Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

ScotDrakula - Burner & Break Me Up EP

Os ScotDrakula são Matt Neumann (guitarra, voz), Evianne Camille (bateria, voz) e Dove Bailey (baixo, voz), três jovens músicos australianos, oriundos de Melbourne, que gostam de misturar cerveja com o rock de garagem e darem assim asas à devoção que sentem pela música e pela cultura punk. No passado dia dezasseis foi disponibilizado fisicamente, em formato cassete e num único exemplar, Burner, o novo disco do grupo, no lado a, assim como um EP intitulado Break Me Up, no lado b, com a edição a poder ser encomendada através da insuspeita e espetacular Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Para ouvir e apreciar os ScotDrakula é necessário ter fé, sentir a luz do alto e ter a mente aberta e livre de qualquer ideia pré concebida relativamente a um hipotético encontro imediato com canções detentoras de artifícios sonoros intrincados e alicerçados numa receita demasiado complexa. Percebe-se, logo que inicia a audição, que da percussão vibrante de Ain't Scared ao baixo de Burner!, passando pela distorção que orienta Little Jesus, um tema clássico no que diz respeito à conexão feliz entre o fuzz de uma guitarra e a secção rítmica vitaminada que encorpora o rock psicadélico dos anos sessenta, estes nove temas são, apenas e só, mais uma excelente porta de entrada para um universo sonoro feito com guitarras carregadas de fuzz, uma percussão vibrante e ritmada e uma postura vocal jovial e com um encanto lo fi que inicialmente se estranha, mas que depois, rapidamente se entranha.

A maior parte destas canções vive da intimidade psicadélica que se estabelece no baixo e na guitarra, uma conexão algumas vezes com uma toada visceral algo sensual, como se percebe na crueza vintage de Doors & Fours e de Dynopsykism, mas feita e vivida com extremo charme e classe, muito à moda de um estilo alinhado, que dá alma à essência de um rock que nos convida para uma viagem no tempo, do passado ao presente, através de uma banda contagiante e que parece ser mais experiente do que o seu tempo de existência, tal é o grau de maturidade que já demonstra. O hipnotismo desenfrado que se pode conferir em CrazyGoNuts é uma autêntica ode à revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes do rock clássico que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia.

Burner & Break Me Up tem uma forte ligação com o passado e se tivermos a capacidade de confiar nestes ScotDrakula e deixarmos que eles nos mostrem que são também o caminho, a verdade e a vida, conseguimos facilmente viajar e delirar ao som das suas canções. Apreciar o verdadeiro rock clássico é também uma questão de fé e este trio australiano sabe o caminho certo para nos guiar até uma feliz, renovada e efetiva conversão. Espero que aprecies a sugestão.


autor stipe07 às 18:28
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014

ScotDrakula- Break Me Up

Os ScotDrakula são Matt Neumann (guitarra, voz), Evianne Camille (bateria, voz) e Dove Bailey (baixo, voz), três jovens músicos australianos, oriundos de Melbourne, que gostam de misturar cerveja com o rock de garagem e darem assim asas à devoção que sentem pela música e pela cultura punk.

Já a dezasseis de dezembro será disponibilizado fisicamente, em formato cassete, Burner, o novo disco do grupo, assim como um EP intitulado Break Me Up, com ambas as edições a serem alvo de revisão muito em breve neste blogue e a poderem ser já encomendadas através da insuspeita e espetacular Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Depois de Stupid Everything, o primeiro avanço que o grupo disponibilizou do disco gratuitamente, agora chegou a vez de os ScotDrakula facultarem o tema homónimo do EP, outra excelente porta de entrada para um universo sonoro feito com guitarras carregadas de fuzz, uma percussão vibrante e ritmada e uma postura vocal jovial e com um encanto lo fi que inicialmente se estranha, mas que depois, rapidamente se entranha. Confere...


autor stipe07 às 17:30
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014

Bored Nothing – Some Songs

Bored Nothing é um projeto de Melbourne, na Austrália, liderado por Fergus Miller. Depois de ter lançado diversas demos e EPs, disponíveis num dos mais interessantes e complexos bandcamps que já tive a oportunidade de espreitar, chegou em 2012 o disco de estreia, por sinal um homónimo, através da Spunk Records. Dois anos depois, a vinte e sete de outubro, viu a luz do dia Some Songs, o segundo disco.

