Domingo, 17 de Março de 2013

Nick Cave And The Bad Seeds – Push The Sky Away

O australiano Nick Cave está de volta aos discos. Lançado pela Mute, Push The Sky Away surge cinco anos após Dig, Lazarus, Dig!!!, mas não se pense que durante este período este artista esteve parado. Gravou discos com os Grinderman explorando sonoridades mais abrasivas, assinou bandas sonoras com Warren Ellis e trabalhou como escritor e autor de guiões para cinema. Assim, parece óbvio que Nick não gosta de apressar a produção de canções nos Nick Cave And The Bad Seeds e que o espaço criativo e emocional reservado para este projeto é sempre muito planeado.


Push The Sky Away é o trabalho do Cave mais próximo do maravilhoso tridente Murder Ballads, Boatman’s Call No More Shall We Part. É um disco íntimo e profundo, de peito aberto para o mundo, ou seja, segue a habitual bitola ideológica de Nick Cave. Há uma dimensão algo atmosférica, sendo o tema homónimo que encerra o trabalho um exemplo perfeito desta descrição. À medida que o álbum corre pelos nossos ouvidos, somos presenteados com observações sobre o mundo e, algumas vezes, o próprio Nick coloca-se no centro da ação, nomeadamente em Jubilee Street e na esquizofrénica e caótica Higgs Boson Blues, um tema de sete minutos cheio de imagens, metáforas e mistério.

O álbum acaba por ter uma audição fluída e nesta viagem melancólica, há travos de gospel e das coordenadas de Leonard Cohen. Em suma, é música sem horas nem sono, sempre pronta, para alimentar romances ou melancolias, ou a afagar quem sofre de males de amor.

Instrumentalmente, as guitarras tocam devagar, e mantêm uma tensão acumulada que nunca se chega efectivamente a libertar, como sucede em Water’s Edge ou We Real Cool. Tanto elas como os violinos e os violoncelos, tanto embalam como arranham. Os arranjos não existem só para decorar e cada efeito orquestrado ou contínuo riff de guitarra serve para endossar a complexidade das composições de Nick Cave.

Push the Sky Away expõe alguma decadência contida e tranquilamente claustrofóbica através de um músico com uma vitalidade imparável e uma carreira cada vez mais notável. A atmosfera criada não chega a sair do limiar dos sonhos e cria diferentes texturas sonoras para o que parece ser uma epifania sonora de Nick e dos seus Bad Seeds. Um turbilhão de emoções acaba por o resultado de uma perfeita sintonia entre voz e banda, o que faz deste álbum a banda sonora perfeita para íntimos momentos de reflexão. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. We No Who U R
02. Wide Lovely Eyes
03. Waters Edge
04. Jubilee Street
05. Mermaids
06. We Real Cool
07. Finishing Jubilee Street
08. Higgs Boson Blues
09. Push The Sky Away


autor stipe07 às 18:12
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 11 de Março de 2013

Birds Of Tokyo – March Fires

Os Birds Of Tokyo são uma banda de indie rock banda australiana, natural de Perth e March Fires, lançado pela etiqueta EMI, é o seu último disco, editado a um de março. March Fires sucede a  Day One (2007), Universes (2008) e ao homónimo Birds Of Tokyo, de 2010 e foi produzido por Dave Cooley (Silversun Pickups) e misturado por Tony Hoffer (M83, Beck, The Kooks, Belle & Sebastian).

This Fire é o grande destaque de March Fires, um tema que quando foi lançado em outubro passado como um single deu origem a um EP homónimo e que relançou a carreira da banda. Atualmente a banda conta na sua formação com Ian Kenny, Adam Spark, Adam Weston, Glenn Sarangapany e Ian Berney.

Os quarenta e cinco minutos da sonoridade de March Fires assentam num indie rock épico, feito com uma enorme míriade instrumental, texturas sonoras ricas, diversificadas e apoiadas por uma postura vocal carregada de emoção e entusiasmo. É um álbum sólido, com uma linguagem simbólica, bem patente no próprio título do disco e, do início ao fim, otimista e caloroso. De certa forma seguem a fórmula dos Coldplay, a primeira banda que me fizeram recordar, já que injetam a sua música com uma mistura saudável de teclados, sintetizadores e outras influências pop para, juntamente com as guitarras sempre muito interligadas e carregadas de distorção, apresentarem uma espécie de soft rock, cheio de energia e cor. Não é uma pop descartável, apesar de não ter grandes segredos, mas um conteúdo que merece realce porque as onze canções criam um pacote coeso, delicadamente pensado, trabalhado e produzido meticulosamente.

Ian Kenny tem uma voz mesmo no auge da rebeldia, capaz de persuadir qualquer um a render-se aos seus anseios mais melancólicos, já que é um mestre a criar refrões aditivos e que entram facilmente no ouvido. Ele e as melodias criadas pelas teclas de Sarangapany, são mesmo, na minha opinião, os dois trunfos maiores de March Fires; É quase impossível não sentir-se um pico de emoção durante a audição do disco e aquela aúrea épica é uma presença constante, principalmente em This Fire, Boy e Lanterns, uma canção capaz de nos levar a um lugar onde tudo parece possível. Este impacto emocional é uma agradável sensação já que a fórmula escolhida para o causar é simples e de fácil absorção, para quem, obviamente, aprecia a típica sonoridade rock deste universo sonoro. Espero que aprecies a sugestão...

01. Liquid Arms
02. This Fire
03. When The Night Falls Quiet
04. Motionless
05. Lanterns
06. The Others
07. White Leaves
08. Blume
09. Boy
10. Sirin
11. Hounds


autor stipe07 às 22:39
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013

Coloured Clocks – Nectarine

Formados em março de 2011, os Coloured Clocks são James Wallace, Matthew Stott, Lachlan MacFarlane e Daniel Stott, uma banda australiana, natural de Melbourne. Estrearam-se nos lançamentos com o EP Where To Go, em julho de 2011, ao qual se seguiu Zoo, o disco de estreia, lançado em janeiro de 2012. No final deste mesmo ano, mais concretamente no passado dia dezoito de dezembro, deram a conhecer mais um novo álbum, intitulado Nectarine. E, imaginem só, a banda disponibilizou toda esta discografia para download gratuíto no seu bandcamp.


