Quinta-feira, 4 de Junho de 2015

Beirut - No No No

Gravado em Nova Iorque, em pouco mais de um mês, durante um período do último inverno particularmente frio, No No No é o novo compêdio de canções dos Beirut de Zach Condon, ao qual se juntam Nick Petree, Paul Collins, Ben Lanz e Kyle Resnick, um trabalho que irá ver a luz do dia a onze de setembro através da etiqueta 4AD.

O primeiro tema divulgado de No No No é o homónimo, uma canção evidencia a nova fase positiva da vida pessoal de Condon, que reencontrou novamente o amor e ultrapassou definitivamente o colapso físico e mental que o músico sofreu em 2013, na Austrália, devido aos seu processo de divórcio.

Para apresentar este novo trabalho, os Beirut vão estar em digressão pela América do Norte e pela Europa. Confere...


autor stipe07 às 14:07
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2015

Tame Impala – Eventually

Tame Impala - Eventually

Os australianos Tame Impala de Kevin Parker continuam a divulgar a um ritmo frenético mais avanços para Currents, o sucessor de Lonerism, um novo trabalho que vai ver a luz do dia ainda em 2015.

Eventually é o novo tema divulgado, uma canção que sonoramente confirma uns Tame Impala menos dependentes das guitarras e a chamarem os sintetizadores para plano de maior destaque, mas sem deixarem de lado a sua típica groove viajante, mantendo-se a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia. Desta vez fazem-no com uma toada mais épica, experimental e progressiva, numa canção dominada por um sintetizador imponente, um registo vocal em eco e um orquestral bastante encorpado, mas cheio de pequenos detalhes deliciosos.

Além de encontrarmos Currents nas lojas em breve, será possível também ver os Tame Impala em Portugal este ano, pois já estão confirmados no Festival Vodafone Paredes de Coura. Confere...

Website
[mp3 320kbps] ul ob zs uc


autor stipe07 às 17:26
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2015

San Cisco – Gracetown

Os San Cisco são uma banda natural de Perth, na Austrália e formada por Jordi James (guitarra, voz e teclados), Josh Biondillo (guitarra, voz), Nick Gardner (baixo) e Scarlett Stevens (bateria). Depois do homónimo de estreia, editado em 2012, estão de regresso com Gracetown, um disco que viu a luz do dia a dezassete de março através da Island City Records. Este é o novo trabalho de uma banda com uma sonoridade de influências globais, que toca uma espécie de pop inofensiva, com um leve tempero afro, que faz com que sejam comparados a outros nomes consagrados do universo indie como os Vampire Weekend e os Clap Your Hands Say Yeah.

Run é um tema construído sobre linhas de guitarra e um sintetizador inspirado, com uma forte componente melódica e um refrão bastante luminoso e, abrindo o alinhamento de Gracetown, coloca-nos diante de um mosaico declarado de referências que vão da cultura grega ao colorido neon dos anos oitenta, em doze canções festivas, onde a presença destacada dos sintetizadores é transversal ao disco, mas com as guitarras a estarem também num plano de grande evidência, como fica logo plasmado em Too Much Time Together.

Se os dois temas acima referidos abrem o disco com uma toada marcadamente comercial, já o groove que pisca o olho ao R&B em Magic ou Jealousy e o eletropop festivo de Snow, são exemplos da abertura, de forma experimental e criativa, por parte dos San Cisco aos mais variados espetros da pop, que tanto apela ao grande público, como não deixam de piscar o olho ao universo mais underground. O prório blues descontraído de Wash It All Away ou o efeito vocal de Mistakes faz-nos recordar as emanações sonoras de Brian Wilson, na senda de temas como Bitter Winter ou a melancólica Super Slow, instantes menos comerciais e que incluem algumas experimentações, essenciais para comprovar a ampliação do cardápio sonoro dos San Cisco. Acaba por ser um disco que se divide constantemente entre a simplicidade e a grandeza dos detalhes, um exercício assertivo onde abundam diferentes efeitos de percussão e teclados sintetizados, juntamente com letras únicas centradas nos relacionamentos amorosos e nos conflitos que tantas vezes provocam, além do sentimentos de deceção que invade cada um de nós quando o desfecho não é, tantas vezes, o mais esperado. Estes são os principais sustentos desta nova obra dos San Cisco, que também incluem outros pequenos detalhes, que usam a eletrónica como principal ferramenta, mas onde há até um ligeiro psicar de olho à folk em Skool, numa lógica sonora que tem feito escola desde a alvorada dos oitentas, mas com um elevado toque de modernidade. 