Some Songs é indie rock introspetivo de primeira água, plasmado em treze canções de fino recorte e uma superior sensibilidade, tão simples e descomprometidas como deveria ser a nossa própria existência, tantas vezes absorvida por instantes que obrigam o nosso superior interesse pessoal a lidar com dilemas, quimeras e frustrações, que certamente nos enriquecem, mas que não precisam de dar sinal de si em permanência. Simple Songs pretende oferecer-nos exatamente o oposto, uma sonoridade solta e etérea, assente no fino e delicado dedilhar das cordas, feito por guitarras vintage contidas e que geralmente procuram um ponto de equilíbrio, felizmente quase sempre instável, entre a submissão acústica e a aparente agressão de efeitos e distorções, que vão subindo de volume à medida que o alinhamento avança. Esta receita não deixa também de ser abastecida por alguns simples detalhes e arranjos sintetizados, com momentos em que domina uma toada lo fi, crua e pujante, cheia de quebras e mudanças de ritmos, com uma certa, e quanto a mim feliz, dose de improviso.

Assim, Some Songs, apesar da aúrea fortemente melancólica de alguns temas, tem o condão de nos presentear com um alinhamento caloroso e reconfortante, sendo  uma banda sonora ideal para aquecer os dias mais tristonhos e sombrios que descrevem este outono. Ao som dele podemos meditar e repousar embalados por histórias que conterão, certamente, um vincado cariz autobiográfico, de um músico com pouco mais de vinte anos que, ao segundo disco, continua a tentar entender melhor o seu âmago e a lidar com as vicissitudes normais da sempre difícil transição para a vida adulta, fazendo-o através de tudo aquilo que de mais transcendental e lisérgico tem sempre a composição e a criação musical.

O alinhamento de Some Songs começa com um simples instante acústico chamado Not e depois chega finalmente a bateria e o baixo em Ice-Cream Dreams, o primeiro single divulgado, sem dúvida um momento alto do disco, devido ao ritmo e ao modo cativante como Bored Nothing nos oferece a sua voz com uma certa dose de reverb que amplia a tonalidade doce e sussurrante da mesma, como se o cantor nos soprasse ao ouvido enquanto espalha o charme incofundível do seu registo vocal. Depois, ainda no período inicial, temas como Where Do I Begin e We Lied merecem também audição dedicada porque, apesar de conduzidas pela guitarra, expandem-se e ganham vida devido ao critério que orientou a escolha dos restantes instrumentos e à forma como a voz mostra novamente uma sede incontrolável de protagonismo e se posiciona e se destaca. Pessoalmente, fui invariavelmente seduzido pelo teclado que, desde logo o inicio, toma conta de We Lied e o modo com o batida sintetizada passou a acompanhar essa melodia, pouco depois, numa dança com uma energia ímpar, cheia de outros sons que se atropelam durante o percurso da canção e que fazem dela, o meu momento prefeirdo do disco. Este exemplo é fundamental para o ouvinte mais dedicado perceber que a personalidade de cada tema do disco pode demorar um pouco a revelar-se nos nossos ouvidos, mas certamente será compensador experimentar sucessivas audições para destrinçar os detalhes precisos e a produção impecável e intrincada que as distingue e que, por acréscimo, sustenta o conteúdo.

Um outro instante acústico intitulado Ultra-lites marca a passagem para um novo capítulo do trabalho, mais elétrico, ritmado e luminoso, cheio de canções conduzidas por melodias assentes em guitarras distorcidas e um baixo e uma bateria sempre em sintonia, mas onde também não faltam detalhes sintetizados inspirados. Do quase punk lo fi de What You Want Always ao blues de Why You Were Dancing With All Those Guys, passando pela pop luminosa de Where Would I Begin, este é um novo periodo que reforça o cariz eclético de um músico inspirado e ajuda a fazer de Some Songs um disco feito na emoção e na intuição.

Até ao final, o rock experimental de Song for Jedder e de Ultra-lites II, os laivos de rock progressivo de Don't Go Sentimental e o groove de Artificial Flower, são o capítulo final de um compêndio de várias narrativas, onde convive uma míriade alargada de sentimentos que, da angústia à euforia, conseguem ajudar-nos a conhecer melhor a essência de um Fergus Miller sereno e bucólico. Com canções cheias de versos intimistas que fluem livremente, Bored Nothing procura através da música a sua individualidade, enquanto conta experiências e nos ajuda a perceber sobre aquilo que medita, as suas conclusões e as perceções pessoais do que observa, enquanto a sua vida vai-se desenrolando e ele procura não se perder demasiado na torrente de sonhos que guarda dentro de si e que nem sempre são atingíveis. Espero que aprecies a sugestão...