Os Coloured Clocks fazem um indie rock progressivo, com fortes reminiscências do rock da década de setenta e sem porem de lado o que de melhor se atualmente nesse universo musical. Portanto, se gostas de sonoridades cósmicas e psicadélicas tens de conhecer esta banda. Já agora, de toda a discografia, destaco Maze, o primeiro single retirado de Nectarine, um tema épico, com uma estrutura melódica tradicional e com um riff de guitarra luminoso, bem acompanhado pela bateria e com a voz de James a fazer recordar a do seu conterrâneo Brian Aubert, dos Silversun Pickups. Espero que aprecies a sugestão...

01. Nobody’s Watching
02. Fading Light
03. Uncovered Sun
04. Maze
05. Icecream
06. All The Time
07. Enormous Mushroom
08. Somewhere
09. Don’t You Believe
10. Orion


autor stipe07 às 23:29
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012

Split Seconds – You'll Turn Into Me

Se gostas daquelas simples canções pop, feitas com pouco mais de três minutos, então vais certamente apreciar os australianos Split Seconds, uma banda que começou por ser um projeto a solo de Sean Pollard, um músico natural de Perth, que viveu em Londres e que no início da década passada se destacou à frente dos já extintos New Rules For Boats. You'll Turn Into Me é o disco de estreia deste grupo cuja formação tem cerca de dois anos de existência. Recentemente, no país natal, andaram em digressão com os Panda Band e Bob Evans e a abrir concertos para Sufjan Stevens e os Final Fantasy.


Descobri os Split Seconds através da audição de Top Floor, um tema sobre um casal que se apaixona num típico autocarro londrino e She Makes Her Own Clothes, dois temas que me fizeram recordar a pop dos anos oitenta, nomeadamente aquela que era proposta pelos saudosos Prefab Sprout. Sendo assim, You'll Turn Into Me está recheado com canções cheias de qualidade e muito bem tocadas, feitas com algum humor, muitas vezes até preverso, mas quase sempre a abordar temáticas familiares.

Logo na audição de Security Light, obténs a confortável sensação de ficares com a noção do que irá ser escutado no restante alinhamento. Pollard não é grande adepto do uso de uma enorme variedade instrumental, até porque tem a vantagem de poder contar com um imenso talento vocal, que lhe permite emparelhar rimas recheadas de humor com guitarras, às vezes embelezadas com palmas ou um apito ocasional. Maiden Name, o meu tema preferido do álbum e uma canção que fala sobre corações partidos e o envelhecimento e é um extraordinário exemplo da capacidade dos Split Seconds em fazer canções com um certo charme, que pintam quadros verídicos sobre a vida contemporânea e que são ao mesmo tempo leves e sedutoras. Espero que aprecies a sugestão...

01. Security Light
02. All You Gotta Do
03. Maiden Name
04. Top Floor
05. Oliver
06. Fill The Cannons
07. Amanda
08. She Makes Her Own Clothes
09. Some Of Us
10. You’ll Turn Into Me

Website
[mp3 V0] rg ul zs


autor stipe07 às 18:40
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Bored Nothing - Bored Nothing

Bored Nothing é um projeto de Melbourne, na Austrália, liderado por Fergus Miller. Depois de ter lançado diversas demos e Eps, disponíveis num dos mais interessantes e complexos bandcamps que já tive a oportunidade de espreitar, chegou finalmente um disco, por sinal homónimo, através da Spunk Records.

A sonoridade de Bored Nothing é uma mistura indie lo fi, feita com psicadelia, folk e punk e que se carateriza por uma percurssão acentuada, guitarras contidas e uma voz frequentemente sintetizada e em reverb. Um dos destaques deste Bored Nothing é Bliss, um tema com uma sonoridade também ligeiramente épica e com um vídeo muito original, onde o protagonista principal é o próprio Fergus e gravado por um amigo seu chamado Jared, em casa do músico.

Apesar do nome do projeto, o tédio e aquela frustração tantas vezes plasmadas pelo grunge dos ano noventa, não têm aqui lugar; Mas as guitarras são, como referi, mais contidas e geralmente procuram um ponto de equilíbrio, felizmente quase sempre instável, entre submissão e agressão.

Considero que esta demanda é um reflexo da vida de Miller, considerada um pouco obscura e, talvez, uma das melhores explicações para a postura algo dramática e ofegante da sua voz. Aliás, neste disco homónimo, ficou-me bem claro que estamos na presença de um conjunto de canções que personificam mais do que a história de um indivíduo que ainda anda à procura do melhor registo da sua voz, a história de alguém que busca, usando a música, o melhor da sua própria individualidade. Espero que aprecies a sugestão...

01. Shit For Brains
02. Popcorn
03. Just Another Maniac
04. Bliss
05. Darcy
06. I Wish You Were Dead
07. Echo Room
08. Get Out Of Here
09. Let Down
10. Snacks
11. Charlie’s Creek
12. Only Old
13. Build A Bridge (And Then How About You Get the Fuck Over It)
14. Dragville, TN


autor stipe07 às 18:34
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Domingo, 16 de Dezembro de 2012

San Cisco - San Cisco

Depois de em fevereiro ter divulgado o EP Awkward, os San Cisco, uma banda natural de Perth, na Austrália e formada por Jordi James (guitarra, voz e teclados), Josh Biondillo (guitarra, voz), Nick Gardner (baixo) e Scarlett Stevens (bateria), acabam de editar o disco homónimo de estreia, através da Columbia Records.

Poucas bandas causam tanta curiosidade junto do público antes do lançamento do disco de estreia, como foi o caso dos San Cisco. Há alguns meses começou-se a ouvir falar destes jovens australianos devido a Awkward e agora chamaram definitivamente a atenção geral com este disco homónimo de estreia.

Os músicos não pouparam a esforços e lançaram um álbum cheio de inéditos e esta coleção de novos temas é ótima, cheia de canções dançantes e aditivas; De Beach até Wild Things passando por Fred Astaire e No Friends vale a pena ouvir o album todo. O disco apresenta temas construídos sobre linhas de guitarra e sintetizadores, quase sempre uma forte componente melódica e refrões bastante luminosos, com destaque para os refrões de Beach e Girls Do Cry. Há no entanto, em alguns temas, uma certa sensação de dispersão.