Sereno e festivo, Gracetown é um excelente disco para uma novo impulso na carreira dos San Cisco que parecem disponíveis para abarcar outras fronteiras sonoras, num trabalho que comprova que este projeto australiano está disposto a usar todas as armas ao dispor para encontrar o seu lugar de relevo, diferencial e distinto no cenário musical alternativo. Espero que aprecies a sugestão...

San Cisco - Gracetown

01. Run
02. Too Much Time Together
03. Magic
04. Snow
05. Wash It All Away
06. Bitter Winter
07. Jealousy
08. Super Slow
09. Mistakes
10. About You
11. Skool
12. Just For A Minute


autor stipe07 às 19:13
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2015

Tame Impala – Disciples

Os Tame Impala de Kevin Parker acabam de divulgar Disciples, mais um avanço para Currents, o sucessor de Lonerism, um novo trabalho do grupo australiano, que vai ver a luz do dia ainda em 2015.

O sentimento de mudança é cada vez mais explícito neste projeto. Se a longa Let It Happen apresentou-nos uns Tame Impala menos dependentes das guitarras e a chamarem os sintetizadores para plano de maior destaque, mas sem deixarem de lado a sua típica groove viajante e se ‘Cause I’m A Man oferecia-nos um R&B empoeirado, a animada Disciples mantém a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia, mas numa toada mais pop e acessível, com as guitarras a serem cercadas por um sintetizador inspirado e fortemente aditivo. Confere...


autor stipe07 às 15:03
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

Courtney Barnett - Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit

Gravado em Melbourne durante o nosso verão de 2014, Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit é o feliz título do arrebatador disco de estreia de Courtney Barnett, onze canções que viram a luz do dia a vinte e três deste mês atraves da House Anxiety/Marathon Artists e sucessor dos EPs I've Got a Friend Called Emily Ferris (2011) e How to Carve a Carrot into a Rose (2013), editados depois conjuntamente em The Double EP: A Sea of Split Peas, em 2013.

Carregas no play e com o indie rock frenético de Elevator Operator e do single Pedestrian At Best levantas o queixo, franzes o sobrolho, ensaias o teu melhor sorriso eufórico enigmático e passas a língua pelo lábio superior com indisfarçável deleite, enquanto uma voz doce, uma bateria intensa e uma guitarra que brilha daqui ao céu, num vaivém musculado e constante, te fazem abanar as ancas e partir em direção à festa mais próxima, nem que seja aquela que vais obrigatoriamente criar neste preciso instante e em que podes muito bem ser o único convidado. Mas isso pouco importa, porque respirar ao som deste disco é saborear automaticamente um clima festivo sem paralelo e, como referi logo no início, dar de caras com um compêndio sonoro que não poderia ter melhor nome, já que nele Courtney prende hermeticamente nos seus punhos e transmite depois para as letras e finalmente, para o modo como as canta, o turbilhão ruminante de uma qualquer mente quotidiana, criando um universo familair e cativante que facilmente nos enclausura.