Bored Nothing - Some Songs

01. Not
02. Ice-cream Dreams
03. The Rough
04. We Lied
05. Ultra-lites
06. Do What You Want Always
07. Why Were You Dancing With All Those Guys
08. Where Would I Begin
09. Come Back To
10. Song For Jedder
11. Don’t Go Sentimental
12. Artificial Flower
13. Ultra-lites II


autor stipe07 às 21:18
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Mink Mussel Creek – Mink Mussel Manticore

Oriundos de Perth, na austrália, os Mink Mussel Creek são atualmente Nick Allbrook (voz), Shiny Joe Ryan (guitarra), Steve Summerlin (baixo), Richard Ingham (sintetizadores) e Kevin Parker (bateria), uma banda de rock psicadélico formada por um grupo de amigos que há quase dez anos começou a fazer música e que começou por se distinguir por causa dos concertos, tendo, por exemplo, em 2007, dado mais de cem espetáculos ao vivo. Com várias alterações na formação desde o início e vivendo desde sempre à sombra do sucesso dos Pond e dos Tame Impala, viram sempre adiado o lançamento do disco de estreia, um trabalho chamado Mink Mussel Manticore que viu finalmente a luz do dia este ano por intermédio da Spinning Top Records.

Mink Mussel Manticore é uma obra que conta um pouco da história do já famoso cenário psicadélico australiano, com os já citados Pond e Tame Impala a liderarem o pelotão das bandas mais influentes desse universo sonoro e alguns membros destes dois projetos a aparecerem no plantel destes Mink Mussel Creek. Kevin Parker, o líder do Tame Impala, toma aqui conta da bateria, Nick Allbrook, antigo membro dos Tame Impala e vocalista do Pond, assume a voz e Joe Ryan, dos Pond, toca guitarra.

A história de Mink Mussel Manticore começa 2007, o tal ano em que deram imensos concertos e quando gravaram grande parte destas sete canções, que foram novamente trabalhadas em estúdio em 2011 e só agora viram a luz do dia. Disco mais áspero e robusto que os trabalhos dos Pond e dos Tame Impala, nos cinquenta minutos que estas sete canções duram, Mink Mussel Manticore é uma colcha de retalhos de sons psicadélicos, que tanto abraçam uma toada mais blues, como o garage rock, através de inéditos timbres de guitarra, ritmos pouco usuais e um imenso arsenal de efeitos com pedais que nos levam numa viagem verdadeiramente lisérgica e hipnótica.

Logo no início, They Dated Steadily é uma verdadeira jam session que ultrapassa os treze minutos de duração e abraça todos os universos sonoros acima citados, com a banda a delirar livremente durante a parte instrumental e a não ter receio de bater à porta da ténue fronteira que separa a psicadelia do rock progressivo. Daí em diante, o resto do disco serve-se da mesma receita, variando apenas a dose. Promising Quintet Rise To Power (Macho Peachu) impressiona pelo groove, Makeout Party Girls tem um tom declaradamente explosivo e ruidoso e consente o predominio do garage rock californiano, típico de nomes tão infleuntes como Ty Segal ou os Thee Oh Sees e Doesn't The Moon Look Good Tonight traz consigo aquele teor mais experimental típico dos Pond.

Tão inusitado e abrangente quanto o ser mitológico que dá nome ao álbum, já que a manticora é uma espécie de junção entre leão, tubarão, dragão e homem, Mink Mussel Manticore é um belíssimo disco de estreia de uma banda que, pelos vistos, existe apenas como um passatempo de outras duas consideradas já fundamentais, mas que tem todas as condições para coexistir com as mesmas, além de ter como grande vantagem possiblitar aos seus músicos experimentar e explorar diferentes sonoroidades que as exigências comerciais a que os Pond e os Tame Impala já estão sujeitos dificilmente permitem. Espero que aprecies a sugestão...

Mink Mussel Creek - Mink Mussel Manticore

01. They Dated Steadily

02. Meeting Waterboy
03. Cat Love Power
04. Promising Quintet Rise To Power (Macho Peachu)
05. Makeout Party Girls
06. Hands Off the Mannequin, Charlie
07. Doesn’t the Moon Look Good Tonight


autor stipe07 às 21:21
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

ScotDrakula - Stupid Everything

Os ScotDrakula são Matt Neumann (guitarra, voz), Evianne Camille (bateria, voz) e Dove Bailey (baixo, voz), três jovens músicos australianos, oriundos de Melbourne, que gostam de misturar cerveja com o rock de garagem e darem asssim asas à devoção que sentem pela música e pela cultura punk.