Uma das maiores curiosidades desta banda é ter um elemento feminino na bateria, algo que, por si só, já chama bastante a atenção no cenário pop. Mas os San Cisco têm muito mais potencial do que aquele que é demonstrado pela belíssima Scarlett nas baquetas; A sonoridade de influências globais, uma espécie de pop inofensiva, com um leve tempero afro, faz com que sejam comparados a outros nomes consagrados do universo indie como os Vampire Weekend e os Clap Your Hands Say Yeah.

A opção pelo nome da banda para o disco de estreia será, certamente, uma estratégia de reforço da identidade, uma forma de querer mostrar o que realmente são e de estabelecerem desde já, mesmo que seja percetível ainda alguma falta de maturidade apesar do já apreciável talento, um vínculo forte com o público. 

Uma nota final; Awkward, o grande destaque do EP lançado no início do ano foi uma das dez músicas mais tocadas na Austrália em 2012 e o vídeo teve mais de dois milhões de visualizações no youtube. Espero que aprecies a sugestão...

CD 1
01. Beach
02. Fred Astaire
03. Hunter
04. Wild Things
05. No Friends
06. Lyall
07. Metaphors
08. Mission Failed
09. Stella
10. Toast
11. Nepal
12. (Hidden Track)

CD 2
01. Awkward
02. Golden Revolver
03. Rocket Ship
04. Girls Do Cry


autor stipe07 às 21:02
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012

Tame Impala - Lonerism

Lançado no passado dia cinco de outubro pela Modular, Lonerism é o disco mais recente dos australianos Tame Impala e sucede a Innerspeaker, um álbum que há dois anos transformou este quarteto num dos novos talentos e ícones da cena alternativa e da música psicadélica. Os Tame Impala são de Perth, nos antípodas e liderados pelo multi instrumentista Kevin Parker.

Um dos segredos do sucesso dos Tame Impala está na capacidade que demonstram em replicar a tal psicadelia que surgiu na década de sessenta e adicionar outras sonoridades atuais, mais coloridas e aprimoradas. Ainda dentro do tal universo psicadélico, aqui não há aquela sonoridade mais pop de uns MGMT, mas uma revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico,  proposto há mais de quatro décadas por gigantes do rock clássico que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia. Os Tame Impala homenageiam então bandas como os Pink Floyd ou os Cream e artistas mais recentes, como os The Flaming Lips e até os My Bloody Valentine.

Ao longo da audição de Lonerism vai-se ficando com a percepção que há aqui uma notável evolução do grupo que, além de replicar as já referidas influências, consegue construir uma sonoridade típica, só deles, ou seja, profundamente inventiva. E assim, fica desde logo evidente que existe um abismo gigantesco entre a sonoridade proposta pelos Tame Impala e o de outras bandas que nos últimos anos têm propagado e procurado abarcar o universo sonoro psicadélico.

Lonerism é um quadro sonoro pintado com guitarras melódicas que constroem cenários policromáticos nos nossos ouvidos. Comparado ao antecessor Innerspeaker, o novo disco é muito mais subtil e naturalmente atrativo. As guitarras são menos cruas e agora deixam-se envolver numa nuvem de distorções leves e acolhedoras. Mesmo que o enquadramento seja outro, é visível ao longo do álbum a construção de músicas que parecem uma continuação aprimorada do que fora testado no disco passado. Elephant e Apocalypse Dreams exemplificam bem essa passagem, como se a banda, ciente da necessidade de evoluir, mantivesse ainda uma forte ligação com o disco passado, sem descurar a óbvia evolução que Lonerism configura, como já referi.

Nas minhas pesquisas descobri que o uso e abuso de várias substâncias psicotrópicas são uma  influência confessada pelos Tame Impala e que ajudaram a servir de base a grande parte do conteúdo de Lonerism; Seja como for, muito do que estimula o crescimento do álbum vem de referências maiores e curiosamente externas aos tradicionais apontamentos relacionados ao coletivo. Além das naturais confissões amorosas que se anunciam no decorrer de Why Won’t They Talk To Me? e She Just Won’t Believe Me, muito do que solidifica e amplia os horizontes do grupo advém da necessidade de criar um som pop acessível, já que o próprio  Kevin Parker assumiu em entrevistas que, em LonerismTame Impala soa à Britney Spears a cantar com os The Flaming Lips. Se não haviam outras provas mais evidentes, esta simples afirmação prova a tal influência e abuso de alucinogéneos.

A herança de Wayne Coyne e o cheiro constante da banda de Portland persiste nos constantes encaixes eletrónicos durante a construção melódica, no almofadado conjunto de vozes em eco e nas guitarras mágicas que se manifestam ao longo da obra e na mestria instrumental de canções como Nothing That Has Happened So Far e Music To Walk Home By.

Em suma, Lonerism, divulgado em Curtas... XLIII, é um disco dotado de uma maturidade particular, com canções que pretendem hipnotizar, com a firme proposta de olhar para o som que foi produzido no passado e retratá-lo com novidade, com os pés bem fixos no presente. Criativo e coerente, Lonerism parece ser um disco que será melhor compreendido no futuro próximo e, enquanto tal não sucede, resta-nos viajar e delirar ao som das suas canções. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Be Above It
02. Endors Toi
03. Apocalypse Dreams
04. Mind Mischief
05. Music to Walk Home By
06. Why Won’t They Talk to Me?
07. Feels Like We Only Go Backwards
08. Keep On Lying
09. Elephant
10. She Just Won’t Believe Me
11. Nothing That Has Happened So Far
12. Sun’s Coming Up

Elephant by Tame Impala


autor stipe07 às 13:08
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

Curtas... LV

Os Beacon preparam-se para lançar um novo EP, intitulado For Now e a Ghostly International está a disponibilizar o primiero single. A canção chama-se Feeling's Gone, também traz um instrumental na bagagem e é um original dos londrinos Fort Romeau.

 

Os finlandeses Paperfangs, uma banda de indie pop muito conceituada nos meandros mais alternativos do cenário muscial europeu, acabam de oferecer aos mais atentos uma cover de Everyday, um original de Buddy Holly, um conceituado cantor  norte americano, nascido em 1936 e falecido em 1959 e considerado como um dos pioneiros do rock e da folk. Aproveita...


Os Black Marble são uma dupla natural de Brooklyn e que se prepara para lançar, no próximo dia nove de outubro, A Different Arrangement, o disco de estreia, através daSub Pop. Static é o segundo single já conhecido do disco, depois de, em julho, terem divulgado A Great Design.