Courtney é bastante hábil no modo como expôe aqueles pequenos detalhes da vida vomum e os trasnforma, na sua escrita, em eventos magnificientes e plenos de substância. Da exaltação do ócio criativo de Avant Gardenner até à apologia da rotina na já citada Elevator Operator, são vários os exemplos do modo como a autora exalta romanticamente e com um charme algo displiscente mas feliz, a postura que tem em relação à vida. O blues animado de An Illustration of Loneliness (Sleepless in NY), tema onde salta ao ouvido o excelente improviso da guitarra e, em oposição, o clima mais boémio dos sete minutos experimentais e psicadélicos de Small Poppies, expressam, sintomaticamente, este constante plasmar de paradoxos, de uma constante tensão oscilante entre o tédio e a ansiedade, o rock e a folk, o doce e o amargo e, enfim, entre o meramente quotidiano e aquilo que é naturalmente poético.

Já completamente seduzidos por este Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit, em Depreston somos embalados por uma lindíssima balada que nos oferece a possibilidade de viajarmos rumo a um limbo existencial e meditativo ao mesmo tempo que aquelas ancas ainda abanam e depois, se o indie rock de Aqua Profunda! dá-nos coragem para agarrar pelos colarinhos uns quantos incautos que se atravessam no caminho para trazê-los para a nossa festa, a pop dançante de Dead Fox fá-los sentirem-se rapidamente integrados e promete-nos que não nos vai deixar sós durante alguns dias já que assenta num refrão tremendamente aditivo e imbatível, 

Com o ótimo solo de guitarra da punk Nobody Really Cares if You Don't Go to the Party, as certeiras baladas Debbie Downer e Boxing Day Blues e a densa, sombria e tensa Kim's Caravan, chega ao ocaso a audição de onze canções que podem tornar-se futuramente em clássicos intemporais, uma verdadeira explosão de cores e ritmos, personificada num disco arrebatador e real, sobre sentimentos reais, mudanças que surgem para balançar o que parecia estável, sobre problemas que vêm de dentro para fora e que podem atingir o outro ou qualquer um de nós. Espero que aprecies a sugestão...

Elevator Operator
Pedestrian at Best
An Illustration of Loneliness (Sleepless in NY)
Small Poppies
Depreston
Aqua Profunda!
Dead Fox
Nobody Really Cares if You Don't Go to the Party
Debbie Downer
Kim's Caravan
Boxing Day Blues


autor stipe07 às 21:48
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2015

Tame Impala – ‘Cause I’m A Man

Tame Impala - 'Cause I'm A Man

Os australianos Tame Impala de Kevin Parker acabam de divulgar ‘Cause I’m A Man, o primeiro avanço para Currents, o sucessor de Lonerism, um novo trabalho que vai ver a luz do dia ainda em 2015.

‘Cause I’m A Man foi rascunhado em aviões, carros, hotéis e casas, desde o término de Lonerism, em 2012, sendo uma das canções mais confessionais e biográficas escritas até hoje por Parker. Sonoramente confirma uns Tame Impala menos dependentes das guitarras e a chamarem os sintetizadores para plano de maior destaque, mas sem deixarem de lado a sua típica groove viajante, neste caso numa toada mais R&B, mantendo-se a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia.

Além de encontrarmos Currents nas lojas em breve, será possível também ver os Tame Impala em Portugal este ano, pois já estão confirmados no Festival Vodafone Paredes de Coura. Confere...


autor stipe07 às 17:47
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Quinta-feira, 26 de Março de 2015

Spray Paint - Polar Beer

Depois de terem surpreendido em 2014 com o espetacular Clean Blood Regular Acid, os norte americanos Spray Paint, de Cory Plump (guitarra e voz), George Dishner (guitarra e voz) e Chris Stephenson (bateria e voz), uma banda artpunk de Austin, no Texas, na senda de nomes tão importantes como os Thee Oh Sees, Parquet Courts ou Viet Cong, estão de regresso em 2015 com Punters On The Barge, o quarto trabalho da carreira do trio, um disco que vai ver a luz do dia a um de junho através da Homeless Vinyl.

