinghead começa com o single She Only Loves Me When I'm There e por momentos tens a sensação de estar a iniciar a audição de um disco dos Radiohead, até que a energia típica dos Ball Park Music aparece na forma de um riff de guitarra e o refrão (She only loves me when I'm there, ooh oooh) plasma a habitual cumplicidade e a perfeita simbiose entre a voz de Sam Cromack e a de Boyce, um dos aspetos fundamentais do sucesso deste coletivo.

Next Life Already já não impressiona tanto como a canção de abertura e a própria estrofe que sustenta a lírica da canção é algo redundante (I just want to float downstream, I just want to forget everything...). No entanto, a distorção da guitarra e a melodia salvam a canção e conferem-lhe o cariz sensível que a letra não consegue alcançar (I just want to get to the next life already...).

Em A Good Life is the Best Revenge o disco regressa à elevada bitola qualitativa que o tema de abertura demonstrava e esta terceira canção do alinhamento é, sem dúvida, uma das melhores de Puddinghead e isso fica claro não só na melodia funky que a guitarra sustenta e no solo do teclado, mas, principalmente, no registo vocal de Cromack, principlamente quando canta um dos versos mais verdadeiros e profundos que escutei nos últimos tempos e avassaladoramente real, principalmente para todos aqueles que ultimamente foram magoados por alguém (A good life is the best revenge).

Puddinghead não é exclusivamente um disco animado e cheio de ritmo; Também há momentos instrospetivos e sombrios e a balada Teenage Pie é importante para salientar este contraste, uma canção onde a guitarra se destaca mais uma vez e onde fica claro o excelente trabalho de produção que foi executado neste disco.

Outra canção que coloca a voz de Cromack num registo que merece imensos elogios é  Trippin' The Light Fantastic, um tema onde os arranjos e a combinação entre cordas, teclas, bateria e teclados e as mudanças de ritmo constantes impresionam verdadeiramente e fazem destes Ball Park Music um grupo que tem realmente no seu seio músicos extremamente competentes e criativos.

Até ao final do alinhamento de Puddinghead há outros momentos que merecem destaque e canções como Struggle Street ou Girls From High School são outros exemplos da enorme capacidade dos Ball Park Music em transformar letras que nem sempre transmitem mensagems positivas e luminosas em canções pop alegres e cheias de ritmo e cor. A melancolia é uma ideia muito subjcente ao contexto de composição lírica, mas ouvir os Ball Park Music não te deixa necessariamente melancólico ou triste, até porque outro atributo desta banda australiana é conseguir transpor para os álbuns a energia, a exuberância a luz e o talento que têm em palco, algo bastante reconhecido no país de onde vêm e que faz deles uma das bandas mais importantes do cenário musical indie australiano nos dias de hoje. Espero que aprecies a sugestão...

Ball Park Music - Puddinghead

01. She Only Loves Me When I’m There
02. Next Life Already
03. A Good Life Is The Best Revenge
04. Teenager Pie
05. Trippin’ The Light Fantastic
06. Cocaine Lion
07. Everything Is Shit Except My Friendship With You
08. Struggle Street
09. Error Playin’
10. Polly Screw My Head Back On
11. Girls From High School

 


autor stipe07 às 22:19
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2014

Conheces os The Good Morrows?

The Good Morrows’s avatar

Oriundos de Melbourne, na Austrália, os The Good Morrows são Jarred Scopel, Andrew Plisi, Liam Skoblar, Steve Acott e Tim Bass e descritos como uma bandas de indie rock e que aposta principalmente no rock de garagem que debita elevadas doses de distorção através de guitarras que fazem sons que fluem livres de compromissos com uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado e entregar-nos o que queremos ouvir: canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o punk rock, o surf rock e a psicadelia.

No fundo, influenciados por nomes tão fundamentais como os The Rolling Stones, 13th Floor Elevators, The Easybeats, The Kinks, The Beatles, The Stooges ou Black Lips, os The Good Morrows acabam por ser mais uma visão atual do que realmente foi o rock alternativo, as guitarras barulhentas e os sons melancólicos da segunda metade do século passado. Running Around é o mais recente single lançado pelos The Good Morrows e este e outros temas, estão disponíveis gratuitamente no soundcloud do grupo. Confere...


autor stipe07 às 16:46
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Sábado, 10 de Maio de 2014

Coloured Clocks – All Is Round

Editado no passado dia treze de abril e disponível para download no bandcamp da banda, All Is Round é o novo trabalho dos Coloured Clocks, uma banda australiana que é já presença habitual neste espaço. Com as origens a remontar ao início de 2011, os Coloured Clocks são um projeto musical liderado por James Wallace, um músico australiano natural de Melbourne. Estrearam-se nos lançamentos com o EP Where To Go, em julho de 2011, ao qual se seguiu Zoo, o disco de estreia, lançado em janeiro de 2012. No final de 2012, mais concretamente no passado dia dezoito de dezembro, deram a conhecer mais um novo álbum, intitulado Nectarine, disco que divulguei no início deste ano.