O quarteto noise pop californiano Dum Dum Girls está de volta como um novo EP chamado End of Daze e que será editado, pela Sub Pop, amanhã, dia vinte e cinco de Setembro.

O EP será lançado, em princípio, apenas em vinil (com MP3 pra download); São cinco músicas, sobras do trabalho de estúdio que deu origem a Only In Dreams e todas produzidas por Sune Rose Wagner, dos Raveonettes.


 

Os canadianos The Wilderness of Manitoba, acabam de lançar Island Of Echoes, um álbum cuja sonoridade obedece à tipica sonoridade folk do grupo, mas que saúda também diferentes influências. O grupo não esconde a sua inspiração, que vai dos Fleetwood Mac à obra de Crosby, Stills, Nash e Young.

Tudo é feito com esmero, e se o disco começa com a cansativa Morning Sun, disponível para download gratuito, cresce a cada canção até atingir níveis etéreos dignos de um Bon Iver. Não é um álbum de rutura, mas de continuidade. Espero que aprecies a sugestão...

The Wilderness Of Manitoba - Island Of Echoes

01. Balloon Lamp
02. Morning Sun
03. Echoes
04. The First Snowfall
05. The Aral Sea/Southern Winds
06. Chasing Horses
07. White Woods
08. Golden Thyme
09. A Year In Its Passing
10. Glory Days
11. The Island of the Day Before
12. The Escape
13. Northern Drives

 

 

Quem se estreou no discos com um homónimo foram os The Rubens, uma banda australiana de indie rock, natural de Sidney e formada por Zaac Margin (guitarras), Elliott Margin (voz e teclados), Sam Margin (voz e guitarras) e Scott Baldwin (bateria). Em termos de sonoridade encontram raízes em bandas como os The Black Keys, The Doors e Cold War Kids. Confere...The Rubens - The Rubens

01. The Best We Got
02. My Gun
03. Never Be The Same
04. Lay It Down
05. Be Gone
06. Elvis
07. The Day You Went Away
08. I’ll Surely Die
09. Look Good, Feel Good
10. Don’t Ever Want To Be Found
11. Paddy


autor stipe07 às 19:04
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012

Dead Can Dance – Anastasis

Os australianos  Dead Can Dance  de Brendan Perry e Lisa Gerrard estão de regresso aos discos, dezasseis anos depois de Spiritchaser. O álbum chama-se Anastasis, chegou às prateleiras no inicio de agosto e torna-se no décimo da discografia de um grupo fundamental da história da indie folk dos últimos vinte anos

Anastasis é composto por oito músicas, num total de cinquenta e seis minutos, com o destaque maior para o single Amnesia, que a banda disponibilizou para download no seu sitio, assim como a audição integral do disco.

Um dos maiores trunfos deste conjunto de canções está na decisão da banda em ter abordado a míriade sonora que fez sempre parte do cardápio musical dos Dead Can Dance. Assim, em Anastasis, escuta-se world music, chillwave, dream pop, new age e outras sonoridades mais clássicas e experimentais. Acaba por ser viciante experimentar ouvir o disco várias vezes e ir catalogando mentalmente os universos sonoros abordados e estimulante perceber como eles se relacionam e se fundem nas canções. Este constante sobressalto e variedade sonora ficam ainda mais enriquecidos quando se constatam as diferenças na forma de cantar de Brendan e Lisa Gerrard e o encanto etéreo e celestial com que comunicam entre si.
Logo a abrir, Children of the Sun, começa com uns teclados que criam uma atmosfera envolvente e bastante quente. Depois da bateria, a voz de Perry torna-se o primeiro pilar dessa música, uma voz grave, mas bastante acolhedora e calma. We are the children of the sun, there's room for everyone é uma das frases do refrão; Descreve a raça humana, as suas origens, e constata que, inevitavelmente, somos criações da natureza e a ela nos devemos manter ligados. O som que emanam nesta canção de abertura tem uma toada épica, que se mantém logo na seguinte; Anabasis, com uma percussão fenomenal e bastante diversificada, vai-se construindo aos poucos, através de uma sequência rítmica bastante moderna. Como é normal nos Dead Can Dance, os teclados são cruciais no que toca à criação de um ambiente confortável e familiar para o ouvinte. Em Anabasis é Lisa que canta, provavelmente em grego antigo, visto que é dessa língua e cultura que o título do álbum vem. Uma coisa é certa, os Dead Can Dance são mestres na instrumentação, na forma como tocam e como conjugam todos os instrumentos.
Em Agape dominam sonoridades mais orientais e a voz de Gerrard altera-se em relação à de Lisa em Anabasis, tornando-se mais grave. Ouve-se a canção e imagina-se um cenário tipicamente chinês. Não deixa de ser estimulante a sonoridade dos Dead Can Dance evocar ambientes seculares e, simultaneamente, soar de uma forma tão nova e tão refrescante.
Segue-se Amnesia, canção com um som mais negro, já que as notas que são tocadas evocam um ambiente um pouco mais obscuro, como se a canção ilustrasse um culto secreto, ou um ritual. O piano nesta música é sublime e desempenha um papel fulcral. Os sons ambiente são ao mesmo tempo revitalizantes e algo perturbadores, num sentido bastante agradável. É como se a cena fosse serena, mas em segundo plano estivesse a passar-se algo contrastante. A quinta música chama-se Kiko e é a mais comprida do álbum, com pouco mais de oito minutos. Domina nela, novamente, um som oriental com uma melodia no fundo a puxar para o obscuro; E assim passam rapidamente oito minutos maravilhosos. Rapidamente entra Opium em cena, criando um ambiente sonoro relaxante. A penúltima música chama-se Return of the She-King e começa com uma gaita de foles e um teclado do mais épico que se ouve em Anastasis. A voz de Lisa eleva-a a um patamar elevadíssimo, com uma melodia bastante bonita.
Em suma, ouvir Anastasis é como ouvir um monólogo de Zeus no seu próprio templo. Durante estas oito canções somos levados e elevados ao mesmo nível dos templos mais altos da mitologia grega. Espero que aprecies a sugestão...

01. Children Of The Sun
02. Anabasis
03. Agape
04. Amnesia
05. Kiko
06. Opium
07. Return Of The She-King
08. All In Good Time


autor stipe07 às 21:25
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012

The Laurels – Plains

Os The Laurels são uma banda de Sidney, na Austrália, formada por Luke O’Farrell (voz, guitarra), Piers Cornelius (voz, guitarra), Conor Hannan (baixo)  e Kate Wilson (bateria). Plains é o disco de estreia do grupo, editado no passado mês de julho pela Rice Is Nice e foi produzido por  Liam Judson, o mesmo que orientou o EP Mesozoic, primeiro registo oficial da banda, lançado em 2011.