Polar Beer, uma canção que tem a Islândia como cerne temático, é o primeiro avanço divulgado desse trabalho, um tema assente numa guitarra hipnótica, esquizofrénica e fortemente combativa, mas incrivelmente controlada, num resultado de proporções incirvelmente épicas, bem capaz de proporcionar um verdadeiro orgasmo volumoso e soporífero, a quem se deixar enredar na armadilha emocionalmente desconcertante que os Spray Paint construiram neste tema. Confere...

 


autor stipe07 às 11:37
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Terça-feira, 24 de Março de 2015

Sounds Like Sunset – We Could Leave Tonight

Os australianos Sounds Like Sunset  são David Challinor, Tobey Doctor e David Hobson e já andam nestas andanças desde 1997, tendo-se estreado nos registos discográficos em 2000 com Saturdays. Editaram no passado dia vinte e dois de julho de 2014, We Could Leave Tonight, o terceiro registo do grupo, disponível para audição na plataforma bandcamp.

Impressiona perceber que estes Sounds Like Sunset andam nestas andanças há quase duas dé cadas e são ainda uns perfeitos desconhecidos tendo em conta o conteúdo de We Could Leave Tonight, um irrepreensível compêndio de indie rock com nove magníficas canções com um espiríto que parece querer exaltar, acima de tudo, o lado bom da existência humana, num mundo feito de dúvidas, deceções e guerras, tantas vezes desnecessárias e incompreensiveis.

Há aqui um clima sonoro que nos leva numa viagem espiritual, convidando-nos a usufruir de instantes que não deixando de ser ruidosos, assentam num excelente registo introspetivo que mostra muito do código genético de um projeto que tem colado a si o indie rock de cariz mais alternativo, que fez escola na década de noventa, mas também apontando agulhas para os primórdios do punk rock e de sonoridades mais progressivas. O single Second Chance, a canção que abre o disco com notável vigor e convicção, mostra uns Sounds Like Sunset a fazer aquilo que o próprio nome da banda indica, ou seja, a inebrirar os nossos sentidos com melodias luminosas e aditivas, apesar de parecerem liricamente entalhados numa forte teia emocional amargurada,que a distorção das guitarras ajuda a ampliar, em canções como Open My Eyes ou Misunderstood.

Se o rock alternativo é, por natureza, nem sempre dançável, aqui não faltam exemplos de canções que muitas vezes crescem em emoção, arrojo e amplitude sonora. Se a melancólica Maybe Eye é uma canção que seduz pelo baixo vigoroso e que nos faz ter vontade de pular e de querer desertar do universo paralelo onde muita vezes vivemos para um presente feito com aquela felicidade incontrolável e contagiante que todos nós procuramos, já o fuzz de Sunshine e Fears, apontando rumo ao rock progressivo, ou o elevado cariz épico de Somebody Like You transportam consigo uma considerável carga emocional, à qual é difícil ficar indiferente. Outro destaque deste trabalho é, pela toada e pelo pendor acústico, cheio de arranjos lindíssimos, proporcionados por cordas deslumbrantes, a balada Undone, uma canção capaz de nos fazer acreditar que aquele desejo incontido que todos guardamos dentro de nós pode, um dia, concretizar-se.

Acaba por ser com a maior naturalidade que se confere em We Could Leave Tonight boas letras e belíssimos arranjos, assentes numa guitarra jovial, pulsante e disponível a criar diferentes efeitos, um baixo vigoroso e uma percussão diversificada e sempre pronta a dar o andamento certo ao clima e à mensagem que cada tema exala, em mais um projeto oriundo dos antípodas e que merece um reconhecimento superior. Espero que aprecies a sugestão...

Sounds Like Sunset - We Could Leave Tonight

01. Second Chance
02. Misunderstood
03. Open Up My Eyes
04. Maybe Eye
05. Sunshine
06. Fears
07. Somebody Like You
08. Undone
09. Find Your Way


autor stipe07 às 21:43
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Quarta-feira, 11 de Março de 2015

Tame Impala - Let It Happen

Tame Impala Share

Os australianos Tame Impala de Kevin Parker acabam de divulgar e disponibilizar gratuitamente Let It Happen, o primeiro avanço para o sucessor de Lonerism, um novo trabalho ainda sem nome e data de edição concreta, apesar de ser claro que o novo álbum deste coletivo de Perth vai ver a luz do dia ainda em 2015.