Dia nove de dezembro vai ser disponibilizado fisicamente, em formato cassete, Burner, o novo disco do grupo, assim como um EP intitulado Break Me Up, com ambas as edições a poderem ser já encomendadas e a cargo da insuspeita e espetacular Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Se nunca ouviste os ScotDrakula, Stupid Everything, o primeiro avanço que o grupo disponibilizou do disco gratuitamente, é uma excelente porta de entrada para um universo sonoro feito com guitarras carregadas de fuzz, uma percussão vibrante e ritmada e uma postura vocal jovial e com um encanto lo fi que inicialmente se estranha, mas que depois, rapidamente se entranha. Confere...

P.S. - Sendo dia de Follow Friday no portal de blogs do Sapo, sugiro uma visita a Grandes Sons, um fantástico blogue também sobre música.

 


autor stipe07 às 12:57
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Yes I´m Leaving - Slow Release

Billy, Boyer e Cook são os Yes I'm Leaving, um trio australiano oriundo de Sidney e que se prepara para conquistar um lugar ao sol no universo sonoro indie com Slow Release, um disco que chegou aos escaparates a vinte e nove de setembro por intermédio da Homeless.

A cartilha insana do indie rock alternativo dos anos noventa está mais viva do que nunca e estes Yes I'm Leaving parecem exímios a remexer nessa época em que nomes como os Nirvana, Smashing Pumpkins, Soundgarden ou Pearl Jam, Offspring ou Green Day, pegaram nas guitarras e no baixo e testaram os limites das pedaleiras em canções eminentemente curtas e diretas que versavam, quase sempre, sobre os tipicos dilemas juvenis ou questões politicas e ambientais. Este trio navega um pouco em redor destes nomes distintos com Fear, por exemplo, a ser um tema cheio de detalhes típicos do grupo de Bryan "Dexter" Holland e Alchemy a chamar a si a herança mais noise de Eddie Vedder, só para citar dois exemplos concretos. Seja como for, em termos gerais, Slow Release soa a uma espécie dá vida a um som de marca e marcante que, algures entre Pavement e Smashing Pumpkins, numa espécie de encontro improvável entre Corgan e Malkmus, faz deste trio já um nome a ter em conta no último terço deste ano.

O álbum é um festim inebriante, feito com guitarras distorcidas, uma voz que ruge sem desafinar e que exala um espírito jovem e bastante beliçoso. Fica logo claro que os Yes I'm Leaving não cairam na tentação de complicar, já que ao longo do alinhamento deste trabalho não há quebras, nem momentos pouco ruidosos que os pudessem levar para territórios ponde se pudessem sentir, para já, menos cómodos. Os Yes I'm Leaving têm urgência em se mostrar e fazem-no com uma crueza avasssaladora mas, sem perder nunca o norte, nem sem se deixarem levar por experimentalismos e arranjos desnecessários. E quando, em Husk, perdem um pouco o norte, mas sem descarrilar e se desviam ligeiramente da rota, fazem-no em busca de alguns detalhes do rock mais progressivo e do próprio metal e não num sentido mais brando ou melancólico.

Há uma componente melódica particularmente assertiva em todas as canções, apesar do cariz particular da sonoridade que replicam, sendo Careless a canção que melhor explana este vertente. O baixo é mu instrumento essencial na forma como aconchega e domina as guitarras e a bateria e Salt e o fuzz visceral de Manic serão talvez os tema em que o red line é posto à prova com maior intensidade pelas cordas e simultaneamente aqueles em que o baixo tem maior destaque. A partir deste tema ficamos constantemente à espera que surja nos nossos ouvidos algo de imprevisível e inédito, na forma como as cordas são manuseadas e produzidas e, sendo um disco de guitarras, quem aprecia o baixo e a bateria irá certamente sentir-se deliciado com a quantidade de efeitos que vai descobrir neste álbum e querer replicar.

Independentemente do grau de acidez e de rudeza destes Yes I'm Leaving, Slow Release é um remate certeiro e um marco significativo na discografia atual que se inspira no período aúreo do rock alterativo norte americano, através de canções plenas de originalidade e com uma elevada bitola qualitativa e que devemos guardar com reverência para que sejam levadas para a linha da frente do nosso airplay particular quando nos apetece ouvir algo completamente distinto e único e longe da habitual limpidez sonora que geralmente nos cerca. No Bandcamp da banda podes escutar outros temas dos Yes I'm Leaving. Espero que aprecies a sugestão...