Changing the Timeline é o primeiro single retirado de Plains e mostra o estilo que já fez desta banda um dos grandes expoentes do shoegaze e do cenário psicodélico dos antípodas em 2012. Já agora, a editora disponibilizou para download Tidel Wave, a canção de abertura do álbum.

The Laurels - Rice Is Nice

Os The Laurels são mais uma banda, como tantas outras que têm passado por cá, a seguir a tendência de redescobrir e reutilizar sonoridades do passado. Algumas fazem-no de forma descaradamente objetiva, copiando estilos e até melodias de forma exaustiva. Outros conseguem utilizar o som de ontem de outra forma, procurando reinventar, fundir referências e, sobretudo, dar personalidade e um cunho identitário próprio (da banda ou artista) ao som.

Considero que os The Laurels encaixam-se na segunda opção. Plains é um misto de várias sonoridades do passado que, por se combinarem, não ficam datadas. Assim, estamos na presença de um som muito plural, criado a partir de elementos retirados das mais diversas épocas e estilos, sem que soem necessariamente presos a esses géneros.

Ouvir este disco é como dar um passeio pela história do pop e da psicadelia e também por outros teritórios. Tidal Wave traz-nos as guitarras potentes e empoeiradas do shoegaze, também presentes noutras canções e Changing The Timeline contém uma dose de distorção que lembra os Sonic Youth. No entanto, a música que mais se aproxima do rock psicadélico dos anos setenta é This City Is Coming Down.

Em suma, estamos na presença de um típico disco de estreia, onde há uma banda que procura, desde logo, assumir uma determinada postura sonora, quase até à exaustão. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. Tidal Wave
02. Changing The Timeline
03. Traversing The Universe
04. This City Is Coming Down
05. Glacier
06. Manic Saturday
07. Mesozoic
08. One Step Forward (Two Steps Back)
09. Sway Me Down Gently
10. A Rival


autor stipe07 às 22:10
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Domingo, 12 de Agosto de 2012

The Medics - Foundations

Os The Medics são uma banda australiana, que se formou em 2007 e que tem nas suas fileiras Jhindu Lawrie, Charles Thomas, Kahl Wallace e Emma Andrews, quatro jovens com pouco mais de vinte anos de idade. Depois dos EPs The Medics (2008) e This Boat We Call Love (2010), no passado dia dezoito de maio surgiu nos escaparates Foundations, o primeiro longa duração deste grupo.


O single Griffin é o grande destaque de um grupo hoje considerado uma das bandas mais promissoras do país dos cangurus. Rezam as crónicas que ao vivo são uma banda poderosa, cheia de intensidade, emoção e energia. As canções de Foundations, disco produzido por Yanto Browning, ajudam a perceber esta descrição, porque são envolventes, emotivas e frenéticas, com uma percurssão musculada e guitarras distorcidas a conduzir as mesmas.

Os fãs dos The Temper Trap poderão encontrar alguns pontos de encontro entre as duas bandas, especialmente no que diz respeito à componente melódica e à voz sussurrada, acompanhada por coros que ajudam a ampliar o poder das músicas, a dar a algumas proporções verdadeiramente épicas e assim potenciar a experiência do ouvinte.

Com este disco os The Medics prometem bastante e se optarem por elaborar um som exclusivo sem se deixarem contagiar demasiado por sonoridades potencialmente mais comerciais, serão muito em breve um grupo muito conhecido em todo o mundo, aposto. Espero que aprecies a sugestão...

The Medics - Foundations

01. Beggars
02. Rust
03. Griffin
04. Ocean Eyes
05. Joseph
06. Deadman
07. Slow Burn
08. 50 Years
09. Never Gone
10. Finegan
11. Golden Bear


autor stipe07 às 17:14
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quarta-feira, 27 de Junho de 2012

The Temper Trap – The Temper Trap

Os australianos The Temper Trap, banda formada em 2005, liderada por Dougy Mandagi e conhecida pelo som atmosférico, com guitarras e um grande conjunto de ritmos pulsantes, só viram o sucesso em 2009 quando Sweet Disposition, extraído do seu álbum de estreia Conditions, se tornou num verdadeiro fenómenos à escala mundial. Agora, em maio de 2012, regressaram aos lançamentos com um disco homónimo lançado através da Infectious Records.

Os The Temper Trap são aquela típica banda que lança um primeiro álbum que conquista milhares de fãs e que acabam por criar uma tremenda expectativa para o segundo álbum e que muitas vezes sai um pouco defraudada.

O disco abre com a épica Need Your Love, uma canção carregada de metáforas, mas logo a seguir vem uma das canções mais curiosas deste The Temper Trap e que denota uma enorme vontade de deixar, desde logo, a sonoridade de Conditions para trás; Falo de London’s Burning, uma canção onde o grupo canta sobre os distúrbios que ocorreram na capital britânica o ano passado, sendo de referir que a banda reside nessa cidade desde 2009, com o firme propósito de fabricar o sucessor de Conditions e replicar o sucesso da estreia. Naturalmente, vivendo o fenómeno de perto, deixaram-se inspirar pelo mesmo, o que não implica necessariamente que os The Temper Trap queiram assumir que são um grupo com fortes convicções políticas e sociais.

Ao longo dos disco a voz de Mandagi assemelha-se algumas vezes ao registo de um Jeff Buckley e é uma voz que é feita com doloridas expressões faciais. A mesma serve para dar vida a canções assentes numa guitarra carregada de efeitos e em sintetizadores. Essa busca quase obsessiva por uma nova identidade sonora e pela ruptura com a estreia, fá-los, neste homónimo, aproximarem-se demasiado  de uma sonoridade dos anos oitenta que tanto oscila entre o rock de estádio de uns Scorpions, como a pop baladeira e melancólica dos Spandau Ballet. Mesmo quando em Miracle Mandagi volta ao seu reconhecível falsete e a uma sonoridade mais familiar, ele parece que está a recriar algo que já existe em vez de desbravar novos caminhos.

Em suma, neste homónimo os The Temper Trap assumem a louvável vontade de experimentar, mas acabam por ter o handicap de não produzir nada tão acessível como Sweet Dispositions ou Fader. Espero que aprecies a sugestão...