Let It Happen são oito minutos que confirmam uns Tame Impala menos dependentes das guitarras e a chamarem os sintetizadores para plano de maior destaque, mas sem deixarem de lado a sua típica groove viajante, mantendo-se a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia.

Ao mesmo tempo que os Tame Impala disponibilizaram este tema, divulgaram o alinhamento de uma digressão norte americana e será possível também vê-los em Portugal este ano, pois já estão confirmados no Festival Vodafone Paredes de Coura. Confere...

 


autor stipe07 às 12:53
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Sábado, 7 de Março de 2015

Ride Into The Sun – Sky Flowers EP

Os australianos Ride Into The Sun começaram a fazer música em 2010 e ao longo destes cinco anos passaram por várias transformações na formação, o que não impediu de terem já um interessante cardápio sonoro, como poderás verificar no bandcamp da banda. Dessa coleção destaco o single New Sunday, tema disponível para download e extraído de Goodbye Hipster, Hello Reality, um EP editado por este grupo em dezoito de fevereiro de 2011, mas também um EP homónimo e, mais recentemente Sky Flowers, uma nova coleção de canções que replicam um excelente rock psicadélico.

Naturais de Adelaide, têm como ídolos os The Black Angels e rapidamente definiram uma posição de relevo no cenário musical shoegaze e alternativo local, profícuo em bandas que apreciam o universo sonoro underground produzido nos anos setenta e oitenta. Os Ride Into The Sun são atualmente formados por Ant, Yuk, Jordan e Sam e estas cinco novas canções do grupo têm no rock psicadélico vintage o grande pilar de uma sonoridade que nos mergulha num ambiente etéreo e espacial e que explora nitidamente um universo certamente construido com várias substâncias psicotrópicas consumidas em noites chuvosas.

A audição de Sky Flowers merece uma dedicação sequencial e uma obediência ao alinhamento oferecido, mas não posso deixar de começar por destacar Give Or Take, um magnífico hino sonoro, extasiante e sedutor, um notável marco na carreira deste grupo e um consciente ato de esplendor que mostra a verdaderia essência do genuíno rock n' roll, um tema que, por si só, já justifica o contato com estas canções. E tal fato carimba desde logo a génese concetual dos Ride Into The Sun, obrigando qualquer analista consciente e justo a conferir e este quarteto australiano enormes faculdades e atributos e não só por causa desse magnífico tema, inundado de guitarras carregadas nos loopings e nos efeitos, mas também, por exemplo, pelo modo como em Moon Child são mestres em nos oferecer um conjunto intrincado de emoções e sensações genuínas, através da simples conjugação de vários acordes, com alguns efeitos com um cariz fortemente místico e espiritual.

O veredito acerca da obrigatoriedade de uma audição dedicada deste EP torna-se definitivo e impossivel de rebater e não podia ser mais favorável e instigador quando chega o fuzz da guitarra e o baixo bem pronunciado de Outside, dois detalhes que ditam o ritmo carregado e denso de uma canção que impressiona também pelo modo com as quebras rítmicas que possui influenciam a enorme tensão emocional que exala, mostrando que a força do blues e da soul está bem presente neste coletivo que merece um reconhecimento superior, pelo modo como cria efeitos de guitarras sombrios mas que conduzem belas melodias e que brilham na interação assertiva que plasmam entre a voz e delicadeza de uma guitarra que procura novas pistas para a salvação do rock. Espero que aprecies a sugestão...

Ride Into The Sun - Sky Flowers

01. Lost Horse Valley
02. Johnny Blossom
03. Give Or Take
04. Outside
05. Moon Child


autor stipe07 às 21:58
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