One

Puncher

Fear

Alchemy

Timer

Salt

Care Less

Manic

Funny

Secret

Husk

 


autor stipe07 às 18:34
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

San Cisco – Run

San Cisco - RunOs San Cisco são uma banda natural de Perth, na Austrália e formada por Jordi James (guitarra, voz e teclados), Josh Biondillo (guitarra, voz), Nick Gardner (baixo) e Scarlett Stevens (bateria). Eles acabam de divulgar Run, o primeiro single do segundo disco do grupo, que deverá sair no início do próximo ano.

Run é um tema construído sobre linhas de guitarra e um sintetizador inspirado, com uma forte componente melódica e um refrão bastante luminoso. Confere...


autor stipe07 às 18:30
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Germany Germany - Substance

Germany Germany - "Substance"

Oriundos da cidade de Victoria, nos antípodas, os australianos Germany Germany são Graham Keehn, Nathan Willson, Michael Matier e Drew Harris, um quarteto que se prepara para editar um homónimo, já no próximo dia vinte e cinco deste mês.

Substance é o mais recente avanço divulgado de Germany Germany, um título irónico para uma canção que só tem como letra um simples verso que diz I can’t let you go. Seja como for, após várias audições, começa a ser claro que o indie rock de cariz fortemente etéreo e experimental destes Germany Germany é bastante rico e assertivo.

A serenidade do longo instrumental que abre o tema é interrompida por um breve momento de silêncio e este é o ponto fulcral da canção, já que a partir daí somos lançados para diante através de um loop de guitarra e uma batida frenética e fortemente emotiva, enquanto Drew repete até à exaustão a curta mas significativa letra de Substance. Uma viagem musical cósmica imperdível. Lá para o final do mês regressarei a estes Germany Germany, para divulgar o restante conteúdo de um disco que promete. Confere...


autor stipe07 às 13:24
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Firekites - Closing Forever Sky

Seis anos depois de The Bowery, o registo de estreia, os Firekites de Pegs Adams, Ben Howe, Tim Mcphee e Jason Tampake, um quarteto oriundo da Newcastle australiana, estão de regresso com mais sete belíssimas canções, contidas num novo disco chamado Closing Forever Sky e que viu a luz do dia por intermédio da etiqueta local Spunk Records.

Os acordes iniciais de Closing Forever Sky são perfeitos para percebermos o que nos espera nos próximos cerca de quarenta minutos. Aguarda-nos belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. Os Firekites deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem aquela faceta algo negra e obscura que carateriza um ambiente sonoro fortemente etéreo e melancólico, para criar um álbum tipicamente rock e esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora e alicerçadas numa certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

A escrita deste quarteto oriundo dos antípodas carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a essa sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi. Esta evidência desarma completamente os Firekites e além de os envolver numa intensa aúrea vincadamente orgânica e, por isso, fortemente sensual, despe-os de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que os poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade do agregado sentimental que carateriza os membros do grupo.

Em Closing Forever Sky ouve-se ecos da negrura de projectos recentes como Esben & the Witch. Ouve-se Cocteau Twins. Ouve-se Portishead e Massive Attack, não só no single homónimo, mas também no clima sussurrante e hipnótico de Somewhere Bright First. The Fallen, canção que recebe o alívio de uma guitarra acústica, que depois cresce e se deixa envolver num imenso arsenal de arranjos e detalhes, chega a parecer Radiohead, principalmente na forma como acomoda uma agradável melancolia nas teclas no imenso agregado sonoro que a sustenta. Mas a banda de Thom Yorke também dá uma mãozinha na distorção das guitarras que dá vida ao apogeu final da já referida Somewhere Bright First.

Todos estes exemplos mostram que os Firekites sabem a fórmula exata para temporizar, adicionar e remover pequenos sons e, como se as canções fossem um puzzle, construir, a partir de uma aparente amálgama de vários sons, uma peça sonora sólida.

Mas em Closing Forever Sky também ouve-se estranheza e ouve-se escuridão; Em Said Without A Song é difícil catalogar instrumentalmente a natureza tecnológica que sustenta o tema, mas o silêncio abosluto também está lá, bem no fundo, a ecoar ao longo da canção, como um manto que o cobre, mesmo que seja de forma quase inaudível... Um silêncio que, ao contrário da maior parte dos silêncios, é um silêncio que se escuta. Depois, em Antidote, ouve-se harmonias de vozes de outro planeta e surgem os The XX na guitarra e no baixo, de um modo que me despertou um curioso e muito pessoal desejo, que tantas vezes reprimo e que, ao vivenciá-lo neste caso concreto, me faz imaginar um vídeo para o tema, em que me junto ao grupo e abano as ancas enquanto desfilo num qualquer anúncio de moda.