All Is Round é, de acordo com os Coloured Clocks, uma espécie de álbum interativo, para ser escutado na sequência que entendermos, já que o início pode ser o fim ou o meio, ou seja, as canções circulam livremente e isso só não é concreto por estarem presas à realidade lógica da indispensável seuquência numérica do disco.

Os Coloured Clocks fazem um indie progressivo, com fortes reminiscências do rock da década de setenta e sem porem de lado o que de melhor se propôe atualmente inspirado nesse universo musical. Num disco com vinte canções e que deve ser ouvido na íntegra atentamente, Tell Her About The Gig e Killing Time são os dois maiores destaques de All Is RoundAssim sendo, se gostas de sonoridades cósmicas e psicadélicas tens de conhecer esta banda e este disco verdadeiramente épico, com uma estrutura melódica tradicional e com riffs de guitarra luminosos, bem acompanhados pela bateria e por sintetizadores flutuantes e poderosos que nos conduzem a um universo lisérgico e tortuoso, mas cheio de cor, numa espécie de simbiose entre a pop e o experimentalismo.
O disco foi escrito, produzido, gravado e misturado pelo próprio James Wallace, que contou com a ajuda indispensável de Brendan Thompson, tendo a masterização ficado a cargo de Tommy Zoogarden. Já agora, o artwork é da autoria de Coloumb Collins. Espero que aprecies a sugestão...

Coloured Clocks - All Is Round

01. Irrational I
02. Point At The Door
03. Killing Time
04. Brick
05. Only Watching
06. Mr Green and The Telescope Console
07. Elevators
08. Round And Round
09. Tell Her About The Gig
10. As Much As I’d Like
11. It’s Getting So Close
12. Next Time
13. All Your Life
14. Watertight
15. Don’t Break The Spell
16. A Song For The Aeroplanes
17. All Coming Down
18. Dr. Williamsburg
19. Irrational II
20. Talking To The People


autor stipe07 às 21:00
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Quarta-feira, 7 de Maio de 2014

Total Control - Expensive Dog vs Flesh War

Typical System

Oriundo da Austrália, Mikey Young intervém em vários projetos musicais que alinham no punk rock, nomeadamente os UV Race, Eddy Current Suppression Ring, Lace Curtain e Ooga Boogas, mas Total Control é aquele onde tem maior visibilidade e sucesso. Em 2011 os Total Control lançaram Henge Beat e esse trabalho foi aclamado em diferentes partes do mundo, deixando a banda debaixo dos holofotes da crítica que aguarda com renovada expetativa o sucessor.

Typical System chega às lojas a vinte e quatro de junho através da Iron Lung e acabam de ser revelados dois temas do seu alinhamento, que podes conferir, na íntegra, abaixo. Os teclados, o baixo e as guitarras de Expensive Dog e Flesh War criaram dois temas épicos e musculados que nos remetem para a melhor herança do punk rock dos anos oitenta e fazem-me crer que Typical System será um disco a ter em conta neste verão. Confere...

01 “Glass”
02 “Expensive Dog”
03 “Flesh War”
04 “Systematic Fuck”
05 “Liberal Party”
06 “2 Less Jacks”
07 “Black Spring”
08 “The Ferryman”
09 “Hunter”
10 “Safety Net”


autor stipe07 às 12:42
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Sábado, 19 de Abril de 2014

Tame Impala - Live Versions

Naturais de Perth e liderados pelo multi instrumentista Kevin Parker, os Tame Impala são um dos grandes destaques do dia de hoje, data em que se celebra a edição de 2014 do Record Store Day. No âmbito desta efeméride é hoje editado Live Versions, um novo EP dos Tame Impala, composto por gravações ao vivo.

Do alinhamento do EP constam nove temas captados num concerto do ano passado em Chicago e, segundo Kevin Parker, pretendem ilustrar o quanto ficam diferentes as canções ao vivo comparadas com as versões de estúdio. De acordo com o press release do alnçamento, o objectivo é dar aos fãs algo que ainda não possuam; algo que apenas tenham experienciado num concerto dos Tame Impala.

Tendo como principal trunfo a capacidade que demonstram em replicar a psicadelia que surgiu na década de sessenta e adicionar outras sonoridades atuais, mais coloridas e aprimoradas, os Tame Impala são uma das bandas fundamentais do universo sonoro alternativo atual e Innerspeaker e Lonerism os discos da banda australiana que forneceram a matéria-prima de Live Versions.

Este EP é um excelente aperitivo para a atuação que os Tame Impala têm prevista dia deassete de Julho no Meco, por ocasião do Super Bock Super Rock. Confere...

Tame Impala - Live Versions

01. Endors Toi
02. Why Won’t You Make Up Your Mind
03. Sestri Levante
04. Mind Mischief
05. Desire Be Desire Go
06. Half Full Glass
07. Be Above It
08. Feels Like We Only Go Backwards
09. Apocalypse Dreams

 


autor stipe07 às 18:30
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