01. Need Your Love
02. London’s Burning
03. Trembling Hands
04. The Sea Is Calling
05. Miracle
06. This Isn’t Happiness
07. Where Do We Go From Here
08. Never Again
09. Dreams
10. Rabbit Hole
11. I’m Gonna Wait
12. Leaving Heartbreak Hotel
13. Want (Bonus)
14. The Trouble With Pain (Bonus)
15. Everybody Leaves In The End (Bonus)


autor stipe07 às 14:34
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Terça-feira, 5 de Junho de 2012

Allo Darlin’ – Europe

Depois de em Curtas... XXIX ter divulgado Capricornia, canção que conta com o B side When You Were Mine, já chegou ao mercado o segundo disco dos Allo Darlin'. O álbum chama-se Europe e foi lançado através da Slumberland Records e da Fortuna POP.

Na estreia, em 2010, os Allo Darlin' já tinham chamado a atenção e este Europe irá encher de contentamento quem se tornou fã desta banda na estreia. Elizabeth Morris, australiana de nascença, canta letras intimistas feitas com frases inteligentes, entoadas em harmonias vocais e acordes cheios de vida, criando um mundo sonoro particular e sui generis.

O resto da banda também empenhou-se em embrenhar-se nas dez canções; O baterista, Michael Callins, é bastante preciso e o baixo de Bill Botting parece que tem vida própria, o que aliado à guitarra de Paul Rains faz com que a sonoridade de Europe esteja bastante amadurecida e consistente.

E com este Europe, os Allo Darlin', muito timidamente e sem levantar grandes ondas fazem alguma da melhor pop folk que se ouve atualmente e criam verdadeiras e refrescantes pérolas sonoras. Espero que aprecies a sugestão...

Allo Darlin' - Europe

01. Neil Armstrong
02. Capricornia
03. Europe
04. Some People Say
05. Northern Lights
06. Wonderland
07. Tallulah
08. The Letter
09. Still Young
10. My Sweet Friend


autor stipe07 às 13:08
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Matt Corby – Into The Flame EP

No meio da interminável vaga de novos artistas que surgem todos os dias, alguns acabam por me ficar na retina e o mais recente é Matt Corby, músico australiano cujo primeiro single, Brother, soou pra mim como um daqueles singles revelação e que me fez querer descobrir toda a obra anterior deste artista. Acabei por descobrir que Corby coemçoo a carreira no Ídolos do país natal, onde participou quando tinha apenas dezasseis anos, em 2007. De lá para cá, em vez de seguir muitas vezes o caminho mais fácil, permaneceu fiel a si próprio e compôs algumas canções folk intimistas, tocou em bares pequenos, até que no ano passado surgiu Into The Flame, este visceral EP de quatro canções e que mudou a sua vida por completo.

O EP mistura blues, soul e folk. A própria Brother reflete com mestria as melhores características do disco; É uma canção esquizofrénica e mutante, com uma estrutura inusitada e onde é difícil descobrir o que é refrão ou o que é verso. O início é abrasivo e dominado pelo baixo, sequência que se repete algumas vezes ao longo da canção. Depois seguem-se delicados versos chegados ao folk, que poderão lembrar Bon Iver, cantados por uma voz angelical e em falsete, que de repente enfurece-se e explode.

As restantes canções do EP seguem esta sonoridade e auguram um futuro bastante risonho para este músico, do qual se aguarda o longa duração de estreia ainda este ano. Espero que aprecies a sugestão...

01. Brother
02. Souls A’Fire
03. Untitled
04. Big Eyes


autor stipe07 às 23:01
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Terça-feira, 3 de Abril de 2012

Sia - Best Of...

 

Sia Kate Isobelle Furler (18 de dezembro de 1975), conhecida como Sia, é uma cantora pop australiana, dotada de uma criatividade notável e que ganhou uma enorme reputação ao colaborar com os britânicos Zero 7. No entanto, também editou cinco cinco álbuns a solo, sempre bem sucedidos e dos quais destaquei várias vezes, inclusivamente em Man On The Moon, a canção Breathe Me.
Sia nasceu em Adelaide, começou por fazer parte da formação independente de acid jazz Crisp e lançou dois álbuns com esse grupo. Em 1997 estreou-se a solo e lançou o seu primeiro álbum solo, Onlysee, mas só ganhou notoriedade quando se mudou para o Reino Unido e seguiu de vez com a carreira a solo.
Durante os anos seguintes, Sia lançou mais quatro álbuns: Healing Is Difficult (2000), Colour The Small One (2004/2006), Some People Have Real Problems (2008) e We Are Born (2010). Agora, em 2012, Sia achou que estava na altura de fazer uma espécie de balanço e resolveu editar Best Of..., o disco que junta aquelas que ela acha serem as suas melhores canções, servindo como súmula da sua já apreciável carreira. Espero que aprecies a sugestão...

01. Clap Your Hands
02. The Girl You Lost To Cocaine
03. Destiny (Feat. Sia)
04. Butttons
05. Day Too Soon
06. Numb
07. Where I Belong
08. Breathe Me
09. Sweet Potato
10. Bring Night
11. My Love
12. Titanium (Feat. Sia)
13. You’ve Changed
14. I Got To Sleep
15. The Fight
16. Soon We’ll Be Found
17. Taken For Granted
18. Buttons (CSS Mix)


autor stipe07 às 20:41
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Deep Sea Arcade - Outlands

Os Deep Sea Arcade formaram-se em 2008 quando aos amigos de longa data Nic Mckenzie e Nick Weaver recrutaram Carlos Adura, Simon Relf e Tim Chamberlain para a sua causa. Desde que chegou aos escaparates o EP de estreia Don’t Be Sorry, em 2009, muito bem aceite pela crítica, a banda cimentou uma reputação na Austrália e não só, já que, além de ter andado em digressão com Noel Gallagher e os Modest Mouse, tocaram no Festival Primavera, na vizinha Espanha e no The Great Escape em Inglaterra..