Depois de um disco de estreia que obrigou a banda a emergir da solidão e a revelar-se sem restrições, Closing Forever Sky é um notório marco de libertação e de experimentação onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, o que deu origem a um disco que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a vastidão imensa e simultaneamente diversificada da paisagem e de um mundo completamente diferente do nosso, de onde estes Firekites são originários. Espero que aprecies a sugestão...

Firekites - Closing Forever Sky

01. Closing Forever Sky
02. Fallen
03. The Counting
04. Fifty Secrets
05. Somewhere Bright First
06. Said Without A Sound
07. Antidote


autor stipe07 às 17:00
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

The Acid - Liminal

Há algo de místico nos The Acid, um projeto musical formado por Ry X, Adam Freeland e Steve Nalepa, uma banda cujo nome também se pode escrever desta forma pictográfica, ∴ The ꓃ ᑄ ꒛ ᗌ ∴Depois de terem lançado no passado dia catorze de abril um EP homónimo, disponível para audição no soundcloud, agora estão de regresso com Liminal, um disco ditado no passado dia sete de julho por intermédio da insuspeita Infectious Music.

Há nos The Acid uma aparente aposta em estar longe das luzes da ribalta, numa espécie de penumbra que tem tanto de excitante como de aborrecido porque, quando se aprecia imenso uma escuta e uma descoberta e a ânsia de saber e ouvir mais cresce, é um pouco frustrante a escassez de fontes disponíveis. A própria música dos The Acid tem um pouco destes dois lados e transporta uma aparente ambiguidade fortemente experimental, onde não se percebe muito bem onde termina e começa uma fronteira entre a pop mais experimental e a pura eletrónica.

Assim, de Nicolas Jaar, a James Blake, passando pelos Atoms for Peace, é vasta a teia de influências que a audição deste disco nos suscita, um trabalho onde o australiano RY X assume o maior protagonismo. As suas canções parecem ter sido embaladas num casulo de seda e em coros de sereia, um novo trovador soul claramente inspirado pelo ideário de Chet Faker, a espiritualidade negra e o falsete de Bon Iver. Assim, não espanta Liminal estar repleto de melodias doces com um leve toque de acidez, mas que se escutam com invulgar fluidez.

Temas como Animal ou Trumbling Lights, a minha canção preferida de Liminal, espantam pelo minimalismo insturmental e pelo corpo imenso que a voz lhes confere, um registo que algures entre elegância e fragilidade, deixa-nos a suspirar no seio de uma calma cósmica e instrospetiva, que dá vida a canções com letras carregadas de drama e melancolia.

Já temas como Ghost ou Creeper, ou o dedilhar da viola acústica em Basic Instinct, apostam em outros detalhes, com sintetizadores mais luminosos e expressivos, mas mantém-se o mesmo fio condutor marcado pela simplicidade de processos e pela fórmula escolhida, altamente eficaz, assente em batidas do dubstep, alguns teclados, a voz agora sintetizada e linhas poderosas de baixo.

Toda esta amálgama apenas aparente serve para criar ambientes intensos e emocionantes, que nunca deixam de lado a delicadeza e onde cada detalhe existe por uma razão específica e cumpre perfeitamente a sua função. O uso do silêncio e de ruídos que são quase táteis faz com que as pequenas variações durante cada tema sejam sentidas mais facilmente e como as canções assentam em batidas eletrónicas esparsas e efeitos sonoros ora hipnóticos, ora claustrufóbicos, o ouvinte pode sentir o desejo de ele próprio imaginar como preencheria esses mesmos espaços.

The Liminal é um triunfo em toda a escala e, sem grandes alaridos ou aspirações, mais um passo seguro na carreira deste grupo. E parece evidente que os The Acid não pretendem abrigar-se em zonas de conforto e que estão disponíveis para futuras experimentações subtis, que certamente irão fortalecer ainda mais o seu crescimento e fazer com que a música do projeto alcance um universo maior. Espero que aprecies a sugestão....

The Acid - Liminal

01. Animal
02. Veda
03. Creeper
04. Fame
05. RA
06. Tumbling Lights
07. Ghost
08. Basic Instinct
09. Red
10. Clear
11. Feed

 


autor stipe07 às 18:31
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