Outlands é, de acordo com a banda, o culminar de uma aventura musical de descoberta de uma míriade de géneros musicais e que acabaram por influenciar a esência das canções que integram o disco. O primeiro single extraído de Outlands foi Girls; É uma clássica canção com todos os ingredientes essenciais nua fórmula indie e tem passado com alguma insistência em várias rádios de relevo, nomeadamente a BBC1. together tem uma melodia bastante retro, a fazer-me lembrar imenso os Beatles e é uma das canções mais luminosas do álbum, assim como Steam o single que se segue. Mas um dos maiores destaques acaba por ser Lonely In your Arms, uma música com uma sonoridade bastante surf pop, um baixo extraordinário que comanda toda a canção e a voz de Mckenzie num registo bastante envolvente e similar a Peter Moren dos Peter, Bjorn and John.

Não me parece ser habitual haver uma banda nos antípodas que tenha os anos sessenta no rol das suas principais influências sonoras e que exemplos como os The Doors, The Zombies, The Monkees e os já citados Beatles sejam particularmente ouvidos e tidos em conta no momento de compor e gravar; Mas estes Deep Sea Arcade quebraram essa tendência.

Outlands acaba por ser um título apropriado para este disco de estreia dos Deep Sea Arcade, porque todas as canções têm, como já disse, uma sonoridade retro e, ao mesmo tempo, intrigante, não havendo uma preocupação latente em obedecer a um estilo, mas bastante potencial para, no futuro, nos brindarem com algo ainda melhor. Espero que aprecies a sugestão...

folder

01. Outlands
02. Seen No Right
03. Girls
04. Granite City
05. Steam
06. Together
07. Lonely In Your Arms
08. All The Kids
09. Ride
10. The Devil Won’t Take You
11. Don’t Be Sorry
12. Airbulance

MySpace

Deep Sea Arcade - Steam


autor stipe07 às 21:17
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

San Cisco - Awkward EP

Os San Cisco são uma dupla natural de Perth, na Austrália e formada por Jordi James (guitarra, voz e teclados), Josh Biondillo (guitarra, voz), Nick Gardner (baixo) e Scarlett Stevens (bateria). Admitem que são influenciados por bandas como os MGMT, Vampire Weekend, e Flaming Lips e acabam de lançar Awnkward, o segundo EP da banda, através da Independent/MGM, gravado em Melbourne e produzido por Steven Schram. O EP de estreia chamava-se Golden Revolver e recebeu críticas bastante favoráveis, quer na Australia, quer a nível internacional, nomeadamente nos Estados Unidos, onde o single Golden Revolver tocou com frequência em muitas estações de rádio. Além disso, foi na cidade de Nova Iorque que gravaram o vídeo de Girls Do Cry, o segundo single desse primeiro EP.

O primeiro single deste EP é a homónima Awkward, canção que foi escrita em pleno estúdio, apenas numa tarde, sendo interpretada pelo baterista Scarlett, a meias com Jordi. Também apreciei muito Rocket Ship, uma canção mais calma e comandada por um piano, ao qual se acrescentam alguns tambores e a voz de Davieson, conduzida por um teclado brilhante. Outro destaque do EP é 505, uma cover dos Arctic Monkeys, mais densa e atmosférica que o original.

Os San Cisco tiveram um ano de 2011 bastante ocupado; Tocaram no FUSE Festival de Adelaide e no BIGSOUND de Brisbane, além de terem servido de banda de suporte em digressões dos Architecture in Helsinki, dos The Grates e dos Jebediah & Kimbra. Espero que aprecies a sugestão...

01. Awkward
02. Rocket Ship
03. Lover
04. 505
05. Reckless

 


autor stipe07 às 18:10
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Snakadaktal – Snakadaktal EP

Os Snakadaktal são uma banda de adolescentes australianos, amigos de escola e que se juntaram em 2010 para fazer música. No passado mês de novembro lançaram este EP homónimo de estreia que fez logo enorme sucesso no país natal e fez deles uma das principais revelações musicais do ano nos antípodas.

O EP começa logo com a promissora Wake Up, canção nde se destacam as vozes que se cruzam com melodias relativamente sintetizadas. As letras não deixam de ser um pouco repetitivas, mas da forma como a canção está estruturada, apenas serve para dar ainda maior enfase à mensagem. O sonho é uma temática que se vai repetindo ao longo do EP, como em Carnival (Monster Lobster), Air e Quimera. Esta insistência numa temática abstrata, mas que é, sem sombra de dúvida, o leit motiv da nossa espécie (quando o homem sonha, a obra nasce), deverá ser, acima de tudo, uma forma honesta destes Snakadaktal quererem dizer ao mundo inteiro que um dia irão ser maiores e deixar uma marca através das canções.

As já citadas Quimera e Air são as canções que se destacam e se fornecerem um vislumbre do que a banda pode ser capaz num futuro próximo, então o sonho dos Snakadaktal tornar-se-á realidade. Espero que aprecies a sugestão...

Snakadaktal - Snakadaktal

01. Wake Up
02. Chimera
03. Air
04. Carnival (Lobster Monster)
05. Skin
06. Boy

 

 


autor stipe07 às 20:55
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Clockwork Monkey – Of Burning Things

Os Clockwork Monkey são um projeto australiano liderado pelo cantor e compositor Brendan Bonsack, músico natural de Melbourne e com uma enorme pujança em temros de edição discográfica. Depois de a onze de novembro do ano passado se terem estreado nos discos com The Sky Groundwards e apenas um mês depois terem editado o aclamado You Are Here, no passado dia catorze de março lançaram Of Burning Things, um disco que ouvi recentemente e para cuja sonoridade foram fundamentais as presenças de Chrissy Misso na voz e Josh Wadell no baixo.
Este álbum é uma crónica sentida de um evento que marcou profundamente a memória de uma cidade pequena australiana e a sua destruição por um incêndio florestal. A sonoridade global do disco acena na direção da folk típica da américa profunda e da pop alternativa através dos instrumentos tradicionais do rock, servindo tudo isto para, de uma forma algo maliciosa, contar histórias de pessoas simples e vulneráveis. É a própria banda quem se auto define como construtora de canções para serem ouvidas por novos primatas, todos nós que construimos um dia e agora vivemos neste mundo tão confuso e exposto ao desastre. Espero que aprecies a sugestão...

01. Ash
02. Calling
03. Night Of The Horses
04. First Rains
05. Someone Is Always To Blame
06. Crow
07. Man o’ Beige
08. Rear Vision Mirror
09. The Appointment
10. House Of Rebecca


autor stipe07 às 19:36
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Sábado, 19 de Novembro de 2011

Jinja Safari - Locked By Land

Os Jinja Safari são mais uma descoberta oriunda dos antípodas, neste caso a Austrália e cuja sonoridade é catalogada por muitos como forest indie pop. São uma ideia concebida pelo guitarrista e cantor Marcus Azon e por Cameron Night, dois músicos locais que se conheceram em Sidney há derca de dois anos. Ao vivo juntam-se a estes dois músicos Joe Citizen, no baixo e na voz, Alister Stral Roach, na percussão e voz e Jacob Borg na bateria. Em 2010 lançaram um EP homónimo de estreia e agora, neste mês, editaram Locked By Land, o disco de estreia que tenho andado a ouvir.

Confesso ter ficado muito bem impressionado com este disco que inclui as músicas do tal EP de estreia e outros originais. A música destes Jinja Safari é uma combinação inspirada de barulhos estranhos, de cítaras, sinos e outros sons que derivam da eletrónica. Tudo conjugado resulta numa pop exuberante e cheia de vigor. Não é fácil encontrar bandas semelhantes, mas arrisco a dizer que eles fazem uma mistura de tudo aquilo que os Sigur Rós, Animal Collective e Sufjan Stevens têm de melhor. Peter Pan, o primeiro single retirado de Locked By Land é um exemplo perfeito dos seus pontos fortes; É uma canção muito animada e divertida, construída em redor de uma cítara memorável, um rufar de tambores e constantes dinâmicas e variações na intensidade sonora. Depois, desde a magia rodopiante de Sunken House à simples e infantil Mermaid, o álbum todo é pura brincadeira e diversão.
Hiccups destaca-se pela linha de sintetizador, Scarecrow pela voz ternurenta e Moonchild pelas maracas que dão uma sonoridade muito veraneante à canção. Os sons que vão surgindo ao longo do disco são na maioria surpreendentes e nunca parecem desfasados ou exagerados. A consistência do álbum também pode ser atribuída à composição e à voz, fundamentando ainda mais a sua riqueza de sons.
Locked By Land também tem alguns momentos de menor fulgor e criatividade, mas não há que negar que é enorme a grande diversidade de sons. Estes Jinja Safari são mais uma demonstração plena do vigor que existe no hemisfério sul oriental em termos musicais e como essa zona está a tornar-se num território cada vez mais importante no mapa musical alternativo. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. Sunken House
02. Mud
03. Hiccups
04. Peter Pan
05. Moonchild
06. Families
07. Stepping Stones
08. Scarecrow
09. Vagabond
10. Head In A Blender
11. Forest Eyes
12. Errol Flynn
13. Mermaids
14. Peter Pan (Fishing Sandy Pant Remix)
15. Hiccups (Butcher Blades Icecream Nightmare Remix)

 

Myspace Blogue Site


autor stipe07 às 14:40
link do post | comenta / bad talk | The Best Of Man On The Moon...
|
Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Husky - Forever So

Nos últimos dias tem andado a tocar com uma certa insistência no meu carro Forever So, o novo álbum dos australianos Husky, lançado no mercado no passado dia vinte e um de outubro pela Liberation Music. Os Husky são naturais de Melbourne e formados por Husky Gawenda (voz, guitarra), Gideon Preiss (teclados), Evan Tweedie (baixo) e Lucas Collins (bateria). Apesar de terem diferentes formações musicais, une-os o amor pela pop clássica celebrizada por nomes tão influentes como Leonard Cohen, Paul Simon, The Doors e os Beach Boys.

Com tantas bandas e artistas a fazer atualmente a dita indie folk, é refrescante encontrar alguém que o faz de forma diferente e com músicas profundas e poderosamente bem escritas. A belíssima balada folk History's Door é o primeiro single retirado deste álbum; Já reconhecida como uma das baladas maiores do ano, é feita de infecciosas harmonias vocais e uma melodia magistral. Fake Moustache segue noutra direção devido à sua batida e a  forma como a guitarra e a voz ecoam na melodia, proporcionando ao ouvinte uma assombrosa sensação de conforto. Mas o meu grande destaque do disco é, indubitavelmente, Dark Sea, o segundo single, uma canção um pouco sombria, mas com a voz incrivelmente bonita de Gawenda a pairar delicadamente sobre uma melodia pop simples e muito elegante. Mais para o fim, também fiquei impressionado com How Do You Feel, por ter uma sonoridade que contrasta, algo inesperada e com uma letra que fala de visões e do desvendar de algo misterioso e que não é deste mundo.

Forever Só é pois uma espécie de pintura sonora carregada de imagens evocativas de outro tempo, como já referi, pintadas com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de cor e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provam a sensibilidade desta banda para expressar pura e metaforicamente a fragilidade humana. E não restam dúvidas que estes Husky combinam com uma perfeição raramente ouvida a música pop com sonoridades mais clássicas. Pessoalmente, criaram em mim, através deste Forever So, um efeito devastador e senti o álbum como uma espécie de disco híbrido perfeito.Espero que, tal como eu, também aprecies esta sugestão...  

01. Tidal Wave
02. Fake Moustache
03. History’s Door
04. The Woods
05. Hunter
06. Dark Sea
07. Forever So
08. Animals And Freaks
09. Instrumental
10. Hundred Dollar Suit
11. How Do You Feel
12. Don’t Tell your Mother
13. Farewell (In 3 Parts)


autor stipe07 às 20:30
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (1) | The Best Of Man On The Moon...
|
Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

Back Pockets - Bulla EP

Esta novidade vem da Austrália, o EP data de 15 de fevereiro e a sonoridade insere-se na eletrónica e na folk experimental. Espero que aprecies a sugestão...

Bulla EP Cover Art

download


autor stipe07 às 22:52
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (1) | The Best Of Man On The Moon...
|

eu...

Takes MOM - Everything Is New TV

Facebook

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Maio 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


posts recentes

Nick Cave And The Bad See...

Birds Of Tokyo – March Fi...

Coloured Clocks – Nectari...

Split Seconds – You'll Tu...

Bored Nothing - Bored Not...

San Cisco - San Cisco

Tame Impala - Lonerism

Curtas... LV

Dead Can Dance – Anastasi...

The Laurels – Plains

The Medics - Foundations

The Temper Trap – The Tem...

Allo Darlin’ – Europe

Matt Corby – Into The Fla...

Sia - Best Of...

X-Files

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

take a look...

Procura...

 

Visitors (since 31.05.12)

blogs SAPO

subscrever feeds